domingo, 24 de setembro de 2017

THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT - THE SONG

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"A Hard Day's Night" abre com o acorde mais famoso do rock: uma rajada radiante de uma guitarra de 12 cordas, evocando o caos e a euforia da Beatlemania em seu auge. O tom ensolarado do acorde, a empolgação do desempenho dos Beatles e o suspiro de exaustão do título fazem de Os Reis do Iê-Iê-Iê, o filme ficcional, um documentário compacto sobre a ascensão meteórica dos Beatles. "Naquela época, os começos e encerramentos das músicas eram algo que eu tendia a organizar", disse George Martin. "Precisávamos de alguma coisa arrasadora, que fosse um 'chacoalhão' súbito na música. Ele acertou por acaso", contou o produtor. (Em uma entrevista em fevereiro de 2001, Harrison disse que o acorde era um "Fá com um Sol por cima, mas você vai ter de perguntar a Paul sobre a nota do baixo para saber a história toda". McCartney tocou um Ré em tom alto.
O título veio de uma brincadeira de Ringo. "Nós estávamos trabalhando dia e noite", ele relembrou. "E eu fiquei pensando que ainda era dia e disse: 'It's been a hard day' ['está sendo um dia duro']. Ao perceber que já estava escuro, [completei com]: '...'s night!' ['... noite!']". Quando Lennon contou a observação ao diretor Richard Lester, ela se tornou instantaneamente o título do filme. Tudo o que tiveram de fazer foi escrever uma música que o acompanhasse. "John e eu estávamos procurando por títulos", disse McCartney. "Uma vez que você tem um bom título, é meio caminho andado. Com A Hard Day s Night', você já tinha quase tudo". John compôs a música na noite anterior à gravação e o grupo a registrou em espantosas três horas.
O maior problema era o solo de Harrison: um take que apareceu em um disco não-oficial nos anos 80 mostra o guitarrista se atrapalhando com as cordas, perdendo o tempo e errando notas. Mas quando a sessão terminou, às 22h daquela mesma noite, Harrison havia esculpido um de seus mais memoráveis solos - um precioso dedilhado crescente tocado duas vezes e arrematado com um floreio circular, com o badalar de sino de igreja de sua guitarra ecoado no piano por Martin. "George passava muito tempo trabalhando nos solos", disse Geoff Emerick. "Tudo era um pouco mais difícil para ele, nada veio muito facilmente." Harrison também tocou o arrasador fade-out, um ressoante arpeggio de guitarra que foi inspirado por Martin. "Eu estava frisando a eles a importância de fazer a música se encaixar, não exatamente terminando, mas ficando suspensa de modo a conduzir para a atmosfera do próximo clima", explicou o produtor.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

THE BEATLES - BOYS - SENSACIONAL!

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"Boys" é uma música de Luther Dixon e Wes Farrell, originalmente gravada por The Shirelles e lançada como lado B de seu single "Will You Love Me Tomorrow" em novembro de 1960. Foi regravada pelos Beatles e incluída no seu primeiro álbum lançado no Reino Unido, Please Please Me, em março de 1963. A versão dos Beatles foi gravada nos estúdios da EMI em Abbey Road, no dia 11 de fevereiro de 1963, em uma única tomada. Foi o primeiro vocal de Ringo com os Beatles e a primeira vez que muitos fãs ouviram Ringo conduzindo o vocal principal. Esta versão tem muitas semelhanças com o sucesso de Ray Charles "What'd I Say", particularmente durante os versos do coro. Os Beatles não se preocuparam com possíveis caminhos homossexuais que acompanham o vocal de uma canção sobre meninos, cantada antes por meninas, embora alterem os pronomes de gênero empregados na versão das Shirelles ("Minha garota diz quando beijo seus lábios ..."). "Boys" sempre foi o número de Ringo nos Beatles durante os dias do Cavern Club. Uma versão ao vivo da música foi incluída no álbum The Beatles no Hollywood Bowl, lançado pela primeira vez em 1977. O fato é que, com os Beatles, "Boys" era fatal e exercia o efeito desejado com as garotas chamando a atenção para Ringo, no que ficou convencionado de ser chamado pelos outros de "Starr Time" (A Hora de Ringo), que logo deu lugar para "I Wanna Be Your Man".

IMAGEM DO DIA - THE BEATLES!

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ERIC CLAPTON - LIFE IN 12 BARS

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O documentário Life in 12 Bars, que conta a vida de Eric Clapton, estreou no Toronto International Film Festival, no Canadá, no dia 11 de setembro de 2017. A aguardada produção, também irá ao ar no canal de TV a cabo norte-americano Showtime, em fevereiro de 2018. Dirigido por Lili Fini Zanuck (“Conduzindo Miss Daisy”), o longa mostra a ascensão do músico, desde o início da carreira ao lado do Bluesbrakers até atingir o status de “Deus da Guitarra”. Além disso, relata detalhes inéditos sobre a vida de Clapton fora dos palcos, com base num extenso arquivo pessoal de vídeos raros, fotos, cartas e diários pessoais cedidos pelo próprio artista. A equipe do documentário conta ainda com nomes como o produtor John Battsek (“Procurando Sugar Man”) e o editor Chris King (“Amy”). Apesar de abordar os problemas vividos pelo cantor como os vícios em drogas e álcool e a perda do filho, Lili Zanuck afirma que “A música de Clapton é a base do filme. O compromisso dele com as origens e tradições do blues sempre foi absoluto, desde o início da carreira”. Clapton, que também é coprodutor do documentário, falou sobre a dificuldade de responder às entrevistas, de ter que rever lembranças, mas que no final o trabalho serviu como reflexão para examinar suas falhas ao longo dos 72 anos de vida. A prévia se inicia com um depoimento da lenda do blues B.B. King, amigo e parceiro no álbum “Riding with the King” (2000), seguindo para vídeos e imagens inéditas do arquivo pessoal de Clapton – desde a infância, passando pela banda Cream até a carreira solo. “Me assistir passando por aquilo não foi fácil”, declarou o músico em entrevista após a exibição do documentário no Festival Internacional de Cinema deToronto. “Até o momento em que parei de beber, tudo que eu disse era completa bobagem”; acrescentou. O doc reúne vídeos caseiros, partes de grandes shows com Jimi Hendrix, George Harrison e B.B. King e entrevistas com integrantes das ex-bandas de Clapton Yardbirds e Cream, de Pattie Boyd, sua ex-esposa e até da avó do guitarrista. Eric Clapton já havia passado por uma experiência similar à do filme quando lançou sua autobiografia, em 2007. No livro, ele descreve detalhes da sua vida como seu envolvimento com as drogas por 20 anos e conta que, na década de 1970, chegou a gastar US$ 16 mil em heroína. Fala ainda sobre a morte de Conor, aos 4 anos, seu filho com a modelo da Itália Lori Del Santo, e que este momento de dor foi também o impulso para a sobriedade. Para ele, Clapton compôs a música ‘Tears in Heaven’. “É, com certeza, uma volta vitoriosa e melancólica, cheia de nostalgia, e musicalmente potente”, declarou Zanuck em entrevista à Reuters. “Apesar do fato de que a trajetória dele foi cheia de tragédias, vício e perdas, ele sempre conseguiu se recuperar e servir àquilo que mais ama: a música.”

GEORGE HARRISON - EXTRA TEXTURE

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Extra Texture (Read All About It) é o sexto álbum de estúdio de George Harrison, lançado em 22 de setembro de 1975. Foi o último álbum de Harrison sob seu contrato com a Apple Records e a EMI, e o último álbum de estúdio emitido pela Apple. O lançamento ocorreu nove meses após a turbulenta turnê norte-americana de 1974 com Ravi Shankar e o mal recebido álbum Dark Horse. O humor melancólico da gravação reflete o estado de depressão de Harrison gerado pela crítica a esses projetos. GEORGE HARRISON - EXTRA TEXTURE - 1975

CARL PERKINS AND FRIENDS - A ROCKABILLY SESSION

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"Carl Perkins & Friends - Blue Suede Shoes: A Rockabilly Session" foi um concerto realizado pelo grande Carl Perkins em 9 de setembro de 1985 em Londres, no Limehouse Studios e que contou além da banda de Perkins, com um supertime de fazer inveja a qualquer um. A constelação de conividados especiais contou com amigos - fãs e admiridadores - do mestre tais como George Harrison, Ringo Starr, Eric Clapton , Dave Edmunds (que também foi o diretor musical do show) e Rosanne Cash (filha de Johnny Cash). A maioria do repertório executado no show consistiu em canções clássicas de Perkins - puro rockabilly dos anos 1950. O concerto especial foi ao ar originalmente pelo canal Cinemax em 1986, com comentários introdutórios de Johnny Cash, Roy Orbison e Jerry Lee Lewis. O concerto é um destaque memorável tanto da carreira de Perkins como de todos que fizeram suas participações especiais, inclusive George Harrison.A SUPERBANDA: Carl Perkins (guitarra e vocais), George Harrison (guitarra e vocal), Ringo Starr (bateria e vocal), Eric Clapton (guitarra, vocais), Dave Edmunds (guitarra, vocais), Greg Perkins (baixo), Lee Rocker (contrabaixo), Slim Jim Phantom (bateria), Earl Slick (guitarrista), David Charles (bateria), John David (baixo), Mickey Gee (guitarra), Geraint Watkins (piano) e Rosanne Cash (vocal). Mas o que é mais legal mesmo, é que aqui, a gente confere o show inteiro.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

REVISTA 'ROLLING STONE' É COLOCADA À VENDA

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Símbolo da cultura pop, publicação de 50 anos enfrenta dificuldades após crise de credibilidade e novo cenário digital.
A icônica revista de crítica musical e cultura pop, Rolling Stone, vai mudar de mãos. A editora responsável por sua publicação anunciou no final de semana que colocou à venda sua participação no controle da revista, que completou 50 anos em 2017. A decisão vem em meio ao cenário cada vez mais incerto das publicações impressas, disse o fundador da revista, Jan Wenner. Ainda estudante, Wenner criou a revista em São Francisco, em 1967, ao lado do crítico de música Ralph Gleason. Hoje, ele controla a publicação ao lado de seu filho, Gus. Isso porque a revista permaneceu sob o controle de sua empresa, a Wenner Media, desde então. Apesar disso, o criador justifica a medida, alegando que o futuro parece desafiador para uma editora familiar. “Há um nível de ambição que não conseguimos alcançar sozinhos” disse Gus Wenner. “Estamos sendo proativos e queremos nos adiantar à curva”. Além de ser uma das mais influentes revistas do cenário musical, a Rolling Stone conta também com um forte jornalismo político, e fez história com suas capas, que durante muitos anos foram o símbolo máximo do sucesso e relevância. Desde Jim Morrison, do "The Doors", passando por Madonna e Lady Gaga, até presidentes, atores e até mesmo Papas. A revista também criou uma geração de críticos de música bem conhecidos como Lester Bangs e escritores sociais e políticos como Tom Wolfe, Hunter S Thompson e PJ O'Rourke. Mas a reputação da revista — e suas finanças — sofreram um golpe depois da publicação de uma história falsa, em 2014, sobre um suposto estupro no campus da Universidade da Virgínia. A revista teve que se retratar, dizendo que não realizou procedimentos jornalísticos básicos de verificação de fatos. No entanto, a empresa disse que a Rolling Stone ainda atinge 60 milhões de leitores por mês, e que sua pegada de mídia digital e social está crescendo rapidamente. "Nós demos grandes passos para transformar a Rolling Stone em uma empresa multiplataforma, e estamos entusiasmados em encontrar o lar certo para construir nossa base sólida", disse em comunicado Gus. Essa não é a primeira baixa da empresa. Ainda este ano, a família Wenner vendeu outros dois títulos — a revista de celebridades US Weekly e revista sobre estilo de vida masculino Men's Journal — para a American Media, uma editora de tablóides, como o National Enquirer.No ano passado, a empresa vendeu uma participação de 49% da própria Rolling Stone para a startup de criação de música e tecnologia de Cingapura, BandLab Technologies. Ainda não se sabe se a empresa já está em negociações com potenciais compradores.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

SID BERNSTEIN - O HOMEM QUE QUERIA A VOLTA DOS BEATLES

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Sid Bernstein, nascido em 12 de agosto de 1918, foi empresário, produtor musical e promoter americano. Bernstein ajudou a iniciar a invasão britânica, trazendo os Beatles até os Estados Unidos, e também os Rolling Stones, Herman's Hermits, The Moody Blues e The Kinks, mudando o cenário da música americana na década de 1960. Ele foi o primeiro empresário a organizar concertos de rock em estádios esportivos. Foi ele o responsável pela famosa apresentação dos Beatles no Shea Stadium. Também organizou concertos para Frank Sinatra, Ray Charles, Jimi Hendrix, Sly & the Family Stone, Bruce Springsteen, Laura Branigan e Lenny Kravitz. Bernstein foi o primeiro a encenar um show de rock no Madison Square Garden (The Concert For Bangladesh). Bernstein morreu em 21 de august 21 de 2013 com 95 anos.
No dia 19 de setembro de 1976, o promotor de eventos Sid Bernstein, o homem responsável pelas apresentações dos Beatles no Shea Stadium uma década antes, publicou um anúncio de página inteira no New York Times demonstrando suas esperanças de reunir os Beatles para um concerto. Um evento que iria trazer consolo para um mundo "tão desesperadamente dividido". Ele salienta que as receitas poderiam chegar a US$ 230 milhões - Cerca de 1 bilhão de dólares em dinheiro de hoje. Os ex-Beatles, todos deram de ombros. Em 1979, ele tornaria a repetir a dose. A “história oficial” diz que eles nunca responderam a estes anúncios, mas Bernstein afirmou em uma entrevista em 2001 que Lennon pediu "mais detalhes" depois de ver o segundo anúncio em 79. Com base no anúncio publicado por Bernstein em 76, o produtor do programa “Saturday Night Live” - Lorne Michaels, anunciou que daria 3 mil dólares se os Beatles aparecessem lá “ao vivo” naquela noite. O que ele não sabia, era que John e Paul estavam juntos no Dakota vendo o programa e por alguns minutos acharam que seria “um tremendo sarro” aparecerem lá para faturar a mixaria. Mas acabaram desistindo. Esse episódio, é basicamente o argumento do filme “Two Of Us” ou "Tudo Entre nós". Aqui no Brasill, o texto do anúncio de Sid Bernstein, apareceu na íntegra na sensacional revista “Violão e Guitarra Especial” N°7 – Beatles”, em novembro de 1976 e a gente confere aqui:
  Domingo, 19 de setembro de 1976.
Prezados George, John, Paul e Ringo: Vocês fizeram do mundo um lugar mais alegre para se viver. Sua música encontrou o caminho nos corações de milhões de pessoas em todo os cantos do mundo. Durante quase dez anos, seus velhos e dedicados amigos e incontáveis novos desejaram, esperaram e pacientemente aguardaram um sinal de vocês, para que tocassem em cima de um palco, por apenas mais uma vez, individualmente, ou juntos. Em um mundo que parece inevitavelmente dividido, comprometido com a guerra civil, aterrorizado por terremotos, e, frequentemente, vivendo no medo de se repetirem amanhã as manchetes trágicas, mais do que nunca, precisamos de um símbolo de esperança para o futuro. Simplesmente mostrando ao mundo que pessoas podem chegar lá, juntas. Permitam ao mundo sorrir por mais um dia. Vamos, nós, mudar as manchetes do desânimo e da falta de esperança para música, vida e uma mensagem mundial de paz. Vocês quatro estão entre os pouquíssimos que têm uma posição de realizar o sonho de um mundo melhor no coração de milhões, em apenas um dia. 0 fardo do mundo não está nos ombros de vocês - todos nós compartilhamos essa responsabilidade. Esta proposta é feita para que vocês a considerem, apenas se vocês puderem encontrar tempo. E energia para fazer acontecer. Nós daqui daríamos as boas-vindas ao retomo de vocês. 0 plano: sua aparição num palco, quer vocês toquem individual ou coletivamente, ou de ambas as formas. Isto seria visto por uma plateia de milhões. Ingressos razoavelmente baratos seriam vendidos com antecedência, em todo teatro, auditório, ginásio ou estádio - onde um circuito fechado de televisão pudesse ser instalado. No dia do evento, seria pedido ao público para trazer, além do ingresso, uma lata de mantimento ou uma peça de roupa nova ou usável, para serem depositadas em caixas nas bilheterias. Esses presentes poderiam alimentar e vestir durante anos uma nação empobrecida.Uma fundação beneficente ou organização mundial como a "CARE" ou "UNICEF" (Fundo das Nações Unidas para a Infância) pode ceder seus recursos para recolher esses presentes no dia seguinte ao concerto de vocês, e distribuí-los cinco dias depois numa região transformada, da noite para o dia, em naçào de esperança e vida. Os vinte por cento destas cifras poderiam ser dirigidos à alimentação e educação de crianças órfãs das nações necessitadas. Os rendimentos possíveis: 100 milhões de dólares da venda de um disco gravado ao vivo neste evento: 40 milhões de dólares da venda de lugares a preço razoável de todo local com circuito fechado; 15 milhões de dólares pelos direitos de transmissão por TV para todo o mundo, para que seja mostrado no dia ou na semana seguinte ao concerto, 60 milhões de um filme do acontecimento, e uma quantidade igual de filme devotada a cada um de vocês - para conversar, tocar, ou dividir da sua própria maneira, suas vidas como indivíduos com seus amigos que querem ver vocês... 15 milhões da venda de programas e lembranças. A hora - Dia de Ano Novo ou Páscoa de 1977. O lugar: Belém, Liverpool, ou onde for o certo! Respeitosamente, Sid Bernstein.

domingo, 17 de setembro de 2017

BEATLES CARTOON - OS BEATLES EM DESENHO ANIMADO

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Numa manhã de sábado, no dia 25 de setembro de 1965, centenas de milhares de crianças americanas de todas as idades sintonizaram suas televisões para assistir a estreia do desenho animado dos Beatles. Foi um sucesso absurdo. Sem precedentes.
Produzida em 1965 - Beatlemania no auge - a série de desenhos animados dos Beatles surgiu pelas mãos de Al Brodax, da King Features, para a rede de TV ABC. Os primeiros esquetes dos personagens foram elaborados por Peter Sander, e as animações ficavam com a TVC (TV Cartoons Ltd), de Londres e da Astransa, de Sidney, Austrália, com ajuda também das equipes da Cine Centrum (Holanda) e CanaWest (Canadá). As estórias eram simples e os roteiros surgiam com facilidade. Os animadores se inspiraram na postura dos Beatles em fotos e apresentações ao vivo.

Em entrevista dos anos 1970, Brodax assinalava que o processo de produção do desenho consistia em comprar todos os jornais e revistas com fotos dos Beatles e estudar todas as aparições do quarteto em programas de TV. Com as fotos e fitas nas mãos era então feito os testes de figurino e roteiro que consistiam em copiar literalmente o que aparecia nas TVs nos dias anteriores.

John era o líder. Paul o mais elegante e estiloso. George era um pouco curvado e suas pernas longas e finas eram sua característica mais marcante e Ringo destacava-se como o mais desconjuntado, um visual coerente com suas palhaçadas. A série "BEATLES CARTOONS"
foi composta de 39 episódios com dois temas principais ou 78 episódios. O seriado foi exibido de setembro de 1965 a setembro de 1969.

Entre os executivos, foi decidido que o público americano não iria entender o sotaque original de Liverpool. As vozes seriam “americanizadas” para o que os jovens “consideravam” um sotaque inglês. A dublagem foi feita por um americano chamado Paul Frees que fazia John e George e de um inglês, Lance Percival que dublava Paul e Ringo. Brian Epstein ficou horrorizado com o resultado e baniu a série da TV britânica onde só passou a ser exibido a partir de 1969.

Para dar um sabor internacional ao desenho, os episódios se passavam em diferentes países: Japão, Irlanda, Índia, Espanha, etc. Cada episódio tinha meia hora e era composto de 2 mini-aventuras e 2 músicas com as letras aparecendo como legendas. Foram 3 temporadas com 39 shows e 78 estórias. Originalmente, os Beatles não gostavam do desenho animado; no entanto, com o passar do tempo, passaram a gostar.

Em 1972, John Lennon disse: "Eu ainda me surpreendo ao assistir os desenhos animados dos Beatles na TV". Em 1999, George Harrison disse: "Eu sempre gostei dos cartoons dos Beatles. Eles eram tão ruins ou tolos que eram bons, se é que você me entende, e acho que a passagem do tempo pode torná-los ainda mais divertidos agora".
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A série foi popularizada em todo o mundo pela televisão a cabo depois que terminou. Em 1986 e 1987, as novas gerações foram introduzidas à série quando foi retransmitida pela MTV e também pela Disney Channel. Embora tenha permanecido relativamente popular ao longo dos anos, a internet permitiu ainda mais exposição dos desenhos devido à sua boa qualidade, à natureza do show e à popularidade dos Beatles como uma banda. A série ganhou de tempos pra cá, um culto fiel de seguidores on-line, levando os fãs a criar memes com base no desenho e descobrir tudo o que há para saber sobre isto."BEATLES CARTOONS" já esteve disponível no YouTube e em sites, mas os episódios foram removidos por questões de direitos autorais. Os poucos episódios encontráveis hoje são todos sem grande resolução, uma pena.

Em dezembro de 2004, a McFarlane Toys lançou uma linha de brinquedos com base na série de desenhos animados com todos os quatro Beatles e seus instrumentos. Em 2005, eles lançaram um conjunto em caixa com os bonecos dos quatro, além do jacaré (mascote), alto-falantes e um rádio. A Apple Corps Ltd. comprou os direitos sobre a série no início dos anos 90 e lançou em DVD. Aos fãs, novos e antigos, resta a expectativa de um novo lançamento, padrão Beatles, à altura que os desenhos animados deles merecem!

MCCARTNEY E SPRINGSTEEN JUNTOS NO MADISON SQUARE GARDEN

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Durante a noite de sexta-feira (15), Paul McCartney se apresentou no Madison Square Garden, em Nova York, e contou com a participação especial de Bruce Springsteen no show. Juntos, os dois músicos tocaram “I Saw Her Standing There”, canção que abre o primeiro álbum dos Beatles, “Please Please Me”, lançado em 1963. McCartney e Springsteen já haviam tocado juntos ao vivo em 2012, no show de Springsteen durante o festival Hard Rock Calling, no Hyde Park, em Londres, no qual também cantaram “I Saw Her Stading There” e parte de “Twist and Shout”. A apresentação não pôde ser completada, pois havia passado do horário limite do show, assim tendo seus microfones cortados. Foi a primeira vez, inclusive, que Paul McCartney tocou o clássico dos Beatles ao vivo em toda sua carreira solo.

sábado, 16 de setembro de 2017

THE BEATLES - I'LL FOLLOW THE SUN

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O contraste entre as visões que John e Paul tinham sobre a vida e o amor não poderia ser maior. Enquanto John normalmente se via como vítima, Paul demonstrava ter controle total de sua vida. Em If I Fell, John pedia uma promessa de que o amor duraria. Em I’ll FollowThe Sun, Paul sustenta que essa garantia não é possível. Ele sabe que nuvens negras podem aparecer em seu relacionamento, então decide apenas seguir o sol. Mesmo sendo uma canção um tanto egoísta, por não levar em consideração como a garota abandonada pode encontrar sua própria luz do sol, era um reflexo exato da vida romântica que Paul mantinha com Jane Asher. Era uma canção guardada "na gaveta", para ser usada quando surgisse pressão para que os Beatles criassem material novo, mas ela foi escrita em 1959. Foi pouco depois da morte de Buddy Holly, e havia uma onda de interesse por ele, que fez com que quatro singles do músico estourassem na Inglaterra. Em I’ll FollowThe Sun, é fácil detectar o efeito disso no jovem Paul McCartney. Holly era uma influência significativa para os Beatles porque, ao contrário de Elvis, escrevia todas as suas canções e tinha uma banda de apoio permanente e identificável. John (que era míope) sentia-se estimulado pelo fato de um cantor que usava óculos poder se tornar um astro do rock, e o nome dos Beatles foi inicialmente inspirado pelos Crickets, de Buddy.Beatles For Sale incluía uma faixa de Chuck Berry (Rock And Roll Music), uma de Leiber e Stoller ("Kansas City"), uma de Little Richard (Hey Hey, Hey - Kansas City), uma de Buddy Holly ("Words Of Love") e duas de Carl Perkins (Honey Don't e Everybody's Trying To Be My Baby), todas gravadas às pressas perto do fim das sessões. "Ainda existem uma ou duas de nossas primeiras músicas que valeria a pena gravar", disse Paul McCartney à Mersey Beat na época. "De tempos em tempos lembramos de algumas das boas que escrevemos no começo, e uma delas, “I’ll FollowThe Sun”, está no LP." Nos anos 1970, a empresa de Paul, MPL Communications, comprou o catálogo de Buddy Holly e desde então é responsável por organizar a cada ano o Buddy Holly Day.  Steve Turner.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

RINGO STARR - GIVE MORE LOVE – LANÇAMENTO MUNDIAL

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O novo álbum do baterista mais amado do mundo está sendo lançado hoje, 15 de setembro. Give More Love traz 14 faixas (quatro são regravações), contando com participações especiais de músicos estelares, de dentro e de fora da All Starr Band. Paul McCartney colabora com Ringo em duas faixas. O 19º álbum de Ringo, carrega uma pegada de certa nostalgia. Aos 77 anos, Ringo contou novamente com a parceria de Paul McCartney, o outro colega vivo da banda mais famosa da história. As colaborações entre Ringo e Paul sempre geram muito expectativa, e desta fez não foi diferente. Quando o baterista publicou uma foto dos dois no estúdio, em fevereiro, a notícia se espalhou rapidamente. "Quando estamos juntos é ótimo, porque passamos momentos muito intensos, tempos em que éramos muito íntimos", disse Ringo. "Para mim, ele é um ser humano incrível, além de ser um incrível baixista", acrescentou. O disco, claro, traz várias lembranças dos Beatles, a mais evidente é a regravação de "Don't Pass Me By", quando Ringo Starr canta "I'd like to be under the sea", enquanto a canção acaba lentamente. "É uma homenagem a uma de minhas canções, chamada 'Octopu's Garden'", disse sobre a música de 1969 do álbum Abbey Road. "Achei que era interessante usar essas músicas de antes com uma banda jovem", continuou. Nascido em 1940, Ringo tinha 29 anos quando o grupo se separou e, desde então, trabalha sozinho, com uma pequena ajuda dos amigos. Atualmente parece reconciliado com todas as pessoas que sempre quiseram saber mais sobre o quarteto de Liverpool.
Usando jeans pretos, jaqueta de couro acolchoada e óculos escuros, Ringo Starr parece jovem ao chegar à entrevista batendo os cotovelos como forma de cumprimentar - ele tem fobia de apertos de mão pelos germes -, e fazendo o sinal de paz e amor com os dedos. As lembranças em "Give More Love" vão mais além de seus anos nos Beatles. "Electricity" fala da Liverpool de sua juventude e de Johnny Guitar, seu parceiro de banda na "Rory and the Hurricanes". "Tocava tão bem... tenho grandes lembranças de como tocava, e desse tempo", relembra Ringo, que passa a maior parte do seu tempo em Beverly Hills, na Califórnia. Ringo, que completou 77 anos em julho, poderia pensar na aposentaria, mas, ao invés disso, fará oito shows em outubro em um cassino de Las Vegas, antes de começar uma pequena turnê pelos Estados Unidos. "Não penso em me aposentar, para mim não tem sentido", explica. "Continuarei enquanto conseguir segurar as baquetas", diz orgulhoso.

FILME DE GEORGE HARRISON ESTREIA NA NETFLIX

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A Netflix anunciou para hoje, 15 de setembro, o lançamento do documentário Living In The Material World (2011), sobre George Harrison. Dirigido por Martin Scorsese, o filme foi indicado em seis categorias no Emmy Awards, tendo vencido em duas: “Melhor Programa Especial de Não-Ficção” e “Melhor Direção para Programa de Não-Ficção”, para o próprio Scorsese. Living In The Material World conta toda a história de George, desde a sua infância até o seu falecimento, em 2001, passando é claro, pela adolescência roqueira, os Beatles, os altos e baixos da sua carreira solo, seu envolvimento com a cultura e religião indianas, tudo muito bem ilustrado com fotos, vídeos e depoimentos incríveis – a maioria inéditos até então.
O FILME
Semanas antes de morrer, em 2001, George Harrison recebe na Suíça a visita de Ringo Starr. O baterista relembra, em um depoimento em George Harrison - Living in the Material World, que precisava logo em seguida viajar para Boston, onde sua filha também combatia um câncer. E George diz: "Quer que eu vá com você?". Para Ringo, essa frase era a cara do guitarrista, mas há muitas outras. Ao longo das três horas e meia do documentário de Martin Scorsese, divididas em duas partes, personalidades também pinçam frases que ajudam a definir o "Beatle quieto", mas o fato é que George Harrison não se deixa biografar facilmente. Introvertido, exige uma aproximação como esta do filme, que vai juntando impressões - tanto nos pequenos momentos quanto nos grandes eventos - para tentar entender o que o movia. O maior evento, obviamente, é a beatlemania, a quem Scorsese dedica um bom pedaço da Parte 1. Poucos minutos separam, no filme, o instante em que para George a banda ainda era só uma banda ("Esses somos nós, não há produto") e a constatação de uma persona pública ("Você olha e não reconhece essa pessoa que aparece nos jornais"). A partir do momento em que George se aproxima de Ravi Shankar e Maharishi e assume um protagonismo nas questões espirituais dentro dos Beatles, o documentário pega carona - e o tema da consciência que "vive no mundo material" passa a ditar o filme. O melhor momento desse início é a cena em que George e John Lennon estão em um debate na TV sobre meditação. A câmera está em Lennon, e de repente o "Beatle quieto" o interrompe e atravessa a resposta. Muitos entrevistados ao longo do filme mencionam a variação de humor de George, que podia ser acolhedor ou brutalmente franco em minutos, e nessa cena o lado sanguíneo do guitarrista fica evidente. Chama os descrentes de ignorantes. Ainda é um George jovem, pré-1970, e notamos em seu rosto uma irritabilidade que, no universo visual vastamente registrado e documentado da banda, não se percebia com frequência. Se depois dessa cena George Harrison - Living in the Material World deixa a desejar em termos de conflitos (o próprio jardim da casa onde ele dá entrevistas é pensado para transmitir paz) é porque o guitarrista era, acima de tudo, um conciliador. Fazia a ponte entre os ânimos de Lennon e Paul McCartney e, com o fim da banda, nunca deixou de se cercar de gente (os indianos, os krishnas, os motoqueiros, Monty Python, Thames Valley Gang, Traveling Wilburys). O que não deixa de ser uma curiosidade: o introvertido que se isolou do mundo em uma mansão no campo, que se encontrou na meditação, não vivia sem amigos. Outro aparente paradoxo: George pregava o desprendimento do "mundo material", mas é bastante volumoso o material de filmagens caseiras das turnês solo e do beatle e sua família. (Não compreendemos o biografado plenamente, mas registros de arquivo de sua imagem não faltam.) Para uma pessoa que perdeu a privacidade tão cedo e tão rapidamente, e que valoriza a interiorização, George parece bem confortável com a exposição - câmeras o pegam fazendo gargarejo, entrando no banho. Até mesmo quando foge com sua esposa para Fiji nas ferias de verão, depois da tentativa de homicídio que sofreu em 1999, George leva uma câmera portátil. É uma pessoa que aprendeu a exercitar o desapego (Eric Clapton discute abertamente no filme o episódio em que tirou a mulher do beatle) mas, ao mesmo tempo, tem sempre uma noção de legado. É como se, quando morresse, não planejasse deixar nada no mundo material, com exceção da sua imagem. Se isso não é ser uma celebridade, no sentido mais puro do termo, então não sei o que é. Em Fiji, porém, George não filma a si mesmo. A sua câmera mostra o movimento das ondas aos seus pés na praia, e vemos apenas a sombra do beatle, sua silhueta. No fim das contas é isso que Scorsese consegue capturar de George Harrison: sua presença no mundo. Enigmática e incompleta como toda presença que escapa de proporção, mas ainda assim uma presença possível de sentir.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

LADIES FIRST WITH JOEY MOLLAND - SWEET TUESDAY MORNING

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Doce manhã de terça...
A Fredonia Records orgulha-se de fazer parcerias com o WhyHunger, uma organização sem fins lucrativos que luta para tentar diminuir a fome no mundo. Ladies First of HAIL! Fredonia Records, uma gravadora de estudantes na Universidade Estadual de Nova York em Fredonia, lançou sua interpretação do clássico hit de Badfinger, "Sweet Tuesday Morning". As primeiras membras da Ladies, Savannah King e Mary Ramsey (10.000 Maniacs) uniram suas forças com ninguém menos que Joey Molland, para essa colaboração única. Para quem não conhece, Joey Molland foi um dos membros formadores da banda inglesa Badfinger. Ele é o autor de Sweet Tuesday Morning, canção originalmente gravada em 1971 para o terceiro álbum da banda, Straight Up. Todos os ganhos gerados a partir da compra da música beneficiarão o WhyHunger, uma organização beneficente focada em garantir que todos tenham acesso a alimentos nutritivos.

domingo, 10 de setembro de 2017

THE BEATLES - TICKET TO RIDE - SENSACIONAL!

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Lançada como single em abril de 1965 tendo “Yes It Is” como lado B, "Ticket To Ride" tornou-se o sétimo número número 1 consecutivo dos Beatles no Reino Unido e seu terceiro número consecutivo número 1 nos Estados Unidos, e também superou as paradas nacionais no Canadá, na Austrália e na Irlanda. A música também foi incluída no seu álbum de estúdio 1965 Help! Gravada nos estúdios da EMI em Londres em fevereiro daquele ano, a trilha marcou uma progressão no trabalho dos Beatles com a incorporação do drone (efeito harmônico ou monofônico ou acompanhamento em que uma nota ou acorde é continuamente soada durante a maior parte ou a totalidade de uma peça) e da instrumentação soando mais dura em relação a seus lançamentos precedentes. Entre os críticos de música, Ian MacDonald descreveu "Ticket To Ride" como "psicologicamente mais profunda do que qualquer coisa que os Beatles haviam gravado antes" e "extraordinária para o seu tempo".
"Ticket To Ride" foi escrita por John e Paul e descrita por John como "uma das primeiras gravações de heavy metal já feitas". Embora suas asas tenham sido cortadas por “You Really Got Me” dos Kinks na disputa, foi a primeira faixa dos Beatles a ter um riff insistente e alongado sustentado por uma forte bateria e a trazer um fade-out com uma melodia alterada. Usada em Help! Durante as cenas na neve austríaca, ela foi lançada como single em abril de 1965 e já tinha chegado ao topo das paradas na Inglaterra e nos EUA quando o filme saiu. Paul confessou ao seu biógrafo Barry Miles que, embora houvesse sido considerada absurda na época, a sugestão de alguns fãs americanos de que a canção se referia a uma passagem da British Railways para a cidade de Ryde, na ilha de Wight, estava parcialmente correta. Betty Robbins, prima de Paul, e o marido dela, Mike, gerenciavam o Bow Bras na Union Street, Ryde, e Paul e John os tinham visitado lá. Apesar de a música ser essencialmente sobre uma garota que some da vida do narrador, eles estavam conscientes do potencial do duplo sentido.
Don Short, jornalista que tinha viajado extensivamente com os Beatles no início dos anos 60, ouviu de John que a expresso tinha mais um sentido. “As garotas que trabalhavam nas ruas de Hamburgo precisavam ter uma ficha médica limpa para que as autoridades de saúde dessem a elas um cartão declarando que não tinham nenhuma doença venérea”, conta Short. “Eu estava com os Beatles quando eles voltaram a Hamburgo em junho de 1966. Foi lá que John me contou que havia cunhado a expressão ‘a ticket to ride’ para falar desses cartões. Ele podia estar brincando – era sempre preciso ter cuidado com o que John dizia.” Fonte: "The Beatles - A História por Trás de Todas as Canções" - Sreve Turner

IMAGEM DO DIA – GEORGE HARRISON – By PATTIE BOYD

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Não deixe de conferir novamente:

THE BEATLES - HUNTER DAVIES - A ÚNICA BIOGRAFIA AUTORIZADA

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Publicada originalmente em 10 de junho de 2015.
Em 1966, Hunter Davies era um jornalista interessado em saber mais profundamente sobre a história dos Beatles. Já havia entrevistado os rapazes e lido os poucos livros publicados sobre o quarteto, mas ninguém ainda havia passado muito tempo com eles ou ido além das perguntas óbvias sobre a fama e o sucesso. A ideia de escrever um livro definitivo sobre a banda do momento parecia perfeita e, surpreendentemente, eles toparam. Brian Epstein, o empresário, não apenas concordou com a empreitada como ainda garantiu: depois que o livro saísse, durante dois anos os Beatles não falariam com mais ninguém além de Davies. “The Beatles” foi publicado em 1968 e, como se sabe, em 1970 a banda não existia mais, tornando seu livro a única biografia autorizada de um dos grupos musicais mais influentes da história. Essa edição de 1968 já esteve aqui para download.

Durante 18 meses entre 1967 e 1968, Davies acompanhou John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison em shows, gravações, turnês e em momentos particulares, em casa, com suas famílias. Reuniu fotos raras, entrevistou pais, esposas e amigos dos músicos, documentou a infância e a vida pré-Beatles dos quatro, e contou a história do The Quarrymen, a primeira banda formada por John que serviu como espécie de base para o grupo.

Depois de seu primeiro lançamento, em 1968, a biografia só cresceu à medida que a importância da banda para a história da música se confirmava. Hoje, os papéis rabiscados que Davies catava no chão dos estúdios Abbey Road para incluir no livro valem milhões; o escritor acredita que cerca de 5 mil pessoas ao redor do mundo vivam do legado dos Beatles: sejam escritores, pesquisadores, acadêmicos, artistas, vendedores de souvenirs ou funcionários da indústria do turismo e de museus.

Para atualizar a história, Davies revisitou seu texto para esta nova edição. Ele não mudou o que escreveu na década de 1960: “Se tivesse que me manter atualizado com todas as revelações subsequentes (…) eu precisaria reeditar esse livro todo ano (…). Trata-se de um registro acurado, mais ou menos, do que eles acreditavam na época”, diz. Mas adicionou um prólogo com material novo, uma reflexão sobre a história dos integrantes após o fim da banda e detalhes dos bastidores da negociação do livro. Entre as informações novas incluídas no prólogo está uma letra de música inédita de George Harrison, rabiscada num papel que o músico entregou para Davies quando ele lhe pediu “um exemplo de sua caligrafia”.

No fim, também como parte da revisão, há ainda relatos sobre personagens entrevistados por Davies e que morreram ao longo destas quase cinco décadas. Entre eles estão a tia Mimi, que criou John Lennon; Linda McCartney, a primeira mulher de Paul; o Maharishi, o mestre de cerimônias do Cavern Club Bob Wooler e o gerente de produção original e muito amigo da banda Neil Aspinall além de muitos outros.

Hunter Davies é jornalista e escritor, e tornou-se famoso mundialmente como o biógrafo dos Beatles em 1968. Escreveu dezenas de biografias, contos infantis e romances, além de um celebrado livro sobre futebol. Atualmente colabora com a revista The New Statesman e os jornais The Sunday Times e Daily Mail. Também é autor do sensacional “As Cartas de John Lennon”. Esse vídeo aí embaixo está bem longe da edição brasileira lançada em 2015 com pouquíssimas fotos. Não dá pra entender por que aqui nesse país, tudo tem que ser tão meia-boca!

THE BEATLES - PAPERBACK WRITER - SENSACIONAL!

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THE BEATLES - WITHIN YOU WITHOUT YOU/TOMMOROW NEVER KNOWS

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IMPERDÍVEIS:

A PEDIDOS - PAUL & RINGO - 2014

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ROLLING STONES - SHE'S A RAINBOW - SENSACIONAL!

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