sexta-feira, 19 de março de 2021

PAUL SIMON - STILL CRAZY AFTER ALL THESE YEARS

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Excelente é pouco. Still Crazy After All These Years foi o quarto álbum de estúdio solo de Paul Simon. Gravado e lançado em 1975, levou quatro sucessos para o Top 40 dos EUA: "50 Ways to Leave Your Lover" (#1), "Gone at Last" (#23), "My Little Town" (# 9, creditada a Simon & Garfunkel), e a faixa-título (#40). Ganhou dois prêmios Grammy de Álbum do Ano e Melhor Performance Vocal Pop Masculina em 1976. "My Little Town", foi a canção que reuniu Paul Simon com o ex-parceiro Art Garfunkel pela primeira vez desde 1970, enquanto "Gone at Last" foi um dueto entre Simon e Phoebe Snow. A faixa-título também foi regravada por Rosemary Clooney em seu álbum de 1993 Still on the Road, Ray Charles, em seu álbum de 1993, My World, Karen Carpenter, em seu álbum solo autointitulado lançado postumamente em 1996; e o grande Willie Nelson para a trilha sonora do filme Space Cowboys de 2000.

segunda-feira, 15 de março de 2021

MATÉRIA DE CAPA - THE BEATLES - YESTERDAY - SENSACIONAL! ✶✶✶✶✶

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"Yesterday" foi composta por Paul McCartney e gravada em 1965 para o álbum Help!, dos Beatles. Segundo o Guinness World Records, "Yesterday" é a canção com mais transmissões em rádios em todo o mundo, com mais de seis milhões de emissões apenas nos Estados Unidos. "Yesterday" é conhecida como a canção com mais gravações na história da música popular, e sua entrada no Guinness em janeiro de 1986, afirma que a canção foi regravada mais de três mil e duzentas vezes. Em 1994, "Yesterday" apareceu em 500 Songs That Shaped Rock, uma compilação com quinhentas canções de Rock promovida pelo Rock and Roll Hall of Fame. Em 1999, a Broadcast Music Incorporated (BMI) colocou a canção na terceira posição de sua lista de canções mais interpretadas do século XX nas rádios e televisões, com aproximadamente sete milhões de atuações. "Yesterday" foi superada apenas por "Never My Love" de The Association e "You've Lost That Lovin' Feelin'" dos Righteous Brothers. No mesmo ano, "Yesterday" foi eleita a melhor canção do século XX pela BBC Radio. "Yesterday" também figurou no terceiro lugar da lista The 101 Greatest Tracks by The Beatles (2006) e na décima primeira colocação da compilação The 100 Greatest Songs of All Time (2000), ambas promovidas pela revista Mojo. Em 2001, "Yesterday" foi incluída na quinquagésima sexta posição da compilação Songs of the Century da RIAA, e é listada em diversas listas e compilações da revista Rolling Stone; Nos Estados Unidos, já apareceu na Rolling Stone’s 100 Greatest Pop Songs (compilação realizada com a participação da MTV), 100 Greatest Beatles Songs e The 500 Greatest Songs of All Time, ocupando o posto de número 1, 4 e 14, respectivamente.

"Yesterday" é uma balada melancólica com duração de dois minutos e poucos segundos. Foi a primeira composição oficial dos Beatles gravada apenas por um integrante, Paul McCartney, acompanhado por um quarteto de cordas. A composição se diferencia notavelmente das demais obras anteriores do grupo, motivo que fez os demais integrantes não aceitarem que fosse lançada como um single no Reino Unido. Em 2002, McCartney perguntou a Yoko Ono se poderia modificar os créditos da composição para "McCartney/Lennon". Ono disse não. Mas ele trocou assim mesmo no álbum Back in the US - (Já tinha feito isso antes também, no álbum Wings Over America, de 1976 e John Lennon não deu a mínima).

Segundo a maioria dos biógrafos de Paul McCartney e dos Beatles, Paul compôs a melodia completa em um sonho que teve na casa dos Asher em Londres, em Wimpole Street. Despertou com a melodia inteira na cabeça e rapidamente foi até o piano, ligou um gravador e começou a tocá-la, para não esquecer. McCartney inicialmente temia ter plagiado uma composição já existente. Depois de se convencer de que não havia tomado a melodia de outra composição, começou a compor a letra para acompanhar a melodia. Originalmente, a canção foi intitulada "Scrambled Eggs" ("Ovos Mexidos"), mas McCartney encontrou um título mais apropriado mais tarde.

Terroristas das teorias da conspiração, dizem que durante as filmagens de Help!, um piano foi colocado em um dos estúdios onde as filmagens estavam sendo conduzidas e McCartney aproveitou esta oportunidade para mexer com a canção. Richard Lester, o diretor do filme, irritou-se e perdeu a paciência e disse para que McCartney terminasse a música ou o piano seria removido, e que a paciência dos outros Beatles também foi testada pelo trabalho em andamento de McCartney, George Harrison disse sobre ele: "Ele está sempre falando sobre essa canção. Você pensaria que ele era Beethoven ou alguém!". McCartney inicialmente afirmou ter composto "Yesterday" durante os concertos dos Beatles na França, em 1964; no entanto, a música não foi lançada até o verão de 1965. Durante esse tempo, o grupo lançou dois álbuns, A Hard Day's Night e Beatles for Sale, sendo que a canção poderia ter sido incluída em qualquer um deles. Embora McCartney nunca tenha dito o que de fato aconteceu, é provável que a razão para este atraso fosse o reflexo de um hipotético desentendimento entre McCartney e George Martin sobre o arranjo da canção, outro motivo seria a rejeição dos outros membros do grupo. Bobagem, demorou porque estava em amadurecimento.

Em 27 de maio de 1965, Paul e Jane Asher viajaram para Lisboa para passar férias em Albufeira, Algarve e foi onde McCartney terminou de escrever a letra de sua música. Ambos se hospedaram na casa de Bruce Welch e McCartney pegou emprestada um de seus violões para completar o trabalho), e enfim deu versos adequados à música. Depois de ajustar “yesterday” [ontem] às três primeiras notas ele precisava de uma rima, e pensou em “all my troubles seemed so far away" (todos os meus problemas pareciam tão distantes), isso o levou à necessidade de outra palavra de três sílabas e assim surgiu “suddenly” [de repente]. As palavras pareceram vir quase tão facilmente quanto a melodia, apesar de decorrido tanto tempo. A letra é curta, só onze versos, com pequeno desenvolvimento.
"Yesterday" foi gravada em Abbey Road em 14 de julho de (imediatamente após a gravação de "I'm Down") e 17 de junho de 1965. Há versões contraditórias sobre sobre sua gravação; a mais citada é que McCartney a gravou individualmente, sem a participação dos outros Beatles. No entanto, fontes alternativas afirmam que em princípio McCartney e os outros Beatles testaram uma variedade de instrumentos, incluindo bateria e um órgão, posteriormente, George Martin os convenceu para que McCartney tocasse individualmente uma guitarra acústica de cordas de aço, e mais tarde, ocorreu a inclusão de um quarteto de cordas. De qualquer forma, nenhum outro membro do grupo foi incluído na gravação final. McCartney fez duas tomadas de "Yesterday" naquele dia. A dois foi considerada a melhor e foi usada para a masterização final. Então foi adicionado o quarteto de cordas para completar a versão que foi publicada. A tomada um, sem nenhuma masterização, apareceu no Anthology 2. "Yesterday" foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Paul McCartney canta e toca guitarra acústica de cordas de aço; Tony Gilbert toca violino; Sidney Sax também toca violino; Kenneth Essex toca viola; e Francisco Gabarro toca violoncelo. Posteriormente, George Martin disse: “Yesterday não era, na verdade, uma gravação dos Beatles e eu discuti isso com Brian Epstein: 'Você sabe, esta é uma canção de Paul... a única credenciada por Paul'. Ele disse: Não, seja o que for, não dividiremos os Beatles”. E Paul McCartney sempre disse: “É a música mais completa que já compus”.

PAUL McCARTNEY - YESTERDAY

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Aqui, a gente confere Paul McCartney e sua “Yesterday” em dois grandes momentos de sua carreira solo. Primeiro, na megatour Wings Over America em 1976, em seguida, em 1984, nas filmagens de “Give My Regards to Broadstreet”.

YESTERDAY - A MAIS REGRAVADA DE TODOS OS TEMPOS

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O clássico “Yesterday” dos Beatles foi lançado em 1965, como single do quinto álbum de estúdio Help!. A faixa acabou se tornando uma das canções mais reconhecidas na história da música e uma mais populares da banda. Isso não impediu outros artistas de tentarem colocar seu próprio toque pessoal nela. De acordo com registros oficiais, “Yesterday” é a canção mais coverizada da história da música, com mais de 3.200 versões gravadas. Incontáveis artistas populares têm suas próprias versões da canção, incluindo Frank Sinatra, Joan Baez, Liberace, Elvis Presley, Aretha Franklin, Ray Charles, Merle Haggard e Willie Nelson, seguidos de uma lista interminável de incontáveis outros, embora nenhuma delas, por melhor que sejam, supere a gravação original. Aqui, a gente confere quatro delas: Com Sinatra, com Presley, Ray Charles e Marvin Gaye, que é a preferida de Paul McCartney.
Como parte de seu álbum My Way, lançado em 1969 por seu próprio selo Reprise, Frank Sinatra acrescentou seu próprio toque ao clássico dos Beatles. O álbum, consistindo principalmente de versões cover de canções pop contemporâneas da época, também incluiu uma versão do hit de Simon e Garfunkel “Mrs. Robinson” e a música de Ray Charles “Hallelujah, I Love Her So”. Sinatra e os fãs dos Fab Four passaram a estar mais intimamente ligados, desde que Sinatra disse que “Something” era “a maior canção de amor escrita nos últimos 50 anos”.

Durante várias de suas apresentações em Las Vegas em agosto de 1969, Elvis Presley costumava cantar “Yesterday” como parte de seu set.

Em seu álbum de 1967, Ray Charles Invites You to Listen, Ray Charles incluiu uma versão de “Yesterday”. Diferente de qualquer outra apresentação da faixa, Charles representou sua voz de forma profunda e emocional para adicionar seriedade à música. Em um álbum que não impressionou criticamente, a versão de Charles do clássico dos Beatles continua sendo o legado duradouro do projeto.

That's the Way Love Is, o décimo álbum de estúdio do icônico músico de soul Marvin Gaye, incluia sua agora famosa versão do clássico dos Beatles quando foi lançado em 1970. Citada como a versão favorita de McCartney da música entre as 3.000 outras versões, o cover de Gaye continua sendo o grande ponto de referência de “Yesterday”.

DEZ, NOTA DEZ! EU SOU CARLOS IMPERIAL - Denilson Monteiro***********

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Há muito tempo, eu vinha com vontade de fazer uma postagem especial sobre Carlos Imperial. No ano passado, depois de assistir ao filme “Minha Fama De Mau” - a história de Erasmo Carlos, e ler o sensacional livro de Denilson Monteiro - 
DEZ, NOTA DEZ! EU SOU CARLOS IMPERIAL, achei que finalmente era chegada a hora do Imperial. Mas não rolou e ficou guardada desde janeiro de 2020.
Absolutamente sensacional e surpreendente a biografia de Carlos Imperial escrita pelo pesquisador Denilson Monteiro. Óbvio que a nota não poderia ser outra: Dez, nota dez! Autor das biografias de Ronaldo Bôscoli e Chacrinha, Denilson Monteiro tem em seu histórico de pesquisador colaborações em livros sobre artistas como Tim Maia, Erasmo Carlos e Bussunda. Seus mais recentes projetos envolveram Carlos Imperial. Em 2015, Monteiro lançou uma versão ampliada de sua biografia “Dez, Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial” (2008) e esteve envolvido em outros projetos que prestaram tributo a Imperial no ano em que ele completaria 80 anos.

Carlos Imperial (1935-1992) foi uma figura ímpar do cenário cultural brasileiro. Mentiroso, marqueteiro, cafajeste e dono de um faro preciso para descobrir talentos – como Roberto e Erasmo Carlos, Tim Maia, Wilson Simonal e Elis Regina. Para ter sucesso, não hesitava em roubar a autoria de músicas ou apossar-se de composições de domínio público – caso de “Meu limão, meu limoeiro”. Sem procurar maquiar o lado polêmico de seu protagonista, o filme “Eu sou Carlos Imperial” reconstitui uma trajetória impregnada de ficção, realidade, lenda e memórias de vários que o conheceram. A cena cultural brasileira dos anos 1960 a 1990 seria muito diferente se não fosse Carlos Imperial. Durante anos, ele foi presença constante na música, no cinema, no teatro, na TV, nos jornais e revistas e até na política.
Imperial compunha e produzia, atuava e dirigia, escrevia, fazia as coisas acontecerem e, mais do que tudo, causava polêmica. Em "Dez! Nota Dez! Eu sou Carlos Imperial", a gente viaja no tempo desde o início, quando o Rock And Roll aportou nestas terras e mergulha na agitada vida e obra do autor de sucessos como "Vem quente que eu estou fervendo" e "A praça".

“Neto ou bisneto (nem me lembro) do Barão de Itapemirim, que servia à Corte Imperial, minha família adotou esse nome. Daí ser eu mesmo Carlos Imperial. Não uso pseudônimo e pos­so, com 1,82 de altura e mais de 100 quilos de peso, ser visto a olho nu, sem o auxílio de microscópio”. ("Diário de Pernambuco", 30/10/1969).
"Dez, Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial", mostra a movi­mentada vida de Carlos Imperial, o ogro midiático que bagunçou a vida cultural brasileira. Autoproclamado "rei da pilantragem", Imperial usava de todos os artifícios para promover as músicas que compunha, as peças que produzia, os filmes que dirigia e os artistas que lançava. Nomes como Erasmo Carlos, Paulo Silvino, Wilson Simonal, Elis Regina e Roberto Carlos contaram com o toque do grande des­cobridor de talentos em suas carreiras.
Com um texto envolvente, fruto de seis anos de pesquisa e de cerca de 200 entrevistas, "Dez, Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial" revela em cada pági­na as alegrias, dramas, perspicácia e toda a irreverência do homem que fez da polêmica uma das matérias-primas de sua dinâmica trajetória. DEZ, NOTA DEZ! EU SOU CARLOS IMPERIAL - Editora Planeta, 408 páginas, R$ 54,90. Aqui, a gente confere o trailer do filme “Eu sou Carlos Imperial”, quem se interessar, aqui assiste o filme completo.

THE BEATLES - KLAUS VOORMAN E A INCRÍVEL CAPA DE REVOLVER

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REVOLVER dura pouco mais de meia hora, emoldurando uma paisagem sonora, mística e revolucionária esculpidos a partir de muito LSD e maconha, e encharcado de magia técnica como nunca tinha sido ouvido antes. O disco, uma dúzia das melhores canções pop já escritas - tudo isso embrulhado em uma obra de arte tão inesperada e intrincada como a música que foi criada para conter.

Mais de meio século após seu lançamento, o aclamado álbum dos Beatles, é sem dúvida, uma das maiores conquistas do universo Pop, e o artista que projetou sua a capa - revelou como ele a criou a em uma mesa de cozinha em um sótão, para ganhar £ 50. Klaus Voormann – velho amigo dos Beatles, um dos inventores do corte de cabelo mop-top, e membro do círculo íntimo do grupo desde os tempos de Hamburgo contou a história de sua relação com os Fabs não só em palavras, mas em imagens. Em 2016, Voormann lançou um livrão em forma de Graphic Novel – “Birth Of an Icon: Revolver 50”, que conta o seu primeiro encontro com o grupo numa noite em 1960, em um bar de Hamburgo, o Kaiserkeller, e traça a sua metamorfose em cinco anos a partir de roqueiros vestidos de couro para multimilionários potentados psicodélicos, a maior banda do mundo.

REVOLVER foi o sétimo álbum dos Beatles, lançado no Reino Unido em 5 de agosto de 1966. A Inglaterra tinha acabado de ganhar a Copa do Mundo e Londres estava balançando. "As coisas ficaram na minha memória, porque as pessoas continuam me perguntando sobre aquele tempo", disse Voormann, então com 78 anos. "Eu me lembro, quando eu criei a capa de Revolver. Foi no terceiro andar de uma casa, em um pequeno apartamento no sótão, foi na cozinha. Parliament Hill, Hampstead. Eu estava hospedado lá. Voltei lá recentemente, o edifício é exatamente o mesmo".
Artista e músico treinado, Voormann e sua namorada, a fotógrafa Astrid Kirchherr, foram beatniks continentais por excelência quando fizeram amizade com os Beatles - ostentando roupas pretas e uma cara temperamental debaixo de uma franja. O olhar, especialmente o cabelo, fortemente influenciaram a imagem inicial da banda. Voormann passou a gastar muito dos anos 60 e 70, alternando passagens no circuito de Pop e Rock, tocando baixo com Manfred Mann, George Harrison, John Lennon e Ringo Starr.
"1966 foi o momento em que os Beatles estavam muito, muito ocupados", lembra Voormann. "Eles estavam fazendo um álbum após o outro. Eles estavam gastando mais tempo no estúdio, na sala de controle, brincando com sons, como nunca fizeram antes. Eles tinham uma turnê pela Alemanha chegando, e depois iriam pro Japão. Eles tinham apenas mais algumas semanas disponíveis para trabalhar em seu novo álbum, aquele que seria chamado de Revolver, e então de repente eles estavam fora em turnê. Eu vim para Abbey Road Studios para ouvir as faixas para tentar “captar” o espírito da coisa. Eu recebi um telefonema de John. Ele apenas disse: "Tem alguma ideia para a capa do nosso novo álbum? Eu pensei: 'Meu Deus! Fazer uma capa para a banda mais famosa do mundo? Isso me assustou um pouco mas logo passou”.

Como designer gráfico freelancer no início dos anos 60, Voormann criou obras de arte para álbuns de jazz vintage lançadas pela Deutsche Grammophon. Mas, para avançar com ideias para um registro Beatles inovador, ele precisava ouvir a nova música. "Então, a banda só me pediu para vir até Abbey Road Studios. Já tinham gravado cerca de dois terços das faixas. Quando ouvi a música, fiquei chocado, era tão grande, tão incrível. Mas era assustador porque a última música que eles tocaram para mim foi Tomorrow Never Knows”
Voormann optou por trabalhar com pena e tinta preta, pontilhada com partes recortadas de fotografias dos membros da banda e formando uma "cascata" de imagens. "Quando eu tinha terminado meu trabalho para a capa, Brian Epstein ficou realmente emocionado com o meu projeto. Ele me disse: 'Klaus, o que você fez é o que realmente era necessário. Eu estava com medo de que o novo material dos rapazes não fosse bem aceito por seu público, mas a sua arte será a ponte. Levei cerca de três semanas para criar a capa, mas em termos de trabalho concentrado, cerca de uma semana. Grande parte desse tempo foi gasto com uma tesoura, bisturi e cola, selecionando e organizando fragmentos de fotografias dentro de desenhos de linhas dos Beatles. Criando uma das capas mais reconhecidas e aclamadas de um dos maiores álbuns de todos os tempos, o trabalho de Voormann trouxe pouca recompensa no mundo material. "Eu ganhei £ 50 por ela. Eu teria feito isso por nada - e eu não sinto que eu estava em uma posição de me fazer de difícil para eles, dizendo: "Vocês tem que me pagar este ou aquele tanto. Eles [EMI] disseram que £ 50 era o limite absoluto para uma capa de disco”. Após o sucesso de REVOLVER e sua capa – que deu a Voormann um Grammy em 1966 - os Beatles olharam para Peter Blake e Jann Haworth, levando figuras do movimento de arte pop britânica, para a sua próxima capa, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, para o qual o casal foram pagas £ 200. Cópias do livro de Voorman - “Birth Of an Icon: Revolver 50” podem ser compradas no site do artista: www.voormann.com. Visite também: The Beatles’ Revolver art & Klaus Voormann.

A PEDIDOS - ROCK AND ROLL CLASSICS - LUCILLE✶✶✶✶✶

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"Lucille" é um clássico absoluto do Rock And Roll gravado originalmente em 1957 pelo inimitável Little Richard. O single alcançou o número 1 no quadro de R&B da Billboard, 21 no gráfico de Pop dos EUA, e no número 10 no Reino Unido. Sua autoria é creditada a Collins-Penniman - Albert Collins (não deve ser confundido com o guitarrista de blues de mesmo nome) e Penniman que é o próprio Little Richard. As primeiras cópias em 78rpm creditam Collins como o único compositor. Richard comprou a metade dos direitos da música enquanto Collins estava na prisão. Em sua gravação, Little Richard cantou e tocou piano apoiado por uma banda composta por Lee Allen (saxofone), Alvin "Red" Tyler (saxofone), Roy Montrell (guitarra), Frank Fields (baixo) e Earl Palmer (bateria). Como um dos maiores estandartes do rock, "Lucille" foi regravada incontáveis vezes, pelos principais artistas do gênero, incluindo The Beatles, AC/DC, Status Quo, Wings, The Doors, Sha Na Na, Mud, The Hollies, The Animals, Paul McCartney, Van Halen, Waylon Jennings, Johnny Winter, The Flying Burrito Brothers, Peter & Gordon, Queen, Deep Purple, Ian Gillan Band, Sweet, The Everly Brothers, Little Bob Story, Bill Haley e seus cometas, Otis Redding, The Sonics, John Entwistle do The Who, Kevin Coyne, The Didjits e a banda de Detroit The Rockets. John Lennon e Paul McCartney tocaram "Lucille" durante uma jam session em 1974, que pode ser ouvida no bootleg “A Toot and a Snore in '74”, marcando a única ocasião conhecida onde os dois ex-Beatles colaboraram depois da separação. Desde quando ainda era bem jovem e se tornou “O Maior Imitador de Little Richard de Liverpool”, Paul McCartney tomou “Lucille” meio que para si. “Lucille”, juntamente com "Long Tall Sally" (ambas de Richard), eram seus números preferidos nos shows. Os Beatles não chegaram a gravar “Lucille” OFICIALMENTE em nenhum dos seus álbuns de linha ou em single. Mas participaram de uma mesma tour que também incluia Little Richard no Tower Ballroom em New Brighton, Wallasey, em 12 de outubro de 1962, e novamente no Empire Theatre de Liverpool, em 28 de outubro.
Little Richard também se apresentou ao lado do grupo no Star-Club de Hamburgo em novembro de 1962, durante a quarta viagem do grupo à Alemanha. Os Beatles gravaram "Lucille" em 3 de setembro de 1963, para a 14ª edição do programa de rádio Pop Go The Beatles. A apresentação ocorreu no Aeolian Hall em Londres, e foi transmitida pela primeira vez em 17 de setembro. Depois tocaram mais uma vez para o rádio, em 7 de setembro. Esta versão, gravada no Playhouse Theatre, em Londres para o programa Saturday Club, foi transmitida pela primeira vez em 5 de outubro e foi posteriormente incluída na coleção Live At The BBC. Durante as infindáveis sessões do projeto Get Back no início de 1969, no Twickenham Studio, os Beatles tocaram "Lucille" duas vezes, uma no dia 3 de janeiro, o segundo dia de ensaios filmados, e novamente quatro dias depois.

quarta-feira, 10 de março de 2021

PAUL McCARTNEY - RETURN TO PEPPERLAND - SENSACIONAL!

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"Retornar para Pepperland, voltar para o amor e a paz. Volte para Pepperland, não fica à uma milha de distância".
“Return to Pepperland”, a deliciosa e divertida música que lembra mais um passeio pelo universo dos Beatles, aparece no disco pirata homônimo "Return To Pepperland - The Unreleased 1987 Album".

Esse disco é tido como um dos melhores e mais raros “não-oficiais” de Paul McCartney. As músicas foram gravadas entre 1984 e 1987 (algumas com produção de Phil Ramone) e muitas delas permanecem inéditas até hoje, enquanto outras, mais notavelmente "Beautiful Night" foram regravadas. Algumas foram lançadas em lados B de singles anos depois, todas de autoria de Paul, exceto "P.S. Love Me Do”, de Lennon e McCartney e “Don’t break The Promise”, de Paul McCartney e Eric Stewart. “Return to Pepperland”, com seu clima psicodélico, foi composta em 1987, durante a celebração dos vinte anos de Sgt. Pepper’s e depois caiu no esquecimento. Nunca foi tocada ao vivo.

segunda-feira, 8 de março de 2021

THE BEATLES - ALL TOGETHER NOW

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A alegre (e curta)“All Together Now” foi gravada durante o período do Magical Mystery Tour, mas permaneceu inédita até ser incluída na trilha sonora do Yellow Submarine. Foi lançada como single em 1972 em países europeus como França e Alemanha, com "Hey Bulldog" do lado B.

JOHN LENNON/PLASTIC ONO BAND - THE ULTIMATE COLLECTION

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John Lennon/Plastic Ono Band – The ultimate collection, relançamento definitivo do primeiro disco solo do ex-Beatle, que saiu originalmente em 16 de dezembro de 1970 será oficialmente lançado no dia 16 de abril. A caixa tem 159 faixas em seis CDs e dois discos de áudio Blu-ray, incluindo 87 gravações inéditas. O material inclui demos, ensaios, outtakes, jams e conversas de estúdio, mostrando como tudo foi criado. Todas as faixas foram mixadas do zero usando transferências de alta resolução (coisa de 192 kHz / 24 bits). Além do som, tem um livro de 132 páginas com fotos raras, letras, memorabília e notas, além de alegadamente tudo por trás de cada canção do disco, nas palavras de John, Yoko e de quem trabalhou no álbum.

Yoko Ono diz em um texto no livro que acompanha a caixa que “com os álbuns da Plastic Ono Band, John e demos uma realidade realmente crua, básica e verdadeira ao mundo. Estávamos influenciando outros artistas, dando-lhes coragem, dignidade a um certo estilo de vulnerabilidade e força que não era aceito na sociedade da época. Foi uma revolução para um Beatle dizer, ‘Escute: eu sou humano, sou real.’ Foi preciso muita coragem para ele fazer isso”.

John Lennon/Plastic Ono Band foi um exercício de despojamento que influenciou até mesmo o pré-punk e o nascimento do punk, além de outros estilos. Apesar de ser uma produção de Phil Spector, é um disco cru e simples, com poucos músicos: John Lennon (voz, guitarra, piano), Ringo Starr (bateria), Klaus Woorman (baixo), Billy Preston (piano) e os próprios Phil Spector (piano) e Yoko Ono (“vento”, de acordo com o encarte). O discurso das letras, bastante pessoal, surgiu após a passagem de John e Yoko pela terapia do grito primal, do psicólogo americano Arthur Janov. Originalmente, o disco foi lançado em 1970, pouco tempo após a separação dos Beatles, e a reedição propõe uma nova interpretação sobre o trabalho. John Lennon/Plastic Ono Band – The ultimate collection ganhou um trailer, publicado no YouTube, que mostra mais sobre o conteúdo presente no set do relançamento do discão.

"Mother", faixa de abertura do disco, também recebeu uma nova mixagem, prévia do relançamento do disco John Lennon/Plastic Ono Band – The ultimate collection.

terça-feira, 2 de março de 2021

PAUL McCARTNEY - EVERY NIGHT - CLÁSSICO!✶✶✶✶✶

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"Every Night" é uma das pérolas de Paul McCartney, lançada em seu primeiro álbum solo McCartney em abril de 1970. Composta em Campbeltown, Escócia, e Benitses, Grécia. A canção havia sido previamente ensaiada de forma descontraída pelos Beatles nos dias 22 e 24 de janeiro de 1969, nos estúdios da Apple, em Saville Row. McCartney gravaria uma versão alternativa da canção em 1969, não usada em favor da lançada no LP. A música foi iniciada na Escócia em 68, e terminada na Grécia um ano depois. A letra de "Every Night", bem como em várias outras do álbum (“Maybe I’m Amazed”, “Man We Was Lonely), reflete a difícil situação que McCartney estava enfrentando na época em que a música foi escrita. As palavras, no entanto, sugerem algum otimismo para o futuro. A última frase, "Mas esta noite eu só quero ficar em casa / e estar com você", é a chave da música, na medida em que discretamente desafia a relação incômoda entre rock e domesticidade.
Segundo Paul, "Every Night" apresenta duas facetas de sua vida no final dos anos sessenta. A primeira "Every night I just wanna go out ..." (Toda noite eu só quero sair), simboliza seu modo de vida quando solteiro, frequentando os clubes e boates. Já o trecho "But tonight I just wanna stay and be with vou" (Mas esta noite eu só quero ficar e estar com você), indica uma mudança em sua rotina, quando começara a viver com Linda em uma vida mais caseira e familiar. Paul McCartney canta, toca violão, guitarra, baixo e bateria.

segunda-feira, 1 de março de 2021

THE HOLLIES - BUS STOP - SENSACIONAL!

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Gravada e lançada como single, "Bus Stop" foi um sucesso da banda britânica The Hollies em 1966. Alcançou a quinta posição no UK Singles Chart e foi o primeiro hit dos Hollies a entrar no Top Ten dos EUA, alcançando a quinta posição nas paradas da Billboard em setembro de 1966. "Bus Stop" foi escrita pelo compositor britânico e futuro membro da banda 10cc Graham Gouldman, que também compôs outros grandes sucessos para The Yardbirds ("For Your Love") e Herman's Hermits ("No Milk Today"), bem como a primeira dos Hollies no Top 40 dos EUA com "Look Through Any Window". Com o lançamento de "Bus Stop" em junho de 1966, os Hollies aderiram à tendência conhecida como Raga Rock, um subgênero popularizado pela primeira vez pelos Beatles, os Byrds e os Kinks. No Brasil, "Bus Stop" virou "Pensando Nela", sucesso gravado pelos Golden Boys em 1967.

ALVARO ORTEGA - AND YOUR BIRD CAN SING - SENSACIONAL!

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THE ROLLING STONES - AFTERMATH - 1966

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Como era, por exemplo, andar por Londres, nas disco­tecas, com os Stones e tudo mais?
Foi um ótimo período. Éramos como os donos do pedaço, e muito próximos dos Stones. Não sei o quão próximo os outros eram, mas eu passei muito tempo com Brian e Mick. Eu os admiro, sabe. Curti desde a primeira vez que os vi, seja lá de onde quer que eles tenham saído, Richmond. Nós costumávamos andar por Londres e nos encontrar e falar sobre música com Eric Burdon e os caras do Animals e tudo mais. Era como um clube fechado, uma cena realmente muito boa.
John Lennon em entrevista para a revista Rolling Stone - janeiro de 1971.
“Aftermath” foi o quarto álbum de estúdio na discografia britânica dos Rolling Stones, lançado em 15 de abril de 1966, pela Decca Records e ABKCO. Foi lançado em 20 de junho de 1966 nos Estados Unidos, pela London Records e ABKCO, sendo seu sexto álbum na discografia americana. O álbum mostrou um grande avanço dos Stones, sendo o primeiro álbum da banda a ter exclusivamente composições de Mick Jagger & Keith Richards. “Aftermath”  também foi o primeiro álbum dos Stones gravado inteiramente nos Estados Unidos, no lendário estudio da RCA, em Hollywood, e o primeiro álbum a ser lançado em estéreo. Foi o segundo álbum dos Stones a atingir um milhão de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. Em 2002, ambas as edições de “Aftermath”  foram reeditadas em CD remasterizado pela ABKCO Records. Em 2003, a edição americana de “Aftermath”  ficou na 109º posição na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone.

O álbum também é notável por sua experimentação musical, com Brian Jones tocando uma variedade de instrumentos não usualmente associados ao rock, inclusive a cítara em "Paint It, Black", o Appalachian dulcimer em "Lady Jane" e "I Am Waiting", as marimbas e o xilofone africano em "Under My Thumb" e "Out of Time", gaita em "High and Dry" e "Goin 'Home", bem como guitarra e teclados. A faixa "Going Home" e seus mais de 11 minutos também é um destaque. Sobre "Going Home" Bill Wyman disse: "Foi a primeira gravação longa de rock'n'roll. Quebrou a barreira dos 2 minutos. Ninguém sentou e pensou em fazer uma faixa de 11 minutos. A canção foi escrita até os 2 minutos e meio. Quando estávamos gravando, esperávamos um sinal para parar mas ninguém sinalizou nada. Então continuamos. Há uma parada na bateria; quando Keith jogou o casaco em cima de Charlie, mas isso não o fez parar".

Tal como aconteceu com todos os discos dos Stones pré- Their Satanic Majesties Request, edições diferentes foram lançadas no Reino Unido e nos Estados Unidos. Esta era uma característica comum dos álbuns pop britânicos naquela época, a mesma prática foi aplicada a todos os álbuns dos Beatles antes de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band — porque os álbuns pop britânicos não incluíam faixas que haviam sido lançadas como singles e geralmente tinham 13 ou 14 faixas e os americanos 11 ou 12.
A versão americana tem capa diferente e eliminou "Out of Time", "Take It or Leave It", "What to Do" e "Mother's Little Helper". Todas as quatro faixas foram posteriormente lançadas nos Estados Unidos em outras compilações, e "Mother's Little Helper" foi também lançada como single em 1966, atingindo # 8 nas paradas da Billboard. Em seu lugar, o álbum tem o hit # 1 "Paint It, Black". “Aftermath” chegou a # 2 nos Estados Unidos, indo a platina.

Sobre a contibuição de Brian Jones no álbum, Andrew Oldhan disse: "As contribuições de Brian Jones podem ser ouvidas em todas essas faixas gravadas no RCA. O que aquele cara não conseguia tocar, ele saía e aprendia. Você pode ouvir as 'cores' que ele encaixou em Lady Jane e Paint It Black". Keith Richards disse em 1971 sobre a participação de Brian em "Lady Jane": "Brian toca dulcimer nesta faixa, pois ele curtia muito Richard Farina. Pra mim, Lady Jane é bastante Elisabetana". Sobre Brian em "Under My Thumb" ele disse: "Brian ainda era fantástico fazendo discos, pois ele era bastante versátil. Ele tocou marimbas nesta faixa. Ele meio que perdeu interesse na guitarra. Ao mesmo tempo, ele encaixou cores diferentes nas músicas, com outros instrumentos e outras ideias. Ele era um músico super inventivo". Quando questionado se os Stones estariam imitando os Beatles na faixa "Paint It Black" Brian respondeu: "Que babaquice. Você deve também dizer que copiamos as outras bandas que tocam guitarras. Todos perguntam se esta será a nova onda. Particularmente, não gostaria que fosse. Olhe, Norwegian Wood, atmosfericamente é minha canção preferida dos Beatles”.