quarta-feira, 12 de julho de 2023

RICHARD LESTER – OS BEATLES E MUITO MAIS! - SENSACIONAL!

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O diretor Richard Lester nasceu em 19 de janeiro de 1932, em uma família judia, na Filadélfia, Pensilvânia, EUA. Criança prodígio, entrou na universidade aos 15 anos. Comumente referido como Dick Lester, aos 91 anos, é aposentado e vive no Reino Unido. Ele é mais conhecido por seu trabalho com The Beatles na década de 1960 e nas séries de filmes Superman II e III nos anos 1980. É sócio honorário da London Film School e é considerado o “pai dos videoclipes”. Lester começou na televisão em 1950, como ajudante de palco, gerente de palco, assistente de direção e depois diretor em menos de um ano. Entre fevereiro de 1953 a 29 de janeiro de 1954, Lester dirigiu “Action in the Afternoon”, uma série de TV de faroeste que foi ao ar ao vivo na rede CBS.
Em 1953, mudou-se para Londres e começou a trabalhar para a televisão, com produtores de baixo orçamento em episódios de Mark Saber, uma série de detetives de meia hora. Também trabalhou como escritor em “Curtains for Harry” (1955) e “The Barris Beat” (1956). Um programa de variedades que Lester produziu chamou a atenção de Peter Sellers, que contou com sua ajuda de para traduzir “The Goon Show” para a televisão inglesa como “The Idiot Weekly, Price 2d” em 1956. Foi um sucesso, assim como os dois programas subsequentes, “A Show Called Fred” (1956) e “Son of Fred” (1956).
Lester foi aclamado com um curta-metragem que fez com Spike Milligan e Peter Sellers, “The Running Jumping & Standing Still Film” (1959). Também fez outro curta, “The Sound of Jazz” (1959). Seu primeiro longa-metragem como diretor foi “It's Trad, Dad!”, de 1962, um musical que consistia em uma série de atos, incluindo John Leyton e Gene Vincent. O segundo foi “O Rato na Lua” (1963), estrelado por Margaret Rutherford, uma sequência de "O Rato Que Rugiu" (1959). Ele voltou à TV, dirigindo episódios de “Room at the Bottom” (1964). O filme “Running Jumping & Standing Still” era um dos favoritos dos Beatles, principalmente de John Lennon. Quando os rapazes foram contratados para fazer um longa-metragem, eles escolheram Lester em uma lista de possíveis diretores.
“A Hard Day's Night” (1964) mostrou uma versão exagerada e simplista dos personagens dos Beatles, e provou ser uma ferramenta de marketing eficaz. Muitas de suas inovações estilísticas sobrevivem ainda hoje como convenções de videoclipes, em particular a filmagem em vários ângulos de uma apresentação ao vivo. Lester recebeu um prêmio especial da MTV como "Pai do Vídeo Musical".

“A Hard Day's Night” foi um grande sucesso comercial e de crítica. Lester dirigiu então o primeiro de vários filmes de "swing" por excelência, a comédia sexual “The Knack... and How to Get It” (1965), primeiro de três filmes de Lester com o ator Michael Crawford, e o primeiro de quatro colaborações com o roteirista Charles Wood, ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes.

Lester seguiu com um novo filme dos Beatles, "Help!” (1965) - uma paródia dos populares thrillers de espionagem de James Bond, foi a segunda colaboração com o roteirista Charles Wood, e foi outro grande sucesso comercial. Lester recebeu uma oferta de Hollywood para dirigir a adaptação cinematográfica de “Uma coisa engraçada que aconteceu no caminho para o fórum”, de 1966. Ele então fez o filme sombrio e surreal “How I Won the War” (1967), que ele se referiu como um "filme anti-guerra".“How I Won the War” é um filme de humor negro britânico de 1967, baseado no romance homônimo de Patrick Ryan. É estrelado por Michael Crawford como o estúpido oficial do exército britânico e John Lennon (em seu único papel não musical, como o impagável soldado Gripweed).
Em seguida, Lester fez "Petulia" (1968) com Julie Christie e George C. Scott. Ele voltou ao tema anti-guerra com a comédia negra pós-apocalíptica "The Bed Sitting Room" (1969), baseada em uma peça de Spike Milligan e John Antrobus. O roteiro foi a quarta colaboração creditada entre Lester e Charles Wood, embora Wood continuasse a fornecer reescritas de produção não creditadas para outros filmes de Lester. "How I Won the War" e "Bed Sitting Room" tiveram um desempenho ruim nas bilheterias e o diretor se viu incapaz de levantar fundos para uma série de projetos, incluindo uma adaptação dos romances Flashman.
A carreira de Lester reviveu quando ele foi contratado por Alexander e Ilya Salkind para fazer uma versão de Os Três Mosqueteiros (1973), baseado em um roteiro de George MacDonald Fraser. Os produtores decidiram dividir o primeiro filme em dois após a conclusão da fotografia principal, sendo o segundo chamado "Os Quatro Mosqueteiros" (1974). Lester foi chamado no último minuto como diretor substituto em "Juggernaut" (1974), um thriller ambientado em um cruzeiro. O sucesso dos filmes dos Mosqueteiros permitiu a Lester conseguir dinheiro para "Royal Flash" (1975), baseado no segundo romance Flashman de MacDonald Fraser.
Lester seguiu com "Robin e Marian" (1976), com roteiro de James Goldman, estrelado por Sean Connery e Audrey Hepburn. Ele então fez "The Ritz" (1976) baseado em uma peça de Terrence McNally. Lester também dirigiu "Butch e Sundance: The Early Days" (1979) e "Cuba" (1979), também com Connery; nenhum desses filmes teve qualquer sucesso comercial.

O próximo filme de Lester foi um grande sucesso: "Superman II". A produção de Superman II começou antes de "Superman" ser concluído e teve que ser interrompida para se concentrar em terminar o primeiro filme. Depois que o primeiro filme do Superman foi lançado no final de 1978, os Salkinds voltaram à produção de Superman II sem informar o diretor do Superman, Richard Donner; eles colocaram Lester atrás da câmera para completar o resto dos 25% restantes do filme. Embora Donner tivesse filmado 75 por cento, a maior parte do que foi planejado para o filme, grande parte de sua filmagem foi descartada ou refeita durante o tempo de Lester no projeto. Gene Hackman, que interpretou Lex Luthor, recusou-se a retornar para as refilmagens, então Lester usou um dublê e um imitador para colocar as falas de Luthor em imagens de Hackman filmadas por Donner. Algumas das filmagens originais de Donner foram posteriormente integradas em versões para televisão do filme. Em novembro de 2006, a filmagem de Donner foi reeditada em "Superman II: The Richard Donner Cut", consistindo principalmente de sua filmagem com a filmagem de Lester.
Lester dirigiu também "Superman III" (1983), mas este terceiro filme não foi tão bem recebido quanto seus predecessores. Ainda assim foi considerado um sucesso de bilheteria, ocupando a 14ª posição naquele ano em todo o mundo. Lester dirigiu a comédia "Finders Keepers" (1984), estrelada por Michael O'Keefe, Louis Gossett Jr. e Beverly D'Angelo. O filme foi um fracasso, embora hoje seja notável como um dos primeiros filmes com Jim Carrey. Em 1988, Lester reuniu a maior parte do elenco dos Três Mosqueteiros para filmar outra sequência intitulada "O Retorno dos Mosqueteiros", lançada no ano seguinte. Durante as filmagens na Espanha, o ator Roy Kinnear, um amigo próximo de Lester, morreu após cair de um cavalo. Lester terminou o filme, depois aposentou-se efetivamente da direção aos 56 anos, voltando apenas para dirigir o filme do show de Paul McCartney, "Get Back" de 1991.

Em 1993, ele apresentou "Hollywood UK", uma série de cinco episódios sobre o cinema britânico dos anos 1960 para a BBC. O diretor Steven Soderbergh está entre muitos que pediram uma reavaliação do trabalho e da influência de Lester. Ele escreveu "Getting Away with It", publicado em 1999, sobre a carreira de Lester, que consiste em várias entrevistas com Lester. Em 2012, o British Film Institute concedeu a Lester a "Fellowship", a maior homenagem da indústria cinematográfica britânica, em reconhecimento ao seu trabalho. O prêmio foi entregue em uma cerimônia pública no dia 22 de março no National Film Theatre, e foi seguido por uma exibição de "Robin e Marian". A citação de sua bolsa reconhece que "Richard Lester criou um corpo único de trabalho que enriqueceu a vida de milhões com seu humor surreal brilhante e estilo inovador. Embora nascido na América, ele viveu na Grã-Bretanha por 60 anos e dirigiu algumas das criações mais duradouras e influentes do cinema britânico".

Sobre os Beatles, Richard Lester disse o seguinte: "Foi um prazer extraordinário conhecê-los e ter tido a oportunidade de trabalhar com eles. Sinto-me honrado por fazer parte de sua história".

terça-feira, 11 de julho de 2023

THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT - TODAS AS MÚSICAS DO FILME! ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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Esse vídeo é sensacional! Reune todas as cenas musicais do filme incluindo "A Hard Day's Night" (abertura), "I Should Have Know Better" (cena do trem), "I Wanna Be Your Man", "Don't Bother Me" e "All My Loving" (cena da boate), "If I Fell" (estúdio de TV), "Can't Buy Me Love" (no campo de beisebol), "And I Love Her" (estúdio), "I'm Happy Just to Dance with You" (estúdio), "Can't Buy Me Love" (de novo, correndo da polícia), "Tell Me Why", "If I Fell" e "I Should Have Known Better" (medley, cena do auditório), emendando com "She Loves You", e encerra com "A Hard Day's Night" (novamente - cena do helicóptero e créditos de encerramento). E tudo em alta resolução. Absolutamente imperdível!

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quinta-feira, 6 de julho de 2023

JOHN LENNON RELEMBRA SEU PRIMEIRO ENCONTRO COM PAUL McCARTNEY

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6 de julho de 2023. Hoje é uma data festiva, especial para qualquer fã dos Beatles: Foi o dia da festa na igreja de St. Peter, quando, depois da apresentação dos Quarrymen, as vidas de John Lennon e Paul McCartney se cruzaram de forma definitiva ao serem apresentados por um amigo comum. Em comemoração, a gente confere aqui uma matéria publicada no Whiplash.net em 8 de março de 2023.
O dia 6 de julho de 1957 consta nos livros de história da Cultura Pop como o dia em que John Lennon conheceu Paul McCartney. Um dos encontros que mais impactaram o século XX, foi o início da parceria que deu origem aos Beatles, que na década seguinte elevou o rock ao status de arte e moldou a música pop como conhecemos. Em um trecho de uma entrevista com Bob Harris em 1975, John Lennon compartilhou suas recordações dessa fatídica data.
"Eu estava dizendo para alguém um dia desses que só tem dois artistas com quem trabalhei para além de uma noite e nada mais: Paul McCartney e Yoko Ono — duas ótimas escolhas, creio eu. Na história dos Beatles, Paul me conheceu no primeiro dia que eu toquei 'Be-Bop-A-Lula' ao vivo. Um amigo em comum levou ele para assistir minha banda, The Quarrymen. Nós nos encontramos e conversamos depois do show, eu vi que ele tinha talento, ele estava tocando violão no camarim. Ele tocou Twenty Flight Rock, de Eddie Cochran. Eu me virei na hora e perguntei 'Você quer entrar para banda?' Se não me falha a memória, ele disse que sim no dia seguinte. George entrou por Paul, e Ringo entrou por George — embora, é claro, tivesse o meu consentimento. Mas o único que eu realmente escolhi como parceiro por ter reconhecido o talento foi Paul".

George Harrison se juntou a Lennon e McCartney em 6 de fevereiro de 1958, e Ringo Starr juntou-se aos três em 18 de agosto de 1962. Em 5 de outubro do mesmo ano chegou às lojas o primeiro single dos Beatles, "Love Me Do".

EDDIE COCHRAN - TWENTY FLIGHT ROCK 💥💥💥💥💥

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"Twenty Flight Rock" é um rock originalmente interpretado por Eddie Cochran na comédia cinematográfica de 1956 "The Girl Can't Help It" e lançada como single no ano seguinte. Foi publicada em 1957 como escrita por Ned Fairchild e Eddie Cochran. A contribuição de Cochran foi principalmente na melodia. Sua versão tem sabor de rockabilly, mas artistas de vários gêneros fizeram covers da música. A primeira versão de "Twenty Flight Rock" foi gravada por Cochran em julho de 1956 no Gold Star Studios, com Connie Smith no violino e Jerry Capehart batendo em uma caixa de sopa. Cochran regravou a música em algum momento em agosto de 1957. Esta versão posterior foi lançada nos Estados Unidos com "Cradle Baby" do outro lado. Vendeu moderadamente, mas foi mais popular na Europa e teve vendas estáveis ​​por um longo período. "Twenty Flight Rock" parte do ponto de vista de um rapaz que sua namorada tem um apartamento no vigésimo andar e o elevador do prédio não está funcionando; consequentemente, ele tem que subir as escadas, deixando-o cansado demais para “balançar” quando chega até ela.

Paul McCartney, com apenas 15 anos, tocou "Twenty Flight Rock" para John Lennon no dia que se conheceram em 6 de julho de 1957, em Liverpool. Lennon, de 16 anos, foi apresentado naquele dia a McCartney na igreja de St. Peter's e ficou impressionado com a habilidade de seu novo conhecido em tocar a música no violão. A boa primeira impressão da performance de McCartney levou a um convite para se juntar aos Quarrymen — banda de Lennon que eventualmente evoluiria para os Beatles. No Anthology, McCartney diz: "Acho que o que mais o impressionou foi que eu sabia toda a letra". Paul McCartney gravaria uma versão de estúdio no seu álbum de 1988, CHOBA B CCCP, e uma versão ao vivo foi incluída no filme concerto de 1999, Live at the Cavern Club.

4 EVER - MÚSICAS DE JOHN LENNON & PAUL McCARTNEY

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4 EVER - MÚSICAS DE JOHN LENNON & PAUL McCARTNEY - Este CD, foi lançado somente aqui no Brasil em 1998 e possívelmente deve estar fora de catálogo há muito tempo.
Durante os três primeiros anos de sua carreira discográfica e excursões (1963-1966), período em que correram os cinco continentes em intermináveis turnês, os Beatles lançaram 6 LPs e 12 compactos de sucesso mundial. A quantidade de material autoral, analisada cronologicamente nos dias de hoje, è alarmante. Mas, por incrível que pareça, a parceria formada por John Lennon e Paul McCartney era capaz ainda de fornecer material inédito para os colegas mais próximos, principalmente os também empresariados por Brian Epstein e também produzidos por George Martin. A parceria Lennon/McCartney foi iniciada, mas só material a partir de 1956 sobreviveu às faxinas residenciais. 'Love Me Do", primeiro compacto do grupo, data daquela época e de sua safra sobraram algumas que, com o passar dos anos, foram sendo dadas pelos autores aos amigos, "Hello Little Girl" e "Love Of The Loved" são bons exemplos. A primeira chegou ao 10º lugar na parada inglesa na gravação do grupo The Fournoust (também produzido por George Martin), enquanto a versão 'original' de Gerry and The Pacemakers por muitos anos ficou guardada nos arquivos da EMI. Já "Love of the Loved", primeiro compacto da cantora Cilla Black (mais tarde, famosa apresentadora da TV inglesa), mal chegou à 30ª posição.

Por outro lado, já a partir de 1963 os Beatles foram compondo material sem parar. Músicas eram escritas em qualquer lugar (como "Bad To Me", de John Lennon) e, algumas por não terem a “cara dos Beatles”, eram imediatamente entregues a outros artistas. "Bad To Me", "A World Without Love", "It’s For You", "I’ll keep you Satisfied", "Nobody I Know" e "From A Window" fizeram enorme sucesso na Inglaterra e de certa forma até nos Estados Unidos, em parte graças à produção de George Martin, e também devido ao empenho físico dos autores. Oficialmente, o próprio John Lennon esteve presente à gravação de "I’m In Love" (no início da faixa, ouve-se sua voz), enquanto Paul e John fizeram corinho em "From A Window". A faixa "Woman" de Paul (não confundir com o sucesso de J. Lennon) interpretada por Peter And Gordon, foi creditada a um certo Bernard Webb para ver o que ocorreria. A música estourou e a autoria teve de ser revelada. Enfim, muitas dessas músicas nunca tinham sido lançadas por aqui antes, de forma que 4 EVER - MÚSICAS DE JOHN LENNON & PAUL McCARTNEY é uma verdadeira pérola!

THE BEATLES - YOU CAN'T DO THAT - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!

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PAUL McCARTNEY & WINGS - GOODNIGHT TONIGHT - 1979

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"Goodnight Tonight" foi composta por Paul McCartney e lançada como single pelo Wings. A música é notável pelo seu som meio discoteca e a guitarra flamenca. Alcançou o número cinco no Reino Unido e nos Estados Unidos durante 1979. Foi produzida especialmente para ser lançada como o primeiro compacto lançado pela gravadora CBS, que comercializaria os discos de McCartney até 1986 nos Estados Unidos.
"Goodnight Tonight" começou como uma faixa de apoio instrumental que Paul McCartney havia gravado em 1978. Precisando de um single do Wings para acompanhar o álbum Back to the Egg, McCartney voltou à faixa e e trabalhou com a banda. Adicionaram guitarras elétricas, percussão, e toda a banda cantou no coro. Como tinha mais de sete minutos de duração, uma versão editada era usada como single, com a versão completa disponível como single de 12 polegadas. Foi feito um vídeo promocional para a música, mostrando os Wings ambientados na década de 1930. As fotos do vídeo foram usadas na capa do single. Nos EUA, foi o primeiro lançado no novo acordo de McCartney com a Columbia Records. "Goodnight Tonight" aparece nas compilações “All the Best!” (1987), “Wingspan: Hits and History” (2001) e “Pure McCartney” (2016). A versão de 7 polegadas foi lançada como uma faixa bônus no CD remasterizado de 1993 de “McCartney II”, como parte de The Paul McCartney Collection.

"Goodnight Tonight" foi um sucesso internacional (inclusive no Brasil), alcançando o número cinco na Billboard Hot 100 nos EUA e no UK Singles Chart. John Lennon disse mais tarde que não se importava com a música, mas apreciava o baixo de McCartney nela. O single recebeu um Disco de Ouro certificado pela RIAA (Recording Industry Association of America) pela venda de mais de um milhão de cópias.

quarta-feira, 5 de julho de 2023

MARILYN MONROE - O PECADO MORA AO LADO - 1955⭐

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The Seven Year Itch - O Pecado Mora ao Lado, é um filme americano de 1955, do tipo comédia romântica, dirigido por Billy Wilder. O filme foi baseado na peça teatral "The Seven Year Itch", de George Axelrod, levada aos palcos da Broadway em 1952, e é considerado uma das melhores comédias de todos os tempos.
O Pecado Mora ao Lado se tornou um dos filmes de maior bilheteria da Fox de 1955, e consolidou o nome de Marilyn Monroe como a maior estrela do cinema e símbolo sexual da época. A cena em que o vestido branco de Marilyn é levantado na rua pelo jato do respiradouro do metrô na calçada tornou-se um ícone da cinematografia mundial. Esse vestido foi leiloado em junho de 2011 por 5,6 milhões de dólares.
Após mandar sua mulher para o interior durante o forte verão nova-iorquino, Richard Sherman conhece uma modelo loira sem nome, que é sua nova vizinha do andar de cima. Apesar de acometido de uma recente paranoia sobre a possibilidade de se tornar infiel - está lendo no momento um livro chamado A coceira do sétimo ano (The Seven Year Itch), que fala da grande probabilidade de o homem se tornar infiel após sete anos de casamento, exatamente o tempo que ele tem de casado - ele convida a moça para tomar um drink em seu apartamento, e eles se tornam amigos.
Durante todo o seu relacionamento com a modelo, apenas amigável por parte dela mas com uma atração incontrolável e hilariante de Richard pela loira, ele é perseguido por pesadelos e delírios de sedução e infidelidade, tanto dele quanto de sua mulher, que lhe aparece em sonhos traindo-o com seu vizinho e amigo ou matando-o a tiros por ciúmes da vizinha loira.

terça-feira, 4 de julho de 2023

THE BEATLES ON READY STEADY GO! 1964 ★★★★★

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Edição especial das três aparições dos Beatles, que foram ao ar em abril de 1964 no programa Ready Steady Go. Várias performances raras, como "It Won't Be Long", "Kansas City", "She's a Woman" e "I Feel Fine", entre outras. Destaque para as legendas em português nas entrevistas e em inglês nas músicas. Destaque ainda maior para os extras, que trazem os clipes dos programas com som estéreo, e montados em sequencia. Retirado de LD, 70 minutos, preto e branco. Infelizmente, fora de catálogo. Com sorte, pode-se encontar à venda na internet, num submarino desse da vida.

AGENTE ELVIS - MUITO BOM! ⭐⭐⭐⭐⭐

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Planocritico.com - por RITTER FAN
Elvis Presley não foi apenas um ícone do rock. Durante sua ilustre carreira, ele pediu para Richard Nixon um distintivo da divisão de combate aos narcóticos, apaixonou-se pelo caratê durante o serviço militar e dedicou-se tanto à arte marcial que alcançou o 8º dan da faixa preta e teve um chimpanzé chamado Scatter que gostava de beber e de dar sustos em todo mundo em Graceland. Esses três fatos menos conhecidos sobre o cantor e ator são certamente mais estranhos que a ficção e muito me espanta que uma série como Agente Elvis, galgada neles, não tenha sido produzida antes, mas aqui ela está.
Na história, Elvis é Elvis (voz de Matthew McConaughey). O Rei do Rock, sem dúvida, mas também alguém que usa suas habilidades – e Scatter, claro – para lutar contra o crime como um vigilante, até que a misteriosa e secretíssima organização OGC – O Gabinete Central – tenta recrutá-lo, primeiro por intermédio da bela agente CeCe (Kaitlin Olson) e, depois, por seu líder, chamado apenas de Comandante (Don Cheadle). Usando diversos elementos tirados diretamente da vida de Elvis Presley para além dos três citados, além de uma série de situações reais que ocorreram ao longo dos anos 70, a série é uma divertidíssima sucessão de momentos de extrema violência protagonizada por homens, mulheres e símios, uso extensivo de drogas (especialmente por símios) e uma boa dose de escatologia. Em outras palavras, o espectador tem que estar no espírito correto para apreciar Agente Elvis.
Tanto o estilo de animação quanto o uso de violência, palavreado de baixo calão, situações absurdas, drogas e assim por diante lembra muito – mas muito mesmo – a ótima série animada Black Dynamite, por sua vez derivada do filme homônimo de 2009 estrelado por Michael Jai White. Agente Elvis não tem, talvez, a mesma coragem de apostar todas as suas fichas em roteiros completamente enlouquecidos, intensos e quase explícitos de Black Dynamite, mas faz esforço para chegar bem próximo, diferenciando-se, claro, por seu protagonista ser Elvis Presley, uma figura tão icônica que tem atração própria, com McConaughey, carregando no sotaque sulista cantado, arrebentando no trabalho de voz.
Talvez por ter sido co-criada por ninguém menos do que a própria Priscilla Presley – que empresta sua voz para sua versão animada na série -, exista um natural “freio” criativo. Por exemplo, apesar de haver menção ao quanto Elvis enlouquece as mulheres, a narrativa passa bem longe de ele ter qualquer caso extraconjungal ou mesmo um semblante disso, ainda que, em diversos momentos, fique evidente o distanciamento entre ele e a esposa. Mas creio que isso faça parte do jogo, e o que não faltam são outros elementos para colorir muito a vida de agente secreto do Rei do Rock, seja a presença constante de um mais do que completamente enlouquecido Scatter (Tom Kenny), o melhor amigo de Elvis, Bobby Ray (Johnny Knoxville), um personagem-amálgama de diversas pessoas que povoaram a vida do cantor, um hilariamente insano Howard Hughes (Jason Mantzoukas), também da OGC, e, claro, de CeCe, a “espiã gostosa” que foge a todos os estereótipos do gênero.
O que poderia facilmente ser uma série de 10 episódios composta de “casos da semana” é, na verdade, uma interessante – ainda que não particularmente sensacional – narrativa única que envolve o OGC, um inimigo secreto e um passado misterioso de Elvis que nem ele conhece, tudo ao redor de uma arma sônica capaz de transformar as pessoas em assassinos furiosos. O uso de uma variedade de pessoas reais – Charles Manson (Fred Armisen), Stanley Kubrick (Dee Bradley Baker), Robert Goulet (Ed Helms), Timothy Leary (Chris Elliott), Richard Nixon (Gary Coyle) etc. – é outra característica muito bem vinda que adiciona elementos relacionáveis (ou odiáveis) em contextos de época perfeitos, bastando notar como Kubrick, por exemplo, aparece filmando, em um galpão cinematográfico, o pouso na Lua.
O resultado é uma série animada completamente descompromissada e repleta de deliciosos exageros para quem gostar do estilo “tiro, porrada, bomba, drogas e escatologia” embalada por uma ótima trilha sonora de época que, porém, não se limita a Elvis Presley (é hilário como CeCe detesta Elvis e prefere The Doors). Se Elvis ganhou uma cinebiografia respeitosa por Baz Luhrmann, ele, agora, ganha uma série ficcional (mas com algum pé na realidade) de que, não tenho dúvida, ele teria muito orgulho!

segunda-feira, 3 de julho de 2023

THE ANIMALS - THE HOUSE OF THE RISING SUN - 1964 ⭐

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Há 59 anos um blues com andamento lento e até sinistro entrava nas paradas de sucesso pela primeira vez, tornando-se imortal na voz de Eric Burdon, na época vocalista do grupo Inglês The Animais. A canção era "The House Of The Rising Sun" e sugeria que os ingleses já haviam dominado completamente o gênero inventado nos EUA, dando um acabamento surpreendente a essas músicas. Originalmente, “House Of The Rising Sun" era uma canção folk tradicional do repertório norte-americano. A primeira vez que Burdon a ouviu foi com uns 10 anos, cantada por Josh White. A melodia o hipnotizou de primeira e ficou para sempre em sua cabeça. Mais tarde, Bob Dylan gravou a música em seu primeiro álbum e fez pequenas modificações na letra. Foi essa versão que serviu de base para os criativos arranjos que Alan Price desenvolveu na gravação dos Animais. A música chegou ao topo das paradas dos EUA em 5 de setembro de 1964, permanecendo na posição por cerca de três semanas e batendo ícones da época como Supremes e Dean Martin. O primeiro lugar também foi conquistado na Inglaterra. "The House Of The Rislng Sun" trazia um tom de dramaticidade que apenas a poderosa voz de Eric Burdon poderia dar graças ao fascínio que o cantor cultivava em relação ao blues norte-americano. Os arranjos de Price privilegiavam a sonoridade encorpada do órgão e destacavam a forte melodia da canção. A banda era formada na época, além de Burdon e Price, pelo baixista Bryan “Chas" Chandler (que mais tarde seria o descobridor de Jimi Hendrix e do grupo glam Slade), o guitarrista Hilton Valentine e o baterista John Steel. Erlc Burdon juntou-se aos companheiros em 1962, quando o nome do combo ainda era The Pagans. O motivo da mudança de nome foi porque os fãs costumavam se referir à banda como "animals"."The House Of The Rislng Sun" é apenas uma das canções que provam que os fãs não estavam errados. E foi uma das músicas que ajudaram a moldar o que o mundo conheceria mais tarde como a 'Invasão britânica', mesmo que com acordes fornecidos pelos americanos. Alexandre Duarte

PAUL MCCARTNEY & WINGS - HELEN WHEELS - 1974

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"Helen Wheels" é uma música de Paul McCartney e os Wings. O título veio do nome do Jeep Land Rover de Paul e Linda McCartney, que eles apelidaram de "Hell on Wheels". Foi lançada como single (com "Country Dreamer" no lado B) antes de Band on the Run e não foi incluída no lançamento britânico do álbum. No entanto, o vice-presidente de promoção da Capitol Records,  Al Coury, persuadiu McCartney a incluí-la no lançamento americano. "Helen Wheels" alcançou o número 10 na parada dos Estados Unidos em 12 de janeiro de 1974 e a posição 12 na parada do Reino Unido.
No livro Paul McCartney In His Own Words publicado em 1976, McCartney disse: "Helen Wheels é o nosso Land Rover. É um nome que demos ao nosso Land Rover, que é um veículo confiável que nos leva pela Escócia. Ele nos leva até as Ilhas Shetland e até Londres. A música começa em Glasgow e passa por Carlisle, vai para Kendal, Liverpool, Birmingham e Londres. É a rota que desce de nossa fazenda escocesa para Londres, então é realmente a história da viagem. Pequenas imagens ao longo do caminho. Liverpool fica na costa oeste de Inglaterra, então isso é tudo o que significa".
Um videoclipe foi dirigido por Michael Lindsay-Hogg (que também dirigiu o último filme dos Beatles, Let it Be) e mostra McCartney cantando e tocando seu baixo Rickenbacker, Linda tocando um sintetizador e cantando backing vocals, Denny Laine tocando sua Fender Telecaster e cantando backing vocals enquanto filmagens adicionais mostram McCartney dobrando na bateria e guitarra no lugar dos dissidentes Denny Seiwell e Henry McCullough, que deixaram a banda antes das sessões de Band on the Run, e o trio em um carro.