domingo, 13 de dezembro de 2009
PAUL ENCANTA 18 MIL EM PARIS
Com antigos sucessos como "Let it be" e "Hey Jude", e uma nova canção, Everybody's Fine, Paul McCartney literalmente encantou na noite de quinta-feira, 10/12, as 18 mil pessoas que assistiram seu concerto na sala Paris-Bercy. Paul apresentou seu "Good Evening New York City", convertido em "Good Evening Paris", na etapa francesa da turnê europeia que começou no dia 2 de dezembro, em Hamburgo, e terminará dia 22, em Londres. Durante duas horas e 40 minutos, McCartney extasiou o público acompanhado de apenas quatro músicos, com ele mesmo tocando baixo, guitarras, piano e ukelele. Paul McCartney homenageou John Lennon, assassinado em Nova York e George Harrison, vítima de câncer A canção Everybody's Fine foi composta por para o próximo filme de Robert de Niro, que será lançado na França em 2010.PAUL McCARTNEY - MRS. VANDERBILT - 10/12/09
THE BEATLES NO MULTISHOW
Foram quase 30 músicas no topo das paradas de sucesso dos EUA. Se somarmos LPs, K7s, compactos, CDs e DVDs, eles venderam mais de 2 bilhões de cópias no mundo todo. Certamente, os Beatles têm os maiores fãs do mundo e, se você é um desses, prepare-se: o Multishow vai te dar um presentão de Natal.Em dezembro, o canal exibe uma programação especial em homenagem aos quatro garotos de Liverpool. Aos domingos, sempre às 23h, você confere especiais exclusivos sobre a banda, com fragmentos de conversas, entrevistas e imagens raras, que contarão a história do mais importante grupo de rock do planeta.
Dia 13, HOJE às 23h - "The Beatles In The Studio"
O início dos trabalhos fica por conta do documentário "The Beatles In The Studio", no dia 13 de dezembro. Narrado por John Lennon, Paul McCartney, Ringo Star e George Harrison, além do "quinto Beatle" George Martin, o programa é construído a partir de depoimentos dados pelos músicos a rádios e acompanha a viagem dos Beatles desde "Please Please Me" até "Abbey Road".Dia 20, às 23h - "The Beatles: The First US Visit"
No dia 20 é a vez do clássico documentário "The Beatles: The First US Visit", exibido nos EUA e Inglaterra em 1964 e lançado em DVD no ano de 2003. O programa faz uma crônica por trás do início da Beatlemania nos Estados Unidos. Com clima intimista, o filme conta com imagens captadas em hotéis, boates e casas de show durante a primeira visita dos Beatles à América em fevereiro de 1964 e registra a passagem histórica do grupo pelo programa de auditório apresentado por Ed Sullivan.Dia 27, às 23h - "Help"
E para fechar, no último final de semana de 2009 será exibido "Help". O longa, segundo da carreira dos Beatles, foi lançado em 1965 e traz uma aventura surreal do Fab Four em Londres, Bahamas e Alpes Suíços. A trilha do filme é o disco homônimo, lançado simultaneamente.sábado, 12 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
MERSEY SOUND - O SOM DE LIVERPOOL - THE BEATLES - A GÊNESIS

Por René Ferri“Jamais tive qualquer instrução musical. Ninguém me disse como cantar, ou o que fazer num certo ponto da canção, nem como apresentar canções. Nem Brian Epstein, pois Brian também não sabia – ele era tão amador quanto todos nós!”
Esta declaração de Cilla Black, figura central da cena musical de Liverpool, muito semelhante ao que disse Marianne Faithfull a respeito da cena pop/ rythim & blues de Londres, envolvendo os Rolling Stones e Andrew Oldham, pode dar uma visão distorcida sobre a grande revolução musical dos anos 60 como se tudo tivesse acontecido por mero acaso. Claro que tudo não aconteceu dessa forma tão prosaica, mas a declaração de Cilla Black sumariza esplendidamente a situação de amadores, que agindo por intuição e entusiasmo e, com grande paixão, acabaram se dando muito bem. Manfred Mann, que por anos liderou um grupo que seu nome, desmente que o “Mersey Sound” tenha existido, dizendo que a diferença do som de Liverpool, era apenas o sotaque dos cantores, e o resto foi feito pela imprensa. Mann nunca engoliu ter sido “vendido” nos EUA como parte do “Mersey Sound”, pois em 64 quando o o mundo inteiro começava a se deslumbrar com a música dos Beatles, na Inglaterra, o “Mersey Sound” já estava completamente fora de moda, sendo substituído por uma nova tendência, o “Swinging London”, mais sedutora, mais moderna e urbana. E também mais fácil de vender, por ser mais comercial. Porém, toda a cena musical inglesa dos anos 60, tanto o “Mersey Sound” quanto o “Swinging London”, que incorporava o “British Rythim & Blues” dos Rolling Stones, Pretty Things, Yardbirds e Manfred Mann, tinha a mesma origem, decalcada da música negra estados-unidenses (norte-americana), o jazz, o folk e o blues.
Liverpool era uma cidade operária e grande, a terceira maior de toda a Inglaterrra, com uma mistura étnica, das pessoas das mais diferentes origens, irlandeses, galeses, indianos, africanos, chineses, convivendo juntas, que a tornava um pouco diferente das outras cidades inglesas, também por este aspecto. Também tinha uma cena musical própria e forte, baseada no jazz tradicional, cultivado na Inglaterra desde o final dos anos 40 por orquestras como as de Ken Colyer, Chris Barber e Humphrey, Lyttelton. As bandas de jazz tradicional inglesas foram se interessar no começo dos anos 50, por uma forma de Jazz, conhecida como “skiffle”, que se originou na América nos anos 20. O “skiffle” era um conceito de se fazer música (jazz) de forma amadora, com amigos se reunindo e tocando seus instrumentos em festas, muitas vezes, instrumentos musicais improvisados, como a clássica “washboard”, a tábua de lavar roupa, usada como percursão. O “skiffle” era estritamente instrumental até que Chris Barber formou seu grupo de “skiffle” e gravou um LP em meados dos anos 50. Uma das músicas deste álbum, “Rock Island Line”, tinha como convidado o guitarrista Lonnie Donegan, o qual mostrou sua abordagem diferente do gênero, acrescentando vocais e uma forte dose de country music com influência folk, mais os sons primitivos do blues rural.
Em ’56, o “skiffle” vocal de Lonnie Donegan tinha virado uma mania na Inglaterra, tendo até um programa exclusivo na rádio BBC. “The Six Five Special”. A febre do “skiffle” precedeu outra tendência revolucionária, o rock’n’roll que chegava com os primeiros filmes e os primeiros discos de Bill Halley, Freddie Bell & Bell Boys e Elvis.
A Inglaterra tinha sua própria cultura pop, mas a música produzida, e os interpretes, eram cópias do pop estados-unidenses (norte-americano) e com o rock’n’roll não foi diferente – logo apareceram os ídolos do rock Made In England, que nada tinham de original. Rigorosamente, até o aparecimento da música beat, o “Mersey Sound” de Liverpool, somente The Shadows, com seu som instrumental épico, baseado em guitarras e Joe Brown & The Bruvvers, com seu enfoque muito pessoal do rock´n´roll, misturando rock ao country & western e music – hall tradicional, foram os únicos britânicos a fazer sucesso, com um som marcadamente original.THE SHADOWS - APACHE
Em Liverpool, o desenvolvimento do rock’n’roll tomou um rumo muito diferente de Londres – a cidade não tinha estúdios, nem gravadoras, nem editoras musicais, mas tinha uma quantidade anormal de clubes onde se cultivava música ao vivo e muitos bares e locais onde as pessoas freqüentavam para dançar, ao som dos discos, que chegavam vindos dos EUA, com mais rapidez e facilidade, devido ao porto da Marinha Mercante no rio Mersey (o qual logicamente, originou os termos “Mersey Sound” e “Mersey Beat) que corta a cidade, e não apenas os sucessos de Hit Parade, mas também os discos de rythim’n’blues e country & western.
Bob Wooler, o primeiro DJ profissional de Liverpool, fala sobre a excitação que ele provocava entre os mais jovens quando começava a tocar os últimos discos que tinha recebido; e o assédio que recebia dos músicos locais, que pediam que ele indicasse músicas “novas” para agregarem ao repertório. O som de Liverpool, nos seus anos formativos, refletiam o gosto musical dos seus DJs.
A falta de estações de rádio e TV locais, ajudavam a uniformizar o gosto médio da população, em torno da própria música feita ou tocada na cidade, uma vez que isolada, ficava imune aos modismos e tendências que vinham de Londres. É um engano pensar que os Beatles originaram qualquer coisa em Liverpool, em termos de tendência musical; ao contrário eles eram um produto do meio, vieram no bojo de um movimento musical espontâneo, que começou a se desenvolver quando Lonnie Donegan apresentou o “skiffle” e quando a Inglaterra forjou seu primeiro “Elvis”; o cantor “cockney” Tommy Steele, em ’58.
Liverpool tinha uma escola de arte que atraía os talentos jovens da dispersos, a Liverpool Art College. Parece que todos os músicos importantes de Liverpool dos anos 60, foram egressos de escolas de arte, como John Lennon e Paul McCartney, que entraram na música pegando onda “skiffle”, formando The Quarrymen, e tiveram diversos nomes e formações até chegar ao quarteto, THE BEATLES, com John, Paul, George Harrison e Ringo Starr, conforme a saga já exaustivamente contada.
Então, o que fez a diferença? Por que os Beatles foram (ainda são) um sucesso extraordinário, enquanto todos os outros, centenas deles, desapareceram, assim que o movimento beat se esvaziou? A rigor, apenas Cilla Black e Gerry Marsden (Gerry & Peacemakers), sobreviveram artisticamente depois da falência do “Mersey Sound”.
A diferença, esteve na serie formidável de casualidades que aconteceram nos anos formativos dos Beatles e que sempre os favoreceram – todo o fenômeno tem explicação, já os mistérios, como os talentos extraordinários de John e Paul como compositores, são inexplicáveis. Mas nem o talento nato dos dois teriam valido, se não tivesse aflorado e desenvolvido na mesma época , por volta do início de ’63 (sessenta e três). É bom lembrar que George Harrison somente se tornou bom compositor, muitos anos depois. E se isto tivesse acontecido com Paul McCartney?
Também foi importantíssimo que o empresário Alan Williams os tivessem enviado para a Alemanha em 1960. Na barra-pesada de Hamburgo, o grupo se uniu e fez a opção defintiva pelo caminho da música, passando pelo batismo de fogo das tentações, amadureceram com a experiência. A saída de Stu Stucliff, que nada tinha a ver, musicalmente, com eles, foi muito positiva, assim como a aproximação da fotógrafa Astrid Kircherrr e do então artista gráfico, Klaus Voorman, que lhes deram apoio moral e material. Se não fosse por Astrid e Klaus, quem sabe eles teriam largado tudo, como Stu largou.
Caso não tivesse ido a Hamburgo, conforme foi, a banda não teria ganho a força, a experiência e a unidade, e com as comodidades familiares perto, ficaria patinando na mediocridade até desaparecer, como tantas outras bandas de qualidade. Brian Epstein também apareceu na hora certa, outra casualidade. A própria inexperiência de Brian foi boa, pois se ele tivesse se comportado como um empresário profissional, teria tentado fazer com que os Beatles mudassem de estilo, talvez transformá-los numa banda de twist, ou qualquer coisa que estivesse em voga. Imaginar que os Beatles pudessem se transformar numa imitação de Joey Dee & Starlighters, é um pesadelo cruel, mas era o que poderia ter acontecido naquele início dos anos 60 e assim, arruinado tudo.
Ao adotar os Beatles como seus protegidos, Brian deu a segurança que eles precisavam; estavam cansados das dificuldades e das vantagens boemias de se tocar numa banda de rock. Naquele momento, queriam se profissionalizar; ganhar dinheiro, fama e respeito e aceitaram tudo o que Brian lhes sugeriu. Brian mudou o visual dos Beatles, limpou aquela imagem retrô que eles tinham, roupas de couro e tudo mais que estava muito ultrapassada e lhes deu uma identidade visual totalmente nova. E dos quatro, quem mais representava essa imagem de rocker decadente era Pete Best. A troca de Best por Ringo Starr não foi benéfica apenas musicalmente, em termos visuais e em relação ao carisma, a banda teve um ganho excepcional.
Carisma é outro item importante. E outro mistério. O carisma nasce com a pessoa e Ringo acabou revelando o mais carismático dos quatro, era nele que as atenções eram mais concentradas. Ringo agradava também as crianças e as pessoas mais velhas que nem tinham tanto interesse na musica dos Beatles. A entrada de Ringo melhorou muito o astral e o entusiasmo da banda, que com Best ficava meio para baixo, como os músicos competindo entre si. Outra contribuição enorme de Ringo aos Beatles foi o sentido do profissionalismo – Ringo era mais experiente e responsável em termos profissionais do que Paul, Josh ou George. Ringo era um músico sério, completo, profissional, já na época, capaz de tocar em qualquer banda ou orquestra do mundo.
Houve a questão visual, dos cabelos compridos que na época foi uma tremenda revolução, algo verdadeiramente transgressor, com uma força simbólica, em relação à revolução dos costumes, hoje difícil de verbalizar ou compreender. Conta-se que Astrid Kirchherr criou o penteado com as franjas e o cabelo comprido. Talvez. Mas de qualquer forma, os Beatles foram os primeiros a adota´-lo. Na questão visual, aconteceu com os Beatles a uniformidade, que no Palco dava um efeito muito bom, isto é; os três que ficavam na frente, tinham a mesma altura e mais ou menos as mesmas características físicas e para melhorar; Paul era canhoto e assim, podia dividir o microfone quando cantava em dueto com George ou com John, se aproximando bastante sem que precisasse tomar cuidado para não esbarrar no outro. Aquele ângulo em “V” que o baixo de Paul formava com a guitarra mais próxima, era muito interessante visualmente, algo que a gente sentia falta quando olhava para qualquer outro grupo. Desta forma, a disposição das guitarras e do baixo, os cabelos compridos com as franjas, as botas de salto alto (também altamente transgressor), os ternos Pierre Cardin sem gola, combinando com aquela música, não podia dar errado, pois era simplesmente irresistível! Seis meses antes, qual seria a reação daqueles rockers bárbaros, de extração proletária e machista, com aquelas roupas de couro ensebadas e postura de arrogância e desafio, se um cara afetado e afeminado como Epstein lhes dissesse como agir e o que vestir?
O som do single Love Me Do / P.S. I Love You era totalmente novo e diferente de tudo que se conhecia em rock, graças à produção de George Martin, um homem que possuía uma orquestra, com gosto mais voltado para música instrumental, para o clássico ligeiro e que antes dos Beatles, jamais tinha produzido um disco de rock.
Os dois lados do disco eram composições de Lennon e McCartney, um risco consciente que correram, pois teria sido mais seguro terem gravado pelo menos no Lado A, uma música de algum compositor “profissional”. Love Me Do tem uma ligeira influencia “country” (por mais estranho que pareça, o country & western era um gênero muito apreciado e cultivado em Liverpool), com as longas frases de gaita-de-boca de Lennon, um hit de Bruce Channel, do começo de ’62, Hey Baby. Já P.S I Love You tem um leve toque latino na percursão, um recurso que os Beatles iriam usar várias vezes. A questão é que os Beatles tivessem caído nas mãos de um produtor convencional, seu primeiro disco teria saído muito diferente, com outras músicas, possivelmente, e com as cordas que sempre adocicaram os discos de rockers ingleses como Marty Wilde, Cliff Richard e Billy Fury.
Em 11 de outubro de ’62, Love Me Do entrava no Hit Parade e em semanas atingiria sua posição mais alta 17º lugar.THE BEATLES - LOVE ME DO
Com a campanha e um disco colocado no Top 20, os Beatles saltavam bem à frente dos rivais em Liverpool, Brian Epstein, cuja família possuía uma rede de lojas de discos, onde pela sua primeira vez sua atenção chamada para os Beatles, quando um cliente lhe perguntou sobre uma gravação My Bonnie, feita pelos Beatles na Alemanha, conforme o próprio Brian relata na sua autobiografia A Cellar Full Of Noise de ’64, anotando até a data da ocasião, 28 de outubro de 61 ), criou a Nems Enterprises, para empresariar os talentos promissores de Liverpool. Em janeiro de ’63 (sessenta e três) saía o segundo single dos Beatles, Please, Please Me / Ask Me Why, que foi para o 1º lugar: Porém, quando semanas depois, o primeiro disco de Gerry & The Peacemakers, outro contratado da Nems, How Do You Do It / Away From You em selo HMV, foi também para o 1º lugar, ficou claro que o “Mersey Sound” estava estourando.
GERRY AND THE PACEMAKERS - HOW DO YOU DO IT
O ano de 1963 foi o ano do “Mersey Sound” na Inglaterra, com nada menos que 10 singles colocados em 1º lugar durante todo o ano e mais dúzias de discos colocados em altas posições no Hit Parade. Esta foi a época em que aflorou o extraordinário talento de Paul e John como compositores, que garantiu que os Beatles ficassem muito acima dos concorrentes em termos de sucesso. Depois dos Beatles, de John e Paul, a figura do compositor ficaria para sempre vinculada ao interprete. Antes dos Beatles, raramente o interprete escrevia suas próprias músicas.
THE BEATLES - SHE LOVES YOU
Enquanto os Beatles iam quebrando recordes, como enfileirar 12 singles em 1º lugar, colocar um EP Twist & Shout na parada de singles, devido à quantidade que vendeu, e She Loves You, seu quarto single, ter vendido 500 mil cópias antes de ser editado, a maior venda antecipada da década, na Inglaterra, as bandas de Liverpool iam consolidando o “Mersey Sound” com discos de grande sucesso e excelente aceitação critica: Gerry & The Peacemakers, colocou seus três primeiros discos, todos editados em ’63, em 1º lugar: Billy J. Kramer teve dois singles em primeiro lugar e o terceiro apenas em 4º lugar durante o mesmo ano, com composições de John e Paul, “Do You Want To Know A Secret?”, “Bad To Me” e “I’ll Keep You Satisfied”, os Searchers, que não tem eram ligados a Epstein, tiveram um 1º lugar em junho de ’63, com Sweets For My Sweet e um 2º lugar em outubro com Sugar & Spice. Os Swinging Blue Jeans, tiveram um 2º lugar em dezembro de 63, com uma espetacular regravação de”Hippy Hippy Shake”, de um obscuro rocker estados unidense chamado Chan Romero – neste mesmo mês, fechando o ano, os Beatles tinham nada menos que sete singles colocados nos Top 20.
THE SWINGING BLUE JEANS
Com todos os jornais escrevendo grandes matérias sobre Liverpool, a BBC produziu um detalhado documentário para a TV, chamado “The Sound of City”.
A ironia é que quando o programa foi ao ar, os músicos que tinham inventado o “Mersey Sound”, os responsáveis pela lenda da “Beat City”, já tinham se bandeado para Londres buscando uma oportunidade. Alguns tiveram seu momento de glória, mas a grande maioria acabou voltando para Liverpool, que drenada dos seus melhores músicos e talentos, assistiu o “Mersey Sound” definhar e morrer, marcando o fim de uma extraordinária era na história da música pop.
THE BEATLES - TWIST AND SHOULT
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
8 DE DEZEMBRO - O ÚLTIMO DIA
por SERGIO FARIASNo dia 8 de dezembro de 1980, John Lennon acordou às sete horas da manhã, e às oito era transmitida uma recente entrevista que ele dera a rádio inglesa BBC para o programa Radio One. Após um café da manhã no restaurante La Fortuna, John foi ao barbeiro onde cortou seu cabelo ao estilo dos anos 50. De volta ao Dakota, em seu escritório estava a sua espera uma equipe da rádio RKO, para uma entrevista. Após o almoço, chegava ao Dakota a famosa fotógrafa Annie Leibovitz para continuar a sessão de fotos para a revista Rolling Stone. Sempre irreverente John sugeriu e foi atendido, para se deixar fotografar nu junto a Yoko para a capa da revista
.
Após a sessão de fotos, John ligou para sua tia Mimi, onde lhe contou que estaria de volta à Inglaterra em 81. Segundo a tia Mimi, John parecia estar muito feliz.
Por volta das cinco horas da tarde, John saía do Dakota para o estúdio, onde comumente havia fãs na porta. Um deles se aproximou e pediu-lhe para que autografasse uma cópia do disco "Double Fantasy". Um fotógrafo amador registrou a cena. O suposto fã era Mark David Chapman.
No estúdio Hit Factory John e Yoko receberam a informação de David Geffen que "Double Fantasy" com apenas duas semanas de lançamento já recebia um disco de ouro e que o single "(Just Like) Starting Over" estava subindo nas paradas a cada semana e já havia chegado ao sexto lugar. Após comemorarem os sucessos recentes, o casal e o produtor Jack Douglas mixaram uma música de Yoko, ao estilo disco music "Walking On Thin Ice", onde John tocava guitarra e teclados. Já eram mais de dez horas da noite e John se despediu da equipe no estúdio, prometendo voltar na manhã seguinte. Segundo Yoko, eles planejavam jantar no restaurante Stage Deli, mas decidiram ir para casa, pois John queria ver Sean, antes dele dormir.Por volta das dez e meia da noite, o casal estava de volta ao Dakota e como de costume sua limusine parava em frente à portaria do prédio para deixá-los. John seguiu passos à frente de Yoko em direção ao interior do prédio, quando aquele mesmo rapaz que havia sido fotografado pedindo-lhe um autógrafo, saiu das sombras e falou: "Sr. Lennon."
Antes de se virar para atender ao chamado, John recebeu quatro tiros, dois atingiram suas costas e os outros o ombro. John cambaleou à frente gritando: "Fui baleado!"
Yoko, o porteiro e o ascensorista do Dakota, além de um taxista e seu passageiro por uns segundos ficaram paralisados diante da terrível cena até Yoko, histericamente, pedir por socorro. O porteiro do prédio acionou o alarme e foi até John, que estava ao chão e perdia muito sangue. Um outro empregado do Dakota, ao ouvir os disparos também veio a acudir o casal, e ao se deparar com o assassino lhe perguntou: "Você sabe o que fez?". Friamente, o criminoso falou: "Atirei em John Lennon." A polícia chegou em poucos minutos e a primeira reação foi dar voz de prisão ao porteiro do Dakota. Quando outra testemunha avisou-lhes que o verdadeiro assassino estava logo adiante, na arcada do edifício, com sua arma e o disco de John e Yoko no chão, lendo o livro "O Apanhador no campo de centeio", de JD Salinger. Ao chegar a polícia, Mark Chapman se entregou imediatamente. Outros policiais logo chegaram ao local do crime, e temendo a demora da ambulância, levaram as pressas John no banco de atrás de uma viatura para o St. Luke Roosevelt Hospital. Durante o trajeto, um dos policiais tentando manter John consciente lhe perguntou: "Qual o seu nome?" e John murmurou: "Lennon." O policial prosseguiu:
"Como se sente?" John respondeu: "Sinto dor." Foram suas últimas palavras.
Ao chegar no hospital John foi levado para a emergência, onde sete cirurgiões tentaram reaviva-lo. Yoko chegou em seguida em estado de choque. Em poucos minutos a imprensa já estava abarrotando a entrada do hospital. Mas apesar de todos os esforços John Lennon, que já havia perdido 80 por cento de sangue, às onze e cinco da noite do dia 8 de dezembro de 1980, foi declarado morto.
JOHN LENNON - STARTING OVERJOHN LENNON - HOMENAGENS
Marco Miranda
DANIELLE STARKEY
Lennon. Prefiro fazer essas coisas para comemorar o dia em que ele nasceu, e não para relembrar a sua morte, mas já que não fiz isso dia 09/10/09, fiz esse...
ANTONIO ESTEVAM
LARA SELEM
Qualquer palavra é pouco para homenagear o John. Então prefiro imaginar que ele ainda está por aí, falando o que pensa, compondo suas verdades, fazendo a gente não parar de pensar e sonhar.JOHN LENNON - JEALOUS GUY
KATJA HASSIN
JOHN LENNON FOREVER!!!
LUDOVICO
Hoje, no caderno 2 do Estado de São Paulo, tem a seguinte matéria:NOVA BEATLEMANIA. Enxurrada de livros traz letras de canções, biografias e entrevista inédita de Lennon. Acho que vale a pena.
RITA PIMENTA
Adoro John Lennon e meu álbum preferido é Double Fantasy!MAGIC ALEXXX
Caro Edu e amigos do Baú. Encontrei essa foto que é do colar que Lennon usava em 68 e 69. O tal colar foi dado a Lennon pelo meu xará, o louco “Magic” Alex. Quem sabe um dia não podemos fazer um especial sobre Alexis Mardas. Abração a todos! Obrigado, John!
ADRIANNA STEWART
Eu não era nem projeto de gente quando John Lennon tombou! Só conheci os Beatles no ANTHOLOGY, e me apaixonei de cara por todos eles! Gostaria de ver a homenagem que George fez para o John, chamando Paul e Ringo para participarem. ALL THOSE YEARS AGO! Ano que nasci. Acho você o máximo John Lennon!
ALL THOSE YEARS AGO
LUCY DIAMOND
Eu fico puta! Indignada! Tem gente burra que não “imagina” o valor desse cara! Querido Eduardo (you are not!). Uma vez, você colocou um vídeo-montagem com “The Beatles” tocando FREE AS BIRD. É possível colocar novamente. Para John, só queria dizer que adoro tudo o que ele fez!
EDU
Em dezembro de 1980, eu tinha 18 anos, vivia o auge da minha Beatlemania e a expectativa pelo lançamento do novo disco de John, depois de 5 anos de silêncio. Na manhã do dia 9 (quarta-feira), me preparava para enfrentar o dia quando fui surpreendido (sempre!) pelo meu irmão Adelmar, que apareceu perguntando se eu já sabia. Não, eu não sabia! Então, ele soltou a bomba: O JOHN LENNON FOI ASSASSINADO COM 5 TIROS! Naquele momento, quem foi assassinado fui eu! Achei que fosse brincadeira. Mas sabia que não era! Até então era apenas um jovem Beatllemaníaco fora do seu tempo que não suportava as bobagens da tal new wave que surgia nessa época. Achava que os Beatles não eram desse mundo. Eram como deuses astronautas que vieram para melhorar esse planeta sujo! Os tiros que entraram nele, me mostraram que a coisa não era brincadeira. Infelizmente, em mim, foi a morte de John que me abriu os olhos e mostrou o caminho que eu seguiria. Sem ele, apareceram muitos problemas e minha ficha rapidamentre caiu. Minha vida se divide exatamente antes e depois de John Lennon. Era diifícil para mim compreender que ali começava minha vida de verdade e que a partir dali, com o meu John Lennon morto começava a me tornar o homem e o profissional que sou hoje. Obrigado, meu amigo! Também quero pedir um vídeo e uma música: “HELP!” com você e os outros Beatles! Abração!
THE BEATLES - HELP!
LUIZ CLEMENTINO
Incoerente, meigo, terno, agressivo, sensível, irônico, amigo, criativo, excêntrico, sincero, inseguro, provocador, fissurado por rock and roll, fã de carteirinha de Chuck Berry, drogado, inovador, um cara legal. Artista brilhante, o mais ousado e sensível dos quatro, sua produção musical é original e única. Nenhum outro roqueiro compôs arranjos como nas canções: Strawberry fields forever, I am walrus, Happyness is a arm gun, All you need is love, I am so tired, Being for the benefit of Mr. Kite, Dear Prudence etc, sons não compreendidos na época por muitos e hoje cultuados e tocados em todos ambientes do planeta, como aeroportos, festas de todos os tipos, restaurantes e bares, além de reproduzidos por orquestras sinfônicas e filarmônicas, bandas militares, vários conjuntos musicais, e cantores e cantoras de toda ordem. Day tripper, Come together, A hard days night, Help, Revolution, Yeah Blues, e várias outras fazem parte de obras primas do rock internacional. Assim como baladas afetuosas que trazem versos como “sou apenas um cara ciumento”; “em minha vida existe lugares e pessoas que nunca esquecerei” ou “Imagine um mundo sem religião”. Suas respostas a repórteres são famosas. “Se usamos perucas, são as únicas com caspas verdadeiras” ou “Somos mais populares do que Cristo”, como também, “Quando cheguei lá e olhei pra cara dele, vi que era um picareta”, na época em que Lennon teve que desmascarar o guru da moda, Maharishi Mahesh Yogi, com quem os Beatles estiveram no Himalaia para fazer estágio meditativo de técnicas transcendentais e deu um bode danado. Quando se apresentaram para a realeza britânica, incentivou o público a bater palmas e a burguesia a balançar as jóias. Expôs toda dor, sua carência afetiva, devido à rejeição materna, que o marcou por toda a vida. Por meio do “grito primal” foi tudo escancarado na sincera, angustiante e desesperada canção Mother, com versos como “mãe você me teve, mas eu nunca tive você, mãe não vá embora, papai volte para casa”. O abandono materno somente foi amenizado com a ajuda de tia Mimi que o criou, e de Yoko Ono, sua mulher, para quem dedicou o belo poema Woman, expressando toda a sua gratidão. No Álbum Branco, nos presenteou com a belíssima balada Julia outra referência a sua mãe distante. No seu último trabalho, Double Fantasy, outra ternura, a canção de ninar para o filhinho Beautiful boy, e por aí vão muitas outras jóias. Na noite de 8 de dezembro de 1980, um grandíssimo filho de uma puta com um papo estranho, descarregou impiedosamente um revolver calibre 38 nas costas de John quando entrava em sua residência, no Dakota Building em Nova York. Por quê? O babaca tá preso até hoje. O mundo entristeceu, houve vigília e luto em todas as grandes cidades. As imagens no Central Park de multidões abatidas segurando fotos e velas, todos cantando canções de John Lennon em grande comoção. Quase 30 anos depois ainda sentimos a sua falta. Foi uma grande perda, deixou um vazio melancólico, um vácuo não preenchido até hoje. Na ocasião de sua morte, o tremendão Erasmo Carlos, ao dar entrevista na TV, não conseguia falar, chorava copiosamente; Rita Lee soluçava e dizia que se sentia viúva; Elis Regina estava inconformada e Frank Sinatra declarou com a fisionomia triste e assustada: “Estou chocadíssimo, estou chocadíssimo” e
também chorou. Vamos dar uma chance à paz!
YER BLUES, JOHN... YER BLUES, JOHN!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
OS ATIRADORES DE ELITE DE PAUL McCARTNEY
O trabalho de Rusty Anderson vai além de apresentações com um ex-beatle. Ele tem chegado muito mais aos nossos ouvidos. Como músico de estúdio, Anderson participou de sucessos como Living La Vida Loca (Ricky Martin), The Game of Love (Santana) e de álbuns do Walflowers, Elton John, Sinead O’Connor, Courtney Love e outros artistas. Neste ano, o guitarrista free-lancer de Los Angeles lançou o trabalho Undressing Underwater (Surfdog)“As pessoas têm me falado que ele soa como um disco de pop britânico”, diz Anderson, “Mas eu apenas deixei que meu estilo natural aflorasse e procurei não pensar demais sobre nada. As canções se formaram ao longo do tempo, como estalagmites e estalactites”.
Não importa como as músicas surgiram, Undressing Underwater (Surfdog) é fantástico. Trata-se de um trabalho repleto de texturas que traz a energia do glam, surf music, rock clássico, hard rock, new wave e punk pop, além de conter partes maravilhosas de guitarra, belas melodias e arrojadas harmonias vocais.
“Gosto de cores”, diz ele. “E curto linhas de guitarra que funcionem verticalmente e horizontalmente – o que significa que a linha é boa por si só e também funciona dentro do contexto da música. Uma boa parte deve lembrá-lo instantaneamente de uma sensação especial, recordar uma gravação favorita ou produzir uma emoção – é o que chamo de “lembrança involuntária”.Influenciado pelos três Micks – Mick Ralphs, Mick Jones (The Clash) e Mick Ronson -, Jimi Hendrix (“Axis Bold as Love é a bíblia da guitarra para mim”), Adrian Belew, Tom Morello, Steve Hackett e Jonny Greenwood (Radiohead), Anderson toca sempre com um timbre decisivo e articulado.
“Em termos sonoros, tenho a tendência de partir para a saturação, e acredito que o ataque é muito importante”, ele explica. “O som de Mick Ralphs em Mott, do Mott the Hoople, por exemplo, é consistente e elegante, além de ter um ataque muito bonito. Este é o exemplo perfeito da utilização equilibrada de saturação e ataque”.Embora o disco de Anderson esteja repleto de surpresas sonoras, ele afirma que uma tonelada de equipamento nem sempre é necessária. “Você pode distrair-se facilmente com equipamentos e perder o foco de criação”, diz ele. “Acredito que os gostos das pessoas aparecem no momento em que elas tocam um instrumento, e é com isso que você pode contar. Técnica e equipamentos são apenas meios para um fim: a comunicação de suas idéias para outras pessoas. Você precisa limpar sua mente, focar-se em sua inspiração e renová-la para uma boa música surgir”.
Brian Ray parece um rock star quando se mexe sem parar pelo palco quando toca guitarra e baixo com Paul McCartney. Mas ele é também um maníaco por canções que também se sente feliz compondo sozinho, dentro de uma sala. E ele mostra talento em ambas as frentes. Este entusiasmado guitarrista já tocou com duas grandes lendas – McCartney e Etta James – e seus dotes de compositor já foram utilizados por Peter Frampton, Michael Steele (The Bangles), Rita Coolidge, entre outros artistas. Ele gravou, inclusive, o grande sucesso One Heartbeat para Smockey Robinson, em 1987.
“Embora as minhas raízes estejam nos músicos de blues dos 1950(cinqüenta) e 60(sessenta) – e o meu herói seja o Jeff Beck da era Truth – sempre fui um aficionado pelas boas canções pop. Portanto, a composição sempre vem em primeiro lugar. Tocar guitarra é tudo para mim, mas as seis cordas não é nada a menos que esteja dando suporte e chamando a atenção do ouvinte à canção, ao cantor e à letra. Não gosto de guitarra somente pela guitarra”.Para garantir que suas partes tenham contribuído para a música, Ray e seu amigo co-produtor Oliver Leiber passaram um bocado de tempo procurando pelos melhores ajustes até encontrarem os sons perfeitos.
“Eu estava disposto a experimentar uma porção de colorações de guitarra, para que cada parte tivesse uma essência verdadeira”, diz Ray. “Não queria dar uma de preguiçoso e falar: ‘Tenho três guitarras e dois amplificadores dos quais gosto, e vou usá-los o tempo todo na gravação’. E aí que a parceria com Oliver proporciona experiências maravilhosas, porque o seu estúdio possui um arsenal de amplificadores e efeitos vintage. Nos overdubs, eu cantava ou tocava uma parte para Oliver e ele dizia: ‘Certo, experimente esta guitarra plugada naquele amplificador Watkins Dominator e depois insira um delay’. Quando eu escutava o resultado final, ficava sempre impressionado”.Em relação aos solos, Ray jamais aprendeu os de outras pessoas. Pelo contrário, ele absorveu os timbres, estilos e gostos de seus guitarristas prediletos. “Sigo dois métodos para solar”, explica. “O primeiro é mais energético – uma abordagem de rock clássico e blues. Depois, após o segundo ou terceiro take, experimento solos mais temáticos e melodiosos, à La George Harrison ou Paul McCartney. Nunca fui fâ de guitarristas fanáticos por velocidade. Meu negócio é mais ligado às pausas que existem entre as notas, à pegada e à expressão. Não tem nada a ver com ‘Confiram este meu riff arrasador’. Meu negócio é causar choro ou riso em uma pessoa”.
E agora, você confere as feras em ação com BACK IN THE USSR. Valeu, abração!
THE BEATLES – DECCA TAPES – 1962
"The Decca Tapes" é o registro em estúdio dos Beatles, ainda sem Ringo Starr. Nessa época, eles ainda contavam com Pete Best na bateria e já eram a principal atração do conceituado empresário Brian Epstein, que foi o responsável por essas gravações. A história dessas gravações começa ainda em 1961, quando Epstein conseguiu que um executivo da Decca Records fosse à Liverpool para assistir a um show dos rapazes, Mike Smith adorou o que viu ouviu e marcou uma audição em Londres. Infelizmente (?), a Decca não quis contratá-los, alegando que os grupos com guitarras logo estariam fora da moda. Epstein já tinha bastante confiança nos rapazes e disse que logo eles seriam maiores que Elvis Presley. O Material contido neste CD é de excelente qualidade de som, e na minha opinião, os Beatles mandaram muito bem! Confira agora, cllicando no link:http://rapidshare.com/files/317616689/The_Beatles_-_Decca_Tapes_obaudoedu.blogspot.com.rar.html
01. Like Dreamers Do
02. Money (That's What I Want)
03. Till There Was You
04. The Sheik Of Araby
05. To Know Her Is To Love Her
06. Take Good Care Of My Baby
07. Memphis, Tennessee
08. Sure To Fall (In Love With You)
09. Hello Little Girl
10. Three Cool Cats
11. Crying, Waiting, Hoping
12. Love Of The Loved
13. September In The Rain
14. Besame Mucho
15. Searchin'
Bônus:
16. I Saw Her Standing There
17. One After 909
18. One After 909 (Alternate Take)
19. Catswalk
20. Catswalk (Alternate Take)
21. Some Other Guy
THE BEATLES - SOME OTHER GUY



