sábado, 21 de novembro de 2020

THE GEORGE MARTIN ORCHESTRA - HELP! - 1965

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Sir George Martin (1926/2016), foi o produtor, arranjador e mentor dos Beatles, que assinou com eles para a EMI e trabalhou praticamente em quase todas as músicas que o grupo produziu ao longo de sua carreira. Em virtude de seu trabalho como produtor dos Beatles, tinha algo como uma trilha interna em termos de dar uma outra olhada nas novas músicas criadas por John Lennon & Paul McCartney. Juntamente com seu conhecimento íntimo do modo de trabalho do grupo, pensaria - ou, pelo menos, suspeitaria - de que essas próprias interpretações das músicas dos Beatles valeriam a pena ser ouvidas, mais do que, digamos, as de outras orquestras, tais como como a 101 Srings e outras tais quais. Assim, seguindo o caminho do sucesso da trilha sonora de Help! - produziu em 1965, um álbum homônimo com sua orquestra, o segundo de uma série de álbuns de Martin com arranjos instrumentais das músicas dos Beatles. Ao contrário de seus outros álbuns, o lançamento no Reino Unido não não foi pela Parlophone, mas pelo selo Studio 2 Stereo, da Columbia Graphophone, irmã da EMI. A contra-capa do álbum, traz um pequeno texto escrito por Brian Epstein que não poupa elogios ao produtor de seus rapazes. “George Martin é um técnico notável, e também um grande artista. Seus arranjos e sons são para servirem como fundo e também para serem ouvidos por aqueles que colecionam o melhor”.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

THE BEATLES - HELP! - O FILME

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“Help!” (1965), foi o segundo filme estrelado pelos Beatles depois de A Hard Day's Night (1964). Uma aventura comédia no melhor estilo James Bond, filme também dirigido por Richard Lester e apresentando Leo McKern (Clang), Eleanor Bron (Ahme), Victor Spinetti (cientista louco), John Bluthal (Bhuta), Roy Kinnear (Algernon) e Patrick Cargill (Superintendente Gluck). Em “Help!”, o grupo tenta gravar seu novo álbum e ainda proteger Ringo Starr de um culto sinistro e de dois cientistas loucos, todos obcecados em obter um de seus anéis. A trilha sonora foi lançada como um álbum de mesmo nome - “Help!”.
O segundo filme dos Beatles teve um orçamento bem maior que A Hard Day's Night e agora, os fãs podiam ver os ídolos em cores! “Help!” foi filmado entre fevereiro e maio de 1965. A produção passou por várias locações, incluindo a ilha de New Providence, nas Bahamas, os Alpes austríacos, Cliveden House, em Londres, e os Twickenham Film Studios.
O roteiro original inicial foi escrito pelo americano Marc Behm, que queria que Ringo interpretasse um homem que assina a própria ordem de execução por engano e é perseguido por um maníaco homicida interpretado por Peter Sellers. Dick Lester recebeu uma fita com as canções e escolheu as seis que achou que funcionariam melhor.
A história do filme é a seguinte: Um culto oriental está prestes a sacrificar uma bela mulher à sua deusa, Kaili. Eles percebem que ela não está usando o anel de sacrifício. Em vez disso, Ringo Starr, o baterista dos Beatles, é quem tem o anel, enviado a ele pela vítima pretendida, que é fã dos Beatles.
Determinado a recuperar o anel e sacrificar a garota, o sacerdote chefe, Clang, vários membros do culto e a alta sacerdotisa Ahme partem para Londres. Após tentativas fracassadas de roubar o anel sem que Ringo perceba, eles o confrontam em um restaurante indiano. Ringo descobre que será o próximo sacrifício se não desistir do anel. No entanto, o anel está preso e ele não consegue retirá-lo.

Os Beatles são perseguidos em Londres por membros do culto. Depois que um joalheiro falha em cortar o anel, a banda recorre aos esforços desajeitados de um cientista louco e seu assistente; quando seu equipamento não tem efeito no anel, o cientista decide que deve possuir o anel de qualquer forma.

A banda corre para os Alpes e por pouco escapa de uma armadilha lá, graças a Ahme, que está ajudando secretamente os Beatles. Para ficarem seguros, eles pedem proteção à famosa Scotland Yard.

Eles estão escondidos no Palácio de Buckingham, evitando por pouco serem capturados pelo cientista. Em seguida, fogem para as Bahamas, seguidos pelos policiais, o cientista e os membros do culto. Depois que Ringo é quase capturado, a polícia faz os outros Beatles se passarem por ele a fim de prender os membros do culto. Apesar de seus melhores esforços, no entanto, o cientista pega Ringo e o esconde a bordo de um barco onde ele pretende cortar seu dedo para conseguir o anel. Ahme resgata Ringo dando ao cientista uma solução de encolhimento em troca. Os dois mergulham no mar para escapar, mas Ringo não sabe nadar e os dois são capturados por Clang e seus seguidores.
No final, quando Ringo está prestes a ser sacrificado na praia, o anel dispara de seu dedo de repente. Ele coloca o anel no dedo de Clang, que passa então a ser perseguido por seu próprio culto com a música "Help!" tocando.
Mais tarde, os Beatles manifestaram sua insatisfação com Help! e reclamaram que não passavam de figurantes em seu próprio filme. No entanto, ele marcou o começo do seu período inquestionavelmente mais fértil de composição.
John escreveu a faixa-título do filme usando a palavra "help" (socorro), explorando a própria insegurança. Ela sempre foi uma de suas canções favoritas dos Beatles. "Yesterday", de Paul, que aparece no lado 2 do disco, não pertencente à trilha sonora, se tornou a canção mais regravada de todos os tempos e a primeira a ser considerada "clássico".
“Help!” teve sua estreia mundial real no London Pavilion Theatre no West End de Londres em 29 de julho de 1965 na presença da Princesa Margaret, Condessa de Snowdon e do Conde de Snowdon.
No facebook do site Canal dos Beatles, é possível assistir "Help!" inteirinho, legendado em português em alto e bom som e ótima resolução. Parabéns pra galera!

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

THE BEATLES - HELP! - O ÁLBUM

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Help! foi o quinto álbum de estúdio dos Beatles e trilha sonora do filme de mesmo nome. Foi lançado na Inglaterra em 6 de agosto de 1965. Sete das catorze músicas, incluindo os singles "Help!" e "Ticket to Ride", apareceram no filme e iniciaram e terminaram o lado 1 do álbum de vinil. O lado 2, incluiu "Yesterday", a música mais regravada de todos os tempos. Help! foi recebido com ótimas críticas ​​e liderou as paradas britânicas e americanas por várias semanas.

Durante as sessões de gravação, os Beatles continuaram a explorar as capacidades de multitracking do estúdio para sobrepor seu som. "Yesterday" de Paul McCartney, foi arranjada para violão e quarteto de cordas e gravado sem os outros membros do grupo. "You’ve Got to Hide Your Love Away" de John Lennon, indica a influência de Bob Dylan e inclui uma seção flautas. "I've Just Seen a Face" de McCartney tinha um sabor country. Nos Estasdos Unidos, o lançamento foi a verdadeira trilha sonora, combinando as sete primeiras canções com a música instrumental do filme. As faixas omitidas foram espalhadas pelos LPs da Capitol Records, Beatles VI, Rubber Soul e Yesterday and Today.

Nos EUA, Help! marcou o início do reconhecimento artístico para os Beatles por parte da crítica convencional, incluindo comparações com a tradição da música artística europeia. Foi nomeado na categoria de Álbum do Ano no Grammys Awards de 1966, marcando a primeira vez que uma banda de rock foi reconhecida nesta categoria. Em 2000, Help! foi eleito o 119º lugar na terceira edição do livro All Time Top 1000 Albums. Em 2012, foi classificado em 331º na lista da revista Rolling Stone dos "500 melhores álbuns de todos os tempos". Em setembro de 2013, depois que a Indústria Fonográfica Britânica mudou suas regras de premiação de vendas, Help! foi certificado como platina por vendas registradas desde 1994.
O som de "Ticket to Ride", lançada como single em abril de 1965, foi sentido por Lennon como "pesado" em comparação com a produção anterior do grupo e ousado em sua referência a um menino e uma menina morando juntos. Alguns autores destacam o uso de George Harrison de um pedal de volume e a incorporação de "dispositivos de acordes mais intrincados para enriquecer o som de sua guitarra".
Como compositor, Harrison contribuiu com "I Need You" e "You Like Me Too Much". Estas foram suas primeiras composições a serem incluídas em um álbum dos Beatles desde "Don't Bother Me" em 1963, no With the Beatles.
Help! ainda trazia duas versões e algumas faixas mais relacionadas à produção pop anterior do grupo, mas ainda assim marcou um passo decisivo à frente. Lennon e McCartney fizeram um uso mais extenso e proeminente de teclados, anteriormente tocados discretamente por George Martin. A tecnologia de overdubbing de quatro faixas encorajou isso. Lennon, por sua vez, fez um uso muito maior do violão, sem abandonar sua famosa Rickenbacker. O formato do LP original de apresentar músicas da trilha sonora no lado um e músicas sem trilha sonora no lado dois segue o mesmo formato de A Hard Day's Night. Help! foi o último álbum britânico dos Beatles (além da coletânea de 1966, A Collection of Beatles Oldies) a apresentar qualquer cover ("Act Naturally" e "Dizzy Miss Lizzy") até Let It Be, de 1970, que incluiu uma tomada da tradicional canção folk "Maggie Mae".

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

THE BEATLES - HELP! - QUEM CRIOU A CAPA?✶✶✶✶✶

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Robert Feeman, fotógrafo profissional e designer – o preferido dos Beatles. Entre 1963 e 1966, realizou um trabalho notável: Criou, fotografou e produziu, nada mais, nada menos, do que as capas dos álbuns “With The Beatles”, “A Hard Day’sNight”, Beatles For Sale”, “Help!” e “Rubber Soul”. Também foi ele quem criou os cartazes dos filmes “A Hard Day’s Night” e “Help!”.

A ideia original de Bob Freeman para a capa de “Help!” era os quatro Beatles movimentando os braços num arremedo a linguagem de sinalização de aeroportos formando a palavra "HELP". No entanto, as posições na capa não correspondem a letras e nem formam nenhuma palavra. Embora na foto eles imitem a comunicação por sinais (geralmente usados na marinha) as posições foram escolhidas ao acaso, levando em conta apenas uma boa aparência na imagem. Além do mais a fotografia foi editada. Existem várias versões com alguns dos Beatles invertidos em relação aos outros. Você pode perceber quem foi invertido nas fotos através de detalhes como os relógios, os botões das capas, etc. Robert Freeman, confirma isso: "Eu tinha a ideia da linguagem dos sinais soletrando as letras H-E-L-P. Mas quando chegou a hora do “click”, a disposição dos braços com as letras não aparecia bem. Então decidimos improvisar e acabou com o melhor posicionamento gráfico dos braços”.
No álbum da Parlophone no Reino Unido, as letras formadas pelos Beatles parecem ser "NUJV", enquanto o lançamento nos Estados Unidos foi bruscamente reorganizado pela Capitol Records mudando os Beatles de posicionamento, agora parecendo indicar as letras "NVUJ", com a mão esquerda de Paul McCartney apontando para o logotipo da Capitol. Essa edição do LP americano foi emitida em uma embalagem "deluxe" com capa dupla dobrável e várias fotos do filme e custava 1 dólar a mais do que outros lançamentos da Capitol até aquele momento.


terça-feira, 10 de novembro de 2020

THE BEATLES – “HELP!” – O DISCO BRASILEIRO

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O quinto álbum dos Beatles lançado no Brasil é o penúltimo tipicamente brasileiro - e um dos mais interessantes do mundo. As sete primeiras músicas, ou seja, as seis do lado 1 e a primeira do lado 2, são as que tocam no filme. A seguir, "I'm Down", lado B do single "Help!", "I Feel Fine", de 1964, e três músicas de 1962 e 1963 até então, ainda inéditas no Brasil: "Thank You Girl", "Ask Me Why" e "P.S. I Love You" - estas duas de 'Please Please Me', o primeiro álbum dos Beatles. As sete faixas das músicas do filme tomaram como base as fitas em falso mono da edição americana; as cinco que completam o disco vem das originais em mono inglesas. As músicas do lado 2 da versão original britânica só foram lançadas no Brasil em compactos duplos, em 1966 - com exceção de "Yesterday", que além de sair em compacto duplo também foi lançada por aqui em compacto simples, com "Michelle" do outro lado, e de "I've Just Seen A Face", que só seria lançada quase dez anos depois, em 1975, quando os Beatles já não existiam mais como banda. No ínicio da primeira faixa da versão brasileira foi colocada a introdução orquestral ("The James Bond Theme") existente na edição americana - embora sem o crédito especifico da faixa -, o que indica que a Odeon também usava os discos da americana Capitol para produzir seus lançamentos.

Tanto na contracapa quanto no selo, "You're Going To Loose That Girl" aparece grafada "You're Gonna Lose That Girl", ou seja, exatamente como aparece na capa da versão americana de Help! Na capa brasileira, foram usados a foto e o título 'Help!' da edição britânica, porém em tamanho bem maior. Na terça parte de baixo, o nome "The Beatles" aparece em grandes letras pretas sobrepostas a uma tarja vermelha. Na contracapa, a chamada: "Trilha Sonora do Filme 'Socorro!'". Lado Um: (The James Bond Theme - não creditada), Help!,The Night Before, I Need You, You've Got To Hide Your Love Away, You're Gonna Lose That Girl, Another Girl; Lado Dois: Ticket To Ride, I'm Down, I Feel Fine, Thank You Girl, Ask Me Why, P.S. I Love You. Fonte: "The Beatles - Gravações comentadas e discografia completa", de Jeff Russel.

A partir de 1975 a EMI Odeon lançou uma série -"The Beatles Collection", em LPs e fitas cassetes, com os álbuns de acordo com a discografia inglesa, inclusive as capas. Assim, 'Beatlemania', 'The Beatles Again', 'The Beatles' (ou 'Beatles 65', como ficou conhecido) e "Help!' foram retirados de circulação - o que os transformou em objeto de desejo para colecionadores do mundo inteiro. Essa edição de "Help!" de 75, com a capa igual à inglesa (e única com a abertura "Jamesbondeana" foi o primeiro disco dos Beatles que comprei na vida. Pena que as edições posteriores passaram a ser sem a introdução.

THE BEATLES - HELP! - O ÁLBUM AMERICANO

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“Help!” foi o oitavo álbum dos Beatles lançado nos Estados Unidos pela Capitol Records em 13 de agosto de 1965, enquanto no Reino Unido foi em 6 de agosto de 1965. Ao contrário da versão inglesa, que apresentava as 7 músicas do filme no lado 1, e mais sete faixas no outro, a Capitol incluiu uma série de seleções de partituras orquestrais de Ken Thorne, executadas brilhantemente pela George Martin Orchestra. Esta versão - que também inclui a incrível introdução “Jamesbondeana” à faixa-título, também pode ser encontrada na box Capitol Albums Vol. 2. O álbum americano rapidamente alcançou o número 1 na parada de álbuns da Billboard e lá permaneceu por nove semanas. Vendeu de mais de um milhão de dólares na primeira semana e acabou vendendo mais de três milhões de cópias, o que foi três vezes o valor do álbum americano anterior dos Beatles, "Beatles VI".

A trilha sonora do segundo filme dos Beatles inclui as novas músicas compostas para o filme, além da música incidental tocada pela George Martin Orchestra. Quando Help! foi lançado nos EUA, muitos fãs ficaram incomodados ao notar que, apesar da embalagem cara e luxuosa (capa dupla), o disco tinha apenas sete faixas dos Beatles. As fotos dos quatro Beatles na capa foram reordenadas com negligência, de modo que a mensagem de sinais soletra a expressão absurda "H-P-E-L!". Além disso, o título da penúltima faixa do lado 2 é grafado na capa como "You're Gonna Lose That Girl" - o que não acontece em outras versões.

LADO UM: (The James Bond Theme)*; Help!; The Níght Before; (From Me To You Fantasy)*; You've Got To Hide Your Love Away; l Need You; (In The Tyrol)*.
LADO DOIS: Another Girl; Another Hard Day's Night*; Ticket To Ride; (The Bitter End/You Can't Do That; You're Going To Lose That Girl; (The Chase)*.
*The George Martin Orchestra.

JAMES BOND NO SHOW DOS BEATLES NO JAPÃO?

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Que ficou engraçado, ficou! Especialmente em homenagem ao imortal Sean Connery, que foi conhecer outros mundos no último 31 de outubro, aos 90 anos.

ESTA É SÓ PARA MANÍACOS - THE BEATLES - 1 HORA DE 'HELP!'

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sábado, 7 de novembro de 2020

RICHARD LESTER – OS BEATLES E MUITO MAIS! - SENSACIONAL!

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O diretor Richard Lester nasceu em 19 de janeiro de 1932, em uma família judia, na Filadélfia, Pensilvânia, EUA. Criança prodígio, entrou na universidade aos 15 anos. Comumente referido como Dick Lester, aos 88 anos, é aposentado e vive no Reino Unido. Ele é mais conhecido por seu trabalho com The Beatles na década de 1960 e nas séries de filmes Superman II e III nos anos 1980. É sócio honorário da London Film School e é considerado o “pai dos videoclipes”. Lester começou na televisão em 1950, como ajudante de palco, gerente de palco, assistente de direção e depois diretor em menos de um ano. Entre fevereiro de 1953 a 29 de janeiro de 1954, Lester dirigiu “Action in the Afternoon”, uma série de TV de faroeste que foi ao ar ao vivo na rede CBS.

Em 1953, mudou-se para Londres e começou a trabalhar para a televisão, com produtores de baixo orçamento em episódios de Mark Saber, uma série de detetives de meia hora. Também trabalhou como escritor em “Curtains for Harry” (1955) e “The Barris Beat” (1956). Um programa de variedades que Lester produziu chamou a atenção de Peter Sellers, que contou com sua ajuda de para traduzir “The Goon Show” para a televisão inglesa como “The Idiot Weekly, Price 2d” em 1956. Foi um sucesso, assim como os dois programas subsequentes, “A Show Called Fred” (1956) e “Son of Fred” (1956).
Lester foi aclamado com um curta-metragem que fez com Spike Milligan e Peter Sellers, “The Running Jumping & Standing Still Film” (1959). Também fez outro curta, “The Sound of Jazz” (1959). Seu primeiro longa-metragem como diretor foi “It's Trad, Dad!”, de 1962, um musical que consistia em uma série de atos, incluindo John Leyton e Gene Vincent. O segundo foi “O Rato na Lua” (1963), estrelado por Margaret Rutherford, uma sequência de "O Rato Que Rugiu" (1959). Ele voltou à TV, dirigindo episódios de “Room at the Bottom” (1964). O filme “Running Jumping & Standing Still” era um dos favoritos dos Beatles, principalmente de John Lennon. Quando os rapazes foram contratados para fazer um longa-metragem, eles escolheram Lester em uma lista de possíveis diretores.
“A Hard Day's Night” (1964) mostrou uma versão exagerada e simplista dos personagens dos Beatles, e provou ser uma ferramenta de marketing eficaz. Muitas de suas inovações estilísticas sobrevivem ainda hoje como convenções de videoclipes, em particular a filmagem em vários ângulos de uma apresentação ao vivo. Lester recebeu um prêmio especial da MTV como "Pai do Vídeo Musical".

“A Hard Day's Night” foi um grande sucesso comercial e de crítica. Lester dirigiu então o primeiro de vários filmes de "swing" por excelência, a comédia sexual “The Knack ... and How to Get It” (1965),  primeiro de três filmes de Lester com o ator Michael Crawford, e o primeiro de quatro colaborações com o roteirista Charles Wood, ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes.

Lester seguiu com um novo filme dos Beatles, "Help!” (1965) - uma paródia dos populares thrillers de espionagem de James Bond, foi a segunda colaboração com o roteirista Charles Wood, e foi outro grande sucesso comercial. Lester recebeu uma oferta de Hollywood para dirigir a adaptação cinematográfica de “Uma coisa engraçada que aconteceu no caminho para o fórum”, de 1966. Ele então fez o filme sombrio e surreal “How I Won the War” (1967), que ele se referiu como um "filme anti-guerra".
“How I Won the War” é um filme de humor negro britânico de 1967, baseado no romance homônimo de Patrick Ryan. É estrelado por Michael Crawford como o estúpido oficial do exército britânico e John Lennon (em seu único papel não musical, como o impagável soldado Gripweed).

Em seguida, Lester fez "Petulia" (1968) com Julie Christie e George C. Scott. Ele voltou ao tema anti-guerra com a comédia negra pós-apocalíptica "The Bed Sitting Room" (1969), baseada em uma peça de Spike Milligan e John Antrobus. O roteiro foi a quarta colaboração creditada entre Lester e Charles Wood, embora Wood continuasse a fornecer reescritas de produção não creditadas para outros filmes de Lester. "How I Won the War" e "Bed Sitting Room" tiveram um desempenho ruim nas bilheterias e o diretor se viu incapaz de levantar fundos para uma série de projetos, incluindo uma adaptação dos romances Flashman.
A carreira de Lester reviveu quando ele foi contratado por Alexander e Ilya Salkind para fazer uma versão de Os Três Mosqueteiros (1973), baseado em um roteiro de George MacDonald Fraser. Os produtores decidiram dividir o primeiro filme em dois após a conclusão da fotografia principal, sendo o segundo chamado "Os Quatro Mosqueteiros" (1974). Lester foi chamado no último minuto como diretor substituto em "Juggernaut" (1974), um thriller ambientado em um cruzeiro. O sucesso dos filmes dos Mosqueteiros permitiu a Lester conseguir dinheiro para "Royal Flash" (1975), baseado no segundo romance Flashman de MacDonald Fraser.
Lester seguiu com "Robin e Marian" (1976), com roteiro de James Goldman, estrelado por Sean Connery e Audrey Hepburn. Ele então fez "The Ritz" (1976) baseado em uma peça de Terrence McNally. Lester também dirigiu "Butch e Sundance: The Early Days" (1979) e "Cuba" (1979), também com Connery; nenhum desses filmes teve qualquer sucesso comercial.

O próximo filme de Lester foi um grande sucesso: "Superman II". A produção de Superman II começou antes de "Superman" ser concluído e teve que ser interrompida para se concentrar em terminar o primeiro filme. Depois que o primeiro filme do Superman foi lançado no final de 1978, os Salkinds voltaram à produção de Superman II sem informar o diretor do Superman, Richard Donner; eles colocaram Lester atrás da câmera para completar o resto dos 25% restantes do filme. Embora Donner tivesse filmado 75 por cento, a maior parte do que foi planejado para o filme, grande parte de sua filmagem foi descartada ou refeita durante o tempo de Lester no projeto. Gene Hackman, que interpretou Lex Luthor, recusou-se a retornar para as refilmagens, então Lester usou um dublê e um imitador para colocar as falas de Luthor em imagens de Hackman filmadas por Donner. Algumas das filmagens originais de Donner foram posteriormente integradas em versões para televisão do filme. Em novembro de 2006, a filmagem de Donner foi reeditada em "Superman II: The Richard Donner Cut", consistindo principalmente de sua filmagem com a filmagem de Lester.
Lester dirigiu também "Superman III" (1983), mas este terceiro filme não foi tão bem recebido quanto seus predecessores. Ainda assim foi considerado um sucesso de bilheteria, ocupando a 14ª posição naquele ano em todo o mundo. Lester dirigiu a comédia "Finders Keepers" (1984), estrelada por Michael O'Keefe, Louis Gossett Jr. e Beverly D'Angelo. O filme foi um fracasso, embora hoje seja notável como um dos primeiros filmes com Jim Carrey. Em 1988, Lester reuniu a maior parte do elenco dos Três Mosqueteiros para filmar outra sequência intitulada "O Retorno dos Mosqueteiros", lançada no ano seguinte. Durante as filmagens na Espanha, o ator Roy Kinnear, um amigo próximo de Lester, morreu após cair de um cavalo. Lester terminou o filme, depois aposentou-se efetivamente da direção aos 56 anos, voltando apenas para dirigir o filme do show de Paul McCartney, "Get Back" de 1991.

Em 1993, ele apresentou "Hollywood UK", uma série de cinco episódios sobre o cinema britânico dos anos 1960 para a BBC. O diretor Steven Soderbergh está entre muitos que pediram uma reavaliação do trabalho e da influência de Lester. Ele escreveu "Getting Away with It", publicado em 1999, sobre a carreira de Lester, que consiste em várias entrevistas com Lester. Em 2012, o British Film Institute concedeu a Lester a "Fellowship", a maior homenagem da indústria cinematográfica britânica, em reconhecimento ao seu trabalho. O prêmio foi entregue em uma cerimônia pública no dia 22 de março no National Film Theatre, e foi seguido por uma exibição de "Robin e Marian". A citação de sua bolsa reconhece que "Richard Lester criou um corpo único de trabalho que enriqueceu a vida de milhões com seu humor surreal brilhante e estilo inovador. Embora nascido na América, ele viveu na Grã-Bretanha por 60 anos e dirigiu algumas das criações mais duradouras e influentes do cinema britânico".

Sobre os Beatles, Richard Lester disse o seguinte: "Foi um prazer extraordinário conhecê-los e ter tido a oportunidade de trabalhar com eles. Sinto-me honrado por fazer parte de sua história".

THE BEATLES – LIVE AT ABC CINEMA, MANCHESTER – 1963 - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!

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Os Beatles fizeram duas apresentações no ABC Cinema de Manchester (Inglaterra) no dia 16 de novembro de 1963, como parte da turnê pelo Reino Unido. Durante o primeiro show, a Pathé News filmou o grupo tocando “She Loves You” e “Twist And Shout”. Estas filmagens, acompanhadas de filmagens de bastidores e cenas da multidão, tornaram-se um filme de oito minutos intitulado “THE BEATLES COME TO TOWN”, exibido a partir de 22 de dezembro de 1963. Assim como em cada um dos shows da turnê de outono, os Beatles tocaram um set de dez músicas em Manchester: “I Saw Her Standing There”, “From Me To You”, “All My Loving”, “You Really Got A Hold On Me”, “Roll Over Beethoven”, “Boys”, “Till There Was You“, “She Loves You” , “Money” e “Twist And Shout”. Esta foi a primeira das três ocasiões em que os Beatles tocaram no ABC Cinema. As outras foram em 14 de outubro de 1964 e 7 de dezembro de 1965.

PAUL MCCARTNEY - PARTY - LIVE AT THE CAVERN CLUB - 2001 - SENSACIONAL!!!

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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

JOHN LENNON - REMEMBER - 1970*****

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"Remember" é a 1ª canção do lado B do primeiro álbum solo de John Lennon, "Plastic Ono Band" lançado em 11 de dezembro de 1970. A canção foi influenciada pelas primeiras sessões da terapia do grito primal com o Dr. Arthur Janov, e a letra reflete coisas normalmente lembradas durante as sessões com o médico. As memórias são descritas como desagradáveis, conflitos com a autoridade da família e os colegas. Lennon emprega sua sagacidade, mencionando como "o herói nunca foi pendurado, sempre fugiu", e os pais "desejando o estrelato do cinema, sempre desempenhando um papel", em vez de serem honestos e abertos. No final da música, Lennon canta "Lembre-se, lembre-se, do 5 de novembro" e segue-se a explosão de uma bomba. Para os historiadores, seria uma referência à "Noite de Guy Fawkes*", um feriado na Inglaterra comemorado com bombas e fogos de artifício. Pode até ser, mas a bomba que se ouve não é de fogos de artifício não. Em uma entrevista com Jann Wenner, Lennon disse que isso era parte de um longo improviso e que, mais tarde, decidiu que o último verso deveria ser o ápice da canção. Da gravação, participaram John Lennon (vocais, harmonias e piano), Klaus Voorman (baixo) e Ringo Starr (bateria).


*A noite de Guy Fawkes refere-se ao episódio em que o soldado católico inglês Guy Fawkes, membro da chamada "conspiração da pólvora", tentou explodir o Parlamento Inglês e matar o rei protestante Jaime I da Inglaterra, na noite do dia 5 de novembro de 1605. Contudo, seu grupo foi descoberto e Fawkes e seus companheiros foram torturados durante quatro dias na Torre de Londres antes de serem executados na forca, seguindo-se o arrastamento dos cadáveres pelas ruas e esquartejamento dos corpos. A data foi instituída na Inglaterra como uma festividade pela sobrevivência do rei que é chamada de Bonfire Night, normalmente com a presença de fogos de artifício e de uma grande fogueira. Entretanto, com o passar do tempo acabou virando uma festa de humilhação de Fawkes, com sua máscara sendo queimada nas fogueiras.