terça-feira, 12 de novembro de 2019

MOMENTO ANOS 90 - SOUL ASYLUM - RUNAWAY TRAIN***

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Essa bandinha já tinha aparecido aqui em 2014 e volta agora atendendo ao pedido da amiga Elisângela Brito. Um abração especial para meu amigo Márcio Meirelles. Valeu!
O Soul Asylum é uma banda de rock americana formada em Minneapolis em 1983. A formação original incliuia Dan Murphy, Dave Pirner, Karl Mueller e Pat Morley. Gravaram três discos pela gravadora Twin/Tone Records e dois com a A&M Records, sem muito sucesso. Porém, em 1992 lançaram o álbum que chegou à platina, Grave Dancers Union, que também ganhou um Grammy Award pelo single "Runaway Train" que se tornou um sucesso mundial. Em meados de 1993, alcançou o # 5 na Billboard Hot 100, o # 2 no mainstream dos EUA entre os 40 principais e # 1 na parada de singles canadense. Foi certificado como ouro pela RIAA e vendeu 600.000 cópias nos Estados Unidos. Em todo o mundo, a música foi altamente bem-sucedida, alcançando o número dois na Nova Zelândia, Noruega, Suécia e Suíça e chegando ao Top Five de vários outros países europeus.
O Soul Asylum também conseguiu mais um disco platina com o álbum Let Your Dim Light Shine três anos mais tarde. Em 2004, Karl Mueller foi diagnosticado com um câncer na garganta, o que levou a banda a realizar um concerto beneficente e um ano depois, ele morreu. Mas até o final de 2007 o Soul Asylum contiunou a realizar concertos. Uma curiosidade: Esse carinha com pose de jovenzinho grunge rebelde/deprê é Dave Pirner, o vocalista da banda – está com 55 anos) - juntamente com Dave Grohl (Nirvana), Mike Mills (R.E.M.), Thurston Moore (Sonic Youth) e Greg Dulli (Afghan Whigs) formaram “The Backbeat Band” – banda responsável pela trilha sonora do filme "Backbeat - Os 5 rapazes de Liverpool" que conta a história dos primeiros anos dos Beatles em Hamburgo.

THE BACKBEAT BAND - PLEASE MR. POSTMAN**********

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THE BEATLES - HELP! - BLACKPOOL*****

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domingo, 10 de novembro de 2019

ROBERT FREEMAN - BEATLES PHOTOGRAPHER - 1933 – 2019

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Morreu o fotógrafo e cineasta Robert Freeman, que ficou conhecido por suas fotos icônicas dos Beatles. A informação foi divulgada por Paul McCartney em seu blog oficial nesta sexta (8/11), sem revelar a causa da morte. Mas o artista tinha sofrido um AVC em 2014 e vinha doente desde então. Robert Freeman, assim como dezenas de outros fotógrafos fantásticos que fotografaram os Beatles, apareceu aqui pela última vez em 11 de março de 2013 e foi o autor das fotos de dezenas de capas do Baú. Ele foi citado aqui na última postagem Norwegian Wood.
Freeman começou sua carreira como jornalista fotográfico no jornal britânico The Sunday Times. Ele causou uma forte impressão inicial com fotos em preto e branco de vários músicos de jazz, incluindo o saxofonista John Coltrane, e isso chamou a atenção do empresário dos Beatles, Brian Epstein, que encomendou um retrato da banda em 1963.
Este contato inicial levou a uma longa associação com os quatro músicos de Liverpool, incluindo o design e a fotografia das capas dos álbuns “With The Beatles” (“Meet The Beatles!” nos EUA), “Beatles For Sale”, “Help!” e “Rubber Soul”. Ele também desenhou as sequências dos créditos finais dos dois primeiros filmes dos Beatles, “Os Reis do Ié-Ié-Ié” (A Hard Day’s Night, 1964) e “Help!” (1965), ambos dirigidos por Richard Lester, além de ter sido responsável pelas fotografias oficiais da produção e pelo visual dos posteres e materiais promocionais dos filmes.
Ficou tão íntimo da banda que sua esposa, Sonnie Freeman, teria sido a inspiração de John Lennon para compor a música “Norwegian Wood” – numa relação que também envolveria sexo. A alegação foi feita pela ex-esposa de Lennon, Cynthia Lennon, em suas biografias. Por coincidência, Freeman acabou se afastando dos Beatles nesta época. Mas aproveitou os contatos da banda, como Richard Lester. O diretor, que tinha gostado do trabalho do fotógrafo, o contratou para desenhar os créditos de seu filme mais premiado - marco do cinema mod, “Bossa da Conquista” (The Knack) que venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1965.
A experiência com esses filmes permitiu a Freeman estrear como diretor, assinando outro cultuadíssimo filme mod, “As Tocáveis” (The Touchables, 1968). Definitivamente uma obra de fotógrafo, o longa é considerado um deleite visual, mas péssimo em termos de narrativa – o fiapo de história girava em torno do rapto do cantor de uma banda de rock por fãs histéricas. Uma curiosidade de sua trilha sonora é o destaque dado à obscura banda Nirvana original (dos anos 1960), além de incluir a primeira música do Pink Floyd ouvida no cinema (“Interstellar Overdrive”).
Robert Freeman também dirigiu o documentário “O Mundo da Moda (Ontem-Hoje e Amanhã)” (Mini-Mid), sobre a Swinging London, e o drama “A Doce Promessa” (1969) na França, além de ter sido o fotógrafo oficial do primeiro calendário Pirelli.
“Grande profissional, ele era imaginativo e um verdadeiro pensador original”, escreveu Paul McCartney em seu blog. “As pessoas costumam pensar que a foto da capa do ‘Meet The Beatles’ em meia-sombra foi uma foto de estúdio cuidadosamente arranjada. Na verdade, foi registrada rapidamente por Robert no corredor de um hotel em que estávamos hospedados, onde a luz natural vinha das janelas no final do corredor. Eu acho que não demorou mais que meia hora para chegar naquele resultado. Bob também inovou na foto da capa de ‘Rubber Soul’. Ele tinha o costume de usar um projetor de slides para mostrar pra gente como ficariam as fotos nos discos, projetando-as em um pedaço de papelão branco do tamanho exato da capa de um álbum. Durante a sessão de observação dessa imagem, o papelão que estava apoiado em uma pequena mesa caiu para trás, dando à fotografia uma aparência esticada. Então, ficamos empolgados com a ideia dessa nova versão de sua fotografia. Ele nos garantiu que era possível imprimi-lo dessa maneira, e como álbum era intitulado ‘Rubber Soul’ (alma de borracha), sentimos que a imagem se encaixava perfeitamente. Sentirei saudades deste homem maravilhoso e sempre apreciarei as boas lembranças que guardo dele. Obrigado Bob”. Paul McCartney - Fonte: pipocamoderna.com.br
A CAPA DE “WITH THE BEATLES” - "Eles tinham que se encaixar perfeitamente no formato quadrado da capa. Então, ao invés de tê-los todos em uma linha, eu coloquei Ringo no canto inferior direito, até porque ele foi o último a se juntar ao grupo. Ele também era o mais baixo". Paul McCartney relembra: "Estávamos no corredor de um hotel, todos de blusa rolê preta. O corredor estava muito escuro e parecia um estúdio, e havia uma janela no final, por onde entrava uma luz natural que vinha da direita, iluminando apenas metade dos nossos rostos. Ele conseguiu essa imagem, que muitos acham, até hoje, que estamos mal-humorados. Foi apenas um momento que ele capturou. Ele sentou, pegou um par de filmes, foi só isso". A ideia original era a de colocar a imagem de ponta a ponta, tomando toda a capa, sem sangramento ou título, mas a gravadora vetou, alegando que os Beatles ainda não eram famosos o suficiente para ter uma capa sem o nome da banda ou título. O primeiro disco com uma capa assim, foi o de estréia dos Rolling Stones, lançado alguns meses depois. A gravadora também tentou vetar a foto, porque os Beatles não estavam sorrindo, e só aceitou, depois da intervenção do próprio George Martin na questão. Por esse trabalho, Freeman recebeu três vezes a mais o valor de um trabalho “normal”.

A CAPA DO “BEATLES FOR SALE” - A capa do álbum Beatles for Sale mostra os Beatles em um cenário de outono fotografados no Hyde Park, em Londres. McCartney relembra: "Essa sessão de fotos foi bastante agradável. As fotos de Robert Freeman ficaram ótimas e foi fácil para todos. Fizemos uma uma sessão com duração de duas horas e teve bastante material para utilizar. Bastava o fotógrafo dizer “prontos?” Todos nós todos usávamos o mesmo tipo de roupas o tempo todo. Pretas, com camisas brancas e grandes lenços pretos". O álbum também apresenta uma capa dupla, desdobrável, a foto de dentro mostra os Beatles em pé, na frente de uma montagem de fotos. Essa ideia seria imitada depois por Peter Blake na capa do Sgt. Pepper’s.
A CAPA DE “HELP!” - A ideia original de Robert Freeman para a capa de “Help!” era os quatro Beatles movimentando os braços num arremedo a linguagem de sinalização de aeroportos formando a palavra HELP. No entanto, a verdade é que a foto não especifica nenhuma mensagem. Robert Freeman, confirma isso: "Eu tinha a idéia da linguagem dos semáforos soletrando as letras H-E-L-P. Mas quando chegou a hora do “click”, a disposição dos braços com as letras não aparecia bem. Então decidimos improvisar e acabou com o melhor posicionamento gráfico dos braços”.
A CAPA DE “RUBBER SOUL” - A foto dos Beatles na capa do Rubber Soul parece distorcida. McCartney relata a história por trás disso no capítulo 5 do documentário Anthology. Bob Freeman havia feito algumas fotos dos Beatles na casa de Lennon. Freeman mostrou as fotos a eles, projetando-as em uma folha de cartolina para simular como eles apareceriam na capa do álbum. A folha escorregou e eles apareceram distorcidos. Animados pelo efeito, todos eles gritaram: "Queremos assim! Podemos ter isso? Você pode fazer isso assim?" Freeman respondeu que podia. O logotipo foi desenhado por Charles Front.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

THE BEATLES - NORWEGIAN WOOD (This Bird Has Flown)*****************************

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Como bem disse o amigo Márcio na postagem de Drive My Car, o crescimento dos Beatles a cada álbum é um caso para estudo. A bela canção com levada folk "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)" é a segunda música de “Rubber Soul”, o incrível sexto álbum dos Beatles lançado em 3 de dezembro de 1965. Foi escrita principalmente por John Lennon com grandes colaborações de Paul McCartney.

Influenciada pelas letras introspectivas de Bob Dylan, "Norwegian Wood” é considerada um marco no desenvolvimento dos Beatles como compositores. A faixa apresenta pela primeira vez em uma música pop ocidental, a cítara – exótico instrumento de cordas indiano - tocada por George Harrison. "Norwegian Wood” quando lançada como single na Austrália  em 1966, chegou ao número 1, juntamente com "Nowhere Man".

Lennon escreveu a música como um relato velado de um caso extraconjugal que ele teve em Londres. Ao gravar a faixa, os Beatles adicionaram uma cítara depois de George Harrison se interessar pelo som exótico do instrumento durante as filmagens de Help! "Norwegian Wood" foi influente no desenvolvimento da raga no rock psicodélico. Também ajudou a elevar Ravi Shankar e a música clássica indiana à popularidade popular no Ocidente. Muitos outros artistas de rock e pop, incluindo os Byrds, Rolling Stones e Donovan, começaram a integrar elementos do gênero em sua abordagem musical. "Norwegian Wood" também é reconhecida como uma peça fundamental na evolução da música mundial.

Embora Lennon fosse conhecido como o Beatle casado, não era feliz no casamento. Nem fiel. Ele se divertiu com groupies em camarins, admitiu ter sido fotografado de quatro na porta de um bordel holandês e confessou para Cynthia em 1968 que tivera inúmeros casos. "Norwcgun Wood” foi sobre um deles. Em linguagem que depois os Beatles descrevem como “macarrônica”, a canção detalha uma cena de sedução em que a mulher parece estar no controle.

No início da letra, o cantor se vangloria por ter ‘pegado’ uma garota, mas logo se corrige, dizendo que foi ela quem o ‘pegou’. Ela o leva para o apartamento e o distrai com os móveis feitos de madeira norueguesa barata (que era moda na época). Depois de conversar e beber até as duas da manhã, ela avisa que é hora de dormir. Na canção, ele pede licença e vai passar a noite no banheiro; na realidade, a história teve um final diferente, pois a canção descrevia um ato de infidelidade, ‘sem que minha esposa soubesse, eu me referia a um caso'. Pete Shotton, amigo de Lennon, afirmou cerca vez que a tal mulher era uma jornalista próxima, então todo mundo supôs que se tratava de Maureen Cleave. Contudo, Maureen nunca teve nada com Lennon e a candidata mais provável foi revelada por Philip Norman em sua biografia de John Lennon "The Life" como sendo Sonnhild ‘Sonnie’ Freeman, então esposa do fotógrafo Robert Freeman (autor da foto da capa do With The Beatles), cujo apartamento revestido em madeira ficava embaixo de onde Lennon morava com Cynthia em South Kensington.

John Lennon começou a trabalhar em “Norwegran Wood em fevereiro de 1965 enquanto esquiava em St. Moritz, na Suíça, com Cynthia, George Martin e a futura esposa do produtor, Judy. Mas dali só saíram a melodia básica e os primeiros versos. “Norwegian Wood’ começou com uma levada de guitarra’, explicou ele a Michael Lydon em 1966. "Eu estava tocando quando me ocorreu. Mas não andou e quase desisti de escrever”. Ele pediu ajuda a Paul McCartney, que sugeriu uma história sobre uma garota que enrola um cara, então ele acaba ateando fogo no apartamento dela para se vingar. McCartney via a canção como uma fantasia. Achava que a madeira norueguesa do título fora sugerida pela decoração do quarto de Peter Asher na Wimpole Street, mas é quase certo que se refira ao revestimento de madeira do apartamento dos Freeman em Emperor’s Gate e ao hábito de Sonnie Freeman de dizer que era norueguesa, e não alemã. Ela certamente encarou a letra como uma descrição obliqua do caso que mantinham.
"Norwegian Wood" foi gravada entre os dias 12 e 21 de outubro de 1965. Foi produzida por George Martin que teve como engenheiro de som Norman Smith. John Lennon canta e toca violão; Paul McCartney toca baixo e faz vocais de harmonia; George Harrison toca a cítara e uma guitarra de 12 cordas e Ringo faz a percussão.

Em seu livro “This Bird Has Flown” sobre a era Rubber Soul, com o subtítulo ‘A beleza duradoura da alma de borracha’, John Kruth se refere a "Norwegian Wood" como um tipo de música que "transportou os fãs dos Beatles para o norte até as florestas da Escandinávia desde a primeira audição". O crítico de música Kenneth Womack admira como a música "reinterpreta um tema familiar, neste caso a perda de 'amor', proporcionando segurança aos ouvintes, ainda que desafiadora". Para Allen Evans, do NME, "Norwegian Wood” era apenas “uma diversão folk de John”, e o som da cítara de George foi identificado incorretamente como “acordes de guitarra com uma sononoridade árabe”. É mole? No entanto, o KRLA Beat disse que "Norwegian Wood” era um trabalho "inacreditavelmente sensacional", no qual os Beatles estavam mais uma vez estabelecendo tendências neste mundo pop.

CHRISTOPHER AMERUOSO - NORWEGIAN WOOD***********

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Um abração para meu amigo Evandro França e sua secretária executada Srta. Nina Rolas!

PAUL McCARTNEY - HONEY HUSH - HI HO SILVER AWAAAAYYYYYY

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"Honey Hush" é uma das pérolas do incomparável “RUN DEVIL RUN”, o fantástico álbum lançado por Paul McCartney em 1999. Foi composta por Big Joe Turner, gravada em maio de 1953 em New Orleans e lançada em agosto daquele ano pela Atlantic Records. Foi nº1 na parada de Rhythm and Blues durante oito semanas, e número 23 na parada Pop. Ao longo dos anos foi regravada por inúmeros roqueiros: Jerry Lee Lewis, Screaming Lord Sutch, Foghat, John Lennon, Coco Montoya, Fleetwood Mac, George Jones, Elvis Costello até chegar ao maior de todos, Sir Paul McCartney. No livreto encartado no álbum, Paul diz que estava mais familiarizado com a versão de Johnny Burnette, ​​"Ainda é minha favorita de todo o álbum para cantar”.

Em uma entrevista com Laura Gross, na época do lançamento de "Run Devil Run", ele disse: “Honey Hush é uma música que realmente gosto e me traz lembranças muito antigas. John Lennon e Stuart Sutcliffe tinham um apartamento perto da escola de arte, em um lugar chamado Gambier Terrace, que dá para a Catedral de Liverpool, lugar incrível. E era apenas um apartamento vazio com um colchão no chão. Escola de arte, esse tipo coisa, você sabe, um pequeno cinzeiro, era isso. E eu, fui uma das minhas primeiras vezes, porque eu era um pouco mais novo que John e Stu, uma das primeiras vezes que eu fiquei, fiquei lá a noite toda, eu e George. George era ainda mais novo que eu. E ele ainda é. Ele continua me dizendo isso. Ele escreve isso em todos os meus cartões de aniversário. Foi uma ótima experiência para nós, crianças, que estavam lá para ficar no apartamento de alguém, em vez de dormir em casa. Eu me lembro de acordar de manhã, depois de praticamente não ter dormido, e havia apenas um toca-discos no chão, além do colchão. E a primeira coisa que coloquei nesse disco do Johnny Burnette foi Honey Hush. E eu adorei! 'Venha para esta casa, pare com todo esse yak yakety. Dun-du-du. E seu irmão Dorsey Burnette faz um ótimo solo. Foi muito divertido'. No espírito do álbum, eu nem me importo com o que era a letra”.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

JOE COCKER - WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS**********

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No dia 6 de novembro de 1968, a versão de Joe Cocker para “With a Little Help from my Friends” de Lennon e McCartney, chegou ao primeiro lugar na Inglaterra.
Joe Cocker era um inglês apaixonado pela soul music americana, especialmente Ray Charles, a quem idolatrava. Surgiu na segunda metade dos anos 60 cantando hits da Motown em pubs. Em 1968, ele e sua Grease Band gravaram “With a Little Help From My Friends”, dos Beatles. Entre os músicos convidados que participaram da sessão, estavam Jimmy Page e Steve Winwood. A versão estourou na Inglaterra e nos EUA, pavimentando seu caminho até Woodstock um ano depois. Sua releitura tornou-se um clássico e Cocker virou uma estrela. Ele era o sujeito que tinha melhorado uma canção dos Beatles.
Em Woodstock estavam Janis Joplin, Jimmy Hendrix, The Who e outros grupos e cantores do primeiro escalão do rock. Correndo por fora, um novato cantor inglês interpretando uma música dos Beatles - conseguiu se tornar o símbolo do lendário festival realizado em 1969 e que marcou a história do rock.

Joe Cocker ainda gravou outras três músicas dos Beatles: "I'll Cry Instead," "She Came In Through The Bathroom Window" e "You've Got To Hide Your Love Away". Quando Cocker morreu em 2014, aos 70 anos, Paul McCartney disse o seguinte sobre sua versão de With a Little Help from my Friends: "Foi simplesmente alucinante, ele transformou totalmente a música em um hino da alma, e serei eternamente grato por ele por ter feito isso".


ELETRIC LIGHT ORCHESTRA - MA-MA-MA BELLE**********

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O rockenrollzão sinfônico "Ma-Ma-Ma Belle" é uma música composta por Jeff Lynne e gravada pela sua Electric Light Orchestra (ELO) em 1973 no álbum On the Third Day. A faixa básica foi originalmente gravada no AIR Studios, no Reino Unido, em abril de 1973, durante as sessões que também produziram "Showdown" e "Dreaming Of 4000". A música foi gravada com apenas duas tomadas e é incerto quando os vocais e as cordas foram gravados, embora seja muito possível que tenha sido no mesmo dia, em abril de 1973.
"Ma-Ma-Ma Belle" começou a ser trabalhada em março daquele ano em um formato muito rústico, usando apenas guitarra e vocais de Jeff Lynne e Richard Tandy que também estava no teclado. Um mês depois, a banda elaborou o arranjo e ensaiou o suficiente para fazê-la em duas tomadas no estúdio. Os primeiros títulos de trabalho eram “Auntie” (Auntie Bollocks - uma piada interna) e “My Woman”. Marc Bolan, do T. Rex, esteve presente e tocou em várias faixas da Eletric, incluindo Ma-Ma-Ma Belle. Ele e Jeff Lynne fazem as guitarras juntos.
A letra e o significado do nome "Ma-Ma-Ma Belle" nunca ficaram totalmente claros. O nome parece ser o de uma garota quando Lynne está cantando para ela (Você não pode me ouvir, Ma-Ma-Ma Belle ...). É um nome incomum, que pode ser provavelmente inspirado na música dos Beatles de 1965, “Michelle” (Michelle, ma belle), com Lynne apenas estendendo o nome. Em várias entrevistas, quando se refere à música, ele às vezes se refere com o nome abreviado de "Ma Belle". Aparentemente, a letra parece ser sobre seu amor pelo personagem-título da música, dizendo o quanto ele quer pegá-la e fazê-la dele. Embora não seja totalmente aberto, ao se aprofundar na música, parece ser um cafetão a uma prostituta, com o cantor sendo o cafetão e Ma Belle a prostituta que se voltou contra ele. Ele diz que "tem um bom amor esperando por você", ele se refere a ter "três ou quatro bebês" disponíveis e ele está na "esquina da avenida", o que implicaria que ele é o cafetão tentando vender as prostitutas na esquina. Na segunda parte, ele está na prisão quando agora deve "cumprir sua pena" e "continuar com sua carga pesada". Durante a maior parte da música, ele canta sobre pegá-la. Apesar de tudo, ele também a ama, como mostrado na estrofe seguinte, embora "colocar você no canto para que eu possa mantê-la" possa implicar algo mais sinistro como a possibilidade dela já estar morta. Tudo isso, deve-se lembrar, está sujeito à interpretações das mais diversas.
O riff principal de Ma-Ma-Ma Belle tem uma notável semelhança em partes com a música do Mott the Hoople, “Jerkin 'Crocus”, de seu álbum de 1972, All The Young Dudes (confira aqui). As introduções das duas músicas, bem como parte do refrão de Jerkin 'Crocus e um verso de Ma-Ma-Ma Belle são semelhantes. Nenhuma outra parte das duas músicas é comparável, mas são notavelmente próximas. Isso em nada diminui o brilho de Ma Belle, essa fantástica gravação da Orquestra da Luz Elétrica!

terça-feira, 5 de novembro de 2019

JOHN LENNON - REMEMBER - 1970*****

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"Remember" é a 1ª canção do lado B do primeiro álbum solo de John Lennon, "Plastic Ono Band" lançado em 11 de dezembro de 1970. A canção foi influenciada pelas primeiras sessões da terapia do grito primal com o Dr. Arthur Janov, e a letra reflete coisas normalmente lembradas durante as sessões com o médico. As memórias são descritas como desagradáveis, conflitos com a autoridade da família e os colegas. Lennon emprega sua sagacidade, mencionando como "o herói nunca foi pendurado, sempre fugiu", e os pais "desejando o estrelato do cinema, sempre desempenhando um papel", em vez de serem honestos e abertos. No final da música, Lennon canta "Lembre-se, lembre-se, do 5 de novembro" e segue-se a explosão de uma bomba. Para os historiadores, seria uma referência à "Noite de Guy Fawkes*", um feriado na Inglaterra comemorado com bombas e fogos de artifício. Pode até ser, mas a bomba que se ouve não é de fogos de artifício não. Em uma entrevista com Jann Wenner, Lennon disse que isso era parte de um longo improviso e que, mais tarde, decidiu que o último verso deveria ser o ápice da canção. Da gravação, participaram John Lennon (vocais, harmonias e piano), Klaus Voorman (baixo) e Ringo Starr (bateria).


*A noite de Guy Fawkes refere-se ao episódio em que o soldado católico inglês Guy Fawkes, membro da chamada "conspiração da pólvora", tentou explodir o Parlamento Inglês e matar o rei protestante Jaime I da Inglaterra, na noite do dia 5 de novembro de 1605. Contudo, seu grupo foi descoberto e Fawkes e seus companheiros foram torturados durante quatro dias na Torre de Londres antes de serem executados na forca, seguindo-se o arrastamento dos cadáveres pelas ruas e esquartejamento dos corpos. A data foi instituída na Inglaterra como uma festividade pela sobrevivência do rei que é chamada de Bonfire Night, normalmente com a presença de fogos de artifício e de uma grande fogueira. Entretanto, com o passar do tempo acabou virando uma festa de humilhação de Fawkes, com sua máscara sendo queimada nas fogueiras.

sábado, 2 de novembro de 2019

THE JOHN LENNON COLLECTION - 1982*****

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O álbum "The John Lennon Collection" foi lançado em vinil no dia 1º de novembro de 1982 no Reino Unido pela EMI Parlophone e 8 de novembro de 1982 nos Estados Unidos pela Geffen Records. Foi lançado em CD em 1989. Foi o primeiro álbum de Lennon a ser lançado após a sua morte, em 1980. O álbum inclui a maioria dos singles de Lennon de sucesso e várias seleções da maioria de seus discos solo gravados com a EMI de 1970 a 1975.
Em 1989, depois que a EMI adquiriu os direitos sobre o material do Double Fantasy, ”The John Lennon Collection” foi remasterizado e relançado em CD com duas faixas bônus: "Move Over Ms. L" e "Cold Turkey". "Move Over Ms. L" foi a inclusão mais notável - inicialmente prevista para Walls and Bridges, mas cortada no último minuto, acabou sendo lançada como o lado-B de "Stand by Me".
Como o primeiro lançamento póstumo de Lennon, The John Lennon Collection cumpriu bem seu papel, alcançando o número 1 no Reino Unido e chegando ao número 33 nos EUA, onde eventualmente alcançaria o triplo de platina. O álbum vendeu 300.000 cópias na primeira semana e 1 milhão na terceira semana no Reino Unido. "Love" foi lançada como single e conseguiu chegar ao número 41.
Na época, o que mais chamava atenção eram as belíssimas fotografias da capa e da contracapa que foram tiradas por Annie Leibovitz na manhã de 8 de dezembro de 1980; Como todos sabem, Lennon foi assassinado mais tarde naquela noite.

PAUL McCARTNEY - CHOBA B CCCP - O ÁLBUM RUSSO

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Tal e qual John Lennon em seu ábum “Rock’n’Roll”, de 1975, Paul McCartney também tinha um antigo projeto de gravar um álbum com velhos sucessos que marcaram sua juventude. Conhecido como o ‘álbum russo’ CHOBA B CCCP (pronuncia-se Snova Vess-ESS-ESS-er, que nada mais é que "Back in the USSR" em russo, é um álbum de covers, gravado em dois dias, em que Paul passa por canções de seus ídolos Little Richard, Elvis, Fats Domino e outros dos primórdios do rock. São 13 faixas de pura energia interpretadas com brilhantismo por McCartney, como Lucille, Summertime e Kansas City. O disco foi um dos primeiros vinis de música pop prensados pela gravadora estatal Melodiya e as 400 mil cópias prensadas se esgotaram rapidamente, disputadas por ávidos beatlemaníacos soviéticos e também por colecionadores estrangeiros. No Ocidente, o álbum só sairia após a URSS acabar. “CHOBA B CCCP” foi o primeiro disco de um artista ocidental a sair em um país comunista, liderando as paradas de lá, e sendo lançado no resto do mundo apenas em 1991.
“CHOBA B CCCP”, foi como um presente para os fãs soviéticos que, em geral, não conseguiram obter suas gravações legítimas, muitas vezes tendo de se contentar com cópias; para eles houve uma mudança, ter um álbum que as pessoas de outros países não seriam capazes de obter. Assim, o álbum de Paul McCartney nunca foi vendido fora da URSS. Após o colapso da União Soviética, o 'Chobba' recebeu um lançamento mundial, em 1991, atingindo #63 no Reino Unido e #109 Nos EUA.

GEORGE HARRISON - WHEN WE WAS FAB*****

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"When We Was Fab" é uma música de George Harrison, lançada em seu álbum de 1987 Cloud Nine. Também foi o segundo single do álbum, em janeiro de 1988. A letra é uma reflexão nostálgica de Harrison naqueles dias de Beatlemania durante os anos 1960, quando os Beatles foram carinhosamente apelidados como "Fab Four". Harrison co-escreveu a canção com Jeff Lynne, que também co-produziu a faixa. A gravação faz referência ao som psicodélico que os Beatles tinham e popularizaram a partir de 1966, através da utilização de cítara, violoncelo e todos os efeitos possíveis. "When We Was Fab" tem várias semelhanças com músicas como "I Am the Walrus" (1967).

Ringo Starr é a estrela entre os outros músicos especialíssimos que participaram. O single foi acompanhado por um vídeo inovador, dirigido em parceria por Kevin Godley e Lol Creme. "When We Was Fab" também aparece nas compilações "Best of Dark Horse 1976-1989" e "Let It Roll" (2009).

No Reino Unido, "When We Was Fab" chegou ao número 25 no UK Singles Chart e, no Estados Unidos, alcançou a posição número 23 na Billboard Hot 100 singles. Foi a última vez que Harrison apareceu no hit top 40 dos EUA. Também foi o segundo sucesso de George a refletir sobre seus anos como um Beatle - o outro foi "All Those Years Ago"  de 1981. Em 2010, a AOL Radio escolheu "When We Was Fab" como uma das 10 Melhores Canções George Harrison, colocando-a em número 9 na lista. Ringo Starr aparece no vídeo mais de uma vez. Aparecem também Jeff Lynne, Elton John (colocando a moeda no copo) e Neil Aspinall (road manager dos Beatles e assistente pessoal, segurando uma cópia do álbum “Imagine” de John Lennon. Na época, apareceram  muitos boatos de que Paul McCartney aparecia no vídeo usando a roupa de morsa, tocando baixo, com Harrison afirmando em uma entrevista na televisão que era realmente Paul McCartney: “Ele estava tímido naquele dia e se manteve com a máscara da morsa”. O baixista no vídeo tocava como canhoto, assim, dando a entender que era, pelo menos, uma referência a McCartney; No entanto, em uma entrevista de 1995, McCartney disse: "George queria que eu estivesse nele, mas eu não estava disponível, então eu sugeri que ele colocasse outra pessoa na morsa e dissesse a todos que era eu". Aparecem ainda: Paul Simon (empurrando um carrinho) e Ray Cooper. O vídeo recebeu seis indicações ao 
MTV Video Music Awards de 1988, incluindo melhor diretor de arte para Sid Bartholomew.https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEib6xiHZvSSBf7tG4sg3h4Ncc6j9E9Y5gIiOJpIEgTVGVwgducR93bjJCEAZsyrTAR5ybKK6IjRaTCX9OqMk9L8yQ2UvP9ZnrVPkP4PtRzaDbhAhDI280Ehg-ChnD1aQLs8l_4PTGrTsCM/s400/
Participaram da gravação: George Harrison - vocais, guitarras, teclados, backing vocals; Jeff Lynne - guitarras, baixo, teclados e backing vocals; Gary Wright – piano; Ringo Starr - bateria; Jim Keltner – bateria; Ray Cooper - percussão e Bobby Kok - cello.

THE BEATLES - A DAY IN THE LIFE

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