domingo, 13 de junho de 2021

GEORGE HARRISON – RUN OF THE THE MILL – MARAVILHOSA!

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Nas comemorações do 50º aniversário do lançamento de All Things Must Pass, em novembro do ano passado, a família de George Harrison anunciou a chegada de uma série de novas edições do terceiro álbum de estúdio do ex-guitarrista dos Beatles.
Essas edições de aniversário acabam de ganhar uma data de lançamento, dia 6 de agosto de 2021. Elas incluem um enorme conjunto uber deluxe de 5 CDs ou 8 LPs, além de um Blu-Ray com sonoridade 5.2 da gravação original. O trabalho todo traz as faixas remasterizadas com outtakes e outros extras, numa minuciosa produção realizada pelo filho de Harrison, Dhani.

Dhani Harrison explicou as origens das edições expandidas: “Desde o lançamento da mixagem estéreo de 50 anos da faixa-título do lendário álbum de meu pai em 2020, meu querido amigo Paul Hicks e eu continuamos a cavar montanhas de fitas para restaurar e apresentar o resto desta edição recém-remixada e expandida”. A faixa-título, a qual Dhani Harrison se refere, foi lançada no ano passado e agora uma versão inédita e maravilhosa da canção “Run Of The Mill (Take 36)” chegou aos serviços de streaming e a gente confere aqui. Hare, Hare!

sábado, 12 de junho de 2021

IMAGENS DO DIA - OS BEATLES ENCANTAM A AUSTRÁLIA

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No dia 11 de junho de 1964 às 18h, os Beatles chegaram à Austrália pela primeira e única vez. Eles desembarcaram em Darwin para reabastecer e depois voaram para Sydney, onde 2.000 fãs enlouquecidas aguardavam sua chegada no Aeroporto Mascot. Eles desfilaram para uma multidão de 300 mil fãs, na parte de trás de um carro aberto.

O show completo está em THE BEATLES - LIVE IN AUSTRALIA - 1964  IMPERDÍVEL!

ELVIS PRESLEY - ELVIS AS RECORDED AT MADISON SQUARE GARDEN - SENSACIONAL!

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Nos dias 9, 10 e 11 de junho de 1972, há 49 anos, Elvis Presley lotou o estádio Madison Square Garden, em Nova York, para quatro apresentações. Além dos 80 mil fãs que assistiram às performances do Rei do Rock, os concertos tiveram na plateia as presenças ilustres de George Harrison, David Bowie, Art Garfunkel e Bob Dylan. Elvis foi o primeiro artista a realizar - e lotar - quatro shows consecutivos no estádio. Na época, tanto George Harrison quanto David Bowie, Art Garfunkel e Bob Dylan, apesar de já serem grandes, ainda não eram as estrelas potenciais que se tornaram, mas obviamente foram influenciados pela entrega de Elvis no palco. Esses foram os primeiros shows ao vivo de Elvis Presley em Nova York desde os anos 1950. A ocasião se tornou tão especial que, nove dias após os concertos, a gravadora RCA lançou um álbum ao vivo de um dos shows intitulado Elvis as Recorded at Madison Square Garden. O álbum foi um sucesso e ganhou certificado de Ouro algumas semanas após o lançamento, em 4 de agosto de 1972, antes de atingir Platina em maio de 1988, Platina Dupla em março de 1992 e a Platina Tripla em julho de 1999.

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - DON'T BOTHER ME - SENSACIONAL!

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"Don't Bother Me" foi a estreia oficial do jovem George Harrison, então com 20 anos, como autor de uma canção dos Beatles. O principal guitarrista da banda, conseguiu o mérito de estar à frente em nada menos que três músicas – “Don’t Bother Me”, dele próprio, o clássico “Roll Over Beethoven”, de Chuck Berry e a menos notada regravação dos Beatles para “Devil In Her Heart” de Richard Drapkin que a gravou com o nome de Ricky Dee.
O álbum “With The Beatles” foi o segundo lançado por eles, em 22 de novembro de 1963. No primeiro, ”Please Please Me”, George aparecia com duas: “Chains” (escrita pela dupla Goffin / King) e “Do You Want To Know a Secret?” de John Lennon e Paul McCartney, além dos seus solos espetaculares e absolutamente matadores como em “I Saw Her Standing There” - faixa que abre o disco e a carreira fonográfica dos Beatles.
Harrison escreveu a música enquanto estava doente e de cama em um quarto de hotel em Bournemouth, Inglaterra. Os Beatles já tinham gravado duas canções compostas por George Harrison mas não as tinham lançado: "In Spite of All the Danger" (em parceria com Paul McCartney) e "Cry for a Shadow" (em parceria com John Lennon). Ambas só foram lançadas oficialmente em 1995 no álbum duplo Anthology 1. O verso que diz: "So go away, leave me alone, don't bother me" - Então vá embora, deixe-me só, não me perturbe - não era comum em canções dos Beatles na época mas esses versos, se tornariam uma das mais marcantes características de George Harrison. "Don't Bother Me" mais tarde apareceria na cena da boate no filme "A Hard Day's Night".
Os Beatles gravaram "Don't Bother Me" pela primeira vez no Studio Two da EMI em Abbey Road em 11 de setembro de 1963. Gravaram sete takes, três dos quais eram overdubs, nenhum deles foi usado. Os resultados foram considerados insatisfatórios. Retornando ao estúdio no dia seguinte, refizeram a música das 7h às 11h30, designando o primeiro take como "take 10". George Martin produziu, assistido pelos engenheiros Norman Smith e Richard Langham. Harrison canta o vocal principal e toca o solo de guitarra em todas as faixas, reclamando entre as tomadas sobre a dificuldade que isso adiciona à apresentação. Lennon toca guitarra base, tentando obter um som "sujo" nas primeiras tomadas, aumentando o ganho de sinal em sua Rickenbacker 325 Capri. Martin não ficou satisfeito com o efeito e sugeriu o uso de um compressor para nivelar a faixa dinâmica da guitarra e atingir o "som de órgão" desejado. O amplificador de Lennon fornece um efeito de tremolo,  resultando em um som mais "sinistro" no refrão e na ponte. O take 13 foi considerado o melhor, permitindo que os Beatles continuassem com a dobragem. Harrison gravou outro vocal, duas vezes seguidas de seu original, enquanto McCartney toca claves, Lennon o pandeiro e Ringo um bongô árabe.

With the Beatles foi lançado pelo selo Parlophone da EMI em 22 de novembro de 1963, com "Don't Bother Me" sequenciada como a quarta faixa entre "All My Loving" e "Little Child". Ian MacDonald escreveu que a recepção da música tem sido geralmente ruim, com até o próprio Harrison subsequentemente descartando-a. Em sua biografia "I, Me, Mine", Harrison escreve: "Não acho que seja uma música particularmente boa... Pode nem ser uma música, mas pelo menos me mostrou que tudo que eu precisava fazer era continuar escrevendo, e então talvez eventualmente eu escreveria algo bom". Tim Riley descreve-a como uma estreia de composição fraca e demonstra a força dos Beatles como um grupo que "encontra um groove nesta música, apesar de suas falhas". Mark Hertsgaard foi mais favorável, descrevendo-a como uma das melhores em With the Beatles e "uma estreia promissora". George Harrison faz o vocal dobrado e toca a guitarra solo; John Lennon toca a guitarra base e pandeiro; Paul McCartney toca baixo e claves; e Ringo Starr toca bateria e bongô árabe.

A ETERNA LOGOMARCA DOS ROLLING STONES

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O logotipo dos Rolling Stones (a famosa boca-vermelha-com-a-língua-para-fora), foi eleito a estampa de camiseta mais icônica de todos os tempos. Para 2000 adultos entrevistados por uma pesquisa britânica, a ilustração foi considerada mais marcante que a silhueta de Che Guevara, que o símbolo do Hard Rock Cafe e que o lema gráfico “Just Do It”, da Nike. Desenhado em 1970 pelo designer John Pasche com o intuito de se assemelhar aos lábios do vocalista Mick Jagger e remeter à rebeldia dos Stones, o símbolo virou referência visual. Encomendada por uma marca de shampoo para roupas, a pesquisa também indicou o logo do Superman, o clássico “I Heart NY”, a capa do álbum “The Dark Side of The Moon”, do Pink Floyd, e o emblema do Batman como destaques entre os dez favoritos.
Em 1969, quando Mick Jagger procurou um aluno do Royal College of Art para desenvolver o projeto visual do novo álbum dos Rolling Stones, identificar uma banda de rock com um símbolo ainda era novidade. Na época, Jagger gostou do trabalho do jovem John Pasche, de 24 anos. Segundo consta, o líder da banda queria algo que evocasse Kali, uma deusa Hindu – e embora Kali seja representada com a língua de fora, Pasche encontrou sua maior inspiração no próprio Mick Jagger. “Cara a cara com ele, a primeira coisa que chamou a atenção foram seus lábios e sua boca”, disse o jovem artista. E assim nasceu ‘Tongue and Lips’, também conhecido como ‘Hot Lips’, o logo que se tornou um ícone do rock mundial e assim permanece há 50 anos. Ele estreou no álbum Sticky Fingers, de 1971, e desde então faz tanto sucesso que continua sendo o símbolo da banda até hoje. Ele permaneceu relevante pelas mesmas razões dos Stones – sexo, provocação e o bocão de Jagger.

PAUL MCCARTNEY - SAY SAY SAY *****

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terça-feira, 8 de junho de 2021

THE BEATLES - IF I NEEDED SOMEONE*****

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A INCRÍVEL ARTE DE ALAN ALDRIDGE*****

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Alan Aldridge foi um artista inglês, ilustrador e designer gráfico. Foi pai de oito filhos entre os quais estão o fotógrafo de moda Miles Aldridge e as modelos Saffron Aldridge, Lily Aldridge, e Ruby Aldridge. Sua carreira começou em 1965, quando passou a atender como diretor de arte da Penguin Books, e começou a produzir ilustrações para capas de livros. Nos próximos dois anos, assumiu seu estilo que ressoou como o estilo da época.
Em 1968 criou sua própria empresa de design, INK, que se envolveu muito com criação de imagens gráficas para os Beatles e a Apple Corps. Durante o final dos anos 60 e pelos anos 1970, foi responsável por um grande número de capas de álbuns.
Criou uma série de livros de ficção científica para a Penguin Books e fez grande sucesso com suas ilustrações para o Bealtes Illustrated Song Lyrics, um livro com ilustrações para algumas músicas dos Beatles. Também ilustrou o "The Penguin Book of Comics", uma história americana e britânica.
Seu trabalho foi caracterizado por um desenho animado, estilo cartoon e suave aerografia - muito em sintonia com o estilo psicodélico surreal.No cinema, em fevereiro de 1969, ele desenhou os gráficos para o controverso filme de Jane Arden, "Vagina Rex and the Gas Oven", no London Arts Laboratory Drury Lane. Aldridge também ficou ainda mais conhecido, porém, pelo seu trabalho no livro The Butterfly Ball and the Grasshopper Feast (1973), uma série de ilustrações de insetos antropomórficos e outras criaturas.

Entre outros tantos, Aldridge também criou a arte da capa de Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, de Elton John em 1975 e a ilustração do disco The Beatles Ballads também é dele. Ele morreu em 17 de fevereiro de 2017, aos 78 anos.
Não deixe de conferir também: ALAN ALDRIDGE - THE PENGUIM JOHN LENNON - 1966

domingo, 6 de junho de 2021

PAUL McCARTNEY - MAYBE I'M AMAZED*****

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Composta em Londres, "Maybe I'm Amazed" é uma das músicas mais completas de Paul McCartney, lançada como compacto apenas em 1977 em versão ao vivo extraída do álbum triplo Wings Over America. "Maybe I'm Amazed" foi composta para Linda quando Paul sofria pela iminente separação dos Beatles, ganhou o status de ser a primeira canção transformada em videoclipe na carreira solo, utilizando fotografias tiradas por Linda, com produção executada por Charlie Jenkins, o filme debutou nos EUA no tradicional The Ed Sullivan Show, onde os Beatles se apresentaram pela primeira vez em Nova York, na mítica "Invasão Britânica", em fevereiro de 1964. Paul McCartney toca todos os instrumentos: contra-baixo, órgão Hammond, piano, bateria, guitarra elétrica, violão e percussão.

GEORGE HARRISON - BETWEEN THE DEVIL AND THE DEEP BLUE SEA😀

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“Between The Devil And The Deep Blue Sea”, é a 10ª música do álbum "Brainwashed", de George Harrison. lançada originalmente em 1932, é de autoria de Harold Arlen e Ted Koehler. O primeiro compôs “Over The Rainbown”, do filme “O Mágico de Oz”. Harrison já havia cantado essa música no programa de televisão “Mr. Roadrunner”, de Jools Holland, em junho de 1992. No álbum póstumo Brainwashed, o pianista Jools Holland toca baixo e o experiente músico de estúdio inglês Herbie Flowers toca tuba.
"Brainwashed" foi o 12º é último álbum de estúdio de George Harrison. Foi lançado em 19 de novembro de 2002, quase exatamente um ano depois da passagem de George deste mundo material. "Brainwashed" é uma bela coleção de canções escritas por Harrison, e tecnicamente um conjunto póstumo, já que foi lançado quase um ano após sua morte, depois de uma batalha épica contra o câncer. Leia mais: BRAINWASHED - O ÚLTIMO ÁLBUM DE GEORGE HARRISON*****

JOHN LENNON - WELL (BABY PLEASE DON'T GO)

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Há 50 anos, durante um breve período de John e Yoko em Manhattan no início dos anos 70, o casal participou de um concerto, em 6 de junho de 1971, com Frank Zappa e The Mothers of Invention no Fillmore East. Foi a primeira vez que um ex-Beatle tocou em um show nos Estados Unidos desde 1966. Tocaram "Well (Baby Please Don't Go)", "Jamrag", "Scumbag" e "Au". Yoko Ono providenciou a filmagem do evento. O áudio deste show foi posteriormente lançado no álbum “Sometime in New York City”. Aqui, a gente confere a versão lançada como bônus na coleção "John Lennon Ultimate Mix" e a selvagem e crua apresentação com Zappa no Filmore East. Para aqueles que não suportam os cacarejos de Yoko Ono, fica o aviso: ela está impossível!

sábado, 5 de junho de 2021

THE BEATLES WITH JIMMY NICOL

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GEORGE HARRISON & RINGO STARR - PRINCE'S TRUST ROCK GALA CONCERTS - 1987

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No dia 5 de junho de 1987, George Harrison e Ringo Starr apareceram juntos na festa Prince's Trust Rock Gala Concerts, realizada no Wembley Arena, em Londres e conduzida por Elton John. No palco, só feras: Eric Clapton, Bryan Adams, Dave Edmunds, Phil Collins, o próprio Elton John e mais um monte de outros. George Harrison tocou “While My Guitar Gently Weeps” e “Here Comes The Sun”. Ringo encerrou o show com “With a Little Help From My Friends”. Este foi o segundo Prince's Trust com a graça dos Beatles. Paul McCartney tocou no ano anterior. Confira: THE PRINCE'S TRUST CONCERT 1986.

PAUL McCARTNEY - WE CAN WORK IT OUT - UNPLUGGED - 1991

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PAUL McCARTNEY - UNPLUGGED (THE OFFICIAL BOOTLEG) - 1991

1971: O ANO EM QUE A MÚSICA MUDOU TUDO

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“Chega de Saudade” anunciou um Brasil moderno e otimista. “Alegria, Alegria” amplificou guitarras, cabelos grandes, abriu caminhos de liberdade, “O Bêbado e a Equilibrista” soou como um dolorido recomeço. Aqui no Brasil a gente sabe bem: existem momentos em que as músicas não são apenas a trilha sonora de uma época. Elas e o comportamento dos artistas ditam uma nova época. Esse é o espírito da série “1971: o Ano em que a Música Mudou Tudo”. O título ambicioso faz sentido: A Guerra do Vietnã foi um momento decisivo no século 20. As imagens que eram transmitidas pela TV chocaram o mundo. Mas Richard Nixon e a maioria silenciosa travavam uma guerra de imagens muito maior. Uma guerra entre estilos de vida, projetos de sociedade, domínios econômicos, políticos e sociais. “Todas as noites na televisão eles vendem guerra e violência* John Wayne vende guerra desde que era criança* Tudo que eu tento fazer é conseguir mais espaço e músicas para igualar um pouco essa balança”, diz John Lennon, entre os acordes de “Imagine”, no meio do primeiro episódio.
Poucas vezes a música foi tão imagética quanto em 1971. O som revolucionário, as roupas que davam cores aos jovens, os cortes de cabelo, drogas. Tudo era uma descoberta, um posicionamento, um significado maior. É o ano que Marvin Gaye lança “Whats Going Gn”. Impossível compreender a dimensão dessa música sem pensar na imagem de Marvin Gaye. Sem pensar no Vietnã, em racismo, no choque de gerações. “Imagine” ganha força quando olhamos nos olhos de John Lennon por trás das lentes redondas amarelas. Os Rolling Stones, George Harrison, Sly Stone, Jim Morrison, Carole King, Elton John, Joni Mitchell, Lou Meed, David Bowie. Todos são artistas que trazem muito mais do que canções. A série “1971: o Ano em que a Música Mudou Tudo” compreende a força das imagens. Todos os episódios são feitos com imagens de arquivo. Não há um depoimento filmado hoje. A atmosfera das películas, a textura pixelada das imagens, tudo isso provoca uma imersão no espírito de uma época. A música se soma a esses elementos. O diretor Asif Kapadia cria narrativas que contextualizam os acontecimentos sem didatismos. Cria uma rica experiência sonora, política e comportamental que amplia o significado das canções. É uma viagem. Publicado na Folha de São Paulo. Por Renato Terra.

AMERICA - SISTER GOLDEN HAIR*****

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O "America" foi uma banda de folk rock formada em Londres muito popular no início e no meio dos anos 1970 e ficou mais conhecida por seus sucessos como "A Horse with No Name" e "Sister Golden Hair". Embora eles não fossem muito aceitos pelos críticos, tiveram excepcional sucesso comercial na venda de seus dois singles e álbuns. Apesar de cantores consagrados como James Taylor e Rod Stewart fazerem parte da Warner Brothers Records, o grupo que mais vendeu discos neste selo na década de 70 foi America. Gerry Beckley, Dan Peek e Dewey Bunnel eram três americanos muito jovens, que na época em que foram descobertos (por Jerry Lordan), em 1970, viviam em Londres. Seu som acústico, quieto, causou surpresa e fascínio. O America teve dois grandes hits internacionais seguidos, 'A Horse With No Name' e 'I Need You', ambos tirados de America, seu primeiro álbum, de 1971. Com este disco, venceram o Grammy de banda revelação de 1972. A música do America, então, era uma versão refinada do folk anglo-americano de Crosby, Stills & Nash. Beckley, Peek e Bunnel tocavam e cantavam imitando (talvez não intencionalmente) Neil Young. Após a decepcionante performance comercial do álbum Hat Trick (1973), escolheram um produtor de verdade para o próximo álbum. Assim, eles foram capazes de garantir os serviços do produtor George Martin e do engenheiro de gravação Geoff Emerick, que desempenhou um papel importante na formação do som dos Beatles. As sessões ocorreram no AIR Studios em Londres. O álbum resultante, Holiday, foi lançado em junho de 1974 (nessa época o grupo começou conscientemente a nomear seus álbuns com títulos começando com a letra "H"). Com a orientação de Martin, o estilo do álbum era muito diferente dos três primeiros discos. Até meados dos anos 70, pelo menos, America foi um nome sólido, com álbuns acima da média e hits de médio impacto, como 'Tin Man' e 'Sister Golden Hair', que a gente confere agora.

terça-feira, 1 de junho de 2021

THE BEATLES - PARABÉNS SGT. PEPPER'S - 54 ANOS😀

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Há 54 anos, no dia 1º de junho de 1967, o mundo começou a mudar radicalmente. Novamente, por causa dos Beatles. Depois da explosão da Beatlemania em todo o planeta, depois de toda a exaustão das intermináveis turnês, depois da imprensa anunciar precipitadamente seu fim, depois de meses incessantes de gravação, os Beatles se reinventaram e apareceram novamente de forma espetacular, lançando SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND. O álbum mais revolucionário e inovador da história da música popular em todos os tempos.

No filme “Help!” há uma cena em que os Beatles estão disfarçados com barbas e bigodes, assim livrando-se da perseguição das fãs e dos fanáticos em um aeroporto. Todos se divertiram muito com a experiência que os fez perceber o poder da maquiagem. Paul, particularmente, pediu à equipe de maquiagem para lhe confeccionar um bigode postiço. Depois das excursões em 1966, ele resolveu fazer uma experiência; foi sozinho à França passar duas semanas, e, ainda no aeroporto, após passar pela alfândega, colocou o bigode postiço, penteou o cabelo para trás, passou vaselina, e colocou óculos com lentes de vidro sem grau.

Em Bordeaux, Paul encontrou-se com Mal Evans, que mal lhe reconheceu. Seguiram para a Espanha e depois para o Kenya, onde fizeram de um safári. Voltando de Nairobi para Londres, no dia 19 de novembro, Paul vai mentalmente se preparando para voltar à vida de ser caça de fãs e da imprensa. Imerso nestes pensamentos, imaginou os Beatles como outra banda, podendo assim distanciar-se da imagem dos meninos de Liverpool, que o mundo ainda tinha deles. Pondera sobre as vantagens que haveria, estando livres para poderem experimentar e explorar estilos fora daquelas ligadas à imagem pública dos Beatles. Durante o exercício de se enxergar com uma visão externa, este poderia ser o primeiro passo em direção a uma nova imagem. Não mais de meninos engraçadinhos, mas de homens e artistas já maduros. Este é o princípio original e embrionário, que evoluiria para o álbum que completa hoje 54 anos.

McCartney precisava de um nome que, de cara, convencesse os outros. Então passou a brincar com nomes, geralmente com Mal Evans e em certa ocasião, almoçando juntos, no lugar de saleiros o local oferecia pequenos pacotinhos de sal e pimenta, apropriadamente identificados respectivamente de "S" e "P". Evans teria brincado, dizendo algo como "O que são estas coisinhas? Ah! Salt and Pepper (Sal e Pimenta)". Paul, brincando com o sotaque de sua terra, repete de primeira: "Sgt. Pepper". Segundo o próprio McCartney, imediatamente associou Sgt. Pepper como um nome que poderia ser usado como um pseudônimo para os Beatles. Todo o resto do nome e concepção inicial do projeto começaram a partir deste instante.

SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND foi eleito o maior disco de todos os tempos pela revista "Rolling Stone" em 2003. Com arranjos inovadores, técnicas de gravação e concepção gráfica inéditas, o disco mudou os rumos do rock e fez com que os álbuns passassem a ser definitivamente o principal formato da produção musical, papel antes ocupado pelos singles. A relevância musical de "Sgt. Pepper's" ofusca sua importância comercial. Ele simbolizou uma nova era da indústria fonográfica. O ano de 1967 foi o primeiro em que os álbuns deram mais dinheiro às gravadoras britânicas do que os compactos. Começou ali a supremacia do LP que nortearia o mercado durante décadas. E "Sgt. Pepper's" foi o primeiro e único álbum dos Beatles que não teve nenhuma música lançada em single.

O disco foi um divisor de águas. Inovador em inúmeros aspectos e que se mostra influente até os dias de hoje. "Sgt. Pepper", foi o oitavo álbum de estúdio dos Beatles e é considerado por muitos como o melhor de todos os tempos. Produzido e mixado por George Martin, o disco psicodélico de John, Paul, George e Ringo trouxe ao público sucessos como "Lucy In The Sky With Diamonds" e "A Day In The Life" e mantém-se entre os mais vendidos de toda a história. O álbum representava o ápice das experiências sonoras da banda, e foi um sucesso estrondoso de público e crítica: 27 semanas no primeiro lugar da parada britânica e 15 semanas em primeiro lugar nos Estados Unidos. Até então, o rock nunca tinha visto algo tão ambicioso. Foram mais de quatro meses de gravações, algo até então inédito na música pop. Também pela primeira vez, um disco trazia as letras impressas no encarte. E o som era inclassificável: rock com sons indianos e música tradicional britânica; guitarras com cordas, sopros e técnicas inovadoras de gravação. A importância cultural de "Sgt. Pepper's" pode ser medida até pelo número de vezes que sua capa foi parodiada.
A fase frutífera que trouxe "Penny Lane" e "Strawberry Fields Forever", além do álbum Sgt. Pepper's, foi a primeira em que os Beatles puderam se dedicar inteiramente ao estúdio porque estavam livres de compromissos de shows. Eles levaram 105 horas para gravar ambos os lados do single, uma marca inédita até então, e mais cinco meses para completar o álbum. Paul criou o conceito do disco pensando em um show de uma banda de metais, eduardiana e fictícia, transportada para a era psicodélica e, obviamente, conduzida pelos Beatles. Lançado em 1º de junho de 1967, Sgt. Pepper's foi o álbum daquele que ficou conhecido como “O Verão do Amor” — uma breve temporada em que a ética hippie cultivada em São Francisco pareceu se espalhar por todo o ocidente. Para qualquer um que foi jovem nessa época, a música automaticamente evoca imagens de miçangas e túnicas, o som de sinos tilintando e o cheiro de maconha encoberto por incenso. Apesar disso, apenas quatro faixas em Sgt. Pepper's - “Lucy In The Sky With Diamonds”, “She’s Leaving Home”, “Within You Without You” e “A Day In The Life” - aludiam ao levante social causado pela mudança da cultura jovem. As outras eram canções pop bastante britânicas que tratavam de uma série de questões locais, de sociabilidade (“A Little Help From My Friends”) e autoaperfeiçoamento (“Getting Better”), passando pela vida nos subúrbios ingleses (“Good Morning, Good Morning”) e por decoração (“Fixing A Hole”), até o entretenimento vitoriano ("Being For The Benefit Of Mr Kite”). Muitas vezes, as letras das músicas tinham linguagem deliberadamente antiquada para ajudar a ambientar uma verdadeira produção eduardiana com o bom e velho Sargento Pepper e seus homens do Clube de Corações Solitários. Ainda assim, o espírito de 1967 tomou o álbum de modo significativo. Foi fruto da crença de que limites para a imaginação eram impostos culturalmente e, assim sendo, deveriam ser desafiados. Tentava-se tudo o que parecesse tecnicamente possível: do frenesi orquestral de “A Day In The Life” até a inclusão no disco de notas de frequências tão altas que só um cachorro poderia perceber. Sgt. Pepper's foi um dos primeiros álbuns com capa dupla e foi pioneiro em trazer as letras das músicas, embalagem interna decorada e por ter a capa feita por um artista famoso. Sua reputação de primeiro “álbum conceitual”, porém, não é merecida. “Folk Songs From the Hills” (1947), de Merle Travis, era um álbum conceitual, assim como “In TheWee Small Hours” (1955), de Frank Sinatra, e, mais próximo da época de Sgt. Pepper's, “Blood Sweat and Tears” (1963) e “BitterTears” (1963), de Johnny Cash. Aliás, é discutível se o disco dos Beatles de fato era um álbum conceitual. O único tema que o unifica é a canção “Sgt Pepper's”.

A importância de Sgt. Pepper's 54 anos depois, é indiscutível. Essa obra-prima lidera 99,9% das listas de melhores álbuns da história. Com 5,1 milhões de cópias certificadas, Sgt. Pepper's é o terceiro álbum mais vendido da história das paradas britânicas. É também um dos LPs mais bem sucedidos comercialmente nos Estados Unidos, com 11 milhões de cópias certificadas pela RIAA. Em todo o mundo, o trabalho carrega a marca de 30 milhões de cópias vendidas, sendo um dos maiores sucessos comerciais de todos os tempos. Em uma resenha de 1987 para a revista Q, o jornalista de música e autor Charles Shaar Murray afirmou que o trabalho "permanece como um pilar central da mitologia e da iconografia dos anos 1960". Anthony DeCurtis, da Rolling Stone, descreve-o como uma "enorme façanha" que "revolucionou a história da música". Em 1994, Sgt. Pepper's estava ranqueado em primeiro lugar no livro All Time Top 1000 Albums, de Colin Larkin. Em 2003, Sgt. Pepper's figurou entre os cinquenta trabalhos escolhidos pela Livraria do Congresso dos Estados Unidos para serem adicionados ao National Recording Registry, em honra ao trabalho enquanto "cultural, histórica, ou esteticamente significante". Em 2003, a Rolling Stone o colocou no primeiro lugar de sua lista de quinhentos melhores álbuns de sempre, descrevendo-o como "o auge dos oito anos de discos dos Beatles". A Encyclopedia of Popular Music escreveu: "ocorreu que [o trabalho] não foi somente um mero álbum pop, mas sim um ícone cultural, abraçando os elementos constitutivos da década de 1960: pop art, moda extravagante, drogas, misticismo instantâneo e liberdade contra o controle parental". Em 2006, Sgt. Pepper's foi escolhido pela revista Time como um dos cem melhores álbuns de todos os tempos. O acadêmico especializado em música David Scott Kastan define Sgt. Pepper's como "o mais importante e influente trabalho de rock and roll de todos os tempos".

PAUL & RINGO - SGT. PEPPER'S / WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS - SENSACIONAL!

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IMAGENS DO DIA - HAPPY BIRTHDAY SGT. PEPPER'S!

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THE BEATLES - SGT PEPPER'S (REPRISE)

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