quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

OS PSEUDÔNIMOS USADOS PELOS BEATLES

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Publicada originalmente em 17 de dezembro de 2013.
A primeira vez que os Beatles usaram pseudônimos foi em 1960 durante uma curta excursão pela Escócia. Paul chamou-se Paul Ramon, George se chamou Carl Harrison e Stuart Sutcliffe adotou o nome Stu DeStael. John chamou-se Johnny Silver, mas negou depois. Em outra ocasião, Paul chamou-se Bernard Webb. Os pseudônimos apareciam mais quando estavam gravando para discos de convidados. Todos adoravam poder usá-los, especialmente John que abusou deles em seu livro "In His Own Write" e no álbum "Walls And Bridges". Confira a seguir alguns dos principais pseudônimos usados pelos Beatles durante sua carreira. Juntos ou separados.
No filme “HELP!” há uma cena em que os Beatles estão disfarçados com barbas e bigodes, para escaparem da perseguição das fãs e dos fanáticos num aeroporto. Todos se divertiram muito com a experiência que os fez perceber o poder da maquiagem. Paul, particularmente, pediu à equipe de maquiagem para lhe confeccionar um bigode postiço. Depois das excursões em 1966, ele resolveu fazer uma experiência; foi sozinho à França passar duas semanas, e, ainda no aeroporto, após passar pela alfândega, colocou o bigode postiço, penteou o cabelo para trás, passou vaselina, e colocou óculos com lentes de vidro sem grau. Em Bordeaux, Paul encontrou-se com Mal Evans, que mal lhe reconheceu.
Os Beatles sempre adoraram se fazer passar por outros papéis durante sua carreira e nos anos solos. Claro que aqui não estarão todos, só os que pude colher e lembrar. Quem souber de algum que faltou, escreva, participe!
Beatcomber - Esse é um dos muitos nomes de escritor que John Lennon usou quando escrevia para jornal musical de Liverpool, “Mersey Beat” de Bill Harry. Ele gostava de “Beach Comber”, de J.B. Morton, coluna regular do Daily Express.
Mel Torment - John, em sua música “Scared” do “Walls And Bridges”.
Dr. Winston O' Boogie - Apareceu no álbum Mind Games.
Dr. Winston O' Reggae - Em Steel And Glass.
Dr. Winston, Booker Table e The Maitre D's - Lennon na música “Beef Jerky”, o lado-B de “Whatever Get's You Through The Night”.
Reverend Thumbs Ghurkin - em “Old Dirt Road”.
Reverend Fred Ghurkin - Outro alter-ego usado por Lennon nas sessões de "Walls And Bridges”. Também usou esse nome quando viajava com Yoko Ono. Reverend Fred e Ada Ghurkin. Quando viajava também usava o nome "John Green".
Captain Kundalini - Mais um pseudônimo de John Lennon, desta vez na música “What You Got”, lado B de “No. 9 Dream”. Em Dream também apareceu usando o pseudônimo de “Dr. Dream”.
John O'Cean - Outro alter-ego de John Lennon, tirado da tradução para inglês do nome de Yoko: “Ocean Child”. John usou o nome no álbum de Yoko “Feeling The Space”.
Dwarf McDougal - John usou este nome também no album "Walls And Bridges”. O nome se refere ao estilo de tocar guitarra de Bob Dylan que John usou em algumas faixas. Dwarf era o nome da companhia de música de Dylan, enquanto McDougal era o nome da rua onde ficava o apartamento de Dylan em Greenwich Village.
Bernard Webb - Paul usou esse nome para assinar a música "Woman" gravada por Peter And Gordon. Ele queria saber como a canção seria recebida sem que aparecesse o nome mágico McCartney.
Billy Martin - Paul McCartney usou esse nome para marcar ensaios no estúdio quando estava trabalhando secretamente no seu primeiro álbum solo “McCARTNEY”.
Percy "Thrills" Thrillington - Pseudônimo usado por Paul McCartney para as gravações do album “Thrillington” de 1977. O álbum é um cover instrumental do álbum Ram de 1971.
Apollo C. Vermouth - Paul McCartney usou este nome quando fez uma aparição como produtor de uma música chamada “I'm The Urban Spaceman” pela “Bonzo Dog Doo Dah Band”. Paul também usou o nome quando produzia uma música na qual Ringo tocava bateria, chamada “New Day” para o álbum de Jackie Lomax.
L'Angelo Misterioso - George Harrison. Ele e Ringo ajudaram a escrever o hit “Badge” do Cream. Nessa música, George usou o pseudônimo “L'Angelo Misterioso”. George também usou esse pseudônimo em agosto de 1969, no álbum de Jack Bruce chamado “Songs For A Tailor”, onde tocou guitarra na música “Never Tell Your Mother She's Out Of Tune”.
Son Of Harry - George, numa música chamada “If You've Got Love” do álbum “It's Like You Never Left” de Dave Mason.
Hari Georgeson - George Harrison, claro. George usou esse pseudônimo no
álbum de Ravi Shankar “Shankar Family And Friends” e no álbum do Splinter “The Place I Love” e no álbum “It's My Pleasure” de Billy Preston na música “That's Life”. No álbum do Splinter, também aparece com o nome Jai Raj Harisein. Em outro álbum de Billy Preston “I Wrote a Simple Song”, aparece como George “H”.
The George O'Hara-Smith Singers - Voz de George, sobreposta para produzir o som de várias vozes, usado em All Things Must Pass.
George O'Hara - George apareceu usando esse nome três vezes: duas em álbuns de Gary Wright, "Footprint" e That Was Only Yesterday, e uma no álbum de Nicky Hopkins, "The Thin Man Was a Dreamer".
Richie Snare - Esse foi um pseudônimo usado por Ringo Starr no álbum de Harry Nilsson, “Son Of Schmilsson”. George Harrison também estava no álbum, tocando slide guitar na música “You're Breakin' My Heart”, com o pseudônimo de George Harrysong.
R.S. - Quando Ringo participou do álbum de David Hentchel, "Startling Music", ele apareceu usando apenas as iniciais.
Richie - usado no álbum "Stills", de Stephen Stills. Também usou esse nome, assim mesmo sem o "t" no álbum "The London Howling Wolf Sessions".
Ognir Rats - simplesmente o nome de Ringo de trás para frente. Apareceu na adaptação de Mark Twain "The Prince & The Pouper".
English Richie - outro apelido que aparece no álbum de Stills.
Roy Dyke e Eddie Clayton - Ringo Starr e Eric Clapton no álbum solo de George “Wonderwall”.
The Siamese Quads - Este foi um apelido brincalhão que Ringo deu aos Beatles.
Johnny Silver, Paul Ramon, Carl Harrison, Stu DeStael e Tommy Moore Exceto por Moore, esses foram nomes usados no palco pelos Silver Beatles enquanto excursionavam pela Escócia com Johnny Gentle. George (Carl) era em homenagem à Carl Perkins. Stu Sutcliffe pegou o nome de um famoso pintor: Nicholas deStael. Paul usou o pseudônimo “Paul Ramon” aqui, e também quando tocou bateria, baixo, e backing vocals na música “My Dark Hour” da Steve Miller Band. John depois negou veemente ter usado o nome “Johnny Silver”, mas os outros ainda juram ser verdade. E por último, "Nelson Wilbury" e "Spike Wilbury", que George Harrison usou nos dois álbuns dos Traveling Wilburys, "Volume 1" e "Volume 3". É isso. Espero que tenham gostado e não esqueçam dos comentários. Valeu, obrigadão!

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

THE BEACH BOYS - GOOD VIBRATIONS

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Especialmente para meu saudoso amigo e mestre Ivan Neves.
“A palavra vibrações, me assusta", contou Brian Wilson certa vez, lembrando de quando ele era criança, sua mãe, Audree, tentou explicar a ele por que os cães latiam para algumas pessoas e não para outras. "Um cachorro sente as vibrações das pessoas, algo que não se pode ver, mas se pode sentir. O mesmo acontece com gente". "Good Vibrations" extraiu essa energia e a transformou em um raio de sol eterno. "É uma canção muito espiritual", Wilson disse depois de seu lançamento, "e eu quero que ela passe boas vibrações".
Wilson, então com 24 anos, também tinha outro objetivo em mente: "Isso vai ser melhor que 'You’ve Lost That Lovin' Feelin' dos Righteous Brothers", falou. Wilson ainda estava trabalhando em sua obra máxima, Pet Sounds, quando começou "Good Vibrations" tarde da noite no dia 17 de fevereiro de 1966, no Gold Star Recorders, em Los Angeles. Durante os sete meses seguintes, em quatro estúdios diferentes, ao custo de mais de US$ 50 mil (na época a maior quantia já gasta na gravação de um single), Wilson construiu "Good Vibrations" em seções, colorindo seu balanço atmosférico com celos em ritmo de locomotiva, piano de saloon e o lamento espectral de um teremim. "No começo não pensávamos em fazê-la em pedaços", conta Wilson hoje, "mas, depois das primeiras passagens no primeiro verso, percebemos que seria um tipo diferente de disco". Muito diferente. Wilson - livre para experimentar enquanto os outros Beach Boys estavam em turnê - não conseguia parar de testar combinações de instrumentos e abordagens rítmicas. Foi quando começou a ficar doido.
"Good Vibrations" se tornou o terceiro sucesso dos Beach Boys a chegar ao número 1, mas foi uma glória breve - comercialmente para a banda, criativamente e emocionalmente para Wilson. A música supostamente apareceria no álbum Smile, mas Wilson - sofrendo de depressão e lutando contra os outros membros dos Beach Boys pela direção musical do grupo - abandonou o projeto em maio de 1967, quando ficou doido de vez por causa do Sg. Pepper's dos Beatles, e só eventualmente completaria o álbum tocando-o em uma turnê em 2004, 37 anos depois. 'Good Vibrations agora está melhor do que nunca", disse Wilson naquele ano. "Chegou ao número 1 em 1966, e agora somos aplaudidos de pé todas as vezes que a tocamos ao vivo. É incrível para mim".

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

PAUL MCCARTNEY & WINGS - THE BRUCE MCMOUSE SHOW - COMPLETO - SENSACIONAL!!!******

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The Bruce McMouse Show é um filme nunca visto antes que conta a história de como Paul e Wings vieram conhecer o inimitável empresário Bruce McMouse. O show Bruce McMouse Show apresenta cenas da turnê européia do Wings em 1972 do álbum Red Rose Speedway, intercaladas com cenas animadas que apresentam uma família de ratos vivendo sob o palco.
Depois de abrir o filme com 'Big Barn Bed', a câmera nos leva através do assoalho para este encantador mundo animado. Vemos Bruce McMouse regalar seus filhos com histórias de seu passado, quando o filho Soily corre para o quarto em um turbilhão de excitação anunciando que "The Wings" estão tocando acima deles. Enquanto o show continua, Bruce declara para sua esposa Yvonne que Paul e a banda precisam de sua ajuda. Bruce então passa a se aventurar no palco para oferecer seus serviços como produtor. À medida que o concerto avança, as cenas animadas culminam com dezenas de ratos animados reunidos no local para ver o show do Wings. The Bruce McMouse Show foi totalmente restaurado em 2018 no Final Frame Post, juntamente com um novo mix de áudio (estéreo e 5.1) criado no AIR Studios e masterizado em Abbey RoadNo programa estão as faixas: Uncle Albert / Admiral Halsey (2012 Remaster); Big Barn Bed (2018 Remaster); Eat At Home (Live At The Hague/1972); Bip Bop (Live At The Hague/1972); Blue Moon Of Kentucky (Live At The Hague/1972); Seaside Woman; My Love (Live At The Hague/1972); Hi, Hi, Hi (Live At The Hague/1972). Aqui no  Baú do Edu, a gente confere tudo, inteirinho. Absolutamente Imperdível!


A edição limitada de luxo de seis discos com 3 CDs, 2 DVDs + 1 Blu-ray de Paul McCartney e Wings, Red Rose Speedway, foi lançada no último 7 de dezembro. Originalmente lançado em abril de 1973 e apresentando o single # 1 'My Love', Red Rose Speedway foi o primeiro álbum do Wings a chegar em primeiro lugar na parada americana. A edição limitada inclui três discos de áudio, incluindo o álbum original remasterizado em Abbey Road, nada menos que 35 faixas de áudio bônus, incluindo uma reconstrução da versão original de Red Rose Speedway , singles, B-sides, misturas alternativas e faixas inéditas. As porções 2 DVD + Blu-ray de luxo estão repletas de filmagens raras e inéditas, incluindo o especial de TV James Paul McCartney, entrevistas e vídeos musicais, bem como o filme The Bruce McMouse Show - totalmente restaurado e remixado em estéreo e som surround 5.1. O pacote inclui um fólio contendo 14 esboços de personagens originais desenhados à mão por Paul e folhas de diálogo de fac-símile para o filme, um livro de 128 páginas contendo muitas imagens inéditas de Linda McCartney, álbum expandido e uma única obra de arte dos arquivos e história por trás do álbum - incluindo novas entrevistas com Paul McCartney, e pessoal-chave do álbum - e informações faixa por faixa, escritas por Amanda Petrusich, cinco réplicas de folhas líricas manuscritas e fotos impressas, um livro de fotos de 64 páginas 'Wings In Morocco', todas alojadas em um slipcase exterior numerado. O cartão de resgate Red Rose Speedway fornecerá acesso a todo o áudio em versões de alta resolução ilimitadas HD 24 / 96kHz. No site Billbox Records, a superbox de luxe importada, custa a bagatela de R$ 1.960,00. É mole?

O TERRÍVEL CORONEL TOM PARKER - EMPRESÁRIO DE ELVIS PRESLEY

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O "Coronel" Tom Parker, cujo nome verdadeiro era Andreas Cornelius van Kuijk, nasceu em Breda, Países Baixos, em 26 de junho de 1909. Se vivo estivesse estaria completando hoje 105 anos. Parker foi um empresário do ramo da música, se tornando conhecido mundialmente por gerenciar a carreira de Elvis Presley de 1955 até 1977. Talvez ele seja o empresário musical mais controverso de todos os tempos.

Durante os anos 30, o coronel trabalhava com o "Royal American Shows", um circo que viajava pelos Estados Unidos e até mesmo o Canadá em um trem particular que continha aproximandamente 70 vagões. Existem algumas divergências do que realmente ele fazia: alguns afirmam que o coronel vendia algodão doce e maçãs carameladas, no entanto, outros afirmam que ele era como um administrador da companhia, um trabalho de muita responsabilidade para alguém que na época tinha vinte e poucos anos. Podemos dizer que a escola de Tom Parker foi o circo, onde aprendeu, de certa forma, a manipular o público.

Antes de Elvis, Tom Parker cuidou da carreria de um cantor country americano Eddy Arnold, entre 1944 e 1953. A patente de "Coronel" é um título honorário, que lhe foi concedido por Jimmie Davis, então governador da Louisiana no ano de 1948. Segundo alguns historiadores e fãs de Elvis, o relacionamento dos dois era estritamente profissional e nada além disso. Nunca foram íntimos e conversavam na maioria das vezes para falar da carreira artística de Elvis. Quando da ida de Elvis ao exército no ano de 1958, a qual teria sido uma ideia de Tom Parker, Elvis nunca foi visitado pelo seu empresário, tudo isso devido a sua controversa identidade. Tom Parker é criticado por alguns fãs por não permitir que Elvis fizesse shows fora dos Estados Unidos, com exceção de cinco shows em 1957 no Canadá. No entanto, outros afirmam que Parker foi importante na divulgação de Elvis para o mundo, para que assim, todos conhecessem o talento do menino do sul dos EUA que viraria um mito.
Muitas histórias são contadas sobre Tom Parker, entre elas de como vendia cachorro-quente só com as pontas das salsichas aparecendo, e o interior do pães sem nada, ou então, como pintava pardais de amarelo e os vendia como canários, ou, como fazia seus perus dançarem colocando-os sobre uma chapa de ferro quente aquecida por uma resistência elétrica. Alguns afirmam que Tom Parker também era um homem com extraordinários poderes psíquicos. Esses mesmos dizem que ele era, por exemplo, um ótimo hipnotizador. Parker sofria de uma ruptura de disco na coluna, motivo pelo qual ele sempre usava uma bengala. Mas mesmo assim ele nunca se submeteu a uma cirurgia, preferindo, segundo alguns, controlar a dor, sendo às vezes insuportável, através do poder de sua mente. O coronel foi casado durante mais de 50 anos com Marie, e não teve filhos. Tom Parker, segundo alguns biógrafos, tinha somente duas paixões, fora o trabalho. Uma era comer, o que fez com que seu peso chegasse até os 150 kg, a outra era o jogo, inclusive, Parker tinha um apartamento em Las Vegas, para que, sempre que pudesse, jogasse nos cassinos da cidade.

Segundo testemunhas, o ouvido musical de Parker era zero e, das músicas que Elvis gravou, só gostava de “Are You Lonesome Tonight”. Porém, a relação com Elvis era de domínio quase total. Parker decidia quais músicas o cantor devia gravar. Também era ele que aprovava os roteiros dos filmes de Elvis em Hollywood - apesar de mal saber ler. Era, enfim, o coronel quem decidia sobre as amizades do cantor e até com quem deveria casar: pressionou Elvis a trocar alianças com Priscilla Beaulieu Presley em 1967, quando ela ficou grávida de Lisa Marie.

No show business, os empresários normalmente ganhavam 10% de comissão sobre os clientes. Parker, no fim da carreira de Elvis, cobrava 50%. E achava pouco. "Elvis é que tira 50% de tudo que eu ganho", disse. Durante a carreira do cantor, o coronel fez vista grossa à sua dependência de barbitúricos, tranquilizantes e anfetaminas. Elvis tentou uma rebelião contra a tirania. Em 1968, no especial de Natal da rede NBC, o coronel queria Elvis de Papai Noel cantando tolas músicas natalinas. Elvis se apresentou de couro preto dos pés à cabeça e cantou com garra as suas músicas prediletas - clássicos do Rock And Roll. Foi um dos melhores momentos da sua carreira.

Mas, quando Elvis morreu, em 16 de junho de 1977, continuava preso à relação doentia com o Coronel. Segundo a jornalista Alanna Nash, autora de The Colonel - The Extraordinary Story of Colonel Tom Parker and Elvis Presley (2003), Elvis sofria de síndrome idêntica à das esposas abusadas. "Ele não conseguia largá-lo, pois essa era a única vida que conhecia", diz ela.

O Coronel Tom Parker morreu com 88 anos, em Las Vegas em 21 de janeiro de 1997. Vinte anos depois de Elvis.

O CASAMENTO DE GEORGE HARRISON & PATTIE BOYD

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No dia 21 de janeiro de 1966, depois de namorarem por dois anos, George Harrison e Pattie Boyd se casaram. Ela disse: “A cerimônia teve lugar no início da manhã no cartório Epsom, em Surrey, e o lugar não era nenhum pouco mais glamouroso, e a sala estava muito quente e abafada. Paul McCartney, foi padrinho de George. John e Ringo não compareceram. Estavam de férias com as esposas. Não foi o casamento que eu havia sonhado. Eu teria adorado casar na igreja, mas Brian não queria que ninguém soubesse. Todos confiavam nele assim, implicitamente, que quando ele disse que o casamento deveria ser apenas no cartório, George concordou. Brian também disse que tinha de ser muito rápido. Se a imprensa descobrisse, seria caótico. Na saída, fomos bombardeados por um batalhão de fotógrafos! Rapidamente entramos num Rolls-Royce e fomos para uma recepção na casa de George, em Esher. No dia seguinte, voamos para Barbados para nossa lua de mel. Ficamos lá até 8 de fevereiro de 1966”.Resultado de imagem para the wedding GEORGE HARRISON & PATTIE BOYD
George e Pattie se separaram em 1973 e oficialmente em 1977, depois de vários casos extra-conjugais de ambos.

ROCK AND ROLL HALL OF FAME - I SAW HER STANDING THERE

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No dia 20 de janeiro de 1988, os Beatles seriam incluídos no “Rock and Roll Hall Of Fame” durante seu primeiro ano de eligibilidade. Na noite de sua indução, George Harrison e Ringo Starr apareceram para participar da premiação, juntamente com a viúva de John Lennon, Yoko Ono e os dois filhos do ex-beatle assassinado. Paul McCartney permaneceu longe, comunicando à imprensa que estava "resolvendo dificuldades" com Harrison, Starr e com as pendências de Lennon - Yoko Ono, e não apareceria. A noite acabou se tornando uma das maiores celebrações da historia do rock e da música pop. Os maiores superstars de todos os gêneros, comungavam no mesmo palco cantando um clássico dos Beatles. Todos estavam lá, menos ele: Paul.
Aqui, a gente confere um trecho do livro de Peter Ames Carlin, "Paul McCartney - Uma Vida" sobre esse pedaço da história:
No final de 1987, veio a notícia de que os Beatles seriam empossados no Hall da Fama do Rock. Todos estariam lá, George, Ringo e Yoko Ono. Certamente, Paul também estaria lá. Acenando, sorrindo e pegando o baixo para tocar com eles. Era o que sempre acontecia nesse tipo de cerimônia – os artistas lendários subiam ao palco, mesmo aqueles que tinham rancores profundos e antigos, e deixavam seus sentimentos ruins de lado, mesmo por uma noite. Mas Paul não tinha nenhuma intenção de fazer isso. A antecipação pública cresceu nas primeiras semanas de 1988, tendo em vista a realização da cerimônia no dia 20 de janeiro. Inúmeros artistas de peso estavam sendo empossados no Hall dessa vez: Beach Boys, The Supremes, Bob Dylan, The Drifters, o fundador da Motown, Barry Gordy Jr., como se a própria essência da geração do rock dos anos 1960 estivesse sendo reunida para um último embalo. O elenco de apoio também não era mau: Mick Jagger, Bruce Springsteen, Elton John, Billy Joe, Little Richard, Ben E. King, Paul Simon, Tina Turner, Brian Setzer, e Jeff Beck. Mas todos residiam na sombra de algo a mais: um potencial reenconto dos Beatles. Em versão reduzida, sem dúvida, mas já era alguma coisa – um gesto em direção à bela idéia que eles um dia personificaram, um retorno à época em que muitas coisas pareciam possíveis e os Beatles serviam como trilha sonora dos sonhos da juventude em todos os cantos. Mas quando a noite chegou, Paul McCartney não foi visto em lugar nenhum. Em seu posto havia uma breve declaração, distribuída aos jornalistas pelos seus assessores de imprensa norte-americanos. Os Beatles, escreveu, ainda tem diferenças comerciais, mesmo depois de vinte anos. “Eu me sentiria um grande hipócrita se ficasse acenando e sorrindo com eles em uma falsa reunião”, concluiu. E assim a noite seguiu sem ele. Assim que Jagger terminou sua introdução engraçada e carinhosa, e assim que George e Ringo subiram no palco, seguidos de Yoko, Sean e Julian, a ausência de Paul deu um tom amargo. Em especial quando George – ancorado num disco que chegou ao primeiro lugar (Cloud Nine, de 1987) e numa inesperada, porém efusivamente aclamada, participação com Dylan, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne no supergrupo denominado Traveling Wilburys (cujo primeiro álbum chegaria entre os três primeiros um pouquinho mais tarde, em 1988) – apresentou todas aquelas típicas piadas dos Beatles que todos gostavam de ouvir. Ainda que um tanto ácidas. “É muito ruim que Paul não esteja aqui, porque era ele quem tinha o discurso no bolso”, ele disse. “Todos sabemos por que John não está aqui; e sabemos que estaria. (...) Todos nós amávamos John, e todos nós amamos Paul.” Quando chegou a vez de Yoko Ono falar, ela avançou na crítica implícita de George a Paul: “John teria vindo, vocês sabem. Ele teria estado presente”.

THE BEATLES - HELP! HELP! HELP!

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domingo, 20 de janeiro de 2019

O INCRÍVEL ANEL DO BAÚ DO EDU

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Algumas pessoas (duas rsrs) me perguntaram sobre o estranho anel que está em minha mão na imagem do topo. É um anel de ouro maciço e ouro branco, com a gravação em relevo "O BAU DO EDU" (que gira!). O precioso artefato de valor inestimável foi confeccionado e me dado de presente pelo meu amigo Francisco Venâncio - dono de uma rede de joalherias aqui em Brasília, quando nosso blog preferido completou dois anos, acompanhado de uma saudação que dizia: "O Baú do Edu vale ouro!". É mole? A foto aí em cima eu tirei hoje (20/01), domingo, às 11h30 no Bar dos Cunhados na 115 norte debaixo da sombra de uma mangueira, quintal da minha casa, aqui em Brasília.

THE BEATLES - EDIÇÃO ESPECIAL COMEMORATIVA DA REVISTA PEOPLE

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Quase 55 anos depois que os Beatles aterrissaram no Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, em 7 de fevereiro de 1964, a revista PEOPLE faz uma análise no caso de amor entre a banda e o país na edição especial dos Beatles 'Celebrating Beatlemania'. “Graças às novas gerações de fãs que se juntaram aos ainda fanáticos desde sempre, a banda é maior agora do que durante toda a década de sua carreira dos”, escreveu Rob Weinert-Kendt, editor da revista norte-americana, no prefácio. A edição especial de 96 páginas está repleta de fatos e fotos dos primeiros anos da banda, desde sua aparição no The Ed Sullivan Show (que 75 milhões de americanos assistiram!) à histeria coletiva que se seguiu durante o show de 1965 no Shea Stadium . Ainda traz biografias dos primórdios de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr e como eles começaram suas carreiras musicais. É isso aí. Beatles neles há 55 anos!

CAVERN CLUB - ONDE TUDO REALMENTE COMEÇOU*****

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A cena do rock em Liverpool era literalmen­te um movimento underground. Isso acontecia porque os seus locais mais importantes, do Casbah ao palco do Jacaranda, passando pelo departamento de discos da loja NEMS, em Whitechapel, e muitos ou­tros pontos de reunião essenciais — estavam situados em subsolos. Nenhum era tão caracteristicamente tão underground quanto o Cavern, o clube em forma de cripta localizado a apenas alguns quarteirões da NEMS, no número 10 da Mathew Street. Instalada no meio de um corredor estreito que percorria uma seção de armazéns e depósitos, a porta do clube conduzia os membros por um piso irregular de pedras, normalmente coberto de folhas espalhadas de alface crespa e frutas podres que haviam sido descartadas por caminhoneiros e vendedores. Uma lâmpada desnuda iluminava os dezoito degraus de pedra que levavam ao porão, cujas três câmaras em formato de catacumba, sepa­radas por pilares de pedra, tinham sido construídas um século antes para guardar tonéis de rum e melaço. Programado para ser um clube de jazz sofisticado, como o Le Caveau de Paris, o Cavern acabou se tornando um espaço voltado para jovens, cujo bar vendia limonada e cachorros-quentes para uma clientela jovem que, em grande número e com sua dança frenética nos túneis laterais do clube, gerava um ca­lor e uma umidade de tirar o fôlego. Sem ventilação e quase sempre lotado, com capacidade máxima de seiscentas pessoas, a temperatura ambiente do Cavem chegava aos trinta graus ou mais que isso, e o teto e o chão ficavam cobertos de suor.

Os Beatles fizeram sua primeira apresentação no Cavern no ho­rário do almoço, no começo de fevereiro de 1961, e como voltaram de Hamburgo no princípio de julho, tornaram-se uma atração regular no clube, com um público cada vez maior e mais entusiasmado. “Eles ficavam muito próximos”, recorda Mike Byrne, frequentador regular do clube que trabalhava no armarinho do pai, na esquina da North John Street. Byrne também fazia parte de uma banda — Mike and the Thunderbirds —, de modo que ficou particularmente impressionado com a proeza técnica que os Beatles haviam trazido de sua estada de meses na Alemanha. “Eles ainda faziam muita bagunça no palco, mas a música era inteiramente adequada. Os vocais de apoio eram perfei­tos. E aquelas harmonias, com aquele som de rock pesado (...) era simplesmente fantástico”. Trecho do livro “Paul McCartney – Uma Vida” de Peter Ames Carlin. Os Beatles fizeram 291 apresentações no Cavern Club. No dia 3 de agosto de 1963, foi o último. Confira também: CAVERN CLUB - UM LUGAR PARA A HISTÓRIA

JOHN LENNON & CHUCK BERRY - 1972 - HD

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sábado, 19 de janeiro de 2019

TROMPETISTA STEVE MADAIO MORRE AOS 70 ANOS

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Steve Madaio, um trompetista que tocou em estúdio e no palco com muitos dos maiores nomes da era do rock clássico, morreu na terça-feira, 15 de janeiro, em Palm Desert, Califórnia. O músico tinha 70 anos e foi dito que sofreu um ataque cardíaco em sua casa. Desde os anos 1960, Madaio tocou com dezenas de estrelas, tocando no palco do festival de Woodstock de 1969 e no Monterey Pop em 1967 com a banda Paul Butterfield Blues. Seu trompete pode ser ouvido em inúmeras gravações feitas com Stevie Wonder, John Lennon (Walls And Bridges), Bob Dylan (Street Legal), Earth, Wind And Fire, BB King, Gregg Allman, Joe Cocker, Rod Stewart, Don Henley, Marshall Tucker Band, Ringo Starr (Goodnight Viena), Lowell George, Bonnie Raitt e muito outros. Madaio está intimamente associado a muitas das gravações de estúdio de Stevie Wonder dos anos 1970, incluindo "Sir Duke", "I Wish", "Another Star", além de seu trompete ser um dos destaques do sucesso "Superstition" em 1972. 

RINGO É A 10ª ESTRELA DO ROCK MAIS RICA

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Richard Starkey, conhecido mundialmente como Ringo Starr, é um cantor, compositor e ator inglês de Liverpool. Ringo ganhou fama mundial como baterista dos Beatles e hoje é considerado o 10º roqueiro mais rico do mundo. A partir de 2019, o patrimônio líquido de Ringo Starr é de aproximadamente US $ 350 milhões. Ringo é um dos melhores bateristas de todos os tempos. Grande parte de sua fortuna multimilionária é de seu tempo com os Beatles. Os Beatles são hoje considerados a banda mais popular e melhor da história. Fonte: wealthygorilla.com

KEITH RICHARDS AND ERIC CLAPTON - KEY TO THE HIGHWAY*****

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

OS BEATLES - "DE BEATLES A MITOS" - REVISTA VEJA 1970

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Esse textinho absolutamente fantástico que a gente confere agora, com a exclusividade de sempre do nosso blog preferido, tem um valor histórico inestimado. Foi publicado na revista VEJA de 13 de maio de 1970 - época da separação dos Beatles. É tão curioso que em certa altura, o autor questiona "e se a separação não pas­sar de um mero recurso publicitário?". Absolutamente sensacional, imperdível!
COM SEUS TRABALHOS SOLO A PLENO VAPOR, SOMENTE DETALHES CONTINUAM UNINDO JOHN, PAUL, GEORGE E RINGO.
Em um certo sentido, durante longo tempo, os j Beatles representaram dois milagres: o da música e o da democracia. Seus sons foram o veículo da revolta da juventude, subiram às alturas de Mozart e Beethoven e, de ruídos para a inconsequência dos adolescentes, tomaram-se ritmos da alegria de viver para moços e velhos. Ao mesmo tempo, os quatro jovens de Liverpool viviam a síntese ma­ravilhosa da liberdade individual para cada integrante da banda com o máximo de atuação criadora coletiva. Suas realizações chegaram aos limites do que qualquer jovem poderia imaginar como indivíduo ou como grupo. Suas roupas e seus cabelos multiplicaram-se pelo mundo: seus sons uniram Elvis Presley, Mozart e Ravi Shankar, a juven­tude, a música erudita ocidental e o grande citarista do Oriente. Agora, depois dos rumores de dissolução da ban­da que se arrastam há mais de um ano, os dois milagres pa­recem ter terminado bruscamente. E, nas últimas três se­manas, as notícias tomaram- se definitivas: indicam, pelo menos, o fim de uma época - a época dos Beatles. Sociedades anônimas - I read the news today, oh boy, começa uma das canções mais melancólicas da dupla Lennon & McCartney. “Eu li as notícias hoje, amigo”. Nos últimos dias de abril, Lennon leu nos jornais notícias realmente tristes. Seu antigo parceiro de lindas canções como “Yesterday” e “A Hard Days Night” não iria mais compor com ele e já não se interessava pelos Beatles. “Diferenças musicais, diferenças pessoais, diferenças comerciais”, ale­gava Paul em seus motivos de separação. O outro grande lí­der do conjunto respondeu no mesmo tom amargo e defi­nitivo: “Eu e Yoko rimos quando lemos essa m... nos jornais. Mas a história seria melhor contada em três quadros: 1) quatro caras em cena com um spot em cima; 2) três ca­ras saem do spot; 3) o cara restante anuncia, gritando, ‘eu vou partir!’. Mas todos nós já estávamos fora do spot”. Desde algum tempo, realmente, os quatro Beatles estavam deixando o foco, cada um para seu canto. Embora con­tinuassem gravando em conjunto alguns poucos LPs no ano passado, cada um estava mergulhado em sua própria busca individual. Lennon foi o primeiro a deixar a ribalta. Extre­mamente influenciado por sua mulher, Yoko Ono, artista plástica da vanguarda americana, ele se estendeu em ani­madas campanhas pacifistas pelas camas de grandes hotéis do mundo (os bed-in), numa violenta explosão de individua­lidade. Embora discutivelmente pacifistas, suas novas cam­panhas, como suas velhas músicas, estavam longe de orto­doxas. Expôs gravuras sugestivas e variadas de sua lua-de- mel, fez filmes mudos sobre seu pênis, seu sorriso e várias nádegas anônimas. E, em música, criou sua Plastic Ono Band, que já lançou um LP. Com quase 30 anos (que completará em outubro), cabelos curtos como os de Yoko, Lennon é hoje um homem rico, mas, aparentemente, considera sua época ultrapassada: “A beatlemania existe, é uma coisa latente, mas os Beatles para muita gente já são passado, coisa dos bons e velhos tempos”. E os novos tempos trouxeram para os Beatles todos os problemas da idade adulta - o fim dos sons da inocência, a companhia das mulheres e dos negócios. Esses problemas explicam o desligamento de Paul. Quando morreu seu empresário Brian Epstein, em 1967, ele ficou encarregado de grande parte dos negócios do império musical de Liverpool, especialmente a administração da gravadora Apple. “De repente, acordei um homem de negócios. Isso não me interessava. Hoje minha atenção está voltada para a famí­lia”. Esse desinteresse a que chegou o mais entusiasta dos participantes da Apple foi também influenciado por uma mulher. Depois de seu casamento com a fotógrafa Linda Eastman, Paul isolou-se e acabou associado ao sogro, Lee Eastman, a quem queria como empresário dos Beatles, no lugar de Epstein. Os outros três preferiam Allen Klein. Co­mo efeito, Paul anunciou que formaria uma nova compa­nhia, a McCartney & Co., e com ela daria início a seus pro­jetos individuais. Em seguida, em meados de abril, para divulgar seu primeiro disco-solo, McCartney, Paul distribuiu à imprensa uma entrevista na qual lançava tristes notícias: a destruição do conjunto. Os outros dois Beatles, mesmo sem o empenho e a au­toconfiança de John e Paul, também estão sendo forçados a escolher seus caminhos pessoais. O primeiro deles, George Harrison, parece ser o que tem maiores possibilidades de sucesso e longa vida individual. Foi pouco entrevistado, expôs-se raramente ao público e suas aparições e ativida­des sempre foram bem recebidas. Pesquisador de música indiana e simpatizante da filosofia Hare Krishna, George foi o primeiro grande líder da música jovem a divulgar no Ocidente os sons da cítara. Aos 27 anos, o guitarrista mos­tra que pode ter um bom caminho pela frente e já se prepa­ra para o fim: o produtor americano Phil Spector está cui­dando de seu primeiro disco individual, que começará a ser gravado no início da próxima semana. O quarto e mais apagado dos Beatles lançou há duas se­manas a sua primeira investida solo, o LP Sentimental Journey. Estranhamente, uma volta ainda mais profunda ao pas­sado: 12 velhas canções do repertório de Frank Sinatra e outros cantores românticos dos anos 50. Agora como can­tor, ele admitiu à revista Cash Box que, se seu disco “fosse lançado por um cantor desconhecido, certamente ficaria relegado às prateleiras”. Até 1977 - E se a notícia do fim dos Beatles não pas­sar de um mero recurso publicitário? Seguramente, ela está servindo para vender mais discos: o individual de Paul (McCartney) bate recordes nos Estados Unidos - 1 mi­lhão de cópias em pouco mais de dez dias. O de Ringo já está no hit parade americano, junto com Live Peace in To­ronto 1969, da Plastic Ono Band, de Lennon, e com os dois últimos dos Beatles (AbbeyRoad e a coletânea Hey Jude). Comercialmente, de fato, os Beatles não morreram. E, nas condições atuais, nem que o quisessem. Presos por contrato à Apple até 1977, podem gravar individualmente, mas estão impedidos de formar suas próprias firmas “em qualquer ramo ligado ao entretenimento”, a não ser autori­zado pela Apple e pelos outros três Beatles. A firma distri­buiu um comunicado oficial há duas semanas, lembrando (aparentemente à McCartney & Co.) essa proibição. Se os senhores Starkey, Lennon e Harrison concordarem com a criação da McCartney & Co., a separação comercial também será definitiva. A separação musical, porém, dispen­sa formalidade.

BATMAN THEME 1966 - PURO ROCK AND ROLL!!!*****

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"Batman Theme", a eletrizante música-título da série de TV Batman de 1966, foi composta por Neal Hefti e é construída em torno de um gancho de guitarra que lembra as partituras de filmes de espionagem e a Surf Music. Tem uma progressão de blues de doze compassos, usando apenas três acordes até a coda.
Os onze gritos de "Batman!" são cantados por um coro de quatro tenores e quatro sopranos, interpretados por The Ron Hicklin Singers. Porém, Um mito antigo afirma que o coro é na verdade um grupo de horns. O livro de Adam West, Back to the Batcave, também alimenta esse rumor afirmando que o refrão é instrumental, não vocal. No entanto, Neal Hefti , o escritor do tema, afirmou que o refrão foi composto por oito cantores, um dos quais escreveu em tom de brincadeira, "palavra e música de Neal Hefti". Jon Burlingame do Biggest Hits da TV, publicado em 1996, focado exclusivamente em temas de TV, inclui uma entrevista com Hefti sobre a criação da música tema do Batman. De acordo com Burlingame"a música consistia em baixo, baixo bronze e percussão para criar um ritmo de direção, enquanto um coro de oito vozes cantava 'Batman!' em harmonia com as trombetas". Além da versão original de Neal Hefti, e da versão gravada para a trilha sonora da televisão feita por Nelson Riddle, a música "Batman Theme" tem sido amplamente coverizada em todas as décadas seguintes desde sua estreia por centenas de artistas, incluindo The Marketts, The Ventures, Dolton, Al Hirt , The Standells, o ator/músico David McCallumLink Wray, Voivod, The Jam, The Who, e The Kinks.

Não deixe de conferir também: "SANTA SÉRIE DE TV, BATMAN!" publicada em 10 de junho de 2010 (vejam só!) - Não está atualizada, Adam West e Yvonne Craig ainda não haviam morrido, mas acho que está valendo assim mesmo!

PAUL McCARTNEY - THE OTHER ME - SENSACIONAL!

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Em “The Other Me”, logo na primeira linha Paul confessa ter co­metido erros graves de conduta. Ao mesmo tempo, ele está certo de que as pessoas desviarão o foco quando perceberem o uso de uma expressão “cockney” - usada pela classe operária londrina. Em inglês: “I know I was a crazy fool for treating you the way I did. But something took hold of me and I acted like a dustbin lid”. A interpretação: “dustbin lid” é o termo cockney usado genericamente para classificar uma atitude infantil. Logo, “I acted like a dustbin lid” (“Eu agi de for­ma infantil”). Em 1983, Paul comentou sobre a letra da faixa, em que toca todos os instrumentos: “The Other Me’ é uma canção que fala sobre o outro homem que existe em mim... Outro lado que estava escondido e que estava querendo aparecer. Existe essa característica latente em pesso­as que não conseguem ser legais umas com as outras se não tomarem uma pílula ou coisa parecida. No meu caso, existe um lado da minha personalidade que não gosto muito e outro que prefiro. Acho que essa música é sobre entrar em contato com o meu lado favorito e me .controlar ao invés de deixar as coisas saírem do controle”. Gravada no final das sessões de Pipes of Peace, entre setembro e outubro de 1982, “The Other Me” teve a seguinte configuração no estúdio: Paul: Vocal, baixo, guitarra, piano, piano elétrico, sintetizador, pandeirola e percussão. Fonte: “MASTERS – Paul McCartney em discos e canções”.