domingo, 16 de fevereiro de 2020

JOHN LENNON & CHUCK BERRY - MIKE DOUGLAS SHOW

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Há 48 anos, no dia 16 de fevereiro de 1972, John Lennon e Chuck Berry se conheceram e tocaram juntos no programa de TV americano The Mike Douglas Show. “Se o rock tivesse outro nome, seria Chuck Berry”, disse John na ocasião. Fonte: http://thebeatlesdiary.blogspot.com

Não deixe de conferir também JOHN LENNON - THE MIKE DOUGLAS SHOW

THE BEATLES - TWIST AND SHOUT - SEMPRE SENSACIONOUT!*****

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GEORGE HARRISON - IT DON'T COME EASY*****

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George Harrison tinha um estranho hábito de subestimar algumas de suas melhores músicas e oferecer para seus amigos. Ele originalmente deu "My Sweet Lord" para Billy Preston e deu uma música chamada “You Gotta Pay Your Dues” (embrião de It Don't Come Easy) para Badfinger, apesar de terem recusado. Então, Ringo Starr fez uma releitura em "You Gotta Pay Your Dues" durante as sessões de Sentimental Jorney. George Martin produziu e Stephen Stills estava no piano, mas depois de trinta ensaios em 18 e 19 de fevereiro de 1970, ainda não estava sendo fácil.Resultado de imagem para GEORGE HARRISON - IT DON'T COME EASY
Assim, Harrison cantou uma demo (já com o título 'It Don't Come Easy') com a banda Badfinger nos vocais de apoio, instruindo-os a cantar "Hare Krishna!" Durante o instrumental. Na versão final da música você ainda pode ouvi-la, com pouca mistura. Ringo tocou a música novamente em 8 de março, desta vez com Harrison produzindo. Ficou guardada até outubro, momento em que Harrison adicionou sax e trompete como havia acrescentado horns em "Savoy Truffle" do Álbum Branco. Em meados de abril de 1971, a assustadora introdução de guitarra de Harrison finalmente pode ser ouvida. Seu som cativante veio como cortesia do gabinete de alto-falantes do gabinete Leslie.
O gabinete foi originalmente construído para o órgão Hammond, mas foi adaptado para guitarra e vocais. Ele abrigava um alto-falante baixo giratório e um par de alto-falantes de buzina que giravam em diferentes direções. Lennon passou seus vocais pelo Leslie em "Tomorrow Never Knows", de 1966, e Harrison o usou em 1969, quando compôs "Badge" com Eric Clapton para o Cream; de fato, o intervalo instrumental de "Badge" parece bem próximo de "It Don’t Come Easy". O efeito Leslie tornou-se um dos sons mais distintos do final dos anos 60 e início dos anos 70, incluindo canções de Harrison que incluem Something. Os vocais de Badfinger, o piano forte de Stills, a bateria perfeita de Ringo e as guitarras constroem um momento épico por trás da exortação de Ringo para permanecer resistindo diante das dificuldades. A letra sobre pagar dívidas tocando o blues, provavelmente não teriam funcionado com Harrison cantando.

Na tradição dos Beatles, a letra desafiava o ouvinte a ser pacífico. Era um sentimento que poderia ser aplicado em qualquer escala, embora pudesse ter sido direcionado a McCartney, que estava levando os outros a tribunal na época. No entanto, com uma reunião cada vez mais improvável, a música atualizou a determinação de Harrison e Ringo de seguir uma carreira para si, independentemente de Lennon e McCartney.

Ringo canta com tanta confiança que você não saberia que ele estava cheio de dúvidas sobre a direção de sua vida. Talvez sua determinação em transcender seus medos seja o que preenche a performance com seu poder duradouro. Passados quase 50 anos, Ringo ainda abre seus shows com "It Don’t Come Easy". A música subiu nas paradas, passando por "Power to the People", de Lennon, "What Is Life", de Harrison (ambos alcançaram o número onze), e "Another Day" (número cinco), de McCartney, até o número quatro, estabelecendo-se apenas abaixo de “Brown Sugar” dos Rolling Stones. Não deixe de conferir a recente postagem RINGO STARR - IT DON'T COME EASY.

IMAGEM DO DIA - PAUL AND GEORGE - BESOUROS MENINOS

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THE BEATLES - LITTLE CHILD - SENSACIONAL! ✶✶✶✶✶

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"Little Child" é a 5ª música do sensacional segundo álbum dos Beatles – With The Beatles – precedida por "Don't Bother Me" (a primeira composição de George Harrison) e antes de “Till There Was You”, de Meredith Willson. Foi composta por John Lennon e Paul McCartney originalmente para Ringo Starr cantar, mas não deu certo e Ringo então recebeu "I Wanna Be Your Man" como sua música do álbum.Com a arte do álbum dos Beatles
Paul McCartney descreve "Little Child" como sendo uma "música de trabalho" ou um "preenchedor de álbum", mas a música é bem mais do que isso. A frase “sad and lonely” (triste e sozinho) também aparece em outro número de Lennon e McCartney "Bad To Me", originalmente gravada por Billy J. Kramer e Dakotas. Como a letra de “Iittle Child” fala de um garoto “sad and lonely”, que espera uma chance com uma garota, tudo indica que a ideia inicial tenha vindo de John. Quando perguntaram a ele sobre “Little Child", em 1980, tudo o que disse foi que era apenas mais uma tentativa de escrever uma canção para alguém, “provavelmente Ringo”. Paul lembrou posteriormente que parte da melodia tinha sido inspirada por “Whistle My Love”, uma canção de 1950 gravada pelo cantor folk inglês Elton Hayes, usada no filme de Walt Disney "Robin Hood". Paul ainda guarda o esboço mais antigo da letra, que é quase idêntica a que conhecemos hoje, com exceção da abertura do primeiro verso. Nesse ponto, outros artistas já encomendavam músicas dos Beatles.
"Little Child" foi gravada em três sessões diferentes, com a primeira em 11 de setembro de 1963, onde os Beatles gravaram duas tomadas. Mais tarde, eles voltaram a tocar no dia seguinte, onde gravaram 16 takes, incluindo overdubs de piano de McCartney e a gaita de Lennon, que acompanha toda a música. Mais tarde, eles retornaram a ela em 3 de outubro, onde gravaram mais três tomadas. Na mixagem estéreo, a gaita se move da esquerda para a direita para o solo. Depois, volta da direita para a esquerda após o solo. O solo da música segue um formato de blues de doze compassos que não aparece no restante da música.

"Little Child" foi gravada no estúdio 2 da EMI em Abbey Road e foi produzida por George Martin que Norman Smith como engenheiro de som. John Lennon arrasa nos vocais, toca guitarra e gaita; Paul McCartney também canta, toca baixo e piano; George Harrison toca a guitarra principal e Ringo Starr sua bateria. "Little Child" só aparece no álbum With The Beatles. O crítico de música Richie Unterberger, da Allmusic, disse sobre "Little Child”: "Pode ter sido uma das faixas menos sofisticadas e impressionantes do álbum, mas ainda assim tem muito charme. Little Child pode não ser uma obra de gênio, mas é pura diversão rock 'n' roll". Também acho!

LOS ESCARABAJOS - LITTLE CHILD*****

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sábado, 15 de fevereiro de 2020

JOHN LENNON - I'M LOSING YOU - SENSACIONAL!**********

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Publicada originalmente em 9 de setembro de 2014.
“I’m Losing You” foi escrita por John Lennon e lançada em seu álbum de 1980 Double Fantasy. Foi concluída nas Bermudas em junho de 1980, depois que Lennon tentava telefonar para Yoko Ono e não conseguia. “I’m Losing You” também aparece na coletânea The John Lennon Collection de 1982, na boxset John Lennon Anthology de 1998, na compilação da caixa, no disco Wonsaponatime, na coletânea Working Class Hero de 2005, The Definitive Lennon e em 2010 para o álbum Gimme Some Truth.
Uma primeira versão da canção recebeu o título provisório de “Stranger’s Room”. Lennon gravou uma versão demo de “I’m Losing You” em julho de 1980. Esta versão, parte da qual apareceu em The Lennon Lost Tapes, foi tocada no violão com uma bateria eletrônica. O Produtor Jack Douglas sugeriu inicialmente que Lennon usasse o Cheap Trick como banda de apoio para tocar na música. Essa versão com o Cheap Trick foi gravada em 12 de agosto 1980. Eles também gravaram uma versão de Yoko Ono para "I'm Moving On" (Eu estou seguindo em frente), que é um complemento para “I’m Losing You”.
Por mais que tenham ficado boas, essas versões não apareceram no Double Fantasy. As possíveis razões para as suas exclusões são de que a gestão do Cheap Trick quisesse muito dinheiro, ou que Lennon acreditava que as performances foram mais "pesadas" do que ele queria. No entanto, quando a versão de “I’m Losing You” do Double Fantasy foi ser gravada, a versão com o apoio do Cheap Trick foi tocada para os músicos da sessão para ajudar a inspirar as suas performances. Essa versão com o Cheap Trick finalmente apareceu em John Lennon Anthology.
“I’m Losing You” foi gravada pela primeira vez com os músicos do Double Fantasy, em 18 de agosto de 1980, mas Lennon não gostou desse desempenho e assim uma terceira gravação foi feita em 26 de agosto, a que foi lançada em Double Fantasy. Um arranjo de sopros foi adicionado em 5 de setembro, mas este acabou por ser excluído da versão final. O vocal final de Lennon foi gravado em 22 de setembro.
No início do projeto, “I’m Losing You” estava planejada para ser lançada como single, mas depois do assassinato de John Lennon, isso foi descartado como "assustadoramente inapropriado".

THE FACES - MAYBE I'M AMAZED - SENSACIONAL!*****

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Não deixe de conferir a postagem original THE FACES - MAYBE I'M AMAZED, publicada em 3 de setembro de 2012.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

THE BEATLES - HEY BULLDOG - SENSACIONAL!*****

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“Hey Bulldog” é uma das músicas mais legais dos Beatles. Aparece no álbum Yellow Submarine e foi quase toda escrita por John Lennon com algumas contribuições de Paul McCartney. Foi gravada durante a filmagem do vídeo promocional de Lady Madonna e é uma das poucas músicas dos Beatles que se baseia num riff de piano. Para Lennon, "uma grande gravação, mas que não significa nada". Inicialmente, a faixa se chamaria "Hey Bullfrog", mas durante a gravação Paul começou a "latir". Então mudaram o nome para "Hey Bulldog". Segundo Geoff Emerick, engenheiro de som, esta foi a última gravação que os quatro realizaram como um time dinâmico e com o entusiasmo de cada membro do grupo. Quando voltaram ao estúdio para gravar o Álbum Branco, já estavam muito afetados com assuntos de negócios e as diferenças pessoais e artísticas estavam se fortalecendo, o que culminaria, mais tarde, na separação definitiva do grupo. Durante essas sessões, os Beatles foram fotografados gravando a música. Foi uma das poucas vezes em que eles se deixaram filmar gravando nos Estúdios Abbey Road, pois preparavam um filme promocional (depois editado para o single 'Lady Madonna') que seria lançado enquanto eles estivessem na Índia.
“Hey Bulldog” foi usada num segmento animado do filme Yellow Submarine, que inicialmente só apareceu na versão européia. Foi restaurada e vista pela primeira vez em 30 anos no relançamento de 1999. Para promover o relançamento, a Apple pegou as filmagens originais do vídeo promocional de Lady Madonna e o reestruturou para usar como vídeo promocional da própria Hey Bulldog. O riff de guitarra da canção foi incluído no álbum Love, de 2006, na faixa "Lady Madonna". Algumas risadas de Lennon e McCartney (contidas na música original) foram colocadas na faixa de transição "Blue Jay Way". Há uma primeira versão demo da música com apenas John ao piano de apenas 48 segundos, que intitula-se "She Can Talk To Me" (o primeiro nome da música) e aparece em bootlegs como o "Artifacts" (Volume 1, Disco 4) e o "The Lost Lennon Tapes" (Volume 18). Os Beatles tocaram com a formação clássica de sempre: John Lennon - Piano, guitarra rítmica, vocais principais e falas; Paul McCartney -Baixo, pandeireta, vocal de apoio (harmônico) e "latidos"; George Harrison - Guitarra solo e Ringo Starr - Bateria e vocal falado.

GARY MOORE - STILL GOT THE BLUES - DISCÃOZAÇO!!!

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No último dia 6 completaram-se nove anos que o mundo da música perdeu Gary Moore. Irlandês de Belfast. Desde o fim dos anos 60, Moore passeou pelo jazz rock e hard rock e, posteriormente, blues e baladas. Colecionou fama de mandão e briguento, mas até os seus desafetos reconheciam o talento genial de Moore como guitarrista. Dominava, como poucos, timbres limpos e pesados, o que lhe dava grande versatilidade de composição.
Still Got the Blues foi o oitavo álbum de estúdio solo de Gary Moore, lançado em 1990. Marcou uma mudança substancial de estilo para Moore, que, antes deste álbum, era predominantemente conhecido pelo hard rock com Skid Row, Thin Lizzy, G-Force, Greg Lake e durante sua extensa carreira solo, além de seu trabalho de fusão de jazz com o Colosseum II. Como evidenciado por seu título, Still Got the Blues o viu mergulhar em um estilo de blues elétrico. O álbum conta com contribuições de Albert King, Albert Collins e George Harrison. A faixa-título foi lançada como single e alcançou o número 97 na Billboard Hot 100 em 16 de fevereiro de 1991. Foi o único single de Moore a figurar na Billboard Hot 100. Aqui no Brasil, vendeu mais do que banana no fim da feira tocou muito. Muito. O álbum Still Got the Blues alcançou a 83ª posição na Billboard 200 em 16 de fevereiro de 1991, e foi certificado em ouro pela RIAA em novembro de 1995. Esse foi o álbum mais bem-sucedido nas posições de vendas e paradas de Gary Moore.

BILLIE EILISH CANTA “YESTERDAY” NO OSCAR 2020

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Resultado de imagem para Oscars 2020 In Memoriam Billie Eilish Performance
A cantora Billie Eilish - que eu, na minha santa ignorância, nunca tinha ouvido nem falar - e seu irmão Finneas – também não - proporcionaram um dos momentos mais emocionantes da cerimônia do Oscar 2020. Pelo pouco que soube, esses dois são os maiores nomes do Grammy desse ano e juntos, fizeram uma cover de “Yesterday”, clássico dos Beatles, enquanto a organização do evento homenageava nomes do cinema que nos deixaram no último ano. Com uma apresentação impecável, Billie Eilish fez uma bela trilha sonora para a lembrança de nomes de muitos que passaram dessa para outra, de Kobe Bryant a Kirk Douglas.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

THE BEATLES - I SAW HER STANDING THERE - SENSACIONAL É POUCO! ✶✶✶✶✶

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"One, two, three, four!". Com essa contagem segura e confiante de Paul McCartney, começava a carreira discográfica dos Beatles. E não foi por acaso que George Martin e os próprios Beatles escolheram “I Saw Her Standing There” para abrir seu primeiro álbum “Please Please Me”. “I Saw Her Standing There” é um rockão pulsante e matador genuinamente dos Beatles (McCartney e Lennon) e que era um dos seus números preferidos desde os tempos de Hamburgo. “Era a música perfeita para apresentar os Beatles para o mundo. Eram verdadeiramente eles, crus e selvagens, desde a contagem inicial de Paul, o solo perfeito de George Harrison e o final apoteótico”, relembra um emocionado George Martin no documentário Anthology 1.
O álbum Please Please Me, foi lançado no Reino Unido pela Parlophone em 22 de março de 1963. Em 13 de janeiro de 1964, a Capitol Records lançou "I Saw Her Standing There" nos Estados Unidos como lado B do primeiro single dos Beatles naquele país com "I Want to Hold Your Hand" no lado A. "I Saw Her Standing There" entrou na lista das 100 mais tocadas da Billboard em 8 de fevereiro de 1964, ficando lá por 11 semanas, atingindo seu topo máximo no número 14 das mais tocadas.
Esse clássico dos Beatles foi composto por Paul McCartney em parceria com John Lennon, mas a ideia incial era toda de Paul. Originalmente intitulada como "Seventeen", a música surgiu quando o jovem McCartney se dirigia para casa depois de um concerto em Southport, Merseyside e posteriormente a completou em sua casa na Rua Forthlin em Liverpool em setembro de 1962. McCartney disse: "Eu tinha: She was just seventeen and a Beauty queen. Quando eu mostrei para o John, ele gritou, riu e disse: “Você está brincando a respeito desta rima, não está?".
“I Saw Her Standing There” foi gravada no estúdio 2 da EMI em Abbey Road no dia 11 de fevereiro de 1963, como parte da maratona de gravações para o álbum Please Please Me. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Foi lançada no dia 22 de março de 1963 no Reino Unido, e 26 de dezembro de 1963 nos Estados Unidos. Além de Please Please Me, “I Saw Her Standing There” aparece no "The Beatles Live! In Hamburg, Germany, 1962", "Rock "n" Roll Music", "Live At The BBC", no "Anthology 1" e no "On Air – Live At The BBC Volume 2". Os Beatles não estavam presentes durante as mixagens finais no dia 25 de fevereiro de 1963, o que era comum na época. Na gravação, estavam com seus instrumentos habituais: Paul McCartney faz o vocal principal, toca seu baixo e bate palmas; John Lennon faz backing vocals, toca guitarra e bate palmas, George Harrison faz backing vocals, toca guitarra (solo) e bate palmas e Ringo Starr toca bateria e bate palmas. E eu também bato palmas, o pé, a cabeça e piro toda vez que escuto essa porrada! Como diria o saudoso amigo João Carlos de Mendonça: EU FICO INCRÍVEL!!!

PAUL McCARTNEY AT THE CAVERN CLUB - I SAW HER STANDING THERE**********

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DIRE STRAITS - MONEY FOR NOTHING - 35 ANOS DE SUCESSO!

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Mark Knopfler, nascido em Glasgow, Escócia, hoje com 70 anos, é um virtuoso guitarrista, cantor e compositor. Considerado por muitos um gênio da guitarra, é bastante idolatrado principalmente pelo seu estilo alternativo de tocar. É mais conhecido pelo seu trabalho com o Dire Straits, que liderou de 1978 até 1994, do que pela sua carreira solo, embora continue a dar concertos por todo o mundo e esgote consecutivamente salas de espetáculos históricas como o Royal Albert Hall de Londres. Ao longo da sua carreira, fez mais de quatrocentos concertos em mais de trinta países, além de ser considerado um dos melhores guitarristas e compositores de todos os tempos. Apesar de canhoto, ele toca como destro, e de uma forma totalmente incomum: toca com o polegar, sem palhetas.
A paulada "Money for Nothing", lançada como single e presente originalmente no quinto álbum do Dire Straits, "Brothers in Arms", lançado em 1985, permaneceu durante três semanas em primeiríssimo lugar nos EUA, tornando-se um dos maiores sucessos da banda. Curioso é que, na terra-natal do grupo (Reino Unido), "Money for Nothing" chegou 'apenas' na quarta posição nas tabelas. Dois anos mais tarde, a gravadora Vertigo Records lançou uma coletânea das melhores músicas da banda, com 12 faixas, intitulada Money for Nothing. A música ainda venceu o Grammy em 1985, na categoria de Melhor Performance de Rock, além de outras categorias na qual a banda saiu vencedora, com o álbum Brothers in Arms.

O vídeo de "Money For Nothing" foi o primeiro a ser exibido pela MTV européia e o mais exibido pela MTV americana até 2011. A banda se chamava inicialmente Cafe Racers. Ao observar as condições precárias do grupo, um amigo do então baterista Pick Withers fez uma piada sugerindo que a banda deveria se chamar "Dire Straits", que em inglês é uma gíria usada para designar algo ou alguém em situação financeira muito ruim. A sugestão foi aceita com bom humor pelos integrantes que adotaram o nome dali para a frente. O nome soa um tanto irônico hoje em dia visto que o Dire Straits se tornou uma das mais rentáveis e bem sucedidas bandas da história da música, e seu líder, Mark Knopfler, entre os artistas mais ricos do mundo. O grupo foi em 1985 um dos grandes responsáveis pela divulgação e disseminação do então novo e revolucionário formato de audio digital, o Compact Disc. A Philips criadora do CD era patrocinadora da mega-turnê da banda naquele ano e usou o grande sucesso comercial do disco Brothers In Arms para alavancar a popularidade do novo formato. Brothers In Arms foi um dos primeiros discos a ser inteiramente gravado pelo novo sistema digital e o primeiro CD da história a vender 10 milhões de cópias. Dizia-se na época que existiam mais CDs do Dire Straits que players para tocá-los.

CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL - LIVE AT ALBERT HALL 1970

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No dia 14 de abril de 1970, a banda californiana Creedence Clearwater Revival, formada por John Fogerty (guitarra e vocais principais), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria), fez uma apresentação histórica no histórico Royal Albert Hall em Londres e tocou alguns dos seus maiores sucessos até então: Born On The Bayou, Green River, Tombstone Shadow, Travellin' Band, Fortunate Son, Commotion, The Midnight Special, Bad Moon Rising, Proud Mary, The Night Time Is The Right Time, Good Golly Miss Molly e Keep On Chooglin'. Aqui, a gente confere esse showzaço inteirinho. Abração para meu amigo e xará Eduardo Kruger.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

THE BEATLES - ROOFTOP CONCERT 51 ANOS - 2020 - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!

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Sem dúvida alguma, uma das melhores postagens que O Baú do Edu teve o prazer de apresentar no ano passado, foi a do "ROOFTOP CONCERT" em 30 de janeiro quando esse dia histórico completou 50 anos. Especialmente em homenagem a essa data inesquecível, a gente confere aqui e agora, esse 'pequeno' texto do sensacional livro "Can't Buy Me Love - Os Beatles, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos" de Jonathan Gould - Larousse Editora - 2007. Não deixe de conferir de jeito nenhum e ver o filme inteiro, na superpostagem THE BEATLES - THE ROOFTOP CONCERT - 30/1/1969 - ESPECIAL 50 ANOS. Valeu!
Em 30 de janeiro, sob um céu nublado e melancólico de meio-dia, com o vento forte e a temperatura em torno dos quatro graus, os Beatles subi­ram até a laje da Apple, seis andares acima do térreo da Savile Row, e se posicionaram num palco improvisado de madeira, instalado no dia anterior.
De frente para a rua, da direita para esquerda, estavam George Harrison, vestindo uma jaqueta de pele preta e uma calça verde-limão, empunhando uma Fender Telecaster; John Lennon, envolvido num casaco de pele mosqueado que combinava com seu cabelo e empunhando uma Epiphone em madeira clara; e Paul McCartney, aparentemente imune ao frio de janeiro, vestindo um terno preto à Epstein com seu baixo Hofner a tiracolo, que ain­da tinha o setlist da última apresentação dos Beatles, no Candlestick Park em San Francisco, colado ao corpo. Sentados atrás deles estavam Ringo Starr, resplandecente em uma capa de chuva vermelho-clara que constrastava bruscamente com o bronze dos pratos e a madeira clara da bateria, e Billy Preston, quase invisível, arqueado sobre o piano elétrico. Sentados à esquerda do palco estavam Yoko Ono, Maureen Starkey e alguns funcioná­rios da Apple. O equipamento de som dos Beatles para essa apresentação a céu aberto consistiu em amplificadores pequenos usados para gravações em estúdio, complementados pelo sistema de som que uma banda usaria para tocar em um casamento ou um clube pequeno. Os cabos dos microfones de voz e dos instrumentos desciam pela escadaria do prédio da Apple até o estúdio no porão. A área do palco foi cercada por luzes, câmeras e técnicos de filmagem; também foram colocadas câmeras em um telhado próximo, no saguão do prédio e na rua abaixo. Do ponto de vista em que se encontravam, os Beatles tocavam para um público formado, basicamente, por frontões, águas-furtadas e chaminés. Sem saber e na estação errada, estavam reviven­do uma tradição que datava da era Tudor, quando grupos musicais se apre­sentavam nos telhados das guildas nas noites de verão. Tirando o fato de que estavam lado a lado, e não de frente uns para os outros, a apresentação dos Beatles foi uma extensão da mentalidade de ensaio que prevalecera no Twickenham e na Apple. Começaram com duas versões de “Get Back”, seguidas por três músicas também conduzidas pelas guitarras: “Don’t Let Me Down”, “I’ve Got a Feeling” e “Dig a Pony”. Depois de um ligeiro revival de “The One After 909”, datada dos tempos de skiffle, tocaram versões alternativas de ‘I’ve Got a Feeling” e “Don’t Let Me Down”. Conforme a música reverberava nos prédios próximos e cascateava até a rua, uma multidão se formava nas calçadas, olhando para os céus na tentativa de localizar a fonte do som, e o trânsito parou na Savile Row. Funcionários dos escritórios nos prédios vizinhos se debruçaram sobre as janelas abertas; outros subiram aos telhados para assistir ao show. Como a produção do fil­me esperava, o barulho e a comoção atraíram a polícia, que convocou um camburão de reforços antes de bater na porta do prédio da Apple. Com as câmeras ligadas, os policiais foram recebidos e dirigidos ao telhado, onde emergiram no meio da terceira execução de “Get Back” e confabularam com Mal Evans, o roadie da banda. Lennon e Harrison pararam de tocar assim que viram a polícia; McCartney e Starr continuaram tocando. Logo os ou­tros dois se reuniram a eles e todos juntos terminaram a música. Assim, a “recompensa” pela qual o diretor esperava se transformou em um desajeitado anticlímax, com a polícia londrina dizendo à banda de rock mais famosa do mundo que teria de maneirar. No dia seguinte, os Beatles retornaram ao porão da Apple para uma ses­são filmada, na qual gravaram mais três músicas que não eram próprias para execução ao vivo com a instrumentação padrão do grupo, com guitarras e bateria. Tratava-se de duas baladas centradas no piano de McCartney, “Let It Be” e “The Long and Winding Road” (nas quais John Lennon tocou bai­xo), e “Two of Us”, que ganhou um arranjo com violões. Ao final da sessão, a equipe de filmagem guardou o equipamento e partiu, o equipamento de gravação foi devolvido à EMI e o projeto de filme e álbum dos Beatles Get Back entrou no estado prostrado de limbo que ocuparia pelo resto de 1969.

THE BEATLES ► JOHN LENNON ► STRAWBERRY FIELDS FOREVER *****

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Há 53 anos, no dia 30 de janeiro de 1967, os Beatles filmaram o clip de “Strawberry Fields Forever” no Knole Park em Sevenoaks, Kent, no sudeste da Inglaterra. Strawberry Fields Forever e Penny Lane, uma de John Lennon, outra de Paul McCartney, eram o prenúncio de algo extraordinário que estava em gestação: o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, lançado em 1º de junho daquele ano. Essas dua músicas são reminiscências da infância em Liverpool. Os Beatles fazem a música nova do presente falando do passado. Strawberry Fields Forever, foi composta por John Lennon a partir das lembranças que ele tinha de um orfanato do Exército da Salvação. O registro inicial não indicava que a canção pudesse se transformar num dos pontos altos da discografia do grupo e num marco indiscutível do rock psicodélico. Os diversos registros confirmam que a canção cresceu no estúdio, enquanto era gravada. E, aí, temos que somar a melodia enigmática de John ao arranjo deslumbrante de George Martin.
Viver é fácil, se você fechar os olhos. No outono de 1966, John Lennon foi para a Espanha filmar o papel do soldado Grippweed no filme “How I Won The War”, de Richard Lester, no Brasil – “Como Ganhei a Guerra”. Foi o primeiro Beatle a realizar um trabalho sem os outros.

Entre as cenas na praia de Almeria, ele começou a compor “Strawberry Fields Forever”, uma música concebida para ser um blues arrastado. A canção começou com o que viria a ser o segundo verso da versão gravada. Era uma reflexão sobre a convicção de que desde a infância ele sempre fora, de alguma forma, diferente dos demais, de que via e sentia coisas que os outros não viam ou sentiam. Na versão mais antiga de suas fitas na Espanha, ele começa com: “No one is on my wavelenght”, para depois mudar a frase para “No one i think is in my tree”, aparentemente para disfarçar o que poderia ser visto como arrogância. Ele estava dizendo que acreditava que ninguém conseguia se sintonizar com sua forma de pensar e que, então, devia ser ou um gênio (“high”) ou louco (“low” ?). “Eu pareço ver as coisas de uma maneira diferente das pessoas”.
Foi apenas no take 4 da fita de composição que ele fala dos Strawberry (sem o “forever”) e, no take 5, acrescentou a frase “nothing to get mad about”, que depois foi alterada para “nothing to get hung about”. Ele já estava usando um modo deliberadamente hesitante – “er”, “that is”, “I mean”, “I think” – para reforçar que essa era uma tentativa de articular conceitos que não podem ser colocados em palavras. Ao retornar à Inglaterra, John trabalhou na música em Kenwood, onde o verso final foi incluído. Foi só no estúdio que ele a terminou, acrescentando o verso de abertura.Resultado de imagem para strawberry fields forever - O BAÚ DO EDU
Na versão completa, um lugar é criado para representar um estado da mente. Strawberry Field (John acrescentou depois o “s”) era um orfanato do Exército da Salvação na Beaconsfield Road em Woolton, a cinco minutos de caminhada de sua casa em Menlove Avenue. Era uma enorme construção vitoriana em um terreno arborizado aonde o jovem Lennon ia com sua tia Mimi para os festivais de verão, mas também um lugar onde ele entrava sorrateiramente a noite e nos fins de semana com amigos como Pete Shotton e Ivan Vaughan para fumarem e beberem escondidos. 
Strawberry Field era o playground do jovem John Lennon. Essas visitas ilícitas eram para John como as fugas de Alice pela toca do coelho e através do espelho. Ele sentia estar entrando em outro mundo, um universo que era mais próximo do seu mundo interior, e na vida adulta ele associaria esses momentos de alegria com sua infância perdida e também com uma sensação de psicodelismo, neste caso sem drogas. Na entrevista de 1980 para a Playboy , John declarou que “entrava em alfa” quando criança e via “imagens alucinatórias” de seu rosto quando se olhava no espelho. Ele disse que foi só quando descobriu o trabalho dos surrealistas que percebeu que não era louco, que não era o “único”, e sim membro de “um clube exclusivo que vê o mundo desse jeito”. “Strawberry Fields Forever” foi a primeira gravação do que viria logo em seguida o magnífico SGT. PEPPER’S, a segunda foi Penny Lane.
Estranhamente (ou não), o single “Strawberry Fields Forever” / “Penny Lane” não foi imediatamente para o primeiro lugar, como era costume há vários anos. Segundo Mark Lewisohn, o maior historiador da carreira dos Beatles, George Martin e seus asseclas, tentaram, gravaram e registraram mais de 100 vezes a canção de Lennon, que, em sua última conversa com Martin, disse que nunca ficou satisfeito com o resultado final e que se ressentia com a forma que a gravação final da música foi feita de forma tão apressada.
Strawberry Fields Forever e Penny Lane se completam em suas diferenças. São tão belas que formam um compacto sem lado B. Na época, a canção de Lennon provocou uma certa estranheza em alguns ouvintes, o que não ocorreu com a de McCartney. A passagem do tempo as fez igualmente poderosas. Com todos os significados que encerram, Strawberry Fields Forever e Penny Lane continuam fascinantes!