segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

SUPERTRAMP - FREE AS A BIRD - 1987 ⭐⭐⭐⭐⭐

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Sem nada a ver com a música dos Beatles de mesmo nome, "Free as a Bird" foi o nome de uma música composta por Rick Davies, e também o nome do nono álbum de estúdio do Supertramp, lançado em 13 de outubro de 1987, e seu último de inéditas pela A&M Records. Esse álbum foi uma espécie de mudança de direção, com a maioria das canções recuando de seu som de rock progressivo, empregando batidas e ritmos dançantes sintetizados. A capa original do álbum de vinil, belíssima, apresentava quatro variantes de cores – azul, verde, amarelo e rosa. Mostra uma fotografia do artista Georges Braque em seu estúdio, pintando um pássaro exótico estilizado. A silhueta do pássaro também apareceu no rótulo do LP e do CD. O pássaro na foto da capa era um recorte.

Free as a Bird foi o primeiro álbum do Supertramp a apresentar contribuições do guitarrista/vocalista Mark Hart. Apesar de "I'm Beggin' You" ter sido um sucesso no topo das paradas e "Free as a Bird" um sucesso menor, o álbum não foi bem, chegando apenas ao número 101, e tornando-se o primeiro álbum do Supertramp desde Indelably Stamped, de 1971, a não entrar para o Top 100 da Billboard.
"Free as a Bird" a faixa-título, foi lançada como single no final de 1987, e alcançou apenas um sucesso comercial marginal, com uma exibição no top 25 nas paradas polonesas sendo um destaque relativo. Um videoclipe superbacana de "Free as a Bird" foi produzido por Sue Pemberton e dirigido por Michael Patterson e Candace Reckenger. A Cash Box disse que "Rick Davies define um ritmo fácil com seu estilo de teclado blues patenteado e leva você a um refrão gospel". Em 1988, "Free as a Bird" foi apresentada na série de televisão de música pop holandesa, TopPop. Em 2012, a Something Else! classificou "Free as a Bird" como a 3ª pior música do Supertramp em sua lista das 5 piores músicas da banda, chamando-a de "dolorosa de ouvir" e "totalmente sem inspiração". Uma grande injustiça! "Free as a Bird" foi a única música do álbum que sobreviveu à turnê que o acompanhou. As gravações ao vivo foram lançadas no Live '88 e It Was the Best of Times. A banda se desfez após a turnê de divulgação do álbum e não se reuniria até 1997.

BEATLES COLORIDOS - I SHOULD HAVE KNOWN BETTER

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

THE BEATLES - HEY JUDE - O ÁLBUM

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Além do single dos Beatles mais vendido de todos os tempos, Hey Jude também foi o nome de uma coletânea de 1970 com dez canções dos Beatles originalmente lançado nos Estados Unidos e em vários outros mercados, mas não no Reino Unido, consistia em singles não pertencentes aos álbuns e lados B não lançados anteriormente em um LP americano, isso incluía "I Should Have Known Better" e "Can't Buy Me Love", dois singles lançados pela Capitol Records cuja única aparição anterior em um álbum americano foi na trilha sonora de A Hard Day's Night, lançada pela United Artists. O LP Hey Jude foi esgotado desde o final dos anos 1980, embora tenha permanecido disponível em fitas cassete durante os anos 1990. Foi lançado em CD pela primeira vez em 2014, como um lançamento individual e na box The US Albums.

O álbum Hey Jude foi concebido por Allen Klein e Apple Records. Klein negociou um contrato mais lucrativo para os Beatles com a Capitol Records em 1969, que exigia um álbum de compilação por ano. Ele dirigiu Allan Steckler da ABKCO/Apple para trabalhar em um. Originalmente, o álbum se chamaria The Beatles Again. Pouco antes de ser lançado, no entanto, o título foi alterado para Hey Jude, a fim de promover a inclusão da música mais vendida que abria o lado dois.

A compilação foi lançada em vários países como os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Espanha, Alemanha, França, Grécia, Japão, México, e grande parte da América do Sul, incluindo o Brasil. Mas não foi inicialmente emitido no Reino Unido. Por causa de sua popularidade em todo o mundo, a EMI lançou Hey Jude na Inglaterra pelo selo Parlophone somente em 11 de maio de 1979.

PAUL McCARTNEY - THIS ONE - SENSACIONAL!

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"This One" é uma música composta e gravada por Paul McCartney, lançada como single do seu álbum Flowers in the Dirt em 17 de julho de 1989. Chegou ao número 18 no Reino Unido e também alcançou o número 8 na Áustria, número 31 na Holanda e número 40 na Alemanha. Assim como muitas outras músicas de Flowers in the Dirt, apesar do sucesso modesto nos gráficos, "This One" até hoje não foi incluída em nenhum álbum de coletâneas de McCartneySegundo Paul, a canção foi criada como uma exaltação ao presente, ao contrário da filosofia comum que costuma prezar mais os acontecimentos do passado. "This One" em inglês, soa como “This Swan” (O Cisne), o que fez McCartney lembrar de uma imagem Hare Krishna, vista em sua viagem à Índia, em I968, e do deus-azul dos indianos, o Arco-Íris e todos estes detalhes são descritos na letra. Uma versão alternativa acústica, com Paul tocando piano, foi gravada em 1987 durante sessões produzidas por Phil RamoneApesar dos bons elogios ao Flowers in the Dirt, a verdade é que a crítica nunca foi generosa com Paul McCartney em todos esses anos. A Allmusic disse que a música era "adorável", mas a Rolling Stone disse que: “This One estende sua presunção lírica por muito tempo e acabou enchendo a paciência do ouvinte”. Outros críticos foram além: “É o lado pseudo-místico de McCartney em sua forma mais comercial”.

THE BEATLES: THE U.S. ALBUMS - OS DISCOS AMERICANOS

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Em 2013, os álbuns americanos dos Beatles foram lançados em CD em uma caixinha bem bacana -  linda, especial e cara - como parte da celebração do 50º aniversário da primeira viagem dos Beatles aos Estados Unidos e primeiro álbum americano da Capitol Records, Meet The Beatles! Capitol ressucitou um projeto iniciado em 2004, mas abandonado: "The Beatles: The U.S. Albums", uma coleção de 13 CDs que inclui as versões americanas dos álbuns da maior e melhor banda de todos os tempos, lançados nos anos 1960, ou pelo menos aqueles com sequencias de faixas diferentes (e em alguns casos mixagens diferentes) dos originais britânicos. Os álbuns americanos são motivos de polêmica há décadas entre os fãs dos Beatles. Muitos colecionadores preferiam que eles fossem esquecidos, argumentando que os discos britânicos refletem as sequencias de canções e a qualidade de som que a banda aprovou. Nos EUA, os discos são mais curtos (normalmente 12 músicas, contra 14 no Reino Unido) e ganham reverb para refletir o que os executivos da Capitol consideravam o "gosto americano". Como a Capitol excluía músicas e acrescentava singles (que não faziam parte dos discos britânicos), lançava depois compilações extras. Para americanos mais velhos, no entanto, esses são os discos que eles cresceram ouvindo e muitos preferem essas versões. Meet the Beatles, primeiro álbum da Capitol, por exemplo, nos EUA traz quase só composições originais dos Beatles, com apenas uma cover ("Till there was you"), enquanto a versão britânica traz oito originais e seis covers. O Rubber Soul americano abre com "I've just seen a face", que está no lado B do britânico Help!.

A caixinha traz os discos "Meet the Beatles", "The Beatles' Second Album", "A Hard Day's Night", "Something New", "The Beatles' Story", "Beatles '65", "The Early Beatles", "Beatles VI", "Help!", "Rubber Soul", "Yesterday And Today", "Revolver" e "Hey Jude". Álbuns que são idênticos em suas versões americana e inglesa - "Sgt.Pepper's Lonely Hears Club Band", "Magical Mystery Tour", "Álbum branco", "Yellow Submarine", "Abbey Road" e "Let It Be" - não estão incluídos.

RINGO STARR - WEIGHT OF THE WORLD - 1992 ★★★★★★★

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"Weight of the World" foi gravada por Ringo Starr e lançada como faixa de abertura de seu excelente álbum de 1992, Time Takes Time. Escrita por Brian O'Doherty e Fred Velez"Weight of the World" foi lançada como single principal do álbum com "After All These Years" e "Don't Be Cruel" em 28 de abril de 1992 nos Estados Unidos, número 43, e em 18 de maio no Reino Unido, onde alcançou o número 74 nas paradas britânicas.
"Time Takes Time"foi décimo álbum de estúdio de Ringo Starr, lançado em 22 de maio de 1992, depois de um intervalo de nove anos. Foi o retorno de Ringo ao mundo da música e um dos seus trabalhos mais aclamados. Primeiro álbum de estúdio de Ringo desde o malfadado Old Wave (1983), e começou com uma uma turnê mundial bem sucedida entre 1989 e 1990 com a PRIMEIRA banda criada por ele, a "All-Starr Band", associando-se com os maiores produtores da época: Don Was, Peter Asher, Phil Ramone e Jeff Lynne"Time Takes Time" foi gravado ao longo de 1991. O material foi predominantemente escrito por autores de fora, com Ringo co-escrevendo três canções. "Time Takes Time" traz diversas celebridades entre seus convidados, incluindo Brian Wilson, Harry Nilsson e o próprio Jeff Lynne, da Electric Light Orchestra.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

THE BEATLES - REVOLUTION - 1968 💥💥💥💥💥💥💥💥

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Há quase 55 anos, os Beatles apresentavam ao mundo a música Revolution, um sucesso estrondoso que traduzia e fazia reverberar por todas as partes a revolução cultural e política que naquele momento se desenvolvia em diversos países. Lançada oficialmente em agosto de 1968, seu impacto abalou as estruturas culturais da época não apenas pelos inovadores riffs de guitarra distorcidos e os vocais rasgados de Lennon e McCartney, mas também pela letra altamente politizada, meticulosamente pensada por John Lennon para representar musicalmente o estado de convulsão social globalmente vivenciado e revoltosamente expressado nos protestos políticos de maio de 1968. Revolution emite uma mensagem universal — e ainda muito atual. Compreende, por um lado, os anseios humanos por mudança. Por outro, prega o espírito de ação paciente e pacífico (John Lennon a escreveu no período de meditação na Índia) e deixa um eloquente recado de respeito às instituições, sobretudo no trecho em que conclama explicitamente pela preservação da Constituição: “You say you'll change the Constitution; Well, you know; We all want to change your head” (“Você diz que vai mudar a Constituição. Bem, você sabe, todos nós queremos mudar a sua cabeça”). A política por trás de Revolution deveria hoje servir de ensinamento também para o Direito Constitucional. Por André Rufino do Vale. Para continuar lendo o excelente texto do André, clique aqui. Para conferir a postagem "REVOLUTION" completa de 2017, aqui!

GEORGE HARRISON - I LIVE FOR YOU - 1970

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"I Live for You" é uma música de George Harrison originalmente gravada durante as sessões de seu álbum triplo All Things Must Pass em 1970. Há muito tempo disponível em bootlegs, "I Live for You" foi finalmente lançada oficialmente como uma faixa bônus no 30º aniversário reedição de All Things Must Pass em janeiro de 2001. A gravação lançada apresenta apenas o vocal principal de Harrison e a guitarra slide de Pete Drake das sessões do álbum de 1970, com todos os outros instrumentos dobrados por Harrison e seu filho Dhani em 2000. "I Live for You" foi a única música nova incluída na reedição do álbum em 2001. Harrison gravou a faixa básica em Abbey Road durante o primeiro lote de sessões de All Things Must Pass, entre o final de maio e a segunda semana de junho de 1970. Por recomendação de Bob Dylan, Harrison convidou o músico de Nashville, Pete Drake, para as sessões, onde tocou a guitarra slide nas faixas de estilo mais country como "I Live for You", "Behind That Locked Door" e "All Things Must Pass""I Live for You" foi registrada em 1970 pela editora de Harrison, Harrisongs, assim como os outtakes de All Things Must Pass, "Dehra Dhun", "Om Hare Om (Gopala Krishna)" e "Going Down to Golders Green""I Live for You" começou a circular em compilações piratas em 1999.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

THE BEATLES - YESTERDAY AND TODAY - O ÁLBUM💥

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O álbum YESTERDAY AND TODAY foi o nono disco dos Beatles lançado pela Capitol Records originalmente nos Estados Unidos e Canadá em 15 de junho de 1966. Típico da discografia norte-americana toda desmembrada dos Beatles até 1967, YESTERDAY AND TODAY contém canções de Help!, Rubber Soul e três novas gravações de 1966 que apareceriam no Revolver em países fora da América do Norte. O LP era composto por: "Yesterday" e "Act Naturally", de Help!; "Drive My Car", "Nowhere Man", "If I Needed Someone" e "What Goes On", de Rubber Soul; três faixas gravadas para entrar na versão britânica original de Revolver: "I'm Only Sleeping", "Dr. Robert" e "And Your Bird Can Sing"; e "We Can Work It Out" e "Day Tripper", lançadas em um compacto duplo lado A seis meses antes. Todas de Lennon-McCartney exceto "Act Naturally" de Morrison-Russel"What Goes On" de Lennon-McCartney-Starkey.
No entanto, não foi a seleção equivocada, truncada e picotada das musicas no álbum da Capitol Records, que chocou e causou tanta controvérsia. E sim, a fotografia na capa tirada por Robert Whitaker mostrando os Beatles vestidos com jalecos brancos como açougueiros, segurando pedaços de carne crua e bonecas decapitadas - a "capa do açougue". Segundo os próprios Beatles, a foto não representava uma ação contra a Capitol pelo fato de seus discos serem despedaçados nos EUA, mas sim, uma forma de demonstrar seu desgosto e insatisfação pela carnificina que acontecia na guerra do Vietnam. Poderia ser uma coisa ou outra, ou as duas. Mas não colou não! Ou melhor, foi colada por cima dessa capa original, uma outra foto (careta, inofensiva) dos Beatles (também de autoria de Whitaker) mostrando os rapazes sobre um fundo branco, num estúdio em torno de uma antiga mala (baú), em que Paul estava dentro - A "capa da mala".
O LP com a capa original tornou-se um item altamente valorizado entre os colecionadores. Uma vez que algumas das fábricas de impressão da Capitol simplesmente colaram a imagem do baú sobre as capas dos LPs existentes, o álbum também encorajou um fenômeno de retirar a camada superior da arte em busca de uma 'capa do açougue' proibida. Tendo sido excluído do catálogo da Capitol no início da década de 1990, YESTERDAY AND TODAY foi relançado em CD em 2014.

Em 25 de março de 1966, o fotógrafo Robert Whitaker organizou uma sessão de fotos com os Beatles em seu estúdio, na King's Road, em Chelsea. Depois de passar três meses longe dos olhos do público, os Beatles expandiram seus interesses e estavam ansiosos para se afastar da fórmula imposta a eles como estrelas pop, tanto em sua música quanto em sua imagem. Whitaker também tinha ambições de que a sessão de fotos lhe abrisse novos caminhos. Whitaker montou adereços como pedaços de bonecas, bandejas de carne, jalecos de açougueiro brancos, um martelo e pregos, uma gaiola, caixas de papelão e conjuntos de dentes e olhos falsos.

Durante as filmagens, ele tirou vários rolos de filme dos Beatles interagindo com os objetos, culminando em uma série de fotos do grupo vestido com os jalecos brancos e coberto com pedaços de carne e bonecas decapitadas. Os Beatles estavam acostumados com o gosto de Whitaker pelo surreal e embarcou junto. Lennon lembrou que eles foram motivados pelo "tédio e ressentimento por ter que fazer outra sessão de fotos e outra coisa dos Beatles. Estávamos fartos disso". O conceito de Whitaker também era compatível com seu próprio humor negro e seu interesse pela vanguarda.
Nos Estados Unidos, a Capitol Records imprimiu aproximadamente 750.000 cópias de YESTERDAY AND TODAY com a "capa do açougue". O lançamento do álbum foi agendado para 15 de junho. Cerca de 60.000 cópias foram enviadas para rádios e mídia impressa dos Estados Unidos e para filiais da Capitol para fins de marketing. A reação foi imediata; os disc jockeys ficaram indignados com a imagem da capa, e a maioria dos varejistas a achou tão desagradável que se recusou a estocar o LP. O presidente da Capitol contatou Brian Epstein, que concordou em substituir a capa pela foto da mala. Em 10 de junho, a Capitol lançou a "Operação Recuperação", recolhendo todas as cópias do LP dos distribuidores para substituir a imagem ofensiva, bem como itens como posteres promocionais. O custo total para a Capitol de substituir a capa e os materiais promocionais foi de $ 250.000, acabando com o lucro inicial da empresa. Todas as cópias foram enviadas de volta para a gravadora, levando à sua raridade e popularidade entre os colecionadores. Quando entrevistado em 15 de agosto durante a turnê nos Estados Unidos em 1966, no entanto, Lennon chamou a imagem de "pouco sutil" e ele e Harrison disseram que poderiam ter lutado contra a decisão do recall se a foto fosse melhor. No Anthology, Harrison descartou a capa do açougue como "nojenta" e "estúpida", acrescentando: "Às vezes, todos nós fizemos coisas estúpidas pensando que era legal e moderno quando era ingênuo e burro; e essa foi uma delas". Em 2007, George Martin lembrou que a capa havia sido a causa de seu primeiro desentendimento forte com os Beatles. Ele acrescentou: "Achei nojenta e de mau gosto... Sugeriu que eles eram loucos. O que eram, mas não a esse ponto".

THE BEATLES - YOU'RE GOING TO LOSE THAT GIRL💥

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JAN/1980 - PAUL McCARTNEY É PRESO NO JAPÃO

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Há exatamente 43 anos, no dia 16 de janeiro de 1980, Paul McCartney foi preso em Tokyo por carregar 225 gramas de maconha na bagagem. Fato bastante constrangedor, para a época. Talvez ainda para os dias de hoje. Naquele dia eu, inocente, puro e besta estava esperando a hora do almoço vendo o jornal “Hoje” na Globo, junto com meu pai e meu irmão. Eu já era um beatlemaníaco doente, quando leram a manchete: “EXCLUSIVO: Ex-Beatle Paul McCartney é preso com drogas no Japão!” Na mesma hora, meu pai apontou para a TV e disse: “Eu sabia, não escapa um!”. E veio o blá blá blá todinho da notícia e o de lá de casa. “Tá vendo?”, era o mínimo que eu escutava. Mas precisava saber de mais notícias e procurei meus amigos que sabiam tanto quanto eu. Numa época que a internet ainda não era nem sonho, tinha que esperar os jornais do outro dia. Assim, comprei logo na manhã seguinte o “Jornal de Brasília” e o “Correio Braziliense”, que traziam apenas pequenas notas, sem muita importância e sem acrescentar nada ao pouco que se sabia. Na semana seguinte, a revista “Manchete” publicou uma merdinha de reportagem sobre o drama de Paul, de sua família e de um possível fim do Wings.
Chamar Paul McCartney de gênio é chover no molhado. Ao lado de John Lennon formou a dupla de compositores de maior sucesso da história da música. É excelente produtor e multi-instrumentista como poucos. Escolheu o baixo como ofício. Também toca, e muito, guitarra, piano, bateria ou qualquer outro instrumento que parar em suas mãos. E ainda é também um dos maiores, senão o maior, cantor do Rock de todos os tempos. Além de toda esta excelência musical, Paul McCartney tem outro grande talento, o cuidado com sua imagem. Olhando para trás, desde o início de sua carreira, no final dos anos 50 até os dias de hoje, é difícil encontrar fatos que possam arranhar sua imagem de bom moço, um Beatle que conquistou a realeza britânica e foi nomeado Sir. No entanto, um problema de Paul envolvendo drogas chegou às manchetes mundiais no início de 1980. No dia 16 de janeiro, ao desembarcar no aeroporto de Tokyo com a mulher, os filhos e sua banda, ele foi preso com 225 gramas de maconha. Paul ficou em cana por mais de uma semana. Disse que antes de viajar estava em Nova York com um fumo muito bom e como não tinha certeza se encontraria alguma erva no Japão, resolveu levar a mercadoria. “O negócio era bom demais para jogar na privada, então eu resolvi levar comigo” afirmou Paul. Ele também admitiu que esta foi umas das coisas mais imbecis que já fez na vida. Sua prisão no Japão também decretou o fim do Wings. Os músicos Denny Laine, Laurence Juber e Steve Holly, insatisfeitos com a perda do contrato das apresentações (consequentemente, com a grana que iriam ganhar com os shows) e com uma remuneração baixa, resolveram cair fora!
 PAUL McCARTNEY – O BARATO SAIU CARO!
Na desastrosa relação entre o rock e as drogas, um dos mais divulgados capítulos vem sendo escrito desde semana passada. O cenário era clássico: no aeroporto de Narita, Tóquio, milhares de fãs superexcitados aguardava a chegada de Paul McCartney e seu conjunto Wings para uma série de 11 apresentações no Japão. Inevitavelmente, a imprensa estava lá – em peso. O sorridente Paul McCartney apareceu de moço bem-comportado, com mulher e filhos, mas, ao que parece, as autoridades japonesas já estavam de olho em sua bagagem. Procuraram e encontraram: 220 gramas de maconha. E, em vez do palco, Paul McCartney acabou na cadeia, levantando-se, no Japão, grande polêmica sobre as severíssimas leis envolvendo drogas. Mas não é a primeira vez que o ex-Beatle enfrenta esse tipo de problema. Em 1972, por exemplo, em Gotenburgo, na Suécia, ele chegou a admitir o consumo de haxixe e o contrabando para aquele país, sendo multado em dois mil dólares. No ano seguinte, sofreu nova multa – desta vez por cultivar maconha em sua fazenda na Escócia.

Ele chegou a Tóquio, o filho no colo e a mulher, Linda Eastman, pelo braço, sem demonstrar qualquer preocupação aparente, para fazer um total de 11 concertos com seu conjunto Wings. Mas a alegria de Paul McCartney e seus fãs iria durar pouco. As autoridades japonesas estavam de olhos bem abertos.
Até o início desta semana, a juventude japonesa estava mobilizada pelo affaire McCartney. Com os concertos cancelados - e um prejuízo calculado em pelo menos um Milhão de dólares – as rádios oficiais proibidas de apresentar músicas de Paul (enquanto as particulares tocavam adoidado “atendendo a pedidos”), alguns achavam que era “inocente, pois não conhecia as leis japonesas”, enquanto outros reconheciam: “Ele agiu mal.” Enquanto isso, na cadeia, o cantor e compositor entrava no regime de acordar às seis da manhã e dormir às oito da noite; na justiça ainda se discutia o que fazer: formalizar a acusação de posse de drogas (mantendo-o sete anos na cadeia, mais dois mil dólares de multa) ou simplesmente expulsá-lo do país. Pelo sim, pelo não, os Wings se mandaram. Mas Linda espera por Paul.

THE BEATLES - ACT NATURALLY - SENSACIONAL!

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Uma das gravações mais subestimadas, e menos lembrada dos Beatles, até por estar em um disco que mais parece uma coleção de 'Greatest Hits', a animada "Act Naturally" foi escrita por Johnny Russell e Voni Morrison e originalmente gravada por Buck Owens e The Buckaroos, cuja versão chegou a número 1 na Billboard Country Singles em 1963, sua primeira canção de sucesso. Naquele ano, Russell estava escrevendo com Voni Morrison, que também trabalhou com um cantor de Bakersfield, Califórnia chamado Buck Owens. Depois que Russell tocou "Act Naturally" para Morrison, ela pensou que seria ideal para Owens, e Russell disse que ela poderia conseguir que ele a gravasse. Uma vez que ninguém ainda tinha gravado, e Russell tinha um acordo com Morrison para dividir os créditos de autoria, deu-lhe um crédito parcial, embora o único papel que tivesse na música foi tê-la submetido a Owens.
Buck Owens não gostou de "Act Naturally" de imediato. Mas o integrante da banda Buckaroos, Don Rich, ouviu a versão demo de Russell e gostou, e eventualmente, a canção cresceu em Owens. Uma noite, Russell recebeu um telefonema de Owens perguntando se ele poderia gravar a a música e a resposta foi sim! "Mais tarde eu descobri que ele já havia gravado "Act Naturally" naquele dia e só queria os direitos de publicação. Eu tive mais do que prazer em dar-lhe os direitos, a fim de obter a canção gravada", disse RussellOwens gravou "Act Naturally" nos estúdios da Capitol, em Hollywood em 12 de fevereiro de 1963, e o single foi lançado em 11 de março. Entrou nas paradas nacionais da Billboard em 13 de abril de 1963. Em 15 de junho, a versão de Owens passou a primeira de quatro semanas não-consecutivas em primeiro lugar. Ao todo, passou 28 semanas nas paradas do país. "Act Naturally" ajudou a fazer dele uma estrela; antes de acabarem os anos de 1960, Owens tinha colocado 19 singles no topo das paradas da Billboard"Act Naturally" também ajudou a estabelecer Russell como compositor, e em 1970 ele foi modestamente bem sucedido também como cantor.

Em 2002, o site About.com classificou "Act Naturally" no número 169 em sua lista Top 500 Country Music Songs"Act Naturally", desde seu lançamento, foi regravada por muitos outros artistas, incluindo Loretta Lynn e The Beatles. Os Beatles gravaram em 1965 para o álbum Help! e como o lado B do single "Yesterday". A versão dos Beatles é cantada por Ringo Starr. Eles executaram a canção durante uma aparição no Ed Sullivan Show, que foi gravada em 14 de agosto de 1965 e transmitida em 12 de setembro de 1965. Também foi tocada no famoso concerto dos Beatles no Shea Stadium, no dia 15 de agosto de 1965, e foi tocada em alguns shows durante toda a excursão dos Beatles pelos Estados Unidos em 1965, alternando o outro hit de Ringo, "I Wanna Be Your Man". A gravação dos Beatles em estúdio foi no dia 17 de junho de 1965, em 13 takes. Além de Ringo nos vocais, bateria, e percussão, a gravação dos Beatles conta ainda com Paul McCartney: backing vocals e baixo; John Lennon: guitarra; e George Harrison: guitarra solo, dobrada.

Em junho de 1989, Ringo Starr gravou um vídeoclipe de “Act Naturally” em parceria com o próprio Buck Owens. Eles imitam versões bobas de si mesmos, como se fossem cowboys em um filme de faroeste. Essa gravação, lançada pela Capitol Records, alcançou o número 27 e passou 11 semanas na parada da Billboard, no verão de 1989. Também foi nomeada para o prêmio "Vocal Event of the Year" em 1989 do Country Music Association, e concorreu ao Grammy de 1990 como "Best Country Vocal Collaboration", mas perdeu para "There's a Tear in My Beer", gravada por Hank Williams e Hank Williams Jr. Buck Owens faleceu em 25 de março de 2006, Bakersfield, Califórnia. Tinha 76 anos.

sábado, 14 de janeiro de 2023

THE BEATLES - ANY TIME AT ALL ★★★★★★★★★★★★★★

Um comentário:

Depois de escrever as canções que seriam usadas no filme, a corrida agora era para criar as músicas que preencheriam o segundo lado do álbum com a trilha sonora. John era obviamente o compositor mais prolífico da época, tendo escrito cinco das sete músicas do filme e em via de compor quase todas as canções do lado 2, com exceção de uma, "Things We Said Today", de Paul.

“Any Time At All”, John admitiu depois, tinha sido reescrita a partir de uma canção anterior, “It Won t Be Long”, usando a mesma progressão de acordes e a mesma forma de cantar (gritando) durante a gravação. “Any Time At All” foi gravada durante a sessão final para o álbum em 2 de junho de 1964. Embora a música tenha sido lançada pela primeira vez no Reino Unido em A Hard Day’s Night, nos EUA, apareceu no LP Something New. Ambos os álbuns foram lançados em julho de 1964.
“Any Time At All” ainda estava inacabada quando John Lennon a trouxe para o estúdio na tarde de 2 de junho de 1964. Os Beatles gravaram inicialmente sete tomadas da faixa rítmica, além de vocais de Lennon. O grupo correu para gravar “Things We Said Today” e “When I Get Home” antes de retomar “Any Time At All” quando já era noite. Naquela noite, gravaram quatro outras tomadas. Na última, take 11, adcionaram piano, violão e vocais. Foi primeiro mixada para mono em 4 de junho, mas isso foi descartado e novas mixagens mono e estéreo foram feitas em 22 de junho. Toda a composição de “Any Time At All” de última hora significou que os Beatles nunca chegaram a escrever a letra para a parte do meio. McCartney sugeriu um conjunto de acordes de piano, aos quais eles pretendiam adicionar letra, mas não conseguiram escrever nada. George Martin fez um solo de piano com ecos de guitarra de George Harrison levemente reproduzindo nota-por-nota. McCartney canta o segundo "Any Time At All" em cada coro, porque Lennon não conseguiu alcançar as notas. O prazo para as combinações finais do álbum significou que ele foi lançado em seu estado não intencionado, com “Any Time At All” não completada.
O álbum A Hard Day’s Night foi lançado em 10 de julho no Reino Unido. A letra manuscrita de John Lennon para “Any Time At All” foi vendida por £ 6.000 em um leilão realizado na Sotheby's em Londres, em 8 de abril de 1988. “Any Time At All” só aparece em A Hard Day’s Night.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

JOHN LENNON - JEALOUS GUY - LOOK OUT BABY

Um comentário:

"Jealous Guy", uma das mais belas canções de John Lennon, apareceu pela primeira vez como a quarta faixa do lado 1 do seu álbum IMAGINE, lançado em 9 de setembro de 1971. 
A história da criação começa em Rishikeshi, na Índia, ainda em 1968. Depois que os Beatles assistiram a uma palestra do Maharishi Mahesh Yogi sobre um "son of the mother nature", as palavras de Maharishi inspiraram os dois, tanto Paul McCartney como John Lennon para escreverem canções sobre o mesmo assunto.

A música de McCartney "Mother Nature's Son" foi selecionada para o álbum branco, enquanto a canção de Lennon "Child of Nature" não foi. No entanto, ambas foram gravadas como demos na casa de George Harrison em Esher em maio de 1968. A demonstração contou com vocal de Lennon e uma guitarra acústica. Depois disso, Lennon continuou a tocá-la em algumas sessões. Eventualmente, a letra e o conceito foram demolidos e substituídos pelos versos de "Jealous Guy" que foi lançada somente em IMAGINE e durante a vida de Lennon, nunca foi lançada como single. Inexplicavelmente, somente quase cinco anos após o assassinato de John Lennon, e quatro anos e meio depois do Roxy Music chegar ao o número um nas paradas em 1981, a gravação de "Jealous Guy" de Lennon, foi lançada pela Parlophone como single em novembro de 1985, tendo "Going Down on Love" do álbum Walls And Bridges como lado B - Não dá para entender mesmo! Esse single de John Lennon, alcançou o número 65 nas paradas do Reino Unido e nos Estados Unidos, chegou ao número 80 da Billboard Hot 100 em novembro de 1988, junto com o lançamento do filme Imagine: John Lennon.

John Lennon gravou as bases de "Jealous Guy" em 24 de maio de 1971 no Ascot Sound Studios, o estúdio de oito canais que instalou em sua mansão em Tittenhurst Park, onde seus vocais foram gravados em 29 de maio de 1971. Os músicos incluem Mike Pinder, do The Moody Blues, e Joey Molland e Tom Evans, do Badfinger. Da gravação participaram então: John Lennon que faz os vocais, toca violão e assobia; Nicky Hopkins: piano; Joey Molland: violão; Tom Evans: violão; John Barham: harmonium; Klaus Voormann: baixo; Jim Keltner: bateria; Alan White: vibrafone; Mike Pinder: pandeiro e The Flux Fiddlers: cordas. "Jealous Guy" é uma das músicas mais regravadas de John Lennon, com pelo menos 92 versões, sendo a mais conhecida a gravação do Roxy Music, que alcançou o número 1 em vários países três meses após a morte de John Lennon. Lou Reed gravou a música em 2001 e Joey Cocker gravou "Jealous Guy" em ritmo de reggae em 2004 para seu álbum Heart & Soul. Recentemente, o brasileiro Supla, surpreendeu com sua versão de "Jealous Guy". Quem quiser, confere aqui.

Após a morte de Lennon em 1980, a banda Roxy Music adicionou uma versão de "Jealous Guy"ao seu set durante uma turnê na Alemanha, que eles gravaram e lançaram em fevereiro de 1981. O single foi lançado pela Polydor com "To Turn You On" como o lado B. A música foi o único hit número 1 do Reino Unido para a Roxy Music, liderando as paradas por duas semanas em março de 1981. A cover da Roxy Music de "Jealous Guy" aparece em muitas coleções de Bryan Ferry / Roxy Music e coletâneas dos anos 80.