quarta-feira, 10 de junho de 2020

THE BEATLES - WE CAN WORK IT OUT - SENSACIONOW!

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"We Can Work It Out" foi composta mais por Paul McCartney com grande colaboração de John Lennon e é creditada a Lennon e McCartney, óbvio."We Can Work It Out" foi lançada como single duplo Lado A junto com "Day Tripper" em dezembro de 1965. Foi gravada durante as sessões do fantástico Rubber Soul e lançada no mesmo dia - 3 de dezembro de 1965 na Inglaterra e 6 de dezembro nos Estados Unidos, chegando ao topo das paradas dos dois lados do Atlântico.
"We Can Work It Out" foi incluída mais tarde nos álbuns de compilação "The Beatles 1962/1966", "Past Masters - Volume Two" e no disco "1". Novamente, assim como em “I’m Looking Through You” e “You Won’t See Me”, a música é sobre o mau relacionamento de Paul McCartney e sua namoradinha gatinha Jane Asher.
 
Em outubro de 1965, enquanto os Beatles gravavam RubberSoul, Jane Asher entrou para a British Od Vic Company, o que significava uma mudança de Londres para o oeste da Inglaterra. Sua partida irritou muito Paul McCartney e causou a primeira grande crise na relação do casal. Como suas canções sugeriam, a noção de McCartney de uma boa mulher na época era a de alguém que conseguia ficar feliz simplesmente por estar ao lado dele.
O ponto de vista de Asher era incomum para a época. Ela não estava satisfeita em ser a namorada de uma estrela do rock. Era uma mulher de boa educação, com ideias próprias, e queria, acima de tudo, estabelecer-se profissionalmente. Em "We Can Work It Out", McCartney não tenta entrar no mérito da questão, ele simplesmente pede que sua garota veja as coisas pelo lado dele, porque acredita que está certo e ela errada.
"We Can Work It Out" é amplamente interpretada como uma canção que faz referência a lutas internas dos Beatles como banda e como amigos, muito em particular entre John Lennon e Paul McCartney, mas não é nada disso, embora, a música apresente características tão distintas entre ambos os compositores. Paul McCartney escreveu os versos e o refrão otimistas, enquanto John Lennon teve a ideia do contraponto pessimista "A vida é muito curta". Diferentemente de Day Tripper, "We Can Work It Out" nunca entrou para o repertório ao vivo dos Beatles. Eles gravaram, no entanto, três filmes promocionais para a música em 23 de novembro de 1965, no Twickenham Film Studios, em Londres, onde dublaram a música. O som do órgao foi acrescentado em estúdio como uma decisão posterior, e George Harrison sugeriu então mudar o bridge para o tempo de valsa. Os Beatles passaram quase 11 horas trabalhando nesta faixa, o que a tornou a mais longa sessão de estúdio até aquele ponto.
"Day Tripper" foi originalmente concebida para ser o single final dos Beatles de 1965. No entanto, "We Can Work It Out" foi considerada pelo grupo e Brian Epstein como a música mais comercial. John Lennon discordou e lutou para manter "Day Tripper" como a música principal. O resultado foi o single ser comercializado como o primeiro duplo lado A do mundo, lançado em 3 de dezembro de 1965 no Reino Unido e três dias depois nos EUA. Das duas músicas, "We Can Work It Out" foi solicitada com mais frequência pelos compradores de discos e também pelas estações de rádio. No Reino Unido, entrou no gráfico no número 1 cinco dias após seu lançamento, onde permaneceu por cinco semanas e vendeu mais de um milhão de cópias. "We Can Work It Out" foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Paul McCartney canta e toca baixo; John Lennon canta, toca violão e harmônio; George Harrison toca pandeiro e Ringo Starr toca bateria.
Em janeiro de 1991, Paul McCartney gravou ao vivo no London Limehouse o seu “Unplugged” para a MTV mesclando músicas dos Beatles, da carreira solo e diversos covers. A apresentação de Paul e sua banda foi realmente “desplugada” com microfones na frente dos violões a partir de uma ideia oferecida à MTV pelo próprio Paul. PAUL McCARTNEY – UNPLUGGED (The Official Bootleg) foi o primeiro álbum da série MTV Unplugged a ser produzido e comercializado – com edição mundial limitada a 500 mil cópias. Paul McCartney foi o primeiro de uma longa série de artistas a lançar um álbum desplugado. Aqui, a gente confere o belíssimo arranjo acústico de "We Can Work It Out". Valeu!

STEVE WONDER - WE CAN WORK IT OUT - DEMAIS!

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Em 1970, Stevie Wonder gravou uma cover de "We Can Work It Out" em seu álbum Signed, Sealed & Delivered, e a lançou como single em 1971. Esse single alcançou o número 13 na Billboard Hot 100. A versão de Wonder lhe rendeu sua quinta indicação ao Grammy em 1972, por Melhor Performance Vocal Masculina de R&B. Wonder tocou a música para Paul McCartney depois que este recebeu um Grammy Lifetime Achievement Award em 1990. Em 2010, depois que McCartney recebeu o Prêmio Gershwin pela Biblioteca do Congresso, Wonder novamente tocou seu arranjo de "We Can Work It Out" numa cerimônia da Casa Branca realizada em homenagem a McCartney. O Maravailha tocou pela terceira vez em janeiro de 2014, no 50º aniversário da aparição dos Beatles no The Ed Sullivan Show.

JOHN LENNON - JEALOUS GUY - SENSACIONAL! ✶✶✶✶✶

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"Jealous Guy", uma das mais belas canções de John Lennon, apareceu pela primeira vez como a quarta faixa do lado 1 do seu álbum IMAGINE, lançado em 9 de setembro de 1971.
A história da criação começa em Rishikeshi, na Índia, ainda em 1968. Depois que os Beatles assistiram a uma palestra do Maharishi Mahesh Yogi sobre um "son of the mother nature", as palavras de Maharishi inspiraram os dois, tanto Paul McCartney como John Lennon para escreverem canções sobre o mesmo assunto.

A música de McCartney "Mother Nature's Son" foi selecionada para o álbum branco, enquanto a canção de Lennon "Child of Nature" não foi. No entanto, ambas foram gravadas como demos na casa de George Harrison em Esher em maio de 1968. A demonstração contou com vocal de Lennon e uma guitarra acústica. Depois disso, Lennon continuou a tocá-la em algumas sessões. Eventualmente, a letra e o conceito foram demolidos e substituídos pelos versos de "Jealous Guy" que foi lançada somente em IMAGINE e durante a vida de Lennon, nunca foi lançada como single.
Inexplicavelmente, somente quase cinco anos após o assassinato de John Lennon, e quatro anos e meio depois do Roxy Music chegar ao o número um nas paradas em 1981, a gravação de "Jealous Guy" de Lennon, foi lançada pela Parlophone como single em novembro de 1985, tendo "Going Down on Love" do álbum Walls And Bridges como lado B - Não dá para entender mesmo! Esse single de John Lennon, alcançou o número 65 nas paradas do Reino Unido e nos Estados Unidos, chegou ao número 80 da Billboard Hot 100 em novembro de 1988, junto com o lançamento do filme Imagine: John Lennon.

John Lennon gravou as bases de "Jealous Guy" em 24 de maio de 1971 no Ascot Sound Studios, o estúdio de oito canais que instalou em sua mansão em Tittenhurst Park, onde seus vocais foram gravados em 29 de maio de 1971. Os músicos incluem Mike Pinder, do The Moody Blues, e Joey Molland e Tom Evans, do Badfinger. Da gravação participaram então: John Lennon que faz os vocais, toca violão e assobia; Nicky Hopkins: piano; Joey Molland: violão; Tom Evans: violão; John Barham: harmonium; Klaus Voormann: baixo; Jim Keltner: bateria; Alan White: vibrafone; Mike Pinder: pandeiro e The Flux Fiddlers: cordas. "Jealous Guy" é uma das músicas mais regravadas de John Lennon, com pelo menos 92 versões, sendo a mais conhecida a gravação do Roxy Music, que alcançou o número 1 em vários países três meses após a morte de John Lennon. Lou Reed gravou a música em 2001 e Joey Cocker gravou "Jealous Guy" em ritmo de reggae em 2004 para seu álbum Heart & Soul. Recentemente, o brasileiro Supla, surpreendeu com sua versão de "Jealous Guy". Quem quiser, confere aqui.


Após a morte de Lennon em 1980, a banda Roxy Music adicionou uma versão de "Jealous Guy" ao seu set durante uma turnê na Alemanha, que eles gravaram e lançaram em fevereiro de 1981. O single foi lançado pela Polydor com "To Turn You On" como o lado B. A música foi o único hit número 1 do Reino Unido para a Roxy Music, liderando as paradas por duas semanas em março de 1981. A cover da Roxy Music de "Jealous Guy" aparece em muitas coleções de Bryan Ferry / Roxy Music e coletâneas dos anos 80.

LANÇAMENTO! THE PRETENDERS - DIDN’T WANT TO BE THIS LONELY*****

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O novo álbum do The Pretenders deveria ter sido lançado em maio, mas a pandemia de COVID-19 jogou o lançamento de Hate for Sale, para 17 de julho.
O primeiro trabalho de estúdio da banda desde Alone, de 2016, já teve alguns singles revelados que foram recebidos muito bem pelos fãs, ao mostrar a sonoridade característica do grupo e um vocal impecável de Chrissie Hynde. Há poucos dias, o grupo disponibilizou mais uma amostra do seu novo trabalho com “Didn’t Want To Be This Lonely”, faixa que chega em formato de videoclipe produzido em quarentena, com cada integrante da banda entregando sua participação diretamente de sua casa. Arranjos simples, letra fácil e uma batida pra não deixar ninguém parado funcionam de forma incrível com o vocal de Hynde em mais uma boa demonstração de que vem aí mais um trabalho marcante dos Pretenders. Confira mais esta novidade aqui no Baú do Edu. Valeu!

JULIAN LENNON - 'SALTWATER' (1991) E 'DAY AFTER DAY' (1999) - SENSACIONAL! ✶✶✶✶✶

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Apesar de seus momentos de arte inspirada, o quarto álbum de Julian Lennon, Help Yourself, não encontrou público em 1991. Logo após seu lançamento, Lennon se separou da Atlantic e entrou em um período de reclusão. Quando ele voltou a gravar em 1998, de várias maneiras, bandas como Oasis e Blur deram a Lennon o sinal verde para retornar à música Beatlesca de seu bem recebido álbum de estreia, Valotte (1985), e é exatamente isso que ele faz em Photograph Smile, seu primeiro álbum em sete anos. Grande parte do disco é dedicada a baladas de piano semelhantes ao "Valotte", com alguns números de pop de guitarra lançados em boa medida. Não há muito alcance no álbum, mas toda a música é bem trabalhada e melódica - o tipo de música que receberia maiores elogios se não fosse feita pelo filho de um Beatle, logo de John Lennon.
Aqui, a gente confere outros dois grandes momentos de Julian Lennon: o primeiro é “Saltwater” do álbum “Help Yourself” (cheia de referências aos Beatles) com participação especialíssima de George Harrison tocando guitarra-slide e a segunda, a bonita “Day After Day” (cheia de referências ao seu pai) de Photograph Smile. Muito bom!

terça-feira, 9 de junho de 2020

THE BEATLES - “NÃO” AO RACISMO EM JACKSONVILLE EM 1964

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Há 56 anos, durante sua primeira turnê de verdade pela América do Norte, em setembro de 1964, Os Beatles se recusaram a fazer um show caso a plateia fosse segregada entre brancos e negros, obrigando o contratante a mudar seus planos racistas, tão comuns naquele período.
O show em questão aconteceu no estádio Gator Bowl, em Jacksonville, Flórida, Estados Unidos, no dia 11 de setembro de 1964. Os Beatles já haviam tocado no país em fevereiro, mas apenas em algumas poucas cidades durante sua primeira viagem à América. Antes de 1964, as turnês ficavam restritas à Europa. Nesta segunda passagem pelos Estados Unidos, que também contemplou o Canadá, foram dezenas de shows. O rock and roll de Elvis Presley, Chuck Berry e Little Richard já havia quebrado a regra racista de plateias segregadas em diversos locais, mas em Jacksonville, os shows ainda aconteciam com separação de público. Aquela escrita se quebrou com os Beatles. Eles se recusaram a subir no palco até que o promotor do show garantisse que não haveria segregação racial na plateia. A exigência foi atendida. Na época, John Lennon disse: "Nunca tocamos para públicos segregados e não vamos começar a fazer isso agora. Prefiro perder o dinheiro do show a fazer isso".
A situação foi relembrada por Paul McCartney, em uma publicação também recente nas redes sociais, onde se manifesta sobre o assassinato de George Floyd por um policial branco nos Estados Unidos. A morte de Floyd motivou uma série de protestos, não só no país, como em todo o mundo.
"Em 1964, os Beatles tocariam em Jacksonville, nos Estados Unidos, e descobrimos que o show seria feito para uma plateia segregada. Parecia errado. Falamos: 'não vamos fazer isso!'. E o show que fizemos foi o primeiro de Jacksonville sem plateia segregada. Então, passamos a garantir que essa exigência estivesse em todos os contratos de shows. Para nós, parecia bom senso", afirmou.
Fazia sentido, mesmo em um período onde o racismo era "normal". A influência da música negra no trabalho dos Beatles é imensurável e reconhecida por eles próprios. Não à toa, canções de artistas negros, como “Long Tall Sally” (Little Richard), “Twist and Shout” (The Top Notes), “Roll Over Beethoven” (Chuck Berry) e “Boys” (The Shirelles) eram tocadas pela banda na época e naquele show. Além das quatro covers, os Beatles tocaram várias músicas do álbum A Hard Day's Night – “Can't Buy Me Love”, “If I Fell” e a faixa-título, bem como materiais de outros períodos, como “I Want to Hold Your Hand” e “All My Loving”. Não existem filmagens desse show, já que a banda (Brian Epstein) também exigiu que equipamentos de rádio e TV, como gravadoras e câmeras, não fossem utilizados durante o show. O motivo, segundo eles, é que esses veículos acabariam captando o material para venda posterior sem pagar os devidos direitos autorais.
O show também foi notável porque foi realizado no dia seguinte a passagem do furacão Dora, atingido St. Augustine e Jacksonville. A maior parte de Jacksonville ficou sem eletricidade e a energia não foi restaurada por vários dias.

Apesar do furacão, 23.000 fãs compareceram, pagando US $ 4 e US $ 5 pelos ingressos. Durante o show, a bateria de Ringo Starr teve de ser atarrachada no palco por causa dos ventos de 80 km/h.

O que disse Paul McCartney: "Enquanto assistimos os protestos e manifestações em todo o mundo, sei que muitos de nós queremos saber exatamente o que podemos fazer para ajudar. Ninguém tem todas as respostas e não há solução rápida, mas precisamos mudar. Todos nós precisamos trabalhar juntos para de alguma forma superar o racismo. Precisamos aprender mais, ouvir mais, conversar mais, nos educar e, acima de tudo, agir. Em 1964, os Beatles iam tocar em Jacksonville nos EUA e descobrimos que seria para um público segregado. Parecia errado. Dissemos: 'Não vamos fazer isso!' E o show que fizemos foi para o primeiro público não segregado. Nos asseguramos que estaria em nosso contrato. Para nós, parecia senso comum. Sinto-me enjoado e com raiva por estarmos aqui quase 60 anos depois, e o mundo está chocado com as cenas horríveis do assassinato sem sentido de George Floyd pelas mãos do racismo policial, junto com os inúmeros outros que vieram antes. Todos nós aqui apoiamos e apoiamos todos aqueles que estão protestando e levantando suas vozes neste momento. Quero justiça para a família de George Floyd, quero justiça para todos aqueles que morreram e sofreram. Não dizer nada não é uma opção".

segunda-feira, 8 de junho de 2020

PAUL McCARTNEY, STEVIE WONDER E O MEGASUCESSO EBONY AND IVORY

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Depois dos vergonhosos acontecimentos que chocaram o mundo ocorridos na semana passada, não haveria momento mais oportuno e adequado para a gente relembrar o megasucesso anti-racista "Ebony and Ivory" de Paul McCartney, gravada por ele e Stevie Wonder em 1982, há 38 anos.
No dia 29 de março 1982, foi lançado o single "Ebony and Ivory" canção de Paul McCartney realizada com Stevie Wonder que foi direto para nº 1. A música fala sobre a relação entre o ébano (preto) e o marfim (branco) teclas de piano, mas também tem a ver com a integração e harmonia racial de maneira mais profunda. O título foi inspirado por McCartney ouvindo Spike Milligan dizer "notas pretas, notas brancas, e você precisa tocar as duas para conseguir harmonia". "Ebony and Ivory" está no álbum Tug of War e invadiu as paradas de sucesso de todo o mundo em 1982. Embora escrita por McCartney sozinho, foi realizada ao vivo no estúdio junto com Stevie Wonder, porém devido aos conflitos de horário de trabalho, ambos gravaram suas partes no vídeo musical separadamente. Depois de ter completado a letra, Paul chamou Stevie Wonder para gravarem juntos em Motserrat. As sessões que produziram a faixa foram as mais longas de Tug Of War, acontecendo em diversas etapas entre fevereiro e dezembro de 1981. "Ebony and Ivory" ficou durante sete semanas na primeira posição da Billboard Hot 100, e foi o quarto maior hit de 1982. Para McCartney, a canção atingiu o topo dos gráficos de qualquer obra sua pós-Beatles, para Wonder, um sucesso comercial sem precedentes. "Ebony and Ivory" passou ainda cinco semanas acima do "Adult contemporary chart". 28 anos depois da música ter sido lançada, Paul McCartney e Stevie Wonder finalmente a interpretaram juntos em um show na Casa Branca em frente a uma plateia, na qual estão presentes diversas personalidades como o presidente Obama, fã incondicional do velho Macca.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

THE BEATLES - O GRANDE FINAL DE A HARD DAY'S NIGHT - FABULOUS✶✶✶✶✶✶✶✶✶

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O ano é 1964 e a Beatlemania está no seu auge. Os Beatles estreiam no cinema com a descontraída comédia musical em preto e branco dirigida por Richard Lester - A Hard Day’s Night, que traz os quatro garotos de Liverpool no papel deles mesmos. Sucesso absoluto de público e de crítica, o filme foi um dos marcos da carreira dos Beatles e do próprio Lester. E como todo grande filme precisa ter um grande final, nada mais sensacional que os próprios Beatles no show que encerra o filme no teatro Scala de Londres, para uma plateia de 350 fãs figurantes enlouquecidos (o compositor Phil Collins, então com 13 anos, era um deles). Os Beatles tocam “Tell Me Why”, If I Fell”, “I Should Have Know Better” e terminam com "She Loves You". Enquanto os fãs choram e se descabelam ao vê-los e ouvi-los, a letra não nos deixa esquecer que, com um amor como esse, você tem mais é que ser feliz. Yeah, Yeah, Yeah!

terça-feira, 2 de junho de 2020

THE BEATLES - A TASTE OF HONEY - SENSACIONAL!✶✶✶

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"A Taste of Honey" era uma das músicas favoritas de Paul McCartney. Foi composta por Bobby Scott e Ric Marlow. Era originalmente uma faixa instrumental feita para a versão de 1960 da Broadway da peça britânica de 1958 ‘A Taste of Honey’ (que também foi transformada no filme de mesmo nome em 1961).

Tanto a gravação original quanto a posterior de Herb Alpert, em 1965, renderam à música quatro prêmios Grammy. Uma versão vocal da música - gravada pela primeira vez por Billy Dee Williams (e lançada em 1961 pela gravadora Prestige) e depois gravada com muito sucesso por Lenny Welch no verão de 1962 - também foi gravada pelos Beatles em seu primeiro álbum em 1963. Barbra Streisand tocou a música como parte de seu show de cabaré em 1962, e a gravou em janeiro de 1963 para seu álbum de estreia The Barbra Streisand Album na Columbia, que ganhou um Grammy de Álbum do Ano (1963).
Lenny Welch gravou uma versão vocal inicial no início de 1962. Foi lançada como single em setembro de 1962 pela gravadora Cadence Records e incluída em seu álbum Since I Fell for You. Esta versão também credita Lee Morris como compositor, mas não se sabe se foi ele quem fez a letra. Esse crédito não aparece em nenhum cover da música, com apenas Marlow/Scott creditado.

Era uma versão da adaptação de Lenny Welch de "A Taste of Honey" que os Beatles tocavam como parte de seu repertório em Hamburgo, mudando levemente a letra do refrão. Uma gravação dessa época foi lançada em 1977 no álbum “The Beatles Live! At the Star-Club, Hamburg, Germany; 1962”. 
"A Taste Of Honey era um dos meus grandes números em Hamburgo - um pouco de balada. Era diferente, mas costumava ser muito solicitada. Cantamos harmonias estreitas nos pequenos microfones de eco e fizemos um bom trabalho. Na verdade, costumava parecer muito bom”. Diz Paul McCartney no livro “Anthology”.
Como uma versão instrumental de Acker Bilk era popular no Reino Unido na época, "A Taste of Honey" foi escolhida para ser gravada para o primeiro álbum da banda em 1963, Please Please Me. Nos EUA, essa música apareceu pela primeira vez no álbum Vee-Jay Records, “Introducing... The Beatles”. Eles também tocaram "A Taste of Honey" sete vezes para os programas de rádio da BBC, incluindo Here We Go, Side by Side e Easy Beat. Em 1967, "A Taste of Honey" teria sido a inspiração de Paul McCartney para "Your Mother Should Know". Os Beatles gravaram "A Taste of Honey" em 11 de fevereiro de 1963, nos estúdios da EMI em Abbey Road, o dia em que 10 músicas foram gravadas para o álbum Please Please Me. "A Taste of Honey" foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. O álbum Please Please Me foi lançado em 22 de março de 1963. 
"A Taste of Honey" foi a primeira música gravada durante a sessão da tarde. Eles gravaram cinco tomadas e - após a gravação de ”Do You Want To Know a Secret”, Paul McCartney fez uma dupla faixa de seus vocais principais, a única instância desse tipo no álbum. As mixagens mono e estéreo foram feitas no dia 25 de fevereiro, sem a presença dos Beatles no estúdio. No álbum, enquanto a serenidade da música era do agrado de McCartney (as semelhanças com 'Besame Mucho' e 'Till There Was You' não são coincidências), seu tom sentimental parecia meio deslocado em relação a energia bruta evidente em músicas como "Twist And Shout" e "I Saw Her Standing There”. No entanto, demonstrava a versatilidade dos Beatles como um grupo, algo que eles desejavam promover enquanto procuravam estabelecer uma identidade para si mesmos.

Na gravação, Os Beatles estão em seus instrumentos habituais: Paul McCartney canta e toca baixo; John Lennon faz backing vocals e toca guitarra; George Harrison também faz backing vocals e toca a guitarra principal e Ringo Starr toca bateria. "A Taste of Honey" é a 4ª música do lado 2 do LP (ou 12ª faixa do CD) Please Please Me (1963). Também aparece em The Beatles Live! At the Star-Club, Hamburg, Germany; 1962 (1977) e Live At The BBC (1994).

Para terminar, sempre estranhei o descaso e o desprezo que os americanos tiveram com os Beatles antes da explosão da Beatlemania. Os discos sempre foram adulterados e estuprados nos Estados Unidos até Rubber Soul. Na capa desse álbum que foi citado, "Introducing...The Beatles" - lançado somente nos EUA pela Vee-Jay Records - a foto dos Beatles foi impressa invertida e permaneceu assim ao longo dos anos. Por isso, na imagem do topo da postagem, apliquei a foto na posição correta. A belíssima ikustração da deliciosa moça com sabor de mel (lá em cima) é do grande e incomparável ALBERTO VARGAS (1896-1982).

GEORGE HARRISON - ANY ROAD - 2002✶✶✶✶✶

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"Any Road" é ​​uma música de George Harrison e é a faixa de abertura do seu álbum póstumo Brainwashed, lançado em 18 de novembro de 2002. Harrison começou a escrever a música em 1988, durante a criação de um vídeo para seu álbum Cloud Nine.

A única apresentação pública conhecida de "Any Road" por Harrison, foi em 1997, por sugestão de Sukanya Rajan, durante uma entrevista com Ravi Shankar, conduzida pela VH1 (foi a última apresentação filmada conhecida por Harrison). O refrão "Se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho o levará até lá" foi essencialmente uma paráfrase de um diálogo entre Alice e o gato de Cheshire no capítulo 6 das Aventuras de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll.
"Any Road" foi a última música de Harrison a ser lançada como single em 12 de maio de 2003 e chegou ao número 37 na parada do Reino Unido. Também foi nomeada no Grammy Awards de 2004 por Melhor Performance Vocal Pop Masculina, e também foi apresentada no álbum de compilação do Grammy Nominees 2004. Embora a música tenha perdido o prêmio para "Cry Me a River", de Justin Timberlake, "Marwa Blues" de Harrison (o lado B instrumental do single "Any Road") venceu na categoria de Melhor Performance Instrumental Pop. George Harrison faz o vocal principal, toca guitarra acústica, guitarra slide e banjolele; Jeff Lynne toca baixo, piano e faz vocal de apoio; Dhani Harrison toca guitarra elétrica e faz vocais de apoio e Jim Keltner toca bateria.
"Any Road" e "Marwa Blues" aparecem na coletânea de Harrison em 2009, Let It Roll: Songs of George Harrison.

PAUL McCARTNEY - TURNED OUT - NEW - 2013**********

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