domingo, 20 de junho de 2021

THE BEATLES ➤ GEORGE HARRISON ➤ LOVE YOU TO - SENSACIONAL!!!**********

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"Love You To" é a quarta faixa do álbum Revolver de 1966, dos Beatles. Sequenciada entre “I’m Only Sleeping” e “Here, There and Everywhere”. "Love You To" foi escrita e cantada por George Harrison e foi a primeira canção dos Beatles a refletir totalmente a influência da música clássica indiana. A gravação foi feita com participação mínima dos outros Beatles; em vez disso, Harrison criou a faixa com o tocador de tabla Anil Bhagwat e outros músicos indianos do Asian Music Circle em Londres.
"Love You To" é parcialmente uma canção de amor e desejo de Harrison por Pattie Boyd, ao mesmo tempo que incorpora conceitos filosóficos inspirados por sua experimentação com o LSD.

Em Rubber Soul de 1965, George Harrison iniciou os Beatles na música clássica indiana através do uso da cítara na canção de John Lennon "Norwegian Wood (This Bird Has Flown)", enquanto sua própria composição "If I Needed Someone" refletiu a influência do gênero em sua melodia. Ele posteriormente escreveu "Love You To" como uma forma de mostrar a cítara, e para apresentar a tabla, um par de tambores de mão indianos, pela primeira vez. O crítico musical Richie Unterberger descreve "Love You To" como a "primeira excursão total dos Beatles no raga rock, um gênero que o autor Nicholas Schaffner afirma ter sido lançado pelo uso da cítara de Harrison em "Norwegian Wood".

Harrison compôs o que se tornaria "Love You To" no início de 1966, enquanto os Beatles estavam desfrutando de um período incomumente longo sem compromissos profissionais. Ele usou o tempo disponível para explorar ainda mais seu interesse pela música indiana e pela cítara, que, notou a jornalista Maureen Cleave em um artigo contemporâneo, "deu um novo significado à sua vida".

Além da lua de mel em Barbados com sua jovem esposa, a modelo inglesa Pattie Boyd, as atividades de Harrison incluíam receber aulas de cítara de um músico indiano no Asian Music Circle (AMC) no norte de Londres, onde também compareceu a recitais de música, e fazer amor com Pattie o quanto pudesse.
A letra parece curta, talvez porque não há bem um refrão, alguns versos são repetidos no meio: “Make love all day long, make love singing songs” (Faça amor o dia todo, faça amor cantando músicas) – o que é uma boa ideia - e pode significar fazer amor enquanto se canta ou que cantar é fazer amor. “You don’t get time to hang a sign on me” (Você não tem tempo para pendurar uma plaquinha em mim), evoca uma imagem dos tempos de escola, em que pessoas empoladas, como professores ou ce-de-efes, tinham papéis pendurados nas costas que diziam: “Chute-me”. “Before i’m a dead old man" (Antes que eu ser um velho morto) é agora, infelizmente, um verso ainda mais triste do que parecia na época - já que George não viveu para ficar velho. O título provisório da música era "Granny Smith" — uma referência a um tipo de maçã — simplesmente porque George não conseguia pensar em nada melhor. Como as palavras "love you to" não aparecem na música, o título final é bem enigmático. Para o biógrafo Steve Turner, talvez "love me while you can" pudesse ter sido mais apropriado, uma vez que resume o que a canção diz.
"Love You To" foi a terceira faixa que os Beatles gravaram para Revolver, depois de "Tomorrow Never Knows" e "Got to Get You into My Life". A faixa básica foi gravada nos estúdios da EMI em Abbey Road bos dias 11 e 13de abril de 1966, produzida por Geoge Martin com Geoff Emerick como engenheiro. Harrison inicialmente cantou e tocou violão, acompanhado por Paul McCartney fazendo backing vocals. Ao final da primeira sessão daquele dia, três tomadas da música foram feitas, com Harrison introduzindo sua cítara na última. O trabalho foi retomado às 20h, com a participação de Anil Bhagwat, um tocador de tabla contratado. Contribuidores externos, também do AMC (Círculo Musical Asiático), incluíram músicos na tambura e cítara.
O crédito pela parte principal da cítara em "Love You To" tem sido tradicionalmente tema de debate entre os estudiosos. Enquanto uns dizem que, ao invés de Harrison, foi o sitarista do AMC que desempenhou este papel, outros apontam para a diligência obstinada de Harrison em dominar o instrumento, como bem como seu estudo por meio de aulas particulares, proximidade com músicos talentosos e escuta atenta de discos pertinentes. Em seu diário de gravação dos Beatles, The Complete Beatles Recording Sessions, Mark Lewisohn afirma: "George tocava a cítara, um músico externo, Anil Bhagwat, foi recrutado para tocar tabla". O musicólogo Walter Everett também identifica Harrison como o principal tocador de cítara na gravação, assim como Peter Lavezzoli, autor de The Dawn of Indian Music in the West. Falando ao autor Steve Turner, Anil Bhagwat rejeitou a ideia de que o citarista não era Harrison, dizendo: "Posso dizer aqui e agora - 100 por cento era George na cítara o tempo todo". Assim, de acordo com Kenneth Womack e Ian MacDonald, participaram da gravação: George Harrison - vocal principal e de apoio, violão, cítara e guitarras; Paul McCartney - vocal de apoio e baixo; Ringo Starr – pandeiro; Músicos adicionais: Anil Bhagwat - tabla; Músicos anônimos do Círculo Musical Asiático – cítara e tambura. Além de Revolver, "Love You To" aparece também em Yellow Submarine Songtrack.

THE BLACKBIRDS & CALCUTTA TRIO - LOVE YOU TO

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KATE TAYLOR - GOOD DAY SUNSHINE

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Os remakes dos Beatles têm acontecido por décadas, mas a versão de Kate Taylor de "Good Day Sunshine" tenta mostrar uma nova forma de mais outra revisita da obra de Lennon e McCartney.

Kate Taylor, a irmã mais nova de James, chamou a atenção para o mundo em 1971 com seu álbum de estreia repleto de estrelas, Sister Kate. Nas cinco décadas seguintes, Taylor adotou uma abordagem discreta em sua carreira, gravando e fazendo turnês de forma intermitente e optando principalmente pela vida familiar em Massachusetts.
No ano passado, Taylor se reuniu com o produtor Peter Asher (aquele da dupla Peter and Gordon) e alguns dos músicos que trabalharam em Sister Kate para gravar outro álbum de originais e covers, com o 50º aniversário de Sister Kate em mente. De acordo com Asher, sua versão deep-groove de "Good Day Sunshine" do Revolver foi inspirada por um remake de 1967 da canção do obscuro cantor de soul Ray Redmond. A vibração ensolarada da música, que inclui Taylor exclamando "Bom dia, mundo!" perto de seu início, também não poderia ser num momento mais apropriado. "Good Day Sunshine", dos Beatles, faz parte do álbum Why Wait!, com lançamento previsto para 6 de agosto.

JOHN LENNON - SLIPPIN' AND SLIDIN’ - Salute To Sir Lew Grade - 1975

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sexta-feira, 18 de junho de 2021

HAPPY BIRTHDAY PAUL McCARTNEY - 79 ANOS 😃😄😀

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Sir James Paul McCartney, nascido em 18 de junho de 1942, há 79 anos, é cantor, compositor, músico e produtor de discos e filmes que ultrapassou todas as fronteiras da fama mundial como co-vocalista, baixista e compositor da metade das músicas dos Beatles. Sua parceria de composição com John Lennon continua sendo a mais bem-sucedida da história. Depois que o grupo se separou em 1970, ele seguiu carreira solo e formou a banda Wings com sua primeira esposa, Linda e Denny Laine.
Músico autodidata, Paul é proficiente no baixo, guitarra, teclado e bateria. Ele é conhecido por sua abordagem melódica ao tocar baixo (principalmente tocando com uma palheta), sua gama vocal versátil e ampla de tenor (abrangendo mais de quatro oitavas) e seu ecletismo (explorando estilos que vão do pré-rock and roll pop ao clássico e eletrônica). Paul começou sua carreira como membro dos Quarrymen em 1957, que evoluiu para os Beatles em 1960. Suas canções dos Beatles "And I Love Her" (1964), "Yesterday" (1965), "Eleanor Rigby" (1966) e "Blackbird" (1968) estão entre as canções mais tocadas da história.
Em 1970, Paul estreou como artista solo com o álbum McCartney. Ao longo da década de 1970, ele liderou o Wings, uma das bandas de maior sucesso da década, com mais de uma dezena de singles e álbuns no top 10 internacional. Paul retomou sua carreira solo em 1980 com o álbum McCartney II. Desde 1989, ele tem feito turnês consistentes como artista solo. Em 1993, formou a dupla musical Fireman with Youth. Além da música, ele participou de projetos de promoção de instituições de caridade internacionais relacionadas a temas como direitos dos animais, caça às focas, minas terrestres, vegetarianismo, pobreza e educação musical.

Paul McCartney é um dos compositores e intérpretes de maior sucesso de todos os tempos. Ele escreveu ou co-escreveu 32 canções que chegaram ao topo da Billboard Hot 100 e, em 2009, vendeu 25,5 milhões de unidades certificadas pela RIAA nos Estados Unidos. Suas homenagens incluem duas induções ao Rock and Roll Hall of Fame (como membro dos Beatles em 1988 e como artista solo em 1999), 18 prêmios Grammy, uma nomeação como membro da Ordem do Império Britânico em 1965, e um título de cavaleiro em 1997 por serviços prestados à música. Em 2021, ele é o músico britânico mais rico. Acumula uma fortuna de 820 milhões de libras, o que corresponde a R$ 6,1 bilhões na cotação atual e em transação direta - o patrimônio dele aumentou em 20 milhões de libras, ou R$ 151 milhões, ao longo dos últimos 12 meses.

Aos 79 anos de idade, 60 anos de carreira e ultraexposição, Paul McCartney continua sendo uma esfinge à espera de quem a decifre. Roqueiro de origem, ele flerta com o vaudeville, compôs algumas das mais marcantes baladas da história e ainda tem fôlego para experiências sonoras radicais e para compor peças eruditas. Na vida pessoal, Paul era tido como o bonitinho entre os Beatles, mas sabe-se que nunca foi uma flor: foi pego por porte de drogas, acusado de agredir a ex-mulher e de ser um patrão intragável. Ainda assim, mantém a reputação intacta. Podia estar recolhido, contando histórias aos netos em volta da lareira e tomando chá. Mas não. Como músico, é autor de algumas das mais inspiradas linhas de contrabaixo já ouvidas no rock. Como compositor, gosta de surpreender sobrepondo melodias e explorando novas soluções harmônicas. Como produtor musical, busca sonoridades inusitadas e provocantes. Além de tudo, é um parceiro generoso, buscando cumplicidade em nomes tão díspares quanto Stevie Wonder e Youth (do Killing Joke), ou Elvis Costello e Tony Bennett. E vem provando que é um sobrevivente e muito mais do que isso. Paul McCartney chega aos 79 anos em plena atividade. Consagrado como o maior compositor do século XX e o maior artista vivo do planeta, ele continua mostrando ao mundo, como o sonho ainda pode ser possível. Mais que isso: a sua idade, quem você é, e quanto tempo vai viver aqui, é você quem faz. E hoje, em pleno 2021, o mundo ainda precisa, e muito, de Paul McCartney. Feliz aniversário, Paul. Que venham os 80 anos, os 90 a ainda muitos, muitos outros. Você merece. Muito obrigado por existir! Amém.

PAUL MCCARTNEY LIVE IN RIO 1990 FULL CONCERT******

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PAUL McCARTNEY & WINGS - GETTING CLOSER - SENSACIONAL!

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O BARRACO DE JOHN LENNON NO ANIVERSÁRIO DE 21 ANOS DE PAUL

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Há 58 anos, na festa de aniversário de 21 anos de Paul McCartney, em 18 de junho de 1963, uma tenda foi montada no jardim da casa da Tia Jin, em Dinas Lane, n. 147, em Huyton. Como festa boa é a que tem barraco, bebidas pra cá, bebidas pra lá, um velho conhecido dos Beatles, Bob Wooler, que era DJ do Cavern Club e apresentou os Beatles a Brian Epstein, fez comentários maldosos sobre a recente viagem de John e Brian Epstein à Espanha.

John Lennon, que estava bêbado e agressivo, avançou sobre Bob Wooler e o socou e chutou várias vezes. "Ele me chamou de bicha e, então acertei suas costelas", declarou John. Depois de bater em Bob Wooler, John também agrediu uma mulher que estava próxima a eles. Quando Billy J. Kramer tentou intervir, John gritou: "você é um nada, Kramer, e nós estamos no topo!". Brian Epstein levou Bob Wooler para o hospital para tratar de seu olho e verificar quantas costelas foram quebradas. John comentou: "A primeira cobertura nacional dos Beatles foi a surra que dei em Bob Wooler durante a festa de aniversário de Paul, pois ele havia insinuado que eu era homossexual, por isso bati nele daquela forma. É difícil entender o que aconteceu. Estava muito bêbado e o espanquei. Poderia realmente ter matado alguém e isso me assustou... o incidente saiu na última página do Daily Mirror". Dois dias depois, no dia 20, obedecendo a ordens de Brian Epstein, John envia um telegrama para Bob Wooler que dizia: "Desculpe-me, Bob. Fiquei extremamente chocado com o que fiz. Que mais posso dizer?". Bob Wooler trabalhou no Cavern até 1966 e morreu em 2002 aos 82 anos.

Sobre esse estranho e curioso episódio, com a exclusividade de sempre, a gente confere agora pela primeira vez, um pequeno trecho do livro "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin.
As garrafas vazias se empilhavam perto dos bares, as conversas ficavam mais altas, os risos mais escandalosos. Bob Wooler, DJ do Cavern Club, com o copo na mão, virou-se para John e soltou uma farpa sobre sua recente viagem para a Espanha com Brian Epstein. “Ora, não foi uma piada”, diz o advogado Rex Makin com um risinho. “Foi uma insinuação. Bob era gay. Certamente, foi uma insinuação." Talvez Wooler estivesse bêbado. Sem dúvida, ele não podia imaginar que John também estivesse bêbado, ou que ele se tornava violento quando bebia. John deu um soco no olho de Wooler com tanta for­ça que o jogou no chão, e, a seguir, começou a chutá-lo e a quebrar suas costelas com o bico rígido das botas beatle que usava. O alto e corpulento Billy J. Kramer saltou para empurrar o pálido e berrante John para longe do arquejante e agachado DJ, e então Brian Epstein chegou para ajudar a levantar Wooler do chão e levá-lo para o hospi­tal. Mas John continuava bêbado e, ao que parece, ainda mais belige­rante, e assim que viu uma mulher atraente conversando com alguns membros dos Fourmost se atirou sobre ela e agarrou os seus peitos. Ela o esbofeteou e, num piscar de olhos, John também a golpeou e estava prestes a chutá-la quando Billy Hatton (do Fourmost) intercedeu e o empurrou. Por um instante, as coisas pareceram sair de controle. Hatton, que era musculoso e superava John em altura e peso, levantou o punho para trás. "Eu estava prestes a refazer a cara dele", afirmou. Em segundos, sentiu a mão em seu ombro e ouviu uma voz que lhe disse: “Se você bater nele, os Fourmost estão acabados. E vocês, rapazes, não merecem isso”.
"Depois disso, a festa arrefeceu um pouco”, recorda-se Hatton. "Não se estragou por completo, mas perdeu o brilho”. Não para o convidado de honra, porém, que apenas fingiu não per­ceber que algo não ia bem. "Paul simplesmente ignorou tudo aquilo”, diz Hatton. “Ele não se sentiu afetado de forma alguma".

THE BEATLES - SHE'S LEAVING HOME - A HISTÓRIA DE MELANIE COE

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No dia 17 de fevereiro de 1967, o Daily Mail publicou uma notícia sobre uma jovem que havia fugido de casa e seus pais que se mostraram muito contrariados. Paul McCartney viu o jornal nesse dia e achou que a história da menina fujona era um ótimo tema. E assim, ele criou a melodia e grande parte da letra que narra os passos da jovem que abandonava a casa dos pais. Quando mostrou para John Lennon, ele completou com o refrão simbolizando os pais da menina e idealizou o modo como ele deveria ser cantado: como um lamento. O coro da canção contraposto ao refrão cantado por John - com duplicação de voz (overdub) - cria um efeito mágico e impressionante. A gravação teve início no dia 17 de março de 1967 com seis tomadas, só participando a orquestra de cordas. O take 1 foi considerado o melhor. No dia 20 foram gravadas as vozes, o coro e o refrão. Nenhum dos Beatles tocou qualquer instrumento. Só as vozes de Paul McCartney e John Lennon. E a orquestra. A ideia de utilizá-la foi de Paul. Com a música na cabeça, ele pediu para George Martin, o produtor do disco em gestação e arranjador oficial dos Beatles que fizesse o arranjo. Sempre disponível em outras ocasiões, desta vez ele estava envolvido em outro trabalho já que era um produtor independente e não trabalhava só para os estúdios Abbey Road. Não tendo paciência de esperar uns dias a mais, McCartney procurou outro profissional a quem passou a tarefa de criar um arranjo para sua melodia. Este arranjador foi Mike Leander. George Martin ficou magoado pela impaciência de McCartney, mas mesmo assim foi ele quem coordenou a orquestra e realizou a gravação com ela. O nome da menina era, e ainda é Melanie Coe.

Melanie era a adolescente londrina de 17 anos que tinha sumido de casa fazia mais de uma semana. O pai, aflito, foi citado ao afirmar: "Não consigo imaginar por que ela fugiria. Ela tem tudo aqui". Adolescentes fugindo de casa eram o assunto do momento em 1967. Como parte da criação de uma sociedade alternativa, o guru da contracultura Timothy Leary incitou seus seguidores a "desertarem", abandonarem a escolarização e o emprego formal. Como resultado, torrentes de jovens foram na direção de São Francisco, centro do Flower Power. O FBI anunciou 90 mil fugitivos naquele ano — um recorde. Com apenas a matéria de jornal para se basear, Paul escreveu uma música comovente sobre uma jovem fugindo de uma casa claustrofobicamente respeitável em busca de diversão e romance nos agitados anos 60. O que ele não sabia na época era o grau de exatidão dessa especulação. Ele também não fazia ideia de que tinha conhecido a garota em questão apenas três anos antes.

A fugitiva da história, Melanie Coe, era filha de John e Elsie Coe, que viviam em Stamford Hill, norte de Londres. As únicas diferenças entre a história dela e a cantada na música são que ela conheceu um homem em um cassino, em vez de "na loja de carros", e que ela saiu de casa de tarde, enquanto os pais estavam no trabalho, em vez de pela manhã enquanto dormiam. "O impressionante sobre a música era quanto ele acertou sobre a minha vida", diz Melanie. "Falava dos pais dizendo 'we gave her everything money could buy', o que era verdade no meu caso. Eu tinha dois anéis de diamante, um casaco de pele, roupas de seda e cashmere feitas à mão e até um carro. Depois, havia um verso que falava 'after living alone for so many years', o que realmente me tocou porque eu era filha única e sempre me senti sozinha. Nunca tive diálogo com nenhum dos meus pais. Era uma batalha constante. Eu saí porque não conseguia mais encará-los. Ouvi a música quando foi lançada e pensei que era sobre alguém como eu, mas nunca sonhei que na verdade fosse sobre mim. Eu me lembro de pensar que não tinha fugido com um homem do mercado de automóveis, então não podia ser eu! Eu devia estar na casa dos vinte quando minha mãe disse ter visto Paul na televisão, e ele tinha dito que a música era sobre uma matéria de jornal. Foi quan­do comecei a dizer aos meus amigos que era sobre mim". O caso de Melanie é exemplar do conflito de gerações do fim da década de 1960. Melanie desejava uma liberdade da qual tinha ouvido falar, mas que não tinha encontrado em casa. O pai dela, um executi­vo de sucesso, e a mãe, cabeleireira, tinham um casamento insosso e frágil. Eles não tinham religião, e as coisas mais importantes da vida eram respeitabilidade, asseio e dinheiro. "Minha mãe não gostava de nenhum dos meus amigos. Eu não podia levar ninguém para casa. Ela não gostava que eu saísse. Eu queria atuar, mas ela não me deixou ir para a escola de teatro. Ela queria que eu fosse dentista. Ela não gos­tava de como eu me vestia. Ela não queria que eu fizesse nada que eu queria. Meu pai era fraco. Ele acatava qualquer coisa que minha mãe dissesse, mesmo que discordasse", diz a fujona. Foi através da música que a garota encontrou consolo. Aos 13 anos, ela começou a frequentar os clubes do West End de Londres e, quan­do o lendário programa de televisão ao vivo Ready Steady Go! começou, no fim de 1963, ela se tornou uma dançarina regular nele. Os pais dela muitas vezes vasculhavam os clubes e a arrastavam de volta para casa. Se chegasse tarde, apanhava. "Quando saía, podia ser eu mesma. Aliás, nos clubes eu era encorajada a ser eu mesma e a me divertir. Dançar era a minha paixão. Eu era louca pela música da época e mal podia esperar até que o próximo single saísse. Quando a música diz 'Something was denied', esse algo sou eu. Eu não podia ser eu. Eu estava procurando diversão e carinho. Minha mãe não era nada carinhosa. Ela nunca me beijava".
Em 4 de outubro de 1963, Melanie ganhou um concurso de mímica no Ready Steady Go! Por coincidência, era a primeira vez que os Beatles estavam no programa, e ela recebeu o prêmio das mãos de Paul McCartney. Cada um dos Beatles deu a ela uma mensagem autografada. "Passei o dia nos estúdios ensaiando, então estive perto dos Beatles a maior par­te do tempo. Paul não estava a fim de muito papo, e John parecia distante, mas passei um tempo conversando com George e Ringo", ela conta. Sair de casa levou Melanie aos braços de David, um cara que conheceu em um clube. Eles alugaram um apartamento em Sussex Gardens, e enquanto davam um passeio uma tarde viram a foto dela na primeira página de um jornal vesper­tino. "Voltei imediatamente para o apartamento e coloquei óculos escuros e um chapéu", ela conta. "A partir daquele momento, vivi com pavor de ser encontrada. Eles conseguiram me achar depois de uns dez dias, porque acho que deixei escapar onde meu namorado trabalhava. Falaram com o chefe dele, que me persuadiu a ligar para eles. Quando eles ligaram para ir me ver, me enfiaram na parte de trás do carro e me levaram para casa".

Para fugir dos pais, Melanie se casou aos 18 anos. O casamento não durou muito mais do que um ano, e, por volta dos 21, ela tinha se mudado para os EUA para viver em um ashram e tentar trabalhar como atriz. Hoje Melanie Coe vive na Espanha com dois filhos e o namorado. Ela compra e vende jóias de Hollywood dos anos dourados. "Se eu fosse viver minha vida de novo, não escolheria fazer tudo igual. O que eu fiz foi muito perigoso, mas tive sorte. Acho que é bom ser imortalizada em uma música dos Beatles, mas teria sido ainda melhor se tivesse sido por ter feito alguma coisa, em vez de por ter fugido de casa", ela encerra.

"She's Leaving Home" foi lançada no álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band de 1967. É a sexta música do lado 1. Dura 3’35” e é conhecida por ser uma das mais belas canções dos Beatles, que, como foi dito, não tocam nenhum instrumento. Paul McCartney canta o vocal principal, amparado por John Lennon. George Harrison e Ringo Starr, não participaram. Os músicos da orquestra foram: Erich Gruenberg, Derek Jacobs, Trevor Williams, José Luis Garcia: violinos; John Underwood, Stephen Shingles: violas; Dennis Vigay, Alan Dalziel: violoncelos; Gordon Pearce: contrabaixos e Sheila Bromberg: harpa, a primeira mulher a tocar em uma música dos Beatles.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

THE BEATLES - HERE,THERE AND EVERYWHERE - SENSACIONAL!

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Em meados de 1966, com as coisas começando a melhorar no romance com Jane Asher, Paul McCartney escreveu aquela que é considerada sua melhor canção de amor. Tanto John Lennon, quanto ele próprio, declararam tratar-se de uma de suas canções favoritas dos Beatles. Anos depois, McCartney voltaria novamente ao estúdio para regravá-la para ser usada no filme "Give My Regards To Broad Street", novamente com produção e supervisão de George Martin. Os Beatles gravaram "Here, There and Everywhere" em junho de 1966, no final das sessões de Revolver. Em 2000, a revista Mojo a classificou em 4º lugar na lista das melhores canções de todos os tempos.
Ao discutir sua canção "Here, There and Everywhere", Paul McCartney citou frequentemente "God Only Knows", de Brian Wilson, como sua principal fonte de inspiração. Em 1990, McCartney disse que era "apenas a introdução influenciada pelos Beach Boys", referindo-se às harmonias que ele e Lennon criaram para as linhas de abertura de "Here, There and Everywhere". Ainda acrescentou que, com esse estilo de introdução, eles queriam capturar a ideia "antiquada" de um preâmbulo para a música. McCartney começou a escrever "Here, There and Everywhere" na casa de Lennon em Weybridge, no início de junho, enquanto esperava Lennon acordar. As harmonias foram executadas por Paul McCartney, John Lennon e George Harrison, e foram arranjadas por George Martin, que foi um tanto modesto sobre sua contribuição: "As harmonias são muito simples, apenas tríades básicas que os meninos cantavam atrás e achavam muito fácil de fazer. Não há nada muito inteligente, nenhum contraponto, apenas harmonias em bloco móveis. Muito simples de fazer... mas muito eficaz".

Com o desejo de se impor um desafio estrutural, McCartney construiu cada verso em torno dos três advérbios do título: "aqui", "lá" e "todo lugar". Quando a gravou, imaginou a voz etérea de Marianne Faithfull. O autor Kenneth Womack descreve "Here, There and Everywhere" como uma balada romântica "sobre viver no aqui e agora" e "experimentar plenamente o momento consciente".

"Here, There and Everywhere" foi gravada pelos Beatles nos dias 14 , 16 e 17 de junho de 1966, em Abbey Road, produzidos por George Martin, que teve Geoff Emerick como engenheiro. Paul McCartney faz os vocais principais dobrados, toca guitarra rítmica, baixo e estalo de dedos; John Lennon faz vocais de apoio e estalo de dedos; George Harrison toca a guitarra principal, faz vocais de apoio e estalo de dedos; e Ringo Starr toca bateria e estalo de dedos. "Here, There and Everywhere" foi lançada em agosto de 1966 como a quinta faixa do Revolver, sequenciada entre "Love You To" de estilo indiano de Harrison e a canção infantil "Yellow Submarine". Escrevendo sobre seu posicionamento na ordem do disco, o crítico musical Tim Riley disse que "Here, There and Everywhere" domestica os "erotismos" de 'Love You To' e elogia a composição como a música mais perfeita que McCartney já havia escrito. Menos impressionado, Ian MacDonald admirou a "engenhosidade da música", mas concluiu que "apesar de todo o seu charme de foco suave, o efeito geral da música é dolorido e enjoativo". Em seu capítulo sobre Revolver no livro The Album, James Perone descreve "Here, There and Everywhere" como uma "balada de amor de meados dos anos 1960 que poderia entrar no set list de bandas em um baile de formatura" e uma faixa que para alguns ouvintes parece "melosa e piegas".

ORQUESTRA OURO PRETO - HERE, THERE AND EVERYWHERE ✰✰✰✰✰

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SALVADOR DALI, DE LÁ E DE TODO LUGAR - "DESTINO"

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Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu em 11 de maio de 1904, na cidade espanhola de Figueres (Catalunha). Ele foi um importante pintor espanhol, conhecido pelo seu trabalho surrealista.

A pintura de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres do classicismo. O seu trabalho mais conhecido, A Persistência da Memória, foi concluído em 1931. Salvador Dalí teve também trabalhos artísticos no cinema, escultura, e fotografia. Colaborou com a Walt Disney no curta de animação "Destino", lançado postumamente em 2003 e, ao lado de Alfred Hitchcock, no filme Spellbound. Também foi autor de poemas dentro da mesma linha surrealista.

Desde a infância, Dalí demonstrou interesse pelas artes plásticas. Em 1921, entrou para a Escola de Belas Artes de São Fernando, em Madri. Porém, em 1926, foi expulso da instituição, pois afirmava que ninguém era suficientemente competente para o avaliar. Dalí insistiu em sua "linhagem árabe", alegando que os seus antepassados eram descendentes de mouros que ocuparam o sul da Espanha por quase 800 anos (711 a 1492), e atribui a isso o seu amor de tudo o que é excessivo e dourado, sua paixão pelo luxo e seu amor oriental por roupas. Tinha uma reconhecida tendência a atitudes e realizações extravagantes destinadas a chamar a atenção, o que por vezes aborrecia aqueles que apreciavam a sua arte, ao mesmo tempo que incomodava os seus críticos, já que sua forma de estar teatral e excêntrica tendia a eclipsar o seu trabalho artístico.
Nesta época, conviveu com vários cineastas, artistas e escritores famosos, como Luis Bruñel, Rafael Alberti e Frederico Garcia Lorca.
Em 1929, foi para Paris e conheceu Pablo Picasso, artista que muito influenciou sua produção artística. No ano seguinte, começou a fazer parte do movimento conhecido como surrealismo.

Ainda m 1929, colaborou com o cineasta espanhol Luis Buñuel no curta-metragem Un Chien Andalou, e conheceu, em agosto, a sua musa e futura mulher, Gala Éluard (cujo nome verdadeiro é Elena Ivanovna Diakonova, nascida em 7 de setembro de 1894, em Kazan, Tartária, Rússia), uma imigrante russa dez anos mais velha que Dalí, casada na época com o poeta surrealista Paul Éluard. Juntou-se oficialmente ao grupo surrealista no bairro parisiense de Montparnasse (embora o seu trabalho já estivesse a ser influenciado há dois anos pelo surrealismo). Em 1934 Dalí e Gala, que já viviam juntos desde 1929, casaram-se numa cerimónia civil (cerimónia religiosa em 1958).
A década de 1930 foi um período de grande produção artística de Dalí. Nesta fase, o artista representava imagens do cotidiano de uma forma inesperada e surpreendente. As cores vivas, a luminosidade e o brilho também marcaram seu estilo artístico. Os trabalhos psicológicos de Freud influenciaram muito o artista neste período. É desta fase uma de suas obras mais conhecidas “A persistência da Memória”, que mostra relógios se derretendo.

Em 1939, foi expulso do movimento surrealista por motivos políticos. Grande parte dos artistas surrealistas eram marxistas e justificaram a expulsão de Dalí, alegando que o artista era muito comercial. Em 1942, Dalí e sua esposa foram morar nos Estados Unidos, país em que permaneceu até 1948. Voltou para a Catalunha em 1949, onde viveu até o final de sua vida.

Em 1960, Dali colocou em prática um grande projeto: o Teatro e Museu Gala Salvador Dali, em sua terra natal, que reuniu grande parte de suas obras.
Em 1982, com a morte de sua esposa Gala, Dali entrou numa fase de grande tristeza e depressão. Parou de produzir e se recusava a fazer as refeições diárias. Ficou desidratado e teve que ser alimentado por sonda. Em 1984, tentou o suicídio ao colocar fogo em seu quarto. Passou a receber o cuidado e atenção de seus amigos. Salvador Dali morreu na cidade de Figueres, em 23 de janeiro de 1989, de pneumonia e parada cardíaca.

Imagine o encontro entre dois dos maiores gênios do século XX. Em 1945, nos Estados Unidos, o extraordinário Salvador Dalí teve um encontro com o mítico Walt Disney, criador do universo Disney. Disney buscava ideias de curtas para o cinema, enquanto Dalí se inspirava com "Destino", uma balada mexicana que falava da atração entre dois amantes.
Assim nasceu "Destino", um curta-metragem animado lançado em 2003 pelos Estúdios Walt Disney. "Destino" foi primeiramente idealizado em meados da década de 1940, 58 anos antes da sua estreia. O projeto era, a priori, uma colaboração do animador americano Walt Disney com o pintor surrealista espanhol Salvador Dalí, com música escrita pelo compositor mexicano Armando Dominguez e interpretada pela cantora Dora Luz. "Destino" foi planejado para ser integrado ao filme "Música, Maestro!" (1946). Um cenário de animação e alguns testes foram realizados a partir de janeiro de 1946, mas o projeto acabou sendo abandonado. Após o lançamento de Fantasia 2000, Roy E. Disney (filho de Walt) decidiu retomar a produção de "Destino", realizada principalmente no Walt Disney Animation Studios na França. Finalmente, concluído na forma de um curta-metragem de 6 minutos, foi exibido em festivais e prêmios e no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, em 2003. Também foi exibido na exposição Era uma vez Walt Disney, realizada no Nationales Galeries du Grand Palais em Paris, de 16 de setembro de 2006 a 15 de janeiro de 2007. O curta de seis minutos conta a história do malfadado amor de Chronos por uma mortal chamada Dahlia. Sem diálogos, a trama decorre enquanto Dahlia dança por um cenário surreal inspirado nas pinturas de Dalí ao som da trilha sonora do compositor mexicano Armando Dominguez. E aqui, no nosso blog preferido, a gente confere essa jóia rara pela primeira vez. Legal!

terça-feira, 15 de junho de 2021

JOHN LENNON - NOBODY TOLD ME - SENSACIONAL!*****

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Publicada originalmente em 16 de junho de 2017.
“Nobody Told Me” foi gravada em 7 de agosto de 1980 e lançada como single em 9 de janeiro de 1984 no Reino Unido e 5 de janeiro de 1984 nos EUA, produzido por John Lennon e Yoko Ono. Embora Lennon originalmente pretendesse que Ringo Starr gravasse “Nobody Told Me”, a música permaneceu inédita até o álbum póstumo de 1984, Milk And Honey.
Lennon começou a música em 1976, quando escreveu e gravou o que era então conhecido como "Who's Talkin', Nobody's Talkin". Realizado em um piano com um suporte de bateria, a música tinha a maior parte da letra final de “Nobody Told Me”, e os acordes estavam no lugar, embora fosse necessário algum ajuste antes de completá-la. Lennon adicionou mais vocais e uma faixa de guitarra acústica na demo de 1976 antes de gravar o Double Fantasy. Ele então gravou uma nova versão da música, destinada a Ringo Starr. Ringo considerou gravar a música para seu álbum de 1981, Stop And Smell The Roses, mas, após a morte de Lennon, decidiu que não conseguiria mais gravar nenhuma de suas músicas.

Um dos versos, "Há um pequeno ídolo amarelo ao norte de Katmandu", foi adaptado das primeiras linhas do poema de J. Milton Hayes de 1911, O Olho Verde do Deus Amarelo: “Há um ídolo amarelo de um olho ao norte de Katmandu, há uma pequena cruz de mármore abaixo da cidade; Há uma mulher com coração quebrado no túmulo de Mad Carew, e o Deus Amarelo para sempre olha para baixo”. “Nobody Told Me” também traz outro verso curioso: "There's UFO's over New York and I ain't too surprised" (Há UFOs em Nova York, e eu não estou muito surpreso) - Isso foi inspirado pela suposta visão de Lennon de um OVNI em 1974. Nas notas de seu álbum Walls And Bridges havia escrito: "No dia 23 de agosto de 1974 às 9 horas eu vi um UFO - JL".

Lennon gravou “Nobody Told Me” no estúdio Hit Factory de Nova York em 7 de agosto de 1980, o segundo dia das sessões do Double Fantasy. Gravaram dez tomadas, a melhor foi selecionada para Milk And Honey. “Nobody Told Me” foi lançada como o primeiro single do álbum, junto com a música de Yoko Ono, "O 'Sanity", como lado B. “Nobody Told Me” alcançou o número cinco no Billboard Hot 100 nos Estados Unidos e número seis no quadro de singles do Reino Unido. John Lennon – vocal e guitarra; Earl Slick e Hugh McCracken – guitarras; Tony Levin – baixo; George Small – teclados; Andy Newmark – bateria; e Arthur Jenkins – percussão.