terça-feira, 11 de maio de 2021

PAUL MCCARTNEY'S - A LEAF - “Melodia Imperial”

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Paul McCartney compôs esta peça especialmente para uma exibição de gala no Saint James Palace, em Londres, dia 23 de março de 1995, com a presença do Príncipe Charles na plateia. Naquela oportunidade, McCartney receberia a comenda de Membro do Royal College of Music. 'A Leaf' foi apresentada ao vivo pela pianista russa, Anya Alexeyev, e lançada como CD single no dia 26 de abril daquele ano. No mesmo evento, batizado “An Evening With Friends”, McCartney também se apresentou ao vivo tocando One After 909 e Mistress and Maid (duetos com Elvis Costello), For No One, Eleanor Rigby, Yesterday e Lady Madonna (acompanhado pelo Brodsky Quartet). Trechos do Liverpool Oratório e músicas da carreira solo de Costello também foram incluídos no programa. “Anya tocou A Leaf com perfeição e muita beleza. Fiquei muito feliz porque a peça foi apresentada por alguém com tanto talento”, declarou McCartney. Para registrar o evento, John Kurlander operou o estúdio móvel enviado pela EMI, o Abbey Road Móbile Recording Unit.
A peça clássica 'A Leaf' composta por Paul McCartney, com assistência de John Fraser e executada por Anya Alexeyev, é dividida em 7 partes: 1-"Andante Semplice" (1:12); 2- "Poco Piu Mosso" (1:19); 3-"Allegro Ritmico" (1:51); 4- "Andante" (2:04); 5- "Allegro Ma Non Tanto" (1:15); 6- "Moderato" ( 1:18); 7- "Andante Semplice (II)" (0:54). Foi gravada ao vivo em 23 de março de 1995 no Royal College of  Music, enquanto nos Estados Unidos, foi lançada como parte de um especial intitulado Classical McCartney. Uma tentativa de versão orquestrada foi gravada em 23 de julho de 1996, no AIR Studios, em Londres. Uma versão estendida, executada pela London Symphony Orchestra, aparece no álbum de 1999 de McCartney, Working Classical.

PLEASE MR. POSTMAN - LIVE AT BBC - VOLUME 2

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segunda-feira, 10 de maio de 2021

PAUL MCCARTNEY & WINGS - BIP BOP – SENSACIONAL!

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Assim como outras composições da era Wild Life, como “Hey Diddle” e “Great Day”, “Bip Bop” faz parte da coleção de temas que Paul McCartney usava no início da década para divertir as filhas em casa. Composta por Paul e Linda, a inofensiva balada já existia alguns meses antes de ser levada para as sessões de Abbey Road. Isso seria revelado ao público apenas quando um filme rodado na Escócia em junho de 1971 foi exi­bido como parte do especial Wings over the World, em 1979. Em sua balada folk e vaudeville ao mesmo tempo, Paul canta o tema quase infantil: “‘Bip Bop’ era apenas um riff que eu fazia na primeira corda do violão, algo meio blues, e que minha filha Mary gostava de ouvir. Na verdade, as palavras Bib Bop eram repetidas por ela, a todo momento, e fizemos a música a partir daí”. Gravada em Abbey Road em julho com Paul na guitarra, Denny Laine no violão, Linda na pandeirola e Denny Seiwell na bateria. Em outubro, mais instrumentos seriam adicionados, como contrabaixo e percussão, tocados por Paul e Denny Seiwell, respectivamente. “Bip Bop” seria mixada em mono para dar à música uma atmosfera de anos 1930-1940. Assim como em “Mumbo”, “Bip Bop” também reaparece em forma instrumental no LP (não creditada). O nome “Bip Bop Link” só apareceria na versão em CD de Wild Life.

E por último, pela primeira vez aqui no Baú do Edu, um vídeo sensacional de Paul McCartney & Wings tocando “Bip Bop” ao vivo no programa The Bruce McMouse Show, em 1972, já com o excelente Henry McCulloch como guitarrista. Sensacional!

THE BEATLES - DIZZY MISS LIZZY - LIVE AT SHEA STADIUM - SENSACIONAL!

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domingo, 9 de maio de 2021

THE BEATLES - YOUR MOTHER SHOULD KNOW - FELIZ DIA DAS MÃES!

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Feliz Dia das Mães para todas as mamães do universo!

"Your Mother Should Know" foi composta por Paul McCartney, é creditada a Lennon e McCartney e lançada pelos Beatles em 1967, no álbum Magical Mystery Tour como a 5ª música do lado 1 do LP, após "Blue Jay Way" e antes de "I Am The Walrus". McCartney disse que escreveu a canção especialmente para o filme, que trazia um segmento de dança que inicia com os Beatles bem alinhados e ensaiados descendo uma grande escadaria trajando belos smokings brancos e dançando. Todos usam rosas vermelhas na lapela, exceto Paul, que usa um cravo negro. Isso colocaria ainda mais lenha na fogueira quando surgiu o boato sobre sua morte. Confira muito mais aqui.

PAUL MCCARTNEY ILUSTRA NOVA SÉRIE DE SELOS REAIS BRITÂNICOS

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Paul McCartney tem incontáveis sucessos, prêmios e até um título de cavaleiro. Agora, o ex-Beatle pode acrescentar uma série de selos personalizados à sua lista de conquistas. O Royal Mail, o correio britânico, anunciou que lançará uma coleção de 12 selos que retratam McCartney e sua obra, prestando homenagem a "um dos artistas da música mais emblemáticos e duradouros de todos os tempos".

Oito dos selos mostrarão imagens de capas de discos do cantor e compositor, de seu álbum solo de estreia "McCartney", de 1970, ao "McCartney III" do ano passado. Os outros quatro, em uma folha em miniatura, contêm fotos do ganhador de 18 Prêmios Grammy. "Paul McCartney continua sendo uma figura vital no centro do rock e do pop – um artista cujo legado é imenso, mas cuja obra continua a despertar atenção popular e aclamação crítica. Esta emissão de selos especiais é uma homenagem apropriada a um dos ícones musicais muito amados e reverenciados do Reino Unido.", disse David Gold, do Royal Mail, em um comunicado. O Royal Mail trabalhou com McCartney nos selos, que estarão à venda a partir de 28 de maio por um preço equivalente a 22,54 dólares pelo conjunto completo.

THE BEATLES - WHAT YOU'RE DOING - SENSACIONAL!

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"What You're Doing" é a penúltima música do álbum Beatles for Sale, lançado em 4 de dezembro de 1964. É creditada a Lennon e McCartney, mas foi escrita somente por Paul McCartney. "What You're Doing" é uma das oito composições originais do Beatles for Sale. Na América do Norte, onde a Capitol Records normalmente alterava o conteúdo dos álbuns, "What You're Doing" apareceu no lançamento americano de 1965 Beatles VI.
"What You're Doing" foi escrita por McCartney em Atlantic City no fim de agosto de 1964, logo após o fim da turnê mundial dos Beatles. Ao longo da música, McCartney acrescenta ao esquema de rima combinando uma única palavra de duas sílabas com duas palavras de uma sílaba (ou seja, "Olha o que você está fazendo, estou me sentindo triste e solitário... Você me pegou correndo, e não há diversão nisso") - um esquema de rima incomum nos versos: "doing" com "blue and", "running" com “fun in" - Ele usou a mesma técnica em "She’s a Woman", que também foi gravada durante as sessões do Beatles For Sale. Além disso, a ênfase gritada de certas palavras nos backing vocals de John Lennon e George Harrison - que lembram aquelas de ‘PS I Love You’ - adiciona um senso de urgência. O mais notável, entretanto, é a distorção no solo e no fundo da guitarra - um som incomum na época. A pausa piano / baixo antes do final também mostrou os Beatles testando ideias e estabelecendo técnicas de gravação que mais tarde usariam para obter um efeito deslumbrante.
Os Beatles tentaram gravar a música em 29 de setembro de 1964, mas apenas a faixa básica de ritmo foi gravada em sete tomadas. Um dia depois, após terminar a gravação de "Every Little Thing", o grupo gravou mais cinco takes, sendo o take 11 considerado o "melhor". O grupo refez a canção em sua forma final em 26 de outubro, imediatamente após concluir o trabalho da cover de Carl Perkins "Honey Don't". Foi a última música a ser concluída para o Beatles for Sale. "What You're Doing" foi gravada em Abbey Road, produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Paul McCartney faz o vocal principal e toca baixo; John Lennon faz backing vocals e toca violão; George Harrison faz backing vocals e toca guitarra solo de doze cordas; Ringo Starr toca bateria; e George Martin, piano. Em 2006, "What You're Doing" foi sampleada para criar um medley, junto com "Drive My Car" e "The Word", para o álbum Love.

JOHN LENNON - LIVE PEACE IN TORONTO

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"Live Peace in Toronto" foi o álbum de estreia da Plastic Ono Band, projeto musical composto principalmente por John Lennon e Yoko Ono. Foi gravado ao vivo no Toronto Rock and Roll Revival Festival e é o primeiro álbum ao vivo de um Beatle gravado fora da banda. Alcançou a décima posição na Billboard 200 e foi certificado com um disco de ouro pela RIAA, no entanto não se destacou nas paradas do Reino Unido. O LP original vinha com um calendário de 1970.

13 de setembro de 1969 - foi o dia marcado para o festival organizado pelos promotores de Toronto John Brower e Kenny Walker, a ser realizado realizado no Varsity Stadium em em torno de um renascimento das estrelas do Rock and Roll dos anos 50, com Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Fats Domino, Bo Diddley e Gene Vincent. Eles também contrataram artistas mais modernos como Alice Cooper, Chicago e The Doors. Um dia antes do festival, em 12 de setembro, John Brower entrou em contato com John Lennon para sondar se ele estaria disposto a ser o mestre de cerimônias do espetáculo. Em vez disso, Lennon se ofereceu para se apresentar no festival, trazendo sua própria banda, a Plastic Ono Band. Brower concordou, e Lennon rapidamente montou uma banda. Ele inicialmente se aproximou do companheiro dos Beatles, George Harrison, mas Harrison recusou, então Eric Clapton (que havia tocado guitarra com Lennon no Dirty Mac) foi escolhido. Lennon imediatamente montou o resto da banda, com Klaus Voormann (baixo) e o baterista Alan White, bem como seus assistentes, Anthony Fawcett, Terry Doran e Jill e Dan Richter, para acompanhar a ele e Yoko Ono.
Na manhã do voo programado, Lennon, Ono e Clapton não estavam no aeroporto. Nesse ponto, Clapton nem estava ciente do show nem de Lennon ter entrado em contato com ele. Em um tempo em que nem se sonhava com celular, Brower conseguiu localizar Clapton e disse-lhe para entrar em contato com Lennon e Ono, que ainda estavam na cama. Clapton disse depois: "Recebi um telefonema no dia em que partiríamos e disse que o concerto era naquela noite! Então, eu tive que chegar ao aeroporto em uma hora". Houveram dois ensaios: um foi durante o voo transatlântico de Londres para Toronto, e o outro pouco antes de aparecer no palco do festival. Lennon disse que o grupo "não sabia o que tocar", pois eles não haviam se apresentado juntos anteriormente. Foi também durante o voo, que Lennon ganhou confiança para deixar os Beatles. E contou isso a Clapton, e logo depois, ao então gerente dos Beatles, Allen Klein.
O grupo tocou oito músicas para uma multidão de 25.000 pessoas. Antes do início da apresentação da Plastic Ono Band, eles foram apresentados por Kim Fowley, e Lennon disse à plateia que o grupo tocaria apenas músicas que eles realmente conheciam. Assim, abriram com uma versão arrasadora do imortal “Blue Suede Shoes”, de Carl Perkins e do mundo; depois outros dois clássicos que também fizeram parte do repertório dos Beatles, “Money” e “Dizzy Miss Lizzy”. Também fizeram "Yer Blues" dos Beatles, porque Clapton tocou com Lennon no Rock and Roll Circus. Também tocaram duas recentes de Lennon, "Give Peace a Chance" e "Cold Turkey", que teve sua estreia no festival. Logo após o evento, Lennon voltou para Londres, anunciou que estava saindo dos Beatles e mixou o álbum em um dia em Abbey Road.

O álbum Plastic Ono Band -  Live Peace in Toronto - 1969 foi lançado no dia 12 de dezembro de 1969.

E por fim, esse último vídeo é bacana mas difícil de aguentar o 
show inteiro por causa das partes de Yoko Ono. John Lennon entra nos 16:14, logo após Little Richard incendiar o público com "Lucille".

sábado, 8 de maio de 2021

RINGO STARR - PURE GOLD - SENSACIONAL!*****

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"Pure Gold" é a terceira faixa do sensacional "Ringo's Rotogravure", o quinto álbum de Ringo Starr, lançado em 17 de setembro de 1976 e que viria a ser o último álbum com a participação ativa de todos os quatro ex-integrantes dos Beatles, antes da morte de John Lennon em 1980.

Após o fim de seu contrato com a EMI, Ringo assinou com a Polydor Records. Dois anos depois de do bom álbum “Goodnight Vienna”, Ringo atacou novamente e convidou um número extraordinário de artistas para participar do novo disco. Só feras vorazes: Eric Clapton, Peter Frampton, Melissa Manchester, Dr. John, Paul McCartney e John Lennon (última sessão de gravação de Lennon em estúdio antes do álbum duplo Double Fantasy). Além disso, George Harrison contribuiu dando uma canção antiga para Ringo, "I'll Still Love You" que ganhou cara nova à altura que merecia. Harrison não participou da gravação envolvido com o lançamento de 33 & 1/3. A contribuição e participação de John Lennon foi com "Cookin' (In the Kitchen Of Love)"; a de Paul McCartney foi com “Pure Gold”. Num sábado, 19 de junho de 1976, em um dia de folga de sua turnê Wings Over America, Paul McCartney se juntou com Ringo Starr, no Cherokee Studios em Hollywood para participar da gravação de “Pure Gold”, composta por McCartney especialmente para o novo disco do amigo.

terça-feira, 4 de maio de 2021

PAUL MCCARTNEY & WINGS - BIG BARN BED*****

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"Big Barn Bed" é uma canção de Paul McCartney e Wings do seu álbum de 1973, Red Rose Speedway. Os créditos da letra e composição são atribuídos a Paul McCartney e Linda McCartney. Como outras faixas as faixas do álbum, "Get On the Right Thing" e "Little Lamb Dragonfly", "Big Barn Bed" era um resquício do início da carreira solo de McCartney. A música remonta a 1971, com as linhas de abertura constituindo a coda para a reprise de "Ram On" no álbum Ram. No entanto, durante as sessões de gravação de Red Rose Speedway, a música finalmente foi gravada para o novo álbum. "Big Barn Bed" foi originalmente planejada para ser a faixa de abertura da versão em LP duplo de Red Rose Speedway, mas embora o álbum final tenha sido reduzido para um único disco, a música permaneceu como a primeira. Uma versão ao vivo também foi incluída como faixa de abertura no especial de televisão James Paul McCartney, transmitido em 10 de maio de 1973. Durante a execução da música, uma breve descrição de cada um dos Wings era exibida na tela. Paul McCartney - voz, baixo, piano; Linda McCartney – backing vocals; Denny Laine - backing vocals, violão; Henry McCullough - backing vocals, guitarra solo; e Denny Seiwell – bateria.

THE BEATLES - DAY TRIPPER (OFFICIAL VIDEO)

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MAGNETO AND TITANIUM MAN - WINGS cover - Elektra Comic (Alvaro Ortega)

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THE BEATLES - LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS (FROM "YELLOW SUBMARINE")

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LET IT BE - GABRIELLA QUEVEDO 😊

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Essa bonitinha já tinha aparecido aqui tocando "Here Comes The Sun" em 2018, agora ela volta com sua versão de "Let It Be". Não chega a ser do "outro mundo", mas toca melhor mil vezes que um monte de bostas que eu conheço e que se acham os fodões. Quem gostar, pode conferir muito mais em seu canal no You Tube - GABRIELLA QUEVEDO - com outras músicas dos Beatles, Abba, Mamas & The Papas, Pink Floyd, etc, etc... Salvou meu dia, moça".

segunda-feira, 3 de maio de 2021

THE BEATLES - EIGHT DAYS A WEEK (from the film Eight Day's a Week (2017) *****

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THE BEATLES - BABY IT'S YOU - DE NOVO!

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Eles já tinham lançado o single "Love Me Do / PS I Love You (5/10/1962), que não alcançou o sucesso tão aguardado por todos, apenas um modesto 17º lugar (?) - o que não era pouca coisa para um grupo estreante. 3 meses depois, a bomba explodiu, em 11 de janeiro de 1963, quando foi lançado o novo single que também daria o nome do primeiro álbum - "Please Please Me". O incendiário álbum de estreia dos Beatles é um disco que já pega fogo desde a contagem inicial de Paul na faixa de abertura, "I saw Her Standing There", até o encerramento com os berros enlouquecedores de John Lennon em "Twist And Shout". Mas por debaixo dessa ponte, entre essas duas músicas, ainda passa muita água. "Please Please Me" traz 14 músicas das quais 6 são de Lennon e McCartney e oito covers compostas e lançadas inicialmente por outros interprétes, e foram foram escolhidas por George Martin e pelos Beatles. "Baby It's You", anteriormente gravada pelas Shirelles era uma delas. "Baby It's You" já era tocada pelos Beatles desde que apareceu em 1961 e eles a gravaram no dia 11 de fevereiro de 1963. Um dos grandes melhores momentos do álbum. Confira: THE BEATLES - BABY IT'S YOU - SENSACIONAL!

THE COUNTRY HAMS - WALKING IN THE PARK WITH ELOISE

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“Walking in the Park with Eloise” é uma peça instrumental de jazz composta em sua juventude pelo pai de Paul McCartney, James "Jim" McCartney, e lançada em uma versão revisada e corrigida em um single em 1974 pelo filho famoso como um tributo à figura paterna e seu passado como jazzman. Embora o single, com “Bridge over the River Suite” no lado B tenha sido lançado originalmente em nome do exclusivo grupo "The Country Hams" e não em nome de Paul McCartney ou Wings. Em junho-julho de 1974, o grupo estava se preparando para gravar o próximo single “Junior's Farm” no estúdio-fazenda do compositor Curly Putman Jr. em Nashville, Tennessee. Durante essas sessões, o Wings (apresentando os músicos convidados Chet Atkins e Floyd Cramer) gravou um instrumental de jazz no estilo de Dixieland intitulado "Walking in the Park with Eloise", a canção escrita anos antes pelo pai de Paul.

Paul e Chet Atkins estavam conversando sobre seus respectivos pais quando Paul sugeriu que eles pudessem gravar uma peça instrumental escrita por seu pai enquanto ele ainda tocava em sua banda de jazz chamada "Jim Mac's Jazz Band". O single não foi creditado a Paul e não foi anunciado pela EMI como tal, então poucas pessoas perceberam que era de McCartney e o público do ex-Beatle não o comprou. Na verdade, o single não entrou nas paradas em lugar nenhum e logo saiu de catálogo. Mas quando Paul apontou a música como uma de suas favoritas absolutas, a EMI relançou o single em 3 de março de 1982. Além do single, “Walking in the Park with Eloise” aparece também em vários bootlegs como o “The Nahville Sessions” e em 1993, quando o álbum Wings at the Speed of Sound foi remasterizado e relançado em CD como parte da série "The Paul McCartney Collection", “Walking in the Park with Eloise” foi uma das três faixas-bônus, junto com “Bridge over the River Suite” e Sally G. The Country Hams são: Paul McCartney: Baixo, tábua de lavar; Denny Laine: Violão; Geoff Britton: Bateria; Chet Atkins: Guitarra; Floyd Cramer: Piano; Bill Puitt: Clarineta; Denis Good: Trombone; Bobby Thompson: Banjo; e Don Sheffield: Trompete.

domingo, 2 de maio de 2021

THE BEATLES - TWIST AND SHOUT AT THE HOLLYWOOD BOWL*****

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ELVIS PRESLEY - ARE YOU LONESOME TONIGHT? SENSACIONAL!*****

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"Are You Lonesome Tonight?" (Às vezes estilizada como Are You Lonesome To-night?) é uma canção escrita por Roy Turk e Lou Handman em 1926. Foi gravada várias vezes em 1927 - primeiro por Charles Hart, com versões bem-sucedidas de Vaughn De Leath, Henry Burr e o dueto de Jerry Macy e John Ryan. Em 1950, a versão da Blue Barron Orchestra alcançou o top vinte na parada de singles pop da Billboard.

Em abril de 1960, após os dois anos de serviço de Elvis Presley no Exército dos Estados Unidos, ele gravou a música por sugestão do empresário Coronel Tom Parker; "Are You Lonesome Tonight?" era a música favorita da esposa de Parker, Marie Mott. Seu lançamento foi adiado pelos executivos da RCA Victor, que pensaram que a música não se encaixava no novo (e divulgado) estilo de Presley. Quando "Are You Lonesome Tonight?" foi lançada em novembro de 1960, foi um sucesso imediato nos EUA, liderando a parada de singles pop da Billboard e alcançando o número três na parada de R&B. Um mês após o lançamento da música, ela chegou ao topo da UK Singles Chart. A versão de Presley foi certificada pela Recording Industry Association of America com Disco de Ouro por 1.000.000 de cópias vendidas nos Estados Unidos em 1983. Foi atualizado pela RIAA para um Duplo Platina por 2.000.000 de vendas em 1992. "Are You Lonesome Tonight?" foi posteriormente gravada por vários outros artistas, com versões de Donny Osmond e Merle Haggard tornando-se um dos vinte maiores sucessos nas paradas Pop e Country, respectivamente. A Billboard classificou "Are You Lonesome Tonight?" em número 81 em sua lista das "100 melhores músicas de todos os tempos", em 2008. Aqui, a gente confere a versão de Charles Hart de 1927, e com Elvis em três grandes momentos, a original, gravada em 1960, em seguida, no especial da volta triunfal em ELVIS SPECIAL COMEBACK 68, e por último, apenas dois meses antes de sua morte em 1977. Sensacional!

ROY ORBISON - YOU GOT IT - DEMAIS!

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"You Got It" é a primeira das doze músicas do último álbum de Roy Orbison, Mystery Girl, lançado em 1989. "You Got It" foi escrita por Orbison e seus companheiros de banda Traveling Wilburys , Jeff Lynne e Tom Petty . Sua primeira colaboração como compositora, foi escrita durante a temporada de Natal de 1987 e gravada na garagem de Mike Campbell em Los Angeles , Califórnia , em abril de 1988. Lynne, Petty e Phil Jones forneceram outros instrumentos e vocais de fundo. "You Got It" alcançou a 9ª colocação na Billboard Hot 100 e a 1ª na Adult Contemporary Singles, isto após 24 anos que uma canção de Roy Orbison esteve entre 40 primeiros singles pela primeira vez. "You Got It" também alcançou a terceira colocação no UK Singles Chart, na primavera de 1989. A música foi lançada poucos meses após a morte de Orbison por ataque cardíaco em 6 de dezembro de 1988, aos 52 anos de idade. Enquanto "You Got It" foi o último single de Orbison nos Estados Unidos, "I Drove All Night", esteve no Top 5 do Reino Unido no fim de 1992. Além disso, foi seu único single a permanecer entre os Top 10 no Hot Country Songs, com pico de # 7. Orbison interpretou "You Got It" em público apenas uma vez, durante o Diamond Awards Festival, na cidade de Antuérpia, Bélgica, poucos dias antes de sua morte. Parte da apresentação foi incorporada ao vídeoclipe da música.

ROBERTO CARLOS - JOVENS TARDE DE DOMINGO*****

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"Jovens Tardes de Domingo", de autoria de Roberto e Erasmo Carlos, é uma das doze faixas do álbum Roberto Carlos, o décimo sétimo disco de estúdio do cantor/compositor, lançado em dezembro de 1977 pela gravadora CBS. O álbum vendeu mais de 2 milhões de cópias, sendo considerado o disco mais vendido de RC. Além de "Jovens Tardes de Domingo", RC77 traz também outros grandes sucessos, como: "Amigo", "Falando Sério", "Muito Romântico", "Cavalgada" e "Pra Ser Só Minha Mulher".

RINGO STARR - GIVE MORE LOVE - 2017

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terça-feira, 27 de abril de 2021

PAUL MCCARTNEY - LIVE AT THE CAVERN CLUB 2018 - SECRET GIG ✮✮✮✮✮

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Este show exclusivo no Cavern em Liverpool, 19 anos desde a última vez que tocou lá, foi anunciado por Paul no dia anterior, quando ele foi entrevistado por Jarvis Cocker para o Liverpool Institute of Performing Arts. Mas os detalhes para conseguir ingressos grátis só foram divulgados no Dia D, 26 de julho de 2018, no site paulmccartney.com. O texto dizia: “Paul McCartney vai tocar no Cavern Club, hoje às 14h. O espaço é EXTREMAMENTE limitado. Os ingressos estarão disponíveis gratuitamente na bilheteria do Echo Arena a partir das 10h desta manhã, por ordem de chegada. Os ingressos são estritamente limitados a um por pessoa e um documento de identidade com foto deve ser mostrado na bilheteria. Os fãs sortudos receberão uma pulseira e um ingresso impresso personalizado. Para entrar no Cavern, você precisará de um documento de identidade com foto, pulseira e ingresso personalizado. Os ingressos são intransferíveis e nulos se transferidos. Nenhum ingresso estará disponível no Cavern. A fila para entrar abrirá ao meio-dia. Portas programadas para abrir às 13h. Todos os horários são aproximados e sujeitos a alterações. Não são permitidos menores de 16 anos”.

Cerca de 250 pessoas se amontoaram na caverna quente e abafada para ouvir o set de 28 músicas. O repertório variava de clássicos que ele tocou quando os Beatles começaram em Liverpool no início dos anos 1960, até canções de seu novo álbum Egypt Station, que estava para sair. “Voltar aqui é incrível para mim”, disse Paul, então com 76 anos aos fãs.
Ele evitou o fato de que o Cavern original virou escombros em 1973 e o local desse show era uma sala mais moderna anexada a uma réplica do Cavern que foi construída nas proximidades. “Imagine isso para mim – depois de todos esses, quando tocamos no Cavern, não sabíamos se teríamos qualquer futuro, mas nós mandamos bem”. Disse ele. Depois de uma jam introdutória, ele tocou "a música que me levou aos Beatles" - Twenty Flight Rock de Eddie Cochran, que tocou para John Lennon em 1957. O show foi filmado pelo diretor Paul Dugdale e foi transmitido pela primeira vez pela BBC One no dia de Natal de 2020. Absolutamente imperdível!

O CASAMENTO DE RINGO STARR E BARBARA BACH

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Há 40 anos, no dia 27 de abril de 1981, Ringo Starr e Barbara Bach casaram-se em Londres. Cinco meses depois do acontecido no Dakota. Eles se conheceram quando Ringo Starr já havia passado do auge da fama, e então lutaram por anos contra a dependência de álcool e drogas. Mas a improvável parceria de Barbara Bach com o ex-baterista dos Beatles perdurou, apesar de suas dificuldades iniciais. As coisas realmente começaram de uma maneira discreta. Eles se casaram em uma cerimônia civil - em vez de uma gala espalhafatosa no cartório de Marylebone, em Londres (o mesmo onde Paul e Linda casaram).

Em uma espécie de quase reunião dos Beatles, os três ex-Beatles estiveram juntos no casamento de Ringo com a então bela e esbelta atriz nascida em Nova York, Barbara Bach. Houve agitação na entrada, onde cerca de 350 fãs gritavam agitados e gritaram mais quando a comitiva de 15 membros chegou ao cartório de Marylebone em uma frota de táxis pretos.
A gritaria começou quando Paul McCartney, junto com sua esposa Linda e o filho, contornaram apreensivamente uma esquina do prédio que abrigava o cartório e correram para dentro. Houve ainda mais gritaria e surpresa quando George Harrison chegou com a mulher Olivia. A mãe de Ringo, Elsie, e o padrasto Harry Gray viajaram de Liverpool para a cerimônia de 45 minutos em uma tarde fria e ventosa. A polícia descreveu a ocasião como 'tranquila'. Não houve incidentes.

Ringo, 41, chegou por último em um táxi vermelho com Barbara Bach, 32, uma Top Fashion Model que fez o papel da sedutora major russa no filme de James Bond 'The Spy Who Loved Me'.  Ringo e sua noiva saíram correndo do táxi e entraram no prédio entre duas filas de policiais, Barbara em um vestido de seda creme com rosas vermelhas e Ringo todo de preto - terno preto, camisa preta e gravata borboleta preta. Para ambos, era o segundo casamento.
Após a cerimônia, a festa foi no Rags, um clube exclusivo do Mayfair, para uma recepção que reuniu os três ex-Beatles - Ringo, George Harrison e Paul McCartney - pela primeira vez em público desde 1969. "É muito, muito bom, todo mundo está se divertindo e há muita música boa aqui", dizia um fã entusiasmado, enquanto os sons de clássicos dos Beatles chegavam até às ruas.

Barbara viu Ringo pela primeira vez 15 anos antes, quando ela estava entre os 55.000 fãs no show dos Beatles no Shea Stadium em Nova York. Quando casaram, Ringo e Bárbara já estavam juntos há dois anos. Desde então são companheiros constantes e inseparáveis. Ele a descreve como "linda, sexy, engraçada e calorosa". Ela diz que ele é "quieto, sensível e inteligente".

SE A MAFALDA FALOU, TÁ FALADO!

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THE BEATLES - ALL MY LOVING - SENSACIONAL!

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segunda-feira, 26 de abril de 2021

NOVO CLIP DE 'ISOLATION' MOSTRA PARTE DA CASA ONDE JOHN & YOKO VIVIAM

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Um novo clipe de "Isolation", um clássico de John Lennon, ganhou um novo clipe, que mostra uma tour, da época, pela mansão onde o ex-Beatle viveu entre 1969 e 1971 com Yoko Ono. Tittenhurst Park fica nos arredores de Londres, em Ascot. Lennon vendeu a propriedade para Ringo Starr que, por sua vez, a repassou, em 1989, para o Xeque Zayed, que presidiu os Emirados Árabes até a sua morte em 2004.O vídeo foi feito em 1971 e mostra cada um dos cômodos na parte inferior da casa.
Essa versão de "Isolation" traz uma mixagem mais crua da original, e está na reedição de "Plastic Ono Band", o primeiro álbum solo de Lennon (antes, em parceria com Yoko, ele lançou três discos experimentais, além de um álbum ao vivo).

"John Lennon/Plastic Ono Band", saiu em dezembro de 1970 e foi expandido para seis CDs e dois discos Blu-ray em sua edição mais completa (e cara). Ele não tem músicas inéditas, ainda que o disco seis, traga brincadeiras de estúdio e demos caseiras. Uma nova mixagem, takes alternativos e versões, ainda mais, cruas das faixas do álbum completam o pacote que chegou ao mercado no dia 23.

sábado, 24 de abril de 2021

GEORGE HARRISON - ISN'T IT A PITY - SENSACIONAL!

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Em maio de 1970, entre as dezenas de faixas que seriam consideradas e gravadas para o álbum All Things Must Pass, George Harrison vasculhou com carinho algumas canções não utilizadas que tinha escrito durante os últimos anos com os Beatles. "Isn’t It a Pity" era uma delas. Rejeitada por Lennon e McCartney durante as sessões de Get Back em janeiro de 1969. Geoff Emerick, porém, afirma que a canção tinha sido oferecida para o álbum Sgt Pepper's, enquanto Mark Lewisohn afirmou que foi discutida a inclusão a primeira vez durante as sessões de Revolver. De qualquer forma, a última foi a mais emblemática porque Harrison teria dito para Lennon, que tinha vetado a música pela terceira vez e Lennon então, de forma sarcástica disse-lhe para oferecer para Frank Sinatra. No final de janeiro de 1971, George Harrison mostrou-se como o ex-Beatle mais bem sucedido até então. O álbum triplo “All Things Must Pass” e o single “My Sweet Lord” estavam em 1º lugar na Inglaterra. No Top 40 americano, as faixas “My Sweet Lord” e “Isn´t A Pity” disputavam as melhores posições há 9 semanas.

"Isn't It a Pity" é a quarta faixa do lado 1 do primeiro LP do álbum triplo. canção de George Harrison de 1970, do seu álbum solo "All Things Must Pass". Foi lançada como lado B do compacto "My Sweet Lord" nos Estados Unidos e na Inglaterra em 23 de novembro de 1970. Duas versões diferentes foram incluídas em "All Things Must Pass". Uma mais longa, com 7 minutos e pouco, e uma 2ª, com o ritmo mais lento, com quase cinco minutos. Tem uma melodia folclórica semelhante a outra canção do álbum, "Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)", e lembra várias baladas de Dylan, desse período.
A letra é consistente com a questão cármica, objeto de quase todo o álbum. A versão longa de "Isn't It a Pity" foi incluída na coletânea Let It Roll: Songs by George Harrison de 2009. Uma versão ao vivo apareceu no álbum Live In Japan. "Isn't It a Pity" também é um dos pontos altos do "Concert For George" com Billy Preston e Eric Clapton. Tanto "Isn't It a Pity" como "My Sweet Lord" alcançaram o número 1 na Billboard Hot 100. Em 2010, os ouvintes da rádio AOL escolheram "Isn't It a Pity" como uma das 10 Melhores Músicas de George Harrison, aparecendo em # 7 na lista. "Isn't It a Pity" foi regravada por vários artistas, incluindo Eric Clapton, Billy Preston, Pedro Aznar, Jay Bennett, Cowboy Junkies, Peter Drake, 18th Dye, Galaxie 500, Nina Simone, Television Personalities, Nicky Thomas, The Three Degrees, Elliott Smith, Bettye Lavette e Peter Frampton em seu último álbum, Frampton Forgets the Words.

JOHN & PAUL - THE NERK TWINS

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Há 61 anos, no dia 23 de abril de 1960, John e Paul fizeram seus únicos shows como dupla em uma apresentação, chamando-se The Nerk Twins. Confira!

sexta-feira, 23 de abril de 2021

THE BEATLES - TOMORROW NEVER KNOWS - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!

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Como última faixa de Revolver e indicador mais claro do que estava por vir, muitas vezes presume-se que "Tomorrow Never Knows" tenha sido a última faixa gravada para o álbum Revolver, de 1966. Na verdade, foi a primeira. Sem dúvida a composição mais estranha e experimental dos Beatles até então, foi uma tentativa de John Lennon de criar em palavras e sons uma faixa-guia adequada à experiência com LSD. As palavras foram emprestadas, adaptadas e embelezadas do livro The Psychedelic Experience (1964), de Timothy Leary, que, por sua vez, era uma reinterpretação poética do antigo Livro Tibetano dos Mortos. John recebeu o livro de Barry Miles, amigo dos Beatles, que cuidava da Indica Books em Southampton Row e era uma figura influente na cena alternativa britânica nos anos 1960. Ele tinha um acordo com os Beatles de mandar livros, revistas e jornais importantes para mantê-los atualizados.

Timothy Leary, conhecido como papa do LSD, havia passado sete meses no Himalaia estudando o budismo tibetano com Lama Govinda. The Psychedelic Experience foi resultado direto dessa fase de estudos. "Eu fazia perguntas ao Lama Govinda e depois tentava traduzir o que ele tinha dito para algo útil para as pessoas. O Livro dos Mortos na verda­de significa o 'Livro dos Mortais', mas é o seu ego, não o seu corpo, que está morrendo". O livro é um clássico. A Bíblia do budismo tibetano. O conceito do budismo é o vazio e alcançar o vazio - foi o que John Lennon captou na música.
As palavras do Livro Tibetano dos Mortos foram escritas para serem proferidas para um moribundo para guiá-lo pelos estados de desilusão que vem com a aproximação da morte. Muitas pessoas viveram a experiência da morte do ego quando tomaram LSD, então as palavras poderiam ser empregadas para manter os usuários na linha e protegê-los dos horrores. Acredita-se que Lennon fez uma fita com as palavras de Leary para escutar com fone de ouvido enquanto se drogava em casa, ou quando raramente saía dela. O título provisório da faixa era "The Void", tirada da frase de Leary "Beyond the restless flowing electricity of Life is the ultimate reality - the void" ("Além do fluxo inquieto da eletricidade da Vida está a realidade final - o vazio). O título final, assim como "A Hard Day's Night" foi um chavão de Ringo Starr adotado por Lennon porque conferia leveza ao que de outra forma poderia soar como uma jornada desoladora rumo ao nada.

O som da faixa, que consiste em loops de fitas que cada um dos Beatles fez com fade in e fade out, foi surgindo com as experiências de Paul McCartney com seu próprio gravador. "Ele tinha um Grundig. E descobriu que movendo o cabeçote de apagamento e ativando o loop podia encher a fita com um único ruído. Ficava girando até que a fita não conseguisse mais absorver nada, então ele a trazia e tocava", disse George Martin.
Lennon queria que sua voz soasse como um coro de monges tibetanos entoando um cântico do alto de uma montanha. "Ele queria ouvir as palavras, mas não queria se ouvir", disse George Martin. O resultado, que faz parecer que ele está cantando no fim de um longo túnel, foi obtido inserindo a voz através de um alto-falante Leslie.
"Tomorrow Never Knows", é uma das maiores viagens psicodélicas já registradas, tamanha a ousadia para a época. A inclusão de uma espécie de mantra em que a sua letra fala sobre desligar a mente é uma alusão direta aos alucinógenos e sensações ligadas ao ácido. O resultado da faixa foi parceria de Lennon que escreveu a letra e idealizou quase totalmente, e do assistente de produção Geoff Emerick que microfonou os instrumentos e conseguiu tirar um efeito bem interessante da voz de Lennon através de uma façanha com um amplificador, além de acrescentar todos os loops gravados pelos Beatles individualmente. "Tomorrow Never Knows" foi gravada nos dias 6, 7 e 22 de abril de 1966 no estúdio 2 da EMI em Abbey Road. Foi produzida por George Martin e teve Geoff Emerick como engenheiro de som. Além de Revolver, aparece nos álbuns Anthology 2 e Love. John Lennon faz os vocais, toca o órgão Hammond e Mellotron além de loops de fita; Paul McCartney toca baixo e loops de fita; George Harrison toca cítara, tambura, guitarra solo e loops de fita; Ringo Starr toca bateria, pandeiro e loops de fita; e George Martin toca piano.