"Love"foi composta e gravada por John Lennon originalmente para seu primeiro álbum solo - John Lennon / Plastic Ono Band (1970). O tema da música é mais otimista do que a maioria das músicas de Lennon na época. Lennon considerou lançá-la como single, mas preferiu "Mother". No entanto, "Love" recebeu uma atenção considerável na época de estações que hesitaram em tocar "Mother". "Love" apareceu mais tarde na coletânea The John Lennon Collection (1982), e foi lançada como um single promocional para a coleção. A versão é um remix da faixa original, que difere mais notavelmente por ter a introdução do piano e outro (tocado por Phil Spector) mixado no mesmo volume do resto da música; na versão original do álbum, essas partes começam muito mais silenciosas e vão aumentando de volume. O lado B era "Gimme Some Truth", mas rotulado como "Give Me Some Truth". Uma versão alternativa de "Love" aparece no box set de John LennonAnthology (1998), bem como no álbum Acoustic(2004). Quando "Love" foi lançada como single em 1982, a foto na capa foi tirada pela famosa fotógrafa Annie Leibovitz em 8 de dezembro de 1980 - o dia do assassinato de Lennon.
"You Really Got a Hold on Me"(Você realmente me conquistou) foi um hit de 1962 composto por Smokey Robinson, gravada por The Miracles e aparece no álbum The Fabulous Miraclespara a Tamla (Motown) label. A música, que entrou para o Top 10, fala sobre os sentimentos de um cara tão apaixonado por uma mulher que não pode deixá-la. "You Really Got a Hold on Me" foi um grande sucesso para os Miracles, chegando a posição número oito na Billboard Hot 100 e número 1 na parada de R&B singles entre 1962 e 1963. Foi também o segundo hit do grupo a vender mais de um milhão cópias, depois de "Shop". "You Really Got a Hold on Me" foi uma das mais famosas do início dos anos Motown foi e foi regravada por muita gente, incluindo a versão mais famosa dos Beatles. Também foi coverizada por Percy Sledge, Mike and the Mechanichs, Greg Lake, Little Caesare os Cônsules, The Zombies, Small Faces, The Temptations, The Supremes e tantos outros.
"You Really Got a Hold on Me"foi a primeira faixa gravada pelosBeatles, para seu segundo álbumWith the Beatles, comJohn Lennonno vocal principal (claro) eGeorge Harrison em estreita harmonia. Os Beatlestinham conseguido uma cópia importada da música gravada por The Miraclese a incluíram em seu repertório no início de 1963. Foi gravada nos estúdios da EMI em 18 de julho de 1963 em 11 takes. Foi produzida porGeorge Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Foi lançada no álbum With the Beatles em 22 de novembro de 1963 no Reino Unido e em 10 de abril de 1964 nos Estados Unidos no álbum The Beatles' Second Album. John Lennon: canta e toca guitarra; Paul McCartney: faz backing vocals e toca baixo; George Harrison faz backing volcals e toca guitarra; Ringo Starr toca sua bateria e George Martin toca o piano.
Os Beatles também gravaram "You Really Got a Hold on Me" em outras quatro ocasiões, para a rádio BBC ainda em 1963. Uma delas, do dia 30 de julho, foi incluída no Live at the BBCem 1994 e outra versão gravada ao vivo emEstocolmo, Suécia, em outubro de 1963 aparece noAnthology 1.
É admirável ver a legião de fãs que Roy Orbison deixou órfãos e a forma como o mundo finalmente o reconheceu depois de sua morte em 6 de dezembro de 1988, com 52 anos.Em 1989, Roy Orbison e K. D. Langganharam o Grammy pelo dueto de“Crying”. Em fevereiro de 1990, o “Roy Orbison Tribute Concert to Benefit the Homeless” (Concerto em Tributo a Roy Orbison em benefício aos desabrigados) reuniu dezenas de músicos e artistas famosos: Don Was, Gary Busey, Dean Stockwell, Patrick Swayze, Bernie Taupin, The Original Byrds (David Crosby, Chris Hillman and Roger McQuinn), Cindy Bullens, T-Bone Burnett, Johnny Cash, Bob Dylan, Chris Frantz, Larry Gatlin, Emmylou Harris, John Hiatt, John Lee Hooker, Chris Isaak, B. B. King, K. D. Lang, Bruce Springsteen, Tom Waits, Michael McDonald, NRBQ, Iggy Pop, Bonnie Raitt, Michelle Shocked, Ricky Skaggs, Stray Cats, Pete Townshend, entre outros menos lembrados. Sem falar da sua participação nos Traveling Wilburys. No final de 1990, Orbison entrou para o “Songwriters Hall Of Fame” (Hall da Fama dos Compositores). No mesmo ano, “You Got It” e“Mystery Girl” foram grandes sucessos no mundo todo. "Oh, Pretty Woman" (ou apenas "Pretty Woman" - como aparece em várias coletâneas) foi composta e lançada originalmente por Roy Orbison em agosto de 1964, tornando-se um grande sucesso. Gravada no Monument Records, em Nashville, Tennessee, foi escrita por Roy Orbison juntamente com Bill Dees. A música ficou três semanas no número 1 da Billboard Hot 100. "Oh, Pretty Woman", também foi o terceiro single de Orbison a chegar ao top da parada de singles britânica (em um total de três semanas). Orbison ganhou postumamente o Grammy de melhor interpretação vocal pop masculina de 1991 por sua gravação ao vivo da música em seu especial Roy Orbison and Friends - A Black and White Night da rede de televisão HBO. Em 1999, "Oh, Pretty Woman" foi homenageada com um Grammy Hall of Fame Award e foi nomeada um dos Rock and Roll Hall of Fame de 500 Songs that Shaped Rock and Roll. Em 2004, a revista Rolling Stone classificou "Oh, Pretty Woman" em #222 em sua "Lista das 500 melhores canções de todos os tempos". "Oh, Pretty Woman" teve versões de Al Green, do Van Halen, The Holy Sisters of the Gaga Dada, e Ray Brown Junior, além disso, a música inspirou o filme de 1990 "Pretty Woman", estrelado por Julia RobertseRichard Gere, sendo o tema principal da trilha sonora.
O terceiro single dos Beatles, “From Me To You”,foi lançado logo depois do álbum Please Please Me. Foi composto por John e Paul em 28 de fevereiro de 1963, numa viagem entre York e Shrewsbury, no que ainda era anunciado como a turnê de Helen Shapiro. Lennon e McCartney queriam ter algumas músicas novas prontas para desconcertar o mundo da música pop londrina, que os menosprezava como um sucesso repentino que tinha vindo do nada e logo desapareceria. Tsc, tsc. Quando se sentaram lado a lado, tocando os violões, procurando um verso ou título cativante para começar, a inspiração veio da coluna de cartas “From You to Us”, do New Musical Express, que estavam lendo. A matéria principal daquela semana, sobre Cliff Richard e Elvis, perguntava se Richard estava superando Elvis.
O pesquisador e escritor Hunter Davies disse o seguinte: "Considerando a velocidade com que foi feita, “From Me To You” era bem elaborada e tinha certo desenvolvimento - o que poucas de suas primeiras músicas apresentavam. Tendo se decidido pela ideia de algo que vai de mim para você, eles passaram a listar as possibilidades: um coração que é verdadeiro, braços para abraçá-la, lábios para beijá-la, tudo o que você realmente quer e que ele vai mandar, “de mim para você”. Quando foram gravá-la, George Martin fez John usar a gaita de novo e Paul lançou alguns falsetes, só para empolgar as garotas.
Paul se lembra de ter ficado muito contente com a música, sentindo que mostrava um avanço, com começo, meio e fim - sinal de que estavam melhorando. Mas os críticos da época não se impressionaram: O New Musical Express considerou-a “abaixo da média”. John ficou furioso e, ao mesmo tempo, decidido a se esforçar mais. Com “From Me To You”, lançada como single na esteira do sucesso de "Please Please Me" e segundo Número 1 dos Beatles nas paradas britânicas, eles começaram a provar que tinham talento tanto como cantores e instrumentistas quanto como compositores. O vocal é feito a duas vozes por John e Paul, com George entrando com a terceira voz nos refrões.
O single foi o primeiro número 1 dos Beatles em algumas paradas do Reino Unido, o segundo em outras, mas não conseguiu causar impacto nos Estados Unidos na época de seu lançamento inicial. No entanto, uma versão cover de 1963 lançada por Del Shannon resultou na música se tornando a primeira música de Lennon e McCartney a entrar na Parada Pop Americana. Durante a turnê de Helen Shapiro, eles pediram a opinião da cantora: “Eles me pediram para ouvir duas músicas que tinham feito. Paul sentou ao piano, John ficou ao meu lado, e eles cantaram "From Me To You" e “Thank You Girl”. Disseram que já tinham uma ideia de qual era a favorita, mas não tinham tomado a decisão final, então queriam a minha opinião sobre qual seria o melhor “lado A”. Eu escolhi "From Me To You, e eles disseram: “Ótimo! Foi dessa que gostamos mais!". Os Beatles gravaram “From Me To You” no dia 5 de março de 1963 no estúdio da EMI em Abbey Road (apenas cinco dias após a composição da música), e lançaram no dia 11 de abril no Reino Unido e 27 de maio nos Estados Unidos, tendo “Thank You Girl” como lado B. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. A faixa básica foi gravada em sete tomadas. Os Beatles então adicionaram uma série de overdubs, incluindo a gaita, o solo de guitarra e as harmonias de introdução. Curiosamente, a gaita que abre o single inglês é diferente das versões lançadas em outros países. Martin disse sobre a música: “Eu pedi a eles outra música tão boa quanto “Please Please Me”, e eles me trouxeram uma - 'From Me To You'. Parecia haver um poço sem fundo de canções". Os Beatles estão com seus instrumentos habituais: John Lennon canta, toca violão e gaita; Paul McCartney canta e toca baixo; George Harrison faz backing vocals e toca guitarra e Ringo Starr toca sua bateria. “From Me To You” aparece nos álbuns: A Collection of Beatles Oldies;1963/1966; Past Masters; 1; Anthology 1 e On Air - Live At The BBC Volume 2.
Em 18 de abril de 1963, os Beatles foram um dos 15 artistas a tocar no Swinging Sound '63, um concerto de estrelas no Royal Albert Hall em Londres. Eles tocaram "From Me to You" e "Twist and Shout". Del Shannon também estava no projeto naquela noite. Após o show, ele disse a John Lennon que iria gravar "From Me to You" para dar ao grupo alguma exposição na América. No início, Lennon ficou lisonjeado, mas rapidamente mudou de ideia, percebendo que uma versão cover de Shannon poderia prejudicar as chances dos Beatles de fazerem um sucesso nos Estados Unidos. No final das contas, Lennon estava temporariamente certo, mas a versão do artista não foi lá um grande sucesso na América.
No início de junho, a Bigtop Records lançou a versão de Shannon de "From Me to You" como sequência de "Two Kinds of Teardrops". Entrou na Billboard Hot 100 em 29 de junho, tornando-se a primeira composição de Lennon-McCartney a chegar às paradas americanas. Passou quatro semanas na parada até alcançar va posição 77. Foi mais bem-sucedida em Chicago, pois alcançou a posição 15 no WLS "Silver Dollar Survey". “Naquela época, ninguém tinha ouvido falar dos Beatles aqui (nos Estados Unidos), mas eu sabia que eles eram grandes compositores, então peguei uma de suas canções”, disse Shannon mais tarde.
"Silly Love Songs" - “Tolas canções de Amor” - é uma música de Paul McCartney gravada por ele e sua banda Wings para seu álbum de 1976Wings at the Speed of Sounde também foi lançada como single em 1976, com "Cook of the House"do lado B. A letra foi escrita em resposta aos críticos de música após McCartney ler nos jornais algumas críticas que o acusavam de compor apenas melodias e letras bobas. O ritmo apresenta certo flerte com a batida disco. Uma versão alternativa em ritmo dereggaefoi gravada também durante as sessões de“Speed Of Sound”. O single foi lançado em 1 de abril de 1976 nos EUA e passou cinco semanas não consecutivas no número 1 na Billboard Hot 100. "Silly Love Songs" foi a música pop que mais ficou em número 1 nos gráficos da Billboard de 1976. O single recebeu o disco de ouro da Recording Industry Association of America pelas vendas de mais de um milhão de cópias. A Billboard listou "Silly Love Songs" como o maior hit Hot 100 de Paul McCartney. O single britânico foi lançado em 30 de abril de 1976 e alcançou o número 2 no UK Singles Chart. "Silly Love Songs" já apareceu em várias compilações de grandes sucessos de McCartney, incluindo Wings Greatest e All the Best!. Também apareceu na coleção Wingspan: Hits e History. Em 1976, o Wings gravou "Silly Love Songs"ao vivo para seu álbum triplo Wings Over America. Em 1984, Paul McCartney regravou "Silly Love Songs" como parte da trilha sonora para o filme duramente criticado Give My Regards To Broad Street.
While My Guitar Gently Weeps é um clássico do repertório dos Beatles e uma das melhores canções compostas por George Harrison. O registro original, de 1968, está no Álbum Branco. While My Guitar Gently Weeps. Enquanto minha guitarra chora gentilmente. As palavras gently weeps foram encontradas por George no I Ching, e daí nasceu a canção. Há um detalhe curioso na gravação. Harrison era o lead guitar dos Beatles, mas o solo não é dele. É de Eric Clapton, seu grande amigo. Por mais de duas décadas, depois da dissolução dos Beatles, os dois tocaram a música juntos em performances ao vivo, e, aí, seus instrumentos “duelaram” gentilmente. Num vídeo disponível nas redes sociais e nas plataformas digitais, alguns dos melhores guitarristas paraibanos exibem seus talentos tocando While My Guitar Gently Weeps. A produção musical tem a assinatura de Zé Filho, um desses nossos notáveis músicos. É um belo tributo aos Beatles, a George Harrison e à guitarra, o principal instrumento da era do rock. Fonte: Jornal da Paraiba - Sílvio Osias
Em 1972, no álbum"Anthology"de Steve Miller, Paul McCartney colaborou em duas músicas: "Celebration"e "My Dark Hour". Paul toca baixo, bateria e participa nos vocais. Desde então, não fizeram mais nada juntos até 1997, quando McCartney entrou em estúdio para produzir o excelente Flamming Pieeo resultado saiu melhor que a encomenda. A música "Used to Be Bad", composta e tocada pelos dois com solos eletrizantes é uma verdadeira aula de guitarras. Steve Miller nasceu em 5 de outubro de 1943 em Milwaukee, Wisconsin, EUA. Hoje tem 77 anos. É veterano e guitarrista virtuose de Blues e Rock. Em 1968, Miller formou a Steve Miller Band lançando o álbum "Children of the Future", o primeiro de um série de discos calcados solidamente no estilo de Blues Psicodélico que dominava o cenário musical de São Francisco na época. Miller só começaria a cantar em 1969, assumindo os vocais ocasionalmente no álbum "Brave New World". "The Joker", de 1973, marcou o início de uma nova fase na carreira de Miller: mais simplista e direcionado ao Pop, o álbum obteve grande êxito com a faixa título e outras canções. Miller assumira o papel de cantor. Seu alcance vocal limitado na verdade fez com que as músicas se tornassem mais acessíveis e propensas a tocarem nas rádios. Depois vieram "Fly Like an Eagle" e "Book of Dreams". Estes álbuns representaram o auge do sucesso comercial de Miller, ambos alcançando as colocações máximas nas paradas musicais e emplacando diversos hits, como “Rock ‘N’ Me”, “Take the Money and Run”, “Jet Airliner” e “Jungle Love”. Enquanto a crítica esculhambava Miller por ele abandonar suas composições mais ambiciosas e socialmente engajadas em favor de simples sucessos de Pop-Rock influenciados por Blues, os fãs aumentavam cada vez mais, e a Steve Miller Band co-encabeçou uma grande turnê por estádios com The Eagles em 1977. Do alto de seu massivo sucesso, Miller resolveu dar uma pausa nas gravações e turnês, só emergindo em 1981 com "Circle of Live", um álbum ambicioso possivelmente planejado para aplacar os críticos com seu novo estilo. As vendas foram decepcionantes, e em 1982 ele retornou à formula Pop com outro álbum de sucesso, "Abracadabra" que vendeu milhões de cópias em todo o mundo. Este foi seu último grande êxito comercial.
“Used To Be Bad” é a nona faixa música do impecável álbum “Flaming Pie“, lançado por Paul McCartney em1997. A música nasceu de mais uma parceria entre McCartney e o guitarrista Steve Miller durante a gravação do álbum. Tendo gostado de "Young Boy", Steve Miller estava ansioso para estender a colaboração, querendo que Paul cantasse alguns “Blues do Texas”. Como consequência, ele chegou ao segundo conjunto de sessões com dezenas de riffs de guitarra; isso levou Paul a ir para trás da bateria e a dupla tocou por algum tempo, trocando ideias, até que Miller começou a adicionar palavras à jam, utilizando linhas de Blues: “Eu costumava ser mal, mas não preciso ser mais tão ruim”. Assim que a peça se solidificou, Paul dobrou o baixo e Miller acrescentou alguns solos antes das linhas vocais trocadas. "Eu gosto de Blues, mas não faço muito, então quando Steve Miller disse que queria me fazer cantar “Texas Blues”, pareceu uma boa oferta. Eu peguei bateria, ele tocou guitarra, tudo ao vivo, e nos divertimos. Então Steve veio com algumas palavras, sugerindo que usássemos velhas linhas do Blues. Coloquei o baixo, Steve fez alguns solos e decidimos cantar linhas alternadas, cantando no mesmo microfone. Foi uma jam, baseada no riff de Steve e feita no estúdio, e o vocal veio em uma única tomada". Disse McCartney.
Ace Frehley, ex-guitarrista do Kiss acaba de lançar um vídeo animado contendo uma cover de “I’m Down”, dos Beatles. A faixa integra Origins Vol. 2, lançada em setembro e que dá sequência a coleção de releituras do músico de 2016. A animação foi dirigida por Ken Gullic, da eOne, e mostra Ace numa perigosa aventura no ano maluco de 2020 na qual enfrenta uma série de vilões.A versão original de “I’m Down” foi lançada pela primeira vez em 1965 pelos Beatles como o lado-B de “Help!”.
"Tightrope" é a faixa de abertura de "A New World Record" da Electric Light Orchestra. Gravada em 1976 em Musicland, Munique, Alemanha Ocidental, a música apresenta uma abertura orquestral dramática antes de se transformar em uma canção de Rock poderosa com um riff matador. Apesar de nunca ter sido lançada como single, sempre foi uma das favoritas dos fãs e foi tocada ao vivo em todos os shows da ELO incluindo a turnê Zoom em 2001. "Tightrope" foi remasterizada em 2000 e incluída na caixa "Flashback". É o número de abertura do set quatro da turnê de 2016 "Alone In The Universe". A New World Record foi o sexto álbum de estúdio da Electric Light Orchestra (ELO). Lançado em setembro de 1976 pela United Artists Records nos EUA e em 19 de novembro de 1976 pela Jet Records no Reino Unido, A New World Record marcou a mudança da ELO em direção a canções pop mais curtas, tendência que continuaria em toda a sua carreira. Segundo álbum a ser gravado no Musicland Studios em Munique, o LP provou ser o avanço da banda no Reino Unido; depois que as três gravações anteriores de estúdio não conseguiram figurar em seu mercado doméstico, A New World Record tornou-se seu primeiro álbum no Top Dez no Reino Unido.Tornou-se um sucesso global e atingiu o status de multi-platina nos dois lados do Atlântico. O álbum vendeu cinco milhões de unidades em seu primeiro ano de lançamento. A arte da capa apresenta o logotipo ELO, projetado por John Kosh, um Diretor de Arte inglês, designer de capas de álbuns, artista gráfico e produtor/diretor de documentários. Este logotipo seria incluído na maioria dos lançamentos seguintes da banda. O álbum rendeu quatro singles de sucesso, incluindo "Livin 'Thing", o top transatlântico de sucesso "Telephone Line", que se tornou o primeiro single de ouro da ELO nos EUA, o hit no Reino Unido"Rockaria" e o hit número 24 nos EUA "Do Ya", um remake do single de 1972 do 'The Move', do qual Lynne foi membro entre 1970 e 1972.
Em 8 de dezembro de 1980, John Lennon foi brutalmente assassinado por um idiota. Entretanto, o que pouco se sabe, é que naquela segunda-feira, uma testemunha teria presenciado tudo. Fonte: Observatório de Música.
Já havia passado das 22h quando John Lennon e Yoko Ono deixaram o estúdio Record Plant, em Nova York. Eles iriam jantar fora, mas Lennon, então com 40 anos quis passar em casa antes, para dar “boa noite” ao filho, Sean, de 5 anos. Às 22h40, o casal saiu da limusine diante do edifício Dakota, onde moravam, ao lado do Central Park. A artista japonesa se dirigiu ao portão em forma de arco na entrada do prédio, passando por um vulto que estava ali parado. Era Mark David Chapman, o mesmo cara que pediu um autógrafo a John quando os dois saíram de casa para o estúdio, por volta das 17h. Chapman esperou até que o ex-Beatle passasse também e disparou vários tiros a três metros de distância. Naquele instante, o então estudante universitário Sean Strub, de 22 anos, andava com dois amigos pela Avenida Central Park West. Ao ouvir os estampidos, Strub achou que se tratava do escapamento de um carro. Mas, ao virar na Rua 72, percebeu que algo trágico tinha acontecido quando viu um grupo de pessoas falando alto e chorando na calçada diante do Dakota. Strub chegou à cena do crime junto com um carro da polícia, que surgiu em alta velocidade. Ele percebeu que alguém havia sido baleado, mas não imaginava quem era a vítima. "Entendi o que realmente tinha acontecido quando vi um policial inclinado sobre Lennon no chão, tentando fazê-lo reagir, perguntando várias vezes se ele sabia quem era. Foi quando percebi que a mulher angustiada ao lado deles era Yoko Ono. Uma cena horrível. Não havia tempo para esperar uma ambulância e os policiais o colocaram no banco de trás da viatura. Enquanto carregavam John, o sangue jorrava dos ferimentos no peito".
Hoje escritor e ativista, diretor de uma ONG nacional que trabalha pelo direito das pessoas com HIV/Aids nos Estados Unidos, Sean Strub foi testemunha do assassinato mais traumatizante da Cultura Pop no século XX. Ex-fundador dos Beatles, Lennon poderia ter completado 80 anos em outubro, se não tivesse sido morto covardemente por Chapman naquela noite. Três dos quatro tiros atravessaram o corpo do artista causando grandes estragos, enquanto uma bala ficou alojada em sua artéria aorta, ao lado do coração. Os projéteis usados tinham pontas ocas, que causam muito mais danos que as convencionais. Levado às pressas para o Hospital Roosevelt, os médicos abriram o peito do músico e massagearam seu coração com as mãos, mas sem êxito. Ele foi pronunciado morto às 23h15. Assim que chegou ao edifício Dakota, Strub viu o assassino parado tranquilamente, na cena do crime, antes de ser levado preso. “Ele estava apoiado com as costas e um pé na parede da passagem entre a calçada e o pátio interno do prédio. Tinha um sorriso pretensioso no rosto, como um gato que devorou o canário, por assim dizer. Não aparentava remorso. Estava talvez a 12 metros de distância de Lennon. Fiquei em estado de choque por bastante tempo. Não conseguia me concentrar, estava obcecado por notícias de violência e me tornando ainda mais revoltado com políticos que se opunham ao controle de armas. Nunca mais voltei para a faculdade". Cumprindo a pena de prisão perpétua numa penitenciária de segurança máxima desde o assassinato, Chapman já deu algumas explicações para tentar justificar o que fez. Nascido no estado americano do Texas, ele havia sido um fã de Lennon, mas se voltou contra o artista depois de se tornar um religioso fanático, que criticava Lennon, principalmente, pela famosa declaração que os Beatles eram “mais famosos do que Jesus”. Durante seu julgamento, ele se declarou culpado afirmando que aquela era “a vontade de Deus”. Hoje aos 65 anos, Chapman já pediu perdão pelo crime em mais de uma ocasião. No último mês de agosto, ele teve um pedido de liberdade condicional negado pela 11ª vez. Houve comoção global com a morte de John Lennon. Milhares de pessoas tomaram as ruas para realizar vigílias em cidades como Nova York, Liverpool e Rio de Jneiro. O Cardeal-arcebispo do Rio em 1980, Dom Eugênio Araújo Salles deu a seguinte declaração sobre a execução do artista: “Lamento profundamente a morte desse ser humano, mas neste momento é bom lembrar talvez que o mundo tenha se esquecido do grupo dele. Este mesmo grupo chegou a anunciar ao mundo que era mais conhecido que Jesus Cristo”. Sean Strub conta que só mais tarde entendeu o quanto a noite daquela segunda-feira, há 40 anos, marcou sua vida para sempre. Ele escreveu um pouco sobre isso em seu livro “Contagem de corpos: Uma memória de política, sexo, AIDS e sobrevivência” (2014). O americano nascido em Iowa, que tinha se mudado para Nova York um ano antes, para estudar na Universidade Columbia, hoje entende que presenciar aquele episódio de violência o traumatizou muito mais do que ele pensava, na época do crime. “Testemunhar aquela brutalidade e a angústia imposta à mulher que ele amava, aos seus familiares, aos fãs e ao mundo moldou minha perspectiva sobre a violência, a mortalidade e a preciosidade de todos os momentos que temos. Foi naquele outono (do Hemisfério Norte) que eu contraí o HIV, e a epidemia de Aids sequestrou minha vida para eu me tornar um ativista. Ver de tão perto a morte de um homem jovem, um artista no auge da sua criatividade, me forneceu um contexto doloroso para todas as outras mortes que eu veria nos anos seguintes”.
O fotógrafo Paul Goresh, ficou famoso quando, no dia 8 de dezembro de 1980, fotografou John Lennon autografando o álbum "Double Fantasy" para seu algoz, Mark David Chapman. Esta imagem de Paul Goresh fotografado com John Lennon foi em 17 de novembro de 1980. Goresh era um fã radical dos Beatles e sempre era visto vagando do lado de fora do Dakota, onde Lennon morava no sétimo andar com Yoko Ono e o filho Sean. Cinco horas depois, Chapman, assassinou o ex-Beatle com vários tiros à queima-roupa na entrada do Edifício Dakota, onde Lennon vivia. A imagem clicada por Goresh é uma das últimas de Lennon ainda com vida e uma das mais famosas do mundo. Paul Goresh morreu aos 58 anos no dia 9 de janeiro de 2018. A causa da morte não foi revelada.Aqui, a gente confere a cena do filme "Chapter 27", quando Lennon autografa o Double Fantasy de Chapman.
O álbum "The John Lennon Collection" foi lançado em vinil no dia 1 de novembro de 1982 no Reino Unido pela EMI Parlophone e 8 de novembro de 1982 nos Estados Unidos pela Geffen Records. Foi Em CD, em 1989. Foi o primeiro álbum de Lennon a ser lançado após a sua morte, em 1980. A coleção inclui a maioria dos singles de Lennon e várias seleções da maioria de seus discos solo gravados entre 1970 e 1975. Em 1989, depois que a EMI adquiriu os direitos sobre o material do Double Fantasy, "The John Lennon Collection" foi remasterizado e relançado em CD com duas faixas bônus: "Move Over Ms. L" e "Cold Turkey". "Move Over Ms. L" foi a inclusão mais notável - inicialmente prevista para Walls and Bridges, mas cortada no último minuto. Como o primeiro lançamento póstumo de Lennon,"The John Lennon Collection" cumpriu bem seu papel, alcançando o número 1 no Reino Unido e chegando ao número 33 nos EUA, onde eventualmente alcançaria o triplo de platina. O álbum vendeu 300.000 cópias na primeira semana e 1 milhão na terceira. "Love" foi lançada como single e chegou ao número 41. Na época, além das músicas, claro, o que mais chamava atenção no LP eram as belíssimas fotografias da capa, contracapa e miolo, que tiradas por Annie Leibovitz na manhã de 8 de dezembro de 1980; Como todos sabem, Lennon foi assassinado mais tarde naquela noite.
Composta por John Lennon, “Move Over Ms. L”, “um rock da pesada” foi gravada em julho e outubro de 1974 e lançada como single em abril de 1975 como lado B de “Stand By Me”. “Move Over Ms. L” era para aparecer em Walls And Bridges, mas foi cortada no último minuto. Ela estaria entre “Surprise Surprise (Sweet Bird Of Paradox” e “What You Got” no lado 2 do álbum, mas Lennon decidiu remover e alterar uma ordem de execução pouco antes do início da prensagem, menos de três semanas antes de seu lançamento. “Move Over Ms. L” vagamente “zombava” de Yoko Ono, embora a letra lúdica não visasse magoar a mulher que referia-se a si mesma como Sra. Lennon. John Lennon canta e toca guitarra; Jesse Ed Davis (o índio) toca guitarra; Eddie Mottau toca violão; Klaus Voormann, baixo; Ken Ascher, piano; Bobby Keys, Steve Madaio, Howard Johnson, Ron Aprea, e Frank Vicari, sopros; Jim Keltner e Arthur Jenkins: percussão bateria.