A amiga Sofia de Castro disse em um comentário da postagem THE BEATLES - FREE AS A BIRD✶✶✶: “Sofri as a bird... Edu, coloca o vídeo oficial?!!!”. Ok. Lá vai. Obrigado pela participação!😉
Lançada como single em março de 1970, "Let It Be" parecia ter sido gravada como o canto do cisne dos Beatles, mas a música datava de janeiro de 1969. Ninguém fazia ideia de que aquele seria o último single. Paul tinha escrito "Let It Be" a partir da sua sensação geral de desespero, uma vez que os Beatles começavam a ruir a olhos vistos. O documentário tinha começado como um registro de um ensaio seguido de uma apresentação ao vivo, mas foi o registro de um grupo dando os últimos suspiros. A essa altura, John Lennon preferia passar seu tempo com Yoko Ono, cuja presença no estúdio não era bem-vinda por ninguém. GeorgeHarrison já havia deixado o grupo uma vez, após uma briga com Lennon e estava de saco cheio há muito tempo, pela maneira como suas composições eram instantaneamente rejeitadas. Até mesmo Ringo tirou umas férias quando o clima ficou realmente ruim durante a gravação do álbum branco. Paul McCartney estava claramente tentando assumir o papel de líder porque sentia que sem organização e disciplina ninguém chegaria mais a lugar nenhum. "Acho que estamos muito pra baixo desde que o sr. Epstein morreu", é possível ouvir Paul dizendo no filme. "É por isso que estamos cansados do grupo. Não há nada nele de que podemos tirar proveito.Tem sido um peso. A única maneira de não ser um peso é os quatro pensarem 'devemos transformá-lo em algo de bom novamente ou deixar pra lá?". Mesmo que o papel de Paul tenha sido necessário, não fez dele o mais querido. Os demais começaram a se ressentir do seu papel de organizador. "Let It Be" foi escrita como uma resposta a toda essa pressão: "Eu a escrevi quando todos esses problemas comerciais começaram a me encher. Eu estava passando por um momento pesado e foi a minha maneira de exorcizar meus fantasmas".Ele disse. "Let It Be" foi composta entre o lançamento dos discos “Álbum Branco” e “Abbey Road” quando decidiram fazer um disco ao vivo nos novos estúdios da Apple, que se chamaria “Get Back”. Foi um período intenso para os Beatles e para Paul McCartney, que era o único do grupo que parecia ainda se importar com os relacionamentos internos. Nessa época, eles estavam sendo músicos, compositores, produtores e empresários e após a morte do empresário Brian Epstein, Paul se sentiu menos motivado, porém, mais obrigado a manter o grupo unido. Paul McCartney fala sobre a letra no livro “Many Years From Now” de Barry Miles: “Uma noite, durante aqueles tempos intensos, eu tive um sonho com minha mãe que tinha morrido há mais de 10 anos. E foi tão bom vê-la porque isso é fantástico nos sonhos: Você fica unida a essa pessoa por segundos e parece que esteve presente fisicamente também. Foi ótimo para mim e ela parecia estar em paz no sonho dizendo, ‘Tudo ficará bem, não se preocupe, pois tudo se acertará.’ Eu não me lembro se ela usou a palavra ‘Let it be’ (Deixa estar) mas era o sentido do seu conselho. Eu me senti muito abençoado por ter tido aquele sonho. E comecei a canção literalmente com a frase ‘Mother Mary’. A canção é baseada naquele sonho”. A canção cita “Mother Mary comes to me” que apesar de parecer algo Católico ou Cristão(“Ave Maria vem até mim”), na verdade se trata de Mary McCartney, mãe de Paul. Mas ele explica a dualidade: “Ave Maria ou Mãe Maria, se torna uma coisa religiosa e você pode tomar desse jeito. Eu não me importo. Eu fico feliz se as pessoas tomarem para alimentar sua fé. Não tenho problema com isso. Acho importante ter fé na vida, principalmente no mundo que vivemos”. John Lennon demonstra pouca afeição pela canção na entrevista para a revista Playboy em 1980: “Aquilo é Paul. O que eu posso dizer? Nada a ver com os Beatles. Poderia ser até Wings. Eu acho que a inspiração foi ‘Bridge Over Troubled Water.’ É o que eu acho mas não tenho muito a dizer. Só sei que ele sempre quis fazer ‘Bridge Over Troubled Water”. Lennon estava equivocado dando sua opinião sobre a inspiração de McCartney, pois o disco de Simon and Garfunkel, "Bridge Over Troubled Water" foi lançado um ano depois dos Beatles terem gravado a canção "Let It Be". "Let It Be" foi lançada como single em 6 de março de 1970 no Reino Unido e 11 de março nos Estados Unidos, tendo "You Know My Name" como lado B. Foi produzida por George Martin e Chris Thomas e teve como engenheiros Glyn Johns, Jeff Jarratt e Phil McDonald. Paul McCartney faz o vocal principal, toca piano, maracas, piano elétrico e baixo; John Lennon faz vocais de apoio e toca baixo de 6 cordas; George Harrison também faz vocais de apoio e toca a guitarra solo; Ringo Starrtoca sua bateria e Billy Preston toca órgão. Sem créditos: duas trombetas, dois trombones, um saxofone tenor e um violoncelo. Linda McCartney fez backing vocals nas primeiras sessões.
Desde quando foi publicada originalmente em 28 de novembro de 2010, essa postagem já foi vista por 5.530 pessoas. Os quatro Beatles eram fumantes compulsivos. Todos começaram a fumar ainda muito jovens. O vício pelo tabaco durou muitos anos, quase o mesmo tempo de suas carreiras. Por quê os Beatles fumavam tanto? Se alguém procurar essa resposta em algum livro de psicologia talvez encontre que a razão (?) para aquela fumaceira toda, pudesse ser por conta da tremenda pressão e ansiedade pelas rotinas das turnês que faziam o tempo todo. Ok, o tempo passou. A ansiedade e o gosto pelo cigarro, nunca. Os Beatles, e depois ex-Beatles apareciam fumando em qualquer oportunidade que tinham. Em quase todas as entrevistas com os quatro juntos ou mesmo individualmente, aparecem fumando. E assim, foi a vida toda, até George Harrison aparecer com câncer! Dos quatro Beatles, George (o mais novo!) foi quem começou a fumar primeiro e quem fumou mais. Com 12 anos roubava os cigarros do pai, Harold para fumar escondido, sozinho, no telhado da casa onde vivia a família Harrison. Começou a fumar mesmo “de verdade” quando começou a andar com um tal McCartney e um talde Lennon. “Os jovens Beatles fumavam muito sim! Estavam encantados! Fumar era tão natural quanto fazer a barba naquela época! Eles eram jovens rebeldes e fumando achavam que estavam conseguindo o status de “gente grande”. O cigarro e o vício do tabaco eram moda! Quem não fumasse, era um 'bundão', e seria amaldiçoado pelo o resto da vida!”. Explica o professor Hugo Strange. Durante todos os anos que os Beatles estiveram juntos, em nenhum momento, cogitaram, sequer, a possibilidade de abandonarem o vício. Nem quando foram meditar na Índia. Agora, apenas fazendo um exercício de imaginação na base do "E se", E se, os Beatles, com o poder e a popularidade que tinham em meados dos anos 1960, num show como o do Shea Staduim, John Lennon tivesse dito que odiavam cigarros? A história da indústria dessa droga poderia ter tomado outro rumo. Considerando que todos os quatro Beatles começaram a fumar
provavelmente a partir dos doze ou treze, Paul foi o último a fumar começando
aos quinze por influência de John Lennon, e também foi Paul, o primeiro a
deixar o vício no começo dos anos 1980, quando, enquanto estava na fazenda escocesa, uma das crianças se
machucou e, quando ele correu para onde ela estava, estava totalmente sem
fôlego. Ele decidiu que os cigarros tinham que acabar e então disse para si
mesmo, “bem, não estou mais fazendo isso”, simples assim. O preferido dos três (George, Paul e Ringo) era Marlboro.
John Lennon fumou desde a adolescência até o dia que foi assassinado. Gostava de Woodbinenos primeiros anos eGauloises Bleuesem meados dos anos 60. Ele ocasionalmente tinha um Kentou Koolno final dos anos 60. Também gostava deDunhill. Durante as sessões de gravação dos Beatles, todos eles roubavam um cigarroEverest de seu engenheiro de áudioGeoff Emerick. A certa altura, eles estavam até pensando em dar o nome do álbum Abbey Road(no qual, Paul aparece fumando na capa)ao cigarro. Em algum momento dos final dos anos 70, houve rumores de queLennonhavia parado de fumar ou estava tentando parar, mas durante suas últimas entrevistas no outono de 1980, ele aparece fumandoGitanesouGauloises Bleues. George fumou 3 maços por dia desde o final dos anos 50 até por volta de 1989 ou 1990. Ele começou a fumar novamente por volta de 1995 ou 1996, e só parou, no início de 1998, quando foi diagnosticado com câncer. Ele faleceu em 29 de novembro de 2001.
Em 1998, Ringo anunciou que estava livre das drogas e de álcool há mais de 10 anos e finalmente abandonou seu hábito de fumar também até 3 maços por dia. Aqui logo abaixo, a gente confere um artigo da agência Reuters, de Londres, publicado no "Informativo ADESF – Associação de Defesa da Saúde do Fumante” do dia 30/11/2001. MORTE DE HARRISON PODE AJUDAR FUMANTES A LARGAR O VÍCIO "A morte de George Harrison pode fazer com que outras pessoas vivam, segundo especialistas. Médicos afirmaram que o câncer que matou o ex-Beatle poderia dar aos grupos antifumo um grande reforço. Eles esperam que a morte de Harrison por câncer aumente a conscientização sobre a doença e envie uma mensagem poderosa sobre os perigos do cigarro. O membro mais jovem da banda que sintetizou o espírito dos anos 1960 não escondeu sua doença ou o fato de que fumava muito. "George Harrison é o último de uma longa lista de astros e estrelas muito queridas que morreram de câncer", disse Leslie Walker, da entidade britânica Cancer Research Campaign. "Isso mostra que o câncer não respeita a fama ou a fortuna", acrescentou. Walker disse que a luta de Harrison contra o câncer começou com tumores no pulmão e na garganta e, mais recentemente, ele recebeu tratamento para um tumor no cérebro. "Ele não fez segredo sobre seu arrependimento de ter fumado muito e sabemos a partir de nossa pesquisa que o tabaco é a única grande causa do câncer de pulmão", afirmou Walker. Como as mortes de Yul Brynner, John Wayne e Linda McCartney, a perda de Harrison vai aumentar a preocupação com o câncer pois a sociedade identifica-se muito com as celebridades. "Achamos que os conhecemos. Eles tornam-se parte de nossa família e, portanto, quando algo acontece com eles, isso também está acontecendo com nossa família", disse Cary Cooper, psicólogo da Universidade de Manchester. "Se eles ficam doentes, esta doença torna-se uma doença significativa". A franqueza do prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, sobre seu câncer de próstata aumentou a demanda pela realização do exame da doença. O ex-Super-homem Christopher Reeve tornou-se um porta-voz global de pacientes com lesão na medula espinhal e o ator Michael J. Fox é o rosto da doença de Parkinson. A morte de Harrison é vista como particularmente significativa devido a seu caráter gentil e espiritual e porque os Beatles representaram a década de 1960 - uma época de reflexão, amor livre, rebeldia e desafio dos valores estabelecidos. "Este é o fim de uma era. Isto simboliza o final do que acontecia provavelmente no Reino Unido e no resto do mundo desenvolvido, o final de uma década poderosa - os anos 60", disse Cooper. Especialistas em saúde e grupos antifumo acreditam que o arrependimento público de Harrison sobre o fumo e sua morte precoce aos 58 anos poderiam convencer as pessoas a largar o cigarro ou não começar a fumar, uma conscientização melhor do que qualquer campanha de saúde pública. "Esta é uma mensagem completa", disse Clive Bates, da Action on Smoking and Health 9ASH0. "Para as pessoas que cresceram com os Beatles e ainda estão fumando, acredito que a morte de Harrison vai provocar uma pausa real". Tsc, Tsc.
"I Don’t Need No Cigarette, Boy"(Lennon-McCartney) é uma das primeiras gravações dos rapazes, num tempo em que eram Silver Beatles. Nunca lançada oficialmente, "I Don’t Need No Cigarette, Boy" é uma faixa instrumental improvisada, com interferências vocais de Paul McCartney, gravada em abril de 1961 e aparece no bootlegSilver Beatles At Home 1960.
Publicada originalmente em 1 de novembro de 2019, e agora, com um abraço para minha amiga Maria Lúcia Vilaça. Parabéns! "You've Got to Hide Your Love Away"foi composta por John Lennon e lançada no álbum Help!, de 1965.Foi inspirada em Bob Dylan e faz referência ao empresário Brian Epstein - responsável pelo sucesso do começo da carreira dos Beatles. Devido a uma maior proximidade que tinha com John Lennon surgiram rumores que os dois tiveram um romance quando foram para Espanha em abril de 1963. A homossexualidade de Brian não veio a público até anos após a sua morte em 1967. O título supostamente evidencia este fato: You've Got to Hide Your Love Away - Você tem que esconder seu amor. Seja como for, é uma das pérolas mais preciosas já gravadas pelos Beatles. "You've Got to Hide Your Love Away" foi gravada em um dia para a trilha de "Help!", e sua apresentação durante o filme, com os Beatles relaxando na casa onde os quatro moram, é um dos pontos altos da película. Foi a primeira gravação dos Beatles a apresentar somente instrumentos acústicos, e marcou também uma das poucas vezes que Lennon, sempre dolorosamente crítico quanto à sua habilidade como cantor, não duplicou sua voz, como fazia desde de que descobriu esse truque de estúdio. "You've Got to Hide Your Love Away" foi a primeira música dos Beatles desde 'Love Me Do' a apresentar um músico de fora. Foi John Scott, que gravou as flautas tenor e alto para a música. Ele recebeu seis libras (17 dólares na época) e nenhum crédito. Os Beatles deram uma direção geral a Scott e deixaram que ele elaborasse um arranjo próprio. Scott se lembrava de que os rapazes estavam de bom humor na época. "Ringo estava cheio de alegrias matrimoniais. Ele tinha acabado de voltar de sua lua de mel". Disse ele. "You've Got to Hide Your Love Away" foi gravada no dia 18 de fevereiro de 1965 em Abbey Road. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro de som. John Lennon - vocal e violão de 12 cordas; Paul McCartney - baixo; George Harrison - violão clássico; Ringo Starr - tarola escovada , pandeiro e maracas; e John Scott - flautas baixo e alto. Embora os Beatles não tenham lançado como single,("não é comercial", Lennon disse), o grupo de folk inglês The Silkie, que tinha contrato com a companhia de Brian Epstein, a emplacou no Top 10 nos Estados Unidos, e os Beach Boys fizeram uma cover no álbum Beach Boy's Party, de 1965. De lá prá cá, muita gente bebeu água nessa fonte: Percy Faith and his orchestraem 1965; Jan & Dean em 1966; The Grass Roots em 1966 ; Waylon Jennings and the Waylors em 1967; The Pozo-Seco Singers em 1968; Enuff Z'nuff em 1985; Elvis Costello em 1994; A versão de Joe Cocker, em 1991, poderia ter ficado boa, mas não passou de uma tentativa de um repeteco de With a Little Help From My friends; Eddie Vedderfez uma cover fraquíssima em 2001 para a trilha do filme I Am Sam; e o Oasisgravou uma cover em 1994 ou 95, que também é muito ruim.
Se viva estivesse, Linda McCartney teria completado 80 anos no dia 24 de setembro de 2021. Linda Louise Eastman nasceu em 24 de setembro de 1941 em Nova York, e era a segunda filha do advogado Lee Eastman - também tinha um irmão mais velho e duas irmãs mais novas. A mãe morreu quando ela tinha 19 anos e já havia saído de casa para estudar - a família Eastman era bem colocada (embora não tivesse nenhuma relação com a fotografia). Linda estudou História da Arte no Arizona, onde nasceu seu amor pela fotografia. De volta a Nova York, passou a trabalhar como recepcionista da revista Town&Country, onde teve a informação de um evento que abriria as portas para a Linda fotógrafa. Os Rolling Stones estavam a bordo de um iate ancorado no rio Hudson, para o lançamento de seu álbum, "Aftermath". Linda dirigiu-se ao local e foi tomada como uma fotojornalista, tendo acesso ao iate. Ali, era a única munida de uma máquina fotográfica profissional, de modo que teve a exclusividade no registro do evento. Isso gerou um interesse automático por seu trabalho, e ela passou a ser reconhecida como uma talentosa fotógrafa profissional. Unindo essas duas grandes paixões - a música e a fotografia -, Linda se especializou em captar imagens de grandes astros, tais como Jimi Hendrix, Bob Dylan, The Doors, The Who, The Grateful Dead, Cream, Otis Redding e Simon & Garfunkel. Acabou se tornando fotógrafa da revista Rolling Stone, e em maio de 1967, estava em Londres - foi levada por Chas Chandler, baixista dos Animals e seu amigo, ao clube Bag'o'Nails, onde ocorria uma festa pelo lançamento do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles. Já estava para ir embora quando foi abordada por Paul McCartney. A partir de então, Linda e Paul eram um casal. Ela já era divorciada de seu primeiro marido, o geólogo Melvin See, e tinha uma filha, Heather, mas isso não foi obstáculo. Paul e Linda casaram-se em 12 de março de 1969, numa cerimônia simples no cartório de Marylebone, em Londres, tumultuada apenas pela presença de inúmeros jornalistas e fotógrafos que registravam o "enforcamento" do Beatle mais assediado pelas meninas. O trabalho de Linda como fotógrafa lhe garantiu exposições em diversos países e em locais tão prestigiados como o Victoria and Albert Museum de Londres, bem como a edição de 5 livros de fotografias, mas não foi a única atividade a que se dedicou a Sra. McCartney.
Linda também dedicou-se à música - sua principal atividade nessa área foi como tecladista dos Wings a partir de 1972 e, mesmo depois da dissolução da banda, sempre esteve presente nos álbuns e shows do marido, em performances sem muito brilho, mas que não chegavam a comprometer. Outras paixões de Linda eram a culinária - adepta do vegetarianismo, escreveu 3 livros de receitas e lançou uma linha de produtos, a Linda McCartney's Homecooking - e as atividades de apoio à Ecologia e contra a crueldade com animais, nas quais se engajou, com destaque para as ONGs Friends of The Earth e PETA - People for the Ethical Treatment of Animals, que chegou a condecorar o casal McCartney com um prêmio (Lifetime Achievement Award) em dezembro de 1996.
Fotografia, música, culinária, ecologia - todas essas atividades preenchiam a vida de Linda, mas nada lhe dava maior orgulho que seus filhos. Heather, filha do primeiro casamento mas adotada por Paul, trabalha com artesanato e artigos para casa. Stella, a mais famosa, trabalha com moda e fez seu nome como estilista da Maison Chloe, e seu sucesso permitiu que passasse a ter uma grife própria, com sua assinatura. Mary é fotógrafa e James é músico, tendo participado das gravações de "Flaming Pie" e também compondo com seu pai - ele recebeu créditos na composição das faixas "Spinning on an Axis" e "Back in the sunshine again", do álbum "Driving Rain". A família sempre foi um suporte para Linda, principalmente depois de dezembro de 1995, quando foi diagnosticada com um câncer de mama. Sua atitude positiva e otimista mediante a vida, associada ao tratamento médico e ao apoio e amor incondicionais de Paul e seus filhos, permitiu que Linda seguisse em frente até 17 de abril de 1998, quando faleceu, aos 56 anos. Tida como uma pessoa determinada, discreta, alegre e doce pelos que a conheciam, Linda é lembrada com carinho sempre que se ouve uma das muitas músicas que Paul compôs tendo a esposa como musa inspiradora. Essas canções certamente eternizam a "Lovely Linda" na memória dos milhares de fãs de Paul McCartney e dos Beatles. Esta semana, Paul McCartney usou as redes sociais para prestar uma homenagem à ex-mulher, Linda McCartney, que morreu em 1998. "Tenha um ótimo dia no dia que poderia ter sido o aniversário de 80 anos da Linda", escreveu o músico na sexta-feira (24). Acompanhando a mensagem estava uma foto de Linda mais jovem. Paul já revelou o quão devastadora foi a perda de Linda em várias oportunidades. Em entrevista para a BBC, ele relatou o tamanho de sua tristeza: “Acho que chorei por cerca de um ano intermitentemente. Eu chorei muito".
"No Other Baby" é uma música composta por Dickie Bishop e Bob Watson, originalmente gravada em 1957 por Dickie Bishop and The Sidekicks. As primeiras covers foram gravadas por The Vipers (1958) e Bobby Helms (1959). Paul McCartney fez uma brilhante regravação de "No Other Baby" para o seu incrível álbum de 1999 - Devil Run Run, que funcionou para ele como uma forma de exorcismo de fantasmas após a morte de Linda McCartney. É impossível não remeter a música à ela, ainda mais com o sensacional vídeoclipe da época de seu lançamento. "No Other Baby" também foi lançada como único single do álbum, trazendo "Brown Eyed Handsome Man" como lado B. "No Other Baby" foi gravada no dia 5 de março de 1999, em Abbey Road. Foi produzida por Paul McCartney e Chris Thomas e teve Geoff Emerick e Paul Hicks como engenheiros. Paul McCartney canta, toca baixo e guitarra; Mick Green: guitarra; David Gilmour: backing vocals e guitarra; Ian Paice: bateria; e Pete Wingfield: Órgão Hammond.
“The Beatles Come To Town” foi um filme documentário produzido pela agência de notícias PatheNews para a ABC-TV em novembro de1963. O filme quis mostrar o que aconteceu quando uma cidade, neste caso, Manchester, foi atingida pela Beatlemania. O documentário mostra os Beatles em uma conferência de imprensa, no camarim, e cantando "She Loves You" e "Twist & Shout" no Ardwick Apollo em Manchester.
Em novembro de 1969, quando apresentou “The Fool On The Hill”(Lennon/McCartney) no Ed Sullivan show, Petula Clark estava com 37 anos e já era uma estrela consagrada. Hoje ela está com 88. Petula Clark é cantora, atriz e compositora, nascida em Ewell, Surrey, Inglaterra, em 15 de novembro de 1932. A carreira profissional começou durante a Segunda Guerra Mundial como artista infantil na rádio BBC. Em 1954, ela estrelou com "The Little Shoemaker", o primeiro de seus grandes sucessos no Reino Unido, e em dois anos começou a gravar em francês. Seus sucessos internacionais incluem “Prends mon coeur", "Sailor" (número um no Reino Unido), "Romeo" e "Chariot". Sucessos em alemão, italiano e espanhol se seguiram. No final de 1964, o sucesso de Clark estendeu-se aos Estados Unidos com uma sequência de quatro anos de singles que definiram sua carreira, muitas vezes otimistas. Muitos escritos ou co-escritos por Tony Hatch (e Jackie Trent). Essas canções incluem sua canção de assinatura "Downtown" e "I Know a Place", "My Love", "A Sign of the Times", "I Couldn't Live Without Your Love", "Who Am I", "Color My World","This Is My Song" (de Charlie Chaplin), "Don't Sleep in the Subway", "The Other Man's Grass Is Always Mais Green" e "Kiss Me Goodbye". Nos Estados Unidos, Clark era chamada de "a primeira-dama da invasão britânica". Acredita-se que Petula Clark vendeu mais de 70 milhões de discos.
No dia 7 de dezembro de 1963, osBeatles fizeram uma apresentação espetacular no Empire Theatre, em Liverpool. Eles faziam parte do júri da edição especial do programa Juke Box da BBC TV, apresentado para uma plateia de 2.500 membros do fã-clube dos Beatles 'Northern Area Fan Club'. David Jacobsfoi o "mestre de cerimônias". No programa, as músicas podiam ser classificadas como aprovadas ou reprovadas e depois de cada número, os jurados também faziam seus comentários. Após essas apresentações, o fã-clube foi presenteado com um show especial,It’s The Beatles!Nossa banda preferida quebrou o maior cacete com “From Me To You”, “I Saw Her Standing There”, “All My Loving”, “Roll Over Beethoven”, “Boys”, “Till There Was You”, “She Loves You”, “This Boy”, “I Want To Hold Your Hand”, “Money (That’s What I Want)”, “Twist And Shout” e a coisa terminou com “From Me To You” novamente, só que instrumental repetindo os acordes principais, com uma batida inacreditável encerrando o show de forma mais que fantástica para delírio absoluto da plateia. Mais tarde, a BBC Light Programme gravou uma entrevista com os Beatles, que seria exibida no especial de Natal Top Pops of 1963. Esse incrível show dos Beatles, também apareceu em vários lançamentos em alguns países - na maioria, piratas. Infelizmente, todos os vídeos disponíveis dessa performance incrível, são cortados, mutilados faltando vários pedaços. Em compensação, esse que está mais abaixo, traz o áudio do show It’s The Beatles! completo com uma qualidade bem aceitável.
"(Marie's the Name) His Latest Flame" é uma canção composta por Doc Pomus e Mort Shuman e gravada pela primeira vez por Del Shannon no álbum Runaway With Del Shannon, lançado em junho de 1961. A gravação mais conhecida e bem-sucedida foi a de Elvis Presley, lançada em agosto de 1961. A melodia relativamente intensa, apresentando uma batida de Bo Diddley, teve um bom desempenho em ambas as estações pop e easy listening, alcançando o 4º lugar na Billboard Hot 100, e 2º no gráfico Easy Listening, baseado (na época) no Top 100. No entanto, a corrida do single Hot 100 na tabela foi atípica de um hit no Top Ten. No outono de 1961, disparou de 22 para 4, depois caiu para 10, depois para 26, tudo no espaço de quatro semanas. O single (um duplo lado A com "Little Sister"), passou quatro semanas em primeiro lugar no UK Singles Chart - um dos nove primeiros colocados nas paradas britânicas de Presley entre 1960 e 1962.
Cloud Nine foi o nono álbum de estúdio de George
Harrison, lançado em novembro de 1987. Ainda hoje e para sempre, considerado um dos melhores discos de um Beatle em carreira solo,
assim como “All Things Must Pass” – o triplo matador.
Cloud Nine trouxe várias músicas para as paradas, sendo seu maior sucesso indiscutivelmente "Got My Mind Set on You". “Someplace Else” é mais uma das que embelezam esse discãozaço e desliza, como um solo de slide, entre as mais lindas composições de George em toda a vida. “Someplace Else” também foi uma das músicas de Harrison a
aparecer no filme “Shangai Surprise” de 1986, estrelado por Madonna e produzido pela Handmade Films, de Harrison. Embora “Someplace Else” tenha sido usada no filme "Surpresa de Xangai" de 1986, a versão cinematográfica foi gravada antes de George
começar a trabalhar com Jeff Lynne e não apresenta Lynne de forma alguma. Foi mais tarde, para o álbum Cloud Nine, que “Someplace Else” foi regravada com Lynne atuando e produzindo-a. "Eu escrevi a música [Someplace
Else] especificamente a pedido do produtor do filme - Madonna. Era a música de amor para o casal travesso. [...] Para aquela música em particular, há uma cena onde, eu acho que ela entra no táxi e bate com a cabeça e então diz algo sobre, você sabe, 'Como seria se nós tivéssemos nos encontrado em algum outro lugar’.-Então eu pensei que parecia um bom título de música" - George Harrison Cinco composições originais de George foram incluídas na trilha sonora de Surpresa de Xangai: “Shanghai Surprise”, “Hottest
Gong In Town”, “Someplace Else”, “Breath Away From Heaven” e “Zig Zag”. “Someplace Else” e “Breath Away From Heaven” entraram posteriormente no álbum Cloud Nine.
“Tudo que fizer você passar a noite está bem está bem; Seja
o seu dinheiro ou sua vida está bem está bem; Não é preciso uma espada para
cortar flores oh não, oh não; Tudo que fizer você passar a vida está bem está
bem; Seja errado ou certo está bem está bem; Não é preciso um relógio para
perder tempo oh não, oh não”. "Whatever Gets You Thru the Night" foi composta, gravada e lançada por John Lennon, em 1974 como single e é também a segunda faixa do sensacional "Walls and Bridges", também lançado em 1974. A gravação contou com a colaboração de Elton John. Uma coisa interessante era que John Lennon era extremamente pessimista em relação a reação do público com esta faixa (assim como tantas outras), porém, Elton John sempre apostou com ele que a música chegaria ao primeiro lugar nas paradas americanas. A aposta era que, se "Whatever Gets You Thru the Night" chegasse ao primeiro lugar, John Lennon estaria ao vivo em um dos shows de Elton no Madison Square Garden para tocarem a música juntos. No dia 16 de novembro de 1974, "Whatever Gets You Thru the Night" alcançou o 1º lugar da parada da Billboard. John Lennon cumpriu a aposta na noite de 28 de novembro de 1974, dia de ação de graças, no Madison Square Garden. Da gravação original em estúdio, participaram: John Lennon - vocal, guitarra; Elton John - harmonia vocal, piano; Ken Ascher - clavinet; Jesse Ed Davis - guitarra; Arthur Jenkins - percussão; Jim Keltner - bateria; Bobby Keys - saxofone; Eddie Mottau - violão e Klaus Voormann - baixo.
“Deep Down” é a penúltima faixa do excelente McCartney III,
lançado em 18 de dezembro de 2020. “Foi só uma jam que tive. Eu tinha
uma batida que eu gostava e acordes que eu gostava e realmente não tinha muitas
ideias, mas eu tinha essa coisa que dizia 'vá fundo, quero ir fundo' como essa
ideia. Eu não sei bem o que quero dizer com no fundo, exceto que eu quero
ter um relacionamento profundo com você ou o que quer que seja, então eu
realmente continuei. Algumas músicas você conhece, mas não sabe bem para
onde está indo; você acabou de ter metade de uma ideia e na verdade você
está curtindo o ritmo e essa foi uma delas, eu só pensava em ideias à medida
que avançava. Há o baixo Moog em Deep Down, e também em Find My Way, o baixo
alterna entre Hofner e Moog, meio que se cruzando em diferentes seções da
música. Usamos o Moog bastante”. Paul McCartney. Além se ser o produtor, Paul
McCartney toca guitarra acústica, bateria, harmônio, baixo
Moog e Hofner e órgão Rhodes. Keith Smith
foi o engenheiro assistente e Steve Orchard,
engenheiro de mixagem e gravação.
Backbeat é a trilha sonora original do filme "Backbeat - Os 5 rapazes de Liverpool" de 1994, estrelado por Stephen Dorff, Sheryl Lee, Gary Bakewell e Ian Hart. As músicas foram produzidas por Don Was. Um álbum baseado em partituras com a música original de Don Was também foi lançado. As sessões de gravação do álbum começaram no dia 26 de março de 1993 na Ocean Way Recording, em Los Angeles, Califórnia. Muitas das canções do álbum foram as primeiras tomadas. Was disse em uma entrevista à Variety, que "a banda improvisada gravou 15 músicas em três dias praticamente sem overdubs (exceto os vocais de Pirner, gravados em datas separadas) e não mais do que duas tomadas. "Naquela fase os Beatles eram uma banda adolescente selvagem que compensava sua falta de sutileza com uma quantidade tremenda de energia", disse Was. O vídeo promocional de "Please Mr. Postman" foi filmado na Alemanha, em março de 1994, para o single promocional do Reino Unido, lançado em 3 de maio daquele ano.
A banda, que interpretou todas as músicas do filme não poderia ter outro nome - The Backbeat Band, formada por conhecidos rockeiros daquela época (1994): Greg Dulli (Afghan Whigs) e Dave Pirner (Soul Asylum) nos vocais, Thurston Moore (Sonic Youth) e Don Fleming (Gumball) nas guitarras, Mike Mills (R.E.M.) no baixo e Dave Grohl(Nirvana/Foo Fighters) na bateria. O álbum com a trilha, produzido por Don Was, saiu pela EMI em março de 94, um mês antes do filme estrear, e traz a banda fazendo versões de doze canções, nenhuma origiginal dos garotos de Liverpool (“Twist and shout” não é dos Beatles…), mas todas tocadas por eles em seus primeiros anos em clubes obscuros, inclusive em sua turnê por Hamburgo, que é o cenário do filme. Estão lá: Money (That’s What I Want); Long Tall Sally; Bad Boy; Twist and Shout; Please Mr. Postman; C’mon Everybody; Rock & Roll Music; Slow Down; Roadrunner; Carol; Good Golly Miss Molly; e Twenty Flight Rock. É um disco para ouvir bem alto, porque é puro Rock and Roll.
Os Beatles ganharão uma edição especial do álbum Let it Be, de 1970, através de um lançamento que está agendado para 15 de outubro via Apple Corps Ltd./Capitol/UMe. Para promover o lançamento, o canal do YouTube oficial dos Beatles disponibilizou segunda-feira (20), o áudio de mais quatro faixas 'inéditas'. Os fãs podem conferir “Get Back” (Take 8), “One After 909” (Take 3), “I Me Mine” (1970 Glyn Johns Mix) e uma mixagem de 2021 de “Across The Universe”. No mês passado, outras três faixas, "Let It Be", "Don't Let Me Down" e "For You Blue" já haviam sido lançadas aqui. O conjunto de box expansivos que chegará em breve apresentará o álbum original em uma nova mixagem estéreo, uma versão anterior de 1969 do álbum intitulada Get Back, ensaios de estúdio, uma mixagem de Glyn Johns, e um EP composto por novas mixagens de faixas de Let it Be. O novo conjunto também apresentará aos fãs um disco Blu-ray do álbum em Som Dolby Atmos e DTS-HD Master Audio 5.1, além de um livro de 105 páginas intitulado The Beatles: Get Back, que apresenta ensaios, fotos, letras e muito mais. Confira: THE BEATLES - VEM AÍ O LET IT BE 2021!
Há quase um mês, apareceu aqui o vídeo THE BEATLES - I WANT TO HOLD YOUR HAND - ISOLATED GUITARS, que foi um sucesso. Agora a gente confere este outro, "I Want To Hold Your Hand" com os vocais isolados. Também ficou legal. Sempre vale a pena!