terça-feira, 8 de dezembro de 2020

ANNIE LEIBOVITZ – FOTÓGRAFA DAS GRANDES ESTRELAS

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Anne Leibovitz é uma das fotógrafas mais caras do mundo. Anna-Lou (Annie) Leibovitz nasceu em Westport, Connecticut, EUA, em 2 de outubro de 1949. Agora está com 71 anos. Em 1980, quando fotografou John Lennon, estava com 31. Em dezembro daquele ano, tornou-se mundialmente famosa ao fotografar John Lennon e Yoko Ono em duas sessões distintas, uma no dia 3 de dezembro e outra na manhã do fatídico dia 8, na última foto de John e Yoko juntos para a capa da Rolling Stone. Leibovitz se notabilizou por realizar retratos de celebridades cuja marca é a colaboração íntima entre a retratista e seu retratado.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

WINGS GREATEST - THE BEST OF PAUL McCARTNEY & WINGS - SENSACIONAL!

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Quando essa postagem apareceu aqui, originalmente em 23 de novembro de 2017, o amigo ‘roque22’ disse o seguinte: “Considero a melhor coletania de todos os Tempos. Este disco, ao lado da coletania Beatles 1967-1970 são os discos que eu mais coloquei na vitrola em toda a minha vida. Nota 10!".
Wings Greatest foi a primeira compilação da carreira de Paul McCartney e seus Wings. Foi lançado na Inglaterra em 1º de dezembro de 1978 e nos EUA em 6 de dezembro 1978. É o oitavo álbum lançado pelo Wings. Tornou-se notável por ser a primeira retrospectiva da carreira de Paul McCartney depois dos Beatles, no entanto, essa coleção se tornou irrelevante depois de lançamentos como "All The Best", "Wingspam: Hits and History" e mais recentemente, "Pure McCartney". Apesar de já ter sucessos suficientes até o final de 1978 para um álbum duplo, McCartney manteve-0 como simples absolutamente por razões comerciais e contratuais. Wings Greatest traz a inclusão de muitos dos sucessos lançados por Paul McCartney (e sua nova banda) somente em compactos no decorrer da década de 1970, como "Another Day", "Live and Let Die", "Junior's Farm", "Hi, Hi, Hi" e "Mull of Kintyre", "Uncle Albert / Admiral Halsey", todas estão lá. Em 1993,"Wings Greatest" foi remasterizado e relançado como parte da "The Paul McCartney Collection".
O design do álbum foi creditado a Aubrey Powell e George Hardie da Hipgnosis. A capa retrata uma estatueta chryselephantina (ouro e marfim) na neve. A estatueta de Semiramis - Deusa do Ocultismo, foi criada pelo famoso escultor de Art Deco, o romeno Demetre Chiparus. Depois de comprá-lo, Linda McCartney queria que a mulher voadora fosse fotografada na neve. Por isso, em 14 de outubro de 1978, ela partiu levando a estatueta e o fotógrafo Angus Forbes para os Alpes. A estatueta também pode ser vista na capa do álbum Back to the Egg, sobre a lareira.

A contra-capa mostra miniaturas das capas dos doze sucessos, principalmente os singles. No meio, uma fotografia de Paul, Linda e Denny Laine. A fotografia original também teve Jimmy McCulloch e Joe English, mas ambos deixaram a banda no momento em que este álbum foi lançado e foram apagados.

7/12 MANCHESTER

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A última turnê britânica dos Beatles aconteceu entre os dias 3 e 12 de dezembro de 1965, com 18 shows por nove cidades em toda a Inglaterra, Escócia e País de Gales. Coincidiu com o lançamento do fantástico Rubber Soul, e do single duplo lado A com "Day Tripper" e "We Can Work It Out".

O roteiro era o seguinte: no dia 3 de dezembro, fariam dois shows em Glasgow no Odeon Cinema; No dia 4, dois shows em Newcastle no Newcastle City Hall; No dia 5, dois shows em Liverpool no Empire Theatre; No dia 7, dois shows em Manchester no Ardwick ABC Cinema; No dia 9, dois shows em Birmingham no Odeon; No dia 10, dois shows em Londres no Hammersmith Odeon; no dia 11, mais dois shows em Londres no Odeon Astoria e encerrariam a turnê no dia 12 com dois shows em Cardiff no Capitol Cinema. Os shows de 7 de dezembro, terça-feira em Ardwick, Manchester, foram afetados pe­las más condições da estrada. Uma neblina densa travou o trânsito na Liverpool-East Lancashire Road, e os Beatles só chegaram ao ABC Cinema 20 minutos depois do horário em que tinham que estar no palco.

Os Beatles usaram máscaras de proteção contra a neblina e foi preciso inserir um intervalo extra na programação; para compensar, os grupos de abertura estenderam suas apresentações, e o mestre de ce­rimônias Jerry Stevens teve que inventar freneticamente coisas para falar a fim de evitar a revolta do público. De Manchester, eles seguiram para a industrial Sheffield, onde toca­ram no Gaumont Cinema na quarta-feira, 8 de dezembro, e em seguida foram para Birmingham e tocaram no Odeon, no dia 9. Em Sheffield, 20 fãs desmaiaram, e alguém atirou um bombom no olho de Paul, o que o incomodou o show inteiro.

Não deixe de conferir de jeito nenhum a postagem épica THE BEATLES - A ÚLTIMA TURNÊ BRITÂNICA E O ÚLTIMO SHOW EM LIVERPOOL***** de 16 de dezembro de 2019. 

RINGO STARR - BEAUCOUPS OF BLUES - 1970

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Publicada originalmente em 30 de junho de 2015.
Ringo desde sempre demonstrou ser um grande fã de Country & Western. Muitas das músicas que ele canta nos álbuns dos Beatles são variações roqueiras desses estilos. Basta lembrar de "Act Naturally" (composta por Buck Owens) de Help!, "What Goes On" em Rubber Soul ou a própria composição dele no Álbum Branco, "Don’t Pass Me By".

Em maio de 1970, enquanto participava das sessões de All Things Must Pass — o álbum solo triplo de George Harrison, Ringo conheceu Pete Drake. O renomado músico de Nashville estava em Abbey Road registrando pedal steel guitar para o disco de George. A afinidade musical acabou aproximando os dois.

Drake já havia trabalhado com Elvis e Bob Dylan. Ringo questinou sobre o fato de Nashville Skyline - disco de 1969 de Dylan - ter sido gravado e concluído tão rapidamente quanto comentavam. Drake  disse que sim, que em pouco tempo ele era capaz de produzir um álbum. Logo os dois passaram a discutir sobre a possibilidade de registrarem um disco só de country. A intenção de Ringo era gravar material na Inglaterra e enviar as fitas master para serem finalizadas por Drake em Nashville. Mas Drake soube convencer Ringo de que o ideal seria ele ir até os Estados Unidos para realizar todas as sessões.

Quando voltou para Nashville, Drake solicitou que vários dos melhores compositores de country escrevessem canções inéditas para o álbum de Ringo. Starr voou para os EUA no dia 22 de junho de 1970. Imediatamente ouviu as demos e escolheu as músicas que lhe interessaram. Drake havia reservado o Music City Recorders Studio e contratado vários dos músicos de estúdio mais requisitados do Tennessee para as gravações: Jim Buchanan, Charlie Daniels, D.J. Fontana, Buddy Harman, Chuck Howard, Roy Huskey Jr, The Jordanaires, Ben Keith, Jeannie Kendal, Jerry Kennedy, Dave Kirby, Grover Lavernder, Charlie McCoy, Sorrells Pickard, Jerry Reed, George Richey e Jerry Shook. Além de cantar, Ringo tocou bateria e violão em algumas faixas.
No dia 1º de julho - em menos de 10 dias - os trabalhos estavam encerrados e Ringo já retornava para a Inglaterra. Em setembro, o segundo álbum solo de Starr naquele ano era lançado. “Beaucoups of Blues” é composto por 12 canções e, sem dúvida, um disco incrível de country. Promovendo o lançamento, um single foi lançado com um lado-B inédito: Coochy Coochy. Quando Beaucoups of Blues foi relançado em CD, em 1995, essa música foi incluída como faixa bônus, junto com Nashville Jam, que reunia todos os músicos presentes nas sessões.
Apesar de ser muito bem cotado pela mídia especializada, e sem dúvida ser muito superior ao trabalho anterior do artista (Sentimental Jouney), “Beaucoups of Blues” não vendeu tão bem. Nem mesmo chegou a entrar nas paradas inglesas. Talvez o fato desses primeiros títulos solo de Ringo não receberem o devido reconhecimento se deva ao incrível avanço discográfico dos seus ex-colegas Beatles na época. Anos mais tarde, em retrospecto, muitos críticos apontaram essa como sendo a obra prima de Ringo. Talvez não seja para tanto, tendo em vista vários outros clássicos incríveis lançados por ele nos anos posteriores. Mas ainda assim, é um clássico indiscutível do country rock. “Beaucoups of Blues” foi lançado em 25 de setembro de 1970 no Reino Unido e 28 de setembro de 1970 nos Estados Unidos.

domingo, 6 de dezembro de 2020

GEORGE HARRISON - DING DONG DING DONG - SENSACIONAL!!!

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Um dos destaques do álbum Dark Horse, “Ding Dong, Ding Dong” também foi lançada como um single festivo para o natal de 1974, um ano peculiar para Harrison. Ele se separou de sua primeira mulher Pattie Boyd, lançou sua própria gravadora Dark Horse Records e produziu álbuns para Ravi Shankar e Splinter. Também gravou o álbum Dark Horse, e fez planos para sua primeira turnê completa pelos EUA no final do ano.

"Ontem, hoje era amanhã e amanhã, hoje será ontem. Então fuja do velho e viva o novo"
“Ding Dong, Ding Dong” foi composta por Harrison em apenas três minutos e significou seu desejo de um novo começo. A letra foi em grande parte tirada de gravuras esculpidas na madeira de sua mansão Friar Park, onde a música foi gravada. Diz-se que Harrison dedilhava sua guitarra quando percebeu as palavras "Ring out the old Ring in the new" à esquerda de uma lareira. Mais tarde, ele revelou que vivia com as palavras há algum tempo, mas nunca tinha notado que poderiam ser a letra de alguma de suas músicas.
A faixa de apoio estava completa no final de novembro de 1973, com guitarra acústica, piano, baixo e bateria. Harrison previu que a canção tivesse um tratamento tipo ‘Wall of Sound’ de Phil Spector, mas com ecos dos hits glam rock do Natal de Slade e Wizzard através do kit de bateria dupla e saxofone. George Harrison tinha grandes espectativas para a música. “Ding Dong, Ding Dong” foi emitida como single no Reino Unido em 6 de dezembro de 1974. Demasiado tarde para fazer um impacto no mercado de Natal, mesmo assim, atingiu o posto 38 e passou cinco semanas nas paradas. Seu Lado B foi “I don’t care anymore” - eu não me importo mais. Ele disse ter escrito sobre a ação legal sobre o plágio de seu ‘My Sweet Lord’ e ‘He’s So Fine’. Nos Estados Unidos, o single foi lançado em 23 de dezembro de 1974 com ‘Hari's On Tour (Express)’, faixa de abertura do álbum Dark Horse, como Lado B. Ficou apenas um pouco melhor, alcançando o número 36. Um vídeo foi feito para “Ding Dong, Ding Dong” em que Harrison usa um terno sem gola cinza e toca com uma guitarra Rickenbacker de 12 cordas, e vestiu seu uniforme de Sgt. Pepper’s pela primeira vez desde ‘Hello Goodbye’, filme promocional feito em novembro de 1967. Da gravação participaram: George Harrison - vocais, violão de 12 cordas, guitarras slide, órgão, clavinete, percussão, vocais de apoio; Tom Scott - saxofones, arranjo de trompas; Gary Wright - piano; Klaus Voormann - baixo; Jim Keltner - bateria; Ringo Starr - bateria; Ron Wood - guitarra; Alvin Lee - guitarra e Mick Jones - violão, é mole? Além de um coral feminino.

PAUL McCARTNEY - DON'T GET AROUND MUCH ANYMORE

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TODAS AS MÚSICAS DE RUBBER SOUL JUNTAS!

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Esta postagem foi publicada aqui há 1 ano, em 4 de dezembro de 2019. Como hoje, 6 de dezembro, o fantástico Rubber Soul completa 55 anos de seu lançamento nos Estados Unidos (no Reino Unido foi em 3 de dezembro), a gente aproveita para conferir novamente. Valeu!
  
 
  
 
  
Não deixe de conferir também: THE BEATLES - O FANTÁSTICO RUBBER SOUL

AMERICA - A HORSE WITH NO NAME*****

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O "America" foi uma banda de folk rock formada em Londres muito popular do início até o meio dos anos 1970 e ficou mais conhecida por seus sucessos como "A Horse with No Name","Sister Golden Hair", "I Need You". Embora não fossem muito aceitos pelos críticos, tiveram excepcional sucesso comercial na venda de seus dois singles e álbuns. Apesar de cantores consagrados como James Taylor e Rod Stewart fazerem parte da Warner Brothers Records, o grupo que mais vendeu discos neste selo na década de 70 foi o America. Gerry Beckley, Dan Peek e Dewey Bunnel eram três jovens que na época em que foram descobertos por Jerry Lordan em 1970, viviam em Londres. Seu som acústico, quieto, causou surpresa e fascínio. O America teve dois grandes hits internacionais seguidos, 'A Horse With No Name' e 'I Need You', ambos tirados de America, seu primeiro álbum, de 1971. Com este disco, venceram o Grammy de banda revelação de 1972. A música do America então era uma versão refinada do folk anglo-americano de Crosby, Stills & Nash. Beckley, Peek e Bunnel tocavam e cantavam imitando (talvez não intencionalmente) Neil Young. Após a decepcionante performance comercial do álbum Hat Trick (1973), escolheram um produtor de verdade para o próximo álbum. Assim, garantiram os serviços do de George Martin e do engenheiro de gravação Geoff Emerick, que desempenharam papéis importantes na formação do som dos Beatles. As sessões ocorreram no AIR Studios em Londres, e o álbum resultante, Holiday, foi lançado em junho de 1974 (nessa época o grupo conscientemente nomeava seus discos com títulos começando com a letra "H" - Homecoming (1972); Hat Trick (1973); Holiday (1974); Hearts (1975); Hideaway (1976) e Harbor (1977). Com a orientação de Martin, o estilo do álbum era muito diferente dos três primeiros discos. Até meados dos anos 70, pelo menos, o America foi um nome sólido, com álbuns acima da média e hits de médio impacto, como 'Tin Man' e 'Sister Golden Hair'.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

SILVER BEATLES - I WILL ALWAYS BE IN LOVE WITH YOU - SENSACIONAL!!!

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O álbum duplo pirata Silver Beatles At Home 1960, lançado em 2011, traz algumas das primeiras gravações dos Beatles em dois CDs de ensaios registrados em um gravador modelo TK12 de Hodgson Grundig. O primeiro CD foi gravado em abril de 1960, enquanto o segundo foi gravado em julho. A gravação de julho mostra um grande salto em melhoria.
Essas gravações são algumas, das poucas gravações caseiras que existem dos jovens Beatles e ambas as sessões foram gravadas na casa de Paul McCartney em Forthlin Road em Liverpool. Isso é história, a banda mais famosa do mundo em ensaio, dois anos antes da fama. Esta também não é a formação clássica, John, Paul, George e Stuart Sutcliffe. A qualidade do som não é das melhores, mas as músicas dos dois discos mostram uma banda faminta aprendendo seu ofício e tocando inúmeras músicas que não estão documentadas em nenhum outro lugar.

O CD de abril de 1960 abre com três instrumentais sem nome, que soam, apesar de seus primeiros grooves de rock 'n' roll, como uma banda muitas vezes desafinada. O segundo CD tem duas versões de 'Hallelujah, I Love Her So'. A primeira versão de “One After 909”, que apareceu oficialmente em 'Let It Be' de 1970, mas ouvi-la em 1960 e dez anos antes ainda tem um som mágico. Silver Beatles At Home 1960 pode não ser assim nenhuma Brastemp, mas de uma perspectiva histórica vale a pena conferir. É o começo da maior banda de todos os tempos.

“I Will Always Be In Love With You” é um dos destaques do CD 2. Esta raridade ficou bastante conhecida, ao ser apresentada no primeiro episódio da série Anthology (embora não disponível nos CDs da Antologia). Pode-se ouvir a música enquanto um carretel vintage aparece tocando na tela. Uma curiosidade é que não tem bateria. A composição de “I Will Always Be In Love With You” é creditada a Green / Ruby / Stept. Os Silver Beatles são Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Stuart Sutcliffe.

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - THE INNER LIGHT

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THE BEATLES - SOME OTHER GUY - SENSACIONAL!

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Richard Barrett, conhecido como Richie Barrett, foi cantor, produtor de discos e compositor. Nasceu na Filadélfia em 1933. Produzia discos de música negra independentes, que tiveram influência na formação do Rhythm and Blues de Nova York. Barrett descobriu e promoveu Frankie Lymon & the Teenagers, The Chantels, Little Anthony & the Imperials, The Valentines, and The Three Degrees. Como artista, tornou-se mais famoso por co-escrever com Jerry Lieber e Mike Stoller a música "Some Other Guy" gravada por ele em 1962, garantindo-lhe a imortalidade, não pelo single mas por fazer parte do repertório dos jovens Beatles em seus shows no Cavern Club. Além dos Beatles, "Some Other Guy" também recebeu versões cover de outros grupos de Liverpool da época, Incluindo The Searchers e The Big Three. Um vídeo dos Beatles apresentando a música no Cavern foi exibido em um programa regional da TV Granada no noroeste da Inglaterra em agosto ou setembro de 1962, pouco depois de a banda ter assinado com a Parlophone, e essa filmagem de baixa qualidade tem sido incluída em muitos vídeos e DVDs dos Beatles desde então. Richard Barrett morreu de câncer em 3 de agosto de 2006.
"Some Other Guy" fez parte do primeiro repertório dos Beatles e as filmagens deles ao vivo são o único filme conhecido com som sincronizado mostrando o grupo no Cavern Club. A filmagem granulada apresenta John Lennon e Paul McCartney cantando a música em 1962. É também o primeiro filme de Ringo Starr como baterista dos Beatles; Pete Best havia sido demitido na semana anterior. No final da música, alguém na plateia pode ser ouvido gritando "Queremos Pete!" Esta filmagem foi apresentada no Anthology, enquanto uma versão ao vivo da BBC foi lançada no álbum Live at the BBC in 1994. Sobre "Some Other Guy", Paul McCartney disse: "Era uma ótima música... Realmente nos deu um salto, porque esse é um dos primeiros filme dos Beatles. Foi a música que cantamos quando a Granada Television chegou ao Cavern. Também era um pouco de uma música muso...". A referência "muso song" pode estar relacionada a uma música de Rock & Roll cadenciada.

THE BEATLES - I FEEL FINE - SENSACIONAL!!!**********

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"I Feel Fine" foi escrita por John Lennon e lançada como single pelos Beatles no final de 1964. Chegou ao topo das paradas britânicas em 12 de dezembro, desbancando "Little Red Rooster" dos Rolling Stones, e ali permaneceu por cinco semanas. Também chegou ao topo das paradas americanas onde ficou por seis semanas na Billboard Hot 100. Com pedidos antecipados de 750 mil cópias, o compacto com "I Feel Fine" / "Kansas City" foi lançado em 27 de novembro de 1964, em seguida a "A Hard Day's Night". Esse foi o oitavo compacto dos Beatles, e sexto número 1 consecutivo. A gravação, concluída em nove tomadas, se inicia com uma nota de feedback que emenda com o riff que é a base da canção. Esse foi o primeiro uso do feedback em uma gravação, e isso inspirou muitos músicos (incluindo Jimi Hendrix), que depois empregaram o recurso como nota musical, e não como ruído. Entre as teorias da época para explicar esse som inicial estava a ideia de que fosse um zumbido amplificado de uma abelha, mas na verdade, os Beatles só passaram a usar sons pré-gravados a partir de 1966. O vocal é comandado por John lennon, com Paul e George juntando-se a ele nos refrões.

Aqui, a gente confere o que diz Hunter Davies sobre “I Feel Fine” em seu livro “As Letras dos Beatles”.

Lado A do single lançado em 27 de novembro de 1964, pouco antes do álbum “Beatles For Sale”. A letra é bastante convencional, o tipo do “Eu te amo” feliz que vinham cantando havia anos, sem traço de lágrimas, sofrimento, rejeição ou raiva. “I Feel Fine” é cem por cento alegre e otimista porque, hum, o próprio John se sente bem. Há uma ideia implícita de que talvez ela se sinta bem porque ele lhe compra anéis de diamantes, mas isso não é desenvolvido. O grande atrativo é a música, que começa com outra das aberturas mais identificáveis que os Beatles fizeram - a nota de guitarra longa, baixa e sustentada que ressoa e vibra por causa do retorno do som que John trabalhou na gravação. Ao usar guitarras elétricas no palco, com frequência os amplificadores captavam e devolviam ruídos indesejados, como microfonias. Eles tentavam eliminar isso, mas às vezes usaram o efeito, incorporando-o às apresentações. Segundo John, este single marcou “a primeira vez em que o retorno foi usado numa gravação”. Ao que parece, ele inclinou a guitarra contra o amplificador, ouviu um som que achou interessante e convenceu George Martin a usá-lo. Um sinal de que, depois de dois anos no estúdio, eles sentiam que dominavam sua arte e estavam ansiosos por experimentar, em vez de esperar que os mestres da técnica lhes dissessem o que podiam ou não fazer.
E aqui, um trecho do sensacional livro “Minha Vida Gravando os Beatles” de Geoff Emerick de 2013.

Quando a banda começou a ensaiar sua próxima música no estúdio, acompanhados por George Martin, aproveitei a oportunidade para me sentar na sala de controle e relaxar por alguns minutos. Eu e Norman estávamos conversando sobre coisas aleatórias quando de repente ouvi um ruído muito alto vindo dos amplificadores. “Mas o que é isso?”, perguntei, alarmado. Veio ao meu pensamento que algum cabo havia quebrado, ou um equipamento havia falhado, Norman riu. “Olhe só”, ele me disse. Colei o rosto no vidro da sala de controle e fiquei sem reação ao ver John Lennon ajoelhado em frente ao amplificador, com a guitarra na mão. Sabíamos que, quando uma guitarra ficava muito perto de um amplificador, geraria uma microfonia, mas John estava utilizando esse efeito de maneira controlada pela primeira vez. Norman me explicou mais tarde que eles haviam descoberto aquele som por acaso em uma sessão anterior, na noite em que gravaram “Eight days a week”. Foi sem querer: durante um intervalo, John aproximou a guitarra do amplificador, mas havia esquecido de abaixar o volume. Naquele momento, por acaso, Paul havia soado um “lá” em seu baixo, do outro lado do estúdio, e as ondas sonoras deram uma espécie de resposta à guitarra de John. Eles amaram o resultado, tanto que Lennon se divertia com o efeito desde então. E com sua nova música, “I Feel Fine”, ele estava determinado a imortalizar o efeito em seu disco... anos antes de Jimi Hendrix sonhar com isso. Para mim aquela era outra indicação de que os Beatles procuravam ampliar seus horizontes, indo além do som de apenas duas guitarras, baixo e bateria. Aquele era o admirável mundo novo do qual eu sempre esperei participar. Eles fizeram diversos takes de “I Feel Fine” naquele dia, e todos tinham aquela introdução. Achei a música ótima, tão boa quanto “Eight days a week”. Sentado naquela apertada sala de máquinas, eu fiquei extasiado ao pensar que eles haviam gravado dois hits em uma única tarde. Mas era a introdução de “I Feel Fine” que me excitava, por ser tão diferente. Para mim, aquele era o ponto alto da música. Eu havia entrado nesse mundo para descobrir sons únicos, e os Beatles tinham descoberto esse por eles mesmos.