quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A MORTE DE REYNALDO JARDIM COMOVE BRASÍLIA

É como eu sempre digo: só se vão os bons! Morreu ontem, aos 84 anos o poeta e jornalista Reynaldo Jardim Silveira. Ele estava internado no Hospital do Coração, em Brasília, devido a um aneurisma na artéria aorta. O funeral será às 15h, no cemitério Campo da Esperança, em Brasília.
Paulistano, morava em Brasília desde o fim da década de 80. Como jornalista, Reynaldo Jardim foi foi redator das revistas O Cruzeiro e Manchete; Exerceu cargos de chefia na Rádio Clube do Brasil, na Rádio Mauá, na Rádio Globo e na Rádio Nacional no Rio de Janeiro e na Rádio Excelsior de São Paulo.Realizou reformas gráficas em jornais como A Crítica (Manaus), O Liberal (Belém), Gazeta do Povo (Curitiba), Jornal de Brasília (Brasília) e Diário da Manhã (Goiânia). Em Brasília, foi editor do caderno Aparte, do Correio Braziliense e diretor executivo da Fundação Cultural do Distrito Federal. Participou, nos anos 50, da Reforma do Jornal do Brasil - onde criou o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil, o Caderno de Domingo e o Caderno B. O SDJB tornou-se o mais importante suplemento literário de poesia concreta do Brasil, por onde passaram Oliveira Bastos e Mário Faustino. Ao ser obrigado a deixar o JB, em 1964, devido à repressão militar, Reynaldo Jardim foi diretor da revista Senhor e diretor de telejornalismo da recém-inaugurada TV Globo. Em 1967, criou o jornal-escola “O Sol” com textos criativos e projeto gráfico inovador.
Viúvo do primeiro casamento, no qual teve dois filhos: Teresa e o filho falecido Joaquim, casou-se com a jornalista Elaina Maria Daher que mesmo trabalhando fora e cuidando da casa dava todo apoio à arte do marido. Elaina gosta de dizer: "Eu me preocupo com as coisas sem importância, como pagar as contas e fazer supermercado, enquanto o Reynaldo se preocupa com o que é importante, como física quântica, poesia moderna e o cosmos". Reynaldo Jardim manteve coluna diária de poesia de 2004 a 2006 no Caderno B do Jornal do Brasil Em 1968, havia tido a mesma experiência, de um poema por dia, no Jornal de Vanguarda, exibido pela TV Rio quando, ao vivo, comentava em versos o acontecimento mais importante do dia. Escreveu alguns livros de poemas, entre eles: Paixão segundo Barrabas, Maria Bethânia Guerreira Guerrilha, Joana em flor, Viva o Dia, Cantares Prazeres, Lagartixa Escorregante na Parede de Domingo e Sangradas Escrituras.
Reynaldo Jardim era pai de um grande amigo meu, o saudoso Joaquim Jardim, radialista da Rádio Nacional de Brasília onde manteve por quase dez anos o programa “Beatles Revolution”, no qual eu colaborava com muitas raridades dos Beatles. Foi o Joaquim quem me apresentou Badfinger em 1987. Ele faleceu no início de 2007 com câncer no cérebro. Em novembro de 2009, tive o privilégio de ser convidado para fazer a capa do livro “Sangradas Escrituras”, o mais ambicioso projeto do velho Reynaldo até então, um livro enorme com mais de 800 páginas de poesias e lustrações. Valeu, Rey!
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6 comentários:

CÍCERO VENÂNCIO disse...

VAI SE O AMOR E FICA A SAUDADE!

Edu disse...

Pura tolice essa frase! Fica a saudade, o amor verdadeiro não passa nunca! De qualquer forma, obrigado pelo comentário e por estar aqui.

marina disse...

Nossa, eu virei beatlemaníaca ouvindo Beatles Revolution com Joaquim Jardim, tenho umas K7s gravadas inclusive.

Grande sujeito, obrigada.

Edu disse...

Obrigado, Marina. Volte sempre!

Marcello BSB disse...

Edu, estava contando pro meu filho que tinha que estar em casa aos sabados as 4 da tarde para ouvir o Beatles Revolution. Isso aos 18/19 anos. Complicado, mas valia a pena cada tarde ali, colado no radio. Ele esta agora com 18, fazendo jornalismo em Juiz de Fora. Disse que o favorito e Rubber Soul. Dificil dizer qual o melhor. So alimento o amor pelos caras, e nisso o Jardim era imbativel. The world is treating me baddddddd!! Inicio do programa....
Abs, parabens pelo blog.

Edu disse...

Valeu Marcello BSB. Obrigado por participar. :)