quinta-feira, 11 de agosto de 2022

JULIAN LENNON - LUCKY ONES - 2022 ❖

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Julian Lennon, o filho mais velho do incomparável John Lennon, prepara o lançamento para 3 de setembro de seu próximo álbum de estúdio, JUDE, sua primeira coleção de novas músicas desde Everything Changes, de 2011. “Lucky Ones” é a nova faixa apresentada aos fãs. De acordo com um comunicado de imprensa, essa é uma canção que tenta capturar “a capacidade de Lennon de inspirar esperança e unidade com um gancho anestésico que nos lembra que somos os ‘sortudos’, já que sua paixão pela ação climática vem através de letras que pedem uma revolução”. Lennon canta: “Sinto que uma mudança está chegando, eu sei / Uma nova revolução está batendo na minha porta / Eu sinto que uma mudança está chegando, tão forte / Pode não ser para sempre, mas sei que nós somos os sortudos”. Lennon e Justin Clayton compartilham a produção do álbum. Além de “Lucky Ones”, o cantor também disponibilizou outras faixas de JUDE, "Breathe", “Every Little Moment”,"Freedom" e "Save Me". Todas essas diponíveis nos canais de streaming.
O título do álbum, JUDE, é uma referência à clássica “Hey Jude”, dos Beatles, escrita por Paul McCartney para confortar Julian, então com 5 anos, após a separação de seus pais. Originalmente escrita como “Hey Jules”, McCartney mudou “Jules” para “Jude” porque achou que soava melhor. "Hey Jude" se tornou uma das faixas de maior sucesso dos Beatles e continua sendo uma das favoritas do público nos shows ao vivo de McCartney.
Mesmo que Julian fale de ter uma relação de amor/ódio com a música, porque é uma lembrança de um momento infeliz de sua vida, ele agradece o apoio expresso através da letra e, ao longo dos anos, "Hey Jude" se tornou parte de sua vida e sua identidade pessoal. “Muitas dessas músicas estão em andamento há vários anos, então quase parece um álbum de amadurecimento. Com grande respeito pelo significado esmagador da música escrita para para mim, o título Jude transmite a jornada real da minha vida que essas faixas representam”.

THE BEATLES - WATCHING RAINBOWS✶✶✶✶✶✶✶✶✶✶

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"Watching Rainbows" é uma música inédita dos Beatles gravada em 14 de janeiro de 1969, durante as massivas sessões de Get Back no Twickenham Studios. Desde então, foi comparada com "I Am the Walrus" e "I've Got A Feeling" pelas semelhanças nas letras e na estrutura.

John Lennon faz o vocal principal e toca no piano elétrico, Paul McCartney toca guitarra e Ringo Starr, bateria; O baixo está ausente porque McCartney está fazendo o papel habitual de George Harrison na guitarra principal, já que, Harrison abandonou temporariamente o grupo nesta fase das sessões. Clique na imagem do George.
"Watching Rainbows" foi improvisada por Lennon enquanto ele, Ringo e McCartney estavam passando por outras duas músicas de sua autoria, "Mean Mr. Mustard" do futuro Abbey Road e a também inédita "Madman", que os Beatles finalmente abandonaram depois de algumas tentativas.

"Watching Rainbows" é muitas vezes associada a outras três músicas dos Beatles: A primeira é a melodia estruturalmente similar de "I've Got a Feeling" (rehearsal, de McCartney e também da inacabada "Everybody Had a Hard Year", de Lennon, cujo a junção das duas virou "I've Got a Feeling", como conhecemos. Um dos versos mais inteligíveis de toda a música é a linha frequentemente repetida "Standin' in the garden, waitin' for the sun to shine" - (Em pé no jardim, esperando o sol brilhar), que seria uma reminiscência de "Walrus" - "Sentado em um jardim inglês, esperando o sol". Por causa dessa semelhança, "Rainbows" é muitas vezes interpretada como sendo diretamente derivada  de "Walrus". A terceira música conectada, até porque estava sendo tocada antes dela é "Mr. Mustard".
"Watching Rainbows" também foi o nome de um disco pirata, lançado em 1978, e a música, poderia perfeitamente ter aparecido no Anthology 3, mas parece que ainda vai permanecer guardada por muitos anos. Enquanto isso, a gente fica aqui a ver navios, ou melhor, assistindo os arco-íris.

OLIVIA NEWTON-JOHN - IF NOT FOR YOU❤️❤️❤️❤️❤️❤️

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A atriz e cantora australiana Olivia Newton-John morreu, aos 73 anos, na manhã de segunda-feira, 8. O viúvo da artista, John Easterling, contou que ela morreu em paz, em sua fazenda no sul da Califórnia, cercada por familiares e amigos. “Depois de uma jornada de 30 anos, ela perdeu sua batalha contra o câncer de mama metastático”. A causa da morte, no entanto, não foi confirmada. A luta da estrela contra a doença continua com o Olivia Newton-John Foundation Fund, instituto dedicado à pesquisa de plantas medicinais para curar o câncer. “Em vez de flores, a família pede que qualquer doação seja feita em sua memória para o fundo da Fundação Olivia Newton-John”, pediu o marido, John Easterling.
Olivia Newton-John foi uma das artistas mais populares dos anos 1970 e 1980. Sua carreira estourou mundialmente ao estrelar o filme Grease — Nos Tempos da Brilhantina (1978), ao lado do ator John Travolta.

No papel da protagonista Sandy Olsson, a atriz lançou grandes hits da época que compuseram a trilha sonora do longa-metragem, como "Hopessly Devoted to You", "Summer Nights" e "You’re the One that I Want". A estrela também venceu quatro Grammys e teve como maior sucesso a música Physical, lançada em 1981. O sucesso foi tanto que a canção ficou em primeiro lugar por dez semanas seguidas. John Travolta, 68 anos, homenageou Olivia Newton-John em uma publicação nas redes sociais. “Minha querida Olivia, você fez todas as nossas vidas muito melhores. Seu impacto foi incrível. Eu te amo muito. Nos veremos na estrada e estaremos todos juntos novamente. Seu desde o primeiro momento em que te vi e para sempre!” escreveu o ator.

Essa, pouca gente sabe. Em 1971, Olivia Newton-John fez uma cover de "If Not For You", canção de Bob Dylan de seu álbum de outubro de 1970 New Morning, que também ganhou versão de George Harrison em seu álbum triplo All Things Must Pass. A cantora australiana, baseando sua versão sobre o arranjo de Harrison, em vez do de Dylan, conheceu o sucesso internacional com "If Not for You", que foi a faixa-título de seu álbum de estreia e se tornou seu primeiro single de sucesso, atingindo o Top 40 em vários países. Além disso, o single passou três semanas como número 1 nas paradas dos Estados Unidos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

PAUL McCARTNEY NO JAPÃO - 1989 - THIS ONE E MY BRAVE FACE - SENSĒSHONARU

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A RAIVA DE LENNON EM UMA CARTA PARA PAUL McCARTNEY

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Uma das famosas cartas de John Lennon, endereçada a Paul, Linda e todas as crianças McCartney está para ser leiloada e pode ser vendida por mais de US$ 40.000.

John Lennon e Paul McCartney tiveram sua amizade abalada depois dos Beatles, isso não é novidade para ninguém. Mas, algumas das nuances, ofensas e falas dessa briga sempre ficaram escondidas. Agora, uma carta raivosa de John Lennon para Paul McCartney vai a leilão. A Gotta Have Rock and Roll, instituição responsável pelo leilão, estima que os lances chegarão a US$ 40.000. A carta escrita por Lennon, foi originalmente publicada em 1971 - um ano depois do fim dos Beatles - na revista Melody Maker, como uma resposta a uma entrevista de Paul à mesma revista. A mensagem contém 3 páginas e foi datilografada pelo próprio John Lennon. Paul McCartney havia reclamado em sua entrevista sobre as finanças dos Beatles quando a banda acabou. O baixista também queria que o momento da dissolução tivesse sido diferente. “Ninguém mais estaria lá, nem mesmo Linda ou Yoko ou Allen Klein. Nós só assinaríamos o papel, entregaríamos para os advogados e eles que resolvam tudo. Isso é tudo o que eu quero agora, mas o John não o fará. Todo mundo acha que eu sou o agressor, você sabe. Eu só quero cair fora.”, declarou McCartney. Paul também acusou Lennon de copiar com Yoko o que ele fazia com Linda. Paul elogiou “Imagine”, mas também disse não gostar dos outros discos. “‘How Do You Sleep’ eu acho que é boba. E daí que vivo com caretas? Eu gosto de caretas. Eu tenho crianças normais. Isso não o afeta. Ele diz que a única coisa que fiz foi ‘Yesterday’. Ele sabe que está errado. Ele sabe e eu sei que não é verdade.”, comentou o artista sobre a música que lhe agredira. John também era o culpado pelo fim dos Beatles, segundo Paul. “Eu queria entrar numa van e fazer concertos rápidos, sem avisar no sábado à noite no Slough Town Hall ou algum lugar do tipo. Nós nos chamaríamos Rikki and the Red Streaks ou algo do tipo, e apenas nos levantaríamos e tocaríamos. Não teria imprensa e informaríamos ninguém. John achou uma idéia estúpida”, explicou Paul. A carta de John Lennon, que está sendo leiloada, foi uma resposta a essa entrevista de Paul. John lhe deu satisfações e explicou como foram feitas as divisões, além de questões de impostos. Ao escrever, Lennon acusa o colega de virar George e Ringo contra ele, além de acusar Paul de tê-los levado aos tribunais. A carta é agressiva e promove uma guerra de versões, ambos certos e errados ao mesmo tempo. Confira aqui a carta de John Lennon na integra:

Queridos Paul, Linda e todas as crianças McCartney
Obrigado por sua carta.
1) Nós LHE demos dinheiro pela parte da Apple.
2) Nós lhe demos MAIS dinheiro na forma de royalties que legalmente pertenciam a Apple. (Eu sei que somos a Apple, mas por outro lado não somos).
Talvez exista uma verdade lá em algum lugar, mas pela milésima vez nos últimos anos eu repito, ‘e os IMPOSTOS?’. Está tudo certo, bancando o velho e simples honesto Paul na Melody Maker, mas sabe muito bem que não é só assinar um pedaço de papel.
Você diz: ‘John não fará isso.’ Eu farei se você nos garantir contra o cara do imposto. De qualquer forma, você sabe que depois que nós tivermos NOSSA reunião, os *** advogados terão que fazer o que quer que a gente queira, certo? Se eles tiverem algum tipo de acordo entre ELES antes de NOS encontrarem, tornará tudo ainda mais fácil. Você quem decide, como já dissemos muitas vezes, nos encontraremos onde quer que você prefira. Apenas se decida! (duas semanas atrás eu lhe pedi por telefone, ‘por favor, vamos nos encontrar sem advogados, etc. e decidir o que queremos’, e eu enfatizei em especial a Maclen que é a nossa principal preocupação, mas você recusou, certo?) Você diz que DE JEITO NENHUM você nos venderia se não fizéssemos o que queria, que nos processaria de novo e que GEORGE e RINGO iriam te quebrar John, etc. etc. Eu fui bem direto com você outro dia, e você tentou me derrubar com sua “lógica” emocional. SE VOCÊ NÃO É o agressor (como diz) quem então nos levou pros tribunais e cagou em todos nós em público? Como eu disse antes, você alguma vez pensou que você PODERIA estar errado sobre alguma coisa? Seu conceito sobre nós e Klein é incrível. Você diz que ‘cometeu o erro de tentar avisá-los sobre Klein e que isso nos deixou ***’ e que nós secretamente sabemos que está certo. Bom Deus! Você deve saber que NÓS ESTAMOS certos sobre Eastman. Outra pequena mentira no seu ‘é só o Paulie’ pedaço da MM: Let It Be não foi a primeira publicidade exagerada num disco dos Beatles. Lembra de Tony Barrow? E seu maravilhoso texto em Please Please Me, etc. etc. Os primeiros discos de Natal! E você tem que admitir que era um álbum da “nova fase” dos Beatles, aliás escrito no estilo do grande Barrow! E a propósito, o que aconteceu com minha ideia de colocar uma paródia da capa do nosso primeiro disco na capa de Let It Be?Além disso, originalmente nós pretendíamos parodiar o Barrow, então isso foi publicidade. Mas o que é o seu artigo da LIFE? Tony Barrow não conseguiria ter feito o mesmo. (E o texto do encarte no álbum dos Wings não é exatamente realista, é?) De qualquer forma, chega desse divertimento mesquinho burguês. Outra coisa, o que quer dizer com GRANDE COISA em Toronto? Foi totalmente instantâneo. Eles nos ligaram na Sexta, nós voamos pra lá, e nós tocamos no Sábado. Eu passei mal porque estava bêbado. Escute o disco – nem ensaio teve. Vamos lá Macca! Admita! Nós nunca tínhamos tocado juntos antes! Meia dúzia de shows ao vivo sem alvoroço. Na verdade ESTAMOS FAZENDO o que você diz que os Beatles deveriam fazer. Yoko e eu temos feito isso por três anos. (eu disse que achava estúpido os Beatles fazerem isso. Ainda acho que é estúpido.) Então vá em frente e faça isso! Faça! Faça! (Cambridge, de 1969, foi totalmente não divulgado!) Uma casa bem pequena. Lyceum Ballroom, 1969, sem estardalhaço, grande show… Live Jam em breve! Filmore East, 1971, sem divulgação. Nós até tocamos nas ruas aqui do Village (nossa casa espiritual?) com o grande David Peel. Nós até fomos retirados pelos guardas. É o melhor, apenas FAZÊ-LO. Eu sei que você vai gostar, e de qualquer forma eles nem esperam mais os Beatles agora. Então você acha que ‘Imagine’ não é político? É ‘Working Class Hero’ com açúcar para conservadores como você! Você obviamente não gostou das letras. Imagine! Você toma ‘Working Class Hero’ tão literalmente (leia o meu próprio review do álbum na Crawdaddy.) Sua política é muito similar a de Mary Whitehouse: “Dizer nada é tão alto quanto dizer alguma coisa.”
Sem ressentimentos a você também. Eu sei basicamente que queremos o mesmo, e como eu disse no telefone e nessa carta, quando for que quiser me encontrar, tudo que tem que fazer é ligar.
All you need is love
Power to the people
Free all prisoners
Jail the judges
Love and peace
Get it on and rip ‘em off
John Lennon
P.S. O pedaço que realmente nos deixou confusos foi você pedir para nos encontrar SEM LINDA E YOKO. Eu achei que você JÁ tivesse entendido que eu sou JOHN&YOKO.
P.P.S. Até os seus advogados sabem que você não pode “só assinar um pedaço de papel” (ou eles não te disseram?)

A carta datilografada de três páginas, com anotações manuscritas de John Lennon e sua assinatura está em muito bom estado. Vem com uma carta de autenticidade do especialista em caligrafia dos Beatles Frank Caiazzo, um relatório forense de Karl Schaffenberger, um certificado de autenticidade Roger Epperson Authenticated Ltd. (REAL), bem como um certificado Gotta Have Rock & Roll de Autenticidade.

Em 2016, uma outra carta de John Lennon para Paul e Linda McCartney, também foi a leilão. Confira a carta na íntegra em UMA CARTA PARA PAUL & LINDA McCARTNEY

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

GEORGE HARRISON - YOU - EXTRA TEXTURE - 1974*****

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"You" de George Harrison, foi lançada como a faixa de abertura de seu álbum de 1975 Extra Texture (Read All About It). Foi também o primeiro single do álbum, que entrou para o Top 20 na América e alcançando o número 9 no Canadá. Uma parte instrumental de 45 segundos da música, intitulada "A Bit More of You", aparece também em Extra Texture, abrindo o lado dois do LP original. Harrison escreveu "You" em 1970 como uma música para Ronnie Spector, ex-Ronettes, e esposa do co-produtor de All Things Must Pass, Phil Spector. A composição reflete a admiração de Harrison pela soul/R&B americana dos anos 60, particularmente pela Motown.
Em fevereiro de 1971, Ronnie Spector gravou "You" em Londres para um álbum solo proposto pela Apple, mas a gravação não foi lançada. Quatro anos depois, Harrison retornou ao backing track enquanto fazia seu último álbum pela Apple Records, em Los Angeles. A gravação lançada apresenta as contribuições de 1971 de Leon Russell, Jim Gordon e outros, com mais instrumentação e vocais em overdubs, notavelmente, uma série de solos de saxofone de Jim Horn. No lançamento, a música foi bem recebida pela maioria dos críticos, que a viram como um retorno à boa forma de Harrison após sua decepcionante turnê norte-americana de 1974 e o álbum Dark Horse.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

THE BEATLES - IT WON'T BE LONG - SENSACIONAL!

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O álbum "With The Beatles" foi lançado em novembro de 1963, quando a Beatlemania varria a Inglaterra. A fotografia em preto e branco da capa, de Robert Freeman, no qual a metade dos quatro rostos está na sombra, marca um momento decisivo na iconografia dos Beatles.

Enquanto Please Please Me, o álbum de estreia, tinha sido gravado em um dia, as sessões de With The Beatles aconteceram ao longo de três meses, em uma mudança de uma sessão "ao vivo", pouco trabalhada, para uma produção pop mais sofisticada. "Foi quando descobrimos o double-tracking" (voz duplicada). Quando descobri aquilo, comecei a gravar tudo em double-tracking. Eu não deixava nada ficar em single-tracked. Ele (George Martin) dizia 'por favor, só essa', e eu dizia não". John Lennon comentou posteriormente.

"It Won't Be Long" era a faixa de abertura do álbum e num primeiro momento, havia sido escolhida por Lennon como possível single após "She LovesYou", mas a estratégia foi descartada porque, como ele afirmou, "a música nunca deu certo de verdade". Composta como uma canção de amor, poderia ser a história do começo da vida de Lennon. Solitário e rejeitado, ele espera a volta da garota que o abandonou. O pesquisador e escritor Steve Turner, diz o seguinte: "Como em muitas canções posteriores, essa dramatiza a própria angústia, contrastada à vida despreocupada que imagina que todos levem, acreditando que assim que se reencontrar com sua amada todos os seus problemas serão solucionados".
Thelma McGough, que começou a namorar John depois que a mãe dele morreu, em julho de 1958, acredita que as canções dele sobre rejeição não são baseadas em histórias de amor que deram errado, e sim no fato de ter sido abandonado pelo pai na infância e, mais tarde, pela mãe, acabando por ser criado pela tia. "Eu perdi minha mãe duas vezes", ele diria, "uma vez aos 5 anos e, de novo, aos 17". "Rejeição e traição faziam parte da experiência de vida dele", diz Thelma. "Quando eu o conheci, a primeira conversa de verdade que tivemos foi toda sobre isso porque o meu pai tinha feito exatamente a mesma coisa, então sentimos que tínhamos algo em comum. Isso nos aproximou. Além disso, não se pode esquecer que a mãe dele certa vez foi atropelada e, apesar de ele aparentar calma, estava sofrendo muito. Nós dois nos sentíamos muito abandonados. Havia uma grande diferença entre Paul e John, apesar de ambos terem perdido a mãe na adolescência. Paul tinha uma família muito próxima, uma ampla rede de primos e tias. O pai dele era maravilhoso. A vida de John era muito isolada. Ele morava com Mimi (irmã de sua mãe), que cuidava dele muito bem, mas não havia proximidade. Era uma relação muito fria a deles".

"It Won't Be Long" foi lançada como a primeira faixa do With the Beatles em 22 de novembro de 1963, e foi a primeira canção original gravada para ele. Embora creditada a Lennon e McCartney, foi principalmente uma composição de John Lennon, com Paul McCartney ajudando em algumas partes da letra e os arranjos. Os Beatles gravaram "It Won't Be Long" em 30 de julho de 1963, nos estúdios da EMI, em Abbey Road, em duas sessões. Na primeira, pela manhã, gravaram 10 takes. A segunda sessão foi à tarde, gravaram mais sete tomadas. O produto final foi uma combinação das tomadas 17 e 21, montadas em 21 de agosto."It Won't Be Long" nunca foi tocada ao vivo ou em qualquer uma das sessões do grupo na BBC, embora eles tenham dublado a faixa em uma edição de Ready Steady Go! em março de 1964. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Os Beatles estão em seus instrumentos habituais: John Lennon canta o vocal principal (duplicado) e toca guitarra; Paul McCartney faz backing vocals e toca baixo; George Harrison também faz backing vocals e toca guitarra; e Ringo Starr, toca bateria.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

STRATOCASTER DE GEORGE HARRISON 'ROCKY' - NOVO MODELO DA FENDER

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Não é segredo nenhum o impacto inigualável e a influência que George Harrison teve sobre a música popular. Conhecido por empurrar fronteiras musicais e explorar a experimentação sonora, os riffs inventivos de Harrison e o pioneirismo de sons ajudaram a impelir os Beatles para um estatuto lendário. A Fender anteriormente lançou um número limitado de meticulosas recriações da “Rocky” através da Fender Custom Shop em 2020, mas pretende alcançar todos os fãs com o lançamento comercial da mesma guitarra icônica.

O cantor-compositor e guitarrista principal dos Beatles tocou com uma variedade enorme de guitarras ao longo da sua carreira, mas a mais visualmente apelativa foi a sua Sonic Blue Stratocaster de 1961, pintada à mão em cores psicodélicas e carinhosamente apelidada “Rocky”. A Stratocaster “Rocky” apresenta um corpo pintado à mão, replicando a famosa pintura de Harrison. Cada detalhe foi capturado – desde a obra de arte da pickguard e nas peças de plástico, até uma réplica do decalque na parte de trás do headstock da Grimstone (a loja de música original onde a guitarra foi adquirida).
Além da guitarra, será lançado a “George Harrison Rocky Capsule Collection” com acessórios de instrumentos únicos inspirados pela obra de arte de Harrison. A coleção apresenta um cabo coberto em tecido, duas alças de guitarra (poliéster e couro), e uma lata psicodélica de palhetas colecionável inspirada nos elementos mais peculiares encontrados no lendário instrumento de Harrison.
A Fender tem uma longa história que celebra o impacto de Harrison na música através do lançamento de guitarras de assinatura que celebram diferentes eras da carreira do guitarrista. Em 2021, a Fender Play – a aplicação de aprendizagem online completa para guitarra, baixo e cavaquinho – marcou o 50º aniversário do álbum a solo de Harrison “All Things Must Pass”, lançando uma coleção de tutoriais de canções que ajudam os utilizadores a aprender a tocar alguns clássicos, tais como “While My Guitar Gently Weeps”, “Here Comes the Sun”, “I Me Mine” e muitos outros. Por MIGUEL GRAZINA BARROS - artesonora

terça-feira, 2 de agosto de 2022

THE BEATLES - NO REPLY - SENSACIONAL! ★★★★★★★

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"No Reply" é uma música dos Beatles, composta por Lennon-McCartney, escrita principalmente por John Lennon. É a faixa de abertura do álbum  Beatles for Sale, lançado em dezembro de 1964. Na América do Norte, foi lançada no álbum Beatles '65. Os Beatles gravaram a faixa em Londres logo após retornarem de sua primeira turnê completa pelos Estados Unidos. A letra tipifica as composições mais introspectivas e maduras de Lennon àquela altura.

"No Reply" é sobre um jovem que não consegue entrar em contato com sua namorada aparentemente infiel, embora saiba que ela está em casa. Em uma entrevista de 1980, Lennon lembrou que a letra foi inspirada em "Silhouettes", uma música de 1957 gravada pela primeira vez e lançada pelo grupo de Doo-Wop The Rays. Lennon acrescentou: "Eu tinha aquela imagem de andar na rua e vê-la em silhueta na janela e não atender o telefone...".

Lennon começou a escrever "No Reply" em maio de 1964 enquanto estava no Taiti, onde estava de férias com George e suas respectivas parceiras, Cynthia e Pattie. De volta a Londres, Lennon terminou de escrever a música com a ajuda de Paul. Em 3 de junho, depois que os Beatles completaram a gravação do álbum A Hard Day's Night, gravaram uma demo de "No Reply" em Abbey Road. Na descrição do autor John Winn, a performance foi alegre, com Lennon e McCartney brincando enquanto cantavam. Ringo Starr havia sido hospitalizado mais cedo naquele dia e não participou da gravação. Winn escreve que a formação na demo era provavelmente Lennon na guitarra, McCartney tocando bateria no lugar de Ringo e Harrison no baixo. A demo foi então passada para Tommy Quickly, um jovem cantor que assinou contrato com a NEMS, de Brian Epstein. No final de setembro, Lennon e McCartney estavam pressionados por um novo material para um novo álbum dos Beatles. Como Quickly não havia lançado uma gravação da música, eles decidiram recuperar "No Reply" e gravá-la eles mesmos. Os Beatles – com Ringo – gravaram "No Reply" corretamente em 30 de setembro de 1964, com piano tocado por George Martin. "No Reply" era candidata ao próximo single da banda antes de ser suplantada por "I Feel Fine".

ERIC CLAPTON (and friends) - WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS - CONCERT FOR GEORGE - QUEBRA TUDO!!!

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segunda-feira, 1 de agosto de 2022

TRAVELING WILBURYS - RUNAWAY - SENSACIONAL!

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"Runaway" foi o maior sucesso da carreira de Del Shannon. Foi composta por Shannon em co-parceria com o tecladista Max Crook, "Runaway" foi número 1 na Billboard Hot 100 e se tornou um grande sucesso internacional em 1961. Ela aparece em nº 472 da lista das 500 Maiores Músicas de Todos os Tempos da Rolling Stone. Estima-se que Del Shannon tenha vendido 80.000 singles de "Runaway" por dia no seu auge. 
"Runaway" foi diretamente referenciada na música "Runnin 'Down a Dream” de Tom Petty em seu ábum Full Monn Fever de 1989. A letra diz: "It was a beautiful day, the sun beat down, I had the radio on, I was driving. Trees went by, me and Del were singing 'Little Runaway', I was flyin'” – (Era um dia lindo, o sol bateu, eu estava dirigindo com o rádio ligado. Árvores passavam, eu e Del estávamos cantando 'Little Runaway', eu estava voando". "Runaway" foi coverizada por dezenas de artistas ao longo dos anos, incluindo Elvis. Foi gravada pelos Traveling Wilburys durante as sessões do ‘Volume 3’, já sem Roy Orbison, mas não entrou no álbum. Foi lançada como lado B do single que trazia "She’s My Baby" do lado A e também aparece na box “The Traveling Wilburys Collection” de 2007.

TOM PETTY AND THE HEARTBREAKERS - RUNNING DOWN A DREAM ★★★★★

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"Runnin' Down a Dream" foi co-escrita e gravada por Tom Petty, e lançada em julho de 1989 como o segundo single de seu excelente primeiro álbum solo Full Moon Fever. Alcançou um sucesso razoável nas paradas, chegando ao número 23 tanto no Canadá quanto na Billboard Hot 100 dos EUA e no topo da parada Billboard Album Rock Tracks. Desde então, ganhou airplay significativo em estações de rock clássico, e emprestou seu nome ao documentário de 2007 sobre Tom Petty and the Heartbreakers.
"Runnin' Down a Dream" foi co-escrita por Mike Campbell, juntamente com Petty e Jeff Lynne. Foi um aceno para as raízes musicais de Petty, com o verso "eu e Del estávamos cantando Little Runaway" fazendo referência a Del Shannon e "Runaway". O videoclipe de "Runnin' Down a Dream", dirigido por Jim Lenahan e animado pelas empresas de Pittsburgh Allan & Wilson Animation Studio e Anivision Ltd, contou com uma animação, baseada em vários episódios da clássica história em quadrinhos Little Nemo in Slumberland de Winsor McCay, apresentando um estilo de desenho que lembra o de McCay e mostrando Petty e um personagem que se assemelha a Flip viajando pela Slumberland. O filme de 1933 King Kong também é brevemente referenciado quando Petty, no topo do Chrysler Building, tenta atacar mosquitos enormes, bem como Kong golpeando os biplanos no filme.

NEIL YOUNG - COMES A TIME - 1978 ★★★★★

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Comes a Time foi o nono álbum de estúdio do cantor e compositor canadense-americano Neil Young, lançado pela Reprise Records em outubro de 1978. Suas canções são escritas como discursos moralizantes sobre fracassos amorosos e recuperação de problemas mundanos. São em grande parte executados de um modo tranquilo de folk e country , com harmonias de apoio cantadas por Nicolette Larson e acompanhamento adicional em algumas músicas da banda Crazy Horse. Comes a Time foi o segundo álbum de Young a alcançar o Top Ten. Um disco que procurava reencontrar a receita do sucesso de Harvest, o que de certa forma conseguiu. O curto Comes a Time (apenas 10 faixas) começa com uma excelente balada folk chamada "Goin' Back" e que precede as várias canções no mesmo estilo predominantes no disco. Em seguida, a faixa título do álbum que conta com arranjos bem elaborados de violino. "Look Out For My Love", é uma balada de amor regada por uma discreta e feita guitarra. A quarta faixa faixa é um clássico, "Lotta Love" que é de uma delicadeza incrível. Depois desta música o disco se desenrola suavemente no mesmo esquema das primeiras músicas, melodias suaves, letras ora falando de amor, ora falando da insensatez humana, arranjos caipiras, e aquele clima sereno de interior, como se o disco fosse feito em uma fazenda no meio do nada, em uma casa de madeira, enquanto o sol se põe...). A exceção é "Motorcicle Mama", um rock poderoso com suas possantes guitarras e um vocal feminino arrebatador que rende o único momento rock`n roll no disco. O disco conta com a banda Crazy Horse. Comes a Time é um ótimo começo para quem procura conhecer a obra do "pai do grunge", autor de obras primas do folk-rock como o incomparável disco Harvest, e também autor de uma das maiores canções de amor de todos os tempos: Harvest Moon. Neil Young não só ajudou a formatar o folk-rock, como é um grande letrista e um grande perfomer também, além de ter ajudado na construção da tal música grunge (o Pearl Jam substituiu o Crazy Horse como banda de apoio dele na gravação do disco Mirror Ball em 95).

PAUL McCARTNEY - SO BAD - 1983

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"So Bad" é ​​uma canção de Paul McCartney lançada pela primeira vez em seu álbum de 1983, Pipes of Peace. Também foi lançada como single nos EUA e alcançou o 23º lugar na Billboard Hot 100. No Reino Unido, foi lançada como o lado B do single "Pipes of Peace". Uma versão de "So Bad" foi lançada mais tarde no álbum de 1984 Give My Regards to Broad Street e foi usada no filme. McCartney compôs a música improvisando no piano da família com seus filhos ao seu redor. Ele disse sobre a música: "Comecei a cantá-la em casa com as crianças e Linda e o verso "Girl I love you so bad" foi bom para todos, exceto James, que deveria ter cerca de quatro anos e meio, e eu senti que o estava deixando de fora. Então só para ele eu cantei "Boy I love you so bad" e ele ficava todo tímido e era lindo. E então eu trabalhei na música. Era uma pequena melodia que eu tinha, e comecei a escrever palavras. Elas pareciam ser muito simples e muito bregas, mas pareciam se encaixar. Não havia como torná-los mais gramaticais. Garota, eu te amo tanto... tinha que ser Garota, eu te amo tanto". De acordo com os historiadores Chip Madinger e Mark Easter, a letra e a melodia bem açucaradas, são quase insuportavelmente tímidas, feitas para uma música que não foi particularmente bem recebida pelos fãs ou críticos. O jornalista musical Rob Sheffield achou a música incrivelmente bonita, mas a letra bem ruim, "quase um primeiro rascunho". A Allmusic disse que Paul "fica um pouco pegajoso", mas diz que "a melodia o salva". O crítico do PopMatters, Jeff Strowe, é menos gentil dizendo que McCartney mancha sua excelente reputação de compositor.

"So Bad" alcançou a posição #23 na Billboard Hot 100. Se saiu um pouco melhor no Canadá, alcançando o Top 20 da parada de singles RPM, e se saiu ainda melhor nas paradas Adult Contemporary, com um 3º lugar nos EUA e o 2º no Canadá.
O videoclipe que acompanha o lançamento do single mostrou os McCartneys, Stewart e Starr tocando seus instrumentos com a versão da música em Pipes of Peace, intercaladas com fotos tiradas por Linda."So Bad" foi regravada para o filme Give My Regards to Broad Street e foi incluída no álbum com a trilha sonora. Esta versão é semelhante à original de Pipes of Peace, mas Dave Edmunds e Chris Spelling tocam guitarra em vez de Eric Stewart, embora Stewart apareça no filme.