terça-feira, 21 de março de 2023
segunda-feira, 20 de março de 2023
O CASAMENTO DE JOHN LENNON & YOKO ONO - 1969

Há 54 anos, no dia 20 de março de 1969, John Lennon e Yoko Ono finalmente conseguiram chegar em Gibraltar, na Península Ibérica, onde se casaram oficialmente. O lugar foi sugerido por Peter Brown e toda a história do casamento e das campanhas pela paz realizadas pelo casal foram imortalizadas na música “The Ballad of John and Yoko”, ainda pelos Beatles. A lua de mel seria em hotéis pelo mundo afora em que celebrariam sua união e fariam campanhas pacifistas. A vida dos dois rendeu parcerias musicais, momentos históricos e também muitas polêmicas. Tiveram apenas um filho, Sean Lennon, hoje com 48 anos. Yoko atualmente tem 90 anos e ainda vive nos EUA.
De família rica, Yoko Ono, artista plástica japonesa radicada nos EUA, conheceu John Lennon, quando ele ainda estava nos Beatles em 1966. Ela se preparava para abrir uma exposição de arte chamada ‘Pinturas e objetos inacabados’, realizada na Indica Gallery, no porão da Indica Bookshop em Londres. Na época, Lennon ainda era casado com sua primeira esposa, Cynthia. Eles se casaram em agosto de 1962 e tiveram um filho, Julian. Depois de anos suportando a infidelidade do marido, Cynthia pediu o divórcio em agosto de 1968. Nesse ínterim, John e Yoko já haviam se tornado um casal e, assim que o divórcio fosse finalizado em novembro, planos foram feitos para se casar. Eles esperavam celebrar suas núpcias em Paris, ou mais especificamente, a caminho de Paris.
O casamanto foi oficializado em 20 de março de 1969, em Gibraltar, território britânico no sul da Espanha. Exatamente 8 dias depois do casamento de Linda e Paul McCartney, que formalizaram sua união em um cartório no dia 12 de março. Como Yoko e Lennon não podiam se casar na Inglaterra por causa da documentação dela, eles partiram em busca de lugares onde o processo fosse mais rápido, até optarem por Gibraltar, por indicação de Brown, funcionário da Apple Records. É famosa a sequência de fotos em que o casal exibe sua certidão de casamento. Para a cerimônia, Yoko deixou o tradicional vestido de lado e usou minissaia e tênis.
Yoko e Lennon decidiram passar a lua de mel no Hotel Hilton, em Amsterdã, Holanda. Ali, mais especificamente na cama do quarto 702, eles iniciaram um protesto pacífico contra a Guerra do Vietnã. A imprensa tinha livre acesso ao quarto, para fotografar e fazer fotos deles, no episódio que ficou conhecido mundilamente como Bed-in. O segundo Bed-in no Hotel Queen Elizabeth, foi em Montreal (Canadá), onde o casal gravou o hino pacifista "Give Peace a Chance".
Os dois se separaram temporariamente durante um ano, em meados dos anos 1970. Durante esse período, ele namorou com a jovem May Pang (secretária do casal). Esse breve relacionamento, segundo o jornalista Ray Connolly, teria sido incentivado pela própria Yoko Ono, diante de sua incapacidade de administrar seu casamento. John & Yoko voltaram a ficar juntos após o reencontro em um show de Elton John no Madison Square Garden. Em 9 de outubro de 1975, Yoko Ono deu à luz seu único filho, Sean Taro Ono Lennon. A partir daí, os dois artistas tomaram a decisão de se retirarem da vida pública.
Vindo de uma relação distante com seu primogênito, Julian, John Lennon quis agir diferente com seu filho Sean, o único que teve com Yoko. Após seu nascimento, em 1975, Lennon decidiu se dedicar mais ao filho mais novo, deixando a carreira de lado. Ficou sem lançar nada entre 1975 e 1980.
sábado, 18 de março de 2023
THE BEATLES ► GEORGE HARRISON ► I ME MINE★★★★

"I Me Mine" foi a última música gravada pelos Beatles, apesar da ausência de John Lennon. Composta e interpretada por George Harrison, aparece como a 4ª faixa do lado 1 no derradeiro álbum da banda, Let It Be de 1970. Gravada em 3 de janeiro de 1970, na primeira das duas últimas sessões de gravação do grupo, "I Me Mine" abre com um órgão dramático de Harrison (que também acrescenta uma guitarra e violão), Paul toca piano elétrico e Ringo toca sua bateria normalmente. Harrison faz as harmonizações junto com Paul. "I Me Mine" teve origem dos ensaios um ano antes, em janeiro de 1969 no Twickenham Studio, quando estavam gravando o projeto Get Back. Escrita em um momento de aspereza dentro do grupo, a letra lamenta a propensão da humanidade para o egocentrismo e serve como um comentário sobre a discórdia que levou Harrison a deixar temporariamente os Beatles. O arranjo alterna entre versos em tempo de valsa e refrões com guitarras em estilo hard rock. A melodia de valsa foi inspirada pela música incidental que George ouvira na noite anterior em um documentário da BBC chamado Europa: The Titled and the Unentitled. Era a “Valsa do Imperador”, composta em 1889 por Johann Strauss II, na interpretação da Orquestra Filarmônica de Viena sob a regência de Willi Boskovsky.

"I Me Mine" reflete a absorção de Harrison em textos hindus como o Bhagavad Gita e sua denúncia do ego em favor da consciência universal . Quando Harrison apresentou "I Me Mine" em Twickenham, John Lennon mostrou pouco interesse e, em vez disso, valsou com Yoko Ono enquanto os outros Beatles ensaiavam a música. Imagens do casal dançando aparecem em Let It Be. Em janeiro de 1970, quando Lennon havia deixado o grupo em particular, os três membros restantes gravaram formalmente "I Me Mine" no EMI Studios para o álbum Let It Be. Ao preparar o álbum para lançamento, o produtor Phil Spector ampliou a faixa repetindo o refrão e a segunda estrofe, além de acrescentar orquestração e um coral feminino. Entre alguns críticos musicais, vários escritores identificaram "I Me Mine" como uma poderosa performance final dos Beatles e uma declaração adequada de Harrison. A canção foi referenciada por alguns estudiosos religiosos em seus comentários sobre o egoísmo e Harrison intitulou sua autobiografia de 1980 "I, Me, Mine".
quinta-feira, 16 de março de 2023
GEORGE HARRISON - DUAS PÉROLAS DO LIVING IN THE MATERIAL WORLD - THE LIGHT THAT HAS LIGHTED THE WORLD" E "WHO CAN SEE IT"

"The Light That Has Lighted the World" é uma música de George Harrison lançada como a 3ª faixa de seu álbum de 1973, Living in the Material World. É vista como uma declaração sobre o desconforto de Harrison com a atenção dada a ele e apresenta uma contribuição proeminente do pianista inglês Nicky Hopkins, junto com um solo de guitarra slide altamente considerado de Harrison. Na época em que foi gravada, no final de 1972, havia rumores de que "The Light That Has Lighted the World" era a faixa-título do próximo álbum. Uma demo acústica inicial da música, uma performance solo de Harrison, apareceu como a faixa de encerramento da compilação de 2012 Early Takes: Volume 1.

No início de agosto de 1972, entre supervisionar o lançamento no Reino Unido do documentário Concert For Bangladesh e ir para Liverpool para assistir ao recital de Ravi Shankar no Philharmonic Hall, George Harrison tentou gravar "When Every Song Is Sung", uma balada da era All Things Must Pass, como single para Cilla Black. Embora o projeto não tenha sido concluído, assim como a tentativa de Harrison de gravar a mesma música com Ronnie Spector no ano anterior, mais tarde ele decidiu escrever um lado B para ela, que se tornaria "The Light That Has Lighted the World". Depois que ele criou as duas primeiras linhas, no entanto, o tema logo evoluiu para algo mais pessoal. Em "The Light That Has Lighted the World", a gravação é sustentada pelo imponente harmônio de Gary Wright e pelas guitarras acústicas de Harrison, e é dominada pelo piano de Hopkins. A seção instrumental, entre os dois versos, apresentando primeiro Hopkins e depois Harrison, recebeu muitos comentários positivos. O ritmo solene da faixa foi comparado ao de "Tears of Rage" e "I Shall Be Released", gravadas por The Band. George Harrison – vocais, violões, guitarra slide e backing vocals; Nicky Hopkins – piano; Gary Wright – harmônio; Klaus Voormann – baixo; e Jim Keltner – bateria.
"Who Can See It" é a 5ª faixa do Living in the Material World, depois de "Don't Let Me Wait Too Long" e antes da faixa "Living in the Material World". A letra reflete os sentimentos inquietos de Harrison em relação ao legado dos Beatles, três anos após a separação do grupo, e serve como sua declaração de independência das expectativas levantadas pela popularidade sem precedentes da banda. Alguns críticos e biógrafos sugerem que ele escreveu a canção durante um período de angústia pessoal, após a aclamação que recebeu como artista solo com o álbum triplo de 1970 All Things Must Pass e seu projeto de ajuda a Bangladesh de 1971/72. A natureza reveladora da letra encorajou comparações entre Living in the Material World e o álbum de 1970 inspirado na terapia primal de John Lennon, Plastic Ono Band.
A composição apresenta mudanças incomuns na fórmula de compasso e uma melodia que incorpora tensão musical. Harrison produziu a gravação por conta própria, que inclui orquestração pesada e um coro, ambos arranjados por John Barham. Vários comentaristas consideram a performance vocal de Harrison em "Who Can See It" uma das melhores de sua carreira, enquanto seu estilo de produção foi comparado ao do produtor dos Beatles, George Martin. Entre as resenhas da música, "Who Can See It" foi descrita como uma "obra-prima dolorida e ansiosa" e uma "declaração inequívoca" sobre a identidade de Harrison. De acordo com sua autoimagem como músico, independentemente de seu passado como Beatle, Harrison incluiu "Who Can See It" no setlist de sua malfadada turnê norte-americana de 1974 com Ravi Shankar, a primeira turnê de um ex-Beatle na América do Norte. George Harrison – vocais e guitarras; Nicky Hopkins – piano; Gary Wright – órgão; Klaus Voormann – baixo; Jim Keltner – bateria; e John Barham – arranjos de cordas e metais e arranjo do coral.
quarta-feira, 15 de março de 2023
A INCOMPARÁVEL RAQUEL WELCH - ✮1940 ✟2023


A incomparável Raquel Welch, que já embelezou as páginas do nosso blog preferido mais de uma dezena de vezes, está morta há um mês. A atriz americana que chegou a ser considerada a mulher mais bonita do mundo após seu papel em "Mil Séculos Antes de Cristo" (1966), faleceu no dia 15 de fevereiro de 2023 aos 82 anos. A estrela de origem boliviana morreu de "forma pacífica depois de uma breve doença", escreveu um agente em um comunicado, sem dar maiores detalhes. Welch, com uma trajetória profissional de mais de cinco décadas, deixa dois filhos. Vencedora do Globo de Ouro, atuou em mais de 30 filmes e 50 séries de televisão.

Raquel Welch nasceu no dia 5 de setembro de 1940, em Chicago, nos Estados Unidos. Foi um dos maiores e mais marcantes símbolos sexuais dos anos 60 e 70. Ganhou o seu primeiro concurso de beleza com apenas 15 anos. Trabalhou como garçonete em um restaurante e como manequim e em 1964 chegou em Hollywood onde causou frisson quando apareceu na capa da revista Life usando apenas um pequeno biquini. O filme Roustabout (Carrossel de Emoções,1964), onde atuou ao lado de Elvis Presley, foi a sua primeira aparição cinematográfica, a que se seguiu foi em Fantastic Voyage (Viagem Fantástica, 1966). Em 1970, contracenou com o nosso Ringão e Peter Sellers no filme "The Magic Christian" - Um Beatle no Paraíso.
Seu estatuto de símbolo sexual e beleza absoluta foi obtido em Le Plus Vieux Métier du Monde (A Mais Velha Profissão do Mundo, 1967) onde contracenou com Anna Karina, Jeanne Moreau e Elsa Martinelli. Hollywood apostou nela para protagonizar Bedazzled (Brincadeiras do Diabo, 1968), The Lady in Cement (O Detetive, 1968), Bluebeard (O Barba Azul, 1972) e The Three Musketeers (Os Três Mosqueteiros), de1973.
Uma sucessão constante de desastres comerciais levaram-na a abandonar Hollywood, refugiando-se primeiro na Europa onde filmou alguns títulos e voltando aos EUA em 1979, onde trabalhou mais para televisão. Ocasionalmente, fez aparições esporádicas em filmes de grande sucesso como a comédia Legally Blonde (Legalmente Loura, 2001). Ela também foi nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Atriz no filme de Televisão por sua atuação em Right to Die (1987). Em 1995, foi escolhida pela revista Empire como uma das "100 estrelas mais sexy da história do cinema". A Playboy a classificou em nº 3 em sua lista de "100 estrelas mais sexy do século XX". Em 2011, a Men's Health elegeu-a nº 2 na sua lista de "Mulheres mais quentes de todos os tempos".
A beleza incontestável da atriz a colocou em papéis peculiares, desde a objetificação comum a Hollywood até tramas feministas e controversas. No filme "Homem e Mulher Até Certo Ponto", de 1970, ela interpreta uma mulher trans, que passa por uma cirurgia de redesignação de sexo para se vingar de um tio. Em "Hannie Caulder - Desejo de Vingança", de 1971, se tornou a primeira mulher a estrelar um faroeste, em uma trama sobre a busca de vingança de uma jovem que foi estuprada por todo um bando de malfeitores.

Raquel Welch ajudou a transformar o ideal feminino da América em seu estado atual. Sua bela aparência e erotismo fizeram dela o ícone sexual definitivo dos anos 1960 e 1970, em vez da loira bombástica do final dos anos 1950, tipificada por Marilyn Monroe, Jayne Mansfield e outras. Raquel se tornou uma estrela em meados da década de 1960 e era exótica, morena e extremamente sexual. Suas inúmeras fotos publicitárias ajudaram a popularizar sua imagem, estilo de vestir e as tendências da moda dos anos 1960 e 1970.
JOHN LENNON - COLD TURKEY - SENSACIONAL!

"Cold Turkey" foi escrita por John Lennon e lançada como single pela Plastic Ono Band em 1969 pela Apple Records. Foi o segundo single solo lançado por Lennon e alcançou o número 30 na Billboard Hot 100 e o número 14 na UK Singles Chart. A primeira aparição de "Cold Turkey" em um álbum foi em Live Peace in Toronto de 1969, onde foi tocada ao vivo em 13 de setembro de 1969, com Lennon lendo a letra das mãos de Yoko Ono.

Segundo Peter Brown, em seu livro The Love You Make, "Cold Turkey" foi escrita em uma "explosão criativa", após Lennon e Yoko Ono quase enlouquecerem por sua abstinência de heroína. No entanto, o assistente pessoal de Lennon no final da década de 1970, Fred Seaman, afirmou que Lennon lhe confidenciou que a canção era sobre um grave caso de intoxicação alimentar sofrido por ele e Yoko depois de comerem sobras de um "peru frio" do Natal. Lennon achou que as pessoas zombariam dele se soubessem a verdade, então preferiu dizer que foi inspirada por sua recente abstinência de heroína. Peter Brown também afirma que Lennon apresentou a canção a Paul McCartney como um potencial single dos Beatles, quando eles estavam terminando a gravação de Abbey Road, mas foi recusada e então foi lançada como single pela Plastic Ono Band, com créditos exclusivos de composição para ele. "Cold Turkey" foi a primeira canção que Lennon escreveu pela qual recebeu o crédito sozinho; suas composições anteriores, incluindo seu primeiro single solo, "Give Peace a Chance", foram atribuídas à parceria Lennon-McCartney, embora o crédito por esta última tenha sido alterado posteriormente apenas para Lennon.

"Cold Turkey" foi gravada no Abbey Road Studio 2 com participação de Eric Clapton, Klaus Voorman, Yoko Ono e Ringo Starr. Existem outras versões além do single, várias das quais são acústicas, e ainda outra versão ao vivo incluída no Live in New York City que apresenta Yoko Ono adicionando vocalizações.

O single "Cold Turkey" foi lançado no dia 20 de outubro de 1969, alcançou o número 14 na UK Singles Chart em 15 de novembro de 1969. Em 22 de novembro, "Cold Turkey" caiu para o número 15 e, em 25 de novembro, Lennon resolveu devolver a medalha que recebeu 4 anos antes junto com os outros Beatles, ao Palácio de Buckingham. Junto com a insígnia enviou uma carta que ele escreveu para justificar sua posição: "Sua majestade, estou devolvendo minha MBE em protesto contra o envolvimento da Grã-Bretanha na questão Nigéria-Biafra, contra nosso apoio à guerra do Vietnã e contra a queda nas paradas de 'Cold Turkey'. Com amor, John Lennon, do saco".
THE BEATLES - GETTING BETTER - ESTÁ MELHORANDO!

Está melhorando o tempo todo, e vai melhorar ainda mais! "Getting Better" foi composta principalmente por Paul McCartney, com colaboração substancial de John Lennon. É creditada a Lennon-McCartney (claro), e foi lançada como a 4ª música do lado 1 do álbum dos Beatles Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band de 1967, após "Lucy In The Sky" e antes de "Fixing a Hole". A gravação ocorreu entre os dias 9 e 23 de março de 1967. A letra de Paul McCartney é ambientada na mesma batida sincopada que ele usoiu alguns anos antes em canções como "She's a Woman". O solo vocal é de Paul, e John se junta a ele na segunda voz. Com George, os dois fazem os coros a três vozes do fundo. Aqui, George volta a usar um instrumento indiano, desta vez, a tambura, que parece uma cítara maior mas não produz notas como da escala ocidental. Perto do fim da faixa, George Martin se junta à banda, ao piano. Detahe: ele não toca nas teclas, mas diretamente nas cordas.

A ideia inicial para o título veio de uma frase frequentemente falada por Jimmy Nicol, o baterista substituto de Ringo Starr na parte australiana de turnê mundial de 1964. Para tudo que era perguntado, Nicol respondia "está melhorando". O título e a música sugerem otimismo, mas algumas partes da letra têm um tom mais negativo. Nesse sentido, reflete as personalidades contrastantes dos dois compositores. Em contraponto à frase de McCartney, "Está melhorando o tempo todo", Lennon responde: "Não pode ficar pior!" Em uma entrevista em dezembro de 1983, McCartney elogiou a contribuição de Lennon, como um exemplo de coisas que ele (McCartney) nunca poderia ter feito. Em uma entrevista de 1969, Lennon citou "Getting Better" como um exemplo de música "pura dos Beatles", com os quatro desenvolvendo uma canção. Em certa altura da letra, o clima fica pesado: "I used to be cruel to my woman / I beat her and kept her apart from the things that she loved / Man, I was mean but I'm changing my scene / And I'm doing the best that I can". ("Eu costumava ser cruel com minha mulher / Eu batia nela e a mantinha longe das coisas que ela amava / Cara, eu era mau, mas estou mudando de cena / E estou fazendo o melhor que posso"). Perguntado sobre a canção anos depois, John admitiu que se referia a suas tendências agressivas e que havia feito coisas em relacionamentos no passado das quais não se orgulhava. “Eu acredito sinceramente na paz e no amor. Sou um cara violento que aprendeu a não ser violento e se arrepende da sua violência”. Aham.

Existe uma passagem, que se tornou até engraçada ao longo dos anos. Uma das sessões de gravação de "Getting Better" ficou famosa por um incidente envolvendo John Lennon. Durante a sessão noturna de 21 de março de 1967, Lennon reclamou que não estava passando bem, estava em pânico e não conseguia se concentrar. Ele tinha tomado LSD e estava ligadaço! Inocente, puro e besta e sem saber de nada, George Martin o levou até o telhado dos estúdios da EMI para tomar um pouco de ar fresco e voltou para o estúdio Dois, onde McCartney e Harrison estavam esperando. Eles sabiam por que Lennon não estava bem e, ao saberem que Martin o deixara sozinho lá em cima, correram desesperados para o telhado para recuperá-lo e evitar que ele saltasse achando que era uma borboleta. Paul McCartney: vocais, guitarra, baixo e piano; John Lennon: backing vocals e palmas; George Harrison: backing vocals, guitarra e tambura; Ringo Starr: bateria e congas; e George Martin: piano e pianette. "Getting Better" só aparece no Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.
domingo, 12 de março de 2023
THE BEATLES - RUN FOR YOUR LIFE ★★★★★★★★★★★★

"Run for Your Life" é uma música dos Beatles, última faixa de seu álbum RUBBER SOUL, lançado em 3 de dezembro de 1965. Composta principalmente por John Lennon (creditada a Lennon e McCartney, claro), "Run for Your Life" estabelece um tom ameaçador em relação à namorada não identificada do cantor, referida ao longo da música como "garotinha", afirmando "Prefiro ver você morta, garotinha, do que com outro homem". A frase foi tirada de uma das primeiras canções de Elvis Presley, "Baby Let's Play House" (composta por Arthur Gunter).
ELVIS PRESLEY - BABY LET'S PLAY HOUSE - SENSACIONAL!
E aqui, a gente confere a incrivel cena do filme ELVIS de 2022 dirigido por Baz Luhrmann e estrelado por Austin Butler (Elvis) e Tom Hanks (Coronel Tom Parker). Sensacional!
O CASAMENTO DE PAUL E LINDA McCARTNEY 💗

Há 54 anos, no dia 12 de março de 1969, aconteceu o casamento de Paul McCartney e Linda Eastman, a mulher que lhe deu três filhos e uma enteada, e ainda o salvou da depressão depois do fim dos Beatles. Uma semana depois do casamento de Paul - 20 de março - John Lennon se casou com Yoko Ono em Gibraltar.

Em 1967, McCartney conheceu Linda Eastman, uma fotógrafa norte-americana, antes do fim de seu noivado com Jane Asher, em um clube noturno de Londres. Ela estava lá para tirar fotos de músicos ingleses ligados ao Swinging London. Após o rompimento de McCartney e Asher, ele se encontrou com Linda em Nova York na ocasião do anúncio do lançamento da Apple Corps. Não demorou muito para os dois começarem um relacionamento. Em 12 de março de 1969, ele se casou com Linda e adotou a filha dela, Heather. Com Linda, McCartney teve três filhos: Mary (1969), Stella (1971) e James (1977). Após a separação dos Beatles, Linda se tornou parte da carreira de McCartney. Fez parte da banda Wings, tocou piano em shows e discos solos de Paul McCartney, alem de ter sido a musa inspiradora de dezenas e mais dezenas de canções.

No dia 17 de abril de 1998, Linda McCartney morreu de câncer em Tucson, Arizona e foi cremada no mesmo local, suas cinzas foram levadas para a Inglaterra e espalhadas na fazenda de McCartney em Sussex na Inglaterra. Na época houve rumores que sua morte foi por eutanásia, porém Paul sempre negou isso. Atualmente, Paul McCartney tem oito netos frutos de seu casamento com Linda. Quatro são de sua filha mais velha Mary, com idades entre 8 e 20 anos, e os outros quatro de sua filha Stella, conhecida estilista de moda, com idades entre 9 e 14 anos. Depois de Linda, Paul casou-se mais duas vezes, com Heather Mills, com quem tem uma filha, Beatrice, de 19 anos, e atualmente é casado com Nancy Shevell.
PAUL MCCARTNEY - WE GOT MARRIED - SENSACIONAL!

"We Got Married", composta por Paul McCartney, foi lançada como a 5ª faixa do excelente "Flowers In The Dirt" em junho de 1989. Já havia sido gravada em setembro/outubro de 1984 com o produtor americano David Foster, e como tal, era a faixa mais antiga do álbum, e trazia David Gilmour na guitarra e Dave Mattacks na bateria. David Foster considerou a canção a mais fraca das três gravadas durante aquelas sessões, as outras sendo as inéditas "Lindiana", e "I Love This House". "We Got Married" chegou a ser considerada para um single, mas não foi, inclusive um vídeo foi preparado e também não lançado e virou outra das raridades no arquivo de McCartney que você pode assistir aqui. "We Got Married" tornou-se uma música regular nos setlists da World Tour entre 1989 e 1990. “É uma linda canção, sincera. Não é totalmente autobiográfica, mas captura o primeiro casamento, o primeiro amor, como Linda e eu. Nós não conseguimos um apartamento juntos, pequenos detalhes como esse sou eu como um compositor apenas jogando coisas que me fazem bem. Mas basicamente é a nossa história de vida, eu e Linda. Tenho ótimas lembranças dela, porque me faz bem lembrar dela. É uma música sobre se casar e a emoção disso. O melhor foi que Dave Gilmour (do Pink Floyd) concordou em tocar guitarra nela. Isso foi muito legal, achei que ele fez um ótimo trabalho na guitarra. Muito emotivo”. Paul McCartney, em 24 de março de 2017.
KING HARVEST - DANCING IN THE MOONLIGHT ★★★★★

"Dancing in the Moonlight" foi composta por Sherman Kelly, originalmente gravada em 1970 por sua banda Boffalongo e depois, como um single de sucesso da banda King Harvest em 1972, alcançando o número 5 no Canadá e o número 13 na Billboard Hot 100. Kelly escreveu a canção em 1969, enquanto se recuperava de um violento ataque de uma gangue. Ele imaginou uma realidade alternativa, o sonho de uma pacífica e alegre celebração da vida, e gravou com sua banda Boffalongo, que esteve ativa de 1968 a 1971; "Dancing in the Moonlight" foi incluída em seu álbum Beyond Your Head. Tambem foi seu último single. O irmão de Sherman Kelly, Wells Kelly, apresentou a música à banda King Harvest, de Paris, da qual era baterista, e o ex-membro do Boffalongo, Dave "Doc" Robinson, era o vocalista, baixista e tecladista. O King Harvest gravou e lançou "Dancing in the Moonlight" como single com "Lady, Come On Home" no lado B em 1972. Steve Cutler, um baterista de jazz de Nova York, tocou bateria nas faixas e excursionou pela França e Reino Unido com a banda. O grupo se desfez após seis meses e o single definhou por um ano até ser comprado e lançado mundialmente pela Perception Records. No Canadá, "Dancing in the Moonlight" alcançou o número 5 nas paradas semanais e o número 71 na parada de final de ano de 1973.
sexta-feira, 10 de março de 2023
ATLANTA RHYTHM SECTION - GEORGIA RHYTHM ★★★★★

Eles fazem parte da cena Southern Rock há mais de 50 anos. Seus maiores sucessos incluem "So Into You", "Champagne Jam", "Imaginary Lover", entre outras tantas. Com 15 álbuns de excelentes composições e performances, The Atlanta Rhythm Section (ARS) representa uma das melhores coisas que a expressão “rock clássico” implica. Foram 15 álbuns de excelente material original e consistentemente fizeram shows lotados - ambos os quais ajudaram a estabelecer uma ampla, senão enorme, base de fãs. Tiveram alguns grandes sucessos e têm sido um elemento importante na cena do Southern Rock. Compartilharam estilos musicais com os Eagles e Fleetwood Mac - tanto na qualidade das composições quanto nas apresentações ao vivo. O Atlanta Rhythm Section foi emparelhado com os contemporâneos Lynyrd Skynyrd como os sucessores dos Allman Brothers - carregando o rótulo de "Southern Rock" no final dos anos 70. Com sede em Atlanta, Geórgia, o nome pode ter feito sentido na época. Mas tocando músicas que eram mais diversificadas e tendo sucessos que tinham um som pop mais suave, "Southern Rock" foi uma bênção mista e muitas de suas realizações musicais únicas se perderam em um gênero que sobrevive até hoje - mas nunca realmente se encaixou na Atlanta Rhythm Section, originalmente formada em 1970 por Rodney Justo (vocalista), Barry Bailey (guitarra), Paul Goddard (baixo), Dean Daughtry (teclados), Robert Nix (bateria) e JR Cobb ( guitarra).
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- THE BEATLES - TICKET TO RIDE - 1965 - 4K COLOR
- THE BEATLES - TELL ME WHY - 1964 - 4K COLOR 😀😀😀
- SUPERTRAMP - GOODBYE STRANGE - 1979 ⭐⭐⭐⭐⭐
- GEORGE HARRISON - 4 PÉROLAS DOS SHOWS NO JAPÃO - 1991
- THE BEATLES - HELP! - O ÁLBUM AMERICANO ⭐⭐⭐
- TOM PETTY AND THE HEARTBREAKERS - FEEL A WHOLE LOT...
- THE BEATLES - I'M IN LOVE (Lennon-McCartney) - 1963
- WE ALL LIVE IN A YELLOW SUBMARINE 😀
- THE BEATLES - ALL TOGETHER NOW ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐
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