quinta-feira, 7 de julho de 2022

THE BEATLES - HONEY DON'T - SENSACIONAL! ✶✶✶✶✶

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"Honey Don't" foi composta por Carl Perkins e originalmente lançada por ele em janeiro de 1956 como lado B do single "Blue Suede Shoes". Ambas as canções se tornaram clássicos do rockabilly. Bill Dahl, da Allmusic, elogiou dizendo: "'Honey Don't' na verdade supera seu companheiro de disco mais célebre em alguns aspectos". Foi gravada por dezenas de outros artistas, incluindo Os Beatles, Ronnie Hawkins, Johnny Rivers e Raul Seixas em seu álbum de 1975, Novo Aeon.

Os Beatles gravaram sua versão em 26 de outubro de 1964. Uma das últimas músicas gravadas para o Beatles for Sale, lançado no Reino Unido em 4 de dezembro de 1964. O lançamento norte-americano foi em 15 de dezembro no Beatles '65. Embora John Lennon já tivesse cantado a música ao vivo, foi Ringo Starr quem a cantou para o álbum e foi muito bem, obrigado. Durante a música, Ringo faz comentários auto-referenciais que levam aos espetaculares riffs de George Harrison, dizendo "Rock on George, one time for me!" e depois "Rock on, George, for Ringo one time!". Os Beatles tocaram a música duas vezes para a BBC nos programas From Us To You e Top Gear. Uma versão cantada por John está disponível no Live at the BBC e uma versão cantada por Ringo foi lançada no On Air - Live no BBC Volume 2. Ringo cantou uma versão ao vivo da música, como uma homenagem a Harrison por sua predileção por Perkins, no Concerto para George no Royal Albert Hall, em Londres, em 2002.

PAUL McCARTNEY - NOT SUCH A BAD BOY - NO MORE, NO MORE, NO MORE!★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★

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A sensacional "Not Such A Bad Boy" foi uma das duas músicas compostas especificamente para a trilha sonora e é um dos destaques do filme, a outra foi o megasucesso "No More Lonely Nights". A letra destaca os tempos nada agradáveis junto aos rígidos professores do Liverpool Institute. Paul McCartney canta e toca baixo; Chris Speeding e Dave Edmunds, guitarras; Jody Linscott, percussão e RINGO STARR toca bateria.

THE BEATLES - LONG TALL SALLY★★★★★★★★★★★★★

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quarta-feira, 6 de julho de 2022

THE BEATLES - OS SENSACIONAIS ÁLBUNS VERMELHO (1962/1966) E AZUL (1967/1970)

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Os álbuns duplos "Vermelho" (1962-1966) e "Azul" (1967-1970), foram utilizados como porta de acesso ao universo dos Beatles por várias gerações de fãs. Os dois álbuns duplos foram publicados originalmente no dia 2 abril de 1973, com os títulos oficiais de "The Beatles/1962-1966" e "The Beatles/1967-1970", mas rapidamente passaram a ser chamados pelos fãs de "Vermelho" e "Azul", devido às cores das capas, escolhidas por serem as cores dos dois principais times de sua cidade natal – Liverpool e Everton. As coletâneas correspondem aos dois períodos nos quais se divide a obra dos Beatles e vão além de uma simples sucessão de "singles", por isso que servem há quase cinco décadas como uma introdução à música do quarteto.

Apesar de passados três anos desde Let It Be (que saiu em maio de 1970), o novo lançamento dos Beatles compensava a espera. E não era apenas um LP, mas quatro, uma compilação dos maiores sucessos da banda selecionados a dedo por Allen Klein, e, embora o lançamento tenha sido planejado para combater o volume crescente de antologias piratas, os discos são excelentes. Os dois álbuns (com dois LPs cada), como o título sugere, acompanham a história dos Beatles em ordem cronológica, do primeiro compacto, "Love Me Do", de 1962, a "Let it Be", de 1970. Todos os sucessos que chegaram ao número 1 nas paradas foram incluídos (o que significa o lado A de todos os compactos) e uma boa seleção de músicas de quase todos os LPs lançados. Todas as 54 faixas são composições da banda, sejam de Lennon e McCartney, Harrison ou Ringo Starr. O primeiro álbum duplo, The Beatles 1962-1966, contém todos os lados A dos compactos lançados pela Parlophone até o final de 1966, além de uma seleção de faixas de álbuns do mesmo período: "All My Loving", de With The Beatles; "Eight Days A week", de Beatles For Sale; "Yesterday", de Help!; "Norwegian Wood" e "Michelle" de Rubber Soul. Todas de Lennon e McCartney.
O segundo álbum duplo, The Beatles 1967-1970, compila os lados A restantes e também, uma seleção tirada dos LPs lançados no período. Das 28 faixas, três são composições de George Harrison ("While My Guitar Gently Weeps", "Old Brown Shoe" e "Something"), uma é composição de Ringo ("Octopus’s Garden") e as demais são de Lennon e McCartney. As capas dos dois álbuns duplos têm fotografias da banda tiradas no mesmo local com um intervalo de oito anos. Ambas assinadas pelo fotógrafo Angus McBean. A capa do "Vermelho" resgata uma foto do grupo na sacada da sede londrina da EMI em 1963. A do “Azul”, tirada em 1969, seria a capa do álbum Get Back, que acabou não sendo lançado. No “miolo” de cada um dos dois álbuns, aparece uma foto enorme em preto e branco. Uma foto enigmática que mostra os Beatles em meio a um grupo de pessoas, todos com cara de velório, atrás de um portão da igreja de St. Pancras Gardens em Londres.
Essa foto foi feita pelo fotógrafo Don McCullin no dia 28 de julho de 1968 (um domingo) naquele que ficou conhecido como “Mad Day Out” (um dia de folga na vida dos Beatles). À frente do portão (e deles), a estranha figura de um garoto. O nome dele é Gary Evans, e é filho do falecido Mal Evans. Na época da foto ele tinha 7 anos, agora está com 61.
Os álbuns foram inicialmente uma reação contra uma compilação pirata de quatro discos chamada Alpha Omega, que foi vendida na TV em 1972. Mas os álbuns Red and Blue tinham as masters originais à sua disposição, compiladas pelo então gerente dos Beatles, Allen Klein. Mais importante, eles tinham um punhado de faixas - incluindo "From Me to You" e a versão single de "Let It Be" - que nunca foram lançadas nos álbuns oficiais dos Beatles. Os dois álbuns estão unidos cronologicamente, começando com "Love Me Do" de 1963 (a versão do álbum Please Please Me ) e terminando com "The Long and Winding Road" de Let It Be de 1970 . Antes da era dos CDs, eles eram a única forma para ouvir muitas das versões únicas de músicas de sucesso em quatro LPs de excelente qualidade. Os dois discos foram um sucesso imediato. 1962-1966  alcançou o nº 3 e 1967-1970  atingiu o número 1 por uma semana. Desde seu lançamento, há quase cinco décadas eles venderam mais de 30 milhões de cópias juntas. As compilações tornaram-se uma parte tão crucial do catálogo dos Beatles que foram relançadas em CDs em 1993, e continuam sendo um excelente ponto de partida para novos fãs dos quatro fabulosos de Liverpool.

THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT - CLASSIC TRAILER

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terça-feira, 5 de julho de 2022

PAUL McCARTNEY & WINGS - RED ROSE SPEEDWAY

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Red Rose Speedway foi o quarto álbum lançado por Paul McCartney e o segundo álbum com o Wings, que nessa época eram Paul, Linda McCartney, Denny Laine, Denny Seiwell e o guitarrista Henry McCullough. Creditado a "Paul McCartney and Wings", O álbum foi lançado pela Apple Records em abril de 1973, precedido por seu primeiro single, a baladona "My Love". Ao incluir o nome de McCartney no crédito do artista, o single e o álbum romperam com a tradição dos discos anteriores do Wings. A mudança foi feita na crença de que o desconhecimento do público com a banda havia sido responsável pelo fraco desempenho comercial do álbum de estreia do grupo em 1971, Wild Life. Inicialmente a ideia era fazer um álbum duplo, mas isso foi logo descartado. Antes do lançamento, o compacto "My Love", explodiu no primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos. Foi a segunda música escrita por McCartney a atingir o primeiro lugar naquele país após a separação dos Beatles (a primeira foi "Uncle Albert" do álbum Ram). Mas "Speedway" vai muito além de "My Love".

Antes de gravar o álbum, o Wings recrutou o guitarrista Henry McCullough e lançou seu single de estreia, "Give Ireland Back to the Irish", que foi banido pela BBC por sua mensagem política. As sessões de gravação do álbum ocorreram ao longo de 1972 em cinco estúdios de gravação diferentes em Londres. O grupo também gravou os singles (que não entraram no álbum) "Mary Had a Little Lamb", "Hi, Hi, Hi" e "Live and Let Die" (música-título do filme de James Bond de mesmo nome, gravada durante as sessões de Red Rose Speedway, mas inicialmente lançada no álbum da trilha sonora Live and Let Die). Originalmente planejado como um álbum duplo, Red Rose Speedway foi condensado em um único LP a pedido da EMI. A empresa acreditava que o material não era de um padrão suficientemente alto e estava ciente das vendas modestas dos dois primeiros singles de Wild Life e Wings. Henry McCullough e Denny Laine mais tarde expressaram sua decepção com a escolha das músicas de um único disco.
Em 1993, Red Rose Speedway foi remasterizado e foram incluídas como bônus as músicas: "C Moon", "Hi Hi Hi", "The Mess" (lado B do single "My Love") e "I Lie Around" (lado B do single "Live And Let Die").

Red Rose Speedway alcançou o número 5 na parada de álbuns do Reino Unido e número 1 na parada de LPs e fitas da Billboard nos EUA, enquanto "My Love" liderou a Billboard Hot 100 dos EUA . Embora um sucesso comercial, o álbum recebeu uma resposta mista da imprensa, com vários críticos considerando as músicas inconsequentes e medíocres. Décadas depois, continua a receber críticas mistas. O álbum foi relançado em 1987 e 1993 com faixas bônus e remasterizado em 2018 como parte da Paul McCartney Archive Collection. A remasterização de 2018 inclui a versão em LP duplo reconstruída do álbum.

“Red Rose Speedway – Collector’s Edition” é um álbum duplo pirata com dezenas de outakes, remixes, faixas alternativas, faixas ao vivo, lados B e outras tantas inéditas. Os grandes destaques ficam por conta das jam sessions dos Wings especiais e espetaculares "Night Out" (rough mix) e "Jazz Street" (versão instrumental inédita), além de "Big Barn Bed" (rough mix), "1982" (live), "The Mess" (live), "Thank You Darling" (outake), "Seaside Woman" (rough mix), "Henry’s Blue" (live), "Hi Hi Hi" (live) e "Soily" (live).

THE BEATLES - YOU'VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY

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"You've Got to Hide Your Love Away" foi composta por John Lennon e lançada no álbum Help!, de 1965. Foi inspirada em Bob Dylan e faz referência ao empresário Brian Epstein - responsável pelo sucesso do começo da carreira dos Beatles. Devido a uma maior proximidade que tinha com John Lennon surgiram rumores que os dois tiveram um romance quando foram para Espanha em abril de 1963. A homossexualidade de Brian não veio a público até anos após a sua morte em 1967. O título supostamente evidencia este fato: You've Got to Hide Your Love Away - Você tem que esconder seu amor. Seja como for, é uma das pérolas mais preciosas já gravadas pelos Beatles.
"You've Got to Hide Your Love Away" foi gravada em um dia para a trilha de "Help!", e sua apresentação durante o filme, com os Beatles relaxando na casa onde os quatro moram, é um dos pontos altos da película. Foi a primeira gravação dos Beatles a apresentar somente instrumentos acústicos, e marcou também uma das poucas vezes que Lennon, sempre dolorosamente crítico quanto à sua habilidade como cantor, não duplicou sua voz, como fazia desde de que descobriu esse truque de estúdio.
"You've Got to Hide Your Love Away" foi a primeira música dos Beatles desde 'Love Me Do' a apresentar um músico de fora. Foi John Scott, que gravou as flautas tenor e alto para a música. Ele recebeu seis libras (17 dólares na época) e nenhum crédito. Os Beatles deram uma direção geral a Scott e deixaram que ele elaborasse um arranjo próprio. Scott se lembrava de que os rapazes estavam de bom humor na época. "Ringo estava cheio de alegrias matrimoniais. Ele tinha acabado de voltar de sua lua de mel". Disse ele.
"You've Got to Hide Your Love Away" foi gravada no dia 18 de fevereiro de 1965 em Abbey Road. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro de som. John Lennon - vocal e violão de 12 cordas; Paul McCartney - baixo; George Harrison - violão clássico; Ringo Starr - tarola escovada , pandeiro e maracas; e John Scott - flautas baixo e alto.

Embora os Beatles não tenham lançado como single, ("não é comercial", Lennon disse), o grupo de folk inglês The Silkie, que tinha contrato com a companhia de Brian Epstein, a emplacou no Top 10 nos Estados Unidos, e os Beach Boys fizeram uma cover no álbum Beach Boy's Party, de 1965. De lá prá cá, muita gente bebeu água nessa fonte: Percy Faith and his orchestra em 1965; Jan & Dean em 1966; The Grass Roots em 1966 ; Waylon Jennings and the Waylors em 1967; The Pozo-Seco Singers em 1968; Enuff Z'nuff em 1985; Elvis Costello em 1994; A versão de Joe Cocker, em 1991, poderia ter ficado boa, mas não passou de uma tentativa de um repeteco de With a Little Help From My friends; Eddie Vedder fez uma cover fraquíssima em 2001 para a trilha do filme I Am Sam; e o Oasis gravou uma cover em 1994 ou 95, que também é muito ruim.

sábado, 2 de julho de 2022

JOHN LENNON - ONE DAY (AT A TIME)*****

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Em "One Day (At a Time)" mais uma vez, John Lennon volta a utilizar o coral celestial "Something Different" nas harmonizações vocais, o mesmo de de "Out The Blue" do mesmo álbum - o sensacional "Mind Games" de novembro de 1973. Aliás, todo o pessoal é o mesmo: John Lennon, vocais e guitarra; David Spinozza, guitarra; Pete Kleinow, pedal steel guitar; Ken Ascher, teclados; Gordon Edwards, baixo; Jim Keltner, bateria, além do coral já citado.

"One Day (At a Time)", é a quarta música de Mind Games e também com forte apelo emocional, caracterizada por um raro falsete vocal utilizado pelo ex-Beatle. O tema lírico é o mesmo que permeia por várias faixas do álbum, como “You Are Here” e “Out The Blue”, a ideia de várias peças, criando um todo, são alegorias para o então vacilante casamento de Lennon e Yoko Ono. Curiosamente, isso duraria até o final em "Double Fantasy" e, foi Ono, quem sugeriu a Lennon que ele cantasse fora do tom normal. Como "alguém" dizendo o que queriam ouvir. No estúdio Lennon gravou uma guia vocal sem o falsete - que mais tarde foi lançada na caixa John Lennon Anthology de 1998. Alguns estudiosos da obra do artista, dizem que a parte final da letra é em grande parte voltada para a mais pura sacarina de uma das letras que mais pareciam cansadas, repetitivas e banais: ("Porque eu sou o peixe e você é o mar / Porque eu sou a maçã e você é a árvore"), etc. Irônicas como podem parecer as coisas, McCartney abusaria disso anos depois em "Waterfalls" (eu preciso de amor, como um castelo precisa de uma torre, como um jardim precisa de uma flor... e por aí vai), de 1980, "classificada como em 4º lugar no escalão do padrão 'Beatle de qualidade' - Beirando o 'brega", diziam os críticos. Seja como for, são de épocas diferentes. "One Day (At a Time)", de 1973, com falsete ou sem falsete, é uma das obras mais lindas de John Lennon. Aparece em 'Mind Games' e "Anthology - John Lennon - Disco 2 - New York City", que a gente confere agora.
"One Day (At a Time)" de John Lennon, também foi gravada e é título do álbum de Elton John de 1976, que muitos atribuem a música como de autoria dele, não é! Confira também: Bring On The Lucie (FREDA PEEPLE) - MIND GAMES - THE SONG✯✯✯✯✯ - JOHN LENNON - AISUMASEN

THE BEATLES - TWIST AND SHOUT - SHAKE IT UP BABY!

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"Twist and Shout” é a música mais forte do primeiro álbum dos Beatles - Please Please Me - e também a última. Uma das poucas que John e Paul devem ter desejado que fosse composta por eles próprios. "Twist and Shout” era o ponto alto das apresentações dos Beatles, a música da qual a maior parte do público iria se lembrar depois de terminado o espetáculo. A voz rascante, rouca, de John transforma o convite para "dançar e gritar" ("twist and shout") em uma ordem! A combinação intrínseca entre as guitarras solo e base, com o baixo pulsante de Paul e a bateria afiada de Ringo, tornam esta gravação verdadeiramente magnifica. Diz uma das lendas que, quando os Beatles terminaram as gravações para o álbum Please Please Me, ainda tinham algum tempo de sobra no estúdio; então, em uma só tomada, gravaram "Twist and Shout”. Na verdade, foram duas.
Philip "Phil" Medley foi um compositor americano notável por sua composição "Twist and Shout", que ele escreveu junto com Bert Russell. A primeira gravação foi feita pelos The Top Notes (às vezes chamado de "Topnotes"), em 1960, produzida por Phil Spector para a Atlantic Records. Em 1962, o grupo The Isley Brothers (não confundir com Everly Brothers, dos irmãos Phil e Don Everly) decidiu gravar a música e foram produzidos pelo próprio compositor Bert Russell, que não tinha ficado satisfeito com a produção de Phil Spector. "Twist and Shout", tornou-se a primeira gravação do trio a entrar para lista da revista Billboard (entre as 40 mais) e logo se tornou um cover frequente da música soul no início dos anos 1960. Quando os ‘Isleys’ gravaram, não imaginaram que ela se sairia tão bem quanto seu sucesso de três anos antes "Shout!" (também coverizada pelos Beatles). Para a surpresa deles, "Twist and Shout" fez um enorme sucesso nas listas de música pop e rhythm and blues americanas.

Os Beatles lançaram sua matadora e definitiva versão em seu álbum de estreia no Reino Unido, Please Please Me, de 1963. Em uma única sessão, eles gravaram todas as faixas para o álbum em um dia e "Twist and Shout" foi a última a ser gravada, já tarde da noite. John Lennon, o vocalista natural para a música, estava com gripe no dia e usava pastilhas para a garganta, talvez, por isso, tenha produzido uma das suas melhores e mais memoráveis performances vocais, rouca e dinâmica. Foram gravados somente dois takes da música, o primeiro é o que encerra o álbum de forma magnífica. George Martin disse, "Eu tentei o segundo take ... mas a voz do John já estava em frangalhos”. Nos Estados Unidos, "Twist and Shout" foi lançada em 2 de março de 1964 como um single pela Vee-Jay Records, chegando ao segundo lugar no dia 4 de abril do mesmo ano. Neste país, a canção foi o único cover dos Beatles a vender mais de 1 milhão de cópias e o único a atingir as 10 mais tocadas em qualquer lista de paradas de sucesso norte-americanas.
Quatro meses depois do sucesso com os Beatles,"Twist and Shout" foi regravada pelo grupo Brian Poole and the Tremeloes (os mesmos que foram escolhidos pela Decca ao invés dos Beatles) chegando a #4 nas paradas de sucesso do Reino Unido. Ao longo dos anos, "Twist and Shout" ainda continua a ser regravada até hoje, tantas e tantas vezes, pelas mais diferentes bandas e artistas, dos Mamas & Papas (que fizeram uma versão balada) a Electric Light Orchestra, mas nada, nenhuma chega nem perto ou se compara com a gravação original dos Beatles!

A versão dos Beatles foi o carro-chefe da trilha sonora do filme de 1986 "Ferris Bueller's Day Off" (Curtindo a Vida Adoidado), com o ator Matthew Broderick. O uso da música no filme, fez com que ela voltasse à lista da Billboard Hot 100, chegando ao número 23.

E para fechar com chave de ouro, a gente confere aqui e agora no nosso blog preferido,"Twist and Shout" com os Beatles ao vivo no Washington Coliseum em 11 de fevereiro de 1964. E em cores!

sexta-feira, 1 de julho de 2022

GEORGE HARRISON - BALLAD OF SIR FRANKIE CRISP (LET IT ROLL) - SENSACIONAL!

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Desde 1965, George Harrison e sua esposa, Pattie Boyd, moravam em Kinfauns, um bangalô de luxo da década de 1950 em Esher, no condado inglês de Surrey, na propriedade de Claremont, ao sul de Londres. A casa era um bangalô e muito pequena para acomodar um estúdio de gravação. Então o casal começou uma busca de um ano por uma propriedade maior, concentrando-se em uma área a oeste de Londres, abrangendo os condados de Berkshire e Oxfordshire. Em janeiro de 1970, Harrison comprou Friar Park, Uma mansão de 120 quartos , situada em 33 acres de terra, a oeste de Henley-on-Thames. Anteriormente a casa pertenceu a uma ordem de freiras católicas romanas, Salesianas de Dom Bosco, a casa de quatro andares e seus terrenos estavam em estado de ruína, e os Harrisons só passaram a habitar a mansão definitivamente depois de mais de dois meses de intensas reformas.
A mansão foi construída em 1898, no local de um mosteiro do século XIII, por Sir Frank Crisp, um advogado de sucesso de Londres, microscopista e horticultor conhecido por suas excentricidades. Harrison descreveu Crisp como um cruzamento entre Lewis Carroll e Walt Disney. Ao compilar a autobiografia de Harrison, I Me Mine, no final dos anos 1970, Derek Taylor observou que Harrison "frequentemente fala como se Crisp ainda estivesse vivo". O trabalho de limpeza durante os primeiros meses em Friar Park revelou vários legados do tempo de Crisp lá, como gravuras em pedra e madeira contendo homilias caprichosas, algumas das quais as freiras salesianas ocultaram ou pintaram. Os 10 acres dos jardins formais de Crisp estavam tão cheios de ervas daninhas que Harrison e seu amigo Hare Krishna, Shyamasundar Das, usaram lança-chamas da época da Segunda Guerra Mundial para limpar parte da terra. Entre as características do jardim estava uma série de lagos em camadas ligados por túneis, a sudeste da casa, e um jardim de rochas encimado por uma réplica de 30 metros do Matterhorn ( montanha mais conhecida dos Alpes localizada na fronteira da Suíça com a Itália).

Em 17 de março de 1970, apesar do estado de abandono da propriedade, os Harrisons deram uma festa para comemorar o aniversário de 26 anos de Pattie e o Dia de São Patrício. De acordo com seu amigo e assistente Chris O'Dell, a lista de convidados incluía todos os outros Beatles e suas esposas, bem como pessoas de dentro como Derek e Joan Taylor, Neil Aspinall e sua esposa Susie, Peter Brown e Klaus e Christine Voormann. No que foi um raro encontro social para os Beatles, três semanas antes de Paul McCartney anunciar que estava deixando a banda, a festa foi um "grande sucesso", escreveu O'Dell. Pouco depois, Harrison convidou os membros do movimento Hare Krishna com sede em Londres para ajudar no trabalho de restauração, principalmente nos terrenos de Friar Park, e acomodou os devotos e suas famílias em uma ala da mansão. Embora satisfazendo as convicções espirituais de Harrison, esses visitantes foram menos bem-vindos por Pattie Boyd, que se via excluída da vida do marido.

As excêntricas homilias de Crisp, que o ex- Beatle descobriu inscritas dentro da casa e ao redor da propriedade, inspiraram composições subsequentes de Harrison, incluindo "Ding Dong, Ding Dong" e "The Answer's at the End". Após a separação dos Beatles em 10 de abril de 1970, e tendo discutido há muito tempo a possibilidade de gravar um álbum solo de suas canções, Harrison se comprometeu com o projeto durante um jantar em Friar Park com Boyd, Dennis O'Dell e Terry Doran, seu amigo e gerente da propriedade temporário. No mês seguinte, Harrison apresentou uma seleção de suas composições em Londres para Phil Spector , seu co-produtor em All Things Must Pass, uma das quais foi "Everybody, Nobody". Com a sua referência às estradas e ao Código da Estrada do Reino Unido, "Everybody, Nobody" foi descrita pelo biógrafo musical Simon Leng como a primeira música "automobilística" de Harrison, que logo reescreveu completamente a letra e compôs parte da melodia para seu primeiro tributo musical a Crisp and Friar Park  - intitulado "Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)". O resultado, foi um sinal para o futuro envolvimento de Harrison com o cinema, um interesse que, como jardinagem e automobilismo, floresceria em uma residência que oferecesse "privacidade sem prisão". A apresentação de Harrison de "Everybody, Nobody" para Phil Spector ocorreu no Abbey Road Studios em 20 de maio de 1970, uma gravação disponibilizada não oficialmente aparece no álbum pirata Beware of ABKCO.

Juntamente com a capa do álbum All Things Must Pass, em Friar Park, "Ballad of Sir Frankie Crisp" estabeleceu uma associação entre Harrison e sua propriedade em Henley que continuou desde sua morte em novembro de 2001. A composição ganhou mais notoriedade em 2009, quando foi o título para a compilação póstuma de Harrison, Let It Roll: Songs by George Harrison.

"Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)" foi lançada como uma das faixas do álbum triplo de 1970, All Things Must Pass de George Harrison. A música é em homenagem a Frank Crisp, um advogado do século XIX e proprietário original de Friar Park - a residência gótica vitoriana em Henley-on-Thames, Oxfordshire, que Harrison comprou no início de 1970. A gravação contou com o apoio de músicos como Pete Drake, Billy Preston, Gary Wright, Klaus Voormann e Alan White. Foi co-produzida por Phil Spector, cujo uso pesado de reverb aumenta a qualidade etérea da música. O crítico da AllMusic, Scott Janovitz, descreve "Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)" como oferecendo "um vislumbre do verdadeiro George Harrison - ao mesmo tempo místico, bem-humorado, solitário, brincalhão e sério". Aqui, a gente confere "Eveybody, Nobody", que apareceu recentemente na edição de luxe comemorativa dos 50 anos de All Things Must Pass e logo abaixo "Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll)", remasterizada para o mesmo álbum.

ERIC BURDON AND THE ANIMALS - SAN FRANCISCO NIGHTS ✶✶✶✶✶

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A belíssima "San Franciscan Nights" é uma música de 1967 gravada por “Eric Burdon and the New Animals”. Letra e música foram compostas pelos membros do Animals: Eric Burdon, Vic Briggs, John Weider, Barry Jenkins e Danny McCulloch. Uma ode à San Francisco, que se tornou o maior sucesso da “nova” banda - em oposição aos da primeira encarnação dos Animals de meados dos anos 1960. Chegou ao # 1 nas paradas canadenses, # 9 nos EUA e número 7 no Reino Unido. Nada mal. A banda escreveu "San Franciscan Nights" - como uma canção de protesto contra a Guerra do Vietnã. Ela abre com uma breve paródia do tema Dragnet. Isto é seguido por uma fala de Burdon dedicada "para a cidade e as pessoas de São Francisco”. A melodia começa com a descrição de uma calorosa noite californiana de 1967, com imagens alucinógenas de um "feixe de luz estroboscópica" criando sonhos, paredes e mentes em movimento, anjos cantando, "jeans azul" e "Harley Davidsons também", contrastando contra a força policial. Puxando o maior número possível de temas dos anos 60, a música encerra com um apelo para que o sonho americano inclua "índios também".

A noção que Burdon tinha de que as noites de São Francisco eram quentes, geraram alguns comentários debochados de alguns americanos mais familiarizados com o clima da cidade - melhor exemplificado por Mark Twain dizendo: "O inverno mais frio que passei foi um verão em San Francisco”. Mas, na verdade, Burdon e seu grupo tinham tocado recentemente em San Francisco durante um raro trecho de 10 dias de tempo excepcionalmente quente de primavera, que deixou uma forte impressão errada neles. Em um concerto em Naperville, Illinois, em 2010, Burdon disse que a canção foi escrita sobre uma noitada com Janis Joplin em São Francisco.
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The Animals foi uma banda de rock britânica dos anos 1960 formada em Newcastle por Eric Burdon (vocais), Alan Price (órgão), Hilton Valentine (guitarra), John Steel (bateria) e Chas Chandler (baixo). Buscavam as raízes do blues e do folk, sendo influenciados por Chuck Berry (com quem fizeram uma turnê), Bob Dylan, Nina Simone, Little Richard e Bo Diddley. O sucesso moderado do grupo em sua terra natal os motivou a se mudarem para Londres em 1964, bem em tempo de fazerem parte da "Invasão Britânica". Eles apresentavam versões de sucessos do rhythm and blues, e foram uma das primeiras bandas a serem influenciadas por Bob Dylan (inclusive lançando duas covers de músicas dele), os Animals alcançaram sucesso com seus compactos "Baby Let Me Follow You Down" e "The House of the Rising Sun". Os vocais uivados de Burdon e os arranjos dramáticos de Price criaram indubitavelmente o primeiro hit do folk rock. Os sucessos se seguiriam com "Bring It On Home To Me" (hit na voz de Sam Cooke) e "Don't Let Me Be Misunderstood" (de Nina Simone). Em 1965, entretanto, o grupo estava prestes a se separar. Price deixou a banda para continuar como artista solo, gravando uma versão de sucesso de "Simon Smith And The Amazing Dancing Bear", de Randy Newman. A banda continuou, agora sob a égide de "Eric Burdon and the Animals", mudando seu estilo musical. Abandonando o blues, passaram a tocar a versão de Burdon para o som psicodélico. Alguns dos sucessos desta época foram "San Franciscan Nights" e "Monterey", um tributo ao histórico festival de 1967 que apresentou, entre outros, Janis Joplin, Otis Redding, Jimi Hendrix e os próprios Animals. Em 1970 a banda se dissolveu e Eric Burdon juntou forças com um grupo latino de Long Beach, Califórnia, chamado "War".