terça-feira, 11 de abril de 2023

DAISY JONES & THE SIX - SENSACIONAL! ★★★★★★★★★

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Daisy Jones & The Six é uma série de drama musical americana desenvolvida por Scott Neustadter e Michael H. Weber, baseada no romance de 2019 de mesmo nome de Taylor Jenkins Reid parcialmente inspirado por sua experiência de crescimento e por assistir a várias apresentações da banda Fleetwood Mac. Situada na cena musical de Los Angeles no final dos anos 1970, a série mostra a ascensão e queda da banda de rock fictícia Daisy Jones & The Six por meio de uma série de estilo documentário com entrevistas com os membros e filmagens de shows e sessões de gravação. Riley Keough (Daisy) e Sam Claflin (Billy, fundador do The Six) são os protagonistas dessa série super bacana que estreou no Amazon Prime em 3 de março de 2023 com apenas, e infelizmente, dez episódios.
Em Daisy Jones & The Six todos os personagens são interessantes e relevantes, até mesmo aqueles que não fazem parte da banda como o produtor Teddy Price (Tom Wright), responsável por fazer o grupo se tornar um dos mais bem-sucedidos dos Estados Unidos. No entanto, a relação de Daisy e Billy é mais evidenciada, e nos últimos episódios isso fica ainda mais nítido. Com ritmo adequado e excelentes atuações, a produção agrada mesmo até quem nunca ouviu falar no livro, e mostra como é possível fazer uma boa adaptação de uma obra literária. Mérito da própria autora, que participou da produção, e de Reese Witherspoon, que assina como uma das produtoras executivas.
Um dos momentos mais aguardados pelos fãs era saber como o término da banda seria retratado, e tudo foi feito de forma bem adequada, mostrando as insatisfações de cada integrante e os motivos para não quererem mais subir aos palcos, mesmo levando multidões aos estádios.

Outro ponto alto foram as músicas escolhidas. Protagonistas da série, elas embalaram os show de Daisy Jones & The Six e ajudaram a contar a história do triângulo amoroso entre os membros do grupo. Lembrando que foram os próprios atores que interpretaram as canções. Riley Keough, a Daisy não decepcionou nos vocais. Todas as músicas, inclusive, podem ser conferidas AQUI.

A boniteza e o talento de Riley Keough, a Daisy Jones, vem de berço. Ela é filha da finada Lisa Marie Presley (1968 / 2023), neta de Priscilla e Elvis Presley.

PATTI SMITH - DANCING BAREFOOT ★★★★★

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"Dancing Barefoot" é uma canção de rock escrita por Patti Smith e Ivan Král e lançada como segundo single do álbum Wave de 1979 do Patti Smith Group. De acordo com a capa do álbum, a música foi dedicada a mulheres como a amante de Amedeo Modigliani, Jeanne Hébuterne.

Em 1998, "Dancing Barefoot" fez parte da trilha sonora de Whatever, filme sobre amadurecimento estrelado por Liza Weil. Em 2000, uma versão ao vivo foi lançada no álbum beneficente Broadcasts Vol. 8 da KGSR em Austin, Texas. Em 2010, ficou em 331º lugar na lista da Rolling Stone das "500 melhores canções de todos os tempos". Em 2023, "Dancing Barefoot" foi usada como tema de abertura da série Daisy Jones & The Six.

PAUL McCARTNEY - UNCLE ALBERT/ADMIRAL HALSEY - 1971 ★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★

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Uncle Albert/Admiral Halsey é uma música de Paul e Linda McCartney do álbum RAM, lançado em 17 de maio de 1971. Aparece no álbum como a 5ª faixa do lado 1 (do LP) e é a 2ª maior com 4:49, a maior é "Long Haired Lady" com 5:54, 4ª do lado 2. Uncle Albert também foi lançada como single somente nos Estados Unidos em 2 de agosto de 1971, alcançando o número 1 na Billboard Hot 100 em 4 de setembro de 1971, tornando-o o primeiro de uma série de sucessos de Paul que lideraram as paradas pop nas décadas de 1970 e 1980. A Billboard classificou a música como número 22 em seu Top Pop Singles de 1971. Foi o primeiro (de dezenas) disco de ouro de Paul McCartney como artista solo.

Uncle Albert/Admiral Halsey foi inspirada em Albert Kendall, um tio de Paul que costumava pregar a bíblia quando estava bêbado. É formada por três partes arranjadas da seguinte forma: 1) Uncle Albert, 2) Hands Across The Water, e 3) Admiral Halsey. O engenheiro de som, Tim Geelan, diz que além das três partes principais o mix da canção foi preparado em 12 semi-estruturas, indicando a complexidade da produção. A letra apresenta expressões de duplo sentido, como “the butter wouldn’t melt, so i put it on the pie” (a manteiga não derreteu, então a coloquei dentro da torta). A “torta” seria uma expressão britânica para o órgão sexual feminino, que também aparece em Penny Lane (for a finger and finger pie). Uncle Albert/Admiral Halsey é uma espécie de medley semelhante ao que Paul fez com os Beatles em Abbey Road, que incluiu efeitos sonoros e variações melódicas. Paul McCartney ganhou o Grammy Award de melhor arranjo vocal com base na faixa.
"Eu tinha um tio - Albert Kendall - que era muito divertido, e quando fiz a música, tratava-se de abordar essa geração mais velha, pensando: ‘O que eles pensariam da maneira como minha geração faz as coisas? Por isso escrevi a frase ‘Lamentamos, Tio Albert’. Há um elemento imaginário em muitas das minhas músicas - para mim, o Almirante Halsey (baseado no oficial naval dos EUA da Segunda Guerra Mundial William Frederick Halsey Jr, conhecido como Bill ou Bull Halsey) é um símbolo de autoridade e, portanto, não deve ser levado muito a sério. Gravamos em Nova York e George Martin me ajudou com o arranjo orquestral. Fiquei surpreso quando se tornou um grande sucesso". Paul McCartney.

STUART SUTCLIFFE - MORTE PREMATURA AOS 21

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Stuart Fergusson Victor Sutcliffe nasceu em Edimburgo em 23 de junho de 1940 e morreu em Hamburgo em 10 de abril de 1962, com apenas 21 anos. Stuart foi um artista plástico e dublê de músico, mais conhecido por ter sido o primeiro baixista dos Beatles. Sutcliffe deixou a banda para seguir carreira como pintor, tendo frequentado anteriormente o Liverpool College of Art. Acredita-se que Sutcliffe e John Lennon inventaram o nome "Beetles", pois ambos adoravam Buddy Holly and The Crickets. Eles usaram esse nome por um tempo, até que Lennon decidiu mudar o nome para "Beatles", a partir da palavra beat. Sutcliffe também é tido como o responsável pela troca de penteado do grupo, saindo dos topetes para os cabelos escorridos, que acabara por se tornar uma marca da banda. Como membro do grupo quando era um quinteto, Sutcliffe é uma das várias pessoas mais lembradas como "Quinto Beatle".
Quando esteve com os Beatles em Hamburgo, conheceu e se apaixonou pela fotógrafa Astrid Kirchherr, com quem teve um intenso romance. Depois de deixar os Beatles, Stuart matriculou-se no Hamburg College of Art, estudando com o futuro artista pop Eduardo Paolozzi, que mais tarde escreveu um relatório afirmando que Sutcliffe era um de seus melhores alunos. Sutcliffe ganhou outros elogios por suas pinturas, que exploraram principalmente um estilo relacionado ao expressionismo abstrato.
Enquanto estudava na Alemanha, Sutcliffe começou a sentir fortes dores de cabeça e sensibilidade aguda à luz. Em abril de 1962, ele desmaiou no meio de uma aula de artes depois de se queixar de dores de cabeça. Médicos alemães realizaram vários testes, mas não conseguiram encontrar a causa para essas dores. Depois de desmaiar novamente em 10 de abril de 1962, ele morreu enquanto estava sendo levado ao hospital de ambulância. A causa da morte posteriormente foi revelada como sendo uma hemorragia cerebral - sangramento grave no ventrículo direito do cérebro.

quarta-feira, 5 de abril de 2023

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - THE INNER LIGHT ॐ

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"Sem sair da minha porta, eu posso conhecer o mundo inteiro. Sem olhar pela minha janela, eu posso conhecer os caminhos que levam ao paraíso".
Lançada em 1968 como lado B de “Lady Madonna”, "The Inner Light" foi a primeira música de George Harrison a figurar em um compacto dos Beatles, e a última das compostas por ele gravadas com instrumentos quase que apenas indianos. As duas outras foram “Love You To” de Revolver e “Within You, Without You" do Sgt Pepper’s. A parte instrumental foi realizada em cinco tomadas de gravação, em 12 de janeiro de 1968, no estúdio da EMI em Bombain, na Índia com virtuoses indianos durante a gravação do álbum “Wonderwall” de George. A parte vocal, que inclui pequena participação de John e Paul, foi acrescentada cerca de um mês depois em Abbey Road, nos dias 6 e 8 de fevereiro, com o vocal definitivo de George.

Em 29 de setembro de 1967, John e George foram os convidados de David Frost no programa de televisão noturno e ao vivo The Frost Report. O tema era meditação transcendental e incluía uma entrevista com o Maharishi Mahesh Yogi, filmada anteriormente, no mesmo dia, no aeroporto de Londres. Na plateia convidada no estúdio em Wembley, norte de Londres, estava o estudioso de sânscrito da Universidade de Cambridge Juan Mascaró.

No mês seguinte, Mascaró escreveu a George expressando sua esperança de que pudessem se encontrar novamente antes de os Beatles partiram para a Índia, onde o grupo estudaria meditação com o guru Maharishi Mahesh Yogi. Mascaró anexou uma cópia de seu livro Lamps of Fire, uma antologia de escritos religiosos, incluindo o Tao Te Ching de Lao-Tzu. No prefácio de Lamps Of Fire, publicado em 1958, Mascaró escreveu: “As passagens deste livro são lanternas de fogo. Algumas brilham mais, outras menos, mas todas se fundem em uma grande lanterna chama­da por São João da Cruz de ‘Lanterna do ser de Deus”. Tendo declarado sua admiração pela mensagem espiritual na composição de Harrison “Within You, Without You", Mascaró perguntou: "não seria interessante colocar em sua música algumas palavras do Tao, por exemplo nº 48, página 66 de Lâmpadas?". Harrison escreveu a música durante um período em que empreendeu seu primeiro projeto musical fora dos Beatles, compondo a trilha sonora do filme Wonderwall, dirigido por Joe Massot, e continuou a estudar a cítara indiana, em parte sob a tutela de Ravi Shankar. Ao escrever "The Inner Light", ele fez alterações mínimas no texto traduzido de Lao-Tzu.

A gravação de "The Inner Light" aconteceu nos dias 12 de janeiro e 6 e 8 de fevereiro de 1968. Pode ser encontrada nos álbuns Past Masters (2009) e Love (2006). Foi produzida por George Martin e teve como engenheiros: Geoff Emerick, JP Sen e SN Gupta. Nenhum dos Beatles toca qualquer instrumento: George Harrison faz o vocal principal; John Lennon – backing vocals e Paul McCartney também backing vocals. Ringo Starr não participou. Os músicos indianos foram: Sharad Jadev e Hanuman Jadev: shehnai; S.R. Kenkarae e Hari Prasad Chaurasia: flautas; Ashish Khan: sarod; Mehapurush Misra: tabla, pakhavaj; Shambu-Das, Indril Bhattacharya e Shankar Ghosh: cítaras; e Rijram Desad: dholak, harmônio.

"The Inner Light" recebeu elogios da crítica e estudiosos por suas qualidades melódicas e sua evocação da experiência de meditação. Jeff Lynne e Anoushka Shankar interpretaram "The Inner Light" no tributo Concert for George em novembro de 2002, um ano após a passagem de Harrison. Uma versão alternativa da faixa instrumental de 1968 foi lançada em 2014 no CD Wonderwall Music remasterizado. O roteirista Morgan Gendel nomeou um episódio de 1992 da série de televisão Star Trek: The Next Generation de "The Inner Light", em homenagem à canção de Harrison. Em 2020, a Material World Foundation de Harrison anunciou o The Inner Light Challenge, uma iniciativa para arrecadar fundos para o MusiCares e Médicos Sem Fronteiras em resposta à pandemia de COVID.

THE ROLLING STONES - ANGIE - 1973 ★★★★★★★★★★★★

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Goat's Head Soup foi o 11º álbum de estúdio dos Rolling Stones lançado em 31 de agosto de 1973 pela Rolling Stones Records. Como seu antecessor Exile on Main Street, a banda compôs e gravou grande parte fora do Reino Unido como exilados fiscais. O 'Sopa de Cabeça de Bode' foi gravado na Jamaica, Estados Unidos e em parte, no Reino Unido. A bolachona traz 10 faixas, incluindo o single principal "Angie", que alcançou o primeiro lugar nos Estados Unidos e 5º no Reino Unido.

"Angie" se tornou um dos maiores sucessos dos Rolling Stones. Gravada no final de 1972, assinada por Mick Jagger e Keith Richards, a letra fala sobre o fim de um romance, o que acabou gerando rumores de grandes proporções sobre quem seria a "Angie" em questão. Muito se falava que Jagger havia escrito a música para Angela Bowie, então esposa de David Bowie, com quem teria tido um suposto relacionamento. Jagger negou. O fato é que, em 1972, David e Angela, numa entrevista conjunta, afirmaram ser ambos bissexuais, e que se relacionavam tanto com homens como com mulheres. Surgiram então os primeiros boatos de um triângulo amoroso, protagonizado pelo casal e por Mick Jagger, o que teria resultado na música dos Stones, "Angie".

Havia também a versão de que a música tinha sido composta para acalmar os ânimos de Angela, que ao voltar de uma viagem teria surpreendido Jagger e Bowie nus, na cama do casal. Apesar de Jagger nunca ter confirmado o boato, em 4 de maio de 1990, Angela ratificou toda a história ao participar do programa "The Joan Rivers Show", alegando que estava impedida de falar sobre os dois nos dez anos seguidos à separação, por conta de uma cláusula do divórcio milionário.

Em 1993, Angela Barnett escreveu e publicou o livro "Backstage Passes: Life On the Wild Side with David Bowie", onde detalhou mais peculiaridades de seu casamento com Bowie, inclusive as orgias de que ambos participavam enquanto casados. Os dois se conheceram durante um sexo a três com o executivo Calvin Mark Lee quando ela tinha 19 anos, em 1969.
Polêmicas a parte, "Angie" foi gravada em novembro e dezembro de 1972. O acompanhamento distinto de piano da música, escrito por Richards, foi tocado no álbum por Nicky Hopkins, sempre regular das sessões de gravação dos Stones. As cordas (assim como em outra música, "Winter") foram arranjadas e conduzidas por Nicky Harrison. "Angie", foi lançada como single em 20 de agosto de 1973 e foi direto para o topo da Billboard Hot 100 nos States e alcançou o 5º lugar nas paradas britânicas, se tomando a segunda música mais famosa dos Stones, só perdendo para "Satisfaction". Também foi número 1 no Canadá e na Austrália por cinco semanas e liderou as paradas em dezenas de países da Europa e do resto do mundo, incluindo o Brasil. Goat's Head Soup foi lançado em 31 de agosto de 1973, produzido por Jimmy Miller. Mick Jagger - vocais; Keith Richards – violão; Mick Taylor – violão; Bill Wyman – baixo; Charlie Watts – bateria; Nicky Hopkins – piano; e Nicky Harrison – arranjo de cordas.

DAVID BOWIE & MICK JAGGER - DANCING IN THE STREET

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"Dancing in the Street" originalmente foi um single gravado pelo grupo Martha and the Vandellas em 1964. Produzida por William "Mickey" Stevenson, foi composta por Stevenson e o grande Marvin Gaye. Em 12 de agosto de 1985, foi lançada a versão de David Bowie e Mick Jagger, gravada em Abbey Road dois meses antes. O plano original era fazer uma versão da canção que seria tocada ao vivo no Live Aid, sendo que Bowie ficaria no estádio de Wembley (Inglaterra) e Jagger no estádio John F. Kennedy (Estados Unidos). Porém, isso não foi possível, devido à diferença de tempo gerada com a transmissão via satélite. Assim, um vídeo com os dois cantores foi gravado para a apresentação, que ocorreu em 13 de julho de 1985. Lançada como single, "Dancing in the Street" com Bowie e Jagger foi n°1 no Reino Unido e n°7 nos Estados Unidos.

DAVID BOWIE - QUEEN BITCH - (Old Grey Whistle Test, 1972) - EXCELENTE! ★

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"Queen Bitch" foi composta e gravada por David Bowie e originalmente lançada em seu álbum Hunky Dory de 1971 antes de aparecer como lado B do single "Rebel Rebel" no Reino Unido no início de 1974. Foi inspirada no Velvet Underground e, em particular, no vocalista Lou Reed. Estreou na rádio BBC em junho de 1971 antes de ser devidamente gravada no Trident Studios em Londres entre o final de junho e meados de julho. Co-produzida por Bowie e Ken Scott (um dos cinco principais engenheiros dos Beatles), a formação era composta pelos músicos que mais tarde ficariam conhecidos como os Spiders from Mars: o guitarrista Mick Ronson, o baixista Trevor Bolder e o baterista Mick Woodmansey. A letra provocativa diz respeito a um personagem masculino cujo amante procura drag queens. Ao contrário da maioria das faixas de Hunky Dory, "Queen Bitch" é conduzida principalmente pela guitarra ao invés do piano. Caracterizada como glam rock e proto-punk, comentaristas notaram que a canção prenunciava a direção que Bowie tomaria para seu próximo álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972). "Queen Bitch" foi considerada uma das melhores faixas do álbum, enquanto alguns críticos a consideraram uma das melhores canções de glam rock e do próprio David Bowie.

domingo, 2 de abril de 2023

JOHN LENNON - INSTANT KARMA IS GONNA GET YOU!

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No dia 26 de janeiro de 1970, John Lennon compôs "Instant Karma". Essa foi uma das três músicas solo de Lennon, juntamente com "Imagine" e "Give Peace a Chance", a entrar no Rock and Roll Hall of Fame. "Instant Karma" foi uma das músicas lançadas de forma mais rápida na história da música pop. Foi gravada em Abbey Road no mesmo dia em que foi escrita e lançada apenas dez dias depois. Lennon chegou a dizer que "escreveu no café da manhã, gravou para o almoço e lançou no jantar". Foi produzida por Phil Spector e participaram da gravação: o próprio John Lennon, guitarra e piano; Billy Preston, teclados; Klaus Voorman no baixo e backing vocals; Alan White na bateria; George Harrison na guitarra e backing vocals; Yoko Ono, Allen Klein e Mal Evans, backing vocals. O resultado realmente ficou perfeito e o compacto foi lançado em 6 de fevereiro de 1970.
O título veio de Melinde Kendall, esposa do ex-marido de Yoko Ono, Tony Cox. Ela usou a frase em uma conversa durante a estadia de Lennon e Ono com eles na Dinamarca em dezembro de 1969. Lennon tornou-se familiarizado com o conceito de karma durante o despertar espiritual dos Beatles em 1967. John escreveu a letra com a intenção que as pessoas assumissem a responsabilidade por suas ações. Para gravá-la, ele reservou o Studio Dois da EMI, em Abbey Road e George Harrison foi quem sugeriu a Lennon que Phil Spector produzisse a faixa, embora nem precisasse.
"Instant Karma" foi lançada no Reino Unido em 6 de fevereiro de 1970, e entrou nas paradas de singles no dia 21 de fevereiro, chegando ao número cinco. Lembrando que o álbum Plastic Ono Band seria lançado em 11 de dezembro de 1970. Ao todo passou nove semanas nas paradas. O lado B – “Who Has Seen The Wind?” era uma balada acústica, escrita por Yoko Ono e produzida por Lennon. O lançamento nos EUA veio duas semanas depois, em 20 de fevereiro. Alcançou a posição número três na Billboard Hot 100. "Instant Karma" foi o primeiro single solo de um ex-Beatle a vender mais de um milhão de cópias somente nos Estados Unidos.

O programa produzido pela BBC, Top Of The Pops, foi um dos principais programas de televisão por algum tempo na década de 60, e os Beatles apareceram nele cinco vezes. Em 11 de fevereiro de 1970, John Lennon foi o primeiro dos Beatles a aparecer neste show como artista solo apresentando sua mais nova criação e sucesso em potencial, "Instant Karma" com a Plastic Ono Band. A apresentação foi em parte devido à ânsia de Lennon de lançar o single, deixando-o com pouco tempo para gravar um vídeo. A Plastic Ono Band nessa ocasião era John Lennon - vocais e piano; Klaus Voormann - baixo; Mal Evans - pandeiro; Alan White - bateria, e o funcionário da Apple e futuro jornalista de música Jimmy Fallon - baixo e pandeiro. Yoko Ono fez crochê de olhos vendados e também segurou cartas durante partes da música."Instant Karma" foi tocada ao vivo por Lennon e sua banda de plástico, em apenas duas ocasiões, nos dois shows do One to One Concert - shows beneficentes para crianças deficientes. Os dois concertos aconteceram na tarde e noite do dia 30 agosto de 1972, no Madison Square Garden, em Nova York.

A CAPA DO LIVING IN THE MATERIAL WORLD - NOTA 10!!!

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Living In The Material World (1973), foi o 4º disco da carreira solo de George Harrison. Antes dele vieram: Wonderwall Music (1968), Eletronic Sound (1969) e o fantástico e transcendental "All Things Must Pass" (triplo – 1971), um dos melhores discos da história do rock - e, ter como antecessor um álbum desse tamanho não é uma coisa simples. Como a continuação do aclamado All Things Must Pass de 1970 e seu projeto de caridade pioneiro, o The Concert for Bangladesh, estava entre os lançamentos mais esperados daquele ano. O álbum foi certificado com ouro pela Recording Industry Association of America (RIAA) apenas dois dias após o lançamento, a caminho de se tornar o segundo álbum número 1 de Harrison nos Estados Unidos, e produziu o megahit internacional "Give Me Love (Give Me Peace on Earth)". Também liderou as paradas de álbuns no Canadá e na Austrália, e alcançou o número 2 na Grã-Bretanha.

Living in the Material World é notável pelo conteúdo lírico intransigente de suas canções, refletindo a luta de Harrison pela iluminação espiritual contra seu status de superstar, bem como pelo que muitos consideram ser as melhores performances vocais e de guitarra de sua carreira. Em contraste com All Things Must Pass, Harrison reduziu a produção do álbum, usando um grupo central de músicos como Nicky Hopkins, Gary Wright, Klaus Voormann e Jim Keltner. Ringo Starr, John Barham e o músico clássico indiano Zakir Hussain estavam entre os outros colaboradores.

Após o lançamento, a Rolling Stone o descreveu como "um clássico pop, uma obra que se destaca como um artigo de fé, milagroso em seu esplendor". A maioria dos críticos contemporâneos (diferentemente daqueles da época) considera Living in the Material World um digno sucessor de All Things Must Pass, mesmo que inevitavelmente fique aquém da grande obra de Harrison. O autor Simon Leng refere-se ao álbum como um "blockbuster esquecido", representando "o fim de uma era".
O tratamento visual gráfico, literalmente fantástico, dispensado ao Living in the Material World é um caso à parte. Como havia feito com All Things Must Pass e The Concert for Bangladesh, Harrison confiou o design de arte a Tom Wilkes e Craig Baun.
Para a impressionante imagem da capa frontal, Wilkes usou uma fotografia Kirlian da mão direita de Harrison segurando um medalhão hindu. A foto foi tirada no departamento de parapsicologia da UCLA, assim como a foto usada na contracapa, onde Harrison, com a mão esquerda, segura três moedas americanas: duas de vinte e cinco centavos e um dólar de prata.

As capas de Living in the Material World foram bastante elogiadas na época do lançamento, e ainda se mostarm arrojadas até hoje, 50 anos depois. Stephen Holden, da Rolling Stone, descreveu o disco como "lindamente embalado com capas de impressão manual simbólica e a dedicatória "Todas as Glórias a Sri Krsna", enquanto o autor Nicholas Schaffner também admirou as "representações de cores das escrituras hindus", na forma de uma pintura de uma edição publicada por Prabhupada do Bhagavad Gita, reproduzida no encarte (no verso da qual havia um símbolo 'Om' vermelho sobre um círculo amarelo). Esta pintura apresenta Krishna com Arjuna, o lendário arqueiro e guerreiro, em uma carruagem, sendo puxada pelo encantado cavalo de sete cabeças Uchchaihshravas.
O painel esquerdo da capa interna, oposto aos créditos de produção do álbum, mostrava Harrison e seus colegas músicos - Ringo Starr, Jim Horn, Klaus Voormann, Nicky Hopkins, Jim Keltner e Gary Wright - em uma mesa comprida, carregada de comida e vinho. Uma paródia deliberada de "A Última Ceia" de Leonardo Da Vinci.
A foto foi tirada na Califórnia, na casa do advogado de entretenimento Abe Somer, pelo glamouroso fotógrafo de Hollywood Ken Marcus. Vários detalhes na foto representam o que Harrison chamou de aspectos "brutos" da vida no mundo material. Especulou-se sobre o simbolismo e as mensagens ocultas: se a enfermeira com um carrinho de bebê, afastada, era uma referência à incapacidade de Patti Boyd de conceber um filho; e a cadeira de rodas vazia e distante? Seria em memória da falecida mãe de Harrison que havia morrido de cãncer? Teólogos observaram o sentimento anticatólico dessa foto interna. Harrison está vestido como um padre, todo de preto, ostentando um revólver de seis tiros do Velho Oeste - "uma crítica ao materialismo percebido e à violência da igreja romana", escreveram. Em outras fotos promocionais, Harrison aparece usando uma mitra (chapéu de papa).
Living in the Material World foi lançado em 30 de maio de 1973 na América e em 22 de junho na Grã-Bretanha. O sucesso comercial foi imediato, entrando na parada de LPs e fitas da Billboard no número 11 e atingindo o número 1 em sua segunda semana. Living in the Material World passou cinco semanas no topo das paradas dos EUA, tendo sido premiado com um disco de ouro pela venda de mais de 500.000 cópias apenas dois dias após o lançamento. Apesar das altas vendas iniciais, seu sucesso subsequente foi limitado pela decisão de cancelar o lançamento de um segundo single nos Estados Unidos, "Don't Let Me Wait Too Long". Com Living in the Material World, Harrison alcançou o topo da Billboard pela segunda vez quando "Give Me Love" atingiu a primeira posição durante a permanência do álbum no número 1 - o único de seus ex-companheiros de banda a conseguir isso pelo menos uma vez foi Paul McCartney, com os recentes "My Love" e Red Rose Speedway. Harrison não realizou nenhuma promoção de apoio para Living in the Material World; "fitas pré-gravadas" foram emitidas para a BBC Radio 1 e tocadas repetidamente no programa Radio One Club, mas sua única aparição pública foi para acompanhar Prabhupada em uma procissão religiosa pelo centro de Londres, em 8 de julho. De acordo com o autor Bill Harry, Living in the Material World vendeu mais de 3 milhões de cópias em todo o mundo.

A PEDIDOS - LED ZEPPELIN - DANCING DAYS - 1973

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"Dancing Days" é uma música do Led Zeppelin, lançada em seu quinto álbum de estúdio Houses of the Holy, em 28 de março de 1973. Foi inspirada por uma melodia indiana que Jimmy Page e Robert Plant ouviram enquanto viajavam por Bombaim. Nos Estados Unidos, foi lançada como single lado B de "Over the Hills and Far Away". Foi gravada em Stargroves, Condado de Hampshire, Inglaterra em 1972. e esta foi a primeira faixa do álbum a ser divulgada para tocar nas rádios pela Atlantic Records. Estreou em 24 de março de 1973 no programa da hora do almoço da BBC Radio One Rosko. A Rolling Stone fez uma crítica negativa a "Dancing Days", chamando a faixa de "NADA" além de um pedaço de preenchimento.

sábado, 1 de abril de 2023

I'M IN LOVE (Lennon-McCartney) - 1963

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"I'm in Love" é uma canção de Lennon-McCartney e possivelmente escrita mais por John Lennon. Em 1963 a banda The Fourmost fez uma gravação da música no EMI Studios, produzida por George Martin. Billy J. Kramer também gravou uma versão, mas a versão do Fourmost foi selecionada para a edição e alcançou a posição 17 no Reino Unido. The Fourmost assinou um contrato com Brian Epstein em 30 de junho de 1963, durante os primeiros meses da Beatlemania. Pouco depois, eles fizeram um teste e assinaram com a Parlophone, subsidiária da EMI. O primeiro single do Fourmost, "Hello Little Girl", foi uma das primeiras canções de John Lennon (com Paul), que alcançou a posição 9 no Reino Unido. A sequência, "I'm In Love", foi lançada em 15 de novembro de 1963 e não se saiu tão bem, chegando ao número 17. Ambas foram lançadas nos EUA, mas não chegaram às paradas. Os Beatles nunca gravaram "I'm In Love". John Lennon, no entanto, gravou uma versão demo, que foi transmitida pela primeira vez na série de rádio americana The Lost Lennon Tapes. Algumas fontes datam a gravação de julho de 1963, embora outras acreditem que foi realmente gravada na década de 1970, durante os anos de dona de casa de Lennon. Gravações de "I'm In Love" da forma "como os Beatles poderiam ter tocado" estão disponíveis no álbum de 1989 de Bas Muys intitulado Secret Songs: Lennon & McCartney e no lançamento de 1998 It's Four You da banda cover australiana Beatnix. A banda The Weeklings, de Nova Jersey, gravou uma versão para seu álbum de 2015, Monophonic. Também foi tocada pela excelente banda cover dos Beatles, Apple Jam, de Seattle, em seu álbum Off The Beatle Track. Aqui a gente confere as versões do Fourmost, de Billy J. Kramer, do Beatnix, Apple Jam e por último a demo gravada por John Lennon, que aparece creditada aos Beatles e com a data de 1963. Será?