terça-feira, 18 de outubro de 2022
THE BEATLES - LADY MADONNA - 1868 ★★★★★★★★★★

"Lady Madonna" foi composta por Paul McCartney, creditada a Lennon-McCartney e lançada em março de 1968 como single com "The Inner Light" de George Harrison do lado B. Foi gravada em Abbey Road em sessões seguidas nos dias 3 e 6 de fevereiro de 1968, antes de os Beatles partirem para o Ashram do Maharishi em Rishikesh na Índia. Este foi o primeiro single a mostrar que o caminho para os Beatles a partir dali era o retorno ao som básico dos primeiros tempos do grupo. Depois de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e Magical Mystery Tour, presumia-se que o avanço musical significaria ainda mais complexidade, mas, mais uma vez, os Beatles contrariaram essas expectativas. O riff principal foi tirado do piano de Johnny Parker na faixa instrumental "Bad Penny Blues", do trompetista de jazz Humphrey Lyttelton e banda, produzida por George Martin, que, em 1956, foi sucesso na Inglaterra.

Apesar de nenhum dos Beatles (exceto Paul) gostar de jazz tradicional, todos conheciam e gostavam de 'Bad Penny Blues' porque tinha um quê de blues e de skiffle, em vez de ser apenas um jazz.
"Lady Madonna" foi o último compacto dos Beatles produzido com o selo Parlophone no Reino Unido, onde chegou ao primeiro lugar. Pela Capitol Records nos EUA, chegou ao quarto lugar. Todas as gravações posteriores, começando com Hey Jude em agosto de 1968, já foram produzidas com o selo Apple Records e distribuídos pela EMI. "Lady Madonna" foi gravada em cinco tomadas no dia 3 de fevereiro de 1968 e finalizada três dias depois. Os vocais de fundo, com sonoridade interessante, teriam sido cantados pelos quatro Beatles com as mãos em concha em volta da boca. Lançada como single em março de 1968, chegou ao número 1 na Inglaterra, mas ficou em 4º lugar nos EUA. "Lady Madonna" aparece nos álbuns Hey Jude (1970); 1967–1970 (1973); 20 Greatest Hits (1982); Past Masters, Volume Two (1988); Anthology 2 (1996); 1(2000) e Love (2006). Foi produzida por George Martin e teve Ken Scott e Geoff Emerick como engenheiros. Paul McCartney faz os vocais principais, toca piano, baixo e palmas; John Lennon faz backing vocals, toca guitarra e palmas; George Harrison faz backing vocals, toca guitarra e palmas; e Ringo Starr toca bateria e palmas. Ronnie Scott e Bill Povey fazem os saxofones tenor e Harry Klein e Bill Jackman, os saxofones barítonos.
THE BEATLES - IF YOU'VE GOT TROUBLE - 1965

"se você acha que tem problemas, deveria ver os meus!”
Com esse tema em mente, John (e Paul) escreveram uma das músicas mais criticadas dos Beatles e de toda a sua carreira como compositores: "If You’ve Got Trouble”. Eles nunca deram muita atenção às canções que davam para Ringo, mas "If You’ve Got Trouble” consta como a pior música que eles fizeram para Ringo cantar. Gravada em apenas um take, ela parece ter sido composta em apenas um take também. A crueza da música vem de John Lennon como um recado direto para sua mulher Cynthia, dizendo a ela que pare de reclamar dele como marido e seja mais grata pelos luxos proporcionados pelo seu estrelato. Feita para o álbum Help!, a música foi abandonada depois de uma única sessão.
"If You’ve Got Trouble” pode não ser assim nenhum "Bolero de Ravel", mas também não é tão lixo assim. O problema da maioria dos autores que escrevem sobre as músicas dos Beatles, são elucubrações do tipo "será que ele escreveu isso pensando naquilo?". Muitos críticos (a maioria), tiveram péssima opinião sobre "If You’ve Got Trouble”: Ian MacDonald disse que a música foi "o único desastre absoluto no catálogo Lennon-McCartney", e criticou a letra e a melodia. O historiador dos Beatles, Mark Lewisohn, concordou, dizendo que "não era um dos melhores números de Lennon-McCartney... nem foi brilhantemente realizado". Outros disseram ainda que "a melodia não tem inspiração. A letra é embaraçosa. É difícil acreditar que a dupla que tinha acabado de compor 'Ticket To Ride' e 'You’ve Got To Hide Your Love Away' pudesse ter criado aquilo". George Harrison disse que "é uma música estranha... tem palavras estúpidas". Já o crítico Ritchie Unterberger foi mais generoso, observando que "Por toda a sua falta de seriedade, 'Se você tem problemas' é humilde, simpática e realizada com espírito de bom humor". Os Beatles gravaram "If You’ve Got Trouble” em apenas um take em uma única sessão começando às 18h em 18 de fevereiro de 1965, durante o quarto dia de gravação do álbum Help! Foi uma das três que o grupo gravou naquele dia, as outras foram "You've Got to Hide Your Love Away" (gravado no início do dia) e "Tell Me What You See" (gravada na mesma sessão noturna). A produção foi de George Martin, claro, que teve Norman Smith como engenheiro. Ringo Starr: vocais e bateria; John Lennon: guitarra e vocais; Paul McCartney: baixo, guitarra e vocais; e George Harrison: guitarra. "If You’ve Got Trouble” está disponível somente no Anthology 2, e olhe lá.
THE BEATLES - ANTHOLOGY HIGHLIGHTS - 2011

Finalizado com as primeiras "novas" gravações dos Beatles desde 1970, ANTHOLOGY HIGHLIGHTS dá um incrível panorama do processo criativo do grupo e seu desenvolvimento artístico. Lançado em junho de 2011, esta coleção de 23 faixas segue os Beatles desde as gravações mono e início de sessões ao vivo até os out-takes e sessões de estúdio do meio de seu período psicodélico, culminando com seus anos finais. Uma compilação exclusiva do iTunes com os principais destaques dos Anthologys 1, 2 e 3, sendo que algumas tomadas são diferentes das que aparecem nesses álbuns - (ainda melhores!). Também aparecem as duas ‘novas’ faixas dos Beatles “Free As A Bird” e “Real Love”. ANTHOLOGY HIGHLIGHTS nunca esteve disponível em CD ou vinil, mas já esteve disponível aqui no Baú para download em 2012 e agora o link está renovado. Imperdível. Abraço para o amigo César Triginelli, que pediu que disponibilizasse novamente. Valeu!


domingo, 16 de outubro de 2022
VILA SÉSAMO - YELLOW SUBMARINE - QUEM SE LEMBRA?
Essa postagem foi publicada originalmente em 23 de julho de 2015 e eu comentei que seria bem legal ter encontrado a versão dublada. Pois o amigo "Liso" enviou o link com a versão cantada pelos Vips, valeu! Então vamos lá, viajando no Submarino Amarelo!
Confira também: VILA SÉSAMO - OCTOPUS'S GARDEN - SENSACIONAL!
sábado, 15 de outubro de 2022
IMAGEM DO DIA - PRINCESA DIANA - FOREVER!

Confira a superpostagem de 31 de agosto de 2017 - A TRISTE E TRÁGICA MORTE DA PRINCESA DIANA vista por quase 30.000 pessoas!
BOB DYLAN - LAY LADY LAY - 1969 *****

"Lay Lady Lay" foi composta por Bob Dylan e lançada em 1969. Também foi tema do filme "Midnight Cowboy", de John Schlesinger, mas não foi finalizada a tempo e acabou substituída por "Everybody´s talkin" de Fred Neil. Foi lançada tanto como single (em julho de 1969) quanto no álbum de estúdio "Nashville Skyline" (em abril do mesmo ano). Como outras faixas desse álbum, "Lay Lady Lay" foi gravada em um tom baixo e suave, diferente da voz aguda e anasalada associada aos trabalhos anteriores de Dylan. Ele contou que sua "nova voz" era efeito de ter parado de fumar antes de começar a gravar o disco. "Lay Lady Lay" tornou-se um dos maiores sucessos de Dylan, tendo sido regravada por diversos artistas, como Cher, Neil Diamond, The Byrds, Duran Duran, The Isley Brothers e Ministry. Cher trocou "lady" por "baby". Nesse vídeo bem bacana que a gente confere agora, a modelo que aparece é a bonitona Sharon Tate, casada com o cineasta Roman Polanski e brutalmente assassinada, grávida, pelo maníaco psicocata Charles Manson em 9 de agosto de 1969.
JOHN LENNON - (Forgive Me) MY LITTLE FLOWER PRINCESS

"(Forgive Me) My Little Flower Princess" é uma música escrita e gravada por John Lennon, lançada postumamente no álbum Milk and Honey de 1984. É a 3ª faixa do lado 2 do álbum (LP) e 9ª do CD, e foi composta entre junho e julho de 1980 nas Bermudas, onde Lennon passou sete semanas. Nessa época, compôs várias músicas e gravou algumas demos que seriam utilizadas posteriormente durante os ensaios em estúdio, entre agosto e setembro daquele ano. À semelhança de outras peças da época, tem notável influência da música caribenha (como Beautiful Boy (Darling Boy) ou a também inacabada Borrowed Time.

"My Little Flower Princess" como tantas outras da época, era endereçada a Yoko Ono e mais outro pedido de desculpas por tê-la magoado ou ofendido. Embora não seja claro o que inspirou a música, sabe-se que Yoko Ono viajou para as Bermudas para se juntar brevemente a Lennon e Sean em junho daquele ano, mas voltou para Nova York dois dias depois. Lennon teria ficado cheio com a relutância dela em ficar ao seu lado e durante uma conversa telefônica frustrada subsequente. Sob esse tema, ele também compôs "I'm Losing You". Aparentemente, fez a música depois da briga e a letra fala sobre "meu egoísmo absoluto" e implora por uma nova oportunidade. Isto mostra que Lennon andava meio que assombrado com possibilidade de perder Ono novamente, como em 73. Ele havia se desculpado em várias músicas anteriores, principalmente em "Jealous Guy" de 1971 e em "Aisumasen (I'm Sorry)" de 1973.

Lennon gravou preliminarmente "Princess" no estúdio Hit Factory em Nova York no início das sessões de Double Fantasy, em agosto de 1980, mas de forma inacabada. Os resultados seriam apenas uma referência para futuras gravações, permitindo a Lennon reconsiderar a música em um momento posterior. No entanto, essa oportunidade nunca apareceu e o trabalho em andamento registrado foi publicado em 1984, após sua morte. John Lennon: vocais, guitarra elétrica; Earl Slick e Hugh McCracken: guitarra elétrica; Tony Levin: baixo; George Small: teclados; Andy Newmark: bateria; e Arthur Jenkins: percussão.
sexta-feira, 14 de outubro de 2022
quinta-feira, 13 de outubro de 2022
THE WHO - I SAW HER STANDING THERE E TWIST AND SHOUT - 1982 - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!

Há 40 anos, nos dias 12 e 13 de outubro de 1982, o THE WHO fez dois shows memoráveis no lendário Shea Stadium em Nova York. O espetáculo do dia 13 foi lançado em DVD em 2015, e o set list deste show incrível apresenta faixas clássicas e músicas raramente executadas e inclui: "Pinball Wizard", "Won't Get Fooled Again", "My Generation", "Substitute", "Who Are You", "I Can 't Explain", "See Me Feel Me", "Baba O'Riley" e muito, muito mais!

A turnê de 1982 do The Who por toda a América do Norte, foi a última a apresentar Kenney Jones na bateria e eles não fariam uma turnê novamente até 1989. Ao final do show no Shea Stadium do dia 13, especialmente em homenagem aos Beatles, e para enlouquecimento de toda a plateia, incendiaram o estádio com duas covers matadoras de "I Saw Her Standing There" e "Twist And Shout". Sensacional é pouco. ESPETACULAR!
THE BEATLES - I'LL BE ON MY WAY

"I'll Be On My Way" é uma canção de Paul McCartney, creditada a Lennon-McCartney, lançada pela primeira vez em 26 de abril de 1963 por Billy J. Kramer e os Dakotas como lado B de seu single de estreia "Do You Want to Know a Secret", também de Lennon-McCartney. Esse single alcançou o número dois nas paradas do Reino Unido, enquanto "From Me to You" dos Beatles abocanhou a posição número 1. Os Beatles gravaram uma versão em 4 de abril de 1963 para a rádio BBC, lançada pela primeira vez no álbum de compilação de 1994 Live at the BBC.

"I'll Be On My Way" foi a única canção de Lennon-McCartney tocada pelos Beatles a ser lançada depois de maio de 1970. Escrita por Paul, possivelmente em 1859 como uma imitação de Buddy Holly, ela foi incluída no repertório do grupo por algum tempo mas não estava no set list do teste para a Decca, um indício de sua desaprovação. Ela foi dada a Billy J. Kramer em abril de 1963. A letra serve de lembrete de que os Beatles não começaram como artistas visionários, eles simplesmente reagrupavam clichês existentes. Como era de se esperar, John foi só desdém quando perguntaram a ele sobre a canção em 1980: era exatamente o tipo de música pop que sempre o deixara desconfortável porque suprimia o ponto de vista individual com uma avalanche de frases comuns. Paul não foi tão duro ao olhar para trás. Era uma rima óbvia, ele reconhecia, mas tinha ‘funcionado bem” para o grupo nos primeiros shows. Os Beatles (em sua formação clássica) gravaram "I'll Be On My Way" em 4 de abril de 1963 no BBC Paris Theatre, em Londres e foi transmitida no programa de rádio da BBC Side by Side em 24 de junho de 1963.

"I'll Be On My Way", foi uma das nada menos SEIS músicas que o cantor sortudo Billy J. Kramer (apadrinhado por Brian Epstein) ganhou de mão beijada entre 63 e 65 de Lennon & McCartney. As outras eram "Do You Want To Know a Secret" (que chegou ao #1), "Bad To Me", "I'll Keep You Satisfied", "From a Window" e "I Call Your Name". Oficialmente, dessas os Beatles gravaram "Do You Want To Know a Secret" e "I Call Your Name".
quarta-feira, 12 de outubro de 2022
GEORGE HARRISON - CLOUD NINE - 1987 - NOTA MIL!

Último trabalho solo gravado e lançado em vida por George Harrison, CLOUD NINE chegou às lojas em 2 de novembro de 1987 e surpreendeu positivamente a crítica e, de certa forma, os fãs, pela qualidade da produção (dividida com Jeff Lynne da Eletric Light Orchestra) e pelo repertório elegante, sedutor e, acima de tudo, moderno. Para muitos, o melhor álbum de Harrison desde o antológico “All Things Must Pass”. Seu último álbum, Gone Troppo, lançado em 5 de novembro de 1982, foi um fracasso retumbante.

Depois de cinco anos, naqueles dias, um período tão longo de auto-exílo significava imensas mudanças de tendências, tecnologias e preferências. Contudo, enquanto hibernava, George atualizava seu estúdio doméstico e, rabiscava algumas canções. No entanto, entre o final de 1986 e o início de 1987, continuava cauteloso em se comprometer a trabalhar em um novo álbum. Desmotivado pelos problemas com Gone Troppo, discretamente procurou um produtor com quem pudesse trabalhar. Após longa consideração, ele finalmente escolheu Jeff Lynne, da Eletric Light Orchestra. Com mais de 20 anos na indústria musical, além de músico talentoso, era guitarrista, compositor e cantor e mostrou ser um mestre no estúdio. Na maior discrição, além dos acompanhantes competentes de sempre (Jim Keltner, Jim Horn, Gary Wright e Ray Cooper), um time bastante respeitável participou efetivamente do projeto: Eric Clapton, Ringo Starr e Elton John estavam lá, sob a condução de um George Harrison realmente “nas nuvens”, como sugere o título do álbum.

Com belas baladas e rocks empolgantes, CLOUD NINE possui um tom mais brilhante do que qualquer outro álbum de Harrison depois dos Beatles e exibe um músico revigorado, inspirado e acima de tudo de bem com a vida. O primeiro tema trabalhado foi uma versão cover de uma obscura canção de de Rudy Clark, revisitado com vigor desde a poderosa bateria da introdução, o sax dobrado de Jim Horn até a interpretação convicta de George; “Got My Mind Set On You”, primeiro single do álbum, deu a Harrison seu primeiro hit nº 1 desde de "Give Me Love". O segundo e terceiro singles foram ambos coescritos por Lynne. “When We Was Fab" dinge um olhar carinhoso para o tempo dos Fab Four – “quando o imposto de renda era tudo o que tínhamos” e “This Is Love” é uma música jovial que se refere a um relacionamento amoroso, mas dá dicas de significar algo mais. Nós podemos superar problemas de nossa própria criação, quando fazemos uso do poder livre para todos”. Escrita para o filme Shangai Surprise, “Someplace Else” é uma das mais lindas baladas compostas por Harrison que, aliás, modificou o arranjo que ficou diferente da versão para o longa metragem. Outra canção reaproveitada do mesmo filme foi “Breath Away From Heaven”, uma melodia lenta com referências à música oriental. O atestado de qualidade absoluta se mostra solene em “Just For Today”.

Sem perder a elegância, George ataca com mais dois rocks cheios de ironia e humor cáustico: a incendiária“Devil's Radio”, que brinca com a fofocalha da mídia de forma geral, abrindo com guitarras paletadas e um coro repetindo “gossip, gossip”; e “Wreck Of The Hesperus”, que quase passeia pelo mesmo tema, mas o harrison fala de si mesmo (“não sou o naufrágio do Hesperus / me sinto a Muralha da China / velho como Matusalém / alto como a Torre Eiffel). Tão sensacional quanto a virada da bateria no meio de Ringo Starr. O balanço malemolente da faixa-título “CLOUD 9”com seus belos solos de guitarras (George e Clapton trocando amabilidades) é contagiante e entrega já na abertura o estado de espírito do álbum e do músico. Logo em seguida, “That’s What It Takes” (Harrison, Lynne e Wright) é uma balada pop cuja letra é mais reflexiva que romântica. Quase o mesmo acontece com o rock “Fish On The Sand”, que, como não poderia faltar, é quase uma oração, uma conversa com Deus, “Se eu não estou com você/ Não sou exemplo de homem. Sou como um peixe na areia”. Nascido em Peixes - 25 de fevereiro, era ele mesmo o peixe metafórico na areia quando se sentia distante do amor de Krishna.

Quando CLOUD NINE estava pronto para ser lançado, Harrison se sentiu tão feliz que voluntariamente participou das entrevistas e esforços promocionais que achava tão irritantes num passado não tão distante. Ele sabia que seria novamente posto no centro das atenções, mas racionalizou que seria apenas por um curto periodo de tempo. CLOUD NINE foi lançado com grande expectativa e uma recepção crítica favorável. Entrou direto para o Top 10 no Reino Unido. Nos EUA, alcançou a 8ª posição na parada Billboard 200 e a 4ª posição no Cash Box Top 200, e alcançou o status de platina. Também foi o número 1 na tabela Top 40 Compact Discs da Cash Box. O sucesso do single “Got My Mind Set On You” e seu vídeo que o acompanhava reintroduziu Harrison no mainstream. A música tributo aos Beatles “When We Was Fab" foi um single de sucesso, alcançando o top 25 no Reino Unido e nos EUA. Embora o enorme sucesso de CLOUD NINE não tenha sido suficiente para estimular Harrison a fazer uma turnê, isso o inspirou a continuar fazendo música. Na primavera de 1988, junto com Lynne, ele reuniria os amigos Bob Dylan, Tom Petty e Roy Orbison e iniciaria o projeto dos fantásticos Traveling Wilburys.
THE BEATLES - LITTLE CHILD - SENSACIONAL! ✶✶✶✶✶

"Little Child" é a 5ª música do sensacional segundo álbum dos Beatles – With The Beatles – precedida por "Don't Bother Me" (primeira composição de George Harrison) e antes de “Till There Was You”, de Meredith Willson. Foi composta por John Lennon e Paul McCartney originalmente para Ringo Starr cantar, mas não deu certo e Ringo então recebeu "I Wanna Be Your Man" como sua música do álbum.

Paul McCartney descreve "Little Child" como sendo uma "música de trabalho" ou um "preenchedor de álbum", mas é bem mais do que isso. A frase “sad and lonely” (triste e sozinho) também aparece em outro número de Lennon e McCartney "Bad To Me", originalmente gravada por Billy J. Kramer e os Dakotas. Como a letra de "Little Child" fala de um garoto “sad and lonely”, que espera uma chance com uma garota, tudo indica que a ideia inicial tenha vindo de John. Quando perguntaram a ele sobre "Little Child", em 1980, tudo o que disse foi que era apenas mais uma tentativa de escrever uma canção para alguém, “provavelmente Ringo”.

"Little Child" foi gravada pelos Beatles em três sessões diferentes, a primeira em 11 de setembro de 1963, quando gravaram duas tomadas. Mais tarde, eles voltaram a tocar no dia seguinte, onde gravaram 16 takes, incluindo overdubs de piano de McCartney e a gaita de Lennon, que acompanha toda a música. Mais tarde, eles retornaram a ela em 3 de outubro, onde gravaram mais três tomadas. Na mixagem estéreo, a gaita se move da esquerda para a direita para o solo. Depois, volta da direita para a esquerda após o solo. O solo da música segue um formato de blues de doze compassos que não aparece no restante da música. "Little Child" foi gravada no estúdio 2 da EMI em Abbey Road, produzida por George Martin que teve Norman Smith como engenheiro de som. John Lennon arrasa nos vocais, toca guitarra e gaita; Paul McCartney também canta, toca baixo e piano; George Harrison toca a guitarra principal e Ringo Starr sua bateria. "Little Child" só aparece no álbum With The Beatles. O crítico de música Richie Unterberger, da Allmusic, disse sobre "Little Child": "Pode ter sido uma das faixas menos sofisticadas e impressionantes do álbum, mas ainda assim tem muito charme. Little Child pode não ser uma obra de gênio, mas é pura diversão rock 'n' roll". Também acho!
segunda-feira, 10 de outubro de 2022
THE BEATLES - LOVE ME DO - 60 ANOS 😃

Em outubro de 1962, foi lançado o primeiro compacto dos Beatles com as músicas “Love Me Do” / “P.S. I Love You”. A Rádio Luxemburgo foi a primeira a transmitir uma música dos Beatles. "Love me do" foi gravada em três ocasiões diferentes e com três bateristas diferentes. A primeira gravação foi feita em 6 de junho de 1962 com PETE BEST como parte da audição feita em Abbey Road. A segunda em 4 de setembro do mesmo ano com RINGO STARR na bateria. O produtor George Martin não aprovou a bateria de Pete Best. Esta versão tocada por Ringo, aparece nos álbuns Past Masters e 1. A terceira em 11 de setembro com ANSY WHITE na bateria e Ringo tocando tamborim foi lançada no álbum Please Please Me. A primeira edição do single, entretanto, trazia a versão tocada por Ringo Starr. Para a reedição do single feita em 1976 e a edição comemorativa de 20 anos de lançamento em 1982, foi usada a versão de Andy White. A versão de Pete Best ficou inédita até 1995, quando foi incluída no Anthology 1. "Love Me Do", com Ringo na bateria, também foi regravada oito vezes durante os programas de rádio da BBC (Here We Go, Talent Spot, Saturday Club, Side By Side, Pop Go The Beatles e Easy Beat) entre outubro de 1962 e outubro de 1963. A versão que foi gravada no dia 10 de julho de 1963 e foi ao ar dia 23 de julho no programa Pop Go The Beatles pode ser ouvida no álbum Live at the BBC. Os Beatles ainda a tocaram ao vivo num programa de rádio no dia 20 de fevereiro de 1963, Parade of the Pops, também da BBC.
domingo, 9 de outubro de 2022
THE BEATLES - I'LL CRY INSTEAD - SENSACIONAL! 😥
"l Cry Instead" foi composta por John Lennon (Lennon–McCartney), e gravada pelos Beatles para seu terceiro álbum, A Hard Day's Night, lançado em 10 de julho de1964. Também foi lançada como single nos Estados Unidos, com "I'm Happy Just to Dance With You" no lado 2 e depois apareceu no álbum Something New nos EUA. Composta por John para o filme “A Hard Day’s Night”, "I'll Cry Instead" com sua influência do country traz Lennon e McCartney em dueto, cantando em uníssono e acompanhados por George numa afiada guitarra rockabilly. "I'll Cry Instead" seria originalmente usada na sequência da saída de incêndio em A Hard Day's Night, mas foi substituída por "Can't Buy Me Love". No entanto, quando o filme foi remasterizado para o lançamento em vídeo, em 1986, ela foi "colada" em uma sequência antes dos créditos iniciais.

John já tinha escrito sobre chorar muitas vezes, mas "I'll Cry Instead" era diferente porque nela ele dizia que quando parasse de chorar voltaria para se vingar. Ele imaginava sair por aí partindo o coração de garotas mundo afora para depois esnobá-las, de modo a punir todas que o rejeitaram. Essa também foi a primeira música em que ele admitia essa sua tendência agressiva, um sinal de que entrava em um período intenso de autoanálise, que continuaria até seus primeiros álbuns solo, depois do fim dos Beatles. Os Beatles gravaram "I'll Cry Instead" em 1 de junho de 1964, durante uma sessão da tarde em que também gravaram covers de "Matchbox" e "Slow Down". A gravação ocorreu no estúdio 2 da EMI, em Abbey Road, com George Martin produzindo a sessão, auxiliado pelo engenheiro Norman Smith. John Lennon – vocal duplo e guitarra rítmica acústica; Paul McCartney – baixo e vocais; George Harrison – guitarra; e Ringo Starr – bateria e pandeiro.
JOHN LENNON - STAND BY ME - SENSACIONAL!

“Se o céu que vemos lá em cima desabar e cair, ou as montanhas desmoronarem para o mar, eu não chorarei. Não derramarei uma lágrima, desde que você fique comigo”.

Stand by Me foi gravada originalmente em 1961 pelo cantor e compositor americano Ben E. King e escrita por ele, junto com Jerry Leiber e Mike Stoller, que usaram o pseudônimo de Elmo Glick. De acordo com King, o título é derivado e foi inspirado por um número de "spiritual" escrito por Sam Cooke e JW Alexander chamado "Stand by Me Father", gravado pelos Soul Stirrers com Johnnie Taylor cantando. De 1961 até hoje, já houve mais de 400 versões gravadas de Stand by Me, interpretadas pelos mais variados artistas.

John Lennon gravou sua versão da música para seu álbum Rock 'n' Roll de 1975. O remake de Lennon se tornou um single três semanas após o lançamento do álbum e foi seu último sucesso antes de sua aposentadoria de cinco anos da indústria musical. Lennon filmou uma apresentação da música para The Old Gray Whistle Test em 1975. A Billboard considerou a versão de Lennon como a melhor versão desde a original. Os editores da Pitchfork, acharam a versão de Lennon "mais empolgante e comovente" do que a original devido às guitarras e os vocais fervorosos de Lennon. Lennon também cantou Stand by Me, ao lado de 'Slippin' And Slidin' e 'Imagine', em 18 de abril de 1975 para o programa de televisão Salute To Lew Grade. Foi sua última apresentação pública agendada.
sexta-feira, 7 de outubro de 2022
THE BEATLES - BACK IN THE USSR - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!!! ★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★★

Depois de quase dois anos de toda a parafernalia sonora, visual e delírios de Sgt. Pepper's, lá vem eles de novo, e dessa vez, num avião a jato logo na faixa de abertura do álbum duplo de 1968 - THE BEATLES - conhecido em todo o mundo como como "Álbum Branco", o primeiro disco duplo da banda e um dos primeiros do rock. O apelido "Álbum Branco" surgiu de forma natural pelo disco ter a capa imaculavelmente branca, simplesmente com o nome deles pequeno, gravado em relevo.

Composta somente por Paul McCartney, creditada à Lennon-McCartney, "Back in the USSR" é um pastiche Beatle de Chuck Berry e Beach Boys, só que muito melhor! A letra subverte os sentimentos patrióticos sobre os Estados Unidos, enquanto o narrador expressa alívio ao voltar para casa na União Soviética, formalmente a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Os Beatles (Paul, John e George), gravaram "Back in the USSR" como um trio, depois que Ringo Starr abandonou o grupo, devido as críticas de McCartney pela forma como tocava sua bateria. Os outros Beatles criaram uma faixa de bateria composta de várias e potentes camadas tocadas por Paul. Os vocais de McCartney foram baseados em Jerry Lee Lewis, enquanto a ponte apresenta uma celebração ao melhor estilo Beach Boys de meninas de várias partes da URSS e do mundo fazendo uh-uhs. "Back in the USSR" começa e termina com um loop de fita de um jato pousando e depois partindo. O efeito também aparece no meio da gravação.

McCartney começou a escrever a música como "I'm Backing the UK", inspirada na campanha "I'm Backing Britain", que ganhou apoio nacional em janeiro de 1968, um mês antes dos Beatles partirem para a India para fazer o curso de Meditação Transcendental com o Maharishi. De acordo com o autor Ian MacDonald, McCartney alterou o título para "I'm Backing the USSR" e então, com base no hit de Chuck Berry de 1959, "Back in the USA", chegou ao título final. Em uma entrevista em novembro de 1968 para a Rádio Luxemburgo, McCartney disse que a música foi inspirada em "Back in the USA" de Berry e foi escrita do ponto de vista de um espião russo voltando para casa na URSS após uma missão prolongada nos Estados Unidos. Mike Love, dos Beach Boys, que também estava no Ashram em Rishikesh, lembrou-se de Paul tocando “Back in the USSR” no violão durante o café da manhã, quando sugeriu a ele que a parte da ponte deveria ser sobre as garotas da Rússia, ao estilo das “California Girls” dos Beach Boys. McCartney transpôs o patriotismo da música de Berry para um contexto soviético. Ele disse que pretendia que fosse uma “paródia” da afirmação típica do viajante internacional americano de que “é muito melhor voltar para casa” e seu anseio pelo conforto de sua terra natal.

Os primeiros versos, referem-se a um voo “terrível” de volta à URSS vindo de Miami Beach, nos Estados Unidos, a bordo de um avião da BOAC. Impulsionado pelo piano acelerado de McCartney e os riffs de guitarra de Harrison, a letra fala da felicidade do narrador ao voltar para casa, onde “as garotas da Ucrânia realmente me derrubam” e as “garotas de Moscou me fazem cantar e gritar”. Ele convida essas mulheres para “Venha e mantenha seu camarada aquecido” e espera ouvir o som das “balalaikas tocando”.

As sessões de gravação para o álbum foram repletas de desarmonia entre os membros da banda. Enquanto ensaiava "Back in the USSR", em 22 de agosto de 1968, Ringo Starr se cansou das críticas de McCartney sobre sua bateria na música, e da atmosfera ruim em geral, e saiu, com a intenção de deixar o grupo. Confira em Os outros Beatles continuaram com a sessão, que aconteceu no EMI Studios em Abbey Road. Cinco takes foram gravados da faixa básica, com McCartney na bateria, George Harrison na guitarra e John Lennon com um baixo Fender VI. O Take 5 foi escolhido como “melhor”. Durante a dobragem da música, em 23 de agosto, McCartney e Harrison também contribuíram com partes de baixo, e ambos também adicionaram partes de guitarra. Os primeiros overdubs foram de piano, tocado por McCartney; bateria de Harrison, substituindo a parte do baixo de Lennon do dia anterior; e outra parte de guitarra elétrica. Depois que essas adições foram mixadas em uma única faixa, McCartney cantou um vocal principal, usando o que ele descreveu como sua “voz de Jerry Lee Lewis”, e Lennon, Harrison e McCartney adicionaram backing vocals, incluindo harmonias no estilo Beach Boys sobre as pontes. Todos os três adicionaram palmas. Outros overdubs incluíram o baixo de McCartney, Harrison no baixo de seis cordas e Lennon tocando uma caixa.

A faixa final de "Back in the USSR" tem exatos 2:44'. Depois de muitos "Uh-uhs e mamamas", o solo de guitarra fatal e cortante de Harrison entra aos 1:22, e antes dos versos finais, Paul McCartney aplica um golpe de misericórdia ainda mais mortal, com um solo agudo de guitarra de uma única que dura quase 15 segundos. E assim, com o russo feliz ao voltar pra casa, e ao som do avião, dessa vez indo embora, termina a sensacional "Back in the USSR", a primeira faixa do excepcional álbum branco dos Beatles, lançado em 22 de novembro de 1968, seguida por mais 29 faixas novas, todas inéditas. Para os sons da aeronave que aparecem na pista, um turboélice Viscount, Ken Scott, engenheiro de som, usou um loop de fita a partir de uma gravação armazenada na biblioteca da EMI. "Back in the USSR" foi gravada nos dias 22 e 23 de agosto de 1968, produzida por George Martin. Paul McCartney: faz os vocais principais, backing vocals, toca piano, guitarra elétrica, baixo, bateria, palmas e percussão; John Lennon: backing vocals, guitarra, baixo, bateria, palmas e percussão; e George Harrison: backing vocals, guitarra, baixo de seis cordas, bateria, palmas e percussão.

Depois que os outros Beatles insistiram para que ele voltasse, no dia 4 de setembro de 1968, Ringo retornou à banda e entrou no estúdio, nervoso por encontrar os amigos que xingara até não poder mais, sua bateria estava coberta de flores e havia uma faixa com os dizeres “Bem-vindo ao lar, Ringo” pendurada no teto. Então ele sorriu, depois gargalhou, e assim os Beatles ainda seguiram adiante. Em 2003, Paul McCartney tocou "Back in the USSR" na Praça Vermelha de Moscou. Elton John e Billy Joel também lançaram versões gravadas durante seus shows na Rússia.
Em 2018, em comemoração aos 50 anos do Álbum Branco, foi produzido um supervídeo lettering de "Back in the USSR". Absolutamente sensacional!
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