terça-feira, 7 de julho de 2015

RINGO - THE BEST OF THE BESTS

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Ringo Starr, o eterno baterista dos Beatles, o Beatle de olhos azuis completa hoje (7 de julho) 72 anos de uma vida que é sucesso há mais de 50.
Richard Starkey Jr. nasceu em Liverpool assim como os outros Beatles. Ringo é o mais velho e também é canhoto como Paul McCartney. Na infância, o jovem Ritchie passou muito tempo doente. Nos anos seguintes, porém, tirou a diferença, trabalhando muito. Inicialmente, foi baterista do grupo Rory Storm And The Hurricanes e fez amizade com os integrantes de outra banda rival de Liverpool, os Beatles. Em 1962, foi convidado para substituir Pete Best, e o resto é história.
Com o fim dos Beatles em 1970, muitos previam que ele não iria a lugar algum como artista solo.Ringo Starr não só desenvolveu uma ótima trajetória individual em termos artísticos como também emplacou dezenas de músicas nas paradas de sucesso.
No final dos anos 80, Ringo iniciou o projeto All Starr Band, banda liderada por ele que reunia nomes importantes de bandas de sucesso que saíam em turnês nas quais eram tocadas músicas dele e também dos astros envolvidos. Foram várias as formações da banda, incluindo gente do alto gabarito de Peter Frampton, Roger Hodgson (Supertramp), Eric Carmen (Raspeberries), Levon Helm (The Band), Colin Hay (Men At Work), Joe Walsh (Eagles) e inúmeros outros.
Ele também fez vários trabalhos os ex-colegas de Beatles, especialmente com Paul McCartney. Seu álbum Ringo, de 1973, foi o único no qual os quatro integrantes da maior banda de rock de todos os tempos estiveram juntos, após a sua separação. Lançando trabalhos solo e fazendo shows pelo mundo, Ringo Starr ainda faz sucesso por onde passa. Inclusive no Brasil, onde fez várias apresentações memoráveis em 2011. Parabéns Ringo! Sempre precisaremos de você!
13 RAZÕES PARA ADMIRAR (E MUITO!) RINGO STARR
Ringo Starr foi a pessoa sem talento mais sortuda do planeta? Tudo que ele sabia fazer era sorrir, balançar a cabeça e manter o ritmo para três dos mais talentosos músicos/compositores do século. É triste, mas existem pessoas que pensam assim sobre nosso querido e velho Ringo. Francamente, eles estão redondamente enganados. A lista que se segue mostra apenas algumas poucas das contribuições que Ringo fez aos Beatles, à música em geral e à arte de tocar bateria.1. Ringo foi o primeiro baterista de rock de verdade a aparecer na TV. Todos os “bateristas de rock’n’roll” que se apresentaram com Elvis, Bill Halley, Little Richard, Fats Domino e Jerry Lee Lewis eram em sua maioria bateristas de R&B. Esses bateristas mal estavam fazendo a transição do estilo de baterista mais voltado para o suingue das décadas de 40 e 50 para chegarem ao som mais alto, mais “roqueiro” que é associado com I Want To Hold Your Hand.2. Ele mudou a forma dos bateristas segurarem as baquetas ao popularizar a pegada igualada. A quase totalidade dos bateristas ocidentais antes do Ringo segurava suas baquetas com a pegada tradicional. Ringo mostrou ao mundo que era necessário força para dar mais ênfase ao rock’n’rolll, e para isso segurava as baquetas como se fossem martelos, continuando até o ponto de criar uma nova fundação para o ritmo.3. Foi o mesmo que iniciou a tendência de colocar o baterista em uma plataforma mais elevada para que ele se tornasse tão visível quanto os outros músicos. É claro que Ringo não foi o primeiro baterista a ficar numa plataforma, mas sua visibilidade proclamava que ele era um membro igualitário dentro da banda. Isso é importante, porque a maioria dos bateristas antes dele eram considerados apenas um complementos. Quando este apareceu no Ed Sullivan Show, em 1964, imediatamente atraiu a atenção de milhares de futuros músicos ao ficar bem acima dos outros Beatles. 4. Aqueles mesmos espectadores notaram que Ringo estava tocando uma bateria - na verdade, uma bateria Ludwig. A influência dele foi imediata. Ocorreu uma corrida até as lojas de instrumentos, e subseqüentemente toda a toda a indústria da percurssão entrou em um período de vendas altíssimas, a qual duraria vérios anos.  5. Ringo mudou o som das baterias nas gravações. Na época de Rubber Soul (lançado em 6 de dezembro de 1965) o som de sua bateria começou a ficar mais audível. Com a ajuda dos engenheiros dos estúdios Abbey Road, ele popularizou um novo som para bateria – um efeito que a tornava mais clara, mais próxima. Ele fez isso aos afinar os tambores mais baixo e amortecer a ressonância dos tambores com materiais absorventes (principalmente usando travesseiros no bumbo). Esse som teve uma enorme influência.
6. Ele tem uma noção de tempo quase perfeita. Isso possibilitou aos Beatles gravarem uma canção vinte e cinco vezes e depois serem capazes de editar partes diferentes de várias tomadas para obter a melhor versão possível. Hoje um canal com um metrônomo gravado faz a mesma função, mas os Beatles dependiam de Ringo para manter o tempo consistente durante dúzias de tomadas. Se ele não tivesse essa habilidade, os discos dos Beatles teriam um som completamente diferente. Sua noção de tempo perfeita e sua boa pegada dão às canções dos Beatles aquela qualidade “imutável”.
7. Em grande parte das sessões de gravação a performance do baterista seria um barômetro para o resto dos músicos. A direção estilística, dinâmicas e emoções são filtradas através do baterista. Se ele não estiver fazendo um bom trabalho isso prejudicará a performance de todos os outros músicos. Os Beatles quase nunca tiveram esse problema com Ringo. A “pegada” de Ringo serve como padrão para os produtores de disco de poprock e também para os bateristas. É relaxada, mas nunca se arrasta; sólida, mas sempre respira. Há uma certa qualidade única.
8. Ringo odiava solos de bateria, o que de, de uma forma ou de outra, é o que muitas pessoas valorizam. Ele fez apenas um solo com os Beatles. Ele aparece durante The End, do disco Abbey Road. Alguns podem dizer que isso não é uma mostra de grande virtuosidade técnica, mas eles estariam pelo menos parcialmente enganados. Coloque uma metrônomo a exatamente 126 batidas por minuto, compare-o com o solo de Starr e verá que os dois andarão juntos o tempo todo!
9. A habilidade de Ringo tocar compassos compostos ajudou a levar a composição de canções populares até mares nunca dantes navegados. Temos dois exemplos em All You Need Is Love (que é em 7/4), e Here Comes The Sun, com as passagens de 11/8, 4/4 e 7/8 que se repetem no refrão.
10. A aptidão de Ringo para tocar muitos estilos diferentes, como suingue de dois tempos (When I’m Sixty-Four), baladas (Something), R&B (Leve My Kitten Alone e Taxman) e country (o disco Rubber Soul), possibilitou aos Beatles explorar muitas direções musicais com facilidade. Sua experiência pré-Beatles como um versátil e batalhador músico de casas noturnas o ajudou bastante neste sentido.11. A idéia de que ele foi apenas um cara sortudo, que estava no lugar certo, na hora certa, é completamente errada. Na verdade, quando o produtor dos Beatles, George Martin, disse que não estava feliz com o resultado da primeira sessão com o baterista original, Pete Best, a decisão tomada por John, Paul e George foi a de contratar o cara o qual eles consideravam o melhor baterista de Liverpool – Ringo Starr. Sua personalide foi apenas um bônus.12. Os boatos de que Ringo não tocou em muitas das canções do Beatles porque ele não era bom o suficiente são falsos. De acordo com o livro The Beatles: Recording Sessions, de Mark Lewisohn (Harmony, 1988). Starr tocou em todas as gravações dos Beatles em que havia o som de uma bateria, excetuando-se as que se seguem: Back in The USSR e Dear Prudence, onde Paul tocou quando Ringo se afastou temporariamente da banda. The Ballad of John And Yoko, com Paul novamente tocando porque Ringo estava fazendo um filme, e no lançamento de 1962 de Love Me Do, que tinha o músico de estúdio Andy White na bateria.
13. Quando os Beatles se separaram e estavam tentando se afastar uns dos outros, John Lennon escolheu Ringo para tocar em seu primeiro disco solo. Como John disse em sua famosa entrevista para a revista Rolling Stone: “Se eu começo a criar alguma coisa. Ringo sabe para onde ir – simplesmente assim”. Um grande compositor não poderia pedir mais nada de um baterista – a não ser, talvez, que ele sorria e balance a cabeça.John Bryant é músico de estúdio e produtor em Dallas, Texas. Ele já gravou e saiu em turnê com Ray Charles, com o Paul Winter Consort e com a One O’clock Lab Band da Universidade de Texas, e no momento faz parte do grupo de percussão D’Drum. Bryant começou a tocar depois de assistir Ringo Starr tocando no The Ed Sullivan Show em 1964. Em 1976, ele tocou num ensaio com Paul McCartney & The Wings quando o baterista oficial, Joe English, ficou doente.

LOUISE FRENCH HARRISON - A MÃE DE GEORGE

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No dia 7 de julho de 1970, morreu de câncer no cérebro, Louise French Harrison, mãe de George em um hospital em Liverpool. George estava ao seu lado. Seu corpo foi cremado no dia 10 de julho de 1970. Louise trabalhava numa mercearia em 1929, quando foi vista por Harold Harrison, que pediu seu endereço, dizendo-lhe que estava indo viajar e gostaria de enviar-lhe um frasco de perfume - o que ele fez. Casaram-se em 20 de maio de 1930 e se estabeleceram em Arnold Grove na área Wavertree, em Liverpool.

Eles tiveram uma filha (Louise) e três filhos. Louise (mãe) tinha 33 anos quando George nasceu e em 1949, mudaram-se para uma casa em Speke. Louise dava aulas de dança de salão e Harold trabalhava como motorista de ônibus. Desde cedo, Louise incentivou o filho mais novo, George, em seu interesse pela música e lhe comprou seu primeiro violão por 3 libras. Quando ele entrou para o Quarrymen, ela permitiu que ensaiassem na sala da casa dos Harrison. Em 1965, com muito orgulho, George comprou para os pais uma bela casa em Appleton, perto de Warrington.

Durante toda a segunda metade da década de 1960, Louise foi amada por fãs dos Beatles do mundo inteiro. Ela respondia pessoalmente todas as cartas dos fãs, que eram enviadas a George. Ela ficou doente em julho de 1969 com um tumor no cérebro que logo foi diagnosticado como câncer. Nota: o único membro ainda vivo da família Harrison é Louise (a filha) que está com 83 anos. Todos os outros morreram vítimas do câncer.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A MESMA VELHA LENGA-LENGA DE SEMPRE!

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Quem acompanha o Baú do Edu mais frequentemente, sabe que desde o início, nesses quase 7 anos, nosso blog preferido sempre gostou de aplicar pelo menos 5 bombas diariamente. E todas as vezes em que esteve ruim das pernas e balançou, balançou, não caiu! Ainda... De uns tempos pra cá, isso mudou. Explico incansavelmente (?) a todos, que de meu, o Baú só tem o nome que é pra rimar. Não é meu, é nosso. E isso não é demagogia. Quem é meu amigo e me conhece de verdade, sabe bem disso. Esse blog é quase um ‘serviço de utilidade pública’ de divulgação somente da banda boa do mundo. O que é ruim, fica pra lá! Também sempre tento mostrar que sem a participação de todos, é muito difícil manter o site ativo e operante. Por ser eu quem faz as postagens, já sei antes, tudo que vai aparecer aqui, de forma que, se deixar de existir, quem menos vai sentir falta sou eu. Só que as pessoas se mostram apáticas, indolentes e preguiçosas, e não participam nem ao menos com as porras dos comentários, que é o mínimo que deviam fazer, já que não espero nenhum ‘muito obrigado’. Os comentários são o alimento do blogger. Já disse isso dezenas de vezes. Sem eles, para quê continuar uma coisa que dá o maior trabalho do mundo, físico e mental? Para ser um número na internet? Ninguém quer isso. Sem os comentários, quem fica apático, indolente e morto de preguiça sou eu! O grande paradoxo que mais me intriga é que esse blog é acessado no mínimo 1500 vezes por dia e tem 668 sócios, membros ou amigos, sei lá. Se 5% desses participassem, já seria bom demais. Na época em que há alguma promoção, os comentários bombam, e aparecem muitos jurando que não estão participando só pela promoção. Aham! Depois da promoção, babau! E mesmo quem levou o prêmio, babau também. Claro que há excessões. Duas na verdade. Sei que 52% desses números me odeiam por alguma coisa além de gostar dos Beatles e nunca mais farão um comentário para não se “sujar”. Esses são os "limpos", ficam facilmente magoados se forem contrariados. Isso eu entendo. Mas e a outra metade, os "sujos", os outros 48% que não me odeiam, ou que apenas gostam dos Beatles como eu, ou do Baú do Edu? Acho engraçado que tem umas pessoas, (que inclusive são seguidoras) que puxam um saco lascado meu lá naquela bosta daquele falsebook, e aqui não dizem nem sequer: “oi, cachorro, gostei!”, ou simplesmente “odiei isso!”. É foda! Gostaria apenas que todos participassem dando sugestões de matérias legais que gostariam de ver aqui, ou apenas dando sua opinião sobre o que têm visto. Não é fácil manter um blog como esse no ar! E sem a participação de vocês, é impossível haver postagens novas, como aconteceu no último mês quase inteiro, pela primeira vez em toda a história desse Baú. Digam o que eu posso fazer para melhorar, senão fico achando que está tudo lindo e maravilhoso... quando quiserem elogiar, elogiem. Obrigado! Quando quiserem descer o malho, desçam! Obrigado também. (“Ruim comigo, pior sem migo!” – Dadá Maravilha). Só mais uma: (“O cabra só sente mermo a falta da nêga, é na hora de dormir só!”. Moreira da Silva). Grande Moreira da Silva... qualquer dia desses faço um belíssimo post sobre você! Obrigado pela paciência e boa noite a todos
(as) esses(as) 1500 cabras que verão esta mensagem. E que melhores dias nos aguardem. Amém! Prometo que esta foi a última vez que reclamei! Obrigado. O administrador.

JOHN LENNON EM NOVA YORK - OS ANOS DE REVOLUÇÃO

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"John Lennon em Nova York", do jornalista americano James A. Mitchell, será lançado neste mês no Brasil (Foto: Reprodução)
No começo dos anos 1960, John Lennon ficou conhecido no mundo todo graças ao sucesso dos Beatles. Os cabelos moptop e os terninhos dos garotos de Liverpool conquistaram os corações de jovens apaixonadas, que cantavam refrões como “I wanna hold your hand” aos berros nos shows e os perseguiam pelas ruas. Aos 20 anos, essa realidade era suficiente. Porém, com o passar dos anos, Lennon amadureceu – e suas letras também. Se antes suas músicas falavam de amor e repetiam motes incansavelmente (“me ame/ você sabe que eu te amo/eu sempre serei verdadeiro/ então, por favor, me ame”), em meados daquela década Lennon passou a falar sobre questões existenciais, sociedade e conflitos (“pensamentos se movem como um vento incansável/ dentro de uma caixa de correio/ elas tropeçam cegamente enquanto fazem seu caminho/ através universo”). A revolução interna de Lennon, influenciada pela chegada de Yoko Ono em sua vida, parecia destoar da linha que os Beatles seguiam. As brigas eram constantes e, após a morte do empresário Brian Epstein, a banda começou a ruir. Em 1970, Paul McCartney anunciou o fim de uma era. Essa história já é conhecida do público. Mesmo quem não é Beatlemaníaco conhece a trajetória meteórica daqueles quatro jovens. A fase pós-Beatles de Lennon, porém, permaneceu fora dos holofotes e ainda tem novidades a serem exploradas, como mostra o jornalista americano James A. Mitchell no livro John Lennon em Nova York - Os anos de revolução (Ed. Valentina, 248 páginas, R$ 39,90) que chega às livrarias ainda neste mês. O livro conta a estada de Lennon em Nova York, focando nos aspectos políticos e sociais abordados pelo cantor no período – Mitchell só não toca profundamente na questão da morte de Lennon. As histórias, recheadas de curiosidades, são exploradas por meio de depoimentos de pessoas que conviveram com Lennon na cidade americana. Mitchell recorreu a entrevistas com os membros da banda norte-americana de Lennon, a Elephant’s Memory (que acompanhou ele e Yoko por um ano); com a escritora e líder feminista Gloria Steinem; com o cofundador da Bancada Negra do Congresso, Ron Dellums; com o veterano dos “Sete de Chicago” Rennie Davis; com o advogado especializado em assuntos de imigração Leon Wildes; e com o poeta e ativista John Sinclair – que Lennon libertou de uma sentença de dez anos de prisão por porte de maconha. A trama começa depois da separação da banda, quando Lennon e Yoko mudaram-se para Nova York. Lá, o ativismo político – de esquerda - do cantor e compositor ganhou ainda mais força. Ele pediu pelo fim da Guerra do Vietnã e participou de manifestações e de shows que questionavam o governo. Não demorou muito para ele aparecer no radar do então presidente Richard Nixon e seus assessores como uma clara ameaça à sua reeleição. “Fiquei fascinado ao saber quão profunda era a corrupção no governo de Nixon. E eu descobri isso por meio das histórias de embate com Lennon”, afirma Mitchell em entrevista por telefone a ÉPOCA. “Sou muito grato pela imprensa livre no meu país. Nós temos o direito de expor até mesmo o presidente. Lennon não foi o líder desse movimento na época, mas foi uma parte importante do processo e refletiu o desejo de uma geração.” O conflito entre Nixon e Lennon (acima, uma foto de Lennon e Yoko em John, de cabelo raspado, e Yoko em audiências sobre o caso Watergate em junho de 1973. Os Lennon foram convidados pelo senador democratra Sam Erwin) impediu por muito tempo o compositor de conseguir seu visto permanente. Em uma das passagens mais divertidas do livro, Mitchell conta que o governo tentou deportá-lo por porte de maconha. Pôsteres foram distribuídos para delegacias locais na esperança de que alguém pudesse flagrar Lennon e fortalecer o caso para expulsá-lo do país. Segundo Mitchell, o documento continha todos os detalhes pessoais do cantor, mas a imagem era de David Peel, um músico nova-iorquino, conhecido pelo álbum The Pope smokes dope (O Papa fuma maconha). Outra curiosidade presente na obra é a busca de Lennon pela filha de Yoko, Kyoko Cox. Ela vivia com seu pai Tony Cox e a luta de Yoko pela guarda da filha agravou a necessidade do casal em fazer dos Estados Unidos seu lar. Para os fãs, o lançamento de qualquer livro sobre Lennon seria um deleite. Mas o que destaca John Lennon em Nova York nas prateleiras é a exploração detalhista de um lado pouco conhecido de um dos homens mais famosos da história. “Eu tentei contar uma história com um olhar inovador, falando sobre a posição política dos Estados Unidos naquela época e aproveitando para abordar temas importantes com que Lennon se envolveu em solo americano que vão muito além da música.”

THE DAY THE MUSIC BEGINS - JOHN LENNON CONHECE PAUL McCARTNEY

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Na manchete de primeira página do Liverpool Evening Express, em 6 de julho de 1957, lia-se “MESEYSIDE SIZZLES” (algo próximo a Merseyside está ardendo), em referência à onda de calor que atingia não só o norte da Inglaterra, mas toda a Europa. A mesma manchete poderia muito bem ter sido usada para falar de uma história que não recebeu nenhuma cobertura naquele dia – a história do primeiro encontro entre dois adolescentes chamados John Lennon e Paul McCartney. Assim como a relação pessoal e profissional à qual levaria, o primeiro e histórico encontro dos dois foi repleto de excitação, rivalidade e respeito mútuo. É fácil imaginar que John e Paul teriam se conhecido em outro dia se um amigo em comum não tivesse escolhido aquele sábado quente e úmido para apresentá-los. Mas, mesmo com muitas coisas em comum, os dois rapazes viviam em bairros diferentes, não frequentavam a mesma escola e tinham quase dois anos de diferença. Somente John iria se apresentar ao vivo em 6 de julho de 1957. A ocasião foi o anual Woolton Parish Church Garden Fete, um desfile e uma feira ao ar livre na qual John e seu grupo Quarry Men Skiffle tinham sido convidados a tocar. As atrações principais eram uma exposição de cachorros e uma banda de metais, mas um contato familiar havia ajudado o Quarry Men a entrar para o programa, para agradar as centenas de adolescentes que estariam presentes. No meio do primeiro set, o jovem Paul McCartney, de 15 anos, apareceu e assistiu ao show, hipnotizado, enquanto John, apesar de suas habilidades precárias com a guitarra e sua tendência a improvisar no lugar das letras esquecidas, cativava o público com charme e vaidade. Depois do show, foi a vez de Paul impressionar John. Um amigo em comum os apresentou no auditório de uma igreja próxima, onde John e seus colegas de banda estavam largados em cadeiras dobráveis e mal notaram a presença de Paul. Foi então que ele sacou seu violão, que carregava nas costas, e começou a tocar “Twenty Flight Rock”, de Eddie Cochran, e depois “Be-Bop-A-Lula” de Gene Vincent e, então, um medley com músicas de Little Richard. Conforme escreve Jim O’Donnell em “The Day John Met Paul” (O Dia em que John Conheceu Paul), seu livro que relata esse momento histórico na música, “Um jovem que não fica facilmente surpreendido, John fica surpreendido nesse momento”. A musicalidade de Paul ultrapassou a do mais velho John, porém, mais que isso, John identificou em Paul a mesma paixão que este havia detectado em John durante sua performance no palco. Logo, Paul estava ensinando a um John extasiado como afinar sua guitarra e escrever os acordes e letras para algumas das músicas que ele tinha tocado. Naquela mesma noite, andando para casa com um de seus colegas de banda, John lhe comunicou suas intenções em relação àquele novo conhecido. Duas semanas depois, John convidou Paul para entrar para o The Quarry Men. O resto é história.


PAUL McCARTNEY - EARLY DAYS

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Dia 6 de julho é uma data especial para todos os fãs dos Beatles. Foi nesse dia, em 1957, que John Lennon e Paul McCartney se encontraram pela primeira durante uma festa em uma igreja em Liverpool, e selaram ali o início da parceria e amizade que mudaram a história da música. “Early Days”, música do álbum “New” de Paul McCartney evoca essas lembranças desses “primeiros dias” e possui um clipe do jeito que os Beatlemaníacos adoram: repleto de citações e mensagens nas entrelinhas, dirigido por Vincent Haycock. Em entrevista à revista Rolling Stone, McCartney disse que gostou muito da ideia. “É uma música que traz muitas lembranças para mim. É sobre eu e John, nos primeiros dias”, disse McCartney. “Mas Vince veio com essa ideia ótima: em vez de trazer jovens que se parecessem comigo e com John andando pelas ruas de Liverpool, com os violões nas costas e atuando literalmente como na música, por que não colocar dois aspirantes a músicos desconhecidos?”. No clipe, uma da referências mais óbvias do encontro entre Lennon e McCartney, está no fato de um dos jovens músicos ser canhoto. Mais uma vez, não por acaso, McCartney, mestre na arte de vídeoclipes acertou em cheio novamente!

BsBEATLES - O NOSSO DIA DELES - PARTE 2

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Apaixonados pelo quarteto de Liverpool, puderam, neste domingo (5), se divertir no “BsBeatles – O nosso dia deles”, no Parque Olhos D’Água, na Asa Norte. Desde às 15h, DJs e as bandas cover Salto Triplo e Sargento Pimenta animaram as mais de 2 mil pessoas que foram ao parque prestigiar a música dos Beatles.

Já anoitecia, quando a banda Sargento Pimenta terminou literalmente ovacionados pela grande plateia e todos tomaram o rumo de volta para casa. O sorriso no rosto de cada um dos que estavam ali, gente de todas as idades e todas as tribos, deixava claro o quanto os Beatles ainda são importantes e releventes nesses tempos tão difíceis. Foi uma satisfação muito grande comungar com aquele tanto de gente celebrando apenas paz e amor com The Beatles nas orelhas!!! Gostei. É muito bom ouvir a música dos Beatles ecoando pela minha cidade. Parabéns aos organizadores. Valeu!

domingo, 5 de julho de 2015

A BEATLEMANIA INVADE A GRÃ BRETANHA

Um comentário:
Texto: "Lo Me Do - 50 momentos marcantes dos Beatles" de Paulo Hewitt.

A beatlemania começou em 1963, entre o fim do caso Profumo e o assassinato de JFK. Ela nasceu da disposição dos Beatles a aceitarem uma rotina tão rigorosa que teria feito a maioria das bandas desistir por exaustão. Mas não eles. Calejados pelas experiências vividas em Hamburgo e Liverpool, o grupo completou três tumês pelo Reino Unido e a primeira no exterior, fez numerosas aparições no rádio e na televisão, deu diversas entrevistas à imprensa escrita e gravou dois álbuns. Ao fim daquele ano, os Beatles haviam instigado o fenômeno conhecido como beatlemania e se apresentado à realeza.
A jornada rumo ao momento em que ficaram conhecidos até no Palácio de Buckingham teve inicio no dia 19 de janeiro de 1963, quando a banda participou do famoso programa de televisão Thank Your Lucky Stars. Perto das seis horas daquela tarde de sábado, milhões de adolescentes viram os Beatles tocarem ' PIease Please Me’, canção brilhante que gruda na cabeça. A partir dai, o conjunto se viu imerso em um cronograma inexorável de shows e mais shows, sessões de gravação e incontáveis aparições na mídia.
Em relação às gravações, a primeira sessão memorável da banda aconteceu em 11 de fevereiro. Nesse dia, eles gravaram dez canções, quatro delas originais ("I Saw Her StandlngThere“. "Misery", DoYou Want to Know a Secret?" e "There’s a Place") e seis covers (“Anna", "Chains’, "Boys", "A Taste of Honey", "Baby It’s You’ e "Twist and Shout”). Essa última foi gravada às 22 horas. Devastada pelo esforço do dia, a garganta de Lennon exprimiu um vocal bruto que ecoaria ao longo dos anos. No dia seguinte, os Beatles tocaram em duas apresentações, uma em Sheffield, outra em Oldham. Em meio a todos esses shows e gravações, a banda não recusava nenhum pedido da mídia; eles não podiam se dar ao luxo de escolher onde apareceriam. Em 1963, a televisão britânica consistia em dois canais — BBC e ITV - , e ambos dedicavam pouco tempo à música popular. Ao mesmo tempo, o rádio quase nunca tocava música pop e os jornais raramente escreviam a respeito. Comparada à vasta efusão da mídia de hoje em dia, a exposição era bastante limitada. Para a noticia se espalhar, o grupo precisava romper essas muralhas, e o fazia com um charme e vivacidade que contagiavam a todos. McCartney era o líder nesse campo. Sensatamente, a banda o encarregava da maior parte do falatório. Eles sabiam que sua abordagem calorosa e fascinante renderia muitos amigos na imprensa. McCartney era tão astuto ao lidar com a imprensa que, após sua primeira entrevista à televisão, o irmão Mike perguntou por que parecia que ele estava disfarçando o sotaque de Liverpool. Ele respondeu; "Eu sei disso, você sabe disso, mas eles não sabem". McCartney tinha consciência de que um sotaque muito acentuado de Liverpool poderia repelir a nação. Liverpool era considerada por muitos uma cidade bruta, cheia de gente desagradável. Para os Beatles atingirem o sucesso, eles precisariam reduzir os vínculos com a cidade, incluindo o sotaque. De fato, foi nesse ano que a banda se mudou na surdina para a capital. Os fãs que os assistiam no Cavern ficaram aborrecidos. Em fevereiro, quando o DJ do bar, Bob Wooler anunciou que a banda estava entre as dez mais com “Please Please Me", a plateia ficou em silêncio, como se estivesse num velório. Nesse momento eles começavam a se despedir do grupo que amavam com tanta paixão. Agora os Beatles pertenciam ao país inteiro.

A maior oportunidade na televisão surgiu quando foram convidados como a grande atração do Sunday Night at The London Palladium, programa de Val Parnell, em 13 de outubro. Antes da apresentação, fãs dos Beatles tomaram a entrada do teatro, gritando por eles. Estavam presentes vários jornalistas e fotógrafos. Foram eles quem cunharam o termo "beatlemania", estampado em todos os jornais do dia seguinte. O show foi assistido por quinze milhões de pessoas, Em termos de apresentações ao vivo, os Beatles realizaram três turnês pelo Reino Unido. Em duas delas, atuaram como grupo de abertura para Helen Shapiro e depois para Roy Orbison — ao fim de ambas as excursões, já eram as atrações principais. Foi então que Brian Epstein Informou aos promotores que a banda tocaria somente em teatros. Os salões de baile e os bares em que haviam agendado não estavam equipados para suportar a reação frenética do público, que colocava os quatro em grave perigo físico. Garotas berravam descontroladas, corriam para o palco, desmaiavam, brigavam entre si, enfrentavam os seguranças dentro dos recintos e os policiais do lado de fora.No fim do ano, a banda cujas apretentações duravam exaustivas sete horas em Hamburgo — agora fazia shows de meia hora, quando muito, em meio ao bombardeio de gritos femininos. Essa seria a natureza de seus shows pelos próximos três anos.
Notavelmente, as cobranças sobre o grupo pareciam somente aumentar sua criatividade. Eles cravaram o primeiro topo das paradas com “From Me to You" e romperam todas as barreiras com "She Loves You". O frescor e a sonoridade da gravação deixaram a nação atônita. “She Loves You" transformou os Beatles em obsessão nacional. Incluindo a família real. Numa segunda-feira, 4 de novembro, a banda apresentou quatro canções diante de Sua Alteza Real, a rainha-Mãe, e da princesa Margaret no Teatro Prince of Wales, em Londres. Eles tocaram sua primeira música no topo das paradas. "From Me to You", depois seguiram com "She Loves You", “Till There Was You" e encerraram com “Twist and Shout". Ao introduzir a última canção. Lennon falou à plateia: "As pessoas nos assentos mais baratos podem acompanhar com as mãos. E o resto de vocês pode chacoalhar as joias". Foi uma frase brilhante (embora totalmente premeditada), uma alfinetada marota no preconceito de classe envolta com humor caloroso e inteligente. Ali mesmo a realeza deu risadinhas. Novamente, os Beatles empregaram a musica e o humor para ultrapassar divisões de classe supostamente insuperáveis. Brian Epstein também riu, mas foi de alívio. Quando havia perguntado a Lennon nos bastidores o que ele diria à realeza presente, o músico fuzilara: "Vou mandar cha-coalharem suas jóias de merda". A personalidade aberta e beligerante do guitarrista fez Epstein acreditar plenamente que ele faria tal declaração, levando aquele sonho fantástico a um fim abrupto. A banda terminou o ano com uma temporada de duas semanas de um show natalino em Finsbury Park, onde eles tocaram, usaram fantasias e participaram de esquetes cômicos. Cem mil ingressos foram vendidos em três semanas. Fora um ano incrível, mas melhoraria ainda mais, pois a beatlemania se tornaria uma febre mundial.

BSBEATLES – O NOSSO DIA DELES

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As mais importantes cidades do mundo têm o seu “dia dos Beatles”. De Beatles Day a Beatles Fest, Beatles Week, Beatles Fan Day… tem de tudo, o importante parece ser a celebração de uma paixão comum.

A primeira edição do BsBeatles acontece na tarde do próximo dia 5 de julho, no lindo Parque Olhos D’água, no final da Asa Norte e contará com uma programação de cerca de quatro horas de atividades, no palco e fora dele, com foodtrucks para atender a todos os gostos. E não tem erro, por onde quer que se vá no mundo haverá sempre uma legião incontável de fãs do quarteto britânico. É o que diz Marcelo Lima, Beatlemaníaco, músico tradicional da cidade, professor da Escola de Choro Raphael Rabello e também organizador do evento: “Os pais vão passando para os filhos essa influência e eles, por sua vez, passarão isso adiante. É música boa e imortal. E não há nada melhor do que poder celebrar isso junto a outras pessoas que também cultivam essa paixão”.O BsBeatles é um sonho antigo. “O projeto nasceu lá na década de 1980, ainda em Fortaleza, quando eu, menino de periferia, acordava ao som da vitrolinha do meu pai. Logo cedo a casa era invadida por aquele som mágico, que transportava a gente para um outro lugar, mais bonito, mais alegre, onde tudo dava certo”, relata Nilo Barreto, um dos organizadores do evento. A banda Salto Triplo trará interpretações instrumentais de músicas do quarteto de Liverpool, com a participação especial do violonista Jaime Ernest Dias. Já a tradicional Sargento Pimenta sobe ao palco interpretando fielmente os clássicos da banda, encerrando a programação. “O Olhos D’água está absolutamente perfeito nessa época e a ideia de fazer numa bela tarde de domingo, começo de inverno em Brasília, é justamente para aproveitar isso. Celebraremos essa grande banda sim, mas com um belo cenário e atmosfera nos cercando”, relata André Oliveira, da produtora Cultura da Aldeia. “Nossa intenção é criar um evento absolutamente familiar, em que todos possam se divertir, do bebê de colo ao vovô e não há banda mais adequada para reunir gerações do que os Beatles”, completa. Em meio a uma espécie de apagão na cultura local, em virtude de uma série de fatores que vão desde a crise da economia até a declaração de completa falta de recursos do governo local, passando por discussões sobre lei do silêncio, a primeira edição do BsBeatles está sendo realizada totalmente com recursos próprios e com muita ajuda de fornecedores do segmento de eventos da cidade. Agradecendo a confiança dos fornecedores na ideia, André completa: “Acreditamos que é justamente nessas horas que temos que reagir e mostrar que a produção cultural de Brasília precisa acontecer, pois apesar de ser o centro do poder, as melhores referências da cidade são todas culturais. A cultura é e sempre foi a nossa melhor expressão”.

O evento acontece no dia 5 de julho, a partir das 15h, no Parque Olhos d’Água e conta com shows de bandas cover do quarteto. A programação foi pensada para levar cultura e entretenimento a todos os públicos amantes de Beatles em Brasília e região. O primeiro domingo de julho foi escolhido por conta do clima ameno e, o parque, para que todos possam assistir ao pôr-do-sol no final da tarde, além da oportunidade de realizar piquenique ou degustar os quitutes dos food trucks que estarão presentes. O início da tarde é marcado pelo show da banda Salto Triplo que, com a participação especial de Jaime Ernest Dias, realiza interpretações instrumentais de músicas dos Beatles. Na sequência, o público pode assistir à banda Sargento Pimenta (NÃO CONFUNDIR COM O BLOCO DE CARNAVAL), que apresenta fielmente os maiores clássicos dos Beatles.

PAUL McCARTNEY - CAPA DA REVISTA ESQUIRE

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Paul McCartney é a capa da edição de agosto da revista Esquire e deu uma longa entrevista para a publicação. Lá, falou a respeito de vários aspectos da carreira, e foi questionado sobre suas motivações para continuar fazendo música, mesmo após tanto tempo e tantos sucessos:
São dois motivos: eu amo fazer o que faço e é meu trabalho. Três motivos: o público. Você canta algo e recebe esse incrível calor de volta, uma adoração. E quem não gosta disso? É maravilhoso. Além disso, a banda é muito boa. E tendo dito que havia três respostas, agora são quase sete. Outra coisa é que eu meio que reviso minhas músicas, e elas foram lançadas há muito tempo. Então se estou cantando “Eleanor Rigby”, sou eu revisando o trabalho de um cara de vinte e poucos anos e pensando, “Wow, isso é bom.”

Sobre ter pensado em se aposentar, Paul ainda falou:
Sentar em casa e assistir à televisão? É isso que as pessoas fazem, cara. Jardinagem, golf… não, obrigado. Ocasionalmente eu penso, “Você já deveria estar de saco cheio, deveria estar saturado.” Meu empresário, que não tenho mais, ainda bem, sugeriu há um tempo que eu me aposentasse aos 50. Eu pensei , “Oh, Deus, ele pode estar certo.” Mas eu ainda gosto de compor, gosto de cantar. Vou fazer o que? Você vê tantas pessoas que se aposentam e aí imediatamente se acabam.

Mesmo após todos esses anos de carreira, é normal que Paul ainda lide com os mais diversos tipos de sentimentos em relação à sua música, e a equipe da revista perguntou se ele ainda sente que tem algo a provar. Ao falar sobre o assunto, McCartney mencionou seu saudoso colega de Beatles, John Lennon:
Sim, toda hora. E é um sentimento besta. E às vezes eu converso comigo mesmo e digo, “Espera um minuto: olhe para essa pequena montanha de conquistas. Há várias delas. Não é suficiente?” Mas talvez eu pudesse fazer um pouco melhor. Talvez eu pudesse compor algo que seja mais relevante ou novo. E isso sempre te leva pra frente. Quero dizer, eu nunca senti algo tipo, “Oh, mandei bem.” Ninguém sente. Mesmo no ápice dos Beatles. Eu prefiro pensar que há algo que não estou fazendo certo, então trabalho constantemente nas coisas. Eu sempre fui, nós sempre fomos, quero dizer, veja John [Lennon], uma massa de paranoia e preocupações sobre o fato de estar fazendo algo certo. É só ouvir suas letras. Eu acho que acontece com artistas em geral.

Você pode ler (em inglês) a longa matéria da Esquire com Paul McCartney clicando na logo do Baú.

THE BEATLES - IT WON'T BE LONG - SENSACIONAL!

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"With The Beatles" foi lançado em novembro de 1963, quando a beatlemania varria a Inglaterra. O retrato em preto e branco da capa, de Robert Freeman, no qual a metade de todos os rostos está na sombra, marca um momento decisivo na iconografia dos Beatles. Enquanto o álbum de estreia tinha sido gravado em um dia, as sessões de With The Beatles aconteceram ao longo de três meses, em uma mudança de uma sessão "ao vivo", pouco trabalhada, para uma produção pop mais sofisticada. "Foi quando descobrimos o double-tracking", John comentou posteriormente. "Quando descobri aquilo, comecei a gravar tudo em double-tracking. Eu não deixava nada ficar em single-tracked. Ele (George Martin) dizia 'por favor, só essa', e eu dizia 'não'.""It Won't Be Long" era a faixa de abertura do álbum e, num primeiro momento, havia sido escolhida por John como possível single após "She LovesYou", mas a estratégia foi descartada porque, como ele afirmou, "a música nunca deu certo de verdade". Composta como uma canção de amor, poderia ser a história do começo da vida de John. Solitário e rejeitado, ele espera a volta da garota que o abandonou. Como em muitas canções posteriores essa dramatiza a própria angústia, contrastada à vida despreocupada que imagina que todos levem, acreditando que assim que se reencontrar com sua amada todos os seus problemas serão solucionados. Thelma McGough, que começou a namorar John depois que a mãe dele morreu, em julho de 1958, acredita que as canções dele sobre rejeição não são baseadas em histórias de amor que deram errado, e sim no fato de ter sido abandonado pelo pai na infância e, mais tarde, pela mãe, acabando por ser criado pela tia. "Eu perdi minha mãe duas vezes", ele diria, "uma vez aos 5 anos e, de novo, aos 17." "Rejeição e traição faziam parte da experiência de vida dele", diz Thelma. "Quando eu o conheci, a primeira conversa de verdade que tivemos foi toda sobre isso porque o meu pai tinha feito exatamente a mesma coisa, então sentimos que tínhamos algo em comum. Isso nos aproximou. Além disso, não se pode esquecer que a mãe dele certa vez foi atropelada e, apesar de ele aparentar calma, estava sofrendo muito. Nós dois nos sentíamos muito abandonados. Havia uma grande diferença entre Paul e John, apesar de ambos terem perdido a mãe na adolescência. Paul tinha uma família muito próxima, uma ampla rede de primos e tias. O pai dele era maravilhoso. A vida de John era muito isolada. Ele morava com Mimi (irmã de sua mãe), que cuidava dele muito bem, mas não havia proximidade. Era uma relação muito fria a deles." Uma das coisas que animava John e Paul na época da composição era o jogo de palavras que tinham introduzido em torno de "belong". Apesar de ser uma pequena inovação para eles, se tornaria um marco de sua escrita mais sofisticada. Ironicamente, quando George usou "don't be long" em "Blue Jay Way", quatro anos depois, Charles Manson achou que ele estava dizendo "don't belong" e tomou isso como uma mensagem para que ele se livrasse da vida em sociedade.

THE BEATLES - IT WON'T BE LONG - CENAS RARAS

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RAUL SEIXAS x PAULO COELHO - UMA RELAÇÃO COMPLICADA

Um comentário:
por PAULO COELHO

Esse texto que a gente confere agora, foi publicado na revista Rolling Stone - Edição 35, de agosto de 2009.

Em 1989, eu estava fazendo o caminho de Roma quando soube da morte de Raul Seixas, em uma cabine telefônica, quando liguei para o Brasil (como fazia uma vez por semana) para ver se minha mulher estava bem. Tinha três moedas de cinco francos no bolso, um minuto e meio de conversa. Eu disse: "Oi, Cris, tudo bem?" E ela: "Não sei se eu te conto". Caiu a primeira moeda, depois a segunda e daí ela disse: "O Raul morreu". Caiu a terceira moeda. Ao contrário do que manda o figurino, eu senti uma profunda alegria. Parecia que, naquele momento, Raul estava livre, bem, contente. Lembro que passei o resto desse dia cantando nossas músicas. Eu tinha publicado O Alquimista, mas não era o escritor que sou hoje - mesmo no Brasil. E continuei com aquela sensação de que Raul, de alguma maneira, tinha cumprido a missão a qual ele havia se proposto. Raul tinha vivido a lenda da vida dele, feito tudo o que achava que tinha de fazer. E não deixou absolutamente nada: foi uma escolha dele.

Nunca o vejo como uma vítima do sistema ou um cara que entrou num processo de autodestruição - nada disso. Foi uma escolha consciente, muitas vezes conversamos a respeito. Eu sempre demonstrei certo receio, contudo ele dizia que eu não me preocupasse: ele estava fazendo exatamente o que queria. No dia de sua morte entendi perfeitamente. A nossa relação sempre foi muito complicada desde o começo. Quando começamos a trabalhar juntos, nos víamos todo dia. Ou ele vinha para minha casa ou eu ia para a casa dele. Era uma relação muito intensa, e uma competição acirrada. Raul sempre achava que eu queria mostrar que era melhor que ele, e vice-versa. Eu era o intelectual que sonhava morrer incompreendido, e Raul tinha esse poder de comunicação muito grande - muito grande. Pouco a pouco, nós começamos a desenvolver toda a ideologia da Sociedade Alternativa, unindo o ideário hippie. No disco Krig-Há, Bandolo!, a música-chave é "Ouro de Tolo", que é dele, e tem "Rockixe", quase uma declaração de princípios. Pouco a pouco começamos a nos entender. Apresentei as drogas a Raul, as sociedades secretas e essas coisas todas. Será que fiz bem? Raul entrou de cabeça nisso tudo. Em dado momento, eu disse: "Chega, parei". Mas Raul continuou, uma escolha absolutamente consciente, e ninguém pode julgá-lo por isso. A única coisa que me desagrada hoje é uma certa manipulação da lembrança dele. E o que me surpreende muito é a atualidade das coisas que fizemos e, também, a atualidade da presença do Raulzito. Raul Seixas é mais atual que nunca. Vemos, nesse caso, a tragédia como força que consolida a carreira de alguém. Ele não precisaria ter morrido da maneira que morreu, mas repito que foi sua escolha. A tragédia consagra - infelizmente. Assistimos ao Jim Morrison no passado, e assistimos ao Michael Jackson agora. A imprensa fez tudo para destruir Michael Jackson e, quando ele morreu, a comoção popular foi gigantesca.

O mesmo aconteceu com o Raul. No final de sua vida, era convidado para programas de TV, visto como uma raridade. A tragédia faz com que a pessoa ganhe uma dimensão completamente diferente. Ou seja: ele se sacrificou por isso. Desde os mitos mais ancestrais, das mortes dos deuses, até hoje. John Lennon é mais importante que Paul McCartney porque foi assassinado. Na verdade, ambos têm o mesmo peso. Você enfrenta a tragédia e se transforma. Nossa relação era pessoal e, claro, foi se desgastando. Duas personalidades muito fortes. Daí nosso trabalho ser muito criticado. Porque não era aquela coisa: "Me mande um cassete que vou botar uma letrinha". Rolavam discussões e momentos de agressão. Nunca chegávamos às vias de fato, entretanto eu lembro que algumas vezes chegamos muito próximos a isso. Em Brasília, ele chutou uma mesa e eu chutei um abajur. A gente ia se engalfinhar, mas Gloria, que estava com ele, botou panos quentes. Lembro de pensar: "Agora vai sair porrada". Vinte minutos depois, estávamos sentados compondo. Não ficava resquício de ódio. A coisa que eu mais agradeço dessa relação foi ele ter me ensinado que cultura popular não é, necessariamente, uma coisa negativa. Ao contrário, a capacidade de se comunicar com todos é muito positiva. No fundo, é o objetivo do ser humano, a comunicação com seu próximo. A segunda coisa que ele me ensinou é a linguagem e de como fazer uso dela. Eu me lembro de gostar de músicas do Raul, antes de ele ser famoso, que ele fazia para outras pessoas na CBS. Eu o ouvia e dizia: "Então essa música é sua. Que maravilha!" Tem uma música que diz: "Estou voltando pra casa / Camisa amassada / Mais um dia de trabalho / Que afinal chegou ao fi m". Eu não sei nem quem canta. Só vim saber muito tempo depois que a canção era dele. Descrevia a rotina que tanta gente vive, do cara que vai de ônibus trabalhar. Raul me ensinou a ver isso e guardo até hoje.

Sem dúvida, minha vida tem dois momentos-chave: um é o Caminho de Santiago, quando assumo, realmente, ser escritor. O outro é o encontro com o Raul, quando deixei de querer ser gênio incompreendido. Recordo que eu dava poesias para Raul ler. A primeira versão de "Al Capone", por exemplo, era um grande tratado. O Raul disse: "Não é nada disso, cara." Eu, irritado, respondi: "Você quer algo como 'Al Capone, vê se te emenda'?" Ele disse que sim. Eu respondi: "Raul, não se escreve dessa maneira", mas a frase ficou em minha cabeça. "Vê se te emenda', que coisa horrorosa." E, só para sacanear, continuei: "Já sabem de teu furo, nego, no imposto de renda". E perguntei: "Você acha que isso é bonito?" Ele: "É ótimo". Falei: "Então tá". Fui para casa e escrevi a letra de "Al Capone". Ele nunca dizia que a letra estava uma droga. Dizia: "Não é assim, sabe?" Letra de música não é poesia. Letra de música é letra de música. É preciso libertar-se um pouco dessa ideia. Aprendi fazendo letra de música que é preciso ser absolutamente objetivo - sem ser superficial. Quando você canta: "Eu perdi o meu medo da chuva / Pois a chuva voltada pra terra traz as coisas do ar", a frase se encontra no contexto de uma música sobre o casamento, mas poderia muito bem estar totalmente separada desse contexto. Quando terminei de escrever "Gita", cujo primeiro título era "A Letra A Tem Meu Nome", a música ficou com quatro minutos. Eu disse: "Pô, agora vou ter que cortar". Ele retrucou: "De jeito nenhum. Não vai cortar nada". Essa era a cumplicidade que tínhamos. Para os padrões da época, "Gita" era uma música muito longa. Ele disse: "Eu vou usar a letra inteira". "A gravadora vai vetar", eu disse. "Não vai, não", ele respondeu: "Já tive sucesso com o Krig-Há, Bandolo!" E realmente não vetaram. Nessa noite, caiu uma grande tempestade que cortou a luz. E nós compondo "Há Dez Mil Anos Atrás" à luz de vela. Levamos para a gravadora e a música deu certo.

Só vim a chorar a morte do Raul seis meses depois. No dia da morte dele, eu senti uma espécie de estranha euforia. Sonhei com o Raul, que ele estava muito bem. Um belo dia, eu estava falando com um amigo, Edinho Oliveira, e de repente eu disse: "O Raul..." E aí desabei, comecei a soluçar. Não conseguia parar de soluçar; eu chorava sem parar. Chorava tudo o que não havia chorado pela sua morte. Quando terminei de chorar, senti de novo aquela paz. Hoje, enfim, eu vejo Raul Seixas tendo o reconhecimento que merece. Em vida havia muito preconceito, todos achavam que MPB era autêntica e rock brasileiro não merecia nenhum respeito. Mas as coisas são assim. Maktub.

Ao todo a parceria Raul Seixas / Paulo Coelho rendeu 31 músicas originais. São elas: "Canto para minha morte"; "Eu nasci há dez mil anos atrás"; "Gita"; "Al Capone"; "Sociedade Alternativa"; "A maçã"; "Medo da chuva"; "Eu também vou reclamar"; "As minas do Rei Salomão", "Tu és o MDC da minha vida", "Como vovó já dizia (óculos escuros)"; "Não pare na pista"; "Tente outra vez"; "Meu Amigo Pedro"; "A Hora do Trem Passar"; "Rockixe"; "Se o rádio não toca"; "Ave Maria da Rua"; "O Homem"; "Quando Você Crescer"; "Judas"; "A Verdade Sobre a Nostalgia"; "Rock do Diabo"; "Cachorro Urubu"; "Super Heróis"; "Moleque Maravilhoso"; "Cantiga de Ninar"; "Os Números"; "Magia de Amor"; "Loteria de Babilônia", e "As Profecias".



THE BEATLES - I WANT TO HOLD YOUR HAND

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

JEEF LYNNE - ELETRIC LIGHT ORCHESTRA - LIVIN' THING

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Na virada dos anos 2000, Jeff Lynne finalmente, depois de anos de batalha em tribunais com ex-companheiros, ficou com o direito de uso do nome "Electric Light Orchestra". Em 2001, ZOOM, primeiro álbum da ELO desde 1986, foi lançado. Embora faturado e comercializado como um álbum da ELO, os únicos membros originais eram Jeff Lynne e Richard Tandy. Zoom assumiu um som mais orgânico, com menos ênfase nas cordas e efeitos eletrônicos. Entre os músicos convidados estão as participações mais que especias de George Harrison (numa das últimas colaborações dele) e Ringo Starr. Após a conclusão do álbum, Lynne reformou completamente a banda com novos membros, incluindo sua então namorada, a belíssima Rosie Vela (que havia lançado seu próprio álbum "Zazu", em 1986) e anunciou que faria uma turnê novamente com a ELO. Richard Tandy voltou à banda pouco tempo depois de duas apresentações ao vivo de televisão: VH1 Storytellers e PBS show na CBS Television City, mais tarde intitulado Zoom Live Tour, que foi lançado em DVD. A turnê prevista foi cancelada pelo impacto que a morte do amigo George Harrison teve sobre Jeff Lynne. Aqui, a gente confere dois pedacinhos. A belíssima "Just For Love", que, no álbum tem a inimitável participação de Harrison e o clássico - "Livin' Thing". Para fãs, como eu, dessa banda - desse fantástico Jeff Lynne - logo embaixo vai o DVD inteiro. "Se não for assim, não é. É o único jeito!".

TODD RUNDGREN x JOHN LENNON - I SAW THE LIGHT

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Esse cara sempre foi esquisitão.Há quem o ame e há quem odeie. Outros, nem lhe enxergam, como era o caso de um velho conhecido nosso, um certo John Lennon.

Todd Rundgren é considerado por muitos, muitos mesmo, um dos maiores artistas americanos de todos os tempos (?). É multi-instrumentista e um produtor conceituado. Nasceu em junho de 1948 na Philadelphia e começou sua carreira em uma banda chamada Woody's Truck Stop. Em 1967 formaria o “Nazz” - que soavam como prenúncio do punk, um quarteto que gravou três álbuns de rock n’roll (eu tenho esse de 67! – LP!) antes de se dissolver em 1970. Rundgren além de tocar e cantar, produzia e coordenava. Mas, para ele, ele era mais que um simples integrante de uma banda. Ok. Sua carreira solo começou em 1970, com o disco “Runt”, que vinha de um apelido de infância (tronco de couve). Após o lançamento desse disco, recebeu ajuda de Tony Sales para as composições do seu novo álbum. Juntos, fizeram seu primeiro hit “We Got To Get You A Woman". O álbum “The Ballad of Todd Rundgren” saiu em 71 e se tornou um clássico do rock romântico. As canções "I Saw The Light" (que é legal demais!) e "It Wouldn't Have Made Any Difference" revelavam um Todd Rundgren para o mundo como muito mais que um instrumentista e produtor. Foi nessa época que, numa festa, no Rainbow, cruzou com John Lennon que não só não o reconheceu, como não tinha a menor ideia de quem se tratava. Compreensível. Mas Rundgren não gostou disso não. Como tinha espaço em alguma publicação da época, a Melody Maker, desceu o malho em John Lennon, condenando-o pelo seu comportamento no Trombadour, onde teria agredido uma garçonete. Rundgren disse: “John Lennon não é nenhum revolucionário. É um puta idiota, vive de glórias do passado e não lhe restou nem a voz!”.

Como todos conhecemos, John Lennon também não gostou. Isso fez John escrever uma carta aberta endereçada a “Sodd Runtlestuntle”. Depois disso, Rundgren não só se desculpou como disse que Lennon era a maior influência de sua vida. E seu sempre moderado e limitado sucesso permaneceu nos anos seguintes, com álbuns, algumas vezes, elogiadíssimos pelo seu trabalho como produtor, mas, na opinião da maioria da crítica, sempre foi fraco e sem carisma. Hoje, vive no Havaí, é bem de vida, graças à produção de grandes nomes e grandes discos. Um desses vídeos que a gente vai ver aqui, é com participação de Daryl Hall - aquele da dupla “Hall & Oates” dos anos 80 (?). Acho que em 2009 ou 10, fez parte da banda do Ringo. Embora não goste dele nem do “Nazz”, acho "I Saw The Light" bem bacana e não vejo relação nenhuma com “Theres”s A Place”, dos Beatles. Então, agora a gente confere, sempre com a mais absoluta exclusividade do Baú, a carta de Lennon para Rundsgreen do sensacional livro de Hunter Davies – “As Cartas de John Lennon”. E lá embaixo, Rundgren na época e anos depois de ter visto a luz. Abração em todos. Saudades!
UMA CURTA ABERTA A SODD RUNTLESTUNTLE.
(de dr. Winston o’boogie)
Não consegui resistir a adicionar algumas "ilhas de verdade" minhas, em resposta ao uivo de ódio (dor) de Turd Runtgreen.
CaroTodd,
Gosto de você e de alguns trabalhos seus (inclusive “I SawThe Light", que não é muito diferente de “There’s A Place” (Beatles), na melodia).
1- Nunca me intitulei revolucionário. Mas tenho licença para cantar sobre o que eu quiser! Certo?
2- Nunca bati em garçonete na Troubador. Realmente agi como idiota, estava bêbado demais. Então me dê um tiro!
3- Acho que todos queremos atenção, Rodd, você acha mesmo que eu não sei como conseguir isso sem “revolução"? Pra começar, eu poderia pintar meu cabelo de verde e rosa!
4- Não represento a ninguém, exceto o meu EU. Parece que eu representava algo para você, ou você não teria sido tão violento comigo. (Seu pai, talvez?)
5- Sim, Dodd, a violência aparece de modos misteriosos, faz maravilhas para se realizar, inclusive verbais. Mas você reconhecia esse tipo de jogo mental, não é? Claro que sim.
6- Então o Nazz costumava fazer "tipo rock pesado" e depois DE REPENTE uma "balada leve bonita". Que originalidade!
7- O que me leva aos Beatles, "que não tinham outro estilo que não ser os Beatles"!! Isso abrange um estilo enorme, cara, inclusive o seu, ATÉ HOJE...
Sim, Deus, o que os Beatles fizeram foi mexer com A MENTE DAS PESSOAS. Talvez você precise de outro pico? Alguém tocou para mim sua canção rock and roll pussy, mas eu nunca percebi nada. Acho que o motivo real de você estar bravo comigo é que eu não sabia quem você era na Rainbow (L.A.). Lembra-se daquela vez que você chegou comWolfman Jack? Quando eu descobri mais tarde, fiquei xingando, porque eu queria lhe dizer que você é bom. (Ouvi sua canção no rádio.)
Em todo caso,
Por mais que você tenha me magoado;
Eu sempre o amarei
J. L. John Lennon - 
30 set. 1974.


THE BEATLES - NME - 1964 - 1965

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Em abril de 1964 os Beatles foram os últimos a se apresentarem no NME Poll Winners Concert, no Empire Poll apresentados pelo Disk Jockey Murray Kaufman (Murray The K). Esse concerto teve a participação do que havia de melhor no show business da época e os Beatles arrebentaram. O The New Musical Express (NME) 1964 Annual Poll Winner’s Concert foi realizado no The Empire Pool, em Wembley, foi gravado em 26 de abril de 1964 e transmitido em 10 de maio de 1964. Os Beatles receberam o prêmio das mãos de Roger Moore e cantaram ‘She Loves You’, ‘You Can’t Do That’, ‘Twist and Shout’, ‘Long Tall Sally’ e ‘Can’t Buy Me Love’.

Um ano depois, em abril de 1965, tornaram a repetir a dose. Dessa vez, a apresentação no Concerto dos Vencedores do “New Musical Express”, foi novamente no Empire Pool em Wembley e, como sempre, a apresentação dos Beatles foi a última. Entre outros, se apresentaram os Rolling Stones, os Kinks, The Animals e os Moody Blues (que tinham Denny Lane, futuro Wings). Na mesma noite, os Beatles se apresentaram também no “The Eamonn Andrews Show”, da ABC-TV. Quando eles venceram novamente em 1966, o concerto não foi filmado. 
Brian o os organizadores, não chegaram a um acordo sobre o cachê dos Beatles. Esse foi o último concerto dos Beatles na Inglaterra. Então, nos resta conferir os de 1964 e 1965. The Beatles!