segunda-feira, 31 de outubro de 2011

MARY MOHIN McCARTNEY - 1909 - 1956

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Mary Patricia Mohin, filha de Owen Mohin, um comerciante de carvão, nasceu em 29 de Setembro de 1909 e faleceu no dia 31 de outubro de 1956. James Paul McCartney nasceu no dia 18 de Junho de 1942. Quando ele nasceu sua mãe teve tratamento 5 estrelas, pois já havia trabalhado no hospital como encarregada da enfermaria da maternidade.
Os pais de Paul, Mary Patricia Mohin e Jim Mccartney, ambos de descendência irlandesa, casaram-se em 1941 e foram morar nos quartos mobiliados de Anfield. Mary abandonara o trabalho do hospital fazia apenas um ano, tornando-se health visitor(misto de enfermeira e assistente social). Quando Paul nasceu, Jim trabalhava, durante o dia, em Napiers e, de noite, como bombeiro. Como sua esposa havia trabalhado no hospital, ele podia visitar a ela e seu filho quando bem entendia, sem precisar respeitar os horários de visita. Sobre seu filho, Jim disse: "Ele tinha uma aparência horrorosa, eu não podia suportar isso. Tinha só um dos olhos abertos e chorava o tempo todo. Eles o levantaram e ele parecia um pedaço horroroso de carne vermelha. Quando cheguei à casa chorei, pela primeira vez, em muitos anos. Contudo, no dia seguinte, ele parecia mais humano. E, cada dia que passava, suas feições melhoravam. Afinal, ele se tornou um lindo bebê."

Na verdade, ela nunca gostou tanto de visitas como as da enfermaria. Era muito trabalho - das nove às cinco -, como um serviço de escritório. Então ela voltou à obstetrícia, arranjando 2 empregos de parteira domiciliar. Ela era chamada todas as noites. Jim diz que ela sempre trabalhava demais, mais do que deveria, pois ela era superconscienciosa.
Paul entrou para a escola primária Stockton Wood Road Primary quando ainda morava em Speke. Michael foi mandado para a mesma escola. Jim se lembra da diretora dizendo como os dois meninos eram bons com as crianças menores. "Ela dizia que Michael seria um líder. Acho que era porque ele estava sempre discutindo. Paul era muito mais calmo em fazer as coisas. E tinha um senso muito mais prático.". Quando a escola ficou muito cheia, foram transferidos para uma outra, a Joseph Willians Primary School.
À medida que Paul ficava mais velho, ia aperfeiçoando sua diplomacia tranqüila, continuando a fazer tudo muito calmamente. Jim conta que uma vez estava batendo em Michael por ele ter feito alguma coisa errada e Paul ficava por perto gritando à Mike para dizer que não tinha sido ele, que o pai pararia. mas Michael reconhecia seu erro. Paul era sempre capaz de escapar dos perigos.
"Eu era bastante furtivo", diz Paul. "Se às vezes apanhava, costumava entrar no quarto dos meus pais quando eles não estavam e rasgar a parte de baixo das cortinas de renda, só um pedacinho, e pensava: que isso lhes sirva de lição"
Facilmente Paul terminou o primário e logo foi para o Liverpool Institute, a escola secundária mais conhecida de Liverpool. Paul mantinha-se sempre entre os primeiros da classe. Era capaz de fazer seus deveres de casa enquanto assistia os programs de televisão. Enquanto os fazia, sabia exatamente o que estava passando na TV. Era bastante inteligente e iria entrar, com certeza, em uma boa faculdade. Isso era o que Jim sonhava para ele. Quando Paul descobriu o que seu pai almejava, tentou deixar de obter boas notas. Sempre foi bom latinista, mas quando Jim lhe disse que ia precisar muito da Latim, ele começou a negligenciar.
No Institute, Paul tornou-se o garoto mais precoce no aspecto sexual, conhecendo tudo ou quase tudo sobre o assunto. Perdeu a virgindade aos 15 anos. Certa vez, fizera um desenho obsceno para a turma. Era dobrado de tal modo que só se via a cabeça e os pés da mulher, mas quando aberto via-se que ela estava nua. Por engano, paul deixara o desenho no bolso da camisa, e esse era o bolso que ele costumava guradar os vales-refeição. Sua mãe sempre revistava o bolso antes de lavar, porque Paul às vezes esquecia alguns. Paul chegou em casa um dia e sua mãe lhe mostrou o desenho e perguntou se era ele que tinha feito aquilo. Ele disse que não, que fora um garoto da classe e que certamente o colocara ali. Afirmou isso por dois dias. Acabou confessando a verdade.
Depois do primeiro ano, Paul se encheu do trabalho de escola. Alegou que, nunca, em seu tempo de escola, alguém o dissera para que estava sendo educado. Achava os deveres de casa uma chateação. Ele não suportava ficar fazendo-os numa noite de verão, enquanto os outros garotos brincavam na rua.
Os McCartney mudaram-se de Ardwick quando Paul tinha uns 13 anos. Sua mãe deixou de ser parteira domiciliar, apesar de, mais tarde, voltar a trablahar como health visitor. Eles receberam uma casa da prefeitura em Forthlin Road 20, Allerton, onde Paul passou sua juventude.
Estavam morando em Forthlin Road fazia pouco tempo quando Mary começou a sentir dores no seio. As dores continuaram por 3 ou 4 semanas, desaparecendo e voltando, e ela pôs a culpa na menopausa. Falou com vários médicos, e eles concordaram com ela, aconselhando-a que procurasse esquecer. Mas as dores continuaram, cada vez mais fortes. Mary então decidiu procurar um especialista. Ele diagnosticou câncer. Operaram e ela morreu. Tudo aconteceu no espaço de um mês após ela ter sentido as primeiras dores sérias. Paul lembra-se que fez um comentário maldoso logo que ficou sabendo. Disse "O que iremos fazer sem o dinheiro dela?" Arrependera-se durante meses de ter falado isso. Mas era verdade. Mary sempre ganhara mais do que Jim como parteira. Mas duas das irmãs dele ajudaram muito. Logo após a morte de Mary, Mike e Paul foram morar com Tia Jinny por uns tempos. Depois, uma delas vinha, uma vez por semana, a Forthlin Road, limpar a casa devidamente.
Mas Jim estava arrasado, sentindo muito a falta da mulher. Teve então que confiar muito nos rapazes.
O irmaõ de Paul, Michael, pensa que houve uma influência direta da morte se sua mãe sobre Paul. "Foi logo após a morte da mamãe que começou sua obsessão por guitarras. Tomou toda a sua vida. A gente perde a mãe e encontra uma guitarra? Não sei. Talvez tenha vindo naquela época e se tornou uma fuga." Na capa do primeiro álbum solo de Mike "Woman", a jovem senhora que aparece é Mary.
Fonte: "Many Years From Now - Barry Miles".

Um dia, quando Paul brincava no jardim de casa, sua mãe descobriu algumas manchas de cinza em seu rosto e disse que tinham que se mudar. Jim conseguiu obter uma casa no Knowlsely State, em Wallasey.
O trabalho de Jim em Napiers terminou antes do fim da guerra e ele foi transferido para um emprego na Liverpool Corporation Cleansing Department, como inspetor temporário, e lhe cabia verificar se os lixeiros estavm trabalhando direito. Recebia pouco dinheiro, ao passo que sua esposa voltara ao emprego de health visitor, até o nascimento de seu segundo filho, Michael, em 1943.

QUEM CONHECE MIKE McGEAR E O SCAFFOLD?

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“Mike McGear” foi o nome artístico que o jovem Peter Michael, 2º filho do casal Jim e Mary, escolheu para tentar o estrelato longe da fama do irmão mais velho, um certo James Paul.
Peter Michael McCartney, nasceu em 7 de janeiro de 1944. É dois anos mais novo que seu único irmão, Paul, e os dois sempre foram muito unidos desde crianças. A juventude dos meninos McCartney, foi marcada pela trágica morte da mãe, Mary, de câncer, quando os dois ainda eram moleques, com 14 e 12 anos, respectivamente, e pelo empenho que Jim criou os garotos sozinho, dando-lhes boa educação e ensinando-os a tornarem-se homens de caráter. A pedrada do Rock And Roll, não acertou Michael logo na cabeça, como aconteceu com o irmão. Michael, praticamente ainda usava calças curtas quando Paul começou a andar com John Lennon. E sempre mostrou-se grande admirador da carreira do irmão e também, um grande incentivador e fã daquilo que viria a ser The Beatles. Foi dele, o papel determinante para que Jim autorizasse que Paul partisse para Hamburgo com os outros Beatles.
Durante aqueles anos, Michael McCartney nunca demonstrou real interesse pela música, ou pelo rock and roll, ou pelas centenas de bandas que reverenciavam o mais novo som do Merseybeat. Preferia outras formas de expressão da arte, como a fotografia, que exercia desde muito jovem, e é sua, uma foto dessa época, em que o jovem Paul aparece, tocando sua violinha no quintal de Fortlyn Road, e que foi usada no álbum “Chaos And Creation In The Backyard” e em centenas de outras fotos dos Beatles dessa época. Afinal, Michael tinha acesso livre e não desperdiçava estas oportunidades. De alguma forma, ele sabia o que estava fazendo, e quem estava fotografando.
Porém, quando presenciou bem de perto a chegada do fenômeno que os Beatles se tornaram e toda a explosão da Beatlemania, começou a pensar: “Deu certo com Paul! Também pode acontecer comigo”. Os Beatles já dominavam todos os primeiros lugares da Inglaterra, e o sobrenome “McCartney” já se tornara uma lenda. A primeira pessoa com Michael aconselhou-se foi Jim, o pai, que o “desnencorajou” e o mandou “pedir” para Paul. Paul, sempre, desde o início foi perfeccionista e percebia “quem era”, “quem não era” e quem “poderia ser”. Michael McCartney, ou “Mike McGear”, não era! Mas sempre de forma afetuosa ao irmão, nunca lhe disse diretamente que aquele não era seu negócio. “A pessoa nasce com isso! Ou não. Ele tem vários talentos que aparecerão na hora certa”. Disse, em diversas entrevistas e ocasiões referindo-se ao irmão caçula. Ainda assim, Michael tornou-se membro de um grupo de Liverpool, que fazia de tudo: “The Scaffold” ao lado de Roger McGough e John Gorman, faziam comédia, poesia e até música. Pela proximidade dos Beatles, logo conseguiram um contrato com a Parlophone. Até o final dos anos 1960, lançaram vários álbuns, alguns sem sucesso algum. Outros que trouxeram alguma coisa, como seus melhores momentos: o álbum “Thank You Very Much”, de 1967 e “Lily The Pink”, que, para muitos, eram faixas “apenas ridículas” ou “absolutamente descartáveis”. Aí está, “Lily The Pink - The Scaffold”, para quem quiser conferir:
Nos anos que se seguiram, a carreira musical de Mike McGear, tornou-se bem instável. Gravou alguns álbuns como “McGear”, uns produzidos por Paul, outro não. Este aqui, que a gente baixa agora aqui direto do baú, foi produzido por Paul e os Wings tocam em todas as faixas. É considerado por muitos quase como um disco dos Wings. É bem bacana! Vale à pena!

DOWNLOAD:
Hoje, Michael McCartney, ou Mike McCartney, aos 68 anos, é um respeitável senhor de cabelos grisalhos que se lembra bem de tudo que viu acontecer praticamente na sala de sua casa: dois caras se transformarem no maior fenômeno de todos os tempos. Michael pode caminhar livremente pelas ruas de sua cidade natal sem ninguém imaginar que ali está o irmão de uma das figuras mais famosas do planeta. Um certo James Paul. Não importa. Os McCartneys são do bem!
Visite o site de Mike, ou Michael, ou McGear: http://www.mikemccartney.co.uk/

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ - PAUL McCARTNEY

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Depois de algum tempo, está de volta nossa coluna "Tesouros do Fundo Do Baú", desta vez, com uma matéria sobre Paul McCartney publicada na saudosa revista Som Três de maio de 1980. Espero que gostem. Abração! Não deixem de conferir as outras matérias dessa coluna no link: http://arquivosdoobaudoedu.blogspot.com/


UM RICO SENHOR QUE NÃO QUER AS DORES DO MUNDO
Paul McCartney corteja a meia-idade com solene desprezo pelas grandes responsabilidades

Por RAY COLEMAK - Fotos: KEYSTONE
A cuidadosa dieta vegetariana não conseguiu deter o crescimento e a flacidez da barriga. É ainda pequena, mas progride a pouca quantidade de inconvenientes cabelos brancos e melancólicas rugas. Afinal, não há milhões de discos vendidos, fama lendária ou condecoração da Rainha Elizabeth que impeça um homem de envelhecer, mesmo que ele se chame Paul McCartney.
Com 37 anos e quatro filhos (uma adotiva), Paul não é mais o sonhador adolescente que secretamente idealizava formar com John Lennon uma dupla de composição tão famosa e importante quanto Rodgers e Hammerstein. Finda a deificação beatlemaniaca, estabelecido o nome e a reputação de seu novo grupo, Wings, McCartney tornou-se, antes de ídolo juvenil e ex-mito, o que, por justiça, é mérito apreciável, um astuto homem de negócios, dono da maior editora independente de música e responsável pela maior operação de transferência de copyrights de que se tem noticia. Provavelmente foi sua a mais polpuda declaração de renda de pessoa física na Inglaterra, cerca de 52 milhões de dólares. Além do catálogo dos Beatles, ele detém os direitos autorais do falecido Buddy Holly (que transfere diretamente à viúva) e reparte os lucros de clássicos como Stormy Weather, Autumn Leaves e Grease.
Além disso, de todos os ex-Beatles - adjetivo do qual jamais se livrarão - ele é o único a manter-se plenamente ativo, prolífico e bem-sucedido. Enquanto George Harrison refulge ocasionalmente com pouca intensidade e Ringo Starr apega-se com unhas e dentes a uma pobre carreira cinematográfica, John Lennon sequer se permite voltar ao trabalho, buscando a vida em família que jamais teve. No entanto, McCartney disputa vendagens e lotações com o mesmo vigor de sempre - seu mais recente álbum, Coming Up, e o compacto de mesmo titulo são sucesso em todo o mundo - e consegue ainda chegar com facilidade às primeiras páginas com mais frequência e destaque do que os próprios e incessantes rumores de reunião dos Beatles.
Recentemente, em janeiro, Paul apareceu nas manchetes, detido no aeroporto de Tóquio com 220 gramas de maconha. Não foi a primeira vez que teve problemas com a polícia por posse de drogas (antes, casos semelhantes ocorreram na Inglaterra e na Austrália). Mas dessa vez tratava-se da família McCartney chegando com os Wings ao Japão para apresentações esperadas desde o tempo dos Beatles. E agora ele estava com 37 anos e quatro filhos a tiracolo. "Tínhamos voado de Nova Iorque para Tóquio", disse ele meses após sua prisão, "e eu podia escolher entre jogar tudo fora e ser tolo o bastante para pôr a erva em minha mala. Mas, por alguma razão, não imaginei que não seria assim tão fácil levá-la para dentro do Japão. Culturas diferentes. Na hora que descobriram tudo, no aeroporto, imediatamente pensei: burro, pateta! Embora eu achasse que não estava cometendo crime algum, esquecera que aquilo poderia significar até sete anos de trabalhos forçados." Quando foi notificado da sentença máxima, ele conta que a primeira reação foi "começar a suar, por dias a fio. Na primeira noite, não dormi, na segunda tive uma tremenda dor de cabeça. O corpo da gente passa a refletir e dominar todas essas reações. Mas, de certa forma, foi bom porque reduzi o cigarro e fiz bastante exercício. Aliás, era a única coisa que poderia fazer, pois não tinha papel, lápis, nem instrumento". No fundo, o incidente serviu para lembrá-lo do próprio Palácio de Buckingham. "Nada disso teria tanta repercussão se eu não fosse uma figura pública. Quando a gente começa a sentir-se responsável, vira o próprio establishment. Na época em que tornei-me MBE (Membro da Ordem do Império Britânico) poderia ter-me transformado numa figura extremamente caridosa e fazer coisas como visitar o Duque de Edimburgo e participar de campanhas de segurança nas estradas. Mas sou apenas eu mesmo e estou tentando cuidar de minha vida. Se me envolvo em pregações que não me interessam particularmente e sinto-me responsável por isso ou aqui­lo, então não posso ser eu mesmo. Jamais gostei de autoridade. Cada um faz seu julgamento. Não quero ser ou sentir-me responsável. Afinal, entrei nisso tudo por causa da música e não para ser uma figura pública." Os outros Beatles não parecem partilhar a mesma opinião em relação a McCartney. Para os três, Paul era o que mais cortejava a fama e por ela tudo faria, nem que isso significasse adaptar-se constantemente para tirar todo o proveito possível de novas tendências musicais. Até hoje ele tem fama de ditador, o que fica evidente em seu novo LP, no qual compôs e executou todas as faixas sozinho. Mas, para ele, a intransigência não era exclusividade sua. "Os Beatles tiveram chances de ser totalmente irresponsáveis e pequenos Hitlers" - é a sua versão - "Mas veja bem o que pregávamos" - continua, recuperando a candura" - paz e amor. Nunca foi o oposto. Sempre tentávamos dizer o que considerávamos certo. Quando perguntavam nossas opiniões sobre, digamos, maconha, seria muito fácil mentir. Mas isso seria hipocrisia, se tínhamos chegado até ali tendo como base nossas próprias idéias. Se eu tivesse pensado cientificamente a respeito do que gostaria de fazer na vida, talvez jamais tivesse chegado à música. Talvez achasse que seria melhor virar professor".
No entanto, Paul terminou por firmar-se exclusivamente na música. Em vez de empregar seu dinheiro em terras ou na indústria, preferiu investí-lo na compra de copyrights e cuidou da continuação de sua carreira quando os Beatles se separaram, em 1970. "O Wings formou-se apenas porque na época eu me preocupava se seria apenas uma ex-lenda. Perguntei a George e a Ringo sobre seus planos, se achavam que deveríamos voltar a trabalhar juntos e eles disseram que, sim, talvez, mas era preciso dar mais tempo a John. E o tempo foi passando e nada acontecia. Então decidi que não iria ficar sentado, lamentando não poder fazer nada."
Esperava-o a dura tarefa de manter-se imune à destruição de um império que muito contribuíra para construir, um fato confirmado até hoje quando uma compilação de gravações suigeneris do grupo - como I Wanna Hold Your Hand em alemão - chega a postos altos nas paradas inglesas e americanas e reativa toda a fervilhante cadeia de fã-clubes ainda existentes e fiéis em todo o planeta. Para Paul, como para George, tudo deveu-se a uma felicíssima combinação de elementos isolados: "Éramos bons músicos, a época era certa e a gravadora nos ajudou bastante. O resto era pura loucura e diversão."
Talvez ainda seja difícil para Paul - e para os outros três ex-Beatles - levantar-se todos os dias, olhar-se no espelho e deixar de lembrar-se de quem foi há pouco menos de 10 anos. É virtualmente impossível viver dia após dia lutando contra a memória, mas mesmo assim Paul tenta fingir que os Beatles são tão irreais e ancestrais que sequer pertenceram à sua geração. Ele sequer tem a coleção completa dos discos do grupo e, por vezes, passa longos períodos sem ouvir suas gravações daquele tempo: "Só ouço quando ligo o rádio" explica. E, frequentemente, é obrigado a discorrer, pela enésima vez, sobre sua conhecida e bem fundamentada tese: "Por que os Beatles Jamais Voltarão".
Os rumores de um possível concerto dos Beatles surgiram justamente quando morreram os últimos acordes da derradeira apresentação do grupo em 1966, em São Francisco. Desde então, empresários vêm tentando persuadir os quatro a concordar com uma única milionária reunião. E por mais que se estendam sobre as feridas do mundo que poderiam ser curadas com esse show, por mais que evoquem o Cambodja e os boat-people, os Beatles não voltam. Por razões simples, diretas e incontestáveis. Em primeiro lugar porque seria preciso meses de ensaio para que os quatro recuperassem parte da afinidade, da intimidade, da coesão de anos passados; em segundo, porque não querem desafiar o destino e arriscar uma reputação estabelecida numa época diferente. Além disso, não lhes atrai a idéia de serem vendidos como peças de museu; em terceiro, porque, com a exceção de McCartney, os outros ex-Beatles perderam todo o apetite que tinham por apresentações ao vivo.
E é justamente por isso que, cada vez mais, que McCartney distancia-se do mito Beatles e, quando se refere ao grupo, fala dele com seguro afastamento. Mas com ternura: "Queríamos fazer muitas, muitas coisas mesmo, e éramos sedentos de tudo. Era quase uma questão de cuidado que o seu sonho pode tornar-se realidade. Nosso sonho era chegar ao topo e conseguir mais do que qualquer pessoa tivesse conseguido antes. E acredite, conseguimos".
"Antes dos Beatles dizíamos que, quando tivéssemos sucesso, o ganho serviria para nos libertar, para permitir que estabelecêssemos nosso próprio modo de vida sem que ninguém interferisse. E acho que foi isso que John conseguiu, ser um pai de família, cuidar do filho e da mulher, sem se perturbar com o que possam esperar dele. Eu não. Sempre acho que preciso ir em frente, que preciso continuar".

THE BEATLES - YOU'RE GOING TO LOSE THAT GIRL - HD

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

RINGO VOLTA AO KAISEKELLER - BACANA!

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FOTO DO DIA: JOHN LENNON

Um comentário:
Para quem não sabe, essa foi a foto original feita por Ethan Russel e utilizada na contacapa de "Let It Be". Link para a postagem sobre o fotógrafo: http://obaudoedu.blogspot.com/2011/02/fotografo-dos-beatles-dos-stones-e-who.html

JOHN LENNON - WATCHING THE WHEELS

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Como não coloqueI o vídeo dessa música - que para mim - é a melhor do ábum, no dia do aniversário dele, estava economizando para o 8 de dezembro. Como minha ansiedade nunca deixa... Aí está (ão) Mr. John LENNON e o filinho dele que cresceu e se tornou apenas um "pau-mandado" do dragão! Mr. John Lennon!

PAUL McCARTNEY & DAVE STEWART - WHOLE LIFE

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Por VALDIR JUNIOR
A musica foi composta em 1995 em parceria com Dave Stewart para o projeto beneficente “46664" de Nelson Mandela em beneficio às vítimas da AIDS na África. “46664" era o número de Mandela durante os 18 anos que esteve na prisão de Robben Island. Gravada inicialmente no estúdio de Paul “The Mill" em East Sussex , Inglaterra em 19/05/1995 e também no estúdio de Dave Stewart “The Church" para overdubs em meados de novembro de 1995 e finalizada oito anos depois pelos dois em Abbey Road com supervisão e assistência de Sir George Martin e também com participação da banda de Paul (Rusty Anderson, Abe Laboriel Jr, Brian Ray e Paul “Wix’Wickens). A faixa foi lançada em novembro de 2003 para download no site http://www.46664.com/ e depois também em um EP no iTunes com outras 3 faixas de outros artistas. Segundo relatos de Brian Ray, essa canção foi também trabalhada durante as sessões de gravação do álbum “Memory Almost Full".

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

PAUL McCARTNEY & DAVE STEWART - WHOLE LIFE

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Isso é um dos maiores rockandrols que já ouvi. E esse áudio desse "vídeo" está do jeito que gosto, bem altão! - embora não haja o vídeo propriamente. Apenas uma foto estática. Para quem encarar a difícil tarefa de fazer um post bem legal sobre essa preciosiade (bem rara!) de Paul, ganha um presente especial do Baú. Preferência para os enrriquecidos com fotos e vídeos. Ok? Abração!

COMENTÁRIO A RESPEITO DE JOHN - BELCHIOR

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Hoje é aniversário do grande Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, conhecido simplesmente como Belchior. Ele está completando 65 anos - nasceu em Sobral, Ceará, no dia 26 de outubro de 1946. Belchior foi um dos primeiros cantores de MPB do nordeste a fazer sucesso nacional, em meados da década de 1970. Um dos grandes momentos de sua carreira foi a canção "Comentário a Respeito de John" em homenagem ao nosso grande John Lennon, e que a gente confere agora. Parabéns, Belchior! Valeu, Ceará!

THE BEATLES - MEMBROS DA ORDEM DO IMPÉRIO BRITÂNICO

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Os Beatles chegaram ao Palácio de Buckingham no RolIs Royce de John a tempo para a cerimônia, que se iniciaria às 11 h, na sala do trono. Eles vestiam terno e gravata escuros e perfilaram-se, enquanto a rainha colocava as comendas na estreita lapela de seus paletós. "Há quanto tempo estão juntos?", perguntou a rainha. "Ah, há muitos anos", respondeu Paul. "Há 40 anos", replicou Ringo e todos riram. "Foi você que começou o grupo?", perguntou a rainha para Ringo, e ele lhe disse que os outros haviam começado, "Eu sou o caçula".
A rainha usava um vestido de delicada nuança dourada e o salão estava decorado em tons de creme e ouro, seis grandes lustres pendiam do teto e havia um órgão em um dos cantos. A banda da Guarda Real discretamente tocou trechos de "Humoresque" e "Bitter Sweet", o que Paul mais tarde descreveria como "agradável entretenimento". Lorde Cobbold, camareiro-mor do Palácio de Buckingham, chamou os Beatles. Eles deram um passo à frente e fizeram uma reverência. A rainha cumprimentou-os, conversou com cada um deles e entregou-lhes a comenda. Eles, então, voltaram para seus lugares e fizeram outra reverência. Paul descreveu a rainha como "Adorável Maravilhosa! Ela foi muito atenciosa, parecia uma mãe".
Durante a cerimônia, 189 pessoas foram homenageadas, seis delas como "Cavaleiros do Império Britânico". A comenda recebida pelos Beatles por serviços prestados ao país é a de menor importância entre as cinco classes da ordem de cavalaria - "A Excelente Ordem do Império Britânico". Entre os 126 títulos nobiliárquicos britânicos, o recebido pelos Beatles está classificado em 120º lugar, e é o que tem o maior número de agraciados.
Fora do palácio, 4 mil fãs enlouquecidos se descabelavam e gritavam "Yeah, Yeah, Yeah", e acabaram entrando em confronto com a polícia, que conseguiu afastá-los, mas não pôde impedi-los de subir nos postes e portões ao redor de Buckingham. Após a cerimônia, houve uma coletiva de imprensa no bar do Saville Theatre, durante a qual os Beatles falaram sobre a comenda e os protestos que se seguiram à sua indicação.



No dia 25 de novembro de 1969, John Lennon devolveu ao Palácio de Buckingham, a comenda que recebeu anos antes junto com os outros Beatles. Em janeiro de 2009, a insígnia foi encontrada junto com a carta que ele escreveu para justificar sua posição: "Sua majestade, estou devolvendo minha MBE em protesto contra o envolvimento da Grã-Bretanha no lance Nigéria-Biafra, contra nosso apoio à guerra do Vietnã e contra a queda nas paradas de 'Cold Turkey'. Com amor, John Lennon". O próprio Lennon e seu motorista Les Anthony foram ao palácio fazer a entrega. Por mais de 40 anos, a insígnia ficou guardada num armário do Palácio de St. James, onde fica a Chancelaria Central das Ordens de Cavaleiros. Um informante do palácio disse ao jornal "The Times" que o destino da insígnia deverá ser determinado pela viúva do ex-Beatle Yoko Ono. Se ela reiterar a recusa do marido, a condecoração poderá ir para um museu.

THE BEATLES EM ALEMÃO. ES IST WEICH? (É MOLE?)

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1964. Os Beatles e toda sua equipe estavam na França. Logo depois, partiriam para a excursão pela Alemanha. A gravadora Electrola Gesellschaft, a EMI alemã, insistiu que eles não venderiam nada naquele país, a não ser que cantassem em alemão. Os rapazes acharam isso uma grande tolice, assim como George Martin, que só concordou com a proposta para não dar à Electrola nenhum motivo para não se empenhar para vender os compactos da banda. Martin conseguiu convencer os Beatles a regravarem "She Loves You" e "I Want To Hold Your Hand" em alemão. A gravadora alemã contratou uma pessoa para traduzir as letras e estar presente durante as gravações, de forma que a pronúncia dos rapazes não soasse tão artificial. Em 27 de janeiro de 1964, George Martin compareceu ao estúdio no horário marcado para a gravação, mas os Beatles não. Após uma hora de espera - o que não era incomum -, telefonou para o George V Hotel e Neil Aspinall disse que eles haviam pedido para avisá-lo que não iriam à gravação, "Estou indo até aí para dizer-lhes exatamente o que acho disso", respondeu o produtor, furioso. Pouco depois, invadiu a sala de estar da suíte dos Beatles e se deparou com uma cena saída diretamente de Alice no País das Maravilhas: "John, Paul, George, Ringo, Neil Aspinall e Mal Evans, estavam sentados ao redor de uma grande mesa, e Jane Asher, como Alice, com seus longos cabelos dourados, servia-lhes chá. Logo que entrei, todos eles desapareceram, correndo em todas as direções, escondendo-se atrás dos sofás, das almofadas, do piano... 'Seus desgraçados!', esbravejei, 'pouco me importa se vocês vão ou não gravar o disco, o que, realmente importa é a sua grosseria!'", disse George Martin. Os Beatles, com o “rabo entre as pernas” foram para o estúdio. Assim, “I Want To Hold Your Hand” virou "Komm, Gib Mir Deine Hand", e “She Loves You”, virou "Sie Liebt Dich", que a gente confere agora. Fonte: “ O Diário dos Beatles – Barry Miles”.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

COMO SURGIU O “CORTE DE CABELO BEATLE”?

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OU, COMO UM SIMPLES PENTEADO PODE FAZER TANTA DIFERENÇA?
John: '"Paris sempre foi um modelo de romantismo para os ingleses, não é? Apaixonei-me mais por Paris do que por Hamburgo. Foi onde passei meu aniversário de 21 anos, com Paul em 1961..." Em Paris, Paul e John visitaram Júrgen Vollmer, um amigo dos clubes de Reeperbahn, em Hamburgo, que havia se mudado para a Cidade-Luz, para estudar fotografia. Ele usava o cabelo penteado para a frente, moda entre os jovens franceses, estilo que lhe fora apresentado por Astrid Kirchherr que cortara o cabelo de Stuart Sutcliffe desse modo quando estavam todos em Hamburgo.
John e Paul resolveram copiar Jurgen e pediram a ele que lhes fizesse o mesmo corte. Jurgen Vollmer: "E, assim, eles ganharam seu primeiro “corte beatle” em meu quarto de hotel, na margem esquerda do Sena". Paul: "Jurgen estava em Paris durante nossa viagem e lhe pedimos, “Por favor, corte nossos cabelo como o seu. E foi o que ele fez, mas o nosso ficou diferente do dele, o corte dele não era um autêntico 'Beatle', mas o nosso se encaixou perfeitamente no estilo da banda. Nós, na realidade, não o inventamos, apesar de todos pensarem que sim. Não nos cansávamos de repetir, 'Ei, esse estilo é usado por milhões de pessoas nas escolas de arte. Somos apenas sua vitrine”.
Astrid vira o penteado em um filme de Jean Cocteau de 1959, “O Testamento de Orfeu”, no qual Jean Marais, o ator favorito do diretor, penteou seu cabelo para a frente, para representar Édipo. Esta é a verdadeira origem do famoso corte Beatle. Tia Mimi contou ao Liverpool Echo que se lembrava de quando John fora a Paris, "vender seus quadros" e disse que algum francês deve ter um Lennon original em sua parede, sem ter a menor ideia disso. “Quando apareceu novamente, estava com aquele cabelo horroroso!”.

PAUL McCARTNEY - HOT HITS - COLD CUTS - IMPERDÍVEL!

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A primeira vez que se ouviu falar em um álbum chamado "Hot Hits - Cold Cuts" foi em 1978 quando Paul McCartney estava preparando uma compilação da carreira dos Wings. Orginalmente, o projeto estava planejado para ser um álbum duplo, com o segundo LP reservado para outtakes e faixas gravadas ao vivo. No entanto, com o passar do tempo e a aproximação do fim de ano, a gravadora estava pressionando e " Wings Greatest" foi lançado como álbum simples e todas as outras faixas ficaram de fora. "Hot Hits - Cold Cuts" nunca chegou a ser lançado oficialmente e essas músicas apareceram somente em discos piratas como esse que está aqui para download. Todas as faixas estão com boa qualidade e o disco tornou-se ítem de colecionador. Vale muito à pena! Imperdível!

THE BEATLES - MAGICAL MYSTERY TOUR

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

JOHN LENNON - SLIPPIN' AND SLIDDIN' - SENSACIONAL!

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Roubando o jargão do amigo JC, "É NO GOGÓ, GUGU"! Abração a todos!

HE WAS FAB - A LOVING TRIBUTE TO GEORGE HARRISON

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Milla Magalhães disse: "Caro Edu: vi que já saiu uma postagem com um super-discão cheio de bandas novas prestando um tributo ao George Harrison. Porém, o link para download já estava quebrado. Será que daria para postar novamente?"
Edu disse: "Dá sim, Milla. A postagem que você fala foi em 12 de setembro de 2010, mas só que o link não está quebrado não. 138 pessoas fizeram esse download, eu também para testar. Ainda está bom. De qualquer forma, aí está novamente. Abração".
Uma das boas surpresas que tive nos últimos dias foi o álbum "HE WAS FAB - A Loving Tribute to George Harrison" que baixei direto do Blog do Pimentel (http://jbpimentel.blogspot.com/) - o maior site de covers dos Beatles do universo! Destaque especial para o clássico While My Guitar Gently Weeps com THE DROWNERS. Uma bomba! Vale à pena! Para fazer o download do discão, clique no link:
http://www.4shared.com/file/gTSjnQ1D/He_Was_Fab_A_Loving_Tribute_To.html

Músicas :
01 - The Drowners - While My Guitar Gently Weeps
02 - Chris Richards - You Like Me Too Much
03 - Lisa - Mychols - You
04 - Ed James - If I Needed Someone
05 - Jamie Hoover - Only A Northern Song
06 - The Lolas - I Need You
07 - The Brambles - What Is Life
08 - Glow Friends - My Sweet Lord
09 - Phil Angotti - Here Comes The Sun
10 - Eytan Mirsky - Don't Bother Me
11 - Wendy LP - When We Was Fab
12 - Champale - I'd Have You Anytime
13 - Jeremy - It's All Too Much
14 - Jason Byrd - Something
15 - Blue Cartoon - I Want To Tell You
16 - The Marlowes - Old Brown Shoe
17 - John Brodor - Art Of Dying
18 - Sparkle Jets UK - Devil's Radio
19 - Twenty Cent Crush - Taxman
A gente relembra agora um vídeo feito pela amiga Danielle Starkey, com The Drowners e, aquela, que é para mim, a melhor cover do disco, em homenagem a todos os guitarristas finalizando com o grande George e que foi publicado no dia do aniversário dele.
WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS - THE DROWNERS
by Danielle Starkey

BILL WYMAN - WILLIE AND THE POOR BOYS - SENSACIONAL

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William George Perks nasceu em Londres, em 24 de outubro de 1936. Conhecido mundialmente pelo nome artístico de Bill Wyman, ele se tornou famoso por ter sido baixista dos Rolling Stones, desde sua fundação em 1962 até 1991. Bill começou a ter aulas de piano aos 10 anos e aprendeu a tocar baixo sozinho. Apesar de sua reputação de ser o mais calmo dos Stones, esteve envolvido em uma polêmica nos anos 80 quando começou a sair com uma modelo adolescente, Mandy Smith, que tinha 13 anos quando o conheceu. Os dois se casariam em 1989 e se divorciariam em 1991. Bill Wyman em seu trabalho com os Stones, tanto em estúdio quanto ao vivo, raramente tinha a oportunidade de cantar. Uma exceção notável foi a música "In Another Land", do álbum Their Satanic Majesties Request. Curiosamente, ele mantém uma amizade sólida com o primeiro integrante dos Stones a deixar voluntariamente a banda, o guitarrista Mick Taylor, e continua a trabalhar com ele em projetos solo. Ele também tem se apresentado com a banda Rhythm Kings, além de ser o autor dos livros Stone Alone e Rolling with the Stones. Hoje, dia que esse grande baixista completa 74 anos, a homenagem do Baú do Edu, é com um dos melhores momentos de sua carreira: o excelente álbum "Willie And The Poor Boys", de 1985, onde estão reunidos, alguns dos maiores nomes da história do rock em todos os tempos. Espero que gostem do tanto que eu gostei quando comprei esse disco tantos há tantos anos. Um dos melhores discos de Rock And Roll que já ouvi. Parabéns Bill, você merece!

Em 1983, se tornou perceptível que algo não estava bem na maior banda de rock’n’roll do mundo. Os Rolling Stones lançaram Undercover, um de seus álbuns menos inspirados em toda sua longeva existência, e a relação entre Mick Jagger e Keith Richards passou a apresentar evidentes sinais de desgaste que prenunciavam que a separação das pedras rolantes estava próxima de se tornar realidade.
Neste mesmo ano, a nata do rock inglês se reuniria para um concerto beneficente histórico para angariar fundos para o combate da esclerose múltipla, doença hereditária e degenerativa que acometera Ronnie Lane, baixista dos Small Faces e depois dos Faces.No dia 20 de setembro se reuniram no Royal Albert Hal, em Londres, a cozinha dos Rolling Stones, Bill Wyman e Charlie Watts; os guitarristas Eric Clapton, Jeff Beck, Jimmy Page e Andy Fairweather Low; o ex-Traffic Steve Winwood; Chris Stainton; Kenney Jones e Ray Cooper. Também participaram do projeto os vocalistas Paul Rodgers e Joe Cocker.
Bill Wyman, pressentindo que o encerramento das atividades de sua banda era iminente, sugeriu que o pessoal se reunisse para gravar algumas músicas em estúdio, com o intuito de formar uma nova banda. Nas primeiras sessões de gravação, Bill Wyman teve ao seu lado os stones Ron Wood e Charlie Watts; Jimmy Page; Andy Fairweather Low (ex-Amen Corner e que hoje toca nas bandas de Eric Clapton e do ex-Pink Floyd Roger Waters); Mel Collins (saxofonista que acompanhou os Dire Straits e mais um monte de gente) e os bateristas Kenney Jones (ex-Small Faces, Faces e The Who) e Ringo Starr. Bill batizou a banda com o nome Willie and the Poor Boys, mesmo nome de um álbum lançado em 1969 pela banda Creedence Clearwater Revival.
O ano seguinte foi dedicado a ensaios, com Bill e uma infinidade de amigos se alternando na formação da banda. No repertório, clássicos dos primórdios do rock’n’roll, country, blues, rockabilly e soul. Alguns participantes foram se afastando da banda por terem compromissos com as suas próprias carreiras, como Jimmy Page, que se desligou do projeto ao formar ao lado de Paul Rodgers o supergrupo The Firm.
Em 1985, Willie and the Poor Boys tinha em sua formação Bill Wyman (Baixo e vocal); Charlie Watts (bateria); o tecladista da banda de Van Morrison, Geraint Watkins (piano e vocal); e Andy Fairweather Low e Mickey Gee (guitarras e vocais), quando entraram em estúdio para gravar o que viria a ser o seu primeiro álbum. Entrementes, o lançamento de She’s the Boss, primeiro álbum solo de Mick Jagger, reforçava as especulações de que estava tudo definitivamente acabado para os Rolling Stones.
O disco de estreia de Willie and the Poor Boys trouxe a banda e vários convidados fazendo vigorosas releituras para standards do rock’n’roll, começando pela clássica “Baby Please Don’t Go” (Big Joe Williams), aquela mesma que Them, AC/DC, Aerosmith e tantos outros já regravaram, com o roqueiro Chris Rea como convidado no vocal. Os líderes do recém-formado The Firm, Jimmy Page (guitarra) e Paul Rodgers (vocal) abrilhantam as boas covers “These Arms of Mine” (Otis Redding) e “Slippin’ and Slidin’” (Little Richard), acompanhados ainda por Henry Spinetti, baterista de Eric Clapton na época. O ponto alto do lado A do LP é “You Never Can Tell”, uma das mais belas canções de Chuck Berry – que anos mais tarde voltou às paradas ao ser trilha da antológica dança de John Travolta e Uma Thurman no filme Pulp Fiction de Quentin Tarantino – com Bill nos vocais e o baterista do Rockpile Terry Williams e o percursionista Ray Cooper como convidados.
No lado B, mais petardos como “Saturday Night”, “Let’s Talk It Over”, “All Night Long”, “Chicken Shack Boogie” e “Sugar Bee” (com Kenney Jones na bateria). O álbum encerra com “Poor Boy Boogie”, uma parceria de Bill Wyman e Andy Fairweather Low que parece ter sido composta nos anos cinquenta, com destaque para o alucinante piano boogie woogie. O álbum ainda contou com um vibrante naipe de sopros, formado por Steve Gregory e Willie Garnett. O término da audição do disco deixa no ouvinte uma sensação de “quero mais”, de que a festa estava muito boa para já acabar. Basicamente, não há nada de novo nos sulcos do vinil, apenas releituras de conhecidos rocks antigos, mas interpretados de tal maneira que emociona qualquer apreciador do gênero.
Ainda no mesmo ano é lançado um vídeo de uma curta performance de Willie and the Poor Boys, filmada no Fulham Town Hall em Londres. O vídeo tem duração de apenas trinta minutos e apresenta nove das doze músicas que compõem o álbum, com dançarinos trajando jaquetas de couro e garotas com vestidos dos anos cinquenta, como se o cenário fosse mesmo um clube da era de ouro do rock’n’roll. A banda está novamente acompanhada de convidados mais que especiais. No palco estão três Stones, pois além de Bill e Charlie, o guitarrista Ron Wood está entre os convidados (tocando saxofone!). Também estão presentes Jimmy Page, Mel Collins, Kenney Jones, John Entwistle (The Who), Gary Brooker (Procol Harum), Chris Rea e o saxofonista Raf Ravenscroft. Em uma rápida cena cômica, o baterista Ringo Starr é o zelador do clube que varre o chão do salão após o show. A renda angariada pelo vídeo também foi revertida para a fundação de combate a esclerose múltipla.
A banda pretendia continuar sua carreira interpretando velhos rocks, mas surpreendentemente em 1986 Jagger e Richards assinaram uma trégua temporária e os Rolling Stones voltaram a ativa para gravar o álbum Dirty Work, encerrando assim a curta vida de Willie and the Poor Boys.Bill Wyman saiu dos Rolling Stones em 1993 e no ano seguinte, ao lado de Andy Fairweather Low, reformulou os Willie and the Poor Boys, desta vez com Graham Broad (bateria), Gary Brooker (piano e vocal), James Thomas Henderson (harmônica e vocal), Olle Niklasson (saxofone) e Terry Taylor (guitarra e vocal). Essa formação gravou o álbum ao vivo Tear It Up, que trouxe novas releituras para “High School Confidential” (Jerry Lee Lewis), “What’d I Say” (Ray Charles), “Mystery Train” (Elvis Presley) e “Land of a Thousand Dances” (Wilson Pickett), além de músicas incluidas no único disco da banda. Mesmo com esse bom retorno, os Willie and the Poor Boys não continuaram na ativa. Bill Wyman fundou o Rhythm Kings, onde interpreta blues e rhythm’n’blues em clubes pela Inglaterra. O grupo não faz excursões porque Bill quando saiu dos Rolling Stones jurou que nunca mais entraria em um avião. Bill Wyman também é proprietário do restaurante Sticky Fingers – nome de um álbum dos Rolling Stones – em Londres.
WILLIE AND THE POOR BOYS - DOWNLOAD:

RINGO STARR - FANTÁSTICO 23/10/11

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domingo, 23 de outubro de 2011

YEAH, YEAH, YEAH! ESTAMOS NO 2º TURNO!!!

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THE BEATLES - TWO OF US

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"Two of Us" é uma canção de 1969, gravada por The Beatles, escrita por Paul McCartney, e creditada à dupla Lennon & McCartney. A canção foi originalmente intitulada "On Our Way Home". Executada no documentário por Paul e John com violões acústicos, “Two Of Us” soa como uma música da adolescência dos dois em Liverpool. Mas “nós dois” não eram Paul e John, e sim, Paul e Linda. Embora a letra, por exemplo: "você e eu temos memórias / mais do que a estrada que se estende em frente" ou "você e eu perseguindo papéis / chegando a lugar nenhum") soava para autor Ian MacDonald como se fosse realmente sobre a amizade dos dois que estava no fim. Mas Paul, afirmou que, definitivamente a canção era sobre ele e Linda. Para ele (Paul), uma das coisas mais atraentes em sua nova namorada era o olhar despretencioso e tranqüilo que ela tinha em relação a tudo. Em uma vida restringida por horários e obrigações contratuais, ele se deliciava em estar com alguém que parecia totalmente despreocupada. Alguém com quem podia esquecer que era um Beatle. Fonte: The Beatles – A história por trás de todas as canções – Steve Turner.

JEFF BECK - A DAY IN THE LIFE - SENSACIONAL

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O DESABAFO DE JULIAN LENNON: "FUI DESPREZADO"

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Quando Paul McCartney recebeu seus amigos nessa segunda festa de casamento em Nova York, não imaginava que essa seria a gota que transbordaria em mais um desabafo amargurado de Julian Lennon, filho de John Lennon e Cynthia Powell. E ele veio via Facebook:
“Uau! Desprezado no casamento de Paul McCartney... desprezado no aniversário do LOVE em Las Vegas... esnobado na recepção do casamento de Macca em Nova York, desprezado no lançamento do filme do George Harrison no cinema... o que eu fiz pra ser ignorado de tal maneira? Eu não fui convidado para qualquer um desses eventos! Pensei que tínhamos um relacionamento. Está óbvio que não. Dêem-me alguma verdade ("Gimme some Truth"), talvez seja a hora de dizer a verdade! Eu e minha mãe estamos sendo erradicados da história. Como eles ousam?”. Fonte: http://www.thebeatles.com.br/

JOHN LENNON - NEW YORK CITY

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ESTADÃO FALA SOBRE FILME DE GEORGE HARRISON

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Ontem no site estadão.com.br apareceu uma grande matéria sobre o documentário Living in the Material World, de George Harrison. Confira:
 
Filme de quatro horas entra com cautela na vida de George Harrison
Quando entra em cena pela primeira vez, George Harrison não está em evidência. Encara a câmera protegido por uma parede de tulipas. Uma voz o provoca: "Vá em frente e voe, baby, apenas sinta-se livre." O tom enigmático prepara o espectador para a limitação da própria natureza da linguagem documental. Mesmo com as quase quatro horas de imagens, o ‘beatle quieto’ poderá até ficar mais próximo, mas não será plenamente compreendido.
Living in the Material World, exibido nesta semana no festival do Rio e lançado em DVD na Europa e nos EUA (ainda sem previsão de ser lançado aqui em DVD, embora já esteja na internet), traz o rigor jornalístico de Martin Scorsese para desvendar o personagem, guitarrista, membro da maior banda de rock.
Harrison, assim como Ringo, nunca desfrutou da idolatria gerada por Paul McCartney e John Lennon. Sempre foi um outsider, metido em descobertas religiosas e pouco preocupado em agradar o show biz. Ao reconstituir seus passos, o cineasta renova o fascínio por alguém que ignorou a posteridade.
"Não me importo se eu não for lembrado", disse certa vez, conforme relatou Olivia Harrison ao New York Times. Ela foi casada com o britânico entre 1978 e 2001, ano da morte dele. Olivia, também produtora do filme, foi quem procurou Scorsese para assumir a empreitada. O principal argumento para sensibilizá-lo foi uma afetuosa carta escrita por George para a mãe dele quando tinha um pouco mais de 20 anos. "Ele expressava a ideia de que sabia que a vida não se limitava à riqueza e à fama", afirmou o diretor também ao NYT.
'Living in the Material World', exibido nessa semana no festival do Rio, ainda não tem previsão para ser lançado no Brasil.
A disposição em apresentar um Harrison mais espiritual do que 'material' ajuda a descolá-lo do 'efeito Beatles'. O foco aqui está nos depoimentos de quem conviveu com o músico, gente como Paul, Yoko Ono, Terry Gilliam, Ringo, Jackie Stewart, Eric Idle e George Martin. Fazem com carinho o panorama de um George impulsivo, perfeccionista e introvertido.
O produtor Phil Spector, por exemplo, descreve o 'tormento' de gravar algumas faixas de All Things Must Pass, primeiro álbum solo de Harrison pós-Beatles, por conta da obsessão harmônica do guitarrista em suas composições. Eric Clapton fala abertamente do caso em que ele roubou a primeira esposa do amigo, Patti Boyd - a famosa história por trás do hit Layla. Paul admite em um dos trechos de sua entrevista que a relação de trabalho com o companheiro nem sempre foi das mais equilibradas. O filme, aliás, mostra uma destas discussões no estúdio. Tom Petty relembra como foi montar os Travelling Wilburys, aprender a tocar o ukelele e sobre a estranha reação de George à morte de Roy Orbison. "Não está aliviado por não ser você?", disse o beatle ao telefone.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

THE BEATLES - O SONHO DE UM GAROTO DE 14 ANOS

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Em 1976, eu era o mais "novato" Beatlemaníaco do planeta. Pelo menos, era o que eu pensava. Estava com 14 anos e muito pouco ou quase nada sabia sobre a vida e as carreiras dos meus mais novos ídolos: os 4 rapazes de Liverpool. Sabia apenas que haviam se separado há 6 anos, e lembro que aquele ano foi o que mais se falou da "volta dos Beatles". Quase não havia nada em português sobre eles e quando aparecia alguma coisa, custava os olhos da cara, de forma completamente inacessível para mim. Num belo sábado, como de costume, passava as manhãs na banquinha de revistas da velha 312 norte, escolhendo um ou dois gibis que proporcionariam minha diversão durante o final de semana. Mas aquele dia foi diferente. À certa altura, já meio entediado de tantos Tios Patinhas, Batmans e Super-Homens, desviei a direção do meu olhar e foi então que tive a visão! Lá estava ela, bem diante dos meus olhos. Linda, brilhante e reluzente pelo plástico que a envolvia. Na capa, a fantástica reprodução, que eu nem sabia ainda, era a capa do álbum Sgt. Pepper's. Enlouqueci na mesma hora e me esqueci completamente dos gibis. Aquela maravilha tinha que ser minha! Era uma edição especial da saudosa revista Violão & Guitarra todinha sobre THE BEATLES. Só que eu tinha um problema: o preço! Se, naquela época eu ganhava uma pequena mesadinha do Papai (cerca de 5 reais de hoje), que dava para comprar dois gibis e o troco de balinhas, a "Vigu Especial Beatles" custava uns 25. Demoraria muito para juntar toda aquela grana e quando conseguisse, ela já teria sido recolhida ou já estaria fora de circulação. Voltei para casa meio angustiado, mas com uma certeza: aquela revista ia ser minha! Contei ansiosamente cada minuto até que meu pai chegasse do trabalho, e quando ele chegou, ainda antes do almoço, o chamei em um canto, e com os olhos cheios de lágrimas e suando frio, expliquei-lhe o quanto aquilo significava para mim. Sem pensar muito, ele pegou a carteira e me deu a grana que eu tanto queria. Só pediu que não contasse para meus irmãos e assim foi. Quando estava saindo apressado para realizar a operação, antes que a banca fechasse, ele disse: "vai ter que lavar o carro por dois meses, e sem reclamar!". Minha piscada de olho mostrou a ele o quanto eu concordava e estava agradecido. Nossa! Que saudade. Nunca vou esquecer! Sem dúvida alguma, até aquela altura, aquele foi o dia mais feliz da minha vida. Em menos de três minutos estava na banca, e em menos de cinco, a revistona já era minha! Durante todo aquele fim de semana e tantos outros que viriam, aquela revista era minha única distração e fonte de prazer. Me deliciava com cada palavra, cada foto... era a primeira vez que tinha oportunidade de conhecer a biografia de cada um dos meus heróis! Na 2ª feira, levei para a escola e exibia, cheio de orgulho e emoção para os colegas, que não entendiam a razão de toda a minha satisfação. Hoje, mais de trinta e cinco anos depois, minha velha revistinha "Violão & Guitarra Especial Beatles" está em frangalhos e não tem mais nem a capa, apenas algumas páginas soltas que guardo com carinho numa pasta de plástico. O amigo Andrez "Beatle" Leitão, me ouviu dizer isso naquela quase recente postagem de Sid Bernstein, em que reproduzi o texto do anúncio que ele havia publicado pedindo a volta dos Beatles, e me presenteou com a capa e a contracapa da revistinha que eu tanto amei e guardo com orgulho seus restos mortais.
Este presente me trouxe muitas lembranças e me deixou muito emocionado como há muito tempo não me sentia. Valeu demais, amigo Andrez! Pode ter certeza de sempre poder contar comigo e quando eu mandar fazer as novas camisetas do Baú do Edu, duas já são suas! Querido e saudoso Papai: tenho certeza que está me vendo agora, de algum lugar lindo. Quero que saiba, você foi TUDO pra mim! Não existe um dia sequer que não pense em você ou não me lembre com ternura tantos momentos felizes que passamos juntos. Você foi meu melhor amigo e o melhor pai do mundo que um filho possa desejar. Muito obrigado por ter sido meu pai. Com amor e emoção do seu filho, Eduardo.
PS: Para todos aqueles que virem esta postagem: pago R$ 150,00 à vista, na hora, por uma revista original "Violão & Guitarra Especial Beatles", lançada em 1976 e em bom estado. Se conseguir, prometo que faço um PDF dela completinha para postar aqui e compartilhar com todos vocês aquele que foi meu verdadeiro "Tesouro da Juventude". Para os jovens fãs de hoje, deixo um recado: aproveitem bem a época que estão vivendo e curtindo muito todas as coisas Beatles que hoje em dia são tão mais fáceis de encontrar, graças à internet! Muito obrigado a todos pela paciência e agora, pelo amor de Deus... THE BEATLES! Valeu! Abração!

SHOW DE BRIAN RAY EM SAMPA - SENSACIONAL!!!

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Por Valdir Bernardo Junior
Nesta ultima terça-feira, tive a oportunidade ímpar de poder assistir ao único show que Brian Ray (guitarrista / baixista e fiel escudeiro de Paul McCartney) fez no Brasil.
A apresentação ocorreu no “Na Mata Café”, um Bar e Restaurante muito bom localizado no bairro do Itaim Bibi da cidade de São Paulo.
Já na entrada, pude sentir a vibração das pessoas presentes que ali aguardavam ao show enquanto jantavam ou mesmo apenas tomavam alguma bebida, tentando segurar a ansiosidade para ver o Brian Ray. Por meio da internet, o pessoal se organizou e preparouuma homenagem ao guitarrista que seria feita durante o show com bexigas amarelas e pequenos cartazes com a palavra “HEY” a serem levantados no momento em ele tocasse duas faixas de seu ultimo CD “This Way Up” (já disponibilizado aqui no Baú para download). A Banda que o acompanha nessa noite e nessa pequena tour que começou no Panamá no dia 11/10 e passou pela Argentina para mais apresentações na semana passada, se chama “Nube 9” e é uma banda argentina que toca covers dos Beatles (não conhecia absolutamente nada deles, mas li vários depoimentos do Brian pela internet elogiando-os), e por volta das 22:30h, apenas eles começaram a apresentação tocando uma seleção de clássicos imortais dos Beatles: “Drive My Car”, “Day Tripper”, “AllMy Loving”, “Help!”, “Can’t Buy Me Love”, “Taxman”, “Sgt. Peppers”, “With A Little Help From My Friends”, “Here Comes The Sun”, “Back In The U.S.S.R” e “Get Back”. Fantástico!
Posso dizer que eles não decepcionaram, ao contrário: tocaram e cantaram muito, muito bem mesmo se focando naquilo que mais importa: a musica! E não em copiar trejeitos e as imagens míticas dos Beatles. Destaque para a beleza e garra da guitarrista Lucrecia.
Depois de esquentar a platéia presente de mais ou menos 150 pessoas, Brian Ray foi chamado ao palco e gritos empolgados de todos e principalmente de um grupo de garotas a frente ao palco, o guitarrista passou por entre o publico para poder chegar ao palco (visto que o camarim dele ficava na parte de trás da pista num mezanino) e chegou com uma guitarra Gibson Les Paul DC amarela, já à tira-colo e agradecendo a recepção, já começou a tocar sua primeira canção. O repertório se concentrou no seu mais novo álbum “This Way Up” e também tocou duas musicas do seu primeiro,“Mondo Magneto” e uma musica “Tears of The Clown” que ele disponibilizou para baixar diretamente e de seu site oficial.
Brian Ray tocou muito bem, apresentando as canções com vontade e soltando bem a voz, eu estava bem na frente dele, quase na fila do gargarejo e pude notar a fidelidade dele aos tons e sons de guitarra e vocal das músicas, visto que eu já tinha ouvido o CD, graças aquele link do Baú do Edu, o pessoal da Nube 9 se mostrou uma ótima banda de apoio e parecia até que foram eles que gravaram junto de Brian as faixas do “This Way Up” .Brian tem em seu som uma ótima pegada de Hard Rock, mas sem cair na pauleira, contrastando momentos pesados com mais suaves e sempre com uma boa direção Pop, mesmo quem não soubesse as letras, com certeza, as melodias, riffs e arpegios de guitarra e as harmonias vocais das musicas colam no ouvido e não tem como não se envolver com elas! Parecem canções que sempre conhecemos, ao vivo tudo isso é elevado a um nível ainda maior devido a proximidade com elas e também a performance dos músicos no palco, principalmente de Brian, que reagia com alegria, animação e emoção a cada reação dos presentes.
Durante a apresentação, todos enchemos bexigas e soltávamos ao ar, mas um dos momentos mais legais foi quando ele tocou “Hey Miranda” e “This Way Up” e dezenas de pessoas levantaram pequenos cartazes com a palavra “Hey” que aparece várias vezes nos refrões dessas musicas.
Brian se emocionou muito com isso e várias vezes bateu a mão no coração. Apesar de tocar com a mesma guitarra todas as musicas (às vezes afinado-a de acordo com a musica a ser tocada), não economizou solos com improvisações (com citação de “My Generation” do The Who no meio de uma das musicas) e fez a guitarra literalmente gritar e quase pegar fogo. Duas das minhas músicas preferidas “Tears of The Clown” e “This Way Up” foram bons exemplos disso tudo.
No final ele voltou, depois de muitos chamados para um Bis, tocando mais três musicas que não estavam no Set List: “Cinnamon Girl” de Neil Young; “You Really Got Me”, clássico dos Kinks, e a matadora “Revolution”, dos Beatles, para delírio total dos sortudos que estavam lá! Assistindo a este show, tive certeza de uma coisa: Brian é um ótimo musico e compositor e tem muita garra. Toca a favor da musica e só para ela. E não é qualquer um que consigue isto! É por isso que ele ele é fixo e toca na banda de Paul McCartney! Na minha opinião um excelente show que merecia mais datas e locais pelo Brasil afora para que todos pudessem conhecer e prestigiar o trabalho desse brilhante guitarrista. Após o show, nos avisaram que Brian estaria no Hall do restaurante para receber cumprimentos, tirar fotos, dar autógrafos e tudo mais, e que também estariam vendendo seus CDs e camisetas para os interessados. Corri para finalmente poder colocar as minhas mãos nesse maravilhoso ultimo CD dele e também no 1° “Mondo Magneto”, mas infelizmente o último desse foi vendido para uma menina bem na minha frente e tive me contentar apenas com o “This Way Up”, mas tudo bem, próximo passo, aguardar o Brian e pedir para autografar o Set List que eu havia pegado do palco, meu CD e TIRAR UMA FOTO COM O CARA !!! Para surpresa de todos, Brian logo chegou ao Hall e foi muito, mas muito atencioso com todos ali presentes autografando e tirando fotos com uma paciência impressionante.
Já vi muitos artistas nacionais e de não tão grande notoriedade, perder a calma por qualquer coisa e destratar seus fãs sem o menor remorso. Finalmente chegou a minha vez e pude trocar meia dúzia de palavras com ele, dizendo o quanto havia gostado do show e que ele tinha tocado guitarra pra caramba e que esperava vê-lo novamente tocando por aqui sozinho, ou “Com o Paul”. Ele deu risada, agradeceu tudo e disse que também esperava por isso.
Brian autografando meu CD e depois o Set List
Brian and Me!
Fernando, baixista do Nube 9 and Me
Agradeci ao Brian e desejei ele uma boa noite e ele foi muito bacana mesmo comigo e depois encontrei o Fernando Baixista da Nube 9 e também troquei algumas palavras com ele que apesar de ser Argentino conversou com todos em “Inglês". Achei que ele fosse falar conosco num portunhol mas não foi tudo na base do Inglês, o cara também é bem bacana. Tentei achar a guitarrista, Lucrecia, para também tirar uma foto e trocar algumas palavras, mas inexplicavelmente não a encontrei, uma pena porque achei ela bem bonita e tocava muito, mas tudo bem. Fui embora feliz da vida por ter visto uma das melhores apresentações da minha vida. Espero que eu tenha passado toda a emoção que senti nessa noite regada a muito Rock and Roll e que posso dizer com certeza: não vou esquecer jamais! Agora é só esperar o Ringo. Abraço a todos e... HARE!!! Valdir Junior - SBC- São Paulo
Para terminar, nada melhor do que "um gostinho" do show para quem perdeu!
Edu disse: "Passou sim, Valdir! Fiquei morrendo de inveja, mas feliz, admirado e orgulhoso por você ter conseguido! Sua matéria ficou demais! Abração e... HARE! Até a próxima! Aquele abraço! Muito obrigado por fazer parte dessa turma maravilhosa! Você merece!