sábado, 4 de abril de 2020

ONE TWO THREE FOUR: THE BEATLES IN TIME - CRAIG BROWN

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“One Two Three Four: The Beatles In Time” é uma biografia não ortodoxa dos Beatles, que descarta tudo o que o autor considera desinteressante - com bons resultados. O último livro de Craig Brown, Madame Darling, era uma "biografia sem as partes chatas" da princesa Margaret, com partes que outros biógrafos podem ter achado essencial, se não interessantes. Agora Brown tentou o mesmo com os Fab Four. Existem 150 capítulos, alguns muito curtos, que exploram um aspecto particular do grupo, desde o início da banda como The Quarrymen em 1957 até sua separação em 1970. Há capítulos detalhados sobre a demissão do baterista Pete Best e a primeira aparição do grupo no The Ed Sullivan Show. Mas há muitos toques imaginativos também. Alguns capítulos analisam reproduções de cartas de fãs, do psicológico ao psicótico. Outros são dedicados a alguma figura pública - Margaret Thatcher, Rolf Harris, Charles Manson - e como os Beatles afetaram suas vidas. Qualquer pessoa que Brown não ache interessante está fora, então mal se fala em Linda McCartney.
Para muitos críticos, “One Two Three Four" surge como “uma mistura caleidoscópica de história, etimologia, diários, autobiografia, cartas de fãs, ensaios, vidas paralelas, listas de festas, gráficos, entrevistas, anúncios e histórias. Um Dois Três Quatro ecoa com alegria o frenético tumulto de uma época. John Updike os comparou com o sol saindo em uma manhã de Páscoa. Bob Dylan apresentou-os à maconha. A duquesa de Windsor os adorava. Noel Coward os desprezava. JRR Tolkien também os desprezou. Os Rolling Stones copiaram. Loenard Bernstein os admirava. Cassius Clay os chamou de 'maricas'. Sucessivos primeiros-ministros os sugaram. Ninguém deixou de ser afetado pela música dos Beatles. Como observou a rainha Elizabeth II em seu aniversário de casamento: "Pense no que teríamos perdido se nunca tivéssemos ouvido os Beatles".

“One Two Three Four" traça a fusão casual dos quatro elementos-chave que compunham os Beatles: fogo (John), água (Paul), ar (George) e terra (Ringo). Também conta histórias bizarras e muitas vezes infelizes das pessoas díspares e coloridas em sua órbita, entre elas Fred Lennon, Yoko Ono, Maharishi, tia Mimi, Helen Shapiro, o Magic Alex, Phil Spector, seu dentista psicodélico John Riley e seu inimigo fracassado, o Sargento Norman Pilcher.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

RAUL SEIXAS - O DIA EM QUE A TERRA PAROU - SENSACIONAL!

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Raul Seixas, o nosso Raulzito, sempre teve um quê de profeta. Não à toa, seus fãs, muitas vezes, parecem mais seguidores. Uma espécie de Antônio Conselheiro do rock tupiniquim – e Raul lidava com essas distâncias entre o hemisfério Norte e o Sul de maneira magistral – nos deixou canções inesquecíveis, como todos sabem e cantam. Uma delas, no entanto, nestes tempos em que o planeta está ameaçado e acuado, com as pessoas trancafiadas em suas casas, nos fez subir um nó na garganta acompanhada de uma inevitável vontade de rir: “O dia em que a terra parou”.
Lançada em seu álbum de 1977, a canção batiza o disco. Na mesma bolacha que trazia a emblemática “Maluco Beleza”, uma espécie de autobiografia do Raulzito, está lá a profecia fulminante do cantor, que nem os seus fãs mais ardorosos sonharam que, um dia, tantas décadas depois, poderia fazer algum sentido. Na canção, feita em parceria com Cláudio Roberto – a linda fase com Paulo Coelho já havia passado – Raul parecia prever a crise do coronavírus. Descreve com maestria o que se passa em diversos países da Europa, sobretudo na Itália. Ela antevê também, o que está prestes a ocorrer nas Américas, se os seus governos não tiverem algum juízo. Coincidência ou não, nesses tempos de medos e incertezas, Raul nos traz mais uma vez alento e sabedora. Naqueles idos também obscuros, mas de tantas esperanças, de 1977, não poderíamos jamais imaginar que, 43 anos depois, a terra iria de fato, parar. Fonte: revistaforum.com.br/colunistas Texto: Julinho Bittencourt

O Dia em que a Terra Parou foi o sétimo álbum de estúdio da carreira solo do cantor e compositor brasileiro Raul Seixas, lançado pela gravadora Warner Music Brasil, em dezembro de 1977. As gravações ocorreram durante aquele ano em três estúdios: o Level e o Haway, no Rio de Janeiro; e o Vice-versa, em São Paulo. Este álbum foi o primeiro lançado após a mudança de gravadora. Também, foi o primeiro inteiramente realizado com um único parceiro na composição das músicas, Cláudio Roberto, velho amigo de Raul. Ao mesmo tempo, representou uma mudança estética do cantor e de temática no disco, com Raul de cabelo curto e trajando terno e gravata enquanto canta letras que falam sobre uma busca e um desejo de emancipação pessoal. O álbum teve uma crítica fria da crítica especializada, com casos de revanchismo pela mudança de gravadora. O consenso crítico foi de que o disco representou uma simplificação - uma popularização - nas letras e nas mensagens, creditada à parceria com Cláudio Roberto. O álbum foi bem divulgado, com o lançamento de dois compactos que se tornariam sucessos - a canção título e "Maluco Beleza"; um videoclipe musical; uma turnê pelo país; e participações do cantor em programas de rádio e televisão. As vendagens não foram boas para o padrão esperado pela gravadora, apesar do disco ser, hoje, considerado um dos pontos altos da carreira de Raul Seixas.

terça-feira, 31 de março de 2020

THE BEATLES - THE FOOL ON THE HILL - SENSACIONAL!✶✶✶✶✶✶✶✶✶✶

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Hoje bem cedinho, quase como sempre me é de costume – (quando não está chovendo) - antes do sol nascer, eu já estava lá na minha pequena colina do meu pequeno mundo solitário (sem desejar ninguém por perto), vendo aquilo tudo girar à minha maneira e pronto e concentrado para mais uma sessão de incontáveis vezes seguidas de "The Fool on The Hill", do fantástico álbum Magical Mystery Tour, dos fabulosos Beatles, que desde os tempos que era menino, sempre foi uma das que mais me encantou de todo aquele universo (naquela época, no LP Beatles Forever – que era a única coisa dos Beatles que tinha na casa dos meus pais). Headphones na cabeça, um cigarro sempre aceso numa mão e uma latinha sempre na outra, ia começar o show! O sol nasceu radiante como há muitos dias já não via, parecia até feliz. E eu também! Na musiquinha de quase 3 minutos que tocava repetidamente de propósito, Paul McCartney brincava com sua voz do jeito que queria. Em certo ponto, me emocionei muito e chorei copiosamente em agradecimento ao criador por me proporcionar momentos como aqueles. Depois de umas 30 vezes ouvindo “The Fool on The Hill" (a versão do álbum - CD - remasterizado de 2009), fui embora feliz e satisfeito, algo que não me é muito peculiar (ainda mais nesses dias!). Só que ainda tinha que editar finalmente essa postagem, que já estava basicamente pronta e só faltava este textinho e esta foto. Vamo lá?
“Dia após dia, sempre sozinho, o homem com um sorriso tolo permanece imóvel. Ninguém quer saber dele. Acham que é apenas um tolo, que nunca responde nada. Mas ele vê o sol se pôr, e seus olhos vêem o mundo girar. Do seu jeito, com a cabeça nas nuvens, o homem das mil vozes fala claramente, mas ninguém nunca ouve. Ele não se importa. Mas ele, o tolo na colina vê o sol se pôr e seus olhos vêem o mundo girar. E ninguém gosta dele, acham que sabem o que ele quer, mas ele nunca mostra seus sentimentos. Só que ele, o tolo na colina vê o sol se pôr e seus olhos vêem o mundo girar. Ele sabe que são eles os tolos. Mas ele, vê o sol se pôr e seus olhos vêem o mundo girar, girar, girar e girar!”. (Tradução livre do Baú do Edu).
Ás vezes (quase sempre!), fico achando que talvez, muita gente ainda não entenda até hoje, mais de 50 anos depois, a beleza e os encantos da singela e doce “The Fool On The Hill”, uma vez que eu mesmo, um tolo, a cada vez que ouço (e que não são poucas), descubro tantas coisas novas que nunca tinha percebido antes... Nesses quase 12  desse blog“The Fool On The Hill” nunca apareceu aqui recebendo a devida atenção, o cuidado e o carinho que ela merece! Hoje, espero consertar esse erro.

Paul McCartney começou a trabalhar em “The Fool On The Hill” em março de 1967, enquanto estava compondo "With A Little Help From My Friends", e só gravaria a música em setembro daquele ano – já depois de Sgt. Pepper’s.
O biógrafo Hunter Davies diz que “observou Paul cantando e tocando uma música bonita e muito lenta sobre um homem tolo sentado na colina", enquanto John ouvia olhando inexpressivamente pela janela para a Cavendish Avenue. Paul cantou muitas vezes, substituindo por "la-la" as palavras que ainda não tinha resolvido. Quando terminou, Lennon teria dito que era melhor ele escrever a letra para não esquecer. Paul respondeu que não iria esquecer". Para estudiosos, como Davies e Steve Turner, a música é sobre alguém que todos consideram um tolo, mas que, na verdade, é um visionário incompreendido.
Steve Turner diz: “Quando escreveu sobre um tolo na colina, provavelmente, Paul estava pensando em gurus, como o famoso Maharishi Mahesh Yogi, que ainda não havia conhecido na época, ou em um ermitão italiano sobre quem leu algo certa vez, e que surgiu de uma caverna no final dos anos 1940, descobrindo havia perdido a Segunda Guerra Mundial inteira”.

Alistair Taylor (aquele mesmo de “Hello Goodbye”) relatou em seu livro “Yesterday” uma experiência que, dizem, con­tribuiu com a imagem do tolo parado na colina criada por Paul. Em Magical Mystery Tour, "The Fool On The Hill" aparece em uma sequência em que Paul McCartney contempla Nice, na França, do alto de uma colina.
Taylor dizia que se recordava de uma caminhada que fez com Paul e a cadela Martha numa manhã em Primrose Hill (um morro de 78 metros localizado na parte norte do Regent's Park, ao norte de Londres). Eles viram o sol nascer antes de perceberem que Martha tinha desaparecido. "Nós nos viramos para ir embora, e, de repente, ele estava atrás de nós. Era um homem de meia-idade, nada de mais, você pode pensar, mas ele surgiu atrás de nós do topo da colina em silêncio absoluto". Tanto Paul quanto Taylor estavam certos de que ele não estava lá segundos antes porque estavam vasculhando a área à procura da cachorra. Ele parecia ter surgido do nada. Os três trocaram cumprimentos, o homem comentou algo sobre a paisagem e foi embora. Quando olharam em volta, ele tinha desaparecido. "Não havia sinal dele. Ele sumiu do topo da colina como se tivesse sido levado pelo vento! Ninguém poderia ter corrido para se esconder atrás das árvores mais próximas, que eram tão finas, no tempo em que viramos as costas, e ninguém conseguiria ter corrido para o outro lado da colina", diz Taylor.
O que atiçava o mistério era que logo antes de o homem surgir, Paul e Taylor, entusiasmados com a linda vista de Londres e com o nascer do sol, estavam divagando sobre a existência de Deus"Paul e eu tivemos a mesma sensação estranha de que algo especial tinha acon­tecido. Sentamos no banco um pouco trémulos, e Paul disse 'o que você acha que foi isso? Que estranho. Ele estava aqui, não estava? Nós falamos com ele?' De volta a Cavendish, passamos o resto da manhã falando sobre o que vimos, ouvimos e sentimos. Parece uma fantasia provocada pelo ácido dizer que tivemos uma experiência religiosa em Primrose Hill naquela manhã, mas nenhum de nós tinha tomado nada. Uísque e coca-cola foram as únicas coisas em que tocamos na noite anterior. Nós dois sentimos que tínhamos vivenciado uma experiência mística, mas nenhum dos dois quis nomear, nem mesmo para o outro, o que ou quem vimos no topo da colina naqueles breves segundos".
No dia 6 de setembro de 1967, Paul McCartney gravou uma demo solo de “The Fool On The Hill”, em uma única tomada. Ele tocou piano e cantou, sem outros Beatles. Esta demo apareceu mais tarde no álbum Anthology 2 (faixa 15 – disco 2 – Mono). A gravação com o grupo completo começou em 25 de setembro. Os Beatles gravaram três tomadas da pista rítmica, depois adicionaram uma variedade de overdubs no take três. No final da sessão, “The Fool On The Hill” apresentava dois pianos, bateria, violão, gravadores e vocais principais. Esse trabalho em andamento também pode ser ouvido no mesmo Anthology 2, de 1996 (faixa 17 do disco 2 - take 4). No dia seguinte, 26 de setembro, voltaram à labuta.
Os retoques finais em “The Fool On The Hill” foram gravados em 20 de outubro de 1967. Três flautistas contratados acrescentaram sua contribuição, pontuadas por George Martin e inspecionadas por Paul McCartney. “The Fool On The Hill” foi gravada nos estúdios da EMI, em Abbey Road entre os dias  6 , 25 e 26 de setembro e 20 de outubro de 1967. Foi produzida por George Martin, claro, tendo Ken Scott como engenheiro de som. Participam Paul McCartney, que faz os belíssimos vocais, toca piano, violão e baixo; John Lennon, que toca gaita (ora vejam só!), e harpa; George Harrison que toca violão e também gaita; e Ringo Starr que toca sua bateria, maracas e pandeiro. Christopher Taylor, Richard Taylor e Jack Ellory tocam as flautas.
Como já dito, “The Fool On The Hill” aparece nas incríveis versões dos álbuns Magical Mystery Tour (1967), na emocionante versão lançada no Anthology 2, faixa 17 do disco 2 - take 4 (1996), e na sensacional e inacreditável versão lançada no álbum “love”, de 2006, como faixa bônus do iTunes que, pela primeira vez, a gente tem o prazer de conferir aqui no Baú. Esta faixa inclui cítara de "Sea of ​​Holes", piano de "Dear Prudence", vocais e buzinas de "Mother Nature's Son" e bateria de "Maxwell's Silver Hammer". E é isso! Espero que tenham gostado como eu gostei de fazer. Aquele abração de pensamento, até!

PAUL McCARTNEY - THE FOOL ON THE HILL - SHOW!!!

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Acho que todo mundo já nasceu careca de saber que os Beatles não estavam mais realizando concertos quando lançaram "The Fool on the Hill". Paul McCartney considerou incluí-la no set list da turnê mundial do Wings 1975-76 (a primeira vez que decidiu tocar músicas dos Beatles ao vivo com a nova banda), mas "The Fool on the Hill" não entrou. Paul e seus Wings a tocaram durante sua turnê em 1979 pelo Reino UnidoPaul finalmente incluiu "The Fool on the Hill" em sua turnê mundial de 1989-1990 - Flowers In The Dirt. Ansioso de abraçar seu passado dos Beatles, ele tocou no mesmo piano multicolorido que havia usado para compor a música em 1967; ele apresentou o instrumento ao público como o psicodélico "Piano Mágico".
Em sua conferência de imprensa no último dia da turnê mundial, McCartney comentou que a música era sobre "alguém que tem a resposta certa, mas as pessoas tendem a ridicularizá-lo". Uma versão ao vivo do concerto de McCartney na Wembley Arena de Londres em 13 de janeiro de 1990 foi incluída no álbum Tripping the Live Fantastic"The Fool on the Hill" apareceu novamente nas turnês de McCartney em 2001-2002, e outra versão ao vivo apareceu no álbum Back in the US"The Fool On The Hill" já foi tocada em 236 shows. Fonte: paulmccartney-project.com

THE ANALOGUES - THE FOOL ON THE HILL

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THE MATERIAL WORLD FOUNDATION NA LUTA CONTRA O CORONAVÍRUS

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A Fundação “George Harrison Material World”, criada pelo ex-beatle George Harrison na década de 70, logo após o fim da banda, fez uma doação de US$ 500 mil para várias organizações que trabalham para combater o coronavírus. A organização entregou a quantia às organizações MusiCare COVID-19 Foundation, Save the Children e Médicos Sem Fronteiras.
Paralelo à doação, a “Material World” lançou o “The Inner Light Challenge”, uma iniciativa através da qual internautas de todo o mundo compartilham um trecho da lendária canção “The Inner Light”, de Harrison, lançada pelos Beatles, em 1968. O desafio diz que “pode ser um verso, um coro ou uma frase da canção”. Vale “cantar, tocar, cantarolar, pintar, tricotar, plantar, orar ou meditar e publicar nas mídias sociais”. A “Material World” vai doar 1 dólar para cada postagem da canção até, no máximo US$ 100 mil. O vídeo deve ser publicado com a hashtag #innerlight2020.
Olivia Harrison, viúva do ex-beatle, disse: “Essas letras cantadas por George são uma lembrança positiva para todos nós que estamos isolados, em quarentena, respeitando o pedido de permanecer em nossas casas. Vamos nos conectar e permanecer assim neste momento difícil. Há coisas que podemos fazer para ajudar e nós convidamos você a compartilhar sua Luz Interior”.

segunda-feira, 30 de março de 2020

SERGIO MENDES & BRASIL 66 - FOOL ON THE HILL (1968)

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Sérgio Mendes & Brasil '66 gravaram "Fool on the Hill", usando a abordagem de casar um ritmo simples da Bossa Nova com um acompanhamento de cordas. O vocal principal foi de Lani Hall. Lançada como single no final de julho de 1968, a música alcançou o número 6 na Billboard Hot 100 dos EUA e liderou o ranking da Billboard por seis semanas. Foi também a faixa-título do álbum de Mendes, Fool on the Hill, de 1968. Não existe qualquer razão ou motivo plausível para o brasileiro ter simplesmente arrancado o "The" do título da música original dos Beatles. Isso não era permitido nem para engenheiros que organizavam as fitas. Depois do sucesso de Mendes, vários artistas americanos seguiram essa moda do Niteroiense.

Em 2018, Mendes lembrou que ele foi apresentado ao álbum “Magical Mystery Tour” dos Beatles no Natal de 1967 por Herb Alpert, seu produtor. Impressionado com a melodia de "O tolo na colina", ele pensou: "Uau, acho que posso fazer um arranjo totalmente diferente". Ele diz orgulhoso que Paul McCartney mais tarde lhe escreveu uma carta para agradecer sua versão da música...será? Isso não importa. o que importa mesmo é curtir agora o ritmo contagiante de "Fool on the Hill" com Sérgio Mendes & Brasil '66. Valeu!

domingo, 29 de março de 2020

ABBEY ROAD RESTAURADA POR CONTA DO CORONAVÍRUS

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Pela primeira vez desde 1969, quando os Beatles lançaram o disco Abbey Road, a rua com a faixa de pedestres que os quatro aparecem atravessando na capa está vazia! Por causa da quarentena adotada como prevenção contra o CORONAVÍRUS, não é possível encontrar nenhum turista ou fãs atrapalhando o trânsito para tirar fotos em um dos principais pontos turísticos de Londres.
E esse movimento constante na rua eternizada pelo Fab Four com certeza não veio sem um preço: além do próprio desgaste da tinta no asfalto (resultado da passagem normal de veículos e acentuada pelos milhares de pedestres extras que querem ser fotografados ali), ainda por cima atrapalha a manutenção do local. E foi em meio ao isolamento geral como combate ao COVID-19 que a cidade encontrou um tempo para restaurar esse marco histórico. Moradores das redondezas que se aventuraram a sair de casa inclusive registraram o momento em que a nova pintura da faixa de pedestre foi aplicada, e é possível ver a diferença do antes e do depois.

IMAGEM DO DIA - THE BEATLES - STAY HOME

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Enviada pelo meu amigo Felipe Cruz. Valeu, Felipão. aquele abraço de pensamento!

sábado, 28 de março de 2020

THE BEATLES - FLYING ***********

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A mágica e misteriosa "Flying" é uma gravação principalmente instrumental com vocalizações sem palavras dos quatro Beatles,"Flying" foi gravada como música incidental para o filme Magical Mystery Tour. Originalmente intitulada “Aerial Tour Instrumental”, foi a primeira gravação dos Beatles a ter um crédito de composição de todos os quatro.
Os Beatles tinham gravado duas faixas instrumentais anteriores - "Cry For A Shadow", na Alemanha em 1961, e a inédita "12 Bar Original", em 1965, lançada 30 anos depois, no Anthology 2, em 1996. "Flying" foi a única música instrumental a ser lançada em um disco oficial dos Beatles. Aparece no álbum como a 3ª faixa do lado 1, depois de "The Fool on the Hill" e antes de "Blue Jay Way". A versão editada para o álbum dura exatos 2 minutos e 15 segundos.
"Flying" surgiu de uma jam session no estúdio e conta com uma base rítmica simples e foi gravada entre os dias 8 e 28 de setembro de 1967. Nas primeiras tomadas, a música tinha quase 10 minutos, por isso foi editada até a forma mais gerenciável em que apareceu no filme no disco. A produção, claro, foi de George Martin com os engenheiros Geoff Emerick e Ken ScottJohn Lennon faz a vocalização, toca órgão, Mellotron e e faz efeitos sonoros; Paul McCartney faz a vocalização, toca guitarra e baixo; George Harrison faz a vocalização e toca guitarra, e Ringo Starr também faz a vocalização,toca bateria, maracas e faz efeitos sonoros. "Flying" está disponível somente no álbum "Magical MysteryTour".
As cenas do filme em que imagens de nuvens são acompanhadas por "Flying" foram originalmente feitas por Stanley Kubrick para "2001 — Uma Odisséia no Espaço", mas não chegaram a ser aproveitadas pelo diretor.

ALVARO ORTEGA - FLYING - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!!!

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TOMARA QUE NÃO TIREM DO AR!!!

sexta-feira, 27 de março de 2020

THE BEATLES IN MANCHESTER - DEZEMBRO DE 1965

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Os shows de 7 de dezembro, terça-feira em Ardwick, Manchester, foram afetados pe­las más condições da estrada. Uma neblina densa travou o trânsito na Liverpool-East Lancashire Road, e os Beatles só chegaram ao ABC Cinema 20 minutos depois do horário em que tinham que estar no palco.
INACTIVE BLOG — The Beatles before performing at the Ardwick Theatr...
Usaram máscaras de proteção contra a neblina e foi preciso inserir um intervalo extra na programação; para compensar, os grupos de abertura estenderam suas apresentações, e o mestre de ce­rimônias Jerry Stevens teve que inventar freneticamente coisas para falar a fim de evitar a revolta do público. De Manchester, eles seguiram para a industrial Sheffield, onde toca­ram no Gaumont Cinema na quarta-feira, 8 de dezembro, e em seguida foram para Birmingham e tocaram no Odeon, no dia 9. Em Sheffield, 20 fãs desmaiaram, e alguém atirou uma balinha no olho de Paul, o que o incomodou o show inteiro.

Não deixe de conferir de jeito nenhum a postagem épica THE BEATLES - A ÚLTIMA TURNÊ BRITÂNICA E O ÚLTIMO SHOW EM LIVERPOOL***** de 16 de dezembro de 2019. Valeu. Cuidem-se!!!

quinta-feira, 26 de março de 2020

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - BLUE JAY WAY - FANTÁSTICA!***********

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"Blue Jay Way" - uma música fantástica composta por George em agosto de 1967 durante uma viagem à Califórnia que fez com Pattie Boyd, Neil Aspinall e Alex Mardas (Magic Alex). Ao chegar a Los Angeles no dia 1º de agosto, eles foram levados para um pequeno chalé com piscina alugado em Blue Jay Way, uma rua no alto de Hollywood Hills, acima da Sunset Boulevard. A casa pertencia a Robert Fitzpatrick, advogado do mercado musical que estava de férias no Havaí.
Derek Taylor, que já tinha sido assessor de imprensa dos Beatles e que estava trabalhando em Los Angeles como publicitário, estava indo visitá-los em sua primeira noite na cidade, mas se perdeu nos estreitos cannyons e se atrasou. Havia um pequeno órgão Hammond no canto da sala, e George passou o tempo compondo uma música sobre estar preso em uma casa em Blue Jay Way enquanto seus amigos estão perdidos na neblina.
Blue Jay Way era famosa pela dificuldade da localização - era possível estar próximo geograficamente e, ainda assim, separado por um desfiladeiro. "Quando chegamos lá, a música estava praticamente pronta", disse DerekTaylor, "Claro, na época eu me senti muito mal. Lá estavam essas duas pessoas terrivelmente cansadas da viagem, e nós estávamos duas horas atrasados".
Taylor se divertiu com as interpretações dadas à música. Um critico achou que o verso em que George pede que seu convidado não demore (be long) era um conselho para os jovens não pertecerem (belong), junto à sociedade. Outro aclamado musicólogo acreditava que, quando George disse que seus amigos tinham se perdido (lost their way), queria dizer que uma geração inteira tinha perdido a direção. “É só uma música”, disse Taylor"Blue Jay Way" começa com o órgão em fade in.
“Blue Jay Way” é a 4ª música do álbum Magical Mystery Tour, depois de "Flying" e antes e antes de "Your Mother Should Know". Foi a única faixa do disco em que foi empregado o phasing, efeito eletrônico produzido que toca o som gravado em dois gravadores ligeiramente fora de sincronia, o que causa uma sonoridade espiralada e alguns zunidos. A parte principal da gravação - o vocal de George Harrison, o órgão Hammond também tocado por ele e a bateria de Ringo - são tratados com essa técnica; uma conquista e tanto, já que o phasing tende a ser difícil de controlar antes de algum tempo. O acompanhamento musical inclui também um violoncelo, sons eletrônicos e vocais de fundo tocados para a frente e para trás.
“Blue Jay Way” foi gravada nos dias 6 e 7 de setembro e 6 de outubro de 1967, no estúdio 2 da EMI em Abbey Road. Foi produzida por George Martin e teve Geoff Emerick como engenheiro. George Harrison canta os vocais principais e toca o órgão Hammond; John Lennon faz backing vocals; Paul McCartney faz backing vocals e toca baixo; Ringo Starr toca bateria e pandeiro; e Peter Willison toca violoncelo. A faixa rítmica de “Blue Jay Way”, incluindo a parte distintiva do órgão em movimento, foi gravada em uma tomada em 6 de setembro de 1967. Crucial para a gravação foi o ADT - rastreamento duplo artificial, uma técnica inventada pelo engenheiro da Abbey Road Ken Townsend em 1966 - que criou o efeito de phasing. Os vocais, muitos dos quais foram tocados ao contrário na mixagem final, foram gravados na noite seguinte. Os overdubs finais - partes para violoncelo e pandeiro - foram adicionados em 6 de outubro. Peter Willison, que tocou a parte do violoncelo, foi contratado a curto prazo por Sidney Sax, que ajudou a recrutar vários músicos para gravações dos Beatles. Willison gravou a peça e foi pago em dinheiro. Muito anos depois ele tocou no álbum Tug Of War de Paul McCartney“Blue Jay Way” aparece nos álbuns Magical Mystery Tour, e Love (só um trechinho ao final de "Something". Também aparece no LP brasileiro Beatles Forever (1972).
No filme Magical Mystery Tour, George Harrison aparece tocando “Blue Jay Way” em um teclado desenhado no chão. Uma das sequências mais psicodélicas do filme, a sequência de Harrison é submetida a técnicas de câmera inovadoras até então que envolvem refrações de prisma para criar várias imagens. Observe que à esquerda de George na foto, aparece um copinho, do tipo que se coloca esmolas e algo escrito: “THANK YOU VERY”. À direita, outra inscrição: “2 WIVES AND KID TO SUPPORT” (duas mulheres e crianças para sustentar).