sexta-feira, 26 de maio de 2017

THE BEATLES - YELLOW SUBMARINE - A CANÇÃO

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A primeira vez que o mundo ouviu falar em um “Submarino Amarelo” foi em 1966, quando os Beatles lançaram o álbum “Revolver” e simultaneamente, num compacto simples (duplo lado A) que trazia “Eleanor Rigby” do outro lado. O Submarino Amarelo fez sucesso por onde passou! Inclusive no Brasil. É creditada à dupla Lennon & McCartney e todos colaboraram com boa vontade, mas desde quando foi criada, a idéia era que fosse para Ringo cantá-la. Um vocal fácil, apoiado por um refrão marcante, backing vocals altos e um arsenal de efeitos sonoros dos mais diversos. Foi também a primeira vez que a voz de Ringo foi ouvida em um single. O single foi número 1 em todas as paradas do Reino Unido e EUA, e manteve-se em número 1 por quatro semanas. Ganhou um Prêmio Ivor Novello "pelo maior número de cópias de um único compacto" em 1966." Yellow Submarine foi basicamente composta por Paul McCartney pensando em criar um tema totalmente infantil. Uma “canção de brinquedo”. Durante o processo de criação, fumando e tocando junto com Donovan, apareceu “Sky of blue and sea of green, in a yellow submarine”. Yeah, baby! Ali estava a chave que encerrava sua ideia e ligaria o motor do Submarino Amarelo.
George Martin, que havia trabalhado anos com trilhas de comédias e programas humorísticos, cuidou de tudo na parte dos “efeitos especiais”. Em 1996, as regras das composições pop já não interessavam mais, e os Beatles puderam se dar ao luxo de quebrar essas regras. A escolha de palavras curtas já foi pensando no que seria mais facilmente memorizado por crianças.
No dia da gravação, o estúdio nº 2 de Abbey Road era uma festa só: Alf Bicknell (motorista) arrastava correntes, Brian Jones (aquele – a “3ª virgem”) batucava com um copo e John Lennon assoprava em um canudo para fazer bolhas num balde. MalEvans e Neil Aspinall assaltaram o almoxarifado velho do estúdio e e trouxeram sinos de navio, correntes, sinos de mão do tempo da guerra, apitos, buzinas, latas, máquinas que imitam sons de vento e de tempestades e até uma banheira que foi enchida com água. Marianne Faithfull e Pattie Harrison também estavam lá para chacoalhar tudo que podia fazer barulho Paul improvisou a voz do capitão que dava as ordens aos marinheiros. Seria o "efeito mar do tempo"?

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A PEDIDOS - THE BEATLES - THE END - 2017

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Abração para o amigo Ednaldo Barbosa. Valeu!
"Tudo tem um começo, um meio e um fim. Não há como escapar dessa verdade absoluta. Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se foram".
"The End" é uma música dos Beatles, lançada no álbum Abbey Road de 1969. Foi iniciada em 23 de julho de 1969 com o nome provisório de "Ending". Tem 2 min e 19 s (dois minutos e dezenove segundos) de duração e originalmente era para ser a última música do álbum, não fosse a inclusão "acidental" de Her Majesty. É iniciada com o refrão "Oh, yeah! Alright! Are you gonna be in my dreams tonight?", em seguida vem um solo de bateria de Ringo Starr que dura 16 segundos - o único de todas as músicas gravadas pelo quarteto. Em seguida, Paul McCartney, George Harrison e John Lennon, nesta ordem, revezam-se em solos de guitarra, em três blocos. Então entra um suave piano e o refrão "And in the end, the love you take is equal to the love you make", entrando em seguida uma orquestra e encerrando a canção. Apesar da grande participação de Harrison e Starr, a música é creditada à dupla Lennon/McCartney.
Como a faixa final apropriada para o último álbum gravado pelos Beatles, "The End" se tornaria a canção que encerrou a carreira de estúdio da banda. Totalmente filosófico, Paul rima ao dizer que o amor que você "take" (leva) é igual ao amor que você "make" (faz). Ele podia não estar dizendo nada mais que "é dando que se recebe", mas John ficou impressionado a ponto de declarar que se tratava de um "verso muito cósmico", provando que "quando Paul quer, ele é capaz de pensar". Paul viu sua parelha de versos como o equivalente musical do dístico com que Shakespeare encerrava algumas peças, um resumo e também um sinal de que ações do drama terminavam ali. Com certeza, a música foi um bom balanço da carreira de gravação deles - que começou com os pedidos bobos de adolescentes enamorados em "Love Me Do" e amadureceu até revelar palavras enigmáticas de sabedoria do grupo que transformou a história da música popular.

Aqui, a gente confere um trecho do livro “Here, There And Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles” de Geoff Emerick, sobre uma das últimas sessões de gravação do Abbey Road. Todos estavam trabalhando no processo de finalização de “The End”.
“Passamos os próximos dias fazendo overdubs e dando os toques finais em algumas canções. O foco foi rapidamente deslocado para a canção intitulada "The end", que pensávamos ser a que fecharia o álbum, por isso era muito importante. Havia uns poucos compassos vazios para serem preenchidos com o solo de bateria de Ringo — Paul tinha dito "vamos pensar em alguma coisa mais tarde", da mesma forma que havia feito com a parte do meio de "A day in the life"— e houve uma longa discussão sobre o que adicionar para completá-la. "Bem, um solo de guitarra é a coisa óbvia", disse George Harrison. "Sim, mas dessa vez você deve me deixar tocar", disse John, meio que brincando. Ele gostava de tocar guitarra solo durante os ensaios, mas sabia que não tinha o requinte de George ou Paul, então ele raramente o fazia na gravação. Todos riram, inclusive John, mas pudemos ver que ele estava falando muito sério. "Já sei!", ele disse, maliciosamente, sem vontade de encerrar o assunto. "Por que não tocamos todos o solo? Podemos revezar e trocar pequenos fraseados. Solos longos de guitarra com "duelos" de guitarristas estavam se tornando moda na época, por isso foi uma sugestão que claramente tinha mérito. George não estava confiante, mas Paul não só abraçou a ideia, como também foi ainda mais longe:"Melhor ainda", disse ele,"por que nós três não tocamos ao vivo?". Lennon adorou a ideia; pela primeira vez em semanas, vi um brilho real nos seus olhos. Não demorou muito para o entusiasmo de John passar para George, que finalmente entrou no clima. Mal Evans foi imediatamente enviado para o estúdio para configurar os amplificadores de guitarra, enquanto os três Beatles ficaram na sala de controle, ouvindo a base e pensando sobre o que eles iriam tocar. Paul anunciou que queria fazer o primeiro solo, e uma vez que a canção era sua, os outros aceitaram. Sempre competitivo, John disse que teve uma grande ideia para o fim, por isso ele viria por último. Como sempre, o pobre George Harrison foi ofuscado por seus dois companheiros de banda e ficou no meio. Yoko, como de costume, estava sentada ao lado de John na sala de controle enquanto eles estavam tendo essa discussão, mas, quando Lennon se levantou para sair para o estúdio, ele se virou para ela e disse suavemente: "Epere aqui, amor, não vai levar mais de um minuto". Ela pareceu ter ficado um pouco chocada e magoada, mas ela fez o que ele pediu, sentando-se próxima à janela da sala de controle assistindo ao restante da sessão. Foi quase como se John soubesse que ela iria estragar a atmosfera se estivesse no estúdio com eles. Algo disse a John que, para fazer aquilo funcionar, ele deveria estar apenas com Paul e George, e que seria melhor que Yoko não estivesse ao lado dele naquele momento. Talvez fosse esse o motivo, ou talvez porque em algum nível subconsciente eles decidiram suspender seus egos em prol da música, mas durante o período de aproximadamente de uma hora que eles levaram para gravar aqueles solos, toda a hostilidade, toda a disputa, tudo de ruim que havia entre os três antigos amigos foi esquecido. John, Paul e George pareciam ter voltado no tempo, como se fossem crianças de novo, tocando pelo simples prazer de tocar. Mais do que tudo, eles me lembraram de pistoleiros, com suas guitarras a tiracolo e olhares de aço, determinados a superar um ao outro. No entanto, não havia nenhuma animosidade, não havia nenhuma tensão, qualquer um poderia ver que eles estavam apenas se divertindo. Enquanto eles estavam praticando, tomei muito cuidado em criar um som diferente para cada Beatle, de modo que seria aparente ao ouvinte que eram três pessoas tocando e não apenas uma pessoa fazendo um solo estendido. Cada um deles estava tocando uma guitarra de modelo diferente e através de um tipo diferente de amplificador, por isso não foi tão difícil alcançar o que eu queria. Fiz com que Mal alinhasse os três amplificadores em uma fileira — não havia necessidade de uma grande separação, porque todos seriam gravados em um único canal. Havia pouca sobreposição entre cada solo de dois compassos, então eu sabia que poderia equalizar os níveis mais tarde, simplesmente mexendo no botão de volume. Incrivelmente, após apenas breve período de ensaio, deu tudo certo em um único take. Quando acabou, não houve tapinha nas costas ou abraços — os Beatles raramente se expressavam fisicamente —, mas vimos um monte de sorrisos largos. Foi um momento emocionante — uma das raras vezes em que eu pude dizer isso nos últimos meses —, e eu fiz questão de felicitar cada um deles quando entraram na sala de controle para ouvir o resultado. Eu estava tão impressionado pela performance de Harrison em particular, que fiz questão de dizer "Aquilo foi realmente brilhante" assim que ele entrou pela porta. George parecia um pouco surpreso, mas ele me deu um aceno com a cabeça e um gracioso "obrigado". Foi uma das poucas vezes em que me senti como se eu tivesse me ligado a ele em um nível pessoal. Acredito que tenha havido também a possibilidade de que, enquanto estavam tocando, eles tenham percebido que poderiam nunca mais tocar juntos; talvez eles estivessem vendo naquele momento uma despedida comovente. Foi a primeira vez em muito tempo que os três estavam realmente tocando juntos no estúdio; na maioria das sessões do Abbey Road haveria apenas um ou dois deles, e algumas vezes, Ringo. Além disso, eles sabiam que essa faixa encerraria o álbum; parecia já ter sido decidido que "The big one", como chamavam o medley, faria parte do lado dois do álbum, em contraste com o lado um, que conteria canções individuais, abrindo e fechando com composições de Lennon. Para mim, aquela sessão foi sem dúvida o ponto alto do verão de 1969, e ouvir aqueles solos de guitarra ainda me faz sorrir até hoje. Se os bons sentimentos engendrados por aquele dia estivessem presentes ao longo de todo o projeto, imaginem como o Abbey Road poderia ter sido ainda mais grandioso!”

REDE GLOBO USA MÚSICA DOS BEATLES NA ABERTURA DE NOVELA DA 7

2 comentários:
Como foi dito primeiro aqui em 19 de fevereiro, o Skank gravou uma versão da música "A Hard Day's Night", dos Beatles, para a abertura da próxima novela das sete da TV Globo, "Pega Pega". Ambientada no Rio de Janeiro, "Pega Pega" tem estreia prevista para o dia 5 de junho.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

SGT. PEPPER'S NA CAPA DO ESTADO DE MINAS

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O contexto político do país é capa de todos os jornais nos últimos dias, mas o Estado de Minas fez diferente: a publicação ironizou a crise atual fazendo uma releitura do Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, que completa 50 anos no próximo dia 1º. Ao invés dos Beatles, aparecem Michel Temer, Cunha, Joesley e outros nomes do contexto político atual. No título, a ironia é clara: “Com uma pequena ajuda dos amigos”, fazendo alusão a With a Little Help From My Friends. Já a Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band virou “Pres. Temer Planalto Club Band”. E se o álbum dos Beatles é cheio de referências culturais dos anos 60, o jornal também fez uma releitura baseada nesse mix de informações. Chama a atenção a referência que a publicação faz sobre algumas músicas do disco para a chamada das notícias. “Fixing a Hole”, por exemplo, virou “Tapando buraco”. A notícia se refere ao deputado Rodrigo Lourdes, que devolveu uma mala de dinheiro (mas com uma parte da quantia faltando). “She’s Leaving Home” virou “Eles sairão de casa”, em alusão à prisão de Maluf e José Roberto Arruda. Mas o que mais chama a atenção é a referência a “When I’m Sixty Four”, que pode ser interpretada como uma alusão ao golpe militar de 64. No final da imagem, a publicação chama a atenção para uma matéria sobre os 50 anos do icônico álbum dos Beatles, fazendo uma mistura interessante entre o disco e o contexto político atual do país.

PAUL MCCARTNEY ESCREVE SOBRE ROGER MOORE E ATENTADO EM MANCHESTER

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A última terça-feira (23) amanheceu de luto por todos aqueles presentes no ataque ocorrido no dia anterior no show da cantora Ariana Grande em Manchester, na Inglaterra. Paul McCartney escreveu em seu Twitter um pequeno texto sobre o acontecido: “Assim como todos os outros, minha família e eu ficamos chocados ao ouvirmos as notícias de Manchester. Tudo o que nos resta fazer é transmitir nossos mais sinceros sentimentos às famílias das vitimas e Ariana Grande. Rezamos para que algo assim nunca mais aconteça. Com amor a todos”.
Logo em seguida, com as notícias sobre o falecimento do ator Roger Moore – que interpretou James Bond no oitavo filme da série em 1973 –, Paul mandou outro recado aos fãs: “Mais notícias ruins hoje, Sir Roger Moore faleceu. Roger era um ótimo homem e, claro, um ótimo James Bond com quem tive a sorte de trabalhar durante a época de ‘Live and Let Die’ (‘Com 007 Viva e Deixe Morrer’). Ele tinha um coração de ouro, um ótimo senso de humor e deixará saudades em todas as pessoas que o amavam”.

terça-feira, 23 de maio de 2017

ROGER MOORE, ATOR DE '007', MORRE AOS 89 ANOS

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O ator Roger Moore, famoso por seu papel como James Bond na franquia de filmes "007", morreu aos 89 anos nesta terça-feira (23) na Suíça. A família do ator enviou um comunicado pelo Twitter e afirmou estar devastada. Ele estava em tratamento contra um câncer.
"É com o coração pesado que nós anunciamos que nosso amado pai, Sir Roger Moore, faleceu hoje na Suíça após uma curta, mas brava, batalha contra câncer. O amor com que ele foi cercado em seus dias finais foi tão grande que não pode ser quantificado apenas em palavras”, escreveram seus filhos Deborah, Geoffrey e Cristian. Moore era casado com Kristina Tholstrup desde 2002. Segundo a família, Moore será velado em uma cerimônica privada em Mônaco.Resultado de imagem para roger moore model
Nascido em Londres em 1927, Moore trabalhou como modelo até o começo dos anos 1950. Depois disso assinou um contrato de sete anos com a MGM, mas suas produções iniciais não fizeram muito sucesso. 

A fama só veio com seu papel como Ivanhoé, na série britânica “O Santo”, entre 1962 e 1969, e como Brett Sinclair, em “The Persuaders”.Resultado de imagem para roger moore persuaders
A carreira como James Bond começou em 1973, no filme “Viva e Deixe Morrer”. Moore tinha a árdua missão de substituir Sean Connery, que encarnou o espião por quase uma década. 
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Moore interpretou o 007 em sete filmes e foi o ator a encenar o agente secreto por mais tempo: durante 12 anos. Após “Live and Let Die (Só Viva e Deixe Morrer)”, veio a repetição do personagem em “The Man with the Golden Gun (007 contra o Homem com a Pistola de Ouro”, em 1974; “The Spy Who Loved Me (O Espião que me amava)”, de 1977; “Moonraker (007 contra o Foguete da Morte)”, de 1979; e “For Your Eyes Only (007 - Somente para Seus Olhos), de 1981. Roger Moore se despediu do personagem em 1985, com “A View to a Kill (Na Mira dos Assassinos)”.
Embora tenha dezenas de filmes no currículo, Moore era tratado como "eterno 007". Mas o título não incomodava o ator. "Ser eternamente conhecido como Bond não têm desvantagem”, afirmou Moore em 2014. “As pessoas às vezes me chamam de ‘Sr. Bond’ quando eu estou fora e eu não me importo nada com isso. Por que eu deveria?” Além de sua vida diante das câmeras, Moore era conhecido por suas obras de caridade. Ele participava de várias ações para arrecadar fundos que seriam doados aos mais necessitados. Por esse trabalho, o ator foi escolhido como embaixador da boa vontade da Unicef. Em 1991, Moore visitou o Brasil para dar ao ator Renato Aragão o título de representante da Unicef no país. Além disso, por seu trabalho na agência da ONU, o ator foi condecorado pela rainha Elizabeth II como Cavaleiro do Império Britânico em 1999 e passou a ser Sir Roger Moore.

Não deixe de conferir a superpostagem PAUL McCARTNEY & WINGS - "LIVE AND LET DIE"

DOSE DUPLA - SHE LOVES YOU E TWIST AND SHOUT

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JOHN LENNON - IT'S SO HARD - NÃO É MOLE NÃO!

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“It’so Hard” - "É tão difícil", é uma canção escrita e interpretada por John Lennon , que apareceu pela primeira vez em seu álbum “Imagine” de 1971. Também foi lançada como lado B do single "Imagine". No México, foi lançado em um EP com "Imagine", "Oh My Love" e "Gimme Some Truth". Também aparece no álbum ao vivo de Lennon “Live in New York City”, lançado em 1986, mas gravado ao vivo em de 30 de agosto de 1972. De acordo com o autor John Blaney, a letra de “It’so Hard” representa um resumo da luta de Lennon com os problemas da vida. Lennon queixa-se sobre as dificuldades e a necessidade de comer e ter amor, observando que às vezes as coisas ficam tão difíceis que ele quer parar de tentar. Ele só encontra consolo com sua amante. O autor Andrew Grant Jackson interpreta a canção como demonstrando a dificuldade em conseguir a utópica visão de "Imagine", que foi lançado como o lado A do single. A letra incorpora um duplo sentido, como "vai para baixo", que é usada para significar "desistir" no início, mas referir-se ao sexo oral no final da canção. “It’so Hard” é um hard rock blues. Os instrumentos principais são apenas Lennon na guitarra, Klaus Voormann no baixo e Jim Gordon na bateria. Além disso, os instrumentais incluem cordas tocadas por dois violinistas e um solo de saxofone tocado por King Curtis , que seria assassinado logo depois da gravação e antes do lançamento de "Imagine".

segunda-feira, 22 de maio de 2017

PAUL MCCARTNEY - A BIOGRAFIA DEFINITIVA?

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Esse artigo que a gente confere agora, foi publicado hoje no site do JC On Line e é assinado pelo conceituado (?) JOSÉ TELES. Quando eu não concordar, ou achar que é lorota, haverá um (?).
Paul McCartney - A Biografia, de Phillip Norman chega às livrarias brasileiras, enquanto o biografado, em pessoa, aterrissa aqui em outubro, para quatro apresentações. Norman é autor de duas elogiadas biografias, uma dos Beatles (Shout) e John Lennon - A Life (lançada no Brasil). A de Paul McCartney, publicada em 2016, foi alvo de bastante elogios. Um veterano do jornalismo musical da Inglaterra, Phillip Norman era a pessoa menos indicada para escrever sobre McCartney. O próprio relacionamento do jornalista com os Beatles em geral, e com Paul McCartney em especial, é uma história à parte.

Em dezembro de 1965, Phillip Norman tinha 22 anos e era repórter do Northern Echo, jornal que circulava no Nordeste da Inglaterra, quando os Beatles vieram fazer uma apresentação na cidade. Já eram o grupo mais famoso do mundo e, teoricamente, um jornalista do interior teria poucas chances de chegar perto deles. Mas eram outros tempos. Norman e outro repórter estavam na calçada, onde ficava a entrada lateral do clube, quando Paul, Ringo, John e George desceram de um automóvel, e logo sumiram porta adentro. Não havia seguranças, nem a porta foi trancada. Ele e o colega entraram e chegaram até o camarim onde estavam os quatro Beatles. Súbito surgiu Paul McCartney. Perguntaram se podiam entrar. A reposta foi sim. Durante alguns minutos eles conversaram com Ringo, John e Paul (George, que via TV, pareceu nem notar que os dois jovens jornalistas estavam ali). Permaneceram no camarim até serem gentilmente convidados a sair de lá por Neil Aspinall, um dos amigos de infância (?) dos quatro músicos em Liverpool, que se tornou um dos principais nomes da equipe da banda (foi um dos responsáveis pelos negócios do quarteto até 2008, quando faleceu em conseqüência de um câncer). Anos depois, trabalhando no Sunday Times, Norman se recusou a fazer uma entrevista que lhe foi oferecida com Paul McCartney (?). Achava que o ex-beatle tinha perdido o dom de escrever canções com a qualidade das que gravou com a banda. Chegou a fazer uma paródia de Mull of Kintyre, sucesso de McCartney, que ele mesmo considera hoje de mau gosto e que, obviamente, irritou o autor. Em 1979, uma longa greve parou o Sunday Times e ele decidiu escrever uma biografia dos Beatles (?). Claro, não conseguiu falar com Paul. Shout, a biografia, foi lançada semanas antes de John Lennon ser assassinado, e teve as vendas incensadas pela tragédia. Norman foi convidado para uma entrevista no programa Good Morning America, e aproveitou para cutucar mais uma vez Paul, afirmando, em cadeia nacional, que Lennon não era um dos quatro, mas sim três quartos dos Beatles, o que lhe angariou a amizade de Yoko, e lhe abriu caminho para que escrevesse a biografia de John Lennon. Mais uma vez, Phillip Norman procurou o agente de Paul McCartney a fim de entrevistá-lo para o livro, mas achava difícil que ele aceitasse. Paul detestou Shout (saudado pelo New York Times como a biografia definitiva dos Beatles). Para sua surpresa, o telefone tocou, ele atendeu e era alguém, com pesado sotaque do Norte da Inglaterra, que se identificou como Paul (?). Norman teve a cara de pau de perguntar: "Paul de quê?" (aham!). McCartney disse que ligou curioso 
(?) para falar com o cara que detestava ele, mas no final concordou em responder perguntas por e-mail. John Lennon - The Life foi publicado em 2008 (ganhou edição brasileira em 2009, também pela Companhia das Letras). Em 2015, Phillip Norman e Paul McCartney já se falavam sem rancor (?). McCartney até ligou para ele (?), em 2012, avisando que estava gravando um disco de inéditas. Norman decidiu escrever a biografia de Sir McCartney ao se dar conta de que todas até então publicadas eram falhas, incluindo Many Years from Now, escrita por Barry Miles, a história oficial, feita com as bênçãos do biografado. Ela seria também, para empregar uma expressão na moda, um "companion", grosso modo, complemento à biografia de John Lennon. Entrou em contato com o agente de Paul, Stuart Bell, dizendo- lhe o que pretendia. Queria entrevistar McCartney. Caso não aceitasse, faria o livro assim mesmo, entrevistando pessoas que conviveram com ele. Paul estava em turnê nos EUA, disse-lhe o agente. Dias depois Norman recebeu um e-mail: "Caro Phillip, obrigado por sua nota. Sinto-me feliz por lhe dar minha aprovação tácita, talvez Stuart Bell possa lhe ajudar. Tudo de bom. Paul" (?). A aprovação tácita não implicava em colaboração pessoal, até porque isto ele já havia feito na biografia assinada por Barry Miles. A fase mais interessante e importante da carreira e da obra de McCartney já foi exaustivamente esmiuçada, portanto, Phillips traz à tona pouca informação inédita. Tudo bem, provavelmente muita gente não soubesse que o Belo Beatle (como ele era chamado nos anos 60) (?) tenha fumado maconha durante 40 anos, diariamente), mas quando foi preso no Japão, em 1980, por porte da substância, ele estava com uma libra da erva, quase meio quilo (?). Apesar da fama, McCartney ficou numa cela com presos comuns, e ganhou a amizade deles, ofertando- lhes mimos musicais como, por exemplo, uma interpretação a capela de Yesterday. Phillips detém-se em pequenos detalhes do biografado. Aponta a memória privilegiada de Paul McCartney para música. Quando estava na Nigéria para gravar o que seria o álbum Band on the Run, ele foi vítima de assaltantes, que lhe levaram uma pasta com todas as partituras e arranjos da canções do disco. Tinha tudo guardado na cabeça. O jornalista vai a minúcias curiosas, mas sem importância no desenvolvimento da música de McCartney com os Beatles (?), ou na carreira solo (?)(?). Quando foi admitido, em 1956 (?), nos Quarrymen, o grupo liderado por John Lennon, Paul McCartney faltou ao primeiro show, porque estava numa reunião de escoteiros (?). Paul McCartney - A Biografia não é um complemento para John Lennon - Uma Vida, é o outro lado da mesma moeda (?). A partir de 6 de julho de 1957, o dia em que John e Paul se conheceram, as vidas dos dois seguem juntas, como dois afluentes que desaguaram num rio caudaloso. Suas biografias comungam muitos episódios entre si. No entanto, enquanto a de Lennon tem o final que todos conhecem, a de McCartney, tudo indica, terá um feliz. Tanto McCartney considera a música dos Beatles o ápice de sua carreira, que nos shows elas formam o grosso do repertório. Os Beatles foram um todo infinitamente maior do que as partes que o formaram. Phillip Norman é um bom biógrafo (?), mas nem ele, nem ninguém mergulhou com profundidade no que aconteceu entre a primeira fotografia do quarteto com Ringo Starr, tirada em 22 de agosto de 1962, e a derradeira, coincidentemente, batida em 22 de agosto de 1969. “Paul McCartney – A Biografia” de Philip Norman – 824 páginas – R$ 89,90.

SGT. PEPPER'S NA REVISTA VEJA DESTA SEMANA

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A revista Veja dessa semana (Edição 2531 – ano 50 – nº 21, que está nas bancas) perdeu a oportunidade de sua vida ao não colocar os 50 anos de Sgt. Pepper’s como matéria de capa. Como sempre aconteceu, nesses 50 anos, eles sempre menosprezam os Beatles e o valor que eles ainda têm até hoje na história da Cultura Pop. Contentaram-se em falar meia dúzia de bobagens em míseras duas páginas, que qualquer idiota está cansado de ouvir. Como sempre, aqui no nosso blog preferido, a gente confere com exclusividade, todas essas meias dúzias de bobagens escritas na revista mais estúpida desse país de bananas. HELP!
POR PARADOXAL que isso possa parecer, a cultura jovem que explodiu nos anos 60 conhe­ceu, sim, a maturidade. Aconteceu há cinquenta anos, em um disco da banda que cativara multi­dões de meninas histéricas cantando refrões bo­bos sobre amor. Lançado em 1º de junho de 1967, Sgt. Peppe’s Lonely Hearts Club Band, o oitavo disco de estúdio dos Beatles, elevou o rock à gran­de arte, incorporando, em sua narrativa experi­mental, música indiana, folclore britânico e até elementos da música erudita. Copiada, citada e parodiada inúmeras vezes, a capa do LP, que reu­niu figuras tão diversas quanto o escritor irlandês James Joyce, a atriz americana Mae West e o guru indiano Mahavatar Babaji (todos, supõe-se, cora­ções solitários da banda do sargento Pimenta), tomou-se um marco cultural por si só. O disco foi reconhecido de imediato. O maestro Leonard Bemstein disse que She’s LeavingHome era uma das três canções mais lindas do século XX, e o compositor erudito Ned Rorem a comparou com uma sonata de Schubert. A perfeição, porém, po­de sempre ser melhorada: Sgt. Pepper’s passou por uma remodelagem, a cargo de Giles Martin, filho de George Martin, o produtor dos Beatles, e do engenheiro de som Sam Okell. Remasterizado pela dupla e acompanhado de um CD com sobras de estúdio, o disco chega às lojas na sexta-feira. Giles não foi reverente ao reconfigurar a obra do pai. "Tratei como um trabalho qualquer. No caso, a serviço de Paul McCartney, Ringo Starr, Olivia Harrison e Yoko Ono, meus patrões”, disse a VEJA. Riquezas insuspeitas do disco saíram real­çadas: o cravo de Fixing a Hole está mais claro, a batería de A Day in theLife ganha um volume ge­neroso, e as cordas de She’s LeavingHome soam mais límpidas. No disco de extras, gravações de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr desmentem a ideia de que eles já não se entendiam no estúdio. “Escutei horas de diálogos e, sinceramente, eu já tive discussões mais ásperas com a minha mulher”, diz Giles. Sgt. Pepper’s resume os anos 60 em toda a sua efervescência e inconsequência, mas, longe de fi­car datado, tomou-se uma referência viva para artistas das gerações seguintes. Nas próximas páginas (duas), o leitor encontrará um painel sintético das forças culturais que esse disco ímpar aglutinou.
MISTICISMO ORIENTAL
Quando teve seu primeiro con­tato com a música da índia, em 1965, o guitarrista George Harrison achou tudo muito fa­miliar, e só pensou em uma ex­plicação razoável para isso: já ouvira os sons do Oriente em outra vida. Como nos anos 60 ninguém reclamava de “apro­priação cultural”, a citara pas­sou a fazer parte das melodias dos Beatles. EmSgí. Pepper’s, o diálogo musical entre o Oci­dente e o Oriente aparece em Within You, without You. O quarteto de Liverpool também se tornou porta-voz do guru Maharishi. Depois de uma temporada com ele na índia (foto abaixo), porém, os roquei­ros saíram desencantados (me­nos Harrison, que se manteve fiel). Graças a grupos como o místico Kula Shaker e o furioso Asian Dub Foundation, a músi­ca oriental continua sendo pop.
HIPPIES
Os Beatles passaram longe do “verão do amor”, movimento jovem que tomou São Francisco em 1967 (só George Harrison esteve na cidade americana, e saiu horrori­zado com o ambiente drogado e decadente). Mas o recado pacifista das canções da banda é parte essencial do caldo de cultura hippie. Sgt. Peppefs alude à rebeldia ju­venil em She’s LeavingHome, que fala de uma garota que abandona a casa da famí­lia. A história é narrada do ponto de vista dos pais — sinal irônico de maturidade, que se repete em When Pm Sixty-Four (Quando eu tiver 64 anos).
DROGAS E PSICODELIA
Tudo começou com ares de respeitabilidade científica, em Harvard, onde o psicólogo Timothy Leary fazia experimentos com LSD. Leary logo deixou a academia para virar guru. George Harrison e John Lennon experimenta­ram o LSD em 1965, e não é coincidência que, no disco de 1967, a sigla apareça em Lucy in the Sky with Diamonds. A cultura pop passaria por ou­tras drogas, como o ecstasy das raves nos anos 90. Madonna alude ao princípio ativo do ecstasy, MDMA, no disco MDNA, de 2012. 
VANGUARDA
Uma das últimas colaborações efe­tivas da dupla Lennon & McCart- ney, A Day in the Life foi banida da BBC por causa do verso “Queria deixar você ligado” (chapado, na gíria brasileira). A canção, que fe­cha Sgt. Pepper’s, incorpora ruídos, efeitos de estúdio e um assombroso crescendo de orquestra (com arran­jos do “quinto Beatle”, o produtor George Martin, de terno na foto). Paul McCartney admirava compo­sitores de vanguarda como Karl- heinz Stockhausen e Luciano Berio, e há quem aponte também a in­fluência de Iannis Xenakis. Hoje, bandas como Radiohead dão conti­nuidade ao cruzamento de rock com música erudita de vanguarda.
ESTILO INGLÊS
No início, os Beatles rendiam homenagem ao rock americano, can­tando sucessos de Chuck Berry e Smokey Robinson. Sgt. Pepper’s é o primeiro disco essencialmente britânico da banda. A Inglaterra, que vivia um período de efervescência cultural — a Rua Carnaby (foto), em Londres, era o centro da moda jovem —, foi retratada em personagens como a fiscal de parquímetros de Lovely Rita. Nascido da música negra americana, o rock passou a ser também produto inglês. Nos anos 90, com franca inspiração nos Beatles, Oasis e Blur retomaram esse espírito.

PAUL MCCARTNEY & WINGS - SILLY LOVE SONGS

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"Silly Love Songs" - “Tolas canções de Amor” - é uma canção composta por Paul McCartney e gravada pelo Wings para seu álbum de 1976 Wings at the Speed ​​of Sound e também foi lançada como um single em 1976, com "Cook of the House" do lado B. A letra foi escrita em resposta aos críticos de música após McCartney ler nos jornais algumas críticas que o acusavam de compor apenas melodias e letras bobas. O ritmo apresenta certo flerte com a batida disco. Uma versão alternativa em ritmo de reggae foi gravada também durante as sessões de “Speed Of Sound”.
O single foi lançado em 1 de abril de 1976 dos EUA e passou cinco semanas não consecutivas no número 1 na Billboard Hot 100. "Silly Love Songs" foi a música pop que mais ficou em número 1 nos gráficos da Billboard de 1976. O single recebeu o disco de ouro da Recording Industry Association of America pelas vendas de mais de um milhão de cópias. A Billboard listou "Silly Love Songs" como o maior hit Hot 100 de Paul McCartney. O single britânico foi lançado em 30 de abril de 1976 e alcançou o número 2 no UK Singles Chart.Resultado de imagem para PAUL MCCARTNEY & WINGS - SILLY LOVE SONGS single
"Silly Love Songs" já apareceu em várias compilações de grandes sucessos de McCartney, incluindo Wings Greatest e All the Best!. Também apareceu na compilação Wingspan: Hits e History. Em 1976, o Wings gravou "Silly Love Songs" ao vivo para seu álbum triplo Wings Over America. Em 1984, Paul McCartney regravou "Silly Love Songs" como parte da trilha sonora para o filme duramente criticado Give My Regards To Broad Street.

Não deixe de conferir tambem a superpostagem WINGS OVER AMERICA - WINGS OVER ME! publicada em 11 de maio de 2015.

A PEDIDOS - QUEEN - CRAZY LITTLE THING CALLED LOVE

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Um beijão para a amiga Aline Rios. Valeu! A deliciosa "Crazy Little Thing Called Love" foi composta em 1979 por Freddie Mercury, enquanto tomava banho em um hotel de Munique, em cinco ou dez minutos, como disse o próprio. Foi lançada pelo Queen como faixa de destaque em seu álbum de 1980 The Game. Também foi lançada como single, tendo "We Will Rock You (ao vivo)" como lado B. A canção, um rockabilly que seria em homenagem a Elvis, chegou ao número dois na parada de singles do Reino Unido em 1979, e tornou-se o primeiro número um da banda na Billboard Hot 100 nos EUA em 1980, permanecendo lá por quatro semanas consecutivas. Na Austrália, liderou os gráficos por sete semanas.

domingo, 21 de maio de 2017

ROLL OVER BEETHOVEN AND TELL TCHAIKOVSKY THE NEWS

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"Roll Over Beethoven" é uma canção do recém falecido guitarrista e compositor norte-americano Chuck Berry lançada em 1956 em seu terceiro álbum de estúdio "Chuck Berry Is on Top" de 1959. Essa mesma canção alcançou e fez muito sucesso, poucos anos depois quando foi gravada pelos Beatles para seu segundo álbum "With the Beatles" de 1963. Depois, vem sendo regravada por centenas de outros artistas ao longo dos anos e a Rolling Stone classificou-a como número 97 na sua lista das '500 Maiores Músicas de Todos os Tempos'.
“Eu queria tocar blues”, contou Chuck Berry à Rolling Stone. “Mas eu não era triste o sufi­ciente. Sempre tivemos comida na mesa.” Berry inicialmen­te compôs este hino da guitarra como uma afetuosa brincadei­ra com sua irmã Lucy, que passava tanto tempo tocan­do música clássica no piano da famí­lia que o jovem Chuck não tinha vez. Mas “Roll Over Beethoven” marcou a nova era: “Roll over Beethoven/ And tell Tchaikovsky the news” algo como “Vai nessa Beethoven/E conta a novidade para o Tchaikovsky”). Berry anunciou essa mudança com um incendiário riff de gui­tarra e o poderoso piano do par­ceiro Johnnie Johnson.
"Roll Over Beethoven" era uma das favoritas de John Lennon , Paul McCartney e George Harrison, mesmo antes de terem escolhido "The Beatles ", como o seu nome, e eles continuaram a tocá-la ao vivo em suas turnês americanas de 1964. Os Beatles gravaram sua versão em 30 de julho de 1963 com George Harrison nos vocais e guitarra solo. Nos Estados Unidos, foi lançada em 10 de abril de 1964 como a faixa de abertura de The Beatles' Second Album e em 11 de maio de 1964 como parte do segundo EP pela Capitol "Four by the Beatles". Também foi lançada pela Capitol com “Please Mr. Postman" como lado B. Esta versão chegou a # 68 na Billboard Hot 100 e # 30 na Cashbox. Em 1994 foi lançada uma versão ao vivo de "Roll Over Beethoven" em Live at the BBC. Esta versão foi gravada em 28 de fevereiro de 1964 e transmitida em 30 de março de 1964 como parte de uma série da BBC estrelada pelos Beatles chamada “From Us To You”. Esta versão de "Roll Over Beethoven" foi usada no filme Superman III dirigido por Richard Lester , que também dirigiu os dois primeiros filmes dos Beatles, A Hard Day’s Night e Help!. Os Rutles fizeram uma paródia muito legal com "Blue Suede Schubert" baseada na cover dos Beatles da canção de Berry.

A Electric Light Orchestra fez uma reformulação sofisticada de "Roll Over Beethoven" de oito minutos, que incluiu uma citação musical da abertura da Quinta Sinfonia de Beethoven e interpolações inteligentes de material a partir do primeiro movimento da sinfonia na canção de Berry. Essa versão aparece no álbum ELO 2, de 1973. tornou-se uma espécie de “marca registrada” da banda, e passou a ser usada para fechar todos os seus concertos. "Roll Over Beethoven" foi o segundo single lançado pela Electric Light Orchestra em janeiro de 1973, e tornou-se seu segundo consecutivo no 'top ten hit' no Reino Unido, bem como sucesso absoluto nos Estados Unidos."Roll Over Beethoven" foi utilizada com muita aceitação popular como trilha sonora do filme Beethoven, que conta a história de um cão da raça São Bernardo que chegou a encantar crianças e adultos e, ao mesmo tempo, veio trazer ao conhecimento da juventude atual o sucesso da canção Roll Over Beethoven, que já estava,de certa forma, caindo no esquecimento dos dias atuais. Para finalizar, a gente fica com Chuck Berry, a Eletric Light Orchestra, os insuperáveis Beatles em dois momentos - abrindo o primeiro show de verdade nos EUA no Coliseu de Washington e no programa Saturday Club da BBC (ufa!) e, para fechar com chave de ouro, nosso inesquecível George Harrison ao vivo no Albert Hall em 1992. Hare Krishna!

sábado, 20 de maio de 2017

HELP! IS ON THE WAY ON BLU-RAY!

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URGENTE: KID VINIL MORRE AOS 62 ANOS

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É com muito pesar que informamos da triste morte do nosso amigo, professor, colaborador e apresentador da 89, Kid Vinil, que faleceu na tarde desta sexta-feira (19) em São Paulo. Kid estava em coma induzido desde o dia 15 de abril, depois de ter passado mal em um show na cidade de Conselheiro Lafaiete, em Minas Gerais. Diagnosticado com um edema, foi transferido três dias depois com urgência para a UTI do Hospital da Luz, na Vila Mariana, em São Paulo, onde permanecia internado. No início desta sexta-feira, familiares usaram a página pessoal do músico no Facebook para informar que seu estado de saúde era crítico. No final da tarde Kid Vinil partiu. Fica aqui os nossos sentimentos aos familiares. Valeu, Kid!
O Kid Vinil apareceu aqui duas vezes, em 3 de março de 2011 com “TIC-TIC NERVOSO” e em 29 de junho de 2012 com seu ALMANAQUE DO ROCK. Confiram!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A FESTA DE LANÇAMENTO PARA A IMPRENSA DO SGT. PEPPER'S

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Poucos dias antes do lançamento oficial do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, no dia 19 de maio de 1967, uma festa para a imprensa foi realizada na casa de Brian Epstein - em Chapel Street – 24 - em Londres para apresentar o mais ambicioso projeto dos Beatles até então.
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Cerca de uma dezena de jornalistas e radiodifusores selecionados foram convidados para o evento. Vários fotógrafos também estavam presentes, entre eles Linda Eastman, que havia conhecido seu futuro marido Paul McCartney apenas quatro dias antes.
“Deixei meu portfólio no escritório de Brian Epstein com seu assistente, Peter Brown... Brown entrou em contato comigo e disse que Brian tinha gostado do meu trabalho e me convidou para um lançamento de imprensa para o Sgt Pepper na casa de Brian. Brown também disse que Brian queria comprar cópias de duas das minhas fotos - uma de Keith Moon vestindo uma gravata de renda e uma de Brian Jones na festa do barco dos Rolling Stones. Então eu fui para o lançamento da imprensa onde Sgt Pepper foi tocado pela primeira vez para a mídia, para tirar minhas primeiras fotos dos Beatles. Porque eu estava tão acostumada a trabalhar quase exclusivamente com preto e branco, eu não tinha nenhum filme colorido comigo, e tive que pegar alguns de outro fotógrafo. Eu vendi eventualmente uma cópia colorida dos Beatles desta sessão por $100 e pensei: eu fiz!” – Linda McCartney.
The Beatles promoting Sgt. Pepper, May 19th, 1967.  The Beatles promoting Sgt. Pepper, May 19th, 1967. The Beatles promoting Sgt. Pepper, May 19th, 1967.The Beatles promoting Sgt. Pepper, May 19th, 1967.Paul McCartney promoting Sgt. Pepper, May 19th, 1967.
Os Beatles foram fotografados na sala de Epstein e nos degraus da porta da frente. Aos convidados foram servidos champanhe, salmão escaldado e caviar.

THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - FOR NO ONE

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“For No One” é uma canção escrita por Paul McCartney, creditada à dupla Lennon & McCartney ", que apareceu originalmente no sétimo álbum gravado pelos Beatles – Revolver, em 1966. É uma canção pop num estilo barroco sobre o fim de um relacionamento. Foi um dos trabalhos mais maduros e pungentes de McCartney até então. Paul compôs a canção, cujo título provisório era “Why Did It Die?”, depois de uma briga com Jane Asher, em férias num chalé em Klosters, uma estação de esqui suíça em março de 1966. Ele afirma que escreveu pensando numa garota imaginária, uma típica trabalhadora (vale lembrar o quato a insistência de Jane em ter sua própria carreira o incomodava). A canção foi gravada em 9, 16 e 19 de maio de 1966. McCartney cantou e tocou clavicórdio (alugado da empresa de George Martin AIR), piano e baixo, enquanto Ringo Starr tocou bateria e tamborim. John Lennon e George Harrison não participaram da gravação. O solo de trompa foi por Alan Civil, músico profissional, britânico descrito pelo engenheiro de gravação Geoff Emerick como o "melhor trompista de Londres". Durante a sessão, Civil encara o desafio de tocar a partitura escrita por Paul e George Martin, com notas agudas demais para o instrumento. John Lennon diria anos depois sobre a canção: "É uma das minhas favoritas dele, um bom pedaço do seu trabalho". Confira alguns artistas que já tiraram uma casquinha em cima da criação de McCartney: Cilla Black, Chet Atkins Floyd Cramer, Liza Minnelli, Blackwater Park, Maceo Parker, Emmylou Harris, Caetano Veloso, Maureen McGovern, Andrea Marcovicci, Rickie Lee Jones, Anne Sofie von Otter and Elvis Costello, Meret Becker, Peter Mulvey, Gregorian Chants, Pat DiNizio, Rick Springfield, Diana Krall, The Farewell Drifters, Elliott Smith, DJ Earworm e Christina Trillo.
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John e Paul estavam impulsionando suas habili­dades a novas alturas, buscando novas formas de incorporar ideias, experiências e influências díspares ao formato de três minutos da canção popular. Sem dúvida, os meses que Paul havia passado mer­gulhando na cena avant-garde de Londres tinham modificado sua cons­ciência musical. De repente, ele estava compondo músicas inspiradas nos clássicos e nos bailes de salão, mesclando harmonias dos Beach Boys em canções de rock pesado como as do The Who, e enxertando trompetes eloquentes de R&B em letras tiradas durante o uso de dro­gas. Se antes Paul tendia a escrever canções românticas que optavam pelo sentimento, ao contrário das complexidades humanas que John traçava em suas canções pessoais, ele agora produzia algo tão cruel como "For No One”, na qual o final de um caso de amor foi descrito com toda a clareza e a frieza do gelo. No sign of love behind the tears, ele cantou. Cried for no one.
Ao ouvir uma fita antecipada das gravações de Revolver, num quarto de hotel, durante um intervalo da turnê de verão, John, que sempre havia sido o mais duro e competitivo dos parceiros, disse para Paul de forma cândida uma coisa sur­preendente: "Provavelmente, gosto mais das suas do que das minhas”. Fonte: “Paul McCartney – A Vida” – Peter Ames Carlin

THE BEATLES EM DOSE DUPLA - HEY JUDE / REVOLUTION

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CYNTHIA LENNON – O DIA QUE A FICHA CAIU

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No dia 19 de maio de 1968, John Lennon convidou Yoko Ono para uma noite em sua casa, aproveitando a ausência de sua esposa Cynthia. Em seu estúdio caseiro, John e Yoko gravam diversos experimentos sonoros que meses depois resultaria no disco “Two Virgins”. Na mesma noite, após fazerem amor pela primeira vez, utilizaram uma câmera com timer para fotografarem a si mesmos nus. Foto que seria usada na capa de “Two Virgins”. No dia 20, pela manhã, Cynthia Lennon chega em sua casa e encontra o marido John Lennon e uma japonesa pequenina com um ar arrogante de roupão tomando café na cozinha. E é exatamente sobre esse fatídico episódio que a gente aproveita novamente para conferir um trecho do livro “John” de 2009, escrito pela própria Cynthia Lennon.

O que eu ainda não havia percebido era que a história de John, sua atitude em relação ao casamento e à família eram muito diferentes do meu caso. Ele praticamente nunca tinha visto seus pais juntos: aos 5 anos de idade havia sido abandonado pelo pai — e, ao menos na prática, pela mãe também. O seu próprio pai sofrera da mesma forma. Considerando com que frequência e como costumamos fantasticamente repetir os padrões dos nossos pais, eu deveria, talvez, estar mais preparada para que John abandonasse o seu próprio casamento e seu filho de 5 anos de idade. Contudo, eu era jovem demais, inexperiente demais e otimista demais para considerar isso seriamente. Na viagem para casa, o nosso avião parou em Roma e almoçarnos. Não seria ótimo terminar o dia com um jantar em Londres, depois de ter tomado o café da manhã na Grécia e almoçado em Roma? Nós rimos. — Vamos buscar John para juntar-se a nós — Alex sugeriu que eu lhe telefonasse para avisar que estávamos voltando. Eu falei com ele rapidamente: — Oi, querido, eu já estou chegando. Mal posso esperar para encontrar você. A resposta de John pareceu normal: — Ótimo, vejo você mais tarde. Donovan e Gypsy foram para casa, mas Jennie e Alex vieram comigo até Kenwood para vermos se John gostaria de jantar fora conosco. Nós chegamos às 4 horas da tarde, e eu percebi imediatamente que algo estava errado: a luz da varanda estava acesa, as cortinas ainda estavam fechadas e tudo estava em silêncio. Dot não veio me receber, Julian não apareceu correndo, gritando de felicidade, para me abraçar. O que estava acontecendo? A porta da frente não estava trancada. Nós três entramos e começamos a procurar por John, Julian e Dot. — Onde vocês estão? — eu gritei, ainda esperando que eles surgissem de trás de alguma porta, rindo da peça que haviam pregado em mim. Quando coloquei a mão na porta do solário, tive um súbito tremor de medo. Hesitei por um segundo, depois abri. Dentro da sala, as cortinas estavam fechadas e o ambiente estava na penumbra, de forma que levou um instante para que a minha visão se acostumasse. Quando isso aconteceu, eu congelei. John e Yoko estavam sentados no chão, com as pernas cruzadas e olhando um para o outro perto de uma mesa coberta de pratos sujos. Eles estavam usando os roupões atoalhados que mantínhamos na cabina perto da piscina, então imaginei que haviam dado um mergulho. John olhou para mim sem nenhuma expressão no rosto e disse: — Ah, oi. Yoko não se virou. Eu disse a única coisa em que pude pensar: — Nós pensamos que seria legal jantar em Londres depois de termos almoçado em Roma e tomado café da manhã na Grécia. Você quer vir conosco? A sensação de estupidez dessa pergunta não me deixou em paz desde então. Ao confrontar meu marido com sua amante — que estava usando o meu roupão —, me comportando como se eu fosse a intrusa, a única coisa que pude fazer foi agir como se nada houvesse acontecido. Na verdade, eu estava em choque, e deixei que uma espécie de piloto automático assumisse o controle. Não fazia ideia de como reagir. Estava claro que eles haviam planejado tudo para que eu os encontrasse daquela forma, e era difícil absorver a crueldade da traição de John. A intimidade que pairava entre os dois era assustadora. Senti que existia uma muralha ao redor deles que eu não podia ultrapassar. Nos meus piores pesadelos com Yoko eu nunca imaginara nada como aquilo. Enquanto eu estava parada na porta, como se houvesse criado raízes por causa do choque e da dor que estava sentindo, John disse, indiferentemente: — Não, obrigado. Eu me virei e simplesmente fugi dali.