quarta-feira, 21 de junho de 2017

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - BLUE JAY WAY

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"Blue Jay Way" foi escrita por George em agosto de 1967 durante a viagem à Califórnia que fez com Pattie, Neil Aspinall e Alex Mardas (Magic Alex). Ao chegar a Los Angeles no dia 1º de agosto, eles foram levados para um pequeno chalé com piscina alugado em Blue Jay Way, uma rua no alto de Hollywood Hills, acima da Sunset Boulevard. Ele pertencia a Robert Fitzpatrick, advogado do mercado musical que estava de férias no Havaí.
Derek Taylor, antigo assessor de imprensa dos Beatles que estava trabalhando em Los Angeles como publicitário, ia visitá-los em sua primeira noite na cidade, mas se perdeu nos estreitos cannyons e se atrasou. Havia um pequeno órgão Hammond no canto da sala, e George passou o tempo compondo uma música sobre estar preso em uma casa em Blue Jay Way enquanto seus amigos estão perdidos na neblina.
Blue Jay Way era famosa pela dificuldade da localização - era possível estar próximo geograficamente e, ainda assim, separado por um desfiladeiro. "Quando chegamos lá, a música estava praticamente pronta", diz DerekTaylor "Claro, na época eu me senti muito mal. Lá estavam essas duas pessoas terrivelmente cansadas da viagem, e nós estávamos duas horas atrasados."

Taylor se divertiu com as interpretações dadas à música. Um critico achou que o verso em que George pede que seu convidado nào demore (be long) era um conselho para os jovens não pertecerem (belong), junto à sociedade. Outro aclamado musicólogo acreditava que, quando George disse que seus amigos tinham se perdido (lost their way), queria dizer que uma geração inteira tinha perdido a direção. “É só uma música”, disse Taylor. "Blue Jay Way" começa com o órgão em fade in. Esta é a única faixa do Magical Mystery Tour em que foi empregado o phasing, efeito eletrônico produzido que toca o som gravado em dois gravadores ligeiramente fora de sincronia, o que causa uma sonoridade espiralada e alguns zunidos. A parte principal da gravação - o vocal de George Harrison gravado em duas pistas, o órgão Hammond tocado também por ele e a bateria de Ringo - é tratada com essa técnica; uma conquista e tanto, já que o phasing tende a ser difícil de controlar antes de algum tempo. O acompanhamento musical inclui também um violoncelo, sons eletrônicos e vocais de fundo tocados para a frente e para trás.

"HEY, RINGO" - MÚSICA INÉDITA DE HARRISON?

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Olivia Harrison disse que encontrou um rascunho de uma música inédita de George Harrison. Intocável por décadas, a música estava em um assento de piano em sua casa, em Oxfordshire, Inglaterra. Intitulada Hey, Ringo, a música foi composta para Ringo Starr. Na letra, o autor descreve que sua guitarra é incompleta sem a batida de seu amigo. "Hey, Ringo, agora eu quero que você saiba que sem você minha guitarra toca muito lentamente", diz um dos trechos. A viúva de Harrison suspeita que a composição seja de 1970, período em que os Beatles estavam se separando. Disse também que era comum Harrison esquecer anotações por todos os lugares, e que não ficou surpresa em achar o papel no assento do piano. Olivia também acredita na possibilidade de o marido ter gravado a música em uma fita cassete caseira na época. A composição está prevista para ser reproduzida na edição estendida da biografia ilustrada de George Harrison, I me mine, que apresenta fotografias de família, manuscritos e entrevistas não-publicadas. Após ter encontrado a relíquia, a viúva apresentou a composição para Ringo Starr na comemoração em homenagem aos 74 anos de Harrison, em fevereiro deste ano, em Los Angeles. Fica a expectativa que Ringo grave a tal música. Vamos ver...

terça-feira, 20 de junho de 2017

FOTO DO DIA - GEORGE E RINGO - 1964

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THE BEATLES - REVOLUTION

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REVOLUTION # 9 - THE BEATLES?

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"Revolution 9" não era uma canção de Lennon & McCartney nem uma gravação dos Beatles. Era um amálgama imenso de sons gravados que John Lennon e Yoko Ono mixaram juntos. A música foi lançada no álbum The Beatles, o "Álbum Branco" de 1968, e faz parte da trilogia que consiste no single lado-B de Hey Jude, Revolution, a versão blues “Revolution 1” e essa colagem de sons intitulada “Revolution 9. John Lennon inicialmente nomeou-a "Number 9 Dream". Esse nome seria título de sua canção “#9 Dream” de seu disco solo, Walls And Bridges de 1975.
A ideia apareceu a partir de uma versão estendida de “Revolution 1” em que foram adicionados fitas em loop, música reversa e efeitos sonoros numa influência da musique concrète de Karlheinz Stockhausen, Edgard Varèse, Luigi Nono, e John Cage que trás ainda técnicas de pane no estéreo e fading. Com um pouco mais de oito minutos é a canção mais longa do disco assim como de toda a carreira dos Beatles. A canção foi creditada a Lennon/McCartney, porém é um trabalho basicamente Lennon/Yoko Ono que implementava a influência avant-garde nas composições de Lennon. Acreditando que a música era muito anti-comercial, mesmo para uma canção Beatle, os outros integrantes, principalmente Paul McCartney, realmente tentaram (sem sucesso) convencer Lennon a não colocar essa música no disco. Já George Martin sempre admirou a música, chamando-a de "música do futuro". Após uma pequena introdução de piano, uma voz em loop começa a repetir a palavra “número nove” possivelmente de um examinador de fitas da EMI. A frase entra em fade-in e fade-out durante a música inteira. Após isso vem o caos: microfonia, gritos, ensaios, fitas em loop, sirenes e etc. Há ainda alguns pedaços de outros sons durante a música: “Carnaval” de Schumann Sibelius e Beethoven, orquestra ao contrário tirado das sessões de A Day in the Life, que pode ser considerada um precursor do “sample” usado mais tarde principalmente pelo rap, diálogos sem sentido entre Lennon e Harrison dizendo, “Não há regras para os loucos das empresas,” Yoko Ono dizendo “você ficou nu,” vozes de um time de futebol americano gritando “bloqueiem a defesa!,” e aos 6:56 é possível ouvir o piano que poderia ser a introdução de While My Guitar Gently Weeps tocada bem rápida, George Martin dizendo “Geoff, acenda a luz vermelha”, com um eco pesado, um Mellotron tocado por Lennon ao contrário e outras frases como, “Pegue isto irmão, deve te servir bem.” Em 30 de maio de 1968, os “Beatles” começaram as gravações do disco com “Revolution 1” e o take 18 acabou sendo a base crua de “Revolution 9.” Os trabalhos na canção começaram em 6 de junho, quando Lennon preparou 12 efeitos. Alguns deles ele mesmo fez e outros eram dos arquivos do Abbey Road Studios. Em 10 de junho, enquanto Paul gravava “Blackbird” John ia tentando mais efeitos e técnicas. Mas o dia mais significante da gravação foi no dia 20 de junho, quando Lennon usou os 3 estúdios e gravou fitas de um para o outro tudo ao vivo. Segundo Lennon em entrevista para a Playboy em 1980: “Todos aqueles tipos de barulho e sons estavam encaixados. Havia mais ou menos umas 10 máquinas com pessoas segurando os loops com lápis – alguns esticavam e outros afrouxavam os loops – Eu fiz os efeitos todos ao vivo de um estúdio para o outro. Até achar um que eu tivesse gostado. Yoko estava lá me ajudando em tudo e fazendo decisões sobre quais loops usar. Era algo sob sua influência, eu acho. Uma vez que eu ouvi suas coisas, como palavras sem sentido, sons de batimentos cardíacos e respiração eu fiquei intrigado... Então queria fazer algo assim. Gastei mais tempo nessa música do que em qualquer outra música que escrevi. Era uma montagem”.“Revolution 9” teve que ser editada de 9’05 para 8’12, para ser incluída no último lado do segundo disco. Participaram da gravação: John Lennon: Fitas em loops, diálogos, efeitos, edição, samplers; George Harrison: diálogos, sampler; Ringo Starr: efeitos e diálogos e Yoko Ono: fitas em loops, diálogos, efeitos, edição e samplers. Algumas partes faladas de George Martin assim como alguma coisa de piano foram retiradas de “Honey Pie” e “Martha My Dear,” ambas de Paul McCartney. “Revolution 9” tem forte participação na Lenda da morte de Paul McCartney. É possível ouvir “Turn me on, dead man” ou “Me excite, homem morto” e, além disso, há outros detalhes relacionados também: o som de uma batida de carro seguido de uma explosão, já que segundo a lenda, McCartney teria morrido num acidente de carro. Pura bobagem. Na verdade, o acidente foi com o jovem Tara Brownie.De acordo com o advogado Vincent Bugliosi, o assassino Charles Manson acreditava que Revolution # 9, a gravação que aparecia no disco era uma referência à passagem da Bíblia “Revelação n°9” que fala do apocalipse e das profecias do quanto o fim está próximo. Ele acreditava que os Beatles falavam com ele através das suas canções e que esta,que a canção falava de uma revolução interracial e da batalha final: o Armagedon. Paul McCartney estava em Nova York quando “Revolution 9” foi feita e ficou muito decepcionado pela inclusão da música no álbum duplo. Ele já fazia esse tipo de “colagens” muito antes. Compôs algo semelhante há 18 meses nas sessões de 5 de janeiro de 1967, durante as gravações de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band chamada Carnival of Light, com mais ou menos 14 minutos. A canção nunca foi lançada nem mesmo em bootlegs . Poucas pessoas ouviram essa canção e era para ter sido inclusa no projeto “The Beatles Anthology,” porém foi vetada por George Harrison.

PAUL MCCARTNEY – THE PRINCE'S TRUST CONCERT 1986

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The Prince's Trust foi criado em 1976 pelo Príncipe Charles como uma instituição de caridade para ajudar os jovens a se livrarem das drogas. O primeiro concerto de benefícios foi realizado em 1982, e no verão de 1986, a instituição recebeu um benefício muito especial para celebrar o décimo aniversário da organização. Uma lista impressionante de artistas se reuniu para aquele que foi um dos melhores eventos de caridade da década de 1980.
The Prince's Trust All-Star Rock Concert foi lançado em VHS, LP e disco laser com as performances mais interessantes da segunda metade do show que durou mais de duas horas e meia com todos os grandes nomes da época: Eric Clapton, Paul McCartney, Mark Knopfler, Bryan Adams, Elton John, George Michael, Rod Stewart, Paul Young, Tina Turner, Suzanne Vega, Sting, Phil Collins e tantos outros. O momento mais aguardado, claro, era o da entrada de Paul McCartney para encerrar o grande show. Essa foi a segunda aparição ao vivo do ex-Beatle desde o último concerto do Wings em 1979 - a primeira foi no Live Aid no verão anterior. Ele tocou duas músicas, o clássico dos Beatles "I Saw Her Standing There" e "Long Tall Sally", antes do grande final com todos os superstars se agarrando em "Get Back" dos Beatles. Todo o espetáculo foi gravado ao vivo no Wembley Arena em 20 de junho de 1986 - exatamente há 31 anos. Uma grande festa! Um grande momento da música pop.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

IMAGINE - JOHN LENNON... E YOKO ONO?

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De todas as músicas que Lennon escreveu, nada se compara à "Imagine", a mais conhecida, uma espécie de “marca registrada”. Talvez, nem o próprio John Lennon imaginasse que tomaria proporções tão grandes. Foi gravada e lançada em 1971. Pelo conteúdo da letra, é considerada o maior hino pela paz e união de todos os tempos. Em votação da revista Rolling Stone, a música foi eleita a terceira melhor canção da história. John Lennon a descreveu como sendo anti-religiosa, anti-nacionalista, anti-convencional e anti-capitalista. Yoko Ono teria influenciado o refrão, pois ele aparece em vários poemas escritos por ela na década de 60 e em seu livro intitulado Grapefruit. Esse texto que a gente confere agora, é do da própria Rolling Stone com as 100 melhores músicas de todos os tempos.
John Lennon escreveu “Imagine”, sua maior dádiva musical para o mundo, em uma manhã de 1971 em seu quarto no Tittenhurst Park, sua propriedade em Ascot, Inglaterra. Sua esposa,Yoko Ono, observava enquanto Lennon sentou-se ao piano de cauda branco, agora conhecido pelo mundo todo pelos filmes e fotografias das sessões de gravação de seu álbum Imagine, e virtualmente completou a musica: a melodia serena; a tranqüila progressão de acordes; a evocativa harmonia de quatro notas; e quase toda a letra, 22 linhas de fé graciosa e franca enunciada no poder do mundo, unido em um propósito, para reparar e mudar a si mesmo. “Não é como se ele tivesse pensado, Oh, isso pode ser um hino”, disse Ono, relembrando aquela manhã, 30 anos mais tarde. “Imagine”era apenas o que John acreditava: que somos todos um único país, um mundo, uma pessoa. “Ele queria colocar essa ideia para fora”. Ideia que não era só dele: a própria arte de Ono, antes e depois de conhecer Lennon em 1966, celebrava o transformativo poder dos sonhos. A primeira linha de Imagine – Imagine there’s no heaven (Imagine que nao há mais céu)- descende diretamente de uma das peças interativas do livro de ono de 1964, Grapefruit (“Imagine Letting a goldfish swim across the Sky”-“Imagine deixar que um peixinho dourado nade pelo céu”). Mas Lennon,enquanto ex-Beatle, era um Expert no vernáculo do pop. Certa vez ele admitiu que “Imagine” – uma igualdade absoluta criada pela dissolução dos governos, fronteiras, religião organizada e disparada social - era “virtualmente o Manifesto Comunista”. Mas a beleza elementar de sua melodia, a tranqüilidade aconchegante em sua voz e o toque poético do coprodutor Phil Spector – que banhou a perfomance de Lennon em cordas gentis e um eco de brisa de verão – enfatizam a humanidade fundamental da canção. Lennon sabia que tinha composto algo especial. Em uma de suas ultimas entrevistas, ele declarou que “Imagine” era tão boa quanto qualquer coisa que ele havia escrito com os Beatles. Sabemos que é melhor que isso: um duradouro hino de conforto e promessa que nos tem sustentado por períodos de extrema dor, do choque pela morte do próprio Lennon em 1980 ao horror indestrutível do 11 de setembro. Hoje é impossível imaginar um mundo sem “Imagine”. E precisamos dela, mais do que jamais conseguimos.

Recentemente, a viúva de John Lennon foi considerada pela National Music Publishers Association como co-autora da canção pacifista mais famosa de todos os tempos. A resolução, anunciada de surpresa, foi tomada com base em declarações do próprio Lennon. Yoko Ono, aparecerá como co-autora da famosa canção. O surpreendente anúncio foi feito esta quarta-feira, em Nova Iorque, em cerimónia da National Music Publishers Association na qual a icónica ode à paz mundial, de 1971, foi declarada “canção do século”. Enquanto Yoko Ono e o filho, Sean Lennon, se aproximavam para receber um troféu, a associação anunciou inesperadamente que a artista se juntaria a Lennon nos créditos da composição. Após o anúncio, Sean comentou no Facebook que este era “o dia de maior orgulho da minha vida”. Durante a cerimônia, foi exibida uma entrevista da BBC com John Lennon em 1980, pouco antes de o músico ter sido assassinado, na qual o ex-Beatle diz que “Imagine” foi inspirada em parte no livro de arte conceptual de Yoko Ono, “Grapefruit”. Yoko Ono, já reconhecida como artista de vanguarda quando conheceu o ex-Beatle, colaborou estreitamente com Lennon e tenta preservar seu legado desde a sua morte. A icônica “Imagine”, com o seu apelo de um mundo sem divisões, continua a ser uma das canções mais famosas da música pop e o hino de todos os ativistas pela paz. É pouco provável que Yoko Ono venha a ter qualquer ganho pessoal no futuro imediato com este reconhecimento, porque já é a herdeira do património de Lennon. A mudança nos créditos poderá ter um efeito prático pois, segundo a lei norte-americana, as canções tornam-se domínio público, ou seja, os autores deixam de ter lucros com a sua venda, 70 anos após o seu lançamento. O acréscimo de Yoko Ono como co-autora da composição estende o período de copyright de “Imagine”.

O BAÚ DO EDU - QUEM PARTICIPA GANHA UM PRESENTAÇO!

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domingo, 18 de junho de 2017

HAPPY BIRTHDAY SIR PAUL McCARTNEY - 75 ANOS

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O século XX passou bem rápido. O século XXI está sendo mais rápido ainda. Agora já é 2017. Há 55 anos, os Beatles entravam no estúdio para gravar “Love Me Do” e começarem a mudar o mundo. E esse mundo mudou muito. Para o bem e para o mal. Nesses anos todos, 47 depois do seu fim, os Beatles continuam a nos mostrar o caminho. O caminho do bem, de ser bom, de procurar fazer o melhor possível. De ser feliz, viver em paz e ouvir música boa. E, se existe um responsável por isso, pela continuação do sonho e da magia iniciada com os Beatles, o nome dele é James Paul McCartney, filho mais velho de Mary e Jim, nascido em Liverpool. Hoje, Sir, gênio, homem, o Beatle, o ex-Beatle, o bom menino, o bom marido, o bom pai, bom amigo e o músico extraordinário Paul McCartney completa 75 anos de uma vida absolutamente abençoada e iluminada responsável pela felicidade de todo o planeta. Não é exagero. Nessas mais de cinco décadas de carreira, Paul McCartney colecionou todos os recordes. Segundo o Guiness, são 60 discos de ouro (entre 45 discos lançados) e 100 milhões de álbuns e singles vendidos. Paul emplacou nada menos do que 32 singles no 1º lugar da Billboard. Dificilmente haverá outro artista capaz de carregar números tão altos. Talvez seja impossível saber ao certo quantas bandas covers dos Beatles existem no mundo, mas estima-se que sua Yesterday – já recebeu em torno de 3.000 versões. E mais de 8 milhões de execuções somente nas rádios e emissoras de TV dos Estados Unidos.Aos 75 anos de idade, mais de meio século de carreira e ultraexposição, Paul McCartney continua sendo uma esfinge à espera de quem a decifre. Roqueiro de origem, ele flerta com o vaudeville, compôs algumas das mais marcantes baladas e ainda tem fôlego para experiências sonoras radicais e para compor peças eruditas. Na vida pessoal, Paul era tido como o bonitinho entre os Beatles, mas sabe-se que nunca foi uma flor: foi pego por porte de drogas, acusado de agredir a ex-mulher e de ser um patrão intragável. Ainda assim, mantém a reputação intacta, mesmo quando anuncia que parou de fumar maconha para não dar mal exemplo à filha de 11 anos. Podia estar recolhido, contando histórias aos netos em volta da lareira e tomando chá. Mas não. Como músico, é autor de algumas das mais inspiradas linhas de contrabaixo já ouvidas no rock. Como compositor, gosta de surpreender sobrepondo melodias e explorando novas soluções harmônicas. Como produtor musical, busca sonoridades inusitadas e provocantes. Além de tudo, é um parceiro generoso, buscando cumplicidade em nomes tão díspares quanto Stevie Wonder e Youth (do Killing Joke), ou Elvis Costello e Tony Bennett. E vem provando que é um sobrevivente. E muito mais do que isso. Paul McCartney chega aos 75 anos em plena atividade, com uma jovialidade impressionante. Consagrado como o maior compositor do século XX e o maior artista vivo do planeta Terra. Macca continua mostrando ao mundo, que sonhar ainda é possível. Mais que isso: a sua idade, quem você é, e quanto tempo vai viver aqui, é você quem faz. E hoje, em pleno 2017, o mundo ainda precisa, e muito, de Paul McCartney. Feliz aniversário, Paul. Que venham muitos e muitos anos. Amém.

PURE McCARTNEY - DVD AO VIVO - RAM

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Publicada originalmente em 18 de junho de 2016.Aqui a gente confere uma obra que também ganhou o nome de “Pure McCartney” mas não tem nada a ver com a coletânea de mesmo nome, mas sim, um DVD fantástico, com uma banda pra lá de boa, interpretando o disco “Ram” todinho e alguns outros sucessos da carreira solo do nosso menino prodígio de Liverpool. “Pure McCartney” é um DVD duplo, também lançado em CD e LP pelos cantores e compositores Tim Christensen (vocais , guitarras , produtor , produtor executivo) , Mike Viola (vocais, o piano , violão , bric-à-brac) e a belíssima e talentosa Tracy Bonham (vocais, violino , percussão) , juntos com a banda dinamarquesa “The Damn Crystals” (Cristais Malditos) , lançado em 2013 e gravado durante um supershow realizado no Vega em Copenhagen em comemoração ao aniversário de 71 anos de Paul naquele dia. Não é apenas uma “banda cover”, mas, além de fazerem igualzinho, é uma celebração ao talento de Paul como compositor. Posso garantir: quem assistir inteiro, não vai se arrepender. Muito legal!
VIVA PAUL McCARTNEY!!!

FOTO DO DIA - THE BEATLES - HAPPY BIRTHDAY PAUL!

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THE BEATLES - LONG TALL SALLY

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Se existe uma música que os Beatles podiam tocar até de olhos vendados, era "Long Tall Sally", a famosa cover de Little Richard que abalou meio mundo para os padrões caretas de 1957. "Long Tall Sally" é , literalmente, uma aula de Rock And Roll. O poderoso Hit foi criado por Robert Blackwell, Enotris Johnson e Richard Penniman (o próprio Little Richard – o capeta em forma de gente). A música foi originalmente gravada por ele em seu álbum de estreia “Here's Little Richard”, de 1957.

Do outro lado do mundo, em Liverpool, o rock louco, acelerado e gritado de Little Richard chegava aos ouvidos de um jovem Paul McCartney. Ali, naquele momento, o mundo começou a mudar, de fato. Paul conheceu John e entrou para sua banda. Logo depois, praticamente já seriam Beatles. Em todas as apresentações, a performance que Paul McCartney fazia com "Long Tall Sally", impressionava todos, principalmente pelos berros do jovem Paul que pareciam ainda mais possantes que o original americano. A fama de McCartney como “o melhor Little Richard de Liverpool, cresceu rápido. "Long Tall Sally" era obrigatória em todos os shows e se tornou “marca registrada de Paul” que geralmente encerrava os shows com ela deixando o público eufórico e excitado. E isso durou por anos, até 1965 quando acharam que a música já estava velha e fora de moda. Para substituir “Long Tall Sally” nos shows, viria outra bomba, outro rockão poderosíssimo, mas dessa vez, já de autoria do próprio intérprete: “o melhor Little Richard de Liverpool!”.

LITTLE RICHARD - I SAW HER STANDING THERE

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Essa matadora versão de Little Richard para o clássico dos Beatles "I Saw Her Standing There" foi gravada por volta de 1975 e aparece em um álbum com 3 CDs intitulado “Little Richard - King Of Rock & Roll: The Complete Reprise Recordings” lançado em 2004 pela Rhino Handmade. Também aparece no álbum “Meet The Covers – A Tribute To The Beatles”.

THE BEATLES - SHE'S LEAVING HOME

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No dia 17 de fevereiro de 1967, o Daily Mail publicou uma notícia sobre uma jovem que havia fugido de casa e seus pais que se mostraram muito contrariados. Paul McCartney viu o jornal nesse dia e achou que a história da menina fujona era um ótimo tema. E assim, ele criou a melodia e grande parte da letra que narra os passos da jovem que abandonava a casa dos pais. Quando mostrou para John Lennon, ele completou com o refrão simbolizando os pais da menina e idealizou o modo como ele deveria ser cantado: como um lamento. O coro da canção contraposto ao refrão cantado por John - com duplicação de voz (overdub) - cria um efeito mágico e impressionante. A gravação teve início no dia 17 de março de 1967 com seis tomadas, só participando a orquestra de cordas. O take 1 foi considerado o melhor. No dia 20 foram gravadas as vozes, o coro e o refrão. Nenhum dos Beatles tocou qualquer instrumento. Só as vozes de Paul McCartney e John Lennon. E a orquestra. A idéia de utilizá-la foi de Paul. Com a música na cabeça, ele pediu para George Martin, o produtor do disco em gestação e arranjador oficial dos Beatles. Sempre disponível em outras ocasiões, desta vez ele estava envolvido em outro trabalho já que era um produtor independente e não trabalhava só para os estúdios Abbey Road. Não tendo a paciência de esperar uns dias a mais, Paul procurou outro profissional a quem passou a tarefa de criar um arranjo para esta melodia. Este arranjador foi Mike Leander que realizou o trabalho. George Martin ficou magoado pela impaciência de Paul, mas mesmo assim foi ele quem coordenou a orquestra e realizou a gravação com ela. O nome da menina era, e ainda é Melanie Coe. Muitos consideram "She's Leaving Home", uma das músicas mais tristes dos Beatles.
Em fevereiro de 1967, Paul se deparou com um artigo de jornal sobre uma adolescente londrina de 17 anos que tinha sumido de casa fazia mais de uma semana. O pai, aflito, foi citado ao afirmar: "Não consigo imaginar por que ela fugiria. Ela tem tudo aqui". Adolescentes fugindo de casa eram o assunto do momento em 1967. Como parte da criação de uma sociedade alternativa, o guru da contraculturaTimothy Leary incitou seus seguidores a "desertarem", abandonarem a escolarização e o emprego formal. Como resultado, torrentes de jovens foram na direção de São Francisco, centro do Flower Power. O FBI anunciou 90 mil fugitivos naquele ano — um recorde.
Com apenas a matéria de jornal para se basear, Paul escreveu uma música comovente sobre uma jovem fugindo de uma casa claustrofobicamente respeitável em busca de diversão e romance nos agitados anos 1960. O que ele não sabia na época era o grau de exatidão dessa especulação. Ele também não fazia ideia de que tinha conhecido a garota em questão apenas três anos antes. A fugitiva da história era Melanie Coe, filha de John e Elsie Coe, que viviam em Stamford Hill, norte de Londres. As únicas diferenças entre a história dela e a cantada na música são que ela conheceu um homem em um cassino, em vez de "na loja de carros", e que ela saiu de casa de tarde, enquanto os pais estavam no trabalho, em vez de pela manhã enquanto dormiam. "O impressionante sobre a música era quanto ele acertou sobre a minha vida", diz Melanie. "Falava dos pais dizendo 'we gave her everything money could buy'z8, o que era verdade no meu caso. Eu tinha dois anéis de diamante, um casaco de pele, roupas de seda e cashmere feitas à mão e até um carro." Melanie continua: "Depois, havia um verso que falava 'after living alone for so many years'79, o que realmente me tocou porque eu era filha única e sempre me senti sozinlia. Nunca tive diálogo com nenhum dos meus pais. Era uma batalha constante. Eu saí porque não conseguia mais encará-los. Ouvi a música quando foi lançada e pensei que era sobre alguém como eu, mas nunca sonhei que na verdade fosse sobre mim. Eu me lembro de pensar que não tinha fugido com um homem do mercado de automóveis, então não podia ser eu! Eu devia estar na casa dos vinte quando minha mãe disse ter visto Paul na televisão, e ele tinha dito que a música era sobre uma matéria de jornal. Foi quan­do comecei a dizer aos meus amigos que era sobre mim". O caso de Melanie é exemplar do conflito de gerações do fim da década de 1960. Melanie desejava uma liberdade da qual tinha ouvido falar, mas que não tinha encontrado em casa. O pai dela, um executi­vo de sucesso, e a mãe, cabeleireira, tinham um casamento insosso e frágil. Eles não tinham religião, e as coisas mais importantes da vida eram respeitabilidade, asseio e dinheiro. "Minha mãe não gostava de nenhum dos meus amigos. Eu não podia levar ninguém para casa. Ela não gostava que eu saísse. Eu queria atuar, mas ela não me deixou ir para a escola de teatro. Ela queria que eu fosse dentista. Ela não gos­tava de como eu me vestia. Ela não queria que eu fizesse nada que eu queria. Meu pai era fraco. Ele acatava qualquer coisa que minha mãe dissesse, mesmo que discordasse", conta Melanie.
Foi através da música que Melanie encontrou consolo. Aos 13 anos, ela começou a frequentar os clubes do West End de Londres e, quan­do o lendário programa de televisão ao vivo Reaày Steaày Go! começou, no fim de 1963, ela se tornou uma dançarina regular nele. Os pais dela muitas vezes vasculhavam os clubes e a arrastavam de volta para casa. Se chegasse tarde, apanhava. "Quando saía, podia ser eu mesma. Aliás, nos clubes eu era encorajada a ser eu mesma e a me divertir. Dançar era a minha paixão. Eu era louca pela música da época e mal podia esperar até que o próximo single saísse. Quando a música diz 'Some-thing was denied'80, esse algo sou eu. Eu não podia ser eu. Eu estava procurando diversão e carinho. Minha mãe não era nada carinhosa. Ela nunca me beijava", Melanie conta.
Em 4 de outubro de 1963, Melanie ganhou um concurso de mímica no Ready Steady Go! Por coincidência, era a primeira vez que os Beatles estavam no programa, e ela recebeu o prémio das mãos de Paul McCartney. Cada um dos Beatles deu a ela uma mensagem autografada. "Passei o dia nos estúdios ensaiando, então estive perto dos Beatles a maior par­te do tempo. Paul não estava a fim de muito papo, e John parecia distante, mas passei um tempo conversando com George e Ringo", ela conta.
Sair de casa levou Melanie aos braços de David, um crupiê que conheceu em um clube. Eles alugaram um apartamento em Sussex Gardens, perto da Paddington Station, e enquanto davam um passeio uma tarde viram a foto dela na primeira página de um jornal vesper­tino. "Voltei imediatamente para o apartamento e coloquei óculos escuros e um chapéu", ela conta. "A partir daquele momento, vivi com pavor de ser encontrada. Eles conseguiram me achar depois de uns dez dias, porque acho que deixei escapar onde meu namorado trabalhava. Falaram com o chefe dele, que me persuadiu a ligar para eles. Quando eles ligaram para ir me ver, me enfiaram na parte de trás do carro e me levaram para casa."
Para fugir dos pais, Melanie se casou aos 18 anos. O casamento não durou muito mais do que um ano, e, por volta dos 21, ela tinha se mudado para os EUA para viver em um ashram e tentar trabalhar como atriz. Hoje Melanie vive na Espanha com dois filhos e o namorado. Ela compra e vende jóias de Hollywood dos anos dourados. "Se eu fosse viver minha vida de novo, não escolheria fazer tudo igual. O que eu fiz foi muito perigoso, mas tive sorte. Acho que é bom ser imortalizada em uma música, mas teria sido ainda melhor se tivesse sido por ter feito alguma coisa, em vez de por ter fugido de casa", ela comenta.

PAUL McCARTNEY - O GUITARRISTA

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Paul McCartney, cantor, baixista, guitarrista, multi-instrumentista, compositor e produtor - Um verdadeiro canivete suíço musical! Para qualquer um, fã dos Beatles ou não, a imagem que todos guardam dele é diretamente associada a do clássico baixo Hofner modelo violino que ele imortalizou. No entanto, nem sempre isso foi assim. Mundialmente conhecido como baixista, Paul começou sua carreira como guitarrista. No início, qualquer garoto que sonhasse em se tornar um astro do rock queria ser guitarrista. Todos eram guitarristas: John Lennon, Paul McCartney e o mais técnico deles, George Harrison. Quando Lennon conheceu McCartney, ficou impressionado com sua performance de "Twenty Flight Rock". Quando garoto, Paul ganhou um trompete de seu pai, como presente de aniversário. Não demorou muito e ele voltou na mesma loja onde Jim havia comprado o trompete e o trocou por uma guitarra de 15 libras. Mas ele não conseguia tocar nada. "Eu não tinha sacado que por eu ser canhoto, não dava para tocar direito. Ao ver uma foto de Slim Whitman, que também era canhoto, eu descobri que tinha que inverter a posição do instrumento".
Tentou ser solista, mas revelou-se um ótimo ritmista. Enquanto não mudava de vez para o baixo, Paul ainda ficaria "pulando" entre os dois instrumentos, além do piano, que ficava num dos cantos do palco, em Hamburgo. Com isso, o trio de guitarristas pode continuar a encantar as platéias do Kaiserkeller e do Top Ten Club, fazendo história nas noites de Hamburgo. Com a saída de Stuart Sutcliffe da banda, um dos três teria que ir para o baixo. John negou-se veementemente, George nem é preciso falar. Assim, Paul assumiu definitivamente o instrumento, por onde passeava apenas de vez em quando em Hamburgo. Como baixista, Paul mostrou-se extremamente inovador, melodioso, criando uma nova maneira de se tocar baixo no rock. Quando comprou finalmente o baixo Hofner modelo violino, apaixonou-se de vez, tornando-o sua marca pessoal como também dos Beatles.
Com os Beatles, Paul McCartney tocou guitarra em várias músicas, como "Another Girl" (solo), "Back In The USSR" (solo e rítmica), "Good Morning Good Morning" (solo), "Helter Skelter"(solo e rítmica), "Paperback Writer" (solo e rítmica), "Taxman" (solo), "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band" (rítmica), "Ticket To Ride" (solo), "Why Don't We Do It In The Road" (rítmica), "And Your Bird Can Sing" (rítmica), "I Will" (rítmica), "I'll Follow The Sun" (rítmica), "I've Just Seen A Face" (rítmica), "Michelle"(rítmica) e o fantástico meddley no final de Abbey Road (solo e rítmica). Em sua carreira solo, a lista das músicas em que faz as guitarras é interminável. Paul McCartney declarou que, quando fundaram os Beatles, não queria ser o baixista da banda. O músico afirmou que, geralmente, "esse papel é destinado a gordinhos que ficam no fundo". Em entrevista à revista Observer Music Monthly, o respeitado roqueiro comentou ter ficado infeliz ao ser escolhido para tal cargo na banda. "Eu queria ficar na frente com a guitarra", completou. É bem provável que, se tivesse ficado à frente com a guitarra, Paul encabeçaria a lista dos melhores guitarristas de todos os tempos. Mas, como esse artista é mesmo um canivete suíço, cumpriu bem o seu papel e fez o baixo conquistar seu lugar de destaque nos palcos e na história do rock.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO BOATO DA MORTE DE PAUL

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Tudo começou como todos os outros rumores, com as suposições aleatórias de um cara que ou não possuía coisas suficientes para mantê-lo ocupado ou tinha tantos apelos que perdera o senso de direção. Ou isso, ou alguém estava brincando e a brincadeira saiu completamente de controle.
Fred LaBour, jornalista universitário da Universidade de Michigan, estava trabalhando na sala de imprensa quando o telefone tocou e, do outro lado da linha, um homem insistia em dizer que Paul McCartney estava morto. "Foi muito assustador", disse LaBour, relembrando como a voz evocava o cântico estranho que sai das trevas no final de "Strawberry Fieds Forever": não soa como se alguém dissesse 'Eu enterrei Paul'? E por que Paul é o único beatle que está usando um cravo preto em Magical Mystery Tour? Por que ele está de costas para a câmara na contracapa de Sgt. Pepper? LaBour tomou nota de algumas coisa, desligou e sacudiu a cabeça. Ridículo. Mas ele tinha um lado infantil dentro dele, e na manhã seguinte teve uma ideia: "Falei com um amigo meu e disse: "Vou matá-lo, vou detonar a coisa toda." E foi exatamente isso que LaBour fez: juntando as pistas do homem ao telefone com uma variedade ainda maior de observações aparentemente horripilantes, preparou um cenário completo. O artigo de LaBour, publicado no jornal Michigan Daily, ganhou uma manchete extravagante: " McCartney Morto: Novas Evidências Trazidas à luz". Grande parte das novas provas era um completo absurdo. Por exemplo, a afirmação de LaBour de que a mão aberta sobre a cabeça de Paul na capa de Sgt. Pepper's era o sinal de morte da máfia foi inventada por ele, na máquina de escrever. E assim também ele forjou a revelação de que a aplavra "walrus" (morsa) era o correspondente grego de "cad´ver" (o cadáver de Paul). Os gregos não pussuem tal palavra, e menos ainda um imaginário de morte centrado nas presas dos animais; eles vivem num clima quente, e desconhecem as morsas. E assim por diante. Vê Paul descalço na capa de Abbey Road? Homens mortos não calçam sapatos! "Isso eu não pequisei", admitiu LaBour. "Mas me pareceu bom". Observe como a fileira em marcha ao atravessar Abbey Road, na capa do disco, se parece com uma marcha fúnebre (John de branco = Jesus; Ringo de preto = um padre; George de jeans = o coveiro) e faz o artigo soar ainda melhor. Bom o suficiente para atrair a atenção de um novo locutor de Detroit, Russ Gibb, que contou a história de LaBour, inclusive sua teoria escandalosa que descrevia um acidente de carro fatal, no outono de 1966, e a campanha secreta subsequente destinada a substituir Paul por um escocês parecido com ele , chamado William Campbell. Gibb encenou a história em seu programa de rádio na WKNR-FM, acrescentando algumas revelações próprias de tirar o fôlego e prometendo mais informações, a fim de manter os ouvintes cativos.
Dessa forma, o trabalho de uma besta de faculdade se junta ao locutor faminto por audiência. Até aqui não há nada de extraordinário. No entanto, na medida em que outras estações de rádio e outros centros de notícias passaram a levantar a história, e na medida em que o artigo de LaBour no jornal universitário se transformou numa fixação nacional, e depois internacional, algo mais começou a contecer. Nas semanas que se seguram aos assassinatos da família Manson, em Los Angeles (nos quis os títulos das canções do álbum Branco - Helter Skelter e Piggies, foram foram rabiscados nas paredes com o sangue das vítimas); em algum lugar entre Woodstock e Altamont; algo do inconsciente coletivo se ergueu das trevas nas músicas dos Beatles e não queria se afastar. Talvez porque os anos de guerra, assassinatos e discórdia cultural tivessem escurecido o céu por toda parte. Ou então alguma coisa no vento deixou claro claro que o maior tesouro mundial do rock'n'roll, o próprio Sol do sistema solar da cultura pop, não sobreviveria àquela década. Na ausência de evidências concretas da ruptura - o próprio John continuava a falar dos Beatles como um interesse corrente, e os outros faziam o mesmo enquanto promoviam Abbey Road na imprensa - . o sentimento tomou forma de uma fantasia: o mais beatle de todos estava morto.
A Apple foi bombardeada por telefonemas de repórteres, escritores e espíritos malignos variados do mundo todo. As vendas de Abbey Road e dos outros discos dos Beatles atingiram as alturas. O advogado de celebridades F. Leee Bailey montou um especial de TV completo, encenado como um "julgamento", destinado a provar ou negar a existência corpórea de Paul. Convidado a participar, o jovem LaBour voou até Los Angeles e confessou a Bailey, um pouco antes de gravar, que tinha inventado a história toda. Bailey ficou pálido e, por um momento, levando em conta as barreiras legais, pensou que tudo estivesse acabado. "Temos uma hora na TV para preencher", acabou dizendo para LaBour. "Você vai ter que colaborar". E foi jogada mais lenha na fogueira.
Fonte: "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin.
Existe ainda um DVD de um documentário absurdo dirigido por um tal de Joel Gilbert de uma tal Highway 61 Entertainment. Chama-se "THE LAST TESTAMENT OF GEORGE HARRISON" Onde a voz de um suposto George Harrison conta toda a história da conspiração dos Beatles para esconder a suposta morte de Paul McCartney. Absurdo. Aqui, a gente confere o trailer.

PAUL & LINDA McCARTNEY - UNCLE ALBERT / ADMIRAL HALSEY

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Esta faixa foi inspirada em Albert Kendall, um tio de McCartney que costumava pregar a bíblia quando ficava embriagado. A canção é formada por três partes estruturadas da seguinte forma: a) Uncle Albert, b) Hands Acroos The Water , e c) Admiral Halsey. Segundo o engenheiro de som, Tim Geelan, além das três partes principais o mix da canção foi preparado em 12 semi-estruturas, indicando a complexidade da produção. A letra de “Admiral Halsey” apresenta algumas expressões de duplo sentido, como “the butter wouldn’t melt, so i put it on the pie” (a manteiga não derreteu, então a coloquei dentro da torta). A “torta”, no caso, é uma expressão britânica para o órgão sexual feminino, também usada na canção Penny Lane (no trecho “for a finger and finger pie”). Durante a gravação da parte orquestral, alguns músicos da filarmônica de Nova York tiveram de ser convencidos a permanecer no estúdio pelo produtor Phil Ramone, que supervisionava a sessão. O motivo é fácil de ser entendido: as normas do sindicato dos músicos profissionais dão a eles “proteção” quando a jornada de trabalho excede o número de horas máximas estipuladas pela lei. Após uma rápida conversa e a promessa de adcionar alguns “dólares extras” na conta bancária dos radicais violonistas, a sessão continuou sem problemas. Já o solo de trompa, tocado por Marvin Stamm, foi gravado de uma forma incomum: com o microfone embutido na saída de som. No setor de “efeitos especiais”, o som de trovões foi produzido por Eirik “The Norwegian” Wangberg, no Sound Recorders, em Los Angeles. Wangberg sampleou a tempestade do banco de sons do estúdio, e gravou uma faixa mono com os efeitos. A partir desse master, uma outra faixa foi criada em mock stereo (estéreo fabricado) e mixada posteriormente na música.
Fonte: “Paul McCartney – Todos os segredos da carreira solo” de Cláudio D. Dirani – o melhor livro já publicado sobre a obra de McCartney no Brasil!

ÔBA – PAUL McCARTNEY NÃO MORREU!

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Eu vivo falando mal das teorias das conspirações, mas volta e meia, me encontro em algum site procurando sobre algumas curiosidades estranhas de certos assuntos que já nasceram bizarros como os boatos da morte de Paul McCartney e “Elvis não morreu”. Então encontrei esse fórum, no mínimo curioso, onde radicais extremistas de direita e esquerda discutem e afirmam que Paul sempre esteve bem vivo e nunca foi substituído por nenhum sósia. Ufa! Que bom saber! O que vale, são algumas imagens que acabaram ficando legais. Separei algumas que achei interessantes que a gente confere aqui. Quem quiser dar uma olhada no fórum (ou talvez participar), o link é: http://www.abovetopsecret.com/forum/thread508668/pg1

PAUL McCARTNEY - RED ROSE SPEEDWAY - COLLECTOR'S EDITION

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Red Rose Speedway foi o quarto álbum lançado por Paul McCartney e o segundo álbum com o Wings, que nessa época eram Paul, Linda McCartney, Denny Laine, Denny Seiwell e o guitarrista Henry McCullough. Foi lançado em maio de 1973 e inicialmente a ideia era fazer um álbum duplo. Antes do seu lançamento, "My Love", alcançou o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos. Foi a segunda música escrita por McCartney a atingir o primeiro lugar naquele país após a separação dos Beatles (a primeira foi "Uncle Albert" do álbum Ram) e o maior sucesso do álbum. Em 1993, Red Rose Speedway foi remasterizado e foram incluídas como bônus as músicas: "C Moon", "Hi Hi Hi", "The Mess" (lado B do compacto com "My Love") e "I Lie Around" (lado B do compacto com "Live And Let Die"). Indiscutivelmente, um dos melhores momentos de Paul McCartney nos aos 1970.
E o que poderia ser melhor que Red Rose Speedway? O álbum duplo pirata “Red Rose Speedway – Collector’s Edition” com dezenas de outakes, remixes, faixas alternativas, ao vivo, lados B e outras tantas inéditas. Esses dois discaços, já estiveram aqui para download em 2011 e 2012. Os grandes destaques ficam por conta das espetaculares "Night Out" (rough mix), "Jazz Street" (versão instrumental inédita), "Big Barn Bed" (rough mix), "1982" (live), "The Mess" (live), "Thank You Darling" (outake), "Seaside Woman" (rough mix), "Henry’s Blue" (live), "Hi Hi Hi" (live) e "Soily" (live).

sexta-feira, 16 de junho de 2017

UM CERTO HARRY NILSSON... DE NOVA YORK

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Se Harry Nilsson vivo estivesse, teria completando ontem 76 anos.
Harry Edward Nilsson III, (1941-1994), foi um músico, cantor e compositor, americano, conhecido apenas por Nilsson, nascido em Nova York, e considerado por alguns, um "mago" nos estúdios, por causa de suas habilidades que faziam com que sua música fosse impossível de ser reproduzida ao vivo. Um vocalista capaz de alcançar 3 oitavas. Foi para a Califórnia na adolescência e compôs "Cuddly Toy" para os Monkees, mas seu primeiro  sucesso foi o desenho animado "The Point," de sua autoria, bem como a trilha sonora. Embora suas gravações mais famosas não tenham sido composições suas, elas foram muito mais bem sucedidas do que as versões de autoria original.
O sucesso internacional veio com a canção de Fred Neil, "Everybody's Talkin", utilizada na trilha sonora do filme "Midnight Cowboy," com o título em português: Perdidos na Noite. Esta gravação lhe rendeu o "GRAMMY"(1969 por "melhor performance vocalista-masculino-pop" do ano.
Seguiu-se o álbum Nilsson Schmilsson, gravado em 1971, que trazia seu explosivo sucesso número 1, "Without You,"("Billboard Top 100"-1972) para as paradas. Essa canção foi originalmente composta pela dupla Pete Ham & Tom Evans, do grupo inglês Badfinger. A versão de Nilsson de "Without You" lhe rendeu um disco de platina, certificando-o por um milhão de cópias vendidas nos EUA. O sucesso de "Without You" fez com que Nilsson permanecesse no primeiro lugar das paradas por 4 semanas nos EUA! "Without You" é a música que mais rendeu "royalties" para Pete Ham &Tom Evans.Harry Nilsson era admirado e respeitado por "gigantes" do Rock clássico da era das décadas de 1960 e 1970, como: The Beatles, The Who, Led Zeppelin, Beach Boys, Klaus Voorman, Jim Keltner entre muitos outros. Numa ocasião na qual John Lennon e Paul McCartney estavam sendo entrevistados, ao ser perguntado sobre qual seria o melhor cantor americano, John Lennon respondeu: "Harry Nilsson"! Em seguida, o reporter perguntou qual seria a melhor banda americana e Paul respondeu: "Nilsson"! Durante 1973, quando John Lennon andava por Los Angeles, California, e temporariamente separado de Yoko Ono, Lennon formou uma parceria com Nilsson em alguns projetos alternativos, incluindo o álbum "Pussy Cats" (1973). Nilsson, ainda criou e atuou em uma comédia cinematográfica de sua autoria junto com Ringo Starr, "Son of Dracula" (O Filho de Drácula), pela Apple Films, em 1974, projeto esse que se fez acompanhar de outro LP do mesmo nome com sua trilha sonora.
Talvez um pouco da demasiada diversificação de seu talento criativo tenha colaborado com uma diluição em sua capacidade criativa máxima. Eventualmente, outros problemas foram surgindo. A morte de seu amigo e baterista do The Who, Keith Moon, em seu apartamento em Los Angeles o deixou muito abalado e aos poucos Nilsson foi se afastando da vida pública como músico. Ele foi, um pouco como John Lennon, dedicar-se à vida de casa, à sua esposa e seus sete filhos. Logo, sua carreira de celebridade foi-se evaporando, os anos passando, até que em 1993 sofreu um ataque do coração. Então, logo após sua recuperação, resolveu voltar e recomeçou a compor e tocar, pouco a pouco. Porém, no ano seguinte, subitamente seu coração não resistiu e, em 15 de janeiro de 1994, Harry Edward Nilsson III, faleceu.
Foram muitas as celebrações por sua vida, comemorada por vários grupos musicais que homenagearam um grande músico e artista americano. Nilsson havia tocado com os maiores nomes da música pop/rock do século XX. E ele deixou sua marca forte, com o nítido reverberar de sua talentosa voz. Sua interpretação de "Without You," versão do sucesso do grupo BADFINGER, foi, sem dúvida seu maior sucesso, perpetuou-se não só em filme, mas novamente acompanhando várias outras produções de diferentes companhias que seguiram após sua morte.
Em 1974 o músico Harry Nilsson, intérprete de Everybody’s Talking, trilha do Midnight Cowboy, e de outros sucessos como Without You de 1971, lançou o álbum Pussy Cats, numa reinvenção da sua própria música. O trabalho foi todo produzido pelo amigo John Lennon, que também fez backing vocal para Nilsson, num exemplo de humildade e amor pela música. O dedo de Lennon está no disco todo, na melancolia, nas guitarras rasgadas e na influência das letras doloridas, como Don’t forget me e All my life. O álbum começa inusitadamente com uma letra de Jimmy Cliff "Many Rivers to Cross", que posteriormente foi regravada por Joe Cocker. Bob Dylan também está presente com um rock mais pesado no arranjo de Lennon para "Subterranean Homesick Blues".
Pussy Cats é triste e combatente, uma explosão criativa. Harry Nilsson foi sumindo da cena musical depois da morte em sua casa do seu grande amigo Keith Moon, baterista do The Who. Levado pela tristeza e depressão, Nilsson parou para se dedicar à família. Em 1993 sofreu um infarto e após sua recuperação ensaiou um retorno às composições, até que no dia 15 de janeiro de 1994 seu coração parou de vez.
No CD especial relançado em 1999 mais quatro faixas foram incluídas: Down By The Sea, The Flying Saucer Song, Turn Out The Light e Save The Last Dance For Me. Supreendentemente, um sucesso de Bill Halley está presente no disco, é "Rock Around The Clock". A versão de Nilsson e Lennon mostra como eles estavam antenados nos movimentos musicais emergentes na década de 70. Rock Around The Clock virou quase um punk rock ao estilo dos Ramones, com leves tons de rockabilly.

You Can't do That, dos Beatles, foi regravada por Harry Nilsson numa versão muito legal em seu álbum Pandemonium Shadow Show de 1967 que colocou nela referências de outras músicas dos Beatles como She's a Woman, I'm Down, Drive My Car, You’re Going To Lose That Girl, Good Day Sunshine, Rain, Day Tripper, Paperback Writer, Yesterday e Strawberry Fields Forever. Conta a lenda que John Lennon ouviu essa versão por dezenas de horas. Então chamaram Nilsson para um encontro em Londres, para ajudar a melhorar sua carreira. Aí começou uma amizade entre Nilsson e os Beatles, principalmente John Lennon e Ringo Starr, que durou anos.
Aqui, a gente confere um pequeno trecho do livro “A Balada de John & Yoko” de 1983, do capítulo onde Nilsson relembra o início da amizade com John Lennon:

No início de 1968, antes mesmo de ter gravado meu primeiro disco (Pandemonium Shadow Show), eu trabalhava na cen­tral de computadores de um banco... mas também tinha um pequeno escritório na RCA Records. Um dia eu estava sentado no escritório quando recebí o telefonema de alguém que me falou de uma grande entrevista coletiva de impren­sa dos Beatles em Londres anunciando a formação da Apple - a segunda maior entrevista coletiva de imprensa desde a II Guerra Mundial! -, e que quando foram indagados quanto ao cantor favorito deles disseram que era eu, e quando perguntados quanto ao grupo favorito disseram que era eu. O que tinha acontecido é que Derek Taylor (chefe do departamento de imprensa dos Beatles) — que é uma pes­soa forte e persuasiva, o homem mais inteligente que já conheci, uma espécie de Ronald Colman com ácido! — tinha levado meu disco para Inglaterra e mostrado para John. A história que ouvi foi de que eles ficaram ouvindo o disco vinte e quatro horas, viajando de ácido perto de um lago. Pouco tempo depois, numa segunda-feira de manhã, às sete horas, recebi um telefonema:
- É o Harry? Aqui é John.
- Que John?
- John Lennon.
- Hum?
- O seu disco é fantástico, cara. Eu só queria dizer que você é grande. Bom, você também não é nada mau. Nem sei o que dizer.
- Bom, você também não é nada mau. Nem sei o que dizer.
- É isso aí. Eu só telefonei pra dar um alô.
Na segunda-feira seguinte, às sete, Paul ligou.
- Harry? Aqui é o Paul.
- McCartney?
- É. Eu só queria dizer que você é ótimo, cara. Adorei aquela música (fosse qual fosse).
- Muito obrigado, cara.
Assim, na segunda-feira seguinte, esperando que Ringo ligasse, acordei, tomei banho, vesti minhas roupas inglesas... e é claro que ninguém telefonou. Fiquei muito desapontado! Mas de repente eu era o fabuloso Beade loiro dos EUA, uma pessoa mítica, e começaram a me contratar para fazer shows.
Depois Derek me telefonou e perguntou se eu queria ir para Londres assistir a uma das sessões de gravação dos Beatles: “Ir para Inglaterra? Londres, In­glaterra?” Na noite que cheguei fui apanhado pelo Mercedes 600, branco de Ringo, e disse: “Uau!”. Além do mais havia um maço de Lark no assento tra­seiro, que por acaso é a marca que eu fumo e pensei: "Esses caras são mesmo mágicos, sabem até a marca de cigarro que eu fumo!” (Acontece que Ringo também fumava Lark.) Então a primeira coisa que fiz foi parar na butique da Apple e comprar uma jaqueta só pra ficar por dentro das coisas, depois fui levado até a Apple, onde as pessoas estavam usando botões e emblemas dizendo Nilsson está aqui. (Parte da minha paranóia me dizia que aquilo era uma piada.) Era uma verdadeira e total loücura, os Hell’s Angels estavam lá e de repente as pessoas começaram a jogar haxixe na privada e puxar a descarga (“Os tiras estão aí fora, fiquem calmos!”). Depois fui levado até Tittenhurst, onde o Ringo mora atualmente, mas que na época era a casa de John, Exatamente naquele dia Cynthia tinha saído e Yoko tinha entrado na casa, e nós'passamos a noite inteira sentados no chão conversando sobre o que era ser divorciado, pois eu também tinha me divor­ciado recentemente. Yoko pegou no sono, entediada, mas eu não a culpo. Na época, eu não entendia o que John estava fazendo com elaf— eu ainda não tinha percebido seu senso de humor (depois ela costumava me chamar de Lei­teiro e eu a chamava de Saco de Risadas) —, mas isso porque eu realmente queria conhecer o John. 
No dia seguinte de manhã — nós ainda estávamos acordados e a Yoko ainda dormia perto do sofá, enrolada aòs pés de Johngr- fomos até a cozinha prepa­rar o café, e não havia muito o que dizer. John me mostrou sua versão lenta ou rápida de Revolution — não me lembro qual delas ^Sje toquei para ele meu novo disco, Aerial Ballet. Mr. Ricbland’s Favqrite Song ioi a música que John gostou mais. Depois reparei no casaco indiano de pele de carneiro e^do^ rados escrito “I Am the Walrus” pendurado num cabide. Admirei o ‘casaco e, ele disse:
- Toma, pode ficar com ele.
- Não, não, não, é muito curto.
- Ah, fica com ele.
E eu fiquei, e mais tarde dei para minha irmã, que colocou o casaco num cofre.

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