domingo, 19 de novembro de 2017

GEORGE MARTIN ORCHESTRA - "HELP!" - 1965

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Sir George Martin foi o produtor, arranjador e mentor dos Beatles, que assinou com eles para a EMI e trabalhou praticamente em quase todas as músicas que o grupo produziu ao longo de sua carreira. Em virtude de seu trabalho como produtor dos Beatles, tinha algo como uma trilha interna em termos de dar uma outra olhada nas novas músicas criadas por John Lennon e Paul McCartney. Juntamente com seu conhecimento íntimo do modo de trabalho do grupo, pensaria - ou, pelo menos, suspeitaria - de que essas próprias interpretações das músicas dos Beatles valeriam a pena ser ouvidas, mais do que, digamos, as de outras orquestras, tais como como a 101 Srings e outras tais quais. Assim, seguindo o caminho do sucesso da trilha sonora de Help! - produziu em 1965, um álbum homônimo com sua orquestra, o segundo de uma série de álbuns de Martin com arranjos instrumentais das músicas do Beatles. Ao contrário de seus outros álbuns, o lançamento no Reino Unido não não foi pela Parlophone, mas pelo selo Studio 2 Stereo, da Columbia Graphophone, irmã da EMI. A contra-capa do álbum, traz um pequeno texto escrito por Brian Epstein que não poupa elogios ao produtor de seus rapazes. “George Martin é um técnico notável, e também um artista. Seus arranjos e sons são para o fundo e também para serem ouvidos por aqueles que colecionam o melhor”.

GEORGE HARRISON EM DOSE TRIPLA - SENSACIONAL!

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sábado, 18 de novembro de 2017

A PEDIDOS - DHANI HARRISON - ALL ABOUT WAITING

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PAUL McCARTNEY - LIVERPOOL ORATORIO - 1991

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Após flertar com arranjos clássicos em canções dos Beatles como Eleanor Rigby, For No One, e na composição da trilha sonora de The Family Way, Paul McCartney finalmente teve a chance de empenhar-se em um desafio envolvendo a composição de temas eruditos em grande escala. A gênese do "Oratório" começou em 1988, quando McCartney recebera um convite para a produção de um tema comemorativo aos 150 anos da The Royal Liverpool Phillarmonic Society.
Para a concretização dessa obra, Paul contou com a parceria do maestro e arranjador, Carl Davis, que também providenciou a concepção prática das partituras musicais. O tema principal do Liverpool Oratorio é baseado na biografia de Paul McCartney, e documenta diversas etapas-chave de sua vida, começando no período da Segunda Guerra Mundial, com seu nascimento, sua passagem pela escola, a morte de sua mãe, o casamento com Linda, a carreira musical com os Beatles, e outros acontecimentos posteriores. A estréia da obra aconteceu no dia 28 de junho de 1991, na catedral de Liverpool, sendo gravada e editada juntamente com a apresentação realizada no dia seguinte para o lançamento em CD/LP, dia 7 de outubro de 1991. O documentário "Ghosts of The Past", mostrando o making of do Liverpool Oratorio, foi transmitido no Reinio Unido um dia antes de seu lançamento comercial. Nos EUA, o programa ganharia divulgação apena no dia 30 daquele mês.Resultado de imagem para carl davis paul mccartney
"Foi bem assustador. No decorrer do processo de composição, eu tentava colocar tudo o que sabia, esperando estar acrescentando algo realmente bom. Eu já sabia que os críticos já estavam prontos para me malhar. Mas eu sou assim mesmo, gosto de riscos. Acho que tenho fé em mim mesmo", comentou Paul McCartney no livro oficial da New World Tour, em 1993. Fonte: "Paul McCARTNEY - Todos os segredos da carreira solo - Claudio Dirani

CHARLES MANSON – SERÁ QUE CHEGOU A HORA DELE?

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Em janeiro desse ano, conforme apareceu aqui, já havia boatos de que Charles Manson estaria à beira da morte e coisa e tal, nada! Agora, essa história volta às manchetes. "Após relatos não confirmados de internação em estado grave, legado macabro de um dos assassinos mais famosos da história volta à tona nos EUA".
Responsável por esfaqueamentos que chocam os Estados Unidos há quase 50 anos, mesmo sem ter sujado as mãos com uma única gota de sangue, Charles Manson, aos 83 anos, estaria à beira da morte, segundo a imprensa americana. O ex-guru hippie teria sido internado há quatro dias em um hospital da Califórnia, onde cumpre prisão perpétua desde 1971, condenado por convencer jovens seguidores a assassinarem, "com o máximo de crueldade", pelo menos sete pessoas, incluindo uma das estrelas de Hollywood mais comentadas da época - a bela Sharon Tate.
A notícia foi publicada pelo site TMZ e replicada pelos principais jornais americanos, incluindo o Washington Post e o New York Times. Procurado, o departamento penitenciário da Califórnia diz que segue regras locais e federais de privacidade médica e não confirma a internação de Manson. À agência Associated Press, uma porta-voz se limitou a informar que ele estava vivo na quinta-feira. A especulação trouxe Manson ao topo dos assuntos mais comentados no Twitter e lançou um debate sobre um dos criminosos mais perturbados e famosos da história americana - especialmente entre jovens que não conheciam o vínculo de sua seita com a tensão racial nos EUA, reacesa recentemente por eventos como a marcha racista de Charlottesville, em agosto, ou os assassinatos por policiais que deram origem ao movimento Black Lives Matter.

Mesmo com registros oficiais associados a sete mortes (bem menos que outros assassinos em massa cujo nome ninguém se lembra, como Steven Paddock, que matou 58 pessoas a tiros em Las Vegas, no mês passado), Manson é tema de pelo menos 40 livros e há décadas atrai holofotes - e calafrios. Para quem tiver estômago, no youtube encontra facilmente o filme Helter Skelter - Charles Manson, dublado. Não deixe de conferir também a superpostagem O ASSASSINATO DE SHARON TATE.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

PAUL McCARTNEY – I’VE JUST SEEN A FACE

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"I've Just Seen A Face" era uma música que Paul tocava ao piano havia algum tempo. Ele a tocava nas reuniões familiares em Liverpool, e sua tia Gin gostava tanto dela que, enquanto ainda não tinha nome, foi apelidada de "Auntie Gin's Theme". A orquestra de George Martin  gravou-a em versão instrumental com esse título. A tia Gin era a irmã mais nova do pai de Paul, Jim, e foi mencionada com mais destaque em "Let 'Em In", gravada pelo Wings. Em 1965, John estava claramente identificado com Dylan, ansiando por (e encontrando) letras que revelassem sua dissonância interior, mesmo quando encobriam os detalhes salientes das fantasias teatrais e dos duplos sentidos. Todavia, enquanto as canções de Paul para o filme (Another Girl e The Night Before) foram menos marcantes naquela hora, as restantes mostraram, de modo significativo, a ampliação de seus horizontes musicais, assim como as canções de John o fizeram em relação às suas ambições literárias. I've Just Seen a Face é uma balada folk em dois tempos, com suas guitarras acústicas e tambores escovados cortando uma letra sentimentalmente tensa, cujo tema — a emoção inebriante de se apaixonar — é realçado pelo padrão de acordes descendentes e compassos hesitantes. A letra foi composta com perfeição, cada sílaba sendo precisamente definida no tempo e na rima, de modo a enfatizar a métrica da canção. Basta considerar a forma rígida com que o terceiro verso da melodia foi construído; como suas rimas internas adiantam a narrativa da canção, ao mesmo tempo que reforçam cada batida do seu ritmo frenético. Os Beatles gravaram I've Just Seen A Face em seis takes no dia 14 de junho de 1965. A música é considerada incomum na medida em que não contém baixo. Em uma exibição de versatilidade de tirar o fôlego, as músicas de McCartney, I'm Down e Yesterday, também foram gravadas no mesmo dia. Na década de 1970, I've Just Seen A Face tornou-se uma das poucas músicas dos Beatles a serem interpretadas pelo Wings de Paul. Anos mais tarde, Macca disse no livro Many Years Ago: “Era um pouco country do meu ponto de vista. Era mais rápida, porém, era uma coisa estranha. Fiquei bastante satisfeito com isso. A letra funciona: ela continua arrastando você para a frente, continua a puxá-lo para a próxima linha, há uma qualidade insistente nisso que eu gostei”. Infelizmente, não existe um vídeo decente dos Beatles, nem desses só com a música e uma foto estática. Em compensação, a gente confere Paul McCartney em três diferentes grandes momentos de sua carreira.

THE BEATLES - RAIN - 2017

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Assim como I'm Only Sleeping em Revolver, Rain mostra os Beatles explorando os sentimentos de descolamento do pelo LSD e a crença de que a consciência aumentada pode ser encontrada dentro do eu. Os Beatles gravaram Rain durante duas sessões em 14 de abril de 1966, no mesmo dia em que Paul McCartney gravou sua parte de baixo para Paperback Writer. O grupo gravou a música em ritmo acelerado, para que, na edição, fosse propositadamente desacelerado. Eles terminaram a música em 16 de abril, adicionando overdubs incluindo pandeiro, baixo e vocais extras. É provável que os vocais para trás tenham sido adicionados neste dia, quando eles também realizaram as mixagens mono que apareceram no single com Paperback Writer.
Em uma primeira leitura, a letra de "Rain" parece fazer referência as pessoas que reclamam do clima. Mas, em uma análise mais profunda, propõe a libertação dos valores morais pré-estabelecidos. Além disso, sugere um estado de consciência alterado, não somente pelos seus versos, mas também pelos vocais arrastados e nos instrumentos tocados de forma mais lenta, porém pesados.
O último verso de "Rain" inclui um trecho tocado ao contrário, tendo sido um dos primeiros usos dessa técnica em um disco. George Martin disse que a ideia foi dele: “Eu sempre estava experimentando com as fitas e pensei que seria interessante fazer algo extra com a voz de John.Então levantei um pouco do seu vocal no canal principal, coloquei-o em outro carretel, virei-o e deslizei-o para frente e para trás até que ele se encaixasse. John estava fora no momento, quando voltou ele ficou surpreso e contente”. Só que John Lennon disse que não: "Após a sessão de gravação - que terminou às quatro ou cinco da manhã - eu levei a fita para casa para ver o que mais eu poderia fazer. E eu estava meio cansado, não sabendo bem o que estava fazendo, e coloquei no gravador de forma incorreta, tocando-a ao contrário. E gostei. Foi o que aconteceu". Seja como for, Rain acabou se tornando uma das preferidas dos integrantes da banda e também dos fãs. Ringo Starr considera a música seu melhor desempenho com os Beatles e Paul McCartney declarou várias vezes que é uma das suas preferidas.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

THE BEATLES RECORDING REFERENCE MANUAL - JERRY HAMMACK

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Acaba de ser lançado lá fora, o primeiro livro de uma série de quatro, “The Beatles Recording Reference Manual - Volume 1 - My Bonnie through Beatles For Sale (1961-1964)”, do músico, engenheiro de gravação e produtor Jerry Hammack. O livro tenta rastrear a evolução da banda a partir de suas primeiras gravações e sucessos iniciais, através de Please Please Me, With The Beatles, A Hard Day's Night e Beatles For Sale. Cada música é dissecada desde o primeiro dia de gravação ao remix final. Através de uma extensa pesquisa totalmente documentada, esses livros tentam preencher uma lacuna importante deixada por todos os outros livros dos Beatles publicados até o momento e fornecem uma visão única sobre as gravações da melhor banda de todos os tempos. A coleta e análise de centenas de gravações (tomadas, outtakes, remixes e versões de lançamento), livros, artigos de revistas, fotos, evidências de filmes e vídeos e entrevistas com engenheiros-chave que trabalharam nas sessões, filtram o ruído do mito e fato conflitante para chegar a uma narração exata da criação das gravações clássicas dos Beatles. "Passei os últimos oito anos trabalhando duro para organizar todo o material", disse Hammack. "Eu percebi que ninguém seguiu a criação do catálogo dos Beatles desde o início da gravação ao remix final, ou tinha dado uma contabilidade completa tanto do trabalho envolvido quanto das ferramentas necessárias para criá-lo. Meu objetivo era preencher definitivamente esse espaço em branco na sua história". O livro (em inglês) pode ser comprado na Amazon ou em www.beatlesrecordingreferencemanuals.com. Quem quiser, pode entrar em contato com o autor nas mídias sociais, no Twitter @beatles_ref_man ou no Facebook - The Beatles Recording Reference Manual.

domingo, 12 de novembro de 2017

GEORGE HARRISON AND BOB DYLAN - IF NOT FOR YOU

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Bob Dylan gravou "If Not for You" em seu álbum de 1970 “New Morning”. A música foi lançada como single na Europa, onde fez certo sucesso, chegando ao Top 40 na Holanda. Mais tarde, apareceria em todas as coletâneas de Dylan, que não são poucas, lançadas até hoje. A primeira performance “ao vivo” de “If Not For You”, apareceu durante os ensaios com George Harrison, para o Concerto Por Bangladesh.
George Harrison participou de uma das sessões de gravação de Dylan para álbum New Morning, no Studio B da Columbia em Nova York, onde ele tinha tocado em uma primeira versão de "If Not for You" (mais tarde incluída na caixa de Bob Dylan “The Bootleg Series Volumes 1–3 (Rare & Unreleased). As notícias sobre a colaboração entre Dylan e o recém ex- Beatle causaram grande agitação na imprensa musical, apesar da Columbia Records ter anunciado que nenhum dos dois artistas consideraram os resultados dignos de lançamento. Ao longo dos meses seguintes, e apesar de ter uma vasta riqueza de material próprio, George Harrison pensou em gravar a canção em Londres para seu “All Things Must Pass”. A sua versão tinha uma característica melódica mais centrada na harmonia, claramente mais definida que a versão de Dylan, preferencialmente guiada pela espontaneidade. A versão gravada por Harrison imediatamente agradou críticos e resenhistas do álbum. Mikal Gilmore descreve-a como "surpreendentemente bonita", enquanto que para o biógrafo Simon Leng, é uma das "recriações mais brilhantes do pop".

Meses depois, no ano seguinte, Dylan e Harrison fizeram um dueto de "If Not for You", durante uma passagem de som para o histórico Concerto para Bangladesh, em Nova York. Porém, acabou ficando de fora do setlist. Esta gravação da passagem de som foi liberada somente anos mais tarde, em 2005, na versão remasterizada do DVD “The Concert For Bangladesh".
Depois de passada mais de uma década daquela ocasião, Harrison teve a chance de realizar "If Not For You” ao vivo, novamente no mesmo Madison Square Garden, em 16 de outubro de 1992 durante o concerto “All-Star” comemorando as três décadas de Dylan na indústria da música. Apoiado pela banda formada por grandes estrelas naquela noite, Harrison realizou duas versões surpreendentes e arrojadas de "If Not for You" e "Absolutely Sweet Marie", mas apenas esta última encontrou seu caminho para o álbum lançado oficialmente no mês de agosto do ano seguinte. Hoje em dia, é impossível encontar o vídeo disponibilizado, mas já apareceu aqui nos bons tempos.

IMAGINE: JOHN LENNON - FILME, LIVRO E DISCO

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Em 1980, a morte de John Lennon foi chorada pelo mundo inteiro, desencadeando um processo de beatificação e idolatria de dimensões absurdas, comparável apenas ao que cercava a imagem de Elvis Presley ou Kennedy. Oito anos depois, um escritor da Pennsylvania, Albert Goldman, resolveu por conta própria, assassinar também o mito que havia sido criado em torno do ídolo, disparando sua metralhadora giratória nas páginas de “The Lives Of John Lennon”, um livro ultra- sensacionalista que despertou a fúria dos fãs e a ira dos amigos mais próximos de Lennon. Embora tenha criado estardalhaço na imprensa, o livro de Goldman não foi o maior evento relacionado ao ex-Beatle lançado em 1988. O que Goldman não imaginava, era que para combater seu livro maldito, Yoko Ono usaria de todas as armas que dispunha fazendo com que o livro de Goldman quase não fosse nem percebido. Naquele mesmo ano, chegava aos cinemas do mundo inteiro o documentário "Imagine: John Lennon", uma biografia especialmente preparada por Yoko com recursos multimídia semelhantes aos que seriam adotados pelos outros Beatles no projeto “Anthology”, anos depois. A história oficial da vida de John Lennon, ganhou um excelente longa-metragem, um álbum duplo com uma trilha sonora de primeiríssima linha e um livro sensacional. Narrado pelo próprio John Lennon, a partir de extratos selecionados em mais de 100 horas de depoimentos gravados, o documentário aborda todos os principais, ou mais conhecidos, momentos da vida do genial músico, desde seu nascimento em Liverpool até o trágico fim em Nova York. Essa biografia, feita a base de aproximadamente 240 horas de filmes e videotapes caseiros de Lennon e sua vida, é transformada em uma fascinante história de um dos mais complexos e extraordinários homens da era moderna da música. Inclui algumas cenas polêmicas, perspicazes e algumas até então nunca antes vistas pelo publico.
No livro, tão grandioso quanto o filme, também com o mesmo nome “Imagine: John Lennon”, a vida de John Lennon é traçada desde sua infância, através dos seus despertares musicais e da Beatlemania enlouquecedora dos anos 1960. Escrito com a colaboração total de sua família e amigos, traça sua vida com sua música, sua primeira esposa, seus dois filhos e com Yoko Ono. Autorizada totalmente por Yoko e tirada extensivamente da coleção de memorabilia pessoal do próprio John Lennon, é a biografia ilustrada que apresenta nas próprias palavras de Lennon e nas fotografias nunca antes publicadas, um pouco mais de sua vida familiar.
“Imagine: John Lennon” é também o nome da trilha sonora do filme, lançada em 4 de outubro de 1988 nos EUA e 12 de outubro de 1988 no Reino Unido, totalmente composta por Lennon com algumas de “Lennon/McCartney”. Originalmente lançado naquele mesmo ano como um álbum duplo com dois LPs, o álbum duplo é dividido em duas partes Antes e depois dos Beatles (semelhante ao de George Harrison “The Best of George Harrison”). “Imagine: John Lennon Soundtrack” é uma coleção de sucessos de Lennon desde o início da Beatlemania ao Double Fantasy. Além disso, o álbum apresenta duas gravações inéditas até então: uma demo acústica de "Real Love" gravada em 1979 (uma gravação alternativa que só seria concluída em 1996 pelos outros Beatles para o Anthology II e um ensaio de "Imagine" em meados de 1971, antes do take final. “Imagine: John Lennon Soundtrack” foi ótimamente recebido por público e crítica, chegando ao posto 31 nos EUA, e 64 no Reino Unido. Momento histórico.

PAUL McCARTNEY & WINGS - MULL OF KINTYRE

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"Mull of Kintyre" é um single do Wings lançado em novembro de 1977. Alcançou o 1° lugar no Reino Unido em dezembro daquele ano, permanecendo nesta colocação por nove semanas seguidas. Foi composta por Paul McCartney e Denny Laine. McCartney compôs o refrão principal da faixa em abril de 1974, em homenagem à pitoresca  península de Kintyre, na Escócia, onde fica sua fazenda e seus estúdios. Mull of Kintyre foi gravada em 9 de agosto de 1977 no Spirit of Ranachan Studio em High Park Farm, na Escócia, durante uma pausa na gravação do álbum London Town, devido à gravidez avançada de Linda McCartney. A música apresentou uma incrível orquestra de gaitas, a Campbeltown Pipe Band da cidadezinha vizinha Campbeltown. O vocal de Paul e o violão foram gravados ao ar livre. "Mull of Kintyre" e "Girls 'School" (um rock que havia sido gravado durante London Town) foram lançadas como single em 11 de novembro de 1977, independentemente do álbum. "Mull of Kintyre" aparece em Wings Greatest de 1978, All the Best de 1987, Wingspan: Hits and History, de 2001 e em Pure McCartney de 2016.
A letra dos primeiros versos, também usados como côro, são uma ode à beleza natural da área e o sentido de lar. O amplo apelo da canção foi maximizado devido a seu lançamento antes do Natal e tornou-se o sucesso do natal daquele ano. Esse sucesso rapidamente se espalhou pelo mundo, dominando as paradas na Austrália e em dezenas de outros países ao longo do período de festas de fim de ano, inclusive no Brasil, onde o clipe foi exibido com exclusividade pelo Fantástico da Globo. "Mull of Kintyre" foi o primeiro single a vender mais de dois milhões e meio de cópias no Reino Unido e tornou-se o single mais vendido de todos os tempos (1977), superando os próprios Beatles em "She Loves You", até ser ultrapassada pela música da Band Aid, chamada "Do They Know It's Christmas?" em 1984 (que também contou com McCartney no lado B).

sábado, 11 de novembro de 2017

THE BEATLES - ANTHOLOGY - TRAILER GIGANTE

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Há 22 anos, no dia 11 de novembro de 1995, a ABC-TV começou a exibir o trailer do documentário “Anthology”The Beatles Anthology foi o nome escolhido dado ao programa feito para a televisão, uma série três álbuns duplos e um livro enorme sobre a banda mais importante de todos os tempos. A série feita para a televisão foi produzida pela Apple Corps e pela TV Granada. Os integrantes sobreviventes dos BeatlesPaul McCartneyGeorge Harrison e Ringo Starr, se reuniram desde 1994 para gravar entrevistas que foram juntadas à entrevistas de John Lennon (morto em 1980) onde eles contaram a história do grupo. Várias imagens inéditas dos Beatles foram adicionadas ao documentário para ilustrar a história. Nos Estados Unidos, o documentário foi transmitido entre 19 e 21 de novembro de 1995 pela rede ABC. Em 1996, ele foi lançado em VHS contendo oito fitas com duração de oito horas e em 2001, foi lançado em DVD contendo cinco DVDs. No Brasil, o documentário foi exibido pela Rede Globo

ERIC CLAPTON - LET IT RAIN - SENSACIONAL!

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"Let It Rain" é uma música escrita e gravada por Eric Clapton, lançada em seu álbum de “estreia” que leva seu nome em 1970 – “Eric Clapton”Assim como outras músicas de Clapton, "Let It Rain" foi originalmente gravada com outra letra e outro nome. A versão original chamava-se "She Rides" e está disponível na edição expandida do álbum Eric ClaptonO escritor Matthew Greenwald, observa que a música é "liderada por um riff de guitarra elétrica impressionante com "a melodia (sendo) tecida elegantemente em torno das mudanças de acordes simples, quase populares". O uso inteligente da ‘chuva’ em relação ao poder do amor é o núcleo aqui. Clapton e Bramlett o utilizam muitíssimo bem". "Let It Rain" foi lançada com o lado B do single "Easy Now" em 1972. Além desse single e do álbum original em 1970, a música aparece em vários álbuns de compilações, incluindo Eric Clapton at His Best (1972), Backtrackin' (1984), Crossroads (1988), The Cream of Clapton (1995) e Complete Clapton (2007). Uma interpretação ao vivo da trilha pode ser encontrada no álbum de vídeo Live at Montreux 1986. No total, a faixa aparece em mais de 15 álbuns. Em sua resenha para o álbum de estreia de Eric Clapton, o crítico Robert Christgau disse que "Let It Rain" merece o status de um clássico".

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

CLAUDIO DIRANI - MASTERS - PAUL McCARTNEY EM DISCOS E CANÇÕES

5 comentários:

Esta é uma das melhores notícias do ano! Desde que nosso blog preferido iniciou suas atividades em agosto de 2008, sempre reverenciei o trabalho do nosso amigo Claudio Dirani como o maior estudioso e pesquisador da obra de Paul McCartney no Brasil. Em todas as postagens sobre o astro que apareceram aqui 'extraídas' de Paul McCartney - Todos os Segredos da Carreira Solo, nunca deixei, orgulhoso, de citar a fonte, e olhe que foram muitas! Portanto, foi com enorme prazer e satisfação que recebi a notícia do lançamento desse mais novo e tão aguardado livro sobre Paul McCartney do Dirani. Esta postagem demorou quase um mês para ser publicada. Não poderia ir ao ar sem antes eu estar com o tão desejado objeto em mãos. Finalmente, ôba!
A vida de Paul McCartney, ao lado das pegadas deixadas por Michael Jackson e Marilyn Monroe, é dos terrenos mais revisitados por biógrafos de todo o mundo, tanto pela grandeza de um personagem que segue produzindo fatos 'biografáveis' quanto pela quase sempre segurança de retorno comercial. A cada ano, ao menos uma biografia ou projeto biográfico de Paul ou dos Beatles chega às lojas, o que torna cada vez mais difícil o próximo trabalho. Há poucos meses, o londrino Phillip Norman, que já lançou livro dos Beatles, de John Lennon e de Elton John, voltou ao assunto com "Paul McCartney - A Biografia", um tijolaço de quase 800 páginas que transpassam novo e velho testamento do músico, o antes e o depois dos Beatles.
Paul, mais uma vez, é esmiuçado. E agora, por um brasileiro. O jornalista Claudio Dirani, que já publicou em 2005 o trabalho "Paul McCartney - Todos os Segredos da Carreira Solo", estuda a trajetória do beatle por sua obra. "Masters - Paul McCartney em Discos e Canções", publicado pela Sonora Editora, segue a sequência cronológica de todos os discos do inglês lançados a partir de sua saída dos Beatles, em 1970, com um poder de análise de quem caminha com segurança sobre terreno minado.As informações inéditas são cada vez mais raras, mas a reflexão sobre Paul depois de tantas análises vai ganhando profundidade. Das personalidades mais desafiadoras da música pop desde sua invenção, nos anos 1960, o beatle ganha, pelas mãos de Dirani, um texto envolvente que cruza informações de fontes das mais diversas, revistas, jornais e outras biografias, com entrevistas feitas para o projeto. São músicos que tocam ou tocaram com o artista, engenheiros de som e produtores. Fontes primárias ou muito pouco procuradas.O livro abre com uma entrevista com o próprio Paul, feita em 2014, na ocasião de uma das vindas do astro ao Brasil.Não se trata de uma conversa reveladora, longe disso, é mais uma abordagem de fã, mas há momentos interessantes, como quando Dirani pergunta se Paul não pensa em colocar em seu repertório dos shows mais músicas dos trabalhos "Venus and Mars" e "Wings at the Speed of Sound" (que haviam acabado de ser relançados em projetos especiais). "Você sabe que é muito difícil colocar tudo no setlist. Nós tocamos por três horas e deixamos de fora muita coisa. Às vezes a gente muda algumas músicas... Na passagem de som - que é um show completamente diferente... Então, é impossível fazer tudo. O show duraria o quê? Duas semanas?", diz o artista. Assim, Paul, como muitos biografados, não é a melhor fonte para sua biografia. A não ser que se prestasse a passar dias e dias à frente de seu biógrafo. Como não deve mais fazer isso, resta a aventura de entendê-lo com a ajuda do tempo que se distancia dos fatos. Dirani faz a costura magistralmente, tão à vontade e seguro do assunto que seu texto fica leve e cheio de suingue. "Queria escrever de um modo que fosse divertido também para quem não é fã de Paul", diz ele.Dirani concorda com a tese, atestada por biógrafos como Phillip Norman, de que demorou ao menos três anos para que o beatle se restabelecesse do fim dos Beatles e lançasse um álbum à altura de sua criatividade. Os primeiros, "McCartney", de 1970 (gravado enquanto os Beatles faziam seus últimos registros em estúdio); "Ram", de 1971 (massacrado até pelo fogo amigo, à época não tão amigo assim, de Ringo Starr, que também estava sendo processado por Paul durante a dissolução dos negócios); "Wild Life" (novembro de 1971); e "Red Rose Speedway" (abril de 1973), não foram recebidos pela crítica com o mesma relevância de, enfim, "Band on the Run, de 1973".O tempo também tem feito seu trabalho e reavaliado nessa produção, segundo o pesquisador. "Esses discos já estão sendo vistos de outra forma, apesar das críticas da época", fala o autor. Fica impossível não pedir a Dirani a lista dos melhores álbuns de Paul, segundo sua avaliação. Ele vai por décadas. Nos anos 70, "Band on the Run". Nos 80, "Flowers in the Dirt". Da décade de 90, ele elege "Flaming Pie". E, nos 2000, "Chaos and Creation in the Backyard"."Paul gosta de ser pop. Foi o último a concordar que a banda deveria parar de fazer shows ao vivo e quem mais resistiu para que o grupo não acabasse. Se pudesse, estaria com os Beatles até hoje. Ao mesmo tempo em que gosta de tocar - suas passagens de som têm 1h30min de duração - é bom lembrar que ele sofreu reveses financeiros sérios com a divórcio de Heather Mills, em 2008, um desfalque de 30 milhões de libras", fala o autor sobre as razões de Sir. Paul McCartney ainda realizar longas turnês mundiais mesmo aos 75 anos. Fonte do texto: Correio do Povo - 14/10/2017
Pois o livrão (664 páginas), é tudo isso e muito mais! Com tratamento gráfico de primeira, uma diagramação limpa e clara e superbem organizado cronologicamente, "Masters - Paul McCartney em Discos e Canções" é realmente um dos melhores lançamentos sobre o astro no Brasil nos últimos tempos, absolutamente imperdível e fundamental - Sensacional, correspondeu a cada uma das minhas expectativas e é uma ótima pedida de presente de Natal. O meu custou R$ 76, 90 + 10 contos de frete aqui para Brasília, na Livraria da Folha. Valeu cada centavo! Prezado Dirani: Parabéns e muito obrigado por mais esta publicação fantástica. Tenho certeza que ainda virá muito mais por aí. Aquele abração!

E agora, aqui embaixo, a gente confere novamente a superpostagem "CHAOS AND CREATION IN THE BACKYARD" com o texto escrito por Dirani em "Paul McCartney - Todos os Segredos da Carreira Solo", publicado em 2006. Valeu!

PAUL McCARTNEY - CHAOS AND CREATION IN THE BACKYARD

Um comentário:

Chaos and Creation in the Backyard foi o 13º álbum de estúdio de Paul McCartney, lançado em setembro de 2005. Produzido por Nigel Godrich entre os anos de 2003 e 2005, "Chaos" caracteriza-se por McCartney novamente como o responsável por (praticamente) todos os instrumentos. McCartney optou por não trabalhar com uma banda completa no disco. Musicalmente, "Chaos" segue as tendências mais introspectivas apresentadas desde Flaming Pie (1997) e Driving Rain (2001), mas com arranjos mais calmos que seus antecessores. Uma das influências para o disco foi a morte de George Harrison em 2001, que o inspirou a escrever a excelente "Friends to Go" (Amigos que partem).A capa do álbum é uma fotografia do jovem Paul no quintal de sua família tocando um violão. Chaos and Creation in the Backyard recebeu críticas positivas da mídia especializada, que destacou o clima de elegia no projeto, a parceria com o produtor Nigel Godrich e o renascimento criativo contínuo de Paul McCartney desde 1997. O disco é frequentemente destacado, em listas especializadas, como um dos melhores álbuns da carreira de Paul.
E agora, somente aqui no Baú do Edu, a gente confere o que disse o amigo Claudio Dirani em seu sensacional livro "Paul McCartney - Todos os segredos da carreira solo", de 2006.
Em 2001, o mundo parou por causa dos ataques terroristas aos EUA. O clima confuso também atingiu em cheio algum nichos da indústria fonográfica. incluído a promoção do álbum de Paul McCartney. Com o álbum “vazando” com quase dois meses de antecedência na internet, seu sucesso comercial foi, no mínimo, pífio. Paul, é preciso dizer, também se mostrou um pouco arrependido de ter gravado Driving Rain com tanta pressa. Por causa disso e outros fatores. McCartney quis mudar tudo em seu próximo trabalho. Desta vez, ele ficaria mais tempo no estúdio. E muita coisa iria mudar a partir desta decisão crucial. Inclusive sua postura dentro do estúdio, e a forma como a música seria registrada. A mudança mais drástica foi a ausência de Rusty, Abe, Wix e Brian na versão final do álbum, que participaram apenas do início das sessões, que em breve seriam abortadas, e algumas canções já prontas, totalmente regravadas. Outro fator mais do que vital motivou o trabalho redobrado de Paul neste novo CD: o nascimento da filha Beatrice Milly em 28 de outubro de 2003, quando Paul estava no meio de uma sessão de gravação. No intervalo entre as sessões de “Chaos and Creation In The Backyard” - título retirado das letras das faixas ‘Fine Line’ e ‘Promise To You Girl’, a carreira de McCartney prosseguiu a todo vapor. Entre 2002 e 2003, deu sequência aos shows nos EUA, Europa, México e Japão, tendo tempo para finalizar com a banda a música composta em 1995 com David Stewart - Whole Life - lançada apenas como arquivo de Mp3 em um “EP eletrônico”, 46664, em beneficio à causa de Nelson Mandela. No verão europeu de 2004, Paul voltou aos palcos para esquentar as turbinas para o festival de Glastonbury na Inglaterra, onde participou pela primeira vez do evento e incluiu no setlist a canção “Follow Me”, que seria adicionada ao novo disco. Antes de confirmar em uma entrevista à radio BBC, no início de julho, às vésperas de participar do concerto Live 8 a convite de Bob Geldof, Paul anunciou o lançamento de seu álbum para 12 de setembro de 2005. E mais: confirmou com grande antecipação a produção um outro disco - este sim gravado com sua banda em estágio bastante avançado, e que seria finalizado após sua nova turnê norte-americana com inicio programado para 16 de setembro de 2005). No estúdio, Paul convocou uma das maiores figuras ao pop britânico e mundial dos últimos 8 anos: Nigel Godrich - sugerido como produtor por George Martin.
O início dos trabalhos foi tempestivo. McCartney apresentava a Godrich suas demos e ele dava opiniões incisivas e sem “papas na língua”. A atmosfera chegou a ficar pesada, em um momento em que discutiam sobre a letra e arranjo de uma das faixas que quase não foi lançada no album, Riding To Vanity Fair. Em opinião sobre a atitude de Godrich, Paul constatou: “ Cbeguei a um ponto que pensei em demiti-lo. Mas daí , refleti. Não. o que ele está fazendo era o certo! Quando não gostava de uma letra, dizia na cara: isso já toi dito. não gostei deste verso. O que me fez suar a camisa para acertar mais do que em vezes anteriores”, revelou. Outra atitude de Nigel Godrich, segundo Paul McCartney, foi a de proporcionar ao album um estalo diferente: um ar mais “britânico contemporâneo”, mais atmosférico - Nigel quis me tirar de uma zona de segurança, pedindo que a banda não participasse das sessões. Deste modo. trabalhei muito... tive de tocar bateria. Nào sou tão bom baterista como Abe (Laboriel), mas tenho meu feeling”. O mesmo feeling usado por Paul para tocar, foi transferido também na parte poética. Suas letras nunca estiveram tão abertas, sinceras e pessoais como em “Chaos and Creation In The Backyard” - primeiro álbum em que o produtor, Nigel Godrich. assumiu total controle, sem a costumeira co-produção de Paul McCartney.A produção de “Chaos and Creation In The Backyard” pode ser dividida em fases distintas: antes e depois da entrada de Nigel Godrich, vitorioso e badalado produtor de artistas como Radiohead, Travis, Beta Band, AIR e Beck. Em 2003. David Kahne, que produzira Driving Rain, assumiu o comando de algumas sessões realizadas em Londres, nos estúdios Abbey Road. Não se sabe do conteúdo real deste trabalho, mas é certo que a maioria das músicas foram arquivadas. Alguns dos títulos especulados nos sessões iniciais incluem trabalhos em canções gravadas para o disco Dnving Rain, como Always Be There e Washington, entre outras SUPOSTAS como: Firefly, Riding On A Rocket, Hometown Papers, Bushie-Tushie Jellv Jam, I’ve Got My Magic Back. Flying Blind Dark Eagle, That SeemsTo Make No Sense (esta, oficialmente anunciada como composta em julho de 2004 em entrevista a ao jornal francês Le Monde), Wings of a Leighfest Weight (sobra de Flaming Pie), Big Gorilla, Get Dolled Up (faixa à moda Eleanor Rigby. supostamente gravada com Godnch). Os primeiros dias de trabalho com Godrich aconteceram em setembro de 2003, com a dupla gravando no estúdio RAK, em Londres.Nesta sessão, foram produzidas as faixas “This Never Happened Before”, “Follow Me” (com a participação de Brian Ray, Rusty Anderson e Abe Laboriel Junior) e Confort For Love, sendo que esta última foi reservada para o lado B de Fine Line.


Entre os poucos músicos que participaram do álbum, que teve a maioria dos instrumentos tocados por Paul McCartney, Jason Falkner (violão e guitarra) e James Gadson (bateria) foram os mais atuantes. Ambos tocaram nas músicas At The Mercy, A Certain Softness e Growing Up, Falling Down (“Growing Up” acabou como lado-B do single europeu e vinil) e I Want You To Fly (lado B de Jenny Wren CD single). Estas faixas foram registradas no Ocean Way Studios em Los Angeles entre fevereiro e março de 2004. James Gadson também participa como baterista em Riding To Vanity Fair e This Loving Game (lado B do CD single Jenny Wren).
As demais canções do álbum gravadas no Ocean Way Studios, em Los Angeles - favorita locação de Nigel Godrich- foram: Jenny Wren (com a participação de Pedro Eustache com a flauta armênia, Duduk), English Tea, Anyway, She Is So Beautiful (bônus exclusivo da versão japonesa de “Chaos” e Promise To You Girl). A última fase das gravações se desenrolou em fevereiro de 2005, no AIR Lyndhurst Studios, em Londres. Lá, Paul e Nigel terminaram as faixas Fine Line, How Kind of You, Friends To Go, Too Much Rain, e Summer of '59 (lado B do compacto Jenny Wren no Reino Unido) além de supervisionarem a orquestração em canções como Anyway e English Tea, que haviam sido iniciadas no Ocean Way, na Califórnia. O instrumental não creditado Ive Only Got Two Hands, que aparece 30 segundos após Anyway, também foi finalizado no AIR Studios. Segundo Paul McCartney, outras 10 faixas foram registradas durante as sessões, entre elas, a dançante Modern Dance, que foi utilizada parcialmente pelo DJ Freelance Hellraiser em um de seus mixes no pré-show da turnê “US”, iniciada em setembro de 2005.


Não deixe de conferir também a postagem CHAOS AND CREATION AT ABBEY ROAD publicada aqui em 22 de janeiro de 2013.
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THE BEATLES - O GRANDE FINAL DE A HARD DAY'S NIGHT - ESPETACULAR*****

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O ano é 1964 e a Beatlemania está no seu auge. Os Beatles estreiam no cinema com a descontraída comédia musical em preto e branco dirigida por Richard Lester - A Hard Day’s Night, que traz os quatro garotos de Liverpool no papel deles mesmos. Sucesso absoluto de público e de crítica, o filme foi um dos marcos da carreira dos Beatles e do próprio Lester. E como todo grande filme precisa ter um grande final, nada mais sensacional que os próprios Beatles no show que encerra o filme no teatro Scala de Londres, para uma plateia de 350 fãs figurantes enlouquecidos (o compositor Phil Collins, então com 13 anos, era um deles). Os Beatles tocam “Tell Me Why”, If I Fell”, “I Should Have Know Better” e terminam com "She Loves You". Enquanto os fãs choram e se descabelam ao vê-los e ouvi-los, a letra não nos deixa esquecer que, com um amor como esse, você tem mais é que ser feliz. Yeah, yeah, yeah!

A PEDIDOS - THE BEATLES - "1" - SENSACIONAL!

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Se existe um disco dos Beatles lançado nos últimos 20 anos que nunca me canso de ouvir e elogiar é o álbum "1". Aqui a gente confere novamente a postagem desse incrível álbum, dedicada especialmente para a amiga Aline Dias Flores. Abração!
O álbum “1” foi lançado nos dias 13 e 14 de novembro de 2000 no Reino Unido e nos Estados Unidos respectivamente. Embora possa parecer surpreendente, “1” foi a primeira coletânea dos Beatles a ser lançada desde 20 Greatest Hits, 18 anos antes, e a primeira a ser lançada em CD. A ideia era simples: reunir todos os sucessos número 1 da banda na Inglaterra e nos EUA. Apesar de a maioria dos compactos haver chegado ao topo de ambas as paradas de sucessos, a primeira e a última músicas do álbum reforçam que isso nem sempre aconteceu. “Love Me Do” chegou apenas à 17ª posição quando lançada no Reino Unido em 1962, mas quando foi lançada nos EUA em 1964, a banda era tão popular que garantia que a música emplacasse no topo, o que de fato aconteceu. Por outro lado, a última número 1 dos Beatles nas paradas americanas – “The Long And Widing Road” – nem ao menos foi lançada no Reino Unido como single.
Na versão em vinil, o álbum incluía os quatro famosos retratos do grupo feitos pelo fotógrafo Richard Avedon e um poster de 61 x 91,5 cm com as fotos das capas de 126 compactos, enquanto o CD vinha acompanhado de um encarte de 32 páginas com prefácio de George Martin e uma página contendo imagens das capas de cada um dos compactos.

A coletânea acabou se tornando o álbum de maiores sucessos mais vendido de todos os tempos. Até então, nenhuma coletânea dos Beatles chegara à primeira posição, nem mesmo os álbuns Vermelho e Azul, mas “1” chegou ao topo das paradas tão logo foi lançado. Na primeira semana, o álbum vendeu mais de 300 mil cópias no Reino Unido (60 mil no dia do lançamento), e ao final da segunda, mais de 500 mil cópias já haviam sido vendidas. A coletânea ficou mais de um ano na lista dos álbuns mais vendidos e ocupou a primeira posição por nove semanas seguidas.


O desempenho nos EUA foi ainda mais impressionante. O álbum vendeu mais de meio milhão na semana do lançamento, 5 milhões até o final do primeiro mês no mercado e 8 milhões em menos de um ano. A Billboard o elegeu Álbum do Ano e ofereceu aos Beatles o prêmio de Banda do Ano em 2001, apesar de eles haverem se separado mais de 30 anos antes! Mundialmente, o álbum emplacou nas paradas de 34 países e vendeu fabulosos 23 milhões de cópias nos dois meses seguintes ao lançamento. 1 foi um sucesso comercial e liderou as paradas em todo o mundo. 1 é o quarto álbum mais vendido nos EUA desde que a Nielsen SoundScan começou a rastrear as vendas de álbuns nos EUA em janeiro de 1991 e o álbum mais vendido da década (2000 a 2009) nos EUA  e o álbum mais vendido da década em todo o mundo. 1 foi remasterizado e reeditado em setembro de 2011 novamente em várias edições de luxo diferentes e em novembro de 2015, o mais completo dos quais é um conjunto de três discos intitulado 1+ , que inclui DVDs com os vídeos de todas as músicas com uma qualidade que nunca se viu antes. A partir de junho de 2015, 1 é o sexto álbum mais vendido do século XXI, tendo vendido mais de 3,1 milhões de cópias.

Em 6 de novembro de 2015, a Apple Corps lançou uma versão deluxe do álbum original, intitulada 1+ . A maioria das faixas em 1 foi remixada dos masters originais por Giles Martin, exceto as três primeiras faixas, que são as mixagens mono originais. Além das novas mixagens, existem som surround 5.1, mixagens apresentadas como Dolby TrueHD e DTS-HD Master Audio na versão Blu-ray e Dolby Digital e DTS na versão DVD. 1+ também inclui 50 filmes / performances promocionais, além de comentários e apresentações de Paul McCartney e Ringo Starr. Todos os vídeos foram restaurados e aprimorados digitalmente. Eles estão disponíveis em DVD e Blu-ray. As variações de 1 / 1+ incluem CD, CD / DVD, CD / Blu-ray, CD / 2DVD, CD / 2Blu-ray padrão. As edições de vídeo de duplo disco também possuem um livro de 124 páginas. As edições de vídeo em DVD / Blu-ray também estão disponíveis avulsas.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A BELEZA INCOMPARÁVEL DE RAQUEL WELCH

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A estonteante Raquel Welch nasceu no dia 5 de setembro de 1940, em Chicago, nos Estados Unidos. Foi um dos maiores e mais marcantes símbolos sexuais dos anos 60 e 70. Ganhou o seu primeiro concurso de beleza com apenas 15 anos. Trabalhou como empregada num restaurante e como manequim e em 1964 chegou em Hollywood onde causou frisson quando apareceu na capa da revista Life apenas um biquini. O filme Roustabout (Carrossel de Emoções,1964), onde atuou ao lado de Elvis Presley, foi a sua primeira aparição cinematográfica, a que se seguiu foi em Fantastic Voyage (Viagem Fantástica, 1966). Em 1970, contracenou com o nosso Ringão e Peter Sellers no filme "The Magic Christian" - Um Beatle no Paraíso.O seu estatuto de símbolo sexual foi obtido em Le Plus Vieux Métier du Monde (A Mais Velha Profissão do Mundo, 1967) onde contracenou com Anna Karina, Jeanne Moreau e Elsa Martinelli. Hollywood apostou nela para protagonizar Bedazzled (Brincadeiras do Diabo, 1968), The Lady in Cement (O Detetive, 1968), Bluebeard (O Barba Azul, 1972) e The Three Musketeers (Os Três Mosqueteiros, 1973).Uma sucessão constante de desastres comerciais levaram-na a abandonar Hollywood, refugiando-se primeiro na Europa onde filmou alguns títulos e voltando aos EUA em 1979, onde trabalhou mais para televisão. Ocasionalmente, fez aparições esporádicas em filmes de grande sucesso como a comédia Legally Blonde (Legalmente Loura, 2001). Ela também foi nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Atriz no filme de Televisão por sua atuação em Right to Die (1987). Em 1995, foi escolhida pela revista Empire como uma das "100 estrelas mais sexy da história do cinema". A Playboy a classificou em nº 3 em sua lista de "100 estrelas mais sexy do século XX". Em 2011, a Men's Health elegeu-a  2 na sua lista de "Mulheres mais quentes de todos os tempos".