domingo, 31 de março de 2019

PAUL McCARTNEY DEIXA CURITIBA EM ÊXTASE - 30/3/2019

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Vinte e seis anos depois, Paul McCartney finalmente voltou a se apresentar em Curitiba. O espetáculo, que aconteceu na noite deste sábado (30 de março) no Estádio Major Antônio Couto Pereira, no Alto da Glória, teve início por volta de 21h33, com três minutos de atraso em relação ao previsto (21h30). A música de abertura foi A Hard Day's Night, que empolgou os 42,6 mil fãs presentes no estádio do Coritiba. O inglês também abusou do português para se comunicar com o público, inclusive dizendo estar feliz por voltar à capital paranaense. Ao todo, foram 40 canções distribuídas em quase três horas de apresentação, dispostas sobre três eixos: Beatles (cerca de 70% do repertório), Wings, a banda que formou assim que “o sonho acabou” (20%) e músicas de sua carreira solo, incluindo duas do disco novo (10%).

Nos últimos 15 anos, Paul McCartney se apresenta com a banda formada por: Paul “Wix” Wickens (teclados), Brian Ray (baixo / guitarra), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr (bateria). Uma senhora banda. Paul, que tem 76 anos, não bebeu água uma única vez. Quase três horas de show e ele não se hidrata nunca. Uma vez, explicou em entrevistas que não bebe água porque aprendeu a cantar assim, horas e horas sem sair do palco quando os Beatles faziam shows em Hamburgo nos primórdios da história. Horas que pareciam passar em segundos. Outra curiosidade é que, após a apresentação, ele deixou o estádio em um ônibus de dois andares. Paul se posicionou bem na frente do veículo e acenou para todos os fãs que acompanhavam sua saída do local. Na pista, pelo menos três pessoas precisaram sair para serem atendidas por socorristas, entre elas uma menina que desmaiou por conta de forte emoção. Os outros casos estariam relacionados ao calor durante o show e à falta de hidratação adequada.

Dando tchau a todos pelo trajeto, Paul demonstrava a confiança de mais uma etapa vencida. A Freshen Up Tour só será retomada agora em maio nos Estados Unidos, começando por New Orleans (23/5) e terminando em julho, no dia 13 em Los Angeles no Estádio dos Dodgers. É isso. Volte logo Paul!

sábado, 30 de março de 2019

PAUL McARTNEY - LIVE IN AUSTIN, 12/10/2018 - SENSACIONAL!

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Nos dias 5 e 12 de outubro, Paul McCartney se apresentou no 17º Festival de Música de Austin City Limits. Paul encabeçou a primeira noite do festival com um show épico no Zilker Park, de alta energia até mesmo por seus padrões. O calor era forte. O suor escorria visivelmente, mas sua única concessão foi tirar o paletó e arregaçar as mangas depois de "I've Got A Feeling". A vibe comunal de um show de McCartney é perfeita para este festival: 60.000 pessoas balançando em um campo de grama, sob as estrelas, cantando "Hey Jude" juntos. Essa é a maneira que essa música sempre foi feita para ser ouvida, e ninguém entende isso melhor do que o cara que a escreveu há 50 anos. E para quem não recebeu a graça de poder estar em um dos três shows aqui no Brasil este ano, a gente confere o show do Texas interinho, em alto e bom som. Sensacional!

PAUL McCARTNEY - ESTÁ CHEGANDO A HORA! - 30/3/2019 - CURITIBA

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PAUL McCARTNEY - QUASE TUDO PRONTO PARA O ESPETÁCULO EM CURITIBA

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Paul McCartney se apresenta neste HOJE, sábado (30) em Curitiba para mais de 42 mil pessoas e a transformação do estádio Major Antônio Couto Pereira no palco para a apresentação do ex-beatle entrou na reta final nesta sexta-feira (29). No total, foram sete dias de preparação, com quase 700 pessoas envolvidas na montagem e 20 caminhões entrando e saindo do estádio para montar a estrutura.

"Isso tudo vai ficar ainda mais impressionante com toda a pirotecnia que será preparada para o momento do show", afirmou o produtor da turnê de Paul McCartney no Brasil, Marcelo Mazzari. Os últimos detalhes, como os telões em led, ficarão prontos horas antes do show. Nos dois shows que fez em São Paulo, nos dias 26 e 27 de março, McCartney tocou cerca de 40 músicas, entre sucessos dos Beatles, The Wings e de sua carreira solo, em quase três horas de apresentação. Os portões para o espetáculo se abrem às 17h de sábado e o show está marcado para começar às 21h30. As ruas Amâncio Moro e Mauá estarão bloqueadas a partir das 8h. O acesso dos carros à região poderá ser feito pela Rua Ubaldino do Amaral. Os ingressos para o show estão esgotados.

Na manhã desta sexta-feira (29) alguns fãs já formavam uma fila no portão do estádio. O primeiro deles, Adriano Martins Claro, de 49 anos, quer garantir que vai ficar o mais próximo possível do ídolo. "Fui ao show dele na Pedreira Paulo Leminski há 26 anos, mas fiquei lá atrás, muito longe. Agora quero ter certeza que ficarei na grade", afirmou, com o ingresso da apresentação de 1993 em mãos. Adriano chegou ao portão na manhã de quinta-feira (28), mais de 60 horas antes do início do show. O segundo da fila, Gustavo Luiz Vieira, veio de São Paulo para acompanhar o músico. Nesta turnê, ele foi aos shows de Paul McCartney em Santiago, no Chile, e aos dois de São Paulo. "Cada show é diferente", afirmou. A apresentação de Curitiba será a 18ª vez que Gustavo vê o ídolo se apresentar ao vivo. "Hoje eu tiro férias, programo meu ano em função dos shows dele", disse.
Horas antes do show, uma estátua do ex-beatle será inaugurada em Curitiba. A obra foi encomendada pelo empresário Emílio Schulte, que é proprietário de um bar temático em homenagem aos Beatles. O estabelecimento reproduz o pub onde a banda inglesa fez suas primeiras apresentações. A estátua será instalada na entrada do bar - no pub original, em Liverpool, na Inglaterra, há hoje uma estátua de outro integrante da banda, John Lennon. A estátua de Paul foi feita em um ateliê em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e o empresário torce para que a inauguração conte com a presença de McCartney. "Ele já está sabendo, os produtores do show me passaram a informação de que ele já sabe", disse Schulte. Fonte: g1.globo.com/pr/parana/noticia

PAUL McCARTNEY - GET BACK TO CURITIBA 26 ANOS DEPOIS

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Com um abração para o meu amigo Alex Silva!
Curitiba está em festa! E com toda a razão. Os curitibanos tiveram que esperar nada menos do que 26 anos para ver Paul McCartney de volta à cidade, mas finalmente vão poder matar as saudades HOJE, sábado (30), quando o ex-Beatle se apresenta no Estádio Couto Pereira, para um público de mais de 40 mil pessoas, com ingressos esgotados. A apresentação histórica de Paul McCartney na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, um dos shows mais memoráveis das últimas décadas, aconteceu em 1993. Apresentando a “The New World Tour 1993”, Paul McCartney veio se apresentar no Brasil pela segunda vez, em uma turnê que incluiu também uma passagem por São Paulo. A apresentação, gratuita e ao ar livre, aconteceu no dia 5 de dezembro de 1993, nas comemorações dos 300 anos da cidade. Paul McCartney cantou alguns dos maiores sucessos dos Beatles, músicas próprias e algumas canções de sua parceria com o Wings. A apresentação começou com “Drive My Car” e incluiu “All My Loving”, “Yesterday”, “My Love”, “Let It Be”, “Live and Let Die”, “Band on the Run” e foi encerrada com “Hey Jude”. Muitos fãs ainda lembram como “se fosse ontem” daquele histórico show na Pedreira Paulo Leminski. A apresentação foi registrada não só na memória do público, mas também em uma placa comemorativa na Pedreira Paulo Leminsky. A placa fica na Ópera de Arame, junto com outras que mostram o quanto o local é importante na história da cidade.
No entanto, passados 26 anos, é difícil lembrar quais músicas Paul McCartney e sua banda tocaram naquela histórica noite de verão na Pedreira Paulo Leminsky, mas aqui no Baú tem:

Esse repertório à direita é do setlist do show do dia 26 no Allianz Parque em São Paulo. Em relação com o de Curitiba em 1993, é possível perceber que o repertório de Paul, como era de se esperar, continua focado principalmente em sua carreira nos Beatles. No entanto, somente cinco músicas se repetem nos setlists de 1993 e 2019: "Can’t buy me love", "We can work it out", "Back in the USSR", "Sgt. Peppers Loney Heart’s Club Band" e "Hey Jude", sempre um dos momentos mais aguardados dos show. No lugar de clássicos, como "Yesterday" e "Penny Lane", entram músicas talvez menos conhecidas, como "Blackbird" e "Golden Slumbers". Já entre as músicas do período em que tocou com o Wings e também da carreira solo também há alterações. "Band on the run" e "Live and let die" continuam no repertório, mas, entre as canções românticas, "My love" foi trocada por "Maybe I’m amazed". "My valentine", de 2013 também está lá. Do novo álbum, Egypt Station, lançado em setembro de 2018 estão "Come On ToMe", "Fuh You" e "Back in Brazil". É isso aí. Welcome In Curitiba, Paul!

quinta-feira, 28 de março de 2019

PAUL McCARTNEY SE EMOCIONA NO 2º SHOW EM SÃO PAULO

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Paul McCartney começou sua despedida do Brasil às 20h46 de quarta-feira, 27. Um show que o faria chorar. Foi a nona viagem de Paul ao País que ele mais visita depois dos Estados Unidos. Sua máquina funcionou com várias alterações com relação à primeira noite, na terça, 26. Diante de um Allianz Parque lotado, em seus 40 mil lugares, Paul abriu com A Hard Days Night, causando um impacto forte em sua plateia. Seguiram depois Can't Buy me Love, Letting Go e a nova Who CaresA festa de Paul começa antes do show. A plateia desta quarta parecia mais quente desde o início, fazendo cenas que não existiram na terça. Uma ola passeava pelos anéis superiores com gritos e palmas e os celulares ligados antecipavam algo que só iria acontecer mais tarde em Let It BeO show começou e, de fato, havia uma temperatura mais alta. Paul, vestindo casaco marrom, teve uma resposta de A Hard Days Night em alto volume. O som chegou com força e pressão, diferente do primeiro dia. "Got Get Into My" Life é a primeira música que deixa claro uma diferença para as outras turnês, um trio de sopros de trombone, sax e trompete. Isso esquenta algumas músicas e deixa Paul escolher canções com arranjos de metais. Sua estratégia segue com uma nova, uma antiga. Ele ataca então de "Come On To Me", uma das novas. Let Me Roll It é a primeira catarse Wings, emendada com um final de Foxy Lady, como uma homenagem a Jimi Hendrix. I've Got a Feeling mostra um Paul malandro. Sua voz não chega mais às notas originais, mas ele encontra caminhos mais baixos e tão bons quanto. No final, ninguém percebe o efeito da oxidação do tempo. E lá vai ele ao piano, seu terceiro posto (as canções ao violão de aço e na guitarra são as duas faces anteriores) fazer Let 'Em In, dos Wings. Algo fez Paul se emocionar de verdade neste momento. Ele tocou com lágrimas, olhando para seus músicos com ternura e deixando a voz falhar pela emoção. Ao terminar, enxugou os olhos antes que uma delas caísse, disse que sua mulher Nancy Shevell estava no recinto e cantou para ela My Valentine. Estava ainda com a voz embargada. Ele só foi se recuperar com a próxima canção. Veio então mais uma que não estava na terça, We Can Work It Out. Here Today, que fez para John Lennon, o levou a embargar a voz novamente, enquanto tocava violão sozinho de cima de uma plataforma. Foi um momento difícil de se chegar às notas, mas pela emoção. Paul parecia bem sensível, mais do que em outras vezes. Cantava Eleanor Rigby quase trêmulo e como se fosse a primeira e a última vez.

quarta-feira, 27 de março de 2019

PAUL McCARTNEY ENCANTA SÃO PAULO NO 1º SHOW!

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Mesmo sem ter que provar nada a ninguém, Paul McCartney aos 76 anos, mostrou ontem, terça - 26, em São Paulo, no Allianz Parque, e hoje vai mostrar de novo, que não veio ao Brasil a passeio. Em um show fantástico de quase três horas, que começou às 20h45 em ponto, Paul encantou o público de cerca de 48 mil pessoas que lotaram o estádio. Conversou, riu, dançou, tocou músicas novas e antigas e assistiu a uma multidão completamente hipnotizada cantarolar “ohs” e “ahs” ao seu comando. Assistir a um show de Paul McCartney é rever mais de 60 anos de história em quase 40 canções, incluindo alguns dos maiores hinos da música pop internacional e outras pérolas que ele continuou produzindo ano após anos, depois dos Beatles. As 48 mil pessoas de todas as idades que foram ao estádio acompanharam Paul em quase toda a sua discografia, com exceção de uma ou outra canção mais recente do álbum Egypt Station, lançado em 2018. Como todos já sabiam, ele cantou e tocou a música Back in Brazil, escrita em 2017 durante a última turnê brasileira e integrante de seu novo álbum, depois emendou com Fuh You, também do mesmo álbum. Então, entrou em cena um combo que começou com Being For the Benefit of Mr. Kite, passou por Band On The Run, Let It Be, Live And Let Die e terminou com Hey Jude. Para quem já esteve em outro show de McCartney, provavelmente reconheceu algumas frases, brincadeiras ou recursos, como cartazetes com “NaNa”, distribuídos por toda a plateia e erguidas para o grande clímax da noite. O truque não cansa e o público parece não se importar nem um pouco em repetir a performance dos anos anteriores, cada vez com mais empenho. O efeito é impressionante.
A música de Paul McCartney dispensa apresentações, é claro, mas o que chama a atenção e talvez explique o sucesso do cantor quase 50 anos após o fim dos Beatles é sua paixão inesgotável pelo público. Bem-humorado, após cada canção, ele reverenciou para agradecer, quase sempre com algum gesto simpático como um coraçãozinho feito com as mãos ou uma dancinha descontraída. Como sempre, o show terminou com “Golden Slumbers / Carry That Weight / The End” e com a promessa Paul, agora já praticamente íntimo da cidade: “Até a próxima”. Ele deixou o palco sob uma nuvem de fumaça e uma explosão de serpentinas verdes e amarelas, exatamente às 23h30. Até a próxima, Paul.

PAUL McCARTNEY E O BRASIL - UM CASO DE AMOR

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Em 2019, São Paulo e Curitiba são as duas cidades privilegiadas em receber os shows de Paul McCartney no Brasil. O ex-Beatle volta ao país pela nona vez, dois anos após sua última visita, para shows da nova turnê Freshen Up iniciada em setembro. São duas apresentações em São Paulo, no Allianz Parque, sendo que a primeira foi ontem (26/3) e outra hoje, 27. Depois, a turnê segue para Curitiba para um espetáculo na Arena Couto Pereira, no dia 30/3 e depois segue para os EUAPorém, outras cidades já tiveram a sorte de receber Paul McCartney em suas oito visitas anteriores. A primeira vez que ele veio ao Brasil foi em abril de 1990, voltou em 1993 e depois, ficou ausente por 17 anos. Aqui, a gente confere todas as vindas de Paul ao Brasil.

Abril de 1990 - Paul faz sua estreia triunfante no Brasil, para dois shows anunciados como "Paul in Rio" nos dias 20 e 21 de abril de 1990 no maior estádio do país, o Maracanã, para um público de 184 mil pessoas (no segundo show). Confira também: PAUL IN RIO.
Dezembro de 1993 - Três anos depois, Paul faz shows em São Paulo e Curitiba, respectivamente nos dias 3 e 5 de dezembro, no Pacaembu e na Pedreira Paulo Leminski. Confira também: NEW WORLD TOUR - 1993.
Novembro de 2010 - Depois de 17 anos de ausência, Paul faz dois shows da "Up and Coming Tour" no Morumbi, em São Paulo; e ainda toca pela primeira vez em Porto Alegre, no Beira-Rio.
Maio de 2011 - Novamente, apenas o Rio de Janeiro, vê Paul, mas funciona como uma espécie de rodada de shows extras após a aclamada vinda em novembro do ano anterior. São duas apresentações no Engenhão, dentro da mesma "Up and Coming Tour" que, meses antes, havia passado por Porto Alegre e São Paulo.

Abril de 2012 - Paul McCartney parece querer explorar o Brasil de ponta a ponta. Menos de um ano depois da visita anterior, volta para tocar em dois destinos não tão comuns na rota dos popstars internacionais: Recife (no estádio do Arruda) e Florianópolis (no Ressacada). Agora, a turnê se chama "On The Run".

Maio de 2013 - Dessa vez, a turnê se chama "Out There"Paul vem para shows em três cidades, as três inéditas em sua agenda. Ele toca em Belo Horizonte no dia 4 de maio, no Mineirão; em Goiânia, no dia 6, no Serra Dourada e em Fortaleza, no Castelão, no dia 9.
Novembro de 2014 - As turnês de Paul McCartney crescem. Não são mais duas nem três cidades. Desta vez, ainda com a Out There Tour, ele visita quatro capitais, sendo que em duas ele nunca havia feito shows. Tem Vitória (estádio Kléber Andrade), Brasília (estádio Mané Garrincha) e São Paulo (no então novíssimo Allianz Parque), e ainda entra na lista uma apresentação "intimista" no Rio, na HSBC Arena, a primeira no país em local fechado.
Outubro de 2017 - Paul McCartney e sua banda chegam ao Brasil novamente para shows em Porto Alegre (Beira-Rio), São Paulo (Allianz) e Belo Horizonte (Mineirão), palcos da agora chamada "One on One Tour", e McCartney ainda coloca mais uma cidade inédita na história: Salvador, que recebe show na Arena Fonte Nova.
E é isso. A nós, resta torcer para que esse "caso de amor" de Paul pelo nosso Brasilzinho ainda dure por muitos anos e ele ainda possa conhecer várias outras cidades maravilhosas desse grande país apaixonado por futebol, carnaval e cachaça. Volte sempre, Paul. A casa agradece!

PAUL McCARTNEY - ENTREVISTA EXCLUSIVA PARA 89FM

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Entrevista exclusiva de Sir Paul McCartney para 89 A Rádio Rock. Paul estava no caminho para o show de São Paulo (26/03/19), e conversou com apresentador PH sobre a nova turnê, futebol, o que gosta de fazer nas cidades que passa, e sobre o novo álbum. Muito boa!

terça-feira, 26 de março de 2019

PAUL McCARTNEY - A FRESHEN UP TOUR CHEGA AO BRASIL!

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A Freshen Up é a nova turnê de Paul McCartney que começou em 17 de setembro de 2018 com os quatro primeiros shows no Canadá, o primeiro deles em Quebec. A Freshen Up Tour é a primeira excursão de McCartney após o lançamento de seu álbum "Egypt Station", que o trouxe de volta ao lugar que sempre foi dele, o primeiro. No total, são 39 shows: 22 na América do Norte; 8 na Europa; 5 na América do Sul e 4 na Ásia. McCartney disse que batizou a turnê com esse nome (algo como "dando uma refrescada") porque a intenção é a de arejar o seu setlist, com músicas novas e outras surpresas ao lado das canções que "eu sei que vocês gostam de ouvir". Após os shows no Canadá, a banda passou pelos Estados Unidos para 2 shows que aconteceram em 5 e 12 de outubro, no 17º Festival de Música de Austin City Limits e depois seguiu para o Japão com 3 shows em Tóquio e 1 em Nagoya. Depois, Paul McCartney e sua banda tocaram em Paris (28/11), Copenhagen (30/11), Cracóvia (3/12), Viena (5 e 6/12), Liverpool (9/12), Glasgow (14/12) e encerraram a temporada 2018 da Freshen Up em Londres, no dia 16 de dezembro. Agora, em 2019, o primeiro show da excursão foi em Santiago, no Chile, em 20 de março e em Buenos Aires, na Argentina no dia 23 (sábado). Hoje, dia 26 de março, terça-feira, do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, Paul McCartney faz o primeiro dos dois shows em São Paulo, no Allianz Parque – o outro é amanhã, quarta, 27. No dia 30 de março, Paul encerra a turnê pela América do Sul com 1 show em Curitiba, no Estádio Couto Pereira. Depois disso, a A Freshen Up Tour só será retomada em maio nos Estados Unidos, começando por New Orleans (23/5) e terminando em julho, no dia 13 em Los Angeles no Estádio dos Dodgers. Haja fôlego!
Apesar do setlist ser bastante parecido com o da última vinda de Paul ao Brasil, o novo show incluirá as músicas “From Me To You”, nunca antes tocada no país, e “Back in Brazil”, escrita especialmente aos fãs brasileiros e presente em seu último álbum. A banda de Paul McCartney, além de seus integrantes tradicionais - Rusty Anderson nas guitarras, vozes e violões, Brian Ray nas guitarras, violões, baixo e voz, o carismático Abe Laboriel Jr. na bateria, e o veterano Paul Wickens, único remanescente dos primeiros shows de Paul no Brasil em 1990, nos teclados, guitarras, acordeão, gaita e voz de apoio - também ganhou novos membros, agora com a banda de metais Hot City Horns, que participa de músicas como “Lady Madonna”, “Let’Em In” e “Letting Go”, entre outras. Com um repertório inegualável, as 35 músicas do show transitam pela sua carreira solo, passam pelos Wings e pelos mega sucessos dos Beatles. Paul McCartney, aos 76 anos ainda encanta e assombra por toda sua inspiração e carisma. Ele, o maior artista do planeta, ainda consegue ano após ano, transformar estádios de todo o mundo em um grande carrossel de emoções. Welcome Paul! Sempre!

segunda-feira, 25 de março de 2019

WINGS - GETTING CLOSER - ESTÁ CHEGANDO A HORA!

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Aproveitando que já está chegando bem perto a hora do primeiro show de Paul McCartney no Allianz Parque, em São Paulo, a gente confere aqui o sucesso "Getting Closer" - faixa de abertura (precedida por 'Reception') do álbum "Back To The Egg" - último lançado pelo Wings em junho de 1979. Aliás, Paul já está entre nós! Ele chegou em São Paulo na madrugada de domingo e foi visto ontem passeando de bicicleta com a mulher no chamado "Parque do Povo", oficialmente Mário Pimenta Camargo. Welcome to Brazil, Paul! Tomara que abra uma internet e se depare bem de cara com o Baú do Edu!

RINGO STARR: "A ALL STAR ME LIVROU DO ALCOOLISMO".

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O baterista mais famoso do mundo, nosso querido Ringo Starr relembrou como a formação de sua All-Starr Band, em 1989, salvou-o de se perder no alcoolismo e colocou-o em uma estrada para uma vida "divertida", mais uma vez. O mais velho dos quatro Beatles, disse que chegou ao fundo do poço com seus problemas de dependência química, e precisou ser persuadido a voltar ao trabalho depois de um período razoavelmente longo em reabilitação. "Eu estava com medo no começo", disse Ringo em uma nova entrevista para a Rolling Stone - EUA - “Eu não sei como você faz nada se não está bêbado. Foi aí que acabei. Eu não podia tocar sóbrio, mas também não podia tocar bêbado. Então, quando acabei nesta reabilitação, foi como se uma luz fosse acesa e dissesse: 'Você é um músico, você toca bem' ”. A banda foi formada quando seu advogado lhe disse que um grupo de artistas que originalmente incluía Joe Walsh, Levon Helm, Clarence Clemons, Billy Preston e Rick Danko “queriam me apoiar em uma turnê”. No entanto, Ringo admitiu: “Eu não achava que alguém viria. Eu só conhecia três bateristas e eu era um deles. Mas você sabe, muitas pessoas nessa banda não estavam sóbrias. Eles estavam todos em alguma coisa. Mas nós juntamos tudo. Para mim, pessoalmente, é tudo sobre isso. Eu superei o louco primeiro, segundo ano, e agora, é assim que eu vivo. É uma maneira normal de viver agora, e eu me divirto muito”. Questionado sobre as diferentes atitudes em relação à bebida e às drogas entre novas gerações, Ringo disse acreditar que há "boas notícias", explicando: "Muitos novos artistas são pessoas sóbrias desde sempre. A parte em que o músico sentiu que era o seu direito de ficar louco mudou. Eu acho que agora na nova era da música, os novos estão ficando um pouco mais limpos. Acho que a rebelião deles é ficarem limpos. Como se estivessem voltando ao vinil!". É isso aí Ringão! Não poderia encerrar esta postagem com outra música senão "No No Song", que Ringo gravou em seu álbum "Goodnight Vienna", lançado em 15 de novembro de 1974 - Dessa vez, claro, com a sua All-Starr Band em um show realizado em Chicago em 2001. Valeu, Ringo!!!

THE BEATLES - YESTERDAY AND TODAY - O ÁLBUM

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Em 3 novembro de 2017, circulou a notícia, que inclusive apareceu aqui, de que uma cópia original raríssima do álbum "Yesterday and Today" dos Beatles e que pertencia a John Lennon e traz três assinaturas dos Beatles, iria a leilão ainda naquele novembro. Na época, o disco seria leiloado pela Heritage Auction com um valor mínimo de $200,000, aproximadamente R$ 650.000. Agora, a notícia é que o mesmo álbum, que foi de Lennon e com os autógrafos, será leiloado em 9 de maio de 2019 num leilão promovido pela Julien's Auctions, a ser realizado no The Beatles Story Museum, em Liverpool e estima-se que o valor possa chegar a £ 136.000, aproximadamente 700 mil reais. O especialista Gary Hein disse que o álbum (que já é raro por si só) com três assinaturas dos Beatles é único em "raridade e inestimável valor".
O disco era propriedade do próprio John Lennon e traz a capa original do álbum: a fotografia dos Beatles vestidos de jalecos brancos, como açougueiros, juntos a pedaços de carne crua e bonecas mutiladas e ensanguentadas, que foi sem dúvida, o trabalho mais célebre do fotógrafo Robert Whitaker. "Yesterday and Today" foi lançado no dia 15 de junho de 1966 (há controvérsias) somente nos Estados Unidos e no outro dia foi tirado de circulação.
A capa do "açougueiro", provocou indignação ao ser lançada nos EUA. Foi sugerido que era um protesto dos Beatles contra a Guerra do Vietnã. Na época, a Capitol produziu uma capa adesiva mais publicamente amigável mostrando os Beatles em pé, ao redor e dentro de um velho baú que foi colada por cima da original.

Poucas cópias escaparam, como esta de John Lennon, que deu o disco de presente ao colecionador Dave Morrell em 1972 junto a uma mensagem escrita a mão: “Para Dave, John Lennon”. Lennon manteve sua cópia pessoal do álbum na parede de seu apartamento no Dakota, até que ele deu para Dave Morrell, um velho fã dos Beatles e colecionador. Os autógrafos de Ringo Starr e Paul McCartney, Morrell obteve mais tarde. Acredita-se ser o único álbum original com a "capa do açouqueiro" com três assinaturas dos Beatles. Hein disse que se trata de uma "importante peça de cultura pop de classe mundial" e que "não há nenhum álbum dos Beatles no mundo que se compare a esse em termos de raridade e valor". Outros itens à venda no evento anual promovido pela Julien's Auctions em 9 de maio incluem uma correia de violão de Lennon, um registro de detenção escolar (também de Lennon), bem como uma bola de beisebol assinada pelos Beatles.

Anos depois, a foto original dos "Beatles açougueiros" com as carnes e as bonecas, apareceu na parte interna do álbum americano "Rarities", lançado em 24 de março de 1980.
Quando foi lançada a coletânea americana "Yesterday and Today", em 1966, muitos tentaram interpretar a capa inusitada: em meio a pedaços de carne e vestindo roupas de açougueiro, os quatro Beatles seguravam bonecas desmembradas. Enquanto uns viram a foto como um protesto contra a Guerra do Vietnã, outros acreditaram se tratar de uma alfinetada na Capitol, pelo fato de a gravadora constantemente “retalhar” os álbuns da banda nos Estados Unidos. A verdade é que a imagem foi apenas a reprodução de um sonho de Robert Whitaker, o fotógrafo, conforme ele mesmo revelou posteriormente. A polêmica foi tanta que forçou a confecção de uma nova capa, fazendo com que a original virasse item de colecionador. Com a exclusividade de sempre, a gente confere somente aqui, no nosso blog preferido, um pequeno trecho do superlivraço "THE BEATLES - 1966 - O Ano Revolucionário", do pesquisador Steve Turner,que ainda pode ser encontrado nas boas casas do ramo. Valeu!
No dia 3 de junho de 1966, o NME publicou um anúncio de “Paperback Writer” e “Rain” na segunda página da edição, com uma cópia em preto e branco da “fotografia do açougue” de Whitaker. Não havia nenhuma pista em relação à conexão — se é que havia - entre a imagem dos Beatles com enormes pedaços de carne e as músicas. A única informação era que o single seria lançado em 10 de junho. No dia 11, o Disc and Music Echo usou na capa uma foto colorida da mesma sessão sob a manchete “Beatles: What a Carve-Up” (“Beatles: Que Fatias”).
Enquanto isso, nos Estados Unidos, a imagem estava sendo usada em Yesterday and Today, o LP tapa-buraco com músicas de Help!, Rubber Soul e as faixas novas, programado para sair no dia 15 de junho. O diretor de arte da Capitol George Osaki gostou da foto do açougue, então as capas foram produzidas com ela: 1 milhão de cópias no formato mono e 200 mil no estéreo. Foram enviadas 60 mil cópias com antecedência para jornais, revistas, estações de rádio, canais de TV e para as equipes pro­mocionais da Capitol Records, que, por sua vez, estavam apresentando o produto para as principais redes de loja. Alan Livingston, presidente da Capitol, empalideceu quando viu pela primeira vez a imagem escolhida e ligou para Brian Epstein, que explicou que os Beatles tinham insistido em usá-la. Mas os lojistas se recusaram a exibi-la. Eles a consideraram violenta e ofensiva, ainda que as manchas de sangue nos casacos dos Beatles ti­vessem sido retiradas com aerógrafo. Livingston entrou em contato de novo com Epstein, que, depois de pressionado, autorizou a Capitol a usar uma foto mais antiga de Whitaker tirada no escritório da NEMS, em que o grupo posava inofensivamente ao redor de um baú. Àquela altura, um monte de capas do disco com a “foto do açougue” tinha sido impresso, e a única maneira de salvar as cópias existentes era manter o vinil, des­truir o papelão e aguardar as novas capas serem impressas. A Operação Reposição - que custaria à Capitol mais de 200 mil dólares - começou no dia 10 de junho com as fábricas de prensagem recolhendo todas as cópias. Funcionários em Nova York passaram uma semana tirando 90 mil discos da capa. A Queens Litho, que fazia as impressões, destruiu 100 mil cópias que não foram usadas. Nas unidades de Scranton e Los Angeles, encontraram um jeito de cortar custos: colaram a imagem que tinha sido aprovada por cima da antiga. No futuro, colecionadores cui­dadosos conseguirIam despregar com vapor a imagem colada naquelas “capas do açougue”, e os discos se tornariam itens valiosos no mercado de memorabilia pop. Ron Tepper, assessor de imprensa da Capitol Records, liberou um release informando os críticos sobre a nova capa e pedindo para descon­siderarem as cópias “do açougue” (e, se possível, devolvê-las). Livingston disse: “A capa original, criada na Inglaterra, tinha a intenção de ser uma sátira ‘pop art’. Entretanto, uma amostragem da opinião pública nos Es­tados Unidos indica que a capa estava sujeita a interpretação equivoca­da. Por essa razão, e para evitar qualquer controvérsia possível ou dano injusto à imagem ou reputação dos Beatles, a Capitol preferiu recolher o LP e trocar a capa por algo mais acessível”.

DOCUMENTÁRIO MOSTRA A HISTÓRIA DOS CUNARD YANKS

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"Os Cunard Yanks foram para o mar e voltaram com o mundo".

Os Cunard Yanks (também conhecidos como Boat Boys ou Hollywood Boys) eram os jovens da classe operária britânica que trabalhavam para a Cunard Line, e faziam as rotas transatlânticas de Liverpool, Nova York e Montreal, do final dos anos 1940 aos anos 1960. Os Cunard Yanks estão diretamente associados à importação da moda e cultura musical americana dos anos 50 para Liverpool, influenciando o Merseybeat e os Beatles.
A história dos Cunard Yanks - um documentário de uma hora, foi mostrada em uma exibição especial na 30 James Street, em Liverpool na última quinta-feira, 21 de março. O filme narra a história dos homens de Liverpool que trouxeram a música e a moda da América que se tornaram a base da era Mersey Beat. O documentário se concentra em quatro marinheiros ex-comerciantes, que navegaram pela Cunard Line para Nova York. Alfie Hincks, membro do Comitê, disse: "O documentário realmente captura a imaginação. Havia milhares de homens de Liverpool que faziam parte da revolução da música e da moda e eles foram os 'designers' do Mersey Beat. Estou ansioso para assisti-lo. Há muitas histórias sobre a música que eles trouxeram para Liverpool - um marinheiro voltou com uma guitarra e a vendeu para um jovem de nome George Harrison". O documentário mostra uma história oculta de marinheiros de Liverpool conduziram a cultura popular e a moda do Reino Unido para águas nunca antes navegadas. Essa revolução musical que levou ao som dos Beatles e de Liverpool e catapultou a cidade para o cenário mundial.

domingo, 24 de março de 2019

THE BEATLES LIVE ON SWEEDISH TV 'DROP IN', 1963 – ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!**********

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30 de outubro de 1963 - Apesar de terem completado sua turnê na Suécia na noite anterior, os Beatles retornaram a Estocolmo para gravar uma aparição no programa de música da Sveriges Television, Drop In. A gravação aconteceu em frente a uma plateia em um pequeno teatro de arena no parque de diversões Gröna Lund, em Estocolmo. Os Beatles chegaram para os ensaios fotográficos à tarde, antes de almoçar em um restaurante próximo. De volta ao teatro, tocaram uma versão acústica de I Want To Hold Your Hand para Klas Burling, que mais tarde disse que soube imediatamente que seria um sucesso.Os Beatles tinham a intenção de tocar somente duas músicas: She Loves You e Twist And Shout no programa, mas Klas Burling os persuadiu a manter o público feliz e tocar mais uma música. Eles tocaram I Saw Her Standing There, mas novamente Klas Burling conseguiu convencê-los a tocar ainda mais uma para encerrar o show. Eles atacaram com Long Tall Sally e se juntaram com palmas para o tema de encerramento do Drop In. Depois, os Beatles foram levados em um carro da polícia para o Continental Hotel, em Estocolmo. A edição do Drop In foi exibida pela primeira vez em 3 de novembro de 1963. A Apple Corps comprou os direitos das filmagens e incluiu I Saw Her Standing There e Long Tall Sally na série Anthology.

FIM DOS INGRESSOS PARA O SHOW DE PAUL McCARTNEY EM CURITIBA

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Acabaram nesta sexta (22) as entradas para a apresentação de Paul McCartney, no Estádio Couto Pereira, no próximo dia 30 de março. A última vez que ele se apresentou em Curitiba foi em 1993 na Pedreira Paulo Leminski. Em São Paulo, ainda existem ingressos para o show extra do dia 27. O primeiro show, na terça-feira, dia 26, também está esgotado. Na capital paulista, os shows acontecem no Allianz Parque. Paul McCartney traz para a América do Sul sua nova The Freshen Up Tour, incluindo shows no Brasil, Chile e Argentina. Lançada em setembro de 2018 no Canadá, a turnê recebeu críticas positivas da imprensa e do público. Em outubro, a turnê fez parte do 17º Austin City Limits, nos Estados Unidos. Em novembro, Paul completou a agenda japonesa da turnê. O lançamento da turnê coincidiu com Paul McCartney conquistando a posição #1 na Billboard com seu novo álbum, bem como liderando as paradas em muitos países ao redor do mundo. A última viagem de Paul McCartney à América do Sul foi em 2017, com a One on One Tour. Nesta turnê, o artista recebeu prêmio pela venda de mais de 1,5 milhão de ingressos só no Brasil em todos os tempos, incluindo seu histórico show no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 1990. Nesta apresentação, Paul McCartney estabeleceu o recorde mundial para o maior público em estádio de todos os tempos - 184.000 pessoas! A experiência de assistir um show ao vivo de Paul McCartney é tudo o que um amante de música poderia querer de um show de rock: quase três horas dos melhores momentos dos últimos 50 anos da música, dezenas de canções de Paul, dos Wings e, claro, dos Beatles. Como se fossem as trilhas sonoras de nossas vidas. Paul e sua banda já se apresentaram em diversos locais incluindo Américas, Reino Unido, Europa, Japão, Austrália e Nova Zelândia. Essa agenda inclui shows em locais ícones como; próximo ao Coliseu, em Roma; a Praça Vermelha, em Moscou; o Palácio de Buckingham, em Londres; a Casa Branca, em Washington; um show gratuito no México para mais de 400.000 pessoas; e o último show no Candlestick Park, em São Francisco, onde os Beatles tocaram pela última vez em 1966; uma semana de 2016 no deserto da Califórnia que incluiu dois shows no festival Desert Trip e um show especial para algumas centenas de fãs sortudos no Pappy & Harriet’s Pioneertown Palace; e até mesmo uma apresentação ao vivo no espaço. Nos últimos 15 anos, Paul McCartney se apresenta com a banda formada por: Paul “Wix” Wickens (teclados), Brian Ray (baixo / guitarra), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr (bateria). 

sexta-feira, 22 de março de 2019

THE BEATLES - PLEASE PLEASE ME- O 1º A GENTE NÃO ESQUECE!

Um comentário:

No dia 22 de março de 1963, os Beatles lançaram o álbum “Please Please Me”, há 56 anos. Com um disco simples, direto e alto astral, os então quatro garotos de Liverpool oficialmente estreavam no show bussines. O lançamento potencializou o surgimento da “beatlemania”, um fenômeno de adoração que continua até hoje e só parece ficar mais forte.
Lançado em 22 de março de 1963, o sensacional disco de estreia dos Beatles esbanja frescor e vitalidade. A ideia original era gravar a banda ao vivo no Cavern, em Liverpool. Como as condições técnicas não eram adequadas, George Martin preferiu levar os rapazes para os estúdios de Abbey Road. O álbum todo foi gravado no dia 11 de fevereiro de 1963, com os trabalhos começando às 10 da manhã. O conceito foi mantido. O disco tinha que ser um registro de como os Beatles soavam no palco. Por isso tudo foi feito ao vivo, com poucos overdubs. O álbum mostra como Lennon e McCartney tinham florescido como compositores. Das 14 músicas, oito são da dupla. O disco foi “recheado” com "Love Me do", "PS I Love You", "Please Please Me" e "Ask Me Why", que tinham sido lançadas pouco antes em singles de sucesso. As outras faixas originais são exemplares. Uma delas, "I Saw Her Standing There", um rock cheio de energia concebido por Paul, logo se tornou Standart. "Misery" tinha sido escrita para a cantora Helen Shapiro. "There’s a Place", de Lennon, era original e personalíssima. "Do You Want To Know a Secret" foi escrita por John e Paul para Billy J. Kramer e no álbum ganhou o vocal de George. Os covers mostram que os Beatles estavam muito interessados no som criado pelos compositores americanos do Brill Building, que escreviam para os grupos de garotas. Assim tem "Chains" (The Cookies), "Boys" e "Baby It’s You" (The Shireless). A inclusão de "A Taste Of Honey" é uma amostra do ecletismo de Paul. A canção veio de uma peça de teatro, mas os Beatles se basearam na gravação de Lenny Welch. Em "Anna (Go With Him)", Lennon prestou homenagem ao mestre do R&B Arthur Alexander. Porém, ele se superou em "Twist And Shout". Foi a última música a ser gravada. John, que estava se recuperando de um resfriado, deu a performance da sua vida, berrando desbragadamente e fazendo todos esquecerem a versão original dos Isley Brothers.

George Martin, que tinha encanto pelo zoológico de Londres, pensou que seria uma boa publicidade para o mesmo se os Beatles posassem para a capa do álbum diante da casa de insetos do zoo, mas a Sociedade Zoologica de Londres não permitiu que isso fosse feito. Decidiu-se então que a foto da capa fosse dos quatro integrantes em um balcão da escadaria da EMI em Manchester Square. Esta foto tirada por Angus McBean e uma bem semelhante foi usada posteriormente para a capa da coletânea "The Beatles 1962-1966". O álbum foi lançado no Reino Unido em versão mono no dia 22 de março de 1963 e em versão estéreo em 26 de abril do mesmo ano. Nos Estados Unidos, a maioria das canções de “Please Please Me” foram lançadas no álbum da Vee-Jay Records chamado Introducing... The Beatles" em 1964, e depois no álbum da Capitol Records chamado “The Early Beatles” em 1965. O álbum “Please Please Me” não foi lançado neste país até a padronização mundial do catálogo dos Beatles.
Para encerrar, a gente confere o texto original da contracapa do álbum, escrito por Tony Barrow.
A música “pop" é um movimento contagiante, nos dias de hoje. Os Beatles foram notados musicalmente, em outubro de 1962. Como revisor de discos, meu natural interesse pelo grupo impediu-me de tomar partido em seu primeiro sucesso. Dezoito meses antes da primeira visita deles aos estúdios EMI, em Londres, os Beatles já tinham sido eleitos os favoritos de Merseyside, e era inevitável que seu primeiro disco Parlophone, “LOVE ME DO", entraria diretamente em 1° lugar no “hit parade" local, em Liverpool. As chances do grupo de entrar na parada nacional de sucessos pareciam muito remotas, pois nenhum outro conjunto havia reunido os “best sellers” através de gravação em disco. Mas acontece que os Beatles fizeram história desde o início, e “LOVE ME DO" vendeu muitas cópias em suas primeiras 48 horas, subindo para os primeiros lugares do “hit parade" do país. Em tantos anos de trabalho, nunca vi um grupo britânico tomar a dianteira com tamanha rapidez. Nos seis meses que se seguiram à apresentação de “LOVE ME DO” entre as “20 mais", quase todos os jornais do país, que falavam de música, começaram a fazer elogios aos Beatles. Os leitores do “New Musical Express” elegeram os rapazes, o grupo mais popular, colocando-os, surpreendentemente, nas pa­radas, baseados, apenas, no lançamento de um disco. (1962/1963). As fotografias do grupo foram estampadas nas primeiras páginas de três jornais especializados no assunto. Todo mundo se interessou pelos novos sons vocais e instru­mentais que os Beatles haviam introduzido na música. Brian Matthew (que havia apresentado os Beatles a milhões de expectadores e ouvintes em seus programas, “Thank Your Lucky Stars", “Saturday Club” e “Easy Beat”) descreve o quar­teto como visualmente e musicalmente o mais excitante e com­pleto grupo que apareceu desde THE SHADOWS. Revendo-se ou se produzindo disco, não se pode fazer pre­visões a longo prazo quanto ao seu sucesso. O hit parade nem sempre consegue manter as execuções mais notáveis do dia e por isso não se deve presumir que a versatilidade conta para tudo. Durante a gravação de um programa na Rádio Luxemburgo, na série EMI FRIDAY SPECTACULAR, convenci-me de que os Beatles estavam preparados para desfrutar da fama que os colocaria, merecidamente, em primeiro lugar. O auditório de jovens não conhecia a relação dos artistas e dos conjuntos que iam apresentar-se, e, quando Muriel Young começou a chamar os Beatles pelos seus primeiros nomes, John... Paul... o resto de sua apresentação foi sufocado por frenéticos aplausos. Não tenho a mínima idéia de que qualquer outro conjunto — Britânico ou Americano — pudesse ser tão prontamente identificado e bem acolhido só pelo anunciar de dois nomes. Para mim, esta foi a prova fundamental de que os Beatles (e não apenas 1 ou 2 de seus discos de parada de sucesso) haviam chegado ao ponto máximo de popularidade, reservado aos poucos privilegiados do reino do disco. Logo depois, os Beatles provaram sua força pop, quando saltaram de uma colocação mais baixa do “hit parade” para os "10 mais” do país, com seu segundo compacto simples “PLEASE PLEASE ME”. Este disco de vendagem rápida continuou a surpreender todos os competidores quando saltou para o ambicioso primeiro lugar no final de fevereiro. Mais de 4 meses depois do lançamento de seu primeiro disco, os Beatles tornaram-se os maiores recordistas de vendagens. O produtor George Martin nunca teve dificuldade na esco­lha das canções para os Beatles. John Lennon e Paul McCartney têm suas próprias composições populares, já prontas, para aten­der ao mercado de discos até 1975. Entre eles, os Beatles adotam o slogam “faça você mes­mo”. Eles fazem suas próprias letras e seus próprios arranjos vocais. A música dos Beatles é impetuosa, pungente, desini­bida, quente e exclusiva. O slogan “faça você mesmo’ assegura completa originalidade da música. Embora tantas pessoas achem que os Beatles têm um estilo transatlântico, sua única influência real foi a singular mar­ca do Rhythm and Blues, música popular que sobressai no Merseyside e que os próprios Beatles têm ajudado a promover desde sua formação, em 1960. Este LP compreende 8 composições de Lennon-McCartney associadas a 6 (seis) outras que se tornaram as favoritas do variado respertório dos Beatles. A admiração do grupo pelo trabalho de The Shirelles é demonstrada pela inclusão de BABY IT'S YOU (John faz o solista vocal com George, e Paul faz a harmonia), e BOYS (que permite ao baterista Ringo fazer sua primeira apresentação como vocalista). ANNA, ASK ME WHY e TWIST AND SHOUT que também destaca John como solista, enquanto DO YOU WANT TO KNOW A SECRET joga o spotlight em George, como na apresentação ao vivo. MISERY pode soar como um dueto próprio criado pela multigravação de uma única voz... mas o efeito é produzido pelas vozes de John e Paul. Há somente um “trick duet” que está em A TASTE OF HONEY, destacando uma voz dupla de Paul. John e Paul ficam juntos em THERE'S A PLACE e I SAW HER STANDING THERE, e George junta-se a eles em CHAINS. LOVE ME DO e PLEASE PLEASE ME. TONY BARROW
Confira também: OS TEXTOS DAS CONTRA-CAPAS DOS DISCOS DOS BEATLES - publicada em 20 de novembro de 2017.