quarta-feira, 20 de junho de 2018

THE BEATLES - PALAIS DE SPORTS, PARIS, 1965

Nenhum comentário:

A tumê dos Beatles de 1965 pela Europa, que incluía França, Itália e Espanha, começa por Paris. A banda desem­barca no aeroporto de Orly, às 10h, e vai diretamente para o George V Hotel. A recepção dos fãs foi mui­to tranquila se comparada aos pa­drões dos Beatles, pois apenas 50 pessoas os aguardavam na frente do hotel. Doze mil assistiram às duas apresentações no Palais des Sports, que também contou com a presença dos Yardbirds. O segundo show foi transmitido na rádio e na TV fran­cesas. Após o espetáculo, a cantora François Hardy os visitou no hotel. Naquela noite, foram ao CastelTs nightclub, onde ficaram até o ama­nhecer. O repertório dos Beatles durante a tumê na Europa incluía: “Twist And Shout”, “She’s A Woman”, “I’m A Loser”, “Can’t Buy Me Love”, “Baby’s In Black”, “I Wanna Be Your Man”, “A Hard Day’s Night”, “Everybody’s Trying To Be My Baby”, “Rock And Roll Music”, “I Feel Fine”, “Ticket To Ride” e “Long Tall Sally”. Aqui, a gente confere o show inteiro no Palais des Sports no dia 20 de junho de 1965, há 53 anos. Não deixe de conferir também a superpostagem sobre a primeira tour dos Beatles à França em 1964. LES BEATLESEN LA FRANCE. MERCI, BEAUCUP!

PAUL MCCARTNEY – THE PRINCE'S TRUST CONCERT 1986

Nenhum comentário:
Publicada originalmente em 20 de junho de 2017
The Prince's Trust foi criado em 1976 pelo Príncipe Charles como uma instituição de caridade para ajudar os jovens a se livrarem das drogas. O primeiro concerto de benefícios foi realizado em 1982, e no verão de 1986, a instituição recebeu um benefício muito especial para celebrar o décimo aniversário da organização. Uma lista impressionante de artistas se reuniu para aquele que foi um dos melhores eventos de caridade da década de 1980.
The Prince's Trust All-Star Rock Concert foi lançado em VHS, LP e disco laser com as performances mais interessantes da segunda metade do show que durou mais de duas horas e meia com todos os grandes nomes da época: Eric Clapton, Paul McCartney, Mark Knopfler, Bryan Adams, Elton John, George Michael, Rod Stewart, Paul Young, Tina Turner, Suzanne Vega, Sting, Phil Collins e tantos outros. O momento mais aguardado, claro, era o da entrada de Paul McCartney para encerrar o grande show. Essa foi a segunda aparição ao vivo do ex-Beatle desde o último concerto do Wings em 1979 - a primeira foi no Live Aid no verão anterior. Ele tocou duas músicas, o clássico dos Beatles "I Saw Her Standing There" e "Long Tall Sally", antes do grande final com todos os superstars se agarrando em "Get Back". Todo o espetáculo foi gravado ao vivo no Wembley Arena em 20 de junho de 1986 - exatamente há 32 anos. Uma grande festa, um grande momento da música pop!

terça-feira, 19 de junho de 2018

LITTLE RICHARD - LONG TALL SALLY - SENSACIONAL!

Nenhum comentário:

THE BEATLES - LONG TALL SALLY - We're gonna have some fun tonight!

Nenhum comentário:

Um dos números preferidos dos jovens Beatles, era "Long Tall Sally", a famosa arrasa-quarteirão de Little Richard que abalou meio mundo para os padrões caretas de 1957. Uma aula de Rock And Roll por sí só. O poderoso hit foi criado por Robert Blackwell, Enotris Johnson e Richard Penniman (o próprio Little Richard). A música foi originalmente gravada por ele em seu álbum de estreia “Here's Little Richard”, de 1957 e fez tanto barulho como ela própria.
Do outro lado do mundo, em Liverpool, o rock de Little Richard chegava aos ouvidos de um jovem Paul McCartney. Paul conheceu John e entrou para sua banda. Logo depois, praticamente já seriam Beatles. Em todas as apresentações, a performance que Paul McCartney fazia de "Long Tall Sally" era impressionante, principalmente pelos berros do jovem Paul que eram ainda mais possantes que o original americano. A fama de McCartney como “o melhor Little Richard de Liverpool", cresceu rápido. "Long Tall Sally" era obrigatória em todos os shows e se tornou “marca registrada de Paul” que geralmente encerrava os shows com ela deixando o público em êxtase. E isso durou por anos, até 1965 quando acharam que a música já estava velha e fora de moda. Para substituir “Long Tall Sally” nos shows, viria outra bomba (I'M DOWN), outro rockão poderosíssimo, mas dessa vez, já de autoria do próprio intérprete: o melhor Little Richard de Liverpool. "Long Tall Sally" foi gravada no dia 1 de março e lançada em 19 de junho de 1964. Os Beatles estão em seus instrumentos clássicos e George Martin toca piano, além da produção, claro. O engenheiro foi Norman Smith. "Long Tall Sally" aparece nos álbuns "Past Masters", "Live At BBC", "Anthology 1" e "On Air – Live At The BBC Volume 2".

IMAGEM FOREVER - THE BEATLES - HAPPY BIRTHDAY PAUL!

Nenhum comentário:

JOHN LENNON FAZ BARRACO NO ANIVERSÁRIO DE PAUL!

2 comentários:

Há 55 anos, na festa de aniversário de 21 anos de Paul, em 18 de junho de 1963, um velho conhecido da banda, Bob Wooler, que era DJ do Cavern Club e apresentou os Beatles a Brian Epstein, fez comentários maldosos sobre a viagem de John e Brian à Espanha.
John Lennon, que estava bêbado e agressivo, avançou sobre Bob Wooler e o socou e chutou várias vezes. "Ele me chamou de bicha e, então acertei suas costelas", declarou John. Depois de bater em Bob Wooler, John também agrediu uma mulher que estava próxima a eles. Quando Billy J. Kramer tentou intervir, John gritou: "você é um nada, Kramer, e nós estamos no topo!". Brian Epstein levou Bob Wooler ao hospital para tratar de seu olho e verificar se havia alguma costela quebrada. John comentou: "A primeira cobertura nacional dos Beatles foi a surra que dei em Bob Wooler durante a festa de aniversário de Paul, pois ele havia insinuado que eu era homossexual, por isso bati nele daquela forma. É difícil entender o que aconteceu. Estava muito bêbado e o espanquei. Poderia realmente ter matado alguém e isso me assustou... o incidente saiu na última página do Daily Mirror". Bob Wooler trabalhou no Cavern até 1966 e morreu em 2002 aos 82 anos.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

PAUL McCARTNEY COMPLETA 76 ANOS DE UMA VIDA ILUMINADA!

6 comentários:

Ele orgulhosamente carrega a tradição dos Beatles, é um dos astros mais cultuados da indústria do entretenimento e um dos homens mais conhecidos do mundo. Mesmo assim, ainda há segredos e surpresas na vida de Sir Paul McCartney. Mais do que um astro do rock, mais do que uma celebridade, Paul McCartney é um símbolo cultural. Como uma das metades da lendária dupla de compositores Lennon-McCartney, ele ajudou a transformar a música pop, evoluindo do simplismo de “Love Me Do” para as harmonias sinfônicas de “A Day in the Life” e criando hinos que atravessaram gerações, como “Hey Jude” e “Let It Be”. Em sua trajetória, os Beatles saíram dos porões abafados da classe trabalhadora de Liverpool para os píncaros da fama e da riqueza, um sonho a que nenhum integrante do mundo artístico aspirara antes. Foram as ambições do próprio McCartney que alimentaram grande parte dos progressos do grupo. Conseguiu superar a tragédia na infância ligando-se a John Lennon para promover os Beatles à aclamação internacional. No entanto, os mesmos apetites que levaram a banda aos grandes sucessos também serviram para provocar seu rompimento. Ainda assim, sua carreira não terminou junto com os Beatles. Pelo contrário.
A década de 1970 foi especialmente agitada na vida de Paul McCartney. Após a conturbada dissolução dos Beatles, de repente o músico se viu novamente na posição de estreante, liderando o Winqs, uma banda de rock que fazia shows surpresas em turnês por cidades universitárias. No entanto, o peso de ser Paul McCartney e ter integrado a banda de maior sucesso da história não abandonou o músico em sua nova fase e, como resultado, cada novo single lançado pelo Wings era acompanhado de perto por críticos que não hesitavam em comparar a obra de Paul ao passado dos Beatles. Para piorar, o músico travava uma batalha pública com John Lennon, na qual ambos se atacavam mutuamente por meio de suas composições. A cada dia, Paul se via mais distante do homem que um dia fora seu melhor amiqo e cada vez mais lonqe de si mesmo. Conquistar o mundo duas vezes, não é para qualquer um. Mas ele conseguiu. Paul McCartney, filho mais velho de Mary e Jim, irmão de Mike, nascido em Liverpool há 76 anos, nessas mais de cinco décadas de carreira, colecionou todos os recordes. Segundo o Guiness, são 60 discos de ouro (entre 45 discos lançados) e 100 milhões de álbuns e singles vendidos. Paul emplacou nada menos do que 32 singles no 1º lugar da Billboard. Dificilmente haverá outro artista capaz de carregar números tão altos. Talvez seja impossível saber ao certo quantas bandas covers dos Beatles existem no mundo, mas estima-se que sua Yesterday – já recebeu em torno de 3.000 versões. E mais de 8 milhões de execuções somente nas rádios e emissoras de TV dos Estados Unidos.
Aos 76 anos de idade, mais de meio século de carreira e ultraexposição, Paul McCartney continua sendo uma esfinge à espera de quem a decifre. Roqueiro de origem, ele flerta com o vaudeville, compôs algumas das mais marcantes baladas e ainda tem fôlego para experiências sonoras radicais e para compor peças eruditas. Na vida pessoal, Paul era tido como o bonitinho entre os Beatles, mas sabe-se que nunca foi uma flor: foi pego por porte de drogas, acusado de agredir a ex-mulher e de ser um patrão intragável. Ainda assim, mantém a reputação intacta, mesmo quando anuncia que parou de fumar maconha para não dar mal exemplo à filha de 11 anos. Podia estar recolhido, contando histórias aos netos em volta da lareira e tomando chá. Mas não. Como músico, é autor de algumas das mais inspiradas linhas de contrabaixo já ouvidas no rock. Como compositor, gosta de surpreender sobrepondo melodias e explorando novas soluções harmônicas. Como produtor musical, busca sonoridades inusitadas e provocantes. Além de tudo, é um parceiro generoso, buscando cumplicidade em nomes tão díspares quanto Stevie Wonder e Youth (do Killing Joke), ou Elvis Costello e Tony Bennett. E vem provando que é um sobrevivente. E muito mais do que isso. Paul McCartney chega aos 76 anos em plena atividade, com uma jovialidade impressionante. Consagrado como o maior compositor do século XX e o maior artista vivo do planeta, o velho Macca continua mostrando ao mundo, que é um garoto sonhador. Mais que isso: a sua idade, quem você é, e quanto tempo vai viver aqui, é você quem faz. E hoje, em pleno 2018, o mundo ainda precisa, e muito, de Paul McCartney. Feliz aniversário, Paul. Que venham muitos e muitos anos. Amém.

THE BEATLES - I'M DOWN - UAU!*****

Nenhum comentário:

Imagem relacionada
“I ’m Down” é uma das faixas mais energéticas dos Beatles, um rock simples capturado em três horas, no mesmo dia em que eles gravaram "I’ve Just Seen a Face” e começaram a gravação de “Yesterday” - uma sessão que demonstra bem o extraordinário alcance vocal de McCartney. “I ’m Down”, o lado B de “Help!”, reflete o apreço de McCart­ney pelo estilo de Little Richard. “Eu costumava cantar as coisas dele, mas chegou um ponto onde eu queria uma minha, então compus I’m Down”. Disse McCartney.  A música se tornou uma das favoritas ao vivo, servindo como número de encerramento durante a turnê norte-americana de 1965. A performance de “I ’m Down” no Shea Stadium é uma colagem memorável de imagens indeléveis: McCartney tão empolgado que começa a girar; Lennon e Harrison rindo tanto a ponto de se atrapalharem; Ringo espancando a bateria e Lennon tocando o piano elétrico com o cotovelo. É um retrato dos Beatles livres da Beatlemania - quatro caras em uma banda se acabando de tocar e adorando tudo. Fonte: Rolling Stone

PAUL McCARTNEY & WINGS - COUNTRY DREAMER

Nenhum comentário:

"Country Dreamer" é mais uma sobra de estúdio do álbum Red Rose Speedway, e comenta sobra a vida rural levada pela família McCartney no início dos anos 70. Country Dreamer foi ensaiada por Paul McCartney para a apresentação no especial James Paul McCartney, em abril de 1973, mas descartada em favor das músicas Bluebird; Blackbird, Michelle e Heart Of The Country. Instrumentos tocados por Paul McCartney: Violão e contrabaixo. Bateria e percurssão por Denny Seiwell. Harmonias, por Linda McCartney. Guitarra com slide, por Henry McCulough. Violão, por Denny Laine. Assim como Helen Wheels, Country Dreamer também foi composta em Campbelltown, Escócia, mas gravada no Olympic Studios, em Londres. Fonte: Paul McCartney - Todos os segredos da carreira solo, de Claudio D. Dirani

THE OUTSIDERS - TIME WON'T LET ME*****

2 comentários:

The Outsiders (Os Renegados) foi uma das centenas de milhares de bandinhas legais americanas de rock and roll nos anos 1960. Formada em Cleveland, Ohio, fundada e liderada pelo guitarrista Tom King, tornaram-se conhecidos pelo megahit "Time Won’t Let Me" no início de 1966, que alcançou a posição # 5 nos EUA, mas a banda também teve outros três singles de sucesso que entraram no Hot 100 top 40 em 1966 e 1967. Lançaram um total de quatro álbuns ente 1965 e 1968.

THE BEATLES - THE BEING FOR THE BENEFIT OF MR. KITE*****

Um comentário:

Em janeiro de 1967, os Beatles foram ao Knole Park, perto de Sevenoaks, em Kent, para rodar o filme promocional de “Strawberry Fields Forever”. “Perto do hotel onde tínhamos nos hospedado havia um antiquário”, diz Tony Bramwell, ex-funcionário da Apple. “John e eu entramos para dar uma olhada, ele viu um cartaz vitoriano de circo emoldurado e comprou.”
Impresso em 1843, o cartaz orgulhosamente anunciava que o Circo Royal de Pablo Fanque apresentaria a “mais sublime noite de sua temporada” em Town Meadows, Rochdale, Lancashire. A produção aconteceria “em benefício do Sr. Kite” e teria como atração “o Sr. J. Henderson, o famoso saltador” que “apresentará seus extraordinários saltos mortais e de trampolim sobre homens e cavalos, entre argolas, sobre ligas e por fim através de um tonel em chamas. Neste ramo da profissão o Sr. H. desafia o mundo”. Dizia-se que o Sr. Kite e o Sr. Henderson asseguravam ao público que “a produção da noite será uma das mais esplêndidas já produzidas nesta cidade, sendo preparada há alguns dias”. John começou a compor uma canção com base no texto do cartaz, que passou a ficar pendurado na parede da sua sala de música. Pete Shotton o viu estreitando os olhos para ler o texto enquanto tentava achar uma melodia ao piano. John modificou alguns fatos para que melhor se adequassem à música. No cartaz era o Sr. Henderson que desafiava o mundo, não o Sr. Kite; os Henderson “não tinham saído da Pablo Fanques Fair”; Kite, sim, “saíra do Circo Wells”. Para acertar a rima com “dont be late”, John moveu o evento de Rochdale para Bishopgate, em Londres, e fez do circo uma feira (“fair”) para rimar com “will all be there”. Também o nome original do cavalo era Zanthus, e não Henry. Para John, Pablo Fanque, o Sr. Kite e os Henderson nunca passaram de nomes exóticos, mas os registros históricos mostram que eles foram astros no mundo do circo há 150 anos. O Sr. Kite era William Kite, filho do dono de circo James Kite, que fundara o Kite’s Pavilion Circus por volta de 1810. William aparentemente teria nascido por volta de 1825 em Lambeth, Londres, e se tornado um artista versátil e especializado em trabalho equestre. Integrou o circo de Lord Sanger, depois o Wells e, de 1843 a 1845, trabalhou no de Pablo Fanque. Ele se casou com Ann Deveraux e em 1875 tiveram uma filha, Elizabeth.
Pablo Fanque era um artista de muitos talentos e foi o primeiro negro a ser dono de um circo na Grã-Bretanha. Seu nome verdadeiro era William Darby. Nasceu em Norwich em 1796, filho de John e Mary Darby. Nos anos 1830, quando atuava como equilibrista, começou a se apresentar como Pablo Fanque. Morreu em Stockport, em maio de 1871, e foi enterrado no cemitério de Woodhouse, em Leeds, no terreno que hoje está situado dentro do campus da universidade local. Os Henderson eram John, que se apresentava na corda bamba, a cavalo, no trampolim e como palhaço, e sua esposa Agnes, filha do famoso dono de circo Henry Hengler. O casal circulou por toda a Europa e pela Rússia nas décadas de 1840 e 1850. Os “somersets” que o Sr. Henderson executava sobre “chão duro” eram saltos mortais, “garters” ou “ligas” eram panos que duas pessoas seguravam, uma em cada ponta, e “trampoline” naquela época era o próprio trampolim, de madeira, não as camas elásticas de hoje.
Era comum naquele tempo que artistas de circo conhecidos ganhassem espetáculos em sua homenagem, ficando com todo o lucro. Alguém estabelecido e popular como William Kite podería contar com pelo menos um destes eventos por ano. Na época, John achou que “Being for the Benefit of Mr. Kite!” era uma canção descartável, contando a Hunter Davies que “não tinha orgulho dela. Não tinha me dado trabalho de fato. Eu estava no piloto automático porque precisávamos de uma canção nova para o Sgt. Peppers naquele momento”. No entanto, ao criar uma música a partir do texto de um anúncio, o que ele estava fazendo era o que Marcei Duchamp fizera na arte em 1917, ao colocar um mictório em exposição. William Burroughs e Bryon Gysin realizaram algo parecido ao incorporar textos de anúncios, diários e jornais à sua poesia e ficção. Em 1980, John mudou radicalmente de opinião, dizendo ao repórter da Playboy, David Sheff, que “ela é tão cosmicamente linda... a canção é pura, como uma pintura, a mais pura aquarela”. Steve Turner.

ABBEY ROAD EM OBRAS

3 comentários:
Essa notícia é de alguns dias atrás. O chão em que gigantes caminharam sobre a terra um dia, nunca mais será o mesmo. A icônica faixa de pedestres apresentada no icônico álbum Abbey Road dos icônicos The Beatles, foi desterrada e arrancada como parte do trabalho de recapeamento do asfalto da via, significando que centenas de fãs de todo o mundo, que correm para o local diariamente para posar para fotos atravessando a famosa faixa, tiveram que lidar com escavadeiras, britadeiras e caminhões estragando a cena, além do coração partido. A travessia de pedestres mais famosa do mundo, do lado de fora dos estúdios Abbey Road, onde os Beatles gravaram a maior parte de sua aclamada produção, é considerada uma Meca pelos fãs das lendas da música. O trabalho, incluindo a troca do asfalto original, substituí-lo e repintar as faixas, deve terminar ainda hoje (14/6 – quinta). Fonte: www.mirror.co.uk

sexta-feira, 15 de junho de 2018

PAUL McCARTNEY IN RED SQUARE - SENSACIONAL E IMPERDÍVEL!

Nenhum comentário:
E aproveitando todo esse clima de Copa do Mundo na Rússia, a gente confere novamente essa postagem - publicada em 9 de março de 2017, sobre o dia que Paul McCartney botou a Rússia pra dançar e cantar!

Como um membro dos Beatles, Paul McCartney ajudou a levar o Rock and Roll a um estágio global. Através de suas músicas, os Beatles levaram esperança, inspiração e alegria a milhões e milhões. Em 24 de maio de 2003, Paul McCartney realizou um concerto inédito e memorável na Rússia, eletrificando uma multidão de mais de cem mil pessoas na Praça Vermelha de Moscou. O DVD Live in Red Square captura os históricos momentos do concerto de quase três horas que inclui mais de trinta clássicos assim como canções dos Beatles, Wings e canções da carreira solo de Paul. Além do show na Praça Vermelha, o DVD também traz um show inédito da segunda viagem de Paul McCartney a Rússia, onde ele se apresentou no St. Petersburg Palace Square.
O artigo que a gente confere agora foi publicado na ‘Ilustrada” da Folha de São Paulo em 2 de setembro de 2005, de autoria de MARCO AURÉLIO CANÔNICO
Uma máxima conhecida diz que a história é escrita pelos vencedores. Depois de assistir a "Paul McCartney in Red Square", o DVD que traz o show do beatle na célebre praça Vermelha de Moscou, o espectador fica com a impressão de que ela também é escrita pelos marqueteiros. Ninguém questiona o destacado papel dos Beatles -e, por extensão, de McCartney- na música, na cultura em geral e na sociedade, notadamente na Ocidental, como um todo. Daí a colocá-los como protagonistas da queda do comunismo vai uma longa distância. Do documentário que acompanha o show, com declarações como a do sociólogo russo Artemy Troitsky, que diz que "Paul, John, George e Ringo fizeram mais pela queda do comunismo do que qualquer outra instituição ocidental", o espectador tira a certeza de que a Guerra Fria foi vencida pelos "fab four". Como mostra o programa do History Channel "Russia e os Beatles: Uma Breve Jornada", que faz parte do DVD, o quarteto de Liverpool foi considerado subversivo e banido da União Soviética na década de 1960. Obviamente, isso não impediu que uma versão moderada da "beatlemania" se desenvolvesse por trás da cortina de ferro: onde há censura, há também um lucrativo mercado negro esperando para ser desenvolvido. O que o documentário não mostra é que os Beatles não foram os únicos censurados na URSS, assim como os países comunistas não foram os únicos a instituírem a censura. Se o show de McCartney na praça Vermelha tem um caráter histórico por ser a primeira vez que ele pisou na ex-URSS, pode-se dizer que a mesma sensação "histórica" foi sentida em qualquer país onde Macca pôs os pés pela primeira vez após ter virado uma lenda mundial. Por fim, a sensação de "caiu o comunismo, finalmente vamos ver um beatle" não se sustenta cronologicamente: o show é de 2003, mais de uma década depois da derrocada soviética, ou seja, não foi exatamente censura o que manteve McCartney afastado da Rússia nos últimos anos. À parte a lição histórica questionável, o DVD traz o que é indiscutível: as pérolas do repertório de McCartney, passando por Beatles, Wings e por sua carreira solo. O show em Moscou é mostrado como um filme, com as canções entremeadas por cenas de Paul visitando lugares e personagens históricos -como o presidente Putin e Gorbatchov-, além de depoimentos de fãs. Sobre o repertório, basta listá-lo: "Can't Buy me Love", "I Saw Her Standing There", "We Can Work It Out", "Band on the Run", "Live and Let Die", "Yesterday", "Let it Be", "Back in the USSR"... De quebra, há ainda outra apresentação de McCartney na Rússia, esta em São Petersburgo e gravada como um show mesmo, com as músicas em seqüência direta. Nela figuram "Drive My Car", "Penny Lane", "Helter Skelter" e outros exemplos da indiscutível genialidade musical do homem.
E só aqui, a gente confere o show inteiro. Melhor que isso, só mais disso! Manda mais!

GEORGE HARRISON - THE BEATLES - FOR YOU BLUE

Um comentário:

Inicialmente, “For You Blue” era para se chamar “George’s Blues”. Depois ganhou um título provisório de “Because You’re Sweet And Lovely”. Uma canção de melodia simples, que os Beatles gravaram rapidamente (em 6 takes), sem maiores complicações – o que era raro, nas sessões de estúdio de “Let It Be”. Nos bastidores, nada era simples. Além das diferenças autorais e financeiras, havia as diferenças musicais. George sempre foi o Beatle mais disposto a desenvolver suas habilidades musicais, e foi assim que ele estabeleceu amizades próximas com músicos tão diferentes quanto Ravi Shankar e Eric Clapton. Isso também o levou a fazer experiências constantes com diferentes afinações, instrumentos e modos de tocar. “For You Blue” era um blues tradicional. O comentário de Harrison sobre ela foi: “É uma música simples seguindo todos os princípios normais dos doze compassos, exceto por ser otimista!”. Curiosamente, apesar de a faixa receber o nome “For You Blue”, o título não é mencionado na letra.

BOB DYLAN - LIKE A ROLLING STONE

2 comentários:

"Like a Rolling Stone" é uma música de 1965 escrita pelo cantor/compositor Bob Dylan no álbum Highway 61 Revisited. Foi lançada em 20 de julho de 1965 e representa, pela sua duração (6:09), estilo e musicalidade, uma das canções mais influentes de Dylan. Em 2004, a revista Rolling Stone nomeou-a a melhor canção de todos os tempos, declarando: "Nenhuma outra canção pop confrontou e transformou tão completamente as regras comerciais e as convenções artísticas da sua época". Esta canção foi interpretada muitas vezes por Bob Dylan em colaboração com outros artistas como os Rolling Stones ou interpretada a solo por artistas como os próprios Rolling Stones, Jimi Hendrix, B.B. King, Bob Marley, Lenny Kravitz, Green Day, Cher entre outros. O texto que a gente confere a seguir sobre "Like a Rolling Stone" foi escrito por Bono Vox especialmente para a revista Rolling Stone - As 500 melhores canções de todos os tempos.

"Aquele ar de zombaria – é algo de se admirar. Elvis tinha isso, claro. E os Rolling Stones tinham um ar de zombaria que, se você prestar atenção no título da música, não passou despercebido por Bob. Mas o ar de Bob Dylan em “Like a Rolling Stone” é capaz de transformar vinho em vinagre. O pugilismo verbal escancara o ato de compor para uma geração toda e deixa o ouvinte na lona. “Like a Rolling Stone” marca o nascimento de um iconoclasta que dará à era do rock sua maior voz e seu maior vândalo. Este é Bob Dylan como um Jeremias de versos amorosos e românticos, despejando uma tempestade flamejante de palavras imperdoáveis. Tendo criticado duramente a hipocrisia do corpo político, ele agora começa a cutucar inimigos que são um pouco mais familiares: a “cena”, a alta sociedade, a “gente bonita” que pensa que “está por cima”. Aqui, ele ainda não entrou em suas próprias hipocrisias – isso viria mais tarde. Mas a diferença entre “nós” e “eles” não é tão clara quanto em seus primeiros álbuns. Aqui, ele mostra seus dentes afiados para os descolados, a vaidade da época, a ideia de que alguém tinha mais valor se estivesse usando o par de botas certo. Para alguns, os anos 60 foram uma revolução. Mas havia outros que estavam erguendo uma guilhotina em Greenwich Village, não para seus inimigos políticos, mas para os que consideravam “quadrados”. Bob já começava a adotar essa ideia, mesmo considerando que ele já era a melhor encarnação dela, o cara de cabelo encaracolado que Jimi Hendrix mais tarde admitiria ter imitado. O empilhamento de palavras, imagens, ira e melancolia em “Rolling Stone” daria o formato para formas musicais que só viriam a surgir dez ou 20 anos no futuro, como o punk, o grunge ou o hip-hop. Observando a personagem nos versos, você se pergunta: “O quão rápido ela deve ter ido de socialite a alguém que implora pela próxima refeição?” Talvez seja um vislumbre do futuro; talvez seja só ficção, um roteiro de cinema destilado em forma de canção. Deve ter sido difícil ser Dylan ou conviver com ele na época; seu olhar sempre alerta estava focado em tudo e em todos. Mas, apesar do discurso raivoso, a verdadeira peça pregada está em seu humor agudo. “Se você não tem nada, não tem nada a perder” é o slogan de camiseta. Mas a frase de que gosto mais é: “Você nunca olhou em volta e notou os cenhos franzidos dos malabaristas e dos palhaços/ Quando todos eles fizeram truques para você/ Você nunca entendeu que isso não é legal/ Você não devia deixar que as outras pessoas se divirtam por você”. A execução da faixa – destacando o guitarrista Mike Bloomfeld e o tecladista Al Kooper – é tão vívida e imediata que é como ver a tinta espirrando na tela. Como é costume de Bob no estúdio, os músicos não conhecem a música totalmente. Eles ainda a estão conhecendo, e você consegue sentir o prazer da descoberta ao mesmo tempo em que eles a experimentam. A canção tem uma grande urgência de se comunicar; mesmo assim, não faz concessões ou se compromete. Dylan conseguiu em “Like a Rolling Stone” um perfeito equilíbrio entre mundos bastante distintos. Não me importo particularmente em saber para quem a música é – embora eu tenha conhecido algumas pessoas que alegam ser sobre elas. O gozado é que algumas não haviam nem nascido em 1965. O que me fascina de verdade é que uma música radical assim foi sucesso nas rádios. O mundo foi transformado por uma voz excêntrica, um espírito romântico, alguém que se importou o bastante com um amor não correspondido a ponto de compor algo tão devastadoramente cáustico. Amo ouvir músicas que mudaram tudo, como “Heroes”, de David Bowie, “Rebellion (Lies)”, do Arcade Fire, “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Division, “Sexual Healing”, do Marvin Gaye, “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, e “Fight the Power”, do Public Enemy. Mas, no topo da árvore genealógica dessa família disfuncional, repousa o próprio rei cuspidor de fogo, o malabarista da beleza e da verdade, nosso Shakespeare de camisa de bolinhas. É o motivo pelo qual cada compositor a surgir depois de Dylan traz consigo sua bagagem e a razão pela qual este humilde bardo irlandês aqui carregaria suas malas com orgulho. Sempre que precisar". Bono

A PEDIDOS - THE BEATLES - I'LL GET YOU - SENSACIONAL!******

Um comentário:

"I'll Get You" foi escrita por John e Paul na casa de John como sequência de "From Me To You" e se tornou o lado B da irresistível "She Loves You", composta dias depois, mas que eles acharam melhor. A letra, mais reflexiva que alegre, parecia ter mais de Lennon do que de McCartney, e há uma certa semelhança entre os versos de abertura ("Imagine i'm in love with you, it's easy 'cos i know") e os de "Imagine" ("Imagine there's no heaven, it's easy if you try"), megasucesso de Lennon em 1971. "I'll Get You" foi gravada no dia 1 de julho de 1963 e foi uma das primeiras músicas a expor claramente a crença de John na visualização criativa - a ideia de que, ao imaginar coisas que queremos que aconteçam, podemos concretizá-las. Para Paul, que ainda a considera uma de suas faixas favoritas dos Beatles, o uso da palavra "imagine" evocava o começo de um conto de fadas infantil e era um convite a um universo fictício. Um dos truques musicais da composição, a mudança de ré para lá menor para quebrar a palavra "pretend", foi tirado da versão de Joan Baez da tradicional "All My Trials", de seu álbum de estreia de 1960. Na música de Baez a mudança ocorre no primeiro verso, sob as palavras "don't you cry". "I'll Get You" foi lado B em duas ocasiões distintas, de "She Loves You", em 28 de agosto de 1963 e também apareceu mais tarde nos EUA em 21 de maio 1964, como lado B de "Sie liebt Dich" (She Loves You em alemão). A música também foi lançada nos EUA no álbum The Beatles 'Second Album. Nunca foi lançada em álbum no Reino Unido até o "Rarities" em 1978 como parte da coleção "The Beatles Collection". Uma versão ao vivo da música, gravada no London Palladium em 13 de outubro 1963, foi incluída no Anthology 1. Também apareceu em CD no primeiro disco dos álbuns "Past Masters"

quarta-feira, 13 de junho de 2018

THE BEATLES - GOLDEN SLUMBERS**********

3 comentários:
Resultado de imagem para the beatles the last photos
"Golden Slumbers" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada a dupla Lennon/McCartney e lançada no álbum Abbey Road de 1969. É a sexta parte do dramático meddley que aparece no lado B do último disco gravado pela banda em 1969. É seguida por "Carry That Weight" que emenda com o clímax de “The End”. "Golden Slumbers" e "Carry That Weight" foram gravadas juntas como uma única peça e os arranjos de cordas e metais foram esculpidos pelo produtor George Martin. A música criada por McCartney é baseada no poema "Cradle Song", uma canção de ninar do dramaturgo inglês Thomas Dekker. O poema aparece na comédia de 1603 de Dekker, Paciente Grissel. McCartney viu partituras de "Cradle Song" na casa de seu pai em Liverpool. Incapaz de ler música, ele criou sua própria melodia. McCartney usa a primeira estrofe do poema original, com pequenas alterações de palavras, adicionando a ela uma única linha lírica repetida com pequena variação. Óbvio que ele era o vocalista principal (quem mais?). Ele começa a música em um tom suave apropriado para uma canção de ninar, com piano, baixo e acompanhamento de seção de cordas. Os tambores entram na linha "Golden slumbers fill your eyes", e McCartney muda para um tom mais forte, ambos enfatizam a mudança para o refrão. McCartney disse: "Eu me lembro de tentar conseguir um vocal muito forte, porque era um tema tão gentil, então trabalhei na força do vocal nele, e fiquei bastante satisfeito com o resultado". Da gravação original, participaram: Paul McCartney - vocal principal e piano; George Harrison - baixo; Ringo Starr - bateria e tímpanos. John Lennon não participou da gravação por estar em convalescença de um acidente de carro na Escócia. A parte orquestral é composta por: 12 violinos , 4 violas, 3 trompetes, um trombone, um trombone baixo e 4 cornetas. George Martin foi o produtor e arranjador e os engenheiros foram Geoff Emerick e Phil McDonald. Aqui, a gente confere "Golden Slumbers" com os Beatles, mas as cenas que aparecem são do filme escocês de 2013 "Life's a Breeze". E abaixo, ao vivo, no Japão, com o mestre Macca e a banda emendando com "Carry That Weight" e "The End". Valeu!

JOHN LENNON - THE LAST PERFORMANCE

Nenhum comentário:

No dia 18 de abril de 1975, no palco do Waldorf Astoria Hotel, em Nova York, John Lennon, fez sua última apresentação ao vivo no evento "Salute To Sir Lew Grade - The Master Showman", em homenagem ao magnata da TV britânica. A participação de Lennon neste evento foi parte de um acordo referente a uma disputa pelo controle de direitos autorais entre a empresa ATV de Sir Lew Grade e uma editora musical de John e Yoko. Lennon fez seu último show para uma plateia acompanhado da banda "Dog Soldier", que para esse show se apresentou como "Brothers of Mother Fuckers" (Irmãos Filhos da Puta). Os músicos se apresentaram usando máscaras. Perguntado sobre a razão das máscaras do grupo, John respondeu: "É uma referência sardônica de meus sentimentos em relação a Lew Grade". John Lennon tocou duas músicas: 'Slippin And Slidin' e 'Imagine'. O show foi televisionado pela ITV e exibido no dia 13 de junho de 1975. Há 43 anos.

THE BEATLES - GETTING BETTER

Um comentário:

Grande parte de Sgt. Peppers foi escrita enquanto o álbum era gravado, com John e Paul pescando ideias do que estivesse acontecendo ao redor. Hunter Davies estava com Paul em uma dessas ocasiões - quando o Beatle deparou com a frase que se tornaria a base de “Getting Better”. “Eu caminhava por Primrose Hill com Paul e sua cadela Martha”, diz ele. “Estava um dia claro, ensolarado — a primeira manhã com cara de primavera desde que o ano começara. Pensando no tempo, Paul comentou: ‘Its getting better.’ (‘Está melhorando’.) Ele queria dizer que a primavera estava chegando, mas começou a rir. Quando eu perguntei o que tinha acontecido, ele respondeu que tinha se lembrado de uma coisa.”Resultado de imagem para JIMMY NICOL
A frase remeteu Paul ao baterista Jimmy Nicol, que, em junho de 1964, se tornara um Beatle por um curto período, substituindo o adoentado Ringo em uma turnê. Nicol era um músico de estúdio experiente, tendo trabalhado com os Spotnicks e os Blue Flames de Georgie Fame, mas teve que aprender, literalmente, a ser Beatle da noite para o dia. Convocado por George Martin em 3 de junho, conheceu John, Paul e George naquela tarde e, na noite seguinte, já estava no palco com os três em Copenhague. Poucos dias depois, em Adelaide, depois de apenas cinco shows, Nicol recebeu seu cachê junto com um “presente de aposentadoria”, um relógio de ouro. “Depois dos shows, John e Paul iam falar com Jimmy Nicol e perguntar como ele se sentia”, diz Hunter Davies. “Tudo o que Jimmy respondia era ‘Está melhorando’. Era o único comentário que conseguiam arrancar dele. Acabou virando uma piada. Sempre que os garotos pensavam no Jimmy, pensavam no ‘Está melhorando’."Depois da caminhada por Primrose Hill, Paul voltou para casa em St. Johns Wood e ficou repetindo a frase enquanto tentava achar uma melodia no violão. Depois foi para a sala de música desenvolvê-la no piano com um tom estranho, que sempre parecia desafinado. “John apareceu naquela noite”, lembra Davies. “Paul sugeriu que compusessem uma canção chamada ‘Its Getting Better’. De tempos em tempos, eles escreviam individualmente, mas, na maioria das vezes, um fazia metade de uma canção e o outro terminava. Foi como aconteceu com essa. Paul tocou para John o que ele tinha criado e eles finalizaram juntos.”
“Getting Better” provou-se um exemplo interessante de como um podava os excessos do outro quando trabalhavam juntos. O otimismo do refrão de Paul, em que tudo está melhorando por causa do amor, é contrabalançado pela confissão de John de que já fora rebelde na escola, um jovem revoltado e um agressor para a esposa. Quando Paul canta que as coisas estão sempre melhorando, John entra com “It can’t get no worse. (Não tinha como piorar)". Perguntado sobre a canção anos depois, John admitiu que se referia a suas tendências agressivas. “Eu acredito sinceramente na paz e no amor. Sou um homem violento que aprendeu a não ser violento e se arrepende da sua violência.” 
Fonte: “The Beatles – Todas as músicas – Todas as letras – Todas as histórias” – Steve Turner

terça-feira, 12 de junho de 2018

JANE ASHER & PAUL McCARTNEY - UMA BREVE LOVE STORY

3 comentários:

Nem tão breve assim. Durou cinco anos. A jovem Jane Asher tinha tudo para ser uma "patricinha/burguesinha/gatinha" tipicamente da aristocracia britânica, mas ela era muito mais que isso. Cheia de atitudes, determinada e auto-suficiente, desde cedo sabia bem aonde queria chegar. Jane Asher agora está com 72 anos. Ela nasceu em Londres em 5 de abril de 1946. É atriz, empresária e escritora. Durante quase toda a década de 1960 (entre 1963 e 1968), foi mais famosa por ter sido a namorada e noiva de um certo rapaz de Liverpool, um tal de Paul McCartney que tocava em uma banda de rock. Jane Asher foi a inspiração de dezenas de músicas dos Beatles, “And I Love Her”, “Here There and Everywhere”, “For No One”, entre outras tantas.

Vinda de família nobre, a ruivinha começou cedo sua carreira na televisão, e em 1951 fez seu primeiro filme, "Mandy". Com 12 anos fez o filme Alice no País das Maravilhas, que foi seu primeiro grande sucesso. Viveu a infância em sua casa no centro de Londres e estudou no colégio Queen's, situado em Harley Street. O pai era um conhecido médico, psiquiatra e autor de um grande número de livros de medicina. A mãe era descendente da nobreza britânica, tocava na orquestra antes de deixá-la para formar sua família. Jane tem um irmão, Peter (Peter Asher, da dupla Peter & Gordon, mais tarde, produtor musical da Apple) e uma irmã, Claire.
Jane conheceu Paul McCartney em 18 de abril de 1963, aos 17 anos, antes de uma apresentação dos Beatles no Royal Albert Hall, em Londres. O show foi transmitido ao vivo pela BBC no programa Swinging Sound, e entre os ensaios o grupo fez uma sessão de fotos para a revista semanal Radio Times. Depois do programa, Jane e os Beatles foram conversar no famoso quarto verde que havia nos estúdios; depois eles convidaram Jane para ir ao hotel Royal Court, na Sloane Square onde estavam hospedados. Garota descolada que era, ela aceitou. Os quatro Beatles e mais um monte de gente ficou dando em cima dela. No começo pareceu que George Harrison era o que estava mais interessado, mas foi Paul McCartney quem se deu bem. Depois de várias cantadas dos convidados à Jane, os indesejáveis deram uma folga e saíram, deixando Jane e Paul sozinhos no apartamento, mas nada aconteceu. Quando os outros voltaram, Paul e Jane estavam conversando sobre suas comidas favoritas. Resolveram então todos irem ao West End londrino, menos a senhorita Asher que eles levaram para sua casa em Wimpole Street. Antes que ela saísse do carro, McCartney pediu seu número de telefone e começava aí o romance dos dois. Em 1966 Paul mudou-se para a casa dos pais dela em Wimpole Street.
Ainda em 1963, no fim do ano, em 25 de dezembro, Paul pediu Jane em casamento, dando-lhe um anel de diamantes e esmeraldas, mas casamento mesmo, nada. E assim passaram os anos. McCartney nunca foi fiel e aproveitava as viagens dela para dar umas. Numa dessas, foi pego com outra mulher (Maggie McGivern) na cama em 1968. Apesar disso, Paul e Jane foram vistos juntos várias vezes depois de McGivern. Na estreia do filme "Yellow Submarine'" dos Beatles, Jane anunciou o fim do noivado.Resultado de imagem para JANE ASHER
Ela continuou com a sua carreira de atriz, tentando se livrar da sombra de "namorada de Paul McCartney". Na década de 1970 conheceu o ilustrador Gerald Scarfe (que viria a fazer as animações do clássico filme "The Wall", baseado no lendário álbum do Pink Floyd), com quem se casou e teve 3 filhos: Kate, nascida em 17 de abril de 1974, Alexander, nascido em dezembro de 1981 e Rory, nascido em 1984.
A Sra. Asher, desde aquela época dos Beatles até os dias de hoje, nunca parou; escreveu vários livros, abriu uma companhia de tortas altamente conhecida, apresentou programas de televisão, escreveu novelas e mais várias outras coisas. Continua casada até hoje e mora em Chelsea, Londres. De todos as personagens mais ou menos envolvidas com a vida profissional e pessoal dos Beatles e de seus quatro integrantes, Jane foi a única a manter reserva sobre os aspectos de sua relação amorosa com McCartney, recusando-se, em todos estes anos após o fim da banda e de seu relacionamento, a discutir em público sobre o ex-Beatle ou a vida pessoal entre eles.

THE BEATLES - HERE, THERE AND EVERYWHERE**********

4 comentários:
Fonte do texto: Revista Rolling Stone - The Beatles - As 100 Melhores Canções".
Um paradoxo de Revolver: o álbum marca o período em que os Beatles começaram a explorar a miríade de possibilidades criativas do estúdio de gravação, e ainda assim, contém algumas das músicas mais enxutas e diretas do catálogo do grupo - entre elas, a radiante “Here, There and Everywhere”, de McCartney. Ele a compôs na casa de Lennon em Weybridge, enquanto esperava o parceiro acordar. “Sentei à beira da piscina em uma das espreguiçadeiras com meu violão e comecei a tocar em Mi”, relembrou McCartney. “E logo tinha uns poucos acordes, e acho que, até a hora em que ele acordou, eu já tinha quase escrito a música, então entramos e terminamos.” McCartney tem citado Pet Sounds (Beach Boys) como a influência de “Here, There and Everywhere”. Ele ouviu o álbum ainda antes do lançamento, durante uma festa em Londres, em maio de 1966, e ficou fascinado. A sequência de acordes da canção carrega a influência de Brian Wilson, caminhando por três notas relacionadas sem nunca se fixar totalmente em ne­nhuma, e as modulações - parti­cularmente as presentes na linha “changing my life with a wave of her hand” [“mudando minha vida com um aceno de mão dela"] - en­fatizam os versos, inspirados na na­morada de McCartney, a atriz Jane Asher. Quando George Martin ouviu a música, persuadiu os mú­sicos a murmurarem juntos, ao es­tilo dos quartetos de barbearia, fa­zendo fundo para o vocal principal “As harmonias nela são muito sim­ples” relembrou Martin. “Não há nada muito esperto, nenhum con­traponto, só harmonias em bloco se movendo. Muito simples... mas muito efetivo.” McCartney a iden­tificou repetidamente como uma de suas melhores composições, um sentimento ecoado por seu parcei­ro de composição: Lennon disse à Playboy em 1980 que a faixa era “uma de minhas canções favoritas dos Beatles”. O grupo passou três dias no es­túdio trabalhando na música, um tempo atipicamente longo para uma única faixa nesse período. Depois de concordarem sobre uma trilha base, a banda fez os vocais de apoio, e Mc­Cartney gravou seu vocal principal - que teve uma surpreendente ins­piração. “Quando cantei no estú­dio, lembro-me de pensar. “Vou can­tar como Marianne Faithfull - algo que ninguém jamais saberia”, disse ele. “Usei uma voz em quase false­te e a dupliquei. Minha imitação de Marianne Faithfull".