terça-feira, 22 de julho de 2014

THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT OFFICIAL REMASTERED TRAILER

PAUL McCARTNEY - DRIVING RAIN

Que os Beatles foram a maior de todas as bandas de rock, só quem não conhece história pode discordar. Já sobre quem era o mais importante, os beatlemaníacos se debatem há décadas. SeJohn era o mais culto e politizado, George o mais espiritualista e habilidoso e Ringo o mais simpático, poucos negam que Paul era o diplomático do grupo e também o mais preocupado com o sucesso e com desafios artísticos e profissionais. Mas considerá-lo apenas um músico ambicioso dá uma visão limitada sobre Paul McCartney, o mais bem-sucedido ex-Beatle. Dono de uma habilidade em criar melodias eternas e cantá-las com uma voz que desafia o tempo, Sir Paul McCartney já explorou outras áreas além do pop-rock. Compondo sinfonias eruditas, escrevendo poemas ou pintando quadros, Paul sempre foi e é um artista de rara sensibilidade. E que viveu uma das grandes histórias de amor do mundo da música, com a fotógrafa Linda McCartney, sua companheira por quase 30 anos, falecida em 1998, vítima de câncer. Foi uma fase dura para o artista, mas que aos poucos foi mostrando que ainda tinha muita energia para dedicar à música. Em 1999, como que para exorcizar a tristeza, reuniu um time de peso (que incluia David Gilmour, do Pink Floyd) e gravou Run Devil Run, uma brilhante ode ao rock’n roll dos anos 50. Veio em seguida um célebre show no The Cavern, casa noturna onde ele havia estreado com os Beatles décadas atrás. Em 2001, com quase 60 anos de idade, Paul mostrou que, apesar de ainda nostálgico, continua olhando para o futuro. Na época, prestes a se casar com a militante de campanhas humanitárias (aham!) Heather Mills, que conheceu durante um evento em 1999, Paul experimentouuma nova fase de alguma criatividade em sua carreira.
Com Driving Rain, lançado em novembro, o velho Macca voltou a mostrar por quê é um dos maiores músicos do nosso tempo. São baladas roqueiras e canções românticas (ou seria o contrário que apresentam o veterano Paul a uma nova geração que “descobriu” os Beatles com a coletânea “1”. Dentre as 16 faixas (todas inéditas), duas ele compôs em parceria com seu filho James McCartney, com quem já havia tocado junto no álbum Flaming Pie, de 1997. A música de abertura, Lonely Road, é um rock cativante com uma letra emocionada que ele escreveu para a falecida esposa. Outras faixas também são dedicadas à Linda, dando um clima inevitavelmente triste em algumas passagens. A faixa-bônus (“Freedom”), composta e gravada de última hora, não consta no checklist do encarte, e foi acrescentada a pedido de Paul. A música foi feita por ele para homenagear as vítimas do ataque ao World Trade Center e para arrecadar fundos para as famílias dos bombeiros mortos. Há também uma composição inspirada em Heather, a paixão que resgatou sua alegria de viver e o incentivou a gravar mais um disco. A faixa que leva o nome dela é quase toda instrumental, com uma letra bem curta. Talvez porque sobre Heather, Paul ainda tivesse pouco a dizer e muito a sentir. Sentimento, aliás, é o que norteia esse trabalho dessa lenda viva da música pop.

GEORGE HARRISON - BEWARE OF ABKCO

Este disco, para fãs e colecionadores é bem legal. E já esteve aqui para download. É uma compilação de demos para as faixas do álbum "All Things Must Pass” de George Harrison. Em 1970, George querendo se livrar do estigma de viver à margem de Lennon & McCartney, começou imediatamente a trabalhar nas composições para um álbum triplo - seu primeiro álbum de verdade. Contratou Phil Spector para produzi-lo e em maio gravou um conjunto de demonstrações com as versões acústicas para mostrar ao produtor. Durante a gravação das demos, George Harrision mudou o nome da canção " Beware of Darkness" trocando para “Beware of ABKCO” - “Cuidado com ABKCO" (Allan B. Klein Company).
SONGS:
01- Run Of The Mill (Acoustic Version)
02- Art Of Dying (Acoustic Version)
03- Everybody, Nobody (Acoustic Version)
04- Wah-Wah
05- Window, Window (Acoustic Version)
06- Beautiful Girl (Acoustic Version)
07- Beware Of Darkness (Acoustic Version)
08- Let It Down (Acoustic Version)
09- Tell Me What Has Happened To You (Acoustic Version)
10- Hear Me Lord
11- Nowhere To Go
12- Cosmic Empire (Acoustic Version)
13- Mother Divine (Acoustic Version)
14- I Don't Wanna Do It (Acoustic Version)
15- If Not For You (Acoustic Version)
Aqui, a gente confere duas dessas demos, 
'Beware Of Darkness' e a raríssima 'Cosmic Empire' . Abração!

THE BEATLES - RINGO STARR - DON'T PASS ME BY

Em junho de 1968, pela primeira vez os Beatles começaram a gravar uma composição de Ringo: "Ringo's Tune (Untitled)", que mudaria de nome para "This Is Some Friendly" e logo seriachamada “Don’t Pass Me By”. A música foi finalizada em 22 de julho. "Don't Pass Me By" foi a primeira música completa de Ringo para os Beatles. Até então, suas únicas participações nas composições da banda tinham sido os títulos de "A Hard Days Night" e "Tomorrow Never Knows", além de alguma contribuição musical em "Flying" e "What Goes On". Quando perguntaram em dezembro de 1967 se ele tinha aspirações como compositor, Ringo respondeu: "Eu tento.Tenho um violão e um piano e toco alguns acordes, mas são só 'chinga-lingas'. Para mim nenhuma melodia boa sai dali". A verdade era que ele estava tentando fazer os Beatles gravarem "Don't Pass Me By" havia anos. Durante uma entrevista de rádio na Nova Zelândia durante a turnê de junho de 1964 pela Austrália, era possível ouvir Ringo pedindo aos demais: "Cantem a música que eu escrevi, só para fazer propaganda". Em resposta ao pedido, Paul disse no programa: "Ringo escreveu uma música chamada 'Don't Pass Me By'. Uma melodia linda. É a primeira vez que ele se aventura em uma composição". Depois que Paul e John cantaram uma estrofe, alguém perguntou ao baterista mais sobre a música: "Foi escrita como um country, mas ouvir Paul e John cantarem com esse quê de blues mexeu comigo. Se os Beatles vão gravá-la? Eu não sei. Acho que não, na verdade. Eu fico tentando empurrá-la para eles toda vez que vamos gravar. Ela continuaria fora dos sets dos álbuns do grupo por mais cinco anos. "Infelizmente nunca há tempo para encaixar a musica de Ringo em um álbum”, disse Paul em 1964. “Ele nunca a terminou”.
 

THE BEATLES - YOU'VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY

"You've Got to Hide Your Love Away" foi composta por John Lennon e lançada no álbum Help!, de 1965. Foi a primeira música dos Beatles desde Love Me Do em que um músico de fora participa das gravações, foi o flautista John Scott. "You've Got to Hide Your Love Away" foi composta por John Lennon inspirado em Bob Dylan e faz referência ao empresário Brian Epstein. Epstein foi responsável pelo sucesso do começo da carreira dos Beatles. Devido a uma maior proximidade que tinha com John Lennon surgiram rumores que os dois tiveram um breve caso quando foram para Espanha em abril de 1963. John em entrevista a Playboy em 1980 negou o caso dizendo que "Isto nunca foi consumado mas nós tivemos um relacionamento muito próximo". A homossexualidade de Brian não veio a público até anos após a sua morte em 1967. O título supostamente evidencia este fato: You've Got to Hide Your Love Away - Você tem que esconder seu amor. Seja como for, é uma das pérolas mais preciosas lançadas pela nossa melhor e maior banda de todos os tempos.

  

JOHN LENNON - IMAGINE - SEMPRE EM BOA HORA!

O dia 22 de julho de 1971, foi o segundo dia de gravação do filme “Imagine”. Foi realizada a cena de abertura com John e Yoko caminhando no nevoeiro e de John tocando “Imagine” no piano branco.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

FORTHLIN ROAD - A VELHA CASA ONDE ELE MORAVA


No dia 21 de julho de 1998, a famosa casa da infância de Paul McCartney, na Forthlin Road em Liverpool, foi aberta à imprensa. Programas das TVs BBC, ITN, ITV e Canais 4 e 5 passaram o dia realizando matérias no interior da propriedade.

A confortável casa em um subúrbio de classe média de Liverpool, foi a casa da família McCartney, e lar de Paul entre 1955 e 1963. A família de Paul sempre esteve muito ligada à música, de modo que sua casa sempre foi um ambiente propício para juntar o encontro dos jovens Beatles.

John costumava passar boa parte de suas tardes com Paul, e muitos dos grandes sucessos iniciais da banda, como "I Saw her Standing There" foram escritos lá. O exterior da casa pode ser visto por qualquer visitante, mas para uma "tour" no interior da casa é necessário agendar o passeio com antecedência junto ao National Trust, que atualmente administra a propriedade. Quando Paul de vez em quase nunca, vai em Liverpool, costuma sempre visitar aquela velha casa. Há pouco tempo, a porta original da casa foi vendida por uma grana preta.

PAUL McCARTNEY - CHOBA B CCCP (BACK IN THE USSR)

"Don't Get Around Much Anymore" é um standart do jazz com música de Duke Ellington e letra de Bob Russell. A música foi originalmente intitulada " Never No Lament" e foi o primeiro gravada por Duke Ellington em 1940 como uma grande banda instrumental. A letra de Russell e o título novo foram adicionadas em 1942. Duas gravações diferentes de "Don't Get Around Much Anymore", uma por "The Ink Spots" e outra pela própria banda de Ellington, alcançaram o número um na parada de R & B, nos EUA em 1943. Ambas foram gravações pop top dez, junto com uma versão gravada por Glen Gray. Ao longo dos anos, a canção foi regravada por alguns dos nomes mais populares da música popular como Ella Fitzgerald , June Christy, Mel Tormé, Hank Crawford, Willie Nelson, Harry Connick, Jr, B. B. King, Natalie Cole, Chicago, Cliff Richard, Rod Stewart e o nosso grande Paul McCartney em seu álbum Сноbа B СССР (o álbum russo) de 1987.

“CHOBA B CCCP” (“Back In The USSR”) é um álbum de covers dos primórdios do rock. Gravado em dois dias, Paul passa por canções de seus ídolos Little Richard, Elvis, Fats Domino e outros, em versões corretas, sem grandes destaques nem decepções. Lançado exclusivamente na antiga União Soviética em 1988, “CHOBA B CCCP” foi o primeiro disco de um artista ocidental a sair em um país comunista, liderando as paradas de lá, e sendo lançado no resto do mundo apenas em 1991. Mas McCartney voltaria às raízes do rock com mais propriedade uma década depois.

domingo, 20 de julho de 2014

GEORGE HARRISON & CARL PERKINS - YOUR TRUE LOVE - SENSACIONAL!

ROCK AND ROLL NA VEIA - THE KNACK - GET THE KNACK!

The Knack sempre foi uma da minhas poucas bandas preferidas dos anos 80, uma bandinha fantástica que eu guardo com orgulho todos os discos deles que consegui. Hoje, mais uma vez eles voltam aqui, sempre como convidados mais que especiais. Em 2006, o baterista original, Bruce Gary, morreu devido a um linfoma. Doug Fieger, cantor, guitarrista e compositor, líder formador da banda, faleceu em 14 de fevereiro de 2010, vítima de câncer no cérebro aos 57 anos. Uma grande pena.

Em 1979, o espetacular single My Sharona transformou o The Knack na maior sensação do rock daquela época. Graças a essa canção contagiante e ao álbum “Get The Knack”, seu trabalho de estreia, o quarteto americano tornou-se popular em todo o mundo. O single e o LP foram direto para o número 1 da parada da Billboard. “My Sharona” foi considerada a melhor música lançada no ano de 1979. Formado em 1978, por Doug Fieger (guitarra/voz), Berton Averre (guitarra-solo), Prescott Niles (baixo) e Bruce Gary (bateria), The Knack fez parte da chamada New Wave, um movimento caracterizado por bandas com influência do Punk Rock, porém com um som mais pop e dançante.

O sucesso na época foi tanto que o grupo chegou a ser chamado de os 'novos Beatles', porém eles jamais conseguiram repetir o sucesso fenomenal de “My Sharona”. Praticamente, a única música a manter a banda em evidência, sendo tocada até hoje em rádios de todo o mundo, tendo feito sucesso em trilhas sonoras de filmes, seriados e comerciais, o que ajudou a banda a voltar a ativa mais de uma vez.

Em 1996, participaram do álbum “Come and Get It: A Tribute to Badfinger” (que já esteve aqui para download) com uma ótima cover do classico “No Matter What”. David Henderson entrou no lugar de Bruce Gary como baterista, e o The Knack havia acabado de lançar na época seu sexto álbum 'Normal As The Next Guy'. Uma boa oportunidade de conferir a qualidade e a ótima herança deixada pelo grupo em sua formação clássica é o DVD Live From The Rock ‘N’ Roll Fun House (Image Entertainment). O show registrado nesse DVD foi gravado ao vivo no dia 18 de agosto de 2001 especialmente para o programa de TV “Rock ‘N’ Roll Fun House”, em Long Beach, California. Visite o site oficial  http://www.knack.com/ . Senhoras e senhores, com vocês... THE KNACK!

LET ME ROLL IT - PAUL McCARTNEY AFIRMA QUE NÃO VAI PARAR!

Sir Paul McCartney disse que só vai se aposentar quando sentir que chegou a hora. O multinstrumentista, cantor e compositor, que em uma carreira de sucesso sem precedentes na história da música pop, disse que até hoje continua aprendendo muito com a música e, por isso, não tem planos de se aposentar. Paul admitiu que um empresário já havia lhe dito que ele deveria se aposentar quando completasse 50 anos de carreira, mas ele rapidamente descartou a ideia e afirmou que os Rolling Stones são a prova de que ele deve continuar com sua jornada por muitos outros anos. Amém!

KATE VICTORIA TUNSTALL - SUDDENLY I SEE

A coluna "SÁBADO SOM", criada e escrita pelo nosso amigo João Carlos, esta semana nos brindou com uma novidade da qual eu nunca tinha ouvido falar, mas acabei indo atrás e gostei. Por isso compartilho agora com todos vocês a edição de ontem, sábado, 20, apresentando KATE VICTORIA TUNSTALL. Espero que gostem. Abração, João Carlos! Supimpa como sempre!
Uma das melhores artistas que ouvi/vi dessa nova safra. Não fique amuado, KT está a uma distância abissal das divas pré-moldadas da linha de montagem tipo Madonna (como Lady Gaga, Beyoncé e muitas outras) ou das “fofinhas” tipo Mallu Magalhães que, cantam canções “fofinhas” com a vozinha bem semitonadinha (apesar do indefectível afinador computadorizado PRO-TOOLS) como se tivessem 5 aninhos de idade. TUNSTALL é “pedra de responsa”. Tem muita juventude sim, mas bagagem de verdade, atitude, e sua música é bem elaborada, robusta e...original. No palco, sempre acompanhada por ótimos músicos, a garota evita pirotecnias e não conversa mais que o suficiente:“Esta canção eu escrevi para um cara feio que eu amava e me deu um pé no traseiro!” ou “Esta é uma das músicas de Bob Dylan que eu adoro!”. E vai direto ao ponto. E eu amo tudo isto!
Na verdade KATE VICTORIA TUNSTALL, não é tão adolescente assim, nascida na Escócia em 1975, foi adotada quando tinha 18 dias, assim como seus irmãos. Em sua casa, eram vetados TVs e aparelhos de rádio, já que o caçula sofria de problemas auditivos, no entanto, através do irmão mais velho, tomou os primeiros contatos com o rock e o som folk de sua região. Não tardou e logo estaria estudando música em St. Andrews (cidade natal) e de lá migrou pros EUA, para estudar em Connecticut, onde atuou em bandas independentes já esboçando suas primeiras criações. Resolveu morar em Londres e começar sua carreira profissional. Nessas alturas, dominava com destreza as guitarras, o piano, a bateria e além de compor, cantava com uma “pegada” desconcertante (confesso que ao ouvi-la demorei a perceber que era de uma mulher aquela voz forte). Logo chamou a atenção do produtor sueco Martin Serefe e depois trabalhou com o celebrado Steve Osbourne (U2, Happy Mondays e New Order).

Seu primeiro disco, EYE TO TELESCOPE (2004) está mais para o pop e o rock e chegou alcançando o 3º lugar na Europa. A consagração definitiva veio quando foi chamada de última hora para se apresentar no programa do JOOLS HOLLAND, substituindo a atração principal. Ela passou a véspera ensaiando e roubou o show. E o álbum foi logo lançado nos EUA com sucesso. Inquieta, em 2006, mudou de itinerário ao lançar o CD “KT TUNSTALL’S ACUSTIC EXTRAVAGANZA”, uma pérola imperdível, que só poderia ser adquirido via “site oficial”, depois, em outros endereços e só bem adiante, em lojas especializadas. No ano seguinte, a garota conheceu sua mãe natural e descobriu suas ascendências chinesa e irlandesa. Lançou mais um CD ótimo e indicado a diversos prêmios, “DRASTIC FANTASTIC”. Seguiram-se “TIGER SUIT” (2010) e “INVISIBLE EMPIRE/CRESCENT MOON” (2013). A verdade é que KT TUNSTALL vem acumulando prêmios conceituados de fato (embora menos “extravagantes”) e pelo que tenho acompanhado virei fã de carteirinha. Adoro música real, verdadeira. Seus “hits” mais visíveis são “HOLD ON”, “BLACK HORSE AND THE CHERRY THREE”, “SUDDENLY I SEE”, “OTHER SIDE OF THE WORLD” e “(STILL A) WEIRDO”. Se esta bela garota vai chegar bem mais longe ou vai ficar pelo caminho, não dá prá arriscar. Mas pelo show que assisti, pela reação da plateia e pela postura de palco da artista, ousaria afirmar que KT TUNSTALL foi a melhor coisa que ouvi desde o surgimento de Sheryl Crow nos anos 90. Pois é... “de repente eu vi”. Por João Carlos Mendonça.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

STEVIE WONDER ARRASA EM MONTREUX!

Stevie Wonder fez um show de duas horas no Festival de Jazz de Montreux, na noite de quarta-feira (16), misturando suas músicas mais famosas com sucessos dos Beatles e de Michael Jackson, diante de uma plateia que incluía o produtor Quincy Jones. O cantor e compositor norte-americano, usando óculos de sol com armação verde e tranças até a cintura, liderou a 48ª edição do importante festival suíço, realizando um antigo sonho do já finado criador do evento, Claude "Funky" Nobs, de que Wonder tocasse lá. Nobs morreu em janeiro de 2013. "O show de hoje é dedicado ao homem que falou comigo por tanto tempo sobre fazer este evento. Ele está nos olhando do céu – Sr. Nobs", disse Wonder aos 4 mil fãs presentes, que esgotaram os ingressos.
Falando a Jones, ex-codiretor de Montreux que estava sentado na primeira fileira, Wonder afirmou: "Não apenas um irmão, mas um amigo, estou muito grato por tê-lo conhecido desde que tinha 14 anos. Ele revelou Michael Jackson e outros tantos jovens artistas". Wonder, cego desde o nascimento e ganhador de 22 prêmios Grammy, mostrou sua versatilidade tocando piano, gaita e percussão. Ele tinha o apoio de dez músicos de sua banda e quatro vocalistas. O músico alternou entre seus hits, que incluíam "How wweet it is (To be loved by you)", "You are the sunshine of my life", "I just called to say I love you" com a música dos Beatles "Day tripper”, o clássico de Paul McCartney "Ebony and ivory" e a famosa música de Michal Jackson "Billie Jean", do álbum "Thriller", produzido por Jones. Durante a faixa "Living for the city”, sobre um garoto pobre de Mississippi que enfrentava o racismo e traficantes de drogas de Nova York, ele disse: "Como eu desejaria não ter escrito uma música como essa. Mas eu tive que escrever, porque é verdade. Há preconceito no mundo". Wonder, de 64 anos, fechou o show tocando "Superstition", levando os fãs das primeiras filas – que pagaram mais de US$ 500 para ver o show – a ficar de pé. "Foi uma noite maravilhosa. Veio tarde porque eu não estava me sentido muito bem. Mas tivemos uma boa noite", declarou ele, pedindo desculpas por chegar com mais de uma hora de atraso. "Talvez eu volte no ano que vem", acrescentou. Alguns fãs que gastaram US$ 210 para ficar de pé foram incapazes de entrar no auditório lotado, onde diversas mulheres desmaiaram por conta do calor e da lotação. E é exatamente com o mega hit "Superstition" que a gente emplaca mais essa. Abração!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

PAUL McCARTNEY – ‘AIN´T THAT A SHAME’ – SENSACIONAL!

ORQUESTRA SINFÔNICA DE MONTES CLAROS CELEBRA OS BEATLES

A Orquestra Sinfônica de Montes Claros, norte de Minas (terra da família da saudosa D. Neusa,  que era mãe da Dayse, que era mãe do meu filho Davi), se apresenta nesta sexta-feira (18) a partir das 19h na Praça da Catedral. No show aberto ao público, a orquestra apresentará um repertório selecionado dos Beatles.
A Orquestra Sinfônica de Montes Claros conta com 37 integrantes e será regida pela maestrina Maria Lúcia Avelar. “Vamos fazer alguns pot-pourri, junções de várias canções como ‘Come Together’ e 'Lady Madonna'”, explica a maestrina. Maria Lúcia Avelar destaca que o grupo Beatles é uma unanimidade quanto a qualidade musical e aceitação do público. “Desde o ano passado tínhamos a ideia de fazer este encontro da música clássica e do rock”, conta. O sexteto vocal Dom Maior se apresentará junto à Orquestra Sinfônica neste show. Quem participa também é o trompista da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Gustavo Trindade. O evento comemora o Dia do Cooperativismo e é promovido pela Cooperativa de Trabalho dos Médicos e Profissionais da Área da Saúde (SANCOOP) e pela a UNIMED do Norte de Minas, em parceria com a Prefeitura de Montes Claros e Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude. Tenho certeza que vai ser um espetáculo muito bonito e emocionante. Se pudesse, eu ia com o Davi. Abração a todos os amigos de Montes Claros, especialmente para o grande Elton. Parabéns, Montes!

PAUL MCCARTNEY RELANÇA CLÁSSICOS COMO APLICATIVOS

Paul McCartney relançou cinco dos álbuns mais importantes de toda a sua carreira em forma de aplicativos para iPad nesta quarta-feira (16). Band Of The Run, McCartney, McCartney II, Wings Over America e RAM são os discos disponíveis no novo formato. Segundo o jornal The Guardian, os aplicativos trazem os CDs completos e remasterizados, além de um material extra com entrevistas, documentários e fotos de ensaios. Os títulos estão à venda na Apple Store ao preço de 5,49 libras (cerca de R$ 20,90). McCartney e RAM são os primeiros álbuns solos de Paul McCartney, além de serem um dos mais populares entre os fãs. Já McCartney II tem um ar mais experimental, explorando mais a música eletrônica. Wings Over America é uma coletânea de uma série de shows dos Wings, banda liderada pelo ex-beatle, durante turnê pelos Estados Unidos. Já Band On The Run é o disco de maior sucesso do grupo, que contou, do início ao fim, com, Linda McCartney e Denny Laine, além, claro de Paul McCartney.

VEM AÍ NOVO DOCUMENTÁRIO SOBRE OS BEATLES

Ron Howard (Rush - No Limite da Emoção) será o diretor do documentário oficial da banda The Beatles. O filme terá como foco o período entre 1960 e 1966 da beatlemania, em que o quarteto de Liverpool arrastou multidões por Europa e Estados Unidos, totalizando 166 shows por 90 cidades de 15 países. O documentário foi autorizado pela Apple Corps Ltd. e terá a colaboração dos beatles Paul McCartney e Ringo Starr, assim como das viúvas de John Lennon e George Harrison, Yoko Ono e Olivia Harrison, respectivamente. Outra garantia de que o filme estará em ótimas mãos está na co-produção do projeto: além da Apple, detentora dos direitos da banda inglesa, o filme será produzido pela White Horse Pictures, de Scott Pascucci e Nigel Sinclair (dupla responsável por George Harrison: Living In The Material World, de Martin Scorsese), e pela Imagine Entertainment, comandada por Brian Grazer e pelo próprio Ron Howard, fã incondicional do quarteto de Liverpool.
"Eu não apenas vi o Ed Sullivan Show [no dia da primeira apresentação dos Beatles nos EUA] junto com todo mundo, como a única coisa que eu queria no meu aniversário de 10 anos era uma peruca dos Beatles, que eu ganhei", contou o diretor em entrevista ao site Deadline. "Eu nunca tinha pensado em bandas antes, apenas em Elvis. Esses caras eram e soavam diferentes e era absolutamente explosivo assisti-los. As garotas gritavam. Era um toque de genialidade e originalidade, e você também conseguia se relacionar com eles. Vê-los no Ed Sullivan foi como assistir à chegada da Apollo 11 na lua em 1969, de modo que eu nunca me esquecerei e, em termos de imagens da TV, foram fundamentais para definir o que era possível". Os produtores esperam preparar o filme até o ano que vem. Segundo o Deadline, eles estão tão empolgados com o projeto que não será uma surpresa se surgir alguma sequência para o documentário, abordando desde o engajamento político e religioso da banda até o seu rompimento. Enquanto mais essa maravilha não chega, a gente confere o especial "It's The Beatles" da TV Broadcast exibido em 7 de dezembro de 1963. Abração!

HARRY EPSTEIN - PAI DE BRIAN

No dia 17 de julho de 1967, morreu Harry Epstein, pai de Brian. Pai e filho tiveram uma relação complicada devido à suspeita da orientação sexual de Brian, sendo a família de origem tradicional judia. Harry foi contra a ideia de Brian de trabalhar como designer de moda, mas enviou o filho a Londres para estudar teatro e posteriormente o nomeou gerente da loja da família em Liverpool, a NEMS, que vendia discos e instrumentos musicais oferecendo aos clientes condições de crédito, através do qual James McCartney, pai de Paul, comprara um piano. O pai de Brian, Harry e sua mãe, Malka (conhecida como Quennie) tiveram outro filho além de Brian, Clive. Durante a segunda guerra mundial, os Epstein mudaram-se para Southport (perto de Liverpool) para fugir dos ataques alemães. Eles voltaram a Liverpool em 1945. Até os 16 anos, Brian estudou em vários internatos até que escreveu uma carta ao pai dizendo que queria ser designer de moda. Como o pai não aceitou, Brian foi trabalhar na loja da família.
O irmão mais novo de Brian, Clive Epstein telefonou informando a morte do pai. O curioso, é que Brian também estaria morto pouco mais de um mês depois, em 27 de agosto de 1967.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

THE BEATLES - I'LL BE BACK, BABY!


John descobriu os acordes de "I'll Be Back" enquanto tocava uma música de Del Shannon, provavelmente "Runnaway", que os Beatles apresentaram em seus primeiros shows. Ela também começa com um acorde de baixo decrescente. Shannon teve sucesso em 1961 e 1962 com "Runnaway", "Hats Off To Larry", "So long Baby" e "Hey Little Girl". Em 1963, depois do hit "Little Town Flirt", ele tocou no Royal Albert Hall, em Londres, com os Beatles e ofereceu ajuda para divulgar seu trabalho nos EUA regravando uma de suas músicas como single. Os Beatles concordaram. Shannon voltou para os EUA e gravou uma versão de "From Me To You" que, mesmo só tendo chegado à posição 77, foi a primeira composição de Lennon e McCartney a aparecer nas paradas americanas. No início, "I'll Be Back" tinha sido gravada originalmente em compasso 3/4 de valsa, mas John achou muito difícil de cantar e mudou para 4/4. Mas o que importa mesmo é a letra, depois renegada pelo autor. Assim como tantas outras belíssimas.. Yes It Is, It's Only Love, etc. Coisas de gênio!

A INCRÍVEL HISTÓRIA DE JOÃO E O PÉ DE FEIJÃO

Por fim, a agência de propaganda a qual dediquei os últimos 11 anos (com uma breve parada em 2008), ruiu e desmoronou. Depois de 40 anos no mesmo endereço – um lugar que eu adoro – o edifício Brasília Rádio Center, no coração da cidade e ocupando seis salas, “nossa” agênciazinha foi reduzida à apenas uma sala, em outro andar. Em dezembro de 2013, para efeitos legais, a coisa encerrou e fomos todos demitidos. Nessa época, a de maior turbulência, nem eu nem meus colegas abandonamos o barco e nos unimos igual essa agência nunca tinha visto. Foram bravos sete meses durante os quais nada mudou. O ritmo do trabalho nada mudou. Mas, cada cabeça é um universo e nunca sequer conseguimos remover a ideia fixa do líder de que tinha que se associar novamente com alguém. No dia 2 de julho, tivemos que sair do Rádio Center e fomos parar literalmente onde Judas perdeu as botas, lá no final do Setor Sudoeste, quase 30 km da minha casa, já perto do cemitério. Nunca tive carro, nem nunca aprendi a dirigir. No dia da mudança, não sabíamos sequer o nome do lugar ou o endereço. Tudo foi em absoluto sigilo e só fomos saber (eu e meus cupinchas) onde fomos cair depois que chegamos. Na manhã do dia 3, houve uma reunião e um babacão que eu mal-sei-o-nome, anunciou-se como pica do universo. O “diretor da criação”. Um merda de 30 e poucos anos. Tudo que fizéssemos a partir dali, passaria pelo crivo dele. Eu e ele batemos logo de frente! De cara! E nosso líder mostrou-se impassível. Depois, a partir daquela tarde já não fui mais. E realmente adoeci de tanta dor e decepção. Esses últimos dias foram terríveis e só consegui voltar a dormir direito a partir do último domingo quando conversei longamente com o líder, e, depois de ele reconhecer que deu um tiro em cada pé, finalmente pedi para sair. Agora estou novamente desempregado, como há 6 anos quando criei o Baú. Liso, leso e louco. Me sinto exatamente como Paul McCartney depois do fim dos Beatles. Ainda não sei o que vou fazer, mas sei que não estou só. Como bem lembrou meu amigo Felipe Cruz, o Felipão: “Ele trocou a vaquinha leiteira por três feijõeszinhos mágicos”. That’s all, folks! Finish! Come together! Life goes on, bra!
BEATLES FOREVER! BADFINGER BOOGIE!

CONVIDADOS MAIS QUE ESPECIAIS: TOM PETTY AND THE HEARTBREAKERS - I NEED YOU

''THE BEATLES - THROUGH THE YEARS''

Enviado pelo amigo Arnold Baumgartner. Abração!

terça-feira, 15 de julho de 2014

‘LUCY IN THE SKY’ – TEMA DE NOVELA DA GLOBO? SOCORRO, PORRA!

Péssimas notícias, cambada! - A música “Lucy In The Sky With Diamonds” clássico dos Beatles e da história da música, foi escolhida como tema de abertura da nova novela das nove da Rede Globo, “Império”, escrita por Aguinaldo Silva, que estreia dia 21 de julho no lugar da atual ‘Em Família’. Roubando as palavras do meu amigo JC nos comentários aí embaixo, se for mesmo a versão dos Beatles, literalmente, boto um ovo!!! Que pelo menos seja instrumental ou por alguém que mereça. E se naõ ficar a contento, a gente cái de pau!

JOHN LENNON - MOTHER - DEMAIS!


Julia Stanley Lennon era a mãe de John Lennon. John Lennon foi seu primeiro filho e único fruto de seu casamento com Alfred Lennon. Depois que Alfred abandonou a família, Julia começou uma relação com John Bobby Dykins. Bobby, Julia e John moravam juntos, mas sua irmã, Mimi, achava que não era certo Julia morar com outra pessoa estando casada legalmente com Alfred. E Então Mimi decidiu que John não deveria morar num lar como aquele. Ao contrário do que muitos pensam, Julia não abandonou John, ela sofreu muito por não poder ter seu filho morando com ela. Julia teve mais uma filha com Taffy Williams, após o nascimento de John, que foi dada para a adoção (devido a pressões de sua família) e, então mais outras duas filhas com John Bobby Dykins: Julia e Jacqui.

Julia era conhecida pela sua impulsividade e também pelo seu senso de humor. Apreciava música e por isso comprou para John Lennon sua primeira guitarra e o encorajou a aprender a tocá-la, mesmo com a desaprovação de sua irmã. Embora não vivesse com John, Julia sempre ia visitá-lo. No dia 15 de julho de 1958, após uma dessas visitas, Julia morreu atropelada por um policial fora de serviço, que conduzia o carro embriagado. Ela foi enterrada no Cemitéiro Allerton, em Liverpool. John Lennon jamais se recuperou desse trauma.

sábado, 12 de julho de 2014

THE BEATLES - PAULADA EM DOSE DUPLA - SHE LOVES YOU & I WANT TO HOLD YOUR HAND

THE BEATLES - SEMPRE NA MODA HÁ 50 ANOS

PAUL McCARTNEY - BABY FACE - SENSACIONAL!

THE BEATLES - IT WON'T BE LONG - SENSACIONAL!


"With The Beatles" foi lançado em novembro de 1963, quando a beatlemania varria a Inglaterra. O retrato em preto e branco da capa, de Robert Freeman, no qual a metade de todos os rostos está na sombra, marca um momento decisivo na iconografia dos Beatles. Enquanto o álbum de estreia tinha sido gravado em um dia, as sessões de With The Beatles aconteceram ao longo de três meses, em uma mudança de uma sessão "ao vivo", pouco trabalhada, para uma produção pop mais sofisticada. "Foi quando descobrimos o double-tracking", John comentou posteriormente. "Quando descobri aquilo, comecei a gravar tudo em double-tracking. Eu não deixava nada ficar em single-tracked. Ele (George Martin) dizia 'por favor, só essa', e eu dizia 'não'.""It Won't Be Long" era a faixa de abertura do álbum e, num primeiro momento, havia sido escolhida por John como possível single após "She LovesYou", mas a estratégia foi descartada porque, como ele afirmou, "a música nunca deu certo de verdade". Composta como uma canção de amor, poderia ser a história do começo da vida de John. Solitário e rejeitado, ele espera a volta da garota que o abandonou. Como em muitas canções posteriores essa dramatiza a própria angústia, contrastada à vida despreocupada que imagina que todos levem, acreditando que assim que se reencontrar com sua amada todos os seus problemas serão solucionados. Thelma McGough, que começou a namorar John depois que a mãe dele morreu, em julho de 1958, acredita que as canções dele sobre rejeição não são baseadas em histórias de amor que deram errado, e sim no fato de ter sido abandonado pelo pai na infância e, mais tarde, pela mãe, acabando por ser criado pela tia. "Eu perdi minha mãe duas vezes", ele diria, "uma vez aos 5 anos e, de novo, aos 17." "Rejeição e traição faziam parte da experiência de vida dele", diz Thelma. "Quando eu o conheci, a primeira conversa de verdade que tivemos foi toda sobre isso porque o meu pai tinha feito exatamente a mesma coisa, então sentimos que tínhamos algo em comum. Isso nos aproximou. Além disso, não se pode esquecer que a mãe dele certa vez foi atropelada e, apesar de ele aparentar calma, estava sofrendo muito. Nós dois nos sentíamos muito abandonados. Havia uma grande diferença entre Paul e John, apesar de ambos terem perdido a mãe na adolescência. Paul tinha uma família muito próxima, uma ampla rede de primos e tias. O pai dele era maravilhoso. A vida de John era muito isolada. Ele morava com Mimi (irmã de sua mãe), que cuidava dele muito bem, mas não havia proximidade. Era uma relação muito fria a deles." Uma das coisas que animava John e Paul na época da composição era o jogo de palavras que tinham introduzido em torno de "belong". Apesar de ser uma pequena inovação para eles, se tornaria um marco de sua escrita mais sofisticada. Ironicamente, quando George usou "don't be long" em "Blue Jay Way", quatro anos depois, Charles Manson achou que ele estava dizendo "don't belong" e tomou isso como uma mensagem para que ele se livrasse da vida em sociedade.

IMAGEM DO ANO - JOHN LENNON & PAUL McCARTNEY


VIVA O BIQUINI - A INVENÇÃO DO SÉCULO!!!


"O biquíni é a invenção 
mais importante do século 20, 
depois da bomba atômica."
- Diana Vreeland (1903-1989). O lançamento do primeiro biquíni foi em 26 de junho de 1946, ele foi inventado pelo estilista francês Louis Réard que o batizou com o nome do pequeno atol de Bikini, no Pacífico, onde os americanos haviam realizado uma série de testes atômicos. Apesar de toda euforia em torno do novo traje de banho, o biquíni não emplacou logo de cara.O primeiro modelo, todo em algodão com estamparia imitando a página de um jornal, se comparado aos de hoje, era comportado até demais, mas para os padrões da época, um verdadeiro escândalo! Nenhuma modelo quis posar para a divulgação do pequeno traje. Por isso, em todas as fotografias do primeiro biquíni, lá está a corajosa stripper Micheline Bernardini, a única a encarar o desafio. A evolução do biquini ao longo dos anos:


Anos 50 - As atrizes de cinema e as pin-ups americanas foram as maiores divulgadoras do biquíni. Em 1956, a francesa Brigitte Bardot imortalizou o traje no filme "E Deus Criou a Mulher", ao usar um modelo xadrez vichy adornado com babadinhos. No Brasil, o biquíni começou a ser usado no final dos anos 50. Primeiro pelas vedetes, como Carmem Verônica e Norma Tamar, que juntavam multidões nas areias em frente ao Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e, mais tarde, pela maioria decidida a aderir à sensualidade do mais brasileiro dos trajes.
Anos 60 - A imagem sensual da atriz Ursula Andress dentro de um poderoso biquíni, em cena do filme "007 contra o Satânico Dr. No" (1962) entrou para a história da peça. Em 1964, o designer norte-americano Rudi Gernreich dispensou a parte de cima do traje e fez surgir o topless, que ousadia! Porém no Brasil, essa moda não fez tanto sucesso quanto em algumas praias da Europa, mas mesmo assim o então prefeito de São Paulo, Prestes Maia, chegou a proibir o uso do topless em piscinas públicas.
Anos 70 - Um novo modelo de biquíni brasileiro, ainda menor, surgiu para mudar o cenário e conquistar o mundo: a famosa tanga. Popularizada pela inesquecível Rose Di Primo.
Anos 80 - Surgiram outros modelos, como o provocante enroladinho, o asa-delta e o de lacinho nas laterais, além do sutiã cortininha. E quando o biquíni já não podia ser menor, surgiu o imbatível fio-dental, ainda o preferido entre as mais jovens. A musa das praias cariocas dos 80 foi sem dúvida a então modelo Monique Evans, sempre com minúsculos biquínis e também adepta do topless.
Anos 90 - A moda praia se tornou cult e passou a ocupar um espaço ainda maior na moda. O Brasil se tornou lançador da moda internacional, os modelos se multiplicaram e a evolução tecnológica possibilitou o surgimento de tecidos cada vez mais resistentes e apropriados ao banho de mar e de piscina. Um verdadeiro arsenal, entre roupas e acessórios passaram a fazer parte dos trajes de banho, como a saída de praia, as sacolas coloridas, os chinelos, óculos, chapéus, cangas e toalhas.