sábado, 25 de junho de 2016

SETE ANOS SEM MICHAEL JACKSON

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Pois é. O tempo está voando. Brincando, brincando, hoje faz 7 anos que Michael Jackson partiu dessa pra uma melhor. Em comemoração – ops – em homenagem ao dia da morte do cantor, a gente rever agora duas boas músicas em que ele e Paul McCartney colaboraram: “Say Say Say” e “The Girl Is mine”.
McCartney contou com a ajuda de Jackson para finalizar esta faixa durante a primeira sessão de composições entre os parceiros, no início de 1981, em East Sussex. Embora os críticos atuais deasaprovem hoje a parceria criativa entre McCartney – Jackson, a dupla recebeu muitos elogios dos jornalistas em uma época em que Michael Jackson dominava as paradas com o álbum Thrillker. Além de cantar, Paul toca baixo, bateria, sintetizador e guitarra elétrica. Michael Jackson canta também e faz uma percussãozinha. Eric Stewart toca a guitarra solo e a gaita foi de Chris Smith. Houve dois músicos adcionais: Ernie Watts (trompete) e Anday McKay (saxofone). Foi gravada no A.I.R Studios, em Londres, e no Cherokee Studios em Los Angeles. Fonte: “Paul McCartney – Todos os segredos da carreira solo” de  Claudio D. Dirani
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"The Girl is Mine" foi um single de 1982 cantado em dueto por Michael Jackson e Paul McCartney. Composta por Michael Jackson e lançada como o primeiro single do álbum que mais vendeu mundialmente, Thriller, a música é sobre dois homens lutando entre si pelo amor de uma mulher, cada um dizendo que pode amá-la mais que o outro. Não obteve tanto sucesso quanto uma outra parceria de Michael com Paul, Say Say Say, do álbum “Pipes Of Peace”, mas deve-se muito ao fato de “The Girl Is Mine” não ter tido um videoclipe oficial.

A TRISTE MORTE DA PANTERA

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E quem morreu também, no mesmo dia do Michael Jackson, foi a eterna pantera Farrah Fawcett. Inesquecível!https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/a0/a4/d7/

sexta-feira, 24 de junho de 2016

STUART SUTCLIFFE - 1940 / 1962

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https://www.beatlesbible.com/wp/media/
Se vivo estivesse Stuart Fergusson Victor Sutcliffe, mais conhecido como Stuart Sutcliffe ou apenas Stu - estaria completando 76 anos. Ele nasceu em Edimburgo, Escócia, em 23 de junho de 1940 - e morreu em Hamburgo, Alemanha, em 10 de abril, 1962 aos 22 anos. Ficou famoso por fazer parte da fase inicial dos Beatles. Stuart Sutcliffe foi o primeiro "baixista" da banda. Sua entrada no grupo deu-se pela amizade que tinha com John Lennon. Stu e John se conheceram na escola de arte Liverpool College of Art. Stu era um jovem interessado em pintura e, ao ganhar um dinheiro com a venda de algumas de suas obras, foi convencido por John a comprar um contrabaixo elétrico e entrar para os Beatles. Seu estilo musical era limitado e, sendo algo que o incomodava, era comum vê-lo tocando de costas para o público.
Antes da fama, os Beatles fizeram uma pequena turnê à cidade de Hamburgo, na Alemanha, e foi lá que Stu acabou conhecendo Astrid Kirchherr. Astrid tornou-se sua namorada e foi ela quem deu a idéia do estilo de cabelo dos Beatles (franjas penteadas para frente). Pouco tempo depois, Stu Sutcliffe deixou a banda para ficar com a namorada em Hamburgo e dedicar-se completamente à pintura (sua verdadeira paixão). Alguns meses depois, ele morreu de hemorragia cerebral aos 21 anos de idade. Pauline Sutcliffe sempre disse que a morte de Stu estava ligada a uma briga que John e Stu tiveram. Segundo ela, os dois haviam brigado em Hamburgo e John teria chutado a cabeça de Stu, causando-lhe lesões que o teriam levado à morte, (teoria publicada no livro de Albert Goldman: "The lives of John Lennon"). Porém, quando indagada sobre o fato, Astrid Kirchherr (namorada de Stu em Hamburgo) negou a ocorrência deste incidente. Graças a entrevistas feitas a George Harrison, Paul McCartney e Pete Best, foi estimado e comprovado que o incidente não ocorreu. Na verdade foi fruto da briga que John e Stu tiveram com clientes que frenquentavam o clube durante um show na Escócia (que criticaram Stu), Stu foi empurrado e bateu a cabeça com violência em uma parede.
https://chloenelkin.files.wordpress.com/2011/08/
Como artista, Stu mostrava em suas obras influências britânicas e européias de artistas abstratos misturada com influência do movimento abstrato expressionista americano. Hoje algumas de suas obras encontram-se em galerias de Liverpool, Inglaterra. Em 1994, foi lançado o filme Backbeat, cujo foco é sobre o tempo de Stuart Sutcliffe com os Beatles em Hamburgo, sua amizade com John Lennon e seu relacionamento com Astrid Kirchherr. Stephen Dorff faz o papel de Stu no filme cuja trilha sonora tem músicas que ficaram famosas em gravações dos Beatles (nenhuma delas é de autoria dos rapazes de Liverpool), mas no filme são interpretadas por outros músicos ("covers").

https://centersom.com.br/image/cache/catalog/
Existe também um excelente DVD em formato de documentário chamado "
STUART SUTCLIFFE - O BEATLE QUE FOI ESQUECIDO", o meu, comprei nas Lojas Americanas e custou apenas R$ 17,90. 
Site oficial: http://stuartsutcliffeart.com

THE BEATLES - WHEN I'M SIXTY FOUR

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Paul afirmou que a melodia de "When I'm Sixty-Four" foi composta ao piano em Forthlin Road, Liverpool, "quando eu tinha uns 15 anos". Isso a situa em 1957 ou 1958, pouco depois de ele ter se juntado a John em The Quarry Men. Por volta de 1960, Paul estava tocando uma versão dela em shows quando o amplificador quebrou. Na época, ele achava que era uma "música de cabaré", escrita em respeito à música da década de 1920 e 1930, que seu pai tocava quando era jovem. Em meio ao psicodelismo, o que era moda na juventude de Jim McCartney estava voltando, e fazia sentido que Paul tirasse.a poeira dessa música de adolescência. O pastiche dos anos 1920 "Winchester Cathedral" tinha sido um sucesso no Reino Unido com o The New Vaudeville Band em setembro de 1966, e Bonnie and Clyde, filme que deu início a uma febre pelas roupas dos anos 1930, foi lançado em 1967. Apesar de a música ter sido escrita com seu pai em mente, foi uma coincidência que ele estivesse com 64 anos quando ela foi lançada.

JESSE ED DAVIS - O ÍNDIO QUE TOCAVA GUITARRA

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Postagem publicada originalmente em 22 de junho de 2013
Jesse Edwin Davis nasceu em 21 de september de 1944 e morreu em 22 de junho de 1988, vítima de uma overdose. Durante os anos 60 e 70, Davis foi um dos guitarristas de estúdio mais requisitados por grandes astros do rock, como George Harrison, de quem era amigo pessoal. Jesse Ed Davis começou sua carreira musical no final dos anos 1950 em Oklahoma e cidades vizinhas, junto com John Ware (mais tarde baterista de Emmylou Harris"), John Selk (mais tarde baixista de Donovan), Jerry Fisher (depois vocalista do Blood, Sweat & Tears), Mike Boyle, Chris Frederickson, e o baterista Bill Maxwell. O período que Davis passou com Taj Mahal foi o mais perto que chegou de estar em uma banda por tempo integral. Depois do álbum Giant Step de Taj Mahal de 1969, Davis foi trabalhar para David Cassidy, Albert King e Willie Nelson. Em 1970, tocou e produziu um album para Roger Tillison. Davis gravou seu primeiro disco pela Atco Records. Assinou um contrato para dois álbuns. O resultado foi o álbum “Jesse Davis” de 1971, que contou com vocais de Gram Parsons e participações de Leon Russell e Eric Clapton, entre outros. Ainda em 1971, Davis produziu e tocou no álbum solo de Gene Clark. Mais dois discos solo se seguiram, “Ululu”, de 1972 e “Keep Me Comin", de1973. Jesse Ed Davis trabalhou como guitarrista em discos de John Lennon, Ringo Starr, Eric Clapton, Leonard Cohen, Keith Moon, Jackson Browne (Davis tocou o solo de guitarra em Doctor My Eyes), Steve Miller, Harry Nilsson e Van Dyke Parks, e foi o guitarrista, convidado especial, por George Harrison, para o Concerto Para Bangladesh, em agosto de 1971 no Madison Square Garden. Nos anos 80, Davis desapareceu do mundo da música, e começou a se entupir de álcool e drogas pesadas. Ainda assim, tocava na banda Grafite, que contava com a poesia do americano ativista John Trudell. Em 22 de junho de 1988 Jesse Ed Davis sofreu um colapso e morreu na California. Na autópsia, foram detectadas vários tipos de drogas. Mas sua morte foi atribuída a uma overdose de heroína. Ele estava com 43 anos. John Trudell, Bob Dylan, Jesse Ed Davis e George Harrison

quarta-feira, 22 de junho de 2016

JOEY MOLLAND – HAPPY BIRTHDAY BADFINGER!

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Apesar de um talento extraordinário, Joey Molland nunca foi devidamente reconhecido como um dos melhores guitarristas do rock. Graças a Deus, hoje é dia de mais um aniversário dele. 69 anos de uma vida bem intensa, e 56 de uma carreira com mais baixos do que altos. Joey é o único membro original sobrevivente da banda inglesa Badfinger.http://zacharymule.com/wp/wp-content/uploads/2014/02/
Abençoada pelos Beatles e sua Apple Records, a banda experimentou o gosto do sucesso com álbuns como “No Dice” – 1970 e “Straight Up” – 1971. Depois, pela falta de qualquer escrúpulo dos empresários, terminou de forma trágica e melancólica. Quando o contrato com a Apple (Allen Klein) expirou, o novo disco “Ass”, que é considerado por muitos como o melhor trabalho do grupo, nem chegou a ir para as prateleiras. Assinaram um contrato milionário com a Warner, mas já havia um rombo de milhares de dólares. Devastado, Pete Ham (líder formador e principal compositor, cantor e guitarrista da banda), sucidou-se aos 27 anos de forma trágica por enforcamento em 1975. Então veio a grande depressão e os outros se dispersaram. Joey se juntou ao ‘Natural Gas’ com Steve Marrriot, e Tom Evans, o grande amigo de Peter, entrou para os “Dodgers”. Mike Gibbins, o batera, passou um longo tempo no ostracismo.

Joey e Tommy ainda tentaram uma nova formação juntos e chegaram a gravar dois bons discos, que nunca apareceram nos charts. A guerra de egos selou e destruiu a parceria e a amizade, e Tom Evans, também suicidou-se da mesma forma de Peter – por enforcamento oito anos depois do amigo em 1983.

Joey seguiu seu caminho e formou sua própria banda: “Joey Molland’s Badfinger”, e, continua levando o nome “BADFINGER” por onde quer que vá. Já veio duas vezes no Brasil, mas eu nunca tive oportunidade de vê-lo. Sua mulher, com quem se casou logo no início da banda – Kathy – morreu em 2009. Nos discos que (ainda) grava não aparece o nome “Badfinger”. Apenas Joey Molland. Kathy Molland morreu em 2009. Recentemente, um de seus guitarristas, Mark Healey, também morreu. Mas a banda não pára. Felizmente Joey continua bem vivo e, quem sabe ainda terei oportunidade de lhe dar um abraço e dizer: “meu herói”, carregando um saco com mais de 100 Cds pra ele autografar. Happy Birthday JOEY BADFINGER! Boogie Forever!


  

terça-feira, 21 de junho de 2016

EIGHT DAYS A WEEK - THE TOURING YEARS

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The Beatles: Eight Days A Week — The Touring Years, documentário autorizado sobre os Beatles com direção do vencedor do Oscar Ron Howard (Uma Mente Brilhante, O Código Da Vinci), teve seu trailer divulgado (via Deadline). Além de dirigir, Howard também produziu o longa que examina os primeiros anos de sucesso da banda e suas turnês, além de trazer histórias inéditas de bastidores. O documentário será lançado em 16 de setembro nos cinemas americanos, sendo disponibilizado no dia seguinte pelo serviço de streaming Hulu.

TRIBUTO A GEORGE HARRISON CHEGA ÀS LOJAS

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Em parceria com a BMG, a Lab 344 colocou no mercado brasileiro o material referente ao show “George Fest – A Night to Celebrate the Music of George Harrison”, que foi gravado em setembro de 2014, em Los Angeles. Produzido pelo filho do homenageado, Dhani Harrison (que também sobe ao palco), o lançamento é um disco duplo com 27 faixas e um DVD com imagens do tributo. O repertório é tão eclético quanto as escolhas dos artistas que participaram do especial: Brian Wilson, Ben Harper, Perry Farrell, Karen Elson, Ian Astbury (The Cult), Nick Valensi (The Strokes), The Flaming Lips e vários outros. A maior parte do elenco montado para esse espetáculo é ligada ao universo do rock and roll, mas tem espaço também para o country e o R&B – Norah Jones, por sinal, rouba a cena com duas interpretações solo: do superclássico “Something” e de “Behind that Locked Door”. Destaque também a versão de Brandon Flowers (The Killers) para “Got My Mind Set on You”, música marcante dos anos 80 que nos faz lembrar de como Harrison soube muito bem trafegar por diferentes linguagens e não foi genial apenas em suas marcantes baladas. Por falar em baladas, o único pecado no repertório é ter deixado de fora a obra-prima de Harrison, “While My Guitar Gently Weeps”. Mas outras grandes dos Beatles entraram na lista, como “Taxman” e “Here Comes the Sun”.

A ÚLTIMA APRESENTAÇÃO AO VIVO DE JOHN LENNON

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http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2010/02/19/
Sir Lew Grade (mais tarde Lord), foi empresário Inglês da indúdtria do entretenimento, que os críticos gostavam de depreciar como “Sir Low (baixinho) Grade”. Nasceu Louis Winogradsky em 25 de dezembro de 1906 em Tokmak, Ucrânia, no antigo Império Russo. Seus pais Olga e Isaac, de origem  judaica, emigraram para a Inglaterra em 1912 para escapar dos problemas de sua terra natal. Estabeleceram-se em Londres, onde Isaac conseguiu um cinema. Lew e seus dois irmãos, Leslie e Bernard (que mais tarde tomou o nome Delfont) participaram da School Street Rochelle em Shoreditch. Ele se tornou um agente para uma empresa de confecção com 15 anos, e logo tornou-se sócio o seu destino foi mudado quando ele ganhou uma competição de Charleston no Albert Hall em 1926. ele tomou o nome de Grade (que foi adotado por seu irmão Leslie), quando tornou-se um dançarino profissional, e como Lew Grade, o “Campeão do mundo de Charleston de 1926”, fez o seu caminho para o show business. Lew Grade e seu irmão Leslie fundaram uma agência de talentos em 1933, que cresceu rapidamente e se tornou a maior no Reino Unido. Com o parceiro Joe Collins, pai de Joan e Jackie Collins, a agência, eventualmente representava algumas das maiores e mais prestigiadas estrelas no show business britânico, incluindo Sir RalphRichardson e Sir LaurenceOlivier . Seu outro irmão Bernie, agora Bernard (mais tarde Lord) Delfont, também fez o seu caminho para o show business, tornando-se posteriormente a cabeça do gigante da indústria musical EMI. Entrando para a televisão, a empresa de produção ITC entretenimento, de Grade, foi responsável pela icônicas séries dos 1960 da TV britânica "The Saint" e "The Prisoner". Ele adquiriu a produtora independente AP Films em 1962 que produziu uma série de aventuras com marionetes - "Thunderbirds", entre outras. Então vieram os Muppets.

Como um produtor de cinema, Lew Grade ajudou a financiar a encarnação para a tela grande do show dos Muppets, para o qual ele foi imortalizado por Jim Henson, que fez um Muppet à sua imagem - Dr. Bunsen Honeydew.  Grade foi a força por trás da rede britânica ATV de transmissão de televisão privada, que queria rivalizar com a BBC. A rede contou com produções extravagantes  e o sucesso das mini-series de TV, o levou a produzir a premiada série do diretor  Franco Zefferelli  - "Jesus de Nazaré" (1977), o que proporcionou uma colheita financeira extraordinária quando foi revendidoa para o mercado americano em um filme de quase 5 horas. "Jesus de Nazaré" ganhou uma taxa de licenciamento então recorde para os padrões Hollywwodianos. Mas a adaptação cinematográfica do best-seller de Clive Cussler "Raise the Titanic" (não confundir com o megasucesso Titanic” provou ser um fracasso monumental. E outros fracassos subsequentes levaram Grade a abandonar o movimento de produção de imagens. Grade foi nomeado “Sir”- cavaleiro - em 1969 por seus serviços para a promoção do comércio internaciona. Ele foi casado com Kathleen Moody por 56 anos, até sua morte. Lew e Kathleen adotaram um filho, Paul Dancer. De sua esposa, Grade disse, graciosamente: "O casamento foi o melhor negócio negócios que já fiz. Depois disso, 'Jesus de Nazaré' e 'Os Muppets'. Seu sobrinho, Michael Grade, atualmente é o Presidente do Conselho de Governadores da BBC. Sir Lew Grade morreu em 13 de dezembro de 1998 aos 92 anos de complicações cardíacas. Só para lembrar: a ATV de Grade era quem detinha o direito de grande parte das músicas dos Beatles e foi comprada pela Sony e Michael Jackson.
Apesar de todos os pesares, e da má repercussão do “Lost Weekend”, 1975 parecia ser um ano bom para nosso John Lennon. Graças ao sucesso no final de 74 de “Whatever “Gets You Thru The Night” – parceria com Elton John, que lhe deu seu primeiro lugar sem os Beatles, e sua apresentação no show do próprio Elton John, ‘Walls And Bridges’ ainda suspirava. A questão com o ‘greencard’ estava quase resolvida e sua mulher, Yoko Ono estava grávida mais uma vez (já tinha tido não-sei-quantos-abortos) e, provavelmente, a criança nasceria em outubro. Mas como nunca, nada é perfeito, John ainda tinha pendências judiciais com a ATV desde 1969 (por causa da parceria Lennon & McCartney), e para se ver livre ainda teria de participar como convidado especial do show preparado  em homenagem a Sir Lew Grade, e deveria tocar no mínimo três músicas. Lennon se conformou porque sabia que seria melhor para ele, mas não se fez de rogado. Entrou no palco com um berrante macacão vermelho e o cabelo amarrado para trás. Tropeçou, quase caiu e fez uma referência sobre a personalidade do homenageado: "Meus sentimentos sobre a personalidade de Lew Grade”. Apresentado como "John Lennon e etc.", sua banda se apresentou com máscaras criadas especialmente pelo escultor Rubi Jackson, usando as máscaras atrás de suas cabeças. John Lennon arrrasou! Mandou duas músicas de seu mais recente lançamento – Rock And Roll – e mais o já clássico “Imagine”. Essa foi a última apresentação ao vivo de John Lennon no dia 18 de abril de 1975, e depois disso, ele se excluiu. Esse show foi transmitido no dia 20 de junho daquele ano. E babau. A criança que tanto esperavam, realmente nasceu em outubro de 1975, no mesmo dia do aniversário de John, e chamaram-lhe ‘Sean’. Os anos que viriam, John passou cuidando do bebê. Tinha planos de se apresentar ao vivo de novo depois do lançamento de “Double Fantasy”, o que jamais aconteceria.

THE BEATLES - NME 1964 - LONG TALL SALLY - SEM COMENTÁRIOS!

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DESCULPEM TODOS PELO ANIVERSÁRIO DE PAUL....

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Sinto muito Paul. Eu odeio mais do que você. Caros amigos: me desculpem pelo fiasco do aniversário do nosso velho Macca. Há tempos, essa joça desse computador vem me matando de raiva, e justamente, bem no sábado, dia do aniversário de Paul, resolveu parar de vez e só consegui consertar hoje. Desculpe Paul. Prometo que ano que vem, nos 75, a gente faz uma festona! Sorry, amigos. Todos ainda seremos felizes! Amém.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

PAUL McCARTNEY & WINGS - THE MESS

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http://1.bp.blogspot.com/-Lq8lBZ5jWM4/UbhNqHcFnUI/AAAAAAAAdec/NN--oLgMO1k/s640/
"The Mess" foi gravada durante as sessões de "Red Rose Speedway" mas acabou ficando de fora do álbum. McCartney escreveu esta faixa especialmente para as primeiras apresentações do Wings em 1972. E foi a versão ao vivo, gravada na universidade de Haia, na Holanda, em 21/8/1972, que acabou sendo lado B do single "My Love". Existe uma gravação de estúdio que aparece em discos extra-oficiais. Mas não tem a força da versão ao vivo. Nessa época a banda era: McCartney, Henry McCullough, Denny Laine, Denny Seiwell e Linda McCartney.

sábado, 18 de junho de 2016

PAUL McCARTNEY - THE BEATLES - BIRTHDAY

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As músicas dos Beatles feitas na índia eram criadas para o violão porque esse era o único instrumento que tinham no ashram. Mas "Birthday" foi escrita nos estúdios de Abbey Road em 18 de setembro de 1968. Paul tocou a melodia básica ao piano. John diz que Paul estava pensando em "Happy, Happy Birthday", um hit de 1957 nos EUA, deTuneweavers, mas queria produzir algo contemporâneo e rock'n'roll. Além disso, faltavam apenas seis dias para o aniversário de 26 anos de Linda Eastman, e Paul sabia que ela chegaria em Londres na semana seguinte, a tempo da comemoração.
Ele entrou no estúdio no fim da tarde e trabalhou no acorde básico de teclado, cujo início era baseado na introdução de "Just A Little Bit" (1960), de Rosco Gordon. Depois, George, John e Ringo acrescenta¬ram os acompanhamentos. Durante a noite, os quatro fizeram uma pausa e foram para a casa de Paul assistir à estreia de The Girl Can’t Help It na televisão, estrelado por Jayne Mansfield e com música de Fats Domino, GeneVincent, TheTreniers.The Platters, Little Richard e Eddie Cochran.
Provavelmente inspirados por essa dose de rock das antigas, os Beatles voltaram para o estúdio por volta das onze da noite e concluíram os vocais. Todos incluíram versos, e Yoko Ono e Patty Harrison ajudaram com os backings. "Nós criamos a letra no estúdio", conta Paul. "É uma das minhas faixas favoritas do álbum porque foi instantânea. E é boa para dançar." A opinião de John, emitida voluntariamente doze anos depois, é exatamente a que se esperaria dele: "É uma porcaria".

PURE McCARTNEY - DVD TRIBUTE

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E aproveitando que é aniversário do Macca, e que ele está lançando sua nova coletânea – “Pure McCartney”, gostaria de apresentar a vocês outra obra que também ganhou o nome de “Pure McCartney”. Nada a ver com o novo lançamento de Paul, mas sim, um DVD fantástico, com uma banda pra lá de boa, interpretando o disco “Ram” todinho e alguns outros sucessos da carreira solo do nosso menino prodígio de Liverpool. “Pure McCartney” é um DVD duplo, também lançado em CD e LP pelos cantores e compositores Tim Christensen (vocais , guitarras , produtor , produtor executivo) , Mike Viola (vocais, o piano , violão , bric-à-brac) e a belíssima e talentosa Tracy Bonham (vocais, violino , percussão) , juntos com a banda dinamarquesa “The Damn Crystals” (Cristais Malditos) , lançado em 2013 e gravado durante um supershow realizado no Vega em Copenhagen em comemoração ao aniversário de 71 anos de Paul naquele dia. Não é apenas uma “banda cover”, mas, além de fazerem igualzinho, é uma celebração ao talento de Paul como compositor. Posso garantir: quem assistir inteiro, não vai se arrepender. Muito legal! 

FOTO DO DIA - THE BEATLES - HAPPY BIRTHDAY PAUL!

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PAUL MCCARTNEY & WINGS - SILLY LOVE SONGS

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“Silly Love Songs” – as “Tolas canções de Amor” foi composta em novembro de 1975 no Havaí, após Paul McCartney ler nos jornais algumas críticas que o acusavam de compor apenas melodias e letras “bobas”. Uma versão alternativa em ritmo de reggae foi gravada também durante as sessões de “Speed Of Sound”, mas essa que a gente confere aqui, é a real, ao vivo, do álbum triplo “Wings Over America”. Acertou de novo, Macca!

ESPECIAL JAMES PAUL MACCARTNEY - 1973

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James Paul McCartney é o título de um programa especial de televisão de 1973 feito pela ATV, produzido e estrelado por Paul McCartney e sua banda Wings. Foi primeiro transmitido nos EUA em 16 abril de 1973 pela rede ABC e mais tarde foi transmitido no Reino Unido em 10 de maio de 1973. Este especial foi produzido a pedido de Sie Lew Grade, diretor da ATV. A direção do programa ficou a cargo de Gary Smith e a produção, a Dwight Hemion, que mais tarde ficariam responsáveis pelo especial Elvis In Concert.

O especial foi dividido em onze partes diferentes, cada um delas apresentando canções de McCartney, tanto a sua carreira com os Beatles e como artista solo. 
Parte 1 - O programa abre com uma performance “ao vivo” dos Wings na frente de uma platéia de telas de televisão. Eles tocam Big Barn Bed enquanto vão aparecendo os nomes de seus integrantes; Parte 2 - Um medley acústico das músicas é feito por Paul durante uma sessão fotográfica com a esposa Linda. Canções: Blackbird, Bluebird, Michelle, Heart of The Country. Parte 3 - Num local ao ar livre, McCartney apresenta a versão de "Mary Had a Little Lamb". Parte 4 - Os Wings estão no estúdio de televisão acompanhados de uma orquestra na frente de uma platéia ao vivo. Tocam “Little Woman Love”, “C Moon” e “My Love”. Parte 5 - Agora é a vez de "Uncle Albert / Admiral Halsey". Parte 6 - Paul fala sobre sua família e os apresenta junto às famílias dos Wings em um pub em Clelsea perto de Liverpool . Canções: “April Showers”, “Pack Up Your Troubles in Your Old Kit-Bag”, “You Are My Sunshine”. Parte 7 - “Busby Berkeley” estilo de número musical, com bailarinos vestidos com trajes metade homem, metade mulher. Canção: “Gotta Sing Gotta Dance”. Parte 8 – É o “ponto alto” do especial. Os Wings quebrando o pau com “Live And Let Die", faixa-título do filme de James Bond - 1973. Parte 9 - Beatles Medley: um segmento filmado com os transeuntes de rua cantando várias canções dos Beatles.Canções: "When I'm 64", "A Hard Day's Night", "Can't Buy My Love", "She Loves You", "Ob La Di, Ob La da", "Yesterday", "Yellow Submarine". Parte 10 - Outra performance ao vivo em estúdio com os Wings.Canções: "The Mess", "Maybe I'm Amazed", "Long Tall Sally" (somente nos EUA. N o Reino Unido e outros mercados europeus foi substituída por "Hi Hi Hi". Parte 11 - Performance acústica de "Yesterday". Começam a aparecer os créditos.

A recepção da crítica ao programa foi muito negativa e severa. O "Melody Maker" declarou: "McCartney sempre teve um olho e uma orelha no romantismo, e nada de errado com isso, mas aqui ele muitas vezes perdeu o controle e esse romantismo se torna mais queimado e mais tolo do que nunca". Críticas à parte, já que eles nunca vão entender mesmo, o programa especial James Paul McCartney é um prato cheio para fãs e admiradores.

LENNON & McCARTNEY - A DUPLA DO SÉCULO

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A dupla Lennon/McCartney tornou-se lendária com as composições mais bem sucedidas da história da música. Os dois criaram os Beatles. Juntos com George Harrison e Ringo Starr, eles formaram a maior e mais conhecida banda de todos os tempos.

A parceria artística entre John Lennon e Paul McCartney é uma das colaborações musicais e culturais mais conhecidas e mais bem sucedidas da história. Entre 1962 e 1969, escreveram e publicaram cerca de 180 canções creditadas, das quais a maioria foi gravada pelos Beatles e constitui a maior parte do seu catálogo. Ao contrário de muitas parcerias que compreendem composições separadas letrista e compositor, tanto John Lennon e Paul McCartney escreveram letra e música juntos, muitas vezes no entanto, as canções eram principalmente o trabalho de apenas um dos dois autores creditados.

"Lennon / McCartney". Esta foi a designação de assinatura mais comum das músicas gravadas pelos Beatles que foram compostas por John e Paul, juntos ou separados. Os dois fizeram um acordo quando dos primórdios da formação da identidade do que viria a ser "The Beatles". A ordem dos nomes foi proposta por John e aceita por Paul. Assim funcionou a parceria, sem nenhum trauma (visível) ou discordância até a dissolução do grupo em 1970.
A mágica dos Beatles, impressiona ainda hoje, mais de quarenta anos depois do fim da banda. “She Loves You”, “I Want To Hold Your Hand”, “A Day In The Life” e tantas outras... são apenas alguns exemplos das músicas que a dupla compôs e que fazem sucesso até hoje. O sucesso dos Beatles tornou-se atemporal.
Porém, nem sempre os gênios se entendiam e com o passar dos anos, era cada vez mais raro a dupla compor junto. Não havia espaço o suficiente para dois “egomaníacos”. Com a aparição de Yoko Ono, o grande amor da vida de John, o clima foi ficando cada vez mais tenso entre todos os integrantes da banda. Lennon se afastava cada vez mais e Paul ia tomando a frente dos Beatles.
Muitos fãs acreditam que essa relação de amor e ódio era explícita em algumas músicas como em “Don’t Let Me Down”, onde John pedia a Paul para não desapontá-lo, pois ele (John) estava amando pela primeira vez e que dessa vez seria para sempre. A resposta viria em “Oh! Darling” onde Paul cantou que nunca o deixaria (“I’ll never let you down”).

Como todos bem sabem, o fim dos Beatles foi traumático para todos, com Paul processando os outros três. John Lennon estava furioso! Então, o barraco veio a público através do que sabiam fazer melhor: música. Lennon lançou o álbum “John Lennon / Plastic Ono Band” que atingiu ao oitavo lugar nos Estados Unidos e o sexto, na Inglaterra. Já Paul lançava “McCartney” que foi mais bem sucedido e chegou ao primeiro lugar nos EUA e ao segundo, na Inglaterra. Com isso, Lennon estava convicto que "sua arte era pérola jogada aos porcos" e os fãs eram uns "idiotas filhos da puta!". McCartney, por sua vez, não era santo e daria suas alfinetadas também à sua maneira: doces, mas com duas gotas de veneno como em "Too Many People", "Dear Friend" e "Let Me Roll It". Porém, nada que se comparasse ao maior petardo lançado por Lennon: "How Do You Sleep?" do álbum Imagine. Nessa música, Lennon bombardeava o ex-companheiro afirmando que sua música era "musak" (brega, música ambiente) e que a única coisa que Paul tinha feito era "Yesterday" (a música mais regravada da história!) e que seu rostinho bonito poderia durar um ano ou dois. E mais terrível ainda: tendo George Harrison como guitarrista!
Ao ser perguntado sobre a troca de farpas entre os dois, Lennon encerrou o assunto dizendo: “É o meu melhor amigo. Eu não posso brigar com um amigo meu?”.
Após a morte de John, Paul foi severamente criticado pela “frieza” com que recebera a notícia, mas em entrevista à “Playboy” em 1984, disse que ficou assistindo ao noticiário naquele dia e que chorou a noite inteira. Paul fez parte do tributo de George Harrison a John na música “All those years ago”, junto de Ringo Starr.
Já em “Here Today”, música que Paul compôs para Lennon, ele canta: “I still remember how it was before / And I am holding back the tears no more / I Love You” (Eu ainda lembro como foi antes / e eu não estou mais segurando as lágrimas / eu te amo). Em "Mind Games" John Lennon dizia que o amor era a resposta (“Love is the answer”) e em se tratando dessa dupla, dessa relação de amor e ódio, definitivamente, essa é a resposta.
De todas as músicas assinadas por Lennon/Mccartney, é óbvio que nem todas foram necessariamente compostas pelos dois. Algumas músicas ainda foram gravadas com esta assinatura em projetos individuais dos dois: "Give Peace a Chance" e "Goodbye", por exemplo. Nos dias de hoje sabe-se, através de entrevistas dadas pelos dois compositores, quem compôs o quê e em quais músicas realmente houve a participação efetiva dos dois.

Paul McCartney já propôs a troca da ordem dos nomes para McCartney/Lennon nas músicas compostas por ele. Yoko Ono, disse não! Mesmo assim, as faixas dos Beatles que entraram em seu álbum "Back In The USA", aparecem dessa forma. Na contracapa e no selo de "Please Please Me" as músicas aparecem creditadas a McCartney / Lennon, em vez da forma tradicional como ficou mundialmente conhecida.
"And in the end... the love you take is equal to the love... you make". É isso! Pra encerrar, a gente confere um capítulo do livro "Love Me Do" de Paolo Hewitt sobre o especial de TV "The Music of Lennon and McCartney", que foi transmitido no dia 17 de dezem­bro de 1965."Em 1965, Johnnie Hamp, assim como o resto do país, estava fascinado e intrigado pelo fenômeno conheci­do como beatlemania. E, como o resto do mundo, ele era um grande fã da banda. Hamp chegara à posição de chefe de entretenimento leve da TV Granada e sabia que o grupo se afogava em convites. Para ter a aprovação da banda, o projeto teria de ser estiloso, com seus altos padrões. Foi assim que se concebeu a ideia de um pro­grama apresentado por John e Paul, mas des­tinado a trazer outros artistas cantando as composições da dupla. Hamp passou a bola para o grupo. A televisão raramente honra­va a música popular dessa maneira, e os ra­pazes rapidamente deram sua aprovação. Indagados se desejavam sugerir artis­tas, o grupo pediu Ella Fitzgerald, cuja ver­são de “Can’t Buy Me Lave” dera aos Beatles uma presença inesperada no mundo do jazz. Infelizmente a cantora não estava disponí­vel para participar. Entre os que poderiam. estavam o compositor cinematográfico Henry Mancini. a dupla Peter e Gordon, Dick Rivers (roqueiro da França que cantou uma versão de “Things We Said Today" em francês), Esther Phillips, Lulu, Peter Sellers, Cilla Black, Billy J. Kramer e Marianne Faithfull. O programa ressaltou a grande versati­lidade da composição de Lennon e McCartney — "She Loves You", “A Hard Day’s Night" e “We Can Work It Out" representando a habi­lidade de criar canções altamente contagiantes, e “Yesterday", em especial, exibindo um lado mais maduro e profundo. O programa foi realizado num momento em que o LSD ainda não afetara fortemente as composições de John. No mês de abril do ano seguinte, eles começariam a gravação do disco Revolver, obra que os levaria a um patamar completamen­te novo de excelência artística. 0 programa de TV, então, demarcaria de muitas formas o fim dessa primeira fase do jeito de com­por. principalmente de John. Existe apenas um relato testemunhal sobre os dois músicos compondo antes do LSD, encontrado no livro A vida fantástica dos Beatles (1964), de Michael Braun. Ele teve per­missão para acompanhar a dupla escreven­do a canção “One and One Is Two" para o cantor Billy J. Kramer. Quando a sessão co­meçou, Paul estava ao piano e John ao vilão. Paul escreveu os primeiros versos e os can­tou para John. George enfiou a cabeça pela porta e sugeriu a remoção de um dos versos repetidos; John concordou e passou a ava­liar outras palavras que seriam adequadas à canção. Então, John assumiu o piano e Paul pegou o violão. Eles gravaram três vezes a canção finalizada antes de Paul gravar um recado para o editor Dick James. Enquanto isso, ouvia-se John falar: “Será o fim de Billy J, quando ele gravar essa música". A ambição inicial de Lennon e McCartney na vida era estar à altura da excelência artís­tica da dupla de compositores Gerry Goffin e Carole King, cujas cançòes eles adoravam. Quando deram inicio à parceria, seu estilo de trabalhar era criar cançòes de um jeito cal­culado. Nunca pensavam em produzir mú­sicas expressando sentimentos pessoais. Mais tarde, John diria ter guardado as reflexões pessoais para seus livros, In His Own Write (1964) e A Spaniard in the Works (1965), mas até estes pensamentos tiveram seus sig­nificados obscurecidos pelos trocadilhos. É por isso que as primeiras cançòes dos Beatles eram dirigidas diretamente aos fãs — "Love Me Do". "She Loves You", “From Me to You”, "All My Loving". Agindo dessa forma, eles compunham canções que cada fã poderia pensar ter sido escritas pessoal e exclusiva­mente para si. John viria a confessar: “Eu ti­nha um John Lennon separado, que escrevia músicas para conquistar, e não creio que as letras tenham profundidade nenhuma, eram apenas uma piada". As antenas dos rapazes eram aguçadas, atentas e captavam todos os tipos de influên­cias. “Please Please Me", de Lennon, foi ins­pirada em "Please", de Bing Crosby, datada de 1932, na qual o cantor vivia intercambiando as palavras "please" ("por favor") e “pleas" (“apelos"). "Run for Your Life", de John, foi inspirada num verso da canção "Baby, Let's Play House", de Elvis Presley. Naturalmente, outros músicos os inspiraram. John sempre tentava igualar-se a Smokey Robinson, um de seus ídolos, e a banda vivia querendo com­por uma autêntica canção da Motown. O estilo de compor de John mudou de­pois que ele ouviu Bob Dylan e passou a ado­tar uma abordagem mais pessoal. Suas can­çòes “You’ve Got to Hide Your Love Away’, “Help!" e “I’m a Loser" sinalizavam essa no­va direção, e sua canção “Nowhere Man’ tem a distinção de ser a primeira dos Beatles a nào falar de amor. Duas pessoas da mídia também tiveram seu papel no progresso de Lennon. A jornalis­ta Maureen Cleave questionou por que suas canções nunca tinham palavras com mais de duas sílabas. Ele respondeu compondo “Help!” e deliberadamente inseriu palavras como “independence" (independência) e “appreciate" (agradecer,valorizar). Outra in­fluência veio do apresentador de TV Kenneth Allsop. Ele se impressionou com o livro de John In His Own Write e questionou porque ele explorava sentimentos profundos na palavra impressa, mas não nas canções. Lennon assimilou a crítica e respondeu com “I’m a Loser", uma confissão espantosa para um Beatle sorridente no auge da fama. Essa li­nhagem de composições atingiu o ápice com "In My Life”, que apresenta uma melodia bo­nita e vocal saudoso e contido, evocando de forma brilhante o passado de John, seus ami­gos, sua família, sua Liverpool. McCartney sempre foi mais objetivo. Suas primeiras canções se atinham mais às manhas do mercado e, caso ele ultrapassas­se essas fronteiras, geralmente era em rea­ção a John. Quando o parceiro compôs “I’m a Loser”, Paul revidou com “I’m Down”; quan­do John veio com “In My Life”, Paul escreveu “Penny Lane”, também examinando seu pas­sado em Liverpool. Ao contrário de John, Paul às vezes pe­nava com as palavras, mas compensava com melodias extraordinárias. Trata-se do homem que acordou com a melodia de “Yesterday" na cabeça, convencido de ser da autoria de outra pessoa, de tão familiar que ela soava. Somente essa canção, regravada por milha­res de artistas, garantiría a qualquer pessoa um lugar entre a nata do meio musical. Quan­do se descobre que a canção “Michelle” foi composta durante a adolescência e tocada como piada nas festas beatnik em Liverpool, a admiração só pode crescer. Musicalmente, os Beatles nasceram nu­ma época e num local que vieram bem a ca­lhar. Liverpool é uma cidade musical. En­quanto cresciam, havia centenas de locais que ofereciam música ao vivo de todos os es­tilos. A música brotava dos bares e das boates tanto quanto os bêbados. Os quatro Beatles absorveram toda essa música e foram pro­fundamente influenciados por ela — o que significa que eles absorveram country, jazz, blues, R&B antigo e suingue. McCartney tam­bém prestava atenção na música que o pai tocava em casa. Jim McCartney adorava os clássicos das décadas de 30 e 40, e o filho muitas vezes empregaria tais aparatos e sons na própria obra. Com John se deu o mesmo. “Honey Pie” e “Good Night”, do disco duplo The Beatles, são apenas dois exemplos. A natureza intolerante da cultura jo­vem da música (sou roqueiro, então não vou escutar soul; sou mod, então não ouço Elvis) não afetava os Beatles. Eles adoravam músi­cas de todos os tipos e naturezas, e, ao alinhar o talento com a música do passado absorvi­da inconscientemente, foi possível forjar um estilo e som singulares. O programa The Music of Lennon and McCartney foi transmitido no dia 17 de dezem­bro de 1965. Poucos poderiam ter previsto que os dois artistas que apresentaram os nú­meros e depois tocaram uma nova canção, “We Can Work It Out”, estavam prestes a levar sua música a outro patamar com “Revolver”, ál­bum tido por muitos como o melhor deles — e, portanto, como o melhor da história." http://www.vandohalen.com.br/wp-content/uploads/2014/12/