quarta-feira, 2 de setembro de 2015

PAUL McCARTNEY - FOR YOU BLUE

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Realmente, demais! Quem gostou, confere aqui o concerto inteirinho, na íntegra de quase duas horas e meia, incluindo a (na minha opinião) chatíssima parte dos indianos. Rare Rare Forever!



Não deixe de conferir também a postagem GEORGE HARRISON - LIVE AT COW PALACE - 1974 - o link do download está atualizado! Escolha a opção "slow download". Se pedir uma senha na hora de extrair, digite xajunotizatu

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

REVOLVER - O TIRO INICIAL DA ERA DAS EXPERIMENTAÇÕES

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Revolver foi o sétimo álbum dos Beatles lançado inicialmente em 5 de agosto de 1966, no Reino Unido e em 8 de agosto nos EUA. Atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso americana e inglesa. Está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Ganhou um Grammy Award pelo design da capa, criado por Klaus Voormann, velho amigo dos Beatles desde os tempos de Hamburgo. Ficou 34 semanas na UK Albums Chart, alcançando o primeiro lugar em 13 de agosto. Nos EUA foram editadas apenas 11 músicas e foi o último álbum dos Beatles a ser submetido ao crivo da Capitol Records de alterações de conteúdo. Seu lançamento nos EUA coincidiu com a última turnê e a controvérsia em torno de Jesus. Chegou ao topo da parada da Billboard onde ficou por seis semanas. Foi classificado em primeiro lugar no livro de Colin Larkin “All-Time Top 1000 Albuns” e aparece em terceiro na lista da revista Rolling Stone dos 500 maiores álbuns de todos os tempos. Considerado ainda mais inovador do que seu antecessor (Rubber Soul, de 1965), Revolver marca a adesão oficial dos Beatles ao psicodelismo. Passeia desde a música oriental "Love You To", aos apelos vibrantes de "Got to Get You into My Life", da solidão lúgubre de "Eleanor Rigby", ao experimentalismo psicodélico de "Tomorrow Never Knows" e o ufanismo de "Yellow Submarine". Nesta, particularmente, a chave da nova "abertura": "Vamos vivendo uma bela vida / Achamos para tudo uma saída / Céu azul, mar verde e belo / Em nosso submarino amarelo". Com os Beatles, o mundo embarcaria no submarino amarelo da fantasia, pronto para viver toda a loucura dos últimos anos da década. Como sempre, com absoluta exclusividade, a gente confere aqui, um textinho danado de bom de Alexandre Matias, publicado originalmente na seção Discoteca Básica da revista BIZZ de junho de 2001.
Antes de abandonar os palcos, os Beatles começaram a pirar no estúdio, guiados por música vanguardista, rock, aventuras técnicas e drogas, continuando à frente do seu tempo com o essencial Revolver. Por Alexandre Matias.
Paul McCartney incentivando os Beatles a fazerem pequenos trechos superpostos, inspirados em John Cage e Stockhausen. John Lennon querendo soar como o dalai-lama no alto do himalaia ao cantar letras inspiradas no Livro Tibetano dos Mortos. O dedo oriental de George Harrison em uma canção sem mudanças de acordes. A bateria froxa e hipnótica de Ringo Starr, mais tarde ressuscitada por moderninhos como Beck (“New Pollution”) e Chemical Brothers (“Setting Sun”). O produtor George Martin obrigando funcionários dos estúdios EMI em Abbey Road a sincronizarem gravadares em colagens aleatórias de som. O técnico Ken Towsend inventado os vocais ADT (artificial double tracking – duplicados artificialmente) e o engenheiro se som Geoff Emmerick metendo a voz de Lennon numa caixa Leslie dentro de órgão Hammond. E tudo isso no primeiro dia de gravação, em uma única canção para o sétimo álbum dos Beatles. A música era “Tomorrow Never Knows”, mas ali, no início das sessões, o grupo assinalava a faixa como o começo de uma nova fase, batizando-a sem modéstia de “Mark I”.
A canção marcava o princípio de uma era de experimentação na música popular que explodiria na renascença psicodélica dos anos seguintes formando o horizonte da cultura pop em um caleidoscópio de referências. Com Revolver, os Beatles entravam em uma escalada que desembocaria em obras-primas, como Sgt. Pepper’s, Álbum Branco e Abbey Road. De 1966 em diante, passariam a explorar as novas fronteiras da arte, sem perder o senso de perfeição que haviam mirado no trabalho anterior. E descobriram as vantagens da manipulação de tapes: ”Quando experimentaram o som de trás para frente, eles passaram a inverter tudo”, lembra George Martin em seu livro Paz, Amor e Sgt. Pepper’s.
As inovações iam além: microfones dentro de instrumentos de sopro, grudados em violoncelos, colados na bateria. Mas a banda estava ousando mesmo nas composições, com as drogas exercendo um papel fundamental. “Dr. Robert” contava sobre um médico pronto para levantar o astral de quem quisesse. “Got To Get You Into My Life” expõe o entusiasmo de Paul McCartney com o fumo. “She Said She Said” e “Tomorrow Never Knows” falam de ácido: a primeira disfarça uma viagem que Lennon teve com Peter Fonda e a segunda escancara a exploração de realidades induzidas (“desligue sua mente”, “ouça as cores do seu sonho”).
Por outro lado, os Beatles continuavam entrando em portas musicais abertas nos trabalhos anteriores. “Eleanor Rigby” é a evolução natural de “Yesterday”. “Love You To” é George Harrison em sua primeira incursão de cabeça na cultura indiana, com a qual havia flertado em “Norwegian Wood”. “Here, There And Everywhere” e “For No One” transformam McCartney em um jovem Schubert, compondo pequenas sinfonias em vez de simples baladas de amor. Os assuntos abordados iam da cobrança de impostos a contos infantis, passando por existencialismo, psicodelia, fossa, amor à vida, paixão latente, crítica social e metáforas diversas.
O álbum encontra a banda no exato momento da guinada, um sofisticado registro da melhor música pop de 1966. Poucos meses depois, o grupo encerrou definitivamente a primeira fase de sua carreira ao anunciar que não mais iria tocar ao vivo. “A transformação toda foi gradual”, conta Lennon no livrão Anthology. “Mas estávamos conscientes de que, se havia uma fórmula ou algo assim do tipo, esta era mover-se para a frente.” Texto publicado originalmente na seção Discoteca Básica da revista BIZZ de junho de 2001.


Não deixe de conferir todas as postagens das músicas de Revolver que já apareceram aqui: TAXMAN, ELEANOR RIGBY, HERE,THERE AND EVERYWHERE, YELLOW SUBMARINE, SHE SAID SHE SAID, GOOD DAY SUNSHINE, AND YOUR BIRD CAN SING, DR. ROBERT, GOT TO GET YOU INTO MY LIFE e TOMORROW NEVER KNOWS.

PAUL McCARTNEY - RED ROSE SPEEDWAY - COLLECTOR'S EDITION

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Red Rose Speedway foi o quarto álbum lançado por Paul McCartney e o segundo álbum com os Wings, que nessa época eram Paul, Linda McCartney, Denny Laine, Denny Seiwell e o guitarrista Henry McCullough. Foi lançado em maio de 1973 e inicialmente a idéia era fazer um álbum duplo. Antes do seu lançamento, "My Love", alcançou o primeiro lugar nas paradas dos Estados Unidos. Foi a segunda música escrita por McCartney a atingir o primeiro lugar naquele país após a separação dos Beatles (a primeira foi "Uncle Albert" do álbum Ram) e o maior sucesso do álbum. Em 1993, Red Rose Speedway foi remasterizado e foram incluídas como bônus as músicas: "C Moon", "Hi Hi Hi", "The Mess" (lado B do compacto com "My Love") e "I Lie Around" (lado B do compacto com "Live And Let Die"). Indiscutivelmente, um dos melhores momentos de Paul McCartney nos aos 1970.
E o que poderia ser melhor que “Red Rose Speedway”? O álbum duplo pirata “Red Rose Speedway – Collector’s Edition” com dezenas de outakes, remixes, faixas alternativas, ao vivo, lados b e outras tantas inéditas. Esses dois discaços, já estiveram aqui para download em 2011 e 2012. Os grandes destaques ficam por conta das espetaculares "Night Out" (rough mix), "Jazz Street" (versão instrumental inédita), "Big Barn Bed" (rough mix), "1982" (live), "The Mess" (live), "Thank You Darling" (outake), "Seaside Woman" (rough mix), "Henry’s Blue" (live), "Hi Hi Hi" (live) e "Soily" (live). Qualidade do som: ótima!
Atenção: se por acaso pedir alguma senha na hora de extrair os arquivos, digite fujuhudodula para o disco 1, e morifubunemo para o disco 2.

THE BEATLES LIVE! AT THE STAR CLUB IN HAMBURG, GERMANY; 1962

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A última viagem dos Beatles para Hamburgo naqueles tempos foi no final de 1962. Partes de suas últimas apresentações foram gravadas com um gravador portátil, por Ted 'King Size' Taylor, do grupo The Dominoes, que também que tocava no clube. As fitas foram liberadas com a etiqueta da Alemã 'Bellaphon', em 1977 como: 'The Beatles: Live! no Star Club, em Hamburgo, Alemanha, 1962', e, posteriormente, re-lançado em vários formatos e títulos.

 
O Star-Club ficava na Grosse Freiheit 39, St. Pauli, em Hamburgo, Alemanha. O clube exitiu por 7 anos, entre 1962 e 1969. O Star-Club foi inaugurado por Horst Fascher no dia 13 de Abril de 1962, onde antes ficava o Stern Kino. Ele e o sócio Manfred Weissleder abriram o Star-Club. Porém, Weissleder, não queria grupos desconhecidos de garagem pra tocar em seu clube, e foi por isso que o chamou de Star-Club - "clube das estrelas". Rapidamente, o Star-Club tornou-se o maior clube de Hamburgo, e conseguiu que todos os artistas renomados da época tocassem lá: Gene Vincent, Jerry Lee Lewis, Little Richard, The Everly Brothers, Chuck Berry, Bill Haley, Bo Diddley, Tony Sheridan e Ray Charles.
 
Cada vez com mais estrelas, Weissleder conseguiu fazer com que seu clube ficasse famoso em toda a Europa como o "centro-beat do mundo", e contratou muitas outras estrelas, como Gerry & The Pacemakers,The Swingin' Blue Jeans e The Searchers. No auge, mais de oito bandas se apresentariam por noite, a maioria delas era inglesa: The Zodiacs, The Remo Four, The Dominoes, etc. Outras poucas eram alemãs como The Rattles e The German Bonds.

 
Vários outros artistas de peso que tocaram no Star-Club e alguns merecem ser citados: Black Sabbath, Cream, Chicken Shack, Crickets, Fats Domino, Donovan, The Animais, Duane Eddy, Groundhogs, Richie Haven, Keef Hartley, Mannfred Mann, Small Faces, Spencer Davis Group, Spooky Tooth, Taste, Vanilla Fudge, Yes, e o inigualável Jimi Hendrix ainda com o Experience.

 
O Star-Club fecharia no dia 31 de Dezembro de 1969, depois de um concerto da dupla britânica Hardin & York. Entre 1964 e 1967 o Star-Club também lançou um selo, onde vários dos artistas citados lançaram singles e alguns lançaram o único LP da carreira. Em Novembro de 1962 os Beatles tocaram por 12 dias (do dia 1 ao dia 13) no Star Club. A quinta e última viagem aconteceu no dia 17 de Dezembro de 1962. Eles tocaram todos os dias, entre o dia 18 e o dia 31 no Star-Club. Foi nessa viagem que foram feitas as gravações dos Beatles ao vivo no Star-Club.

 
Lançado originalmente na Alemanha pela Bellaphon, "THE BEATLES LIVE! AT THE STAR-CLUB IN HAMBURG, GERMANY; 1962" este álbum duplo só foi lançado na Inglaterra após o fracasso dos ex-Beatles de impedir sua comercialização. Gravado durante uma apresentação dos Beatles no clube Star Club de Hamburgo pelo amigo Ted 'Kingsize' Taylor, o disco captura os Beatles na fase pré-EMI, mais rockers e crus. A qualidade de som até que não é tão ruim, considerando-se que foi gravado com um pequeno gravador mono. É documento histórico tem um valor incalculável. Dos inúmeros covers, o que se destaca são as composições de Lennon/McCartney ainda em fase de teste, como I Saw Her standing There e Ask Me Why. Covers como Roll Over Beethoven, Twist and Shout, Mr Moonlight, A Taste of Honey, Kansas City, Long Tall Sally e Everybody´s Trying To Be My Baby fariam parte dos primeiros LPs dos Beatles.


Os Beatles nunca deixaram de enfatizar a importância que a música metropolitana de Hamburgo teve nos seus anos de aprendizado. John Lennon diria anos mais tarde: "Eu nasci em Liverpool, mas cresci em Hamburgo". Este vídeo, que tem "Everybody's Trying To Be My Baby" como tema, ilustra bem como deveria ser bom assistir essas apresentações no Star Club. É isso. 


HENRY MCCULLOCH - PROFISSÃO: GUITARRISTA

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No início de 1972, o guitarrista Henry McCulloch juntou-se ao Wings de Paul & Linda McCartney. Ele e o baterista Denny Seiwell eram os reforços contratados por Paul McCartney para a 1ª excursão de verdade dos Wings e para a gravação do álbum “Red Rose Speedway”. “My Love” foi a primeira canção cujos direitos de comercialização não ficaram sob o domínio da Apple e da Northern Songs. Henry McCullough ao ouvir a música, pediu a Paul que o deixasse criar um solo especial para ela. O arranjo foi aprovado e o solo incorporado na edição final juntamente com uma orquestra. “My Love” tornou-se um dos maiores clássicos dos Wings e seu solo é constantemente lembrado como um dos mais criativos do rock. Infelizmente, Henry McCullough e Denny Seiwell abandonaram os Wings na noite anterior do dia que embarcariam para Lagos, Nigéria para gravarem o álbum “Band On The Run”. Henry McCullough está com 68 anos e ainda na estrada do Rock And Roll. Antes de entrar para os Wings, esteve na Grease Band de Joe Cocker e participou de Woodstock. Em 1975 gravou "Mind Your Own Business", seu único album para o selo de George Harrison Dark Horse.
Depois dos Wings tocou com Roy Harper, Frankie Miller, Eric Burdon, Marianne Faithfull, Ronnie Lane , Donovan, Dr. Feelgood, The Fleadh Cowboys, Nick Lowe entre tantos outros. Seu útimo álbum é de 2008 - "Poor Man's Moon”. Seu currículo com quem já tocou é invejável e não daria para enumerar aqui. No dia 20 de dezembro de 2009, McCullough estava presente no show de Paul McCartney em Dublin. McCartney reconheceu publicamente a contribuição de Herry McCullough para os Wings. O virtuoso guitarrista nasceu em julho de 1943 e está agora com 72 anos.

GEORGE HARRISON - THIS IS LOVE

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"This Is Love" é uma canção de George Harrison, composta por ele e Jeff Lynne. É a quinta faixa do 11º álbum de estúdio de Harrison lançado em 1987. Em junho de 1988, "This Is Love" também foi lançada como terceiro single do álbum, alcançando número 55 no UK Singles Chart. O Lado B deste single era para ser "Handle with Care", uma colaboração entre Harrison, Lynne, Roy Orbison e Tom Petty gravada no estúdio de Bob Dylan em Santa Monica, Califórnia. Quando os executivos da distribuidora de Harrison - Warner Bros, ouviram a canção, decidiram que era boa demais para ser lançada como single lado B. Uma decisão que resultou na formação dos Traveling Wilburys, e seu primeiro álbum Traveling Wilburys Vol. 1, com "Handle with Care", como a faixa principal e single. Ah, o Lado B de "This Is Love" foi "Breath Away from Heaven".

domingo, 30 de agosto de 2015

THE BEATLES - ALL MY LOVING

Um comentário:

JOHN LENNON LIVE IN NEW YORK CITY - ONE TO ONE CONCERT

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30 de agosto de 1972. Madison Square Garden em Nova York. John e Yoko realizam o One To One Concert para levanter fundos para o Willowbrook, instituição que cuida de crianças deficientes. Foram dois concertos, um à tarde e outro à noite. Contou com participações de Stevie Wonder e Roberta Flack. Foi o último show completo de John e última apresentação ao vivo ao lado de Yoko Ono. Nos dois eventos "One to One Concert" Yoko ocupa enorme fatia das performances. "We're All Water" e "Open Your Box" são dois dos piores momentos, que, felizmente não foram editados no álbum lançado comercialmente em 10/02/1986. Mas no DVD tem. VIVA JOHN LENNON!

Quem gostou, confere aqui no Baú, o filme inteiro, com uma resolução bem razoável. Abração!

sábado, 29 de agosto de 2015

THE BEATLES AT THE CANDLESTICK PARK - O ÚLTIMO SHOW

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O dia 29 de agosto de 1966 foi um marco para a história dos Beatles: foi o dia do último concerto de suas carreiras como conjunto. Depois de praticamente quatro anos de histeria, rock and roll, aviões, hotéis, estádios lotados, medo e insegurança, os Beatles decidiram que esse capítulo estava encerrado. Essa decisão partiu de John Lennon e foi aceita por todos. Ali, era o fim das cansativas e intermináveis turnês e, também, dos velhos Beatles.

No Candlestick Park, tocaram incrivelmente bem, afinados, com arranjos perfeitos por curtos 28 minutos sabendo que aquele seria o último de sua trajetória. Era o fim da terceira (última) e conturbada turnê americana, com os Beatles cansados da histeria e das ameaças. Depois do episódio das Filipinas, da polêmica sobre Jesus e da queima de discos, não dava mais. Os Beatles haviam chegado no limite.
Quando os Beatles tocaram no Shea Stadium (Nova York) pela primeira vez, no dia 15 de agosto de 1965, tocaram para um público absurdamente imenso para a época: 55.600 fãs enlouquecidos. Um ano depois, em 23 de agosto de 1966, quando pisaram no palco do Shea pela segunda vez, a platéia era bem menor: 44.000 fãs, ainda assim, mais enlouquecidos. Os jovens fãs americanos de 66 já não eram os mesmos de um ano antes, mas ainda queriam, e ainda precisavam deles. Esses números, ainda apesar de grandes, já demostravam um cansaço. Seis dias depois, os Beatles subiriam no palco armado no estádio Candlestick Park, para tocar, para uma público pagante, pela útilma vez. Haviam 22 mil pessoas lá.

Brian não estava presente neste concerto, que foi gravado por Tony Barrow, a pedido de Paul. 
Os Beatles tocaram 11 músicas nessa ordem: Rock And Roll Music; She's A Woman; If I Needed Someone; Day Tripper; Baby's In Black; I Feel Fine; Yesterday; I Wanna Be Your Man; Nowhere Man; Paperback Writer e encerraram com Long Tall Sally. Quando terminou, eles retornaram para Beverly Hills e, durante o vôo, George virou-se para Tony Barrow e disse: “É isso aí. Não sou mais um Beatle”. No dia 30 voaram para Nova York e de lá para Londres. Para alívio das fãs, os Beatles desembarcaram sãos e salvos daquela que foi a última e a mais conturbada turnê de suas carreiras.

Ninguém sabia o que viria depois daquilo, mas estavam fartos de aviões, hotéis, e toda a loucura por onde passavam. De volta à Londres, cada Beatle foi cuidar de sua própria vida. Paul faria a trilha de "The Family Way" e John faria o filme "How I Won The War" de Richad Lester. Estavam felizes por sentirem-se "livres" pela primeira vez em tantos anos. Só uma pessoa não estava feliz: Mr. Brian Epstein, que tinha dedicado sua vida aos Beatles e a organização das turnês. "O que eu vou fazer agora?". Brian percebeu que precisava muito mais dos Beatles do que eles dele. Um anos depois, em agosto de 1967, Brian morreria, aparentemente de overdose de drogas antidepressivas. Os Beatles não deixaram apenas crescer bigodes, barbas e cabelos. Eles cresceram! Afinal, foi a partir dali, que começaram de fato, a mudar o mundo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

28 DE AGOSTO - BOB DYLAN CONHECE OS BEATLES

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"Olhando em retrospecto, eu ainda vejo aquela noite como um dos grandes momentos da minha vida. Na verdade, eu tinha a consciência de que estava dando início ao encontro mais frutífero na história da música pop, pelo menos até então. Meu objetivo foi fazer acontecer o que aconteceu, que foi a melhor música de nossa época. Eu fico feliz com a ideia de que eu fui o arquiteto, um participante e o cronista de um momento-chave da história."
Assim o jornalista norte-americano Al Aronowitz se refere ao clássico encontro que, exatamente há 40 anos, mudou a cara da música pop e da cultura popular, quando, no dia 28 de agosto de 1964, os Beatles foram apresentados a Bob Dylan e este os apresentou à maconha. O encontro, ocorrido no Delmonico Hotel, em Nova York, fez com que ambos artistas começassem a se enxergar como partes de um mesmo universo, cedendo atrativos musicais entre si --não havia mais consumismo infanto-juvenil de um lado e cabecismo adulto do outro, tudo era a mesma coisa. Nascia a música pop moderna. O que a princípio parecia se tornar um breve alô entre jovens ícones se tornou um acelerador para novas certezas que ambas as carreiras vinham desenvolvendo. Fenômeno de mercado, os Beatles eram uma banda elétrica adolescente, cantando baladas de amor e petardos dançantes com maestria inigualável. Já o acústico Dylan nascera na mesma cena folk pacifista que habitava o bairro boêmio do Village e glorificava autores beat e músicos do povo. Mas logo a seguir as coisas mudariam de figura. Dylan abraçaria a guitarra como um violão de maior alcance, ferindo seus próprios fãs puristas com decibéis de eletricidade distorcida, ao mesmo tempo em que deformava a própria lírica das canções de protesto para um panteão bíblico-pop que buscava a pureza da alma americana ao mesmo tempo em que se perdia em seus próprios pecados. Já os Beatles deixariam de lado o iê-iê-iê para mergulhar fundo em si mesmos, emergindo de seu experimentalismo intuitivo - parte nostálgico, parte ingênuo - com o melhor legado que o formato canção conheceu. Aronowitz havia entrevistado John Lennon e descobriu que ele considerava Bob Dylan um "ego igual" e, amigo de Dylan, passou a pensar em como aproximar os dois artistas. Até que, naquele 28 de agosto, Al recebe um telefonema - era Lennon, de passagem com os Beatles por Nova York: "Cadê ele?". "Quem?" "Dylan!". "Ah, ele está em Woodstock, mas eu posso trazê-lo!". "Do it!" (Faça!), mandou John do outro lado da linha, e o jornalista percebeu que podia dar ignição na própria história. Aronowitz combinou com Dylan, que veio acompanhado do roadie Victor Maimudes, ao volante. Com Al no carro, foram em direção a Manhattan, chegando logo ao hotel na Park Avenue. Lá, os três alcançaram o andar em que os Beatles estavam, sendo recebidos por um amontoado de artistas, radialistas, policiais e jornalistas, bebendo cerveja e conversando, que esperavam a vez de entrar na suíte para conversar com os Beatles, que estavam na capa da revista "Life" daquela semana.
Dylan entrou rapidamente, e a recepção foi feita pelo empresário do grupo, Brian Epstein, que, ao perguntar, entre champanhe e vinhos franceses, o que Dylan gostaria de beber, ouviu o pedido por "vinho barato" --para despachar o roadie dos Beatles, Mal Evans, em busca da tal garrafa. O encontro vinha frio, e os Beatles ofereceram pílulas para Bob, que sugeriu que eles fumassem maconha. Os ingleses responderam que nunca haviam fumado - consideravam a maconha uma droga pesada como a heroína, restrita a músicos de jazz e escritores malditos. Pasmo, Dylan perguntou sobre aquela música que eles compuseram sobre estar chapado. Sem entender o que ele queria dizer, o cantor folk citou uma passagem em que os Beatles cantavam "I get high! I get high! I get high!" ("Eu fico chapado"), e Lennon esclareceu que era "I Want to Hold Your Hand", cuja letra, na verdade, dizia "I can't hide! I can't hide! I can't hide!" ("Eu não posso esconder!"). Desfeito o mal-entendido, Dylan sugeriu que todos fumassem um baseado. Os Beatles, Dylan, Mal, Victor, Brian, Al e o assessor de imprensa Derek Taylor se dirigiram ao fundo da suíte do hotel, onde se trancaram e fecharam as cortinas. Bob Dylan começou a enrolar o cigarro, mas deixou o fumo cair por duas vezes, deixando que seu roadie terminasse o serviço. Aceso, o cigarro foi passado para Lennon, que passou a vez para o baterista Ringo Starr, que, por desconhecer os rituais canábicos, fumou-o inteiro, sem passá-lo adiante. Isso fez com que Al incentivasse a produção de mais cigarros - e logo cada um tinha o seu. "Foi muito engraçado!", lembra Paul McCartney em suas memórias, "Many Years from Now", "o negócio dos Beatles era humor, tínhamos muito humor. Havia um lado do humor que usávamos como proteção e, com aquilo ainda por cima, as coisas ficaram mesmo hilárias". "Virou uma espécie de festinha", continua Paul, "voltamos todos para a sala, bebemos e coisa e tal, mas não acho que alguém precisasse de mais fumo depois daquilo. Passei a noite toda correndo para lá e para cá, tentando achar papel e caneta porque, quando voltei para o quarto, descobri o sentido da vida. Queria contar ao meu pessoal como era aquilo. Eu era o grande descobridor, naquele mar de maconha, em Nova York". "Até a vinda do rap, a música pop era largamente derivada daquela noite no Delmonico. Aquele encontro não mudou apenas a música pop, mudou nosso tempo", lembra Al Aronowitz, em sua coluna on-line "The Blacklisted Journalist". Logo depois, Dylan lançaria, em seqüência, os discos "Bringing It All Back Home", "Highway 61 Revisited" e "Blonde on Blonde", enquanto os Beatles trariam "Rubber Soul", "Revolver" e "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band". Pura história.
Trecho do livro "The Love You Make" de Peter Brown - A Vida Escandalosa dos Beatles
Em 28 de agosto de 1964, um evento ligeiro mas auspicioso ocorreu no Hotel Delmonico, de Nova Iorque, que iria afetar a cosnciência do mundo: Bob Dylan fez os Beatles experimentarem Marijuana pela primeira vez na vida. Antes disso, eles rejeitavam a maconha até com paixão; no que lhes dizia respeito, os que fumavam maconha eram viciados, para eles na mesma categoria dos viciados em heroína. Pouco depois da conversão feita por Dylan, eles começaram a compor sob o efeito da erva. Dylan lhes forneceu a chave que abriria uma porta para uma nova dimensão na música pop, e eles levaram a juventude do mundo inteiro a cruzar essa porta com eles. John Lennon há muito tempo esperava conhecer Bob Dylan, apesar de não tanto quanto desejava conhecer Elvis Presley. Para John, Elvis era um Deus que atingira um grau indescritível de santidade. Dylan era um contemporâneo, e para John, apenas um outro competidor, apesar da pontada de inveja que John sentia pelo dom que Dylan tinha para construir suas letras. Fazia pouco tempo que John começara a sentir um interesse especial em escrever suas próprias letras; sua primeira canção introspectiva, autobiográfica, foi Ill Cry Instead, feita para a trilha sonora do primeiro filme dos Beatles, A Hard Day’s Night (Os Reis do Iê-iê-iê), mas que não chegou a ser editada.Eles foram apresentados por um amigo comum, o escritor Al Aeronowitz, que foi um dos primeiros jornalistas a verdadeiramente escrever sobre música pop. Aronowitz fizera amizade com John na primavera anterior, em Londres, enquanto escrevia sobre ele para o Saturdey Evening Post. Nessa época John disse a Aeronowitz que gostaria de conhecer Bob Dylan, mas somente “em seus próprios termos”, pois John achava que se tornara seu “ego gêmeo”. Naquele 28 de agosto, depois de ter tocado no Forest Hill Tennis Stadium, e depois das caras sorridentes dos Beatles terem aparecido na capa do Life, John estava pronto. Aeronowitz chegava de Woodstock, com Dylan, numa perua Ford azul, dirigida por Victor Mamoudas, empresário das turnês de Dylan e seu grande amigo pessoal. No lobby do hotel se viram cercados por uma escolta de dois policiais que os acompanhou até o andar dos Beatles.Quando a porta do elevador se abriu, Dylan e companhia ficaram chocados de ver ainda mais policiais, além de uma dúzia de pessoas conversando alegremente e tomando drinques. Deste grupo, que esperava para poder entrar na suíte dos Beatles, faziam parte vários repórteres, disc-jockeys e os grupos The Kingston Trio e Peter, Paul e Mary.Dylan era mais baixo do que os rapazes pensavam. Após desajeitadas apresentações, oficiadas pelo empresário Brian Epstein, a tensão e o embaraço naquele quarto eram palpáveis. Brian levou os convidados até o living, numa tentativa de evitar que a noite naufragasse. Ele perguntou a Dylan e amigos o que gostariam de beber, e Dylan respondeu: “Vinho barato.”Enquanto alguém foi arranjar o vinho, mencionou-se obliquamente que havia algumas pílulas estimulantes em disponibilidade, mas Dylan e Aeronowitz reagiram fortemente contra essa idéia. Ambos eram na época convictamente antiquímicos, especialmente bolinhas. Já os Beatles tomavam esses estimulantes, nem tanto como drogas, mas como um auxílio para segurar a barra de intermináveis compromissos artísticos e sociais. Em lugar das pílulas, sugeriu Dylan, talvez eles gostassem de experimentar algo orgânico e verde, nascido do doce e macio seio da Mãe Terra. Brian e os Beatles olharam uns para os outros com apreensão. “Nunca fumamos maconha antes”. Brian finalmente admitiu. Dylan olhou, sem acreditar, de um rosto para o outro. “Mas e a canção de vocês?”, perguntou. “Aquela em que vocês dizem que ficam altos?”Os Beatles estavam estupefatos. “Que canção?”, John conseguiu perguntar. Dylan disse: “Você sabe...”, e em seguida cantou: “And when I toutch you I get high, I get high, I get high...”John enrubesceu de tanto constrangimento. Dylan se referia ao grande sucesso da primeira fase dos Beatles, I Wanna Hold Your Hand. “As palavras não essas”, disse John. “São ‘I can’t hide, I can’t hide, I can’t hide’...” O embaraço era total. A confusão de Dylan entre I can’t hide e I get high (não consigo entender e fico alto) demonstrava que fora traído pelo subconsciente, ou talvez fosse aquilo que em língua inglesa se chama wishful thinking, e que poderia ser traduzido, com alguma dificuldade, por "pensamento tendencioso".Dylan resolveu quebrar a tensão acendendo o primeiro baseado. Após dar instruções sobre como se devia fumar, passou-o para John, John pegou o bagulho, mas estava com medo de ser o primeiro a experimentar, e passou-o para Ringo, a quem chamou de “meu provador real”. Ringo mandou ver, e queimou o baseado inteiro sozinho, enquanto Dylan e Aeronowitz enrolavam mais uma meia dúzia.Ringo começou a rir primeiro, provocando a liberação dos outros. Tal como a maioria dos que fumam maconha pela primeira vez, eles achavam muita graça nas coisas mais triviais. Dylan ficou olhando durante horas enquanto os Beatles estouravam de rir, Às vezes com algo autenticamente engraçado, mas na maioria dos casos com pouco mais que um olhar, uma palavra ou uma pausa na conversa. Meses depois, “vamos rir um pouco” virou código para “vamos fumar maconha”.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A PEDIDOS - THE BEATLES - AND YOUR BIRD CAN SING

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Abração para a amiga Suzy Karina. Obrigado pela participação.
"And Your Bird Can Sing" foi lançada originalmente no album Revolver em 1966 no Reino Unido e no album Yesterday...and Today no mesmo ano nos Estados Unidos. A música é creditada à Lennon/McCartney, embora tenha sido escrita por John Lennon. O nome inicial era "You Don't Get Me". Posteriormente Lennon mostrou-se indiferente a esta música, como a muitas de suas composições dessa época, referindo-se a ela como "outra de minhas descartáveis... papel decorado embrulhando uma caixa vazia".
John Lennon faz o solo vocal, com Paul McCartney e George Harrison se unindo a ele na harmonização de alguns trechos. A canção tornou-se memorável pelo seu poderoso riff de guitarras proeminentes, tocadas por George Harrison e Paul McCartney e mixadas de tal forma que deixa de ser um simples acompanhamento. Uma versão desta música, com George tocando sua guitarra Rickenbacker de 12-cordas, foi gravada em 20 de Abril de 1966 mas foi descartada: o grupo gravou a versão que apareceu em Revolver em 26 de Abril. A versão rejeitada, que aparece no album Anthology 2, possui uma seqüência vocal na qual John e Paul estão rindo histéricamente. As notas no encarte de Anthology afirmam que as fitas não indicam a origem do riso.
Uma série de incidentes têm sido sugeridos como inspirações para a letra enigmática da música, que lembram alguns tons de She Said, She Said: Jonathan Gould, no livro Can't Buy Me Love de 2007, afirma que Lennon escreveu a canção em resposta a um comunicado oficial da imprensa promovendo um especial de Sinatra na TV como um show para aqueles que estavam "cansados de cantores jovens vestindo esfregões de pêlos grossos o suficiente para esconder uma caixa de melões". De acordo com o jornalista Richard Simpson, Lennon escreveu a música em resposta a Mick Jagger dos The Rolling Stones que gabava-se de sua namorada pop-star ("bird" na gíria Inglesa) Marianne Faithfull. "And Your Bird Can Sing" foi usada como música tema da série de desenho animado The Beatles durante a terceira temporada.


PAUL McCARTNEY - TAKE IT WAY - REMASTERED 2015

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No dia 2 de outubro, voltam às lojas em versões de luxo dos dois álbuns solo de Paul McCartney, Tug Of War (de 1982) e Pipes Of Peace (de 1983); o primeiro com convidados especiais como Steve Wonder e Carl Perkins. Como preview do que vem por aí, foi divulgada na internet – através da revista Rolling Stone norte-americana – a versão remasterizada de Take It Away, uma das faixas deTug Of War. Os relançamentos são as últimas partes da Paul McCartney Archive Collection, uma série de reedições em versões de luxo de clássicos da carreira solo do músico e também do Wings, supervisionadas pessoalmente pelo artista. Tug Of War, aliás, foi o primeiro disco lançado por Paul após a morte de John Lennon, em dezembro de 1980. Nesta semana, em entrevista à revista inglesa Uncut, o ex-Beatle comentou que, após a morte do colega e amigo, chegou a temer pela própria vida. “Foi estranho, porque nos dias seguintes eu estava sentado em casa, ciente das ameaças, então estava alerta”, ele contou. “Quando olhei para fora, vi alguém com uma porra de uma arma, como uma metralhadora, um rifle. O cara estava com uniforme militar, e então eu vi que tinha toda uma equipe deles. Eu pensei, ‘Minha nossa, o que está acontecendo?’. Não sei o que eu fiz; acho que liguei para a polícia. No fim era uma manobra do exército. ‘Ah, desculpe, essa terra é sua’, [eles disseram]. Não sei como eu sobrevivi a isso. Você pensa que vai acabar morto.”

TEN YEARS AFTER - I'D LOVE TO CHANGE THE WORLD

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Formada por Alvin Lee, Leo Lyons, Chick Churchill e Ric Lee, em 1967, a banda Ten Years After iniciou sua entrada no hall da fama do rock no lendário Club Marquee de Londres. Uma apresentação apoteótica num domingo à noite no clube foi suficiente para torná-los revelação de 1967. O grupo foi convidado a participar do Windsor Jazz and Blues Festival, em 1967, onde roubou a cena do festival e, com isto, marcou sua entrada no show business.

No outono de 1967, assinaram um contrato com a gravadora Decca para seu primeiro álbum. Com lançamento simultâneo nos Estados Unidos, o impacto foi suficiente para o promotor de eventos Bill Graham levá-los para fazerem o show no lendário Fillmore West, famoso reduto de rock dos anos 60/70. Através desta primeira tour nos Estados Unidos a banda ganhou notoriedade e chamou atenção pelo virtuosismo de seu jovem guitarrista, Alvin Lee. Tocando de uma forma singular Alvin cativava a plateia com seus solos e sua rapidez no instrumento, o que o levou várias vezes a ser indicado como o melhor guitarrista dos festivais por onde se apresentavam.

Rapidamente o grupo fez grande sucesso, sendo sempre considerado a atração principal por todos os locais por onde se apresentava. Em 1969 tocaram no festival Woodstock, onde estavam os maiores nomes do rock da época, entre eles, Jimi Hendrix, The Who e muitos outros. Mesmo com uma quantidade enorme de grupos consagrados no festival, o Ten Years After foi convidado para o encerramento de uma das noites, parte nobre dos eventos. Junto com Jimi Hendrix, Alvin Lee foi considerado o melhor guitarrista do festival. levando o Ten Years After a colocar um de seus singles no Top 10 das paradas americanas. Entre 1968 e 1975 o grupo realizou 28 turnês pelos Estados Unidos, e um número ainda superior na Europa e Asia. Durante este período, os maiores sucessos foram “Love Like a Man” (Top 10 nos USA e Inglaterra), “I´d Love to Change the World” (Top 10 na Inglaterra e Top 20 nos USA) e o grande hit de Woodstock, “I´m going Home”, que chegou a obter o primeiro lugar de execução nas rádios americanas por 18 semanas entre 1969 e 1970.

Em 1975, cansados das tours e devido a um desgaste natural de relacionamento, o grupo resolveu se desfazer. Seus integrantes buscariam seus próprios caminhos. Inevitavelmente, Alvin Lee usou toda sua popularidade para desenvolver sua carreira solo. Em 1983, ano em que o Marquee Club completou 25 anos, a banda foi convidada a realizar uma série de shows comemorativos. Novamente os resultados e a aclamação do público foram surpreendentes, porém nem isto foi suficiente para reintegrá-los como grupo novamente. Em 1988 uma proposta milionária dos produtores de festivais alemães, convenceu os músicos a se unirem para se apresentarem em 4 festivais. Novamente os resultados foram surpreendentes e o grupo resolveu gravar um disco pela Columbia Records/Chrysalis, “About Time”. O sucesso do disco levou-os a realizar uma tour pelos USA e Europa para uma série limitada de shows. Em 1994, a banda novamente reuniu-se para as comemorações dos 25 anos do Festival Woodstock , onde gravaram sua apresentação ao vivo para a coletânea do festival. Em 1997, comemorando seus 30 anos de carreira, a banda lança pela Chrysalis um CD comemorativo chamado “Solid rock”, que será lançado durante sua tour pelo Brasil pela EMI / CRYSALIS. O disco possui uma seleção dos melhores momentos da carreira do grupo além de três faixas inéditas.
Na manhã do dia 6 de março de 2013, o lendário guitarrista britânico ALVIN LEE, fundador da banda TEN YEARS AFTER, morreu em decorrência de complicações após uma cirurgia.