sábado, 28 de março de 2015

RINGO STARR - TOUCH AND GO - FROM "POSTCARDS FROM PARADISE"

Esta semana Ringo liberou mais uma faixa do seu mais novo lançamento, seu 18º álbum – “Postcards From Paradise” – dessa vez um rockão cheio de guitarras, “Touch And Go”. Quem quiser conferir de novo as outras três que já apareceram aqui, o link é http://obaudoedu.blogspot.com.br/2015/03/ringo-disponibiliza-faixas-de-postcards.html

SÁBADO SOM II - MAIS LENDAS DO ROCK - ÚLTIMOS DIAS!!!

Depois do sucesso do primeiro "Sábado Som - O blog que se fez livro", nosso amigo João Carlos de Mendonça, nos brinda novamente, com o mais novo lançamento recém saído do forno para nosso puro deleite. O anterior ainda está absolutamente com gostinho de pão recém assado e foi um tremendo sucesso. Esse novo, é ainda mais esclarecedor! Dessa vez, o JC reúne histórias bem contadas sobre The Beatles, Jerry Lee Lewis, os Rolling Stones, David Bowie, James Taylor, Joe Cocker e muito, muito mais! Quem quiser participar dessa festa é só entrar no site:
e fazer o pedido. Super fácil! Lá, você encontrará todas as informaçãoes possíveis sobre o autor e como adquirir seu exemplar. ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL! Mas tem que correr! Adqura agora mesmo o seu! Últimas semanas! Vamo lá, galera! Falta menos de um mês para encerrar a campanha e sequer atingimos 10% da cota.
Para se ter uma ideia, vale muito a pena reler essa bela passagem sobre o fantástico álbum Branco dos Beatles, publicada no "Sábado Som 1". Demais!
Pouco antes de seguirem para um retiro na Índia, os Beatles lançaram um single que já prenunciava que a fase psicodélica,ao menos musicalmente, já tinha ficado prá trás e iriam pegar outra estrada.Mais uma vez, quando todo mundo embarcava numa onda, eles tomavam outros rumos. “LADY MADONNA”, um rock com base no piano, balanço e canto no estilo Fats Domino, coro tipo "music hall", tinha George numa pegada de guitarra arrepiante, dobrando com um saxofone. No Lado B vinha “THE INNER LIGHT”, uma bela canção de Harrison cuja indumentária indiana alicerçava uma linda e terna melodia ocidental. Deixaram as pistas. Prá variar, o ÁLBUM BRANCO surpreendeu. A capa era uma guinada total, imaculadamente "branca", frente e verso, apenas com o nome do grupo em relevo. Nada poderia ser tão oposto à superprodução das inovadoras capas do Pepper e do Magical Mystery Tour. O artista plástico inglês Richard Hamilton teve a ideia, criando no entanto, um “poster” com fotos dos quatro e mais as letras impressas no verso (ou você pendurava o poster ou lia as letras) e mais 4 fotografias avulsas, uma de cada fera. O repertório quase todo composto no “ashram” do Maharishi era tremendamente variado, contemplando diversos estilos. Rock, blues, canções acústicas, country, música vitoriana, vaudeville, baladas e até uma colagem de efeitos sonoros, totalizando 30 canções e muita coisa ficou de fora. Como aperitivo lançaram, durante os trabalhos, o single “HEY JUDE/REVOLUTION”. Lennon mais tarde diria que o disco era quase um trabalho solo de cada um (tava ressentido), mas, no lançamento, em entrevistas, não disfarçava seu orgulho. Ora, tem as demos feitas na casa de Harrison em Esher e várias gravações dos ensaios que nos mostram a banda lá, junta, tocando e cantando. Naturalmente, em razão do tempo, eventualmente eles estavam ocupados cada um numa sala diferente gravando "overdubs" (orquestra, metais ou acrescentando instrumentos). O disco duplo tornou-se clássico graças as canções como “WHILE MY GUITAR GENTLY WIPS”, “JULIA”, “SEXY SADIE”, “BIRTHDAY”, “BACK IN THE U.S.S.R.”, “DEAR PRUDENCE”, “OB-LA-DI OB-LA-DA”, “HAPPINESS IS A WARM GUN”, “I WILL”, “LONG LONG LONG”, “HONEY PIE” e as que serão mencionadas adiante. O fato mais marcante relacionado ao “White Album” e que deu uma publicidade extraordinária ao disco, aconteceu completamente fora do âmbito da banda e de seus mais inventivos divulgadores. É que um maluco psicopata americano, chamado CHARLES MANSON, e seus seguidores, invadiram a residência do cineasta Roman Polanski (que estava na França) e assassinaram sua esposa, a atriz Sharon Tate (grávida) e uns amigos do casal que estavam lá, com requintes macabros e perversos. Violência irracional. Com o sangue das vítimas, picharam a casa com “PIGGIES”, “BLACKBIRD”, “HELTER SKELTER” (títulos das canções do álbum). O disco foi ouvido na íntegra no tribunal. Manson, que alegava ser Jesus, acreditava que os Beatles eram mesmo os 4 Cavaleiros do Apocalipse e que o WHITE ALBUM continha mensagens sub-reptícias a ele dirigidas, autorizando-o a começar a Nova Era (ou coisa parecida). Charles Manson e sua gangue continuam até hoje enjaulados e recentemente foi lançado um filme sobre este absurdo, chamado “Helter Skelter”, bastante esclarecedor. Ele ouvia o disco e ficava mostrando aos outros, "as mensagens". Até passagens bíblicas ele relacionava ao disco e a si mesmo. Um horror!
PS:
- Passei a vista (escondidinho) no aeroporto em um livro com os 100 discos mais vendidos dos anos 60 nos EUA. O primeiríssimo lugar é do ÁLBUM BRANCO.
- George Martin queria lançar um disco simples. Achava que tinha excesso de músicas e que por isso, as vendas cairiam.
-“HEY JUDE”/”REVOLUTION” é o compacto mais vendido da história do rock. - Recentemente um grupo de "blueseiros" americanos regravou o "álbum" completo (sem Revolution 9, claro!).
- “OB-LA-DI OB-LA-DA” é um ska (derivação do reggae) inspirado por um percussonista africano amigo de Paul que usava sempre esse jargão. Macca ficou sabendo que era "iorubá" e significava "life goes on" (a vida segue).
- Paul conta que ao ouvir “WHILE MY GUITAR GENTLY WIPS” ficou maravilhado e Lennon autenticamente emocionado. Eles queriam que George a registrasse ao violão com Paul no órgão e as cordas de George Martin, mas Harrison interpretou a ideia erroneamente como "má vontade" e terminou trazendo Eric Clapton para o estúdio, obrigando os outros a se comportarem direitinho e o arranjo com a banda completa entrou no disco. Tornou-se o clássico que conhecemos.
- No dia 13/2/11 Paul McCartney ganhou o Grammy de “Melhor Execução AO VIVO” pela gravação de HELTER SKELTER.
- O contrabaixo da balada “I WILL” foi gravado com a boca!
- Para o músico LOBÃO, o ÁLBUM BRANCO deveria ser matéria obrigatória do currículo escolar!
- Na época do lançamento do ÁLBUM BRANCO, o poeta CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE traduziu 6 letras do disco para uma reportagem da revista REALIDADE.

Legal demais, né? Pois então. Se você gostou, clique agora e adquira já o seu!
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THE BEATLES - "1" - SENSACIONAL!


O álbum “1” foi lançado nos dias 13 e 14 de novembro no Reino Unido e nos Estado Unidos respectivamente. Embora possa parecer surpreendente, “1” datado de novembro de 2000, foi a primeira coletânea dos Beatles a ser lançada desde 20 Greatest Hits, 18 anos antes, e a primeira a ser lançada em CD. A ideia era simples: reunir todos os sucessos número 1 da banda no Reino Unido e nos Estados Unidos. Apesar de a maioria dos compactos haver chegado ao topo de ambas as paradas de sucessos, a primeira e a última músicas do álbum reforçam que isso nem sempre aconteceu. “Love Me Do” chegou apenas à 17ª posição quando lançada no RU em 1962, mas quando aconteceu nos EUA em 1964, a banda era tão popular que garantia que a música emplacasse no topo, o que de fato aconteceu. Por outro lado, a última número 1 dos Beatles nas paradas americanas – “The Long And Widing Road” – nem ao menos foi lançada no Reino Unido como compacto.

Na versão em vinil, o álbum incluía os quatro famosos retratos do grupo feitos pelo fotógrafo Richard Avedon e um pôster de 61 x 91,5 cm com as fotos das capas de 126 compactos, enquanto o CD vinha acompanhado de um encarte de 32 páginas com prefácio de George Martin e uma página contendo imagens das capas de cada um dos compactos.

A coletânea acabou se tornando o álbum de maiores sucessos mais vendido de todos os tempos. Até então, nenhuma coletânea dos Beatles chegara à primeira posição no Reino Unido, nem mesmo os álbuns “Vermelho” e “Azul”, mas “1” chegou ao topo das paradas tão logo foi lançado. Na primeira semana, o álbum vendeu mais de 300 mil cópias no Reino Unido (60 mil no dia do lançamento), e ao final da segunda, mais de 500 mil cópias já haviam sido vendidas. A coletânea ficou mais de um ano na lista dos álbuns mais vendidos no RU e ocupou a primeira posição por nove semanas seguidas.

O desempenho nos EUA foi ainda mais impressionante. o álbum vendeu mais de meio milhão na semana do lançamento, 5 milhões até o final do primeiro mês no mercado e 8 milhões em menos de um ano. A Billboard o elegeu Álbum do Ano e ofereceu aos Beatles o prêmio de Banda do Ano em 2001, apesar de eles haverem se separado mais de 30 anos antes! Mundialmente, o álbum emplacou nas paradas de 34 países e vendeu fabulosos 23 milhões de cópias nos dois meses seguintes ao lançamento.

GEORGE HARRISON - GOVINDA - RADHA KRISHNA TEMPLE


Após o sucesso do single com o “Hare Krishna Mantra” por Radha Krishna Temple, os planos para um novo, começaram no início de 1970. Outro cântico tradicional, “Govinda”, foi o escolhido. George Harrison produziu a sessão, e também tocou violões. Klaus Voormann tocou baixo, enquanto Ringo Starr pode ter sido o baterista. Os membros do templo contribuiram com vocais, sinos, órgãos e flautas. A canção foi organizada por Mukunda Das Adkikary, com instrumentação de orquestra de John Barham. “Govinda” foi lançada no Reino Unido em 6 de março de 1970, e em 24 de março nos Estados Unidos, com “Govinda Jai Jai” como lado B. Até hoje, a faixa é tocada todas as manhãs em todos os templos da ISKCON ao redor do mundo, a pedido do líder do movimento, AC Bhaktivedanta Swami Prabhupada.

GEORGE HARRISON - IT DON'T COME EASY

RINGO STARR - IT DON'T COME EASY - 10. NOTA DEZ!


Durante todo o processo da separação dos Beatles, talvez quem mais tenha sofrido na berlinda pela pressão dos outros três, da gravadora e de um empresário safado foi simplesmente o baterista que não brigou com ninguém. E ainda quase levou uns sopapos de um enfurecido Paul McCartney quando – a mando de John e George (que não tiveram coragem!) – foi lhe pedir que adiasse o lançamento do seu primeiro álbum em detrimento do “Let It Be”. Apesar dos conflitos internos que passavam os “jovens” ex-Beatles foi durante essa época que sua amizade com George Harrison mais floresceu e se consolidou. Além de George ser o maior colaborador com Ringo, depois do fim dos Beatles. A produção de Harrison para “It Don’t Come Easy” foi um presente que Ringo nunca esqueceu e que queria dividir os créditos da canção com o amigo que preferiu ficar de fora, aparecendo apenas como produtor.

"It Don’t Come Easy" é uma canção de Ringo Starr, produzida por George Harrison, lançada como single pela Apple Records em abril de 1971, atingindo o número quatro tanto nos paradas dos EUA como no Reino Unido. Foi primeiro single de Ringo no Reino Unido, mas seu segundo nos EUA (o primeiro foi " Beaucoups of Blues "), após o rompimento do Beatles .

A gravação da nova composição teve início na noite de 18 fevereiro de 1970 no estúdio 2 de Abbey Road, durante as sessões do álbum Sentimental Journey. No começo do dia, Ringo regravou os vocais para "Have I Told You Lately That I Love You" e "Let the Rest of the World Go By", canções destinados ao Sentimental Journey. Nesta fase, o que viria a ser "It Don’t Come Easy" era conhecida como "You Gotta Pay Your Dues" – Você tem que pagar suas dívidas. Na primeira sessão de gravação, inicialmente George Martin estava produzindo, com Harrison tocando violão e dirigindo os outros músicos, que eram: o próprio Ringo, Klaus Voormann (baixo) e Stephen Stills (piano). 20 tomadas foram feitas entre 19h e 12:30h. Ringo, em seguida, acrescentou um vocal principal e George acrescentou duas partes de guitarras elétricas, terminando às 4 da manhã. Outras versões foram gravadas nos dias seguintes e na gravação final participaram além dos já citados, Ron Cattermole no saxofone e trompete e dois membros da banda Badfinger: Pete Ham e Tom Evans.

"It Don’t Come Easy" foi lançada como um compacto simples (Apple 1831) e estreou na parada da Billboard americana em 1 de maio de 1971. Ele chegou ao número quatro e permaneceu no Top 40 por 11 semanas. A canção só apareceria em um álbum em 1975 na compilação dos maiores sucessos de Ringo, “Blast from Your Pass”.

Quando Ringo gravou uma nova versão de seu hit 1972 "Back Off Boogaloo "para o álbum Stop and Smell the Roses, havia uma referência de "It Don’t Come Easy", juntamente com várias músicas dos Beatles, no backing vocal (arranjado e cantada por Harry Nilsson). Em 1987, uma versão cover foi usada em um comercial para a 7-Eleven usando o slogan "Onde as coisas boas vêm fácil".Ringo incluiu a canção no set list para sua turnê americana de 1989, e uma performance desta canção abria o álbum de 1990 “Ringo Starr And His All-Starr Band”. Em 1991, "It Don’t Come Easy" foi adicionada como faixa bônus para a versão em CD do álbum “Ringo”, juntamente com "Down and Out" e "Early 1970". "It Don’t Come Easy" ganhou uma versão cover feita pela banda americana The Smithereens em seu álbum de 1991, Blow Up. A canção "Don’t Go Where the Road Don’t Go" de seu álbum de 1992 “Time Takes Time” apresenta uma homenagem à música durante a ponte com a linha "Well I said It Don't Come Easy, well I sure know how it feels", algo como "Bem, eu disse que não é seria fácil, sei como se ele se sente ". Na canção "Eye to Eye" de seu álbum de 2003 “Ringo Rama” repete-se algo parecido: "Lembra quando eu disse que não seria fácil, parece que há muito tempo".

sexta-feira, 27 de março de 2015

THE BEATLES - LADY MADONNA

O CASAMENTO DE ERIC CLAPTON E PATTI BOYD


No dia 27 de março de 1979, Eric Clapton se casou com Patti Boyd, ex-mulher de George Harrison. Paul, George e Ringo estavam entre os convidados e todos subiram ao palco para uma jam inacreditável, tocaram inclusive “Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band” dos Beatles. John Lennon, que estava morando nos EUA, teria dito que se soubesse, teria aparecido.

Paul McCartney, Lonnie Donegan, George Harrison e Ringo Starr
  

THE BEATLES - I'VE JUST SEEN A FACE


"I've Just Seen A Face" era uma música que Paul tocava ao piano havia algum tempo. Ele a tocava nas reuniões familiares em Liverpool, e sua tia Gin gostava tanto dela que a canção foi apelidada "Auntie Gin's Theme". A George Martin Orchestra gravou-a em versão instrumental com esse título. A tia Gin era a irmã mais nova do pai de Paul, Jim, e foi mencionada com mais destaque em "Let 'Em In", gravada por Wings, a banda pós-Beatles de Paul. Em 1965, John estava claramente identificado com Dylan, ansiando por (e encontrando) letras que revelassem sua dissonância interior, mesmo quando encobriam os detalhes salientes das fantasias teatrais e dos duplos sentidos. Todavia, enquanto as canções de Paul para o filme ("Another Girl" e "The Night Before") foram menos marcantes naquela hora, as restantes mostraram, de modo significativo, a ampliação de seus horizontes musicais, assim como as canções de John o fizeram em relação às suas ambições literárias. "I've Just Seen a Face" é uma balada folk em dois tempos, com suas guitarras acústicas e tambores escovados cortando uma letra sentimentalmente tensa, cujo tema — a emoção inebriante de se apaixonar — é realçado pelo padrão de acordes descendentes e compassos hesitantes. A letra foi composta com perfeição, cada sílaba sendo precisamente definida no tempo e na rima, de modo a enfatizar a métrica da canção. Basta considerar a forma rígida com que o terceiro verso da melodia foi construído; como suas rimas internas adiantam a narrativa da canção, ao mesmo tempo que reforçam cada batida do seu ritmo frenético. Gravada em 14 de junho de 1965, seis semanas depois da filmagem de Help! e seis semanas antes de a trilha sonora do filme estar pronta para o lançamento, "I've Just Seen a Face", embora seja uma das canções mais ignoradas de Paul para os Beatles, também se encaixa perfeitamente entre as mais importantes. Ele jamais voltaria a escrever uma letra tão sucinta. Em alguns momentos, seria surpreendente pensar que um dia ele tinha conseguido. E foi exatamente a primeira canção que Paul gravou no Estúdio Dois da EMI, naquele dia. Em seguida, veio "Fm Down", a gritaria frenética que ele compôs especificamente para substituir "Long Tall Sally", quase uma década depois de ter começado a apresentar aquele hino excêntrico de periferia, cantado por Little Richard, como seu mais confiável número de exibição nas festas. Em "Fm Down" há a quintessência do roqueiro de banda de garagem, uma queixa afiada que tem partes iguais de guitarra, órgão e trompete. "Plastic Soul, man, plastic Soul", Paul murmurou depois de uma tomada.

quinta-feira, 26 de março de 2015

EXCLUSIVO! McCARTNEY É A NOVA CAPA DA REVISTA Q


Paul McCartney está de volta à capa da revista Q que chega às bancas no Reino Unido no dia 31 de março deste mês (#346) por conta da retomada da turnê ‘Out There’, agora na Europa. Fotografado e photoshopado ao extremo por Alex Lake, o ex-Beatle fala sobre composições como "Yesterday" que está completando 50 anos e suas recentes parcerias com Kenny West, Rihanna e Lady Gagá. O site oficial de McCartney - paulmccartney.com – também já mostra essa mesma imagem logo na entrada. Pena que essa revista ainda não saia aqui na terrinha. Vamos aguardar.

THE BEATLES - I AM THE WALRUS - SENSACIONAL!

THE JEFF HEALEY BAND - HOOCHIE COOCHIE MAN


Road House (Matador de Aluguel) é um filme americano de ação, dirigido por Rowdy Herrington e estrelado por Patrick Swayze como segurança de um bar recém-reformado na estrada que protege uma pequena cidade de um empresário corrupto. Um filmezinho inofensivo como outro qualquer, não fosse a participação mais que especial do grande Jeff Healey. Como esse fantástico guitarrista cego estaria completando apenas 49 anos, fica aqui nossa homenagem.

RINGO É A NOVA CAPA DA ROLLING STONE!


Nosso querido baterista preferido Ringo Starr retorna à capa da revista Rolling Stone pela primeira vez desde 1981 em sua nova edição (americana) a partir desta sexta (27). Prestes a entrar para o Rock and Roll Hall of Fame, na reportagem de capa, Ringo fala sobre altos e baixos da carreira, de possíveis e impossíveis reuniões dos Beatles, do novíssimo álbum "Postcards From Paradise" e também explica porque decidiu ficar limpo a partir de 1988, depois de anos de beber e se drogar. Vamos torcer para que seja capa aqui também. Se não, que traga pelo menos a reportagem na íntegra.

quarta-feira, 25 de março de 2015

ORQUESTRA OURO PRETO - THE BEATLES IN CONCERT

A Orquestra Ouro Preto apresenta nesta sexta-feira (27), no Teatro Municipal Trianon, em Campos dos Goytacazes e no Teatro Municipal de Macaé, no sábado (28), a Série de Concertos The Beatles. As apresentações acontecerão às 20h30. A entrada é gratuita. Os convites serão distribuídos, no dia do concerto, na bilheteria do teatro, uma hora antes do evento. Cada espectador terá direito a dois bilhetes. Sob a regência do maestro Rodrigo Toffolo o concerto propõe uma viagem sonora pela biografia musical do quarteto de Liverpool, a partir de uma combinação inusitada: a união, em um mesmo palco, de uma orquestra a uma banda de rock. O repertório da apresentação abrange todo o período de produção artística dos Beatles, de sucessos que há muito fazem parte do imaginário coletivo até canções menos conhecidas, em arranjos inéditos. Destaques para Come Together, Day Tripper, Yesterday, Help!, Eleanor Rigby, Something e Hey Jude. Os arranjos ficaram a cargo do violinista Mateus Freire. A série The Beatles percorreu diversas cidades, incluindo participação na última edição da International Beatle Week – tradicional evento inglês dedicado à obra dos Beatles –, em Liverpool, onde se destacou em três elogiados concertos, como no Philharmonic Hall de Liverpool, uma das salas mais importantes da Inglaterra.

THE MOPTOPS - QUE DIABO É ISSO?


Sem querer chover no molhado, já cansei de dizer aqui o que penso dessas "melhores bandas covers dos Beatles". Dessa vez o bicho pegou por causa de uma coisa chamada "The MopTops Experience – The Beatles Tribute" - e um vídeo que eu vi no YouTube. Qual a diferença entre uma coisa bizarra e uma coisa bisonha? Sei lá! Assim como centenas de bandas covers dos Beatles que existem pelo mundo afora, inclusive brazucas, esses MopTops também se dizem a melhor de todas elas. E atestam isso de papel passado ancorados em uma talvez longínqua possível semelhança física desses velhos feiosos com os inimitáveis Fab Four no auge da juventude. Algo que mais parece saído de um Freak Show. Formada nos Estados Unidos, vangloriam-se orgulhosos de serem o 'mais fiel espetáculo-tributo aos Beatles do mundo', com sotaques, perucas, roupas, réplicas dos instrumentos, etc. Mas de todas as que já vi e ouvi falar, acho que eles ganham mesmo nesse concurso no quesito de fantasias dos horrores. Confiram o vídeo e digam o que acharam. Eu pessoalmente, não gosto dessas coisas não. Mas acreditem: existe quem prefira os covers aos originais. Ah, e acho que se não tivessem dado tantos closes até poderia passar batido para os mais completos incautos. E acho ainda que o nariz do Ringo é de borracha! A produçãozinha até que ficou meia boca, mas nunca vai passar de mais aquele típico produto daqueles shows de Miami. A parte pobre e praia dos latinos nos States. Vou inventar uma campanha 45 anos depois do fim dos Beatles: "DEIXEM OS BEATLES EM PAZ". "Façam, criem, realizem seus próprios sonhos". Disse o mestre John Lennon. 

ALGUNS DOS VÁRIOS "ÁLBUNS TEMÁTICOS" DOS BEATLES

Todos estes sete álbuns, já estiveram por aqui antes, em postagens individuais e com os links para downloads em 2011 e 2012. Como muita gente pede nos comentários dessas devidas postagens que renove o link para o download, e muitos dos novos amigos não viram essas mesmas, aproveito esta chance de reuní-las todas numa só e dizer novamente que, infelizmente O Baú do Edu não está mais prestando o serviço de disponibilização de downloads dos álbuns desde 2013, por questões de direitos autorais. Ok?

Pode-se dizer com certeza, que 1976 foi quase “o ano da volta dos Beatles”. O empresário Sid Bernstein fez uma proposta milionária para que eles se reuníssem de novo, e a EMI lançou todos os LPs e compactos novamente. Além de um monte de coletâneas bobas que viriam depois (Love Songs, Ballads, Reel Music, etc). ROCK AND ROLL MUSIC foi a primeira delas.
Em janeiro de 1976, os 9 anos de contrato dos Beatles com a EMI expirou. Assinado em 1967, deixava com a EMI os direitos de lançar qualquer disco dos Beatles, além de relançar quando bem entendesse toda a sua discografia. 'Rock'n'Roll Music' foi o primeiro desta nova safra, e a primeira coletânea a abordar um só tema (Rock and Roll) num disco dos Beatles. Este álbum duplo, de capa dupla, idealizado por Roy Kohara e ilustrado por Ignacio Gomes, provocou polêmicas entre os fãs mais conservadores que compravam qualquer coisa "nova" dos Beatles (como eu mesmo), afinal, o que estariam fazendo na capa interna do disco, o desenho de vários ícones americanos num disco de um grupo de rock inglês? Para mim, isso era até compreensível. Mas o pior é que eu achava a capa horrível. Hoje, relembro com saudade e passei até a gostar dela. Das 28 músicas, 20 são da fase 63/66, e 8 são covers. É de se estranhar também porque músicas como 'Got To Get You Into My Life' (um Soul) e 'The Night Before' (bem mais pop do que rock) neste disco de rock. Por que não 'I´ve Got a Feeling' ou 'One After 909' ou 'Everybody's Got Something To Hide except me and my monkey '? Estanhamente, a versão de 'Get Back' não é a completa do Single, mas a do álbum Let it Be, produzida por Phil Spector. As 4 músicas do EP "Long Tall Sally" aparecem aqui em estéreo, assim como 'I´m Down". Como iria se repetir nos lançamentos dos próximos anos, a EMI apenas repetiria músicas já lançadas em coletâneas pouco imaginativas. Mas apesar disso, 'Rock'n'Roll Music' alcançou o 10º lugar em vendagens em 19 de junho de 1976.

No final de novembro de 1977, aproveitando a chegada do natal, a EMI lançou o álbum duplo “Love Songs”, basicamente uma compilação de faixas previamente lançadas em outros discos dos Beatles. As únicas duas que ainda não haviam saído em álbuns britânicos são “This Boy” e “Yes It Is”, ambas gravações em mono remixadas em falso estéreo – apesar de “This Boy” ter sido lançada em estéreo real em um compacto canadense. Além de captar o público natalino, o pacote também tinha como alvo os fãs mais dedicados e colecionadores que compravam todos os lançamentos dos Beatles. Havia outras canções de amor dos Beatles disponíveis que poderiam formar uma compilação bem melhor. Um álbum caro para os padrões da época que não trazia qualquer novidade, exceto o tratamento gráfico e uma foto belíssima de Richard Avedon de 1967.
Um ano depois, não satisfeitos, os executivos da EMI soltaram outra coletânea que novamente não dizia nada: “The Beatles Ballads”. A maioria das faixas desse disco, aparecem em “Love Songs” e, apesar de ser uma compilação melhor, não traz nada de novo, como versões inéditas ou versões em estério lançadas apenas em mono. Uma versão de “Norwegian Wood”, no entanto, foi incluída aqui. Nela, a trilha instrumental aparece no canal direito e os vocais foram mixados no centro. Além disso, alguém nos recônditos da gravadora parece ter embaralhado e invertido o estéreo de “Yesterday”, “You’ve Got To Hide Your Love Away”, “She’s Leaving Home” e “Here, There And Everywhere”. Todas as temáticas possíveis para coletâneas pareciam vir à mente dos homens da gravadora: tivemos o “Rock ‘n’ Roll Music” e as canções de amor – e agora, as baladas. Um álbum possível seria ‘The Songs The Beatles Didn’t Write (As músicas não compostas pelos Beatles) – afinal existem duas dúzias de canções que se encaixariam nesse critério. E poderia ainda haver álbuns centrados em cada um dos integrantes da banda, John Lennon and The Beatles, Paul McCartney and The Beatles, George Harrison and The Beatles e Ringo Starr and The Beatles. Essa ideia soa menos estapafúrdia se levarmos em conta que o álbum “The Best of George Harrison” traz em um dos lados suas melhores no tempo dos Beatles. Resumindo: puro engana-trouxa! Para encerrar, só uma curiosidade: alguém sabia que por muito pouco, essa ilustração da capa do 'ballads' (feinha, na minha opinião) não foi a capa do álbum The Beatles - o nosso álbum branco? 

Em outubro de 1982, os Beatles ja estavam separados há anos e John Lennon já estava morto, mas sempre foram lançadas diversas coleções e CDs dos Beatles após o 1970. em 15 de outubro de 1982, foi lançada a coletânea The Beatles: The 20 Greatest Hits nos EUA e no dia 18 do mesmo mês, foi lançada no Reino Unido. O álbum foi em homenagem aos vinte anos em que o primeiro sucesso dos Beatles havia saído, “Love me Do”, em 1962. Os produtores do disco foram George Martin e Phill Spector, como de costume, todas as vinte faixas lançados nos discos lançados em ambos os países, são de autoria à dupla Lennon/McCartney. O álbum teve grande sucesso, pois contou com dois ou três grandes sucessos dos Beatles em cada ano, de 1963 até 1970. As faixas do álbum lançado no Reino Unido são: "Love me Do", "From me To You", "She Loves You", "A Hard Day's Night", "I Want to Hold Your Hand", "Can't Buy me Love", "I Feel Fine", "Ticket to Ride", "Day Tripper", "We Can’t Work it Out", "Paperback Writer", "Eleanor Rigby", "Yellow Submarine", "Lady Madonna", "Hello Goodbye", "Get Back", "All you Need is Love", "Hey Jude" e "Ballad of the John and Yoko ". As faixas do álbum lançado nos Estados Unidos, são: "She Loves You", "Love me Do", "I Wanna Hold Your Hand", "A Hard Day's Night", "Can't Buy me Love", "Eight Day's a Week", "Ticket to Ride", "Help!", "I Feel Fine", "Yesterday", "Paperback Writer", "We Can't Work it Out", "Penny Lane", "Hello Goodbye", "Hey Jude", "Get Back", "All You Need is Love", "Come Together", "Let it Be" e "The Long and Winding Road", além das versões lançadas nos EUA e no Reino Unido, o disco foi lançado na Europa, Nova Zelândia e outros.



A princípio incluído "gratuitamente" na caixa "The Beatles Collection" de 1978, este álbum foi lançado separadamente apenas em 1979, depois de a EMI ter recebido reclamações quanto à única forma de ter acesso a ele: comprar a coleção completa. Para a maioria dos fãs britânicos, as únicas raridades eram "Across the Universe", anteriormente disponível apenas no álbum beneficente "No One's Gonna Change Our World", hoje fora de catálogo e as versões em alemão de "She Loves You" e "I Want To Hold Your Hand", até então inéditas no Reino Unido. O encarte proclama que as 14 faixas restantes, uma coletânea extraída de compactos duplos e lados B, nunca tinham sido lançadas em álbuns britânicos dos Beatles. Mas, na verdade, isso não se aplica a oito das 17 faixas: "Long Tall Sally", "I Call Your Name", "Slow Down", "Matchbox" e "I'm Down" foram lançadas no "Rock And Roll Music", "Yes It Is" e "This Boy", em "Love Songs"; e "Rain", em "Hey Jude". Apesar de o álbum não conter exatamente o que se pode chamar de "raridades", não deixa de ser uma compilação inteligente de material até então disponível apenas em lados B, compactos duplos e discos lançados em outros países. Porém, este disco não trouxe as tão esperadas versões esteriofônicas de algumas músicas. Apenas quatro das 17 faixas estão em estéreo: "Across the Universe", "Komm Gib Me Deine Hand", "Sie Liebe Dich" e "Bad Boy". Ao trazer uma coletânea de lado B, faixas de compactos duplos e três raridades, este álbum é um bom começo na direção de trazer ao público faixas raras e quase raras e é certamente mais barato do que comprar todos os compactos e fuçar por gravações fora de catálogo. Mas um álbum com raridades de verdade teria sido um lançamento bem mais empolgante.


Quando a americana Capitol Records informou à EMI que pretendia lançar um álbum intitulado "Rarities", a gravadora inglesa supôs que se tratava do mesmo LP exclusivo da caixa The Beatles Collection e decidiu lançá-lo em 29 de outubro de 1979. No entanto, o álbum que a Capitol havia planejado diferia em alguns aspectos daquele compilado pela EMI: o disco seria composto por faixas "raras" do Beatles - mas raras só nos Estados Unidos. Como praticamente todas as faixas do "Rrities" britânico já haviam sido lançadas em álbuns americanos, o que a Capitol fez foi reunir apenas as não lançadas e raridades em todo o mundo. Embora previamente lançadas no EUA, algumas dessas faixas apareceram pela primeira vez em um álbum americano: "Misery", "There's a Place", "Sie Liebe Dich", "The Inner Light" e "You Know My Name". Das dez faixas restantes, sete foram pinçadas de lançamentos ingleses: "Love Me Do", "Help!", "I'm Only Sleeping", "Helter Skelter", "Don't Pass Me By", "Across The Universe" e "Sgt. Pepper Inner Groove".
A versão de "And I love Her" havia sido lançada anteriormente na edição alemã de "Something New", e as outras duas, "I Am The Walrus" e "Penny Lane", são versões novas editadas a partir de outras gravações. No caso de "I Am The Walrus", a faixa foi editada da versão britânica em estéreo com o acréscimo de alguns compassos que apareceram originalmente no compacto americano. A gravação de "Penny Lane" incluída aqui também foi editada da versão britânica em estéreo, com algumas notas do trompete Piccolo que se ouviam no final da música nas cópias promocionais em mono distribuídas para rádios americanas e canadenses. O álbum da Capitol é mais digno do título "Rarities" do que o lançado pela EMI no Reino Unido, que pode ser considerado uma compilação de lados B dos Beatles.

Após o lançamento de três coletâneas consecutivas: Rock And Roll Music, Love Songs e The Beatles Ballads, em 1982 lá vinha mais uma trazendo uma seleção de músicas dos filmes dos Beatles. O álbum traz 4 faixas de A Hard Day’s Night, 3 de Help!, 2 de Magical Mystery Tour, 2 de Yellow Submarine e 3 de Let It Be. Infelizmente, dada a organização do material, não há fluidez em Reel Music. Um álbum dos Beatles com “Ticket To Ride” seguida por “Magical Mystery Tour” e “I Am The Walrus” seguida por “Yellow Submarine” aponta para critérios de seleção singulares.
A capa do disco (horrorosa na minha opinião), que retrata a banda em seus cinco papéis diferentes como astros da tela chegando a um cinema, reflete seu conteúdo e indica um produto comercial produzido às pressas.
Na contracapa há um texto de seis parágrafos que resume a história dos Beatles e sua carreira cinematográfica, destinado principalmente a novos (e jovens) fãs da banda, talvez nem ao menos nascido quando os FAB Four se separaram. Pelo menos, a contracapa informa quem fez cada uma das composições, algo que não acontecia desde “With The Beatles”. O álbum conta ainda com um encarte de 12 páginas com informações breves sobre cada um dos filmes dos Beatles, com desenhos e fotografias.
O álbum foi acompanhado pelo single "The Beatles Movie Medley" /"I'm Happy Just to Dance with You", que veio com uma capa igual a do álbum. O lado A do single traz um medley artificial, na qual trechos de sete músicas do Reel Music ("Magical Mystery Tour", "All You Need Is Love", "You've Got to Hide Your Love Away", "I Should Have Known Better ","A Hard Day's ","Ticket to Ride", e "Get Back") foram editadas para formar uma única faixa. Presumivelmente, isso foi feito para competir com o popular "Stars On 45" medley, lançado com grande sucesso em 1981. O lado B originalmente, era para ser uma entrevista com o grupo apelidado de "Fab Four on Film", que foi registrado durante a filmagem de A Hard Day's Night, em 1964. Mas a Capitol/EMI Records, no entanto, não conseguiu obter as permissões necessárias para utilizar a entrevista e eles colocaram "I'm Happy Just to Dance with You" que apareceu no filme A Hard Day's Night, mas que não foi incluído no álbum Reel Music.

THE BEATLES' MOVIE MEDLEY - RARÍSSIMO!


Na esteira do sucesso mundial de 1981-82 de “Stars on 45”, um medley que contava com uma voz convincente e parecidíssima com a de John Lennon e fora executado pelo Starsound, grupo holandês que homenageava os Beatles, a Capitol Records decidiu realizar seu próprio medley dos Beatles. Ela o fez sem o consentimento da banda, usando as fitas máster originais. O medley que contém trechos de “Magical Mystery Tour”, “You’ve Got To Hide Your Love Away”, “I Should Have Know Better”, “A Hard Day’s Night”, “Ticket To Ride” e “Get Back”, foi lançado como compacto em 30 de março de 1982. Todos os trechos eram de faixas do recém lançado “Reel Music”. Enquanto isso, no Reino Unido, a EMI Records decidiu que a edição e reunião de diferentes gravações dos Beatles era inaceitável e impediu o lançamento do álbum, embora já tivesse lhe conferido um número de catalogação. A quantidade de pedidos de cópias importadas dos EUA foi tão alta que a EMI enfim cedeu e lançou o disco em no dia 25 de maio de 1982. Apesar da relutância inicial da EMI, o single alcançou as paradas de sucesso britânicas pouco tempo depois, chegando à sétima posição. Esse disquinho hoje em dia, é considerado ítem de colecionador, e uma cópia original vale uma grana.

PAUL McCARTNEY & WINGS - BAND ON THE RUN - ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!

Por Márcio Ribeiro - http://whiplash.net/

Este ano, o álbum Band On The Run está completando 42 anos de lançamento. Este é um disco dos mais especiais na carreira de Paul McCartney, e que efetivamente mudou esta carreira. Para quem não lembra, ou não estava vivo na época, o Beatle Paul não era mais o mesmo aos olhos do grande público e da maioria dos críticos. Apesar de seus discos em carreira solo venderem mais do que os de um artista comum, havia sempre a sensação de que estes primeiros trabalhos após o fim da dupla Lennon-McCartney, não estavam à altura de sua capacidade quando com os Beatles. Indiscutivelmente um ás quando se tratava de criar uma melodia que agradasse os nossos ouvidos, Paul continuava a conseguir colocar seus compactos nas paradas de sucesso. Seu primeiro album, chamado simplesmente de McCartney, apesar de atingir No.1 em vendas no ano de 1970, não teve nenhum lançamento em compactos, portanto nenhuma canção nas paradas. A canção “Maybe I’m Amazed” deste disco seria um sucesso sete anos mais tarde por conta de sua excursão americana em 1977. Sua primeira visita as paradas de sucesso na década de setenta foi com “Another Day”, que chegou a No.2 no UK e No.5 nos USA. “Uncle Albert/Admiral Hasley”, retiradas do album Ram, disco que chegou em No.2, só agradou o mercado americano, chegando ao topo das paradas da Billboard, mas foram completamente ignoradas em sua terra natal. Por outro lado, sua tentativa de se equiparar ao seu ex-sócio no quesito de canções com cunho político, encontrou em “Give Ireland Back To The Irish,” primeiro compacto dos Wings lançado em 1972, poucos aplausos. Ainda assim, a canção se posicionou entre os vinte mais no Reino Unido. O compacto sequer apareceu nas paradas americanas. Ao ser criticado por lançar algo tão político, sua resposta foi lançar uma ciranda infantil chamado “Mary Had A Little Lamb.” Ironicamente, a canção de fato agradou e foi erguido a um honrosso No.6 no Reino Unido e No.28 no amplo mercado americano. O curioso “Hi Hi Hi” foi outro lançamento que pouco ajudou o grande público a voltar a abraçar o artista como em outros tempos. Ainda assim, ganhou um No.5 no UK e No.10 nos USA, não exatamente posicionamentos para seu típico fracasso. Nenhum destes compactos foram retirados de material dos seus albuns, salvo “Uncle Albert/ Admiral Hasley.” O terceiro álbum, Wild Life, inaugurava a nova banda de Paul McCartney, o Wings. O disco atinge No.10 como sua pontuação mais alta. Apesar de não se tratar de um disco ruim, em termos de vendas, este recebeu a pior resposta do público para um de seus lançamentos. Novamente podemos lembrar que haveriam centenas de bandas que venderiam a alma por um No.10, mas de um nome como Paul McCartney, todos experam muito mais. O disco não ofereceu nenhuma canção para as paradas. Nada parecia agradar inteiramente a expectativa que se tinham para o Beatle Paul. A redenção começava exatamente em 1973. Primeiro foi com seu primeiro hiper mega sucesso, “My Love”, tranquilamente sua melhor composição desde “The Long And Winding Road.” A canção retirada do razoável disco, Red Rose Speedway, leva Paul McCartney novamente a No.1 nas paradas mundiais. Depois veio o também instigante compacto “Live And Let Die”, trilha sonora do filme homônimo do agente-secreto James Bond. Paul McCartney se torna o primeiro artista pop a contribuir com a canção tema para a serie, que chegou a curiosa posição de No.(00)7 na Inglaterra, e No.2 nos USA, perdendo apenas para “Touch Me In The Morning” de Diana Ross. A canção também faz parte de uma trilha sonora, Lady Sings The Blues, que conta a historia de Billy Holliday, e estrelada por Ross. Mas foi em dezembro, com Band On The Run que Paul McCartney conquistou todos, os seus criticos, como também o público geral, e não apenas os fãs do Paul ou os órfãos dos Beatles. Este é o disco que renovou a moral do artista e obrigou as pessoas a levar Paul e depois sua banda Wings, um pouco mais a sério. O album foi e voltou das paradas de sucesso tantas vezes que praticamente freqüentou as paradas durante todo o ano de 1974. Em seu primeiro pique, durante os meses entre dezembro e março, Band On The Run saiu em No.33 e chegou em seu auge ao No.7 no mês de fevereiro. Depois de uma queda, voltou a subir chegando a No.1 em abril. Tudo isto sustentado em parte, na força do compacto “Jet/Let Me Roll It.” O álbum caiu novamente retornando mais uma vez a No.1 em junho após o lançamento de outro compacto, “Band On The Run/Zoo Gang.” O álbum desceria para No.2 e então retornando pela terceira vez a No.1 em julho, já seis meses após seu lançamento. Depois disto, o album conseguiu ficar dependurado nas paradas em diversas posições entre os cem mais até novembro. Despencou mais ainda permanecendo nas paradas de sucessos entre os 200 mais, até desaparecer definitivamente em 199o lugar em maio de 1975. Isto quer dizer que o album permanesceu nas paradas de sucesso interruptamente durante dezesseis meses, um feito que não é visto muitas vezes. Curioso é que, ao analisar as questões envolvidas na gravação do disco, este, de todos os outros discos, foi o que encontrou a maior quantidade de dificuldades e portanto, seria teoricamente o mais apto a fracassar. Alguns dos envolvidos no projeto concluem que foram justamente estas ditas dificuldades que uniram o grupo para produzir cada um, o seu melhor. Problemas começaram a partir dos ensaios, que foram iniciados no final de julho de 1973, pouco depois da excursão inglêsa dos Wings, que promovia o álbum Red Rose Speedway. A banda nesta ocasião era formado por Paul e Linda McCartney, ex-Moody Blues Denny Lane, ex-Grease Band Henry McCullough e baterista Denny Seiwell, um americano que Paul e Linda conheceram em Manhatten supostamente pedindo esmola na rua. Os ensaios foram realizados na fazenda dos McCartneys em Campbeltown, na Escócia. Logo na primeira semana de ensaios, a relação entre Paul e Henry, que já andava estressado durante a excursão, voltara a ser tensa. Henry McCullough cansado das exigências musicais do Paul, sempre determinando como tudo tem que ser feito, abandonou o ensaio, deixou a fazenda, a Escócia e não olhou para tras. Embora um pouco irritado com o ocorrido, Paul sabia que para gravar o novo disco, ele poderia tranquilamente dividir com Denny Lane os solos e que tudo estava contornável. Pensando em uma mudança de cenário, McCartney pediu à EMI uma lista de seus estúdios pelo mundo afora. Na lista, considerações cairam para Bombaim na India, Beijing na China, Rio de Janeiro no Brasil e Lagos na Nigeria. Ganhou a Nigéria simplesmente pelo fascínio de se gravar na Africa. Sessões foram marcadas para setembro, mas na véspera de viajar, o baterista Denny Seiwell telefona para dizer que ele não vai. A ideia de gravar na Nigéria lhe pareceu demasiadamente esdrúxula, talvez. Paul resolve então assumir a bateria e o grupo, agora um trio, viaja assim mesmo, aterrisando em Lagos no dia 30 de agosto.

Ao chegarem em Lagos, logo perceberam quão mal planejado fora todo o projeto. Descobriram que o país estava sobre domínio militar já fazia sete anos e que soldados com metralhadoras poderiam ser encontrados em qualquer ponto da cidade. Viram um grande numero de pessoas pedindo esmola, mas o que lhe parecia mais absurdo era que muitos destes eram leprosos, andando no meio do povo. Ficaram chocados ao encontraram varias valas com esgoto a céu aberto ao lado das ruas. Rapidamente perceberem também que absolutamente nada era resolvido sem molhar a mão de alguém. O clima de Lagos também foi motivo para desânimo. Setembro sendo véspera da estação de chuvas, o calor era insurportável e isto teve seqüelas. Certa noite Paul não conseguiu encontrar ar. Ele foi para a rua tentar respirar ar puro mas era uma noite de calor tão abafada que ele acabou desmaiando. Linda o acudiu, apavorada pensando que ele estivesse morto. Levado a um hospital, o médico, sem encontrar motivo para alarde, apenas recomendou que Paul pare de fumar ou pelo menos diminua consideravelmente o seu hábito. Em Londres, um médico concluiu que ele sofrera de um espasmo dos brônquios. Todas essas coisas trouxeram uma certa tensão para o projeto, mas o pior ficaria para o primeiro dia de trabalho. O estúdio da EMI ainda não estava completamente construido, iniciando uma caça à microfones, necessidade de molhar a mão das pessoas para acelerarem a construção da cabine a prova de som, e terminar de instalar a fiação da mesa de som. Com o trio, veio o engenheiro de som Geoff Emerick, ás que participara de inúmeros projetos dos Beatles como Revolver, Sgt. Peppers e Abbey Road. Seus conhecimentos e habilidades definitivamente foram postos à prova neste projeto. O gravador do estúdio era uma velha Studer de oito canais de segunda mão, que provávelmente já vira melhores dias. A tropa alugou duas casas, relativamente perto uma da outra. Uma para a familia McCartney, outra para a equipe, que compreende Denny Lane, Geoff Emerick e os dois roadies, Ian e Trevor. Na Escócia, onde a maior parte das músicas foram efetivamente compostas, Wings havia gravado uma série de fitas demos, com as novas canções e seus arranjos rudimentares. Em uma caminhada entre a casa de Denny Lane e seu bangalô alugado, Paul e Linda são assaltados por cinco homens armados com uma faca. Perderam dinheiro, toca fita e as fitas demos com todo o material. A partir deste momento, o trabalho de gravar as músicas, que alias ainda não havia começado porque o estúdio não estava pronto, ficou em segundo plano. A primeira exigência recaía agora em Paul com a ajuda de Linda e Denny, tentarem lembrar as músicas novas, não necessariamente as letras que estavam anotadas em papel, mas como elas eram tocadas e qual eram seus arranjos, informações perdidas naquelas fitas. Se não bastassem estes incidentes, Paul McCartney ainda foi acusado por um ativista Nigeriano de ter vindo para seu país para explorar os músicos locais. Seu acusador, o ativista politico e percussionista Ransome Kuti, foi ao estúdio para acusá-lo frente a frente. Paul prontamente mostrou o material e explicou que o que estava ali poderia ser gravado em qualquer lugar no mundo. A partir deste momento, Paul para evitar qualquer outro desintendimento, preferiu não convidar nenhum músico nigeriano a participar do projeto. Assim, é Paul que você ouve tocando congas.

Ginger Baker que estava morando em Lagos nesta época e tinha montando um estúdio lá, fez alguma pressão para que Paul gravasse em seu ARC Studios. Diplomata como Paul é conhecido por ser, tirou um dia para ir até o estúdio de Baker com a banda e lá gravaram Picassos Last Words. O chocalho que se ouve na canção é Ginger Baker e dois de seus empregados sacudindo um balde com carvão. Lentamente, as canções foram gravadas em camadas até que ao final de três semanas, haviam gravado as canções “Band On The Run”, “Jet”, “Bluebird”, “Mrs. Vanderbilt”, “Let Me Roll It”, “Mamunia”, “No Words”, “Picassos Last Words (Drink To Me)”, “Nineteen Hundred and Eighty Five”, e “Helen Wheels”, além dos instrumentais “Zoo Gang” e “Seaside Woman” (que acabaria sendo lançado com o nome “B Side To Seaside”) em 1977, Wings usando o pseudônimo de Suzie & The Red Stripes. De volta a Londres no dia 23 de Setembro, os trabalhos recomeçariam no album no inicio de outubro. AIR Studio que pertence ao amigo George Martin é utilizado para passar as fitas existentes em oito canais para dezesseis canais. O saxofonista de Liverpool Howie Casey (ex- Howie Casey & the Seniors) é chamado para colocar solos em “Bluebird” e “Mrs. Vanderbilt.” Também em Londres, através de uma sugestão do Ginger Baker, foi chamado o nigeriano Remi Kabaka para fazer percussões em “Bluebird.” Para o toque final, Paul McCartney chama Tony Visconti para arranjar e conduzir uma orquestra para unir a parte lenta inicial de “Band On The Run” com a segunda parte mais ritimada. Como as duas partes estão em tempos diferentes, Visconti conta que aqueles cinco compassos deram muito trabalho para serem tocados em perfeita sincronia com o que estava na fita já gravada. Para estes cinco segundos de musica, Visconti utilizou uma orquestra composta de cinqüenta e cinco musicos. O efeito conceitual seria o de representar a explosão, os naipes “furando” a parede prisioneira e a banda, ou bando, se tornando fugitiva. Visconti depois foi convidado para arranjar outras musicas no album, acabando responsável pelos arranjos do quinteto de saxofones em “Jet”, o quarteto de cordas em “No Words”, como também as cordas, clarinete e fagote em “Picassos Last Words”. Antes de terminarem as sessões e partirem para as mixagens, Wings ainda tiraram a oportunidade para gravar “Oriental Nightfish” com Linda McCartney nos vocais. A canção seria usado em 1978 para a trilha de um desenho animado do mesmo nome. As mixagens foram realizados em três dias no Kingsway Studios na primeira semana de outubro. As temáticas das canções não são necessariamente claras ou lógicas. Várias das historias contadas, a começar pela música titulo, não chegam a lugar nenhum. Segundo conta Paul, a letra de “Band On The Run” nasceu de uma frase dita por George Harrison durante uma reunião na Apple Records em 1969. A frase foi “If I ever get out of here”, corrigindo-se em seguida para, “if we ever get out of here.” Harrison na ocasião comentava como para ele, os Beatles eram como uma prisão. Paul pegou a frase e utilizou-a em uma música parcialmente inspirado no fato de que a polícia havia confiscado suas plantas de maconha encontrados em sua fazenda. Paul evitou ser preso alegando que ganhara várias sementes e sem saber do que se tratava, plantou tudo. McCartney denota a vontade da polícia de punir o uso de canabis embora permita legalmente o uso e abuso de álcool. Na mesma época integrantes de outras bandas como Eagles e Byrds estavam tendo problemas similares com a lei e Paul tenta escrever algo comentando que é o sistema que tenta colocar artistas como criminosos e não uma opção do artista. A canção não lida realmente com nenhum destes assuntos, embora estes tenham sido as faíscas iniciais de inspiração. Ao ler a letra de “Jet” por exemplo, fica claro que a canção não é sobre um jato, mais parece sobre uma menina. O nome é de um filhote negro de labrador do casal Paul e Linda. “Mamunia” é uma ode para os benefícios da chuva, coisa pouco conhecido em Los Angeles, mas intensos em lugares como Lagos. A palavra porém vem do árabe e significa ‘abrigo seguro.’ Em um passeio pelo Marrocos, Paul e Linda conheceram o hotel Mamounia que oferece um enorme e lindo jardim repleto de flores e vegetação. Mas esta não é a única canção cujo tema aparentemente nada tem a ver com seu título.
“Mrs. Vanderbilt” oferece uma fantasia como letra. A familia Vanderbilt é uma rica e influente família americana de Nova York cuja fortuna vem da ferrovia. Foram os donos originais do Grand Central Station, do Madison Square Garden e em outros tempos, possuiam o terreno hoje conhecido como o bairro do Bronx. “No Words” é tido por alguns como uma carta aberta para John Lennon. A canção é a primeira do Paul McCartney em parceria com Denny Lane. Há também muita comparação com John Lennon em relação a canção “Let Me Roll It.” Inclusive é o próprio Paul quem aponta para suas similaridades com “I Want You (She’s So Heavy)” ambas com uma estrutura e letra simplista.
“Helen Wheels” é o nome que o casal deram para o Jeep da família. O nome é um trocadilho com Hell On Wheels (Inferno sobre rodas). Paul tenta com essa letra descrever a viagem da Escócia até Londres via a M6, rodovia principal que liga o norte com o sul da ilha. É sua tentativa em criar uma letra inglesa dentro da mesma temática da canção “Back In The USA” de Chuck Berry, canção que cita diversas cidades americanas. Desta maneira, a canção cita cidades como Glasgow, Carlisle, Kendal, Liverpool, Birmingham e Londres. “Helen Wheels” não pertence ao disco e sim trata-se de um compacto do grupo lançado em final de outubro, dois dias antes da sessão de fotos que registrou a capa do disco. Seu lado B, “Country Dreamer” foi gravado no ano anterior na mesma sessão que produziu “Hi Hi Hi” e “Live And Let Die.” A canção portanto conta com Henry McCullough e Denny Seiwell. Contúdo, “Helen Wheels” é mencionada aqui pois acabaria entrando no álbum quase exclusivamente na prensagem americana. No Brasil, a canção saiu apenas em compacto no ano de 1974. “Picassos Last Words (Drink To Me)” tem suas diversas partes fatiados de propósito. Seria a forma musical encontrado por Paul de representar o cubismo tão celebre na obra de Pablo Picasso. A letra e música foram compostas na Jamaica enquanto o casal e familia estavam de ferias. Dustin Hoffman e Steve McQuenn estavam filmando Pappillion e as três celebridades se encontaram. Em um jantar, Hoffman muito intrigado sobre como funciona a inspiração de um compositor é informado por Paul que não é muito diferente de um ator. Surge um tema e se cria a partir deste tema. Em um segundo encontro, Hoffman começa a contar sobre um artigo na revista Time sobre a morte de Pablo Picasso e como na noite anterior ele havia brindado com os amigos dizendo “Bebam à minha saúde. Vocês sabem que não posso beber mais.” Picasso depois teria ido pintar até três da manhã antes de ir dormir. Acordou na manhã seguinte com dores no peito e sem conseguir se levantar, morrendo poucos minutos depois de um infarte. Paul pega então um violão e imediatamente começa a tocar e cantar a canção. Desde então, Hoffman comenta que depois de ver seus filhos nascerem, este foi o grande momento de sua vida. A de ver arte nascendo do criador diante de seus olhos. A parte em francês não é o próprio Picasso falando como muitos pensavam. Trata-se de um comercial sobre viagem retirado gravado de uma estação de rádio. Aqui Paul repete uma ideia utilizada em “I Am The Walrus” inserindo material aleatório retirado do rádio. A intenção é para reforçar o clima francês, nacionalidade do pintor. Já “Nineteen Hundred and Eighty Five” (1985) nasceu pura e simplesmente da frase “No one ever left alive in nineteen hundred and eighty five”, uma rima que Paul criou e achou interessante. O autor garante que não tem nenhuma relação consciente com 1984 de George Orwell.

Outro assunto que traz algumas perguntas é a confecção da capa do álbum Band On The Run. Nela vemos nove homens, vestidos iguais, supostamente com roupas de penitenciarios, pegos de surpresa por uma luz de holofote. A ideia é uma tradução óbvia para um disco que se chamaria Band On The Run - É creditado a Linda McCartney a ideia de trazer pessoas conhecidas para pousar para a capa, ao invés de simplesmente usarem modelos anônimos. São eles da esquerda para direita, Michael Parkinson, Kenny Lynch, Paul McCartney, James Coburn. Linda McCartney, Clement Freud, Christopher Lee, Denny Lane e John Conteh. Foram reunidos todos no domingo do dia 28 de outubro, a lado da parede lateral de Osterley House, uma casa construida no século 16 no terreno hoje conhecido como Osterley Park. O fotografo escolhido foi Clive Arrowsmith, que colocou um holofote de teatro sobre os personagens e de uma palanque, tirou várias fotografias. Linda também tirou várias polaroids do pessoal se preparando momentos antes de tirar as fotos.

Paul contratou a firma Hipgnosis para registrar a realização da sessão fotográfica para a capa, possivelmente movido pela experiência vivida na realização da capa de Sgt. Peppers, que não teve maiores registros afora uma série de fotos. Antevendo um possivel interesse futuro na realização desta capa, o registro em filme foi feito em 16mm e dirigido por Barry Chattington. Teve após edição e montagem, uma duração total de sete minutos e trinta e cinco segundos. O material acabou sendo utilizado primeiro durante a excursão americana dos Wings no ano de 1976. O álbum Band On The Run é lançando no dia 5 de dezembro nos Estados Unidos, e 7 de dezembro no Reino Unido. Com doze dias de vendas, o álbum se tornou disco de ouro. Seria votado pela revista Rolling Stones como Album do Ano e seria o disco mais vendido no Reino Unido durante o ano de 1974.

Grande sucesso comercial, se analisarmos atentamete, perceberemos que as canções no geral não oferecem necessariamente letras brilhantes, tampouco as músicas estão entre as melhores do compositor Paul McCartney. Entretanto, é um álbum onde a execução está primorosa, especialmente se analisarmos a bateria executada por Paul McCartney. Mas acima de tudo, há uma produção extremamente caprichosa. Este é o grande triunfo que Paul McCartney oferece no disco. Um gostinho de acabamento Beatle, encontrado em obras como Sgt. Peppers e Abbey Road.

KENNY LYNCH / MISERY - A 1ª COVER DE UMA CANÇÃO DOS BEATLES

Kenny Lynch, nascido em março de 1938, é um Inglês cantor, compositor, artista e ator. Participou e apareceu em vários programas de variedades na década de 1960. Na época, Lynch estava entre os poucos negros cantores da música pop britânica. Ele tinha vários singles de sucesso no Reino Unido no início da década de 1960, incluindo dois Top Ten hits, " Up On The Roof ", em dezembro de 1962, e "You Can Never Stop Me Loving You" em junho de 1963. Lynch também fazia parte do staff de Brian Epstein e excursionava juntamente com Helen Shapiro e os Beatles. Também ficou conhecido por um single, também emitido em 1963, o primeiro cover de uma canção de Lennon & McCartney - “Misery”, que não emplacou. John e Paul haviam escrito “Misery” para que fosse gravada por Helen Shapiro, mas ela estranhamente recusou. Lynch continuou sua trajetória na TV, nos palcos e na música e, curiosamente foi convidado por Paul McCartney em 1973 para ser um dos elementos da “banda em fuga” que aparece na capa do álbum “Band On The Run”. É isso aí. Abração!

THE BEATLES - SHOUT! SENSACIONAL!

Sem dúvida, “Shout” se destaca como uma versão vigorosa do clássico de 1959 dos Isley Brothers. Foi a única vez que os Beatles apresentaram a música – mas que apresentação dinâmica! Os quatro dividem o vocal e a plateia os acompanha cantando “Shout” (grite). Paul começa em seu melhor estilo rock’n’roll, seguido por George e depois por Ringo. No fim John entra e altera a letra “Everyone fuckin’ shout!”. A apresentação dessa música foi gravada junto com “Love Me Do Medley” para o especial de televisão ‘Around The Beatles’ de 1964. As filmagens ocorreram em 27 e 28 de abril, nos estúdios da Wembley TV. A primeira transmissão foi em 6 de maio e o lançamento somente em 29 de abril de 1985, pela Dave Clark International, por meio da Picture Music, subdivisão de vídeo da EMI.

sábado, 21 de março de 2015

STRAWBERRY FIELDS - THE BEST OF THE BESTS?


“Strawberry Fields Forever” foi escolhida a melhor música dos Beatles de todos os tempos, em uma enquete organizada pela revista britânica NME. Além dos repórteres do periódico, nomes como Pete Townshend, do The Who, e George Martin , produtor da banda, também participaram da votação. Outros artistas como Dave Grohl, Julian Lennon, The Vaccines, Suede, Nile Rodgers, The Libertines, Noel Gallagher, Matt Bellamy of Muse, The Beach Boys’ Brian Wilson, Royal Blood, Arctic Monkeys e Johnny Marr também escolheram sua favorita. Lançada em fevereiro de 1967 ao lado de Penny Lane – como duplo lado A, as duas foram posteriormente incluídas na edição americana - e atualmente mundial do disco Magical Mystery Tour, a música marca um dos momentos de maior experimentação do grupo. “Strawberry Fields Forever” foi escrita por John Lennon, e é creditada à dupla Lennon & McCartney. 
"Viver é fácil, se você fechar os olhos". É basicamente isso. Se perguntassem para mim se era essa, ou aquelas outras tantas, poderia ser que não fosse exatamente essa. Talvez nem tivesse pensado em inclui-la na minha lista. Mas daria um jeito de aparecer entre as minhas 10 mais. Ora! Essa coisa de lista não existe mais faz muito tempo. Talvez, nunca tenha contado de fato. Pelo sim, pelo não, deixe sua opinião se "Strawberry Fields" é a sua melhor ou não. Participe! Sua musica preferida pode ser a próxima postagem. And... "Let Me Take You Down, Cos' I'm Going To... Strawberry Fields, Nothing Is Real... And Nothing to get houngabout - STRAWBERRY FIELS FOREVER!!!
Aqui, logo abaixo, a gente confere o que disse Steve Turner no seu livro "The Beatles - A História Por Trás De Todas As Canções".

No outono de 1966, John Lennon foi para a Espanha filmar o papel do soldado Grippweed no filme “How I Won The War”, de Richard Lester, – “Como Ganhei a Guerra”. Foi o primeiro Beatle a realizar um trabalho sem os três companheiros. Entre as cenas na praia de Almeria, ele começou a compor “Strawberry Fields Forever”, uma música concebida para ser um blues arrastado. A canção começou com o que viria a ser o segundo verso da versão gravada. Era uma reflexão sobre a convicção de que desde a infância ele sempre fora, de alguma forma, diferente dos demais, de que via e sentia coisas que os outros não viam ou sentiam. Na versão mais antiga de suas fitas na Espanha, ele começa com: “ No one is on my wavelenght”, para depois mudar a frase para “No one i think is in my tree”, aparentemente para disfarçar o que poderia ser visto como arrogância. Ele estava dizendo que acreditava que ninguém conseguia se sintonizar com sua forma de pensar e que, então, devia ser ou um gênio (“high”) ou louco (“low”). “Eu pareço ver coisas de uma maneira diferente das pessoas”. Foi apenas no take 4 da fita de composição que ele fala dos Strawberry (sem o “forever”) e, no take 5, acrescentou a frase “nothing to get mad about”, que depois foi alterada para “nothing to get hung about”. Ele já estava usando um modo deliberadamente hesitante – “er”, “that is”, “I mean”, “I think” – para reforçar que essa era uma tentativa de articular conceitos que não podem ser colocados em palavras. Ao retornar à Inglaterra, John trabalhou na música em Kenwood, onde o verso final foi incluído. Foi só no estúdio que ele a terminou, acrescentendo o verso de abertura, o que ajuda a explicar por que a introdução dá a sensação de não fazer parte do resto da canção.

Na versão completa, um lugar é criado para representar um estado da mente. Strawberry Field (John acrescentou o “s”) era um orfanato do Exército da Salvação na Beaconsfield Road, Woolton, a cinco minutos de caminhada de sua casa em Menlove Avenue. Era uma enorme construção vitoriana em um terreno arborizado aonde o jovem Lennon ia com sua tia Mimi para os festivais de verão, mas também um lugar onde ele entrava sorrateiramente a noite e nos fins de semana com amigos como Pete Shotton e Ivan Vaughan para fumarem e beberem escondidos. Strawberry Field era o playground de John Lennon. Essas visitas ilícitas eram para John como as fugas de Alice pela toca do coelho e através do espelho.

Ele sentia estar entrando em outro mundo, um universo que era mais próximo do seu mundo interior, e na vida adulta ele associaria esses momentos de alegria com sua infância perdida e também com uma sensação de psicodelismo, neste caso sem drogas. Na entrevista de 1980 para a Playboy , John declarou que “entrava em alfa” quando criança e via “imagens alucinatórias” de seu rosto quando se olhava no espelho. Ele disse que foi só quandio descobriu o trabalho dos surrealistas que percebeu que não era louco, que não era o “único”, e sim membro de “um clube exclusivo que vê o mundo desse jeito”. “Strawberry Fields Forever” foi a primeira gravação do que viria logo em seguida: o magnífico SGT. PEPPER’S. Estranhamente, o compacto “Strawberry Fields Forever” / “Penny Lane” não foi imediatamente para o primeiro lugar, como era costume há vários anos. 
 

sexta-feira, 20 de março de 2015

20/03/1969 - JOHN & YOKO FINALMENTE CASAM-SE EM GIBRALTAR


Há 46 anos, no dia 20 de março de 1969, John Lennon e Yoko Ono se casaram em Gibraltar. Apenas com uma diferença de uma semana da união de Paul e Linda. Mas era essa união, de John e Yoko, que definiria radicalmente os destinos da música pop, dos Beatles, e deles mesmos. Não deixe de conferir a postagem "A BALADA DE JOHN LENNON & YOKO ONO". Somente aqui no nosso Baúzão de lembranças.