terça-feira, 29 de julho de 2014

THE BEATLES - MAD DAY OUT - UM DIA NA VIDA


O dia 28 de julho de 1968 -  um domingo, entrou para a história como “MAD DAY OUT”, um dia em que os Beatles saíram completamente da rotina exaustante das gravações do álbum branco, para passarem o dia posando para centenas (talvez, milhares, sem exagero) de fotos feitas por um time de fotógrafos comandados pelo experiente Don McCullin em em St Pancras Gardens, jardins da igreja que leva o nome, em Londres.
Precisavam fazer essas fotos porque sabiam que seu material de divulgação para o novo disco da Apple estavam velhas, e mostravam uma imagem “ultrapassada”. Várias dessas fotos foram usadas para a promoção de novos singles e o próximo álbum, o “Branco”.
Naquele dia, eles fizeram o que tinham de fazer: relaxaram, e aceitaram bem às sessões com tantos fotógrafos. Todos se comportaram bem e a imagem que passavam era a de que estavam felizes. Os Beatles escolheram Don McCullin (veterano de guerras) como fotógrafo oficial. Mas também havia mais outro grupo de fotógrafos: Tom Murray, Tony Bramwell, Ronald Fitzgibbon e Stephen Goldblatt.
Com seu estilo característico, McCullin usou cerca de 15 rolos de filme para registrar a banda da Old Street até a área de Limehouse, voltando até a casa de Paul no bairro St. John’s Wood. Embora a existência das fotos fosse conhecida por muitos, quase todas essas imagens permaneceram inéditas. Para a geração que viveu aqueles anos, elas despertam lembranças comoventes de uma antiga juventude. Para os mais jovens, apresentam o vislumbre da história concentrado em um único dia.
No dia 12 de novembro de 2010 foi lançado o livro “Mad Day Out”, repleto de fotografias dos Beatles naquele dia. Muitas delas inéditas! A edição é limitadíssima. Foram apenas cem cópias acondicionadas dentro de uma embalagem especial que imita uma caixa de bombons, produzida em cetim estampado. Os livros são numerados e assinados a mão pelo autor, o renomado fotógrafo e cineasta Stephen Goldblatt. “Mad Day Out” tem 110 páginas, e custa a bagatela de U$ 495.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

THE BEATLES - I'M DOWN - SEMPRE SENSACIONAL!

PAUL & WINGS - SOILY - BABACEIRA TOTAL!!!

JULIAN LENNON - VALOTTE



 Não deixe de conferir a superpostagem sobre esse álbum, publicada em 15 de outubro de 2013: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2013/10/julian-lennon-valotte-1984.html

GEORGE HARRISON - DEEP BLUE


"Deep Blue" é uma canção de George Harrison lançada como lado B de seu single de "Bangla Desh " de 1971. Harrison escreveu a canção em 1970, no meio das sessões para seu álbum triplo All Things Must Pass, e gravou em Los Angeles, no ano do concerto . A letra foi inspirada pela condição de deterioração de sua mãe antes de ela sucumbir ao câncer em julho de 1970, e pelas visitas freqüentes de Harrison para vê-la no hospital, no norte da Inglaterra. Dado o tema, a música serviu como um comentário sobre a doença generalizada e doença entre os milhões de refugiados de guerra de Bangladesh. Bem recebida pelos críticos de música, "Deep Blue" não estava disponível oficialmente há mais de 30 anos depois de aparecer no single. Nesse anos ganhou a reputação de um grande "perdido" Lado B. Só veria a luz do sol novamente em setembro de 2006, quando a EMI incluiu a canção como faixa bônus na reedição do álbum Living in the Material World.



RONNIE VON – O PRÍNCIPE QUE PODIA SER REI

Ele poderia ter sido piloto de avião. Economista, talvez. Ou simplesmente se deitado no berço esplêndido de onde viera. Mas não. Tornou-se cantor quase por acidente; bateu de frente com Roberto Carlos sem intenção; foi fundo na psicodelia, apesar de não ter experimentado drogas alucinógenas; conheceu o sucesso popular meio que por acaso. Também – e isso por muito querer – tornou-se uma “mãe de gravata” e desafiou a morte. Enfim, Ronnie Von nunca se deteve diante da vida e buscou fazer diferente. Aos 70 anos, completados no dia 17, Ronaldo Lindenberg von Schilgen Cintra Nogueira ganhou a biografia Ronnie Von – O príncipe que podia ser rei (Planeta), dos jornalistas Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel. É mesmo um presentão. Recheado de fotos e com a discografia completa, a narrativa – resultado de 100 horas de conversa com Ronnie, além de entrevistas com 50 pessoas que convivem ou conviveram com ele – apresenta um retrato simpático do biografado. Por vezes recai mais num perfil, evitando polemizar ou aprofundar-se em assuntos mais difíceis. Mas carrega como maior mérito conseguir traduzir a trajetória de Ronnie Von, que nunca se deteve em um só aspecto. Ronnie Von é hoje um senhor que conversa amenidades de toda sorte (e com conhecimento de causa) em programa diário que, a despeito de seu alcance limitado (o Todo seu é exibido pela TV Gazeta, disponível apenas em São Paulo), é referência no país (houve quem apostasse que ele seria o substituto de Hebe Camargo). Também tem seu lado empresário, mas o que interessa aqui são os diferentes matizes que compõem seu passado.
Apaixonado pelos Beatles e com um fraco pelo existencialismo, foi alçado ao posto de novo ídolo jovem na década de 1960 graças a uma versão para um lado B de Rubber soul, dos Beatles. Com a ajuda do pai, que nem em seus maiores pesadelos poderia imaginar um filho cantor, Ronnie criou a versão para Girl, de Lennon e McCartney (um dos primeiros a verter os Beatles no Brasil). Meu bem foi a porta de entrada para o universo jovem. Em contraponto ao Rei Roberto, Ronnie – com seus cabelos longos e aquele rosto de parar o trânsito – tornou-se o Pequeno Príncipe. Não entrou para a Jovem Guarda – Roberto inclusive proibia que artistas que participassem de seu programa fossem ao dele –, mas conseguiu virar febre da juventude. Os então recém-formados Mutantes se tornaram sua banda de apoio e, na virada dos 1960 para os 1970, no auge da popularidade, Ronnie gravou três álbuns que só foram compreendidos 30 anos mais tarde. A chamada fase psicodélica, que gerou os LPs reeditados recentemente Ronnie Von (1968), A misteriosa luta do reino de parassempre contra o império de nunca mais (1969) e Máquina voadora (1970), fez dele objeto de culto mundo afora. Na segunda metade dos anos 1970 se reconciliou com o público mais popular. Virou figura fácil dos programas de auditório comandados por Silvio Santos e voltou a fazer muitos shows com seu viés de cantor romântico. Até que pouco antes da virada dos anos 1980, passou pelos maiores percalços da vida – fim conturbado do primeiro casamento e diagnóstico de uma doença rara, que lhe tirou os movimentos e o levou a ser desenganado pelos médicos. Ronnie Von sobreviveu a tudo, criou os filhos (até hoje ganha presente no Dia das Mães) e deu outro foco tanto à carreira quanto à vida pessoal. É o produtor Arnaldo Saccomani, que trabalhou a seu lado durante anos, quem o melhor o resume: “Você vê que ele sempre buscou a diferenciação. Buscou ser uma pessoa distante da Jovem Guarda. Às vezes de maneira correta, às vezes de maneira errada, não importa. O que importa é que ele nunca foi na mesmice”. RONNIE VON – O PRÍNCIPE QUE PODIA SER REI - De Antonio Guerreiro e Luiz Cesar Pimentel - Editora Planeta, 120 páginas, R$ 34,90.
Trecho: “Quando, em 15 de outubro de 1996, Ronnie estreou O pequeno mundo de Ronnie Von na mesma Record, Roberto Carlos sentiu o seu castelo estremecer. Nos bastidores, alguns pauzinhos foram movidos e os convidados do Jovem Guarda ficaram impedidos de entrar no mundo de Ronnie. Mas, apesar disso e da gritante carência de recursos, o programa decolou. Decolou tanto que apenas dois meses depois, segundo conta quem estava no estúdio, o Rei teria colocado uma foto do Príncipe na sua frente e cantado, com a ajuda dos pulmões e do fígado, a música "querem acabar comigo/ isso eu não vou deixar”.
Aqui,a gente confere Ronnie Von interpretando o astro Ricky Ricardo em dois momentos no Filme 'Janaína, A Virgem Proibida', produção de 1972 - "Minha gente amiga" e "Cavaleiro de Aruanda", que explodiu naquele ano. E embaixo “Meu Bem”. Abração Ronnie Von! Vou comprar hoje mesmo!

domingo, 27 de julho de 2014

SEAN LENNON - (The Ghost of a Saber Tooth Tiger) - "Moth To A Flame"

Sean Lennon falou bastante a respeito do futuro sombrio do planeta na campanha que fez com outros artistas contra a extração de gás (“fracking”), mas isso não foi nada perto da terra devastada que ele mostra no vídeo de "Moth to a Flame", do Ghost of a Saber Tooth Tiger, projeto dele ao lado da namorada, Charlotte Kemp Muhl. Após uma enorme explosão acabar com a humanidade, ele fica vagando pelo planeta tentando sobreviver até ser capturado por um grupo de mulheres selvagens. Essa faixa encerra o segundo disco da banda, Midnight Sun, que saiu em abril. “Cristalizamos nosso próprio estilo de psicodelia pós-moderna”, contou Sean Lennon à Rolling Stone EUA. O duo experimentou com técnicas de gravação bizarras e, em certo momento, ele pendurou violões na bateria, produzindo um efeito grave em cada batida. "Temos a tendência de inventar bastante com o nosso som. Microfonamos as coisas à distância ou perto demais", contou ele. Para ele, o processo meticuloso vale a pena. “Apesar de as pessoas não escutarem mais álbuns, ainda somos fãs de álbuns completos. Queríamos que fosse bastante satisfatório do começo ao fim.”

JOHN LENNON E SEU PRECIOSO GREEN CARD

No dia 27 de julho de 1976, após anos de briga judicial com a imigração norte-americana, John Lennon recebe finalmente o "Green Card", documento que autoriza sua permanência definitiva nos EUA. Ele o recebeu do Juiz Ira Fieldsteel o seu Green Card, que lhe permitia entrar e sair livremente dos EUA. John declarou na época que agora fará “o que todo mundo faz, ou seja, cuidar da vida, esposa e filhos”. Ele ainda diria que só voltaria a gravar um disco quando Sean completasse 5 anos de idade. “Não quero que aconteça o mesmo que aconteceu com Julian, que eu mal vi crescer”.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

IMAGEM DO DIA - QUE PORRA É ESSA?


GEORGE HARRISON - WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS - SENSACIONAL!


No dia 25 de julho de 1968, George Harrison gravou sozinho a versão acústica de “While My Guitar Gently Weeps” com voz e violão. Muitos dizem que John Lennon teria se emocionado ouvindo esta versão. Pessoalmente, eu acho isso quase impossível, se tratando daquela época. Mas vamos lá.
"While My Guitar Gently Weeps" é uma canção dos Beatles composta por George Harrison, está no álbum The Beatles ou Álbum Branco de 1968. De acordo com Harrison, a inspiração para a música veio da leitura do "I Ching", e foi baseada no conceito de que tudo é relativo, em oposição ao conceito de que tudo é mera coincidência.
 Tendo esta idéia do relativismo na casa de seus pais, em Liverpool, durante um período de férias, Harrison começou a escrever uma música com base nas primeiras palavras que ele viu após abrir o livro aleatoriamente. Essas primeiras palavras foram "gently weeps" (suavemente chora). Então, imediatamente, começou a canção. A letra é simples, com basicamente conselhos de vida, sempre seguidos da frase "Enquanto minha guitarra chora suavemente." Muitos fãs acreditam que exista uma pista sobre a "Lenda da morte de Paul McCartney", e que no final os gemidos de George são lamentações pela perda do amigo. Segundo George Martin, John Lennon e Paul McCartney subestimaram a música, que depois se tornaria um clássico. Eles a gravaram no dia 16 de agosto com mais de 14 takes, alguns acústicos e nenhum agradou George. Ele dizia que John e Paul tocaram com muito desânimo e desdém "Eles não levaram o trabalho a sério e acredito que nem se esforçaram para tocá-la direito." Mas sua forma de revolta não poderia ser mais criativa: Eric Clapton conta que Harrison falava da música e de repente disse que "ele bem que poderia participar do disco" ao que Clapton respondeu: "Os outros Beatles não iriam gostar!" e George subitamente respondeu: "Não tem nada a ver com eles, a música é minha."
 No outro dia, lá estava Clapton no estúdio com sua Gibson Les Paul, fazendo o solo da "guitarra que chora". Segundo Harrison: "A presença de Clapton no estúdio serviu para desanuviar as tensões entre o grupo e eles tiveram uma melhora em seu comportamento durante sua presença." Ringo Starr completou: "Foram dias memoráveis, Eric era muito divertido." Porém alguns tem dúvidas de que o solo usado no disco não foi o que Clapton gravou apenas pelo fato do trabalho seguinte, o "Abbey Road", ter um estilo semelhante tocado por George (possivelmente por influência do amigo). Harrison disse sobre o solo: "… Então Eric tocou, e eu achei que ficou realmente bom. Ouvimos e ele disse ‘tem um problema, não está Beatle o bastante.’ Então colocamos o ADT (automatic double-track) para incrementar um pouco." A versão acústica está no disco Anthology 3 e no retrabalho LOVE, com arranjo orquestrado por George Martin. Quem esteve na gravação original: George Harrison – vocal (double tracking), vocal de apoio, guitarra base, órgão Hammond; John Lennon – guitarra; Paul McCartney – vocal de apoio, piano, órgão, baixo de 6 cordas; Ringo Starr – bateria, tamborim; Eric Clapton – guitarra solo. "While My Guitar Gently Weeps" é a 2ª canção de George Harrison mais regravada por outros artistas. Só perde para “Something”. Alguns que já tiraram uma casquinha: Jake Shimabukuro, Vinnie Moore, Peter Frampton, Russ Freeman, The Jeff Healey Band, Kenny Lattimore, Phish, Kenny Rankin, The Rippingtons, The Punkles, Spineshank, Joe Louis Walker, The Muppets, Les Fradkin, Toto, Eric Roche, Damon and Naomi, Rick Wakeman, Todd Rundgren, M.O.P. , Wu-Tang Clan,Martin Luther McCoy, Doyle Dykes, The Grey Album - DJ Danger Mouse's, Marc Ribot, Lemon Demon, Nan Vernon, Jimmy Ponder, Derek Webb, Powderfinger, Dante Leon, Hank Marvin, Carlos Santana, Girl In A Coma, Lisa Marie Presley.

CONVIDADOS MAIS QUE ESPECIAS: SUPERTRAMP - FREE AS A BIRD



Não deixe de conferir a superpostagem do Supertramp, publicada aqui em 4 de setembro de 2010:
 http://obaudoedu.blogspot.com.br/2010/09/superbandas-inesqueciveis-supertramp.html

 

A SENSACIONAL PROMOÇAO DE RINGO STARR AND HIS ALL STAR BAND


E atenção, atenção, negada! Durante esse finalzinho do mês de julho (já?) - més do aniversário do Ringo, quem deixar seus comments no Baú, estará concorrendo à incrível Box Set "Ringo Starr &he All Star Band - Anthology... So Far" – com nada menos que 3 CDs gravados ao vivo. São 48 faixas com alguns dos maiores sucessos de Ringo Starr e uma superbanda só de feras. Uma peça que, sem dúvida, não pode faltar na coleção de nenhum Beatlemaníaco que se preze.
Aqui, a gente confere a resenha desse álbum triplo, escrita por Márcio Ribeiro, em 9 de agosto de 2001 para o megasite Whiplash. http://whiplash.net/materias/shows/000899-beatles.html
Embora Ringo houvesse prometido se aposentar no final do ano passado, tocar é sua paixão, portanto aqui está ele, excursionando os Estados Unidos novamente. País este que sempre teve um carinho especial para aquele que já foi chamado na imprensa do passado de “o patinho feio dos Beatles”. Evidentemente que como todo empreendimento de grande escala, a excursão também está coincidindo com o lançamento do Box Set "Ringo Starr & The All Star Band - Anthology... So Far" que teve lançamento no dia 24 de julho, e que deve render ainda um DVD homônimo, com lançamento marcado para outubro. O show prometia ser uma confraternização de beatlemaniacos saudosos pela luminosidade mágica que só um beatle reluz. E de fato, o show inteiro foi em um clima calmo e agradável, como um piquenique, tendo boa parte do povo estirado na grama e curtindo prazerosamente. O PNC Art Center é um bonito e agradável anfiteatro construído em uma colina, permitindo boa visibilidade do palco, mesmo da última fila. Tem uma parte coberta com cadeiras e no lugar de uma arquibancada, oferecem o gramado da própria colina, a céu aberto. A casa estava repleta de crianças que, graças a um acordo promocional entre o PNC e a produtora representando Ringo, permitiu a entrada gratuita para menores de doze anos acompanhados dos pais. Isto reforçou ainda mais o ar relaxante e familiar que se fez sentir durante toda esta tarde de verão. O show abre com "Photograph" sendo aplaudida de pé a entrada de um Ringo, aos sessenta e um anos de idade, que continua cantando bem, com sua voz caracteristicamente anasalada. Ele emenda em seguida com "Act Naturally", a primeira da noite entre aquele material considerado repertório Beatle, gerando ainda mais aplausos e cantoria do publico animado. Ringo é o eterno "boa praça", ideal para ser o mestre de cerimonias desta banda, que oferece uma pequena seleção de personagens famosos no meio musical. O primeiro destes a apresentar um número seu, é ninguém menos que Greg Lake, que para o meu espanto, se aventura em apresentar um classico do progressivo, lembrando os tempos de sua passagem pelo King Crimson. A canção é "In The Court of The Crimson King", tema que deu origem ao nome daquela banda tão importante para o rock progressivo. A versão é bem executada, onde evidentemente a tecnologia do Ano 2000 contribui. Lake ainda cantaria mais duas canções, das quais somente "Lucky Man", grande hit do trio Emerson, Lake & Palmer nas rádios AM de então, iria causar a maior reação por parte dos presentes. The All Star Band, nesta que já é sua sétima edição, tem em seu plantel, além de Greg Lake, os talentos do ex-Supertramp Roger Hodgson, que nos agraciou com ótimas versões para "The Logical Song", "Give A Little Bit" e "Take The Long Way Home", sendo possivelmente depois de Ringo, o mais festejado pelo público. A extremamente talentosa Sheila E, cuidando das percussões e assumindo a bateria enquanto Ringo vai à frente cantar, também tem seu momento no show com seu hit "Love Bizzare" e "Glamorous Life". Nos teclados, Howard Jones, que esteve muito na moda nos anos oitenta, oferece o seu sucesso de 1986 "No One Is To Blame". Mark Rivera nos sopros, volta para o escrete dos All Stars, depois de uma passagem na banda do Billy Joel. Embora ele não teve destacado um número para cantar, encantou todos com a sua versatilidade musical, tocando ora sax tenor, sax soprano, gaita, guitarra, teclados, congas, e ainda ajudando nos backing vocals. Por ultimo, destaca-se Ian Hunter, celebre membro do Mott The Hoople, que evidentemente ofereceu para o público "All The Young Dudes", canção hino daquela banda setentista. Sua voz não é mais a mesma que há vinte anos atrás, mas ele ainda consegue agradar. Você pode estar pensando, "Puxa, e o Ringo? O que sobrou para ele?" e eu te respondo, em um show de duas horas e pouco, Ringo canta um total de doze musicas, cinco das quais, dos Beatles. Bem divididos em momentos espaçados, permitindo assim um descanso razoável para sua voz, Ringo cantou "Boys", "You're Sixteen", "Yellow Submarine", "I'm The Greatest", "No No Song", "Back Off Boogaloo", e "I Wanna Be Your Man", fechando o show com " It Don't Come Easy". Quanto a detalhes técnicos, o som estava perfeito, como normalmente acontece no PNC. Em dois momentos Ringo chegou a se queixar aos técnicos que o volume do baixo estava excessivamente alto para ele, porém para o público, o problema não chegou a incomodar. Estando em pleno verão, e apesar do calor fenomenal, ainda mais debaixo dos holofotes, Ringo brinca com o publico, anunciando que... "normalmente eu e a banda deixaríamos o palco agora, aguardaríamos alguns minutos enquanto vocês (o público) enlouquecem, e voltaríamos em seguida. Porém está quente demais para isto, portanto eis o bis" que consistiu em apenas duas músicas, seguindo rigorosamente o programa de toda a excursão até aqui. A primeira, "Don't Go Where The Road Don't Go" de seu disco solo "Time Takes Time" lançado em 1992 e fechando a noite, o querido e antológico "With A Little Help from My Friends". A banda sai do palco e ao que consta, enquanto parte do povo ainda esta aplaudindo, Ringo já está subindo em uma van e seguindo direto para o seu hotel, evitando assim o trânsito. Enquanto eu me preparo para a minha odisséia da volta para casa, não posso deixar de reparar os sorrisos nos rostos dos demais, aguardando como eu o trem chegar. Ninguém está muito agitado. Estamos todos na paz de Ringo.

Gostaram? Então tratem de escrever. Quem fizer mais comentários a partir de hoje (em qualquer uma das postagens de julho), terá mais chances e estará participando do sorteio desse superdiscaço do nosso Ringão! Não perca tempo! Participe! O sorteio será no dia 31 de julho. No dia 1º de agosto, começa a promoção Bangladesh. Boa sorte, meus amigos! Agora, a gente fica com a All Starr em dois momentos: em 1997 com o incrível Peter Frampton (It Don't Come Easy) e essa formação que aparece nesse discaço da promoção com o incrível Roger Hodgson (2000). Abração, pessoal!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A VIDA CURTA DO GENIAL PETER SELLERS

Richard Henry Sellers, mais conhecido como Peter Sellers, foi um ator, comediante e cantor inglês, mais conhecido pelo público através de suas caracterizações em muitos filmes, entre eles, o Inspetor-Chefe Clouseau da série de filmes A Pantera Cor de Rosa. Mas nós, beatlemaniacos de verdade, sabemos que ele e os rapazes de Liverpool tinham muito em comum. Sellers fazia parte da gangue de “The Goon Show” que os jovens Beatles adoravam, e era George Martin quem produzia. Depois participou do show “The Music Of Lennon & McCartney”, e mais tarde faria um boa dupla com ninguém menos que Ringo Starr.
Sellers nasceu em 8 de setembro de 1925, em Southsea, um subúrbio de Portsmouth, uma cidade do condado de Hampshire, na Inglaterra e morreu em Londres, há exatos 34 anos, no dia 24 de julho de 1980. Tornou-se famoso com a série de rádio da BBC The Goon Show, antes de se lançar em uma carreira cinematográfica de sucesso internacional. Sellers foi o mais famoso intérprete do inspetor Jacques Clouseau, da série A Pantera Cor-de-Rosa.
Além de Clouseau, Sellers criou personagens antológicos como o sinistro Dr. Strangelove (Doutor Fantástico) e o jardineiro Chance do filme Being There ("Muito Além do Jardim"). Na vida real, tinha uma relação estranha com a mãe dominadora e submeteu suas mulheres e filhos a torturas psicológicas. Em uma entrevista ele disse: "odeio tudo o que eu faço, não sei como vocês gostam". Em 1964, aos 38 anos, quando filmava a comédia de Billy Wilder Kiss Me, Stupid, Sellers sofreu uma série de ataques cardíacos (13 em alguns dias), que permanentemente danificaram o seu coração. A condição de Sellers deteriorou-se quando ele adiou tratamento médico adequado e optou por "curandeiros psíquicos". Ele também teve um marcapasso implantado no final de 1970, o que lhe trouxe mais problemas consideráveis. Um jantar-reunião foi agendado em Londres, com os seus parceiros do Goon Show, Spike Milligan e Harry Secombe, para finais de Julho de 1980. Mas, em 22 de Julho, Sellers entrou em colapso a partir de um ataque cardíaco em seu quarto de hotel Dorchester e entrou em coma. Ele morreu em um hospital de Londres, pouco depois da meia-noite de 24 de julho de 1980, aos 54 anos. Foi socorrido por sua quarta esposa, Lynne Frederick, e três filhos: Michael, Sarah e Vitória. Embora Sellers tenha entrado com um processo de exclusão de Lynne Frederick de seu testamento, uma semana antes dele morrer, ela herdou quase todas as suas propriedades, num valor estimado em 4,5 milhões de euros, enquanto seus filhos, receberam R$ 800 cada. Quando Frederick morreu de alcoolismo, em 1994, aos 39 anos de idade, sua mãe Iris havia herdado tudo, inclusive todos os rendimentos e royalties de trabalho dos vendedores. Quando Iris Frederick morre, a fazenda inteira vai para Cassie, a filha que Lynne teve com seu terceiro marido, Barry Unger. O filho de Sellers, Michael, morreu de um ataque cardíaco aos 52 anos, durante cirurgia, em 24 de Julho de 2006 (exatamente 26 anos após a morte de seu pai). Michael tinha sobrevivido por sua segunda esposa, Alison, com quem se casou em 1986, e seus dois filhos. Em seu testamento, Sellers solicitou que a canção de Glenn Miller "In the Mood" fosse tocada em seu funeral. O pedido é considerado o seu último toque de humor, já que ele odiava a peça. Seu corpo foi cremado, e ele foi enterrado no Golders Green Crematorium, em Londres. Em 1994, as cinzas de sua viúva, Lynne, morta naquele mesmo ano, foram na mesma sepultura de Sellers.


Em homenagem ao grande Peter Sellers, a gente confere novamente aí embaixo, a matéria legal com o filme “The Magic Christian” – estrelada por Ringo e o genial Peter Sellers que foi publicada aqui no Baú em 11 de dezembro de 2012. Abração!

RINGO STARR & PETER SELLERS - UM BEATLE NO PARAÍSO

O filme The magic christian, no Brasil "Um Beatle no Paraíso" é uma a comédia maluca, dirigida pelo inglês Joseph McGrath em 1970, que fez com que o ex-Beatle Ringo Starr emplacasse de vez no cinema. Seu estilo descontraído lembra o do irreverente Richard Lester, que dirigiu os filmes do auge da carreira dos Beatles: Os Reis do Iê-iê-ie e Help! Um Beatle no Paraíso (The Magic Christian) procura debochar ale¬gremente daquilo que há de mais tradicional no cotidiano da vida dos londrinos: dos refinadíssimos teatros, que somente encenam Shakespeare, aos pobres e grotescos filmes dos inúmeros cinemas especializados em horror. Ringo Starr faz o papel de um pobretão, que é repentinamente adotado por um aventureiro milionário e tremendamente diabólico (Peter Sellers). As divertidas situações vividas pelos dois, em meio a cores maravilhosas e imagens fantásticas, transformam o filme Um Beatle no Paraíso numa divertida fantasia, no melhor estilo dos contos de fadas. O filme conta ainda no elenco com Cristopher Lee, Roman Polanski e Raquel Welch, belíssima na época.

Além disso, destaca-se também a trilha sonora que traz nada menos que três canções gravadas pela banda inglesa Badfinger: "Come and Get It" de Paul McCartney, "Carry On Till Tomorrow" e "Rock Of All Ages". Quando McCartney soube que o filme estava sendo rodado em 1969, fez a demo de "Come and Get It" em menos de uma hora, sozinho no estúdio. Depois levou a canção para apresentá-la ao grupo Badfinger que se dispôs a gravá-la mudando-a e adaptando-a ao seu estilo. McCartney não concordou, eles poderiam gravá-la, mas sem mudar um acorde sequer. E assim foi feito, e a canção se tornou o primeiro grande sucesso da banda. A versão demo de Paul pode ser conferida no 'Anthology 3' dos Beatles.
Aqui, a gente confere o trailer original e logo embaixo, para quem quiser, o filme inteiro, só que em inglês, sem legendas. Abração, pessoal!

PAUL & RINGO - 50 ANOS DEPOIS...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

THE BEATLES - MAGICAL MYSTERY TOUR - TRAILER HD

RINGO STARR - CAVEMAN - SENSACIONAL!

“Caveman”, no Brasil “O Homem das Cavernas” é um filme de 1981, comédia, dirigido por Carl Gottlieb e estrelado pelo nosso incomparável Ringo Starr. Foi durante as filmagens, que em 1980, Ringo conheceu Barbara Bach e se casaram em abril de 1981.
“O Homem das Cavernas” conta a história de um homem pré-histórico que vive o drama de amar a mulher do chefe de uma tribo inimiga. A história começa a “zilhões” de anos antes de cristo, e conta história de Atouk (Ringo), um homem pré-histórico e sua paixão pela mulher do chefe de uma tribo rival.
Ele sai pelo deserto para encontrar a garota de seus sonhos e vive uma série de aventuras. A comédia é estrelada por Ringo Starr, Dennis Quaid, Shelley Long, Barbara Bach e grande elenco. Mostra o cotidiano dos homens das cavernas, sua evolução e sociedade da forma mais hilária possível. A linguagem do filme são somente algumas palavras e grunidos pré-históricos, o que torna o filme universal.
Atouk aprende os segredos do fogo, como cozinhar a carne, a desenvolver armas de luta e se defender de monstros brutais. Tudo isso enquanto busca por sua amada Lana (Barbara Bach). Ela é a sexy namorada do grandalhão Tonda, o chefe de uma tribo hostil e rival. Lana não dá bola para Atouk e ele - acidentalmente - se torna líder de um novo grupo formado por um velho cego, um anão e um casal gay entre tantos outros tipos engraçados e rejeitados por outras tribos.
O filme tem seus deslizes, do ponto de vista histórico, quando coloca no mesmo ambiente e período, homens e dinossauros. Do período paleolítico ele não leva em consideração suas especificidades, do tipo: os homens andavam nus. Mas é uma boa diversão e, ora, estrelado por Ringo e Barbara Bach, gostosíssima. Aqui, a gente confere a hilária cena da invenção da música e logo embaixo o filme inteiro. Abração!

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - IT'S ALL TOO MUCH


“It's All Too Much” (algo como ‘Tudo É Demais') é uma canção dos Beatles que aparece no álbum Yellow Submarine de 1969. Foi escrita e cantada por George Harrison para sua então esposa na época, Pattie Boyd. Foi originalmente gravada em 1967, logo depois do lançamento de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band e estava escalada para aparecer no próximo álbum, Magical Mystery Tour, mas foi adiada.

“It's All Too Much” foi gravada nos Estúdios De Lane Lea, sendo uma das poucas músicas dos Beatles que não foram gravadas nos Estúdios Abbey Road. É uma das duas únicas músicas deles que contém retorno de guitarra, o popular feedback (a outra sendo I Feel Fine). A canção tinha o título provisório de "Too Much". Uma mixagem monofônica, com mais de 8 minutos de duração, contendo letra extra e um final mais longo, nunca foi lançada em lançamentos oficias.

“It's All Too Much” contém algumas linhas tiradas de outros trabalhos; a linha With your long blonde hair and your eyes of blue, cantada no final, foi tirada de "Sorrow", dos The Merseys, e a linha de trompete lembra em muitos pontos a "Prince of Denmark's March" de Jeremiah Clarke. John Lennon - Guitarra e Vocal de apoio; Paul McCartney - Baixo e Vocal de apoio; George Harrison - Guitarras, Órgão e Vocal principal; Ringo Starr -Bateria e George Martin - Produtor e responsável pela orquestração. A versão mais conhecida da música foi editada para 6 minutos e aparece no álbum de trilha sonora do filme Yellow Submarine. Porém, a versão que aparece originalmente no filme é um pouco diferente e inclui uma parte da letra que foi cortada da versão do álbum: Nice to have the time to take this opportunity/Time for me to look at you and you to look at me. No entanto, essa parte está inclusa na versão de 8’11 minutos dos piratas e pode ser facilmente encontrada no Youtube. Aqui, a gente confere as duas.
 

PAUL McCARTNEY & WINGS - BEWARE MY LOVE - FANTÁSTICA!

Matéria publicada originalmente em 28 de março de 2013. Especialmente atendendo ao pedido da amiga Lucimara Silveira. Abração!
"Beware My Love" é uma canção creditada a Paul e Linda McCartney, que foi lançada pela primeira vez no álbum “Wings At The Speed Of Sound” em março de 1976. Também foi usada como lado B do single que trazia "Let 'Em In" do lado A. Uma versão ao vivo gravada em 7 de junho de 1976 em Denver, Colorado foi incluída no álbum “Wings Over América” e outra versão ao vivo de três dias depois, em Seattle, Washington foi mostrado no filme-concerto Rockshow – que é o que a gente vai conferir lá embaixo.
Como a maioria das canções de sucesso de Paul McCartney, "Beware My Love" foi feita de vários elementos diferentes. A melodia começa com um breve som de gaita seguido por uma repetida guitarra. Ao longo da canção, os vocais de Paul, assim como a música, se intensificam e vão crescendo até chegar aos limites. Nos principais versos, o cantor avisa à mulher que ama para ter cuidado, porque ele não acredita que o outro homem que ela está querendo seja certo para ela. Nas pontes, ele diz à mulher que, embora ela for embora, tenha cuidado com o que deixou para trás.
"Beware My Love" é uma canção de rock de tempo médio que chegou a ser comparada, pelo seu peso, com “Rock Show "e" Soily”. Também não faltaram comparações com o rockão dos Beatles “Helter Skelter". Os maiores elogios à canção foram pelo baixo tocado por Paul McCartney, a percussão de Joe English e os backing vocals de Linda McCartney e Denny Laine. McCartney afirmou na época que ele estava tentando atingir uma emoção no vocal como só havia feito antes em “Oh! Darling”. "Beware My Love" também caiu na graça da crítica por ser a canção mais pesada do álbum, que contém em sua maioria baladas e músicas de influências disco. Foi descrita como sendo destinada a "dissipar as acusações de que os Wings estavam se tornando um grupo de bonecos amantes da disco".
Ao rever o álbum, o crítico da Allmusic Stephen Thomas Erlewine disse que "Beware My Love", é a melhor canção assinada por McCartney até então e move em harmonias ensolaradas ao hard rock. Outro crítico de música rock Robert Christgau afirmou que no álbum, McCartney só aparece com força total apenas na apaixonada "Beware My Love". Outros ainda diriam que a canção era de fato, "o único sucesso absoluto do álbum. Frank Rose do The Village Voice disse que esta canção juntamente com a contribuição de Denny Laine para o álbum, "Time To Hide” eram grandes números de produção do tipo que McCartney gosta quando ele sabe que ele tem um roqueiro de verdade ". A Rolling Stone também elogiou "Beware My Love" e" Time to Hide ", bem como" Let 'Em In "como excelentes exemplos de rock no melhor estilo de McCartney. Houve ainda elogios ainda mais efusivos em seus em relação a versão ao vivo da canção em Wings Over America, que é um minuto e meio mais curta do que a versão de estúdio. Larry Rohter do The Washington Post descreveu o desempenho da música em Wings Over America como "divertida e emocionante". Ben Fong-Torres descreveu a performance ao vivo de McCartney da música como uma volta para algumas daquelas que poderiam ter sido inspiradas em Little Richard.

Composta em Campbeltown, “Beware My Love” foi gravada como demo no Rude Studio, na Escócia. Da mesma forma que She’s My Baby, Letting Go, e outras gravações dos Wings, “Beware My Love” seria arranjada como um R&B, à moda da gravadora Motown. A versão ao vivo desta canção não apresenta a introdução com Linda nos vocais principais. Paul McCartney toca contrabaixo, piano, mellotron e violão. Vocais, mini-moog e harmonias, são de Linda McCartney. Violão e palmas - Denny Laine; Guitarra elétrica, pedal wah-wah e palmas, por Jimmy McCulloch. Bateria e percussão, Joe English. Foi gravada nos estúdios Abbey Road, da EMI, em Londres.

JOHN LENNON - WELL, WELL, WELL - SENSACIONAL!

terça-feira, 22 de julho de 2014

THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT OFFICIAL REMASTERED TRAILER

PAUL McCARTNEY - DRIVING RAIN

Que os Beatles foram a maior de todas as bandas de rock, só quem não conhece história pode discordar. Já sobre quem era o mais importante, os beatlemaníacos se debatem há décadas. SeJohn era o mais culto e politizado, George o mais espiritualista e habilidoso e Ringo o mais simpático, poucos negam que Paul era o diplomático do grupo e também o mais preocupado com o sucesso e com desafios artísticos e profissionais. Mas considerá-lo apenas um músico ambicioso dá uma visão limitada sobre Paul McCartney, o mais bem-sucedido ex-Beatle. Dono de uma habilidade em criar melodias eternas e cantá-las com uma voz que desafia o tempo, Sir Paul McCartney já explorou outras áreas além do pop-rock. Compondo sinfonias eruditas, escrevendo poemas ou pintando quadros, Paul sempre foi e é um artista de rara sensibilidade. E que viveu uma das grandes histórias de amor do mundo da música, com a fotógrafa Linda McCartney, sua companheira por quase 30 anos, falecida em 1998, vítima de câncer. Foi uma fase dura para o artista, mas que aos poucos foi mostrando que ainda tinha muita energia para dedicar à música. Em 1999, como que para exorcizar a tristeza, reuniu um time de peso (que incluia David Gilmour, do Pink Floyd) e gravou Run Devil Run, uma brilhante ode ao rock’n roll dos anos 50. Veio em seguida um célebre show no The Cavern, casa noturna onde ele havia estreado com os Beatles décadas atrás. Em 2001, com quase 60 anos de idade, Paul mostrou que, apesar de ainda nostálgico, continua olhando para o futuro. Na época, prestes a se casar com a militante de campanhas humanitárias (aham!) Heather Mills, que conheceu durante um evento em 1999, Paul experimentouuma nova fase de alguma criatividade em sua carreira.
Com Driving Rain, lançado em novembro, o velho Macca voltou a mostrar por quê é um dos maiores músicos do nosso tempo. São baladas roqueiras e canções românticas (ou seria o contrário que apresentam o veterano Paul a uma nova geração que “descobriu” os Beatles com a coletânea “1”. Dentre as 16 faixas (todas inéditas), duas ele compôs em parceria com seu filho James McCartney, com quem já havia tocado junto no álbum Flaming Pie, de 1997. A música de abertura, Lonely Road, é um rock cativante com uma letra emocionada que ele escreveu para a falecida esposa. Outras faixas também são dedicadas à Linda, dando um clima inevitavelmente triste em algumas passagens. A faixa-bônus (“Freedom”), composta e gravada de última hora, não consta no checklist do encarte, e foi acrescentada a pedido de Paul. A música foi feita por ele para homenagear as vítimas do ataque ao World Trade Center e para arrecadar fundos para as famílias dos bombeiros mortos. Há também uma composição inspirada em Heather, a paixão que resgatou sua alegria de viver e o incentivou a gravar mais um disco. A faixa que leva o nome dela é quase toda instrumental, com uma letra bem curta. Talvez porque sobre Heather, Paul ainda tivesse pouco a dizer e muito a sentir. Sentimento, aliás, é o que norteia esse trabalho dessa lenda viva da música pop.

GEORGE HARRISON - BEWARE OF ABKCO

Este disco, para fãs e colecionadores é bem legal. E já esteve aqui para download. É uma compilação de demos para as faixas do álbum "All Things Must Pass” de George Harrison. Em 1970, George querendo se livrar do estigma de viver à margem de Lennon & McCartney, começou imediatamente a trabalhar nas composições para um álbum triplo - seu primeiro álbum de verdade. Contratou Phil Spector para produzi-lo e em maio gravou um conjunto de demonstrações com as versões acústicas para mostrar ao produtor. Durante a gravação das demos, George Harrision mudou o nome da canção " Beware of Darkness" trocando para “Beware of ABKCO” - “Cuidado com ABKCO" (Allan B. Klein Company).
SONGS:
01- Run Of The Mill (Acoustic Version)
02- Art Of Dying (Acoustic Version)
03- Everybody, Nobody (Acoustic Version)
04- Wah-Wah
05- Window, Window (Acoustic Version)
06- Beautiful Girl (Acoustic Version)
07- Beware Of Darkness (Acoustic Version)
08- Let It Down (Acoustic Version)
09- Tell Me What Has Happened To You (Acoustic Version)
10- Hear Me Lord
11- Nowhere To Go
12- Cosmic Empire (Acoustic Version)
13- Mother Divine (Acoustic Version)
14- I Don't Wanna Do It (Acoustic Version)
15- If Not For You (Acoustic Version)
Aqui, a gente confere duas dessas demos, 
'Beware Of Darkness' e a raríssima 'Cosmic Empire' . Abração!