sábado, 27 de setembro de 2014

ESPECIAL - THE BEATLES - ABBEY ROAD - 45 ANOS


Menos de oito meses depois do lançamento de Abbey Road, surgiu nas lojas de discos Let It Be, em 8 de maio de 1970. Havia se passado escassas semanas desde que fora assumido oficialmente que os Beatles tinham deixado de existir. Mas o álbum em que os quatro membros do grupo surgem na fotografia da capa a atravessando uma faixa de pedestres no bairro de Saint John’s Wood, no noroeste de Londres, foi o derradeiro que gravaram, com a data de edição no Reino Unido registada para a história como 26 de setembro de 1969, fez ontem, sexta-feira 45 anos.

Abbey Road, a despedida dos fab four e, para milhares de fãs, a sua melhor obra, foi o décimo primeiro álbum na discografia da banda nascida em Liverpool. Mas, na altura, foi quase um milagre que os músicos tenham concordado em voltar a reunir-se em estúdio com o seu produtor de sempre, George Martin. Em 1969, o ambiente no interior da banda estava longe dos seus melhores dias e janeiro daquele ano tinha sido um período de grandes tensões.
John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr ainda tentavam se recuperar das gravações e filmagens daquele que viria a ser o disco e o filme Let It Be. Na atmosfera fria e pouco acolhedora dos Twickenham Studios, as imagens captadas não esconderam, sequer, uma cena abrasiva entre McCartney e Harrison por causa de divergências sobre os arranjos de uma canção.
Depois, os trabalhos foram transferidos para os estúdios da Apple, em Savile Row, no centro da capital britânica, no edifício da editora que os Beatles tinham lançado em 1968 e que, na época, era um sorvedouro de dinheiro. Divididos quanto à escolha do gestor capaz de colocar em ordem na casa, com Paul McCartney preferindo o advogado de negócios que era pai de Linda Eastman, sua mulher, e os outros três querendo Allen Klein, os Beatles afundavam-se em cansaço, atritos e vontade de prosseguirem, não mais juntos, em projetos a solo. Sabiam que o fim estava próximo, mas jamais o reconheceram enquanto estiveram concentrados em gravar a última peça daquela que é, do ponto de vista de muitos músicos, produtores e críticos, a mais rica e influente discografia de sempre na história da música pop-rock.

O fato é que, após o desastre que foram os esforços que mais tarde resultaram na edição de Let It Be, inicialmente programado para se chamar Get Back e em que o produtor Phil Spector decidiu acrescentar orquestrações que irritaram sobretudo McCartney, os Beatles decidiram voltar ao trabalho nos seus estúdios de quase sempre, a estrutura que a editora EMI detinha em Abbey Road. Mas ninguém ache que foi fácil não!
Depois das gravações do fatídico "Let it be, e quando o próprio grupo achava que não se reuniria mais, George Martin ficou surpreso ao receber um telefonema de Paul McCartney para produzir mais um disco dos Beatles. Martin topou, com a condição que fosse como faziam antes. Ele não só produziu o melhor disco dos Beatles como o álbum que mais vendeu até hoje!
Abbey Road é o 12° é o último álbum dos Beatles. Foi lançado em 26 de setembro de 1969 na Inglaterra, e em 01 de outubro nos EUA. O nome é em homenagem à famosa rua onde existe o famoso estúdio onde os famosos Beatles gravaram todos os seus sucessos. Abbey Road foi produzido e orquestrado por George Martin para a Apple Records e, apesar de ser o canto de cisne da banda, os Beatles nunca tocaram tão bem, não cantaram tão bem e não se mostraram tão maduros como em Abbey Road.

George Harrison surpreendeu a crítica como compositor, e que levaria adiante até o seu disco solo 'All Things Must Pass'. Paul McCartney foi o mentor musical do trabalho, tendo seu ápice no medley do lado B do disco. John Lennon, ausente em muitas sessões de gravação, ainda teve fôlego para dar ao grupo três de suas melhores canções: "Come Togeher", "I Want you ( She's So Heavy)" e "Because". Ringo teve seus momentos na ótima " Octopus's Garden " e fazendo o único solo de bateria em uma música dos Beatles.
A icônica fotografia da capa do álbum foi tirada do lado de fora dos estúdios Abbey Road em 8 de agosto de 1969 por Iain Macmillan. A sessão durou dez minutos. A idéia foi toda de Paul McCartney, como podem ver nos rascunhos feitos pelo próprio. Genial!


Não mais que meia dúzia de fotos foram tiradas. Dessa vez, pelo menos, houve unânimidade e consenso na hora de escolher amelhor. Como pode ser tão perfeita?
Iain Macmillan tinha 31 anos quando entrou para o seleto clube dos imortais e dos caras mais sortudos do mundo, em 8 de agosto de 1969. Ele foi o fotógrafo escolhido a dedo, para clicar a foto da capa mais famosa da terra. Era amigo de Yoko Ono que o apresentou a John Lennon, que mostrou seu trabalho para o resto do grupo. Foi o escolhido. Depois desse trabalho para os Beatles, que lhe rendeu uma boa grana, Macmillan ainda se encontrou com o casal Ono/Lennon nos anos 70. Depois, ainda fez a capa do "PAUL IS LIVE". Morreu em 2006. De câncer.

1. O disco esteve para se chamar Everest, inspirado na marca de cigarros que o engenheiro de som Geoff Emerick consumia. Por fim, McCartney sugeriu que se chamasse simplesmente Abbey Road, a rua onde se localiza o estúdio em que o disco foi registado.
2. No final de junho de 1969, quando estavam numa das fases mais importante das gravações de Abbey Road, John Lennon, que era tido como péssimo motorista, sofreu um acidente de automóvel enquanto passava férias na Escócia com Yoko Ono. No carro, além de Yoko, estava sua filha Kyoko, e o filho de Lennon, Julian. Os médicos recomendaram descanso a Yoko Ono e uma cama foi instalada nos estúdios, para desespero de Paul, George e Ringo.
3. Na fase final do percurso dos Beatles, um dos fatores que mais frustração causava a George Harrison era a circunstância de Lennon e McCartney detonarem com frequência suas canções. O disco acabou por incluir dois temas de Harrison: “Something” e “Here Comes the Sun”.
4. A data de 20 de agosto é recordada com tristeza pelos fãs dos Beatles. Em fase de finalização das gravações, este foi o último dia em que os quatro membros dos Beatles estiveram juntos num estúdio. Isso jamais voltaria a acontecer.
5. Antes do início das gravações de “Abbey Road”, John Lennon e Paul McCartney gravaram, sem o contribuição alguma de Harrison e Starkey, a canção “The Ballad of John and Yoko” que foi lançada como single com “Old Brown Shoe” de George Harrison no lado B.
6. Boa parte do lado B de Abbey Road é ocupado por um medley que colou diversos pedaços de canções compostas por John Lennon e Paul McCartney e que estavam incompletas. No final, Lennon, McCartney e Harrison fazem solos espetaculares e Ringo, que detestava solos de bateria, acabou sendo convencido que era a hora de fazer um.
7. Uma das novidades do álbum está na utilização de um Sintetizador Moog, instrumento eletrônico inventado por Robert Moog que, na época, maravilhava os músicos e bandas de pop e rock. O instrumento é usado nas faixas Maxwell’s Silver Hammer, I Want You (She’s So Heavy), Here Comes The Sun e Because.
8. Pela primeira vez na história dos Beatles, a capa omitiu o nome da banda e, até, do próprio álbum.
9. Abbey Road deu origem ao lançamento de um single com dois lados A, “Come Together” e “Something”. Era uma prática não habitual, porque os Beatles sempre preferiram lançar em compactos, canções que não estavam no alinhamento dos álbuns. Desta vez, a vontade de Klein de faturar teria falado mais alto.
10. Após o final do medley, o disco tem uma faixa escondida, um pedacinho de um tema de Paul McCartney – “Her Majesty”, que dura apenas 23 segundos.


   

THE BEATLES - I WANT YOU - SHE'S SO HEAVY

A letra de "I Want You", que consiste apenas na repetição do título e na informação de que o desejo está enlouquecendo John, chegou a ser citada no programa de atualidades da BBCTV 24 Hours como um exemplo das banalidades da música pop. John se enfureceu, pois estava convencido de que sua simplicidade a tornava superior a "Eleanor Rigby" e "I Am The Walrus". Para ele, não se tratava de uma involução para o pop monossilábico e descuidado, era apenas economia de linguagem. "I WantYou" foi escrita como uma canção de amor paraYoko. John admitiu a influência que ela teve em seu novo estilo de compor e disse que pretendia um dia escrever a canção perfeita: com apenas uma palavra. Um poema deYoko de 1964 consistia apenas na palavra "water".
"I Want You (She's So Heavy)" - Eu Te Quero (Ela é Tão Pesada) é uma das gravações de estúdio mais complexas que os Beatles realizaram. Começou a ser gravada em fevereiro de 1969, no Trident Studios, mas só foi concluída em agosto, em Abbey Road, depois de uma infinidade de edições e vários overdubs. "I Want You" é um excelente exemplo do apetite insaciável do grupo para usar as últimas novidades técnicas de gravação em uma constante busca por novos sons no mundo de gravação e da tecnologia. Lennon parecia decidido a combinar alguns dos sons mais pesados da época, como Jimi Hendrix e Cream, usando um riff de blues encharcado com espessas camadas de guitarra, efeitos de sintetizador Moog, e uma minimalista melodia vocal. Depois de 35 tomadas da faixa básica, uma edição foi feita dos três melhores partes takes, que apresentam uma série de mudanças de tempo, balançando alternadamente a partir de um, se arrastando, riff denso mais lento para um lounge quase jazz. Lennon imita sua própria melodia vocal, dobrando as notas de sua guitarra. As mudanças na intensidade da voz de Lennon, vão desde um sussurro dolorido para gritos rudes da alma, repetindo segudamente os versos simples da canção, "Eu quero você / Eu te quero tanto, querida / Eu quero você / Eu te quero tanto / isso me deixa louco / isso me deixa louco. O tecladista Billy Preston adiciona as texturas apropriadas através das muitas mudanças, a partir de um descontraído tom de notas de órgãos nas seções jazzy mais leves para uma arrogância durante os momentos mais pesados da canção. A banda apresenta uma fluidez impressionante, especialmente Paul McCartney, mostrando evoluções consideráveis na linha do seu baixo, pulsando um fluxo constante de notas de seus instrumentos através dessas várias mudanças. Não foi até a sessão de 11 de agosto que Lennon introduziu a linha de guitarra de apoio, acompanhando poderosamente a letra cantada por Lennon, McCartney e George Harrison, aparecendo durante as últimas seções os riffs de guitarra circulares pesados da canção. Os últimos três minutos são consumidos por um redemoinho das guitarras e overdubs em muitas camadas usando recursos de rastreamento de estúdio recém-expandidas. Lennon também construiu um redemoinho monstruoso de som denso usando um dos primeiros sintetizadores Moog combinado com um gerador de ruído branco. Com as guitarras agitadas a martelar, a parede de ruído branco, eventualmente, começa a engolir o resto da música antes que a faixa seja encerrada de forma dramática, deixando um silêncio ensurdecedor. No passado, Lennon disse que a fita tinha corrido simplesmente para fora, criando esse final único, mas desde então essa versão tem sido refutada pelo engenheiro sessão Alan Parsons no livro detalhado de Mark Lewisohn "The Beatles Recording Sessions: The Official Abbey Road Estúdio Session Notes", recordando: "Nós estávamos colocando os últimos retoques para fechar o lado 1 do LP e fomos ouvir o mix. John disse: 'Não! Cortem a fita aqui! E Geoff Emerick cortou. Fim do lado 1. O seu final abrupto, editado propositalmente por John, também foi, na época, muito comentado por ser inusitado em termos musicais. Outra coisa interessante nela é a duração de quase oito minutos: um tamanho desproporcional para as canções dos Beatles, só ficando atrás de Revolution 9. Participaram das sessões de gravação: John Lennon: vocal, vocalização, guitarra solo, sintetizador moog, efeitos sonoros, órgão Hammond; George Harrison: guitarra, vocalização; Paul McCartney: baixo, vocalização; Ringo Starr: bateria e Billy Preston: órgão.

O HOMEM QUE APARECE NA CAPA DE ABBEY ROAD

Paul Cole era o nome do homem que aparece na capa do álbum "Abbey Road", lançado pelos Beatles em 26 de setembro de 1969, conversando com um policial à direita, no espaço entre John Lennon e Ringo Starr. A história de Cole é pra lá de curiosa. Segundo o próprio, “estava em férias com minha esposa em Londres e, como já havia visitado museus demais, resolvi dar uma caminhada pelas ruas. Aí vi uma viatura da polícia parada, fui até ela e comecei a conversar com o policial. Já estávamos batendo um papo há mais de uma hora quando percebi aqueles quatro caras atravessando a rua como uma fila de patos. Eu achei que se tratava de um bando de arruaceiros, pois todos tinham cabelo comprido e um deles estava descalço – e você sabe, não se anda descalço em Londres”. Na hora Cole não atinou que os quatro cabeludos suspeitos eram os Beatles. Ele só foi se tocar disso mais de um ano depois, quando encontrou a capa do álbum em cima do toca-discos da família.
O simpático Paul Cole faleceu dia 13 de fevereiro de 2008, aos 96 anos de idade, na cidade americana de Pensacola, na Flórida. Sua história é um triunfo do acaso, que transformou um completo desconhecido em personagem da história de um dos maiores nomes do rock.

THE BEATLES - OCTOPUS'S GARDEN

"Octopus's Garden" é uma canção dos Beatles composta por Ringo Starr e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação teve início no dia 26 de abril de 1969, e foi concluída em 18 de julho de 1969. Dura exatos 2’50”.
Durante as gravações do álbum "The Beatles", em 1968, havia muita tensão nos estúdios Abbey Road entre os quatro beatles. Em um desses episódios, Ringo Starr se chateou e abandonou as gravações. Abandonou a banda, pegou a família e foi para a Sardenha, Itália. Um dia, no iate do ator Peter Sellers, ele pediu "Fish 'n' Chips", mas veio polvo em vez de peixe. Surgiu então uma conversa com o capitão da embarcação sobre polvos. Este lhe contou que eles catavam pedras e objetos brilhantes no fundo do mar e os concentravam em um mesmo lugar, que ficava parecido um jardim. Com bases nestes fatos e com a ajuda de seu amigo e companheiro George Harrison ele compôs a canção. Não se sabe até que ponto Harrison ajudou. Esta ajuda nunca foi confirmada; porém no filme Let It Be aparece uma sequência em que são vistos os dois ensaiando a canção e Harrison mostrando alguns acordes para Ringo. A canção é creditada apenas a Richard Starkey.
"Octopus's Garden", além de Abbey Road, aparece no álbum Anthology 3, - onde está incluída uma gravação de uma das tomadas (take 2) realizadas no dia 26 de abril de 1969. A tomada considerada melhor e a que foi trabalhada foi a tomada 32 - e no CD "Love". O produtor George Martin criou uma versão diferente da canção: a introdução de "Octopus's Garden" cantada por Ringo está em velocidade mais lenta e misturada com a orquestração de Good Night. Em seguida, a música toma a sua forma original, misturada com os alguns efeitos sonoros de Yellow Submarine. Os quatro Beatles estão em seus instrumentos normais. Destaque para o solo excepcional de George Harrison.

THE BEATLES - OH DARLING - SENSACIONAL!

"Oh! Darling" é uma canção dos Beatles creditada à dupla Lennon & McCartney, mas composta somente por Paul McCartney, e lançada no álbum “Abbey Road” de 1969. A gravação teve início no dia 20 de abril com 26 tomadas. Neste dia, fora o vocal de McCartney, a participação dos outros Beatles foi completada. Para gravar o vocal, McCartney realizou sessões nos dias 17, 18, 22 e 23 de julho. A gravação de 23 de julho foi a que mais o agradou. Mais alguns ajustes e "overdubs" foram realizados no dia 8 de agosto e no dia 11 de agosto de 1969 a música estava concluída. Dura exatos 3’26” .

"Oh! Darling" está, com certeza, entre mihas cinco músicas preferidas dos Beatles e tenho certeza que, se eles (Paul) a tivessem lançado como single, com “She’s So Heavy” do lado B, seria tão sucesso como “Something” e “Come Together. Se isso tivesse acontecido, "Oh! Darling" não seria relevada à condição de apenas a “mais uma faixa do fantástico Abbey Road.” Mas isso era impossível naquela época, devido ao embargo de Allen Klein.
Quando criou a canção, McCartney sabia bem a potência da bomba que tinha nas mãos, e à ela, dedicou todo o potencial vocal que desenvolveu ao longo dos anos, como fazia em “Long Tall Sally”, ”Kansas City”, “I’m Down” e tantas outras. Paul desejava criar uma balada de rock'n'roll "anos 50". Do tipo de Jackie Wilson em especial. Deveria parecer algo semelhante à voz de alguém que estivesse há uma semana cantando ao vivo. Para gravar o vocal da canção, Paul foi durante alguns dias seguidos de madrugada aos estúdios Abbey Road, quando não havia nenhum outro Beatle por lá, até conseguir o efeito que queria em sua voz. Acreditava que as primeiras horas do dia eram as melhores para um canto alto, forte e agudo.

"Oh! Darling" é uma canção de amor. O protagonista pede a amada que acredite nele, nunca o abandone pois jamais lhe fará nenhum mal. Se ela o deixar, não suportará e morrerá. Mesmo apesar de nunca ter sido lançada como single, A gravação dos Beatles tornou-se uma das músicas mais conhecidas da banda. No CD Anthology 3 há uma gravação de um ensaio desta canção realizada no dia 27 de janeiro de 1969. Esta música estava nos planos de fazer parte do frustrado projeto "Get Back". Neste ensaio, Billy Preston participa tocando piano. O single lançado por Robin Gibb e os Bee Gees para o filme “Sgt. Pepper’s”, lançado em julho de 1978, alcançou a 15ª posição nas paradas norte-americanas.

THE BEATLES - COME TOGETHER

"Come Together" veio à luz como uma música de campanha para o guru do LSD Timothy Leary quando, em 1969, decidiu concorrer ao governo da California com o então governador e futuro presidente Ronald Reagan. Leary e sua esposa Rosemary, foram convidados a irem a Montreal, por John Lennon e Yoko Ono quando se preparavam para mais um “Bed In” no 19º andar do Queen Elizabeth Hotel. Leary e a esposa chegaram em 1º de junho de 1969 e foram imediatamente convocados para cantarem junto o refrão de “Give Peace A Chance”, gravada no quarto do hotel. Foram recompensados com a inclusão de seus nomes na letra. Logo depois, Leary pediu a Lennon que o ajudasse em sua campanha e escrevesse uma música para ser usada em comerciais e comícios. O slogan de Leary era”Come together, join the party”, John Lennon pegou o violão e começou a desenvolver a canção. Leary fez que a música tocasse em estações de rádios altenativas por toda a Califórnia e passou a considerar que a música era dele. No entanto, sem que soubesse, Lennon tinha retornado a Londres e em menos de um mês, gravou o clássico “Come Together” com os Beatles. A campanha para governador da California de Leary, teve fim em dezembro de 1969, quando foi preso por porte de maconha. Foi na prisão que ele ouviu Abbey Road pela primeira vez e "Come Together” foi uma surpresa total. “Embora a nova versão fosse uma melhoria em termos de letra e melodia da minha música da campanha, fiquei um pouco bravo por Lennon ter me desconsiderado daquela forma... Quando mandei um pequeno protesto para ele, a resposta teve o típico charme e a sagacidade de Lennon, que disse que ele era um alfaiate e eu era o cliente que pediu um terno e nunca mais voltou. Então ele vendeu para outra pessoa.”

A versão gravada pelos Beatles, foi muito trabalhada no estúdio. O peso do baixo em estilo New Orleans foi adcionado por Paul. A música acabou sendo objeto de um processo judicial quando Maurice Levy, proprietáro da Big Seven Music, detentora dos direitos autorais de “You Can’t Catch Me” de Chuck Berry, alegou que Lennon “tomara emprestado” dois de seus versos. Para evitar meses de embate judicial, Lennnon concordou em gravar “You Can’t Catch Me” e “Sweet Little Sixteen”, também de Berry e publicadas pela empresa de Levy, e incluí-las no álbum “Rock And Roll”, de 1975. A gravação dos Beatles teve início em 21 de julho de 1969, e foi concluída em 7 de agosto de 1969. Foi lançada em 6 de outubro de 1969, nos Estados Unidos, como lado B do compacto simples que tinha "Something" de George Harrison como lado A . Com este formato, foi sucesso absoluto também ao redor do mundo, inclusive no Brasil. O início desta gravação marca a volta do engenheiro de som Geoff Emerick ao trabalho com os Beatles. Ele havia abandonado o quarteto no dia 16 de julho de 1968 por não suportar o clima pesado que pairava sobre as sessões de gravação na época.

GEOFF EMERICK - MINHA VIDA GRAVANDO OS BEATLES

Às vezes, quase sempre, fico pensando no quanto nós – fãs dos Beatles de verdade, somos privilegiados, quase abençoados e recompensados pelo tamanho do nosso amor. Qual outra banda ou artista na história da música pode ser um assunto tão inesgotável quanto os Beatles, mais de 50 anos seguidos? Nenhum. Todos os anos, principalmente perto do natal, livrarias e lojas de discos se enchem de produtos Beatles. São CDs, DVDs e... livros! Cada um mais legal do que o outro e de autores tão distintos. Um é fotógrafo, outro é jornalista, outro é engenheiro de som, outro é apenas escritor e pesquisador incansável. Ok, custa uma grana estar sempre atualizado com a maior e melhor banda de todos os tempos, mas é um sacrifício muito prazeroso e gratificante. O retorno é imediato.

Finalmente, depois de quase dois meses e tantas interrupções, consegui terminar de ler o livrão “Here, There And Everywhere – Minha Vida Gravando os Beatles”, com as memórias do homem que foi trabalhar no complexo dos estúdios da EMI (ainda não se chamava Abbey Road) ainda menino e participou, praticamente de todas as sessões de gravação que os Beatles fizeram lá. Geoff Emerick começou a trabalhar no estúdio localizado em Abbey Road em 1962, com apenas 16 anos como engenheiro assistente e foi promovido a engenheiro de som em 1966, saindo apenas para tentar reconstruir, em 1969, o natimorto estúdio dos Beatles na Apple. Depois do fim da banda, continuou a trabalhar com Paul McCartney, além de vários outros artistas. Ele dividiu sua obra em 17 capítulos por ordem cronológica:
1- Tesouro escondido; 2- Abbey Road; 3- Conhecendo os Beatles; 4- Primeiras sessões; 5- Beatlemania; 6- A noite de um dia duro; 7- Inovação e invenção – o making of do Revolver; 8- Começa Sgt. Peppers; 9- Uma obra-prima toma forma – o conceito do Pepper; 10- All You Need Is Love, Magical Mystery e Yellow Submarine; 11- O making of do Álbum Branco – o dia que eu pedi demissão; 12- A calmaria depois da tempestade; 13- Uma bigorna, uma cama e três pistoleiros – o making of do Abbey Road; 14- O passeio final pela Abbey Road; 15- Os anos na Apple; 16- Esgotos, lagartos e monções – o making of de Band On The Run; 17- A vida após os Beatles. O epílogo é assinado por Elvis Costello, com quem Emerick gravou e produziu vários álbuns.

Geoff Emerick conta, às vezes (muitas) com riqueza de detalhes, tudo o que ele viu, sentiu e principamente, ouviu diretamente vindo da fonte, as maiores músicas dos maiores compositores do sécuo XX, muitas vezes criadas na frente dos seus olhos e ouvidos tão apurados. Emerick conta toda a história da sua vida e como consseguiu, ainda moleque, um emprego no maior e melhor estúdio de Londres. Meses depois, conheceria os Beatles e esteve com eles desde o começo até o final. 
Detalhes preciosos de seus melhores trabalhos – "Tomorrow Never Knows", "Sgt. Pepper’s" e "Abbey Road". Depois de terminar o livro, a gente compreende claramente porquê qualquer álbum dos Beatles, tem uma sonoridade e uma qualidade incrivelmente absurdas, se comparados com qualquer outro artista ou banda contemporâneo a eles. Presley, Dylan e os Rolling Stones, perdem feio, de longe! Todo o time técnico dos estúdio do clomplexo EMI (só passou a ser Abbey Road depois do álbum), capitaneados por George Martin, faziam muita diferença. Eles eram o que de melhor havia em Londres e os Beatles sabiam disso melhor do que ninguém. Geoff Emerick tornou-se peça fundamental para o som que os Beatles queriam, e sabiam que só ele poderia conseguir. “Quero que minha voz pareça a do Dalai Lama falando alto de uma colina”, “Meu baixo está abafado”, “Dá para melhorar o som da bateria de Ringo?”. Dava, tinha que dar. Algumas passagens são realmente divertidas como uma noite, durante as remixagens de Let It Be. Um Phil Spector completamente louco e fora de sí, gritava e gesticulava para todos: “Quero mais eco!!!”, “Quero mais reverb!”. Ringo era o único Beatle presente naquela sessão e em certo momento pegou o produtor (que estava armado) pelo braço e o levou para uma conversinha particular no corredor. Quando voltaram, Spector estava mais calmo e só assim o trabalho pôde continuar. Em outro trecho, conta a forma como John Lennon gostava de atormentar a vida de Brian – o empresário. Ainda no início da Beatlemania, foi anunciado que os Beatles seriam a principal atração do Royal Variety Show, que aconteceria em uma semana, um concerto beneficente para a aristocracia inglesa. Foi quando, para desespero de Brian, Lennon sapecou: “Vou mandar todos chacoalharem as malditas porras das jóias”. Incentivado por Paul, que dizia “duvido! Você não tem coragem”, Lennon não voltaria atrás. Brian praticamente implorou para que ele não dissesse aquilo. Mas ele disse, mesmo que, na hora H, tenha deixado de fora os palavrões. Outro trecho bem legal é quando os Beatles voltam da Índia e se encontram no estúdio novamente para trabalhar no que seria o álbum Branco. Para Emerick, já havia uma energia negativa ali. Para ele, foi ali que realmente houve uma rachadura. Uma ruptura que jamais poderia ser consertada ou emendada como uma fita magnética. Lennon e Harrison, deliberadamente, aumentavam o volume de suas guitarras ao máximo numa possível intenção de sufocar o baixo de Paul. E foi durante essas primeiras sessões que os Beatles, pela 1ª vez, quase trocaram sopapos no estúdio. A gravação de Ob La Di – Ob La Da, se arrastou por dias-sem-fim para desespero de Lennon e Harrison. Era a resposta de Paul. Mais na frente, quando estavam na sala de controle finalizando “I Want You (She’s so heavy), pertinho do final, Lennon decretou: “corte a fita aqui!”. Todos se entreolharam se questionando como aquilo era um absurdo. Mas não havia como discutir. 

Aqui, a gente confere uma parte muito bacana sobre uma das últimas sessões de gravação do Abbey Road. Todos estavam trabalhando no processo de finalização de “The End”.

“Passamos os próximos dias fazendo overdubs e dando os toques finais em algumas canções. O foco foi rapidamente deslocado para a canção intitulada "The end", que pensávamos ser a que fecharia o álbum, por isso era muito importante. Havia uns poucos compassos vazios para serem preenchidos com o solo de bateria de Ringo — Paul tinha dito "vamos pensar em alguma coisa mais tarde", da mesma forma que havia feito com a parte do meio de "A day in the life"— e houve uma longa discussão sobre o que adicionar para completá-la. "Bem, um solo de guitarra é a coisa óbvia", disse George Harrison. "Sim, mas dessa vez você deve me deixar tocar", disse John, meio que brincando. Ele gostava de tocar guitarra solo durante os ensaios, mas sabia que não tinha o requinte de George ou Paul, então ele raramente o fazia na gravação. Todos riram, inclusive John, mas pudemos ver que ele estava falando muito sério. "Já sei!", ele disse, maliciosamente, sem vontade de encerrar o assunto. "Por que não tocamos todos o solo? Podemos revezar e trocar pequenos fraseados. Solos longos de guitarra com "duelos" de guitarristas estavam se tornando moda na época, por isso foi uma sugestão que claramente tinha mérito. George não estava confiante, mas Paul não só abraçou a ideia, como também foi ainda mais longe:"Melhor ainda", disse ele,"por que nós três não tocamos ao vivo?". Lennon adorou a ideia; pela primeira vez em semanas, vi um brilho real nos seus olhos. Não demorou muito para o entusiasmo de John passar para George, que finalmente entrou no clima. Mal Evans foi imediatamente enviado para o estúdio para configurar os amplificadores de guitarra, enquanto os três Beatles ficaram na sala de controle, ouvindo a base e pensando sobre o que eles iriam tocar. Paul anunciou que queria fazer o primeiro solo, e uma vez que a canção era sua, os outros aceitaram. Sempre competitivo, John disse que teve uma grande ideia para o fim, por isso ele viria por último. Como sempre, o pobre George Harrison foi ofuscado por seus dois companheiros de banda e ficou no meio. Yoko, como de costume, estava sentada ao lado de John na sala de controle enquanto eles estavam tendo essa discussão, mas, quando Lennon se levantou para sair para o estúdio, ele se virou para ela e disse suavemente: "Epere aqui, amor, não vai levar mais de um minuto". Ela pareceu ter ficado um pouco chocada e magoada, mas ela fez o que ele pediu, sentando-se próxima à janela da sala de controle assistindo ao restante da sessão. Foi quase como se John soubesse que ela iria estragar a atmosfera se estivesse no estúdio com eles. Algo disse a John que, para fazer aquilo funcionar, ele deveria estar apenas com Paul e George, e que seria melhor que Yoko não estivesse ao lado dele naquele momento. Talvez fosse esse o motivo, ou talvez porque em algum nível subconsciente eles decidiram suspender seus egos em prol da música, mas durante o período de aproximadamente de uma hora que eles levaram para gravar aqueles solos, toda a hostilidade, toda a disputa, tudo de ruim que havia entre os três antigos amigos foi esquecido. John, Paul e George pareciam ter voltado no tempo, como se fossem crianças de novo, tocando pelo simples prazer de tocar. Mais do que tudo, eles me lembraram de pistoleiros, com suas guitarras a tiracolo e olhares de aço, determinados a superar um ao outro. No entanto, não havia nenhuma animosidade, não havia nenhuma tensão, qualquer um poderia ver que eles estavam apenas se divertindo. Enquanto eles estavam praticando, tomei muito cuidado em criar um som diferente para cada Beatle, de modo que seria aparente ao ouvinte que eram três pessoas tocando e não apenas uma pessoa fazendo um solo estendido. Cada um deles estava tocando uma guitarra de modelo diferente e através de um tipo diferente de amplificador, por isso não foi tão difícil alcançar o que eu queria. Fiz com que Mal alinhasse os três amplificadores em uma fileira — não havia necessidade de uma grande separação, porque todos seriam gravados em um único canal. Havia pouca sobreposição entre cada solo de dois compassos, então eu sabia que poderia equalizar os níveis mais tarde, simplesmente mexendo no botão de volume. Incrivelmente, após apenas breve período de ensaio, deu tudo certo em um único take. Quando acabou, não houve tapinha nas costas ou abraços — os Beatles raramente se expressavam fisicamente —, mas vimos um monte de sorrisos largos. Foi um momento emocionante — uma das raras vezes em que eu pude dizer isso nos últimos meses —, e eu fiz questão de felicitar cada um deles quando entraram na sala de controle para ouvir o resultado. Eu estava tão impressionado pela performance de Harrison em particular, que fiz questão de dizer "Aquilo foi realmente brilhante" assim que ele entrou pela porta. George parecia um pouco surpreso, mas ele me deu um aceno com a cabeça e um gracioso "obrigado". Foi uma das poucas vezes em que me senti como se eu tivesse me ligado a ele em um nível pessoal. Acredito que tenha havido também a possibilidade de que, enquanto estavam tocando, eles tenham percebido que poderiam nunca mais tocar juntos; talvez eles estivessem vendo naquele momento uma despedida comovente. Foi a primeira vez em muito tempo que os três estavam realmente tocando juntos no estúdio; na maioria das sessões do Abbey Road haveria apenas um ou dois deles, e algumas vezes, Ringo. Além disso, eles sabiam que essa faixa encerraria o álbum; parecia já ter sido decidido que "The big one", como chamavam o medley, faria parte do lado dois do álbum, em contraste com o lado um, que conteria canções individuais, abrindo e fechando com composições de Lennon. Para mim, aquela sessão foi sem dúvida o ponto alto do verão de 1969, e ouvir aqueles solos de guitarra ainda me faz sorrir até hoje. Se os bons sentimentos engendrados por aquele dia estivessem presentes ao longo de todo o projeto, imaginem como o Abbey Road poderia ter sido ainda mais grandioso!”
  

THE BEATLES - HEY JUDE - RARE REHEARSAL

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

PAUL SIMON RELEMBRA GEORGE HARRISON


Paul Simon fez uma homenagem a George Harrison e cantou uma versão de “Here Comes The Sun” no programa de Conan O’Brien, na terça-feira (23). “Here Comes The Sun” faz parte do álbum Abbey Road, dos Beatles, que comemora nesta sexta-feira 45 anos do seu lançamento. Acompanhado por um guitarrista que também ajudou nas harmonias vocais, o ‘baixinho’ fez uma versão intimista da canção composta por Harrison, e que Simon tão bem conhece. É que em 1976, ele cantou-a ao lado do próprio Harrison. Em conversa com o apresentador, Paul Simon aproveitou para recordar o amigo, falecido em 2001. “Era sempre bom estar com ele”, revelando ainda que Harrison adorava tocar ukulele (instrumento parecido com o cavaquinho). Conan O’Brien está dedicando toda a semana ao ‘Beatle’, aproveitando o lançamento recente de The Apple Years 1968-75, uma caixa com os seis primeiros álbuns solo gravados pelo guitarrista dos Beatles. Na segunda-feira, Beck interpretou “Wah-Wah”, do “All Things Must Pass”. Até ao final da semana ainda vai ser possível ouvir Norah Jones e o filho de Harrison, Dhani, prestarem suas homenagens. Hare Harrison!

PAUL & SEU WINGS - MAGNETO AND TITANIUM MAN - DEMAIS!


"Magneto and Titanium Man"
foi a canção lado B do single dos Wings, "Venus And Mars/Rock Show" em 1975. É a única música que McCartney usa personagens de quadrinhos como sujeitos na canção. Os dois primeiros personagens mencionados são Magneto e o Homem de Titânio, daí o título.

No entanto, existem mais dois outros personagens não mencionados no título. O primeiro é o Crimson Dynamo - Dinâmo Escarlate, e a outra, a voluptuosa Gata Negra. "Magneto and Titanium Man" foi incluída no setlist da banda nas excursões de 1975 e 1976.

Nos shows, imagens dos desenhos em quadrinhos dos personagens eram projetadas sobre a o imenso telão atrás da banda.

Após a apresentação em Los Angeles no final de 1975, Paul conheceu o gênio chamado Jack Kirby, o artista que criou Magneto e todos os outros citados na música ao lado de outro gênio chamado Stan Lee. Kirby presenteou Paul com um desenho original de Magneto capturando a "banda em fuga".

"Magneto and Titanium Man" surgiu após Paul comprar diversos gibis em um Mercado jamaicano, o que o inspirou a escrever algo sobre as aventuras vividas pelos X-Men.


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

PINK FLOYD RIDES AGAIN - THE ENDLESS RIVER

O Pink Floyd anunciou nesta segunda-feira (22) que "The endless river", seu primeiro álbum de inéditas em duas décadas, será lançado em 10 de novembro. O material foi gravado antes da morte de Rick Wright. A banda divulgou um trecho curto do álbum em seu site oficial. Para apresentar esse novo trabalho, que terá 18 músicas na maior parte instrumentais, a banda britânica revelou nesta segunda ilustrações da capa. Para criar este novo trabalho, os músicos fizeram uma seleção de canções inéditas que começaram a gravar na década de 90 e que agruparam em um CD. O álbum tem na capa a imagem de um jovem de costas com a camisa aberta, remando de pé em um pequeno barco em um mar de nuvens. A figura é baseada em um sonho de Ahmed Emad Eldin, um artista egípicio de 18 anos. "The endless river" tem músicas modificadas que foram originalmente escritas e gravadas pelo guitarrista e cantor David Gilmour, o tecladista Rick Wright e o bateirista Nick Mason durante as sessões de gravação de 1994 para o trabalho "The division bell". Wright, que fundou o Pink Floyd com Syd Barrett, Nick Mason e Roger Waters, morreu de câncer em 2008. "Escutamos mais de 20 horas dos três (Gilmour, Wright e Mason) tocando juntos e selecionamos a música com a qual queríamos trabalhar para o novo álbum. Durante o último ano, acrescentamos partes novas, regravamos outras e, em geral, empregamos a tecnologia de estúdio para criar um álbum do Pink Floyd do século XXI", explicou Gilmour ao site do jornal "The Guardian". Por sua vez, o baterista Nick Mason afirmou que "The Endless River" é um "tributo" a Richard Wright. "Acho que este álbum é uma boa maneira de reconhecer muito do que ele faz e como sua maneira de tocar estava no coração do som de Pink Floyd", declarou.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

THE BEATLES - BOYS - SENSACIONAL!

GENTE QUE RALA - MEU AMIGO ZEZINHO

Desde que mudei para essa quadra que moro há uns 10 anos, todos os dias quando estou indo para o bar, me acostumei com a figura do pequeno Zezinho - um gnomo mágico que zela pelos jardins do nosso paraíso - um dos blocos do lugar onde vivo. Naquele dia, depois que saí do bar, já tonteado e, de dia ainda, lá estava ele na frente do meu caminho. A Imagem que eu via (com Eleanor Rigby nas orelhas) era tão legal, tão frágil, que passava uma sensação de bondade e humildade que poucas vezes vivenciei. Não resisti, e falando enrolado, indaguei se ele me deixaria tirar uma foto. Ele perguntou se era pra internet. Disse que sim, vai aparecer no Baú do Edu - O Baú dos Beatles e da Cultura Pop. Ele me perguntou se sua mãe, lá no interior do forrobogó, poderia ver. Disse que sim novamente. Ele também, e continuou escrevendo seus sonhos. Obrigado, Zezinho! De coração!
Não poderia haver fecho melhor para isso, que o mega-cássico "Eleanor Rigby", dos nossos Beatles! Ah look all the lonely people...

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

PAUL McCARTNEY - SEGUNDAS SEM CARNE - MEAT FREE MONDAY


Para assinalar o 5ª aniversário do Movimento das "Segundas sem Carne" (Meat Free Monday), Paul McCartney apresentou o novo vídeoclip da campanha em que reúne a participação de milhares de seguidores de todo o mundo com imagens criativas escolhidas a partir do seu hino ao movimento. O videoclip junta imagens de anônimos e também de celebridades famosas que apoiam o movimento: Woody Harrelson, Joanna Lumley, Twiggy, Fearne Cotton, Sharleen Spiteri etc. Sir Paul gravou também uma nova mensagem, quase ao estilo de um rap, em que encoraja todos a juntarem-se ao movimento para melhorar a sua saúde e contribuir para reduzir drasticamente o impacto sobre o ambiente e o bem-estar animal.

THE ROLLING STONES - STONES IN THE PARK

Muitos dizem, que nunca houve um concerto de rock como “The Rolling Stones Live At The Hyde Park – 1969”. Mas houve sim, muitos e melhores que esse. Era um sábado, dia 5 de julho de 1969, dois dias depois do guitarrista Brian Jones ser encontrado morto na piscina. Na ocasião, Mick Jagger e sua gang não perderam tempo e aproveitaram para apresentar o substituto de Jones, um garoto virtuoso chamado Mick Taylor. Em dois concertos, cerca de quinhentas mil pessoas foram ao Hyde Park para assistir os Rolling Stones, que de música mesmo, só tocaram oito: Midnight Rambler; Satisfaction; I´m Free; I´m Yours; She´s Mine; Jumping Jack Flash; Honky Tonk Woman; Love In Vain e Sympathy For The Devil. O show foi gravado pela equipe da TV granada. Os Stones não tocavam ao vivo havia dois anos, o que fez com que o desempenho no dia não fosse dos melhores. Mesmo não sendo o primeiro, nem o melhor, o show dos Stones no parque é um dos mais memoráveis. No filme-documentário que dura em torno de 53 minutos, homenagens a Brian Jones foram feitas, como a leitura de um poema enorme - "Adonais" de Percy Shelley por Mick Jagger e uma revoada de borboletas brancas. Esta última não deu muito certo porque as caixas com centenas de borboletas ficaram muito tempo no sol e muitas morreram, algumas voaram por pouco tempo antes de também morrerem. Seja como for, fãs dos Stones, ou não, de carteirinha, ou não, conferem aqui o vídeo completo do show dos Stones no parque.

GEORGE HARRISON - OHNOTHIMAGEN


Prezada Ana Maria, até que eu poderia ter guardado sua curiosidade para a Sessão "Fala Que Eu Te Escuto" - volume IV, mas devido ao retumbante fracasso da nº III, não haverá uma nova. Então vamos lá: Em um dos lados do encarte do álbum "Extra Texture" de George Harrison, aparece uma foto de George em tons de azul, e sobre ele a palavra "OHNOTHIMAGEN" que nada mais é que o próprio George fazendo uma ironia depreciativa com ele mesmo sobre os problemas que estava atravessando na época: "Oh, not him again" - "Oh não, ele de novo!". Não deixe de conferir a postagem bacana feita sobre esse álbum em 21 de julho de 2011:
Aqui, a gente confere um vídeozinho sensacional da canção "This Guitar Can't Keep From Crying". Abração! Deixe seus comentários. Participe e concorra às promoções!


"THE FAB FOUR" - FREE AS A BIRD - IHHHHHHHH...

Nunca poupei meus maus falatórios com qualquer banda cover que fosse. Do Led Zepelin, dos Kiss, dos Stones, ou dos Beatles, embora tenha muitos amigos que fazem partes de bandas cover, eu não gosto não. E com essa "Fab Four" aí, não foi diferente. Faz favor. Uma banda cover dos Beatles com o nome "FAB FOUR" aparece no palco com 'FIVE'? É demais!

GEORGE HARRISON - SOMEPLACE ELSE - EMOCIONANTE!

domingo, 21 de setembro de 2014

PAUL McCARTNEY - BASTIDORES DO GRAMMY 2014

THE BEATLES - BAD BOY - DEMAIS!


Não deixe de conferir a sensacional postagem sobre "Bad Boy": http://obaudoedu.blogspot.com.br/2014/05/the-beatles-bad-boy-sensacional.html

IMAGINE - DIA MUNDIAL DA PAZ

A canção "Imagine", de John Lennon, é o tema deste ano do Dia Internacional da Paz, que será celebrado hoje domingo, 21 de setembro. Os direitos da música foram concedidos à Organização das Nações Unidas (ONU), apenas para utilização nesta data, por Yoko Ono, ativista, artista e viúva de Lennon. Para Yoko Ono, as Nações Unidas "são uma instituição muito forte, que acredita na liberdade de expressão, na justiça para as pessoas e na esperança de que um dia a paz mundial seja alcançada", afirmou a artista, em declarações à Rádio ONU, em Nova Iorque. A artista plástica japonesa recordou que estava no país quando a bomba de Hiroshima foi lançada, e desde então, luta pelos ideais de paz. Segundo Yoko Ono, a música "Imagine", de John Lennon, foi uma forma que o artista encontrou para descrever ao mundo "o que precisaria de ser feito para alcançar a paz global". De acordo com a ativista, o músico foi "muito cuidadoso" na escolha das palavras para que a mensagem se espalhasse por todo o universo. Lançada há mais de 40 anos, a canção foi eleita a terceira mais importante de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Para comemorar o Dia Internacional da Paz, Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, pede um minuto de silêncio ao meio-dia. Infelizmente, eu nem lembrei disso.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"McCARTNEY" & "RAM" - A SENSACIONAL PROMOÇÃO "ESCREVA UMA CARTA PARA PAUL McCARTNEY"

Imagine se você escrevesse uma carta para Paul McCartney e tivesse certeza que ela chegaria em suas mãos. Imaginou? Pois então use sua imaginação e participe da sensacional promoção “UMA CARTA PARA PAUL McCARTNEY”.
Escreva uma carta para Paul (que já está com a data confirmada para Brasília, 23 de novembro) e se sua carta for escolhida, você GANHA, sem custo algum, os excelentes CDs dos dois clássicos primeiros álbuns do nosso querido, bom e velho Macca! Os álbuns “McCartney” (McCartney I), de 1970 e o fantástico “Ram” de 1971. Para participar, é muito simples: deixe um pouco da preguiça de lado, escreva o que você gostaria de dizer para Paul McCartney e envie para eduardobadfinger@gmail.com com nome e endereço completo. Se, sua carta for escolhida, você receberá em sua casa, sem despesa alguma, os dois primeiros álbuns do maior artista do planeta em todos os tempos! Todas as cartas enviadas, serão avaliadas pelos amigos Edvaldo Almeida da Silva - revisor de português, minha queridíssima Dona Leonor - professora de português, do amigo e publiciotário Marco Miranda – redator, e por último (e pior de todos) por mim, esse que vos fala. Não há limite de tamanho, desde que, haja bom senso e qualquer um, exceto os citados acima poderá participar. Ah, e o bom português também será considerado. Dessa vez, preferi preservar os amigos JC e Valdir para que também possam participar, se quiserem, claro, e desde já, são fortes concorrentes. Eu também, lógico, não posso participar, mas já escrevi minha carta para Paul e estou organizando com todos os presentes que ele vai ganhar quando estiver na minha cidade, e sua carta, também poderá estar junto! Então, vamos lá: o que você diria para Paul McCartney? Todos queremos saber. Caprichem e boa sorte para todos! Espero vocês! Essa promoção é por tempo limitadíssimo. Encerra de qualquer maneira no dia 5 de outubro, e o vencedor será anunciado no dia 9, aniversário de John e quando começa outra promoção imperdível. Então vamos correr. Afinal, hoje já é 19.
E para ninguém dizer que estou vendendo peixe em papel de presente, quero dizer que nenhum desses dois discões é dos superlançamentos realizados de 2010 para cá. Nem tão pouco, os da “Paul McCartney Collection” editados em 1993, que trazem algumas faixas bônus. Esses dois discos são da primeira prensagem para CD da obra de McCartney em 1987, lançados pela Capitol Records e fora de catálogo há mais de 1000 anos. Os dois são importados, fabricados nos Estados Unidos e com uma qualidade de som bem superior aos que os que foram lançados aqui na terrinha na mesma época. Ok. São velharias? São. Mas estão intactos e virgens, ainda fechados. E são esses tipos de relíquias e raridades que fazem a alegria dos verdadeiros fãs e colecionadores como eu. E cá entre nós, não são tão velhos assim, né? Então, vamos lá: o que você diria para Paul McCartney? Estou esperando vocês. Please, don’t be long!