terça-feira, 15 de abril de 2014

THE BEATLES - LET IT BE - ESSENCIAL

No dia 15 de abril de 1971, os Beatles ganharam o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original por “Let It Be”.
Lançada como single em março de 1970, a canção "Let It Be" parecia ter sido gravada como o canto do cisne dos Beatles, mas a canção datava de janeiro de 1969. Ninguém fazia ideia de que aquele seria o último síngle. Paul tinha escrito "Let It Be" a partir da sua sensação geral de desespero, uma vez que os Beatles começavam, aos poucos, a ruir. O documentário tinha começado como um registro de um ensaio seguido de uma apresentação ao vivo, mas foi o registro de um grupo dando os últimos suspiros. A essa altura, John preferia passar seu tempo com Yoko, cuja presença no estúdio não era bem-vinda por todos. George já havia deixado o grupo uma vez e estava desestimulado diante da maneira como suas composições eram instantaneamente rejeitadas. Até mesmo Ringo tirou umas férias quando o clima ficou realmente ruim durante a gravação do Álbum Branco. Paul estava claramente tentando assumir o papel de líder porque sentia que sem organização e disciplina ninguém chegaria mais a lugar nenhum. "Acho que estamos muito pra baixo desde que o sr. Epstein morreu", é possível ouvir Paul dizendo no filme. "É por isso que estamos cansados do grupo. Não há nada nele de que podemos tirar proveito.Tem sido um peso. A única maneira de não ser um peso é os quatro pensarem 'devemos transformá-lo em algo de bom novamente ou deixar pra lá?'" Mesmo que o papel de Paul tenha sido necessário, não fez dele mais querido. Os demais começaram a se ressentir do seu papel de organizador. "Let It Be" foi escrita como uma resposta a toda essa pressão: "Eu a escrevi quando todos esses problemas comerciais começaram a me cansar", Paul afirmou. "Eu estava passando por um 'momento pesado' e foi a minha maneira de exorcizar os fantasmas."

"JOHN" - O LIVRO DE CYNTHIA LENNON

O que logo chama a atenção no livro “John”, escrito por Cynthia Lennon, lançado em dezembro de 2009, é o amargo prefácio de autoria do filho primogênito do casal, Julian Lennon. Em uma página e meia, ele tece sensíveis elogios à mãe e não é muito generoso com o pai: o mínimo que diz é que o grande astro do rock os deixava à mingua enquanto enriquecia. “Ela foi forte no momento em que ele se tornava rapidamente um dos homens mais ricos do seu ramo. Mamãe e eu tínhamos muito pouco e ela trabalhava para nos sustentar.” O filho é novamente duro com o pai ao afirmar que ele foi “um grande talento, um homem extraordinário que defendeu a paz e o amor no mundo. Porém, ao mesmo tempo, era-lhe difícil mostrar um pouco de paz e amor pela sua primeira família minha mãe e eu”. Esses trechos são um aperitivo para o que vem depois: uma história de amor, ciúme, compreensão, mas, ao mesmo tempo, de abandono, indiferença e até agressão física. A rigor, essa é a revelação mais pesada e inesperada sobre um homem que gravou na história a frase “Dêem uma chance à paz”. As inúmeras biografias publicadas sobre os Beatles e especificamente sobre Lennon, detalham que a ex-mulher e o filho foram negligenciados após a aparição de Yoko Ono, em 1968 ela se tornaria sua segunda mulher. Uma das queixas de Cynthia é de que em todas essas publicações ela foi sempre tratada como simples namoradinha sem importância na vida do ex-beatle e que só ganhou certa projeção porque engravidou do popstar no início do sucesso da banda. Lamenta ainda as insinuações da imprensa, inflada por Yoko Ono, de que sua gravidez fora uma forma de forçar o casamento. Em seu livro, ele tenta mostrar que não foi bem assim e conta a sua versão da vida que compartilhou com Lennon, a quem conhecera na Faculdade de Artes, em Liverpool, em 1958. Casaram-se poucos anos depois e a união se prolongaria por mais uma década, quando Lennon conheceu Yoko, se apaixonou e decidiu pela separação. A impressão que se tem ao ler a história de Cynthia é de que ela vivenciou ao lado de John Lennon os seus anos de formação musical, intelectual e de caráter, mas que o universo artístico e de interesses de ambos foi se transformando. E eles, que tanto se amaram, foram se distanciando à medida que Lennon se tornava famoso e se afastava da rotina provinciana da Liverpool dos anos 1960. Ela abandonara seus estudos de artes e se deprimia ao perceber que o marido era-lhe infiel. Somente aqui no nosso blog preferido, a gente confere agora um “trechinho” do final do livro de Cynthia. Boa leitura!
"Quanto ao dinheiro destinado a Julian, quando nada aconteceu depois de seis anos, a questão foi posta nas mãos de advogados. Levaria outros dez anos para que Yoko chegasse a um acordo — quando a questão já havia lhe rendido muitos comentários negativos na imprensa. Eu fiquei feliz pelo fato de que, nesse meio-tempo, Julian tivesse alcançado sucesso pelo seu próprio talento e ganhado seu próprio dinheiro. Ele nunca dependeu da herança deixada por seu pai, mas recebê-la era uma questão de honra. Nós esperávamos que os dois lados chegassem a um acordo a fim de que pudéssemos todos seguir em frente com nossas vidas. No dia 18 de maio de 1999, entretanto, Julian lançou Photograph Smile — seu primeiro álbum em vários anos. Ele investira muita atenção, energia e criatividade no disco, e estava merecidamente orgulhoso dele, chamando-o de seu primeiro álbum de verdade. Assim, Julian ficou arrasado ao descobrir que Sean — agora também músico — havia lançado um álbum no mesmo dia que ele. Julian nunca culpou Sean por isso, mas sabia que não podia ser mera coincidência ele e o irmão terem se colocado numa disputa tão aberta.
Para aumentar o sentimento de mágoa e raiva de Julian, depois disso Sean decidiu anunciar que achava que a morte de John fora parte de uma conspiração. Diante dessa declaração controversa, toda a imprensa quis falar com Julian sobre o que Sean dissera e o que ele pensava sobre isso. A última coisa que Julian queria era discutir a morte de seu pai, mas perguntas sobre isso ofuscaram qualquer interesse que seu álbum pudesse despertar. Tendo tentado por tanto tempo ir em frente com sua vida, Julian chegara ao limite. Ele deu uma série de entrevistas ressentidas condenando Yoko — a qual, estando certo ou errado, ele acreditava estar por trás da data de lançamento do álbum de Sean e de sua declaração sobre a morte de John. Em uma das entrevistas, Julian disse: “Yoko é muito insegura... Ela tem tudo o que sempre quis... Qualquer sucesso que eu tiver é uma maldição na vida dela, uma pedra no sapato, porque eu sou o sangue de John Lennon... Ela sempre tem que sair ganhando”.
Apesar desse começo turbulento, o álbum de Julian foi um sucesso mundial, tendo ficado entre os vinte primeiros lugares das paradas de sucesso em vários países e recebido críticas excelentes na imprensa de todo o mundo. Eu compreendia a frustração de Julian em relação a Yoko. Sempre me senti triste e frustrada por ele e eu nunca termos conseguido estabelecer um relacionamento melhor com ela. Eu sempre me perguntei se a dificuldade dela em aceitar Julian — e, na verdade, tudo o que dizia respeito à vida de John antes de ele tê-la conhecido — se devia, em parte, à perda de sua filha. Fiquei feliz ao saber que, já perto de completar 40 anos e àquela altura também mãe, Kyoko entrou em contato com Yoko e restabeleceu o relacionamento com ela. Eu espero que isso tenha lhe trazido alguma felicidade genuína. Outra reaparição surpreendente ocorreu alguns anos atrás: a da meia-irmã de John, Victoria — o bebé que Julia dera para adoção. Agora chamada Ingrid, ela anunciou quem era em um artigo de jornal. Ao que parece, ela sempre soube, mas manteve silêncio até a morte de sua mãe adotiva. Nós todos ficamos extremamente felizes ao saber que Ingrid havia tido uma infância feliz e quisemos conhecê-la. Infelizmente, no entanto, nunca tivemos essa oportu¬nidade, pois ela não queria ter um relacionamento próximo com a família de John. Julian deixou os Estados Unidos em meados da década de 1990 e passou um tempo viajando antes de se estabelecer na Europa. Nessa época, Jim e eu havíamos nos mudado para a Normandia, mas em 1999 nos separamos, depois de termos passado dezessete anos juntos. A separação me deixou arrasada. Telefonei para Julian, que viajou tarde da noite para vir ficar comigo. No Natal seguinte, ele deu a mim e à minha querida amiga Phyl — agora também separa¬da — um presente: uma viagem para Barbados, onde tomamos ba¬nho de sol, nadamos e nos divertimos muito. Foi em Barbados que conheci Noel Charles, ex-dono de casas noturnas e velho amigo de Julian. Seu espírito tranquilo e sua natureza sociável me encantaram. Além disso, ele não se sentiu nem um pouco impressionado com o meu nome: quando administrava casas noturnas, Noel convivera com celebridades e tivera uma vida movimentada e excitante. Nós nos tornamos bons amigos e, no fim das contas, nos apaixonamos. Foi assim que, no dia 7 de junho de 2002, fiz algo que havia prometido a mim mesma nunca fazer novamente: eu me casei — pela quarta e última vez. Atualmente, Julian mora na Europa com Lucy, sua companheira. Cozinha maravilhosamente bem e é sócio de alguns restaurantes. Quando tem vontade, ainda faz música. Ele tem uma coleção incrí¬vel de objetos do seu pai, os quais foram comprados em leilões ao longo dos anos e agora são cuidadosamente preservados. Nós nos vemos com frequência e eu tenho um orgulho enorme dele — mais ainda da pessoa que é do que das coisas que já fez. Em abril de 2003, ele fez 40 anos. Nós dois não pudemos deixar de pensar que ele havia chegado à idade em que John morrera. Por um momento, Julian lutou contra o medo — como acontece a muitos daqueles cujos pais morreram de forma prematura — de que sua própria hora houvesse chegado. Sempre notavelmente generoso, ele convidou a mim e a Noel, além de alguns amigos do passado e do presente, para celebrarmos seu aniversário numa festa de duas semanas em Barbados. Cercado por pessoas que o amam, ele percebeu que com certeza sua hora não chegara. Ele ainda tem muito para viver, e sua vida aos 40 era muito diferente da de John. Nenhum de nós dois nunca escapará do nome Lennon, e hou¬ve momentos em que tivemos a sensação de que ele era um fardo pendurado em nosso pescoço. Porém, sobrevivemos aos tempos di¬fíceis e aprendemos a agradecer por tudo o que ele nos trouxe — de bom e de ruim. Nós dois sentimos falta de John, mesmo depois de todo esse tempo, e de várias formas. Conservei muitas das amizades que John e eu fizemos na épo¬ca de Liverpool, e chorei a morte de outras. Maureen, ex-esposa de Ringo e amiga querida até o fim, morreu de leucemia quando tinha apenas 45 anos. Fazia somente alguns anos que nós havíamos ido ao seu casamento com Isaac Tigrett, dono do Hard Rock Café. Tanto Isaac quanto Ringo estavam ao seu lado na hora de sua morte, jun¬tamente com os três filhos que ela teve com Ringo e com Alexandra — a filha que ela tivera com Isaac. Também fiquei terrivelmente triste quando li sobre a morte de George Harrison de câncer aos 58 anos. Havia muitos anos que eu não o via, mas tenho memórias carinhosas dele e sempre serei grata pelo despertar espiritual ao qual ele estimulou a todos nós naque¬les dias de paz e amor. Eu me sinto triste quando me lembro das pessoas que conhecemos no auge dos Beatles e que se foram — e também é uma fonte de enorme prazer saber que outros velhos amigos vão de vento em popa. Ainda vejo Cilla (Black), e nós nos divertimos nos lembrando dos velhos tempos. Não faz muito, voltei para Liverpool quando os curadores da Beatles Story — a exposição permanente da cidade sobre a banda — compraram todas as ilustrações que eu havia desenhado dos rapazes no início de sua carreira. Para comemorar, fizemos uma festa em um restaurante nas docas de Liverpool — foi como voltar no tempo. Estavam presentes amigos como Helen Anderson, da época da faculdade, Pete Best, com uma aparência ótima, seu irmão mais velho Roag, a irmã de John, Julia, e minha querida Phyl. Nós conversamos, contamos histórias e passamos a noite rindo. Enquanto o vinho e as memórias fluíam, eu não pude evitar um momento de tristeza ao pensar que John fizera parte daquele grupo e amara a todos tanto quanto eu. Tenho certeza de que ele teria adorado a festa. Eu me perguntei o que ele teria pensado quando seus velhos amigos Paul, Mick e Elton receberam o título de Sir. É claro que John provavelmente teria recebido a oferta para ganhá-lo também, mesmo tendo devolvido seu MBE. Teria John ridicularizado a oferta e recusado, ou teria ele sido sentimental e patriótico o bastante para aceitá-la? Eu aposto na segunda possibilidade. John podia ser incrivelmente sentimental. Uma vez, ele disse a Julia que queria retornar a Liverpool, navegar pelo Mersey e rever todas as pessoas que havia deixado para trás. Além disso, pouco antes de morrer, pedira a Mimi que lhe mandasse todas as fotos antigas, roupinhas e outras lembranças de sua infância que pudesse encontrar, a fim de que ele se cercasse delas. Em outro momento de sentimentalismo, mas talvez também de carinho e amor, John disse a Julian: “Se alguma coisa acontecer comigo, procure por uma pena branca no céu, e você saberá que eu estarei lá olhando por você”. Ele foi um homem extraordinário: talentoso, imperfeito, um gênio criativo que cantava de forma emocionante sobre o amor en¬quanto, por outro lado, frequentemente feria aqueles que mais o amavam. Nunca deixei de amar John, mas o preço desse amor tem sido enorme. Alguém me perguntou recentemente se, caso soubesse desde o início o que me esperava, eu teria passado por tudo o que passei. Eu tive que responder: "Não". É claro que nunca me arrependerei de haver tido o filho maravilhoso que tenho, mas a verdade é que, se eu tivesse sabido naquele momento da minha adolescência as consequências que me apaixonar por John Lennon me traria, eu teria dado meia-volta e me afastado dele para sempre."
Para terminar com chave de ouro, a gente confere agora uma faixa do álbum de Julian “Photograph Smile” de 1999 – o sucesso “I Don’t Wanna Know” – “Eu não quero nem saber” – cheio de referências aos Beatles. Abração em todos! Deixem seus comentários!

15 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DO CICLISTA

PAUL McCARTNEY - BIKER LIKE AN ICON

Biker Like an Icon foi composta em East Sussex, Inglaterra e gravada no estúdio The Mill. Primeira canção gravada do álbum Off The Ground, registrada em apenas um take. Apenas 15 minutos foram necessários para completar a gravação (incluindo mixagem). McCartney compôs "Biker Like An Icon" inspirado em temas comuns em outras canções dos Beatles, como She’s Leaving Home, onde uma garota foge de casa para ficar com o namorado. O título é uma brincadeira feita com a junção das palavras Nikon e Laica, marcas de câmeras fotográficas utilizadas por Linda. Paul McCartney toca violão e percussão. Linda, teclado; Hamish Stuart, contrabaixo; Robbie McTntosh, guitarra elétrica com slide; Paul "Wix" Wickens, teclado e Blair Cunningham, bateria.

domingo, 13 de abril de 2014

ARTISTA RECRIA CAPAS DE ÁLBUNS FAMOSOS

Inspirado pelos discos clássicos do rock, o artista Halley Decherty utilizou a ferramenta Google Street View para ambientar as fotos de capas de álbuns famosos nas ruas em que foram tiradas há anos. O trabalho foi feito para o jornal britânico The Guardian, mas ficou tão legal que vem se espalhando rapidamente pela internet. Confiram:

sábado, 12 de abril de 2014

THE BEATLES - YOU'VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY

"You've Got to Hide Your Love Away" foi composta por John Lennon e lançada no álbum Help!, de 1965. Foi a primeira música dos Beatles desde Love Me Do em que um músico de fora participa das gravações, foi o flautista John Scott. "You've Got to Hide Your Love Away" foi composta por John Lennon inspirado em Bob Dylan e faz referência ao empresário Brian Epstein. Epstein foi responsável pelo sucesso do começo da carreira dos Beatles. Devido a uma maior proximidade que tinha com John Lennon surgiram rumores que os dois tiveram um breve caso quando foram para Espanha em abril de 1963. John em entrevista a Playboy em 1980 negou o caso dizendo que "Isto nunca foi consumado mas nós tivemos um relacionamento muito próximo". A homossexualidade de Brian não veio a público até anos após a sua morte em 1967. O título supostamente evidencia este fato: You've Got to Hide Your Love Away - Você tem que esconder seu amor. Seja como for, é uma das pérolas mais preciosas lançadas pela nossa melhor e maior banda de todos os tempos. Bonfim de semana, Planeta Beatles!

  

COMO É DURO SER UM BEATLEMANÍACO

Quem não é um fã tão fervoroso dos Beatles pode pensar que a recém-lançada caixa de 13 CDs "The U.S. Albums" é mais um produto caça-níqueis do poço sem fundo com material do quarteto que mudou a história da música pop.
Realmente, o preço é alto. Importada, ela pode variar, de uma loja para outra, de R$ 600 a R$ 750. Mas é uma coleção que tem uma importância enorme para aqueles que querem compreender toda a trajetória do grupo.

Os álbuns na caixinha mágica, são os lançamentos americanos dos Beatles. Nos anos 1960, a globalização era coisa de ficção científica. Havia literalmente um oceano entre as carreiras da banda na Inglaterra e nos Estados Unidos. A britânica EMI negociava com a americana Capitol a licença para a edição das músicas, mas isso era acordado a cada canção. Assim, a Capitol podia lançá-las em qualquer configuração - compactos simples, duplos ou LPs. Isso gerou uma discografia completamente diferente. São álbuns com outros títulos, capas e repertórios. No Brasil, os lançamentos seguiam os ingleses, mas vários discos americanos chegaram a sair aqui na época, fazendo com que os fãs colecionassem LPs com músicas repetidas. Um exemplo: em março de 1963, o primeiro álbum dos Beatles saiu na Inglaterra, "Please Please Me". A famosa faixa que dá título a esse disco só foi sair em um álbum americano dois anos depois, no sétimo LP da banda naquele país.
O box traz um livro de 64 páginas que explica bem essa confusão toda. O disco "Revolver" (1966), por exemplo, saiu com os mesmos título e capa do inglês, mas traz três faixas a menos. "Rubber Soul", de 1965, foi estranhamente lançado nos EUA sem sua faixa mais popular no resto do mundo, "Drive My Car". As trilhas dos filmes "A Hard Day's Night" e "Help!" também tem edições americanas alternativas. Cada CD da caixa, exceto "Hey Jude" (1970), tem duas versões dos LPs, em mixagens de som mono e estéreo. R$ 680. Eu compro!

Outro lançamento para fazer brilhar os olhos de beatlemaníacos de verdade, é uma caixa de preciosidades visuais da banda, compiladas pelo autor Terry Burrows: "The Beatles - História, Discografia, Fotos e Documentos".
É um livro de mesa, numa caixa grande, quase do tamanho de um LP. Mas enfeitará muito mais qualquer sala de estar se ficar aberto, expondo o que tem dentro. O texto e as fotos do livro já valem a pena, principalmente as imagens mais antigas. Há fotografias de Paul e John tocando, ainda adolescentes, que não são encontradas facilmente na mídia ou na internet.

Mas o melhor está em vários envelopes inseridos entre as páginas do livrão. Neles, 26 cartões com reproduções de pôsteres, flyers, ingressos, postais e outros materiais de divulgação da banda. Podem ficar guardados com carinho ou então serem usados para enfeitar uma casa beatlemaníaca. A caixa traz também três pôsteres e cinco fotos avulsas. Um verdadeiro fetiche. R$ 129,90. Também compro!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

CADA DOIDO COM SUA LOUCURA!


Em novembro de 2011, o dentista canadense Michael Zuk arrematou um dente podre de John Lennon em um leilão. Na época, essa notícia apareceu aqui – agora volta a ter destaque na Internet. Zuk pagou mais de US$30 mil por um molar, extraído na década de 1960, que Lennon teria dado para sua empregada. Desde que tomou pose do artefato, o canadense sustenta a tese de que um dia conseguirá clonar o ex-beatle.

Em conversa com o programa Dead Famous DNA, do Channel 4, Zuk deu detalhes de como seria o clone. O dentista revelou que o novo Lennon seria “como um filho” e que faria de tudo para evitar que a cópia tivesse o mesmo destino fatal que o original, assassinado por um débil mental em 8 de dezembro de 1980. O improvável pai do “novo” John Lennon ainda revelou que tentaria deixar o “filho” longe dos vícios. “Ele ainda seria uma duplicata exata, mas, você sabe, espero deixá-lo bem distante de drogas, bebidas, cigarros e coisas assim”. E aulas para que ele aprendesse a tocar violão não fariam mal algum, certo?” A cruzada biológica e doentia de Michael Zuk pode ser acompanhada por outros doidos como ele no site: http://www.johnlennontooth.com/

PAUL McCARTNEY - COMING UP - SIMPLESMENTE, DEMAIS!


“Coming Up” foi gravada durante o verão de 1979 e lançada como compacto em 1980. A música também é a faixa que abre o disco “McCartney II”, tão duramente criticado. McCartney II tornou-se conhecido por ser mais eletrônico e experimental. É o 12° da carreira de Paul McCartney. Em todas as faixas, gravadas em casa, como dez anos antes, ele toca todos os instrumentos, faz os vocais e divide as harmonizações com Linda. Também existe uma versão ao vivo de “Coming Up”, gravada durante uma turnê dos Wings e lançada posteriormente em single, com “Lunchbox / Odd Song” do lado B.

O vídeo clipe de “Coming Up”, foi lançado em 17 de maio de 1980, no programa “Saturday Night Live”. No Brasil, foi exibido primeiro no Fantástico. No vídeo, Paul interpreta dez personagens distintos e Linda, dois, um deles, homem. Essas interpretações vão de Buddy Holly, Frank Zappa, Ron Mael, Andy Mackay, Ginger Baker , até ele mesmo, o próprio, como o Beatlezinho da época da Beatlemania. Inteligentemente, Paul batizou a suposta banda como “THE PLASTIC MACS”, fazendo uma paródia à Plastic Ono Band de Lennon. Por falar em John Lennon, foi depois que ele ouviu “Coming Up” que Lennon decidiu voltar para o mundo dos vivos. 
“Coming Up” chegou ao primeiro lugar das 100 mais da revista Billboard, sendo a única música de Paul , em carreira solo (sem os Wings, na época), a conseguir tal feito. No Brasil, também virou chiclete. O compacto com a música "Lunch Box-Odd Sox" no lado B, foi lançado dia 11 de abril de 1980. Ainda tenho o meu até hoje!

THE BEATLES - NEW MUSICAL EXPRESS - SENSACIONAL!

No dia 26 abril 1964, os Beatles foram a atração principal do All Star Concert, o show de entrega dos prêmios da New Musical Express, 1963-1964, realizado no Empire Pool, em Wembley. Dez mil fãs foram assistir à banda receber os prêmios das mãos do astro Roger Moore. Os Beatles mandaram superbem e quebraram o maior cacete com “She Loves You”, “You Can’t Do That”, “Twist And Shout”, “Long Tall Sally” e “Can’t Buy Me Love”. Aqui, a gente confere todas! Destaque para “Twist And Shout”.

O HOMEM DA CAPA DE ABBEY ROAD

Paul Cole era o nome do homem que aparece na capa do álbum "Abbey Road", lançado pelos Beatles em 26 de setembro de 1969, conversando com um policial à direita, no espaço entre John Lennon e Ringo Starr. A história de Cole é pra lá de curiosa. Segundo o próprio, “estava em férias com minha esposa em Londres e, como já havia visitado museus demais, resolvi dar uma caminhada pelas ruas. Aí vi uma viatura da polícia parada, fui até ela e comecei a conversar com o policial. Já estávamos batendo um papo há mais de uma hora quando percebi aqueles quatro caras atravessando a rua como uma fila de patos. Eu achei que se tratava de um bando de arruaceiros, pois todos tinham cabelo comprido e um deles estava descalço – e você sabe, não se anda descalço em Londres”. Na hora Cole não atinou que os quatro cabeludos suspeitos eram os Beatles. Ele só foi se tocar disso mais de um ano depois, quando encontrou a capa do álbum em cima do toca-discos da família.
O simpático Paul Cole faleceu dia 13 de fevereiro de 2008, aos 96 anos de idade, na cidade americana de Pensacola, na Flórida. Sua história é um triunfo do acaso, que transformou um completo desconhecido em personagem da história de um dos maiores nomes do rock.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A SEPARAÇÃO DOS BEATLES - O DIA DO FIM DO SONHO


Há 44 anos, no dia 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciava a separação oficial dos Beatles em comunicado. Pouco tempo depois, John Lennon concluía: o sonho havia terminado. Na realidade, o grupo já tinha deixado de tocar juntos havia vários meses, quando terminou a gravação do álbum Abbey Road. Os quatro já estavam se dedicando a projetos pessoais, mas ninguém se atrevia a anunciar ao mundo a separação. — Não deixei os Beatles. Os beatles deixaram os Beatles, mas ninguém quer ser o que diz que a festa terminou — afirma Paul na autobiografia do grupo, Anthology. Em abril de 1970, Paul lançava seu primeiro disco solo, McCartney, e queria evitar entrevistas nas quais, sem dúvida, seria perguntado sobre a situação dos Beatles. O baixista decidiu que Derek Taylor, assessor de imprensa do grupo, prepararia um questionário, que seria respondido por ele distribuído junto com seu disco. — Uma das perguntas foi: podemos dizer que os Beatles se separaram? Respondi: Sim. Não voltaremos a tocar juntos — lembra. Paul estava furioso com o trabalho feito pelo produtor Phil Spector com as fitas que o grupo tinha deixado paradas no ano anterior e que foram retrabalhadas e lançadas no álbum Let it Be. O trabalho de Spector foi aprovado por John e George Harrison, que não queriam que Paul lançasse seu álbum pela Apple Records — o selo criado pelo grupo — antes que Let it Be e o disco de estreia de Ringo Starr começassem a ser vendidos. — Estava tão cansado de tudo que disse: 'Quero sair do selo'. A Apple Records era um lindo sonho, mas pensei: 'Quero deixá-lo'. George me disse por telefone: 'Você vai ficar no selo! Hare Krishna!' e desligou — lembra Paul. Paul afirma que o grupo chegou ao seu fim "quando John disse: "estou saindo! Quero o divórcio". Lennon já atuava junto com Yoko Ono em seu próprio grupo, o Plastic Ono Band, com o qual tinha lançado um álbum ao vivo, e, em janeiro de 1970, tinha gravado a música Instant Karma, com George e Spector. Ringo afirma que, antes do anúncio de Paul, sempre havia a possibilidade de os Beatles continuarem juntos. — Quando estávamos no estúdio gravando 'Abbey Road' não dissemos: 'acabou: último disco, última canção' — assegura o baterista. Mas a separação dos Beatles era inevitável. Como explica George Martin, o produtor que trabalhou com eles no estúdio de gravação durante oito anos, "a ruptura ocorreu por muitos motivos, sobretudo porque cada um dos meninos queria viver sua própria vida e nunca tinham conseguido".— Acho que nos separamos pelo mesmo motivo pelo qual as pessoas se separam. Precisávamos de mais espaço vital e os Beatles tinham se transformado em um espaço reduzido — afirma Harrison na autobiografia do grupo.Os quatro integrantes da banda seguiram seus caminhos separadamente, mas nunca deixaram de ser perguntados sobre um possível retorno, opção que foi descartada depois que John foi assassinado em Nova York, no dia 8 de dezembro de 1980.
Em 1980, Paul McCartney trabalhava em seu álbum "Tug of war". Durante a gravação - que marcava o seu reencontro com George Martin onze anos após "Abbey Road" - no dia 8 de dezembro, John Lennon foi baleado por Mark Chapman em Nova York. A faixa-título do disco de McCartney dizia o seguinte: "Esperávamos mais / Mas, de um jeito ou de outro, tentávamos superar um ao outro num cabo de guerra". Além da guerra de egos entre os dois, outros fatores deram cabo à banda que revolucionou a história da música. A morte do empresário Brian Epstein, em agosto de 67, foi um deles. "Ele era um de nós", disse Lennon ao "New Musical Express". A presença de Yoko Ono também foi decisiva. "A morte de Epstein deixou os rapazes meio sem pai. Acho que isso contribuiu para John entrar em um estado de desamparo que possibilitou que Yoko dominasse o pedaço. A relação entre o Paul e o John também já estava desgastada. Eles eram muito amigos, mas a amizade azedou por causa da vaidade pessoal e do dinheiro", afirma Elaine Gomes, autora do livro "The Beatles - Letras e canções comentadas". A guerra de egos já acontecia, pelo menos, desde 1968. Nas gravações do "Álbum branco" (ou o "Álbum tenso", segundo McCartney), cada Beatle tratava o colega como músico de apoio. O estopim aconteceu no estúdio de Twickenham (período que George Harrison chamou de "o inverno do descontentamento") para a gravação do filme "Get back", no ano seguinte. Ao invés de canções brotando como mágica, brigas eram detonadas a todo instante. "Quase todas foram iniciadas por McCartney, que continuava a agir como se estivesse tentando roteirizar o filme, ao levantar questões como a mudança da visão de mundo dos Beatles desde a morte de Epstein", escreveu Jonathan Gold em "Can't Buy Me Love".Decepcionados com "Get back", os Beatles voltaram aos estúdios. "Abbey Road", trazia a banda como nos velhos tempos em que tocava nas pocilgas de Hamburgo. John, Paul e George castigaram suas guitarras, enquanto a Ringo foi concedido o direito de fazer o seu primeiro solo de bateria em uma gravação dos Beatles. Mas tudo terminou por aqui. "I me mine", última faixa gravada pelos Beatles (para "Let it be", com o registro daquelas sessões de "Get back"), nem contou com a presença de Lennon. A morte de Epstein já havia esquentado o clima antes. "Não tinha ilusões quanto ao fato de que só sabíamos fazer música e nada mais", disse Lennon a Jann Wenner, autor do livro "Lennon remembers". Após a perda, os Beatles ainda fundaram a Apple, mistura de gravadora e produtora de filmes. Preocupado com as finanças, McCartney contratou o sogro, Lee Eastman. Lennon, Ringo e George ficaram com Allen Klein, empresário não muito confiável e que cuidava da carreira dos Rolling Stones. Com relação à Yoko Ono, teria ela força suficiente para causar a separação dos Beatles? Marcelo Fróes, pesquisador musical e produtor de diversos CDs com a obra dos Beatles interpretada por artistas brasileiros, acredita que a influência não foi tão decisiva. "Se houve influência, certamente foi para apurar a sua criatividade. Ela deve ter alfinetado as picuinhas entre os dois líderes da banda, que podem ter ficado piores depois que Brian Epstein morreu", afirmou. Os integrantes dos Beatles nunca deixaram claro até que ponto chegou tal influência. "Quando o John se amarrou tão intensamente nela, ficou óbvio que era um ponto sem volta. Sempre achei que ele tinha que se desligar da gente para dar atenção a ela", disse McCartney no projeto "Anthology". O próprio John Lennon reconheceu, na biografia "John Lennon - A vida", de Philip Norman, a importância de Yoko no episódio. "Quando conheci Yoko foi como quando a gente encontra a sua primeira mulher e abandona os caras do bar. Assim que a encontrei, foi o fim dos rapazes. Mas acontece que os rapazes eram muito conhecidos, não eram apenas os caras do bar." Bob Spitz, autor de "The Beatles - A biografia", detalhou a presença de Yoko no seio da banda. "Entre a gravação de uma música e outra, John ficava cochichando com Yoko e perdia o momento em que devia entrar em uma música." Por causa da insuportável presença da mulher de Lennon no estúdio ele e George Harrison sairiam literalmente no tapa durante as intermináveis gravações de Let It Be.De fato, John Lennon estava com pressa para entrar em estúdio com a sua esposa. Ele e Yoko já faziam shows juntos, e o álbum "Two virgins" foi gravado antes mesmo da separação oficial dos Beatles. Deprimido, McCartney seguiu caminho idêntico. "Estou fazendo o mesmo que você e lançando um álbum. E também estou saindo do grupo", disse. Paul explicou o motivo da decisão a Philip Norman: "Eu não podia deixar John controlar a situação e nos jogar fora como namoradas chutadas". Além da guerra de egos, da morte de Brian Epstein e da presença de Yoko Ono, muitos consideram que, além de tudo isso, o que fez com que os Beatles terminassem foi a necessidade deles quatro, individualmente, transcenderem. A partir do 'Álbum Branco', eles começavam a deixar de ser uma unidade, uma banda, e passavam a ser um conjunto de quatro artistas maravilhosos, mas com características que ficavam cada dia mais diferentes. O fato de terem uma banda, fazia com que John, Paul, George e Ringo limitassem as suas capacidades criativas. Eles precisavam de mais liberdade para poder criar, seguir seus impulsos artísticos e musicais próprios, individualmente, sem ter de se condicionar aos outros.Após tantos lançamentos envolvendo a grife "The Beatles" no final do ano passado, Paul McCartney colocou nas lojas "Good evening New York City". No álbum, que traz um show no antigo Shea Stadium (local de uma das apresentações mais memoráveis dos Beatles), surge a canção "Here today", gravada em homenagem a John Lennon também em "Tug of war". "Eu ainda me lembro como foi antes / E não estou mais segurando as lágrimas", diz a letra. Mas, a essa altura, o sonho já havia acabado. Pela segunda vez.

Agora, a gente confere com absoluta exclusividade do Baú do Edu, a entrevista de Paul de 1970, distribuída para a imprensa junto com o ábum "McCartney".
Por que você decidiu fazer um álbum solo?
Porque eu tenho um equipamento Studer de gravação de quatro canais em casa. Gravei algumas coisas - gostei do resultado e decidi transformá-las em um álbum.
Você foi influenciado pelas aventuras de John com a Plastic Ono Band ou pelo álbum de Ringo?
Não.
Todas as músicas são de Paul McCartney?
São, sim.
Serão creditadas apenas como “McCartney”?
Sim.
Você gostou de trabalhar como artista solo?
Muito. Eu só tinha a mim para tomar uma decisão. Linda está nele também, é realmente uma coisa de casal.
Qual é a contribuição de Linda?
Todas. Ela ajudou nas harmonias, mas é claro que é bem mais do que isso porque ela é um ombro para me apoiar, a segunda opinião, e excelente fotógrafa. Ela acredita em mim - sempre.
Onde o álbum foi gravado?
Em casa, em Abbey Road e no Morgan Studios.
Qual é o seu equipamento em casa?
Um Studer, um microfone e nervos.
Como você escolheu os estúdios que trabalhou?
Eles estavam disponíveis. O da EMI (Abbey Road) é tecnicamente muito bom e o Morgan é acolhedor.
Nenhuma faixa foi conhecida até que o álbum estivesse pronto. Foi uma escolha sua?
Foi, porque normalmente um álbum já fica velho antes mesmo de sair.
Você é capaz de descrever a “textura” do álbum em algumas palavras?
Casa, família e amor.
Quanto tempo demorou para concluir?
Desde um pouco antes do natal até agora. “Lovely Linda” foi a primeira coisa que eu gravei em casa, e era originalmente para testar o equipamento. Isso foi perto do natal.
Supondo que todas as canções são novas para o público, como são para você? Elas são todas recentes?
Uma é de 1959 (Hot As Sun). Duas são da Índia - Junk e Teddy Boy, e o resto são todas bem recentes.
Quais os instrumentos que você tocou no álbum?
Baixo, bateria, violão, guitarra base, piano, órgão mellotron, xilofone de brinquedo, arco e flecha.
Já tinha usado esses instrumentos em gravações anteriores?
Sim.
Por que você quis tocar todos os instrumentos sozinho?
Estava sozinho. E acho que estou muito bem.
Linda será ouvida em todos os registros futuros?
Pode ser. Nós amamos cantar juntos e temos muitas oportunidades para pôr em prática.
Será que Paul e Linda se tornarão um John e Yoko?
Não, eles é que se tornarão Paul e Linda.
O que gravar sozinho lhe ensinou?
Tomar minhas próprias decisões sobre o que faço.
Quem fez a arte da capa?
Linda tirou todas as fotos, ela e eu fizemos o projeto.
É verdade que nem Allen Klein, nem ABKCO foram e nem serão de alguma forma envolvidos com a produção, fabricação, distribuição ou promoção deste novo álbum?
Sim.
Você perdeu os outros Beatles e George Martin. Houve algum momento em que você pensou, "gostaria que Ringo estivesse aqui nesta passagem?
Não.
Supondo que o disco faça sucesso. Quando vai fazer outro?
Mesmo que não faça sucesso, vou continuar a fazer o que eu quero, quando quero.
Você está planejando um novo álbum ou single com os Beatles?
Não.
É o álbum de um descanso longe dos Beatles ou o início de uma carreira solo?
O tempo dirá. Sendo um disco solo significa que ele é "o começo de uma carreira solo ..." e não sendo feito com os Beatles significa que é apenas um descanso. Portanto, ambos.
A sua ruptura com os Beatles, temporária ou permanente, foi devido a diferenças pessoais ou musicais?
Diferenças pessoais, comerciais e musicais. Mas acima de tudo porque eu tenho mais tempo com minha família. Temporária ou permanente? Eu realmente não sei.
Você consegue imaginar Lennon & McCartney compondo juntos novamente?
Não.
O que você acha sobre a campanha de John pela paz, da Plastic Ono Band, e ele devolver a medalha MBE? Influência de Yoko?
Eu amo o John, e respeito o que ele faz – mas isso não me dá nenhum prazer.
Houve alguma das canções do álbum escrita originalmente com os Beatles em mente?
Junk e Teddy Boy.
Você ficou contente com o ábum "Abbey Road”?
Foi um bom álbum.
Qual é a sua relação com Klein?
Eu não tenho qualquer contato com ele. Ele não me representa de forma alguma.
Qual é a sua relação com a Apple?
É o escritório de uma empresa que eu também criei, com os outros três Beatles. Eu não vou lá porque eu não gosto de escritórios ou de negócios, especialmente quando estou de férias.
Você tem planos de criar uma companhia de produção independente?
McCartney Productions Limited.
Que tipo de música lhe influenciou para esse disco?
Leve e solta.
Você está escrevendo mais prolíficamente agora? Ou menos?
Do mesmo jeito. Tenho uma fila de canções esperando para serem gravadas.
Quais são seus planos para o futuro? Férias? Um musical? Um filme? Aposentadoria?
Meu único plano é crescer!