quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A INFLUÊNCIA DA MÚSICA DOS BEATLES

Pedro Peduzzi* - Repórter da Agência Brasil  - Edição: Denise Griesinger
Ultrapassar a barreira do tempo e do espaço pode estar entre os grandes desafios da humanidade. Mas não para aquela que é considerada por muitos a maior banda de todos os tempos: os Beatles. Com 13 discos de estúdios lançados ao longo de oito anos – há mais de 50 anos – John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr são até os dias atuais fonte de influência musical e comportamental para todas as gerações, nos quatro cantos do mundo. O ex-integrante da banda Paul está no Brasil com a turnê Out There para apresentações em Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro e, pela primeira vez, na capital, Brasília. “Os Beatles não são apenas atuais. Em termos musicais, eles são eternos”, resume o professor do Departamento de Música da Universidade de Brasília, Sérgio Nogueira – há tempos um estudioso do quarteto de Liverpool. “E, na medida em que foram ultrapassando fronteiras, caindo como bomba nos EUA e invadindo tanto o Ocidente como o Oriente, obtiveram, como polemizou Lennon, uma popularidade maior que a de Jesus”, acrescentou. De acordo com a professora de Teoria e Tecnologia da Comunicação da Universidade Católica de Brasília, Rafiza Varão, além de ser a primeira banda cujo sucesso atingiu proporções mundiais, os Beatles estão entre os primeiros músicos responsáveis por fazer com que o culto às personalidades passasse a permear o imaginário do público, utilizando os meios de comunicação como poderosos aliados. Segundo Sérgio Nogueira, uma sequência de acasos fez dos Beatles a maior banda da história: “em primeiro lugar, o acaso da natureza, que juntou pelo menos duas pessoas com genialidade muito acima do normal”, disse referindo-se aos aspectos “diferentes e complementares” de Lennon e McCartney. “Lennon era rebelde, sofrido e com problemas familiares; Paul vinha de uma família equilibrada e tinha um pai que era músico amador e ouvia boa música. Cada um trouxe elementos diferentes que resultaram em uma terceira coisa, que ia além do simples somatório dessas duas partes”, explicou Nogueira à Agência Brasil. “E, para melhorar ainda mais, tinha George Harrison com seus arranjos e, posteriormente, boas composições”. O outro acaso citado pelo professor está relacionado ao momento histórico em que os Beatles surgiram. “Foi um momento primordial da história da música, com quebras de paradigmas em relação à música do passado e com a música pop ascendendo e superando barreiras”. Por meio dos Beatles a indústria fonográfica descobriu, nesse estilo musical, um novo e lucrativo filão. Rafiza Varão explica que a banda representou, para a indústria fonográfica, o início da fase de ouro da comercialização de discos de vinis e compactos, vendendo bilhões mesmo depois de seu fim. “A banda acabou virando um patrimônio da cultura mundial e hoje é impossível pensar a cultura do século 20 sem pensarmos nos Beatles”, disse ela. “A banda trouxe uma revolução cultural, em que jovens da classe média baixa inglesa começaram a se expressar mais comumente por meio da música popular que aparecia naquele período, construindo valores para uma juventude que não mais consumia apenas a cultura local. Com isso, ajudaram a difundir valores comuns para jovens de diversas nacionalidades: formas de dançar, vestuário, relação com os músicos, sentimentos em relação ao amor”, acrescentou a professora. Para Sérgio Nogueira, a banda não foi exatamente o catalisador de uma nova forma de comportamento, mas o símbolo que deu dimensão a uma forma de comportamento que já vinha se estabelecendo. “A cena já vinha acontecendo. Mas com toda a certeza eles deram uma dimensão muito maior para elementos da cultura da época. A principal postura influenciada por eles, que perdura até hoje, está relacionada à crítica às fórmulas de relações hierárquicas na família e no governo”. Se na época os Beatles representavam uma afronta aos pais, atualmente o gosto pelas músicas da banda passa de pai para filho. Principalmente quando se tem a chance de assistir ao showde um deles. Apelidado de John Lennon, devido à semelhança entre os nomes, João Lino, de 27 anos, vai ao show de Paul McCartney, dia 23 em Brasília. "Aprendi a ouvir Beatles com o meu pai. Sempre fui muito fã deles. Simplesmente não dava pra deixar de ver um deles de perto”, disse o consultor de seguros à Agência Brasil. “Vi o primeiro show da turnê [Out There] pela televisão e posso dizer: é imperdível tanto em termos de repertório quanto de organização”. Até a escolha de profissões foram influenciadas pela música dos Beatles. “Eles representaram um estouro na minha vida. Cheguei profissionalmente onde cheguei graças ao impulso dado por eles”, disse o professor do Departamento de Música da UnB. “Eu não tinha envolvimento com música até meu irmão comprar dois discos deles. Na primeira vez que ouvi, me veio uma sensação visceral de força muito intensa. Ao sentir isso, me despertei. Aos poucos fui crescendo musicalmente, seguindo o que eles estavam fazendo. Evolui junto com eles e sou fruto de uma semente plantada por eles. E segui o caminho deles para aprender junto. Só depois fui me interessando por outras coisas, como jazz erudito. Mas os Beatles continuam me tocando profundamente. A mim e a muitos como eu”, disse Nogueira. História similar tem o músico profissional Fábio Pereira, 44. “Foram eles que fizeram com que eu me tornasse um músico profissional”, disse o músico e professor de bateria. Para dar vazão à paixão que tem pelo quarteto, ele integra a banda Friends, que faz covers do grupo. “Os Beatles representam uma química perfeita entre quatro seres humanos, juntando dois baitas compositores com um guitarrista técnico que, influenciado pelos companheiros, se tornou também um grande compositor. Completando o time, um baterista que apesar das limitações deu identidade própria à música do grupo. Aquela era a bateria da música”, disse Fábio àAgência Brasil. O que mais o impressiona na música dos Beatles é a quantidade de músicas boas, tanto no aspecto melódico como nas letras e arranjos harmônicos. “Eram muito avançados para a época”, disse ele. “Os Beatles conseguiram gravar uma quantidade enorme de músicas boas, tendo apenas oito anos de discografia [13 discos, entre 1962 e1970]. Eles inovaram para além do iê-iê-iê que os lançou. McCartney disse em livro que, no início, eles faziam música pensando em vender, mas depois começaram a sair dessa inocência e explorar letras mais introspectivas. Com isso, após um amadurecimento grande e rápido, os Beatles consagraram e tiveram seu auge criativo entre 1965 e 1967", completou. *Colaborou Michèlle Canes

THE BEATLES - TWIST AND SHOUT - ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICO!

Em 1960, Phil Spector tornou-se produtor na Atlantic records. No ano seguinte ele foi designado para produzir um single para um grupo vocal chamado the Top Notes (às vezes chamado de "Topnotes") com a canção "Twist and Shout" Em 1962, o grupo The Isley Brothers decidiu gravar a canção e foram produzidos pelo próprio compositor Bert Russell, que não tinha ficado satisfeito com a produção de Phil Spector. "Twist And Shout" tornou-se a primeira gravação do trio a atingir e entrar para lista da revista Billboard (entre as 40 mais). A canção logo se tornou um cover frequente da música soul no início dos anos 60. Quando os the Isleys gravaram "Twist And Shout" eles não pensaram que ela se sairia tão bem quanto seu hit de três anos atrás "Shout!". Para a surpresa deles, a canção se tornou hit dentre as listas de música pop e rhythm and blues.Os Beatles lançaram a canção em seu álbum de estréia no Reino Unido, Please Please Me. Em uma única sessão, eles gravaram 11 canções para o álbum e Twist and Shout foi a última a ser gravada. John Lennon, o líder vocal da canção, estava com gripe no dia e usava pastilhas para a garganta, por isso, ele produziu uma memorável performance vocal, rouca e dinâmica." Esta foi uma das primeiras canções que os Beatles apresentavam o "wooo" na harmonia, o que se tornou um clichê no início da carreira deles.
Nos Estados Unidos, a canção foi lançada em 2 de março de 1964 como um single pela Vee-Jay Records. Atingiu o segundo lugar no dia 4 de abril do mesmo ano. Neste país, a canção foi o único cover dos Beatles a vender 1 milhão de cópias e o único a atingir as 10 mais tocadas em qualquer lista de paradas de sucesso norte-americanas. A versão dos Beatles para a canção fez parte do filme de 1986 Ferris Bueller's Day Off (Curtindo a Vida Adoidado), com o ator Matthew Broderick no papel principal. O uso da canção em 1986 fez com que ela entrasse na lista da Billboard Hot 100, atingindo o pico de número 23. Em 1962 a Decca Records assinou contrato com The Tremeloes, um grupo de Dagenham, Essex, em preterência aos Beatles. Ambos os grupos tiveram uma audição no mesmo dia, e os Beatles foram rejeitados pela gravadora. Ironicamente, Brian Poole and the Tremeloes não tinham nenhum sucesso até os Beatles darem início ao "boom" britânco ao rock. Assim o grupo Brian Poole and the Tremeloes imitou o estilo deles e regravou "Twist and Shout" quatro meses depois dos Beatles, atingindo a paradas de sucesso do Reino Unido (#4). "Twist and Shout" ainda seria regravada tantas e tantas vezes, inclusive pelo Mamas & Papas, mas nada, nada se compara com a gravação dos Beatles! Esse vídeo que a gente confere agora é o mais phoda que eu já vi nos últimos tempos! The Beatles - Twist And Shout!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

MESMO DEBAIXO DE CHUVA, PAUL ENCANTA BRASÍLIA

Por Lucas Nanini, do G1 DF
Pela primeira vez em um palco de Brasília, Paul McCartney repetiu a mesma fórmula que tem agradado fãs brasileiros nas últimas turnês. O bom humor inabalável, duas horas e meia de música e um repertório com alguns dos principais hits das principais fases de sua trajetória, desde a época dos Beatles, passando pelos Wings e pela carreira solo fizeram o público que foi ao Estádio Mané Garrincha sair do show satisfeito neste domingo (23). A novidade foram as músicas do novo álbum, “New”, lançado neste ano, presentes também nas apresentações em Cariacica, no Espírito Santo, e no Rio de Janeiro. Paul cantou “Save us”, “Queenie Eye”,“Everybody out there” e a faixa-título. Paul arriscou falar em português, usou frases como “Aqui tá bombando”, brincou com a plateia, dançou, recebeu dois bichos de pelúcia, elogiou a cidade, ofereceu música para a “garotada” e até fez um coraçãozinho com a mão. “Bom estar em Brasília finalmente”, disse. Um público de 46 mil pessoas, segundo a organização, fez coro para os principais sucessos dos Beatles e da carreira solo. Paul subiu ao palco às 21h04 e saiu pela última vez exatamente duas horas e meia depois, às 23h34. Ao todo, foram 39 canções, sendo 26 dos mais famoso quarteto de Liverpool. A chuva que caiu sobre Brasília nesta noite não diminuiu os ânimos, nem mesmo quando aumentou, logo após o surgimento de labaredas e explosões acompanhando o ritmo de “Live and let die”.
Além da “garotada”, que foi lembrada antes e depois de “All together now”, Paul também prestou homenagens aos ex-beatles John Lennon e George Harrison, à mulher Nancy Shevell e à ex-mulher Linda. A primeira citação aconteceu na sétima canção. “Esta música eu escrevi para a minha mulher, Nancy”, disse antes de tocar “My Valentine”, com os atores Johnny Depp eNatalie Portman mostrando a letra em linguagem de sinais no telão. Não demorou muito e ex-beatle prestou homenagem à ex-mulher e mãe de seus filhos, Linda Eastman, tocando e cantando “Maybe i’m amazed”. John foi citado antes de “Here today”. George foi o responsável pela única música do show que não tem a assinatura de Paul: “Something”. Com imagens de Harrison e McCartney no telão, a música foi uma das mais cantadas pelo público. Os principais sucessos cantados por ele no famoso quarteto de Liverpool também foram entoados com o apoio de todo o público. “The long and winding road”, “Blackbird”, “Lady Madonna”, “Eleanor Rigby”, “Obladi oblada”, “Get Back” e “Let it be”, entre outras. A primeira parte terminou com o tradicional coro de “na na na na” de “Hey Jude”, com Paul ao piano colorido. Um grupo de fãs levou diversas folhas de papel com a sílaba “na”, que foi vista no telão durante a parte final da canção. O primeiro bis começou “Day Tripper”, a última música tocada pelos Beatles até o show no telhado do prédio da Apple, em Londres. Paul saiu do palco depois de interpretar “I saw her standing there”. No útimo retorno, o asto apareceu com o violão e iniciou “Yesterday”. Em seguida, ele tocou a que é uma das músicas mais pesadas dos Beatles, “Helter skelter”. Como faz sempre, Paul trocou o baixo Hofner pelo piano e encerrou o show com a sequência final de Abbey Road, “Golden slumbers”, “Carry that weight” e “The end”. A noite estava mais do que ganha. Paul acenou para o público, reuniu os músicos na frente do palco mais uma vez, agradeceu ao público, à equipe técnica e aos integrantes de sua banda, andou de um lado para o outro e foi para o camarim após uma chuva de papel picado, em verde, amarelo e azul. Ele também disse que Brasília é uma cidade linda e que pretende voltar. O Baú do Edu avisa: Infelizmente, no you tube não tem ainda vídeos do show com boa resolução. Por isso vai esse mesmo do Morumbi em São Paulo em 2010. Afinal, não tem muita diferença. Band On The Run.

PAUL McCARTNEY EM BRASÍLIA - UMA LIÇÃO INESQUECÍVEL!

Tem gente que não aprende nunca mesmo, ou só aprende levando muito no couro. Com certeza, eu sou uma dessas. Desde o início, assim que foi confirmado o show em Brasília, procurei não criar expectativas e mesmo quando meus amigos perguntavam se eu iria, respondia que achava que não. Estou quebrado e mais duro que arroz de 5ª. Mas sabia que se eu quisesse mesmo ir, isso não seria desculpa. Problemas mais sérios como a saúde de minha mãezinha (que ontem completou 79 anos) e a morte recente e precoce de dois dos meus maiores amigos, esses sim, fazem que eu não tenha nenhum entusiasmo para qualquer tipo de festa. Mas os dias foram passando e logo a cidade começou a ser tomada por cartazes enormes anunciando o show. Meu filho Davi, de 18 anos, viu um desses cartazes e perguntou se eu iria. Respondi que achava que não e ele disse que gostaria de ver um show como esse pela primeira vez e aqui em Brasília. Fiquei pensando uns dois dias e pimba, comprei dois ingressos dos mais baratos para satisfazer pelo menos esse desejo desse rapaz tão pouco privilegiado pela vida. Na volta para casa, vendo os cartazes na rua, ficava pensando o que aquele cara e os três amigos dele representaram para mim nos últimos 40 anos. Meus olhos marejaram. Somente no início da semana do show, disse a ele que tinha os ingressos.
Sou velho, chato e rabugento! Não gosto de gente, de cachorros e menos ainda de crianças e adolescentes sabe-tudo. Depois da traumática experiência no estádio Serra Pelada, ôps, Dourada em Goiânia no ano passado, jurei que se dependesse de mim, jamais passaria por aquele inferno outra vez. Mas “todo castigo pra corno é pouco!”. Diz um sábio amigo meu. No dia 23, ainda muito cedo, bem antes do sol nascer e a passarinhada se assanhar, eu já estava acordado. Atualizei nosso blog, tomei umas três latinhas, fumei uns 15 cigarros Hollywood vermelho e depois fui passear no parque Olhos D’Água, que é mais ou menos perto da minha casa. O tempo ainda estava bom, mas desde quinta-feira todos os jornais diziam que haveria chuvas torrenciais naquele dia. Umas 11 horas, já de volta à casinha, acordei o rapaz dizendo: “Bora, hora do show!”. Ai, ai... que bom se fosse verdade. Minha mãe nos convidou para almoçarmos na casa dela, nos aprontamos, vestimos os uniformes e partimos. “Deus nos ajude”, pensava olhando para o horizonte. Pois bem, exatamente às 2h30 chegamos no Mané Garrincha, um monstro gigantesco, quase no centro da cidade. Apenas umas 20 pessoas já estavam na fila à nossa frente na beira do portão. E o tempo foi passando, a negada chegando e a tempestade se anunciava. Deu 3 e meia, deu 4 e meia, e os dois manés la´, em pé, diante do imponente e feio manezão. A fila atrás de nós já era quilométrica e àquela altura eu já não poderia mais fumar, o que acabou sendo outro grande problema. O que mais me irritava eram esses pais que levam os filhos crianças para esse tipo de evento. E até por baixo de minhas pernas uma dessas criaturas passou, sem contar as que não paravam de gritar subindo no alambrado do corredor que nos cercava. Os pais achavam uma gracinha. A passagem de som estava marcada para as 5 horas. Os portões só seriam abertos às 5 e meia e a chuva chegou sem dó. A passagem de som só começou já quase 6 horas e somente às 6 e tanto finalmente abriram o portão, depois que a negada já ameaçava a invasão. Fiquei apreensivo, com medo de sermos esmagados pela multidão atrás de nós e o portão na nossa frente. Foi como o estouro de uma boiada. Chovia canivetes, minhas pernas estavam dormentes e mal conseguia me arrastar. O Davi já estava lá na frente, mas não nos perdemos, ‘meno male’. Finalmente estávamos dentro do estádio. Nos sentamos e rapidamente todo o lugar começou a ser lotado. Pelo menos, estávamos nas cadeiras superiores, cobertas e livres da chuva. Não senti pena de quem estava lá embaixo, na pista debaixo da chuva que castigava. Então, começou o 2º ato dessa ‘Divina Comédia’: Uma hora e dez minutos de remixes insuportáveis de músicas dos Beatles e de Paul no estilo batidão/pancadão. Um inferno que nem Dante Alighieri conseguiria imaginar nos seus piores dias de angústia. E nada do tal de McCartney! O início do show estava marcado para as 8 em ponto e às 9 e cinco, ainda tinha peão passando pano de chão no palco, e nós (eu e o Davi) com os sacos já absolutamente cheios e, meio sem querer, já ficando com raiva do próprio McCartney. Ora, desde quinta que nessa cidade não se fala em outra coisa senão desse show e do temporal que iria desabar. A organização devia ter se precavido, bolas. E não houve um elemento sequer que aparecesse nem para dar alguma explicação/satisfação para a plateia. Também não haviam ambulantes circulando entre o público. Quem quisesse ir ao banheiro, ou lanchonete, ou fumar, teria que deixar seu lugar e possivelmente, não conseguiria voltar para ele. Todo castigo? Tentava disfarçar meu mal-humor para não influenciar o Davi, mas acho que o dele era bem pior que o meu.
Finalmente McCartney apareceu no palco depois de uma hora e dez minutos de atraso. A negada foi à loucura! Nós não. Em certas coisas, somos absolutamente pares. Atrás de nós, adolescentes radicais extremistas gritavam de forma enlouquecedora ao ponto de sufocar o som das possantes caixas. McCartney se mostrou em forma, todo bonitão e trajando uma bela jaqueta vermelha, começou atacando com “Magical Mystery Tour”. Depois disse o que diz por todos os lugares que passa, com as mesmas frases em português e só trocando o nome da cidade, mas nenhum pedido de desculpas pelo atraso. Depois “Save Us”, um rockão violento no estilo que ele sabe fazer melhor. A negada gritava, chorava e se descabelava. Nós não. Eu já não tinha emoção nenhuma de estar ali, vendo o idolo de 2cm lá no palco e uns 18m de altura nos telões. Pelo menos, dessa vez, eu não estava quase atrás do palco, como foi em Goiânia. “All My Loving”, clássico dos Beatles, “Listen To What The Man Said”, “Let Me Roll It” (onde Paul deu um show de guitarra!), a animada “Paperback Writer”, “My Valentine”, “1985”, “The Long And Winding Road” (quando comecei a bocejar), “Maybe, I'm Amazed” (idem), “We Can Work It Out” (nós podemos resolver isso) e começou , para nós, a sessão nana-neném. Depois de“Another day”, comecei a cochilar, “And I Love Her”, “Blackbird”, quando olhei para o lado, ele também cochilava. No meio de “Here today”, exaustos e famintos, e eu doido para fumar, concordamos que já era nossa hora, embora eu quisesse que ele visse “Live And Let Die”, mas não deu. Saimos do estádio apressados e sem qualquer arrependimento ou culpa de estar abandonando o show de Paul McCartney em Brasília. Fomos caminhando até a W3 e no caminho ainda podemos ouvir “Lady Madonna”, “All together now”, “Lovely Rita”, “Everybody Out There” e “Eleanor Rigby”, para se ter noção da altura do som. Já com a chuva bem fininha, pegamos um táxi no rumo da 116 norte e paramos no Girafa’s para comer. Em casa, tinha deixado guardados uma caixinha de latinhas da Antarctica na geladeira e um pacotão com dez carteiras de Hollywood vermelho na frente do computador. Agora estava a salvo. Ontem, passei o dia imprestável. Minhas pernas ainda dóem até agora. Se valeu à pena? Valeu sim, porque dessa vez, aprendi a lição. Não tenho mais 20, 30 anos e isso não é mais para mim. Tenho os meus discos e guardo meu amor de uma forma que só a mim importa. Apesar da chuva, espero que Paul tenha gostado da cidade e volte outras vezes. Prometo que se eu ganhar na mega sozinho, vou vê-lo onde estiver e pedir desculpas pessoalmente por ter abandonado seu show na minha cidade. Obrigado Paul. O Brasil viu Brasília de uma forma diferente da que estava acostumado. Desculpem se não correspondi à expectativa de alguns que esperavam que eu só rasgasse a seda. Disse apenas o que vi, o que senti e o que achei. Obrigadão a todos pela paciência! Hey, ainda tem alguém aqui?

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

VEJA BRASÍLIA - ESPECIAL PAUL McCARTNEY

Por Carol Pascoal
Naquela manhã do dia 6, o senhor inglês de 72 anos acordou cedo para preparar o café da manhã e levar sua filha de 11 anos à escola. Poderia ser o início de uma rotina trivial e pacata, semelhante à de milhões de pessoas. Mas, em algumas horas, ele largaria o papel de cidadão comum, assumiria o posto de lenda da música e me ligaria com o objetivo de falar sobre seus feitos e a turnê que trará ao Brasil. Do outro lado da linha, a inconfundível voz, já marcada pelo tempo, se apresentou (como se fosse necessário): “Aqui é Paul McCartney”. Quando questionado se era preciso chamá-lo de sir, título que recebeu da coroa inglesa em 1997, o carismático cantor, compositor e multi-instrumentista caiu na risada: “Não, pode me chamar de rei”. Sem dúvida, essa é uma das muitas estratégias que sua majestade desenvolveu para tirar a tensão das pessoas que entram em contato com ele: um ex-beatle.
Desde 2010, McCartney veio todos os anos ao Brasil para se apresentar. Contemplou cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Recife, Belo Horizonte, Goiânia e Fortaleza. Antes disso, ele só havia realizado dois espetáculos por aqui, no Rio (1990) e na capital paulista (1993). Agora, finalmente, chegou a vez de Brasília, onde ele fará sua estreia no domingo (23), dentro do Mané Garrincha. Em tempos nos quais a indústria musical e a venda de discos não proporcionam grande retorno financeiro aos artistas, é preciso manter uma intensa agenda de shows. “Enquanto as pessoas tiverem interesse por ouvir música, alguém estará compondo e se apresentando. É aí que eu entro”, diz Macca (apelido entre os fãs), que permanece cerca de três horas no palco, se reveza entre inúmeros instrumentos — baixo, piano, guitarra, uquelele, entre outros — e chega a interpretar quase quarenta canções numa noite sem demonstrar cansaço. O repertório costuma ter 25% de canções da carreira-solo, 25% de músicas do Wings (banda que formou em 1971 com a então mulher, Linda McCartney) e a fatia restante é destinada a pérolas do grupo formado pelos quatro eternos rapazes de Liverpool: Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.
Pode ser que o prazer de estar em cima do palco sobressaia ao negócio, mas os números da atual turnê de McCartney, Out There, são grandiosos. Segundo a revista americana Billboard, o tour — iniciado em maio de 2013 — já faturou 165 milhões de dólares com a venda de 1,2 milhão de ingressos num total de 46 shows.
Nos dias 10 e 12, as cidades de Vitória e Rio de Janeiro, respectivamente, abrigaram apresentações do artista. Agora, ele e a banda que o acompanha há mais de dez anos — formada por Paul “Wix” Wickens (teclados), Brian Ray (baixo e guitarra), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr. (bateria) — passam por Brasília e, depois, São Paulo. Junto, vão uma equipe de 320 profissionais (desses, 280 são brasileiros), 42 carretas, uma estrutura metálica de montagem que pesa cerca de 150 toneladas e 150 caixas de som com potência total de 200 000 watts.O show de Brasília será o terceiro espetáculo internacional sediado no novo Mané Garrincha, depois de apresentações da cantora Beyoncé e da banda Aerosmith. Na terça (25) e na quarta (26), Paul McCartney sobe ao palco de 70 metros de largura montado no Allianz Parque, na Zona Oeste da cidade de São Paulo. “Os shows no Brasil têm essa mistura de gerações na plateia que resulta em um clima de festa de família. É claro que me surpreende o fato de que pessoas da minha idade e crianças sejam tocadas por aquelas canções”, anima-se o ex-beatle, que, durante o espetáculo, é elevado a 8 metros quando canta Blackbird.Mesmo com uma rotina agitada, o inglês encontra tempo para se dedicar a causas em que acredita, como o projeto Meat-Free Monday (Segunda-feira sem Carne; Paul é vegetariano), além de se esforçar para ser presente como pai (ele tem cinco filhos), marido (casou-se pela terceira vez, em 2011, com a milionária americana Nancy Shevell) e avô (são oito netos). O astro sempre comparece à primeira fila dos desfiles da filha Stella McCartney, por exemplo. “É um alívio poder fazer algo cotidiano como outra pessoa qualquer”, diz, como se encontrasse nisso uma maneira de equilibrar os dois mundos em que vive. Desacelerar, contudo, não está nos seus planos. “Se alguém não gosta do emprego e vai atrás da aposentadoria, eu entendo. Tenho a sorte de o meu trabalho ser o meu hobby, então eu continuaria tocando mesmo se estivesse aposentado”, conclui. Só faltou soltar um “let it be”.
Devo chamá-lo de Sir?
Não, pode me chamar de rei (risos).
Durante a atual turnê, o senhor precisou cancelar alguns shows devido a uma bactéria. Como se sentiu com a pausa?
As pessoas estavam preocupadas comigo. Foi muito engraçado, porque os médicos disseram que eu teria de descansar por seis semanas, então elas vinham me falar: “Caramba, você vai odiar esse período, você gosta tanto de trabalhar e viajar”. Eu respondia que amo trabalhar, mas prefiro descansar. Tive tempo de ler e entrei em estúdio para me divertir um pouco. Aproveitei o período de descanso e foi brilhante.
Como é viver no tempo em que a venda dos discos não garante a sobrevivência do artista?
O panorama mudou muito desde que entrei no negócio, mas o mais interessante é que isso não me afeta diretamente. Enquanto as pessoas tiverem interesse por ouvir música, alguém estará compondo e se apresentando. É aí que eu entro. Esse é o meu trabalho. Não importa a maneira como o material é distribuído. Se é em vinil, CD, fita cassete ou download, não faz nenhuma diferença para mim. A minha satisfação é que as pessoas gostem do conteúdo.
Há alguns anos, o Radiohead deu aos consumidores a oportunidade de escolher quanto gostariam de pagar por um álbum. Caso os Beatles fizessem algo semelhante, quanto acha que os fãs aceitariam pagar hoje por obras como Abbey Road?
Eu não faço ideia. Mas acho que, no mínimo, uns 2 dólares (risos).
Ainda se espanta ao ver como as novas gerações continuam se encantando com os Beatles? 
Eu e a banda notamos muito essa variação de idade durante a turnê. Vemos pessoas que cresceram com aquela música, jovens que ouviram por causa dos pais e dos avós e crianças que estão tendo um primeiro contato com aquele som. As músicas ainda soam frescas e atuais, e eu não sei o motivo disso. Os shows no Brasil, por exemplo, têm essa mistura de gerações na plateia que resulta em um clima de festa de família. É claro que me surpreende o fato de que pessoas da minha idade e crianças sejam tocadas por essas canções.
Ainda ouve o material do grupo?
Eu ouço as nossas músicas da mesma maneira que escuto outros artistas. Gosto da maioria das canções que fizemos. A única diferença entre ouvir Beatles e as outras bandas é que as nossas músicas me trazem muitas recordações. Lembro da gente em estúdio e da minha convivência com os outros caras (John, George e Ringo)criando essas músicas. Continua sendo empolgante escutar o material. Para mim, ouvir as canções dos Beatles é como tornar John e George vivos novamente.
O senhor tem uma filha de 11 anos, Beatrice, e também possui netos. Como eles lidam com o fato de conviver com um astro?
As crianças não me aborrecem com isso, elas não enlouquecem pelo fato de eu ser Paul McCartney. A minha filha e os meus netos gostam das músicas dos Beatles, mas também têm seu gosto pessoal. Eles me chamam de papai e vovô e muitas vezes me mandam calar a boca, porque querem simplesmente ver televisão.
Como separar o artista do pai, avô e marido?
Isso é algo que eu preciso fazer. É como viver em dois mundos ao mesmo tempo, e acho ótimo que eu consiga encontrar o equilíbrio entre eles. Seria entediante ter de escolher e viver para sempre apenas uma das vidas que tenho. Nesta manhã, eu fiz o café e levei a minha filha caçula à escola, assim como qualquer pai. Converso com os professores e com os pais dos outros alunos da forma mais natural possível. É um alívio poder fazer algo cotidiano como uma pessoa qualquer. O outro lado é que em breve vou ao Brasil para fazer a turnê, subir no palco, cantar, tocar guitarra e tudo aquilo. Eu sou sortudo por ter esses dois lindos lados.
Qual a diferença de tocar rock aos 18 e aos 72 anos?
A única diferença é que naquele tempo eu não era conhecido e agora sou. Continua sendo tão divertido ou até mais divertido do que era antes, porque hoje o público sabe a minha história. No começo, você se esforça para mostrar quem é.
Os seus shows têm quase três horas de duração. Como se prepara?
É mais simples do que as pessoas imaginam. Faço ginástica, mas nada em exagero. Acho importante sempre estar presente na passagem de som ao lado da banda, porque isso nos dá uma química. O grande segredo é que amo subir no palco, então não tenho de pensar muito a respeito. Eu me divirto ficando aquele tempo todo ali em cima. Penso nos shows como uma festa. Se você perguntar a alguém como aguenta dançar sem parar numa festa durante três horas, essa pessoa responderá que é porque a festa e a música são boas. É isso.
Em algum momento o senhor pensou “estou ficando velho, e agora”?
Acho que todo mundo que passa dos 30 anos pensa nisso. Até gente com 25 deve pensar no assunto. Mas envelhecer não é algo que me chateia. A única diferença é o tempo de vida mesmo. Enquanto eu estiver saudável, feliz e tiver bons amigos e família, isso não vai me incomodar. 
Pensa em se aposentar?
Quando eu fiz 65 anos, achei que aquela era a idade da aposentadoria. Mas pensei: se as pessoas gostam e eu continuo me divertindo nos shows, por que parar? Se alguém não gosta do emprego e vai atrás da aposentadoria, eu entendo. Tenho a sorte de o meu trabalho ser o meu hobby, então eu continuaria tocando mesmo se estivesse aposentado. Atualmente, eu procuro descansar um pouco mais, porém ainda amo o que faço.
Caso não tivesse feito parte dos Beatles, como acha que seria a sua vida?
Eu seria um leiteiro, definitivamente. Iria de porta em porta vendendo leite nas casas. Eu também poderia ser um professor de inglês, mas prefiro o emprego que escolhi.

domingo, 23 de novembro de 2014

COM CHUVA OU SEM CHUVA, NADA VAI IMPEDIR OS FÃS


A previsão do tempo para este domingo (23/11) pode não ser das mais animadoras: céu encoberto e chuviscos. Mas será preciso muita chuva para impedir a presença das esperadas 45 mil pessoas no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. É lá, a partir das 20h, que o eterno beatle Paul McCartney é aguardado para se apresentar pela primeira vez na capital federal. Quando a cidade foi inaugurada, em 21 de abril de 1960, o músico britânico tinha apenas 17 anos e formava com os amigos John Lennon e George Harrison a banda The Quarrymen. Naquele mesmo ano, poucos meses depois de Brasília sair do papel, os rapazes de Liverpool passaram a se apresentar como Beatles e mudaram para sempre a história da música. Há 54 anos, portanto, a capital espera recepcionar o maior artista vivo da música atual. E o encontro está marcado para hoje.

Um beatle já havia se apresentado na cidade, em 2011. O baterista Ringo Starr subiu ao palco do Centro de Convenções Ulysses Guimarães e ajudou a arrefecer a ansiedade dos milhares de beatlemaníacos brasilienses que, há tempos, sonhavam em ver um dos ídolos de perto. Mas os fãs do quarteto de Liverpool queriam mais. Era sobre a dupla Lennon e McCartney que se concentravam os holofotes. Com a morte do primeiro, assassinado em 1980, Paul assumiu o protagonismo. Se ele já exercia certa liderança nos Beatles, consagrou-se ainda mais pela brilhante carreira solo, iniciada em 1970 e ainda bastante vigorosa — como comprova o álbum New, lançado por Macca no ano passado, e de onde foram retiradas quatro canções do repertório da atual turnê, batizada de Out there. É equilibrando-se entre os sucessos que compôs para os Beatles e os hits da fase solo que Paul, aos 72 anos, tem subido aos palcos. Nos últimas dias, ele passou por Cariacica (ES) e Rio de Janeiro. Depois de Brasília, tem dois shows agendados para São Paulo. Desde 1990, Macca veio ao Brasil sete vezes, para um total de 20 apresentações.


HAVERÁ SEGURANÇA NO MANÉ?

Para garantir a tranquilidade dos fãs e admiradores do cantor Paul McCartney, que se apresenta no Mané Garrincha neste domingo (23), as equipes de segurança do Distrito Federal montaram um plano de ação integrada. Policiais militares farão policiamento nos estacionamentos do estádio e nas imediações. Dentro do Mané, haverá 650 seguranças privados, contratados pela organização do show. A recomendação é que o público chegue cedo e leve o mínimo possível de objetos para facilitar a revista, que será feita no portão externo pela segurança privada (confira no serviço os objetos proibidos pela organização do show). Os portões serão abertos às 17h30 e o show está marcado para as 20h. Ao final do show, as vias de contorno da arena terão sentido único até a dispersão total. O Detran-DF alerta os brasilienses que forem de carro para o show que evitem utilizar o estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, uma vez que no local haverá também um evento religioso no domingo. Haverá estacionamento exclusivo para pessoas com deficiência e idosos na área externa, virado para o Brasília Shopping, próximo ao portão H. Segundo a organização do show, em todos os locais foram reservados espaços para pessoas com deficiência, inclusive na pista. Quem quiser assistir ao show ainda pode comprar as entradas nas bilheterias do Mané Garrincha, além da internet (www.tudus.com.br). Os ingressos variam entre R$ 110 e R$ 700. No sábado, bilheterias móveis, ao redor do estádio, funcionarão das 10h às 19h. No domingo, dia do show, o atendimento será a partir das 10h até o início da apresentação.

GIVE ME MONEY - THAT'S WHAT I WANT!

Filas devem começar a se formar em volta do Estádio Nacional Mané Garrincha na manhã deste domingo. Milhares de fãs de Paul McCartney vão chegar cedo na esperança de ficar o mais perto possível do ex-Beatle. Mas, antes da abertura dos portões, prevista para as 17h30, não mais do que 100 pessoas de nacionalidades diversas serão recepcionadas por uma equipe da produção da turnê Out there!. Chegando ao estádio, elas receberão um pacote de brindes, credenciais, participarão de um coquetel e, mais tarde, assistirão à passagem de som do ídolo. Na verdade, trata-se de uma apresentação, pois dura entre uma e duas horas. Depois, terão um espaço com comida e bebida para esperar o show aberto a mais de 45 mil pessoas, marcado para começar às 20h. E assistirão a Paul McCartney, obviamente, da pista premium. A festinha particular, claro, tem um preço. Nada menos do que 1,3 mil dólares, cerca de R$ 3,4 mil — o mesmo valor de uma passagem em classe econômica Brasília-Londres-Brasília. E, para participar dela, só comprando o pacote por meio do site oficial do Paul, com muita antecedência. Mesmo se quiser curtir o show VIP, não há mais como vê-lo. As vendas estão encerradas há semanas.

PAUL SE DIVERTE NO PARQUE DA CIDADE

Em Brasília desde a manhã de ontem, sábado (22), Paul McCartney aproveitou para andar de bicicleta pelo Parque da Cidade. Apesar do tempo nublado, o músico pareceu se divertir com o passeio, acenou para fãs e permaneceu no local até o início da tarde. Paul McCartney sobe ao palco do Estádio Nacional Mané Garrincha neste domingo (23), às 20h. A apresentação faz parte da turnê "Out There!". É o primeiro show do ex-beatle na capital brasileira. Paul desmbarcou em Brasília na Base Aérea às 8h30 de ontem e foi direto para o hotel Meliá Brasil 21, no Setor Hoteleiro Sul. Paul está hospedado em uma suíte de 300 m², com ampla sala de jantar. A equipe do músico está acomodada em 110 apartamentos, em três andares do edifício.
No chão do hotel foi instalada uma faixa de pedestres, em referência à capa do disco "Abbey Road", último álbum gravado pelos Beatles, em 1969. O músico exigiu que o cardápio servido seguisse a dieta vegana, sem nenhum tipo de alimento de origem animal. Um chef de cozinha veio especialmente de Londres para atender ao cantor e compositor. Outra exigência foi a retirada dos móveis de couro do local. Um dos espaços do hotel foi transformado em academia. Ele pediu uma esteira, uma bicicleta, colchonete e pesos.

sábado, 22 de novembro de 2014

O BAÚ DO EDU NO CORREIO BRAZILIENSE DE HOJE

PAUL McCARTNEY - SOMETHING - DEMAIS!

ESTUDANTE DE 18 ANOS VAI CONHECER PAUL MCCARTNEY


A estudante da arquitetura Natália Castanho Paredes venceu o concurso cultural que dá acesso ao show do Paul McCartney neste domingo (23). O vídeo feito por ela foi escolhido entre 159 participações. Contando a história de uma garota que pretende enviar um presente para o ex-integrante dos Beatles, Natália gravou a música “All my loving” de forma caseira. “A principal proposta é fazer uma homenagem para Paul, por meio de paisagens e cenários típicos de Brasília”, disse a fã do astro britânico. Ela completa 19 anos na próxima sexta-feira (28). Para concorrer e se inscrever na promoção "Conheça Paul McCartney", da TV Globo Brasília, o internauta tinha de enviar um vídeo de até um minuto cantando ou tocando uma canção do ex-Beatle pela capital federal. O vencedor tem direito a levar um acompanhante e ainda tem a oportunidade de tirar uma foto com o músico. A escolha do melhor vídeo foi feita por uma comissão formada pela produção dos programas Bom Dia DF e DFTV, que selecionou a gravação com base nos seguintes critérios: qualidade, adequação à proposta, criatividade e qualidade do material. O show de Paul McCartney faz parte da turnê "Out There!" e tem início previsto para as 20h, no Estádio Nacional. O cantor apresenta clássicos dos Beatles e dos Wings, além de sucessos da carreira solo e canções do disco "New", de 2013.

PAUL CHAMA GATINHA PRA DANÇAR NO PALCO

PAUL McCARTNEY TORNA-SE REALIDADE VIRTUAL

Paul McCartney é um dos primeiros artistas de música a abraçar a realidade vitual através de uma aplicação grátis. Paul McCartney pode ser um "old rocker", mas isso não significa que não se encaixe nas mais recentes tecnologias. McCartney, com a colaboração de Jaunt, acaba de lançar uma nova aplicação onde os utilizadores podem vê-lo cantar "Live and Let Die", como se estivessem no palco com ele. A aplicação dá-lhe uma visão pessoal, mais de perto e de 360 graus,do espetáculo filmado no CandlestickPark, em San Francisco, durante o último concerto a14 de agosto de 2014. Esta foi a primeira experiência de realidade virtual cinematográfica feita por Jaunt. O espetáculo foi filmado com câmeras estereoscópicas 3-D e som de microfones de campo 3-D, permitindo assim assistir à performance de McCartney como se estivesse na plateia, no palco, nos bastidores ou sentados ao lado dele no piano. "É como se nunca tivesse ouvido, visto ou sentido algo assim", diz Jaunt, co-fundador e chefe executivo de Jens Christensen. A aplicação gratuita está disponível através do GooglePlay para utilizadores do Android ou para aqueles que dominem o GoogleCardboard.

FROM NEW ALBUM - OS SENSACIONAIS NOVOS VÍDEOS DE PAUL

TEM PAUL McCARTNEY NAS BANCAS!


Muito bacaninha a revista/livro "Paul McCartney - A História Completa do Maior Músco Vivo do Mundo" lançada pela OnLine Editora. A revista é dividida em 16 capítulos com textos dinâmicos e enxutos e dezenas de fotos legais, muitas delas inéditas. Tem 82 páginas impressas em papel couchê e vem lacrada. Recomendada apenas para Beatlemaníacos insanos. R$ 20,00.

DIREITOS AUTORAIS PODEM SER MINA DE OURO

Por Helder Galvão
O retorno de Paul McCartney ao Brasil nesse mês de novembro reaviva curiosa história sobre os direitos autorais de grande parte do seu catálogo musical e reacende o debate sobre a gestão eficiente desses direitos. Segundo matéria publicada na Forbes, os bastidores da aquisição de diversas obras musicais de Sir McCartney por Michael Jackson envolvem descaso, sorte e astúcia. Ao que consta, nunca foi muito a praia de McCartney administrar com eficiência os seus direitos autorais. Foi assim com a criação da Northern Songs, mas logo objeto de sucessivas trocas de sócios. Posteriormente, transformou-se na Associated TeleVision e, após oferecida e recusada por McCartney, chegou às mãos de Michael Jackson. A reboque, sucessos como Yesterday, Come Togheter e Hey Jude. Assim, o acervo musical de McCartney, adquirido por valor irrisório na época, hoje vale bilhões de dólares e compõe a maior parte do inventário de Jackson. Não é por menos que o arrependimento bateu à porta de McCartney. Basta ver o trecho da sua entrevista com David Letterman, talvez uma das poucas manifestações públicas sobre o assunto. É certo que o episódio não chegou a abalar as finanças de McCartney, considerado um dos homens mais ricos do mundo. Mas aponta para o precioso detalhe de que administrar direitos autorais sobre obras musicais pode ser considerada uma autêntica mina de ouro. Convença-se: a obra musical é tida como um bem não rival, na medida em que o consumo por uma pessoa não reduz a quantidade disponível para consumo de outra. E, quando colocada no mercado, não gera escassez, como ocorreria com qualquer outro bem fungível. A sua utilização, por sua vez, não exclui outra, ou seja, estará sempre disponível para quem tiver disposto a pagar, em qualquer lugar do mundo e a qualquer hora. Ademais, para o titular que as explora não é preciso demandar investimentos com sua criação intelectual, papel este que já foi feito pelo próprio autor. Nesse mesmo sentido, não se vive de modismos, imposições mercadológicas, muito menos de intempéries, ou seja, o sucesso da obra musical é perene. E hoje, com as mídias digitais, o custo de estocá-las, disseminá-las e duplicá-las é zero. Não é a toa que outros acervos musicais tem despertado o interesse de fundos de investimentos. É o exemplo do nosso João Gilberto, cujo catálogo, incluída a festejada obra Chega de Saudade, foi cedida por consideráveis cifras. Bem administrado, os direitos autorais têm tudo para se tornar um valioso “ativo” e render muito mais que qualquer outra commodity ou ações na bolsa de valores. E você, está esperando o quê para investir em direitos autorais? Fonte: conjur.com.br

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

BRASÍLIA SE PREPARA PARA A FESTA - O BICHO VAI PEGAR!!!

Brasília prepara a casa para receber Paul McCartney. A lenda se apresenta pela primeira vez na cidade neste domingo (23), a partir das 20h, no Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental). Os portões serão abertos às 17h30. Mais de 80% dos ingressos já foram vendidos antecipadamente, apesar disso, ainda há ingressos disponíveis para compra em todos os setores. Foram colocados à venda, 45 mil ingressos.
Os ingressos podem ser adquiridos no site www.tudus.com.br; nas bilheterias do estádio, das 10h as 18h; e na Central de Ingressos (Brasília Shopping). O limite é de seis entradas por CPF, sendo que apenas um ingresso poderá ser de meia entrada. Os bilhetes custam R$ 350 (meia, Premium); R$ 150 (meia, Pista); R$ 225 (meia, cadeira inferior) e R$ 110 (meia, cadeira superior).
Ao todo, 13 entradas vão ser disponibilizadas ao público. O acesso à Bud Zone Pista Premium será pelo Portão 14; à Pista pelo Portão 17 e o Túnel Norte; aos Camarotes pelo Portão 6; à Cadeira Inferior pelos Portões 2, 5, 20 e 23 e à Cadeira Superior pelos Portões 15, 16, 21, 22 e 24.
Este é o quinto ano consecutivo que o ex-Beatle se apresenta no país. Na turnê atual, "Out there", ele já se apresentou em Vitória, no Rio de Janeiro e seguirá para São Paulo após tocar na capital. Adepto à causa animal, Paul McCartney, que é vegetariano, restringe o uso de mobílias no camarim que tenham origem de pele ou estampa animal. Os móveis, por sua vez, devem se de cores neutras e claras, mas não brancos. A decoração conta ainda com seis plantas altas e com bastante folhagem e outras seis mais baixas, além de 80 gérberas de cores sortidas, montadas em oito arranjos distintos. Para beber, chás da tradicional marca PG Tips e para aliviar o calor 20 dúzias de toalhas para toda a equipe.
O mega evento exigiu o deslocamento de 42 carretas e 280 profissionais para a sua montagem - em cerca de dez dias -, que terá, só em estruturas metálicas, aproximadamente 150 toneladas. O palco tem mais de 70 metros de largura e 30 metros de altura.
Veja o que não é permitido levar no show: - câmeras fotográficas ou filmadoras profissionais ou com lente destacável. Bastão de câmera GoPro; - remédios fora de sua embalagem original e não identificável; - objetos que representem riscos à segurança tais como garrafas; latas; bebidas; utensílio de armazenagem; embalagens rígidas com tampa, capacetes; cadeiras ou bancos; guarda-chuvas; animais – exceto cães guias identificados junto com portadores de deficiência visual; armas de fogo; armas brancas; objetos pontiagudos, cortantes e/ou perfurantes; fogos de artifício; objetos de vidro; - alimentos para comercialização. Será considerado um limite de até cinco itens por pessoa. Sobre os alimentos para consumo próprio – será permitida a entrada com: alimentos industrializados lacrados; frutas cortadas e acondicionadas em embalagens transparentes não rígidas, tipo Zip Lock; sanduíches acondicionados em embalagens transparentes não rígidas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

PAUL McCARTNEY & WINGS - ONE HAND CLAPPING - INÉDITA

Com Band On The Run ainda voando alto nas paradas, Paul montou uma nova formação para os Wings em 1974. Ele levou a banda para Nashville em junho para um trabalho de férias. Durante seis semanas, a estadia resultou nas primeiras novas gravações dos Wings em vários meses, "Junior’s Farm / Sally G" foi lançado em novembro. Também trabalharam em várias do que seria “Cold Cuts” que Paul declarou seriam emitidas depois do próximo álbum da banda. Satisfeito com a nova formação, Paul e seus Wings se reuniram no estúdio Dois da EMI em agosto para ensaiar e gravar material novo e antigo. A MPL filmou tudo com a intenção de produzir um especial de televisão. Geoff Emerick gravou as sessões para um possível lançamento comercial. Uma turnê também chegou a ser considerada. As sessões decorreram durante quatro dias no final de agosto, com quase 40 horas de vídeo. Dirigido por David Litchfield, a idéia era filmar em vídeo e, em seguida, editar e transferir as imagens selecionadas para a película. O filme foi nomeado como “One Hand Clapping”, e é um interessante documentário sobre aquela época dos Wings.
Feito que meio nos moldes de Let It Be, mostra cenas de bastidores do grupo no trabalho e no lazer, como Geoff Britton executando um solo de bateria e praticando karatê, assim como Paul e Jimmy tocando uma versão de 'Billy, Don't Be A Hero'. Juntando-se à banda nas sessões estão o maestro Del Newman, e o saxofonista Howie Casey, um veterano da cena musical de Liverpool que primeiro colaborou com Paul quando ele tocava em Hamburgo com os Beatles no início dos anos sessenta. Após esta sessão, Paul convidou Howie para se juntar ao grupo em uma base mais permanente e mais tarde ele participou das turnês de 1975/1976 e 1979. No filme, aparecem “One Hand Clapping”,Jet”, “Junior's Farm”, “Soily” (sensacional!), “C Moon/Little Woman Love”,” Maybe I'm Amazed”, “My Love”, “Bluebird”, “Piano Medley; Suicide / Let's Love / Sitting At The Piano / All Of You / I'll Give You A Ring”, “Band On The Run”, “Live And Let Die”, “1985” (fantástico vocal de McCartney!) e “Baby Face”. Apesar do esforço para o projeto, “One Hand Clapping”, permanece oficialmente inédito até hoje. Umas dezenas de trilhas sonoras com algumas canções e alguns outtakes foram lançadas em bootlegs e o filme em si mais tarde foi pirateado para VHS no início dos anos noventa. Posteriormente, também ganhou uma versão digital em DVD. Pois muito bem, aqui no Baú, a gente confere o filme inteirinho em alto e bom som (e imagem). Absolutamente imperdível! Abração, Planeta Beatles!!!

RINGO STARR - I'LL STILL LOVE YOU - BOM DEMAIS!

"I'll Still Love You" é uma canção escrita por George Harrison e primeiro lançada por seu amigo Ringo Starr no álbum de 1976 álbum “Ringo's Rotogravure”. A canção tinha um histórico de gravação longo, tendo sido originalmente escrita em 1970, com o nome "When Every Song Is Sung". Harrison destinou a música para Shirley Bassey, mas também a gravou durante as sessões de “All Things Must Pass”. Entre Beatles biógrafos, "Quando Cada canção é cantada" (como a música foi originalmente concebida) é considerada uma das melhores canções de amor de Harrison e em pé de igualdade com os padrões dos Beatles, como "Something" "e" Yesterday ". O Autor Ian Inglis descreve a música como "uma obra-prima inacabada".

Não deixe de conferir a postagem sobre o álbum “Ringo’s Rotogravure”: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2014/09/ringo-starr-ringos-rotogravure-1976.html

DEAT TED, DANOOTA, (AND ME) - JOHN LENNON, DUDLEY MOORE E NORMAN ROSSINGTON


No dia 20 de novembro de 1964, John Lennon, Dudley Moore e Norman Rossington apresentaram o poema "Deat Ted, Danoota, (and me)" do livro "In His Own Write" de John no programa Not Only…But Also da BBC-TV. O programa foi transmitido pela BBC2 em janeiro de 1965. As cenas foram filmadas no parque Wimbleton Commom em Londres.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

WINGS OVER AUSTRALIA - 1975 - SHOW COMPLETO!

JOHN LENNON - EVERY MAN HAS A WOMAN WHO LOVES HIM - INÉDITA AQUI


Este é um video de John Lennon que pouco foi exibido e conhecido da música “Every Man Has A Woman Who Loves Him”, escrita por Yoko Ono e lançada originalmente por ela no álbum Double Fantasy. A versão cantada por Lennon saiu como um single em 1984, que não chegou às paradas, e como bônus do álbum “Milk and Honey” remasterizado e remixado.

GUIMARÃES ROSA - GRANDE SERTÃO: VEREDAS


Grande Sertão: Veredas é um livro de João Guimarães Rosa escrito em 1956. Pensado inicialmente como uma das novelas do livro Corpo de Baile, lançado nesse mesmo ano de 1956, cresceu, ganhou autonomia e tornou-se um dos mais importantes livros da literatura brasileira e da literatura lusófona (literatura escrita em língua portuguesa).

No mesmo ano, Rosa também lançou a quarta edição revista de Sagarana. Em 2006 o Museu da Língua Portuguesa realizou uma exposição sobre a obra no Salão de Exposições Temporárias, cujas fotos ilustram o artigo. Em maio de 2002, o Clube do Livro da Noruega, entidade que congrega editores noruegueses, elegeu os 100 melhores livros de todos os tempos; a bancada de votação contava com 100 escritores de 54 países. Grande Sertão: Veredas é o único livro brasileiro a integrar a lista dos cem melhores de todos os tempos do Clube do Livro da Noruega.

A grandiosidade de Grande Sertão: Veredas pode ser exemplificada pelas interpretações, que a abordam sob os mais variados pontos de vista, sem jamais deixar de ressaltar a capacidade e a confiança do autor ao ser inventivo. Extremamente erudito, Rosa incorporou em sua obra aspectos das mais diferentes culturas. João Guimarães Rosa morreu no Rio de Janeiro, em 19 de novembro de 1967 com 59 anos.

Grande Sertão virou filme em 1965 dirigido pelos irmãos Geraldo e Renato Santos Pereira, com Maurício do Valle (Riobaldo), Sônia Clara (Diadorim) e Jofre Soares (Zé Bebelo). Também virou minissérie, numa produção da Globo, adaptada em 1985 por Walter George Durst e dirigida por Walter Avancini, com Tony Ramos (Riobaldo), Bruna Lombardi (Diadorim) e José Dumont (Zé Bebelo).

O MELHOR DA NOVELA DA GLOBO - LETÍCIA BIRKHEUER

Se enganou quem achou que eu fosse dizer que é a versão brazuca de um grande clássico dos Beatles que toca na abertura.
Letícia Birkheuer nasceu em Passo Fundo, em 25 de abril de 1979. É modelo, atriz e apresentadora. Descendente de alemães e austríacos, a menina foi descoberta enquanto jogava vôlei, em Porto Alegre. Então foi para Nova York, e assinou contratos com algumas das mais famosas grifes do mundo como Christian Dior, Giorgio Armani, Helena Rubinstein e Coco Chanel. Escolhida por Giorgio Armani, foi o rosto da coleção de perfumes Armani, como Armani Mania. Armani a escolheu a dedo e disse que ela era a modelo mais linda do mundo.
Em 2002 e 2003, desfilou para o The Victoria's Secret Fashion Show.Em 2006, Birkheuer foi a sétima modelo brasileira mais bem paga do mundo fashion. Tornou-se um nome famoso no mundo da moda, quando assinou um contrato milionário com a grife Helena Rubinstein. Estima-se que tenha um faturamento anual de cerca de 5 milhões de dólares.
Em 2010, Letícia assinou contrato com edição brasileira da revista Playboy, para ser capa da edição de dezembro do mesmo ano.
Estreou como atriz em 2005, desempenhando o papel da vilã Érica Assunção na telenovela brasileira Belíssima, filha de Julia Assumpção (Glória Pires), fruto de um único e mal sucedido casamento. Em 2006 foi nomeada para o Prêmio Contigo, na categoria de melhor atriz revelação, pela sua participação na novela Belíssima. Em 2007 fez também, uma pequena participação especial em Pé na Jaca vivendo Isabela, uma modelo trambiqueira. Em 2008, Birkheuer interpretou a vilã Raquel na telenovela Desejo Proibido.
Letícia Birkheuer é apresentadora do programa Básico, no Multishow. Em 2010 viveu Natasha em Cama de Gato, personagem-chave do desfecho da trama, que no inicio foi assassinada. Ainda neste ano, esteve no elenco da sétima temporada da Dança dos Famosos 7, quadro do Domingão do Faustão no qual foi a 8ª eliminada. No final deste ano apresentou o "Menina Fantástica", reality show de moda do Fantástico. Atualmente, vive a fogosa Erica na novela global, protagonizando cenas quentíssimas com o Robertão. Cara de sorte.

O MILÉSIMO GOL DE PELÉ - SENSACIONAL!

Exatamente, há 45 anos, no dia 19 de novembro de 1969 às 23h11m, no Maracanã, 65.157 pagantes assistem a um jogo morno: Vasco X Santos. A partida vale pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Brasileirão da época. O relógio marca 33 minutos do segundo tempo. O placar crava um empate magro em 1 a 1. Mas o zagueiro Renê, do Vasco, comete um penâlti. Pelé pega a bola e se prepara para bater. O resto é história. O craque do Santos cobra com o pé direito no canto esquerdo. Andrada, do Vasco, rezou para defender — temia perder a fama de ótimo goleiro se levasse o milésimo gol de Pelé. A bola, caprichosamente, entrou e lá foi o jogador correr para pegar a bola e guardá-la. Rodeado pelos repórteres, que invadiram o campo, o santista disse “Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas”.
No fim da partida, Pelé vestiu uma camisa com o número 1.000 e deu a volta olímpica num Maracanã que o aplaudia de pé. No vestiário, voltou a lembrar das crianças carentes. “Ajudemos às crianças desafortunadas, que precisam do pouco de quem tem muito”, declarou.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A ANSIEDADE PELO SHOW DE PAUL McCARTNEY


Se Deus quiser, chova ou faça sol (provavelmente fará sol!), no próximo domingo, dia 23 de novembro, nosso grande e querido Paul McCartney tocará pela primeira vez aqui em Brasília, capital dessa merda toda! O show está marcado para as 20h, no Estádio Nacional Mané Garrincha. Para assistir essa bagaceira em que Paul vai fazer essa terrinha tremer, os ingressos podem ser comprados em postos fixos, no Brasília Shopping e no Mané Garrincha, além da internet (www.tudus.com.br). Variam entre R$ 110 e R$ 700, com todos os setores ainda disponíveis. Para os fãs que esperam pela apresentação, a ansiedade é grande, Isso não precisa nem dizer. Tem horas que me sinto o “maior traidor do planeta de todos os tempos”. Nem camisetas especiais eu fiz, e ainda nem sequer sei se poderei ir, de fato, estar lá para ver de perto (?) o espetáculo que vai ser essa bomba explodir no coração da minha cidade. Haja o que houver, aconteça o que acontecer, seja o que tiver que ser, só gostaria de dizer uma coisa: “Welcome, my friend! All we need IS YOU!”. O Baú do Edu.

THE BEATLES EXPERIENCE - THE BEATLES EM QUADRINHOS

“The Beatles Experience” é uma revista em quadrinhos com 240 páginas publicada originalmente pela extinta editora norte-americana Rock´n´Roll Comics que lançou biografias em quadrinhos de bandas como Metallica, AC/DC, Guns´n´Roses, Van Halen entre outras (que boas referências!). Nessa revista, o fã, ávido por novidades dos Fabs, verá muitas situações do ponto de vista do autor e como elas foram na realidade também, seguindo um ritmo que para muitos pode ser maçante mas se torna um registro histórico do que acontecia no mundo durante a passagem dos Beatles pelo mundo afora. De quebra, como bônus, no final da revista há uma história sobre a morte do Paul McCartney desenhada pelo ex-desenhista da Liga da Justiça, Stuart Immonen que também desenhou a biografia da banda Anthrax (outra ótima referência) para a mesma editora no começo dos anos 90 do século passado. A revista tem capa em papel cartão de 250 gramas, com verniz localizado sobre a imagem dos Beatles, logotipos das editoras e no título, e o miolo é preto e branco e foi impresso em papel offset de 90 gramas. 30 paus. Se eu não estivesse passando fome, compraria com certeza. Gostei dos desenhos. Boa pedida para o ‘amigo oculto’.