domingo, 17 de janeiro de 2021

ABBEY ROAD NEWS - NOTÍCIAS DE ABBEY ROAD

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Abbey Road dos Beatles foi o álbum em vinil mais vendido na década de 2010 nos EUA
"Abbey Road", dos Beatles, foi o álbum mais vendido na década de 2010 nos EUA em vinil. Segundo levantamento feito pela Nielsen, os norte-americanos compraram 558 mil cópias do disco de 1969, o último gravado pela banda, nos últimos dez anos, neste formato. Em 2009, o trabalho ganhou uma nova edição em CD, quando todo o catálogo do quarteto de Liverpool finalmente foi remasterizado - até então, os discos disponíveis eram os mesmos desde 1987. A versão em vinil demorou um pouco mais para sair, chegando ao mercado em 2012. Em 2019, o disco voltou às lojas, agora com uma nova mixagem, feita por Giles Martin, filho de George Martin, que produziu as gravações originais. O Top 10 da Nielsen mostra que os discos tidos como clássicos, são os "bolachões" mais vendidos. Estão lá "The Dark Side Of The Moon" (1973) do Pink Floyd (376 mil cópias, em segundo lugar), a coletânea "Legend" (1983) de Bob Marley (364 mil em quarto), "Thriller" (1982) de Michael Jackson (334 mil em sexto) e "Rumours" (1977) do Fleetwood Mac (304 mil, oitavo). Há ainda um clássico do Jazz na lista: "Kind of Blue" (1959) de Miles Davis aparece em nono lugar, com 286 mil unidades, e mais um álbum emblemático dos Beatles. "Sgt. Peppers...", de 1967, outro que também foi relançado em duas ocasiões nos últimos anos, está na sétima posição, com 313 mil cópias. Os discos mais recentes da lista são "Back To Black" de Amy Winehouse de 2006, no quinto lugar, com 351 mil unidades e "Born To Die" de Lana Del Rey, de 2012 (décima posição com 283 mil). A trilha sonora de "Guardiões da Galáxia" (2014), composta apenas por canções dos anos 60 e 70, ficou com a terceira posição, graças às surpreendentes 367 mil cópias vendidas.
Mary McCartney será diretora do documentário dos 90 anos do Abbey Road Studios
A primeira filha (legítima) de Paul e Linda McCartney, a fotógrafa e cineasta Mary McCartney será diretora do documentário sobre o lendário Abbey Road Studios, estúdio de gravação imortalizado pelos Beatles. O intitulado "If these walls could sing" (Se essas paredes pudessem cantar) apresentará a história inédita sobre os famosos estúdios instalados em um pequeno prédio branco de Londres, que já fizeram parte da EMI e hoje pertencem ao grupo Universal Music. Para realizar o projeto, a diretora aliou-se ao produtor vencedor do Oscar, John Battsek, em uma parceria entre a Ventureland e a Mercury Studios. Em um comunicado, Mary McCartney falou sobre as expectativas para o projeto. "Algumas das minhas primeiras lembranças de criança vêm do tempo que passei em Abbey Road. Há muito tempo queria contar a história deste lugar histórico e não poderia estar colaborando com uma equipe melhor do que John e Mercury Studios para tornar essa ambição criativa uma realidade", disse McCartney. A iniciativa fará parte das comemorações dos 90 anos do estúdio, marcadas para novembro deste ano. Ainda não há data marcada para o lançamento da produção.

sábado, 16 de janeiro de 2021

PAUL McCARTNEY EM DOSE TRIPLA - McCARTNEY, McCARTNEY II e McCARTNEY III - 😃😃😃

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10 anos separam McCartney de McCartney II e 40 separam McCartney II de McCartney III. E pegando carona na trilha do sucesso do lançamento de McCartney III, a gente confere logo abaixo, três grandes momentos da carreira de Paul McCartney, um de cada um dos três álbuns que levam seu sobrenome: “Man We Was Lonely” (McCartney 1970), “On The Way” (McCartney II, 1980) e “When Winter Comes” do novíssimo McCartney III (2020). Valeu, abração!

PAUL McCARTNEY - MAN WE WAS LONELY - 1970*****

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“Man We Was Lonely” encerra com chave de ouro o lado A do álbum "McCartney", lançado em abril de 1970. Foi a primeira "dobradinha" de Paul e Linda juntos. Paul toca todos os instrumentos: contra-baixo, bateria, guitarra elétrica com slide, violão e percussão. Linda fez as harmonias vocais.

“Man We Was Lonely” foi gravada no estúdio 2 da EMI, em Abbey Road, no dia 25 de fevereiro de 1970. A faixa básica foi gravada em 12 tomadas e completada com vários overdubs. Naquela noite, a música foi mixada em apenas uma tentativa. Como várias músicas de McCartney, entre elas “Every Night” e “Maybe I’m Amazed”, “Man We Was Lonely” foi inspirada pela perda sentida pela separação dos Beatles. McCartney teve pensamentos depressivos depois do grupo e, por um breve momento, encontrou consolo no álcool, antes de finalmente alcançar a realização na música e na harmonia doméstica. Embora possa não ser tão reveladora quanto as primeiras músicas solo de John Lennon, “Man We Was Lonely” expõe a vulnerabilidade de McCartney enquanto o sonho dos Beatles virava pó.

A música alegre apresenta seu desafio para o mundo, e a presença de Linda McCartney nos vocais de harmonia mostra como sua nova parceria estava se preparando para ser tão duradoura como a anterior. A letra de “Man We Was Lonely” é uma reflexão sobre a situação dos Beatles no final da década, quando estavam "deprimidos demais para sorrir". A frase "singing songs that i though were mine alone" (cantando canções que pensava serem apenas minhas), é um comentário sobre a perda nos direitos autorais do catálogo Lennon & McCartney.

PAUL McCARTNEY - ON THE WAY - 1980*****

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“On The Way”, a terceira música do segundo álbum solo de Paul McCartney, McCartney II, lançado em 16 de maio de 1980, foi uma gravação no estilo Blues que se tornou um de seus cortes de som mais tradicional.

Alexis Andrew Nicholas Korner (1928-1984) foi um dos gran­des nomes do Blues britânico. Em 1961, depois de integrar a Chris Barber’s Jazz Band, ele formou o Blues Incorporated, uma espécie de grupo com membros itinerantes que circulavam pela elite do Rock. Entre eles, Jack Bruce e Ginger Baker (Cream), Charlie Watts (The Rolling Stones) e Jimmy Page (Led Zeppelin). Ao mesmo tempo em que se dedicava ao blues elétrico, Korner escolheu a carreira de apresentador e entrevistador. Em 1967, não só recebeu a The Jimi Hendrix Experience no programa Top Gear da BBC, como tocou guitarra slide com a banda em uma versão de “I'm Your Hoochie Coochie Man”.
A inspiração de Paul McCartney para compor “On the Way” surgiu de um dos progra­mas apresentados por Alexis Korner. Desta vez, na TV inglesa. “Comecei esta faixa com uma base de bateria e baixo que ficou guardada por um mês. Antes de voltar a trabalhar nela, eu assisti a um programa do Alexis Koerner sobre blues. Isso me inspirou e pensei na hora: Te­nho que fazer algo parecido porque adoro esse tipo de música. Então, foi assim que ‘On the Way’ surgiu”O programa de TV citado por Paul McCartney foi um dos quatro episódios da série The Devi's Music exibidos pela BBC, abordando os seguintes temas: o mundo do Blues americano, o blues tradicional, a mensagem simbólica do blues e o blues contemporâneo de Chicago. A versão do especial assistido por Paul, na verdade, era uma reedição do programa original exibido em cinco partes em novembro de 1976. The Devi's Music voltou à BBC em 1982 e hoje pode ser conferido no site da BBC Two.

Lembrando que tanto em “McCartney” (1970) como em McCartney II (1980), assim como 40 anos depois em "McCartney III", Paul tocou todos os instrumentos. Na gravação de “On the Way” foram os seguintes: Bumbo no canal 1. Bateria no canal 2. Baixo no canal 3. Vocal no canal 4. Guitarra no canal 5. Guitarra no canal 6. Fonte: “MASTERS – PAUL McCARTNEY EM DISCOS E CANÇÕES” de Claudio Dirani.

PAUL McCARTNEY - WHEN WINTER COMES - 2020*****

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A bonita “When Winter Comes” é a faixa final do álbum de 2020 McCartney III. A história da música começou 28 anos antes, pois foi gravada em 3 de setembro de 1992, com George Martin na mesa de mixagem. Foi gravada junto com “Calico Skies” e “Great Day” e desenterrada durante a pesquisa para a reedição de 'Flaming Pie' em 2020. Considerando a música boa demais para ser lançada como faixa bônus, McCartney decidiu fazer um curta-metragem para acompanhá-la. Enquanto gravava a curta peça musical introdutória para o filme, o mundo ficou paralisado devido à pandemia de COVID-19. O curta de animação de Geoff Dunbar foi lançado em plataformas de streaming, no dia 22 de dezembro de 2020.
“Essa música é uma coisa meio idealista, uma existência hippie em uma fazenda, plantando árvores, consertando cercas e vivendo uma vida tranquila que é algo que eu gosto, eu amo a natureza e amo essa ideia de descer e sujar as mãos”.

McCartney III é principalmente construído a partir de tomadas ao vivo de Paul McCartney nos vocais e guitarra ou piano, dobrando seu baixo, bateria, etc. sobre essa base. O processo começou quando McCartney voltou a uma faixa inédita do início dos anos 90, “When Winter Comes” (co-produzida por George Martin). McCartney criou uma nova passagem para a música, dando origem à abertura do álbum “Long Tailed Winter Bird” - enquanto  “When Winter Comes”, apresentando sua nova introdução de 2020 'Winter Bird', se tornou o grande final do novo álbum.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

AS BALADAS DE JOHN LENNON & YOKO ONO✶✶✶✶✶

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Publicada pela última vez em 6 de outubro de 2013.
Em 1969, a polícia de Nova Jersey, nos Estados Unidos, confiscou 30 mil cópias do álbum Two Virgins, de John Lennon e Yoko Ono, sob a alegação de que a capa era pornográfica. No dia 15 de janeiro de 1970, John Lennon inaugurou sua primeira exposição de litografias. O evento foi batizado de "Bag One". O problema era que as litografias eram eróticas e menos de 24 horas depois, no dia 16, a polícia invadiu e interditou a exibição de John na galeria de artes em Londres alegando obcenidade e imoralidade nos desenhos.
A série de 8 litografias de Lennon, que expunham cenas sexuais do músico e sua mulher, Yoko Ono, não foram proibidas pela justiça britânica por temor de que isso afetasse outras coleções de arte, como a da rainha Elizabeth II. Assim parecem sugerir documentos oficiais guardados nos Arquivos Nacionais de Kew e divulgados em 2004. Os relatórios esclarecem o famoso caso de 1970, quando oito trabalhos originais do ex-Beatle foram exibidos numa galeria da rua New Bond, em Londres, foram apreendidos pela polícia em virtude das leis vigentes contra a obscenidade.

O galerista, Eugene Schuster, foi acusado de violar uma norma do antiquíssima do século XIX, a chamada Lei da Polícia Metropolitana de 1839, o que facilitou que, no final, o caso fosse arquivado por razões técnicas. Outros documentos do mesmo caso divulgados há alguns anos mostraram que as obras de Lennon da exposição "Bag One" não eram grande coisa e simplesmente não foram exibidas devido à fama de seu autor, como reconheceu o próprio galerista.

Para o investigador Frederick Luff, então responsável da brigada de publicações obscenas na Scotland Yard, as obras que representavam a vida sexual de Lennon e Ono não eram mais que "o trabalho de uma mente doente". Os papéis oficiais trouxeram mais luz sobre o caso, pois incluem a carta de um artista, Fuller de Maidstone, às autoridades britânicas na qual são expressos os temores do mundo artístico. "Se o tema supõe a base de um processo, então será a primeira das muitas iniciativas que seu departamento terá que enfrentar: há milhares de gravuras de Rembrandt que mostram atos sexuais, nomeando apenas uma obra que figura em coleções do Estado e privadas", escreveu. "O que ocorrer com as litografias de Lennon provocará que colecionadores de todo o mundo estudem o resultado com interesse; por isso sei, Vossa Majestade a rainha tem trabalhos bastante eróticos de Fragonard", apontou o artista.

A carta de Fuller foi levada em conta, pois recebeu uma resposta de um dos responsáveis da procuradoria, na qual se assinalava que seus temores estavam sendo considerados. Finalmente o caso foi arquivado, entre outras razões, pelo magistrado entender que uma galeria de arte não era "um lugar público" e que não supunha nenhuma "moléstia" para os transeuntes, segundo os termos que estabelecia a lei do século XIX. Outro dos documentos divulgados demonstra o mal-estar que isso causou num dos responsáveis da procuradoria, Kenneth Horn, que considerou que o arquivamento deveu-se ao fato de o galerista ter sido processado com uma lei inadequada, algo decidido no último minuto. "Se o processo tivesse ocorrido de acordo com a Lei de Publicações Obscenas, teria havido mais oportunidades de sucesso", escreveu Horn.

John Lennon, desde 1966, vinha se destacando por seu experimentalismo artístico, inovando em músicas como "Tomorrow´s Never Knows" do álbum dos Beatles "Revolver", mas foi durante o ano de 68, que a vida de Lennon mudou completamente.
Em 18 de outubro, John foi processado por porte ilegal de haxixe, um mês antes do lançamento do primeiro álbum de John Lennon e Yoko Ono - "Unfinished Music No. 1 - Two Virgins", gravado na primeira noite que Yoko passou na mansão de John em Weybridge, Londres. O disco registra diálogos, gritos e sussurros do casal apaixonado. A capa do disco causou alvoroço ao registrar John e Yoko em nu frontal. Um filme homônimo, de 21 minutos, superpondo as faces de John e Yoko, e "Smile", uma seqüência rápida de 30.000 fotogramas por minuto de Lennon sorrindo, foram filmados no jardim da propriedade de Lennon, no verão de 68, e lançados no Festival de Filmes de Chicago em dezembro, iniciando a fase cinematográfica do casal.

O casamento de John e Yoko, em 20 de março de 1969, em Gibraltar, perto da Espanha, transformou-se num evento publicitário a favor da paz, contrário à Guerra do Vietnam. John e Yoko, após uma parada em Paris, para um almoço com o pintor Salvador Dali, voaram em lua de mel para o Hotel Hilton em Amsterdã, Holanda. Lá iniciaram uma série de entrevistas na cama num período de uma semana, conhecido como "Bed-in". Após o fim da badalada lua de mel, John e Yoko foram para Viena, na Áustria, para a estreia de "Rape", outro filme do casal, ambicioso projeto de 72 minutos, onde uma jovem atriz húngara é perseguida por uma câmera invadindo sua privacidade.

"Rape" foi indicado como Hors Concours no Festival da Televisão de Montreaux. Animado com a repercussão de seus do filmes, em abril de 69, John Lennon cada vez mais distante do sonho dourado dos Beatles, e inseparável de Yoko Ono, abria a Bag Productions, produtora de filmes do casal. No último trimestre de 69, lançaram os filmes "Apotheosis", filmado de um balão que passava por várias regiões e "Self Portrait", que também gerou controvérsias ao exibir em câmera lenta e acelerada o pênis de John Lennon, do repouso à ereção. O LP "The Wedding Album" foi lançado numa luxuosa caixa repleta de souvenires do casamento dos dois. Durante vinte minutos cada um pronuncia o nome um do outro de diversas maneiras.

Apesar de toda atividade político-musical, o casal Ono Lennon, continuava a divulgar seus filmes. Após a conclusão e a não exibição de "Clock", uma tomada de uma hora de um relógio francês no St. Regis Hotel em Nova York, John e Yoko foram ao Festival de Cannes para divulgar "Fly", onde lentes potentes filmavam uma mosca explorando o corpo nu da atriz Virginia Lust ao som do álbum de Yoko de mesmo nome. Neste mesmo período, outro filme do casal - "Up Your Legs Forever" estreava no Elgin Theatre em Nova York, na época administrado pelo crítico de cinema do Village Voice – Jonas Mekas. A temática do filme consistia em filmar 365 pernas de celebridades como as do poeta Allen Ginsberg e as do ator George Segal em nome da paz. "Erection", outro filme deles, estava em produção, só concluída em 1972, após dezoito meses em que uma câmera fixa num ponto registrava a construção do London International Hotel.

GEORGE HARRISON - MY SWEET LORD - 50 ANOS

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Há exatos 50 anos, no dia 15 de janeiro de 1971, foi lançado na Inglaterra o single “My Sweet Lord” / “What Is Life” de George Harrison. Nos Estados Unidos, saiu na frente, em 23 de novembro de 1970. Essas duas canções são os carros-chefes do aclamado álbum triplo All Things Must Pass, lançado em 27 de novembro de 1970. “All Things” foi um sucesso comercial e de crítica desde o lançamento, com longas permanências como número 1 nas paradas mundiais.

O single “My Sweet Lord” / “What Is Life” foi o primeiro de Harrison como artista solo, e alcançou o topo das paradas em todo o mundo; foi o single mais vendido de 1971 no Reino Unido. Na América e na Grã-Bretanha, “My Sweet Lord” foi o primeiro single número 1 de um ex-Beatle. Parabéns George. Hare Krishna!

RINGO STARR – POSTCARDS FROM PARADISE – 2015

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

THE BEATLES - FOR NO ONE - SENSACIONAL!!!

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"E em seus olhos, você não vê nada. Nenhum sinal de amor por trás das lágrimas choradas por ninguém... Um amor que devia ter durado anos".
“For No One”, a belíssima meditação de Paul McCartney sobre o fim de um grande caso de amor, foi um dos destaques de Revolver. Foi composta somente por McCartney e creditada à dupla Lennon e McCartney, claro.

“For No One” foi lançada no sétimo álbum gravado pelos Beatles – Revolver, em 5 de agosto de 1966 no Reino Unido e 8 de agosto nos EUA. É a terceira faixa do lado 2 do LP – depois de “And Your Bird Can Sing” e antes de “Doctor Robert”“For No One” é uma canção pop num estilo barroco sobre o fim de um relacionamento. Foi um dos trabalhos mais maduros e pungentes de McCartney até então.
Ele compôs a canção, cujo título provisório era “Why Did It Die?”, depois de uma possível discussão com Jane Asher, de férias em um chalé em Klosters, uma estação de esqui suíça em março de 1966. Ele disse que escreveu pensando numa garota imaginária, uma típica trabalhadora (vale lembrar o quanto a insistência de Jane em ter sua própria carreira o incomodava).

“For No One” foi gravada em 9, 16 e 19 de maio de 1966. Paul e Ringo são os únicos Beatles nela, Lennon e Harrison não participaram. McCartney cantou e tocou clavicórdio, piano e baixo, enquanto Ringo Starr tocou bateria, pandeiro e maracas. O solo de trompa foi executado por Alan Civil, músico profissional, britânico descrito pelo engenheiro de gravação Geoff Emerick como o "melhor trompista de Londres".

Durante a sessão, Civil encarou o desafio de tocar a partitura escrita por Paul e George Martin, com notas agudas demais para o instrumento. “For No One” foi gravada nos estúdios da EMI em Abbey Road, foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Paul McCartney canta, toca baixo, piano e clavicórdio; Ringo Starr toca bateria, pandeiro e maracas; e Alan Civil toca a trompa francesa.
A recepção da crítica não poderia ser melhor: Thomas Ward, da AllMusic, descreveu For No One como "uma das grandes baladas de Paul McCartney com os Beatles", dizendo que é "uma canção simplesmente bela, cheia de toques idiossincráticos de McCartney, mas inegavelmente inspirada". Ward ainda elogia o desempenho vocal de McCartney e chama a melodia da canção de "uma das mais inspiradas de toda a carreira do cantor". E ainda vai mais longe: elogia a linha de baixo e o solo de trompa, concluindo sua crítica chamando a canção de "uma das baladas mais delicadas e finas de todo o cânone dos Beatles". John Lennon diria anos depois sobre ela: "Uma das minhas favoritas dele - um belo trabalho".

Sobre “For No One”, o jornalista e escritor Peter Ames Carlin, diz em seu livro “Paul McCartney – A Vida”:
John e Paul estavam impulsionando suas habili­dades a novas alturas, buscando novas formas de incorporar ideias, experiências e influências díspares ao formato de três minutos da canção popular. Sem dúvida, os meses que Paul havia passado mer­gulhando na cena avant-garde de Londres tinham modificado sua cons­ciência musical. De repente, ele estava compondo músicas inspiradas nos clássicos e nos bailes de salão, mesclando harmonias dos Beach Boys em canções de rock pesado como as do The Who, e enxertando trompetes eloquentes de R&B em letras tiradas durante o uso de dro­gas. Se antes Paul tendia a escrever canções românticas que optavam pelo sentimento, ao contrário das complexidades humanas que John traçava em suas canções pessoais, ele agora produzia algo tão cruel como "For No One”, na qual o final de um caso de amor foi descrito com toda a clareza e a frieza do gelo. No sign of love behind the tears, ele cantou. Cried for no one. Ao ouvir uma fita antecipada das gravações de Revolver, num quarto de hotel, durante um intervalo da turnê de verão, John, que sempre havia sido o mais duro e competitivo dos parceiros, disse para Paul de forma cândida uma coisa sur­preendente: "Provavelmente, gosto mais das suas do que das minhas”.

QUESTION MARK & THE MYSTERIANS - 96 TEARS

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"96 Tears" foi o maior sucesso da banda americana de Rock and Roll de garagem Question Mark and the Mysterians em 1966. Em outubro daquele ano, ficou em primeiro lugar na Billboard Hot 100 nos EUA e no RPM 100 no Canadá. A Billboard classificou "96 Tears"como a música # 5 de 1966. Ela aparece em número 210 na lista da revista Rolling Stone das 500 Melhores Músicas de Todos os Tempos. Em 11 de novembro de 1966, o single foi certificado como Ouro pela RIAA.

"96 Tears" foi composta por Question Mark (Rudy Martinez) em 1962 e foi gravada em Bay City, Michigan. No início, Question Mark teve que insistir que "96 Tears" fosse o lado A em "Midnight Hour". Quando começou a se dar bem localmente, a banda levou uma gravação para o diretor de uma rádio em Flint, Michigan. "96 Tears" rapidamente tornou-se a mais pedida, e logo se espalhou pelo Canadá, onde foi escolhida pela Cameo Records para distribuição nacional.

Muitos afirmam que Rudy Martinez escreveu a música inicialmente com o título "Too Many Teardrops", mas depois mudou o nome, com medo que as estações de rádio não tocassem. Ele negou isso, afirmando que o número 96 tem um profundo significado filosófico para ele. Conhecida por seus licks de órgão e letras simples, "96 Tears" é reconhecida como um dos primeiros sucessos de uma banda de garagem, e Question Mark & The Mysterians até recebeu crédito por serem percursores do Punk rock"96 Tears" foi o carro-chefe do álbum de mesmo nome em 1966. A música que se seguiu, "I Need Somebody", alcançou a posição # 22 no final daquele ano, mas nunca mais Question Mark & The Mysterians conseguiu outro single Top 40 dos EUA. Tecnicamente, a banda existiu até 2010.

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

IMAGEM DO DIA - PAUL McCARTNEY - BILLBOARD - NOV.19

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McCARTNEY III - ACLAMAÇÃO TOTAL DA IMPRENSA

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McCartney III é o décimo oitavo álbum de estúdio do cantor, compositor e multi-instrumentista Paul McCartney, lançado em 18 dezembro de 2020. De lá pra cá, McCartney III vem recebendo aclamação da mídia especializada de forma quase unânime e caiu nas bençãos dos fãs, que esperavam por isso há anos. Não importa qual seja a mídia, McCartney III só recebe críticas boas. Esta que a gente confere agora é do Diário do Nordeste, escrita por Dellano Rios.

A regra não está escrita em lugar algum, mas poucas exceções são capazes de fugir a elas. No universo pop - onde, claro, o rock também está incrustado, as grandes obras costumam ser criações dos primeiros anos de carreira, enquanto a maturidade longeva revisita incessantemente, nos palcos, os grandes feitos do passado. Repertórios fartos em hits e superproduções movem milhões, lotam turnês e renovam a base de fãs, a despeito das críticas à idade e aos propósitos financeiros de artistas dessa casta. Em um ano privados de shows e turnês, era de se esperar que essa turma desse pouco o que falar. Contudo, o ano trouxe boas surpresas de gente consagrada: AC/DC, Pet Shop Boys, Bruce Springsteen e Bob Dylan. O mais recente deles é Paul McCartney - "McCartney III". Os lançamentos de Paul McCartney são sempre muito aguardados, dada a devoção dos fãs, sólida desde que ele integrava os Beatles. Contudo, "Egypt Station" (2018), seu trabalho anterior, figura fácil entre as suas obras menos inspiradas. "McCartney III", contudo, se distancia bastante de seu predecessor. É o terceiro de uma série de álbuns radicalmente solos. O primeiro, de 1970, foi também sua estreia solo, gravado durante a separação dos Beatles. Com um som cru e caseiro, funcionava como uma antítese dos superproduzidos trabalhos da fase final do quarteto. Sua sequência, lançada há 40 anos, documentava McCartney se distanciando do Wings, banda que o acompanhou na década anterior. Era mais dançante e cheio de sintetizadores, e ganhou status de cult. O novo dialoga mais com o primeiro da trilogia. É mais orgânico e básico, sem tentativas de parecer antenado. McCartney fez uma aposta alta, mexer com a história de dois álbuns destacados de sua discografia, mas o resultado foi bem sucedido. Assim comprovam canções como "Find my way" e "Deep Deep Feeling".

THE EASYBEATS - FRIDAY ON MY MIND - 😀

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

THE BEATLES - DEVIL IN HER HEART - SENSACIONAL!

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George Harrison assumiu o principal vocal na versão dos Beatles da  canção pouco conhecida de 1962 das Donays - "Devil In His Heart". Foi uma das várias versões cover gravadas para With The Beatles. Eles descobriram a música na loja NEMS de Brian Epstein. "Brian tinha uma política de comprar pelo menos uma cópia de cada disco lançado. Se vendesse, ele pedia outro, ou cinco ou o que fosse. Conseqüentemente, ele tinha discos que não eram sucessos na Grã-Bretanha, nem mesmo na América. Antes de ir a um show, nos encontrávamos na loja, depois que ela fechava, e procurávamos nas prateleiras como furões para ver quais novos estavam lá... 'Devil In Her Heart' e 'Money' de Barrett Strong eram discos que pegamos e tocamos na loja e achamos interessantes". Disse George Harrison no Anthology.
"Devil In His Heart" era o último sucesso das Donays. Logo depois de gravada pelos Beatles, suas próprias composições amadureceram, e o álbum A Hard Day's Night conteria apenas os originais de Lennon e McCartney. A partir de então, quando os Beatles fizeram covers de músicas de outros, eles preferiam seus os favoritos do Rock 'n' Roll. Os Beatles gravaram seis tomadas até deixar "Devil In Her Heart" no ponto, em 18 de julho de 1963 - na primeira sessão do álbum With The Beatles - na qual eles também gravaram "You Really Got a Hold On Me", "Money (That I Want)" e "Till Till Was You""Devil In His Heart" foi composta por Richard P. Drapkin que a gravou com o nome de Ricky Dee. Em 1962, o grupo feminino The Donays gravou a canção. A mais famosa gravação foi feita pelos Beatles e lançada em no álbum With the Beatles em 22 de novembro de 1963 (Reino Unido) e 10 de abril de 1964 (EUA). "Devil In His Heart" foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. George Harrison faz os vocais principais e toca a guitarra principal; John Lennon faz backing vocals e toca a guitarra base; Paul McCartney faz backing vocals e toca baixo e Ringo Starr toca bateria e maracas.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

THE SEARCHERS - LOVE POTION Nº 9 - SENSACIONAL!

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"Love Potion No. 9" foi composta em 1959 por Jerry Leiber e Mike Stoller. Foi originalmente gravada pelos Clovers e chegou ao número 23 nas paradas dos EUA naquele ano.
Foi regravada com enorme sucesso por The Searchers em 1964 e essa versão alcançou o número três na Billboard Hot 100 dos EUA e o número dois na Cash Box durante o inverno de 1965. Os Coasters lançaram uma versão em dezembro de 1971 com "DW Washburn" no lado B. Alcançou apenas a posição 76 na parada da Billboard Pop e a 96 na parada Cash Box.

A letra de "Love Potion No. 9" fala de um cara que busca ajuda para encontrar o amor, então ele conversa com um cigano que determina, por meio da quiromancia, que precisa da ‘poção do amor número 9’. A poção, um afrodisíaco, faz com que ele se apaixone por tudo o que vê, beijando o que quer que esteja à sua frente, acabando por beijar um policial na esquina, que quebra sua garrafa da poção do amor.

A música "Love Potion No. 9" foi a premissa básica do filme homônimo de 1992, estrelado por Sandra Bullock e Tate Donovan.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

THE BEATLES - TWIST AND SHOULT*****

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ROCK ESPETACULAR - A MELHOR REVISTA DOS ANOS 70!

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Em dezembro de 1976 e janeiro e fevereiro de 1977, foram publicados no Brasil, três volumes de uma revista que, como o nome já dizia, era espetacular: ROCK ESPETACULAR, que contava a história do Rock, desde seus primórdios, até aquele ano. O Rock ainda era um jovem, então com 21 anos, mas já carregava consigo, uma gama extraordinária de histórias sensacionais, publicadas pela Rio Gráfica Editora. Em dezembro de 1976, eu tinha 14 anos, tinha recém começado a ficar doido pelos Beatles e era um ávido frequentador de bancas de revistas, e foi numa dessas minhas visitas, que me deparei com o número 1 da revista ROCK ESPETACULAR, que trazia os Beatles na capa e na matéria principal. Eu conhecia pouquíssimo ou quase zero sobre aquele tal de Rock“n”Roll e aquelas revistas eram a oportunidade perfeita para conhecer melhor aquele fenômeno musical e comportamental. Além de contar a história do Rock, com bons textos, ilustrações e fotos, cada um dos exemplares ainda trazia um compacto duplo (4 músicas).

O primeiro volume, trazia em sua apresentação o seguinte texto: "Rock Espetacular pretende oferecer em três volumes um panorama bastante amplo dos principais artistas e acontecimentos que marcaram a evolução desse tipo de música, nos seus vinte e poucos anos de existência. É uma introdução ao assunto que procura acrescentar à visão geral os detalhes mais importantes e significativos".

Esse primeiro volume, seguindo uma cronologia, trazia os primeiros astros do rock: Bill Halley, Elvis, Chuck Berry, Little Richard, e avançando aos anos 60: Os Beatles (e os quatro ex-Beatles) e Bob Dylan.
O volume 2, que saiu em janeiro de 1977 e dava um destaque na capa para os Rolling Stones. Falava dos anos 60, e as transformações que vieram naquela década, as grandes bandas que surgiam e se firmavam, as novas vertentes do Rock, os grandes festivais, etc. Além dos Stones, o segundo volume mostrava The Who, Cream, Hendrix, Jeff Beck, Eric Clapton, James Brown, Traffic, Janis, Crosby, Stills, Nash & Young, Allman Brothers, Ray Charles e Jackson Five.
O terceiro e último volume, que fala dos anos 70, traz na introdução: "Anos de dinheiro, anos de barra pesada, ilusões perdidas e caminhos desencontrados. A década de 70, para o rock, nasceu sob o signo da tragédia, com as mortes de Jimi Hendrix e Janis Joplin. Muitos viram nisso um sinal, e de fato era: alguma coisa estava mudando de novo, uma visão de vida que morria para ser substituída por outra".
Esse último volume destaca os diferentes estilos que se formaram a partir da semente do Rock: o Hard Rock, o Progressivo, o Glitter, o Fusion, etc. Personagens marcantes e que se destacaram naquela década, que à época da publicação ainda vivia em pleno vigor (o volume três saiu no início de 77) eram apresentados. Bandas como Led Zeppelin, Emerson, Lake & Palmer, Moody Blues fazem parte do volume, assim como artistas-solo como Alice Cooper, Neil Young, David Bowie e Peter Frampton - o grande sucesso da época. Fonte: Tarati Taraguá