terça-feira, 22 de abril de 2014

JOHN LENNON - JEALOUS GUY - ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICA!!!

"Jealous Guy" é uma das mais belas canções escritas e interpretadas por John Lennon. Apareceu pela primeira vez 1971 em seu álbum Imagine . É uma das canções mais regravadas de Lennon, com pelo menos 92 versões, sendo a mais conhecida a gravação do Roxy Music, que alcançou o número um em vários países três meses após a morte de John Lennon. A origem da composição aparece na Índia, depois que os Beatles assistiram a uma palestra por Maharishi Mahesh Yogi sobre um "son of the mother nature". Isso inspirou tanto Paul McCartney como John Lennon para escreverem canções sobre o mesmo assunto. A música de McCartney "Mother Nature's Son" foi selecionada para o álbum branco, enquanto canção de Lennon "Child of Nature" não foi. No entanto, ambas foram gravadas como demos na casa de George Harrison em Esher em maio de 1968. A demonstração contou com vocal de Lennon e uma guitarra acústica. Depois disso, Lennon continuou a tocá-la em algumas sessões. Eventualmente, a letra e o conceito foram demolidos e substituídos pelos versos de "Jealous Guy" que foi lançada somente em Imagine e durante a vida de Lennon, nunca foi lançada como single. Quase cinco anos após o assassinato de Lennon, e quatro anos e meio depois do Roxy Music alcançar o número um nas paradas do Reino Unido em 1981, a gravação de "Jealous Guy" de John Lennon, foi lançada pela Parlophone como single em novembro de 1985, tendo "Going Down on Love" do Walls And Brdiges como lado B. Esse single de Lennon, alcançou o número 65 nas paradas. Nos Estados Unidos, chegou ao número 80 da Billboard Hot 100 em novembro de 1988, junto com o lançamento do filme Imagine: John Lennon. Alguém pode até dizer que eu sou só um cara ciumento, mas a versão original gravada por John Lennon, dá pelo menos de 1000 a zero! Questão de opinião.

PARABÉNS, PETER FRAMPTON - 64 ANOS

Hoje é aniversário do grande Peter Frampton que completa 64 anos. Ele nasceu em Beckenham, Inglaterra no dia 22 de abril de 1950. Frampton tornou-se mais conhecido por seu trabalho solo nos anos 70. entretanto, sua fama começou bem antes como integrante do “The Herd” quando se transformou num ídolo das adolescentes na Grã-Bretanha. Frampton foi o primeiro guitarrista a utilizar do recurso da guitarra de boca, que seria anos depois imitado por Slash (Guns n' Roses), Richie Sambora (Bon Jovi) e Dave Grohl (Foo Fighters). No final dos anos 60, ele então passou a trabalhar com Steve Marriott (The Small Faces) na banda Humble Pie, assim como em álbuns de Harry Nilsson, Jerry Lee Lewis e George Harrison. Sua estreia solo foi em 1972 com Wind of Change. A explosão solo de Frampton veio com Frampton Comes Alive, de 1976, seis vezes platina e que incluía os sucessos "Do You Feel Like We Do", "Baby, I Love Your Way" e "Show Me the Way".
Foi o álbum "ao vivo" mais vendido de todos os tempos. Depois que o álbum seguinte I'm in You foi lançado, Frampton envolveu-se em um sério acidente de carro nas Bahamas. Enquanto se recuperava, ele atuou em 1978, com os Bee Gees, no filme Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, um fracasso retumbante. Nos anos 80, Frampton voltou a gravar, mas só retornou às paradas de sucesso mundiais com "Breaking all the rules". Seu último álbum éThank You Mr. Churchill, lançado em 2010. Recentemente Peter Frampton ganhou o seu primeiro Grammy pelo seu álbum totalmente instrumental "Fingerprints", lançado no fim de 2007 que conta com integrantes do Pearl Jam, Rolling Stones, Allman Brothers e outros.

22 DE ABRIL - DIA DA TERRA

Hoje é o dia da terra. Também Dia do Planeta Terra ou Dia da Mãe Terra, um dia para reconhecer a importância do planeta, e um dia para refletir naquilo que podemos fazer para um meio ambiente mais sustentável. O Dia da Terra foi comemorado pela primeira vez nos Estados Unidos, no dia 22 de abril de 1970. No primeiro "Dia da Terra", o senador americano Gaylord Nelson organizou um tipo de fórum ambiental, que chamou a atenção de 20 milhões de participantes. Atualmente o Dia da Terra é comemorado anualmente no dia 22 de abril por mais de 500 milhões de pessoas no mundo todo. Em alguns lugares, surgem campanhas que incentivam as pessoas a desligarem as luzes durante um minuto no Dia da Terra, como forma de consciencializar as pessoas para um gasto menor de eletricidade. É um evento parecido com a Hora do Planeta, que ocorre normalmente no último sábado do mês de março, e que propõe exatamente a mesma coisa. Em homenagem ao nosso querido e sofrido planetinha, a gente confere os Beatles em um vídeo belíssimo: “Mother Nature’s Son”. Salvem o planeta!!!
Paul e John escreveram suas músicas depois de ouvir uma palestra do Maharishi sobre a unidade do homem com a natureza, mas "Mother Nature's Son", de Paul, seria a escolhida para entrar no disco. A canção de John, "A Child Of Nature", fazia observações seme¬lhantes sobre o sol, o céu, o vento e as montanhas, mas, enquanto Paul ficcionalizou sua reação ao escrever na voz de um personagem, "um pobre rapaz do campo", John escreveu sobre si mesmo "na estra¬da para Rishikesh". John gravou uma demo de "A Child Of Nature" em maio de 1968, mas os Beatles não a gravaram.Três anos depois, com uma nova letra, ela se tornou "Jealous Guy". Paul sempre foi um amante do campo e, quando escreveu "Mother Nature's Son", estava pensando em uma música que ouviu quando era mais novo, "Nature Boy" (1947), popularizada por Nat "King" Cole. Embora tenha começado a escrever na índia, Paul concluiu a música na casa de seu pai.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

PARABÉNS BRASÍLIA TÃO QUERIDA!




Hoje, nossa Brasília querida completa 54 anos, com todos (ou mais) problemas de toda grande metrópole. Uma cidade que cresceu desordenadamente e agora parece completamente fora dos próprios eixos. Apesar de tudo, dos políticos safados, ladrões e corruptos, das invasões, do crescimento absurdo, Brasília continua linda e hoje gostaria de expressar novamente todo o amor que sinto por essa terra e sua gente. Terra Santa, que meu pai sabiamente escolheu para vivermos. Parabéns, lindona! Quem quiser conferir a beleza e a história dessa terra maravilhosa, clique no link e vejam as mais belas imagens clicadas pelos melhores fotógrafos que essa cidade já viu.
PARABÉNS, BRASÍLIA! EU AMO VOCÊ!
Um dos maiores orgulhos que tenho na vida, é o privilégio de viver e morar em Brasília. Há 45 anos, quando meu pai decidiu que era aqui que viveríamos, foi, sem dúvida, uma grande emoção. Praticamente, cresci acompanhando todo o seu crescimento, o sol, o céu, suas luas e suas estrelas. Para quem não conhece ou vive aqui, é muito difícil dizer como é grande o meu amor por Brasília. Obrigado, querido pai. Eu te amo minha Brasília! Você é a cinquentona mais gostosa do Brasil!
A história de Brasília, a capital do Brasil, localizada no Distrito Federal, no coração do país, iniciou com as primeiras ideias de uma capital brasileira no centro do território nacional. A necessidade de interiorizar a capital do país parece ter sido sugerida pela primeira vez em meados do século XVIII, ou pelo Marquês de Pombal, ou pelo cartógrafo italiano a seu serviço Francesco Tosi Colombina. A ideia foi retomada pelos Inconfidentes, e foi reforçada logo após a chegada da corte portuguesa ao Rio de Janeiro em 1808, quando esta cidade era a capital do Brasil.
A primeira menção ao nome de Brasília para a futura cidade apareceu em um folheto anônimo publicado em 1822, e desde então sucessivos projetos apareceram propondo a interiorização. A primeira Constituição da República, de 1891, fixou legalmente a região onde deveria ser instalada a futura capital, mas foi somente em 1956, com a eleição de Juscelino Kubitschek, que teve início a efetiva construção da cidade, inaugurada ainda incompleta em 21 de abril de 1960 após um apertado cronograma de trabalho, seguindo um plano urbanístico de Lúcio Costa e uma orientação arquitetural de Oscar Niemeyer.
A partir desta data iniciou-se a transferência dos principais órgãos da administração federal para a nova capital, e na abertura da década de 1970 estava em pleno funcionamento. No desenrolar de sua curta história Brasília, como capital nacional, testemunhou uma série de eventos importantes e foi palco de grandes manifestações populares. Planejada para receber 500 mil habitantes em 2000, segundo dados do IBGE ela nesta data possuía 2,05 milhões, sendo 1,96 milhões na área urbana e cerca de 90 mil na área rural. Este é apenas um dos paradoxos que colorem a história de Brasília. Concebida como um exemplo de ordem e eficiência urbana, como uma proposta de vida moderna e otimista, que deveria ser um modelo de convivência harmoniosa e integrada entre todas as classes, Brasília sofreu na prática importantes distorções e adaptações em sua proposta idealista primitiva, permitindo um crescimento desordenado e explosivo, segregando as classes baixas para a periferia e consagrando o Plano Piloto para o uso e habitação das elites, além de sua organização urbana não ter-se revelado tão convidativa para um convívio social espontâneo e familiar como imaginaram seus idealizadores, pelo menos para os primeiros de seus habitantes, que estavam habituados a tradições diferentes.
Controversa desde o início, custou aos cofres públicos uma fortuna, jamais calculada exatamente, o que esteve provavelmente entre as causas das crises financeiras nacionais dos anos seguintes à sua construção. O projeto foi combatido como uma insensatez por muitos, e por muitos aplaudido como uma resposta visionária e grandiosa ao desafio da modernização brasileira. A construção de Brasília teve um impacto importante na integração do Centro-Oeste à vida econômica e social do Brasil, mas enfrentou e, como todas as grandes cidades, ainda enfrenta atualmente sérios problemas de habitação, emprego, saneamento, segurança e outros mais. Por outro lado, a despeito das polêmicas em seu redor, consolidou definitivamente sua função como capital e tornou-se o centro verdadeiro da vida na nação, e tornou-se também um ícone internacional a partir de sua consagração como Patrimônio da Humanidade em 1987, sendo reconhecida por muitos autores como um dos mais importantes projetos urbanístico-arquitetônicos da história.
O privilégio de conhecer, trabalhar e ser amigo dos melhores profissionais que tornam Brasília ainda mais bonita. Isso é um prazer que não dá para descrever. Só mesmo vendo o espetáculo de imagens. Os três ensaios fotográficos que aparecem a seguir, foram feitos com absoluta exclusividade especialmente para o Baú do Edu. Apreciem sem moderação.
MARIOZINHO

LUIZ CLEMENTINO
GILBERTO SOARES
PARABÉNS, BRASÍLIA QUERIDA!
Abração para o amigo Henrique Chaves. Para fechar com chave de ouro, a gente confere agora um poema do meu amigo poetinha (com todo carinho), Marco Miranda, grande amigo, grande irmão e o garoto que melhor sabe lidar com as palavras. Valeu Marcão! Parabéns, Brasília tão querida!!!

SE BRASÍLIA TIVESSE PRAIA, ERA COVARDIA...

PAUL IN RIO - 1990 - UMA AVENTURA INESQUECÍVEL!

Há exatos 24 anos, no dia 21 de abril de 1990, vivi a maior emoção da minha vida. O show de Paul McCartney no maracanã. Eu era uma das 185 mil pessoas que estavam lá! Em novembro de 1989, quando soube que Paul McCartney faria 2 shows no maracanã, coloquei em minha cabeça que não perderia por nada. Nas duas semanas que antecederam as datas marcadas para os concertos (19 e 21 de abril de 1990) vivi momentos de grande angústia com muito medo de não ir aos shows. Tentava arrebanhar os amigos, mas todos estávamos quebrados por causa do plano Collor. Consegui convencer meu velho amigo Cacá Soares a embarcar comigo na aventura. Faltando uma semana para os shows, dei minha cartada final. Na época, eu trabalhava numa agência chamada Ratto Propaganda (do grande amigo Ratão). Pois bem, chamei o Ratão para conversar e expliquei que não poderiar perder os shows. Ele disse: tudo bem, Dudu. Tá liberado. Contei que havia um segundo problema: grana! Ele me disse que passasse na administração e fizesse um vale de quanto eu precisava. Beleza. Mas ainda havia um terceiro problema: meu amigo Cacá também trabalhava na mesma agência e o Ratão teria que liberar nós dois! E assim, na noite da quarta-feira, dia 18, embarcamos no ônibus rumo à cidade maravilhosa. O Júnior, irmão do Cacá. morava no Rio e tinha instruções para nos pegar na rodoviária já com nossos ingressos. Como eu sabia que os ingressos eram cartões magnéticos e não seriam devolvidos, pedi que comprasse 2 para mim para o show de sábado. Tenho até hoje! Durante a viagem, só se falava que o Rio estava se acabando em água e que os shows poderiam ser cancelados. De manhã, quando chegamos encontramos o Rio de Janeiro inundado! A chuva não parava um minuto sequer. E logo foi confirmada a notícia do cancelamento do show do dia 19. Adiado para o outro dia. O próprio Paul prometeu que haveriam os shows nos dias 20 e 21 com ou sem chuva. Minha expectativa era enorme e aumentava na medida que o tempo passava. Às sete horas da noite de sexta-feira, 20 de abril de 1990, debaixo de uma chuva torrencial e água até o meio das canelas, pisamos no gramado do Estádio Mário Filho. Estava chegando a hora! Nossa proteção da chuva eram sacos das casas da banha amarrados na cabeça e uma garrafa de conhaque presidente. Às nove em ponto, as luzes apagaram e Paul McCartney e a banda tomaram todos de assalto! Havia mais de 140.000 pessoas encantadas ali, debaixo de chuva! Depois de quase 3 horas de espetáculo, deixamos o Maracanã. Com as almas literalmente lavadas. Mas o melhor de tudo ainda estava por vir! Milagrosamente (?) o Rio de Janeiro amanheceu no sábado com o sol incrivelmente radiante e belo! Nem sinal da chuva! Então, muitos passeios, praias, chopes, mais passeios, mais chopes até que novamente (graças a Deus!) chegou a hora de ir ver o Macca no Maraca pela segunda vez! Simplesmente, indescritível o show do dia 21. Ainda havia uma tremenda lua cheia para coroar tudo isso. Obrigado, meu Deus! Este concerto, foi o maior de todos que Paul já fez na vida, tocando para um público recorde de 185.000 pessoas! Eu sabia que haviam dois grandes amigos lá no maracanã naquela noite também. João e Débora. Mas era impossível encontrar. Afinal, a graça já tinha sido alcançada!
Na segunda feira, quando cheguei na agência para trabalhar, escrevi no cartaz PAUL IN RIO que havia atrás da minha prancheta: "EU VI". E fui na copa tomar café. Quando voltei, alguém também tinha escrito: "EU TAMBÉM!". Foi o Cacá! Ah, muleke! Hehe.

domingo, 20 de abril de 2014

LUIS SUÁREZ ENTREVISTA PAUL McCARTNEY


Luis Suárez, artilheiro do Liverpool, realizou uma improvável entrevista a longa distância com Paul McCartney - que neste sábado se apresentou no Uruguai - na qual o ex-Beatle afirmou que a Inglaterra vai ganhar a Copa do Mundo do Brasil-2014. "Se a Inglaterra for eliminada antes do Uruguai, você apoiaria o Uruguai? Se me der sua palavra, vou dedicar um gol a você", pergunta Suárez no vídeo - que intercala imagens de Suárez fazendo as perguntas em espanhol com as respostas do artista em inglês. "A Inglaterra não será vencida pelo Uruguai! Desculpe! A Inglaterra vai ganhar a Copa do Mundo", responde, em tom de desafio e com bom humor, o ex-Beatle. Uruguai e Inglaterra estão no Grupo D da Copa do Mundo, ao lado de Itália e Costa Rica. "Por favor, dedique um gol a mim de qualquer forma", disse McCartney antes de confessar que assistirá o Mundial pela televisão. Na 'entrevista', Suárez lembra o primeiro show de McCartney no Uruguai, há dois anos, e pergunta se ele sabe explicar porque as músicas do ex-Beatle agradam a tantas pessoas. McCartney - nascido em Liverpool e torcedor do Everton - apresenta uma explicação simples: "São apenas boas canções... é só por isto". Ontem, sábado, 19, Paul McCartney se apresentou no estádio Centenário de Montevidéu como parte da turnê mundial "Out There" para 50 mil pessoas.

sábado, 19 de abril de 2014

THE BEATLES - REVOLUTION - SEMPRE SENSACIONAL!

19/04 - DIA DO ÍNDIO - PAUL McCARTNEY - KREEN-AKRORE

“Kreen-Akrore” (McCartney) foi composta por Paul em Londres, em 1970 como faixa do álbum McCartney I. Paul teve a ideia de produzir essa faixa, em sua maioria instrumental, após assistir a um documentário, transmitido pelo canal britânico ATV, chamado “ The Tribe That Hides From Man” (A tribo que se esconde do homem). O programa falava exatamente sobre a tribo Kreen-Akrore, nativos da selva amazônica brasileira, que executava os intrusos que ousavam invadir seu território. Foi gravada em Cavendish Avenue, e nos estúdios Morgan e Abbey Road, em Londres.

ROBERTO CARLOS EM RITMO DE AVENTURA - 1968

Hoje, o cara mais chato do Brasil nesses tempos de Dilmão, está completando 73 anos. Esse cara, Roberto Carlos, nasceu em Cachoeiro do Itapemirim – ES, em 19 de abril de 1941. Pela lembrança da passagem do aniversário desse que já foi, há muito tempo atrás, um dos gênios da música pop brasileira, a gente confere agora o filme de Roberto Farias – Roberto Carlos em Ritmo de Aventura” de 1968 – um grande momento da cultura jovem brazuca.
O Filme à primeira vista deixa uma impressão tosca, mas na verdade é divertido. É preciso entender o clima de brincadeira que rola e que não há roteiro quando o seu diretor o perde mas essa é a base da história: Um roteiro inacreditavelmente bizarro, e basta ver para crer nesta constatação. É uma sátira de roteiros de filmes de ação e aventura. Uma paródia descarada dos filmes de 007 misturados com Help! – dos Beatles. Pelo menos conta com belas interpretações de Roberto Carlos e de belos cenários naturais de paisagens do Rio de Janeiro, Paris e EUA daquela época. É o filme tosco que todos gostam e um registro histórico de um grande momento da nata da música pop brasileira!
Pela primeira vez como protagonista de um filme, Roberto Carlos teve que viver várias cenas perigosas nesta superprodução de Roberto Farias. Para gravar este longa-metragem, Roberto Carlos dispensou dublês nas cenas mais perigosas. O filme tem uma seqüência inesquecível: o cantor passa de helicóptero por dentro do Túnel do Pasmado, no Rio de Janeiro. Para se desvencilhar de bandidos internacionais que querem raptá-lo, Roberto Carlos abusa de acrobacias como descer dentro de um carro pendurado num guindaste e atravessar o Túnel do Pasmado pilotando um helicóptero. O filme teve locações como o Corcovado, o Maracanã e a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, além das seqüências gravadas em São Paulo e em Nova York. As cenas com aviões foram feitas com pilotos da Esquadrilha da Fumaça. Em algumas delas o diretor estava dentro do avião. As filmagens com helicóptero chegaram a parar o trânsito de Copacabana.
Para rodarem cenas no Cabo Kennedy, nos Estados Unidos, a ousada produção do filme conseguiu um feito inédito: autorização da NASA para filmar nas torres de lançamento de foguetes. Como resultado, Roberto passeia pelo espaço, em imagens que mostram a Terra fora da atmosfera. Roberto aparece cantando sucessos como "Namoradinha de um amigo meu", "Negro Gato", "Eu te darei o céu", "Eu sou terrível", "Como é grande o meu amor por você", "De que vale tudo isso", "Por isso corro demais" e "Quando", esta cantada numa cena antológica em que Roberto se apresenta no alto de um prédio. A trilha sonora de "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" foi lançada num disco com este mesmo nome em novembro de 1967. Vendeu igual banana.


E quem quiser (e tiver saco) de ver o filme todinho, aqui vai. Ótima pedida para o feriadão!

THE BEATLES - YOU KNOW MY NAME (LOOK UP THE NUMBER)

"You Know My Name (Look Up the Number)" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada à dupla Lennon & McCartney, e lançada como Lado B do single Let It Be de 1970. Foi gravada em 1967, durante as sessões de Pepper, porém só foi lançada como single, três anos depois. Nessa época os Beatles já tinham perdido o foco de suas criações e estavam fazendo muito experimentalismo com um bom número de canções e técnicas diferentes de gravação.
Segundo Paul McCartney na biografia "Many Years From Now", de Barry Miles: "John veio uma noite com essa canção que era basicamente um mantra, "você sabe meu nome, procure o número." E eu nunca percebi o que ele quis dizer com aquilo, poderia ter alguma presença de Yoko, talvez. Era a idéia original de John e era toda a letra. Ele trouxe originalmente e ficamos uns 15 minutos pensando na estrutura enquanto ele ficava meio fora do ar e então nós dissemos, 'O que iremos fazer com isso então?' e ele disse, "Vamos fazendo, igual a um mantra." Então eu disse, "Beleza, vamos fazer isso".
Na verdade a canção foi inspirada em um slogan que ficava em uma lista telefônica na casa de McCartney, como explicou Lennon em entrevista para a revista Playboy em 1980: "Eu estava esperando Paul em sua casa, e eu vi a lista telefônica em cima do piano com a frase "Você sabe meu nome, procure o número." Era igual a um slogan e eu logo mudei. Era para ser quatro tipos de som, e os acordes mudariam em instantes, mas nunca se desenvolveu, então fizemos um monte de palhaçada com ela."
A estrutura de "You Know My Name (Look Up The Number)" consiste em cinco partes separadas, A primeira mais convencional traz o título da canção cantada por Lennon e McCartney com o fundo de piano. A parte dois, foi mais tarde editada por John, que repetia um vocal de apoio estilo Ska, parte esta que, foi restaurada em 1996 para o “Anthology 2.” A parte três era a sessão da boate, com Lennon dizendo: "Boa noite e bem vindo ao Slaggers. Apresentando Dennis O’Bell".
O’Bell era um artista fictício interpretado por Paul McCartney. O nome era do produtor cinematográfico Dennis O’Dell, que trabalhou em Os Reis do Iê, Iê, Iê (A Hard Day's Night) e com John Lennon em Como Ganhei a Guerra (How I Won The War). O'Dell mais tarde produziu o filme Magical Mystery Tour e se tornou chefe da Apple Films. Após o lançamento da canção, ele recebeu muitos telefonemas de fãs dos Beatles levando ao pé da letra o convite da canção e alguns diziam, “Eu sei o seu nome e agora tenho seu número!” A parte quatro, gravada como última parte, (já que uma parte cinco foi adicionada em 1969 para o lançamento do single), era uma parte cômica ao estilo Monty Python, com sons de relógio cuco, gaita, bongos, piano, vozes bobinhas e outros efeitos da coleção Abbey Road. A parte final era outro piano estilo jazz, com trechos de vibra fone e vocais incompreensíveis. Traz também a participação de Brian Jones, da banda inglesa Rolling Stones, que veio visitá-los na sessão e acabou fazendo um solo de saxofone. A canção ficou intocável até 30 de abril de 1969, quando Lennon e McCartney voltaram a trabalhar nela para o lançamento, com a ajuda de Mal Evans e sem a participação de George e Ringo.
Em 1988, Paul McCartney, inesperadamente disse que esta era sua canção favorita dos Beatles, no livro The Complete Beatles Recording Sessions de Mark Lewisohn: "As pessoas estão descobrindo os lados-B dos singles dos Beatles. Estão descobrindo faixas como "You Know My Name (Look Up The Number)", provavelmente minha canção favorita por ser tão insana."
Os Beatles começaram gravando 14 takes em 17 de maio de 1967, com os instrumentos principais. Em 7 de junho voltaram e adicionaram um bom número de overdubs, o que tornou uma canção de 20 minutos. A instrumentação ainda trazia flautas e tamborim. Na madrugada para o dia 8 de junho foi gravado mais alguns takes e o solo de saxofone feito por Brian Jones. Paul McCartney comenta sua participação na autobiografia “Many Years From Now”, de Barry Miles: “Ele chegou no estúdio com um grande casaco afegão. E estava constantemente tenso, inseguro e estava realmente tenso por estar numa sessão dos Beatles. Ele estava nervoso a ponto de tremer, acendendo cigarro atrás de cigarro. Eu gostava muito de Brian. Eu achei que seria uma ótima idéia traze-lo talvez com uma guitarra e fazer ele tocar alguma levada, mas para nossa surpresa ele trouxe um saxofone. Ele abriu o case e começou a aquecer tocando um pouco. Ele era um saxofonista tão ruim, que eu pensei ‘há-há, teremos apenas uma palhinha."
A canção foi editada em 9 de junho de 1967 em versão mono. E em 30 de abril de 1969, foi feito uma reedição em estéreo, adicionando mais vocais e alguns efeitos. Alguns dos efeitos incluíam o som do assistente Mal Evans, cavando pedras com uma pá, além de vozes bizarras e palmas. Lennon reduziu o tempo da canção de 6’08 para 4’19 e a canção quase foi lançada como Lado A do novo single da Plastic Ono Band. Lennon queria essa com “What's The New Mary Jane” no lado B. Porém, mesmo após ter imprimido selos, e autorizado pela Apple Records, o restante da banda vetou o lançamento.
Três meses depois a canção foi lançada como Lado B de "Let It Be". A canção "What's the New Mary Jane" não foi oficialmente lançada até 1996 no Anthology 3 embora antes tenha aparecido em botlegs. Foi a última canção inédita lançada pelos Beatles, (até 1995-1996, com "Free As a Bird", "Real Love" e outras canções). A primeira versão em CD foi em 1988, na coletânea, "Past Masters, Volume Two". Nas versões americanas, a canção aparecia escrita errada com o título: “You Know My Name (Look Up My Number)”. Participaram da gravação: John Lennon - vocais, guitarra, maracas, palmas; Paul McCartney: vocais, piano, baixo, palmas; George Harrison: vocais de apoio, guitarra, vibratos, palmas; Ringo Starr: vocais, bateria, bongos, palmas; Mal Evans: efeitos sonoros e Brian Jones: solo de saxofone.