quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

O DIA QUE PAUL McCARTNEY MANDOU TODO MUNDO PRO PAU

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Publicada originalmente em 22 de fevereiro de 2012
Em meados de fevereiro de 1971, quase um ano depois de anunciar o fim dos Beatles (10/abril/70), Paul McCartney entrou com um processo judicial, requisitando uma auditoria nos negócios e um curador que administrasse provisoriamente todos os os bens da Apple. O objetivo indireto, porém, continuava a ser expulsar Allen Klein, embora Paul não tivesse como explicar isso aos outros três (nenhum estava falando com ele). O processo acabou se tornando um julgamento objetivo sobre a capacidade de Klein de gerir os negócios. Feita a análise de muito material contábil, a defesa de McCartney encontrou um documento que indicava ser Klein um administrador não-confiável: um cheque. Ele teria direito a 20% sobre uma renegociação com a Capitol Records para que se elevasse de 17,5% para 25% os direitos dos Beatles sobre a vendagem de discos. Assim, o percentual correspondente a Klein seria de 20% dos 7,5% que ele obtivera a mais. Mas Klein recebera 20% sobre o total dos direitos de venda. Depois disso, a justiça deu ganho de causa parcial a Paul McCartney, determinando que um curador administrasse a sociedade até um processo e uma sentença futuras. Superado o trauma da dis­puta judicial entre si, os Beatles, para livrar-se de Allen Klein, tiveram de continuar o processo contra ele até 1977 - quando, por acordo judicial, Klein recebeu 4,2 milhões de dólares para retirar-se da Apple.
Para tentar compreender melhor melhor sobre esse triste e confuso episódio da história dos Beatles, a gente confere aqui um trecho do excelente livrão "Paul McCartney - Uma Vida", de Peter Ames Carlin. Abração!
“Anos atrás, Jim McCartney, depois de ter seu relógio roubado, pegou os ladrões e levou-os à polícia e depois ao tribunal, para que se fizesse justiça. “Não deixem que ninguém leve o que é seu”, ele disse aos filhos, e agora essas palavras estavam ecoando nos ouvidos de Paul. De volta ao seu exílio na Escócia, naquele verão, ele passou horas, dias, semanas, fumegando e se inquietando. Klein! Como era possível que ele estivesse sugando vinte por cento do dinheiro dos Beatles? Como era possível que seu nome emporcalhasse a contracapa do disco solo de Paul? Como era possível que alguém que dizia estar trabalhando para os Beatles não atendesse aos seus telefonemas? "Fazendo com que eu me sentisse como principiante, como se Klein fosse o chefe e eu não fosse nada", Paul despejou com franqueza para Jann Wenner. "Sou veterano; penso que minha opinião é tão boa quanto a de qualquer outro, em especial quando se trata das minhas coisas". Todavia, na medida em que os outros Beatles se recusavam a trabalhar com ele, e na medida em que persistiam na contratação de Klein, Paul ficaria trancado no pior dos mundos — sem a assistência criativa e a amizade de seus parceiros, mas com a perpétua contrariedade do empresário de quem não gostava e em quem não confiava. Pior de tudo, o dinheiro que Paul ganhasse com seus próprios discos iria para o monte comum da Apple, para ser repartido com os outros três e, mais terrível ainda, com Klein. Só pensar nisso já o deixava furioso. E ele não podia fazer nada. Com exceção de um pequeno detalhe, como lhe lembrou o cunhado John Eastman. Ele podia entrar na justiça para dissolver a parceria.
Iniciar um processo contra os Beatles? Arrastar seus velhos amigos e parceiros, os adorados cabeludos, os quatro fabulosos para as malhas da corte civil? E não sair do tribunal da opinião pública como o mais repugnante Blue Meanie do mundo? Ele nem podia imaginar isso. "Passei o verão inteiro lutando comigo mesmo", afirmou ele. "Era dilacerador. Eu fiquei o verão inteiro com um nó no estômago. (...) Primeiro, eu disse não, não podemos fazer isso! Vamos aguentar. Mas todas aquelas pequenas coisas continuaram a acontecer." No fim das contas, John Eastman veio visitá-los, e os cunhados passaram horas falando sobre o assunto, andando pelas colinas e admirando os cenários. Como seria feito o processo, como seriam os depoimentos deles, como as roupas mais íntimas e fétidas do grupo seriam lavadas em público. Horrível demais para contemplar. Mas, em seguida, Paul se lembrava de Klein novamente e da perspectiva de permanecer sob o domínio daquele sujeito vil. Numa determinada tarde, no alto de uma colina, admirando a superfície escura e ondulante de um lago, Paul compreendeu finalmente que não tinha escolha. Klein havia roubado seu relógio, chegara a hora de pegá-lo de volta. "Ah, temos de fazer isso", afirmou, e seu cunhado concordou. John Eastman já vinha se preparando para o caso, pesquisando a contabilidade da Apple, procurando discrepâncias e erros. Ele juntou uma série de queixas mais do que suficientes para compor a base de uma contestação legal. Assim, no dia 15 de novembro, Paul deu enteada em seu processo judicial, reclamando em termos claros que os Beatles se desfizessem em todos os aspectos, formas e modos. As notícias de Paul McCartney versus John Ono Lennon, George Harrison, Richard Starkey e Apple Corps. Ltda. tornaram-se públicas no dia 31 de dezembro. No começo do Ano-Novo, tudo veio à tona. JOHN LENNON NÃO PRECISAVA de litígio civil para abrir o jogo. Entrevistado por Jann Wenner, da Rolling Stone, no princípio de dezembro, o músico transformado em ativista pela paz promoveu um passeio errante pelos seus mais sombrios pensamentos e suspeitas. Os Beatles, declarou, eram "grandes cretinos" que tinham varrido o mundo feito cossacos; violentaram, pilharam, fizeram as coisas mais perversas da forma mais notável. Mas John se sentia vitimizado pela experiência. Ele tinha sido depenado pelos homens de negócios e manipulado pelos empregados. Ainda assim, o tratamento mais brutal tinha partido dos assim chamados amigos da banda, que resistiram à sua arte, humilharam sua mulher e eram, em geral, "as pessoas raivosas mais conceituadas do mundo". Então, houve isso. E muito mais, quando se tratou de Paul, cujo primeiro álbum solo foi descartado, de modo sucinto, como "lixo".
Publicados em duas partes, nos meses de janeiro e fevereiro, os pensamentos de John soaram aos amigos como mais uma manifestação de seus humores volúveis e de sua língua boxeadora. "Ouvi versões como aquela durante anos", diz Ray Connolly. "Era sempre histrionice, John exagerava para fazer graça. Mas, na Rolling Stone, Wenner não percebeu isso. E fez com que tudo ecoasse de modo horrível, amargo e perverso".
Paul fez o melhor que pôde para parecer animado. "Era tão extremado que realmente me divertiu", ele disse à revista Life. "Essa hostilidade aberta não me magoou. É bacana. É John." Em segredo, porém, não era nada bacana. Vindo de John, a pessoa que sempre vira Paul com mais clareza, o parceiro de quem dependera para identificar suas forças e peneirar suas fraquezas, era devastador. "Eu me sentei e matutei cada parágrafo, cada sentença", relembrou Paul. "E pensei: 'Sou eu. Eu sou. Sou exatamente assim. Ele me compreendeu tão bem. Sou um cocô, sabe. "Era apenas o começo, uma vez que o processo movido por Paul para dissolver a sociedade dos Beatles continuava rolando. Todos os Beatles foram convocados a depor no caso, e todos forneceram profundas e pouco lisonjeiras compreensões acerca do funcionamento interno do grupo e do papel de capataz desempenhado por Paul. Ringo tentou ser generoso, observando que Paul era o "maior baixista do mundo". Mas, em seguida, "ele agia como uma criança mimada (...) teimava até conseguir fazer tudo do seu jeito". George disse praticamente a mesma coisa, com exceção do elogio à habilidade de seu ex-colega de escola no baixo, e deu especial ênfase à sua "atitude superior". John duplicou suas críticas na revista Rolling Stone, acrescentando que Paul tinha uma fraqueza por música do tipo pop, sem vigor, e não compartilhava o gosto musical dele e de George "que agora se chama underground".
Todos os outros Beatles estavam ansiosos para resolver seus problemas de forma amigável, e talvez até retomar uma colaboração (?). Pelo menos foi assim que eles se sentiram, até que Paul os atacasse no tribunal. "Eu ainda não consigo entender por que Paul agiu daquela maneira", George concluiu. Em outras palavras, se o mundo ainda se perguntava quem exatamente havia desmembrado seu grupo de rock mais adorado, a morsa era Paul. Paul assistiu à maior parte do julgamento com Linda a tiracolo, testemunhando pessoalmente sobre a falta de pulso no corpo colaborativo dos Beatles e citando a própria canção de John, "God", e sua última afirmação de "Eu não acredito nos Beatles" como prova definitiva. Quanto mais avançava, pior ficava. Paul disse que Klein tentava se engraçar para seu lado xingando John, e especialmente Yoko, quando o casal não estava por perto. "Sabe por que John está furioso com você?", Paul recordou Klein cochichando para ele. "Porque você se saiu melhor em Let It Be." As evidências se amontoavam. Toda a alegria, a magia e o amor dos Beatles tinham se reduzido a uma recitação amarga de lucros acumulados, investimentos feitos e per­didos, negócios fracassados e insultos proferidos. O juiz, Dr. Justice Stamp, passou algumas semanas garimpando as ruínas e, em meados de março, anunciou que Klein havia dado a Paul inúmeras razões para desconfianças e insatisfação. Stamp indicou um interventor para tomar conta do patrimônio dos Beatles, e livrou Paul do controle de Klein. Foi assim que o processo começou, de qualquer forma, pois ainda iria caminhar de diversas maneiras e por vários fóruns legais, durante a maior parte da década. Ali, era o fim, de fato. Muitos anos depois, após incontáveis ações judiciais, contestadas e retomadas, e sem entrar em maiores detalhes aqui, Klein foi considerado culpado de excessos financeiros suficientemente graves para levá-lo à prisão, por dois meses, e George se desculpou com Paul. "[Ele] disse: 'Bem, sabe, obrigado por nos tirar daquela encrenca'", Paul se lembra de ouvi-lo dizer uma única frase de reconhecimento pelo inferno que passaram: “Foi melhor do que nada”. 

GEORGE HARRISON - DEVIL'S RADIO - A RÁDIO DO DIABO - SENSACIONAL! ✶✶✶✶✶

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O fotógrafo Gered Mankowitz guarda boas lembranças de quando fotografou George Harrison para a capa do álbum Cloud Nine em 1987: “Eu conheci George em várias ocasiões, mas nunca o fotografei. Por isso, fiquei encantado quando o diretor de arte e meu amigo David Costa me pediu para fotografar a capa do Cloud Nine. Foi em meu estúdio em Hampstead e decidimos usar vários fundos de vários céus nublados, além de uma enorme tela texturizada. George chegou sozinho, sem nenhuma comitiva, e foi maravilhoso e paciente”. Ainda segundo Mankowitz, “foi ideia do próprio George com seu humor sarcástico, usar óculos espelhados e pedir que fizesse uma iluminação de baixo para cima, como crianças fazem com a lanterna. Isso daria a ele ares meio que aterrorizantes”. A capa mostra George Harrison com sua primeira guitarra americana, uma Gretsch 6128 de 1957 que ele comprou em Liverpool em 1961. Harrison presenteou o instrumento ao seu velho amigo Klaus Voormann, que a guardou por vários anos. Quando estava em Los Angeles para a produção do álbum, Harrison pediu a guitarra de volta, a restaurou e usou na sessão de fotos. Ainda sobre a capa, para quem procura cabelo em ovo, há quem veja no reflexo dos óculos a imagem de um Cristo crucificado. Pura viagem. Ou não?
"Devil's Radio" foi composta e gravada pelo nosso querido George Harrison, lançada pela primeira vez no álbum de 1987, Cloud Nine - um dos melhores que já ouvi nesse vida! Não foi lançada comercialmente como single, mas um single promocional acabou alcançando o êxito de chegar ao # 4 no quadro da Billboard.
"Devil's Radio" foi inspirada em um anúncio de igreja que Harrison tinha visto dizendo: "Gossip: The Devil's Radio... Don’t Be a Broadcaster" (Fofocas: A Rádio do Diabo... não seja uma emissora). O tema da música é um ataque a todas as fofocas, curiosidades, conversas cínicas e frívolas que aparecem a toda hora nas mídias, através de uma rádio que espalha imprecisões e falsidades: A Rádio do Diabo. Algo muito próximo do tema que Harrison retomaria em Brainwashed, seu álbum póstumo de 2002.
A música usa metáforas como "abutres", "ervas daninhas", "poluição" e "lixo industrial" para mostrar os efeitos devastadores das fofocas. O tema era pessoal para Harrison e como ele se sentiu vitimado pelas fofocas e pela atenção exploratória que recebeu depois do fim dos Beatles, o que impediu sua capacidade de viver uma vida normal. Isso aparece bem no verso: "Você se pergunta por que não falo muito / Eu me pergunto como você não pode ver".
"Devil's Radio" começa com uma repetição da palavra "Gossip" antes de aparecerem os versos descrevendo os males da fofoca. Alguns críticos disseram que a música foi inspirada pelos Eurhythmics, tornando-se uma das poucas músicas nas quais Harrison foi influenciado por tendências musicais mais contemporâneas. Um dos biógrafos de Harrison, Simon Leng, descreveu o acompanhamento instrumental como o mais agressivo e arrojado de George desde "Wah-Wah" de 1971. Leng ainda comparou a abertura de "Devil's Radio" com canções de Chuck Berry e particularmente elogiou o vocal de Harrison e o contraponto fornecido por Eric Clapton, que tocou guitarra junto com Harrison. Os outros músicos que participaram foram Elton John no piano, Jeff Lynne no baixo e teclados, Ringo Starr na bateria e Ray Cooper na percussão. É mole? Uma versão ao vivo de "Devil's Radio" foi incluída no excelente álbum ao vivo de Harrison gravado no Japão em 1992 juntamente com a banda de Clapton. E é essa paulada que a gente confere agora logo abaixo da gravação que aparece no álbum. Hare Krishna!

THE BEATLES - YOU'RE GOING TO LOSE THAT GIRL***********

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Última música completada pelos Beatles para a trilha de Help!, antes que eles seguissem para as Bahamas para o início das filmagens, “Youre Going to Lose That Girl” (Você vai perder essa garota) foi feita em dois takes. A música começou com Lennon e McCartney o ajudou a terminá-la na casa do primeiro, em Weybridge. Assim como “She Loves You,” "Youre Going to Lose That Girl” é uma das raras can­ções do pop em que um cantor do sexo masculino se dirige a um namorado caprichoso. Mas enquanto o sucesso anterior oferecia empatia, agora Lennon dá um aviso mais agressivo: “I’ll make a point of taking her away from you” (“Vou te provar tomando-a de você!). Conhecida pelo falsete de John Lennon e pelo bongô de Ringo Starr, a música ganha vida com os vocais de apoio de George e Paul. As vibrantes partes que comentavam a ação ilustravam o quan­to os primeiros discos de grupos femininos dos anos 60 ain­da influenciavam os Beatles. A banda gravou algumas canções de grupos formados por garotas (“Chains”, do Cookies, além de “Baby It’s You” e “Boys”, do Shirelles), invertendo os gêneros nos versos quando necessário. Usando a conhecida batida Twist dos Beatles e variações de acordes doo-wop bem familiares, o vocal principal de Lennon é seguido por respostas de Paul McCartney e George Harrison em harmonias vocais entusiásticas, oferecendo um último vislumbre do estilo musical dos primeiros tempos dos Beatles. Eles aparecem cantando “You’re Going To Lose That Girl” em uma cena de Help! gravada no Twickenham Film Studios que se passa num estúdio de gravação enfumaçado, McCartney queria mostrar o material em um cenário mais verdadeiro. Ringo passa a performance toda com um cigarro aceso pendurado nos lábios. A música é interrompida quando a gangue que está atrás do anel faz um buraco em volta da bateria e ela desaba. 

Essas incríveis fotos dos Beatles durante a gravação de “Youre Going to Lose That Girl” foram capturadas a partir de um vídeo que não está mais no ar. Um trabalho meticuloso, pubicado em 17 de março de 2014 no blog theeditroomfloor.blogspot.com onde você pode conferir mais fotos dessa série.

TEN YEARS AFTER - I'D LOVE TO CHANGE THE WORLD

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"I'd Love to Change the World" (Eu Adoraria Mudar o Mundo) é uma das mais famosas músicas da banda britânica de blues rock Ten Years After. Composta por Alvin Lee, foi lançada no álbum de 1971, A Space in Time, e se tornou sua canção mais famosa e popular.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

THE BEATLES - PAST MASTERS - UM ÁLBUM FANTÁSTICO!✶✶✶✶✶

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Poucas são as coletâneas que merecem o rótulo de fundamentais. Este álbum duplo dos Beatles é uma delas e é fácil entender. Muitas das melhores músicas dos anos 60 foram lançadas exclusivamente como“singles”, em formato de compacto simples (um pequeno disco com duas canções) que, na época era bem mais consumido que o LP, não apenas pelo baixo custo, mas também por proporcionar ao jovem consumidor a oportunidade de adquirir várias músicas que saltavam nas paradas de sucesso, numa mesma compra. Com isso em mente, as gravadoras separavam as melhores músicas que os seus contratados estavam registrando para lançá-las naquele modelo singular, mais prático e fácil de divulgar e vender, facilitando inclusive, o trabalho dos programadores das emissoras de rádio. Por sua vez, a maioria dos responsáveis por aqueles grandes clássicos, os seus criadores, evitavam relançá-los nos LPs, por entenderem ser uma forma desleal de fazer seus fãs pagarem duas vezes pelo mesmo produto. Quando da festejada e bem sucedida chegada do CD ao mercado, inteligentemente a EMI junto à coleção dos Beatles, produziu estes dois volumes (agora vendidos numa mesma embalagem) dando-lhes o apropriado título de PAST MASTERS, contendo todas as gravações lançadas como compactos, que não constavam nos álbuns oficiais do grupo.
Em março de 1988, em seguida ao lançamento mundial dos álbuns de estúdio em CD pela EMI, a gravadora compilou, neste volume e no seguinte, o material de estúdio dos Beatles que não havia sido incluído nos CDs. Das 33 faixas dos dois discos, 25 haviam sido lançadas em compactos na Inglaterra; duas, "Gib Mir Geine Hand" e "Sie Liebt Dich", saíram em compacto na Alemanha em 1964; outras quatro, "Long Tall Sally", "l Call Your Name", "Slow Down" e "Matchbox", vêm do compacto duplo LongTall Sally, de 1964; "Bad Boy" foi lançada no álbum americano Beatles VI, de 1965, e na coletânea britânica A Collection of Beatles Oldies, de 1966; e "Across The Universe" fora incluída no álbum beneficente No One's Gonna Change Our World, lançado em 1969. O primeiro volume cobre o início da carreira, de "Love Me Do" ao auge da Beatlemania, em 1964-65, e reúne material não utilizado nos álbuns britânicos da época. Ele traz a versão original de "Love Me Do" (com Ringo na bateria); os lados A e B de outros quatro compactos, "From Me To You / Thank You Girl", "She Loves You / I'll Get You", "l WantTo Hold Your Hand”, “This Boy" e "l Feel Fine"/"She's A Woman"; as gravações cantadas em alemão "Komm, Gib Mir Deine Hand" e "Sie Liebt Dich", versões de "I WantTo Hold Your Hand" e "She Loves You"; "LongTall Sally" e "I Call Your Name", lançadas no álbum americano The Beatles Second Album, de 1964, além de "Slow Down" e "Matchbox", do compacto duplo britânico LongTall Sally, "Bad Boy"; e, por fim, "Yes It Is" e "l'm Down", lados B de "TicketTo Ride" e "Help!", incluídas no álbum Help! - esses são os únicos lados B do álbum não acompanhados pelos respectivos lados A. A versão de "This Boy" é a autêntica em estéreo, lançada apenas em compactos na Austrália e no Canadá, e pela primeira vez em um álbum. "She's A Woman", também em estéreo, vem do álbum australiano Greatest Hits - Vol. 3, de 1967. "Yes It Is", em estéreo, havia sido lançada no Reino Unido em 1986, na fita cassete OnlyThe Beatles. Com exceção de "I’m Down", essas versões em estéreo foram lançadas internacionalmente pela primeira vez neste álbum. Ao compilar estes dois volumes, a EMI finalmente produziu coletâneas extremamente bem-vindas entre os fãs dos Beatles ao redor do mundo. Possuir Past Masters e o restante da coleção dos Beatles em CD é como ter uma cópia pessoal das fitas máster de estúdio da banda. Os dois álbuns são acréscimos valiosos a qualquer coleção de discos dos Beatles e, no caso de coleções de CDs, essenciais, já que finalmente reúnem o material de estúdio que não aparece nos álbuns originais.

Ao longo de 1969, os Beatles lançaram dois compactos que, na época, não foram incluídos em álbuns. As duas faixas do primeiro, "Get Back” / "Don't Let Me Down", deviam ser originalmente incluídas no álbum Get Back, que o grupo tentou gravar em janeiro de 1969 nos estúdios da Apple, em Savile Row. O projeto do álbum acabou sendo abandonado em favor de outro (Let lt Be), mas o compacto saiu em 11 de abril de 1969. Depois da breve temporada nos estúdios da Apple, os Beatles voltaram para Abbey Road para gravar o segundo compacto de 1969, "The Ballad Of John And Yoko"/”Old Brown Shoe". O lado A foi gravado por John e Paul durante uma sessão de oito horas e meia em 14 de abril de 1969 e "Old Brown Shoe", que traz todos os Beatles, foi realizada dois dias depois. O compacto saiu em 30 de maio de 1969. Em seguida ao lançamento do álbum Abbey Road, a EMI produziu um álbum beneficente intitulado No One's Gonna Change Our World, em dezembro de 1969. Ele incluía "Across The Universe", faixa que os Beatles haviam gravado quase dois anos antes, em fevereiro de 1968. Ao longo dos anos, essa versão ficou conhecida como "The Wildlife Version", e é a única deste disco não lançada originalmente em um compacto. Com o início de 1970 veio o lançamento de “Let It Be”, último álbum dos Beatles, quase que totalmente formado por material das sessões de Get Back, de janeiro de 1969, e remixado por Phil Spector. Embora fruto das mesmas sessões, o último compacto do grupo, "Let It Be", lançado em 6 de março de 1970, é consideravelmente diferente da versão do álbum; trata-se da mixagem original de George Martin. Além das faixas já mencionadas, este segundo volume de Past Masters também inclui "Paperback Writer", lançada em compacto com "Rain" em junho de 1966; "The Inner Light", lado B do compacto "Lady Madonna", de março de 1968; "Revolution", lado B do primeiro compacto dos Beatles pelo selo Apple, "Hey Jude", de agosto de 1968; e, finalmente, "You Know My Name", lado B do compacto derradeiro, "Let It Be", de março de 1970.

Quando publicou em sua coluna Sábado Som sua resenha sobre Past Masters em 3 de janeiro de 2015, o saudoso amigo João Carlos de Mendonça encerrou seu belo texto com estas sábias palavras: “Sem precisar as datas de lançamentos, nos tempos dos bolachões, algumas coletâneas foram lançadas naquele formato, muitas, no mínimo, duvidosas, visando apenas o lucro fácil. Todavia nenhuma teve o critério e a decência do PAST MASTERS, que se tornou item obrigatório para além de um Beatlemaníaco. A distribuição das canções, inclusive, obedece a ordem cronológica de seus lançamentos, levando o ouvinte a perceber o desenvolvimento musical da banda inglesa. Posso até está cometendo uma blasfêmia, mas eu aconselharia um noviço na matéria a começar a apreciar a arte dos Beatles por esse disco. Parece uma simples coletânea... Mas é mais que isso! PAST MASTERS é um passeio pela obra genial do conjunto, em doses generosas de talento”. Aqui, a gente confere os dois álbuns inteiros, com as 33 músicas. Valeu!

JOHN LENNON & CHUCK BERRY - MIKE DOUGLAS SHOW

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Há 48 anos, no dia 16 de fevereiro de 1972, John Lennon e Chuck Berry se conheceram e tocaram juntos no programa de TV americano The Mike Douglas Show. “Se o rock tivesse outro nome, seria Chuck Berry”, disse John na ocasião. Fonte: http://thebeatlesdiary.blogspot.com

Não deixe de conferir também JOHN LENNON - THE MIKE DOUGLAS SHOW

THE BEATLES - TWIST AND SHOUT - SEMPRE SENSACIONOUT!*****

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GEORGE HARRISON - IT DON'T COME EASY*****

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George Harrison tinha um estranho hábito de subestimar algumas de suas melhores músicas e oferecer para seus amigos. Ele originalmente deu "My Sweet Lord" para Billy Preston e deu uma música chamada “You Gotta Pay Your Dues” (embrião de It Don't Come Easy) para Badfinger, apesar de terem recusado. Então, Ringo Starr fez uma releitura em "You Gotta Pay Your Dues" durante as sessões de Sentimental Jorney. George Martin produziu e Stephen Stills estava no piano, mas depois de trinta ensaios em 18 e 19 de fevereiro de 1970, ainda não estava sendo fácil.Resultado de imagem para GEORGE HARRISON - IT DON'T COME EASY
Assim, Harrison cantou uma demo (já com o título 'It Don't Come Easy') com a banda Badfinger nos vocais de apoio, instruindo-os a cantar "Hare Krishna!" Durante o instrumental. Na versão final da música você ainda pode ouvi-la, com pouca mistura. Ringo tocou a música novamente em 8 de março, desta vez com Harrison produzindo. Ficou guardada até outubro, momento em que Harrison adicionou sax e trompete como havia acrescentado horns em "Savoy Truffle" do Álbum Branco. Em meados de abril de 1971, a assustadora introdução de guitarra de Harrison finalmente pode ser ouvida. Seu som cativante veio como cortesia do gabinete de alto-falantes do gabinete Leslie.
O gabinete foi originalmente construído para o órgão Hammond, mas foi adaptado para guitarra e vocais. Ele abrigava um alto-falante baixo giratório e um par de alto-falantes de buzina que giravam em diferentes direções. Lennon passou seus vocais pelo Leslie em "Tomorrow Never Knows", de 1966, e Harrison o usou em 1969, quando compôs "Badge" com Eric Clapton para o Cream; de fato, o intervalo instrumental de "Badge" parece bem próximo de "It Don’t Come Easy". O efeito Leslie tornou-se um dos sons mais distintos do final dos anos 60 e início dos anos 70, incluindo canções de Harrison que incluem Something. Os vocais de Badfinger, o piano forte de Stills, a bateria perfeita de Ringo e as guitarras constroem um momento épico por trás da exortação de Ringo para permanecer resistindo diante das dificuldades. A letra sobre pagar dívidas tocando o blues, provavelmente não teriam funcionado com Harrison cantando.

Na tradição dos Beatles, a letra desafiava o ouvinte a ser pacífico. Era um sentimento que poderia ser aplicado em qualquer escala, embora pudesse ter sido direcionado a McCartney, que estava levando os outros a tribunal na época. No entanto, com uma reunião cada vez mais improvável, a música atualizou a determinação de Harrison e Ringo de seguir uma carreira para si, independentemente de Lennon e McCartney.
Ringo canta com tanta confiança que você não saberia que ele estava cheio de dúvidas sobre a direção de sua vida. Talvez sua determinação em transcender seus medos seja o que preenche a performance com seu poder duradouro. Passados quase 50 anos, Ringo ainda abre seus shows com "It Don’t Come Easy". A música subiu nas paradas, passando por "Power to the People", de Lennon, "What Is Life", de Harrison (ambos alcançaram o número onze), e "Another Day" (número cinco), de McCartney, até o número quatro, estabelecendo-se apenas abaixo de “Brown Sugar” dos Rolling Stones. Não deixe de conferir a recente postagem RINGO STARR - IT DON'T COME EASY.

IMAGEM DO DIA - PAUL AND GEORGE - BESOUROS MENINOS

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THE BEATLES - LITTLE CHILD - SENSACIONAL! ✶✶✶✶✶

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"Little Child" é a 5ª música do sensacional segundo álbum dos BeatlesWith The Beatles – precedida por "Don't Bother Me" (a primeira composição de George Harrison) e antes de “Till There Was You”, de Meredith Willson. Foi composta por John Lennon e Paul McCartney originalmente para Ringo Starr cantar, mas não deu certo e Ringo então recebeu "I Wanna Be Your Man" como sua música do álbum.Com a arte do álbum dos Beatles
Paul McCartney descreve "Little Child" como sendo uma "música de trabalho" ou um "preenchedor de álbum", mas a música é bem mais do que isso. A frase “sad and lonely” (triste e sozinho) também aparece em outro número de Lennon e McCartney "Bad To Me", originalmente gravada por Billy J. Kramer e Dakotas. Como a letra de “Iittle Child” fala de um garoto “sad and lonely”, que espera uma chance com uma garota, tudo indica que a ideia inicial tenha vindo de John. Quando perguntaram a ele sobre “Little Child", em 1980, tudo o que disse foi que era apenas mais uma tentativa de escrever uma canção para alguém, “provavelmente Ringo”. Paul lembrou posteriormente que parte da melodia tinha sido inspirada por “Whistle My Love”, uma canção de 1950 gravada pelo cantor folk inglês Elton Hayes, usada no filme de Walt Disney "Robin Hood". Paul ainda guarda o esboço mais antigo da letra, que é quase idêntica a que conhecemos hoje, com exceção da abertura do primeiro verso. Nesse ponto, outros artistas já encomendavam músicas dos Beatles.
"Little Child" foi gravada em três sessões diferentes, com a primeira em 11 de setembro de 1963, onde os Beatles gravaram duas tomadas. Mais tarde, eles voltaram a tocar no dia seguinte, onde gravaram 16 takes, incluindo overdubs de piano de McCartney e a gaita de Lennon, que acompanha toda a música. Mais tarde, eles retornaram a ela em 3 de outubro, onde gravaram mais três tomadas. Na mixagem estéreo, a gaita se move da esquerda para a direita para o solo. Depois, volta da direita para a esquerda após o solo. O solo da música segue um formato de blues de doze compassos que não aparece no restante da música.

"Little Child" foi gravada no estúdio 2 da EMI em Abbey Road e foi produzida por George Martin que Norman Smith como engenheiro de som. John Lennon arrasa nos vocais, toca guitarra e gaita; Paul McCartney também canta, toca baixo e piano; George Harrison toca a guitarra principal e Ringo Starr sua bateria. "Little Child" só aparece no álbum With The Beatles. O crítico de música Richie Unterberger, da Allmusic, disse sobre "Little Child”: "Pode ter sido uma das faixas menos sofisticadas e impressionantes do álbum, mas ainda assim tem muito charme. Little Child pode não ser uma obra de gênio, mas é pura diversão rock 'n' roll". Também acho!

LOS ESCARABAJOS - LITTLE CHILD*****

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sábado, 15 de fevereiro de 2020

JOHN LENNON - I'M LOSING YOU - SENSACIONAL!**********

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Publicada originalmente em 9 de setembro de 2014.
“I’m Losing You” foi escrita por John Lennon e lançada em seu álbum de 1980 Double Fantasy. Foi concluída nas Bermudas em junho de 1980, depois que Lennon tentava telefonar para Yoko Ono e não conseguia. “I’m Losing You” também aparece na coletânea The John Lennon Collection de 1982, na boxset John Lennon Anthology de 1998, na compilação da caixa, no disco Wonsaponatime, na coletânea Working Class Hero de 2005, The Definitive Lennon e em 2010 para o álbum Gimme Some Truth.
Uma primeira versão da canção recebeu o título provisório de “Stranger’s Room”. Lennon gravou uma versão demo de “I’m Losing You” em julho de 1980. Esta versão, parte da qual apareceu em The Lennon Lost Tapes, foi tocada no violão com uma bateria eletrônica. O Produtor Jack Douglas sugeriu inicialmente que Lennon usasse o Cheap Trick como banda de apoio para tocar na música. Essa versão com o Cheap Trick foi gravada em 12 de agosto 1980. Eles também gravaram uma versão de Yoko Ono para "I'm Moving On" (Eu estou seguindo em frente), que é um complemento para “I’m Losing You”.
Por mais que tenham ficado boas, essas versões não apareceram no Double Fantasy. As possíveis razões para as suas exclusões são de que a gestão do Cheap Trick quisesse muito dinheiro, ou que Lennon acreditava que as performances foram mais "pesadas" do que ele queria. No entanto, quando a versão de “I’m Losing You” do Double Fantasy foi ser gravada, a versão com o apoio do Cheap Trick foi tocada para os músicos da sessão para ajudar a inspirar as suas performances. Essa versão com o Cheap Trick finalmente apareceu em John Lennon Anthology.
“I’m Losing You” foi gravada pela primeira vez com os músicos do Double Fantasy, em 18 de agosto de 1980, mas Lennon não gostou desse desempenho e assim uma terceira gravação foi feita em 26 de agosto, a que foi lançada em Double Fantasy. Um arranjo de sopros foi adicionado em 5 de setembro, mas este acabou por ser excluído da versão final. O vocal final de Lennon foi gravado em 22 de setembro.
No início do projeto, “I’m Losing You” estava planejada para ser lançada como single, mas depois do assassinato de John Lennon, isso foi descartado como "assustadoramente inapropriado".

THE FACES - MAYBE I'M AMAZED - SENSACIONAL!*****

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Não deixe de conferir a postagem original THE FACES - MAYBE I'M AMAZED, publicada em 3 de setembro de 2012.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

THE BEATLES - HEY BULLDOG - SENSACIONAL!*****

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“Hey Bulldog” é uma das músicas mais legais dos Beatles. Aparece no álbum Yellow Submarine e foi quase toda escrita por John Lennon com algumas contribuições de Paul McCartney. Foi gravada durante a filmagem do vídeo promocional de Lady Madonna e é uma das poucas músicas dos Beatles que se baseia num riff de piano. Para Lennon, "uma grande gravação, mas que não significa nada"Inicialmente, a faixa se chamaria "Hey Bullfrog", mas durante a gravação Paul começou a "latir". Então mudaram o nome para "Hey Bulldog". Segundo Geoff Emerick, engenheiro de som, esta foi a última gravação que os quatro realizaram como um time dinâmico e com o entusiasmo de cada membro do grupo. Quando voltaram ao estúdio para gravar o Álbum Branco, já estavam muito afetados com assuntos de negócios e as diferenças pessoais e artísticas estavam se fortalecendo, o que culminaria, mais tarde, na separação definitiva do grupo. Durante essas sessões, os Beatles foram fotografados gravando a música. Foi uma das poucas vezes em que eles se deixaram filmar gravando nos Estúdios Abbey Road, pois preparavam um filme promocional (depois editado para o single 'Lady Madonna') que seria lançado enquanto eles estivessem na Índia.
“Hey Bulldog” foi usada num segmento animado do filme Yellow Submarine, que inicialmente só apareceu na versão européia. Foi restaurada e vista pela primeira vez em 30 anos no relançamento de 1999. Para promover o relançamento, a Apple pegou as filmagens originais do vídeo promocional de Lady Madonna e o reestruturou para usar como vídeo promocional da própria Hey Bulldog. O riff de guitarra da canção foi incluído no álbum Love, de 2006, na faixa "Lady Madonna". Algumas risadas de Lennon e McCartney (contidas na música original) foram colocadas na faixa de transição "Blue Jay Way"Há uma primeira versão demo da música com apenas John ao piano de apenas 48 segundos, que intitula-se "She Can Talk To Me" (o primeiro nome da música) e aparece em bootlegs como o "Artifacts" (Volume 1, Disco 4) e o "The Lost Lennon Tapes" (Volume 18). Os Beatles tocaram com a formação clássica de sempre: John Lennon - Piano, guitarra rítmica, vocais principais e falas; Paul McCartney -Baixo, pandeireta, vocal de apoio (harmônico) e "latidos"; George Harrison - Guitarra solo e Ringo Starr - Bateria e vocal falado.

GARY MOORE - STILL GOT THE BLUES - DISCÃOZAÇO!!!

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No último dia 6 completaram-se nove anos que o mundo da música perdeu Gary Moore. Irlandês de Belfast. Desde o fim dos anos 60, Moore passeou pelo jazz rock e hard rock e, posteriormente, blues e baladas. Colecionou fama de mandão e briguento, mas até os seus desafetos reconheciam o talento genial de Moore como guitarrista. Dominava, como poucos, timbres limpos e pesados, o que lhe dava grande versatilidade de composição.
Still Got the Blues foi o oitavo álbum de estúdio solo de Gary Moore, lançado em 1990. Marcou uma mudança substancial de estilo para Moore, que, antes deste álbum, era predominantemente conhecido pelo hard rock com Skid Row, Thin Lizzy, G-Force, Greg Lake e durante sua extensa carreira solo, além de seu trabalho de fusão de jazz com o Colosseum II. Como evidenciado por seu título, Still Got the Blues o viu mergulhar em um estilo de blues elétrico. O álbum conta com contribuições de Albert King, Albert Collins e George HarrisonA faixa-título foi lançada como single e alcançou o número 97 na Billboard Hot 100 em 16 de fevereiro de 1991. Foi o único single de Moore a figurar na Billboard Hot 100. Aqui no Brasil, vendeu mais do que banana no fim da feira tocou muito. Muito. O álbum Still Got the Blues alcançou a 83ª posição na Billboard 200 em 16 de fevereiro de 1991, e foi certificado em ouro pela RIAA em novembro de 1995. Esse foi o álbum mais bem-sucedido nas posições de vendas e paradas de Gary Moore.

BILLIE EILISH CANTA “YESTERDAY” NO OSCAR 2020

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Resultado de imagem para Oscars 2020 In Memoriam Billie Eilish Performance
A cantora Billie Eilish - que eu, na minha santa ignorância, nunca tinha ouvido nem falar - e seu irmão Finneas também não - proporcionaram um dos momentos mais emocionantes da cerimônia do Oscar 2020. Pelo pouco que soube, esses dois são os maiores nomes do Grammy desse ano e juntos, fizeram uma cover de “Yesterday”, clássico dos Beatles, enquanto a organização do evento homenageava nomes do cinema que nos deixaram no último ano. Com uma apresentação impecável, Billie Eilish fez uma bela trilha sonora para a lembrança de nomes de muitos que passaram dessa para outra, de Kobe Bryant a Kirk Douglas.