quarta-feira, 17 de setembro de 2014

LOVELY RITA - METER MAID - 2014

Vários anos depois de "Lovely Rita" ter aparecido em Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, a guarda de trânsito Meta Davies exigiu sua imortalidade se autoproclamando a inspiração para a música. Em 1967, a zona de trabalho de Meta, então com 46 anos de idade, incluía a área de St. John's Wood em Londres, onde se situavam os estúdios Abbey Road e a casa de Paul McCartney. Um dia, no início do ano, ela multou o Beatle. "O carro dele estava estacionado em um parquímetro com o tempo esgotado. Eu tinha que emitir uma multa de, na época, 10 xelins. Eu tinha acabado de colocar o bilhete no para-brisa, quando Paul veio e o retirou. Ele olhou para o papel e viu minha assinatura, que mostrava meu nome todo, pois havia outra M. Davies na mesma unidade. Quando ele estava indo embora, virou-se para mim e disse: 'Nossa, seu nome é mesmo Meta?'. Disse a ele que sim. Conversamos por alguns minutos, e ele disse: 'Este seria um bom nome para uma música. Você se importaria se eu o usasse?'.E foi isso. Lá se foi ele."

Seguindo a vibe de paz e amor de 1967, McCartney mudou sua concepção original de "Lovely Rita": "Eu estava pensando que aquela deveria ser uma música sobre ódio, mas então pensei que seria melhor amá-la". E depois explicou: "Eu já tinha tomado muitas multas de estacionamento, então a graça era imaginar que em uma das vezes eu havia me dado bem... A música, de algum modo, tornava os guardas de trânsito figuras divertidas em vez de aterrorizantes, e era uma maneira de dar o troco". Os guardas de trânsito existem desde a década de 1960 na Inglaterra, mas era a terminologia usada nos Estados Unidos que fascinava McCartney. "A expressão 'moça do parquímetro' era tão americana, que me atraía, e, para mim, uma 'moça' era sempre algo sexy: 'Moça do parquímetro. Ei, vem checar meu parquímetro, querida'. Era assim que eu via a coisa". Ele imaginou um aspecto um pouco pervertido da personagem, ela poderia ser "esquisitinha também, como um militar, com uma bolsa a tiracolo". A música resultante foi uma sátira bem-humorada, a história de um homem tentando se livrar de uma multa de estacionamento usando seu charme. McCartney, é claro, não se lembrava do incidente a que Meta se referia. "A música não se baseou em uma pessoa real, mas, como acontecia muitas vezes, foi reivindicada por uma moça chamada Rita [sic] que era guarda de trânsito e que, ao que parece, me deu uma multa, e isso chegou aos jornais. Acho que foi mais uma questão de coincidência: qualquer uma que se chamasse Rita e tivesse me dado uma multa pensaria: 'Sou eu!'. Eu não pensei 'nossa, aquela mulher me deu uma multa, vou escrever uma música sobre ela'; não era assim que as coisas aconteciam." Embora Meta tenha declarado não ser fã dos Beatles, alguém próximo a ela era. "Minha filha ficava esperando do lado de fora dos estúdios Abbey Road para vê-los." Ela se aposentou como guarda de trânsito em 1985, emitindo sua última multa próximo ao famoso estúdio.
 

domingo, 14 de setembro de 2014

THE BEATLES - GLASS ONION - SENSACIONAL!

Em uma época de mudanças sociais tão rápidas e intensas, os Beatles muitas vezes eram vistos como profetas, e cada música era ouvida e analisada em busca de símbolos e alusões. Quem era o homem-ovo em “I Am The Walrus”? O chá de “Lovely Rita” era mesmo de maconha? “Henry The Horse” era gíria para heroína? Talvez os Beatles tivesse se exposto a isso ao misturar poesia com non sense. John era quem mais gostava de confundir seu ponto de vista, talvez por insegurança. No entanto, por volta de 1968, ele estava tentando escrever de forma mais direta, e a maior parte do material produzido na índia era menos complicado. Quando um aluno de sua antiga escola escreveu pedindo que ele explicasse o que estava por trás de suas letras, John respondeu que seu trabalho era feito para divertir e fazer rir. “Eu faço para mim primeiro”, ele disse. “O que quer que as pessoas entendam depois é válido, mas não tem necessariamente de corresponder aos meus pensamentos sobre o assunto, ok? Isso vale para as criações de qualquer um, arte, poesia, música etc. O mistério e essa merda toda que se constrói em torno das formas de arte precisam ser rompidos.”
"Glass Onion" era uma resposta jocosa àqueles que analisavam sua obra em busca de significados ocultos. Ele começou a fazer a música usando imagens de algumas canções ‘mais enigmáticas dos Beatles’ - "Strawberry Fields Forever", "There's a Place", "I'm Looking Through You", “I Am The Walrus”, "Within You Without You", "Lady Madonna", "The Fool on the Hill", e "Fixing a Hole".
"Looking Through a Glass Onion." pode ser traduzido como, “Olhando Pela Cebola de vidro” ou “Olhando Através do Óculos de cebola” (apelido daqueles óculos redondos usados por John). A frase dedicada a McCartney: “Eu falei sobre o Walrus e eu/Você sabe o quanto éramos próximos/Aqui vai mais uma pista pra vocês todos/O Walrus era Paul.”
"Glass Onion" foi gravada em 11 de setembro de 1968, com todos os integrantes. O final um tanto quanto sombrio, na qual a música corta repentinamente dando continuidade a brincadeira de mensagens subliminares, é orquestrada por George Martin. A música dita o que iria ser um dos padrões de composição de Lennon futuramente como “Cold Turkey” e “Instant Karma”. Nos trechos das referências é possivel ouvir instrumentos usados nas versões originais, como a flauta de “The Fool on the Hill”, por exemplo. Uma curiosidade: "Glass Onion" era o nome que John queria usar para The Iveys, banda que assinou contrato com a Apple em julho de 1968. Os Iveys não gostaram do nome e, em vez disso, passaram a se chamar Badfinger, por causa de “Badfinger Boogie”, título provisório original de “With a Little Help From My Friends”. Quem participou da gravação de "Glass Onion"? John Lennon – vocal duplo, guitarra acústica; Paul McCartney – baixo, piano, flauta doce; George Harrison – guitarra elétrica; Ringo Starr – bateria e outros instrumentos de percussão; George Martin – arranjo dos instrumentos; Henry Datyner – violino; Eric Bowie – violino; Norman Lederman – violino; Ronald Thomas – violino, John Underwood – viola; Keith Cummings – viola; Eldon Fox – celofone; Reginald Kilby – celofone.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

ISSO É QUE É MUITO MAIS DO MESMO!

PAUL McCARTNEY - HOPE FOR THE FUTURE

A postagem anunciando que Paul McCartney estaria fazendo uma música para um vídeo-game apareceu aqui em 9 de agosto de 2014. Pois bem: "Hope For The Future", a canção que Paul McCartney compôs e gravou para a trilha do vídeo game "Destiny" já pode ser ouvida, depois que fãs colocaram o áudio da canção no YouTube. McCartney também ajudou a compor a trilha sonora do jogo ao lado de Martin O'Donnell e Mike Salvatori. O game foi criado pela Bungie (da série "Halo") e chegou às lojas no último dia 9. A expectativa é a de que ele faça bastante sucesso entre os gamers.

OUTRA GRANDE BAIXA: DEREK TAYLOR

 
Há 17 anos, no dia 8 de setembro de 1997, morria Derek Taylor, colaborador fiel e amigo pessoal dos Beatles. Taylor foi sepultado no dia 12, e George Harrison estava no funeral. Paul visitou-o no hospital dias antes da passagem. Confiram aqui a postagem “DEREK TAYLOR - OUTRO BOM AMIGO DOS BEATLES”, pulicada em dezembro de 2012: http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/12/derek-taylor-outro-bom-amigo-dos-beatles.html
E em memória a Derek Taylor, a gente confere novamente, pela centésima vez, o belíssimo texto que ornamenta a parte interna do álbum Beatles For Sale.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

THE BEATLES - LONG TALL SALLY - FANTÁSTICO!

Se existe uma música que os Beatles podiam tocar até de olhos vendados, era "Long Tall Sally", a famosa cover de Little Richard que abalou meio mundo para os padrões caretas de 1957. "Long Tall Sally" é , literalmente, uma aula de Rock And Roll. O poderoso Hit foi criado por Robert Blackwell, Enotris Johnson e Richard Penniman (o próprio Little Richard – o capeta em forma de gente). A música foi originalmente gravada por ele em seu álbum de estreia “Here's Little Richard”, de 1957.

Do outro lado do mundo, em Liverpool, o rock louco, acelerado e gritado de Little Richard chegava aos ouvidos de um jovem Paul McCartney. Ali, naquele momento, o mundo começou a mudar, de fato. Paul conheceu John e entrou para sua banda. Logo depois, praticamente já seriam Beatles. Em todas as apresentações, a performance que Paul McCartney fazia com "Long Tall Sally", impressionava todos, principalmente pelos berros do jovem Paul que pareciam ainda mais possantes que o original americano. A fama de McCartney como “o melhor Little Richard de Liverpool, cresceu rápido. "Long Tall Sally" era obrigatória em todos os shows. E se tornou “marca registrada de Paul”. Isso não agradava John Lennon, que também queria ter sua marca. Conseguiria depois, com “Twist And Shoult”, mas geralmente era “Long Tall Sally” que encerrava as apresentações deixando o público eufórico. E isso durou por anos, até 1965 quando acharam que a música já estava velha e fora de moda. Para substituir “Long Tall Sally” nos shows, viria outra bomba, outro rockão poderosíssimo, mas dessa vez, já de autoria do próprio intérprete: “o melhor Little Richard de Liverpool!”. Esse vídeo que a gente confere agora é uma pequena amostra do show fantástico que os Beatles fizeram na apresentação da entrega do prêmio NME de 1964 e que a gente confere logo abaixo. Um vigor e uma energia impressionantes. Um verdadeiro show de rock and roll!

LITTLE RICHARD - I SAW HER STANDING THERE

Essa matadora versão de Little Richard para o clássico dos Beatles "I Saw Her Standing There" foi gravada por volta de 1975 e aparece em um álbum com 3 CDs intitulado “Little Richard - King Of Rock & Roll: The Complete Reprise Recordings” lançado em 2004 pela Rhino Handmade. Também aparece no álbum “Meet The Covers – A Tribute To The Beatles”.

THE BEATLES - NEW MUSICAL EXPRESS - 1964 - SENSACIONAL!

No dia 26 abril 1964, os Beatles foram a atração principal do All Star Concert, o show de entrega dos prêmios da New Musical Express, 1963-1964, realizado no Empire Pool, em Wembley. Dez mil fãs foram assistir à banda receber os prêmios das mãos do astro Roger Moore. Os Beatles foram os últimos a se apresentar, claro e mandaram superbem, quebrando o maior cacete com “She Loves You”, “You Can’t Do That”, “Twist And Shout”, “Long Tall Sally” e “Can’t Buy Me Love”. De longe, uma da melhores performances dos rapazes. Aqui, no nosso blog preferido a gente confere os quase 14 minutos que durou a apresentação dos Beatles. Absolutamente sensacional!

JOHN LENNON - A CLÁSSICA ENTREVISTA DA PLAYBOY


É sempre uma experiência formidável ler e reler, linha por linha, tudo o que John Lennon disse na histórica (e rara!) entrevista à revista Playboy dias antes da tragédia. Essa famosa entrevista acabou se tornando a primeira de dezenas de "A Última Entrevista de John Lennon" que viriam depois. A sinceridade de John impressiona. Até pela crueza com que fala de certos assuntos. Fala do período em que esteve recluso, o que andou fazendo, sua vida com Yoko Ono, Beatles, Jagger, Dylan e a conturbada relação com Paul McCartney. O mais impressionante é como as palavras e idéias de Lennon estão mais atuais do que nunca. Mesmo depois de 34 anos da sua morte. John Lennon foi entrevistado pela Playboy no dia 11 de setembro de 1980 pelo jornalista 
David Sheff. Confira a entrevista inteira, publicada aqui em 27 de fevereiro de 2009:http://obauentrevistajlplayboy-edu.blogspot.com/

OS ATENTADOS DE 11 DE SETEMBRO DE 2001

Há 13 anos, no dia 11 de setembro de 2001, acontecia o maior atentado terrorista da história. A ação resultou na morte de 2.996 pessoas, incluindo os terroristas. Das vítimas, 246 estavam nos aviões sequestrados, 2.606 em Nova York, e 125 no Pentágono. Naquele dia, 19 homens da rede Al-Qaeda sequestraram quatro aviões, usados para atacar prédios que simbolizavam o poder norte-americano. Confiram aqui, a sensacional postagem sobre esse dia terrível e inesquecível publicada pela última vez no ano passado.
“11 DE SETEMBRO - UM DIA PARA NINGUÉM ESQUECER” http://obaudoedu.blogspot.com.br/2013/09/11-de-setembro-um-dia-para-ninguem.html


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

THE BEATLES - ROCK AND ROLL MUSIC

CYNTHIA POWELL - 75 ANOS

Hoje é aniversário de Cynthia Powell, 75 anos. Ela nasceu em Blackpool, no dia 10 de setembro de 1939. Parabéns! Confiram outras postagens sobre ela que já apareceram por aqui:
http://obaudoedu.blogspot.com.br/2013/09/cynthia-powell-lennon-74-anos.html

VEM AÍ "THE ART OF McCARTNEY" - VARIOUS

Os fãs de Paul McCartney tem motivos para comemorar. Além da turnê do músico pelo Brasil em novembro (com uma data já confirmada em Brasília), um disco especial de covers será lançado em homenagem às cinco décadas de carreira do artista. ‘The Art of McCartney’ chega às lojas no dia 18 de novembro, trazendo grandes nomes do rock reinterpretando clássicos do ex-Beatle. Entre as faixas, estão versões do The Cure para ‘Hello Goodbye’, Willie Nelson com ‘Yesterday’, Bob Dylan com ‘Things We Said Today’ e Roger Daltrey com ‘Helter skelter’, além de Brian Wilson, Alice Cooper, Dr. John, Yusuf/Cat Stevens, Barry Gibb, Jamie Cullum, KISS, Chrissie Hynde e muitos outros. O site da Rolling Stone divulgou um clipe do The Cure tocando a citada 'Hello Goodbye' com participação do James McCartney. Mas esse vídeo não passou pelo controle de qualidade do Baú, devido à pobreza e falta de criatividade no arranjo - e pela feiura do cantor Robert Smith – um zumbi desorientado, desajustado e fora de época! Quem quiser ver, no You Tube tem. Enquanto não sai mais material de divulgação do álbum, a gente fica com o nosso bom e velho Paul de verdade. Abração!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

GEORGE HARRISON - THE APPLE YEARS 1968 / 1975

Preparem os bolsos, lá vem mais uma bomba! The Apple Years 1968-75 é uma caixa com os seis primeiros álbuns solo gravados por George Harrison e será lançada no próximo dia 22 de setembro. Os discos foram publicados, na época, pela gravadora Apple, criada pelos Beatles em 1968 e, além dos álbuns, de Wonderwall ao Extra-Texture, inclui um DVD com imagens inéditas e vídeos promocionais de canções que marcaram a carreira do guitarrista durante aquele período. Os discos foram remasterizados digitalmente, e estarão disponíveis também separados. Todo o trabalho foi coordenado pelo filho de George, Dhani, que assina uma introdução num livro que inclui ensaios sobre os trabalhos lançados pelo pai. Os álbuns incluídos na caixa correspondem à fase geralmente tida como a mais rica de toda a carreira a solo do antigo guitarrista dos Beatles, sobretudo All Things Must Pass, um triplo vinil na versão original, em que Harrison publicou canções que, nos tempos dos Beatles sempre ficaram de fora. A nova caixa vem complementar a reedição dos discos de George Harrison, depois do lançamento de The Dark Horse Years 1976-92, em 2004. Aqui, a gente confere em primeira mão, o trailer do lançamento dessa caixa fantástica e já fica com água na boca. Abração!

THE BEATLES - THE BEATLES COME TO TOWN - TECNICOLOR

“The Beatles Come To Town” foi um filme documentário produzido pela agência de notícias Pathe News para a ABC-TV em novembro de1963. O filme quis mostrar o que aconteceu quando uma cidade, neste caso, Manchester, foi atingida pela Beatlemania. O documentário mostra os Beatles em uma conferência de imprensa, no camarim, e cantando "She Loves You" e "Twist & Shout" no Ardwick Apollo em Manchester.

JOHN LENNON - I'M LOSING YOU - SENSACIONAL!

“I’m Losing You” foi escrita por John Lennon e lançada em seu álbum de 1980 Double Fantasy. Foi concluída nas Bermudas em junho de 1980, depois que Lennon tentava telefonar para Yoko Ono e não conseguia. “I’m Losing You” também aparece na coletânea The John Lennon Collection de 1982, na boxset John Lennon Anthology de 1998, na compilação da caixa, no disco Wonsaponatime , na coletânea Working Class Hero de 2005, The Definitive Lennon e em 2010 para o álbum Gimme Some Truth.
Uma primeira versão da canção recebeu o título provisório de “Stranger’s Room”. Lennon gravou uma versão demo de “I’m Losing You” em julho de 1980. Esta versão, parte da qual apareceu em The Lennon Lost Tapes, foi tocada no violão com uma bateria eletrônica. O Produtor Jack Douglas sugeriu inicialmente que Lennon usasse o Cheap Trick como banda de apoio para tocar na canção. A versão com o Cheap Trick foi gravada em 12 de agosto 1980. Eles também gravaram uma versão de Yoko Ono para "I'm Moving On," (Eu estou seguindo em frente), que é um complemento para “I’m Losing You”.
Por mais que tenham ficado boas, essa versões não apareceram no Double Fantasy. As possíveis razões para as suas exclusões são de que a gestão do Cheap Trick quisesse muito dinheiro, ou que Lennon acreditava que as performances foram mais "pesadas" do que ele queria. No entanto, quando a versão de “I’m Losing You” do Double Fantasy foi ser gravada, a versão com o apoio do Cheap Trick foi tocada para os músicos da sessão para ajudar a inspirar as suas performances. Essa versão com o Cheap Trick finalmente apareceu em John Lennon Anthology.
“I’m Losing You” foi gravada pela primeira vez com os músicos do Double Fantasy, em 18 de agosto de 1980, mas Lennon não gostou desse desempenho e assim uma terceira gravação foi feita em 26 de agosto, a que foi lançada em Double Fantasy. Um arranjo de sopros foi adcionado em 5 de setembro, mas este acabou por ser excluído da versão final da canção. O vocal final de Lennon foi gravado em 22 de setembro.
No início do projeto, “I’m Losing You” estava planejada para ser lançada com single, mas depois do assassinato de Lennon, isso foi descartado como "assustadoramente inapropriado".

THE BEATLES - I NEED YOU - by GEORGE HARRISON

"Escrita de acordo com o receituário "Como Escrever Canções de Amor", "I Need You" é uma homenagem de George à sua namorada Pattie Boyd. A música é uma de suas composições para os Beatles não mencionadas em seu livro "I Me Mine" de 1980. A outra é "You Like Me Too Much". "I Need You" foi a única canção de George a aparecer no filme "Help!" e a primeira a usar um pedal wah-wah para distorcer o som da guitarra. Allguns livros sobre os Beatles afirmam que George a escreveu nas Bahamas enquanto estava longe de Pattie. Mas isso não pode ser verdade, uma vez que as gravações começaram em 15 de fevereiro de 2965, e essas cenas nas Bahamas só foram feitas na semana seguinte". Esse é o texto de "I Need You" que está no livro de Steve Turner. Nada disso importa! Isso é tudo irrelevante! O que importa é que a gente volta a conferir novamente um grande sucesso do nosso então jovem Dark Horse e mais, um dos vídeos de "Help!", cada vez mais escassos. Abração!

YESTERDAY - ANIMATION BY PABLO STANLEY

PAUL McCARTNEY ESCOLHE SUAS MELHORES MÚSICAS

Como a maioria dos artistas, Paul McCartney é daqueles que detestam falar sobre suas canções favoritas, muitas vezes comparando-se ao processo de escolher um filho em detrimento de outro. E com uma carreira que remonta cinco décadas no topo das paradas de sucesso, com os Beatles, com os Wings, e sua quilométrica carreira solo, escolher três, não é uma tarefa fácil. Pressionado, porém, através de um programa de televisão, McCartney enumerou suas três preferidas: a primeira "Here, There and Everywhere", de Revolver de 1966. "Eu tenho boas lembranças", disse Paul. ‘Nós estávamos filmando Help! com os Beatles, e eu estava dividindo um quarto com John. Toquei o esboço para ele que se virou para mim e disse: ‘Isso é grande, isso é!’, de modo que, para mim, era como, 'Ôpa, vamos lá!'.” A segunda, ele disse que era Let It Be, faixa-título do álbum dos Beatles de 1970. “Minha mãe veio até mim em um sonho, e ela me deu a noção do era aquilo”. E por último, "Here Today", um tributo a Lennon, que apareceu no álbum Tug of War de 1982. "Essa é a mais emocional para mim", diz McCartney, antes de apressadamente acrescentar: "Essas são minha três - por hoje!".

BADFINGER - SWEET TUESDAY MORNING

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

IMAGENS DO DIA - JOHN LENNON - 1980

Essas fotos foram feitas em agosto de 1980, logo que Lennon retornou das Bermudas e iniciou as sessões de Double Fatasy. Os cliques são de autoria de Roger Ferrington.

domingo, 7 de setembro de 2014

THE BEATLES - HELP! SEMPRE SENSACIONAL E OPORTUNA!

PROFISSÃO: BEDÉU EM ABBEY ROAD

O conselho de Westminister City, em Londres, está discutindo a ideia de colocar guardas municipais no cruzamento em frente aos estúdios Abbey Road. Um conselheiro confirmou, em entrevista à AFP, que a situação é discutida há anos. Porém, a solução, nunca foi encontrada, pode se encaminhar para que vigias fiquem de plantão no local, para controlar o fluxo de gente que passa por lá todos os dias. Icônico por batizar o último álbum dos Beatles, o estúdio também foi eternizado aos olhos da cultura pop do mundo inteiro, quando os Beatles atravessaram na faixa para a foto da capa do seu último álbum no cruzamento que dá acesso a faixa de pedestres mais famosa do mundo.
Dessa forma, centenas de turistas de todo o mundo fazem fotos que recriam a imagem da capa de "Abbey Road", trocentas vezes por dia. No entanto, muitas vezes o fluxo dos visitantes interrompe o tráfego e causa até mesmo acidentes de trânsito no local, a maioria, atropelamentos.

OS BEATLES NA ALEMANHA - 1966 - COLORIDO - BACANA!

A IMPRESSIONANTE ARTE DE ALVARO ORTEGA

O espanhol Alvaro Ortega é um artista, ilustrador e músico há mais de 30 anos. Trabalha em jornais, revistas, histórias em quadrinhos, publicidade, animação e qualquer outro meio gráfico que possa expressar sua arte. Publicou dezenas de histórias em quadrinhos, obras de arte, gravuras, cartazes, capas de discos e animações e todas as formas de mídia que se imaginar, tanto em seu país quanto internacionalmente.
No mundo da animação, em 2006, começou a fazer uma coleção de clipes de filmes temáticos em torno dos Beatles, iconografia pop britânica e outras músicas da década de 60. Desde então, tem feito várias colaborações com bandas covers dos Beatles, principalmente Los Escarabajos que recentemente apareceram aqui na também animação de Ortega para “Where You Been”) produzindo animações para serem usadas no palco. Muitas dessas animações estão disponíveis no canal de Álvaro no You Tube: http://www.youtube.com/user/aalvarortega. Um artista brilhante e sem iguais! Vale muito à pena fazer uma viagem pelo psicodélico site de Alvaro Ortega: www.alvarortega.com


Outros vídeos de Ortega já apareceram aqui, como “I Am The Walrus” e “Flying”. E há algum tempo, queria fazer uma homenagem para ele. Por isso, Para fechar com chave de ouro, a gente confere os maravilhosos vídeo clipes de “Dear Prudence” e “All Things Must Pass”. Ambas com Los Escarabajos. Abração!

FREE - ALL RIGHT NOW - 1970

O “Free” foi uma banda de rock britânica formada em 1968 por Paul Kossoff (guitarra), Paul Rodgers (vocais), Simon Kirke (bateria) e Andy Fraser (baixo). Seu som tem raízes fincadas no mais puro blues/rock britânico típico do final da década de 1960. Apesar de dois bons discos de estreia, Tons of Sobs (1968) e Free, foi com o terceiro álbum, Fire & Water (1970), que conseguiram o sucesso, emplacando várias canções nas paradas britânicas. Nessa mesma época, fizeram uma apresentação marcante no Festival da Ilha de Wight. A superexposição levou o grupo à dissolução em 1971. Após algumas tentativas de seguirem outros projetos, seus integrantes retornaram com a formação original e lançaram o álbum Free at Last, para, logo em seguida, separarem-se definitivamente em 1973. Com o fim da banda o vocalista Paul Rodgers formou o Bad Company, tendo uma carreira de muito sucesso. O venerado guitarrista Paul Kossoff morreu de um ataque cardíaco devido ao abuso de drogas, em 1976. Rodgers eventualmente formaria outras bandas ("The Firm" e "The Law"), juntando-se em 2004 aos remanescentes do Queen.
"All Right Now" foi lançada como single em meados de 1970 e atingiu o # 2 na parada de singles do Reino Unido e # 4 nos EUA. "All Right Now" foi publicada originalmente no álbum Fire & Water, que o “Free” gravou pela Island Records, formada por Chris Blackwell. Em 1991, a canção foi remixada e re-lançada, alcançando a posição # 8 na parada de singles do Reino Unido.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

THE BRIAN SETZER ORCHESTRA - BRAND NEW CADILLAC – SENSACIONAL!

PAUL McCARTNEY - ZOO GANG

The Zoo Gang foi uma série de televisão inglesa, do gênero ação e aventura, baseado num livro escrito por Paul Gallico e adaptado por Reginald Rose para a pequena tela, produzido através da Herbert Hirschaman para a ITC Entertainment, com a duração de somente seis episódios de aproximadamente uma hora de duração. A série foi apresentada originalmente pela ATV, no Reino Unido, entre 5 de abril a 10 de maio de 1974 e contou com renomados artistas da época e narrava as aventuras de alguns amigos combatentes da resistência, durante a Segunda Guerra Mundial, que formavam um grupo de ações táticas conhecidos apenas pelos seus codinomes. Trinta anos mais tarde, um dos integrantes desse grupo, Thomas Devon, conhecido pelo codinome de O Elefante, devido a sua grande memória, solicita ajuda aos seus companheiros do passado e consegue capturar um perigoso nazista foragido e entregá-lo à justiça. Em vista do sucesso desse novo empreendimento, depois de muitos anos, eles resolvem novamente reabilitar a “Zoo Gang”, como eles eram conhecidos, para juntos utilizarem suas experiências e localizar criminosos perigosos, com a finalidade de levantarem fundos e desta forma construir um hospital infantil, em memória do amigo Claude Roget, que acabou sendo morto pela Gestapo. A viúva, Manouche Roget, também faz parte do grupo e desde a morte de seu marido assumiu o seu lugar, assim como passou a usar o codinome de O Leopardo, que era dele. O seriado teve sua locação na França e Inglaterra tendo como fundo a belíssima Riviera Francesa e também conta a trilha sonora com uma canção, de mesmo nome da série, composta por Paul McCartney.
“Zoo Gang” foi lançada em junho de 1974 como Lado B do single ‘Band On The Run’ no Reino Unido. Foi gravada em 25 de abril de 1973. “Zoo Gang” aparece como faixa bônus no CD “Band On The Run” remasterizado e relançado”, em 1993, como parte da Paul McCartney Collection.

THE SWINGING BLUE JEANS - NOBODY BUT ME

The Swinging Blue Jeans foi um quarteto britânico totalmente Merseybeat Sound. Como os Beatles, também eram de Liverpool e ficaram mais conhecidos pelos hits "Hippy Hippy Shake", o clássico de Little Richard “Good Golly Miss Molly" e "You’re No Good", música de Clint Ballard que proporcionou uma mudança de ritmo e uma vida um pouco mais duradoura ao grupo. Mas os singles seguintes não decolaram. Em 1966 sua versão de "Don't Make Me Over" de Burt Bacharach e Hal David" chegou a posição # 31 no UK Singles Chart , mas o grupo nunca mais conseguiria novamente. Essa música que a gente confere agora, “Nobody But Me” está no álbum “Don't Make Me Over" de 1966. Totalmente à La The Beatles. Abração!

QUE TEM BOCA, VAI À ROMA!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

THE BEATLES - ELETRICIDADE TOTAL!

Procurei no Google e como não existe, decretei aqui no Baú que hoje é o dia mundial da eletricidade.
A eletricidade é um termo geral que abrange uma variedade de fenômenos resultantes da presença e do fluxo de carga elétrica. Esses incluem muitos fenômenos facilmente reconhecíveis, tais como relâmpagos, eletricidade estática e correntes elétricas em fios elétricos. Além disso, a eletricidade engloba conceitos menos conhecidos, como o campo eletromagnético e indução eletromagnética. A guitarra elétrica é um instrumento da família das guitarras (ora!), cujo som é sempre amplificado eletronicamente. O som é produzido manualmente pela vibração das cordas como na guitarra acústica, porém é transformado em sinal elétrico devido a ação de captadores magnéticos (na maioria dos modelos). Os sinais elétricos podem ser simplesmente amplificados e emitidos por um alto-falante que converte os converte em ondas sonoras, ou pode ser modificado antes de ser novamente convertido em som pelo alto-falante. Por sua potência sonora e pela possibilidade de alteração eletrônica de diversas características de seu timbre, as guitarras elétricas são utilizadas principalmente no rock, na música pop, no blues e no jazz, ou mesmo em qualquer outro tipo de ritmo – do bahianês ao forró.
Mas nenhum outro artista, em nenhuma época, popularizou tanto as guitarras elétricas como os Beatles. Essa besteira que eu inventei de “Dia da Eletricidade” foi só uma desculpa para a gente conferir aqui e agora 5 bombas gravadas ao vivo pelos Beatles: “Long Tall Sally”, “Roll Over Beethoven”, “Everybody’s trying To Be My Baby”, “You Can’t Do That” e por último '' I Saw Her Standing There' - Sensacional e absolutamente contagiante! Viva a guitarra! Viva a eletricidade! Viva os Beatles! Forever!