quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

PAUL McCARTNEY PROCESSA A SONY

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Nesta quarta-feira (18), o site Hollywood Reporter noticiou que Paul McCartney abriu um processo contra a Sony para garantir de volta os direitos sobre as músicas dos Beatles que, depois de pertencerem a Michael Jackson, hoje são da empresa em questão. Em 1976, uma lei de copyrights nos Estados Unidos definiu que as músicas criadas antes de 1978 poderiam ter os direitos devolvidos a seus criadores após 56 anos. Paul McCartney, que preferiu recorrer à justiça americana em vez da britânica, espera conseguir o direito de suas músicas no dia 5 de outubro de 2018, segundo ele, exatos 56 anos desde que começou sua colaboração com John Lennon. À revista Rolling Stone, um representante da Sony disse: “A Sony/ATV tem o maior respeito por Sir Paul McCartney, com quem temos tido um longo e mutualmente positivo relacionamento com respeito ao tesouro que é o catálogo de Lennon e McCartney. Trabalhamos próximos com Sir Paul e os representantes de John Lennon após sua morte durante décadas, a fim de proteger, preservar e promover o valor do catálogo a longo prazo. Nós estamos chateados com o processo, porque acreditamos ser desnecessário e prematuro”. Entre 1962 e 1971, John Lennon e Paul McCartney atribuíram os direitos de algumas canções dos Beatles a diversos editores. A Nothern Song, empresa criada pelo dois em parceria com Brian Epstein e Dick James, era uma das responsáveis pelo catálogo. Porém, quando Epstein morreu, Paul e John não conseguiram renegociar os direitos com Dick James, que vendeu-os à ATV, na época pertencente ao bilionário australiano Robert Holmes à Court. Em 1984, o empresário decidiu vender sua empresa. O fato chegou ao conhecimento de Michael Jackson e seu advogado John Branca, que chegou a perguntar se Yoko Ono gostaria de se juntar a Paul McCartney para adquirir o catálogo, mas teve uma resposta negativa. O advogado, então, entrou em contato com Macca, que disse, à época, que o catálogo estava muito caro. Desta forma, Michael Jackson ofereceu US$ 47,5 milhões pelas músicas e conseguiu adquiri-las, comprando a ATV e causando uma grande confusão com Paul McCartney, que cortou relações com o cantor na época. Em 1995, Michael Jackson vendeu 50% da ATV para a Sony por US$ 95 milhões, o que resultou na criação da empresa Sony/ATV, hoje detentora dos direitos de diversos artistas, como Lady Gaga e Rolling Stones, entre outros. Em março de 2016, a Sony/ATV resolveu comprar os outros 50% do catálogo de Michael Jackson por uma quantia de US$ 750 milhões. Portanto, hoje, a empresa é a dona integral de 251 canções dos Beatles, além de um acervo com 4000 efeitos sonoros e demos da banda. Por isso, depois de muito tempo, Paul McCartney pretende recuperar estes direitos. Por Giullia Gusman - popcultura.com.br

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

ODEIO MÚSICA – JOÃO CARLOS DE MENDONÇA

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O livro eletrônico do nosso querido amigo João Carlos de Mendonça está bombando na internet. Depois do sucesso da sua coluna SÁBADO SOM publicada semanalmente na rede, e que virou livro, JC rides again com seu mais novo lançamento: “ODEIO MÚSICA – Lembranças musicais de uma época” – em formato de eBook Kindle e à venda pela Amazon e Saraiva por apenas R$ 9,90. E ainda tem PROMOÇÃO: Quem adquirir, ler e comentar no facebook (@JCMLIVRO) sobre o e-book "ODEIO MÚSICA!" estará concorrendo a um exemplar físico do livro SÁBADO SOM. Opiniões pertinentes! Mãos a obra!
Em tom bem humorado, a narrativa revela a história de um jovem músico que atuava nos grupos de baile (conjuntos de música pop), tendo com pano de fundo as significativas mudanças comportamentais vividas por uma geração, o período do Regime Militar, os movimentos culturais do Brasil e do mundo e a educação (formal ou não) da época. De certa forma, pelo personagem central temos também um perfil psicológico da juventude que renasceu desde a chamada “Invasão Britânica”. "Mesmo sendo associado a vários clubes de leitores, nunca li/vi ou fiquei sabendo sobre alguma publicação que revelasse a vida dos músicos daquela época. Refiro-me as bandas de rock que animavam bailes e que tais. Assim, baseado em eventos reais criei o personagem central e, locais que parecessem qualquer lugar do Brasil, e certamente para um público-leitor na faixa entre os 20 e os 60 anos", conta João Carlos de Mendonça que nasceu em Goiana-PE em 20 de março de 1956, e vive desde a infância em Recife. É psicólogo e músico (bissexto), mantém uma página no Facebook onde escreve sobre música popular desde 2010 chamada SÁBADO SOM. Atualmente seus textos são reproduzidos no blog Cinegrafando e sempre nos dá o prazer de estar por aqui no nosso baú dos Beatles e da Cultura Pop com seus textos sempre na medida certa.

THE BEATLES - FIFTY YEARS AGO - SGT PEPPER AND BEYOND

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O disco "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" será tema de um documentário sobre aquele que é apontado pela revista Rolling Stone como o maior disco de todos os tempos. Segundo informações do site Screen Daily, o filme que aborda a produção da obra máxima dos Beatles será intitulado Fifty Years Ago Today…Sgt Pepper And Beyond e já está em fase de pós produção. O documentário celebra os 50 anos de lançamento do álbum e traz a direção de Alan G. Parker, que já realizou documentários que narram a trajetória de bandas de rock britânicas como Sex Pistols, The Clash e Status Quo. Em comunicado oficial, Parker disse que seu filme combina na montagem sequências sobre os eventos fundamentais que permitiram que Sgt. Pepper fosse criado "com sequências raras e nunca vistas que nós desenterramos de arquivos públicos e privados". Segundo o diretor, o documentário aborda "os últimos anos de turnê dos Beatles, a criação do álbum e o impacto que ele deixou irão, eu espero, dar ao público uma percepção íntima da banda".
Gravado entre 1966 e 1967, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", oitavo disco de estúdio dos quatro garotos de Liverpool foi produzido após o grupo se aposentar das turnês e de shows ao vivo. Com todos as atenções voltadas para o processo criativo, John Lennon, Paul McCartney, George Harrisson e Ringo Starr deram a luz a canções como "With a Little Help from My Friends", "Lucy in the Sky with Diamonds" e "A Day in the Life". Filtrando rock 'n' roll, blues, música circense, música de câmara, música indiana, psicodelia, técnicas de produção de vanguarda e um sem-número de outras influências estéticas e poéticas com uma sensibilidade pop, os Beatles trouxeram ao mundo um trabalho avaliado como das obras de arte definitivas do século XX. Curiosamente, o filme começa onde termina o recorte temporal de outro documentário recente sobre os Fab Four, The Beatles: Eight Days a Week - The Touring Years, de Ron Howard. Fifty Years Ago Today…Sgt Pepper And Beyond ainda não tem previsão de estreia nos cinemas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

GEORGE HARRISON - THE VINYL COLLECTION

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A discografia do ex-Beatle George Harrison vai ser relançada de forma completa em vinil para lembrar o ano em que se celebraria os 74 anos do músico. De acordo com a revista Rolling Stone, a coleção "George Harrison - The Vinyl Collection" será lançada em 24 de fevereiro - um dia antes da data de nascimento do nosso guitarrista - e é composta por todos os 12 álbuns de estúdio lançados por ele, começando por "Wonderwall Music", de 1968, até "Brainwashed", de 2002. Além desses, será incluído na coleção o disco ao vivo "Live in Japan", gravado em 1992. A coleção também terá dois LPs de 12 polegadas dos singles "When We Was Fab" e "Got My Mind Set On You", totalizando os 14 vinis presentes na coletânea. O box está em pré-venda no site Amazon por 467 dólares. Aproveitando a efeméride, a Genesis Publications vai publicar uma versão extendida do livro "I Me Mine", autobiografia escrita por Harrison em 1980. A nova impressão terá 59 letras e fotografias inéditas e estará à venda a partir do dia 21 do próximo mês.Box é composto por 14 discos de vinil | Foto: Amazon / Divulgação / CP

PAUL McCARTNEY (with LULU) - LET'S HAVE A PARTY

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LULU - TO SIR WITH LOVE

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Lulu, nascida Marie McDonald McLaughlin Lawrie, em Glasgow, Escócia, em dezembro de 1948, é uma cantora, compositora, atriz e apresentadora de TV, mais conhecida pelo sucesso internacional "To Sir, With Love". Lulu chegou à fama cedo, aos 15 anos com sua versão de "Shout". Sua banda de apoio era chamada The Luvers, mas depois de mais alguns sucessos emplacados no Reino Unido, Lulu seguiu carreira solo.Resultado de imagem para lulu - singer
Em 1966, estreou como atriz com o filme To Sir, With Love, com Sidney Poitier. A faixa título do filme tornou-se um grande sucesso, chegando ao primeiro lugar das paradas norte-americanas. Enquanto isso, ela continuava sua carreira de cantora, participando de vários programas de TV e do Festival Eurovisão da Canção, em 1969, onde interpretou a música Boom Bang-a-Bang e conquistou o primeiro lugar.Resultado de imagem para lulu - singer
No mesmo ano, Lulu casou-se com Maurice Gibb, um dos Bee Gees. Suas carreiras musicais, entretanto, levaram ao divórcio pouco tempo depois, em 1973. Apesar de sua carreira de cantora não ter ido muito longe, ela continuou atuando, mantendo sua popularidade no Reino Unido. Em 1974, Lulu interpretou a faixa título do filme The Man with the Golden Gun (007 contra o Homem com a Pistola de Ouro). Em 2000 Lulu foi condecorada com a Ordem do Império Britânico.

THE BEATLES - SHOUT! SENSACIONAL!

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Sem dúvida, “Shout” se destaca como uma versão vigorosa do clássico de 1959 dos Isley Brothers. Foi a única vez que os Beatles apresentaram a música – mas que apresentação dinâmica! Os quatro dividem o vocal e a plateia os acompanha cantando “Shout” (grite). Paul começa em seu melhor estilo rock’n’roll, seguido por George e depois por Ringo. No fim John entra e altera a letra “Everyone fuckin’ shout!”. A apresentação dessa música foi gravada junto com “Love Me Do Medley” para o especial de televisão ‘Around The Beatles’ de 1964. As filmagens ocorreram em 27 e 28 de abril, nos estúdios da Wembley TV. A primeira transmissão foi em 6 de maio e o lançamento somente em 29 de abril de 1985, pela Dave Clark International, por meio da Picture Music, subdivisão de vídeo da EMI.

A PEDIDOS - GEORGE HARRISON - GOT MY MIND SET ON YOU

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Um abração para a amiga Maria Celília Nicolau. Valeu!
Em 1987, George lançou o álbum Cloud 9, que foi produzido por Jeff Lynne (Electric Light Orchestra). Depois de 5 anos, foi uma volta com reconhecimento de público e de crítica. George convidou mais uma vez alguns amigos para participar do álbum: Eric Clapton, Ringo Starr e Elton John, além do próprio Jeff Lynne. A canção "Got My Mind Set On You", escrita por Rudy Clark na década de 1960, na versão de Harrison, chegou ao número 1 nos Estados Unidos e número 2 no Reino Unido. Além de ‘Cloud Nine’, “I Got My Mind Set On You” aparece nos álbuns ‘Best of Dark Horse 1976-1989’ e ‘Let It Roll: Songs by George Harrison’ de 2009. Uma versão ao vivo foi gravada para o seu ‘Live in Japan’ de 1992. Dois vídeos para esta música foram gravados por George. O primeiro (dirigido por Gary Weis) estrelou um jovem Alexis Denisof disputando o coração de uma menina em um parque de diversões. Ele apresentava Harrison e a banda na forma de um espectador de cinema, enquanto o jovem tentava ganhar uma bailarina de brinquedo para a menina. O segundo, também dirigido por Weis, mostra Harrison sentado e tocando em uma sala. Enquanto a canção progride, móveis e quinquilharias começam a dançar junto com a música. No meio do vídeo, Harrison (através do uso de um dublê) executa um backflip de sua cadeira e segue com uma rotina de dança antes de saltar de volta ao seu lugar. Sensacional.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

HÁ 36 ANOS - "PAUL McCARTNEY É PRESO NO JAPÃO"

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Há exatamente 36 anos, no dia 16 de janeiro de 1980, Paul McCartney foi preso em Tókio por carregar 225 gramas de maconha na bagagem.
Chamar Paul McCartney de gênio é uma coisa normal. Ao lado de John Lennon formou a dupla de compositores de maior sucesso da história da música. É um excelente produtor e multi-instrumentista como poucos. Escolheu o baixo como ofício. Também toca, e muito bem, guitarra, piano, bateria ou qualquer outro instrumento que parar em suas mãos. E ainda é também é um dos maiores, senão o maior, cantor do rock de todos os tempos. Além de toda esta excelência musical, Paul McCartney tem outro grande talento, o cuidado com sua imagem. Olhando para trás, desde o início de sua carreira, no final dos anos 50 até os dias de hoje, é difícil encontrar fatos que possam arranhar sua imagem de bom moço, um Beatle que conquistou a realeza britânica e foi nomeado Sir. No entanto, um problema de Paul envolvendo drogas chegou às manchetes mundiais no início de 1980. No dia 16 de janeiro, ao desembarcar no aeroporto de Tokyo com a mulher, os filhos e os Wings, ele foi preso com 225 gramas de maconha. Paul ficou em cana por mais de uma semana. Disse que antes de viajar estava em Nova York com um fumo muito bom e como não tinha certeza se encontraria alguma erva no Japão, resolveu levar a mercadoria. “O negócio era bom demais para jogar na privada, então eu resolvi levar comigo” afirmou Paul. Ele também admitiu que esta foi umas das coisas mais imbecis que já fez na vida. Sua prisão no Japão também decretou o fim dos Wings. Os músicos Denny Laine, Laurence Juber e Steve Holly, insatisfeitos com a perda do contrato das apresentações (consequentemente, com a grana que iriam ganhar com os shows) e com uma remuneração baixa, resolveram cair fora!Resultado de imagem para Paul McCartney is arrested with drugs in Japan!
Matéria publicada originalmente
 na revista Manchete de 25 de janeiro de 1980. PAUL McCARTNEY – O BARATO SAIU CARO!
Na desastrosa relação entre o rock e as drogas, um dos mais divulgados capítulos vem sendo escrito desde semana passada. O cenário era clássico: no aeroporto de Narita, Tóquio, milhares de fãs superexcitados aguardava a chegada de Paul McCartney e seu conjunto Wings para uma série de 11 apresentações no Japão. Inevitavelmente, a imprensa estava lá – em peso. O sorridente Paul McCartney apareceu de moço bem-comportado, com mulher e filhos, mas, ao que parece, as autoridades japonesas já estavam de olho em sua bagagem. Procuraram e encontraram: 220 gramas de maconha. E, em vez do palco, Paul McCartney acabou na cadeia, levantando-se, no Japão, grande polêmica sobre as severíssimas leis envolvendo drogas. Mas não é a primeira vez que o ex-Beatle enfrenta esse tipo de problema. Em 1972, por exemplo, em Gotenburgo, na Suécia, ele chegou a admitir o consumo de haxixe e o contrabando para aquele país, sendo multado em dois mil dólares. No ano seguinte, sofreu nova multa – desta vez por cultivar maconha em sua fazenda na Escócia.
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Até o início desta semana, a juventude japonesa estava mobilizada pelo affaire McCartney. Com os concertos cancelados - e um prejuízo calculado em pelo menos um Milhão de dólares – as rádios oficiais proibidas de apresentar músicas de Paul (enquanto as particulares tocavam adoidado “atendendo a pedidos”), alguns achavam que era “inocente, pois não conhecia as leis japonesas”, enquanto outros reconheciam: “Ele agiu mal.” Enquanto isso, na cadeia, o cantor e compositor entrava no regime de acordar às seis da manhã e dormir às oito da noite; na justiça ainda se discutia o que fazer: formalizar a acusação de posse de drogas (mantendo-o sete anos na cadeia, mais dois mil dólares de multa) ou simplesmente expulsá-lo do país. Pelo sim, pelo não, os Wings se mandaram. Mas Linda espera por Paul.


domingo, 15 de janeiro de 2017

(I'M NOT YOUR) STEPPIN' STONE

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"(I'm Not Your) Steppin' Stone" é um rock composto por Tommy Boyce e Bobby Hart. Foi gravado pela primeira vez por Paul Revere & the Raiders e apareceu em seu álbum Midnight Ride, lançado em maio de 1966. Tornou-se um hit conhecido ao ser lançado pelos Monkees em novembro de 1966, chegando ao # 20 nos EUA. Ao longo dos anos, "(I'm Not Your) Steppin' Stone" foi regravada por dezenas de bandas e artistas, entre os quais: Liverpool FiveSex PistolsTom Petty e os HeartbreakersVicious White KidsJohnny ThundersThe Merton Parkas, Blutgräfin Minor ThreatState of Alert, The Flies, The Farm e outros tantos menos cotados.

domingo, 8 de janeiro de 2017

WINGS - BACK TO THE EGG - SENSACIONAL!

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A última empreitada do Wings une em estúdio os maiores astros da música pop mundial trabalhando em um novo conceito criado por Paul: a orquestra do rock.
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Sempre em busca da fuga da rotina, o Wings volta a trabalhar em um estúdio especialmente instalado nas dependências de um castelo medieval localizado na bucólica região de Kent, na Inglaterra. Antes de empenharem-se na produção de seu novo (e, definitivamente, último) LP, a nova formação da banda, com Steve Holly (bateria) e Laurence Juber (guitarra), trabalharia nas canções Same Time Next Year e Did We Meet Somewhere Before?, compostas para a trilha sonora dos filmes Tudo bem no ano que vem e O céu pode esperar, respectivamente.
Embora as músicas tenham sido elogiadas pela crítica, ambas seriam rejeitadas pelos produtores cinematográficos. Após ensaiarem e gravarem as primeiras faixas de Back To The Egg — um título sugerido por Linda - no estúdio Spirit of Ranachan, na Escócia, os trabalhos continuaram no Lympne Castle, em Kent e no estúdio Abbey Road, onde o principal evento das sessões se desenrolaria nas gravações.
Back To The Egg foi inicialmente planejado como um projeto que englobasse algumas das tendências do final dos anos 70, como o punk e o som progressivo do Pink Floyd.

De fato, o LP acabaria apresentando diversas faixas vanguardistas, como Reception e The Broadcast - música que seria sugerida por David Bowie como o primeiro compacto a ser lançado para a promoção do álbum (eventualmente, uma escolha que não entraria nos planos de McCartney por razões comerciais).
No dia 3 de outubro de 1978, o Wings recebeu a visita de astros pop como David Gilmour (Pink Floyd), John Boham e John Paul Jones (Led Zeppelin), Pete Townshend (The Who), Gary Brooker (Procol Harum) para a gravação de RockestraTheme — um instrumental especialmente composto para uma orquestra. Só que a orquestra em questão não traria violinistas ou músicos eruditos, mas roqueiros de categoria sendo regidos de forma "dramática" por McCartney. Após o registro de Rockestra, o supergrupo trabalharia em So Glad To See You Here. O final da canção foi registrado no estúdio Replica — uma cópia do Studio 2 de Abbey Road construída no sótão do escritório da MPL, no bairro do Soho, em Londres. Nesta locação, McCartney teve a ideia para a gravação de Goodnight, Tonight e Daytime Nighttime Suffenng, faixas incluídas em um compacto que lideraria a promoção de Back To The Egg. Após providenciar os toques finais no LP em julho de 1979, o Wings voltaria a ensaiar canções para sua próxima turnê — fadada a ser a última — iniciada em novembro. "A New Wave estava acontecendo no cenário musical, e pensamos: por que não inventamos a Permanent Wave (Onda Permanente, ao invés de Nova Onda)? A verdade é que nos influenciamos pelo estilo, e decidimos fazer algo inspirado naquilo. Sobre as vendas do álbum, o que aparentemente seria "saudável" para muitos, não foi aquilo que estávamos esperando", reflete Paul McCartney. Gravado em quatro locações diferentes, Back To The Egg teve sua produção iniciada em junho de 1978 no estúdio Spirit of Ranachan, na Escócia, onde as bases rítmicas de To You, Again, Again and Again, Arrow Through Me, Winter Rose, Spin It On, Old Siam, Sir, Maisie (instrumental composto por Laurence Juber), e uma versão diferente da incluída no LP de Love Awake. No final de julho, a banda se mudou para o castelo Lympne, em Kent, acompanhada por Chris Thomas, que cuidaria da produção do disco. Thomas, a propósito, voltaria a trabalhar com McCartney após dez anos. A última vez havia sido no Álbum Branco, em 1968. Fonte do texto: "Paul McCartney - Todos os segredos da carreira solo" de Claúdio D. Dirani.

Back To The Egg foi lançado numa coletiva de imprensa surreal rea­lizada no Estúdio 2 de Abbey Road, seu interior decorado como se fosse uma gigantesca frigideira. Jornalistas se sentaram em mesas sob guarda-sóis enormes que pareciam imensos ovos fritos. Perguntado sobre suas inten­ções futuras, Paul, como seria de se esperar, disse que estava planejando levar essa nova formação da banda para a estrada. O orçamento de marketing para o álbum, subscrito pela Columbia, era maior do que o dos discos anteriores do Wings. A banda voltou ao caste­lo Lympne para gravar vários vídeos promocionais dispendiosos, incluindo um para a balada “Winter Rose”, o qual a equipe de produção decidiu que precisava de um cenário nevado, exigindo que eles espalhassem galões de espuma branca sobre duas áreas do piso. — Eles prometeram aos Margary, os proprietários do castelo, que a espuma não danificaria a grama ou as folhagens — recorda Steve Holly.— Mas depois que a espuma foi lavada tudo ficou marrom.
Um anúncio televisivo de um minuto, exibido durante o horário no­bre, promovia Back To The Egg como “um eterno voo de rock ao longo de 12 novas músicas incrivelmente bem produzidas num álbum que é realmente a perfeição". Foi por certo um disco feito por um perfeccio­nista, mesmo que não estivesse conseguindo confiar totalmente em seus instintos criativos. No seu lançamento, em maio, “Goodnight Tonight” alcançou o respei­tável quinto lugar nas paradas de sucesso do Reino Unido e dos Estados Unidos. O disco chegou ao sexto lugar nas paradas britânicas e, de forma decepcionante, oitavo nos Estados Unidos. Back To The Egg vendeu mais de um milhão de cópias nos EUA, um número considerável em meio à re­cessão econômica de 1979, mas isso não satisfez por completo os que inves­tiram em McCartney na Columbia. Parte do problema era que — numa prá­tica que remontava aos anos 1960, quando se pensava que não colocar um single ao LP agregava valor - Paul se opôs a incluir “Goodnight Tonight” no disco. Mas os tempos eram outros e, principalmente nos Estados Unidos, todo disco precisava de um sucesso no rádio para alavancar as vendas. Ao não ter um sucesso no álbum lançado, opinou um executivo de gravadora, Paul deu um tiro no pé, particularmente quando as sequências de Back To The Egg nos Estados Unidos — a animada “Getting Closer” e a homenagem ao soul da Filadélfia feita especialmente para as rádios FM “Arrow Through Me” - não chegaram nem entre as vinte músicas mais tocadas. Reconhecendo as vendas relativamente fracas, Paul brincou que era menos um “disco conceito” e mais um “disco bomba”.O especial “Back to the Egg” foi um programa de TV contendo vídeos de música para promover o álbum da banda em 1979. O programa foi primeiro exibido em estações de televisão norte-americanas em novembro de 1979, e no Reino Unido, na BBC1, em junho de 1981. Os locais utilizados para as filmagens incluem o Castelo Lympne e Camber Sands, ambos na costa sudeste da Inglaterra. Isso, a gente só vê aqui!

THE BEATLES - BECAUSE - BELÍSSIMA

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"Because" foi composta por John Lennon, e lançada no álbum Abbey Road de 1969. A gravação ocorreu no dia 1 de agosto de 1969, e foi concluída em 5 de agosto. John Lennon, certo dia, estava ouvindo Yoko Ono, que havia estudado piano clássico na juventude, tocar a sonata para piano n° 14, opus 27, de Beethoven, conhecida como "Sonata ao Luar". Ao ouvi-la, ele teve uma idéia: pediu para Yoko tocar os acordes invertidos, do fim para o começo. John inspirou-se na harmona resultante e compôs "Because". Na música, John Lennon, Paul McCartney e George Harrison cantam em coro harmônico, tal como fizeram em Yes It Is e This Boy. Para o resultado final, as vozes foram três vezes sobrepostas (overdub), criando um efeito de nove vozes. John Lennon canta e toca guitarra. George Harrison canta e toca sintetizador moog, Paul McCartney canta e toca baixo. Ringo Starr estava presente durante as gravações, mas a sua participação, que se limitou a fazer a marcação do andamento, não foi registrada. George Martin participou tocando um modelo de espineta (espécie de cravo). Chega a ser engraçado como os textos doss livros sobre letras dos Beatles - de Steve Turner e Hunter Davies são praticamente idênticos. Aqui, a gente confere os dois:
John estava relaxando no sofá de sua casa enquanto Yoko tocava no piano de cauda o primeiro movimento da Sonata para piano nº 14 em dó sustenido menor (“Sonata ao Luar), de Beethoven. John perguntou se ela podia tocar os mesmos acordes em ordem inversa. Ela o fez, e isso serviu de inspiração para “Because”. A semelhança entre a abertura da “Sonata ao Luar” e “Because” é impressionante, mas um ouvido mais treinado percebe que se trata de uma cópia direta, não da inversão das notas como John sugeriu. O musicólogo Wilfrid Mellers, autor de Twilight Of The Gods:The Music of the Beatles, qualifica como “inconfundível” a semelhança das mudanças harmônicas nos temas de Lennon e Beethoven. A ideia de um Beatle tomar algo emprestado de Beethoven era leve­mente irônica porque o senso comum da época dizia que o rock’n’roll era a antítese da música clássica e que ninguém poderia apreciar os dois gêneros genuinamente. É provável que o fato de os Beatles terem gravado "Roll Over Beethoven”, de Chuck Berry, um conselho irreve­rente para que os compositores clássicos abrissem caminho para o rock’n’roll, também não tenha ajudado. Uma das primeiras perguntas que sempre faziam aos Beades nos EUA era “o que vocês acham de Beethoven?”. A resposta vinha de Ringo: “Eu adoro. Especialmente os poemas”. Mas foi John, em espe­cial, que passou a considerar Beethoven o compositor supremo, com quem tinha afinidade. Em 1969, ele não estava mais tentando se equi­parar a Elvts ou aos Rolling Stones, mas a Picasso, Van Gogh, Dylan Thomas e Beethoven.
Yoko dedilhava ao piano a “Sonata ao luar” de Beethoven (ela estudara piano quando menina, pois seu pai tinha esperança de que se tornasse concertista). John estava largado no sofá como sempre, talvez com alguns remédios para ajudá-lo a relaxar. Ele perguntou se ela poderia tocar alguns dos acordes na ordem inversa - e esses sons o inspiraram a compor “Because”. A relação com Beethoven foi bem captada por Wilfrid Mellers: “A afinidade entre as tríades menores sustenidas arpejadas, com a mudança súbita para a supertônica bemol, é, nos exemplos de Lennon e de Bcethoven, inconfundível”. Nos primeiros tempos, musicólogos acadêmicos como Mellers tendiam a comparar as composições dos Beatles às obras de Schubert, por isso a referência a Beethoven foi interessante. Uma das faixas favoritas deles no Cavem era “Roll over Beethoven”. Quando lhes perguntavam o que achavam de Beethoven, Ringo dizia que gostava muito de suas obras, “em especial os poemas”. A letra, mais uma vez, é escassa, só doze versos, mas bastante poéticos, combinando ritmos de Wordsworth com a linguagem moderna: “Because the world is round, it turns me on. Because the wind is high, it blows my mind. Because the sky is blue, it makes me cry* [Como o mundo gira, me deixa ligado. Como o vento é forte, me deixa deslumbrado. Como o céu é azul/triste, me faz chorar]. Foi fácil resolver logo a letra, como em 1962, já que havia um “blue” no fim. Paul e George disseram que era sua faixa preferida do disco. John foi mais prático: “A letra fala por si mesma; é clara, sem bobagens, imagens ou referências obscuras”.
No CD Anthology 3 lançado em 1996, a música é apresentada só com as vozes, sem nenhum instrumento. O mesmo se dá na abertura do CD Love, lançado em 2006.

JOHNNY RIVERS - DO YOU WANNA DANCE?

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John Ramistella, mais conhecido como Johnny Rivers, canta e toca guitarra desde que se entende por gente. É compositor e produtor de dezenas de sucesso. Nascido em Nova York em 1942, foi criado na Louisiana. Aos 17 anos, foi morar em Nashville, onde conheceu Roger Miller, também, então, desconhecido. Eles se tornaram amigos e ambos começaram a trabalhar na composição de músicas para artistas famosos como Elvis Presley e Johny Cash. Em 1960, Rivers conheceu James Burton, guitarrista de Ricky Nelson. Burton deu a Ricky uma das canções de Johnny. Ricky Nelson gostou dela e a gravou. No ano seguinte, Rivers foi a Los Angeles para conhecer Nelson, onde ficou para trabalhar como compositor e músico de estúdio. Em 1963, Rivers costumava passar seu tempo em um bar chamado Gazzari's. Uma noite, o trio de jazz que tocava no bar deixou o local. Gazzari pediu para Johnny ocupar a vaga por alguns dias, até que encontrasse um outro grupo de jazz. Johnny concordou e a história foi feita. Quando ele começou a tocar seu rock n'roll, multidões passaram a freqüentar o Gazzari's. Rivers fez sucesso no clube, fazendo versões de canções de Chuck Berry.
Em 1964, Elmer Valentine, proprietário do clube Whisky a Go Go, ofereceu a Johnny Rivers um contrato de uma ano para que este cantasse em seu clube, recém-inagurado em Hollywood (California). O novo clube abriu três dias antes do grupo The Beatles lançar "I Want To Hold Your Hand". Mas Johnny Rivers era tão popular que o produtor Lou Adler decidiu lançar Johnny Rivers Live At The Whiskey A Go Go, um álbum ao vivo que vendeu 1 milhão de cópias e alcançou o 12º na lista da Billboard - e a canção "Memphis" (um cover de Chuck Berry) chegou ao segundo lugar na parada norte-americana. Johnny Rivers tinha criado o estilo musical Go Go (que incluiria também dançarinas).Já em 1966, Rivers seguiu gravando canções, especialmente ao vivo, como "Maybellene" (outro cover de Chuck Berry), "Mountain of Love", "Midnight Special" e "Seventh Son", todas elas tornaram-se hits. Também adotou um estilo mais peculiar, mas seguiu produzindo sucessos como "Poor Side of Town", primeiro lugar na parada norte-americana da Billboard, e "Secret Agent Man", que alcançou o #3 em 1966. Outras canções populares desta nova fase do cantor foram "Summer Rain", "Baby I Need Your Lovin'" e "The Tracks of My Tears" (um cover de Smokey Robinson & The Miracles) - todas elas caracterizadas por sua voz suave e comovente. Ele ainda fundou sua própria gravadora, a Soul City Records, que lançou artistas como o grupo Fifth Dimension (ganhou um Grammy Award como produtor dessa banda). Em 1968, Rivers lançou aquele que é considerado por muitos fãs como seu melhor trabalho, o álbum "Realization". que foi evocativo das influências da psicodelia daquele tempo. Durante a década de 1970, Rivers seguiu produzindo mais sucessos de crítica, como "Rockin' Pneumonia - Boogie Woogie Flu", "Help Me Rhonda" (cover dos Beach Boys) e "Blue Suede Shoes" (cover de Carl Perkins), mas os álbuns não vendiam tão bem quanto na década passada. Seu último sucesso foi "Swayin' to the Music (Slow Dancing)" em 1977. Rivers continuou a gravar na década de 1980, e apesar de sua música já não fazer tanto sucesso como nas duas décadas anteriores, continuou a fazer apresentações ao vivo. Em 12 de junho de 2009, Johnny Rivers foi introduzido no Louisiana Music Hall of Fame.
Johnny Rivers está com 74 anos, mas ninguém diz. Ainda é capaz de colocar muita gente pra dançar. São mais de 25 milhões de discos vendidos, 9 canções entre as 10 melhores da Billboard; Do You Wanna Dance, Secret Agent Man, Poor Side of Town, Baby I need Your Lovin, The Tracks of My Tears, Summer Rain, Midnight Special, Mountain of Love, Rockin Pneumonia, Memphis Tennessee, Slow Dancin e It's Too Late. Johnny Rivers foi o primeiro artista internacional a tocar no Canecão no Rio de Janeiro, em dezembro de 1967. Em São Paulo, reuniu 60 mil pessoas no Parque do Ibirapuera num show gratuito em 1998 . Em 2008 voltou ao Brasil para apresentações no Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Vitória, Belo Horizonte e São Paulo, onde teve que fazer dois shows extras. Voltou ao Brasil em abril de 2010 e tocou em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo. Brasília ficou fora da festa. Que pena.
Johnny Rivers, George Harrison and Al Wilson - 1967

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

McCARTNEY NA FESTA DE DESPEDIDA DE OBAMA?

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O presidente Barack Obama encerrará seu segundo mandato com uma super festa na Casa Branca nesta sexta-feira (6) com uma generosa lista de convidados que inclui Bruce Springsteen, Paul McCartney, Eddie Vedder e muitos outros. O Washington Post relata que, de acordo com a tradição desta administração, os Obamas pagarão a conta da própria festa. E os desavisados que tentarem levar celulares para registrar o evento terão os aparelhos confiscados na entrada. Nada foi anunciado oficialmente pela Casa Branca ainda, mas Chance the Rapper pareceu confirmar sua presença na lista de convidados com um tweet dizendo aos seguidores que ele estava indo para Washington D.C. para a despedida do presidente. O jornal informa que a lista de convidados foi montada nesses dias que antecedem o evento, e há rumores de que Beyoncé – que se apresentou em ambas as festas de posse do presidente Obama – Jay-Z e Stevie Wonder, bem como uma série de estrelas de Hollywood como David Letterman, Bradley Cooper, JJ Abrams e George Lucas estejam presentes. Como observou o semanário NME, a festa de Obama vai na contramão da festa do presidente-eleito Donald Trump, que tem encontrado dificuldades para montar uma lista de artistas que marquem presença em sua posse.


CHARLES MANSON INTERNADO EM ESTADO GRAVE

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O serial killer Charles Manson, 82 anos, foi internado em estado grave em um hospital do estado da Califórnia, nos EUA, na terça-feira (3). Segundo o jornal britânico The Guardian, Manson foi internado com urgência no Hospital de Bakersfield devido a "problemas gastrointestinais". Uma porta-voz do departamento californiano de prisões, Terry Thornton, não comentou estas informações, alegando que as leis federais proíbem que seja feito qualquer comentário sobre o estado de saúde dos reclusos ou acerca dos motivos de deslocação fora do perímetro dos centros de detenção onde se encontram detidos. Charles Manson e os membros da sua "família" são responsáveis pelo massacre que ocorreu numa casa em Mulholland Drive, em 1969. Mataram a atriz Sharon Tate, mulher do cineasta Roman Polanski de quem estava grávida, e outras seis pessoas. Líder carismático, o criminoso formou nos anos de 1960 um grupo de fugitivos e renegados que ficaram conhecidos como a "Família Manson". Os assassinos usaram o sangue de suas vítimas para escrever mensagens nas paredes, enquanto seguiam as instruções que acreditavam ouvir na música "Helter Skelter", dos Beatles. Na noite seguinte, o grupo fez mais duas vítimas. Engana-se, porém, quem acha que o cara foi liberado das nove (!) condenações de prisão perpétua que recebeu e cumpre desde 1972. Responsável por liderar um dos crimes mais famosos do século XX, Charles Manson tinha motivações raciais.
Não deixe de conferir "O ASSASSINATO DE SHARON TATE" de 9 de agosto de 2011.
http://1.bp.blogspot.com/-wDDM-eWQVZ4/TkFX_qmd87I/AAAAAAAAK4s/r7PYvmYQ6fs/s400/

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

MAL EVANS - FIEL ESCUDEIRO

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O grandalhão Mal Evans esteve sempre com os Beatles desde o início, quando eles tocavam no Cavern Club, e a simpatia foi recíproca e imediata, tanto, que aceitou um emprego como porteiro do Cavern em 1960. Depois seguiu a carreira do grupo como Road Manager, junto com Neil Aspinall e guarda costas da banda. Fazia parte do circulo fechado de amigos do grupo, viajando com a banda onde quer que fossem, participando como extra em todos os filmes dos Beatles, com excessão do primeiro. No "Help!" ele é o nadador que reaparece diversas vezes perdido; no "Magical Mystery Tour" ele é o quinto mago; no "Let It Be" ele surge no início empurrando a bateria com o logotipo dos Beatles e colocando no lugar o piano de cauda, e depois surge novamente batendo na bigorna durante a execução de "Maxwells Silver Hammer" e também aparece nas cenas do telhado.

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Vivendo intensamente uma década inteira ao lado dos Beatles, a separação da banda trouxe a Evans uma certa perda de identidade própria e propósito de vida. Depois de separar de sua esposa Lil, ele se muda para Los Angeles, onde arrumou uma namorada chamada Fran Hughes e começa a escrever suas memórias para um livro que se chamaria "Living The Beatles Legend". No dia 4 de janeiro de 1976, extremamente deprimido, Mal chorou, tomou um valium, pegou um rifle descarregado e se trancou no quarto. Chamaram a polícia que invadiu o recinto e ao vê-lo, um homem gigantesco e forte com um rifle na mão, atiraram primeiro. Mal Evans morreu na hora. Mal Evans foi quem "descobriu" em Londres, a banda THE IVEYS que foi contratada pela Apple e trocaram o nome para BADFINGER. Os álbuns Magic Christian Music e No Dice, foram produzidos por ele. Valeu. Mal. Fez um bom trabalho, grandão!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

THE ROLLING STONES - COCKSUCKER BLUES

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Os Beatles Já haviam lançado sua própria companhia, Apple Records, em abril de 1968, e os Stones já ti­nham tudo planejado para a sua. Entretanto, haviam prometido três LPs e quatro singles para a Decca. Após uma ar­dilosa combinação de coletâneas e LPs ao vivo, restou um sin­gle por gravar. Mick jagger e Keith Richards, então, entregaram ao selo algo que sabiam que ele não teria coragem de lançar: “Cocksucker Blues”, o “blues do chupa-rola”. “Ouvi falar de Londres, então resolví checar (...) onde meu pau pode ser chupado? Onde minha bunda pode ser ffodida?”, pergunta­va a canção, com a sutileza de um mastodonte. A Decca re­cebeu a fita em abril de 1970 e a engavetou imediatamente. Duas obras-primas depois (Sticky Fingers, já pela Rolling Stones Records, e Exile on Main Street), o grupo decidiu vol­tar aos EUA, onde não tocava desde o trágico festival de Alta- mont (1969), e Jagger chamou o diretor suiço Robert Frank para filmar a tunê de 1972. Há pouca ação no palco – quase tudo rola nos bastidores. O filme ganhou o apropriado título de Cocksucker Blues. Apesar do tom documental. Há diversas cenas (que, dizem, foram) forjadas. Mas ninguém lembra quais: se um roadie inje­tando heroína, se Keith atirando a TV de um hotel pela jane­la, se Jagger com duas garotas na cama, se a banda cheirando cocaína ou se duas garotas nuas na maior farra dentro do avião. O filme foi vetado e poucos o viram desde então. A can­ção que originou tudo também acabou no terreno das lendas. Em 1984, a Decca alemã lançou a caixa The Rest of the Best of the Rolling Stones que trazia “Cocksucker Blues” como single bônus. A picardia foi reeditada até que a Decca inglesa desco­brisse e tirasse o disco das lojas, levando-o para um lugar mui­to mais interessante à mitologia Stone: o universo das abras malditas.


E para quem tiver paciência de ver uma m----* sem igual, assista o filme em duas partes

MERSEY BEAT - O SOM DE LIVERPOOL

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A primeira página do jornal “Mersey Beat” de Liverpool, do dia 4 de janeiro de 1962, tornou-se lendária. É uma das páginas mais reproduzidas e imitadas na história do jornalismo. Os Beatles (ainda com Pete Best) e em letras garrafais a chamada: "Beatles Top Poll!” – Os Beatles no topo da lista! Quando os Beatles voltaram de Hamburgo para Liverpool, estavam prestes a se tornar a banda mais popular da cidade. Muito se deve a ajuda de Bill Harry, criador do jornal "MERSEY BEAT" que começou a ser publicado, com sua primeira edição sendo lançada dia 6 de julho de 1961. Bill Harry, amigo de Stu e John desde o tempo da escola de artes, foi outro nome que surgiu em um momento decisivo na carreira da banda. Seu jornal, tratando somente sobre a cena musical das margens do rio Mersey, ajudou a divulgar e espalhar o nome dos Beatles por toda Liverpool. Logo, Lennon estaria contribuindo com o jornal mandando pequenas histórias, geralmente usando o pseudônimo de the Beatcomber.

Bill Harry está com 78 anos e escreveu dezenas de livros sobre os Beatles e o som de Liverpool. No livro "The Encyclopedia of Beatles People' explica por que ele decidiu publicar o Mersey Beat: "De repente, houve uma consciência de ser jovens e jovens queriam seus próprios estilos e sua própria música, no momento em que eles estavam começando a ganhar dinheiro que lhes deu o poder de gastar. O Mersey Beat era a sua voz, era um jornal para eles, repleto de fotografias e informações sobre os seus próprios grupos, e é por isso que também começou a apelar para os jovens em toda a Grã-Bretanha como sua cobertura alargada a outras áreas. Os jornais, a televisão, os teatros e o rádio eram todos dirigidos por pessoas de uma geração diferente que não tinham ideia do que os jovens queriam. Durante décadas eles os tinham manipulado e controlado, mas agora os jovens queriam criar suas próprias modas. O que existia nas margens da Mersey entre 1958 e 1964 foi excitante, energético e único, uma época mágica em que uma cidade inteira dançou à música da juventude".

THE BEATLES - IF YOU'VE GOT TROUBLE

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Anthology 2 album artwork
John e Paul nunca deram as melhores canções para Ringo, mas também nunca deram só as piores. No entanto, "If You’ve Got Trouble” deve constar como a pior música que eles já esperaram que o baterista cantasse. A melodia nâo tem inspiração. A letra é embaraçosa. É difícil acreditar que a dupla que tinha acabado de compor "Ticket To Ride” e "You’ve Got To Hide Your Love Away" pudesse ter criado aquilo. Grava­da em um take, ela parece ter sido composta em um take também. O tema se resume a "se você acha que tem problemas, deveria ver os meus!”. O azedume da canção parece vir de John.Terá a música começado como um ataque a Cynthia, dizendo a ela para parar de reclamar dele como marido e ser grata pelos luxos proporcionados pelo estrelato recente dos Beatles? Uma entrevista naquele ano para o Saturday Evening Post, conduzida por Al Aronowitz, sugere uma hipótese: “Os amigos deles dizem que ela [Cynthia] ficou intimidada com John quando eles se conheceram e ainda fica. Aliás, é um sentimento que cresce conforme o estrelato dele o leva adiante no paraíso do entretenimento, atormentando-a com pensamentos ocasionais de que ela pode vir a ficar para trás. Quando os Beatles estão em turnê, ela muitas vezes fica para trás. ‘Bem, ela com certeza não parece se importar de gastar o dinheiro que estou ganhando', diz John". Feita para o álbum Help!, a música foi abandonada depois dessa única sessão. Aparece no Anthology 2. Steve Turner

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

THE BEATLES - I ME MINE - by GEORGE HARRISON

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"I Me Mine" é uma música dos Beatles composta e interpretada por George Harrison no álbum Let It Be de 1970, o último álbum lançado pela banda. Gravada em 3 de janeiro de 1970, na primeira das duas últimas sessões de gravação dos Beatles. Apesar da ausência de John Lennon, esta foi a última música gravada pelo grupo. A faixa abre com um órgão drámatico de George(que também acrescenta uma guitarra e violão à faixa), Paul toca piano elétrico e Ringo Starr toca sua bateria normalmente. O vocal é de Harrison, que realiza as harmonizaçôes junto com Paul. "I Me Mine" recebeu um acompanhamento de orquestra, que Phil Spector deixou bem ao fundo.
Ao aprofundar seu envolvimento com o pensamento oriental, George tentou conciliar sua posição de estrela do rock com as exigências religiosas de abandonar o ego para obter a iluminação. Sua crença era que a nossa preocupação com o ego - o que "eu" quero, o que pertence a "mim", o que é "meu" - é o que impede nossa absorção pela consciência universal, em que não há dualidade nem ego. "Não há nada que não faça parte do todo completo", George afirmou. "Quando os pequenos 'eus' se fundem no grande 'Eu', então você está realmente feliz!" A melodia de valsa de "I Me Mine" foi inspirada em "Kaiserwalzer", de Johann Strauss II, um trecho de sessenta segundos usado como música de fundo em um documentário da BBC 2, Europa: The Titled and the Unentitled na noite anterior. A versão era da Orquestra Filarmônica de Viena conduzida por Willy Boskovski. George viu o programa e fez a música a partir do que lembrou. Para variar, não existe mais o vídeo dos Beatles em lugar nenhum. Então, a gente fica com a homenagem de Britt Daniel no concerto George Fest. Sorry.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

PAUL AND THE KILLERS - HELTER SKELTER

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Paul McCartney e The Killers
Adeus, ano velho… feliz ano novo! Não foi bem essa música que alguns hóspedes sortudos de um hotel em St. Barts, ilha caribenha onde se encontram vários famosos aproveitando as férias, tiveram que ouvir na noite de Réveillon. Com a presença de Paul McCartney e a banda The Killers no local, o que aconteceu foi um encontro de gigantes. E se você acha que a sua noite da virada foi boa… bem, olhe só a dessas pessoas! 
O show, na verdade, era do grupo comandado por Brandon Flowers, mas acontece que Paul estava por ali, assistindo à apresentação privada, quando foi convidado a se juntar à banda. Animado, o eterno baixista dos Beatles ainda brincou antes de começar a cantar: ‘O que está acontecendo?!’. Juntos, tocaram o primeiro heavy metal da história, também conhecido como ‘Helter Skelter’, do ‘Álbum Branco’ dos Beatles.

sábado, 31 de dezembro de 2016

MORRE ALLAN WILLIAMS AOS 86 ANOS

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Mais uma perda em 2016. E a segunda ligada aos Beatles, que neste ano perderam seu lendário produtor George Martin. O homem que descobriu o grupo, convidado por ele a se apresentar no Jacaranda Club, casa noturna que mantinha em Liverpool, morreu aos 86 anos. A notícia foi dada, via Twitter, pelos novos proprietários do clube. “Hoje perdemos o homem que fundou o Jacaranda e que descobriu os Beatles, Allan Williams”. A banda costumava visitar a casa de shows, e John Lennon e Stuart Sutcliffe, amigo pessoal de Lennon e primeiro baixista do grupo, foram contratados por Allan Williams para pintar um mural no local. A partir daí, a relação se estreitaria. A banda tocou várias vezes no The Jacaranda e foi Williams que conseguiu, em 1960, que os Beatles assinassem o seu primeiro contrato importante na cidade alemã de Hamburgo, onde fizeram mais de 280 shows.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

ARTISTA LEMBRA BAIXAS EM 2016 COM CAPA ICÔNICA DOS BEATLES

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Para se ter dimensão das mortes que comoveram o mundo em 2016, o artista Christhe Barker fez uma montagem com base na famosa capa dos Beatles Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – lançado em 1967 – retratando as significativas perdas do ano. Mais de 40 personalidades são lembradas pelo artista que fez um trabalho minucioso e comovente. David Bowie, Gene Wilder e Prince são alguns dos nomes que aparecem na montagem. Com a morte recente de George Michael e Carrie Fisher, Barker precisou fazer uma atualização incluindo o cantor e a atriz. O logo do time da Chapecoense também foi lembrado pelo artista. Além das celebridades lembradas, a palavra “Brexit” – apelido dado a saída do reino Unido da União Europeia (Britain + exit) – também é estampada no trabalho do artista.