sábado, 15 de junho de 2019

THE BEATLES – MICHELLE, MA BELLE**********

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Dedicada carinhosamente para minha amiga Michellen Leal.
"Michelle" é uma música dos Beatles, lançada no álbum Rubber Soul, em 1965. Foi composta e é cantada por Paul McCartney e possui algumas partes da letra em francês. Paul tinha a melodia da estrofe desde os tempos de colégio. Nas festas produzidas pela Faculdade de Artes que John Lennon cursava, McCartney costumava participar. Nela, havia uma brincadeira de cantar uma música imitando o sotaque francês, na qual Paul participava para ver se obtinha mais sucesso entre as garotas. Na época das gravações de Rubber Soul, John lembrou da canção e sugeriu a Paul a fazer a letra. "Michelle" foi gravada em 3 de novembro de 1965 nos estúdios Abbey Road. Aqui, a gente confere o que diz Steve Turner em seu livro "The Beatles - A História por Trás de Todas as Canções". Em seguida, a estranha história de Michelle Buehler, que afirma que foi ela a inspiração para a música.
"Michelle" vem dos tempos de Liverpool, quando Paul frequentava as festas de um dos professores de arte de John, Austin Mitchell. Era uma época em que a vida intelectual da Rive Gauche parisiense estava na moda entre os estudantes de arte, e a boemia era sinalizada por boinas, barbas e cigarros Gitanes. "Naqueles dias, as pessoas apontavam para você na rua em Liverpool se você tivesse barba", relembra Rod Murray, que dividiu um apartamento com John e Stuart Sutcliffe. "Se você usasse boina, era chamado de beatnik. Nós gostávamos de Juliette Greco, e todo mundo fantasiava com Brigitte Bardot. Em uma dessas festas, um estudante de cavanhaque e camiseta lis­trada estava debruçado sobre seu violão cantando o que parecia ser uma música francesa. Pouco depois, Paul começou a fazer uma imi­tação cômica para divertir os amigos. Continuou sendo uma música de festa, com nada além de alguns gemidos ao estilo Charles Aznavour como acompanhamento, até que, em 1965, John sugeriu que Paul escrevesse uma letra de verdade e a incluísse no álbum.
A apresentadora de rádio Muriel Young, que trabalhava na Radio Luxembourg na época, lembra que Paul a visitou em sua casa de veraneio em Portugal quando trabalhava na música. Isso provavelmen­te aconteceu em setembro de 1965-, quando os Beatles tiraram um mês de férias entre a turnê americana, que terminou em 31 de agosto, e o novo álbum, cuja gravação deveria começar em 12 de outubro. "Ele estava sentado no nosso sofá com Jane Asher, tentando encontrar as palavras certas", conta Muriel. "Na época, não era 'Michelle, ma belle'. Ele estava cantando 'Goodnight sweetheart' e depois 'Hello my dear', procurando algo que se encaixasse no ritmo." Paul acabou optando pelo clima francês e incorporou um nome francês e algumas palavras francesas. Ele falou com Jan Vaughan, espo­sa de seu antigo amigo de colégio Ivan Vaughan (o responsável por apresentar Paul a John), que era professora de francês. Paul conta: "Perguntei a ela que tipo de coisas eu poderia dizer em francês que funcionariam juntas. Como sempre achei que a música soava france­sa, fiquei empacado. Eu não sei falar francês direito, então foi por isso que precisei de ajuda para escolher as palavras". Jan lembra que Paul falou com ela sobre a música pela primeira vez durante uma visita dela e de Ivan à casa dos Asher em Londres. "Ele perguntou se eu conseguia pensar em um nome feminino francês com duas sílabas e em uma descrição de uma garota que rimassem. Ele tocou a harmonia no violão e foi quando me veio 'Michelle, ma belle', que não era exatamente difícil de pensar! Acho que alguns dias depois ele me telefonou e perguntou se eu poderia traduzir a frase 'these are words that go together well'e eu disse a ele: 'Sont les mots qui vont très bien ensemble'." Quando Paul tocou a música para John, ele sugeriu o "I love you" no meio da canção, especificando que a ênfase deveria recair sobre a palavra "love" toda vez. Ele tinha se inspirado na gravação de "I Put A Spell OnYou" de Nina Simone, sucesso na Inglaterra em agosto de 1965" no qual a cantora usou a mesma frase, mas com a ênfase em "you". "Minha contribuição para as canções de Paul era sempre acres­centar uma característica blues. Caso contrário, 'Michelle' seria apenas uma balada", John declarou. Em termos instrumentais, Paul foi inspirado pelo dedilhado da guitarra de Chet Atkins. Ele ficou orgulhoso de ter introduzido um novo acorde fá com a sétima menor e a nona aumentada que tinha aprendido com Jim Gretty, funcionário da Frank Hessy's Musical Store, em Liverpool. "Eu lembro que George e eu estávamos na loja quando Gretty tocou esse acorde. Nós dissemos 'uau! O que foi isso, cara?', e ele respondeu: 'É basicamente um fá, mas você coloca o dedo mínino nas duas cordas de cima do quarto traste. Nós aprendemos imediatamente e por um tempo foi o único acorde 'de jazz' que soubemos", conta Paul.

Em janeiro de 2010, surgiu a história de uma tal Michelle Buehler afirmando que o nome da música foi inspirado nela. A gente confere a história aqui nessa postagem que foi publicada no dia 21 de janeiro daquele ano.
Michelle Buehler tinha 15 anos quando ouviu pela primeira vez a canção dos Beatles com o seu nome e só então acreditou que tinha inspirado os 'Quatro de Liverpool', mas passados 45 anos não tem esse disco. A história ocorreu entre 1963 e 1965 e só agora se tornou pública devido a uma reportagem de um jornalista açoriano, que a descobriu por acaso. Michelle Buehler nasceu em 1950 em Fall River, onde vive desde 1996. Quando tinha 13 anos, Michelle escreveu um curto texto para o concurso “O que você faria se encontrasse com os Beatles?”, lançado por uma revista norte-americana na época da primeira visita da banda inglesa aos EUA, cujo prêmio principal consistia "numa conversa com eles". "Ganhei o concurso, mas não acreditei até receber uma ligação que a telefonista disse ser do Reino Unido e de repente eu estava falando com Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Star", recordou Michelle. Durante a conversa, os quatro músicos, além de lhe terem feito muitas perguntas, desde como estava indo na escola e o que mais gostava, prometeram-lhe que "talvez” escrevessem uma canção com o seu nome.
As coisas mudaram quando ouviu pela primeira vez a canção 'Michelle', e lembrou do que os Beatles tinham lhe dito. A história manteve-se quase em segredo e, segundo Michelle Buehler, só agora chegou ao público porque um colega com quem colabora "deu com a língua nos dentes", fazendo-a chegar a um jornalista. A 'musa' dos Beatles assegurou ter sempre evitado falar no assunto, mesmo quando, em 1987, se deslocou a Nova Iorque e teve um encontro com Yoko Ono, viúva de John Lennon. Michelle confessou que, na adolescência, vibrava com as músicas dos Beatles, mas admitiu que apenas possui alguns dos álbuns do grupo. "O que é mais curioso é que não tenho o disco com o tema com o meu nome", afirmou.
Em agosto de 2008, quando o Baú do Edu foi ao ar, uma das primeiras postagens foi esse estranho ‘disco’ chamado “THE BEATLES - HELL”. Um grande caldeirão de remixes das músicas dos Beatles, das formas mais estranhas e assustadoras (?) que se possa imaginar. Mas eu acho bem legal. Esse disco, não é oficial, muito menos conta com a aprovação da banda ou dos detentores dos direitos autorais da obra dos Beatles. Depois de "HATE", inspirado em "LOVE" dos Beatles, um tal de Pete ‘Best’ Zarustica, brasileiro, decidiu lançar mais uma coleção com outras músicas dos Beatles novamente remixadas intitulado “The Beatles’ HELL” (baseado no original Help!). No ‘álbum’, o "artista" reconstrói ou "desconstrói" os clássicos. "Michelle" (Mic'Hell), é a melhor de todas na minha opinião, por causa de uma estranha e assustadora risada de uma mulher que permeia toda a música já em um ritmo bem arrastado, mas acompanhada de um belo coral. Espero que gostem!

'YESTERDAY', O FILME - HIMESH PATEL - SOMETHING

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Faltando pouco tempo para o lançamento de “Yesterday” nos EUA, a Universal Pictures disponibilizou um vídeo com a letra de "Something", de George Harisson. A versão do filme é interpretada por Himesh Patel (da série “Damned”), protagonista da produção. No filme, Jack Malick (Patel) acorda de um acidente em um mundo onde os Beatles e suas músicas nunca existiram. Aspirante a cantor e compositor, Jack resolve usar as músicas da banda para se tornar uma estrela da noite para o dia, mas a fama pode afastar sua amiga Ellie (Lily James, “Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo“) e criar outros problemas.
O elenco ainda conta com a atriz Kate McKinnon (“Meu Ex é um Espião“) e com o cantor Ed Sheeran. A direção é de Danny Boyle (“T2: Trainspotting 2”), e o roteiro fica por conta de Richard Curtis (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo“). “Yesterday” chegará aos cinemas dos EUA em 28 de junho de 2019, ainda sem data no Brasil.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

TODAS AS FIGURAS DA CAPA DO BAÚ DO EDU - SENSACIONAL!*****

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Alguns amigos mais próximos, se queixaram que não estão conseguindo identificar todas as figuras que aparecem na imagem aí do topo do nosso blog preferido. Pudera, a velocidade entre um frame e outro é de 0,02 segundos. Meio que arremedando (chupando mesmo!), a ideia do conceito da capa do Sgt. Pepper’s - em que os Beatles escolheram 62 pessoas famosas que consideravam importantes para a humanidade – escolhi 40 que simbolizam a cultura pop, pessoas e personagens importantes do cinema, da TV, da música e das artes em geral. São elas (da esquerda para a direita): 01- A incomparável Marilyn; 02- Salvador Dali – Artista Plástico; 03- Jonathan Harris – O Dr. Smith (Perdidos no Espaço); 04- Roddy McDowall - Cornelius (Planeta dos Macacos); 05- Bob Dylan; 06- Stan Laurel, o Magro; 07- Oliver Hardy, o Gordo; 08- Walt Disney; 09- Little Richard; 10- Boris Karloff (Frakenstein); 11- A belíssima Raquel Welch; 12- Adam West – O Batman; 13- Clint Eastwood; 14- O Coringa; 15- Pete Best, ex-Beatle; 16- Ringo Starr; 17- Brigitte Bardot; 18- Ron Ely – O Tarzan (anos 70); 19- National Kid; 20- David Bowie; 21- Curly Howard (um dos Três Patetas); 22- Lee Meriwether, a Mulher Gato; 23- Paul McCartney; 24- Dave Jones (Monkees); 25- Rocky (Sylvester Stallone); 26- Willie Nelson; 27- Buddy Holly; 28- Bruce Lee; 29- John Lennon; 30- Yoko Ono; 31- Jimi Hendrix; 32- David Carradine – Caine (Kung Fu); 33- Susan Dey – A Família Do Re Mi; 34- Cristopher Reeve, o Super Homem; 35- Chico Anysio; 36- Marty Feldman (Ator britânico); 37- John Wayne – O Caubói; 38- Farrah Fawcett – A Pantera; 39- Mick Jagger; 40- George Harrison. Por fim, a gente confere aqui a animação com uma velocidade bem mais baixa. Espero que tenham gostado. Valeu, abração!

PAUL McCARTNEY - MY VALENTINE - 2011*****

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Especialmente, em homenagem ao Dia dos Namorados!
Uma das duas composições originais do álbum Kisses On The Bottom, “My Valentine” foi escrita por Paul McCartney em fevereiro de 2011 para sua terceira esposa, Nancy Shevell. A música foi composta enquanto o casal estava de férias no norte da África. “My Valentine” contou com uma participação de Eric Clapton na guitarra. Clapton também tocou na música “Get Yourself Another Fool”, do mesmo álbum. Paul McCartney cantou "My Valentine" para sua noiva em seu casamento em 9 de outubro de 2011. A faixa básica foi gravada no Avatar Studios em Nova York, com a guitarra de Clapton e a orquestra no Abbey Road Studios em Londres. O arranjo rítmico foi de Diana Krall. Kisses on the Bottom foi o décimo quinto álbum de estúdio de Paul McCartney, lançado em 7 de fevereiro de 2012. Da gravação de “My Valentine” participaram Paul McCartney: vocais; Diana Krall: piano; Eric Clapton: guitarra; John Pizzarelli: guitarra; Robert Hurst: baixo; Karriem Riggins: bateria, e a Orquestra Sinfônica de Londres foi conduzida pelo maestro Alan Broadbent.

terça-feira, 11 de junho de 2019

ERASMO CARLOS - MINHA FAMA DE MAU - O FILME

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Na Tijuca dos anos sessenta o jovem Erasmo Carlos alimenta uma paixão: o rock and roll. Fã de Elvis, Bill Haley e Chuck Berry, ele aprende a tocar violão enquanto vive de sonhos, bicos e pequenas delinquências. Sua fama de roqueiro atrai Roberto Carlos, e logo se tornam parceiros e amigos. Um mega sucesso chega com a Jovem Guarda, programa de televisão onde Roberto, Erasmo e Wanderlea são a atração principal. “Minha Fama de Mau” é um mergulho emocionante na música e na vida de Erasmo Carlos que, com cabeça de homem e coração de menino, se tornou o Tremendão, símbolo vivo do rock nacional.

PAUL McCARTNEY & WINGS - SOILY - SENSACIONAL!******

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"Soily" é um rockandrolzaço composto por Paul McCartney em 1971. Foi incluída no repertório de sua banda Wings durante as turnês de 1972 e 1973 na Europa e Grã-Bretanha. Em 1973 foi a primeira música do set. Foi reformulada e uma versão mais pesada foi tocada durante a turnê mundial do Wings em 1975-1976. Na parte britânica desta turnê, terminou a parte rock do set. Da etapa australiana (novembro de 1975) até o final da turnê (outubro de 1976), ela serviu como bis, embora não tenha sido tocada em todos os shows.

Vários takes foram gravados em 1974 no Abbey Road Studios para inclusão no especial inédito “Wings, One Hand Clapping”. Estes takes contaram com o baterista Geoff Britton, e sempre puderam ser encontrados em versões não oficiais de bootlegs.
"Soily" encerra com chave de ouro o sensacional álbum triplo ao vivo de 1976, “Wings over America” e foi lançada como lado B do single "Maybe I'm Amazed" em 1977. Esta versão foi gravada em 7 de junho de 1976 em Denver. O desempenho de One Hand Clapping pode ser visto em um DVD incluído na edição especial remasterizada de 2010 do álbum “Band on the Run”, e no disco bônus de “Venus and Mars” (Collector's Edition).

GARY LEWIS AND THE PLAYBOYS - THIS DIAMOND RING

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"This Diamond Ring" é uma música de 1965 escrita por Al Kooper, Bob Brass e Irwin Levine. Foi gravada pela primeira vez por Sammy Ambrose e depois pela banda americana Gary Lewis & the Playboys. A versão de Lewis chegou ao primeiro lugar da Billboard em fevereiro de 1965. "This Diamond Ring" também foi o nome do primeiro álbum de estúdio de Gary Lewis e os Playboys. Foi o primeiro de três álbuns lançados por eles em 1965. O grupo foi formado em 1964 e era originalmente conhecido como Gary & the Playboys. O produtor Snuff Garrett os viu tocando na Disneylândia e os levou ao estúdio para gravar o single "This Diamond Ring" e sugeriu Gary Lewis & the Playboys para capitalizar o nome do famoso pai, o comediante Jerry Lewis. O sucesso do single levou-os a gravar um álbum inteiro de covers de músicas populares dos Kinks, Bobby Rydell, Coasters e outros. O single "This Diamond Ring" lançou a sequência de sete Top 10 hits para o grupo. O álbum é um tanto notável, por ter marcado o início de longas carreiras de sucesso para os músicos Al Kooper e Leon Russell.

PAUL McCARTNEY - VANILLA SKY - OSCAR 2001

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Em 2001, Paul McCartney concorreu ao Oscar de Melhor Canção Original com a belíssima "Vanilla Sky". Concorreu mas não levou. Confira: PAUL McCARTNEY - VANILLA SKY - OPEN YOUR EYES

THE BEATLES - I CALL YOUR NAME - 2019**********

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Supõe-se que "I Call Your Name" teria sido composta por John Lennon antes da formação dos Beatles. Em 1963, ele deu para que Billy J. Kramer and The Dakotas, outra banda de Liverpool, também do staff de Brian Epstein. Kramer lançou "I Call Your Name" como lado B do single "Bad to Me", outra composição de Lennon e McCartney.
John Lennon não gostou do arranjo dos Dakotas, gravado em 26 de junho de 1963, bem como com sua posição como lado B, então os Beatles gravaram sua própria versão. A música apresenta George Harrison tocando sua guitarra Rickenbacker 360/12, oferecendo o som característico da famosa guitarra ao mundo pela primeira vez. No entanto, a gravação dos Beatles em 1º de março de 1964, foi lançada na Grã-Bretanha e nos EUA como lado B de Long Tall SallyOs Beatles novamente gravaram "I Call Your Name" para o programa de rádio da BBC, Saturday Club, em 31 de março de 1964 (transmitido em 4 de abril de 1964). A faixa também aparece no álbum Rock And Roll Music, de 1976 e em 1988 na coletânea Past Masters, Volume One. The Mamas & the Papas fizeram uma cover de "I Call Your Name" em 1966 em seu álbum de estreia If You Can Believe Your Eyes and Ears. No mesmo ano, também foi regravada pela banda “The Buckinghams”. Ringo Starr gravou uma versão para um especial de televisão que marcava o 10º aniversário da morte de Lennon e o 50º aniversário de seu nascimento. A faixa, produzida por Jeff Lynne, apresentava um supergrupo composto por Lynne, Tom Petty, Joe Walsh e Jim Keltner.

sábado, 8 de junho de 2019

IMAGEM DO DIA - I'VE JUST SEEN FOUR FACES

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THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - I'VE JUST SEEN A FACE*****

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"I've Just Seen A Face" era uma música que Paul tocava ao piano havia algum tempo. Ele a tocava nas reuniões familiares em Liverpool, e sua tia Gin gostava tanto dela que, enquanto ainda não tinha nome, foi apelidada de "Auntie Gin's Theme". A orquestra de George Martin  gravou-a em versão instrumental com esse título. A tia Gin era a irmã mais nova do pai de Paul, Jim, e foi mencionada com mais destaque em "Let 'Em In", gravada pelo Wings. Em 1965, John estava claramente identificado com Dylan, ansiando por (e encontrando) letras que revelassem sua dissonância interior, mesmo quando encobriam os detalhes salientes das fantasias teatrais e dos duplos sentidos. Todavia, enquanto as canções de Paul para o filme (Another Girl e The Night Before) foram menos marcantes naquela hora, as restantes mostraram, de modo significativo, a ampliação de seus horizontes musicais, assim como as canções de John o fizeram em relação às suas ambições literárias.

I've Just Seen a Face é uma balada folk em dois tempos, com suas guitarras acústicas e tambores escovados cortando uma letra sentimentalmente tensa, cujo tema — a emoção inebriante de se apaixonar — é realçado pelo padrão de acordes descendentes e compassos hesitantes. A letra foi composta com perfeição, cada sílaba sendo precisamente definida no tempo e na rima, de modo a enfatizar a métrica da canção. Basta considerar a forma rígida com que o terceiro verso da melodia foi construído; como suas rimas internas adiantam a narrativa da canção, ao mesmo tempo que reforçam cada batida do seu ritmo frenético. Os Beatles gravaram I've Just Seen A Face em seis takes no dia 14 de junho de 1965. A música é considerada incomum na medida em que não contém baixo. Em uma exibição de versatilidade de tirar o fôlego, as músicas de McCartney, I'm Down e Yesterday, também foram gravadas no mesmo dia. Na década de 1970, I've Just Seen A Face tornou-se uma das poucas músicas dos Beatles a serem interpretadas pelo Wings de Paul. Anos mais tarde, Macca disse no livro Many Years Ago: “Era um pouco country do meu ponto de vista. Era mais rápida, porém, era uma coisa estranha. Fiquei bastante satisfeito com isso. A letra funciona: ela continua arrastando você para a frente, continua a puxá-lo para a próxima linha, há uma qualidade insistente nisso que eu gostei”

PAUL McCARTNEY - THE INCH WORM - SENSACIONAL

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“The Inch Worm”, foi composta por Frank Loesser e originalmente interpretada por Danny Kaye no filme de 1952 “Hans Christian Andersen”. Também chamada ocasionalmente de “Inchworm”, a canção infantil é mais conhecida por seu refrão aritmético. O verso é repetidamente cantado em contraponto com o refrão no final da música. Frank Loesser adorou o desafio intelectual de tal composição contrapontística que ele também fez em outras obras como Tallahassee. O compositor recebeu uma carta de agradecimento, assinada sob pseudônimo: “É simples, mas é tão intrincado, a harmonia é perfeita e o contraponto - bem, só me dá dor de cabeça quando eu penso em como seria escrever ... Respeitosamente, uma lagarta do Kansas". Ele ficou tão comovido com isso que colocou um anúncio no maior jornal de Lawrence, Kansas - o Daily Journal World - em agradecimento. Seu correspondente escreveu novamente, revelando-se a professora Emily Preyer.

No filme, um refrão de crianças canta a seção "aritmética" repetidamente dentro de uma pequena sala de aula, melancolicamente e de cor, enquanto Andersen, ouvindo do lado de fora, observa uma lagarta nas flores e canta a parte principal da música. “The Inch Worm” foi regravada por uma lista enorme de cantores, incluindo John Coltrane, Doris Day, Kenny Loggins, Kurt Wagner e Mary Hopkin (produzida por Paul McCartney em seu álbum de estreia em 1969 "Post Card"). Também apareceu em esquetes na Vila Sésamo de Jim Henson e no The Muppet Show; a música foi interpretada uma vez por Charles Aznavour, e mais uma vez com Danny Kaye e os Muppets quando ele esteve no programa.

“The Inch Worm”
era uma das canções que Jim McCartney tocava para os filhos ou em reuniões familiares nos anos 50. Assim, quando Paul McCartney resolveu gravar seu décimo quinto álbum solo de estúdio em 2011 - consistindo principalmente de covers de música pop tradicional e jazz - que chamou de “Kisses on the Bottom”, “The Inch Worm” foi uma das 14 selecionadas. A gravação aconteceu em abril de 2011 no Capitol Studios em Los Angeles. Foi produzida por Tommy LiPuma tendo Al Schmitt como engenheiro. O arranjo rítmico foi de Diana Krall. Participaram: Paul McCartney – vocais; Diana Krall - piano; John Pizzarelli - violão; Robert Hurst – baixo e Karriem Riggins: bateria. O coral infantil, conduzido por Scottie Haskell foi composto por Chloe Arzy, Johnson Evyn, Johnson Makiah, Michael Johnson, Delany Meyer, Lua Ilsey, Sabrina Walden e Sasha Walden.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

BEATLES NAS BANCAS - TRIBUTO & PERFIL - MUITO RUIM!

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Em 30 de janeiro de 1969, John, Paul, George e Ringo pegaram seus instrumentos no topo do edifício da Apple Records, na rua Savile Row, no bairro de Mayfair, em Londres, e fizeram aquele que seria o último show ao vivo da maior banda de todos os tempos. É verdade que os álbuns Abbey Road e Let it Be ainda seriam lançados nos meses seguintes. Mas, àquela altura, todos já sabiam: os Beatles estavam cansados de ser Beatles. A melancólica separação ocorreu em meio a egocentrismos e disputas judiciais. Porém, mais de 50 anos depois da fatídica apresentação no terraço, abanda ainda gera comoção toda vez que seu nome é anunciado. Seja quando as músicas chegam aos serviços de streaming ou no lançamento de um documentário sobre o auge da Beatlemania, o mundo para por alguns segundos para ver o que há de novo sobre o Fab Four. E por que um grupo musical surgido há tanto tempo ainda é capaz de mexer com tantas gerações - sendo que muitas delas sequer estavam vivas quando a banda deixou de existir? Esta edição de Tributo & Perfil responde à questão acima retomando a trajetória avassaladora dos Beatles, a fim de mostrar como, com 13 discos e pouco menos de 10 anos de atividade, os quatro garotos da cidade portuária de Liverpool se transformaram em lendas da cultura musical. É um trajeto longo, revolucionário, complexo e cheio de reviravoltas, mas que culmina em uma das histórias mais incríveis da contemporaneidade. Boa leitura! A Redação.
Esse foi o texto de apresentação da revista "BEATLES - Tributo&Perfil", que está nas bancas ao preço de R$ 14,90. Ô revistinha sem-vergonha essa, viu? São 36 páginas que só valem mesmo pela capa. Os textos do miolo, não podem ter sido escritos pela mesma pessoa que fez o texto da abertura e que, nem ao menos, deve ser fã dos Beatles para conhecer no mínimo o be-a-bá. A revista não tem ao menos um expediente para a gente saber quem fez. Quando se chega ao final, fica a impressão de que faltou metade da revista. Muito ruim. Apenas para colecionadores doentes como eu.

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - I WANT TO TELL YOU*****

Um comentário:

É quase unanimidade entre os autores que escrevem sobre as músicas dos Beatles, que uma das maiores dificuldades de George Harrison com suas composições, era na hora de dar um título a elas. A escolha de um título para “Love You To” já havia sido um problema e a música foi gravada com o título provisório de “Granny Smith”, uma referência a um tipo de maçã. Assim, os primeiros takes de “I Want ToTelI You”, a terceira música de George Harrison a entrar em ‘Revolver’, foram gravados com o título nonsense suge­rido pelo engenheiro de som Geoff Emerick: “Laxton's Superb” - também nome de outro tipo de maçã. A faixa tomou-se ainda conhecida como “I Don’t Know”, devido a um diálogo que chamou a atenção de Mark Lewisohn em seu livro “The Complete Beatles Recording Sessions”:
Segundo Harrison, “I Want ToTelI You” era sobre as frustrações da avalanche de pensamentos que são tão difíceis de escrever, dizer ou transmitir". Ele disse ainda, posteriormente, que se fosse escrever a música de novo modificaria a parte que diz: “But if I seem to act unkind, Its only me, it s not my mind, That s confusing things” (mas se pareço estar sendo indelicado é somente eu, não minha mente, que está confundindo as coisas) para que não ficasse tão confusa. Os Beatles começaram a gravar “I Want To Tell You” em 2 de junho de 1966. No dia seguinte, eles escreveram uma faixa de baixo, enquanto Paul tocava piano nas faixas de ritmo. “I Want To Tell You” estava completa e mixada para o álbum Revolver neste dia e no dia 6 de junho. Quando George diz na letra "I don't mind... I could wait forever. I've got time." (Eu não me importo... Eu poderia esperar para sempre, eu tenho tempo), Paul Mccartney insiste na mesma nota no piano, servindo para enfatizar justamente que pode esperar para sempre. Genial!

ROLLING THUNDER REVUE: A BOB DYLAN STORY BY MARTIN SCORSESE

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Depois de trabalhar por quase duas décadas em um dos documentários musicais mais ambiciosos de sua carreira, o cineasta Martin Scorsese finalmente está pronto para mostrar seu mais novo filme ao mundo. A Netflix liberou o primeiro trailer de Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese, que explora uma icônica turnê de Bob Dylan ocorrida entre 1975 e 1976.

Na ocasião, o cantor embarcou em um ônibus lotado de músicos para percorrer toda a América do Norte realizando concertos com as mais variadas participações de artistas locais. Os shows causaram tanto impacto que os críticos os apontaram como essenciais para entender a reformulação da música norte-americana. Experiente na realização de documentários focados na temática musical, Scorsese não apenas dirigiu bastidores da vida de grandes artistas, como George Harrison, como também já realizou uma outra obra intimista sobre Dylan: No Direction Home. Trazendo uma série de raras entrevistas com o músico e vídeos inéditos recentemente restaurados, Rolling Thunder Revue estreia no dia 12 de junho na Netflix.

PAUL SIMON - KODACHROME - SENSACIONAL!*********

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“There Goes Rhymin' Simon” foi o terceiro álbum de estúdio solo de Paul Simon, lançado em 5 de maio de 1973. Contém músicas abrangendo vários estilos e gêneros e recebeu duas indicações no Grammy Awards de 1974, incluindo o de Melhor Performance Pop Vocal Masculino e Álbum do Ano. O carro-chefe do álbum é a fantástica e radiante "Kodachrome", canção escrita e gravada por Paul Simon, também lançada como single com “Tenderness” como lado B. A música tem o nome do formato de filme Kodak 35mm Kodachrome. Depois de uma resenha na Billboard elogiando as letras "alegremente antissociais" de Simon"Kodachrome" estreou em # 82 no Hot 100 no fim de semana de 19 de maio de 1973.

Quatro semanas depois de sua estreia no Hot 100, a música pulou para o número 9, atrás de “Give Me Love (Give Me Peace On Earth)" de George Harrison. Duas semanas depois, "Kodachrome" alcançou a 2ª posição na Billboard Hot 100, atrás de “Will It Go Round in Circles” de Billy Preston. "Kodachrome" também alcançou o 2 ° lugar no Adult Contemporary Chart da Billboard.

A letra remete a recordações dos tempos de escola quando tudo era mais feliz e colorido. Kodachrome é uma música sobre lembranças e como elas não combinam com a realidade. As lembranças são representadas por fotografias, que são apenas trechos do que realmente aconteceu, sem contexto, devido ao tempo, falta de informação ou auto-ilusão. Sua mente é a câmera que colore suas lembranças. Como "Kodachrome" era uma marca de propriedade da Kodak, Simon foi obrigado a citar isso no álbum e também incluir uma marca registrada (®) após o título da música. A Kodak mais tarde usaria a música em comerciais de televisão promovendo o filme. Em uma entrevista realizada em novembro de 2008, Paul Simon disse que o que ele tinha em mente ao escrever a música era chamá-la de "Going Home". No entanto, isto teria sido "muito lugar comum", e ele apareceu com "Kodachrome", por causa de seu som semelhante e maior potencial inovador. Aqui a gente confere a música com Paul Simon e com Simon & Garfunkel no inesquecível Concert In Central Park, onde a dupla ainda emendou com "Mabellene". Sensacional!

THE MUPPETS - KODACHROME - By PAUL SIMON - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!!!******

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quinta-feira, 6 de junho de 2019

ROBERTO CARLOS - NEGRO GATO - É DE ARREPIAR!*****

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Getúlio Francisco Cortes nasceu no Rio de Janeiro em 22 de março de 1938. É um cantor e compositor ligado à Jovem Guarda e ao rock nacional. Como compositor foi gravado por diversos artistas da Jovem Guarda, especialmente, Roberto Carlos. É conhecido, principalmente, por ser o autor da versão em português de "Negro Gato", gravada por diversos artistas como Renato e Seus Blue Caps, Roberto Carlos, Luiz Melodia e Marisa Monte. Outras canções suas são: "Noite de Terror", "O Feio" e "Pega Ladrão", de 1965; "O Gênio", de 1966; "O Sósia", de 1967; "Quase Fui lhe Procurar" e "O Tempo Vai Apagar", de 1968; "Nada Tenho a Perder", de 1969; "Uma Palavra Amiga", de 1970; "Eu Só Tenho um Caminho", de 1971; "Atitudes", de 1973; e "Por Motivo de Força Maior", de 1976. Lançou seu primeiro álbum como intérprete em março de 2018, contendo versões de suas canções mais famosas gravadas por outros artistas.
“Negro Gato” é uma versão da música “Three Cool Cats”, da dupla Leiber/Stoler, e foi um hit americano gravado inicialmente por The Coasters. Getúlio Cortes compôs sua versão em 1962 inspirado em um gato que o incomodava e fazendo metáforas com a situação do negro na favela. “Negro Gato” só foi gravada dois anos depois, quase por acaso, quando Getúlio era roadie da banda Renato e Seus Blue Caps. “Faltava uma música para completar o disco, ‘Viva a juventude’, em 1964. Aí, o Renato (Barros, cantor e guitarrista) me pediu ela. Os outros caras da banda não queriam gravar, porque achavam que fugia do estilo, mas ele fechou questão. O Roberto, que estava gravando no mesmo estúdio, ouviu e adorou”, lembra Getúlio Cortes. “Roberto soube que eu era compositor e me pediu uma música e fiz Noite de terror, que está no disco dele de 1965. Depois de gravar mais músicas minhas, ele me disse que ia gravar o Negro gato do jeito dele. Neste mesmo disco, de 1966, gravou também O gênio. Fui o único compositor com duas músicas num disco de Roberto", orgulha-se o compositor carioca, personagem importante e pouco lembrado da Jovem Guarda. A versão de Roberto Carlos aparece em seu sétimo álbum – “Roberto Carlos”, de 1966, gravado entre outubro e novembro e lançado em dezembro daquele ano.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

O 1º DIA DE YOKO ONO NO ESTÚDIO DOS BEATLES

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O dia 30 de maio de 1968, há 50 anos, entrou para a história dos Beatles, como o dia em que, pela primeira vez, John Lennon levou Yoko Ono ao estúdio em Abbey Road, onde a banda começava as gravações do “Álbum Branco”. Esse fato é apontado por muitos, como o início do fim real dos Fab Four, inclusive por Geoff Emerick, engenheiro de som, autor do livro “Minha Vida Gravando os Beatles”. CONFIRA!

quarta-feira, 29 de maio de 2019

THE BEATLES - THREE COOL CATS - SENSACIONAL!***********

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"Three Cool Cats", originalmente gravada pelo grupo norte-americano The Coasters, foi tocada pelos Beatles durante a sua malfadada audição para a Decca Records em 1 de janeiro de 1962. Foi gravada pela primeira vez em 1958 e lançada como o lado B do single de sucesso dos Coasters, "Charlie Brown"Three Cool Cats tornou-se parte do show ao vivo dos Beatles no início dos anos 1960. George Harrison fazia os vocais, com McCartney e Lennon fazendo vozes engraçadas entre os versos. Essa música foi uma das 15 gravadas durante a audição do grupo para a Decca e eles tocaram ainda duas outras músicas dos Coasters naquele dia: "Searchin" e "Besame Mucho" (com base no arranjo dos Coasters de 1960). Os Beatles ainda gravarIam "Three Cool Cats" mais uma vez: em 29 de janeiro de 1969, durante as sessões de "Get Back" no Apple Studios em Londres. Na véspera do célebre concerto no telhado, eles tocaram uma série de clássicos do rock 'n' roll, incluindo essa música, embora em um arranjo muito mais lento do que faziam nos primeiros tempos. E sem um pingo de entusiasmo.