sábado, 20 de dezembro de 2014

IMAGEM DO DIA - GEORGE HARRISON

ÔBA! GEORGE VAI GANHAR UM GRAMMY


O Grammy Awards divulgou a lista dos grandes homenageados para a edição de 2015! Merecidamente, George Harrison, os Bee Gees e Buddy Holly serão agraciados. O prêmio Lifetime Achievement reconhece a inestimável contribuição que seus homenageados concederam a indústria da música e às artes ao longo de suas carreiras. Em um comunicado oficial, o presidente da Academia de Artes e Gravação, Neil Portnow disse que o legado destes artistas nunca será esquecido e que “continuará a ser celebrado para as gerações vindouras”. George Harrison, o célebre e saudoso guitarrista dos Beatles, morreu em 2001 em decorrência de um câncer e foi um dos maiores músicos do século XX. Sua contribuição para os Beatles e em sua bem sucedida carreira-solo vão muito além de suas canções, que viraram verdadeiros cássicos do rock como Here Comes The Sun, Something, While My Guitar Gently Weeps, entre tantas outras.

MAIS UMA INACREDITÁVEL - OS BABACAS EM ABBEY ROAD

O maior turu da rede blogo, a dublê de atriz e apresentadora, Regina Casé lançou uma nova linha em sua marca de camisetas, 'Alô Regina', que faz uma releitura inusitada da famosa capa do disco dos Beatles Abbey Road. Xande de Pilares (?), Zeca Pagodinho, Péricles e Arlindo Cruz fazem as vezes de George Harrison, Paul McCartney, Ringo Starr e John Lennon. Em poses descontraídas e com direito a cavaquinho e garrafas de cerveja no chão, a estampa gerou polêmica entre os fãs da banda inglesa. Esses caras, inclusive essa débil mental, deveriam todos era serem presos e ainda pagar cada um, 1 milhão de dólares por danos morais e autorais. Ô terrinha podre do caraio!

RINGO STARR - MATCHBOX - SENSACIONAL!


COME TOGETHER - AMERICA SALUTES THE BEATLES


“Come Together - América Salutes The Beatles” é um dos melhores álbuns de covers das músicas dos Beatles. Lançado em 1995 pela Liberty Records, o álbum traz versões belíssimas interpretadas pelos mehores artistas da música country americanos e canadenses, a maioria desconhecidos por aqui. A capa apresenta desenhos de John Lennon. Os destaques ficam por conta de “I’ll Follow The Sun” com David Ball, “We Can Work It Out” com PFR and Phil Keaggy, "Can't Buy Me Love" com Shenandoah, "Oh! Darling" com Huey Lewis, "Paperback Writer" com Kris Kristofferson e "One After 909" com Willie Nelson. Ô disquinho bom!

VELHAS VIRGENS - A MINHA VIDA É ROCK AND ROLL


Velhas Virgens é uma banda brasileira de rock que tem como característica letras irreverentes, geralmente com assuntos sexuais e alcoólicos. Suas apresentações costumam ressaltar sua opinião política. Proveniente de São Paulo (capital), o grupo tem onze discos lançados e, gradualmente, vai aparecendo aqui e acolá no cenário musical Brasileiro. Aqui a gente confere uma versão da clássica “Minha Vida é Rock And Roll” do Made In Brazil.

PAUL McCARTNEY & WINGS - SILLY LOVE SONGS - 1976

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

“YOKO DEVERIA ACEITAR JESUS E PERDOAR MARK”

Em uma longuíssima matéria publicada no Dailymail.co.uk, Gloria Hiroko Chapman, esposa de Mark Chapman, explica por qual motivo ele assassinou John Lennon em 1980, como são as visitas conjugais feitas anualmente e diz que Yoko e Paul deveriam perdoar Mark; confira abaixo alguns trechos:

De acordo com Gloria, Chapman não teve nenhuma razão religiosa ou moral para cometer o crime, mas apenas o fez para assinalar seu lugar na história. "Por causa da fama, da infâmia, da notoriedade que havia nisto. Não consegui resistir", teria dito para a esposa, admitindo ainda que não foi algo feito sem pensar, num momento de loucura, mas sim que foi um crime bem planejado. Mas apesar desta aparente falta de remorso, Gloria insiste que no fundo ele se arrepende. "Se Mark pudesse dizer algo para John e Yoko hoje, ele diria 'Desculpe por causar tamanha dor, espero que me perdoem", brada ela, enquanto aperta contra o peito uma bíblia. "John era uma boa pessoa, mas Mark pensava somente em si mesmo naquele dia, este foi seu erro", diz ela, atualmente com 63 anos de idade, vivendo uma vida praticamente reclusa, dedicando tempo ao trabalho em um hospital no Hawaii e a leitura de material religioso, ao mesmo tempo em que se diz muito apaixonada pelo marido, com quem se casou 18 meses antes do crime. Ela chegou a pensar em se separar dele após o assassinato - amigos e família queriam que ela rompesse todo o contato com o marido. "Pensei em me separar dele, meus amigos queriam que eu o fizesse. Estive em dúvida pois ainda o amava. Mas eu sei que Deus odeia o divórcio, então por este motivo eu decidi ficar", diz ela, insistindo que o amor deles cresceu ainda mais nestes 35 anos.

As visitas conjugais são o acontecimento do ano tanto para ela quanto para Mark. Na ocasião, ambos passam 44 horas juntos num pequeno trailer com uma cozinha, banheiro e um quarto com cama de solteiro. "A primeira coisa que faço é beijar Mark, é permitido que a gente se beije, somos um casal romântico. Nas visitas, levo comida e Mark e eu fazemos uma pizza caseira. Há uma TV onde assistimos a vários episódios de Wheel Of Fortune (programa de jogo televisivo). E quando perguntada sobre relações íntimas, ela dá a entender que acontece e que "naturalmente é maravilhoso". Gloria tem alguma semelhança física com Yoko Ono, já que ambas são orientas. "Sinto muito por ela. Algo pelo qual rezamos é para que ela aceite Jesus Cristo em sua vida e perdoe Mark. Espero um dia poder encontrá-la e lhe dizer isto pessoalmente. Mark e eu já lhe escrevemos. Ele não guarda rancor ou mágoa do fato dela entrar com recursos para que ele não seja libertado. Acho que ele compreende". Ela diz ainda que Chapman trabalha pesado na prisão para afastar os pensamentos suicidas. "Ele tem três empregos", diz, explicando que ele conserta cadeiras de rodas, trabalha como porteiro e como atendente. O casal também discute a possibilidade dos demais remanescentes dos Beatles perdoarem Chapman. Recentemente Paul disse que Mark é "o babaca dos babacas", o que fez Gloria se sentir ultrajada. "Paul McCartney tem direito de dizer o que quiser, mas se ele conhecesse Mark, tenho certeza que gostaria dele. Mark é uma pessoa muito simpática e amável, sempre coloca as necessidades dos outros antes das suas e teria muito prazer em receber uma visita do Sr. McCartney", disse. Chapman não ouve mais a música dos Beatles hoje, mas sim música cristã, diz Gloria, que acredita que seu marido é um homem religioso que merece ser perdoado, especulando ainda que Lennon deve ter se voltado a Jesus no momento de sua morte. "Quando deixamos o planeta, vamos para um dos dois lugares: paraíso ou inferno. Acredito que John Lennon tenha lido a Bíblia quando jovem e em seus últimos suspiros ele deve ter voltado seu coração para Jesus. Quando alguém morre baleado, ainda tem tempo para se voltar para Jesus no último instante. Espero que eu possa encontrar John no paraíso". E você, perdoa Chapman?

THE BEATLES - IT'S THE BEATLES - SENSACIONAL!

PAUL McCARTNEY - PIPES OF PEACE - O SUPER CLIP


Paul McCartney lançou em 1983 o álbum, ‘Pipes Of Peace’. O tema da faixa-título foi inspirado pela leitura de um poema de autoria do indiano Rabindranath Tagore, vencedor do prêmio Nobel de Literatura em 1913. A frase “in love all of life’s contraditions dissolve and disappear” (com amor, todas as contradições da vida dissolvem-se e desaparecem) é o mote principal da canção título. O tema “paz” serviria como contraponto à “guerra”, utilizado em seu trabalho anterior, ‘Tug Of War’. Aproveitando a história do cessar-fogo de Natal de 1914, que tinha tudo a ver com o tema título do álbum, Paul de forma genial aprova o roteiro do vídeo clipe para ‘Pipes Of Peace’.

O filme foi gravado em dois dias na localidade de Chobham Common em Surrey, Inglaterra, e contou com cem figurantes e três equipes de filmagem, produzido por Hugh Symonds e dirigido por Keith MacMillan.

Paul utilizando efeitos especiais desempenhou, simultaneamente, o papel dos oficiais alemão e inglês. O armistício apesar de contado em poucos minutos sintetiza muito bem o que ocorreu no Natal de 1914 em pleno conflito mundial. Foi concluído em 12 de dezembro de 1983 e ganhou o prêmio de ‘Melhor Vídeo’ no British Rock & Pop Awards em 21 de fevereiro de 1984. Paul estava de férias com a família e gravou um vídeo de agradecimento que foi exibido na BBC na ocasião da premiação, portanto, quem recebeu o prêmio em mãos foi o diretor Keith MacMillan.

GEORGE HARRISON - BETWEEN THE DEVIL AND THE DEEP BLUE SEA


“Between The Devil And The Deep Blue Sea”, lançada originalmente em 1932, é de autoria de Harold Arlen e Ted Koehler. O primeiro compôs “Over The Rainbown”, do filme “O Mágico de Oz.” Harrison já havia cantado essa música no programa de televisão “Mr. Roadrunner”, de Jools Holland, em junho de 1992. O pianista Jools Holland está no baixo e o experiente músico de estúdio inglês Herbie Flowers toca tuba em “Between The Devil And The Deep Blue Sea”.


RINGO STARR - WINGS - 2012

IMAGEM DO DIA - RINGO!

THE BEATLES MARIONETES - MEIA BOCA :(

Enviado pelo amigo José Luiz Cardoso. Abração!

O QUE EU ACHEI? NÃO VI, NÃO OUVI E NÃO GOSTEI!

Desde que começou a ser exibida a novela “Império” da Rede Globo há alguns meses, muitos amigos me perguntam por que eu nunca disse nada sobre o tema de abertura da cuja, que tem nada menos que “Lucy In The Sky With Diamonds”, composta por John Lennon e Paul McCartney e imortalizada pela gravação dos Beatles em um dos seus mais conceituados álbuns, o iinigualável ‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Puro preconceito? É, SIM! Se são meus amigos mesmo e me conhecem, sabem qual é a minha opinião: a pior possível. Mas não vou encompridar muito falando dessa emissora ou de seu peixe vencido, vendido a preço de filé.
A versão da canção dos Beatles "Lucy In The Sky With Diamonds" para a abertura de "Império", o dramalhão patético da Globo, é interpretada por Dan Torres, dublê de galã, que já foi participante do reality "Fama", exibido também pela mesma em meados dos anos 2000. Esse rapaz, Daniel James Edward Torres (?), filho de pai brasileiro e mãe inglesa, nasceu em Londres, onde viveu até os 24 anos. Em 2003, foi morar no Rio e depois de um ano, foi selecionado para a terceira edição do "Fama", em 2004. Depois do programa, ele chegou a fazer dupla com outra participante do reality, Cídia. A parceira durou quatro anos, e, em 2010, iniciou sua carreira solo. Sempre queridinho da emissora, esse rapaz já havia gravado várias outras músicas para novelas globais: "Amor, Eterno Amor", "Três Irmãs", "O Profeta". "Eterna Magia" e "Guerra dos Sexos". Sua regravação mais recente foi de "The Way You Look Tonight", originalmente cantada por Fred Astaire na década de 1930, para a trilha de "Em Família". Para a novela "Duas Caras", ele regravou "Yesterday", outro clássico dos Beatles. O rapaz diz ser um beatlemaníaco e que um de seus ídolos é Paul McCartney. A ‘consagração’ veio com a abertura dessa que está no ar. Mas aonde eu quero chegar? Simples. A rede Blogo inventou a pólvora e descobriu o potencial que a mítica dos Beatles ainda exerce até hoje, principalmente num terceiro mundo como este. Então, músicas dos Beatles começaram a aparecer aqui e acolá. Foi quando um genial aspone teve a grande sacada: “Quem já imaginou uma música do Beatles na abertura da novela no horário dito mais nobre. E assim foi. E parece que ainda vai render muito mais.
Não satisfeitos (a partir de agora virou filão), nessa nova versão do ridículo programa popular “The Voice Brasil” – mais uma armação ilimitada de manipulação global, outro de formato importado dos gringos, e que nada mais é do quê uma versão maquiada de qualquer programa de calouros, com um júri de patetas venerados com deuses e agora rebatizados de “técnicos” - tome os Beatles outra vez! Dessa vez, vai para o sacrifício nada menos que “The Long And Widing Road”, clássico que dispensa apresentação.
Pelo time de Claudia Leitte, Lui Medeiros defendeu sua continuação no programa ao som dos Beatles. Foi a primeira vez que o participante interpretou esta música em sua carreira. Antes de subir ao palco, disse qual é a sensação de cantar um clássico de Lennon e McCartney: "Por mais que seja uma música mais lenta, estou muito animado e espero que dê tudo certo". Desde o início, a técnica (?) Claudia Leitte, que não perde uma oportunidade de aparecer, faz questão de assistir em pé à apresentação de seu pupilo. Em diversos momentos, o cara emociona a plateia, que responde com aplausos e gritos com o nome do cantor. O número conta com orquestra, piano de cauda e backing vocals. "Espero fazer uma apresentação à altura dessa produção", comenta o calouro, antes de subir ao palco pela primeira vez com uma estrutura desse porte. Momentos antes, revelou a emoção que sente com a canção e o que queria transmitir ao público: "Já chorei diversas vezes ouvindo a música. Quero que as pessoas se emocionem e reflitam sobre suas histórias e o que as fizeram chegar aonde estão". Aham! Que bonito é! Me engana que eu gosto! Não consumo nada que venha dessa Rede Blogo. Nunca vi, nunca assiti e nunca gostei. Gostava mais do Show de Calouros original do Abravanel (o coroa) porque o sobrinho também já é apadrinhado pela poderosa mais daninha do Brasil. “Fora, Rede Globo”! Gritaria um exaltado e saudoso Leonel! Como diria sabiamente uma velha amiga: “Sinto ciúme de tudo o que é meu e do que eu queria que fosse”. Blim, blim. Quem quiser ver a apresentação desse cara, facilmente encontra na internet. Aqui a gente fica com “Os Autênticos” – uma bandinha do interior e a agora massacrada The Long And Widing Road.

sábado, 13 de dezembro de 2014

SIMPLEMENTE INACREDITÁVEL – A MELHOR DOS ÚLTIMOS 50 ANOS


Mitos, lendas urbanas e teorias da conspiração são alguns dos componentes mais presentes na história dos Beatles. Entre os principais rumores estão pactos com forças ocultas e a morte e substituição de Paul McCartney por um sósia. Como se não bastasse, um site chamado “The Beatles Never Existed” - “Os Beatles Nunca Existiram” - começou a alimentar ainda mais tais burburinhos acerca da trajetória do quarteto de Liverpool. Como principal missão, o portalzinho, tadinho, fraco de doer, intenciona provar que os Beatles nunca funcionaram da maneira como os fãs acreditam. Para provar sua teoria, o “The Beatles Never Existed” lança mão de comparações de altura e traços físicos (especialmente dos rostos) dos integrantes da banda. Com os resultados, o site sugere que os Beatles não eram exatamente uma banda, mas sim uma porção de músicos e atores contratados que variavam entre si. Um absurdo sem igual! Isso devia dar cadeia! O que um palhaço desses quer? Repetir a repercussão que foi a morte de McCartney? Acorda meu filho. Isso já faz 50 anos. Se alguém tiver saco e muita, muita paciência, o endereço dos idiotas é: http://www.thebeatlesneverexisted.com/

THE BEATLES - NOT A SECOND TIME


Paul afirmou que a inspiração musical por trás de "Not A Second Time" era, mais uma vez, Smokey Robinson and The Miracles, ao passo que John reivindicou boa parte da composição como sua. Foi outro exemplo de John permitindo que seus sentimentos, nesse caso a mágoa, tomassem conta de seu trabalho. Depois de sofrer por rejei­ção, a reação do compositor é conter suas emoções para evitar que se machuque de novo. Foi uma das primeiras canções dos Beatles a ser objeto de análise crítica de um jornal de qualidade. William Mann, na época, crítico musical do Times, comparou parte dela com "Song Of The Earth", de Gustav Mahler. John diria depois que "foi essa resenha que começou a onda de falar do aspecto intelectual dos Beatles". "O interesse harmónico também é típico das canções mais rápidas deles", escreveu Mann, "e fica a impressão de que pensam simultaneamente em harmonia e melodia, tal a firmeza com que a sétima e a nona maiores estão construídas em suas músicas." Mann salientava ainda as mudanças de escala, "tão naturais quanto a cadência eólica ao final de 'Not a Second Time'". O comentário de John sobre isso foi: "Eu não entendi nada do que ele disse". Em outra ocasião, John afirmou que achava que "cadências eólicas" soavam como pássaros exóticos. Ele não foi o único a ficar confuso com a terminologia de Mann. "Cadência eólica" não é uma descrição musical reconhecida, e gerações de críticos musicais se perguntaram a que Mann estava se referindo exatamente. No entanto, a resenha em si foi creditada como o início das críticas sérias à obra dos Beatles.

NÃO É MOLE NÃO, MEU IRMÃO!


Os atores James Franco, o Duende Verde e Seth Rogen, que eu não sei quem é, para promoverem o filme “The Interview”, que protagonizam, publicaram uma foto “íntima”. A imagem seria, nem mais nem menos, que a “recriação” da icônica fotografia de John Lennon e Yoko Ono, retratados por Annie Leibovitz, em 1980, para a capa da revista Rolling Stone. Tsc, tsc. Há quem goste e até ache engraçado. E você?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

THE BEATLES - RUBBER SOUL - O ÁLBUM

Unânimidade entre fãs e críticos, o primeiro dos registros dos Beatles da chamada fase da "pós inocência" é "Rubber Soul" lançado em dezembro de 1965. McCartney nomeou o álbum após ouvir da crítica que JAGGER cantava com "alma de plástico". Com a psicodelia estampada no título e na capa (cuja lenda afirma tratar-se de um efeito acidental que chamou a atenção da banda), "Rubber Soul"- sarcasticamente apelidado por LENNON como o "disco da maconha"- abriria alas tanto para os experimentalismos orientais de "Revolver"(1966) quanto para o surrealismo de "Sgt. Pepper´s" (1967) ou a maturidade lírica do "Álbum Branco" (1968). Abrindo com a testosterona de "Drive My Car", o disco segue por terrenos tão arenosos quanto surpreendentes para os ouvidos ainda despreparados dos anos 60. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores álbuns gravados pelos Beatles naqueles loucos anos.

O sexto álbum dos Beatles sinalizou uma nova direção musical. Nele, a banda se distancia ainda mais da técnica dos cinco discos anteriores e inicia o segundo estágio de sua carreira. Rubber Soul contém alguns dos maiores clássicos dos Beatles, como “Norwegian Wood” e “GIRL”, que soam tão atuais hoje quanto em 1965. Depois do lançamento deste disco, e da constatação de que não conseguiriam reproduzir seu conteúdo ao vivo, os Beatles decidiram não mais se apresentar para o público, para se concentrar nos discos de estúdio. Agora, os Beatles já estavam consolidados com o status de maiores pop-stars do planeta e mandavam e desmandavam no estúdio. Os melhores horários de gravação eram reservados à eles, opinavam e aprovavam as capas e se davam o luxo de escolher o nome dos discos.

A própria capa é um caso a parte. Mostra os Beatles numa foto levemente deformada, com caras nada felizes, prova de que naquela época eles começavam um pouco a se preocupar com a imagem bem comportada feita por encomenda por Brian Epstein. A foto dos Beatles na capa do Rubber Soul parece distorcida. McCartney relata a história por trás disso no capítulo 5 do documentário Anthology. Bob Freeman havia feito algumas fotos dos Beatles na casa de Lennon. Freeman mostrou as fotos a eles, projetando-as em uma folha de cartolina para simular como eles apareceriam na capa do álbum. A folha escorregou e eles apareceram distorcidos. Animados pelo efeito, todos eles gritaram: "Queremos assim! Podemos ter isso? Você pode fazer isso assim?" Freeman respondeu que podia. O logotipo foi desenhado por Charles Front.

Rubber Soul começou a ser gravado em Outubro, para estar nas lojas em Dezembro, e mais uma vez os Beatles lutavam contra o tempo, no meio de turnês e tudo mais, mesmo assim, o álbum é brilhante do início ao fim, como uma coletânea de singles. Além das 14 músicas gravadas para o disco, eles ainda se deram tempo de de escolher duas para o próximo compacto: 'Day Tripper / We Can Work it Out', não incluídas no LP.

As experimentações no estúdio começavam a aparecer, intrumentos exóticos foram usados, e as letras tornaram-se mais coesas e abrangentes. John Lennon, deu um pulo como letrista. A faixa que seria a primeira instrumental dos Beatles - a música "12-Bar Original" foi excluída.

Foi a primeira vez que um álbum dos Beatles teve capa e nome semelhantes na Inglaterra e nos EUA. Porém o Rubber Soul americano continha uma seleção de músicas um pouco diferente da versão britânica. Trazia duas músicas do álbum anterior (Help!) e não trazia quatro músicas do Rubber Soul britânico. As músicas que não foram incluídas no Rubber Soul americano foram mais tarde lançadas no álbum Yesterday...And Today. Nos Estados Unidos, o álbum vendeu 1,2 milhões de cópias em nove dias após seu lançamento.
 
Na mesma época do lançamento do álbum, foi lançado o compacto com"We Can Work It Out" e "Day Tripper". "We Can Work It Out" foi composta por John e Paul e tornou-se na época a que mais tempo levou para ser gravada (12 horas). Este compacto se tornou o que mais rapidamente vendeu, superando “Can't Buy Me Love" que tinha o recorde anteriormente.

THE BEATLES - DAY TRIPPER / WE CAN WORK IT OUT


"Day Tripper" é uma canção dos Beatles, lançada como compacto com duplo lado A. O outro lado é outro clássico: "We Can Work It Out". Ambas as canções foram gravadas durante as sessões para do álbum Rubber Soul. O single chegou ao topo das paradas britânicas onde ficou por 5 semanas seguidas e a canção chegou a número cinco na Billboard americana em janeiro de 1966. O riff da canção é um dos mais reconhecidos na história da música popular. "Day Tripper" foi escrita sob pressão quando os Beatles precisavam de um novo single para o natal de 1965. John Lennon escreveu a maior parte da letra e a base do solo de guitarra e criou o riff que depois admitiria ser derivado de "I Feel Fine". Paul ajudou com os versos e sua linha de baixo foi inspirade em "Oh Pretty Woman" de Roy Orbison. A canção faz referências quase claras sobre o uso de drogas. John Lennon e George Harrison já estavam tomando ácido desde o verão quando foram apresentados ao LSD por um dentista londrino. A partir daí, John confessou que "tomava LSD o tempo todo". "Day Tripper" era um típico jogo de palavras de John., que queria refletir sobre a influência da crescente cultura das drogas. Era uma maneira de se comunicar com aquele que, ao contrário dele mesmo, não podiam se dar ao luxo de ficar quese constantemente entorpecidos. "É só um rock", comentou Lennon. "Quem viaja de dia são pessoas que fazem uma viagem diurna, não é? Geralmente de balsa ou algo assim. Mas (a canção) era um pouco... 'você é só um hippie de fim de semana'. Entendeu?". 
A música fala sobre uma garota que engana o narrador. A descrição oblíqua da garota com uma "big teaser" (provocadora) era uma sabida referência ao termo "prick teaser" (provocadora de pênis), expressão usada pelos ingleses para se referir a mulheres que dava em cima dos homens sem a intenção de fazer sexo. "Day Tripper" foi lançada tanto na Inglaterra como nos EUA como single lado A duplo com "We Can Work It Out". Foi a música mais popular na Inglaterra em 1966 permanecendo várias semanas em primeiro lugar. Mas nos EUA seu auge foi a quinta colocação. Os Beatles declararam posteriormente que "We Can Work It Out " era a opção inicial deles para lado A. Confira alguns do nomes que já regravaram Day Tripper: The Jimi Hendrix Experience, Mae West, Otis Redding, Sergio Mendes & Brasil '66, Anne Murray, Whitesnake, Electric Light Orchestra, James Taylor, Cheap Trick, Sham 69, Yellow Magic Orchestra, Daniel Ash, Gene Wooten, Ocean Colour Scene, Tok tok tok, Ian Hunter, The Punkles, Tommy Shaw, David Cook, Bad Brains, Type O Negative, Lulu, Nancy Sinatra, Fever Tree, Budos Band, J. J. Barnes, Ramsey Lewis.

Em outubro de 1965, enquanto os Beatles gravavam Rubber Soul, Jane Asher decidiu entrar para o British Od Vic Company, o que significava uma mudança de Londres para o oeste da Inglaterra. A partida dela irritou Paul McCartney e causou a primeira grande crise na relação do casal. Como suas canções sugeriam, a noção de McCartney de uma boa mulher na época era a de alguém que conseguia ficar feliz simplesmente por estar ao lado dele. O ponto de vista de Jane era incomum para a época. Ela não estava satisfeita em ser a namorada de uma estrela do rock. Era uma mulher de boa educação, com idéias próprias, e queria, acima de tudo, estabelecer-se profissionalmente. 
Em "We Can Work It Out ", Paul não tenta entrar no mérito da questão, ele simplesmente pede que sua garota veja as coisas pelo lado dele, porque acredita que está certo; e ela, errada. Era típico de Paul, diante do que poderia ser o fim de um relacionamento. Ele não se recolhia para o seu quarto chorando, emergia com uma mensagem positiva "We Can Work It Out" - Nós podemos resolver Isso. A música foi gravada na casa de Paul em Heswall, Cheshire. O som de órgao foi acrescentado em estúdio como uma decisão posterior, e George Harrison sugeriu então mudar o bridge para o tempo de valsa. "We Can Work It Out" é amplamente interpretada como uma canção que faz referência a lutas internas dos Beatles como banda e como amigos, muito em particular entre Lennon e McCartney. Foi gravada em 20 de outubro de 1965, quatro dias após Day Tripper. Os Beatles passaram quase 11 horas trabalhando esta canção, o que a tornou a mais longa sessão de estúdio até aquele ponto. "We Can Work It Out" foi primeiro lugar tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

THE BEATLES- BABY YOU CAN DRIVE MY CAR


"Drive My Car", a matadora primeira música do clássico Rubber Soul, de 1965 dos Beatles, foi quase toda composta por Paul com grandes colaborações de John. A canção foi concluída em 13 de outubro de 1965, com Paul (e John) tendo ‘empacado’ na letra alguns dias antes. Ambos concordaram a letra não era boa. Paul havia escrito a partir do ponto de vista da namorada do cantor, foi algo como "você pode me dar os anéis dourados / Você pode não me dar nada / Porque baby, eu te amo. " John sugeriu o refrão "Baby, você pode dirigir meu carro", uma metáfora sexual que se ajustaria à natureza bluesy da música, e também o gancho "Beep beep beep beep yeah!" o resultado foi mais um megahit na história da banda, e um dos melhores números de Rubber Soul. George sugeriu um riff de guitarra escorregadio para os versos, inspirado em uma canção recente e uma de suas favoritas: a versão original de Otis Redding de “Respect”. Mas foi Paul quem fez o solo de guitarra.

"Drive My Car" foi concluída, arranjada e gravada em uma maratona no mesmo dia - esta foi a primeira sessão de gravação dos Beatles a passar da meia noite. Com os meses, isso se tornaria rotina. Gravaram quatro takes e somente o último foi aproveitado. Paul encabeça os vocais durante quase toda a canção, e John (com a voz dobrada) entra em “And maybe I love you"; George, por sua vez, só vem para fazer a harmonia no coro "Beep beep beep beep yeah!" “Drive My Car” era um dos números favoritos de todos os quatro Beatles.



Agora, a gente confere novamente a duplinha MonaLisa Twins , totalmente fissuradas nos Beatles e praticamente lançadas aqui. Abração!

THE BEATLES - NOWHERE MAN

Nowhere Man" foi lançada no álbum Rubber Soul. John fez esta canção falando de si mesmo, numa crise não rara de autoconfiança. A primeira ideia era uma gravação só com os vocais, sem nenhum instrumento. No estéreo, as vozes ficaram num canal e os instrumentos no outro. A composição foi difícil, John conta que após horas escrevendo sem parar, sentiu que não seria capaz de completar mais uma canção para o álbum: “na verdade, eu tinha parado de tentar pensar em alguma coisa. Nada vinha, eu estava irritado e fui tirar um cochilo depois de desistir. Então pensei em mim mesmo como um homem de lugar nenhum fazendo planos por ninguém”.
Gravada em 21 e 22 de outubro, "Nowhere Man" pode ser considerada a primeira canção dos Beatles que não é sobre o amor. Ela marca o começo das reflexões mais abertamente filosóficas de John.
Sempre se presumiu que "Nowhere Man" fosse sobre uma pessoa específica (em seu livro sobre os bastidores de Hollywood, You'll Never Eat Lunch In ThisTown Again, Julia Phillips especula que tenha sido escrita sobre um empreendedor chamado Michael Brown) ou sobre um membro arquetípico da sociedade conservadora.
John afirmou ser ele mesmo o "homem de lugar nenhum" em questão. Disse que o desespero o havia levado a essa música depois de escrever sem parar por mais de cinco horas e sentir que não conseguiria completar mais uma música para o disco. "Na verdade, eu tinha parado de tentar pensar em alguma coisa", contou ao biógrafo dos Beatles Hunter Davies. "Nada vinha. Eu estava irritado e fui tirar um cochilo, depois de desistir. Então pensei em mim mesmo como o Homem de Lugar Nenhum — sentado na terra de ninguém."
Assim como “I’m a Loser” e "Help!", a música trabalhava a falta de autoestima de John e possivelmente também o fato de ele se sentir preso pelo seu casamento. No filme “Yellow Submarine”, o nowhere man aparece na simpática figura de Jeremy.

THE BEATLES - NORWEGIAN WOOD


Norwegian Wood (This Bird Has Flown) é uma música dos Beatles, lançada em 1965 no álbum Rubber Soul. Foi composta principalmente por John Lennon, com colaboração de Paul McCartney em algumas partes. A letra teria sido inspirada em uma relação extraconjugal de John, na época casado com Cynthia Lennon. George usou um instrumento indiano pela primeira vez em uma música, o sitar. George estava estudando música indiana na época, acabou comprando um sitar e o usou pela primeira vez em uma música pop.

THE BEATLES - IN MY LIFE



"In My Life" é uma das mais belas canções dos Beatles e também um dos seus maiores clássicos. Foi composta por John Lennon e Paul McCartney, e está presente no álbum Rubber Soul. A canção, absolutamente genial, tornou-se uma das músicas mais famosas dos Beatles, executada e regravada até hoje por vários artistas e presente até em comerciais por todos os cantos do planeta. Com nostalgia, John lembra pessoas e lugares que desempenharam papel importante no seu passado. A canção é contida com estilo em um clima sereno, e remete a "Penny Lane" e "Strawberry Fields Forever". George Martin disse que Lennon simplesmente chegou e falou: "toque como Bach". O arranjo de piano ao estilo barroco que Martin fez para o solo instrumental era rápido demais para ser tocado por ele; por isso, gravou-o na metade da velocidade, uma oitava abaixo, e depois acelerou a gravação para encaixá-lo no ponto certo da faixa. Após a separação dos Beatles, na famosa entrevista à revista Rolling Stone, John Lennon afirmou que compôs a música praticamente sozinho com uma pequena contribuição de Paul McCartney. Paul no entanto disse que não só ajudou na composição do começo ao fim como a melodia também era sua. Seja como for, o que realmente importa é que é mais um clássico dos Beatles, de Lennon & McCartney. No Brasil, "In My Life" foi sacrificada por uma tal Rita Lee e virou uma versão horrível que levou o nome de "Minha Vida". Aqui, a gente confere o texto escrito por Steve Turner no livro "The Beatles - A história por trás de todas as canções".

Mesmo que John tivesse começado a escrever canções mais declaradamente autobiográficas mais de um ano antes, foi com "In My Life" que sentiu ter alcançado a ruptura que Kenneth Allsop o encorajara a fazer em 1966, quando sugeriu que se concentrasse em sua vida interior.
Gravada em outubro de 1966, foi fruto de uma longa gestação. Começou, de acordo com John, como um longo poema em que ele reflete sobre seus lugares preferidos de infância, fazendo uma jornada de sua casa na Menlove Avenue até o Docker's Umbrella, a estrada de ferro suspensa que corria pela zona portuária de Liverpool, sob a qual os estivadores buscavam abrigo da chuva. Contratado por Yoko Ono para realizar um inventário dos objetos pessoais de Lennon depois da sua morte, Elliot Mintz lembra de ter visto o primeiro rascunho da música escrito à mão. Em um rascunho dessa letra desconexa, John listava Penny Lane, Church Road, o relógio da torre, o Abbey Cinema, os galpões do bonde, o café holandês, St Columbus Church, o Dockers Umbrella e Calderstone Park. Apesar de ela preencher o requisito de ser autobiográfica, John percebeu que não era mais do que uma série de instantâneos agrupados livremente pela sensação de que pontos de referência um dia familiares estavam desaparecendo rapidamente. Os galpões onde estacionavam os bondes, por exemplo, não tinham mais bondes, e o Docker's Umbrella tinha sido desativado. "Era o tipo mais chato de música para cantar no ônibus sobre 'o que fiz nas férias', e não estava funcionando", afirmou. "Então me deitei e a letra sobre os lugares de que me lembro começou a brotar." John descartou todos os nomes de lugares e criou uma sensação de luto por uma infância e juventude perdidas, transformando o que de outra forma seria uma canção sobre a mudança na paisagem de Liverpool em uma canção universal sobre o confronto com a morte e a decadência. Era a história de um sujeito durão, conhecido por rir dos incapacitados, mas que também era um sentimental. No decorrer da vida, ele sempre teve uma caixa onde guardava recordações de infância. Mais tarde, John disse a Pete Shotton que, quando escreveu o verso de "In My Life" sobre os amigos mortos e vivos, estava pensando especificamente em Shotton e no antigo Stuart Sutcliffe, que morreu em decorrência de um tumor no cérebro em 1962. A letra guarda uma semelhança surpreendente com o poema de Charles Lamb do século XVIII "The Old Familiar Faces", com o qual pode ter deparado na antologia de poesia popular PalgravesTreasury. O poema começa com:
"Tive parceiros de brincadeiras, nos meus dias de infância, nos meus alegres tempos de escola. Todos, todos se foram. Como alguns morreram, alguns me deixaram e alguns foram tirados de mim; Todos, todos se foram. A origem da melodia de "In My Life" continua em discussão. John afirma que Paul ajudou em alguns trechos. Paul ainda acredita ter escrito tudo. "Eu lembro que ele tinha a letra em forma de poema, e eu criei algo. A melodia, se eu me lembro direito, foi inspirada em The Miracles", ele conta. Paul quase certamente se referia a "You Really Got A Hold On Me". Na gravação, o solo instrumental foi executado por George Martin, que gravou o piano pessoalmente e depois tocou em velocidade acelerada para criar o efeito barroco. A opinião de John sobre o resultado era de que se tratava de "sua primeira obra realmente importante".

THE BEATLES - GIRL - SERÁ QUE ALGUÉM VAI OUVIR MINHA HISTÓRIA?

Quando perguntaram quem era a garota em "Girl", John disse que era a figura de sonho, a mulher ideal que ainda não tinha aparecido em sua vida. "Eu sempre tinha esse sonho de que uma mulher específica entrava na minha vida. Eu sabia que não seria alguém que compra os discos dos Beatles. Eu esperava uma mulher que pudesse me dar o que obtenho intelectualmente de um homem. Queria alguém com quem pudesse ser eu mesmo", ele declarou.
No entanto, a garota da canção parece longe do seu ideal. Ela não tem coração, é convencida e o humilha. Talvez existam duas garotas na canção: a garota dos sonhos, na primeira metade, em quem ele parece ser quase viciado, e a garota do pesadelo, na segunda, que o ridiculariza. O máximo que John disse sobre a música, entretanto, não tinha a ver com imagens femininas, e sim com sua imagem da igreja cristã. Em 1970, ele revelou à Rolling Stone que o verso em que pergunta se ela aprendeu que a dor leva ao prazer e que um homem deve se esforçar para ganhar seu lazer era uma referência ao "conceito cristão/católico". Ele prossegue: "Eu estava... tentando dizer alguma coisa sobre o cristianismo, ao qual eu me opunha na época". Ele podia estar pensando no relato do Gênesis sobre os efeitos da desobediência de Adão e Eva, em que é dito a Eva que "com dor terás filhos" e a Adão que "maldita é a terra por causa de ti; com dor come¬rás dela todos os dias da tua vida". O cristianismo, em especial Jesus Cristo, parecia incomodar John. Na época da composição de "Girl", ele estava devorando livros sobre religião, um tema que o preocuparia até sua morte. O estilo bouzouki de tocar pode ter sido influenciado pelo single "Zorba's Dance", de Marcello Minerbi, extraído da trilha sonora de Zorba, o Grego. Os vocais ao fundo imitavam o refrão "Ia Ia Ia Ia" dos Beach Boys em "You're So Good To Me" (julho de 1965), mas de brincadeira eles cantaram "tit tit tit tit" no estúdio em vez de "dit dit dit dit". Esses empréstimos mostram que os Beatles eram tão influen¬ciados pela música das paradas quanto por lados B raros e pelo rhythm and blues dos anos 1950. No Brasil, "Girl" virou "Meu Bem" - versão de Ronnie Von em 1966 que chegou ao topo das paradas.

THE BEATLES - 12 BAR ORIGINAL

Gravada entre "What Goes On" e "I'm Looking Through You", em novembro de 1965, essa pode ter sido uma canção inicialmente para Rubber Soul. Dois takes foram feitos, um foi mixado, mas nenhum foi lançado. É uma das faixas mais atípicas dos Beatles e parece ter sido uma tentativa de imitar o soul de Menphis. O modelo mais óbvio é Booker T. & The MG's - formada pelo tecladista Booker T. Jones, o baterista Al Jackson, o baixista "Duck" Dunn e o guitarrista Al Cropper -, músicos de gravação da Stax Records que acompanhavam primores do sul, como Otis Redding, Sam and Dave e Eddie Floyd. A banda desfrutou de alguns sucessos instrumentais com seu próprio nome, começando com "Green Onions", em 1962. "12-Bar Original", creditada aos quatro Beatles, parece um pastiche de "Green Onions" e da sua sucessora, "Jellybread", sem o inconfundível teclado. A faixa foi gravada em um momento em que os Beatles estavam lutando por reconhecimento como músicos e também em uma conjuntura do pop britânico em que os sons mais pesados dos Animals, Yardbirds, Kinks e Preety Things estavam tomando o espaço da Tin Pan Alley.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

THE BEATLES - RUN FOR YOUR LIFE - SALVE SUA VIDA!

John desenvolveu “Run For Your Life” a partir da frase “I’d rather see you dead little girl than to see you with another man”, que aparece quase no fim do single de Elvis Presley de 1955 “Baby, Let’s Play House”. De fato, John se referia à música como “um blues antigo que Presley fez”, mas, na verdade, ela data de 1954 e foi escrita por um filho de pastor de 28 anos de Nashville chamado Arthur Gunter.
Gunter, por sua vez, tinha baseado sua música em um sucesso country de 1951 de Eddy Arnold, “I Want To Play House With You”, e a gravou no fim de 1954. Ela não foi um sucesso, mas chegou aos ouvidos de Presley, que a levou para o estúdio em 1955. Quando “Baby, Let’s Play House” alcançou o o número 10 na parade country da Billboard em 55, tornou-se a primeira gravação de Presley a chegar ao hit parade nos EUA. A canção de Gunter falava sobre devoção. Ele queria que a garota fosse morar com ele, e a frase que chamou a atenção de John era um indício da profundidade dos sentimentos dele por ela, não uma ameaça.
Mas, na boca de John John, as frases se tornam ameaçadoras. Se ele visse a garota com outra pessoa, era melhor ela correr, porque ele iria matá-la. Era outra fantasia de vingança aos moldes de “I’ll Cry Instead” e “You Can’t Do That”. O cantor explica seu comportamento dizendo que é “mau” e que nasceu com uma “mente ciumenta”. Termos que dão indícios de canções posteriores como “Jealous Guy” e “Crippled Inside”. A letra de Lennon segue dizendo que é melhor que ela que é melhor que ela fique calma, ou ele não sabe onde pode chegar. É melhor ela salvar sua vida, se puder, se esconder, enfiar a cabeça no chão, porque se ele a pegar com outro homem, será seu fim. Apesar de ter sido a primeira faixa gravada para Rubber Soul, John nunca gostou dela e sempre a citava como exemplo do seu pior trabalho. Ela foi escrita sob pressão, ele disse, logo, era uma “música descartável”.

JULIAN LENNON - VALOTTE

“Valotte” é um daqules típicos ábuns dos anos 80 e ao contrário do que muitos pensam, é um diquinho pra lá de bacana e bem acabado. “Valotte” foi o álbum de estreia de Julian Lennon e conseguiu um razoável sucesso nos EUA e na Inglaterra e também aqui no Brasil.
Quase quatro anos após a morte de seu pai, Julian apareceu com “Valotte” na praça, o que poderia cheirar a oportunismo, mas isto seria uma injustiça, já que o álbum é bom. As músicas são em geral de boa qualidade e quase todas compostas por ele (sozinho ou em colaboração). Julian fez um trabalho de respeito.
A faixa título, “Valotte”, é uma linda e emotiva balada. Impossível não lembrar de John aqui (até porque a voz de Julian é muito parecida). É a melhor faixa do disco, mas não é a única boa. Em seguida a divertida “OK for you” e o blues “On the phone”, segue com a arriscada “Space”, com uma sonoridade boa, mas que não chega a empolgar. O lado A do LP, termina com “Well I don’t know”, que tem cara de fim de festa, mas é legal. “Too late for goodbyes” tornou-se o grande hit do álbum, que segue com a boa “Lonely”, que acerta em cheio ao tentar exprimir a amargura de se estar só, e a legalzinha “Say you’re wrong”. “Jesse” (única que Julian não participou da composição) e a balada-solo-ao-piano “Let me be”, não acrescentam muita coisa. Apesar de "Jesse" ter sido lançada como single. Mas mesmos os pontos baixos não tiram o brilho deste álbum, que certamente merece mais atenção do que apenas como curiosidade.

THE BEATLES - DINHEIRO NÃO COMPRA MEU AMOR

Essa é ótima! ‘Can’t Buy Me Love’ foi estudada por cientistas norte-americanos que concluíram que os Beatles tinham razão há 50 anos, e que, de fato, o dinheiro não consegue comprar o amor... (?). Esses mesmos nerds, concluíram que a satisfação perante a relação entre aqueles que não tinham o dinheiro como prioridade, era entre 10% a 15% maior do que entre os mais materialistas. É mole?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

PAUL McCARTNEY - HOPE FOR THE FUTURE

Paul McCartney lançou ontem, segunda-feira (8) o clipe de Hope For the Future. O novo single foi composto e gravado pelo próprio músico, exclusivamente para trilha sonora do videogame Destiny. O vídeo traz Sir Paul como um holograma no cenário futurista do game. A música já circulava na internet há semanas, mas a página oficial do músico no Twitter confirmou que o lançamento oficial aconteceria somente nesta segunda-feira. Em press-release sobre o clipe, Paul explicou que foi como fazer um porta-retrato de uma pessoa. — Você tem que usar sua imaginação e trabalhar no que eles precisam, o que eles vão querer e, então, o que você quer dar a eles. Então você tem que combinar essas três coisas em algo que mantenha sua integridade. Então, no jogo, você é o guardião da última cidade da Terra, e isso sugeriu a ideia para "Hope for The Future" ("esperança para o futuro") e fui por esse caminho. Então eu pensei que não seria apenas uma música para o jogo, seria tocada fora dele, então teria que poder ser independente. Você não pode apenas colocar referências de aliens ou então as pessoas vão dizer, "O que ele estava pensando?". Então tinha quer ter esse outro significado e integridade. Confira aqui em primeiríssima mão, o novo clipe de Paul McCartney Hope For the Future.