sexta-feira, 15 de junho de 2018

PAUL McCARTNEY IN RED SQUARE - SENSACIONAL E IMPERDÍVEL!

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E aproveitando todo esse clima de Copa do Mundo na Rússia, a gente confere novamente essa postagem - publicada em 9 de março de 2017, sobre o dia que Paul McCartney botou a Rússia pra dançar e cantar!

Como um membro dos Beatles, Paul McCartney ajudou a levar o Rock and Roll a um estágio global. Através de suas músicas, os Beatles levaram esperança, inspiração e alegria a milhões e milhões. Em 24 de maio de 2003, Paul McCartney realizou um concerto inédito e memorável na Rússia, eletrificando uma multidão de mais de cem mil pessoas na Praça Vermelha de Moscou. O DVD Live in Red Square captura os históricos momentos do concerto de quase três horas que inclui mais de trinta clássicos assim como canções dos Beatles, Wings e canções da carreira solo de Paul. Além do show na Praça Vermelha, o DVD também traz um show inédito da segunda viagem de Paul McCartney a Rússia, onde ele se apresentou no St. Petersburg Palace Square.
O artigo que a gente confere agora foi publicado na ‘Ilustrada” da Folha de São Paulo em 2 de setembro de 2005, de autoria de MARCO AURÉLIO CANÔNICO
Uma máxima conhecida diz que a história é escrita pelos vencedores. Depois de assistir a "Paul McCartney in Red Square", o DVD que traz o show do beatle na célebre praça Vermelha de Moscou, o espectador fica com a impressão de que ela também é escrita pelos marqueteiros. Ninguém questiona o destacado papel dos Beatles -e, por extensão, de McCartney- na música, na cultura em geral e na sociedade, notadamente na Ocidental, como um todo. Daí a colocá-los como protagonistas da queda do comunismo vai uma longa distância. Do documentário que acompanha o show, com declarações como a do sociólogo russo Artemy Troitsky, que diz que "Paul, John, George e Ringo fizeram mais pela queda do comunismo do que qualquer outra instituição ocidental", o espectador tira a certeza de que a Guerra Fria foi vencida pelos "fab four". Como mostra o programa do History Channel "Russia e os Beatles: Uma Breve Jornada", que faz parte do DVD, o quarteto de Liverpool foi considerado subversivo e banido da União Soviética na década de 1960. Obviamente, isso não impediu que uma versão moderada da "beatlemania" se desenvolvesse por trás da cortina de ferro: onde há censura, há também um lucrativo mercado negro esperando para ser desenvolvido. O que o documentário não mostra é que os Beatles não foram os únicos censurados na URSS, assim como os países comunistas não foram os únicos a instituírem a censura. Se o show de McCartney na praça Vermelha tem um caráter histórico por ser a primeira vez que ele pisou na ex-URSS, pode-se dizer que a mesma sensação "histórica" foi sentida em qualquer país onde Macca pôs os pés pela primeira vez após ter virado uma lenda mundial. Por fim, a sensação de "caiu o comunismo, finalmente vamos ver um beatle" não se sustenta cronologicamente: o show é de 2003, mais de uma década depois da derrocada soviética, ou seja, não foi exatamente censura o que manteve McCartney afastado da Rússia nos últimos anos. À parte a lição histórica questionável, o DVD traz o que é indiscutível: as pérolas do repertório de McCartney, passando por Beatles, Wings e por sua carreira solo. O show em Moscou é mostrado como um filme, com as canções entremeadas por cenas de Paul visitando lugares e personagens históricos -como o presidente Putin e Gorbatchov-, além de depoimentos de fãs. Sobre o repertório, basta listá-lo: "Can't Buy me Love", "I Saw Her Standing There", "We Can Work It Out", "Band on the Run", "Live and Let Die", "Yesterday", "Let it Be", "Back in the USSR"... De quebra, há ainda outra apresentação de McCartney na Rússia, esta em São Petersburgo e gravada como um show mesmo, com as músicas em seqüência direta. Nela figuram "Drive My Car", "Penny Lane", "Helter Skelter" e outros exemplos da indiscutível genialidade musical do homem.
E só aqui, a gente confere o show inteiro. Melhor que isso, só mais disso! Manda mais!

GEORGE HARRISON - THE BEATLES - FOR YOU BLUE

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Inicialmente, “For You Blue” era para se chamar “George’s Blues”. Depois ganhou um título provisório de “Because You’re Sweet And Lovely”. Uma canção de melodia simples, que os Beatles gravaram rapidamente (em 6 takes), sem maiores complicações – o que era raro, nas sessões de estúdio de “Let It Be”. Nos bastidores, nada era simples. Além das diferenças autorais e financeiras, havia as diferenças musicais. George sempre foi o Beatle mais disposto a desenvolver suas habilidades musicais, e foi assim que ele estabeleceu amizades próximas com músicos tão diferentes quanto Ravi Shankar e Eric Clapton. Isso também o levou a fazer experiências constantes com diferentes afinações, instrumentos e modos de tocar. “For You Blue” era um blues tradicional. O comentário de Harrison sobre ela foi: “É uma música simples seguindo todos os princípios normais dos doze compassos, exceto por ser otimista!”. Curiosamente, apesar de a faixa receber o nome “For You Blue”, o título não é mencionado na letra.

BOB DYLAN - LIKE A ROLLING STONE

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"Like a Rolling Stone" é uma música de 1965 escrita pelo cantor/compositor Bob Dylan no álbum Highway 61 Revisited. Foi lançada em 20 de julho de 1965 e representa, pela sua duração (6:09), estilo e musicalidade, uma das canções mais influentes de Dylan. Em 2004, a revista Rolling Stone nomeou-a a melhor canção de todos os tempos, declarando: "Nenhuma outra canção pop confrontou e transformou tão completamente as regras comerciais e as convenções artísticas da sua época". Esta canção foi interpretada muitas vezes por Bob Dylan em colaboração com outros artistas como os Rolling Stones ou interpretada a solo por artistas como os próprios Rolling Stones, Jimi Hendrix, B.B. King, Bob Marley, Lenny Kravitz, Green Day, Cher entre outros. O texto que a gente confere a seguir sobre "Like a Rolling Stone" foi escrito por Bono Vox especialmente para a revista Rolling Stone - As 500 melhores canções de todos os tempos.

"Aquele ar de zombaria – é algo de se admirar. Elvis tinha isso, claro. E os Rolling Stones tinham um ar de zombaria que, se você prestar atenção no título da música, não passou despercebido por Bob. Mas o ar de Bob Dylan em “Like a Rolling Stone” é capaz de transformar vinho em vinagre. O pugilismo verbal escancara o ato de compor para uma geração toda e deixa o ouvinte na lona. “Like a Rolling Stone” marca o nascimento de um iconoclasta que dará à era do rock sua maior voz e seu maior vândalo. Este é Bob Dylan como um Jeremias de versos amorosos e românticos, despejando uma tempestade flamejante de palavras imperdoáveis. Tendo criticado duramente a hipocrisia do corpo político, ele agora começa a cutucar inimigos que são um pouco mais familiares: a “cena”, a alta sociedade, a “gente bonita” que pensa que “está por cima”. Aqui, ele ainda não entrou em suas próprias hipocrisias – isso viria mais tarde. Mas a diferença entre “nós” e “eles” não é tão clara quanto em seus primeiros álbuns. Aqui, ele mostra seus dentes afiados para os descolados, a vaidade da época, a ideia de que alguém tinha mais valor se estivesse usando o par de botas certo. Para alguns, os anos 60 foram uma revolução. Mas havia outros que estavam erguendo uma guilhotina em Greenwich Village, não para seus inimigos políticos, mas para os que consideravam “quadrados”. Bob já começava a adotar essa ideia, mesmo considerando que ele já era a melhor encarnação dela, o cara de cabelo encaracolado que Jimi Hendrix mais tarde admitiria ter imitado. O empilhamento de palavras, imagens, ira e melancolia em “Rolling Stone” daria o formato para formas musicais que só viriam a surgir dez ou 20 anos no futuro, como o punk, o grunge ou o hip-hop. Observando a personagem nos versos, você se pergunta: “O quão rápido ela deve ter ido de socialite a alguém que implora pela próxima refeição?” Talvez seja um vislumbre do futuro; talvez seja só ficção, um roteiro de cinema destilado em forma de canção. Deve ter sido difícil ser Dylan ou conviver com ele na época; seu olhar sempre alerta estava focado em tudo e em todos. Mas, apesar do discurso raivoso, a verdadeira peça pregada está em seu humor agudo. “Se você não tem nada, não tem nada a perder” é o slogan de camiseta. Mas a frase de que gosto mais é: “Você nunca olhou em volta e notou os cenhos franzidos dos malabaristas e dos palhaços/ Quando todos eles fizeram truques para você/ Você nunca entendeu que isso não é legal/ Você não devia deixar que as outras pessoas se divirtam por você”. A execução da faixa – destacando o guitarrista Mike Bloomfeld e o tecladista Al Kooper – é tão vívida e imediata que é como ver a tinta espirrando na tela. Como é costume de Bob no estúdio, os músicos não conhecem a música totalmente. Eles ainda a estão conhecendo, e você consegue sentir o prazer da descoberta ao mesmo tempo em que eles a experimentam. A canção tem uma grande urgência de se comunicar; mesmo assim, não faz concessões ou se compromete. Dylan conseguiu em “Like a Rolling Stone” um perfeito equilíbrio entre mundos bastante distintos. Não me importo particularmente em saber para quem a música é – embora eu tenha conhecido algumas pessoas que alegam ser sobre elas. O gozado é que algumas não haviam nem nascido em 1965. O que me fascina de verdade é que uma música radical assim foi sucesso nas rádios. O mundo foi transformado por uma voz excêntrica, um espírito romântico, alguém que se importou o bastante com um amor não correspondido a ponto de compor algo tão devastadoramente cáustico. Amo ouvir músicas que mudaram tudo, como “Heroes”, de David Bowie, “Rebellion (Lies)”, do Arcade Fire, “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Division, “Sexual Healing”, do Marvin Gaye, “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, e “Fight the Power”, do Public Enemy. Mas, no topo da árvore genealógica dessa família disfuncional, repousa o próprio rei cuspidor de fogo, o malabarista da beleza e da verdade, nosso Shakespeare de camisa de bolinhas. É o motivo pelo qual cada compositor a surgir depois de Dylan traz consigo sua bagagem e a razão pela qual este humilde bardo irlandês aqui carregaria suas malas com orgulho. Sempre que precisar". Bono

A PEDIDOS - THE BEATLES - I'LL GET YOU - SENSACIONAL!******

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"I'll Get You" foi escrita por John e Paul na casa de John como sequência de "From Me To You" e se tornou o lado B da irresistível "She Loves You", composta dias depois, mas que eles acharam melhor. A letra, mais reflexiva que alegre, parecia ter mais de Lennon do que de McCartney, e há uma certa semelhança entre os versos de abertura ("Imagine i'm in love with you, it's easy 'cos i know") e os de "Imagine" ("Imagine there's no heaven, it's easy if you try"), megasucesso de Lennon em 1971. "I'll Get You" foi gravada no dia 1 de julho de 1963 e foi uma das primeiras músicas a expor claramente a crença de John na visualização criativa - a ideia de que, ao imaginar coisas que queremos que aconteçam, podemos concretizá-las. Para Paul, que ainda a considera uma de suas faixas favoritas dos Beatles, o uso da palavra "imagine" evocava o começo de um conto de fadas infantil e era um convite a um universo fictício. Um dos truques musicais da composição, a mudança de ré para lá menor para quebrar a palavra "pretend", foi tirado da versão de Joan Baez da tradicional "All My Trials", de seu álbum de estreia de 1960. Na música de Baez a mudança ocorre no primeiro verso, sob as palavras "don't you cry". "I'll Get You" foi lado B em duas ocasiões distintas, de "She Loves You", em 28 de agosto de 1963 e também apareceu mais tarde nos EUA em 21 de maio 1964, como lado B de "Sie liebt Dich" (She Loves You em alemão). A música também foi lançada nos EUA no álbum The Beatles 'Second Album. Nunca foi lançada em álbum no Reino Unido até o "Rarities" em 1978 como parte da coleção "The Beatles Collection". Uma versão ao vivo da música, gravada no London Palladium em 13 de outubro 1963, foi incluída no Anthology 1. Também apareceu em CD no primeiro disco dos álbuns "Past Masters"

quarta-feira, 13 de junho de 2018

THE BEATLES - GOLDEN SLUMBERS**********

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"Golden Slumbers" é uma canção dos Beatles composta por Paul McCartney, creditada a dupla Lennon/McCartney e lançada no álbum Abbey Road de 1969. É a sexta parte do dramático meddley que aparece no lado B do último disco gravado pela banda em 1969. É seguida por "Carry That Weight" que emenda com o clímax de “The End”. "Golden Slumbers" e "Carry That Weight" foram gravadas juntas como uma única peça e os arranjos de cordas e metais foram esculpidos pelo produtor George Martin. A música criada por McCartney é baseada no poema "Cradle Song", uma canção de ninar do dramaturgo inglês Thomas Dekker. O poema aparece na comédia de 1603 de Dekker, Paciente Grissel. McCartney viu partituras de "Cradle Song" na casa de seu pai em Liverpool. Incapaz de ler música, ele criou sua própria melodia. McCartney usa a primeira estrofe do poema original, com pequenas alterações de palavras, adicionando a ela uma única linha lírica repetida com pequena variação. Óbvio que ele era o vocalista principal (quem mais?). Ele começa a música em um tom suave apropriado para uma canção de ninar, com piano, baixo e acompanhamento de seção de cordas. Os tambores entram na linha "Golden slumbers fill your eyes", e McCartney muda para um tom mais forte, ambos enfatizam a mudança para o refrão. McCartney disse: "Eu me lembro de tentar conseguir um vocal muito forte, porque era um tema tão gentil, então trabalhei na força do vocal nele, e fiquei bastante satisfeito com o resultado". Da gravação original, participaram: Paul McCartney - vocal principal e piano; George Harrison - baixo; Ringo Starr - bateria e tímpanos. John Lennon não participou da gravação por estar em convalescença de um acidente de carro na Escócia. A parte orquestral é composta por: 12 violinos , 4 violas, 3 trompetes, um trombone, um trombone baixo e 4 cornetas. George Martin foi o produtor e arranjador e os engenheiros foram Geoff Emerick e Phil McDonald. Aqui, a gente confere "Golden Slumbers" com os Beatles, mas as cenas que aparecem são do filme escocês de 2013 "Life's a Breeze". E abaixo, ao vivo, no Japão, com o mestre Macca e a banda emendando com "Carry That Weight" e "The End". Valeu!

JOHN LENNON - THE LAST PERFORMANCE

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No dia 18 de abril de 1975, no palco do Waldorf Astoria Hotel, em Nova York, John Lennon, fez sua última apresentação ao vivo no evento "Salute To Sir Lew Grade - The Master Showman", em homenagem ao magnata da TV britânica. A participação de Lennon neste evento foi parte de um acordo referente a uma disputa pelo controle de direitos autorais entre a empresa ATV de Sir Lew Grade e uma editora musical de John e Yoko. Lennon fez seu último show para uma plateia acompanhado da banda "Dog Soldier", que para esse show se apresentou como "Brothers of Mother Fuckers" (Irmãos Filhos da Puta). Os músicos se apresentaram usando máscaras. Perguntado sobre a razão das máscaras do grupo, John respondeu: "É uma referência sardônica de meus sentimentos em relação a Lew Grade". John Lennon tocou duas músicas: 'Slippin And Slidin' e 'Imagine'. O show foi televisionado pela ITV e exibido no dia 13 de junho de 1975. Há 43 anos.

THE BEATLES - GETTING BETTER

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Grande parte de Sgt. Peppers foi escrita enquanto o álbum era gravado, com John e Paul pescando ideias do que estivesse acontecendo ao redor. Hunter Davies estava com Paul em uma dessas ocasiões - quando o Beatle deparou com a frase que se tornaria a base de “Getting Better”. “Eu caminhava por Primrose Hill com Paul e sua cadela Martha”, diz ele. “Estava um dia claro, ensolarado — a primeira manhã com cara de primavera desde que o ano começara. Pensando no tempo, Paul comentou: ‘Its getting better.’ (‘Está melhorando’.) Ele queria dizer que a primavera estava chegando, mas começou a rir. Quando eu perguntei o que tinha acontecido, ele respondeu que tinha se lembrado de uma coisa.”Resultado de imagem para JIMMY NICOL
A frase remeteu Paul ao baterista Jimmy Nicol, que, em junho de 1964, se tornara um Beatle por um curto período, substituindo o adoentado Ringo em uma turnê. Nicol era um músico de estúdio experiente, tendo trabalhado com os Spotnicks e os Blue Flames de Georgie Fame, mas teve que aprender, literalmente, a ser Beatle da noite para o dia. Convocado por George Martin em 3 de junho, conheceu John, Paul e George naquela tarde e, na noite seguinte, já estava no palco com os três em Copenhague. Poucos dias depois, em Adelaide, depois de apenas cinco shows, Nicol recebeu seu cachê junto com um “presente de aposentadoria”, um relógio de ouro. “Depois dos shows, John e Paul iam falar com Jimmy Nicol e perguntar como ele se sentia”, diz Hunter Davies. “Tudo o que Jimmy respondia era ‘Está melhorando’. Era o único comentário que conseguiam arrancar dele. Acabou virando uma piada. Sempre que os garotos pensavam no Jimmy, pensavam no ‘Está melhorando’."Depois da caminhada por Primrose Hill, Paul voltou para casa em St. Johns Wood e ficou repetindo a frase enquanto tentava achar uma melodia no violão. Depois foi para a sala de música desenvolvê-la no piano com um tom estranho, que sempre parecia desafinado. “John apareceu naquela noite”, lembra Davies. “Paul sugeriu que compusessem uma canção chamada ‘Its Getting Better’. De tempos em tempos, eles escreviam individualmente, mas, na maioria das vezes, um fazia metade de uma canção e o outro terminava. Foi como aconteceu com essa. Paul tocou para John o que ele tinha criado e eles finalizaram juntos.”
“Getting Better” provou-se um exemplo interessante de como um podava os excessos do outro quando trabalhavam juntos. O otimismo do refrão de Paul, em que tudo está melhorando por causa do amor, é contrabalançado pela confissão de John de que já fora rebelde na escola, um jovem revoltado e um agressor para a esposa. Quando Paul canta que as coisas estão sempre melhorando, John entra com “It can’t get no worse. (Não tinha como piorar)". Perguntado sobre a canção anos depois, John admitiu que se referia a suas tendências agressivas. “Eu acredito sinceramente na paz e no amor. Sou um homem violento que aprendeu a não ser violento e se arrepende da sua violência.” 
Fonte: “The Beatles – Todas as músicas – Todas as letras – Todas as histórias” – Steve Turner

terça-feira, 12 de junho de 2018

JANE ASHER & PAUL McCARTNEY - UMA BREVE LOVE STORY

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Nem tão breve assim. Durou cinco anos. A jovem Jane Asher tinha tudo para ser uma "patricinha/burguesinha/gatinha" tipicamente da aristocracia britânica, mas ela era muito mais que isso. Cheia de atitudes, determinada e auto-suficiente, desde cedo sabia bem aonde queria chegar. Jane Asher agora está com 72 anos. Ela nasceu em Londres em 5 de abril de 1946. É atriz, empresária e escritora. Durante quase toda a década de 1960 (entre 1963 e 1968), foi mais famosa por ter sido a namorada e noiva de um certo rapaz de Liverpool, um tal de Paul McCartney que tocava em uma banda de rock. Jane Asher foi a inspiração de dezenas de músicas dos Beatles, “And I Love Her”, “Here There and Everywhere”, “For No One”, entre outras tantas.

Vinda de família nobre, a ruivinha começou cedo sua carreira na televisão, e em 1951 fez seu primeiro filme, "Mandy". Com 12 anos fez o filme Alice no País das Maravilhas, que foi seu primeiro grande sucesso. Viveu a infância em sua casa no centro de Londres e estudou no colégio Queen's, situado em Harley Street. O pai era um conhecido médico, psiquiatra e autor de um grande número de livros de medicina. A mãe era descendente da nobreza britânica, tocava na orquestra antes de deixá-la para formar sua família. Jane tem um irmão, Peter (Peter Asher, da dupla Peter & Gordon, mais tarde, produtor musical da Apple) e uma irmã, Claire.
Jane conheceu Paul McCartney em 18 de abril de 1963, aos 17 anos, antes de uma apresentação dos Beatles no Royal Albert Hall, em Londres. O show foi transmitido ao vivo pela BBC no programa Swinging Sound, e entre os ensaios o grupo fez uma sessão de fotos para a revista semanal Radio Times. Depois do programa, Jane e os Beatles foram conversar no famoso quarto verde que havia nos estúdios; depois eles convidaram Jane para ir ao hotel Royal Court, na Sloane Square onde estavam hospedados. Garota descolada que era, ela aceitou. Os quatro Beatles e mais um monte de gente ficou dando em cima dela. No começo pareceu que George Harrison era o que estava mais interessado, mas foi Paul McCartney quem se deu bem. Depois de várias cantadas dos convidados à Jane, os indesejáveis deram uma folga e saíram, deixando Jane e Paul sozinhos no apartamento, mas nada aconteceu. Quando os outros voltaram, Paul e Jane estavam conversando sobre suas comidas favoritas. Resolveram então todos irem ao West End londrino, menos a senhorita Asher que eles levaram para sua casa em Wimpole Street. Antes que ela saísse do carro, McCartney pediu seu número de telefone e começava aí o romance dos dois. Em 1966 Paul mudou-se para a casa dos pais dela em Wimpole Street.
Ainda em 1963, no fim do ano, em 25 de dezembro, Paul pediu Jane em casamento, dando-lhe um anel de diamantes e esmeraldas, mas casamento mesmo, nada. E assim passaram os anos. McCartney nunca foi fiel e aproveitava as viagens dela para dar umas. Numa dessas, foi pego com outra mulher (Maggie McGivern) na cama em 1968. Apesar disso, Paul e Jane foram vistos juntos várias vezes depois de McGivern. Na estreia do filme "Yellow Submarine'" dos Beatles, Jane anunciou o fim do noivado.Resultado de imagem para JANE ASHER
Ela continuou com a sua carreira de atriz, tentando se livrar da sombra de "namorada de Paul McCartney". Na década de 1970 conheceu o ilustrador Gerald Scarfe (que viria a fazer as animações do clássico filme "The Wall", baseado no lendário álbum do Pink Floyd), com quem se casou e teve 3 filhos: Kate, nascida em 17 de abril de 1974, Alexander, nascido em dezembro de 1981 e Rory, nascido em 1984.
A Sra. Asher, desde aquela época dos Beatles até os dias de hoje, nunca parou; escreveu vários livros, abriu uma companhia de tortas altamente conhecida, apresentou programas de televisão, escreveu novelas e mais várias outras coisas. Continua casada até hoje e mora em Chelsea, Londres. De todos as personagens mais ou menos envolvidas com a vida profissional e pessoal dos Beatles e de seus quatro integrantes, Jane foi a única a manter reserva sobre os aspectos de sua relação amorosa com McCartney, recusando-se, em todos estes anos após o fim da banda e de seu relacionamento, a discutir em público sobre o ex-Beatle ou a vida pessoal entre eles.

THE BEATLES - HERE, THERE AND EVERYWHERE**********

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Fonte do texto: Revista Rolling Stone - The Beatles - As 100 Melhores Canções".
Um paradoxo de Revolver: o álbum marca o período em que os Beatles começaram a explorar a miríade de possibilidades criativas do estúdio de gravação, e ainda assim, contém algumas das músicas mais enxutas e diretas do catálogo do grupo - entre elas, a radiante “Here, There and Everywhere”, de McCartney. Ele a compôs na casa de Lennon em Weybridge, enquanto esperava o parceiro acordar. “Sentei à beira da piscina em uma das espreguiçadeiras com meu violão e comecei a tocar em Mi”, relembrou McCartney. “E logo tinha uns poucos acordes, e acho que, até a hora em que ele acordou, eu já tinha quase escrito a música, então entramos e terminamos.” McCartney tem citado Pet Sounds (Beach Boys) como a influência de “Here, There and Everywhere”. Ele ouviu o álbum ainda antes do lançamento, durante uma festa em Londres, em maio de 1966, e ficou fascinado. A sequência de acordes da canção carrega a influência de Brian Wilson, caminhando por três notas relacionadas sem nunca se fixar totalmente em ne­nhuma, e as modulações - parti­cularmente as presentes na linha “changing my life with a wave of her hand” [“mudando minha vida com um aceno de mão dela"] - en­fatizam os versos, inspirados na na­morada de McCartney, a atriz Jane Asher. Quando George Martin ouviu a música, persuadiu os mú­sicos a murmurarem juntos, ao es­tilo dos quartetos de barbearia, fa­zendo fundo para o vocal principal “As harmonias nela são muito sim­ples” relembrou Martin. “Não há nada muito esperto, nenhum con­traponto, só harmonias em bloco se movendo. Muito simples... mas muito efetivo.” McCartney a iden­tificou repetidamente como uma de suas melhores composições, um sentimento ecoado por seu parcei­ro de composição: Lennon disse à Playboy em 1980 que a faixa era “uma de minhas canções favoritas dos Beatles”. O grupo passou três dias no es­túdio trabalhando na música, um tempo atipicamente longo para uma única faixa nesse período. Depois de concordarem sobre uma trilha base, a banda fez os vocais de apoio, e Mc­Cartney gravou seu vocal principal - que teve uma surpreendente ins­piração. “Quando cantei no estú­dio, lembro-me de pensar. “Vou can­tar como Marianne Faithfull - algo que ninguém jamais saberia”, disse ele. “Usei uma voz em quase false­te e a dupliquei. Minha imitação de Marianne Faithfull".

IMAGEM DO DIA - FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

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Enviado por Evandro França. Abração!

JOHN LENNON - SOME TIME IN NEW YORK CITY*****

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"Some Time in New York City" foi o terceiro álbum de John Lennon depois do fim dos Beatles. Foi o quinto álbum gravado junto com sua mulher Yoko Ono e foi lançado em 12 de junho de 1972. Ainda em 1971, o presidente americano Richard Nixon, mandou que o FBI abrisse um inquérito para investigar a vida de John Lennon com a intenção de achar meios para deportá-lo dos Estados UnidosAs gravações do álbum começaram em junho de 1972, o casal Lennon chamou novamente o produtor Phil Spector para ajudá-los. Foram adicionadas ao novo disco, músicas que John e Yoko gravaram ao vivo. "Cold Turkey" e "Don't Worry Kyoko (Mummy's Only Looking for a Hand in the Snow)" foram gravadas no Lyceum Ballroom em Londres em 15 de dezembro de 1969, de um show ao vivo para a UNICEF com Eric Clapton, George Harrison e Keith Moon, entre outros. Porém as músicas gravadas junto a Frank Zappa and The Mothers of Invention no Fillmore East em junho de 1971 foram adicionadas no LP, mas ambas ficaram de fora na primeira reedição em CD. "Some Time in New York City" é o álbum mais politizado de Lennon. A música de abertura "Woman Is the Nigger of the World" foi o carro-chefe do disco, mas trouxe uma certa polêmica e foi acabou banida em alguns lugares pelo uso da palavra nigger, embora a palavra não tenha um sentido de se referir aos negros afro-americanos. A música tornou-se uma espécie de hino em favor do movimento feminista. No sensacional rockão “New York City”, John Lennon atira para todos os lados. Ninguém escapa das farpadas agudas da sua língua ferina e mordaz! Nem o Papa (na época Paulo VI) foi poupado. Na música, Lennon diz que o Papa fuma maconha todo dia. Esse álbum, traria ainda muito mais problemas para Lennon, que já estava encrencado. “Attica State” é uma clara crítica ao regime penitenciário daquela prisão contra uma rebelião dos prisioneiros onde 39 foram mortos. “We all mates in Attica State!” grita Lennon na letraA música com pegada country "John Sinclair" era um apelo pela libertação do poeta John Sinclair após ser condenado a dez anos de prisão por ter dado dois cigarros de maconha a dois oficiais da polícia disfarçados."Sunday Bloody Sunday" e "The Luck of the Irish" eram referentes à questão da Irlanda do Norte - em dia 30 de janeiro de 1972, a polícia matou 13 pessoas que participavam de uma passeata católica contra o governo daquele país. O fato ficou conhecido como Domingo Sangrento (Bloody Sunday). Anos mais tarde, o grupo irlandês U2 também faria uma música com o mesmo nome em referência ao mesmo fato."Angela" é uma referência à Angela Davis, afro-americana, comunista que fez parte do Partido dos Panteras Negras e foi acusada e condenada por participar do sequestro e assassinato do juiz Harold HaleyAs músicas de Yoko também traziam temas diversos mas também politizados. "Sisters O Sisters" era um apelo pró-feminista, "Born in a Prison" tratava da falta de um sistema educacional decente,"We're All Water" é para celebrar a cultura (e a falta dela). Este álbum é visto como o início da autoria de músicas por parte de Yoko Ono. Durante seu lançamento, o disco já logo foi bombardeado pelas críticas a cerca do experimentalismo “fraco” e "sujo", tanto que chegou a figurar somente na posição de número 42 da Billboard e ficou claro o fracasso comercial do álbum. John Lennon, muito decepcionado, ficaria sem gravar qualquer música por quase um ano inteiro. Pouco tempo após o lançamento do álbum, John e Yoko fizeram dois shows em Nova York no Madison Square Garden, que posteriormente foram lançados no álbum póstumo de Lennon, chamado John Lennon - Live in New York City em fevereiro de 1986.
Confira também:
JOHN LENNON - WOMAN IS THE NIGGER OF THE WORLD*****

segunda-feira, 11 de junho de 2018

BOB DYLAN & THE BAND - THE BASEMENT TAPES*******

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No dia 29 de julho de 1966, Bob Dylan estava levando sua moto até uma oficina para alguns reparos, em Woodstock, cidade onde residia, quando sofreu um acidente até hoje muito pouco esclarecido. Após derrapar em uma poça de óleo (segundo o próprio cantor), Dylan foi socorrido por um amigo, que o levou de carro até o hospital Middletown, onde foi diagnosticada uma fratura em uma das vértebras de seu pescoço, além de pequenas queimaduras na cabeça e no rosto. O acidente o obrigou a ficar de molho por uns tempos e Dylan entrou em uma espécie de "retiro espiritual". Pela primeira vez, em mais de sete anos, desfrutava de férias, ainda que forçadas. A primeira conseqüência do acidente foi o cancelamento de 60 shows que faria com os The Hawks (ainda não se chamavam de The Band), como parte da incessante excursão mundial que promovia.
No dia 10 de junho de 1967, Bob Dylan e The Band iniciaram em Woodstock as sessões que viriam a ser conhecidas como "Basement Tapes", que posteriormente seriam usadas no que é considerado o primeiro "bootleg" da história, o Great White Wonders, e só seria editada oficialmente quase trinta anos mais tarde.
Enquanto Dylan se recuperava do acidente de moto, convocou os integrantes do The Band e começou a gravar com eles novas composições e músicas tradicionais. Supõe-se que todas as composições de Dylan foram gravadas em 1967 no porão da Big Pink, uma casa compartilhada pelos integrantes do The Band, enquanto as oito canções do grupo foram registradas em locais e épocas distintas entre 1967 e 1975; overdubs também foram adicionados a algumas das canções de Dylan em 1975. Em 2003, o disco foi incluído na lista da revista Rolling Stone no nº 291 dos 500 Melhores Álbuns de Todos os TemposEsse originalmente álbum duplo é um dos discos mais importantes já produzidos por Dylan. Não apenas por ser feito ao lado do The Band, seus grandes parceiros, mas por toda a aura que o envolve e também por existirem vários discos piratas com essas gravações e outras do mesmo período. The Basement Tapes foi lançado oficialmente apenas em 1975, com 24 músicas, 16 delas cantadas por Bob Dylan. O álbum duplo foi lançado em meio a uma enxurrada de discos do cantor - antes havia saído o duplo ao vivo Before The Flood, com o mesmo The Band e Blood on the Tracks, no curto espaço de um ano - e mostra o que Dylan estava fazendo enquanto se convalescia.

EDDIE COCHRAN - SUMMERTIME BLUES*****

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"Summertime Blues" é um rock and roll gravado pelo cantor de rockabilly Eddie Cochran no dia 11 de junho de 1958, há exatos 60 anos, tornando-se um dos grandes sucessos daquele ano. A letra fala sobre as atribulações da vida adolescente nos Estados Unidos. Foi composta por Cochran e seu empresário, Jerry Capehart. Originalmente um lado B, chegou à oitava posição na parada Billboard Hot 100, da revista americana Billboard, em 29 de setembro de 1950, e à 18ª no UK Singles Chart. As palmas da gravação original são de Sharon Sheeley, e os vocais graves ao fim de cada verso são do próprio Cochran. A bateria é de Earl Palmer. A canção foi utilizada no filme Caddyshack, de 1980. Em março de 2005 a revista Q a classificou no 77º lugar na sua lista 100 Greatest Guitar Tracks, e a revista Rolling Stone a colocou em 73ª posição na sua lista de 500 maiores canções de todos os tempos. Parte de sua letra fala da controvérsia em torno da idade eleitoral, que na época era de 21 anos. Estes protestos eventualmente levariam à 26ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que abaixou esta idade para 18 anos. Antes de "Summertime Blues", Cochran já havia emplacado outro sucesso no ano anterior, "Twenty-Flight Rock". E depois viriam outros: "C'mon Everybody", "Somethin' Else", "My Way", "Weekend", e "Nervous Breakdown". Eddie Cochran morreu precocemente aos 21 anos, após sofrer um acidente de trânsito a bordo de um táxi numa rodovia em Wiltshire, durante uma breve turnê pelo Reino Unido em abril de 1960, tendo acabado de se apresentar em Bristol. Sua namorada, a compositora Sharon Sheeley e seu amigo, o cantor Gene Vincent, sobreviveram. "Summertime Blues" foi regravada por diversos outros artistas; entre as versões mais célebres estão as das bandas Blue Cheer, Stray Cats, Beach Boys, Rush e a do grupo inglês The Who. Aqui, a gente confere dois vídeos de "Summertime Blues": o primeiro com o original Eddie Cochran e logo abaixo a incendiária apresentação de Brian Setzer no filme La Bamba interpretando o próprio Cochran.

PAUL McCARTNEY SURPREENDE FÃS EM LIVERPOOL

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Paul McCartney retornou a Liverpool para surpreender os fãs tocando em um show secreto no pub Philharmonic sábado (9 de junho). Horas antes do show, McCartney foi visto passeando pela cidade com James Corden tirando selfies em alguns dos maiores pontos turísticos da cidade - incluindo a estátua dos Beatles no Pier Head. O Liverpool Echo informou que a companhia de televisão SRO Audiences estava oferecendo à população local a chance de estar na plateia do Philharmonic para um set secreto de um "superstar global". O pub, que foi rotulado como um dos pubs favoritos de John Lennon, já viu Buddy Holly se apresentar lá quando visitou a cidade e foi apelidado de "The Phil" por ‘Scousers’ locais. Os fãs foram ao Twitter para compartilhar sua empolgação: “Nem todo dia você ouve Paul McCartney cantando todas as músicas dos Beatles em um pub em Liverpool! Sentindo-se chocada”. “Minha cabeça caiu. Acabei de ver Paul McCartney tocar para 50 pessoas no pub Philharmonic em Liverpool. Absolutamente fez a minha vida. Obrigado pela música Paul”. O dia de McCartney em Liverpool deve ser transmitido em um dos próximos programas do The Late Late Show, apresentado por Corden. Durante o show no "The Phil", Paul McCartney tocou uma nova música com título ainda desconhecido e acredita-se que deve fazer parte de seu novo álbum. Que venha!

domingo, 10 de junho de 2018

O PATO DONALD COMPLETA 84 ANOS

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O pato mais famoso do mundo, o Pato Donald completou ontem, seu 84º aniversário como o mais resmungão da família Disney, estrela egoísta e mal humorada, mas um verdadeiro herói para as gerações de crianças que fugiam da doçura às vezes enjoativa de Mickey Mouse. "Donald foi uma inovação desde sua primeira aparição a frente das câmeras. Ele não só podia perder a paciência mas essa era sua forma de ser", disse o crítico de cinema e especialista em animação Leonard MartinDonald apareceu pela primeira vez em 9 de junho de 1934 em um curta-metragem da série Silly Symphonies, A Galinha Espertalhona, adaptada de um conto russo em que uma galinha procura ajuda para plantar um campo de milho.donald duck GIF
Disney pretendiar criar um personagem que fizesse contraponto ao carismático Mickey Mouse. Donald precisava ser ranheta, irritante e pouco hábil nas disputas com o rato protagonista. Aos poucos ele foi ganhando espaço e a fama se completou quando Clarence Nash, um homem do campo, entregador de leite e exímio imitador de sons de animais, caiu nas graças de Walt Disney. O homem recitou o poema "Mary had a little lamb" com aquela voz esganiçada e Disney imediatamente encontrou a alma de seu pato. Nash foi a voz oficial de Donald durante mais de 50 anos, calando-se apenas quando morreu em 1986.Resultado de imagem para pato donald gif
O pato - com voz de pato - transformou-se em um dos personagens mais queridos do público e ganhou revista própria e papel principal nas histórias. Era o centro das histórias em companhia de seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho, e da fiel namorada Margarida. Nunca ficou claro a ninguém, qual o grau de intimidade entre Donald e Margarida, mas a dupla sempre garantiu boas trapalhadas e risadas. Em 1947, o clã dos patos famosos ganhou o Tio Patinhas. De acordo com site da Disney, Donald protagonizou 128 desenhos animados - isso sem contar suas inúmeras aparições em outros desenhos ao lado de Mickey e Pluto, por exemplo.Resultado de imagem para pato donald gif
"Donald é mais do que aquele personagem esquentadinho que as editoras licenciaram de Disney. Barks criou um personagem com um pé na vida real, atrevido e versátil, mas com as falhas humanas que trazem a maior parte de seus problemas. Eram histórias que respeitavam a inteligência dos leitores, ainda que a maioria deles fosse "apenas" crianças", declarou Keno Don Rosa, um dos desenhistas do pato. Parabéns, Donald!Resultado de imagem para pato donald gif

sábado, 9 de junho de 2018

THE BEATLES - A DAY IN THE LIFE - CLÁSSICO IMORTAL!

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“Foi um grande momento. Paul e eu estávamos indiscutivelmente trabalhando juntos, em especial em “A Day In The Life”... Costumávamos compor da seguinte forma: um de nós escrevia a parte agradável, o trecho fácil, como, por exemplo, ‘hoje li os jornais’ ou qualquer coisa do gênero, e quando a coisa empacava ou ficava difícil, simplesmente punha a música de lado; Paul e eu, então, nos encontrávamos, eu cantava a metade que havia feito, ele se inspirava, escrevia a parte seguinte vice-versa. Ele não se sentia à vontade quando acrescentava algo, provavelmente por achar que a canção já estava boa. Algumas vezes, não permitíamos que um interferisse no trabalho do outro, pois há uma tendência de sermos descuidados quando se trata do projeto de outra pessoa, e nos propúnhamos a fazer experimentações. Então, certo dia, estávamos trabalhando na sala onde ficava o piano de Paul e ele perguntou, “O que você acha de fazermos isso?”. Sim, vamos em frente. Acho que Pepper foi um grande trabalho”. John Lennon
“A DAY IN THE LIFE” é o som dos Beatles em uma série histórica de sucessos sequenciais. Depois do show que fizeram em 29 de agosto de 1966 em São Francisco, eles abandonaram as apresentações ao vivo. “Pessoas da mídia sentiram que havia muita inativida­de”, disse McCartney mais tarde, “o que criava um vácuo, as­sim eles podiam ficar reclamando da gente. Diziam: ‘Ah, a fon­te deles secou’. Mas nós sabíamos bem que não era isso.”
Com Sgt. Pepper, eles criaram um álbum de vi­sões psicodélicas; surgindo no fim do disco, “A Day In The Life” soa como se o mundo todo estivesse desmoronando. Lennon canta sobre morte e horror em seu vocal mais espectral - uma voz, conforme disse o produtor George Mar­tin em 1992, “que dá frio na espinha”. Lennon tirou a inspira­ção para os versos dos jornais e de sua própria vida: a parte que diz “lucky man who made the grade” [“homem sortudo que chegou lá”] supostamente se referia a Tara Browne, um aristocrata londrino morto em um acidente de carro, e o fil­me em que “the english army had just won the war” (o exér­cito inglês acabou de ganhar a guerra) provavelmente era uma referência ao papel recente de Lennon como ator em Que Delícia de Guerra (How I Won The War) de Dick Lester. E Lennon real­mente encontrou uma matéria no Daily Mail sobre quatro mil buracos nas es­tradas de Blackburn, Lancashire.
Lennon compôs a base da canção, mas sentiu que precisava de algo dife­rente na parte do meio. McCartney ti­nha um breve fragmento de música, "found my way upstairs and had a smoke / and somebody spoke and I went into a dream" ("me encontrei subindo as escadas e fumei / e alguém falou e eu entrei em um sonho"). “Ele se sentia um tanto tímido a respeito de­la porque acho que pensava: ‘Sua música já é boa”, disse Lennon. Mas McCartney também veio com a ideia de colocar mú­sicos clássicos no que George Martin chamou de “orgasmo orquestral”. A sessão de 10 de fevereiro se tornou uma ocasião fes­tiva, com convidados como Mick Jagger, Keith Richards, Marianne Faithfull e Donovan. O estúdio estava cheio de be­xigas; a orquestra, formalmente trajada, ganhou chapéus de aniversário, narizes de borracha e patas de gorila. George Martin e Paul McCartney conduziram os músicos jun­tos, fazendo-os tocar da nota mais baixa à mais alta de seus instrumentos. Duas semanas mais tarde, os Bea­tles adicionaram o toque final: a bati­da de piano que reverbera por 53 segun­dos.
Martin transferiu todos os pianos do estúdio, onde ele, Lennon, McCart­ney, Ringo Starr e o roadie Mal Evans tocaram o mesmo acorde de mi maior, enquanto o engenheiro de som Geoff Emerick aumentara os seletores para pe­gar até o último traço de som. Em abril, dois meses antes do lançamento de Sgt. Pepper, McCartney foi a São Francisco levando uma fita com uma versão não finalizada de “A Day in the Life", e a gra­vação acabou em uma estação de rádio, que a colocou para tocar repetidamente, levando à loucura todos da comunidade Haight-Ashbury. A BBC baniu a músi­ca por conta da suposta apologia às dro­gas no verso “l’d love to turn you on” [“Eu adoraria te deixar ligado’]. Na verdade, a faixa era intensa de­mais, musical e emocionalmente, para a programação das rádios. Só nos anos 80, depois do assassinato de Lennon, “A Day in the Life” passou a ser reconhecida co­mo uma obra-prima da banda. Como em muitas outras áreas, os Beatles estavam muito à frente do mundo todo.