domingo, 26 de março de 2017

TRAILER DE LIGA DA JUSTIÇA TRAZ 'COME TOGETHER'

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Os estúdios Warner Bros divulgaram neste sábado o primeiro trailer oficial do aguardado "Liga da Justiça", baseado na história em quadrinhos da DC Comics. O vídeo mostra cenas do longa com cinco super-heróis: Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, The Flash e Ciborgue. A ausência mais sentida foi a do Super-Homem, que será interpretado novamente por Henry Cavill. No épico trailer, que começa com clima de suspense e segue num ritmo alucinante com sequências do filme, a passagem dos cinco protagonistas que mais se destaca é quando Bruce Wayne (Ben Affleck) assume qual é seu superpoder: "Eu sou rico". O teaser ainda conta com uma versão do clássico "Come together", dos Beatles.

sexta-feira, 24 de março de 2017

THE BEATLES - CAN'T BUY ME LOVE - SENSACIONAL!

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Em abril de 1964, os Beatles finalizaram as cenas de "Can't Buy Me Love" no parque Thornbury Playing Fields, em Isleworth, Middlesex. John só participou pela manhã, pois tinha sido convidado para um almoço literário em sua homenagem, oferecido pela renomada livraria Foyle’s. Osbert Lancaster foi o anfitrião do evento, cujos convidados incluíam: Arthur Askey, Harry Secombe, Millicent Martin, Joan Littlewood, Helen Shapiro, Marty Wilde, Yehudi Mennhin, Victor Silvéster, Mary Quant e o cartunista Giles. Brian Epstein e Cynthia também estavam presentes, mas, curiosamente nenhum dos outros Beatles compareceu à recepção. Chistina Foyle ficou extremamente frustrada quando o tão esperado discurso de John limitou-se às seguintes palavras: “Muito Obrigado e que Deus os abençoe”. No mesmo abril de 1964, os Beatles já reinavam absolutos e dominavam os Estados Unidos e o mundo completamente. Ocupavam as 5 primeiras posições da parada da Billboard (um recorde imbatível até hoje), e também se tornaram os únicos artistas a conquistarem três números 1 consecutivos: "Can't Buy Me Love" sucedeu "She Loves You," que sucedeu "I Want to Hold Your Hand". Nº 1 – Can´t Buy Me Love; Nº 2 – Twist And Shout; Nº 3 – She Loves You; Nº 4 – I Want To Hold Your Hand; Nº 5 – Please Please Me.
 

PAUL McCARTNEY É ENTREVISTADO PELA BBC

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O último álbum de Sir Paul McCartney dos anos 80, Flowers in the Dirt, é considerado como um dos melhores da década e um dos melhores de sua carreira. Ele se uniu com novos músicos, novos produtores e um novo parceiro de composição, sob a forma de Elvis Costello para produzir o álbum que inspirou sua primeira turnê mundial em 10 anos. Agora, como o disco é re-lançado, completado com demos inéditas, Sir Paul fala com Matt Everitt, da rádio BBC 6 Music, sobre a colaboração com Costello, Kanye Oeste e Michael Jackson - e por que ele nunca trabalhará com alguém melhor do que John Lennon. McCartney também revela que está trabalhando em um novo álbum com o produtor de Adele, e como ele acha que seu legado musical será.
Você aprende algo de cada pessoa com quem você colabora?

Minha coisa com a colaboração, é que eu sei que eu nunca vou ter um colaborador melhor do que John Lennon. Isso é um fato. Então eu não tento escapar dele. Eu só sei que não há nenhuma maneira que eu possa encontrar alguém agora que vai escrever coisas melhores comigo do que escrevi com John. Mas tendo dito isso, estou interessado em trabalhar com outras pessoas, porque eles trazem sua própria coisa particular. Se você está pensando em alguém como Stevie (Wonder), ele trabalha apenas fazendo algo em seus teclados. Você o convida para jantar, ele aparece 10 horas mais tarde, porque ele estava mexendo no teclado. Ele é um monstro musical e um gênio, é isso que você aprende com ele. Com Michael Jackson, nós nos sentamos e eu toquei algumas notas no piano e nós fizemos uma canção. Agora com Kanye (Oeste), eu não tinha idéia do que iria acontecer porque eu sabia que não iria ser duas guitarras acústicas opostas uma à outra. A única provisão que eu disse a todos, foi: 'Olha, se eu sentir que isso não funciona, então simplesmente não contaremos a ninguém. Kanye quem? Não trabalhei com ele’. Eu apenas contei a Kanye várias histórias que me inspiraram musicalmente. Um deles era como a canção ‘Let It Be’ chegou, que foi através de um sonho que tive em que eu tinha visto minha mãe, que tinha morrido 10 anos antes. Eu disse isso a Kanye, porque ele tinha perdido sua mãe. Então, ele escreveu uma música chamada Only One quando eu estava apenas dedilhando em torno do piano. Então ele pegou a melodia, eu coloquei os acordes e o estilo e foi assim que aconteceu.
Você entrou em Flowers In The Dirt sentindo como se fosse um pouco de um reset?
Eu acho que sim. Estou apenas cuidando da minha família, e então chega um ponto onde eu penso, 'OK, eu tenho algumas músicas. Eu deveria ficar ocupado, eu deveria gravar isso.Devemos sair em turnê. Está na hora'. E foi isso que aconteceu naquela época. Alguém ugeriu que eu trabalhasse com Elvis Costello como uma parceria e parecia é uma boa idéia. Eu pensei: 'Bem, ele é de Liverpool, ele é bom' - o que ajuda - e nós temos um monte de coisas em comum e então eu pensei, 'Bem, isso poderia funcionar'.
Foi escrever tipo “olho no olho”? Dois violões, espelhando um ao outro?
Há um milhão de maneiras de escrever, mas o jeito que eu sempre costumava escrever com John era um em frente um do outro, ou em um quarto de hotel nas camas de solteiro, com um violão apenas olhando um para o outro. Ele inventaria algo, eu inventaria algo e acabaríamos por nos separar. A coisa agradável para mim é ver John lá, ele sendo destro, eu sendo canhoto, me sentia como se estivesse olhando no espelho. Obviamente, deu certo. Então essa era uma maneira que eu tinha aprendido a escrever e era a maneira que eu gostava de escrever e Elvis estava muito feliz de trabalhar assim. Então foi como uma repetição desse processo.
Tenho que te perguntar sobre Chuck Berry. Obviamente um grande herói musical de vocês. Como ele era? Você trabalhou com ele?
Eu não trabalhei com Chuck. Eu o conheci. Ele veio a um de nossos shows quando estávamos tocando em St. Louis, sua cidade natal, e ele veio nos bastidores. Foi ótimo conhecê-lo e apenas ser capaz de dizer-lhe que era eu era um fã. Quando eu penso em Liverpool antes dos Beatles, quando éramos todos apenas crianças aprendendo a guitarra com os sonhos do futuro, de repente ouvimos essa pequena coisa, ‘Sweet Little Sixteen’. Nunca ouvimos algo assim, e quando ‘Johnny B. Goode’ apareceu e todas as suas canções fantásticas, Maybellene, todas essas músicas sobre carros, adolescentes, rock 'n’ roll, foi muito emocionante.
Olhando para a onda de homenagens que se seguiram à morte de Chuck Berry, você já se perguntou como você vai ser lembrado?
Sabe, acho que todos pensam sobre isso, mas logo tiram da sua cabeça. Eu faço isso. Não costumo ir muito a fundo. E é engraçado, eu lembro de John, uma vez, preocupado se ele seria bem lembrado. E eu disse, ‘olhe para mim, você será muito lembrado. Você fez tantas coisas boas. De forma alguma alguém vai esquecer de você. Você foi ótimo’, mas foi engraçado. Ninguém pensava que John teria insegurança sobre isso. Mas acho que as pessoas costumam ter. Você pensa que vão pegar seus piores trabalhos e falar deles, ou vão pegar suas melhores criações, não sei. Felizmente, isso não vai importar, porque eu não estarei aqui. Mas eu quero cavalos pretos, pessoas chorando, bebendo [risadas]. Não, eu não me preocupo com isso.
E o que vem por aí? Está trabalhando em um novo álbum?
Estou fazendo um novo álbum que é muito divertido. Estou trabalhando com um produtor que eu trabalhei pela primeira vez há dois anos em uma música para um filme de animação. Desde então, ele passou a trabalhar com Beck e conseguiu álbum do ano. Em seguida, ele passou a trabalhar com Adele e acaba de receber a canção do ano, o recorde do ano, e acabou de produtor do ano. É um grande cara chamado Greg Kurstin e ele é ótimo para trabalhar. Então sim, eu estou nisso, fazendo o que eu amo fazer. Como diz Ringo: "É o que fazemos".

quinta-feira, 23 de março de 2017

LIVERPOOL VAI COMEMORAR 50 ANOS DE SGT. PEPPER’S

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A cidade de Liverpool, onde os Beatles começaram sua carreira em 1960, anunciou planos para comemorar os 50 anos do álbum "Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band", lançado no dia 1 de junho de 1967. Treze artistas foram convidados para criar obras em homenagem às treze faixas do histórico álbum. Também haverá diversos eventos pela cidade para comemorar a data. O artista britânico Jeremy Deller, vencedor de um Turner Prize — premiação destinada aos novos desenvolvimentos e contribuições para a arte contemporânea —, criou duas obras de arte que simbolizam "a amizade e o sacrifício voluntário", temas da canção "With a little help from my friends". Outro artista, cujo nome ainda não foi divulgado, irá fazer um show no dia 9 de junho como parte das homenagens. Como o álbum é divido entre lado A e B, as comemoração serão dividas em duas partes. A primeira acontecerá do dia 25 a 27 de março, e depois a programação voltará entre os dias 1 e 5 de junho. Já a segunda parte rola entre os dias 8 e 11 de junho, mas apenas no dia 16 de junho a comemoração terá seu fim, e será centrada na última faixa do álbum, "A Day in the Life". O prefeito de Liverpool, Joe Anderson, comentou sobre os planos para marcar a data: "O álbum inspirou fronteiras criativas e nós queremos fazer a mesma coisa. Esse festival tem como objetivo levar a arte contemporânea para o mainstream, e dar um ar atrevido, instigante e divertido para a cidade."

A BEATLEMANIA FINALMENTE CHEGA A CUBA

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Todo domingo, ao anoitecer, ocorre um acerto de contas com um passado de proibição. E isto é feito dançando, usando roupas de roqueiro e cantando a plenos pulmões o repertório dos Beatles, que eram censurados em Cuba. É um paradoxo. A paixão pelos Beatles, que encanta cubanos com idades entre 60 e 75 anos, não só é pública, mas é vivida diariamente em um clube noturno do mesmo Estado que antes os forçou a uma Beatlemania quase clandestina. Cabeludos grisalhos, mulheres maduras de minissaia e botas pretas e barrigudos exibindo camisetas alusivas ao quarteto de Liverpool chegam ao Submarino Amarelo, um bar com música gravada e ao vivo, no bairro El Vedado, em Havana. À primeira vista, pode parecer uma festa retrô. Há cartazes, letras de músicas reproduzidas em larga escala, e capas de discos dos Beatles. No palco, está Eddy Escobar, um roqueiro de 46 anos que é considerado o melhor intérprete cubano da obra do lendário grupo.
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Para os mais de 100 clientes assíduos, é muito mais do que reviver as lembranças. "Não é a nostalgia, mas o direito de viver o que não puderam viver por todas essas contradições (políticas) que existiram", diz o jornalista Guillermo "Guille" Vilar à AFP. Aos 65 anos, Vilar é o diretor artístico do Submarino Amarelo. Também foi um dos organizadores de um concerto em 1990, pelo décimo aniversário da morte de John Lennon, em um parque no centro de Havana, quando ainda havia censura. Como o famoso bar, hoje funcionam ao menos outros cinco na ilha, todos estatais. Inclusive um deles, o de Holguín (leste), foi iniciativa de Miguel Díaz-Canel, de 56 anos, dirigente do Partido Comunista e possível sucessor de Raúl Castro.
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Quando a febre dos Beatles ganhava o mundo, Gisela Moreno, de 64 anos, e Héctor Ruiz, de 65, já eram namorados e compartilhavam o gosto pelo rock. Mas estavam na nascente Cuba revolucionária e socialista, e o governo de Fidel Castro impôs uma dolorosa censura aos meios, proibindo as músicas em inglês, o idioma do inimigo americano. A cultura anglo-saxã ficou sob suspeita. Um cubano podia ser acusado de "diversionismo ideológico" (ou seja, de desviar a atenção da população dos interesses da revolução) e enfrentar a censura social. Gisela e seu marido lembram que se parou de escutar músicas em inglês. No colégio onde estudavam, era exigido o uso de calças largas, em vez das mais justas que estavam na moda, e era proibido usar o cabelo solto e minissaias. Mas os adolescentes da época não se renderam. Sintonizavam emissoras americanas em rádios de onda curta, e reproduziam as canções dos Beatles. Quando um viajante lhes emprestava um disco, o levavam a um estúdio de gravação estatal para que o reproduzissem em placas metálicas. Em festas privadas, "você colocava em uma vitrola e o que se ouvia era um barulho, e por trás se ouvia a música. Era um desastre, mas pelo menos ali estavam os Beatles", conta Ruiz. Hoje este casal de economistas que se tornaram hospedeiros de turistas tem seu refúgio beatlemaníaco em casa: fotos, cartazes, camisetas e até uma réplica da carteira de motorista de Lennon. Quando podem, vão ao Submarino Amarelo para desfrutar de um hobby que antes lhes foi negado.

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A 50 metros do Submarino Amarelo, há uma estátua de John Lennon, inaugurada em 2000 por Fidel Castro. Ver Castro ao lado da estátua "nunca tinha passado pela nossa cabeça. Parecia ficção científica", diz Moreno ao recordar o ato. Foi um ministro cabeludo, Abel Prieto, de 66 anos, que promoveu essa reconciliação histórica da Revolução com os Beatles. Castro, morto em novembro passado, se dirigiu a Lennon e disse que não tinha culpa da censura, pois na época estava concentrado nas tarefas do governo. Desde então, o Lennon de bronze, do escultor José Villa, se transformou espontaneamente em um lugar de peregrinação de cubanos e turistas estrangeiros. Em três ocasiões, os óculos de metal da estátua foram roubados, e por isso as novas estão sob custódia de um guarda, que as cede apenas para fotos. Mesmo tendo aparecido tarde, a música dos Beatles conquista os jovens. Escobar e outros músicos cubanos se encarregam de propagá-la, assim como os meios de comunicação. "Os Beatles chegaram para ficar, e eu os divulgarei para todos os que puder", afirmou Escobar.

Não deixe de conferir também: 

LIVRO EM QUADRINHOS MOSTRA TRAJETÓRIA DOS BEATLES

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Os Beatles marcaram os anos 1960, mudaram a história do rock para sempre e influenciaram o mundo com mensagens de humanidade e paz. Até hoje suas canções são regravadas: de bandas adolescentes a punks e rappers, pode-se dizer que tudo começou com os garotos de Liverpool. Esta divertida narrativa em quadrinhos fala sobre o encontro de John, Paul, George e Ringo, a formação da banda, as principais canções, a beatlemania e os fatos históricos que fizeram do grupo o maior da história. A HQ “Os Beatles: Iê Iê Iê” foi escrita pelo jornalista inglês Mick Manning e ilustrado pela sueca Brita Granström. A história da banda é contada desde 1957, quando Paul McCartney entrou para o Quarryman, grupo formado por John Lennon; e segue mostrando a trajetória da banda nos anos 60. O livro também explica como a amizade deles era forte e verdadeira. As histórias sobre músicas famosas, como Yellow Submarine, também estão retratadas nas páginas do livrinho. A publicação no formato: 27,8 x 23,5 cm com 48 páginas custará R$ 46,00.Imagem relacionadaImagem relacionadaResultado de imagem para os beatles - Mick ManningResultado de imagem para os beatles - Mick ManningResultado de imagem para os beatles - Mick Manning

THE BEATLES - I SHOULD HAVE KNOWN BETTER

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Lançada como lado B de “A Hard Days Night” nos EUA, “I Should Have Known Better” foi a primeira música do filme e foi tocada na cena em que os Beatles e o avô de Paul (Wilfred Brambell) estão no trem e são banidos para o vagão dos correios. Eles começam a jogar cartas e, logo aparecem guitarra, gaita e bateria. Apesar de boa parte das filmagens terem sido feitas em trens entre Londres e West Country, “I Should Have Known Better” foi filmada em um cenário nos estúdios Twickeham Film. Composta basicamente em cima de 2 acordes, essa música é típica de John, surpreendentemente ela é bastante otimista, que assim como outras do mesmo período, usa sua harmônica para compensar a falta de outros instrumentos, mas sem por isso, deixar de ser brilhante. Um rapaz ama uma garota, uma garota ama o rapaz, e está tudo bem. Os livros de Hunter Davies e Steve Turner não acrescentam nada além disso, mas existe uma curiosidade bacana sobre essa música que virou "Menina Linda" gravada por Renato & Seus Blue Caps em 1964. Confira.

quarta-feira, 22 de março de 2017

GEORGE HARRISON - I ME MINE - MY SWEET LORD

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A editora Genesis Publications acaba de relançar a luxuosa biografia de George Harrison, I Me Mine, publicada originalmente em 1980. A nova edição, igualmente luxuosa e cara, saiu em fevereiro, com alguns bônus: 53 fotos raras e algumas atualizações no texto, feitas por Olivia Harrison e Derek Taylor. Capa e envelope especial do designer Sheperd Fairey. A nova “I Me Mine” foi ampliada para 632 páginas e novas 59 músicas são mencionadas. Assim como a original, saiu em edição limitada (1000 cópias), mas em 2017, dependendo da repercussão, também poderá ganhar edição popular. Lançada em 1980 (pela própria Genesis, relançada em edição popular no ano seguinte pela Simon & Schuster), será dividida em 2 partes: a primeira é a sua história de vida, em suas próprias palavras, com observações de Olivia e Derek; na segunda parte, virão as letras de um total de 141 músicas com folhas líricas escritas à mão fielmente reproduzidas em cores. I ME MINE de George Harrison tornou-se a primeira de algunas colaborações entre o fundador da Genesis Brian Roylance e George. Em conversa com seu amigo e ex-assessor de imprensa dos Beatles, Derek Taylor, e em comentários em primeira pessoa que acompanham suas músicas, as próprias palavras de Harrison contam tudo, desde sua educação em Liverpool até a Beatlemania, sua espiritualidade e filosofia. Uma curiosidade sobre o lançamento original é o fato de John Lennon ter se declarado muito magoado com as “omissões propositais” do seu nome, já que ele não fora citado nenhuma vez na biografia – uma injustiça provocada, provavelmente, por mágoas dos tempos passados. Aqui, a gente confere o que o próprio Harrison disse sobre a polêmica "My Sweet Lord".
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"Eu fui inspirado a escrever ‘My Sweet Lord’ depois de ouvir a versão dos cantores de Edwin Hawkins de ‘Oh Happy Day". Eu pensei muito sobre se deveria fazer "My Sweet Lord" ou não, porque eu estaria me comprometendo publicamente e achei que muitas pessoas poderiam se sentir estranhas sobre isso. Muitas pessoas temem as palavras 'Senhor' e 'Deus' - as deixa zangadas por alguma estranha razão. O ponto era, eu estava colocando meu pescoço na corda porque agora eu teria que viver acima de algo, mas ao mesmo tempo eu pensei, 'Ninguém está dizendo isto; Eu gostaria que outra pessoa estivesse fazendo isso. Você sabe, todo mundo vai na onda' - Ok, pode ser bom dançar, mas eu era ingênuo e pensei que deveríamos expressar nossos sentimentos uns aos outros - não os suprimir e mantê-los em volta. Bem, era o que eu sentia, e por que eu deveria ser falso comigo mesmo? Eu vim a acreditar na importância de que se você sentir algo forte o suficiente, então você deve dizê-lo. Eu não estava consciente da semelhança entre 'He’s so fine’ e 'My Sweet Lord’ quando eu escrevi a canção era mais como um improviso, embora quando a minha versão da canção saiu e começou a fazer sucesso, muitas pessoas começaram a falar sobre essa semelhança e foi então que eu pensei: 'Por que eu não percebi?'. Teria sido muito fácil mudar uma nota aqui ou ali, que não afetaria o registro da gravação. Na indústria de gravação, há "canções" e "discos" - de qualquer maneira eu pensei que o som geral do disco era tão importante quanto as palavras ou melodias - a atmosfera realmente. Eu queria mostrar que 'Halleluja' e 'Hare Krishna' são exatamente a mesma coisa. Eu fiz as vozes cantando 'Halleluja' primeiro e depois a mudança para 'Hare Krishna' para que as pessoas estivessem cantando o Maha Mantra - antes que percebessem o que estava acontecendo! Eu já estava cantando "Hare Krishna" há muito tempo e essa música era uma simples ideia de como fazer um pop ocidental equivalente a um "mantra", que repete uma e outra vez, nomes sagrados."

A HISTÓRIA DE RUSSELL JAMIESON – O “5º BEATLE”

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Russell Jamieson é um inglês de Liverpool e hoje, aos 56 anos, tem o privilégio de ter sido o verdadeiro "quinto Beatle", uma espécie de mascote adotado pela banda quando tinha pouco mais de 4 anos. Ficaram amigos próximos. Ganhou muitos presentes: jaqueta de couro, fotografias e vários autógrafos. Agora Russell quer leiloar sua memorabilia e faturar cinco mil libras esterlinas. O leilão será amanhã, dia 22, em Liverpool.O ano era 1963. Os irmãos Dave e Russell Jamieson, 12 e 4 anos, eram fãs daqueles quatro rapazes de cabelo engraçado que arrastavam um punhado de fanáticos ao Cavern Club. Tocavam rock e chamavam-se The Beatles. Dave, o mais velho, às vezes conseguia esgueirar-se por entre a multidão meio histérica e ver a banda tocar. Russell, muito pequeno, ficava do lado de fora, à espera de que algo acontecesse. E aconteceu. Um belo dia, à entrada do Cavern, um dos Beatles, Ringo provavelmente, viu o garotinho sozinho, dançando em plena rua. Terminado o concerto daquela tarde, os quatro beatles resolveram convidar o menino a visitar os bastidores do clube. Até bateria ele tocou.Começaria aí uma amizade que duraria anos. Russell e os Beatles ficaram tão amigos que um dia o menino decidiu fugir de casa e juntar-se definitivamente à banda. Sozinho, vagou por horas pelas ruas de Liverpool até ser descoberto por um policial. Disse que seu nome era Russell. Russell Beatle. Reconduzido à casa dos pais, a história inusitada foi parar nos jornais locais e, mais uma vez, atiçou a curiosidade da banda. Russell foi oficialmente transformado em um “Beatle Honorário”.
A amizade entre os Beatles e o menino cresceu e nos anos seguintes consolidou-se. Hoje, aos 56 anos, Russell lembra-se que Ringo Starr visitou-o várias vezes em casa. Entre lembranças de todos os tipos, Russell colecionou fotografias, autógrafos e uma jaqueta de couro na qual escreveu o nome de várias canções da banda. “Não me recordo muito bem do dia em que fugi de casa para me juntar aos Beatles. Acho que estava usando o meu casaco favorito, que costumava usar o tempo todo. Quando o policial me encontrou, disse-lhe que meu nome era Russell Beatle. Ele estava bastante preocupado, acabou descobrindo meu endereço e me levou de volta para casa”, disse.Dave, o irmão mais velho, que chegou a ser roadie dos Rolling Stones, lembra-se das visitas de Ringo a sua casa. “Nós jogávamos futebol e outras vezes íamos à casa dele, que tinha dois andares. Não me lembro se Ringo era bom de bola. Ele apenas dava uns chutes. Ao longo desse tempo, Russell colecionou muitas lembranças como fotografias com John, Paul, George e Ringo”, disse Dave. Pois são dessas mesmas lembranças que o ex-“Beatle Honorário” quer agora se desfazer. “São ítens muito queridos para mim e eu os guardei por muito tempo”.
Funcionário de uma fábrica de produtos químicos em Merseyside, Russell vai colocar sua memorabilia em leilão. O martelo será batido amanhã, dia 22, em Liverpool e espera arrecadar algo em torno de £ 5 mil, algo em torno de R$ 20 mil. Muito pouco dinheiro para lembranças tão caras de alguém que algum dia chegou a ser o “quinto Beatle”.

JOHN LENNON TOCA O TERROR EM NITERÓI

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Bandido fez reféns dentro de um ônibus na subida da Ponte Rio-Niterói. Com o suspeito, os policiais apreenderam uma arma falsa. Ninguém ficou feridoPassageiros foram feitos de reféns em um ônibus na subida da Ponte Rio-Niterói. Suspeito se rendeu e foi levado para a 76ª DPBandido fez reféns dentro de um ônibus na subida da Ponte Rio-Niterói. Com o suspeito, os policiais apreenderam uma arma falsa. Ninguém ficou ferido
Um homem de 25 anos assaltou um ônibus da linha 409M (Âlcantara-Niterói), fez 30 passageiros reféns e, cercado pela polícia, se rendeu sem ferir ninguém. O assalto aconteceu por volta das 9h da manhã na Avenida do Contorno, que liga São Gonçalo a Niterói e dá acesso à ponte e provocou engarrafamentos. John Lennon da Silva Barbosa, de 25 anos, carregava uma pistola de brinquedo e disse que precisava comprar leite para os filhos. O motorista conseguiu piscar os faróis para PMs que estavam parados no caminho e pedir socorro. Segundo testemunhas, John Lennon, de 25 anos, afirmou que também precisava conseguir dinheiro para pagar a passagem até o local onde assinaria a condicional. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), ele estava em regime condicional desde maio de 2015. Alertados pelo motorista do ônibus, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar participaram da negociação. John Lennon, que estava com uma arma falsa, pediu a presença de sua mulher no local que ajudou na negociação. John Lennon se entregou depois de uma hora de negociação. Ninguém saiu ferido.Bandido fez reféns dentro de um ônibus na subida da Ponte Rio-Niterói. Com o suspeito, os policiais apreenderam uma arma falsa. Ninguém ficou ferido

terça-feira, 21 de março de 2017

PAUL MCCARTNEY HOMENAGEIA CHUCK BERRY

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Depois da sua morte, no sábado passado, muitas têm sido as mensagens partilhadas para relembrar Chuck Berry, a lenda do rock. Paul McCartney também não ficou indiferente e recordou, num texto publicado no seu site oficial. McCartney descreveu Berry como um "mágico" e "um dos maiores poetas do rock 'n' roll", que teve grande influência no trabalho dos Beatles. No texto do ex-Beatle, pode ler-se, por exemplo, "tive o privilégio de o conhecê-lo em St. Louis, sua cidade natal, quando toquei lá  e é uma memória que vou guardar para sempre" ou "as suas histórias eram mais poemas do que letras de canções (...) ele era um mágico que fazia música simultaneamente exótica e normal (...)". Os Beatles gravaram alguns temas de Berry como "Roll Over Beethoven" e "Rock and Roll Music", presentes, respetivamente, no LP With The Beatles (1963) e em Beatles for Sale (1964). Ao vivo, as homenagens do quarteto britânico a Chuck Berry também foram frequentes. Além dos dois temas gravados, os Beatles apresentaram em concertos versões de "Too Much Monkey Business", "Carol", "Johnny B. Goode", "Memphis, Tennessee", "Sweet Little Sixteen" e ""I Got to Find My Baby", que podem ser ouvidas em Live at the BBC, compilação editada em 1994.

segunda-feira, 20 de março de 2017

SÁBADO SOM - COVERS DOS BEATLES

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Quem nunca leu a coluna SÁBADO SOM publicada semanalmente no Facebook pelo nosso amigo João Carlos Mendonça, não sabe o que está perdendo. A cada semana, um grande artista mostra sua cara, sempre com um texto primoroso e bem amarrado, como fazem os grandes mestres. O Baú do Edu já teve o privilégio de publicar algumas, das centenas de crônicas sonoras editadas pelo nosso amigo. Hoje, especialmente em homenagem ao seu aniversário, somos brindados mais uma vez com um texto espetacular sobre algumas covers das imortais criações dos Beatles. Parabéns JC, Continue rolando e nos presenteando com seus belos textos. Obrigado e aquele abração!
Confesso que sou (quase) radical: no caso em pauta prefiro sempre as versões originais. Como a maioria, também sou fã dos “medalhões”, contudo e sinceramente, não gostei do que alguns fizeram com os Beatles. SINATRA e ELVIS com “Something”, RAY CHARLES com “Yesterday” e “Eleanor Rigby”, STEVIE WONDER com “We Can Work It Out”... Se não cometeram nada desastroso, também não acrescentaram coisa nenhuma, ou pior, jogaram a beleza das canções para o fundo e colocaram suas vozes lá em cima, “figuras” sobressaindo nas telas. Jamais gostei disso.
Verdade que muita “gente grande” fez bonito, entretanto, estrelas menos reluzentes oriundas de variados estilos, capricharam para surpreendentemente acertarem no alvo. No conforto de seus feitios, reforçaram os conteúdos.
Embora a tenham registrado antes dos Fab Four, os ROLLING STONES deram garra, atitude e a dose de cinismo necessária à musiquinha “I Wanna Be Your Man”, onde a voz de Ringo soa apenas correta. No medley “Golden Slumbers/Carry That Way/The End”, PHIL COLLINS não arrisca muito, vai de feijão com arroz e, ficou bom pra danado! “Lucy In The Sky With Diamonds” tem harmonias crescentes guiadas por lindos arpejos (guitarra e/ou teclados? Mistério bíblico) que, ao saber que seria regravada pensei: desta vez ELTON JOHN, o Capitão Fantástico, vai ser rebaixado a Recruta Zero! Errei sim. Elton alagou. MICHAEL JACKSON fez um clipe tão histérico que obnubilou sua versão mais guitarrada, acelerada e empolgante da originalmente “cool” e cadenciada “Come Together”. Experimente ouvir apenas o áudio em um equipamento respeitável. Exatamente o contrário foi o que fez a BILL WYMAN’S RHYTHM KINGS, que imprimiu um andamento mais “bluesy” à eletrizante “Taxman”. Saldou o imposto.
Três “guitar heroes” da maior importância também passearam por Liverpool: o jazzman genial JOHN PIZZARELLI transmudou “Here Comes The Sun” em uma bossa-nova, mas juro que a emoção ocupa o lugar daquele academicismo pretensioso, típico de certos brasileiros. Por outro lado, com a voz bruxuleante de INDIA ARE, o garoto SANTANA vai de violões espanholados e guitarra correta, derramar-se sobre a beleza de “While My Guitar Gently Wips”, longe do convencional. JEFF BECK, exuberante como sempre, revira e reler em versão instrumental “She’s A Woman” tão inusitadamente que bem mereceria ganhar parceria. 
A execução da bateria de “GET BACK” por Ringo é tão sutil e eficaz que, a maioria de seus colegas de tambores não consegue reproduzir. Só por não parecer equivocadamente “marcial”, como de costume, a interpretação de STEVE WARINER para aquele rock, é a mais correta que já ouvi. Além da bateria, as guitarras e o piano são contagiantes. Para uma banda notadamente “funk”, o arranjo com ingrediente jazzísticos da EARTH, WIND & FIRE para “GOT TO GET YOU INTO MY LIFE” ficou surpreendentemente eficiente e bonito. Absurdo!
Esqueça aquela mesmice careta e aquelas dancinhas bregas de salão características da música country gringa. Pense em belos violões, em uma harmônica deliciosa e na linda voz de EMMYLOU HARRIS, sem trêmulos e engasgos, versejando sobriamente “Here, There And Everywhere". Tão comovente quanto, é o violão aço no estilo “fingerpicking (deslizante) e o banjo de TONY FURTADO solando até a metade da toada quando a voz suave de ALLISON KRAUS assume os versos de “I Will”, que cresceu mais ainda sob a perspectiva desses dois artistas. A regravação de “Two Of Us” para o filme I AM SAM (Sean Penn) pela dupla AIMEE MANN e MICHAEL PENN, justamente por não se afastar da levada original ficou tão deliciosa quanto a reinterpretação de “I’ll Follow The Sun” pelo “cowboy” DAVID BALL. Padronizado sim, mas funcionou!
O clássico violino da jovem singapuriana VANESSA MAE segue traçando uma melancólica melodia sobre as vozes rigorosas do coral e da orquestra lideradas pelo saudoso maestro/produtor George Martin, apenas para confirmar que “Because” foi mesmo escrita por extraterrestres. Ah... foi sim!

sábado, 18 de março de 2017

MORRE CHUCK BERRY AOS 90 ANOS DE ROCK AND ROLL

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Chuck Berry, um dos pioneiros do rock and roll, morreu neste sábado, 18. O departamento de polícia do condado de St. Charles, do estado norte-americano do Missouri, confirmou a notícia no Facebook. Berry tinha 90 anos. “A polícia do condado de St. Charles respondeu a um chamado de emergência na rua Buckner aproximadamente às 12h40 de hoje (sábado, 18 de março)”, diz a publicação no Facebook. “Dentro da casa, os policiais encontraram um homem inconsciente e imediatamente tentaram salvá-lo. Infelizmente, o homem de 90 anos não pôde ser reanimado e foi dado como morto às 13h26.” O texto ainda confirma que o homem era Chuck Berry e acrescenta que a família dele pede privacidade neste momento. Desde o primeiro hit, “Maybellene”, em 1955, Berry compôs uma coleção de músicas que se tornaram partes essenciais dos primórdios do rock: “Roll Over, Beethoven”, “Rock & Roll Music” e especialmente “Johnny B. Goode” eram odes à nova forma de arte que surgia – músicas tão importantes que tinham que ser dominadas por qualquer banda ou guitarrista novatos que viessem depois de Berry. Na adolescência, Keith Richards e Mick Jagger se aproximaram graças à paixão em comum pela música de Berry, e nas últimas cinco décadas as canções dele foram reinterpretadas por uma impressionante quantidade de artistas: desde os Rolling Stones, Beach Boys, The Kinks, The Doors e Grateful Dead até James Taylor, Peter Tosh, Judas Priest, Dwight Yoakam, Phish e os Sex Pistols. Misturando blues e country, Berry também inventou um próprio estilo de guitarra que foi imitado por bandas desde os Stones e os Beach Boys até os grupos de punk rock. As letras dele – a maioria sobre sexo, carros, músicas e problemas – introduziram um novo vocabulário à música popular dos anos 1950. Nas canções, Berry captava a nova prosperidade pós-guerra dos Estados Unidos – um mundo, como ele cantou em “Back in the U.S.A.”, no qual “hambúrgueres chiam em uma grelha aberta dia e noite”. “Eu fiz discos para as pessoas que os comprariam”, Berry disse uma vez. “Sem cor, sem etnia, sem política – eu não quero isso, nunca quis.” Nos anos recentes, Berry recebeu o Lifetime Achievement Award (prêmio pelas conquistas de toda a carreira) no Grammy de 1986 e entrou para o Hall da Fama do Rock. Nascido em St. Louis no dia 18 de outubro de 1926, Charles Edward Anderson Berry aprendeu a tocar blues na guitarra enquanto era adolescente e se apresentou pela primeira vez no show de talentos da escola. Música foi seu primeiro amor, mas não necessariamente a primeira escolha de carreira. Filho de um carpinteiro, Berry trabalhou na linha de produção da General Motors e estudou para ser cabeleireiro. Com o pianista Johnnie Johnson (presença constante da banda ele nos anos seguintes), Berry formou um grupo em 1952. Depois de conhecer a lenda do blues Muddy Waters, Berry foi apresentado ao fundador da Chess Records, Leonard Chess, em 1955. Ele levou com ele uma música baseada no som country “Ida Red”. Com um novo título e letra, a música foi transformada em “Maybellene”. Depois, quando voltou lá, Berry levou a gravação dele da música e assinou imediatamente com a gravadora. “[a Chess] não conseguia acreditar que um som de country podia ser escrito e cantado por um cara negro”, Berry escreveu mais tarde, em 1987, no livro de memórias Chuck Berry: The Autobiography. “Maybellene” chegou ao topo das paradas em 1955 e firmou a carreira e som de Berry. No fim dos anos 1950, ele tinha outros sete grandes sucessos: "Roll Over Beethoven", "School Day", "Rock & Roll Music", "Sweet Little Sixteen", "Johnny B. Goode", "Carol" e "Back in the U.S.A." Cada música tinha as marcas registradas de Berry: aquela mistura de batida propulsora, charme pesaroso e guitarra vibrante. Em 1966, Berry saiu da Chess, a gravadora de longa data dele, e foi para a Mercury, mas o resultado foi uma série de discos abaixo do padrão e regravações fracas dos hits dele (uma notável exceção é uma jam com a Steve Miller Band no disco de 1967 Live at the Fillmore Auditorium). Em 1969, ele retornou à Chess e voltou a criar canções mais impactantes, como “Tulane”. Em 1972, emplacou um sucesso novamente com “My Ding-a-Ling”. O último disco de inéditas dele, Rock It, foi lançado em 1979. Até a morte, Berry (que deixa para trás a esposa Themetta “Toddy” Suggs, com quem ele se casou em 1948, e quatro filhos) continuou a se apresentar em boates e cassinos. Ele morava em St. Louis mas costumava passar algum tempo em Berry Park, uma propriedade nos arredores de Wentzville, no Missouri. Como ele disse à Rolling Stone EUA em 2010, ele até ainda cortava a grama de lá. Questionado pela RS EUA em 1969 sobre o papel do rock, Berry disse: “Como qualquer tipo de música, ela une todo mundo, porque se duas pessoas gostam da mesma música, elas podem ficar lado a lado balançando e vão acabar dançando, e é uma questão de comunicação… então eu digo que é um meio de comunicação, mais do que outros tipos de música, para os jovens”. Fonte: Rolling Stone.

THE BEATLES - LIVE - NME - 1964

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FLOWMOTION - THE TRUE SPOKES - RUBBER SOUL

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Uma vez, essa banda já apareceu aqui, numa postagem sobre “Think For Yoursel”, erroneamente creditada como “Rubber Soul” – banda cover dos Beatles. Nada disso. A confusão foi gerada nos próprios créditos do You Tube onde aparece ‘The Beatles - Rubber Soul - Best Cover Ever’. O “Flowmotion” foi o nome de uma banda de Seatlle, que na virada de 2011 para 2012, trocou de nome para “The True Spokes” com uma repertório vasto e variado de músicas próprias. Ainda em 2011, gravaram o álbum Rubber Soul inteiro ao vivo no The Tractor Tavern em Seattle mostrando algo bem inovador, muito diferente de apenas uma "banda cover".

A PEDIDOS - JOHN LENNON - STAND BY ME - 2017

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Ben E. King compôs "Stand by Me" quando ainda era o voca­lista de um conjuntinho iniciante - The Drifters. Mas o grupo a rejeitou. King lembra que o empresário dos Drifters disse a ele: "Não é uma canção ruim, mas não pre­cisamos". Depois que partiu em carreira solo, King ressuscitou Stand by Me - "Mostrei a música a Leiber (Jerry), toquei no piano um pouquinho, ele chamou os músicos de volta para o estúdio e nós gravamos". De lá pra cá, Stand by Me se tornou um standard de pop-soul. Interpretada e gravada por centenas de artistas, mas nenhuma dessas outras gravações, nem a original, nem a que os mendigos cantam nas ruas, pode ser comparada com a versão absolutamente incrível e matadora gravada pelo nosso inesquecível John Lennon em 1974 para o disco Rock And Roll. 

PAUL McCARTNEY - ANOTHER DAY

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"Another Day" é uma canção de Paul McCartney (creditada a Paul e Linda McCartney) que começou a ser composta em Nova York em 1970, durante as sessões de seu álbum Ram e foi concluída em Londres e Campbeltown, Escócia. Apesar de ter sido a primeira canção da carreira solo de McCartney, bem antes de ser gravada em janeiro de 1971, “Another Day” havia sido apresentada durante o projeto Get Back, dos Beatles, nos dias 9 e 25 de janeiro de 1969, nos estúdios Twickenham e Apple, respectivamente. Foi lançada em 19 de fevereiro de 1971 no Reino Unido e no dia seguinte nos EUA, trazendo "Oh Woman, Oh Why" como o Lado-B. McCartney volta a lidar na letra do seu primeiro compacto com os seus temas favoritos: solidão, cotidiano, e mulheres com personalidade, assim como fizera em outras composições como Eleanor Rigby, Lady Madonna e Lovely Rita. A produção desta faixa contou com a colaboração do produtor Phil Ramone. Já sua escolha como single foi decidida na sala de controle do estúdio A2 da A&R enquanto o álbum era mixado. Segundo o engenheiro de som, Dixon Van Winkle, McCartney teria escolhido “Another Day” como primeiro compacto das sessões a partir de uma sugestão sua. A faixa básica consistia de Paul McCartney: contrabaixo, violão e percussão. Guitarra Steel, por David Spinozza. Harmonias e percussão, por Linda McCartney. Denny Seiwell na bateria, com muitos overdubs adicionados nas sessões subseqüentes. Gravada no A&R Studios, em Nova York, “Another Day” foi um hit tanto nos Estados Unidos - número 5, como no Reino Unido - número 2, em março de 1971. Na Austrália, ficou mais de uma semana em número 1. Na França, também foi número 1.

sexta-feira, 17 de março de 2017

A PEDIDOS - THE BEATLES - THE BEATLES COME TO TOWN

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“The Beatles Come To Town” foi um filme documentário produzido pela agência de notícias Pathe News para a ABC-TV em novembro de1963. O filme quis mostrar o que aconteceu quando uma cidade, neste caso, Manchester, foi atingida pela Beatlemania. O documentário mostra os Beatles em uma conferência de imprensa, no camarim, e cantando "She Loves You" e "Twist & Shout" no Ardwick Apollo em Manchester.

PAUL McCARTNEY DIVULGA DEMO DE 'DISTRACTIONS'

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Nesta quarta-feira (15), Paul McCartney decidiu surpreender seus fãs com uma demo nunca antes ouvida da canção ‘Distractions’, parte do álbum “Flowers In The Dirt”, lançado em 1989. A versão faz parte do relançamento remasterizado do disco, que na versão Deluxe contará com, além desta demo, diversos materiais extras das gravações, incluindo fotos e documentos pessoais de McCartney. Ao site da revista NME, o baixista contou: “Eu a elaborei nesse tema, é como alguém desejando passar mais tempo com o seu amado. E vocês sabem que para mim, naquele momento, era sobre Linda. Mas as pessoas frequentemente perguntavam para mim, ‘Sobre quem você escreveu essa música?’ e mesmo que eu tenha escrito especificamente sobre a Linda – porque ela era o objeto da minha afeição – eu gostei da ideia de que isso também pudesse ser algo como um sonho de um romance. Poderia ser como um ideal – todos nós amamos alguém e desejamos passar mais tempo com esta pessoa”. Além de ser publicada no Youtube, “Distractions” também já está disponível para download gratuito no site do músico. Basta digitar seu e-mail e responder a pergunta que aparece na página.

quinta-feira, 16 de março de 2017

PAUL McCARTNEY E A LUTA PELAS MÚSICAS DOS BEATLES

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Paul McCartney, que luta há décadas para recuperar a propriedade sobre as canções dos Beatles, deveria esperar um pouco mais, disse a Sony/ATV Music, atual detentora dos direitos nos EUA. Essa foi a tese defendida por um advogado da empresa num documento apresentado ao tribunal de Manhattan na segunda-feira, em meio ao processo que pede a cessão dos direitos autorais das músicas a partir de outubro de 2018. O advogado Donald Zakarin alega que a companhia jamais contestou a validade das notificações de Paul, por isso a ação apresentada pelo músico em 18 de janeiro "busca sem permissão um aconselhamento sobre uma reivindicação hipotética" e deveria ser recusada por ora. Os advogados de Paul não comentaram de imediato nesta terça-feira. Em 1985, Paul McCartney, hoje com 74 anos, fez uma oferta pelos direitos de canções creditadas a ele e a John Lennon, mas Michael Jackson deu um lance maior e acabou ficando com a propriedade do acervo dos Beatles. Estes direitos foram incorporados uma década mais tarde pela Sony/ATV, uma joint venture da Sony Corp. No ano passado o espólio de Michael vendeu sua parte à Sony por US$ 750 milhões. Paul entrou com o processo um ano e meio depois de um tribunal do Reino Unido rejeitar reivindicações semelhantes do Duran Duran contra a Gloucester Place Music, uma unidade da Sony/ATV, dizendo que os contratos do grupo pop são governados pela lei britânica e impedindo seus integrantes de exigir sua posse. Zakarin disse que as reivindicações do ex-Beatle também estão sujeitas à lei britânica e que ele deveria esperar a conclusão do processo do Duran Duran, mas Paul quer que a corte declare que ele não viola nenhum contrato exercendo seus direitos de encerramento contratual. Seu caso poderia afetar outros artistas que assinaram contratos fora dos EUA.

BOM DIA! GABRIELLA QUEVEDO - HERE COMES THE SUN

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Gabriella Quevedo é uma menina sueca de 20 anos que toca violão como poucos, apenas com os dedos sem o uso da palheta. A garota começou a tocar com 12 anos fazendo suas covers com seus próprios arranjos de grandes standarts, tanto de clássicos como populares. Sua gravação de Hotel California dos Eagles, teve em dezembro de 2016 mais de 14 milhões de visualizações no YouTube onde tem seu próprio canal que, em fevereiro de 2017 já tinha mais de 380.000 assinantes e 70 milhões de visualizações. Uma virtuose, uma beleza!

quarta-feira, 15 de março de 2017

PAUL MCCARTNEY: K7 EXCLUSIVO DE FLOWERS IN THE DIRT

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Paul McCartney lançará, com exclusividade e em edição limitada para o Record Store Day, no dia 22 de abril, um K7 intitulado "Flowers In The Dirt – The Cassette Demos With Elvis Costello" trazendo três músicas gravadas com Costello em 1989, durante as sessões do álbum "Flowers In The Dirt".

THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - ANOTHER GIRL

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“Another Girl” foi escrita por Paul durante seus dez dias de férias na Tünísia e usada na cena filmada em Balmoral, nas Bahamas. Nessa música, Paul fala sobre estar sendo pressionado a se compro­meter com sua namorada, mas ele não vai fazê-lo, especialmente porque já está com outra garota. Isso pode ser uma referência ao fato de que, apesar de ainda estar firmemente associado a Jane Asher, publicamente ele também estava saindo com outras garotas. Ao conversar com Barry Miles para sua biografia autorizada, Many Years From New, Paul equivocadamente identificou a casa onde escreveu a canção, na Tunísia, como propriedade da embaixada britânica. Na verdade, trata- se de uma casa de praia construída no recanto litorâneo de Hammanet nos anos 1920 por George Sebastian. A construção de estilo mouro foi descrita posteriormente pelo grande arquiteto americano Frank lloyd Wright como “a casa mais bonita que eu já vi”. Ela foi visitada pelo rei Eduardo VII da Inglaterra e por escritores como Emest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. Durante a guerra, foi requisitada pelo general Erwin Rommel, e depois Churchill também passou por lá. Ela foi dada ao Esta­do tunisiano em 1959, e em 1964 um anfiteatro foi adicionado ao ter­reno. Paul escreveu a canção no enorme banho turco cercado por colu­natas. A casa hoje é o Centro de Cultura Internacional de Hammanet. John disse certa vez que as canções dos Beatles eram como assinaturas. Mesmo que não estivessem tentando revelar nada, exporiam suas atitu­des mais profundas. “Ficava sempre aparente, se você olhasse além da superfície, o que estava sendo dito. Ressentimento, amor ou ódio são aparentes em toda nossa obra.”“Another Girl” foi gravada no dia seguinte ao retorno de Paul de suas férias.

PAUL McCARTNEY - "DIE AND LET LIVE"?

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A doação de órgão ainda é preocupante e relativamente pequena perto das reais necessidades do Brasil. Pensando em chamar a atenção das pessoas para um assunto que, na maioria dos casos, salva vidas, a ABTO – Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos – lançou a campanha “Die and Let Live” #Sing4LifePaul. A ideia consiste em viralizar um vídeo via redes sociais, alcançando o maior número de pessoas até chegar ao ex-Beatles, Paul McCartney. No vídeo, o brasileiro José Roberto Paz (conhecido como Keke) que teve o coração transplantado há um ano faz o apelo ao rockeiro, pedindo que ele cante a música invertida “Die and Let Live”, em apoio a doação. “Paul tem milhões de seguidores nas redes sociais e é um influenciador desde sempre. Nosso pedido é que ele grave um vídeo cantando a nossa versão da clássica canção “Live and Let Die”, do Paul McCartney & The Wings, para dar a dimensão e importância para o assunto. Queremos que as pessoas se sintam incentivadas a tornarem-se doadoras de órgãos”, explica Roberto C. Manfro, Presidente da ABTO. O vídeo está começando a viralizar em território nacional.
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No último domingo, dia 12, o time de futebol Corinthians, um dos maiores em torcida do Brasil, com 27 milhões de torcedores, aderiu à causa e entrou em campo para uma importante partida de futebol com todos os jogadores usando a hashtag da campanha (#Sing4LifePaul) no uniforme oficial. A partida foi transmitida ao vivo pela Rede Globo, a principal emissora de TV aberta do Brasil. O objetivo é que a ação continue ganhando força e impacte celebridades, atores, artistas do Brasil e fora para que chegue até Paul McCartney. Hoje, no Brasil, existem mais de 30 mil pessoas na fila à espera de um transplante e outras centenas de milhares estão espalhadas por todo o mundo. De 2015 para 2016, o Brasil obteve aumento de 3,5% nas doações, atingindo 14,6 doadores por milhão de população (pmp). Embora este resultado seja favorável, houve leve redução na recusa familiar no país, o que mantém o índice de rejeição ainda alto. Atualmente, 43% das famílias brasileiras entrevistadas não autorizam a doação dos órgãos (em 2015, o índice era de 44%). A corrente lançada pela ABTO chama atenção para os números no Brasil, mas principalmente para a falta de cultura da doação. O assunto ainda é tabu para muitas pessoas e esse estigma precisa ser quebrado. A campanha foi criada pela Leo Burnett Tailor Made.