sexta-feira, 27 de maio de 2016

THE BEATLES - DAY TRIPPER - DEMAIS!!!

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"Day Tripper" é uma canção dos Beatles, lançada como compacto com duplo lado A. O outro lado é outro clássico: "We Can Work It Out". Ambas as canções foram gravadas durante as sessões para do álbum Rubber Soul. O single chegou ao topo das paradas britânicas onde ficou por 5 semanas seguidas e a canção chegou a número cinco na Billboard americana em janeiro de 1966. O riff da canção é um dos mais reconhecidos na história da música popular. "Day Tripper" foi escrita sob pressão quando os Beatles precisavam de um novo single para o natal de 1965. John Lennon escreveu a maior parte da letra e a base do solo de guitarra e criou o riff que depois admitiria ser derivado de "I Feel Fine". Paul ajudou com os versos e sua linha de baixo foi inspirade em "Oh Pretty Woman" de Roy Orbison. A canção faz referências quase claras sobre o uso de drogas. John Lennon e George Harrison já estavam tomando ácido desde o verão quando foram apresentados ao LSD por um dentista londrino. A partir daí, John confessou que "tomava LSD o tempo todo". "Day Tripper" era um típico jogo de palavras de John., que queria refletir sobre a influência da crescente cultura das drogas. Era uma maneira de se comunicar com aquele que, ao contrário dele mesmo, não podiam se dar ao luxo de ficar quese constantemente entorpecidos. "É só um rock", comentou Lennon. "Quem viaja de dia são pessoas que fazem uma viagem diurna, não é? Geralmente de balsa ou algo assim. Mas (a canção) era um pouco... 'você é só um hippie de fim de semana'. Entendeu?". A música fala sobre uma garota que engana o narrador. A descrição oblíqua da garota com uma "big teaser" (provocadora) era uma sabida referência ao termo "prick teaser" (provocadora de pênis), expressão usada pelos ingleses para se referir a mulheres que dava em cima dos homens sem a intenção de fazer sexo. "Day Tripper" foi lançada tanto na Inglaterra como nos EUA como single lado A duplo com "We Can Work It Out". Foi a música mais popular na Inglaterra em 1966 permanecendo várias semanas em primeiro lugar. Mas nos EUA seu auge foi a quinta colocação. Os Beatles declararam posteriormente que "We Can Work It Out " era a opção inicial deles para lado A. Confira alguns do nomes que já regravaram Day Tripper: The Jimi Hendrix Experience, Mae West, Otis Redding, Sergio Mendes & Brasil '66, Anne Murray, Whitesnake, Electric Light Orchestra, James Taylor, Cheap Trick, Sham 69, Yellow Magic Orchestra, Daniel Ash, Gene Wooten, Ocean Colour Scene, Tok tok tok, Ian Hunter, The Punkles, Tommy Shaw, David Cook, Bad Brains, Type O Negative, Lulu, Nancy Sinatra, Fever Tree, Budos Band, J. J. Barnes, Ramsey Lewis.

A PEDIDOS - JOHN LENNON - INSTANT KARMA - DEMAIS!

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No dia 26 de janeiro de 1970, John Lennon compôs "Instant Karma" Essa faixa é uma das três músicas solo de Lennon, juntamente com "Imagine" e "Give Peace a Chance", no Rock and Roll Hall of Fame. "Instant Karma" é uma das músicas lançadas de forma mais rápida na história da música pop. Foi gravada em Abbey Road no mesmo dia em que foi escrita e lançada apenas dez dias depois. Lennon, certa vez, chegou a dizer que "escreveu no café da manhã, gravou para o almoço e lançou no jantar". Foi produzida por Phil Spector e participaram da gravação: John Lennon, violão e teclado; Billy Preston no piano; Klaus Voorman no baixo e backing vocals; Alan White na bateria; George Harrison na guitarra e backing vocals; Yoko Ono, Allen Klein e Mal Evans nos backing vocals. O resultado realmente ficou perfeito e o compacto foi lançado em 6 de fevereiro de 1970.
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O título veio de Melinde Kendall, esposa do ex-marido de Yoko Ono, Tony Cox. Ela usou a frase em uma conversa durante a estadia de Lennon e Ono com eles na Dinamarca em dezembro de 1969. Lennon tornou-se familiarizado com o conceito de karma durante o despertar espiritual dos Beatles em 1967. A crença oriental apresenta uma série de crenças religiosas e tradições. Lennon escreveu a letra com a intenção que as pessoas assumissem a responsabilidade por suas ações. Lennon reservou o Studio Two da EMI, Abbey Road. Foi George Harrison quem sugeriu a Lennon que Phil Spector produzisse a faixa. “Instant Karma” foi lançada no Reino Unido em 6 de fevereiro de 1970, e entrou nas paradas de singles no dia 21 de fevereiro, chegando ao número cinco. Ao todo passou nove semanas nas paradas. O lado B – “Who Has Seen The Wind?” era uma balada acústica, escrita por Yoko Ono e produzida por Lennon. O lançamento nos EUA veio duas semanas depois, em 20 de fevereiro. Alcançou a posição número três na Billboard Hot 100. “Instant Karma” foi o primeiro single solo de um ex-Beatle a vender mais de um milhão de cópias somente nos Estados Unidos.
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Em 11 de fevereiro de 1970 Lennon apareceu tocando “Instant Karma” no programa Top Of The Pops da BBC. Ele foi o primeiro Beatle a aparecer no programa desde 1966. “Instant Karma” foi executada ao vivo plenamente em apenas duas ocasiões, no One to One Concerts - shows beneficentes para crianças deficientes. Os concertos tiveram lugar durante a tarde e noite de 30 agosto de 1972, no Madison Square Garden, em Nova York.

GEORGE HARRISON - CRACKERBOX PALACE

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"Crackerbox Palace" é a penúltima faixa do álbum Thirty Three & 1/3 de George Harrison lançado em 1976. Foi lançada como segundo single do álbum (o primeiro foi This Song) e trazia "True Love" como lado B. Alcançou # 19 nas paradas pop americanas.
A canção foi inspirada pelo encontro de Harrison com um certo George Greif em 1975, no Festival de Música de Midem. Harrison conheceu o homem e disse-lhe que ele parecia o falecido comediante Lord Buckley (Harrison tinha admirado Buckley há muitos anos). Por coincidência, Greif era ex-gerente de Buckley, e convidou Harrison para ver o velho Buckley em sua casa em Los Angeles, que ele chamou de "Crackerbox Palace". George gostou do nome e escreveu as palavras numa carteira de cigarros e mais tarde escreveu a canção. A letra de "Crackerbox Palace" inclui referências a Greif ("Eu conheci um senhor Greif") e ao Senhor Buckley ("sei que o Senhor está bem e dentro de você").
Um extravagante e bem-humorado vídeo da música foi lançado acompanhado o single e foi exibido pela primeira vez em 20 de novembro de 1976 no Saturday Night Live. Dirigido pelo Monty Python Eric Iddle, o vídeo apresenta Harrison, Neil Innes (como a babá), e várias outras celebridades. Na época, George namorava sua futura esposa Olivia Arias, que pode brevemente ser vista como uma das duas mulheres vestidas de lingerie em sua cama. O vídeoclipe inteiro foi filmado em Friar Park, propriedade de Harrison.

Não deixe de conferir também: 

FRIAR PARK - A MANSÃO DE GEORGE HARRISON

A PEDIDOS - GEORGE HARRISON - WATCHING "THIS BOY"

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PAUL McCARTNEY & WINGS - CALL ME BACK AGAIN

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"Call Me Back Again" é uma canção creditada a Paul e Linda McCartney e interpretada pelo Wings. Foi originalmente lançada no álbum Venus and Mars  também foi gravada ao vivo ao longo das turnês mundiais na Austrália e América em 1975 e 1976. Uma dessas gravações ao vivo foi incluída no álbum Wings Over America e é que a gente confere aqui embaixo. E em seguda o vídeo superlegal editado especialmente para um dos DVDs da edição de luxe de Venus And Mars de 2014. "Call Me Back Again" também aparece no álbum “Wingspan”.
Não deixe de conferir também a megapostagem “PAUL McCARTNEY & WINGS - VENUS AND MARS” publicada no dia 10 de junho de 2015.

RINGO STARR - VERTICAL MAN - 2016

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Lançado em 15 de junho de 1998, Vertical Man marca o início da parceria de Starr com Mark Hudson (produtor e compositor de hits por encomenda), e traz uma lista estrelada de participações especiais. Artistas do calibre de Joe Walsh (The James Gang, Eagles), Timothy B. Schmit (Poco, Eagles), Scott Weiland (Stone Temple Pilots), Brian Wilson (The Beach Boys), Alanis Morissette, Tom Petty, Steven Tyler (Aerosmith) e Ozzy Osbourne. Encabeçando a lista de celebridades, seus ex-colegas Paul McCartney (acompanhado de  Linda) e George Harrison.
“Vertical Man”, o 11º álbum de estúdio de Ringo, é um trabalho que até hoje é muito bem lembrado por seus fãs, e que, além disso, possui grande importância em sua carreira solo, por ser responsável por impulsionar Ringo para uma sequência de bons lançamentos, sejam de discos ao vivo ou de estúdio, fazendo com que a década seguinte fosse de muito trabalho, shows e lançamentos de discos com boa regularidade. A importância de “Vertical Man” para a sua carreira vai além disso, pois nesse disco Ringo inicia a parceria com o produtor Mark Hudson e sua banda, “The Roundheads”, que durou anos, até se desentenderem em 2008, durante a gravação do disco “Liverpool 8”, onde o próprio produtor também ajudou Ringo em algumas composições e nas apresentações realizadas pelo baterista para a divulgação do disco. Ringo recuperou a idéia de trazer convidados especiais para tocar em seus discos - como fez em toda sua carreira, só que nesse disco essas participações foram ainda mais marcantes, contando com um estrelar elenco formado por Paul McCartney, George Harrison, Steven Tyler, Ozzy Osbourne, Alanis Morrisete, Brian Wilson, Tom Petty, Joe Walsh, Scott Weiland, além de outros.

Todas as músicas são muito bem elaboradas, utilizando todos os recursos de seu novo amigo e produtor Mark Hudson, o que torna o álbum cheio de efeitos e belas criações que deixam as faixas mais encorpadas. Entre os muitos destaques, estão a faixa título “Vertical Man”, que traz bela participação de Ozzy Osbourne nos vocais, uma canção de letra e melodia tensas e “La de da”, single do disco, que ganhou inclusive um vídeo clipe bacana e que tem tudo a ver com Ringo Starr, é daquelas canções festeiras, positivistas, de refrão tão fácil que a tarefa de não sair cantando-a torna-se impossível. Já a canção “What in The...World”, que tem a participação de Paul McCartney no baixo e nos backing vocals, é também outro dos destaques do disco. Assim com a nova versão de “Love Me Do”, dos Beatles, que ganha aqui uma roupagem a lá Ringo Starr (sem George Martin!) e uma bela gaita tocada por Steven Tyler do Aerosmith. E já que estamos falando em Beatles, a balada “King of Broken Hearts”, ganha o reforço de uma slide-guitar de ninguém menos que George Harrison em sua bela melodia. Um dos momentos mais interessantes do álbum é a regravação de “Drift Away”, canção já gravada dezenas de vezes por inúmeros artistas, e que aqui ganha vocais solos de Alanis Morissete e Tom Petty. Existe uma versão alternativa com o vocal solo também de Steven Tyler do Aerosmith, que acabou sendo limado da versão final.

JOHN LENNON EM DOSE DUPLA - STAND BY ME - SLIPIN' AND SLIDIN'

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REVOLUTION - OS BEATLES PROCESSAM A NIKE

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No dia 27 de maio de 1987, a Nike começou a veicular seu novo comercial ao som de “Revolution”. A empresa acabou processada por usar a música sem autorização. O que "salvou" o comercial e o tornou interessante foi a música utilizada. Não foi um jingle composto exclusivamente para a Nike. Eles se apropriaram indevidamente de um dos clássicos originais dos Beatles. Muitas músicas deles já haviam sido usadas em diversas propagandas. A música que a Nike escolheu foi "Revolution" de Lennon & McCartney. As imagens exibidas contém simplicidade, energia e autenticidade. Esse episódio causou uma polêmica danada e a Nike acabou desembolsando 15 milhões de dólares pelo uso não autorizado.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

THE BEATLES - MARTHA MY DEAR

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O nome Martha veio da cadela sheepdog de dois anos de Paul McCartney, mas a música é um apelo a uma garota que sempre foi musa do cantor; ele pede que ela se lembre dele porque ainda acredita que nasceram um para o outro. Em janeiro de 1968, Paul e Jane Asher anunciaram que se casariam naquele ano, mas Paul começou a sair com outras garotas enquanto Jane estava fora atuando, e, em julho, ela cancelou o noivado. "Nós ainda nos vemos e nos amamos, mas não deu certo", Jane declarou, "Talvez sejamos namorados de infância que se encontram de novo e se casam aos 70 anos”. A música começou como um exercício de piano para as duas mãos. Ao explicar o surgimento da canção, McCartney disse: "Basicamente eu crio uma melodia e algumas palavras surgem na minha cabeça. Nesse caso, acabou sendo ‘Manha My Dear’. Elas não significam nada. Eu nem tento fazer comentários sérios. Você pode analisar o que quiser, é so uma música. Sou eu cantando para a minha cachorra!". ‘Manha My Dear’ foi gravada no Trident Studios, em oito canais, nos dias 4 e 5 de outubro de 1968. Ela foi concluída no dia 7 de outubro, no Abbey Road Studios, com um remix para estéreo. Nenhum dos outros Beatles participou, só Paul McCartney, conhecido por ser um multiinstrumentista. Os arranjos de orquestra ficaram a cargo do produtor George Martin. Além de Paul, participam: Dennis McConnell, Bernard Miller, Lou Sofier e Les Maddox nos violinos; Leo Birnbaum e Henry Myerscough nas violas; Reginald Kilbey e Frederick Alexander nos violoncelos; Leon Calvert, Stanley Reynolds e Ronnie Hughes - trompetes; Tony Tunstall - corneta; Ted Barker- trombone e Alf Reece - tuba.

"ASHRAM DOS BEATLES" REABRE DEPOIS DE MAIS DE 20 ANOS

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A cidade indiana de Rishikesh, ao norte do país, é considerada a capital do yoga, e um local onde se pode encontrar o lado mais zen da Índia. Foi ali, num lugar chamado Chaurasi Kutia, que os Beatles tiveram o primeiro contato com a meditação transcendental. Rapidamente o local passou a ser conhecido como "o ashram dos Beatles".http://tmhome.com/wp-content/uploads/2014/12/
Tudo começou em 1967, quando a banda conheceu o guru espiritual Maharishi Mahesh Yogi em Londres, que lhes ensinou algumas das suas técnicas, que eles passariam a aplicar em casa. Um ano mais tarde, em 1968, os Beatles decidiram rumar para a Índia para um curso intensivo com o guru. Lá, a rotina era dividida entre a meditação e a música, o que acabou por se revelar bastante produtivo. Em pouco tempo, os Beatles escreveram cerca de 40 canções, que integraram os álbuns "The White Album" e "Abbey Road".http://cdn.images.express.co.uk/img/dynamic/10/285x214/
Com a chegada dos Beatles, a fama do Maharishi tornou-se mundial, chegando a ter mais de cinco milhões de seguidores, incluindo os Beach Boys. Mas nem tudo foi um mar de rosas. Os Beatles abandonaram o retiro no mesmo ano, depois de divergências com Yogi. A música "Sexy Sadie", lançada nesse ano, era uma crítica explícita ao guru mas, a pedido de George Harrison, a letra não incluiu o nome do Yogi. "Você fez todos de tolos", podia ouvir-se, entre outras palavras menos simpáticas logo nos primeiros versos.http://www.saturdayeveningpost.com/wp-content/uploads/satevepost/
Nunca se ouviu da boca dos Beatles a verdadeira razão para a separação, mas o rumor mais difundido aponta para o desagrado da banda com os avanços sexuais do guru a Mia Farrow, uma atriz que era amiga do grupo. Deepak Chopra, antigo discípulo de Yogi e amigo de Harrison, tem outra versão, que indica que o guru estava farto que os Beatles consumissem drogas no seu ahsram. O Yogi nunca falou sobre o assunto e Chopra conta que o próprio Harrison pediu desculpas ao guru, mais tarde.https://d.ibtimes.co.uk/en/full/1474408/
O centro espiritual esteve abandonado entre 1997 e 2003, quando foi tomado pelo Departamento Florestal do Estado de Uttrrakhand. Durante essa altura, apenas era possível visitá-lo subornando o guarda que estava no local. O espaço, muito degradado e onde a banda era recordada em muitos dos grafitis presentes nas paredes, foi recuperado e pode agora ser visitado, como uma atração turística. Agora, há planos para construir um museu e um café, dentro do parque natural onde o ashram se encontra, e onde estão 500 elefantes, 250 panteras e mais de 400 espécies de aves.

THE BEATLES - YELLOW SUBMARINE - A CANÇÃO

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A primeira vez que o mundo ouviu falar em um “Submarino Amarelo” foi em 1966, quando os Beatles lançaram o álbum “Revolver” e simultaneamente, num compacto simples (duplo lado A) que trazia “Eleanor Rigby” do outro lado. O Submarino Amarelo fez sucesso por onde passou! Inclusive no Brasil. É creditada à dupla Lennon & McCartney e todos colaboraram com boa vontade, mas desde quando foi criada, a idéia era que fosse para Ringo cantá-la. Um vocal fácil, apoiado por um refrão marcante, backing vocals altos e um arsenal de efeitos sonoros dos mais diversos. Foi também a primeira vez que a voz de Ringo foi ouvida em um single. O single foi número 1 em todas as paradas do Reino Unido e EUA, e manteve-se em número 1 por quatro semanas. Ganhou um Prêmio Ivor Novello "pelo maior número de cópias de um único compacto" em 1966." Yellow Submarine foi basicamente composta por Paul McCartney pensando em criar um tema totalmente infantil. Uma “canção de brinquedo”. Durante o processo de criação, fumando e tocando junto com Donovan, apareceu “Sky of blue and sea of green, in a yellow submarine”. Yeah, baby! Ali estava a chave que encerrava sua ideia e ligaria o motor do Submarino Amarelo.
George Martin, que havia trabalhado anos com trilhas de comédias e programas humorísticos, cuidou de tudo na parte dos “efeitos especiais”. Em 1996, as regras das composições pop já não interessavam mais, e os Beatles puderam se dar ao luxo de quebrar essas regras. A escolha de palavras curtas já foi pensando no que seria mais facilmente memorizado por crianças.
No dia da gravação, o estúdio nº 2 de Abbey Road era uma festa só: Alf Bicknell (motorista) arrastava correntes, Brian Jones (aquele – a “3ª virgem”) batucava com um copo e John Lennon assoprava em um canudo para fazer bolhas num balde. MalEvans e Neil Aspinall assaltaram o almoxarifado velho do estúdio e e trouxeram sinos de navio, correntes, sinos de mão do tempo da guerra, apitos, buzinas, latas, máquinas que imitam sons de vento e de tempestades e até uma banheira que foi enchida com água. Marianne Faithfull e Pattie Harrison também estavam lá para chacoalhar tudo que podia fazer barulho Paul improvisou a voz do capitão que dava as ordens aos marinheiros. Seria o "efeito mar do tempo"?

PAUL McCARTNEY & WINGS - BEWARE MY LOVE

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"Beware My Love" é uma canção creditada a Paul e Linda McCartney, que foi lançada pela primeira vez no álbum “Wings At The Speed Of Sound” em março de 1976. Também foi usada como lado B do single que trazia "Let 'Em In" do lado A. Uma versão ao vivo gravada em 7 de junho de 1976 em Denver, Colorado foi incluída no álbum “Wings Over América” e outra versão ao vivo de três dias depois, em Seattle, Washington foi mostrado no filme-concerto Rockshow – que é o que a gente vai conferir lá embaixo.
Como a maioria das canções de sucesso de Paul McCartney, "Beware My Love" foi feita de vários elementos diferentes. A melodia começa com um breve som de gaita seguido por uma repetida guitarra. Ao longo da canção, os vocais de Paul, assim como a música, se intensificam e vão crescendo até chegar aos limites. Nos principais versos, o cantor avisa à mulher que ama para ter cuidado, porque ele não acredita que o outro homem que ela está querendo seja certo para ela. Nas pontes, ele diz à mulher que, embora ela for embora, tenha cuidado com o que deixou para trás.
"Beware My Love" é uma canção de rock de tempo médio que chegou a ser comparada, pelo seu peso, com “Rock Show "e" Soily”. Também não faltaram comparações com o rockão dos Beatles “Helter Skelter". Os maiores elogios à canção foram pelo baixo tocado por Paul McCartney, a percussão de Joe English e os backing vocals de Linda McCartney e Denny Laine. McCartney afirmou na época que ele estava tentando atingir uma emoção no vocal como só havia feito antes em “Oh! Darling”. "Beware My Love" também caiu na graça da crítica por ser a canção mais pesada do álbum, que contém em sua maioria baladas e músicas de influências disco. Foi descrita como sendo destinada a "dissipar as acusações de que os Wings estavam se tornando um grupo de bonecos amantes da disco".
Ao rever o álbum, o crítico da Allmusic Stephen Thomas Erlewine disse que "Beware My Love", é a melhor canção assinada por McCartney até então e move em harmonias ensolaradas ao hard rock. Outro crítico de música rock Robert Christgau afirmou que no álbum, McCartney só aparece com força total apenas na apaixonada "Beware My Love". Outros ainda diriam que a canção era de fato, "o único sucesso absoluto do álbum. Frank Rose do The Village Voice disse que esta canção juntamente com a contribuição de Denny Laine para o álbum, "Time To Hide” eram grandes números de produção do tipo que McCartney gosta quando ele sabe que ele tem um roqueiro de verdade ". A Rolling Stone também elogiou "Beware My Love" e" Time to Hide ", bem como" Let 'Em In "como excelentes exemplos de rock no melhor estilo de McCartney. Houve ainda elogios ainda mais efusivos em seus em relação a versão ao vivo da canção em Wings Over America, que é um minuto e meio mais curta do que a versão de estúdio. Larry Rohter do The Washington Post descreveu o desempenho da música em Wings Over America como "divertida e emocionante". Ben Fong-Torres descreveu a performance ao vivo de McCartney da música como uma volta para algumas daquelas que poderiam ter sido inspiradas em Little Richard.

Composta em Campbeltown, “Beware My Love” foi gravada como demo no Rude Studio, na Escócia. Da mesma forma que She’s My Baby, Letting Go, e outras gravações dos Wings, “Beware My Love” seria arranjada como um R&B, à moda da gravadora Motown. A versão ao vivo desta canção não apresenta a introdução com Linda nos vocais principais. Paul McCartney toca contrabaixo, piano, mellotron e violão. Vocais, mini-moog e harmonias, são de Linda McCartney. Violão e palmas - Denny Laine; Guitarra elétrica, pedal wah-wah e palmas, por Jimmy McCulloch. Bateria e percussão, Joe English. Foi gravada nos estúdios Abbey Road, da EMI, em Londres.

terça-feira, 24 de maio de 2016

GEORGE HARRISON - HORSE TO THE WATER

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"Horse To The Water” foi a última canção escrita por George Harrison e seu filho Dhani . Foi originalmente realizada pela Orchestra de Rhythm and Blues de Jools Holland , com Harrison, para o álbum Small World, Big Band (também conhecido como de Jools Holland Big Band Rhythm & Blues). Foi gravada em 2 de outubro de 2001, e é o último registro de uma performance de Harrison. Ele gravou apenas os vocais, enquanto já estava fraco demais lutando contra o câncer para conseguir tocar guitarra e morreu pouco mais de oito semanas depois, em 29 de novembro. Ele listou o editor da música como "RIP Music Ltd", em vez de sua empresa de costume Harrisongs. Segundo Holland, era o sentido obscuro de Harrison de humor. Horse To The Water foi um pouco de humor negro de sua parte, um pouco de piada interna sobre sua incapacidade de parar com o tabagismo pesado que ostensivamente causou seu câncer. Ele continuou trabalhando sem parar até o fim. “Você pode até levar o cavalo até a água, mas não pode obrigá-lo a beber”. Hare Harrison!

MARK MARQUIS - AND YOUR BIRD CAN SING

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HAPPY BIRTHDAY MR. BOB DYLAN - 75 ANOS

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Hoje é aniversário do grande e incomparável Bob Dylan - nome artístico de Robert Allen Zimmerman. Ele nasceu em 24 de maio de 1941 no estado de Minnesota, neto de imigrantes judeus russos. Aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Minnesota em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantor folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em Nova York em 1961. Em 2004, foi eleito pela revista Rolling Stone o 7º maior cantor de todos os tempos e, pela mesma revista, o 2º melhor artista da música de todos os tempos, ficando atrás somente dos Beatles, e uma de suas principais canções, "Like a Rolling Stone", foi eleita como uma das melhores de todos os tempos. Influenciou diretamente grandes nomes do rock americano e britânico dos anos de 1960 e 1970. Em 2012, Dylan foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama. É isso aí. Parabéns Bob Dylan. Continue rolando por muitos anos, like a rolling stone.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

GEORGE HARRISON - HE IS THE DARK HORSE

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Em 1974, George separou-se da sua primeira mulher, Pattie Boyd, ela o largou para ficar com seu amigo Eric Clapton. No mesmo ano, ele lançou o álbum Dark Horse, que teve muitas críticas negativas. George iniciou sua primeira tournê e seus shows foram muito criticados por conter um longo número do artista Ravi Shankar no seu início e também porque George sofria de problemas vocais e sua voz falhava durante os shows. George também lançou seu selo, a Dark Horse Records, passando o ano desenvolevendo-a. A Dark Horse Records começou a funcionar somente em 1976. George ainda lançou um último álbum, Extra Texture pela Apple, em 1975, um álbum para cumprir contrato com a gravadora. A música "You" foi o único sucesso, embora não tenha atingido o primeiro lugar nas paradas. O disco chegou na posição 8 nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. Somente em 1976, é que George lançou um álbum pelo seu selo, a Dark Horse Records, 33 1/3. Na época George ficou doente com hepatite, o que fez com que ele mudasse a distribuidora do álbum da A&M Records para a Warner Bros. Records pelo fato que a A&M Records queria que ele entregasse um novo álbum até junho e isso se tornou impossível com a doença. Para o álbum ele escreveu "This Song", música que satirizava o caso de plágio de "My sweet Lord". As músicas "This Song" e "Crackerbox Palace" fizeram um certo sucesso e o álbum atingiu o décimo primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. A única promoção que George fez para o álbum foi se apresentar junto ao cantor Paul Simon no programa Saturday Night Live em 20 de novembro de 1976.

PAUL McCARTNEY - THE LIFE - PHILIP NORMAN

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“Paul McCartney: The Life” , Autor: Philip Norman, Editora: Weidenfeld & Nicolson, Páginas: 853, Preço: £12 (€15)
Para quem escreveu um dia que “John Lennon era três quartos dos Beatles”, Philip Norman parece querer redimir-se. Ou pelo menos encontrou no quarto restante matéria suficientemente interessante para dar à estampa mais de 800 páginas sobre a vida de Paul McCartney. O livro saiu a 5 de maio, 26 anos após ter biografado o seu companheiro de criação e 35 depois de “Shout!”, a sua obra sobre os Beatles. Agora até já pensa que Paul, hoje com 73 anos, foi “subestimado”, conta “The New York Times”. O McCartney das “silly love songs”, visto por muitos como o Beatle “fofinho” e superficial, em contraste com o profundo e iconoclasta Lennon, sai efetivamente redimido em “Paul McCartney: The Life”, escreve “The Guardian”. Norman parece corroborar, por fim, a ideia de George Martin, o recém-falecido produtor dos Beatles, segundo a qual “John era limão onde Paul era azeite”, que é como quem diz que são precisos dois para temperar a música da banda mais bem-sucedida de sempre. O diário britânico nota até que há uma dose de “paninhos quentes diplomáticos no tocante às qualidades menos atraentes” do biografado, mormente a escassa simpatia e generosidade dispensada a empregados e subalternos. McCartney não colaborou diretamente com Norman, mas tão-pouco o hostilizou. A biografia é tacitamente autorizada e conta com contributos inéditos de amigos e parentes. E não se pense que é hagiográfica: autoritarismo e desejo de autopromoção são características de Paul que Norman aborda, bem como o sexismo dos Beatles e a avareza do mais célebre dos seus membros sobreviventes. Depois de evocar a infância de McCartney, o impacto da morte da mãe e a influência do pai, músico amador, o autor regressa aos anos de Hamburgo, onde os Beatles tocaram em clubes (ainda antes da formação definitiva, com George Harrison e Ringo Starr), e aos bas-fonds da Londres dos anos 60, para garantir que “Macca” (como McCartney era conhecido) também tinha interesses de vanguarda, tendo estudado compositores como Karlheinz Stockhausen e Luciano Berio. A imagem mole deveu-se, conclui Norman, a uma certa atitude displicente do próprio Paul – que, segundo a revista “New Yorker”, faz um esforço sobre-humano por parecer vulgar – e à acidez de Lennon pós-rutura dos Fab Four, como os Beatles ficaram conhecidos. A dor causada pelo fim da parceria com John, a convicção de que a música acabara para si e a forma como deu a volta merecem lugar de destaque. McCartney veio à tona e deu mostras de impressionante produtividade a solo (17 álbuns pós-Beatles) e, nos anos 80, com os Wings (7 discos). O espesso volume revela episódios (ainda haverá algo por descobrir sobre os quatro liverpoolianos?) como os nove dias que Paul passou numa prisão de Tóquio, por posse de marijuana. E conta que um compromisso com os escuteiros o fez perder um concerto com Lennon quando faziam parte da banda Quarrymen, na juventude. A concentração nos anos anteriores e posteriores aos Beatles dá ao jornal nova-iorquino, contudo, uma certa sensação de “anticlímax”. E que o respetivo clímax tivesse sido alcançado aos 20 e tal anos não é irrelevante. A vida pessoal de Paul merece algum destaque, a que as recensões da imprensa têm prestado atenção. O ex-Beatle homenageou a primeira mulher, Linda Eastman (falecida em 1998), dizendo que não sabe como é que alguém conseguira viver com ele nos piores momentos, mas Norman traça um quatro idílico, rural e vegetariano da família naqueles anos. O livro escalpeliza ainda o segundo casamento do músico, com a modelo Heather Mills, e o seu triste fim, em 2008, ao fim de seis anos. Desde 2011 McCartney está casado com Nancy Shevell. “The Washington Post” elogia a densidade e completude da obra, que retrata “um McCartney mais pleno do que qualquer outra”. Norman consegue não só confirmar o papel central da música nesta vida como mostrar as outras dimensões da mesma. Para este jornal, “apetece sacudir o McCartney do terço final deste livro e dizer-lhe: ‘Rapaz, não queres voltar a ser um grande artista?’.” Mas a verdade é que não só Paul nunca deixou de o ser como a vida “se leva melhor em adaptação permanente, a trautear, do que a tentar agarrar as estrelas com a mão”.

DAVID GILMOUR - HERE, THERE AND EVERYWHERE

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A edição de maio da revista britânica Mojo traz uma rara preciosidade, um presente maravilhoso para seus leitores: um CD de David Gilmour, o eterno vocalista e virtuoso guitarrista do Pink Floyd, tocando e cantando sua versão de Here, There and Everywhere, dos Beatles. O CD vem acoplado à capa da publicação, dedicada a Patti Smith. E quem pensa que esse é o único presente, engana-se. A confissão de Gilmour é surpreendente: “Eu realmente desejaria ter sido um Beatle”. E foi além: “Eles me ensinaram como tocar guitarra. Aprendi tudo sobre eles. Tirei todas as linhas de contrabaixo, os solos, as bases, tudo. Eles eram fantásticos”. Gilmour gravou o cover do Fab Four com seu filho Joe. No CD, composições de outros artistas, entre eles David Crosby & Graham Nash, Phil Manzanera, Robert Wyatt, Steven Wilson e The Pretty Things. Gilmour toca guitarra em todas as faixas.

domingo, 22 de maio de 2016

THE BEATLES - SHE LOVES YOU & TWIST AND SHOUT - SENSACIONAL!

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JOHN LENNON - IT'S SO HARD - NÃO É MOLE NÃO!

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“It’so Hard” - "É tão difícil", é uma canção escrita e interpretada por John Lennon , que apareceu pela primeira vez em seu álbum “Imagine” de 1971. Também foi lançada como lado B do single "Imagine". No México, foi lançado em um EP com "Imagine", "Oh My Love" e "Gimme Some Truth". Também aparece no álbum ao vivo de Lennon “Live in New York City”, lançado em 1986, mas gravado ao vivo em de 30 de agosto de 1972. De acordo com o autor John Blaney, a letra de “It’so Hard” representa um resumo da luta de Lennon com os problemas da vida. Lennon queixa-se sobre as dificuldades e a necessidade de comer e ter amor, observando que às vezes as coisas ficam tão difíceis que ele quer parar de tentar. Ele só encontra consolo com sua amante. O autor Andrew Grant Jackson interpreta a canção como demonstrando a dificuldade em conseguir a utópica visão de "Imagine", que foi lançado como o lado A do single. A letra incorpora um duplo sentido, como "vai para baixo", que é usada para significar "desistir" no início, mas referir-se ao sexo oral no final da canção. “It’so Hard” é um hard rock blues. Os instrumentos principais são apenas Lennon na guitarra, Klaus Voormann no baixo e Jim Gordon na bateria. Além disso, os instrumentais incluem cordas tocadas por dois violinistas e um solo de saxofone tocado por King Curtis , que seria assassinado logo depois da gravação e antes do lançamento de "Imagine".

PAUL & LINDA McCARTNEY - UNCLE ALBERT / ADMIRAL HALSEY

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Esta faixa foi inspirada em Albert Kendall, um tio de McCartney que costumava pregar a bíblia quando ficava embriagado. A canção é formada por três partes estruturadas da seguinte forma: a) Uncle Albert, b) Hands Acroos The Water , e c) Admiral Halsey. Segundo o engenheiro de som, Tim Geelan, além das três partes principais o mix da canção foi preparado em 12 semi-estruturas, indicando a complexidade da produção. A letra de “Admiral Halsey” apresenta algumas expressões de duplo sentido, como “the butter wouldn’t melt, so i put it on the pie” (a manteiga não derreteu, então a coloquei dentro da torta). A “torta”, no caso, é uma expressão britânica para o órgão sexual feminino, também usada na canção Penny Lane (no trecho “for a finger and finger pie”). Durante a gravação da parte orquestral, alguns músicos da filarmônica de Nova York tiveram de ser convencidos a permanecer no estúdio pelo produtor Phil Ramone, que supervisionava a sessão. O motivo é fácil de ser entendido: as normas do sindicato dos músicos profissionais dão a eles “proteção” quando a jornada de trabalho excede o número de horas máximas estipuladas pela lei. Após uma rápida conversa e a promessa de adcionar alguns “dólares extras” na conta bancária dos radicais violonistas, a sessão continuou sem problemas. Já o solo de trompa, tocado por Marvin Stamm, foi gravado de uma forma incomum: com o microfone embutido na saída de som. No setor de “efeitos especiais”, o som de trovões foi produzido por Eirik “The Norwegian” Wangberg, no Sound Recorders, em Los Angeles. Wangberg sampleou a tempestade do banco de sons do estúdio, e gravou uma faixa mono com os efeitos. A partir desse master, uma outra faixa foi criada em mock stereo (estéreo fabricado) e mixada posteriormente na música.
Fonte: “Paul McCartney – Todos os segredos da carreira solo” de Cláudio D. Dirani – o melhor livro já publicado sobre a obra de McCartney no Brasil!

GEORGE HARRISON (with Carl Perkins) - EVERYBODY'S TRYING TO BE MY BABY - AVE MARIA!

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A PEDIDOS - THE BEATLES - PAPERBACK WRITER - RAIN

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“Paberback Writer” foi lançada como Lado A do single que tinha "Rain" como Lado B, alcançou o topo das paradas britânica e americana. Mais tarde, foi incluída nos álbuns “Hey Jude”, “The Beatles 1962–1966”, “Past Masters, Volume Two” e “1”.
Primeiro single dos Beatles cuja temática não era o amor ("Nowhere Man" tinha sido a primeira canção), "Paperback Writer" contava a história de um romancista implorando a um editor que aceite seu livro de mil páginas. A composição da canção é creditada a Lennon/McCartney, embora muitos acreditem que a canção tenha sido escrita apenas por Paul. Entretanto, em entrevista na década de 90, ele esclareceu a questão: "Eu cheguei à casa de John e lhe falei sobre a ideia de escrever uma canção sobre um autor, como uma carta para um editor. Então, nós fomos à sala de música dele e colocamos a melodia. Posteriormente, John e eu nos sentamos e terminamos a canção, mas ela foi creditada a mim porque a ideia original era minha". "Paperback Writer" foi surpreendente na época por ser um single pop com um tema tão incomum e uma levada tão boa.
Paul disse que sempre gostou do som das palavras "paperback writer" e decidiu criar sua história em torno da expressão. O estilo epistolar da canção surgiu durante uma viagem de carro. "Assim que cheguei, disse a ele que queria que escrevêssemos uma música como se fosse uma carta", ele conta.Tony Bramwell recorda que a inspiração para boa parte da letra veio de uma carta real mandada a Paul por um aspirante a escritor.
As brochuras tinham causado uma revolução editorial, tornando os livros acessíveis a pessoas que teriam considerado as edições de capa dura caras demais. O poeta Royston Ellís, primeiro autor publicado que os Beatles conheceram quando tocaram para acompanhar sua poesia em 1960, está convencido de que Paul se agarrou à expressão “paperback writer” a partir das conversas dos dois. "Apesar de eu escrever livros de poesia na época, se me perguntassem o que eu queria ser, eu sempre dizia um 'escritor de brochuras' porque era o que você tinha de ser se quisesse atingir o grande público", conta Ellis, que se tornou escritor de guias de viagem e romances comerciais. "Minha ambição era ser um escritor que vendesse seus livros e ganhasse dinheiro com isso. Era o meu equivalente para a ambição deles de fazer um single que vendesse um milhão."
Assim como muitas composições de Paul, a letra era guiada mais pelo som das palavras do que pela lógica da narrativa. Interpretada literalmente, é sobre um autor que tinha escrito um livro baseado em um romance sobre um escritor de brochuras. Em outras palavras, é um romance baseado em um romance sobre um homem escrevendo um romance que, por sua vez, é presumivelmente baseado em um romance sobre um homem escrevendo um romance. O "homem chamado Lear" provavelmente é uma referência a Edward Lear, pintor vitoriano que, apesar de nunca ter escrito um romance, escreveu poemas e canções nonsense que John começou a ler quando críticos especularam que o autor o havia influenciado em In His Own Write. O Daily Mail recebe uma menção porque era o jornal que John lia. As matérias do Daily Mail mais tarde serviriam de inspiração para duas músicas de Sgt Pepper.
A principal inovação musical em "Paperback Writer" era o uso do recurso "boost" no baixo, que possibilitou que o instrumento ganhasse um raro protagonismo na banda. Através de algumas inovações no estúdio feitas pelo engenheiro de som Ken Townsend, o baixo se tornou o instrumento mais proeminente da faixa, na linha do que faziam instrumentistas que acompanhavam Otis Redding e Wilson Pickett. Os backing vocais foram inspirados por Pet Sounds, dos Beach Boys. John e Paul receberam uma cópia do disco antes que ele fosse lançado. "Paperback Writer" foi um single número 1 em vários países, incluindo a Inglaterra, os Eua, Alemanha e Austrália.
"Paperback Writer" é uma canção escrita por Lennon & McCartney e gravada pelos Beatles em 1966. Foi lançada como Lado A do single que tinha a canção "Rain" como Lado B, e alcançou o topo das paradas britânica e americana. Anos depois, foi incluída nos álbuns Hey Jude, The Beatles 1962–1966, Past Masters, Volume Two e 1.
O single foi o primeiro dos Beatles que não falava de amor, e a letra da canção foi escrita como uma carta enviada por um autor a um editor de livros pedindo para aceitar seu novo livro. A inspiração teria surgido de uma carta real enviada a Paul por um aspirante a escritor.
A composição da canção é creditada a Lennon & McCartney, embora muitos acreditem que a canção tenha sido escrita apenas por Paul. Entretanto, em entrevista na década de 90, ele disse: "Eu cheguei à casa de John e lhe falei sobre a ideia de escrever uma canção sobre um autor, como uma carta para um editor. Então, nós fomos à sala de música dele e colocamos a melodia. Posteriormente, John e eu nos sentamos e terminamos a canção, mas ela foi creditada a mim porque a ideia original era minha".



Em uma primeira leitura, a letra de "Rain" parece fazer referência as pessoas que reclamam do clima. Mas, em uma análise mais profunda, propõe a libertação dos valores morais pré-estabelecidos. Além disso, sugere um estado de consciência alterado, não somente pelos seus versos, mas também pelos vocais arrastados e nos instrumentos tocados de forma mais lenta, porém pesados.
O último verso de "Rain" inclui um trecho tocado ao contrário, tendo sido um dos primeiros usos dessa técnica em um disco. George Martin disse que a ideia foi dele, mas John Lennon, afirmou: "Após a sessão de gravação da canção - que terminou às quatro ou cinco da manhã - eu levei a fita para casa para ver o que mais eu poderia fazer. E eu estava meio cansado, não sabendo bem o que estava fazendo, e coloquei no gravador de forma incorreta, tocando-a ao contrário. E gostei. Foi o que aconteceu." "Rain" acabou se tornando uma das preferidas dos integrantes da banda e também dos fãs. Ringo Starr considera a canção um de seus melhores desempenhos como baterista, e Paul McCartney declarou várias vezes que é uma das suas preferidas.