quinta-feira, 24 de setembro de 2020

JOHN LENNON - CHILD OF NATURE - ESHER DEMO - 1968

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NAT KING COLE - NATURE BOY

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"Nature Boy" é uma canção gravada pela primeira vez pelo cantor de Jazz Nat King Cole. Foi lançada em 29 de março de 1948, como um single pela Capitol Records, e mais tarde apareceu no álbum The Nat King Cole Story. "Nature Boy" foi escrita em 1947 por Eden Ahbez e é parcialmente autobiográfica. A gravação ocorreu em 22 de agosto de 1947 e contou com uma orquestra conduzida por Frank De Vol - o arranjador interno da Capitol Records. Ele usou cordas e flauta como instrumentação na música, para capturar a vibe "encantadora" de "Nature Boy". A letra é um autorretrato de Ahbez e sua vida. A linha final - "A melhor coisa que você aprenderá, é amar e ser amado em troca" - é considerada um momento comovente e o ponto alto da música, com várias interpretações. "Nature Boy" se tornou um sucesso comercial, alcançando o topo das paradas musicais da Billboard e vendendo mais de um milhão de cópias, ajudando a estabelecer a carreira solo de Nat King Cole.
Após o sucesso de Cole com a música, gravadoras rivais lançaram versões cover de "Nature Boy" por outros artistas como Frank Sinatra e Sarah Vaughan, que também fizeram sucesso. No final das contas, tornou-se um padrão para o Pop e Jazz, com muitos artistas interpretando a música, incluindo Tony Bennett e Lady Gaga, que a gravaram para seu álbum colaborativo de Jazz, Cheek to Cheek (2014). Também foi usada em vários filmes como O Garoto de Cabelo Verde, O Talentoso Mr. Ripley e o musical Moulin Rouge de 2001, para o qual o cantor David Bowie gravou uma versão techno.

THE BLACK DYKE MILLS BAND - THINGUMYBOB

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No mesmo dia (20 de agosto) em que gravou “Mother Nature’s Son”, Paul McCartney também gravou outras duas músicas, “Wild Honey Pie” e “Etcetera”, cortada do álbum (branco) e lançada pela Black Dyke Mills Band como “Thingumybob” junto com “Yellow Submarine”. O nome “Etcetera”, foi mudado pelo próprio McCartney. “Thingumybob” é uma música instrumental sem qualquer vocal, e tem um ritmo festivo, lembrando as rodas e festas da Inglaterra.
“Thingumybob” é creditada a Lennon-McCartney e a “The Black Dyke Mills Band” foi uma banda de metais de Yorkshire que foi uma das primeiras contratações da Apple Records. A gravação de “Thingumybob” foi em Saltaire, perto de Bradford, com McCartney produzindo a sessão. Além dessa, a banda gravou "Yellow Submarine" para o lado B do single lançado pela Apple nos Estados Unidos em 26 de agosto e no Reino Unido em 6 de setembro.“Thingumybob” foi composta como a música tema da comédia de mesmo nome produzida pela Yorkshire Television em 1968.

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON - 1965 - WELCOME SPRING!

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PAUL McCARTNEY - NOT SUCH A BAD BOY - NO MORE, NO MORE, NO MORE!

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O álbum Give My Regards to Broad Street, de Paul McCartney lançado em 1984, é pouco lembrado quando fazem listas dos melhores de Paul. Injusto porque são tantos sucessos, um atrás do outro, que parece mais um Greatest Hits.

A sensacional "Not Such A Bad Boy" foi uma das duas músicas compostas especificamente para a trilha sonora e é um dos destaques do filme, a outra foi o megasucesso "No More Lonely Nights". A letra destaca os tempos nada agradáveis junto aos rígidos professores do Liverpool Institute. Paul McCartney canta e toca baixo; Chris Speeding Dave Edmunds, guitarras; Jody Linscott, percussão e Ringo Starr toca bateria.

JOHN & YOKO - ABOVE US ONLY SKY

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A postagem JOHN E YOKO: SÓ O CÉU COMO TESTEMUNHA foi publicada aqui há pouco mais de um ano, em 2 de maio de 2019, avisando que o filme tinha recém estreado na Netflix. Agora, ela é lembrada novamente porque alguém que eu conheço e geralmente sabe tudo dessas coisas, me disse que o documentário sobre a produção de "Imagine" é um dos próximos da lista dos que serão excluídos. Uma pena.
"John & Yoko: Above Us Only Sky" é um filme documentário que foi ao ar no Channel 4, em novembro de 2018 e pela rede A&E em março de 2019. O foco é o relacionamento de John Lennon e Yoko Ono até aquele ponto e como isso impactou a criação do álbum Imagine gravado em 1971 em sua casa em Tittenhurst Park em Ascot, Inglaterra. Vídeos não apresentados anteriormente ao público são disponibilizados, além de conversas inéditas com Julian Lennon e com os músicos que ajudaram a criar e concretizar ImagineEmocionante.

I SHALL BE RELEASED (By BOB DYLAN) - 1969

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“I Shall Be Released” já deve ter aparecido por aqui em alguma postagem sobre “The Band”. Mas nunca, numa dela própria. E nunca ela apareceu aqui com a versão que é a minha preferida: com The Hollies.
“I Shall Be Released” foi composta por Bob Dylan em 1967. Inicialmente foi gravada por The Band que fez a primeira versão oficialmente lançada em seu álbum de estreia de 1968, 'Music from Big Pink', com Richard Manuel cantando os vocais principais, e Rick Danko e Levon Helm harmonizando no refrão.

“I Shall Be Released” também foi tocada perto do final do show de despedida de The Band em 1976, The Last Waltz, no qual todos os artistas da noite, exceto Muddy Waters, mais Ringo Starr e Ronnie Wood, apareceram no mesmo palco. A composição de “I Shall Be Released” (Eu devo ser Solto) é influenciada pela música gospel, combinando imagens de redenção religiosa com libertação literal implícita da prisão. Uma canção sobre prisioneiros redimidos. Os versos descrevem a vida atrás de uma parede, ouvindo um homem que "jura que não é culpado" e está gritando que foi incriminado. Enquanto o narrador reflete sobre tudo e diz: “a qualquer momento, eu serei solto”.

São incontáveis os artistas e bandas que já coverizaram “I Shall Be Released” em todos esses anos. Entre eles, The Birds, The Band, The Hollies entre outros. A versão com os Hollies foi lançada como single em 1969, lado B de “I'll Be Your Baby Tonight”, também de Dylan. E mais tarde, no álbum “The Hollies - Words and Music By Bob Dylan”, também de 1969.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

ERIC CLAPTON - SLOW HAND - 1977 - SENSACIONAL!

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De um tipo de Deus e herói da guitarra dos anos 1960, a transformação de Eric Clapton em um homem à vontade no mundo do rádio contemporâ­neo dirigido a adultos foi tomar forma em Slowhand, o qual apresenta Clapton e sua banda em um estado de espirito relaxado.
Slowhand  foi o quinto álbum de estúdio de Eric Clapton. Lançado em 25 de novembro de 1977 pela RSO Records, é um de seus álbuns de estúdio de maior sucesso comercial e de crítica. Slowhand produziu dois singles de sucesso "Lay Down Sally" e "Wonderful Tonight", alcançou várias paradas musicais internacionais e foi homenageado com vários prêmios e certificações de gravação. Em 2012, uma edição deluxe foi lançada para comemorar o 35º aniversário do álbum.

Pela primeira vez trabalhando com o produtor Glyn Johns, cujos créditos passados na produção e engenharia incluíam os Beatles, os Rolling Stones e o Who, esse lançamento de 1977 foi também uma demonstração de ecletismo, absorvendo blues, country e rockmainstream. O enfoque discreto de Clapton não está mais evidente do que em “Wonderful Tonight” a primeira canção que ele havia preparado para o álbum e outro tributo, depois de “Layla” para sua futura esposa Patti Boyd — que naquele ano se divorciou do ex-Beatle George Harrison. Embora rapidamente tenha se tornado uma favorita do rádio e das pistas de dança, ‘Wonderful Tonight’ veio dar munição para a crítica acusá-lo de se satisfazer com material leve, brando.
Mas a abertura do álbum, um cover da bluseira “Cocaine” de J. J. Cale, estabelece o tom correto, enquanto o ritmo de Slowhand é levado para o country-rock “Lay Down Sally”, que se tornou seu maior sucesso nos EUA desde ‘I Shot The Sheriff’ ao alcançar a posição número 3 nas paradas, no final de 1977. O sucesso dessa faixa foi também a chave para tornar o álbum o mais bem ven­dido de Clapton até a data, com apenas Saturday Night Fever impedindo que chegasse à posição número 1; já no Reino Unido o álbum conseguiu chegar à 23ª posição.

O título do discão vem do apelido de Clapton“Slowhand”, que lhe foi dado por Giorgio Gomelsky. Em sua autobiografia de 2007, Clapton lembrou que o nome "Slowhand" parecia ser parte de seu nome verdadeiro, porque parecia ser bem recebido por seus amigos americanos e fãs que pensavam no Velho Oeste ao ouvir o apelido. A arte do álbum foi feita pelo próprio Clapton com a ajuda de Pattie Boyd e Dave Stewart, creditado como "El & Nell Ink".

PAUL McCARTNEY & WINGS - GOODNIGHT TONIGHT******

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"Goodnight Tonight" foi composta por Paul McCartney e lançada como single pelo Wings. A música é notável pelo seu som meio discoteca e a guitarra flamenca. Alcançou o número cinco no Reino Unido e nos Estados Unidos durante 1979. Foi produzida especialmente para ser lançada como o primeiro compacto lançado pela gravadora CBS, que comercializaria os discos de McCartney até 1986 nos Estados Unidos.
"Goodnight Tonight" começou como uma faixa de apoio instrumental que Paul McCartney havia gravado em 1978. Precisando de um single do Wings para acompanhar o álbum Back to the EggMcCartney voltou à faixa e e trabalhou com a banda. Adicionaram guitarras elétricas, percussão, e toda a banda cantou no coro. Como tinha mais de sete minutos de duração, uma versão editada era usada como single, com a versão completa disponível como single de 12 polegadas. Foi feito um vídeo promocional para a música, mostrando os Wings ambientados na década de 1930. As fotos do vídeo foram usadas na capa do single. Nos EUA, foi o primeiro lançado no novo acordo da McCartney com a Columbia Records. "Goodnight Tonight" aparece nas compilações “All the Best!” (1987), “Wingspan: Hits and History” (2001) e “Pure McCartney” (2016). A versão de 7 polegadas foi lançada como uma faixa bônus no CD remasterizado de 1993 de “McCartney II”, como parte de The Paul McCartney Collection.
"Goodnight Tonight" foi um sucesso internacional (inclusive no Brasil), alcançando o número cinco na Billboard Hot 100 nos EUA e no UK Singles ChartJohn Lennon disse mais tarde que não se importava com a música, mas apreciava o baixo de McCartney nela. O single recebeu um Disco de Ouro certificado pela RIAA (Recording Industry Association of America) pela venda de mais de um milhão de cópias.

PAUL McCARTNEY & WINGS - DAYTIME NIGHTIME - SENSACIONAL!

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"Daytime Nightime Suffering" foi composta por Paul McCartney e gravada pelo Wings em 1979. Foi lançada como lado B do single "Goodnight Tonight" em 23 de março de 1979. Este single foi um dos cinco maiores sucessos no Reino Unido e nos EUA. Alcançou o Top Ten em ambos os lados do Atlântico na primavera de 1979, ganhando também a certificação ouro nos Estados Unidos.
"Daytime Nightime Suffering" apareceu em CD em 1993 como parte do lançamento de The Paul McCartney Collection, e pode ser encontrada como uma faixa bônus no álbum Back to the Egg. Também está incluída na coleção Wingspan: Hits and History.
Quando a banda estava gravando Back to the Egg’, Paul disse aos outros que se eles criassem uma música boa o suficiente, seria gravada e colocada no lado B do single "Goodnight Tonight" com os devidos créditos. Um gesto tão generoso abriu as portas para as finanças dos outros Wings, já que a inclusão da canção poderia render uma pequena fortuna como lado B de um grande single de sucesso.
Cada um dos Wings, incluindo Linda, passou o fim de semana tentando compor alguma coisa. Mas na manhã de segunda-feira, Paul chegou dizendo que “já estava pronta” e “vamos gravar!”. E assim foi. Paul McCartney - vocal, baixo e sintetizador; Linda McCartney – órgão e backing vocals; Denny Laine - guitarra elétrica e backing vocals; Laurence Juber - guitarra elétrica; Steve Holley – bateria e pandeiro.

ANNOUNCING THE BEATLES: GET BACK

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SHOCKING BLUE - VENUS - SENSACIONAL!!!

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Publicada aqui originalmente em 31 de dezembro de 2014.
"Shocking Blue" foi uma banda de Rock/Pop criada na Holanda pelo guitarrista Robbie Van Leeuwen em 1967 junto com o baterista Cor Van Beek, o baixista Klaassje van der Wal e o cantor Fred de Wilde. Chamavam-se apenas SHOCKING” e gravaram um disquinho que fez um sucesso modesto em sua terra natal.

Tempos mais tarde, seu empresário foi numa festa que estava sendo animada pela banda Bumble Bee, e lá, conheceu MARISKA VERES,que rapidamente assinou um contrato com os Shocking. Tornou-se a Lead vocal da banda, mudaram o nome para "Shocking Blue" e emplacaram pelo menos três gandes sucessos. Mas nada que se compare com “VENUS”. Um sucesso absoluto e matador! Gravada e regravada milhões de vezes pelos melhores artistas do "pop" mundial, “VENUS” explodiu e foi sucesso no mundo inteiro e ainda hoje é capaz de causar emoções das mais variadas.
Mariska tinha a voz rouca, forte, uma maquiagem pesada e roupas que lhe davam um ar completamente hermafrodita. “VENUS” deu a banda fama e grana. Mas é difícil aguentar dois anos nas paradas. Só os grandões conseguem. Assim, logo chegouo fim para o "Shocking Blue". Em 1971 o guitarista Robbie Leeuwen deixou a banda por achar que era o líder. Mariska continuou, mas nunca mais conseguiria algo que se comparasse com “VENUS”.
Depois do fim do Shocking BlueMariska tentou seguir carreira solo no Pop e Eurodance. Ela morreu em 2 de dezembro de 2006 com 59 anos de câncer, pesando mais de 100 quilos. Uma pena!

PAUL McCARTNEY & DAVE STEWART - WHOLE LIFE

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"Whole Life" foi composta em 1995 por Paul McCartney em parceria com Dave Stewart (Eurythmics) para o projeto beneficente “46664" de Nelson Mandela em prol das vítimas da AIDS na África. 46.664 era o número da prisão de Nelson Mandela em Robben Island, na Cidade do Cabo, onde foi mantido em cativeiro por 18 anos. Gravada inicialmente no estúdio de Paul “The Mill" em East Sussex, em maio de 1995 e também no estúdio de Dave Stewart “The Church" para overdubs em novembro de 1995 e finalizada oito anos depois pelos dois em Abbey Road com supervisão e assistência de Sir George Martin e também com participação da banda de Paul, "Whole Life" foi disponibilizada para download no site 46664 poucos dias após sua gravação. Em 2005, foi lançada no EP “One Year On 46664” - lançado no iTunes da Apple (em janeiro) e com suporte físico apenas na Espanha (em abril).

Uma nova mixagem de “Whole Life” também aparece na recente coleção deluxe Flaming Pie Archive Collection (2020).
Da gravação original participaram: Paul McCartney - Guitarra e vocais; Rusty Anderson - Guitarra; Abe Laboriel Jr - Bateria; Paul Wickens - Piano elétrico e órgão; Brian RayBaixo e Dave Stewart - Violão.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

A HISTÓRIA DE UM ENCONTRO INUSITADO COM OS BEATLES NA ÍNDIA

Um comentário:

Experiência vivida pelo diretor Paul Saltzman em 1968 se transformou em documentário, lançado neste mês de setembro. Em 1968, Saltzman, um mochileiro canadense encontrou por acaso os Beatles em um retiro espiritual na Índia.
Home - The Beatles in India
Paul Saltzman tinha 23 anos e viajava pelo país quando soube que sua namorada em Montreal havia decidido acabar o relacionamento. Para tentar "curar o coração partido", segundo ele, decidiu pegar um trem, um barco e um táxi até chegar ao ashram do guru Maharishi Mahesh Yogi, na cidade de Rishikesh. A era hippie vivia seu auge e o guru havia ficado conhecido depois de viajar o mundo para divulgar a meditação transcendental. Chegando lá, o jovem descobriu que o local estava fechado pelas próximas semanas porque os Beatles passavam uma temporada lá.Opera Mundi: Turistas são forçados a escrever “desculpa” 500 vezes por  quebrar confinamento na Índia
Depois de horas de insistência, contudo, ele conseguiu convencer um funcionário a deixá-lo entrar. Saltzman foi direto a uma sessão de uma hora de meditação e saiu se sentindo melhor. "A aflição pelo término tinha desaparecido. Saí caminhando pelo bosque para conhecer o lugar", disse ele. Foi quando viu os Beatles pela primeira vez.
Beatles, Rishikesh, India 1968 | Paul Saltzman
John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison usavam a vestimenta tradicional indiana e estavam sentados em torno de uma longa mesa perto de uma falésia. Algumas das esposas e namoradas estavam junto, assim como a atriz Mia Farrow, o cantor Mike Love, dos Beach Boys, e o músico Donovan. Eles estavam no meio de um retiro que duraria três meses. Saltzman perguntou se podia se juntar ao grupo e Paul McCartney puxou uma cadeira para ele.Beatles, Rishikesh, India 1968 | Paul Saltzman
"Eu sentei e gritei internamente: 'Os Beatles!'", diz o diretor, hoje com 78 anos. Quatro anos antes, em 1964, ele e outros 18 mil fãs assistiram a um show do quarteto de Liverpool em Toronto. Agora, por obra do acaso, ele estava em frente à banda mais famosa do mundo. Na época, os Beatles colhiam os frutos do álbum icônico Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, lançado em 1967, e começavam a escrever as canções do próximo trabalho, que seria batizado de White Album, o único álbum duplo da banda, que dividiu a opinião dos críticos. Segundo Saltzman, foi Lennon que quebrou o gelo logo depois de ele sentar. "Você é americano?", perguntou Lennon. "Não, sou canadense". "Ah, ele é de uma das colônias", brincou o artista. A mesa caiu na gargalhada. "Então você ainda cultua Sua Alteza Real?", Lennon continuou. Saltzman disse que, pessoalmente, não. McCartney e Starr entraram na conversa: "Bom, vocês ainda têm a rainha impressa no dinheiro...". "Nós a colocamos no nosso dinheiro, mas ela vive com vocês!", respondeu. Saltzman conviveu por pouco mais de uma semana com os Beatles no retiro remoto às margens do Ganges. Eles meditaram juntos, cantaram, comeram pratos vegetarianos e conversaram.
Mais de 50 anos depois do encontro, Saltzman transformou a história em um documentário de 79 minutos: Meeting The Beatles in India ("Encontrando os Beatles na Índia"). Narrado pelo ator Morgan Freeman e produzido por David Lynch, o filme traz imagens raras da banda feitas por Saltzman. São lembranças dos músicos em seu auge, relaxados e descontraídos. "Foi um encontro mágico. Eu amava a música deles. E não estava obcecado com a figura deles como celebridades da música. Eles também se comportaram de forma bem normal, sem estrelismo".Beatles, Rishikesh, India 1968 © Paul Saltzman, 1968
Ele fotografou os Beatles com uma câmera Pentax barata em três ocasiões. 30 das 54 imagens que fez no ashram tinham os Beatles. Saltzman voltou para casa e deixou os slides esquecidos em uma caixa de papelão por 32 anos, até que a filha o estimulou a fazer alguma coisa com eles. Foi quando, em 2005, ele lançou um livro em edição limitada com algumas das imagens.
No retiro, o baterista Ringo Starr o havia presenteado com uma câmera 16mm, que guardava cerca de 30 metros de filme, para que ele gravasse a banda, guardasse de recordação e talvez "ganhasse algum trocado". Mas os três minutos que ele filmou e levou consigo de volta para casa foram perdidos e nunca mais encontrados. "Nunca pensei que faria alguma coisa com as fotos e a filmagem. Tentei chamar atenção dos Beatles para um projeto por 12 anos, mas eles nunca responderam e eu desisti".
Saltzman conta que a banda escreveu dezenas de músicas enquanto estava no retiro indiano, muitas das quais incluídas no White Album: Back in the USSR, Happiness is a Warm Gun, Dear Prudence, Ob-La-Di, Ob-La-Da, Sexy Sadie, Helter Skelter e Revolution, entre outras. Ob-La-Di, Ob-La-Da nasceu nos degraus da entrada de uma das cabanas em que a comitiva da banda viveu nesse período. Saltzman encontrou Lennon e McCartney sentados em frente à casa dedilhando a melodia no violão. Ele correu para pegar sua câmera e tirou fotos dos dois com um Ringo pensativo ao lado. O diretor se recorda de vê-los cantando os primeiros versos da música "várias vezes seguidas, rápido, devagar, se divertindo com o processo". "Esse é o riff", disse McCartney, "mas não temos letra ainda".Beatles, Rishikesh, India 1968 | Paul Saltzman
A experiência, diz Saltzman, mudou sua vida. No filme, ele recria alguns dos momentos com ilustrações, fotografias, imagens do local e entrevistas. O lançamento aconteceu na última semana e ainda não há data para exibição no Brasil. "Lennon era o mais engraçado, com um humor irônico. Starr parecia calmo e centrado. George era o mais calado e o mais disponível para conversas mais sérias. E Paul era o mais simpático e divertido entre os membros da banda. Estive com eles por apenas oito dias. Mas tudo foi muito mágico".

THE BEATLES - I DON’T WANT TO SPOIL THE PARTY******

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"I Don’t Want To Spoil The Party” é uma da músicas mais legais e subestimadas do álbum "Beatles For Sale", lançado em dezembro de 1964 no Reino Unido. Nos Estados Unidos, apareceu no EP Beatles For Sale e também foi lançada como lado B do single "Eight Days a Week". Também é uma das faixas do álbum Beatles VI. Aqui, a gente confere o que disse sobre ela Steve Turner, autor de, entre outros, "The Beatles - A História Por Trás de Todas as Canções".
Os Beatles visitaram rapidamente os EUA em fevereiro de 1964, tocaram em Washington D.C. e em Nova York para promover “I Want To Hold Your Hand” e fizeram apresentações ao vivo no programa de Ed Sullívan, direto de Nova York e de Miami. Foi só em agosto de 1964 que eles chegaram para a primeira turnê propriamente dita pelo país, uma longa viagem de um mês que os levou a vinte cidades americanas e a três no Canadá. Eles tocavam doze músicas por show e tinham quatro atrações de abertura americanas - The Bill Black Combo, The Exciters, Jackie De Shannon e The Righteous Brothes. É provável que John tenha escrito "I Don’t Want To Spoil The Party” - em Los Angeles na noite de 24 de agosto de 1964. Das oito canções próprias do álbum, duas tinham sido compostas antes da turnê (“Baby’s In'Black" e "I'm'A Loser") e duas foram escntas na Inglaterra, "Eight Days A Week" e “She s A Woman”). Sobram então quatro músicas que devem ter surgido durante a turnê. Paul disse a um entrevistador que tinha escrito duas canções enquanto estava no La Fayette Motor Inn en Atlantic City. Com isso .sobram duas músicas que tiveram John como o compositor principal, e tudo leva a crer que elas sejam "No.Reply" e “I Don't Want To Spoil The Party”. O melhor indício de que “I Don’t Want To Spoil The Party” foi escrita em Los Angeles é que diversas fontes relatam que John não saiu na noite de 24. Teria ficado no hotel para compor uma música. Também sabemos que, para fazê-lo, ele recusou um convite para uma festa na casa de Burt Lancaster, na qual estiveram George, Paul e Ringo. Faria sentido que John estivesse se sentindo um “estraga-prazer”. Os dois dias em Los Angeles foram especialmente estressantes para os Beaües. Eles chegaram no dia anterior às 3h55, vindos de Vancouver, e foram hospedados em uma mansão que pertencia ao ator britânico Reginald Owens. Fizeram uma coletiva de imprensa para mais de duzentos jornalistas e, à noite, tocaram no Hollywood Bowl. Depois houve uma festa na mansão, em que John ficou conversando com Joan Baez. No dia seguinte, os Beatles tiveram de fazer média por uma hora em uma festa de caridade para a Haemophilia Foundation. Adultos só podiam participar se levassem uma criança. Era exatamente o tipo de evento que John detestava, porque tinha de fazer o papel de Beatle feliz. Isso pode tê-lo deixado no humor certo para escrever uma música sobre a inabilidade de fingir que estava se divertindo. Vale lembrar que, ao discutir a música depois, John disse que ela era “profundamente pessoal".
Embora cantada por John Lennon, "I Don’t Want To Spoil The Party” foi escrita por Lennon e Paul McCartney com Ringo Starr em mente. "Party" foi composta como uma música country e western. Ringo era um aficionado por canções country, e a música seguiu "I'll Cry Instead" como uma das primeiras canções dos Beatles nesse estilo. Os Beatles gravaram "Party" em 29 de setembro de 1964 no estúdio nº 2 da EMI em Abbey Road. George Martin foi o produtor e Norman Smith, o engenheiro de som. Eles gravaram 19 takes separados, embora apenas cinco deles estivessem completos. A tentativa final, o take 19, foi o que apareceu no álbum Beatles For Sale. John Lennon faz o vocal principal com a voz duplicada e toca guitarra acústica; Paul McCartney faz backing vocals e toca baixo; George Harrison também faz backing vocals e a guitarra solo e Ringo Starr toca bateria e pandeiro.