quarta-feira, 26 de abril de 2017

PAUL McCARTNEY ESTREIA "NOVA" TURNÊ PELO JAPÃO

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Nesta terça-feira (25), Paul McCartney fez a primeira apresentação do ano no histórico Budokan, em Tóquio, no Japão. Com uma singela homenagem ao disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, que completa 50 anos em julho, o músico mais uma vez encantou os japoneses. A turnê continua a ser a “One On One”, que teve início em 2016, diferente do que foi dito sobre uma possível “turnê comemorativa dos 50 anos do Sgt. Pepper’s”, como tem sido divulgado em alguns veículos. A única mudança significante em relação ao setlist que já era tocado, talvez feita propositalmente para o aniversário do álbum, foi a inclusão da música “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise), a qual já havia sido tocada anteriormente. O primeiro show do ano teve um atraso de 30 minutos, para o desespero dos fãs japoneses lá presentes, e teve seu início às 19h em Tóquio (7h, no horário de Brasília). Também nesta terça-feira (25) foi confirmado que Paul McCartney estará no Brasil em outubro. O ex-Beatle se apresentará em quatro capitais: 12/10 em Porto Alegre, no Beira Rio; 15/10 em São Paulo, no Allianz Parque; 17/10 em Belo Horizonte, no Mineirão; 20/10 em Salvador, na Fonte Nova. A pré-venda dos ingressos é prevista para começar na próxima sexta-feira (28). A última passagem de McCartney por terras brasileiras foi em 2014.

JULIAN LENNON NO BRASIL - ENTREVISTA

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Julian Lennon – filho mais velho de John Lennon com Cynthia Powell, sua primeira mulher – está no Brasil para abrir duas exposições fotográficas, hoje, na Leica Gallery, em Higienópolis. Além de músico, fotógrafo e produtor, Julian também apoia a filantropia. É fundador da White Feather Foundation, que luta por diversas causas, como levar água potável a regiões secas, proteção à cultura indígena, educação para as mulheres e preservação do meio ambiente. Por esse trabalho, ele será um dos homenageados do amfAR deste ano, que acontece amanhã, na casa de Dinho Diniz. Pelo modo como respondeu às perguntas da coluna, enviadas por e-mail, o fotógrafo deixou claro que é de poucas palavras. Questionado sobre a conturbada relação que teve com o pai, enquanto este era vivo, Julian deixou claro que isso faz parte de seu passado. “Sinto muito, mas aos 54 anos já respondi a estas perguntas um milhão de vezes. Você pode encontrar todas as informações sobre minha vida no meu site pessoal. Vivo o aqui e agora. Não vivo do passado e nem quero revisitar o que já passou”. A seguir, trechos da conversa.

Você é cantor, compositor, produtor, fotógrafo, filantropo e músico. Acha que a arte é algo hereditário? Acredito que todos nós somos artistas de alguma forma. A arte é algo que ajuda a nos encontrarmos. Acredito mesmo que ela nasce de nossos próprios desejos.
Como surgiu seu interesse pela fotografia? Ele veio através de um amigo que é um grande fotógrafo de celebridades, Timothy White. Ele viu minhas imagens e sugeriu que eu fizesse uma exposição. Passamos um ano editando as fotos e depois montei minha primeira mostra, que abri em Nova York, em 2010. O resto é história.
O que prefere hoje: fotografar ou cantar? Gosto de todos os aspectos criativos. Não acho que devemos escolher um específico.
Esta é a primeira vez que você visita o Brasil? Já estive aqui há alguns anos, acompanhando uma turnê da banda U2.
Gosta de música brasileira? Pelo pouco que sei, sim.
Além de estar aqui para suas exposições, amanhã você será um dos homenageados do amfAR. Como é essa sua ligação com filantropia e quais as causas que apoia?Tenho uma fundação, a White Feather, na qual nossa maior missão é a conservação da vida. Abraçamos questões ambientais e humanitárias em conjunto com parceiros de todo o mundo e ajudamos a angariar fundos para essas causas. Procuro maneiras de tornar o mundo mais sensível e equilibrado. Uma pena branca tem um grande significado para mim, então foi natural nomear a minha fundação com esse nome.
Mas quais são as causas que a fundação apoia? Ela foi concebida por muitas razões, mas o que mais me motivou foi o desejo de fazer o bem e dar de volta. No nosso site há uma longa lista de organizações nas quais a fundação acredita firmemente. É um pequeno passo para ajudar os outros e fazer a diferença.
Tem interesse em desenvolver um trabalho filantrópico no Brasil? Não há planos imediatos para isso, embora não signifique que não possa vir a acontecer em algum momento.
Você já deu inúmeras entrevistas sobre o relacionamento não tão amigável que mantinha com seu pai, John Lennon. Como foi crescer sendo filho de um beatle? Sinto muito, mas aos 54 anos já respondi a estas perguntas um milhão de vezes. Você pode facilmente encontrar todas as informações no meu site pessoal. Não estou aqui para refletir sobre essas questões mais. Tenho uma vida cheia, produtiva, bonita. Vivo o aqui e agora. Não vivo do passado e nem quero revisitar o que já passou outra vez. 

THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - OH DARLING - 2017

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"Oh! Darling" é uma canção dos Beatles composta somente por Paul McCartney, e lançada no álbum “Abbey Road” de 1969. A gravação teve início no dia 20 de abril com 26 tomadas. Neste dia, fora o vocal de McCartney, a participação dos outros Beatles foi completada. Para gravar o vocal, McCartney realizou sessões nos dias 17, 18, 22 e 23 de julho. A gravação de 23 de julho foi a que mais o agradou. Mais alguns ajustes e "overdubs" foram realizados no dia 8 de agosto e no dia 11 de agosto de 1969 a música estava concluída. Dura exatos 3’26”.

Quando criou a canção, McCartney sabia bem a potência que tinha nas mãos, e dedicou todo o potencial vocal que desenvolveu ao longo dos anos, como fazia em “Long Tall Sally”, ”Kansas City”, “I’m Down” e tantas outras. Paul desejava criar uma balada de rock'n'roll "anos 50". Do tipo de Jackie Wilson em especial. Deveria parecer algo semelhante à voz de alguém que estivesse há uma semana cantando ao vivo. Para gravar o vocal da canção, Paul foi durante alguns dias seguidos de madrugada aos estúdios Abbey Road, quando não havia nenhum outro Beatle por lá, até conseguir o efeito que queria em sua voz. Acreditava que as primeiras horas do dia eram as melhores para um canto alto, forte e agudo.
"Oh! Darling" é uma canção de amor. O protagonista pede a amada que acredite nele, nunca o abandone pois jamais lhe fará nenhum mal. Se ela o deixar, não suportará e morrerá. Mesmo apesar de nunca ter sido lançada como single, A gravação dos Beatles tornou-se uma das músicas mais conhecidas da banda. No CD Anthology 3 há uma gravação de um ensaio desta canção realizada no dia 27 de janeiro de 1969. Esta música estava nos planos de fazer parte do frustrado projeto "Get Back". Na época do lançamento de Abbey Road, George Harrison fez uma análise, descrevendo faixa por faixa. Sobre ‘Oh! Darling’, ele disse: É outra música de Paul, típica dos anos 50/ 60, principalmente nos acordes. É uma música típica da época dos gru­pos Moonglows, Paragons, Shells e tudo o mais. Ele trabalhou muito nela. Nós fizemos alguns ‘oh, oohs’ no vocal enquanto Paul se esgoelava."

TRAVELING WILBURYS - HANDLE WITH CARE

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

IMAGEM DO DIA - GEORGE HARRISON & JERRY ADRIANI

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Quando George Harrison fez a passagem, Jerry Adriani, que o tinha conhecido pessoalmente, disse que o mundo perdia “um tremendo boa-praça”. Isso se aplica também ao próprio Jerry: um tremendo boa-praça.

A PEDIDOS - STEVE WINWOOD - WHILE YOU SEE A CHANCE

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Um abração para o amigo Edvaldo Silva. Valeu!Resultado de imagem para STEVE WINWOOD
Praticamente desconhecido da grande maioria dos fãs de música, Steve Winwood entra facilmente no rol dos maiores compositores ingleses. Steve Winwood é multi-instrumentista com tendências virtuosas em mais de um deles, fantástico intérprete e dono de uma belíssima e arrebatadora voz. Com apenas 14 anos, entrou para o o Spencer Davis Group, e aos 17 já tinha uma música no primeiro lugar das paradas. Formou o Traffic, com Dave Mason e Jim Capaldi e depois, o Blind Faith com Eric Clapton.Muitas vezes relacionado com o que se convencionou chamar de blue eyed soul, principalmente no início de sua carreira, emprestou sua marcante voz para diversos clássicos durante mais de quarenta anos, unindo ao rock diversos estilos musicais além do soul, mas também funk, blues e jazz.

THE BEATLES EM DOSE DUPLA - TWIST AND SHOUT / I WANT OT HOLD YOUR HAND

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domingo, 23 de abril de 2017

SGT. PEPPER'S É A CAPA DA REVISTA MOJO DE JULHO

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No clima das comemorações dos 50 anos do legendário álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Sir PAUL MCCARTNEY cedeu uma entrevista exclusiva à revista MOJO especial de julho, que chega às bancas esta semana para refletir sobre a história do disco. Ele relembra algumas das circunstâncias na época de gravação deste que foi o álbum mais ousado da carreira dos Beatles. Antes de Sgt. Pepper's vir a se tornar o ícone que é hoje, houve um período de perplexidade e estranhamento em relação ao novo estilo musical. Como os Beatles puderam ter a ousadia de se tornarem tão “esquisitos?”.
“Eles ficavam nos falando o tempo todo, ‘Vocês vão perder todos os seus fãs com isso aí”, McCartney conta. “E a gente dizia, ‘Bem, nós vamos perder alguns - mas vamos ganhar outros. Nós temos que evoluir!"
No ano de 1967, a banda enfrentava o desafio de uma mídia em pânico devido ao novo frenesi das drogas e da ascensão da nova ideologia “Nova Era”. As coisas estavam mudando. A moda, o mundo, as pessoas. O estereótipo dos rapazes comportadinhos de terno já estava ultrapassado. “Sgt. Peppers teve uma péssima recepção pelo The New York Times,” relembra Paul. “O crítico da época, Richard Goldstein, disse que ele havia odiado o álbum, o que acabou sendo um erro. Com o tempo ele passou a ver o que as pessoas estavam dizendo e acabou retirando o que disse (numa edição seguinte da Village Voice). Mas a gente estava acostumado a isso. “She Loves You” já havia sido considerada como algo “banal”. Mas se a gente gostasse dela e achasse legal, a gente iria lutar por ela”. “...Pense, George compondo Within You Without You,” continua Paul, “uma gravação num estilo completamente indiano – não era nada do tipo que alguém tinha escutado antes, pelo menos não do nosso contexto. Era tudo um risco, e a gente sabia disso.” Mas mesmo dado a ascensão subseqüente do Sgt. Pepper’s ao status de inigualável, há um aspecto do disco que tem escapado consistentemente de críticas, e até mesmo dos fãs. "A mixagem estereofônica original é um pouco de uma peça de época", admite McCartney. "Você tem a bateria em um canto, você tem os vocais em outro canto. Onde andávamos, eu dizia, 'Ouça a bateria nessa, cara!' ... e ele não podia ouvi-la. Isso foi abordado na reedição do Sgt. Pepper’s que será lançado no dia 26 de maio. Um robusto novo estéreo feito por Giles Martin que retorna a bateria dos Beatles e os vocais para as posições centrais que lembra o mono original, e obtém o selo de aprovação de McCartney.

THE SHADOWS - APACHE - SENSACIONAL!

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THE SHADOWS é o mais bem sucedido grupo britânico rock instrumental dos anos 1950 aos anos 2000 com um total agregado de pelo menos 69 singles no UK Hits: 35 somente a banda, e 34 com Cliff Richard. Em 1958 Cliff Richards era uma espécie de Elvis inglês, e fazia um sucesso atrás do outro acompanhado pelos The Drifters que para não serem confundidos com o grupo de R&B americano, trocaram o nome para The Shadows, numa piada explícita com sua condição de sombras de Richard. Em 1960 resolveram se aventurar em uma carreira instrumental e colocaram a deliciosa "Apache" em primeiríssimo lugar no hit parade. Muito popular desde o início dos anos 60, eles abriram o caminho para milhares de grupos semelhantes baseados na guitarra na sequência de "Apache". Seu primeiro álbum de estúdio original, The Shadows, continua sendo um álbum de rock instrumental com status de "clássico". Seu som de guitarra original foi produzido por guitarras americanas feitas pela Fender em conjunto com amplificadores britânicos feitos pela Vox e pelo equipamento italiano SFX Meazzi Eco. Vendendo muitos milhões de discos em todo o mundo, nenhum outro grupo de rock instrumental no século XX gerou tantas opiniões polarizadas sobre os méritos de seu tipo de música, sendo consistentemente apreciado por fãs instrumentais, entusiastas de violão e músicos profissionais e amadores.

THE BEATLES with TONY SHERIDAN - MY BONNIE

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“My Bonnie”, a lendária canção da gênesis dos Beatles rumo a sua escalada do sucesso, originalmente se chamava "My Bonnie Lies over the Ocean". É uma canção folclórica tradicional escocesa que continua a ser popular ainda hoje, principalmente depois do sucesso dos Beatles. Embora a origem da canção seja incerta, seu tema pode ter sido um tal Charles Edward Stuart ("Bonnie Prince Charlie") - após sua derrota na Batalha de Culloden em 1746 e seu subsequente exílio, seus partidários jacobitas poderiam tê-la cantado em sua honra, e graças à ambiguidade do termo "bonnie", que pode se referir tanto a uma mulher, bem como a um homem, eles poderiam fingir que era uma canção de amor. Em 1881, Charles E. Pratt publicou partituras para "Bring Back My Bonnie to Me". O estudioso Theodore Raph, em seu livro de 1964 “American song treasury: 100 favorites” escreve que as pessoas estavam pedindo a música em lojas de partituras na década de 1870, e Pratt foi convencido a publicar uma versão dele usando os pseudônimos H.J. Fuller e J.T. Wood, e a canção tornou-se um grande sucesso, especialmente popular com grupos de faculdade e também popular em qualquer situação de grupos de canto.Resultado de imagem para tony sheridan MY BONNIE
“My Bonnie” foi o primeiro disco lançado comercialmente pelos Beatles, tendo o vocalista inglês Tony Sheridan e foi gravada em Hamburgo, nos dias 22 e 23 de junho de 1961, com arranjo e letras de Sheridan e produzida por Bert Kaempfert. Da gravação participaram: Tony Sheridan: vocais, guitarra principal; John Lennon : backing vocals e guitarra rítmica; Paul McCartney: backing vocals e baixo; George Harrison: backing vocals e lead guitar e Pete Best na bateria. Os Beatles se apresentaram com Sheridan por algumas noites no Top Ten de Hamburgo. Chamaram a atenção do bandleader alemão Bert Kaempfert, que sugeriu que Sheridan e o grupo gravassem algumas músicas juntas. A gravação teve lugar numa fase de conversão na escola Friedrich-Ebert-Halle de Hamburgo. Os Beatles foram a banda de apoio para Sheridan, que liderou os vocais, e juntos também gravaram “The Saints”, numa versão mais animada de “When The Saints Go Marching In”. “My Bonnie”, tinha sido escolhida por causa de sua popularidade com os marinheiros de Hamburgo; Fazia parte do show dos Beatles pela mesma razão. A introdução estilo ‘Love Me Tender’ foi cantada por Sheridan com o arranjo de valsa tradicional da canção, antes da mudança de ritmo que levou a música para o reino do rock 'n' roll. Harrison executou a guitarra principal na gravação, embora Sheridan tenha tocado o solo, que foi unido mais tarde em uma tomada diferente. Duas versões de edição também foram gravadas para a introdução, em inglês e alemão - a tradução foi feita por Bernd Bertie. Após a gravação, o grupo - sem Sheridan - gravou outras duas canções de sua própria escolha: “Ain’t She Sweet” e “Cry For A Shadow”. “My Bonnie” foi lançada como single, tendo “The Saints”, como lado B, em outubro de 1961 creditada a Tony Sheridan e The Beat Brothers e alcançou o número cinco na parada de singles alemães. O compacto foi lançado na Grã-Bretanha em 5 de janeiro de 1962, como Tony Sheridan e The Beatles.
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Além de ser o primeiro disco comercialmente lançado pelos Beatles, “My Bonnie” teria ainda um papel mais importante em sua história: chamou a atenção do proprietário da loja de discos Nems de Liverpool, Brian Epstein. Diz a lenda que um fã local chamado Raymond Jones teria entrado na loja e pedido a música “My Bonnie” com os Beatles. Brian nunca tinha ouvido falar desse grupo. Soube que tocavam no Cavern Club e foi vê-los. Apaixonou-se por eles e tornou-se empresário do grupo. Apesar da beleza romântica dessa história, sabe-se hoje que foi uma grande lorota inventada por Brian e seu assistente Alistair Taylor, para romancear a história. O tal “Raymond Jones” da história nem sequer existiu.

sábado, 22 de abril de 2017

PAUL McCARTNEY - LUCILLE - SEMPRE SENSACIONAL!!!

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HAPPY BIRTHDAY PETER FRAMPTON - 66 ANOS

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Hoje é aniversário do grande Peter Frampton que completa 67 anos. Ele nasceu em Beckenham, Inglaterra no dia 22 de abril de 1950. Frampton tornou-se mais conhecido por seu trabalho solo nos anos 70. entretanto, sua fama começou bem antes como integrante do “The Herd” quando se transformou num ídolo das adolescentes na Grã-Bretanha. Frampton foi o primeiro guitarrista a utilizar do recurso da guitarra de boca, que seria anos depois imitado por Slash (Guns n' Roses), Richie Sambora (Bon Jovi) e Dave Grohl (Foo Fighters). No final dos anos 60, ele então passou a trabalhar com Steve Marriott (The Small Faces) na banda Humble Pie, assim como em álbuns de Harry Nilsson, Jerry Lee Lewis e George Harrison. Sua estreia solo foi em 1972 com Wind of Change. A explosão solo de Frampton veio com "Frampton Comes Alive", de 1976, seis vezes platina e que incluía os sucessos "Do You Feel Like We Do", "Baby, I Love Your Way" e "Show Me the Way".
"Frampton Comes Alive" foi o álbum "ao vivo" mais vendido de todos os tempos (àquela época). Depois que o álbum seguinte "I'm in You" foi lançado, Frampton envolveu-se em um sério acidente de carro nas Bahamas. Enquanto se recuperava, atuou em 1978, com os Bee Gees, no filme Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, um fracasso retumbante. Nos anos 80, Frampton voltou a gravar, mas só retornou às paradas de sucesso mundiais com "Breaking all the rules". Seu último álbum é "Thank You Mr. Churchill", lançado em 2010. Recentemente Peter Frampton ganhou o seu primeiro Grammy pelo seu álbum totalmente instrumental "Fingerprints", lançado no fim de 2007 que conta com integrantes do Pearl Jam, Rolling Stones, Allman Brothers e outros. Em 2014, lançou "Hummingbird in a Box: Songs for a Ballet" (um mini-álbum com apenas sete músicas" e em 2016 "Acoustic Classics". Frampton faz shows aqui e ali e já esteve aqui em Brasília. É amigo pessoal de Ringo Starr e já tocou na All Starr Band. Nada mal, né? Congratulations Framp!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

PAUL McCARTNEY - THE SPACE WITHIN US - SHOW!

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Em setembro de 2005, Paul McCartney começou uma travessia de 11 semanas e 34 shows pelos Estados Unidos com a 'US Tour'. Músicas de sua carreira solo, com os Wings e os Beatles fizeram parte do repertório. Em pouco tempo, se tornou o espetáculo do ano na América, com casas lotadas por onde passou. O vídeo captura a força de mais de 25 câmeras de HDTV em uma performance histórica de duas horas com mais de vinte músicas. O material extra inclui a mensagem de bom dia de Paul para os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, entrevistas com McCartney e banda, passagem de som etc. Entre os depoimentos colhidos para o filme estão os do Presidente Clinton, Tony Bennett, Herbie Hancock, Eddie Vedder (Pearl Jam), Alec Baldwin e muitos outros.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

THE BEATLES - I'M SO TIRED - 2017

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Durante a estadia dos Beatles em Rishikesh, todos os dias havia duas palestras de uma hora e meia cada e quase todo o resto do tempo era ocupado com meditação. Esperava-se dos alunos que lentamente desenvolvessem seus períodos de meditação, à medida que sua técnica fosse aprimorada. Diz-se que uma pessoa do curso alegou ter chegado a 42 horas em uma sessão. Com esta vida de quietude e autoassimilação, John não conseguia dormir à noite e, consequentemente, se sentia muito cansado durante o dia.
“I’m So Tired”, escrita depois de três semanas na Índia, era também sobre as coisas que ele começava a sentir falta. Na academia de meditação, não havia álcool ou drogas e a mente de John se voltava para seus adorados cigarros e para a possibilidade de beber. Às vezes, Alexis Mardas contrabandeava um pouco de vinho, maconha e cigarros.
Sir Walter Raleigh (cerca de 1554-1618) é o responsável pela popularização do tabaco na corte inglesa e, de acordo com o dicionário, “git” (ou “get”, na pronúncia de John é gíria britânica para “uma pessoa idiota ou sem valor”. Sir Walter Raleigh foi espião, escritor, poeta britânico renascentista e explorador. Buscando encontrar a cidade de Eldorado, subiu o rio Orinoco na Guiana, retornando para a Inglaterra com pouco ouro, porém com duas novidades: TABACO e batatas. Na música, John Lennon amaldiçoa Raleigh, devido ao seu próprio vício que não podia controlar, chamando-o de "estúpido".  O cansaço de Lennon está presente em toda a letra, quando diversas vezes ele repete, "Eu estou muito cansado," seguido de frases como: "Já faz três semanas, eu estou indo a loucura" e "Penso se eu deveria te ligar”.
Acima de tudo, John sentia falta de Yoko Ono. O relacionamento do casal ainda não havia evoluído plenamente para o campo físico porque John não sabia como terminar seu casamento enfadonho. Ele chegou a cogitar a ideia de convidá-la para ir à Índia, mas percebeu que seria complicado demais ter Cynthia e Yoko sob o mesmo teto. É para ela que ele pensa em ligar, é nela que sua cabeça está fixada. Preocupa-se que ela não leve a sério o interesse dele, pense que ele está apenas “puttin her on” (iludindo deliberadamente). É uma das minha faixas favoritas”, foi o veredito de John. “Gosto de como soa, e eu a canto bem.”

E somente aqui, no Baú dos Beatles e da Cultura Pop, a gente confere uma versão rara e curiosa: "I'm So Tired" cantada por Paul McCartney. Abração!

PAUL McCARTNEY - KREEN-AKRORE - McCARTNEY - 1970

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“Kreen-Akrore” (McCartney) foi composta por Paul em Londres, em 1970 como faixa do álbum McCartney I. Paul teve a ideia de produzir essa faixa, em sua maioria instrumental, após assistir a um documentário, transmitido pelo canal britânico ATV, chamado “ The Tribe That Hides From Man” (A tribo que se esconde do homem). O programa falava exatamente sobre a tribo Kreen-Akrore, nativos da selva amazônica brasileira, que executava os intrusos que ousavam invadir seu território. Foi gravada em Cavendish Avenue, e nos estúdios Morgan e Abbey Road, em Londres.

HÁ 19 ANOS, MORRIA LINDA McCARTNEY

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Há 19 anos no dia 17 de abril de 1998, morria Linda McCartney, a eterna "Lovely Linda".
Nascida em 24 de setembro de 1941 na cidade de Scarsdale, estado de Nova Iorque, Linda Eastman era a segunda filha do advogado Lee Eastman - havia ainda um irmão mais velho e duas irmãs mais novas. A mãe de Linda morreu quando a filha tinha 19 anos de idade e já havia saído de casa para estudar - a família Eastman era bem colocada (embora não tivesse nenhuma relação com a empresa de fotografia). Linda estudou História da Arte na Universidade do Arizona; ali nasceu seu amor pela fotografia. De volta a Nova Iorque, Linda passou a trabalhar como recepcionista da revista Town & Country, onde teve a informação de um evento que abriria as portas para a Linda fotógrafa. Os Rolling Stones estavam a bordo de um iate ancorado no rio Hudson, para o lançamento de seu álbum, "Aftermath". Linda dirigiu-se ao local e foi tomada como uma fotojornalista, tendo acesso ao iate. Ali, era a única munida de uma máquina fotográfica profissional, de modo que teve a exclusividade no registro do evento. Isso gerou um interesse automático pro seu trabalho, e Linda passou a ser reconhecida como uma talentosa fotógrafa profissional. Unindo essas duas grandes paixões - a música e a fotografia -, Linda se especializou em captar imagens de grandes astros, tais como Jimi Hendrix, Bob Dylan, The Doors, The Who, The Grateful Dead, Cream, Otis Redding e Simon & Garfunkel. Acabou se tornando fotógrafa da revista Rolling Stone, e em maio de 1967, estava em Londres - foi levada por Chas Chandler, baixista dos Animals e seu amigo, ao clube Bag'o'Nails, onde ocorria uma festa pelo lançamento do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles. Já estava para ir embora quando foi abordada por Paul McCartney (maiores detalhes na música "There must have been magic", faixa do último álbum de Paul, "Driving Rain", que fala sobre o encontro). A partir de então, Linda e Paul eram um casal. Ela já era divorciada de seu primeiro marido, o geólogo Melvin See, e tinha uma filha, Heather, mas isso não foi obstáculo. Paul e Linda casaram-se em 1969, numa cerimônia simples no cartório de Marylebone, em Londres, tumultuada apenas pela presença de inúmeros jornalistas e fotógrafos que registravam o "enforcamento" do Beatle mais assediado pelas meninas. O trabalho de Linda como fotógrafa lhe garantiu exposições em diversos países e em locais tão prestigiados como o Victoria and Albert Museum de Londres, bem como a edição de 5 livros de fotografias, mas não foi a única atividade a que se dedicou a sra. McCartney. Linda também dedicou-se à música - sua principal atividade nessa área foi como tecladista dos Wings a partir de 1972 e, mesmo depois da dissolução da banda, sempre esteve presente nos álbuns e shows do marido, em performances sem muito brilho, mas que não chegavam a comprometer. Outras paixões de Linda eram a culinária - adepta do vegetarianismo, escreveu 3 livros de receitas e lançou uma linha de produtos, a Linda McCartney's Homecooking - e as atividades de apoio à Ecologia e contra a crueldade com animais, nas quais se engajou, com destaque para as ONGs Friends of The Earth e PETA - People for the Ethical Treatment of Animals, que chegou a condecorar o casal McCartney com um prêmio (Lifetime Achievement Award) em dezembro de 1996. Fotografia, música, culinária, ecologia - todas essas atividades preenchiam a vida de Linda, mas nada lhe dava maior orgulho que seus filhos. Heather, filha do primeiro casamento mas adotada por Paul, trabalha com artesanato e lançou uma linha de artigos para casa. Stella, a mais famosa, trabalha com moda e fez seu nome como estilista da Maison Chloe, e seu sucesso permitiu que passasse a ter uma griffe própria, com sua assinatura. Mary é fotógrafa e James é músico, tendo participado das gravações de "Flaming Pie" e agora também compondo com seu pai - ele recebeu créditos na composição das faixas "Spinning on an Axis" e "Back in the sunshine again", do álbum "Driving Rain". A família sempre foi um suporte para Linda, principalmente depois de dezembro de 1995, quando foi diagnosticada com um câncer de mama. Sua atitude positiva e otimista mediante a vida, associada ao tratamento médico e ao apoio e amor incondicionais de Paul e seus filhos, permitiu que Linda seguisse em frente até 17 de abril de 1998, data de seu passamento, aos 56 anos. Tida como uma pessoa determinada, discreta, alegre e doce pelos que a conheciam, Linda é lembrada com carinho sempre que se ouve uma das muitas músicas que Paul compôs tendo a esposa como musa inspiradora. Essas canções certamente eternizam a "Lovely Linda" na memória dos milhares de fãs de Paul McCartney e dos Beatles.
Em homenagem a ela, confira aqui a postagem "A HISTÓRIA DE LINDA McCARTNEY - O FILME" e só aqui, quem quiser, confere o filme inteiro, legendado em português. Happy Birthday Linda McCartney!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

THE BEATLES - I'M HAPPY JUST TO DANCE WITH YOU

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Olhando para trás, desde o início, quando começou a compor suas próprias músicas, George Harrison manifestava descontentamento com o fato de poucas delas serem levadas em conta para os álbuns dos Beatles. Dessa forma, para o primeiro disco "Please Please Me", George conseguiu ficar com "Chains", uma música tolinha de Gerry Goffin e Carole King, e "ganhou" de John e Paul, os compositores por excelência, "Do You Want To Know A Secret?". No segundo álbum " With The Beatles", George debutou como compositor com "Don't Bother Me", além de liderar os Fabs no clássico de Chuck Berry "Roll Over Beethoven", além de ainda conseguir espaço para mais uma - "Devil in Her Heart" - musiquinha mediana escrita por Richard P. Drapkin que fez pequeno sucesso com um grupo chamado "The Donays". Mas isso tudo passava a olhos vistos pelos compositores e pela produção. Quando chegou a vez do terceiro álbum, George achou que talvez fosse sua chance, mas o disco tinha que ser gravado às pressas para a trilha do megasucesso "A Hard Day's Night", então John e Paul fizeram “I’m Happy Just To Dance With You" para George cantar no filme "para dar um pouco de ação para ele". A cena foi filmada no palco no ScalaTheatre, em Londres. Como o membro mais novo dos Beatles, George sempre viveu à sombra de Paul e John. Anos depois, John Lennon morreria muito magoado e ressentido quando George publicou sua biografia "I Me Mine", em 1980 sem fazer nenhuma menção à sua influência em qualquer uma de suas composições. Paul disse apenas que 'I'm Happy Just To Dance With You" era uma "música que seguia uma fórmula, e era ótima para George cantar". Steve Turner.

THE BEATLES - JOHN LENNON - HAPINESS IS A WARM GUN

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Para esta canção, John costurou três composições que já tinha começado, mas não pareciam ir a lugar algum. A primeira era uma série de imagens aleatórias de uma noite de ácido com Derek Taylor, Neil Aspinall e Pete Shotton na casa que Taylor estava alugando. Taylor conta: "John disse que tinha escrito metade de uma música e queria que nós ajudássemos com frases. Primeiro, ele queria saber como descrever uma garota muito esperta, e eu lembrei de uma expressão de meu pai que dizia: “She's not a girl who misses much” (ela não é uma garota que perde muita coisa). Parece um elogio fraco, mas em Merseyside, naqueles dias, não havia nada melhor".
"Depois eu contei a história de um sujeito que Joan, minha esposa, e eu conhecemos no Carrick Bay Hotel na Isle of Man. Já era tarde da noite, nós estávamos bebendo no bar, e um cara que gostava de conhecer turistas e de bater papo de repente nos disse: 'Sabe, eu gosto de usar luvas de pele. Elas dão uma sensação diferente quando saio com minha namorada'. Depois disse: 'Não quero entrar em detalhes'. E não perguntamos. Mas isso gerou o verso 'she's well acquainted with the touch of the velvet hand' (ela conhece bem o truque de uma mão aveludada). 'Like a lizard on a window pane' (como uma lagartixa no vidro da janela), para mim, era o símbolo de um movimento bem rápido. Muitas vezes, quando morávamos em Los Angeles, era só olhar para cima que vía¬mos pequenas lagartixas correndo na janela."
Taylor continua: “The man in the crowd with multicoloured mirrors on his hobnail boots” (o homem no meio da multidão com espelhos multicoloridos em suas botas de taxa) veio de algo que li no jornal sobre um torcedor de futebol de Manchester City que foi preso pela polícia por colocar espelhos na biqueira do sapato para poder ver por baixo da saia das garotas. Achamos que era uma maneira incrivelmente complicada e tortuosa de obter um prazer barato, então se tornou 'multicoloured mirrors' e 'hobnail boots' para encaixar na melodia. Um pouco de licença poética. A parte de “Tying with his eyes while his hands were working over time” (descansando com os olhos enquanto as mãos estão fazendo hora extra) veio de outra matéria, sobre um homem que sempre andava de capa e tinha mãos de plástico. Ele as apoiava no balcão das lojas enquanto, sob a capa, roubava coisas e as enfiava em um saco que estava enrolado na cintura".

"Não sei de onde saiu “soap impression of his wife” (uma impressão ‘lavada’ da esposa), mas a parte de comer algo e depois doar para o 'NationalTrust' veio de uma conversa que tivemos sobre os horrores de andar em lugares públicos em Merseyside, onde você sempre se deparava com evidências de que pessoas haviam defecado atrás de arbustos e em antigos abrigos antiaéreos. Doar o que você comeu para o National Trust (organização britânica que visa manter as belezas do interior do país) é o que hoje chamaríamos de 'defecar em áreas públicas do National Trust'. Quando John juntou tudo, criou camadas de imagens. Era como uma grande confusão de cores",Taylor conclui.
A segunda parte começa com "I need a fix" (Preciso de uma dose) e veio da relação com Yoko, que tinha um papel maternal e dominador na vida de John. Durante quase toda a relação, ele se referia a ela como "Mother". Essa também era uma época em que ele estava envolvido com heroína, uma droga que mais tarde teria um custo alto para ele.
A parte final foi inspirada por algo que George Martin mostrou a John em uma revista americana sobre armas. Havia uma chamada na capa que dizia "Felicidade é uma arma quente na mão...", um trocadilho óbvio com o livro de 1962 do cartunista do Snoopy Charles Schulz, ‘Happiness is a Warm Puppy’. A justaposição aparentemente bizarra de assassinato e prazer instigou a imaginação de John na época. "Eu pensei, que coisa fantástica de dizer", John comentou. "Uma arma quente significa que você acabou de atirar em alguma coisa".

A letra e a melodia dessa parte imitam "Angel Baby", de Rosie and the Originais (1960), uma música que John adorava. O jornalista da Rolling Stone Jonathan Cott o entrevistou em 18 de setembro de 1968 e escreveu que "John tocava a versão de Rosie and the Originais de 'Give Me Love'", que era o lado B de "Angel Baby". Cinco dias depois, John começou a gravar "Happiness is a Warm Gun".

A PEDIDOS - E.L.O. ROCK AND ROLL IS KING - SENSACIONAL!

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terça-feira, 11 de abril de 2017

THE BEATLES - BEAUTIFUL DREAMER - INÉDITA PARA QUEM NUNCA OUVIU!

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A belíssima “Beautiful Dreamer” foi escrita por Stephen Foster (1826-1864), e foi publicada postumamente em março 1864. A versão dos Beatles foi baseada em uma versão doo-wop arranjada por Gerry Goffin e Jack Keller em 1962 para o cantor Tony Orlando e eles tocavam ao vivo durante alguns shows em 1962 e gravadam para uma edição do show Saturday Club da rádio BBC em 22 de Janeiro de 1963. O programa foi gravado ao vivo no Playhouse Theater em Londres, e o show foi apresentado por Brian Matthew. Os Beatles gravaram cinco músicas para o show: “Some Other Guy”, “Love Me Do”, “Please Please Me”, “Keep Your Hands Off My Baby” e “Beautiful Dreamer”. O programa de duas horas foi transmitido em 26 de janeiro às 10h no programa BBC Light. Os Beatles estão em sua formação clássica e “Beautiful Dreamer” aparece no álbum “On Air - Live At The BBC Volume 2”.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

A SEPARAÇÃO DOS BEATLES - O DIA DO FIM DO SONHO

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Há 45 anos, no dia 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciava a separação oficial dos Beatles em comunicado. Pouco tempo depois, John Lennon concluía: o sonho havia terminado. Na realidade, o grupo já tinha deixado de tocar juntos havia vários meses, quando terminou a gravação do álbum Abbey Road. Os quatro já estavam se dedicando a projetos pessoais, mas ninguém se atrevia a anunciar ao mundo a separação. — Não deixei os Beatles. Os beatles deixaram os Beatles, mas ninguém quer ser o que diz que a festa terminou — afirma Paul na autobiografia do grupo, Anthology. Em abril de 1970, Paul lançava seu primeiro disco solo, McCartney, e queria evitar entrevistas nas quais, sem dúvida, seria perguntado sobre a situação dos Beatles. O baixista decidiu que Derek Taylor, assessor de imprensa do grupo, prepararia um questionário, que seria respondido por ele distribuído junto com seu disco. — Uma das perguntas foi: podemos dizer que os Beatles se separaram? Respondi: Sim. Não voltaremos a tocar juntos — lembra. Paul estava furioso com o trabalho feito pelo produtor Phil Spector com as fitas que o grupo tinha deixado paradas no ano anterior e que foram retrabalhadas e lançadas no álbum Let it Be. O trabalho de Spector foi aprovado por John e George Harrison, que não queriam que Paul lançasse seu álbum pela Apple Records — o selo criado pelo grupo — antes que Let it Be e o disco de estreia de Ringo Starr começassem a ser vendidos. — Estava tão cansado de tudo que disse: 'Quero sair do selo'. A Apple Records era um lindo sonho, mas pensei: 'Quero deixá-lo'. George me disse por telefone: 'Você vai ficar no selo! Hare Krishna!' e desligou — lembra Paul. Paul afirma que o grupo chegou ao seu fim "quando John disse: "estou saindo! Quero o divórcio". Lennon já atuava junto com Yoko Ono em seu próprio grupo, o Plastic Ono Band, com o qual tinha lançado um álbum ao vivo, e, em janeiro de 1970, tinha gravado a música Instant Karma, com George e Spector. Ringo afirma que, antes do anúncio de Paul, sempre havia a possibilidade de os Beatles continuarem juntos. — Quando estávamos no estúdio gravando 'Abbey Road' não dissemos: 'acabou: último disco, última canção' — assegura o baterista. Mas a separação dos Beatles era inevitável. Como explica George Martin, o produtor que trabalhou com eles no estúdio de gravação durante oito anos, "a ruptura ocorreu por muitos motivos, sobretudo porque cada um dos meninos queria viver sua própria vida e nunca tinham conseguido".— Acho que nos separamos pelo mesmo motivo pelo qual as pessoas se separam. Precisávamos de mais espaço vital e os Beatles tinham se transformado em um espaço reduzido — afirma Harrison na autobiografia do grupo.Os quatro integrantes da banda seguiram seus caminhos separadamente, mas nunca deixaram de ser perguntados sobre um possível retorno, opção que foi descartada depois que John foi assassinado em Nova York, no dia 8 de dezembro de 1980.
Em 1980, Paul McCartney trabalhava em seu álbum "Tug of war". Durante a gravação - que marcava o seu reencontro com George Martin onze anos após "Abbey Road" - no dia 8 de dezembro, John Lennon foi baleado por Mark Chapman em Nova York. A faixa-título do disco de McCartney dizia o seguinte: "Esperávamos mais / Mas, de um jeito ou de outro, tentávamos superar um ao outro num cabo de guerra". Além da guerra de egos entre os dois, outros fatores deram cabo à banda que revolucionou a história da música. A morte do empresário Brian Epstein, em agosto de 67, foi um deles. "Ele era um de nós", disse Lennon ao "New Musical Express". A presença de Yoko Ono também foi decisiva. "A morte de Epstein deixou os rapazes meio sem pai. Acho que isso contribuiu para John entrar em um estado de desamparo que possibilitou que Yoko dominasse o pedaço. A relação entre o Paul e o John também já estava desgastada. Eles eram muito amigos, mas a amizade azedou por causa da vaidade pessoal e do dinheiro", afirma Elaine Gomes, autora do livro "The Beatles - Letras e canções comentadas". A guerra de egos já acontecia, pelo menos, desde 1968. Nas gravações do "Álbum branco" (ou o "Álbum tenso", segundo McCartney), cada Beatle tratava o colega como músico de apoio. O estopim aconteceu no estúdio de Twickenham (período que George Harrison chamou de "o inverno do descontentamento") para a gravação do filme "Get back", no ano seguinte. Ao invés de canções brotando como mágica, brigas eram detonadas a todo instante. "Quase todas foram iniciadas por McCartney, que continuava a agir como se estivesse tentando roteirizar o filme, ao levantar questões como a mudança da visão de mundo dos Beatles desde a morte de Epstein", escreveu Jonathan Gold em "Can't Buy Me Love".Decepcionados com "Get back", os Beatles voltaram aos estúdios. "Abbey Road", trazia a banda como nos velhos tempos em que tocava nas pocilgas de Hamburgo. John, Paul e George castigaram suas guitarras, enquanto a Ringo foi concedido o direito de fazer o seu primeiro solo de bateria em uma gravação dos Beatles. Mas tudo terminou por aqui. "I me mine", última faixa gravada pelos Beatles (para "Let it be", com o registro daquelas sessões de "Get back"), nem contou com a presença de Lennon. A morte de Epstein já havia esquentado o clima antes. "Não tinha ilusões quanto ao fato de que só sabíamos fazer música e nada mais", disse Lennon a Jann Wenner, autor do livro "Lennon remembers". Após a perda, os Beatles ainda fundaram a Apple, mistura de gravadora e produtora de filmes. Preocupado com as finanças, McCartney contratou o sogro, Lee Eastman. Lennon, Ringo e George ficaram com Allen Klein, empresário não muito confiável e que cuidava da carreira dos Rolling Stones. Com relação à Yoko Ono, teria ela força suficiente para causar a separação dos Beatles? Marcelo Fróes, pesquisador musical e produtor de diversos CDs com a obra dos Beatles interpretada por artistas brasileiros, acredita que a influência não foi tão decisiva. "Se houve influência, certamente foi para apurar a sua criatividade. Ela deve ter alfinetado as picuinhas entre os dois líderes da banda, que podem ter ficado piores depois que Brian Epstein morreu", afirmou. Os integrantes dos Beatles nunca deixaram claro até que ponto chegou tal influência. "Quando o John se amarrou tão intensamente nela, ficou óbvio que era um ponto sem volta. Sempre achei que ele tinha que se desligar da gente para dar atenção a ela", disse McCartney no projeto "Anthology". O próprio John Lennon reconheceu, na biografia "John Lennon - A vida", de Philip Norman, a importância de Yoko no episódio. "Quando conheci Yoko foi como quando a gente encontra a sua primeira mulher e abandona os caras do bar. Assim que a encontrei, foi o fim dos rapazes. Mas acontece que os rapazes eram muito conhecidos, não eram apenas os caras do bar." Bob Spitz, autor de "The Beatles - A biografia", detalhou a presença de Yoko no seio da banda. "Entre a gravação de uma música e outra, John ficava cochichando com Yoko e perdia o momento em que devia entrar em uma música." Por causa da insuportável presença da mulher de Lennon no estúdio ele e George Harrison sairiam literalmente no tapa durante as intermináveis gravações de Let It Be.De fato, John Lennon estava com pressa para entrar em estúdio com a sua esposa. Ele e Yoko já faziam shows juntos, e o álbum "Two virgins" foi gravado antes mesmo da separação oficial dos Beatles. Deprimido, McCartney seguiu caminho idêntico. "Estou fazendo o mesmo que você e lançando um álbum. E também estou saindo do grupo", disse. Paul explicou o motivo da decisão a Philip Norman: "Eu não podia deixar John controlar a situação e nos jogar fora como namoradas chutadas". Além da guerra de egos, da morte de Brian Epstein e da presença de Yoko Ono, muitos consideram que, além de tudo isso, o que fez com que os Beatles terminassem foi a necessidade deles quatro, individualmente, transcenderem. A partir do 'Álbum Branco', eles começavam a deixar de ser uma unidade, uma banda, e passavam a ser um conjunto de quatro artistas maravilhosos, mas com características que ficavam cada dia mais diferentes. O fato de terem uma banda, fazia com que John, Paul, George e Ringo limitassem as suas capacidades criativas. Eles precisavam de mais liberdade para poder criar, seguir seus impulsos artísticos e musicais próprios, individualmente, sem ter de se condicionar aos outros.Após tantos lançamentos envolvendo a grife "The Beatles" no final do ano passado, Paul McCartney colocou nas lojas "Good evening New York City". No álbum, que traz um show no antigo Shea Stadium (local de uma das apresentações mais memoráveis dos Beatles), surge a canção "Here today", gravada em homenagem a John Lennon também em "Tug of war". "Eu ainda me lembro como foi antes / E não estou mais segurando as lágrimas", diz a letra. Mas, a essa altura, o sonho já havia acabado. Pela segunda vez.

Agora, a gente confere com absoluta exclusividade do Baú do Edu, a entrevista de Paul de 1970, distribuída para a imprensa junto com o ábum "McCartney".
Por que você decidiu fazer um álbum solo?
Porque eu tenho um equipamento Studer de gravação de quatro canais em casa. Gravei algumas coisas - gostei do resultado e decidi transformá-las em um álbum.
Você foi influenciado pelas aventuras de John com a Plastic Ono Band ou pelo álbum de Ringo?
Não.
Todas as músicas são de Paul McCartney?
São, sim.
Serão creditadas apenas como “McCartney”?
Sim.
Você gostou de trabalhar como artista solo?
Muito. Eu só tinha a mim para tomar uma decisão. Linda está nele também, é realmente uma coisa de casal.
Qual é a contribuição de Linda?
Todas. Ela ajudou nas harmonias, mas é claro que é bem mais do que isso porque ela é um ombro para me apoiar, a segunda opinião, e excelente fotógrafa. Ela acredita em mim - sempre.
Onde o álbum foi gravado?
Em casa, em Abbey Road e no Morgan Studios.
Qual é o seu equipamento em casa?
Um Studer, um microfone e nervos.
Como você escolheu os estúdios que trabalhou?
Eles estavam disponíveis. O da EMI (Abbey Road) é tecnicamente muito bom e o Morgan é acolhedor.
Nenhuma faixa foi conhecida até que o álbum estivesse pronto. Foi uma escolha sua?
Foi, porque normalmente um álbum já fica velho antes mesmo de sair.
Você é capaz de descrever a “textura” do álbum em algumas palavras?
Casa, família e amor.
Quanto tempo demorou para concluir?
Desde um pouco antes do natal até agora. “Lovely Linda” foi a primeira coisa que eu gravei em casa, e era originalmente para testar o equipamento. Isso foi perto do natal.
Supondo que todas as canções são novas para o público, como são para você? Elas são todas recentes?
Uma é de 1959 (Hot As Sun). Duas são da Índia - Junk e Teddy Boy, e o resto são todas bem recentes.
Quais os instrumentos que você tocou no álbum?
Baixo, bateria, violão, guitarra base, piano, órgão mellotron, xilofone de brinquedo, arco e flecha.
Já tinha usado esses instrumentos em gravações anteriores?
Sim.
Por que você quis tocar todos os instrumentos sozinho?
Estava sozinho. E acho que estou muito bem.
Linda será ouvida em todos os registros futuros?
Pode ser. Nós amamos cantar juntos e temos muitas oportunidades para pôr em prática.
Será que Paul e Linda se tornarão um John e Yoko?
Não, eles é que se tornarão Paul e Linda.
O que gravar sozinho lhe ensinou?
Tomar minhas próprias decisões sobre o que faço.
Quem fez a arte da capa?
Linda tirou todas as fotos, ela e eu fizemos o projeto.
É verdade que nem Allen Klein, nem ABKCO foram e nem serão de alguma forma envolvidos com a produção, fabricação, distribuição ou promoção deste novo álbum?
Sim.
Você perdeu os outros Beatles e George Martin. Houve algum momento em que você pensou, "gostaria que Ringo estivesse aqui nesta passagem?
Não.
Supondo que o disco faça sucesso. Quando vai fazer outro?
Mesmo que não faça sucesso, vou continuar a fazer o que eu quero, quando quero.
Você está planejando um novo álbum ou single com os Beatles?
Não.
É o álbum de um descanso longe dos Beatles ou o início de uma carreira solo?
O tempo dirá. Sendo um disco solo significa que ele é "o começo de uma carreira solo ..." e não sendo feito com os Beatles significa que é apenas um descanso. Portanto, ambos.
A sua ruptura com os Beatles, temporária ou permanente, foi devido a diferenças pessoais ou musicais?
Diferenças pessoais, comerciais e musicais. Mas acima de tudo porque eu tenho mais tempo com minha família. Temporária ou permanente? Eu realmente não sei.
Você consegue imaginar Lennon & McCartney compondo juntos novamente?
Não.
O que você acha sobre a campanha de John pela paz, da Plastic Ono Band, e ele devolver a medalha MBE? Influência de Yoko?
Eu amo o John, e respeito o que ele faz – mas isso não me dá nenhum prazer.
Houve alguma das canções do álbum escrita originalmente com os Beatles em mente?
Junk e Teddy Boy.
Você ficou contente com o ábum "Abbey Road”?
Foi um bom álbum.
Qual é a sua relação com Klein?
Eu não tenho qualquer contato com ele. Ele não me representa de forma alguma.
Qual é a sua relação com a Apple?
É o escritório de uma empresa que eu também criei, com os outros três Beatles. Eu não vou lá porque eu não gosto de escritórios ou de negócios, especialmente quando estou de férias.
Você tem planos de criar uma companhia de produção independente?
McCartney Productions Limited.
Que tipo de música lhe influenciou para esse disco?
Leve e solta.
Você está escrevendo mais prolíficamente agora? Ou menos?
Do mesmo jeito. Tenho uma fila de canções esperando para serem gravadas.
Quais são seus planos para o futuro? Férias? Um musical? Um filme? Aposentadoria?
Meu único plano é crescer!