sábado, 22 de julho de 2017

PAUL MCCARTNEY LIVE AT THE CAVERN CLUB - 1999

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No dia 14 de dezembro de 1999, apenas 300 pessoas privilegiadíssimas, se amontoram no novo Cavern Club, quando Sir Paul McCartney retornou ao palco do onde de certa forma, tudo começou. O sensacional DVD “Paul McCartney Live At The Cavern Club 1999” é o registro deste show, ao mesmo tempo histórico e inacreditável, realizado por Paul e alguns velhos amigos para promover o disco "Run Devil Run", que trazia um repertório repleto de rocks enérgicos da década de 1950. Paul McCartney escolheu o pequeno, apertado e enfumaçado palco do clube, para realizar uma verdadeira aula de Rock and Roll. A banda, acima de qualquer suspeita, diverte-se genuinamente durante todo o show, de uma forma espontânea que chega a chocar em alguns momentos, já que não estamos habituados a ver ícones como David Gilmour, Ian Paice e o próprio McCartney com uma intimidade tão grande. É como se o grupo que toca todo final de semana naquele seu boteco favorito fosse formado por alguns dos maiores músicos da história. O repertório é uma sucessão de rocks agitados, passando por hinos dos Beatles, como "I Saw Her Standing There", e clássicos que marcaram época, como "Honey Hush", "Lonesone Town", "Blue Jean Bop", "Fabulous" (com o grupo entrando totalmente errado e recomeçando a canção sob a batuta de Paul) e "Twenty Flight Rock". Nada se compara ao prazer de assistir esse filme para quem verdadeiramente gosta de rock. É bom demais poder ver músicos experientes e lendários se divertindo como se fossem crianças. Paul comanda o espetáculo, claro, e parece ter novamente quinze anos. Gilmour revela um outro lado, soando mais agressivo na maneira de tocar do que aquela que nos acostumamos a ouvir nos álbuns do Pink Floyd e em sua carreira solo, soltando-se de tal maneira no palco que chega até a dançar. Mick Green esbanja simplicidade nas bases e nos solos. Wingfield viaja de volta aos anos 1950 e traz na bagagem uma época mágica, onde o piano marcava presença e tornava os primeiros registros do rock ainda mais irresistíveis. E Paice segura tudo lá atrás com o talento que só um dos maiores bateristas da música pode ter. Como extras, cenas da gravação de "Run Devil Run" e dois clipes do disco. "Live at the Cavern Club" é um DVD excepcional, obrigatório, clássico. Mostra todo o despojamento de ícones que atravessaram décadas, reunidos em um palco, como adolescentes que acabaram de descobrir o rock. Talvez seja esse o segredo dessas carreiras únicas: uma paixão pela música tão grande que vai além do tempo, renovando-se a cada dia. Para mim, um filme quase perfeito que só tem um grande defeito, faltou a principal: a porrada que dá nome ao disco que estava sendo divulgado - “Run Devil Run”. Seja como for, só aqui, no nosso blog preferido, a gente assiste o filme inteiro, com ótima resolução de áudio e vídeo.

FORTHLIN ROAD - A CASA ONDE VIVEU PAUL McCARTNEY

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No dia 21 de julho de 1998, a famosa casa da infância de Paul McCartney, na Forthlin Road em Liverpool, foi aberta à imprensa. Programas das TVs BBC, ITN, ITV e Canais 4 e 5 passaram o dia realizando matérias no interior da propriedade.

A confortável casa em um subúrbio de classe média de Liverpool, foi a casa da família McCartney, e lar de Paul entre 1955 e 1963. A família de Paul sempre esteve muito ligada à música, de modo que sua casa sempre foi um ambiente propício para juntar o encontro dos jovens Beatles.

John costumava passar boa parte de suas tardes com Paul, e muitos dos grandes sucessos iniciais da banda, como "I Saw her Standing There" foram escritos lá. O exterior da casa pode ser visto por qualquer visitante, mas para uma "tour" no interior da casa é necessário agendar o passeio com antecedência junto ao National Trust, que atualmente administra a propriedade. Quando Paul de vez em quase nunca, vai em Liverpool, costuma sempre visitar aquela velha casa. Há pouco tempo, a porta original da casa foi vendida por uma grana preta.

ERIC CLAPTON - LAYLA - SENSACIONAL!

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DEREK AND THE DOMINOES - LAYLA AND OTHER ASSORTED SONGS

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Layla and Other Assorted Love Songs é um album clássico de blues/rock lançado pelo supergrupo Derek and the Dominos em dezembro de 1970. É considerado atualmente como um dos pontos mais altos da carreira de Eric Clapton e um dos 100 melhores discos de todos os tempos. Layla é um album mitológico na historia do rock. Pode-se dizer, com certeza, que o álbum gira em torno de Pattie Boyd - na época conhecida como Pattie Harrison. A amizade entre Clapton e George Harrison, fez com que ele se aproximasse de Patty e se apaixonou profundamente, mas no início, foi rejeitado, o que o motivou a escrever boa parte das canções deste álbum. O sucesso de “Layla” foi inspirado em um poema de Nizami Ganjavi, "The Story of Layla and Majnun". Essa lenda mexeu muito com Clapton que se afundou em heroína e quase enlouqueceu por não poder ficar com Pattie. Finalmente, depois de anos, casaram-se em 27 de março de 1979. George, Paul e Ringo estavam lá. Inclusive houve uma Jam Session. Lennon disse que se soubesse, teria ido.
Além dos conhecidos membros do grupo (o baixista Carl Radle e o baterista Jim Gordon), a gravação também contou em quase todas as faixas com a participação do lendário guitarrista Duane Allman (The Allman Brothers Band), que foi convidado a participar após ter ficado amigo de Clapton e pedido para acompanhar a gravação do disco. Ambos se conheceram através do produtor Tom Dowd, que estava produzindo o segundo álbum da Allman Brothers Band - Idlewild South - quando recebeu a ligação de Clapton para produzir seu disco. Duane fora convidado a se juntar ao Derek and the Dominoes posteriormente, mas preferiu continuar com sua própria banda.Em 1990, para comemorar o 20º aniversário foi relançado em uma edição de luxo com 3 CDs, incluindo as Jams e Outtakes. Em 2003 a rede de televisão VH1 nomeou o álbum como o 89º melhor álbum de rock de todos os tempos. No mesmo ano, a revista Rolling Stone o colocou na lista dos 500 maiores e melhores discos de toda a história fonográfica.

THE BEATLES - HEY BULDOG - SENSACIONAL!

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“Hey Bulldog” é uma canção dos Beatles que aparece no álbum Yellow Submarine e foi quase toda escrita por John Lennon com algumas contribuições de Paul McCartney. Foi gravada durante a filmagem do vídeo promocional de Lady Madonna e é uma das poucas músicas dos Beatles que se baseia num riff de piano. Para Lennon, "uma grande gravação, mas que não significa nada". Inicialmente, a faixa se chamaria "Hey Bullfrog", mas durante a gravação Paul começou a "latir". Então mudaram o nome para "Hey Bulldog". Segundo Geoff Emerick, engenheiro de som, esta foi a última gravação que os quatro realizaram como um time dinâmico e com o entusiasmo de cada membro do grupo. Quando voltaram ao estúdio para gravar o Álbum Branco, já estavam muito afetados com assuntos de negócios e as diferenças pessoais e artísticas estavam se fortalecendo, o que culminaria, mais tarde, na separação definitiva do grupo. Durante essas sessões, os Beatles foram fotografados gravando a música. Foi uma das poucas vezes em que eles se deixaram filmar gravando nos Estúdios Abbey Road, pois preparavam um filme promocional (depois editado para o single 'Lady Madonna') que seria lançado enquanto eles estivessem na Índia.
“Hey Bulldog” foi usada num segmento animado do filme Yellow Submarine, que inicialmente só apareceu na versão européia. Foi restaurada e vista pela primeira vez em 30 anos no relançamento de 1999. Para promover o relançamento, a Apple pegou as filmagens originais do vídeo promocional de Lady Madonna e o reestruturou para usar como vídeo promocional da própria Hey Bulldog. O riff de guitarra da canção foi incluído no álbum Love, de 2006, na faixa "Lady Madonna". Algumas risadas de Lennon e McCartney (contidas na música original) foram colocadas na faixa de transição "Blue Jay Way". Há uma primeira versão demo da música com apenas John ao piano de apenas 48 segundos, que intitula-se "She Can Talk To Me" (o primeiro nome da música) e aparece em bootlegs como o "Artifacts" (Volume 1, Disco 4) e o "The Lost Lennon Tapes" (Volume 18). Os Beatles tocaram com a formação clássica de sempre: John Lennon - Piano, guitarra rítmica, vocais principais e falas; Paul McCartney -Baixo, pandeireta, e vocal de apoio (harmônico) e "latidos"; George Harrison - Guitarra solo e Ringo Starr - Bateria e vocal falado. "Hey Bulldog" teve outras versões feitas por outros artistas. Entre eles, estão Jim Schoenfeld, Tea Leaf Green, Eric McFadden, Ween, Elvis Costello, Honeycrack, Ian Moore, Gomez, Rolf Harris, Toad the Wet Sprocket,Firewater, Alice Cooper, The Gods, Skin Yard, U-Melt, Dave Matthews, Paddy Milner, of Montreal, Manfred Mann's Earth Band, The Golden Ticket, Dave Matthews & Friends, Crash Kings, The Roots e Miles Kane, que já apareceu aqui no Baú.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

BEATLES & ADVOCACIA - A GUITARRA CHORA NAS MÃOS CERTAS

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E já está no ar mais um programa da série publicada no sensacional canal Beatles & Advocacia da nossa queridissima amiga Lara Selem disponibilizado no YouTube - "A GUITARRA CHORA NAS MÃOS CERTAS" - Nesse episódio #16, ela comenta sobre o poder de análise em recrutar as pessoas certas no momento certo. Como em todos os seus programas 'Miss L' dá um show de beleza, simpatia e competência. Absolutamente imperdível! Assista, inscreva-se, curta e compartilhe. Legal demais!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

THE BEATLES - I WILL - CLÁSSICO IMORTAL

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"I Will" foi lançada no álbum The Beatles ou "Álbum Branco" de 1968. Em contraponto com a faixa anterior, Why Don't We Do It in the Road?, que contém um apelo sexual, "I Will" é mais romântica. Foi a primeira canção de cinco que Paul escreveu e dedicou para sua namorada e futura esposa Linda Eastman. (As outras quatro são: Two of Us, The Lovely Linda, Maybe I'm Amazed, e My Love). A harmonia da canção, Paul fez ao ler no jornal que um crítico escreveu, dizendo que os Beatles nunca mais fariam baladas como Yesterday. O tema de "I Will" - algo como "Eu Irei", é bem o estilo "McCartney" de escrever suas canções de amor. Na letra ele diz que fará o que for preciso para ficar com ela e amá-la, dizendo que a amará para sempre, de todo seu coração, mesmo quando estiverem longe um do outro. A sessão de gravação se tornou uma sessão de ensaios, produzindo uma curta canção, "Can you take me back," que acabou entrando no final de "Cry Baby Cry." Assim como a canção "Los Paranóias," lançada do disco 3 do Anthology. "I Will" levou 67 takes para se gravada. George Harrison, não participou da faixa, pois estava começando a gravar "Piggies" em outro estúdio de Abbey Road. Um "baixo com a voz" foi realmente feito por Paul McCartney que ele gravou com a boca acompanhando os graves do violão, adicionou um efeito overdub e mais alguns efeitos. Se ouvir atentamente, perceberá que não é um baixo comum. Uma versão alternativa de "I Will" aparece no Anthology 3 - essa versão foi o primeiro take a ser gravado em 1968. Instrumentos tocados por Paul McCartney: vocal, violão, baixo com a voz; John Lennon: percussão com pedaço de madeira; Ringo Starr: chimbal, bongôs e maracas.

FOTOS DO DIA - THE BEATLES - FELIZ DIA DO AMIGO!

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O Baú do Edu deseja a todos os seus amigos um grande Dia do Amigo. Tudo de bom! Abração em cada um de vocês! Tamo junto!

THE BEATLES - I'M HAPPY JUST TO DANCE WITH YOU

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Olhando para trás, desde o início, quando começou a compor suas próprias músicas, George Harrison manifestava descontentamento com o fato de poucas delas serem levadas em conta para os álbuns dos Beatles. Dessa forma, para o primeiro disco "Please Please Me", George conseguiu ficar com "Chains", uma música tolinha de Gerry Goffin e Carole King, e "ganhou" de John e Paul, os compositores por excelência, "Do You Want To Know A Secret?". No segundo álbum " With The Beatles", George debutou como compositor com "Don't Bother Me", além de liderar os Fabs no clássico de Chuck Berry "Roll Over Beethoven", além de ainda conseguir espaço para mais uma - "Devil in Her Heart" - musiquinha mediana escrita por Richard P. Drapkin que fez pequeno sucesso com um grupo chamado "The Donays". Mas isso tudo passava a olhos vistos pelos compositores e pela produção. Quando chegou a vez do terceiro álbum, George achou que talvez fosse sua chance, mas o disco tinha que ser gravado às pressas para a trilha do megasucesso "A Hard Day's Night", então John e Paul fizeram “I’m Happy Just To Dance With You" para George cantar no filme "para dar um pouco de ação para ele". A cena foi filmada no palco no ScalaTheatre, em Londres. Como o membro mais novo dos Beatles, George sempre viveu à sombra de Paul e John. Anos depois, John Lennon morreria muito magoado e ressentido quando George publicou sua biografia "I Me Mine", em 1980 sem fazer nenhuma menção à sua influência em qualquer uma de suas composições. Paul disse apenas que 'I'm Happy Just To Dance With You" era uma "música que seguia uma fórmula, e era ótima para George cantar".

A PEDIDOS - THE BEATLES - CATSWALK - CATCALL

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Durante os dias de Quarry Men Paul McCartney tinha escrito um jazz instrumental intitulado “Catswalk”, que nunca foi devidamente registrado pelos Beatles. Um ensaio do final de 1962 no Cavern Club tinha sido registrado, no entanto. McCartney conheceu Chris Barber, líder da banda The Chris Barber Jazz Band, um grupo de jazz tradicional, e decidiu oferecer-lhe a música. A banda gravou uma versão no Marquee Club de Londres no início de julho de 1967, mas McCartney achou que poderia ficar melhor. Outra sessão teve lugar neste dia no Chappell Recording Studios em Maddox Street, Londres. A faixa foi renomeada e gravada como “Catcall”. À melodia foi dado um arranjo completo com um coro de catcalls: McCartney e Jane Asher estavam entre as pessoas que participaram no que era evidentemente uma sessão divertida. Paul contribuiu com gritos, uivos e um pouco de piano. “Catcall”, com a Chris Barber Jazz Band, foi lançada como um single no Reino Unido em 20 de outubro de 1967, com o crédito de McCartney como compositor. Apesar de seu pedigree impecável, não conseguiu emplacar. Essa versão também aparece na compilação “The Songs Lennon and McCartney Gave Away” de 1971.

RINGO STARR - LA DE DA - 1998 - BOM DEMAIS!

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Não deixe de conferir também a postagem RINGO STARR - VERTICAL MAN, um grande álbum do nosso baterista preferido.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

THE BEATLES - SHE LOVES YOU - SEMPRE EM BOA HORA!

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A PEDIDOS - GEORGE HARRISON - SOMETHING

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THE BEATLES - EIGHT DAY'S A WEEK - THE TOURING YEARS - DVD

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documentário The Beatles: Eight Days a Week – The Touring Years é um baú de recordações das mais intensas de uma época mágica onde o mundo conheceu de vez a lendária banda de Liverpool, Os Beatles. Dirigido brilhantemente pelo veterano cineasta norte americano Ron Howard, que durante as filmagens ainda teve acesso à arquivos históricos de gravações feitas por fãs, The Beatles: Eight Days a Week – The Touring Years é um presente para os fãs e também para quem quer conhecer melhor o porquê de tanta fama em cima dos quatro rapazes de Liverpool. O filme basicamente conta com detalhes um período marcante na trajetória dos rapazes, entre os anos de 1962 e 1966, quando fizeram nada mais nada menos que 250 shows e exploraram e conquistaram a América. O mais legal é que conseguimos definir melhor a personalidade de cada um dos integrantes do lendário quarteto, chega a arrepiar o estado de espírito dos fãs em todos os shows lotados que fizeram nesse período. Mas a rotina cansativa e estresse da mídia em cima deles acabaram criando um cansaço precoce nesses jovens garotos que não tinham descanso. Eight Days a Week também mostra relatos de famosos, fãs dos Beatles, como Sigourney Weaver e Whoopi Goldberg, em histórias que puderam acompanhar naquela época. A segunda estava presente em um emblemático show da banda que uniu negros e brancos na mesma plateia em uma época que havia um grande preconceito da sociedade norte americana. A função desse fantástico documentário é teletransportar o espectador a uma época onde não tinha explosões de redes sociais, onde a comunicação é muito setorizada e por conta disso que o empresário dos Beatles Brian Epstein resolveu fazer essa turnê histórica pela América. A influência de Brian perante sua banda foi enorme, propôs rapidamente uma nova maneira dos músicos se vestirem e se comportar no palco. A liberdade do quarteto vinha muito em torno da música, John e Paul escreveram nessa época músicas que tocam nossos corações e nas rádios até os dias de hoje. Se formos pensar como seria a exposição dos Beatles surgindo nos dias de hoje, fica até difícil fazer algum paralelo mas com as forças das redes sociais e as ações de um mundo cada vez mais globalizado, o sucesso seria maior ainda. Não importa a época, os Beatles sempre serão os Beatles e vai ser difícil outra banda chegar com tamanha idolatria com o público como eles conseguiram. Seja beatlemaníaco ou não, ninguém pode perder esse belo documentário! Bravo! Raphael Camacho - Cine Pop

terça-feira, 18 de julho de 2017

RINGO STARR FALA SOBRE SEU NOVO ÁLBUM E OS BEATLES

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Ontem, segunda (17), foi divulgada uma entrevista de Ringo Starr, através do site do portal Billboard. Numa conversa descontraída, nosso baterista preferido, que completou 77 anos no último dia 7, contou sobre seu novo álbum solo e como funciona o processo de criação para as suas canções: “O que acontece comigo e com as pessoas que eu escrevo junto é que um de nós sempre tem uma linha. Geralmente eu tenho uma lista cheia de linhas, daí a gente pensa no que vai fazer. A melhor faixa para contar sobre isso é ‘So Wrong for So Long’ – ‘Tão errado por tanto tempo’. Alguém me disse isso em 2008 e eu pensei ‘isso é uma ótima linha’, e finalmente transformei em uma música. O que usualmente acontece é – não importa o que as pessoas estão fazendo, eu sempre direciono pra onde eu quero que esteja, que é a paz e o amor.” Ringo ainda falou sobre a importância dos Beatles para a música e sua relevância para os jovens ainda hoje: “A grande coisa sobre a música dos Beatles – nós trabalhamos muito duro e ainda é relevante até hoje. As canções que John e Paul escreveram, e as que eu, George, John e Paul tocávamos é o que me deixa mais orgulhoso. Nós trabalhamos muito duro para fazer essas faixas, e todos os anos uma nova leva de adolescentes escuta isso. (…) É relevante ano após ano. Isso me deixa maravilhado.” O novo disco de Ringo chama-se “Give More Love” e é o 19º de sua carreira solo, e tem previsão para ser lançado no dia 15 de setembro. É isso aí Ringo!

ÁLBUM QUE JOHN LENNON AUTOGRAFOU PARA CHAPMAN É POSTO À VENDA POR US$ 1,5 MILHÃO

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O álbum que John Lennon autografou para seu assassino horas antes de morrer foi colocado à venda por um preço de US$ 1,5 milhão (R$ 4,7 milhões), segundo informou, nesta segunda-feira, 17, a empresa Moments in Time, que disponibilizou o item online. A cópia do disco Double Fantasy foi assinada pelo ex-Beatle cinco horas antes do assassinato, cometido por Mark David Chapman. John Lennon foi assassinado em 8 de dezembro de 1980, ao ser atingido pelos tiros de Chapman, um idiota o esperava na entrada do Edifício Dakota próximo ao Central Park, em Nova York, onde Lennon vivia com Yoko Ono, e o pequeno Sean. O álbum foi encontrado por um homem em um jardim do edifício, após os disparos, segundo detalhou o vendedor. A foto da capa do disco mostra John e Yoko se beijando, com o autógrafo de Lennon no pescoço dela. O disco, com as impressões digitais do assassino, terminou em mãos das autoridades e se tornou uma das provas utilizadas para incriminar Chapman, que foi condenado à prisão perpétua. Tempos depois, o exemplar foi devolvido à pessoa que o encontrou com uma nota de agradecimento, segundo lembrou a empresa responsável pela venda, especializada em autógrafos, fotos e documentos históricos. “Estamos encantados de poder colocar no mercado uma peça com tanto significado histórico”, disse o porta-voz da Moments in Time, Bob Zafian.

A PEDIDOS - A VOLTA DOS SMITHEREENS - MEET THE SMITHEREENS

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The Smithereens é uma banda formada em Nova Jersey em 1980 por Pat DiNizio (vocal, guitarra) Jim Babjak (guitarra) Mike Mesaros (baixo) e Dennis Diken (bateria). Lançaram treze álbuns, os destaques são "Green Thoughts" de 1988, e "Eleven" de 1989, que traz a faixa "A Girl Like You", o maior hit da banda. Tiveram pouca cobertura da mídia, talvez pelo estouro do grunge durante o auge da banda nos anos 90. Suas influências são as bandas dos anos 60, principalmente os Beatles, é claro! Depois de lançarem o disco "God Save the Smithereens" de 1999, passaram sete anos sem gravar nada até lançarem seus dois últimos álbuns: "Meet the Smithereens", um tributo aos Beatles contendo 12 faixas da fase beatlemania, de 2007, e "Chirstmas With the Smithereens", do mesmo ano com canções natalinas de covers do The Who, Ramones, Chuck Berry, Beach Boys, entre outros, além de duas canções próprias.

Esse disco é simplesmente fantástico, sem exagero! Em 2010 e 2011 apareceram aqui pelo menos umas cinco vezes e esse disco “Meet The Smithreens” foi um dos mais baixados com mais de 500 downloads. Especialmente atendendo a pedidos de alguns amigos, aqui está o link renovado. Valeu, abração!

A PEDIDOS - LOS ESCARABAJOS - WHERE HAVE YOU BEEN

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Abração para a amiga Alessandra Falcone. Valeu!

Confira também: "RARE BEATLES - WHERE HAVE YOU BEEN (ALL MY LIFE)" publicada em 3 de setembro de 2014.

THE BEATLES - PLEASE MR. POSTMAN - 2017

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De todas as versões que os Beatles gravaram de outros artistas, "Please Mr. Postman" do álbum "With The Beatles" é, de longe, minha preferida, embora também adore as versões que fizeram dos rockões de Larry Williams. Toda vez que ouço "Please Mr. Postman", lembro de uma história que aconteceu comigo há muito, muito tempo quando eu era bem mais jovem, aprendiz de beatlemaníaco e tinha somente dois discos: Help e os Reis do Ié ié Ié. Um dia, eu e minha irmã Marília estávamos de carona no fusquinha da mamãe, indo para a aula de inglês. Então, no rádio, começou a tocar "Please Mr. Postman" com os Beatles. Fiquei em êxtase, pois nunca tinha ouvido aquela matadora versão dos Beatles. Já tinha ouvido com os Carpenters, mas a cover dos Beatles quase me matou! Nem sequer sabia o nome da música que, assim que terminou o locutor disse: "ouvimos os Beatles com Please..." e por causa do converseiro da minha mãe com minha irmã, não consegui ouvir o resto. E aquilo ficou na minha cabeça: "Please... o quê?". Assim que consegui juntar dinheiro para comprar mais um disco, corri para a "Discodil" e fui procurar um disco dos Beatles que tivesse uma música com o título "Please alguma coisa". Então peguei o "Please Please Me". Ora, se tinha o título e uma música com "please", só podia ser ele. Tomado pela emoção, nem entrei na cabine para ouví-lo. Comprei e corri para casa. Era um disco fantástico que só tinha um defeito: não tinha "Please Mr. Postman"! Depois que descobri que seu nome era "Please Mr. Postman" e que estava no álbum "With The Beatles", demorou quase um ano para poder comprá-lo, mas toda vez que ia à Discodil, ficava horas na cabine ouvindo só "Please Mr. Postman".
Please Mr. Postman foi lançada originalmente como single da banda The Marvelettes, o primeiro grupo vocal feminino da Motown a fazer sucesso, alcançar a posição de número 1 na Billboard. foi gravada também pelos Beatles em 1963 e pelos Carpenters em 1974. A gravação das Marvelettes teve a cantora Gladys Horton como solista, e conta a história de esperança que o carteiro traga uma carta de seu namorado, que está ausente. A gravação original teve o acompanhamento da banda The Funk Brothers, incluindo Marvin Gaye na bateria. Durante oito anos, as Marvelettes emplacaram 19 canções no Top 40 de R&B e dez no Top 10 Pop norte-americanos. O sucesso das Marvelettes precedeu a de outros grupos femininos da Motown, como Martha and the Vandellas e The Supremes, de Diana Ross. Os créditos da composição de "Please Mr. Postman" parecem ter mudado ao longo dos anos. A versão original é creditada tendo "Dobbins / Garett / Brianbert", como compositores, e "Brianbert" como produtor. No álbum dos Beatles é creditada apenas a Brian Holland. O livro de toda a discografia dos Beatles de 1974, All Together Now, a música acabou sendo creditada a Holland, Bateman e Berry Gordy. Em 1992, o box set Hitsville E.U.A. Motown: The Singles Collection tem Dobbins, Garrett, Holanda, Bateman e Gorman como compositores. A partir de 2006 no Hall da Fama, aparece como compositores creditados de "Please Mr. Postman", apenas Holland, Bateman e Gorman.

A gravação das Marvelettes teve a cantora Gladys Horton como solista, e conta a história de esperança que o carteiro traga uma carta de seu namorado, que está ausente na guerra. A gravação original teve o acompanhamento da banda The Funk Brothers, incluindo Marvin Gaye na bateria. Os créditos da composição de "Please Mr. Postman" parecem ter mudado ao longo dos anos. Na versão original constam como "Dobbins/Garett/Brianbert", como compositores, e "Brianbert" como produtor. No álbum dos Beatles é creditada apenas a Brian Holland. No livro com toda a discografia dos Beatles de 1974, All Together Now, a música acabou sendo creditada a Holland, Bateman e Berry Gordy. Em 1992, o box set Hitsville E.U.A. Motown: The Singles Collection, tem Dobbins, Garrett, Holanda, Bateman e Gorman como compositores. A partir de 2006 no Hall da Fama, aparecem como compositores creditados de "Please Mr. Postman", apenas Holland, Bateman e Gorman. 
A versão dos Beatles de Please Mr. Postman foi gravada em nove tomadas com John arrasando (como sempre!) nos vocais principais, na mesma sessão "Till There Was You" em 30 de julho de 1963. John Lennon inverte o sexo da namorada, colocando-se no papel de protagonista e faz um dos seus melhores vocais. Muitos anos depois, uma outra versão de "Please Mr. Postman" foi gravada pelos Carpenters em 1975, essa regravação chegou ao 1º lugar na Billboard Hot 100, em janeiro daquele ano.

1967 - AQUELE INESQUECÍVEL VERÃO DO AMOR

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O “Verão do Amor” foi um evento que teve origem numa passeata pela paz, no dia 15 de abril (primavera) de 1967, em Nova York, que reuniu cerca de 300 mil participantes - a maior manifestação popular realizada nos Estados Unidos, até então. O movimento contou com a participação de romancistas premiados, astros do rock, hippies, professores rebeldes e pessoas simples da classe média, para protestar contra a Guerra do Vietnã. Entre eles estavam o médico e ativista Benjamin Spock, o cantor popular Pete Seeger e o líder do movimento pelos direitos civis, Martin Luther King Junior.. Por toda parte, começaram a despontar comunidades hippies: Nova York, Seattle, Atlanta, Los Angeles, Chicago, Vancouver, no Canadá, e através da Europa. Os encontros tornaram-se a atividade preferida da contracultura nos Estados Unidos e na Europa. O de maior destaque, o epicentro da revolução hippie dos anos 1960, aconteceu no distrito de Haight-Ashbury, em São Francisco, onde milhares de jovens estabeleceram residência temporária - expressando-se através da música, das drogas e da prática do amor livre. “O Verão do Amor” é considerado como tendo sido uma nova experiência social. A oposição à guerra foi um impulso para buscar valores e estilos de vida "alternativos". Uma nova era, na qual as pessoas "fariam amor, não guerra".
HÁ 50 ANOS, O VERÃO DO AMOR MARCAVA O APOGEU DO MOVIMENTO HIPPIE E MUDAVA AS REGRAS DO JOGO NO ROCKJunho de 1967. por um breve momento, a juventude parecia ter tomado conta do mundo ocidental. Naquele mês, tudo o que vinha sendo fermentado nos anos anterio­res explodiu em São Francisco, Califórnia, em um fenômeno social que ficou conhecido como Verão do Amor. Cerca de 100 mil jovens rumaram até a cidade para se estabelecer na vizinhança do distri­to de Haight-Ashbury. Foi um movimento espon­tâneo, com frentes em outras partes dos Estados Unidos e na Inglaterra. Os hippies traziam uma mensagem pacifista e a rejeição de um estilo de vi­da consumista. E, claro, se opunham aos horrores da Guerra do Vietnã.Graças à sua herança cultural e posição geográfica privilegiada, em meio a belas praias e ao clima quente e iluminado, % Califórnia foi um local perfeito para o flo­rescer da contracultura. Inspirados pelos ideais libertários e pelo estilo de vida pro­pagado pela cultura beat, muitos jovens abandonaram a vida “conven­cional" e passaram a morar em comunidades onde tudo era compartilhado. Grupos organizados, como o Diggers, mantinham a ordem e cuida­vam da assistência médica e da alimentação. Não era apenas um modo alternativo de viver. Era tam­bém o retrato de uma eferves­cência cultural que iria mu­dar o panorama pop. Em 14 de janeiro de 1967, ocorreu o primeiro ponto alto desse pro­cesso, 0 Human Be-In, even­to que juntou diversas tribos na Golden Gate, em São Francisco. Esse prelúdio do Verão do Amor reuniu cerca de 30 mil pessoas e juntou palestras, ati­vidades culturais e shows. O mote inicial era protestar contra o decreto que bania o uso de LSD na Califórnia. As drogas lisérgicas eram uma das principais forças da contracultura e tinham como principal guru o doutor Timothy Leary, um ex-professor universitário que decidiu abandonar o sistema. Foi lá que ele entoou a célebre frase “turn on, tune in, drop out" (algo como “fique ligado, entre de cabeça, caia fora”). Perso­nalidades como o poeta beat Allen Ginsberg marcaram presença, além de diversos artistas que acabaram estabe­lecendo a cena musical de São Francisco, entre eles The Jefferson Airplane, The Grateful Dead e Janis Joplin & Big Brother and the Holding Company.O Human Be-In causou um impacto tão grande que um novo evento foi mar­cado para o verão que se aproximava. Em maio, o cantor Scott McKenzie lançou a canção “San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)”, escrita por John Philips, do grupo The Mamas and the Pa­pas. Era um convite sedutor, uma podero­sa propaganda para o vindouro Verão do Amor. O single vendeu mais de 7 milhões de cópias e se tornou o hino definitivo da era hippie. Mas quando os Beatles lan­çaram Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band, no dia 1" de junho, a contracultura ganhava mais do que um hino - ganhara uma declaração de princípios.Como profetizou Scott McKenzie, uma quantidade surpreendente de jovens rumou a São Francisco e entupiu as ruas na região de Haight-Ashbury. Muitos deles tam­bém foram a eventos como o Fantasy Fair and Magic Moun- tain Music Festival e o Monterey Pop, que marcou o ápice do Verão do Amor. O festival, realizado de 16 a 18 de junho, reuniu cerca de 60 mil pessoas e hoje é considerado o primeiro grande evento do ti­po na história do rock. Vários ícones se consagraram lá, co­mo Jimi Hendrix e The Who, que eram praticamente desco­nhecidos nos Estados Unidos. Janis Joplin e Otis Redding viraram superastros depois de Monterey. Filhos da cena local, como Jefferson Airplane e The Grateful Dead, também mar­caram presença, além de hit- makers como The Mamas and the Papas, The Byrds, Bufallo Springifield, Johnny Rivers e The Association. Paralela­mente, Ravi Shankar mostrou a força da música indiana. As memoráveis apresentações foram registradas em um fil­me homônimo dirigido por D. A. Pennebaker.O flower power (“poder da flor”) se tornou palavra de ordem. Mas nem tudo era paz e solidariedade. Haight-Ashbury ficou pequena para tanta gente; houve uma ex­plosão do abuso de drogas e da criminalidade. Quando junho terminou, muitos jovens voltaram para casa e São Francisco retornou, gra­dativamente, a uma certa normalidade. Independentemente disso, o que hoje é visto como apogeu hippie mudou a mú­sica, a moda, a cultura pop. Foi na esteira daquele momento que, inspirados pe­los eventos ocorridos em São Francisco, Jann S. Wenner e Ralph Gleason criaram uma publicação chamada Rolling Stone. Texto publicado na revista Rolling Stone nº 130 de junho de 2017. PAULO CAVALCANTI

segunda-feira, 17 de julho de 2017

THE BEATLES - ROCKY RACOON

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“Rocky Raccoon" era um faroeste musical que havia começado como um talking bittes, escrito por Paul na índia. Ambientado nas montanhas de Dakota (provavelmente por causa da canção de Doris Day “Black Hills of Dakota", do filme Ardida como pimenta), conta a história do jovem Rocky, cuja namorada Nancy Magill foge com Dan. Rocky persegue Dan e tenta atirar nele, mas Dan atira mais rápido. Na sequência, Rocky recebe cuidados em seu quarto de hotel de um médico que fede a bebida. “Quando compus essa, estávamos sentados no telhado, lá no bangalô do Maharishi, só curtindo", diz Paul. “Eu comecei a criar os acordes e o título originalmente era ‘Rocky Sassoon. Aí eu, John e Donovan começamos a inventar a letra, que saiu bem rápido, e acabou virando ‘Rocky Raccoon’ porque soava mais como coisa de caubói."
A letra tem uma leve semelhança com o popular poema de Robert Service “The Shooting of Dan McGrew” (1907), que também narra uma história de amor e vingança com personagens parecidos. Em ambos acontece um tiroteio num saloon. A mulher fatal no caso de Rocky é descrita no verso “she called herself Lil... but everyone knew her as Nancy” (“ela dizia se chamar Lil... mas todo mundo a conhecia como Nancy”) - Já no caso de Dan McGrew, a moça é “conhecida como Lou”.

A Apple Scruff Margo Bird ouviu dizer que o personagem do médico era real. “Paul tinha um quadriciclo e uma vez, no fim de 1965, caiu dele. Estava meio chapado naquele dia. Cortou a boca e lascou um dente”, diz ela. “O médico que veio examiná-lo estava fedendo a bebida e, por causa de suas péssimas condições, não fez uma sutura lá muito boa. É por isso que Paul ficou com um calombo feio no lábio e passou a usar bigode para esconder.”
Quanto à canção, Paul revelou: “Eu só tentei fazer com que fosse divertida. Sou eu escrevendo uma peça, uma peçazinha de um ato, e botando a maior parte dos diálogos nas bocas deles.” Ele disse que imaginou o personagem principal usando um chapéu de guaxinim como Davy Crockett. Bom, na falta de vídeo com os Beatles, a gente fica com dois bons covers. Richie Havens e Jack Johnson. Valeu!