segunda-feira, 31 de julho de 2017

RINGO STARR WITH PAUL McCARTNEY - WE’RE ON THE ROAD AGAIN

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O novo single de Ringo Starr “We’re on the Road Again” conta com a participação do colega-Beatle Paul McCartney. O lançamento do mais novo álbum do baterista, “Give More Love” está marcado para o dia 15 de setembro. Para a promoção, Ringo lançou este single que conta com a colaboração do ex-companheiro de banda e amigo de longa data no baixo. A última colaboração entre os dois últimos Beatles data de 2010 e ocorreu, igualmente, num álbum de Ringo.

CONCERT FOR BANGLADESH - QUASE TUDO PRONTO...

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1966 - REVISTA DATEBOOK PUBLICA ENTREVISTA DE JOHN LENNON

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Há 50 anos, no dia 31 de julho de 1966, a revista americana Datebook publicou a edição com Paul McCartney na capa, que trazia a fatídica entrevista de John sobre o Cristianismo. Na capa a frase “Não sei o que vai acabar primeiro, o rock and roll ou o cristianismo”. As declarações de John apareceram de forma sensacionalista e fora de seu contexto original, e isso acabou gerando problemas sem precedentes para a banda. Não deixe de conferir aqui a super postagem sobre esse episódio de ódio e intolerância: THE BEATLES - MAIS POPULARES QUE JESUS!

domingo, 30 de julho de 2017

GEORGE HARRISON & BOB DYLAN - IF NOT FOR YOU

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GEORGE HARRISON & BOB DYLAN - IF NOT FOR YOU

THE BEATLES - I CALL YOUR NAME

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"I Call Your Name" é uma canção dos Beatles escrita principalmente por John Lennon e creditada a Lennon/McCartney. Lennon escreveu a canção antes da formação dos Beatles, e em 1963 a cedeu para que Billy J. Kramer and The Dakotas a gravassem. Os Beatles a gravaram em 1964, quando foi lançada na Grã-Bretanha e nos EUA como lado B de Long Tall Sally. "I Call Your Name" foi relançada em 1988 na coletânea Past Masters, Volume One. The Mamas & the Papas gravaram a canção em 1966, e Ringo Starr gravou uma versão para um programa especial de televisão, no décimo aniversário da morte de Lennon.

John calcula que escreveu "I Call Your Name" quando "os Beatles ainda nem existiam como banda". Como o Quarry Men, seu primeiro grupo, foi formado pouco depois que ele comprou seu primeiro violão, em março de 1957, ele deve ter escrito a música enquanto aprendia a tocar ou até mesmo antes, quando só sabia tocar banjo. The Quarry Men era inicialmente um grupo de skiffle formado por amigos da escola Quarry Bank High. Rod Davis, que tocava banjo com eles, não se lembra de ter visto John escrevendo músicas naquela época. "O que nós fazíamos era ouvir os singles mais recentes no rádio e tentar anotar as letras", ele conta. "A questão é que, se você não conseguisse entender, ou não conseguisse escrever rápido o bastante, ficava empacado. Então o que John costumava fazer era colocar suas próprias letras nessas músicas. Ninguém parecia notar porque as pessoas também não sabiam as letras. Havia uma música chamada 'StreamlineTrain', que John reescreveu como 'Long Black Train'. Ele também colocou uma letra nova no sucesso de Del Vikings 'Come Go With Me', e eu não percebi até ouvir a versão original muitos anos depois." 
Se a canção foi escrita há tanto tempo quanto John achava, isso significa que ele já vinha escrevendo sobre o desespero nos tempos de escola. Os versos "I never weep at night, I call your name" são próximos de "In the middle of the night, I call your name", de 1971, de "Oh Yoko", que faz parte do álbum Imagine. John adicionou o solo de blue beat jamaicano em 1964. Blue beat e ska, levados para a Inglaterra por imigrantes das índias Ocidentais, estavam se popularizando entre os britânicos e o selo Blue Beat, fundado por Ziggy Jackson em 1961, havia lançado 213 singles nos três anos ante­riores. Duas semanas após a gravação de "I Call Your Name", o New Musical Express questionava se o ska e o blue beat se tornariam o grande tema do momento da música pop. Com os Beatles por perto, eles não teriam a menor chance.

GEORGE HARRISON - BANGLADESH / DEEP BLUE - SINGLE

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O compacto com a música “Bangladesh” trazendo "Deep Blue" como lado B, foi lançado no dia 30 de julho de 1971, narra exatamente como surgiu a ideia para o primeiro concerto beneficente da história do rock. Nessa época, George e Ravi Shankar estavam muito próximos. A religiosidade de Harrison também estava no auge. Com os olhos cheios de lágrimas, Ravi Shankar contou-lhe a história de Bangladesh, um país asiático rodeado quase por inteiro pela Índia, exceto a sudeste, onde tem uma pequena fronteira terrestre com Myanmar, país de origem de Ravi Shankar. Bangladesh vivia, e ainda sobrevive até hoje, flagelado pela fome e devastado pela guerra civil.

"Bangladesh" foi o primeiro single de caridade na música pop, e seu lançamento ocorreu três dias antes dos shows em Nova York no Madison Square Garden. O single se tornou um hit top dez no Reino Unido e no resto da Europa, e chegou ao número 23 na América da BillboardHot 100. A gravação foi co-produzida por Phil Spector e apresenta contribuições de Leon Russell , Jim Horn , Ringo Starr e Jim Keltner. A sessão de Los Angeles para a música marcou o início de duas associações musicais duradouras na carreira solo de Harrison, com Keltner e Horn. A canção "Bangladesh" também apareceu em 1976 na compilação The Best Of George Harrison, que continua a ser o único lançamento oficial em CD a incluir a gravação em estúdio da música.

"Deep Blue", o lado B do single, Harrison escreveu em 1970, no meio das sessões para o álbum triplo All Things Must Pass, e gravou em Los Angeles. A letra foi inspirada pela condição de deterioração de sua mãe antes de ela sucumbir ao câncer em julho de 1970, e pelas visitas freqüentes de Harrison para vê-la no hospital, no norte da Inglaterra. Dado o tema, a música serviu como um comentário sobre a doença generalizada e doença entre os milhões de refugiados de guerra de Bangladesh. Bem recebida pelos críticos de música, "Deep Blue" não estava disponível oficialmente há mais de 30 anos depois de aparecer no single. Nesses anos ganhou a reputação de um grande achado Lado B. Só veria a luz do sol novamente em setembro de 2006, quando a EMI incluiu Deep Blue como faixa bônus na reedição do álbum Living in the Material World.

LEE EASTMAN - ADVOGADO - PAI DE LINDA McCARTNEY

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Lee Eastman, nascido Leopold Vail Epstein, aos 12 de janeiro de 1910, foi um respeitado advogado de Nova York que teve entre seus clientes grandes astros do show business, como David Bowie e Billy Joel, além de ser responsável pelo espólio do escritor Tennessee Willians. Foi também um dedicado colecionador de obras de arte. Era filho do russo Louis Epstein e de Stella (Freyer) Epstein (nada a ver com o conhecido Brian Epstein) e único irmão de Emmaline e Rose. Casou-se com Louise Linder, herdeira do imenso patrimônio da Lindner Department Store. Juntos, tiveram quatro filhos, dentre eles John Eastman e Linda Eastman, que mais tarde seria conhecida como Linda McCartney, a falecida esposa de Paul McCartney. Portanto, Lee é avô materno dos quatro filhos do casal McCartney: Heather, filha de Linda adotada por Paul, a fotógrafa Mary, a estilista Stella e o músico e escultor James
O escritório de advocacia Eastman & Eastman foi responsável pela ação que tratava da separação oficial dos Beatles como representante de Paul McCartney. Pouco antes da dissolução da banda, Lee Eastman assumiu a função de gerente de negócios, então a ação que tratou da separação judicial da banda foi conduzida pelo seu filho John Eastman.
Em 1969, período em que a empresa dos Beatles, Apple Corps, atravessava sérios problemas, Eastman e Allen Klein foram convocados para tomar as rédeas da empresa e da carreira da banda. John Lennon ficou impressionado com o conhecimento que Klein obtinha sobre as letras das suas músicas e isso, naturalmente, fez com que Klein favorecesse os interesses de John. George e Ringo também se juntaram a John na preferência por Klein na condução da Apple, enquanto Paul optava pelos serviços de Eastman. Como era minoria, prevaleceu a vontade dos outros Beatles e Klein assumiu o controle da Apple e também das carreiras pessoais de John, George e Ringo. Pouco tempo depois a improvável parceria Eastman/Klein chegava ao fim e eles passaram a agir de lados opostos. Klein e a maioria contra Eastman e o solitário Paul McCartney. Klein obteve grande sucesso com os Beatles e juntos faturaram mais dinheiro durante o seu curto período com a banda do que nos tempos de Brian Epstein. É claro que em pouco tempo a máscara caiu e Klein deixou a Apple levando alguns punhados de milhões de dólares.
Enquanto isso tudo andava bem para o lado dos Eastman, já que administrar a carreira solo do Beatle mais rico de todos rendeu também bons dividendos para Lee Eastman e seu filho. Os McCartney também não tinham do que reclamar. Em 1984, Paul citou exemplos de conselhos recebidos por Lee Eastman para justificar parte do sucesso dos Investimentos da MPL. Ele orientou Paul a atuar também como editor musical. Paul estimou que metade dos seus rendimentos vieram das gravações e a outra metade de direitos autorais das músicas que comprou. O pai de Linda McCartney faleceu no dia 30 de julho de 1991, de câncer.

THE ROLLING STONES - STICKY FINGERS

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Sticky Fingers foi o nono álbum de estúdio dos Rolling Stones, lançado no Reino Unido no dia 23 de abril e nos Estados Unidos no dia 30 de abril de 1971. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Foi o primeiro lançamento da banda pelo seu recém-criado selo Rolling Stones Records, depois de um contrato que vinha desde 1963 com a Decca Records no Reino Unido e da London Records nos Estados Unidos. Foi produzido por Jimmy Miller e os engenheiros de som foram Glyn Johns (que trabalhou com os Beatles em Let It Be), Andy Johns, Jimmy Johnson e Chris Kimsey.Sticky Fingers foi o primeiro álbum dos Rolling Stones em que o guitarrista Mick Taylor, substituto de Brian Jones, morto em 1969, toca do começo ao fim. É também o primeiro disco dos Stones onde aparece o conhecido logotipo da língua ("Tongue and Lip Design"), desenhado pelo artista John Pasche.
Em 2001, a rede de TV VH1 colocou Sticky Fingers no número 46 em seu estudo dos melhores álbuns. Em 2003, Sticky Fingers foi listado como # 63 na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos, da revista Rolling Stone.
A arte original para a capa de Sticky Fingers, possui um zíper que se abre para revelar um homem em cuecas de algodão foi concebida pelo artista pop americano Andy Warhol, fotografada por Billy Name e projetada por John Pasche. A capa, uma foto da virilha do modelo Joe Dallesandro vestindo uma de calça jeans apertada, escondendo um pênis supostamente ereto, foi assumida por muitos fãs como sendo uma imagem de Mick Jagger, porém as pessoas realmente envolvidas no momento da sessão de fotos revelaram que vários homens diferentes foram fotografados (Jagger não estava entre eles) e nunca revelaram qual foi usada.
Resultado de imagem para Like a Prayer Madonna
A capa do disco Like a Prayer, da Madonna, lançado em 1989, foi inspirada na capa de Sticky Fingers. Em 2003, a rede de televisão VH1 nomeou Sticky Fingers como a melhor capa de disco de todos os tempos.

BEATLES & ADVOCACIA - GEORGE MARTIN O QUINTO BEATLE

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E já está no ar mais um programa da série publicada no sensacional canal Beatles & Advocacia da nossa queridissima amiga Lara Selem disponibilizado no YouTube - "GEORGE MARTIN O QUINTO BEATLE " - No Episódio 17, Lara Selem comenta sobre George Martin. Como o Produtor musical entendia os Beatles e conseguia transmitir exatamente o que eles precisavam. Como isso pode ser útil na advocacia? Assista ao vídeo e descubra., inscreva-se, curta e compartilhe. Legal demais!

sexta-feira, 28 de julho de 2017

THE BEATLES - ESPECIAL MAD DAY OUT - UM DIA NA VIDA

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O dia 28 de julho de 1968 -  um domingo, entrou para a história como “MAD DAY OUT”, um dia em que os Beatles sairam completamente da rotina exaustante das gravações do álbum branco, para passarem o dia posando para centenas (talvez, milhares) de fotos feitas por um time de fotógrafos comandados pelo experiente Don McCullin por vários lugares de Londres. Precisavam fazer essas fotos porque sabiam que seu material de divulgação para o novo disco da Apple estavam velhas, e mostravam uma imagem “ultrapassada”. Várias dessas fotos foram usadas para a promoção de novos singles e o próximo álbum, o “Branco”. Naquele dia, eles fizeram o que tinham de fazer: relaxaram, e aceitaram bem às sessões com tantos fotógrafos. Todos se comportaram bem e a imagem que passavam era a de que estavam felizes. Os Beatles escolheram Don McCullin (veterano de guerras) como fotógrafo oficial. Mas também havia mais outro grupo de fotógrafos: Tom Murray, Tony Bramwell, Ronald Fitzgibbon e Stephen Goldblatt. Com seu estilo característico, McCullin usou cerca de 15 rolos de filme para registrar a banda da Old Street até a área de Limehouse, voltando até a casa de Paul no bairro St. John’s Wood. Embora a existência das fotos fosse conhecida por muitos, quase todas essas imagens permaneceram inéditas. Para a geração que viveu aqueles anos, elas despertam lembranças comoventes de uma antiga juventude. Para os mais jovens, apresentam o vislumbre da história concentrado em um único dia.

Em 2010, foi lançado aqui no Brasil o livro "Um dia na vida dos Beatles" que reúne 92 fotos, muitas inéditas, tiradas naquele fantástico dia por Don McCullin em 1968.
Era junho de 1968. O grupo (ainda não havia a palavra “banda”) vivia uma “fase sombria”, nas palavras de Paul McCartney no prefácio do livro. Foi nesse período que, segundo o músico, surgiu o termo “heavy” (pesado) para designar o estado de espírito dominante. A revolta estudantil na França havia sido sufocada, a Guerra do Vietnã e a fome na África estavam no auge. Paul, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr trabalhavam no Álbum branco – e queriam alterar a imagem e a atitude após a onda psicodélica que geraram pelo álbum de 1967, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Segundo Paul, os quatro músicos ansiavam por algo diferente para capas de discos, revistas e promoções. Assim chamaram Don McCullin para o novo trabalho. Ele já era famoso por suas aventuras no Vietnã e na África como contratado pela agência Magnum e pelo jornal The Sunday Times. “Pensei que fosse uma brincadeira quando atendi o telefonema da gravadora Apple”, diz McCullin a ÉPOCA. “Eles me ofereceram 200 libras para fotografar os Beatles. Eu disse que pagaria 200 libras por isso!” A quantia era alta, e ainda fizeram outra oferta: 500 libras para a foto da capa da revista Life, além do direito sobre os negativos.
McCullin, hoje com 81 anos, conta que tinha acabado de chegar do Vietnã, onde havia testemunhado as batalhas mais sangrentas. “Eu já era o que sou hoje: um fotógrafo interessado em temas políticos e em denunciar a violência da guerra e a miséria do Terceiro Mundo”, diz. “Não tinha nada a ver com os Beatles. Eu me sentia desconfortável diante de gente famosa.” Mesmo assim, venceu a rejeição e marcou o encontro para um domingo, 28 de julho.
 “Começamos em um estúdio no prédio do Sunday Times”, diz McCullin. “Eles eram rapazes bacanas e atenciosos, embora não deixassem de se comportar com a extravagância das celebridades.” McCullin notou que o quarteto não estava acompanhado por assessores. A exceção foi Yoko Ono, mulher de John, que monitorou de perto o passeio. Fizeram as fotos coloridas para a revista, entre brincadeiras. Em seguida, McCullin levou-os a passear pela cidade.
Aqui, com a exclusividade de sempre, a gente pode conferir o prefácio escrito por Pual McCartney para o livro de "UM DIA NA VIDA DOS BEATLES":
Minha impressão inicial foi a de que editar um livro a partir de uma única sessão de fotos era algo que jamais funcionaria, mas, como fizemos muitas coisas ao longo desse dia, aca­bou dando certo. Para nós, esse foi um dia extraordinário. Naquela altura, em 1968, queríamos algo diferente. Estávamos produzindo o Álbum Branco e passando por uma fase sombria. Era um ótimo disco, mas muito difícil de ser feito. Não por nada, nessa mesma época surgiu a expressão “heavy”. Conhecíamos Don McCullin por suas fotos de guerra. Todos nós tínhamos interesse pela fotografia, que estava então na linha de frente da cultura. Fomos fotografados pratica­mente por todo mundo. Trabalhamos com os maiores fotógrafos, como Avedon, Parkinson e Bailey. Nós sabíamos que Don era muito bom. Ele não ficava disparando a torto e a direito, era alguém muito atento ao rosto hu­mano. Como sempre estávamos em busca de imagens para capas de discos e revistas, pen­samos então em convidá-lo. Pouco importava se era conhecido por suas imagens de guerra. Isso não o tornava menos fotógrafo. Cheguei vestindo um temo rosa e ele fez algumas fotos coloridas. Também havíamos levado outras roupas. Sugerimos alguns locais, e Don indicou outros. Fomos ao ce­mitério e até a margem do rio. De repente, acabamos num salão com um piano e um papagaio, tudo muito surreal, surreal como toda aquela época. Eu costumava ficar em casa ouvindo mú­sica com Robert Fraser, dono de uma galeria de arte. Uma vez, disse a ele que gostaria de ter uma construção bem extravagante. Eu adorava essa ideia. Então ele me apresentou a um arquiteto inglês que projetou para mim um domo geodésico. Era ali que eu costu­mava meditar. O domo ainda existe e para chegar lá é preciso passar por um pequeno jar­dim japonês. E foi no domo que todos fomos parar no final daquele dia. Don é um cara muito legal. Ele é um dos grandes fotógrafos britânicos. Pensamos que nós mesmos teríamos de ser a guerra. Vamos providenciar o campo de batalha e tudo vai dar certo. Ele simplesmente vai acompanhar toda a ação. E foi exatamente o que aconteceu. PAUL McCARTNEY maio de 2010
E aqui, a introdução do livro, escrita por Don McCullin:
Uma Louca Escapada - Não fazíamos a menor ideia de como tudo aquilo ia acabar. Simplesmente não sabíamos de nada. Um dia, em 1968, recebi um telefonema e na hora pensei que fosse um trote. Uma voz masculina desconhecida disse que estava li­gando da gravadora Apple para saber se eu tinha interesse em passar um dia inteiro foto­grafando os Beatles em troca de duzentas libras. Eles estavam um pouco cansados do modo como vinham sendo fotografados e queriam um lote de imagens novas. Os negativos seriam devolvidos e eu poderia ficar com os direitos. Suponho que, por estarmos em 1968, ano com tantas implicações políticas, eles acharam que seria bom trabalhar com um fo­tógrafo que lidasse bem com temas políticos. Mal sabiam que, ao ouvir a proposta, eu me senti levitando alguns centímetros acima do chão. Eu teria pago a eles as duzentas libras. Foi um domingo estranho. Saí dirigindo de Hertfordshire até Londres para trabalhar com o grupo mais famoso do mundo. De certo modo, fiz tudo como se estivesse en­volto em uma névoa. A cidade estava tran­quila e nos encontramos no prédio do jornal Sunday Times, na Gray’s Inn Road. No último andar, Tony Snowdon montara um estúdio de fotografia. Não havia nenhuma pauta: a única coisa definida é que queriam uma foto colorida para ser publicada na capa da revista Life. Usei um filme Ektachrome, e a camisa amarelo berrante do Ringo se destacou vividamente do azul do paletó. Então, liguei um grande ventilador. Foi o caos. Não sou fotó­grafo de estúdio. Estou acostumado com o campo de batalha. Eu sabia como lidar com certos tipos de desastres fotográficos, mas não com algo dessa magnitude. Fiquei um pouco apavorado e sem saber o que fazer. Não es­tava habituado ao ritmo do mundo deles. Em­bora já tivesse estado no meio de muitos combates de rua, aquilo era completamente diferente. Além disso, os quatro, no ápice de seu poder, eram personalidades muito distin­tas. John Lennon e Paul McCartney eram ob­viamente os líderes. George Harrison era o mais contido, e Ringo dava a impressão de se manter um pouco recuado. A máquina de vento remexia os cabelos, e aqueles rostos famosos me lembravam as figuras no monte Rushmore. Porém, para o meu assombro, deu tudo certo e conseguimos uma imagem ótima para a capa. Pensando melhor agora, considerando que a Life costumava pagar quinhentas libras por foto de capa, é possí­vel que eu tenha tido prejuízo, mas, seja como for, eu estava vibrando. A matéria publicada pela revista estava repleta de fotos feitas por muita gente. Antes desse dia enlouquecido, os Beatles haviam sido tema de vários fotógrafos de primeira linha. Já é bastante complicado lidar com uma única pessoa cara a cara, mas ali eu estava diante de quatro pessoas. E cer­tamente eu não tinha a personalidade ou o charme para enfrentar a situação como o fa­riam Bailey, Lichfield ou Terence Donovan. Além disso, não contava com o esquema deles de assistentes. Tinha de me virar sozinho. Quando saímos do Sunday Times fomos até um pequeno parque logo ao norte de King’s Cross, e depois rumamos para o East End e a Cable Street. Teria sido um caos se eu os tivesse levado para o West End. Sem dúvida ocorreriam tumultos. E achei que gostariam do East End, sobretudo da beira do rio e da atmosfera das docas, que talvez associassem com Liverpool. Além disso, eu conhecia partes de Whitechapel como a palma da minha mão. Logo percebi como era John, mas só notei que a mulher dele iria nos acompanhar quando entrei na limusine. Lembro de estar sentado com eles quando outro carro parou ao lado. Era uma família e pareciam todos amarrotados, como se estivessem de ressaca, e eles olharam para nós. Quando percebe­ram de quem se tratava, começaram a bater nas janelas e a acenar. Lennon fez apenas um aceno de volta, xingando-os enquanto movia a mão. Quando chegamos à rotatória da Old Street, simplesmente pedi que saltássemos ali. Uma vez que estavam lá, obviamente eles acharam que poderiam inventar algo e, de maneira espontânea, passaram a atuar para mim. Não dava para dirigir pessoas como aquelas. Eles é que criaram a coreo­grafia. Os motoristas de táxi que passavam ficaram boquiabertos ao topar com aquele espetáculo gratuito. Em seguida descemos até o rio, em Limehouse, onde ainda havia belas casas georgianas de capitães da Marinha. Lennon começou a tirar a roupa e logo foi seguido por Paul McCartney. Imagino que nessa altura já es­tavam mais descontraídos. Foi então que fiz essa foto bizarra, na qual Lennon posa como se estivesse morto. Talvez apenas fizesse de conta que dormia, ou que estava bêbado, mas estou convencido que ele de fato estava en­cenando a própria morte. E preciso lembrar que era o ano de 1968, no auge da Guerra do Vietnã, da qual eu acabara de voltar. Eu estava com uma Nikon F, a mesma que usara no campo de batalha. Para mim, tudo o que Lennon fazia era uma forma de protesto. Todas as suas atitudes pareciam brotar da indignação. Havia muitas contradições nele. Ele era um homem talentoso que podia falar de paz e amor, mas no fundo era impetuoso e agressivo. Já Paul McCartney era bem mais caloroso. Anos depois, Paul me pediria para fotografar mulheres de semblante tristonho para representar Eleanor Rigby, e as imagens foram projetadas em uma tela imensa num de seus shows. Depois fomos para um estranho salão comunitário em alguma parte no East End. Alguém apareceu com um papagaio. A luz era terrível e fiquei todo atrapalhado ao re­carregar as câmeras. Havia ali um velho piano de armário, com o qual logo come­çaram a brincar. Em seguida voltamos para a casa de Paul McCartney, em St. John’s Wood, e, depois de tomarmos chá, saímos para o jardim, onde havia um domo, uma estrutura que parecia saída de um filme de James Bond ou de ficção científica. Ficamos todos dando um tempo ali, juntamente com um imenso cão peludo, naquele estranho es­paço futurista. Acabei me curando de todo sentimento de inferioridade que talvez tivesse tido anos antes, mas jamais consegui me sentir muito confortável ao fotografar gente famosa, e não dá para imaginar alguém mais famoso do que aqueles quatro. Talvez eles tenham ficado decepcionados comigo. Não lhes disse nada de muito interessante. O dia foi uma série de acontecimentos aleatórios. Eles sim­plesmente mergulhavam nas situações. E se mostravam totalmente receptivos. Eles me proporcionaram todas as oportunidades, e depois assumiram o controle. E foi ótimo que tenha sido assim.

DON MCCULLIN - PROFISSÃO: FOTÓGRAFO DE GUERRA

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Sir Donald McCullin é um dos maiores e mais renomados e premiados fotógrafos da história do fotojornalismo. É particularmente reconhecido por sua fotografia de guerra e imagens de conflitos urbanos. Sua carreira, que começou em 1959, se especializou em examinar o lado baixo da sociedade, e suas fotografias retratam os desempregados, oprimidos e empobrecidos com imagens carregadas de realismo que revelam os horrores dos combates pelo mundo, principalmente no Vietnã. Testemunha ocular dos acontecimentos mais marcantes do Século XX, Don McCullin se inscreveu na história da fotografia realizando diversos trabalhos, incluindo as fotos mais recentes da Etiópia e da epidemia de AIDS na África. Também fotografou o Congo e o Sudão na década de setenta, a construção do Muro de Berlim em 1961, a violência generalizada e da pobreza na Irlanda do Norte e em guerras sangrentas como no Vietnã, no Camboja, Israel e Líbano.

PAUL McCARTNEY - A HARD DAY'S NIGHT

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THE BEATLES - NORWEGIAN WOOD

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Norwegian Wood (This Bird Has Flown) foi composta principalmente por John Lennon, com colaboração de Paul McCartney em algumas partes. A letra teria sido inspirada em uma relação extraconjugal de John, na época casado com Cynthia Lennon. George usou um instrumento indiano pela primeira vez em uma música, a cítara. George estava estudando música indiana na época, e acabou comprando o instrumento que usou pela primeira vez em uma música pop.
Apesar de John ser famoso como o Beade casado, o casamento não era feliz. E ele não era fiel. John se aproveitava das groupies, chegou a ser fotografado em um prostíbülo holandês e confessou a Cynthia em 1968 que teve casos extraconjugais e todos aqueles anos. “NorwegianWood” era sobre um desses envolvimentos. A canção descreve em detalhes uma cena de sedução em que, mais uma vez, a mulher parece estar no controle.
A letra começa se gabando de uma garota que John “teve", mas ele rapidamente se corrige dizendo que era ela que o “tinha”. Ela o leva para o seu apartamento e pede que ele admire seus móveis, feitos de madeira norueguesa barata. Depois de beber e conversar até as duas da manhã, ela diz que é hora de ir para a cama. Na canção, ele pede licença e vai passar a noite no banheiro, mas na vida real a história obviamente teve um final diferente, porque ele diz que a canção era escrita sobre um ato de infidelidade, “sem que minha esposa soubes­se, eu estava escrevendo sobre um caso”. Pete Shotton, amigo de John, afirmou que era sobre uma jornalista de quem John era próximo.
John começou “Norwegian Wood” em fevereiro de 1965 em St. Moritz, Suíça, com George Martin e Judy, futura esposa de George, mas lá só criou a melodia básica e os dois versos iniciais. Depois, pediu ajuda a Paul, que sugeriu que ele desenvolvesse uma história sobre uma garota que engana um homem, que acaba ateando fogo ao apar­tamento dela como vingança. Shotton achava que podia ser uma refe­rência ao hábito de John de queimar móveis na lareira em Gambier Terrace, Liverpool, quando não tinha dinheiro para comprar carvão. Enquanto esteve lá, John às vezes pedia que os hóspedes dormissem na banheira, e a lembrança pode ter dado origem a essa parte de “Norwegian Wood”. Paul via a canção como uma fantasia completa. A madeira do título tinha sido sugerida pela decoração do quarto de Peter Asher na Wimpole Street.A faixa se destacou em Rubber Soul pelo uso da cítara - era a primei­ra vez que um instrumento indiano era usado em um disco pop. George Harrison tinha ficado fascinado com a cítara depois de deparar com uma durante as filmagens de ‘Help!’ nas Bahamas e mais tarde iria estu­dar com o mestre indiano Ravi Shankar.
Steve Turner.


PAUL McCARTNEY - NO OTHER BABY - DEMAIS!

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"No Other Baby" é uma canção escrita por Dickie Bishop e Bob Watson, originalmente gravada em 1957 por Dickie Bishop and The Sidekicks. Os primeiros covers foram gravadas por The Vipers (1958) e Bobby Helms (1959). Paul McCartney fez uma brilhante regravação de "No Other Baby" para o seu incrível álbum de 1999 Devil Run Run que funcionou para ele como uma forma de exorcismo de fantasmas após a morte de Linda McCartney. É impossível não remeter a música à ela, ainda mais com o sensacional vídeoclipe da época de seu lançamento. "No Other Baby" também foi lançada como single trazendo "Brown Eyed Handsome Man" como lado B.
Uma edição limitada de luxo foi lançada no Reino Unido que, além da capa dupla, trazia ainda um poster. Legal, né?
Sobre No Other Baby, Paul McCartney diz o seguinte no interior do single: “A música mais obscura do álbum. Foi lançada como single em 1958 por um grupo britânico de skiffle, The Vipers. "Eu não tenho ideia de como ficou tão incorporada na minha memória ... eu nunca tive o disco, ainda não tenho.”