segunda-feira, 3 de julho de 2017

AS ESTRANHAS MORTES DE BRIAN JONES E JIM MORRISON

O que há mais de comum entre Brian Jones (The Rolling Stones) e Jim Morrison (The Doors)? Os dois eram geniais? Isso é discutível. Os dois eram drogados? Sim. Visionários além do seu tempo? Talvez. O fato é que ambos partiram desse mundo e entraram para o terrível Clube 27 no mesmo dia: 3 de julho, com uma diferença de dois anos entre um e outro.
Brian Jones, membro fundador dos Rolling Stones ficou conhecido pela sua versatilidade musical, tocando vários instrumentos diferentes, ainda que se tenha notabilizado como guitarrista da banda. Músico de origem clássica, era inicalmente o único músico da banda capaz de ler e escrever partituras. Apesar da fama e fortuna originada pelo sucesso, Brian inveredou no uso desregrado de drogas, o que lhe valeu a demissão do grupo em 8 de Junho de 1969. Menos de um mês depois, no dia 3 de julho, Brian foi encontrado morto na piscina de sua casa, Cotchford Farma, em Sussex, antiga casa do escritor A. A. Milne, criador do Ursinho Puf, que o músico adorava.
Desde sua morte, tida oficialmente como acidental, muitas dúvidas e livros encheram a mídia, alimentando muitas teorias conspiratorias. Apesar dos poucos anos de vida é considerado um dos mentores do estilo adotado pela banda. No final do filme Stoned feito em 2005, é revelado que a morte de Brian, foi causada por Frank Thorogood, um dos empreiteiros que trabalhava em reformas na casa de Brian. Frank confessou o crime em 1993, em frente ao túmulo do músico, que tinha 27 anos. Essa história, entretanto, nunca foi confirmada e há quem duvide dessa versão (incluindo aí o próprio Keith Richards). O corpo de Brian Jones está sepultado no cemitério de Cheltenham, Gloucestershire na Inglaterra.
Parada cardíaca? Overdose? Complô de CIA? Encenação? Quarenta anos depois da morte de Jim Morrison, encontrado sem vida em 3 de julho de 1971 na banheira de sua residência em Paris, as circunstâncias do falecimento do "Rei Lagarto" continuam sendo um mistério. Condenado nos Estados Unidos por "exibição indecente", o vocalista do grupo The Doors se exilou em Paris durante a primavera de 1971. Brigado com o grupo, uniu-se com a namorada Pamela Courson com a intenção de dedicar-se à poesia. Mas a saúde daquele que já havia sido considerado um sex-symbol e se tornara um alcoólatra obeso estava em rápida deterioração. Na manhã de 3 de julho foi encontrado morto na banheira de sua casa parisiense. Ele tinha 27 anos e, segundo a polícia, foi vítima de um ataque cardíaco. Apesar dos antecedentes de Morrison, a polícia não fez uma necroposia. O empresário do The Doors, Bill Siddons, pegou o primeiro avião para a capital francesa, mas quando chegou o caixão estava fechado. A tese oficial foi a de Pamela Courson, que o cantor morreu durante a noite em casa. Mas a jovem apresentou duas versões diferentes e às vezes incoerentes até sua morte, por overdose, quatro anos mais tarde.

Morrison foi sepultado em 7 de julho no cemitério parisiense de Père-Lachaise na presença de apenas cinco pessoas. A notícia da morte, que se espalhou pelo mundo, demorou dois dias para receber confirmação oficial. Em "The Doors, a verdadeira história", do jornalista Jean-Noël Ogouz, Bill Siddons explica que as pessoas ligadas a Morrison tentaram "evitar o circo montado após as mortes de Jimi Hendrix e Janis Joplin". Mas todos os ingredientes estavam reunidos para as especulações e teorias da conspiração sobre as causas da morte de Morrison. Em 1983, um jornalista britânico implicou a CIA em um vasto complô que pretendia eliminar grandes figuras da contracultura. Outros citam o serviço secreto francês ou uma conspiração sionista. As teses, 40 anos depois, continuam sendo debatidas na internet. O jornalista e escritor Sam Bernett contesta a tese de parada cardíaca e acredita que o ídolo do rock foi vítima de overdose. Em um livro publicado em 2007, Sam Bernett afirma que Morrison não morreu em sua banheira, e sim no banheiro de uma discoteca parisiense. "Lá estava Jim Morrison, com a cabeça entre os joelhos, os braços soltos (...) Rosto cinza, os olhos fechados, com sangue no nariz, uma baba esbranquiçada como espuma ao redor da boca, levemente entreaberta, e na barba", escreve em "Jim Morrison, a verdade". Segundo o escritor, um médico constatou a morte do cantor e dois homens dos quais Morrison havia acabado de comprar drogas o arrastaram para um taxi, que o levou até sua residência. Por medo do escândalo, o dono da discoteca preferiu não avisar a polícia. Atualmente, um simples busto com o nome de Jim Morrison é um dos túmulos mais visitados do cemitério de Père-Lachaise, onde também estão sepultados Chopin, Marcel Proust e Oscar Wilde. O local está repleto de frases que homenageiam o ícone do rock dos anos 60.
Não deixe de conferir "A MALDIÇÃO DO TERRÍVEL CLUBE 27", publicada no dia 23 de julho de 2011. Valeu!

5 comentários:

Edu disse...

Sobre Brian Jones, George Harrison disse:
"!Ele era muito simpático, sincero e sensível, e devemos lembrar-nos dele assim."

Valdir Junior disse...

Disse tudo Edu.
E o fato de todos terem 27 anos quando morreram, considero isso puro acaso.

Benilson Silva disse...

The Doors já me atrai um pouco mais que os Stones. Em relação *a maldição do terrível clube 27, todos eles se foram precocemente pelo uso excessivo de drogas.

Marcio Pereira disse...

Muita droga, muita morte.

Carlos Marangon disse...

um grande musico, fundador dos Stones que injustamente foi expulso da banda, quando deveriam ter ajudado ele, mas naquela época não estavam preocupados muito com isso.