domingo, 30 de junho de 2013

THE BEATLES IN SHEA STADIUM - TWIST AND SHOUT

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OS BEATLES NO JAPÃO - SHOW COMPLETO!

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No dia 30 de junho de 1966, os Beatles e sua comitiva chegam ao Haneda Airport, em Tóquio, às 3h40 (tendo perdido um dia em razão da diferença de fuso horário). Do aeroporto, seguiram para o Tokyo Hilton, onde todo um andar fora reservado para eles. À noite, é a apresentação Nippon Buiiokan Hall, em Tóquio. Os Beatles apresentam-se com Yuya Uchida e Isao Bitoh, em um show que reuniu 10 mil fãs enlouquecidos. Houve vários protestos da direita japonesa, incluindo ameaças de morte, contra a apresentação dos Beatles no Nippon Budokan Hall (Martial Arts Hall), templo sagrado destinado às artes marciais, visto como santuário nacional dos mortos da Segunda Guerra. Portanto, era considerado um sacrilégio uma banda de rock tocar em seu palco. Por causa dessas ameaças, os japoneses montaram um esquema de segurança entre o aeroporto e o hotel, com 30 mil homens uniformizados. Depois dos Beatles, o Nippon Budokan Hall, em Tóquio, veio a se tornar um dos principais locais para shows de rock em Tóquio.
No dia seguinte, 1º de julho, novamente no mesmo palco do Nippon Budokan Hall, os Fab Four fizeram dois shows, sendo que o primeiro foi filmado pela TV japonesa. No dia 2 de julho foi a última apresentação no Japão, também na mesma casa: Nippon Budokan Hall. A histeria dos fas é tamanha e o esquema de segurança do Exército tão rígido que os Beatles não puderam sair do hotel e, para comprarem algumas lembranças, comerciantes locais foram até sua suíte, onde lhes venderam quimonos, tigelas e outros objetos a preços exorbitantes.
Depois de partirem do Japão, fizeram uma escala em Hong Kong e seguiram para Manila nas Filipinas, onde passaram os piores momentos de suas vidas. Agora, a gente assiste o 1º show inteiro dos Beatles no Japão. Arigatôzão, everybody! Aquele abraço!

BOM DOMINGO, BEATLE PEOPLE!!!

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sábado, 29 de junho de 2013

ÓTIMO SÁBADO PARA TODOS OS FÃS DO BAÚ DO EDU!

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Quem deixa comentários, ajuda a manter o nosso blog preferido funcionando e participa das promoções. Fique esperto! Vem aí a sensacional camiseta de 5 anos do Baú do Edu!

THE BEATLES - HELP! - SEMPRE DEMAIS!

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JOHN LENNON - JEALOUS GUY - DEMAIS! DEMAIS!

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THE BEATLES - I'VE GOT A FEELING

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“I’ve Got A Feeling” foi novamente o resultado de duas músicas inacabadas coladas uma na outra. Desta vez, “I’ve Got A Feeling”, de Paul, e “Everybody Had A Hard Year”, de John. A primeira, totalmente, otimista foi presumivelmente escrita para Linda só para dizer que ela era a garota que Paul sempre procurara. A canção de John era uma litania em que todo verso começava com a palavra “everybody”. John realmente tinha tido uma ano difícil. Seu casamento com Cynthia tinha acabado, ele estava separado de Julian, seu filho, Yoko tinha sofrido um aborto espontâneo, ele tinha sido preso sob a acusação de porte de drogas e calculava que sua fortuna pessoal tinha diminuído para cerca de 50 mil libras. Durante a filmagem de Let It Be, John reviu “Everybody Had A Hard Year” e disse, meio de brincadeira, que tinha começado a escrevê-la na noite anterior. Se isso fosse verdade, a origem dela seria janeiro de 1969, mas há um filme na BBC, feito em dezembro de 1968, em que John canta essa música com o violão no jardim de sua casa em Ascot. Seja como for, acho que isso já não importa mais, depois de todos esses anos. Acho que o que importa mesmo, é que “I’ve Got A Feeling" é mais um dos grandes rockões dos Beatles, numa época que muitos já acrediatavam que não respirariam mais. O desempenho de Paul McCartney, se contarmos somente o vocal, é um absurdo. Inimitável, inigualável! Mas a parte que eu deliro mesmo é quando o entra o velhão: "Everybody had a hard year". Demais! Paulada na orelha!


WINGS - MEDICINE JAR

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RINGO STARR - I'M THE GREATEST - ABSOLUTUMENTE SENSACIONAL!

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Em 1973, Ringo Starr lançou o álbum “RINGO”, seu maior sucesso comercial. Foi a única vez em que os quatro beatles estiveram em um mesmo disco após a separação. Na verdade, os quatro não chegaram a tocar juntos em nenhuma música. Mas, a simples presença deles ajudou muito as vendas do disco. “RINGO” é cheio de convidados muito especiais: Billy Preston, Marc Bolan, Harry Nilsson, Klaus Voormann, Nicky Hopkins, entre tantos outros. O álbum tornou-se um sucesso. A canção “Photograph” (lançada em single em 1973) que atingiu o primeiro lugar nos Estados Unidos entrou no álbum. “Photograph” contou com a participação de George Harrison que compôs a música em parceria com Ringo. George participou ainda de "You and Me (Babe)" e junto com John Lennon em I'm the Greatest (esta última escrita por Lennon). Paul McCartney participou de You're Sixteen e Six O'Clock (escrita por Paul). O álbum foi um sucessão tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra. A capa foi desenhada pelo grande Klaus Voorman. Na época em que foi lançado, o LPzão trazia ainda um encarte fantástico de 24 páginas com belíssimas ilustrações – todas também de Voorman. Até hoje eu tenho o meu, quase zerado!

THE BEATLES - I'M HAPPY JUST TO DANCE WITH YOU

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John e Paul escreveram “I’m Happy Just To Dance With You" para George cantar no filme "para dar um pouco de ação para ele". A cena foi filmada no palco no ScalaTheatre, em Londres. Como o membro mais novo dos Beatles, George vivia na sombra de Paul e John. Quando começou a compor as próprias músicas, manifestava descontentamen¬to com o fato de poucas delas serem levadas em conta para os álbuns. John ficou igualmente magoado em 1980 quando George publicou sua biografia í Me Mine sem fazer nenhuma menção à sua influência nas composições. Paul admitiu que 'Tm Happy Just To Dance With You" era uma "música que seguia uma fórmula".

THE BEATLES - I'M A LOSER - SENSACIONAL

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Publicada originalmente em 11 de junho de 2012.
Em 1964, dois fatos tiveram efeito profundo nas composições de John. O primeiro deles foi ouvir a música de Bob Dylan em Paris, quando Paul ganhou o LP The Freewheelin'Bob Dylan de um DJ de uma rádio local. Paul já tinha ouvido a música de Bob Dylan antes, mas John ainda não a conhecia. Depois de ouvir Freewheelin', segundo álbum de Dylan, eles compraram Bob Dylan, seu álbum de estreia, e, de acordo com John, "não conseguíamos parar de ouvi-lo por três semanas. Todos nós fica­mos loucos por Dylan". O segundo fato que teve grande impacto para John foi conhecer o jornalista Kenneth Allsop, que escrevia para o jornal Daily Mail e era entrevistador do noticiário Tonight, da BBC Television. John o conheceu em 23 de março, depois o encontrou de novo em um evento literário da livraria Foyles, no Dorchester Hotel. Nesse mesmo dia, foi entre­vistado no Tonight sobre seu livro, In His Own Write. Allsop, um homem bonito e durão deYorkshire, tinha 44 anos na época e era um dos rostos mais conhecidos da televisão britânica. Jornalista desde 1938, ele havia também servido, durante a guerra, na Royal Air Force. Na primeira conversa de John com o jornalista, no estúdio Lime Grove da BBC, Allsop foi enfático ao recomendar ao Beatle que não escondesse seus sentimentos por trás das convenções da música pop. A leitura de "In His Own Write" levara Allsop a acreditar que John tinha muito mais a oferecer. Anos depois, John disse ao seu confidente Elliot Mintz que esse encontro havia sido um momento decisivo para o modo dele de compor. "Ele me contou que estava particularmente ansioso naquele dia e, por causa disso, ficou muito falante e envolvido na conversa com Allsop", diz Mintz. "Allsop disse a ele que não morria de amores pelas canções dos Beatles porque todas tendiam a ser 'ela o ama', 'ele a ama', eles a amam' e 'eu a amo'. Ele sugeriu que John tentasse escrever algo mais autobiográfico, em vez de usar os velhos temas superficiais. Isso res­soou dentro dele." Apesar de ter sido gravada cinco meses depois, "I'm A Loser" pode ser considerada o primeiro fruto desse encontro com Allsop. Seria equivocado dizer que foi uma mudança completa de direção, porque desde o começo John tinha escrito músicas em que se revelava solitá­rio, triste e abandonado, mas em 'Im a Loser" ele se expôs mais. Vista de forma superficial, ela é mais uma canção sobre perder uma namorada. Mas alguns versos, como a passagem na qual ele diz que sob a máscara ele está "wearing a frown", 58 sugerem que ele se con­sidera um fracasso em mais de uma maneira. Não é apenas um fra­casso no amor, é também um fracasso na vida. "I'm A Loser" pode ser vista hoje como um estágio inicial da tortuo­sa jornada de John rumo à franca autorrevelação. Na época, ele logo revelou o efeito que Bob Dylan teve em "I'm a Loser". "Qualquer um que seja um dos melhores em sua área - como Dylan é - acaba influenciando os demais", ele afirmou na ocasião. "Eu não me sur­preenderia se nós o tivermos influenciado de alguma forma. Kenneth Allsop foi encontrado morto em sua casa, em maio de 1973-A causa da morte foi uma overdose de analgésicos. Huid Travellin", o relato de Allsop sobre a vida dos hobos, andarilhos aventureiros, foi publicado pela primeira vez em 1967, tornou-se um clássico e ainda é reimpresso. "I'm A Loser" foi gravada em agosto de 1964. John deu alguns sinais de como estava sendo sincero na letra. Um deles foi um comentário que fez a Ray Coleman, da Melody Maker, dois meses depois, quando estavam nos bastidores de um show. Enquanto era maquiado para subir ao palco ele disse: "Eu gostaria que me pintassem um sorriso também. Acha que vou conseguir sorrir hoje à noite? Às vezes eu me pergunto como é que nós conseguimos seguir adiante".
Fonte: "The Beatles - a história por trás de todas as canções - Steve Turner 

DON'T WORRY, HELP IS ON THE WAY IN BLUE-RAY!

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O filme “Help!” dos Beatles, teve a sua aguardada estreia em Blu-ray, no dia 24 de junho,  numa embalagem que apresenta o fantástico filme em versão restaurada e com áudio 5.1. O disco revela, ainda, uma hora de material extra, incluindo um documentário de 30 minutos sobre a concepção do filme, com memórias do elenco e da equipe, um pormenorizado olhar sobre o processo de restauração, uma cena retirada da montagem final e os trailers e anúncios radiofônicos originais. Uma introdução do diretor, Richard Lester, e um elogio de Martin Scorsese podem ser encontrados no livro que acompanha o Blu-ray. A edição em Blu-ray de “Help!” sucede ao lançamento, em 2012, de “Yellow Submarine” e “Magical Mystery Tour”, digitalmente restaurados e disponíveis em Blu-ray, DVD e no iTunes. O restauro de “Help!” para a edição em DVD, em 2007, maravilhou os espectadores, alcançando a marca das cinco Platinas nos Estados Unidos e os louvores dos principais órgãos de comunicação social de todo o mundo.

Realizado por Richard Lester, que também dirigiu a estreia cinematográfica da banda, “A Hard Day’s Night”, de 1964, “Help!” captura os Beatles como vítimas passivas e inesperadas de uma elaborada intriga, despoletada por um anel que se encontra na posse de Ringo e que ele não consegue tirar do dedo. Como consequência, tanto ele quanto os seus companheiros John, Paul e George, são perseguidos de Londres até aos Alpes austríacos e às Bahamas, por membros de um culto religioso, um cientista louco e pela polícia londrina.

“Help!” brilha graças às interpretações dos Beatles mas também através do seu espirituoso argumento, com um magnífico elenco de actores britânicos e os grandes clássicos dos Beatles: “Help!”, “You’re Going To Lose That Girl”, “You’ve Got To Hide Your Love Away”, “Ticket To Ride”, “I Need You”, “The Night Before” e “Another Girl”.
A edição de “Help!” em Blu-ray apresenta, além do filme original, digitalmente restaurado, os seguintes extras:
• “The Beatles in Help!” – um documentário de 30 minutos sobre a concepção do filme, com declarações de Richard Lester, do elenco e da equipe, além de filmagens dos bastidores, inéditas e exclusivas, dos Beatles, durante a filmagem.
• “A Missing Scene” – cena retirada do original, com Wendy Richard
• “The Restoration of “Help!” – um pormenorizado olhar ao processo de restauração.
• “Memories of “Help!” – reminiscências do elenco e da equipe
• Os Trailers de 1965 – os dois trailers norte-americanos originais e um espanhol.
• Os anúncios radiofónicos de 1965 (escondidos nos menus do disco).

sexta-feira, 28 de junho de 2013

GEORGE HARRISON - MY DARK SWEET LADY - BELÍSSIMA!

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FOTO DO DIA - THE BEATLES WIVES

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THE BEATLES - HERE,THERE AND EVERYWHERE

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Em meados de 1966, com as coisas começando a melhorar no romance com Jane Asher, Paul escreveu aquela que é considerada sua melhor canção de amor. Tanto John Lennon, quanto ele próprio, declararam tratar-se de uma de suas canções favoritas dos Beatles. Anos depois, McCartney voltaria novamente ao estúdio para regravá-la para ser usada no filme "Give My Regards To Broad Street", novamente com produção e supervisão de George Martin. O ainda jovem Macca, compôs "Here.There And Everywhere" em junho de 1966, sentado na piscina da casa de John. Naquela manhã, chegou cedo para compor com o amigo, mas como o parceiro ainda dormia o sono dos preguiçosos, acabou por escrever tudo sozinho. Com o desejo de se impor um desafio estrutural, construiu cada verso em torno dos três advérbios do título: "aqui", "lá" e "em qualquer lugar". Quando a gravou, imaginou a voz etérea de Marianne Faithfull. A música é uma das faixas do álbum “Revolver” mais obviamente influenciadas por Pet Sounds. Paul estava particularmente impressionado com a característica cintilante de "God Only Knows" e queria escrever algo que captasse o mesmo clima. Cá entre nós, sem comparações, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra. Na minha opinião, e do meu saudoso pai, "Here.There And Everywhere" é a música mais bonita de todos os tempos! E pronto final!


THE BEACH BOYS - GOD ONLY KNOWS

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"Ela sempre me dá um nozinho na garganta", disse Paul McCartney sobre a balada no álbum Pet Sounds. Na mesma noite em que McCartney e John Lennon ouviram Pet Sounds em uma festa em Londres, McCartney escreveu "Here, There And Everywhere", que foi diretamente influenciada por "God Only Knows". O despretencioso vocal de Carl Wilson tem afinação perfeita, mas é o arranjo de metais, sinos, cordas e acordeão que dá a "God" sua atmosfera celestial; Brian Wilson estava fascinado pela espiritualidade e disse que a música saiu de sessões de oração dentro do estúdio. O único problema: o uso da palavra "Deus" no título assustou alguns programadores das rádios. "God Only Knows" tornou-se uma das músicas mais bem colocadas nas paradas no ano de 1966 e 1967, ultrapassando até alguns clássicos dos Beatles. Está na 25º posição na lista das melhores músicas de todos os tempos da revista Rolling Stone. Foi um recorde comercial e a revista Mojo a considerou a segunda música mais importante dos anos 60 atrás de Good Vibrations, também dos Beach Boys. Aí também já é exagero, na minha opinião.

PAUL McCARTNEY - LIVERPOOL ORATORIO - 1991

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Matéria publicada originalmente em 19 de maio de 2011.

Após flertar com arranjos clássicos em canções dos Beatles como Eleanor Rigby, For No One, e na composição da trilha sonora de The Family Way, Paul McCartney finalmente teve a chance de empenhar-se em um desafio envolvendo a composição de temas eruditos em grande escala. A gênese do "Oratório" começou em 1988, quando McCartney recebera um convite para a produção de um tema comemorativo aos 150 anos da The Royal Liverpool Phillarmonic Society.

Para a concretização dessa obra, Paul contou com a parceria do maestro e arranjador, Carl Davis, que também providenciou a concepção prática das partituras musicais. O tema principal do Liverpool Oratorio é baseado na biografia de Paul McCartney, e documenta diversas etapas-chave de sua vida, começando no período da Segunda Guerra Mundial, com seu nascimento, sua passagem pela escola, a morte de sua mãe, o casamento com Linda, a carreira musical com os Beatles, e outros acontecimentos posteriores. A estréia da obra aconteceu no dia 28 de junho de 1991, na catedral de Liverpool, sendo gravada e editada juntamente com a apresentação realizada no dia seguinte para o lançamento em CD/LP, dia 7 de outubro de 1991. O documentário "Ghosts of The Past", mostrando o making of do Liverpool Oratorio, foi transmitido no Reinio Unido um dia antes de seu lançamento comercial. Nos EUA, o programa ganharia divulgação apena no dia 30 daquele mês.

"Foi bem assustador. No decorrer do processo de composição, eu tentava colocar tudo o que sabia, esperando estar acrescentando algo realmente bom. Eu já sabia que os críticos já estavam prontos para me malhar. Mas eu sou assim mesmo, gosto de riscos. Acho que tenho fé em mim mesmo", comentou Paul McCartney no livro oficial da New World Tour, em 1993.

PAUL McCARTNEY IN LIVERPOOL - 1990

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No dia 28 de junho de 1990, Paul McCartney tocou em Liverpool num show para mais de 50 mil pessoas. Pela primeira vez, em 20 anos de carreira-solo, fez uma emocionante e sincera homenagem a John Lennon cantando as canções do ex-parceiro no medley “Strawberry Fields Forever” / “Help” / “Give Peace a Chance”. De lá pra cá, as homenagens são obrigatórias nos shows. Para Lennon, Harrison, Linda e a atual Nancy.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

THE BEATLES - HEY JUDE

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PAUL McCARTNEY - OUT OF SIGHT

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Que Paul McCartney é um músico extremamente versátil, todo mundo já sabe - mas ele acaba de dar ao público mais uma prova disso, voltando ao mundo da música eletrônica, pelo qual já se aventurou algumas vezes ao longo da carreira. Macca apresentou ao mundo, no dia 14, uma canção eletrônica em parceria com a dupla Bloody Beetroots. A faixa “Out Of Sight” fará parte do próximo álbum do produtor italiano dance-punk Sir Bob Cornelius Rifo. Essa não é a primeira vez que McCartney se arrisca em explorar as vertentes eletrônicas. Nos anos 80, o ex-Beatle flertou com os ritmos mais dançantes no disco “McCartney II”. “Out Of Sight” também conta com a participação de Youth, cofundador do Killing Joke, que tem trabalhado com Sir Paul no projeto eletrônico The Fireman. A dupla italiana The Bloody Beetroots remixou uma faixa do trabalho do ex-beatle junto ao produtor Youth. A faixa original foi lançada em 2008 e intitulada “Nothing Too Much Just Out of Sight”. A nova versão – “Out of Sight” – foi lançada na manhã do dia 14 e teve batidas eletrônicas mais pesadas adicionadas à sua melodia.

IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON

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O DIA EM QUE JERRY LEE QUASE MATOU JOHN LENNON

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Cerca de um ano após o lançamento do álbum de Jerry Lee Lewis, London Sessions, que contava com a participação de Rory Gallagher, foi agendado um show do pianista mais rocker do mundo no famoso clube Roxy, em Los Angeles. Astros da música e do cinema foram convidados especialmente para a ocasião, assim como produtores, empresários e as groupies mais quentes da redondeza. O show ia muito bem até que John Lennon chega no local e começa a chamar mais atenção da platéia do que o próprio Jerry Lee Lewis. De cabelos curtos e calmamente sentado no balcão do Roxy, Lennon parecia não se intimidar com o tumulto que começava a se formar ao seu redor. Todo mundo comentava algo e as atenções estavam viradas para Lennon. Jerry Lee furioso, começa a tocar uma versão selvagem para "Jerry Lee Rag", porém nada que acontecia naquele palco parecia desviar a atenção do pessoal, até que Jerry manda a banda parar de tocar e começa a falar no microfone um monte de besteira sobre os Beatles e o quanto as músicas deles eram uma merda. Mete o pau também nos Stones, bradando que ninguém fazia Rock nesse mundo como ele próprio. Lennon adorou a atitude de Jerry, subiu no balcão e ficou gritando em direção ao palco: "podes crer, os Beatles eram uma bosta mesmo cara!" Todo mundo começou a dar risada da situação e Jerry não entendeu nada, pensando que Lennon estava mandando-o ir tomar naquele lugar... Jerry arrastou o piano pelo palco e o destruiu em pedaços... o pianista sempre andava armado e pela sua reação parecia que ele puxaria sua arma a qualquer instante e começaria a disparar na direção de Lennon! O público começou a deixar o local e o clima ficava cada vez mais tenso até o show ser interrompido e Jerry Lee ser levado à força para os camarins.

Rory Gallagher, que era convidado especial de Jerry, achou uma boa ir até o backstage acalmar o amigo, afinal de contas, o relacionamento entre os dois no estúdio tinha sido muito bom. Donal, irmão e empresário de Rory, tentou impedi-lo falando que Jerry iria, no mínimo, espancá-lo. Só deixou Rory seguir em frente com a condição de que ele e o segurança pessoal dos irmãos Gallagher, Tom O'Driscoll (também presente na ocasião) fossem juntos. Jerry estava sentado sozinho e de cabeça baixa, no camarim, completamente vazio. Obviamente até o mais durão membro da equipe do astro estava se escondendo de medo naquele instante. Rory se aproximou e sentou-se ao lado de Jerry que estava ainda vermelho de ódio. Antes que qualquer palavra fosse dita, a porta se abre e John Lennon entra no camarim! Um silêncio mortal se instalou e sem que ninguém esperasse o gigantesco guarda-costas de Gallagher se atira de joelhos na frente de Lennon e começa a chorar! O sujeito beijou a mão de Lennon e falou: "Eu esperei mais de vinte anos para conseguir um autógrafo do rei do Rock n' Roll!" Agora sim o juizo final estava por vir. Já não bastava Lennon ter roubado as atenções durante todo o show, no camarim de Jerry a cena se repetia. Jerry foi logo buscando algum objeto para atirar contra o roqueiro inglês. Chegou a conferir em sua bota de cano alto se sua arma estava por ali. Lennon sentindo que o clima ia realmente esquentar, rapidamente assinou o pedaço de papel para o segurança. Rasgou um pedacinho do mesmo papel, roubou a caneta do fã e se dirigiu para Jerry Lee. O ex-beatle repetiu passo a passo a idolatria que tinha acabado de protagonizar: ajoelhou-se, beijou a mão de Jerry e falou: "Eu esperei mais de vinte anos para conseguir um autógrafo do verdadeiro rei do Rock 'n Roll!". Jerry se deleitou com a atitude inesperada de Lennon. Assinou o papel e começaram a conversar como se nada tivesse acontecido... 
Fonte: http://whiplash.net

JOHN LENNON E SEU PRECIOSO GREEN CARD

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No dia 27 de junho de 1976, após anos de briga judicial com a imigração norte-americana, John Lennon recebe finalmente o "Green Card", documento que autoriza sua permanência definitiva nos EUA. Ele o recebeu do Juiz Ira Fieldsteel o seu Green Card, que lhe permitia entrar e sair livremente dos EUA. John declarou na época que agora fará “o que todo mundo faz, ou seja, cuidar da vida, esposa e filhos”. Ele ainda diria que só voltaria a gravar um disco quando Sean completasse 5 anos de idade. “Não quero que aconteça o mesmo que aconteceu com Julian, que eu mal vi crescer”.

BLIND FAITH - A POLÊMICA DA CAPA DA GAROTA

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Os incríveis fatos relacionados a esta genial capa começam nas lentes do fotógrafo norte-americano Bob Seidemann, que desiludido com a guerra do Vietnã, se mandou para Londres, onde fez amizade com Eric Clapton. O guitarrista encomendou uma capa para um álbum de seu novo projeto ao lado do vocalista do Traffic, Steve Winwood. Seidemann, embalado em pleno alvorecer da era espacial (o álbum foi lançado na mesma época em que o homem pisou na Lua), teve a idéia de criar uma foto em volta a um avião futurista prateado, que foi criado por um joalheiro irlandês da Royal College of Art. Para completar a ideia revolucionária e ousada do fotógrafo, Seidemann comentou com Clapton que precisaria de uma garota virgem para manusear tal aeronave, só que naquela altura do campeonato, com a revolução sexual a pino, a dupla não conhecia nenhuma moça virgem. Um belo dia Seidemann estava no metrô quando avistou uma garota linda trajando um uniforme colegial. O fotógrafo se aproximou e deixou seu cartão com a garota, pedindo para que ela entrasse em contato com ele o mais breve possível, pois queria fazer uma sessão de fotos para "um grande astro do rock". A garota gostou da ideia e marcou um jantar para apresentar Seidemann a seus pais, que eram amigos do poeta Allen Ginsberg e adoraram a ideia. O único problema é que a garota tinha 13 anos de idade, e segundo o fotógrafo, havia "passado um pouco do ponto", mas sua irmã (de 11 anos!) cairia perfeitamente na concepção maliciosa de Seidemann. A foto clássica foi batizada de "Blind Faith" pelo norte-americano. Clapton adorou e emprestou o nome para batizar sua nova empreitada musical.
A identidade da garota foi mantida em segredo por muitos anos. Alguns fãs garantiam que a moça era sobrinha ou filha do baterista Ginger Baker, mais pela semelhança dos cabelos do que por outra coisa. A verdade é que a jovem chama-se Mariora Goshen e até hoje não gosta de falar a respeito da polêmica capa.
A Atlantic, gravadora do grupo, torceu o nariz quando Clapton apresentou a arte final de Seidemann. O selo estava apostando todas as fichas no projeto, para eles uma espécie de "novo Beatles". Recusaram a foto de imediato. Clapton bateu o pé e falou algo como “no cover, no record”. Resultado: lançaram 750.000 cópias com a capa original na Inglaterra e depois bolaram uma capa alternativa e mais careta para o mercado norte-americano; trazendo apenas uma ingênua foto do grupo.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

THE BEATLES FOOTBALL CLUB - OS BEATLES E O FUTEBOL

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Não haveria momento mais oportuno que esse, pelo entusiasmo da torcida pela seleção, de a gente conferir novamente o envolvimento dos Beatles e o futebol. A postagem original foi em maio de 2011.

Futebol e rock, uma simbiose puramente inglesa. Destrinchar os Beatles neste assunto resulta em uma trilha de inúmeras notas e interpretações. O ponto de partida é a dupla apresentação de Paul McCartney no Recife, a primeira delas hoje, cinco meses após o show de Ringo Starr na capital pernambucana. Astros remanescentes da maior banda de todos os tempos. Considerando o quarteto, com John Lennon e George Harrison, qual seria a relação dos meninos de Liverpool com o futebol? O show business deixou espaço para isso? Até hoje, a resposta é cercada de incertezas, mesmo com a cidade natal da turma do ié-ié-ié sendo uma das mais tradicionais no esporte em toda a terra da Rainha.

Entre 1960 e 1970, período de ouro dos Beatles, os dois clubes da cidade, Liverpool e Everton, conquistaram quatro títulos nacionais, em uma época de domínio esportivo e cultural. De acordo com o jornal Liverpool Daily Post, Paul McCartney sempre se mostrou bem reservado sobre o assunto, mas teria sido “flagrado” na multidão do Everton em 1968, no estádio de Wembley, em plena final da tradicional Copa da Inglaterra. O time azul acabou derrotado pelo West Bromwich Albion por 1 a 0. Há pouco tempo, Sir Paul revelou, admitindo ir contra as “regras” das arquibancadas, que gostava tanto do Everton, por causa dos seus pais, quanto do Liverpool, devido ao tom vermelho.

“Eu gostava de futebol na rua, mas pelo pouco tempo que joguei ficou claro que eu não era muito bom. Gosto de assistir às partidas de futebol na televisão e vou ocasionalmente para algum jogo”, admitiu ao Daily Post, evitando qualquer rusga entre os fanáticos de Everton e Liverpool, que inclusive disputaram este ano a semifinal da Copa da Inglaterra, com vitória vermelha por 2 a 1. Um Paul político.

Também é curiosa a linha futebolística de Ringo, que torce pelo londrino Arsenal por causa do padrasto, natural da capital inglesa. Apesar disso, ele também tem simpatia pelo Liverpool. Os seus filhos sempre vão a todos os jogos dos Reds. Já George e John não eram muito ligados em futebol. O único filho de George Harrison, Dhani diz que torce pelo Liverpool. Lennon e o futebol seguem como um mistério, tudo por causa de um desenho do gênio, aos 11 anos.

A imagem foi utilizada em 1974 no álbum "Walls and Bridges". Era um retrato de Arsenal x Newcastle, sobre a final da Copa da Inglaterra de 1952. O desenho foi feito um mês após a partida, vencida pelo Newcastle por 1 a 0. O tal jogador com a camisa alvinegra de número 9 – o número preferido de Lennon, citado em várias canções – é Jackie Milburn, autor de 177 gols pelo Newcastle entre 1943 e 1957. Lennon, morto há 31 anos, jamais falou sobre a preferência, entre Arsenal ou Newcastle, apesar da obviedade da pintura. Portanto, eis os supostos uniformes beatlemaníacos: Liverpool, Everton, Newcastle e Arsenal. Apesar da rivalidade entre os quatro times, o mesmo não ocorria nos Beatles, em relação ao esporte bretão. O forte, em todos os aspectos, era mesmo a música.

A banda estava no auge, em 1966, quando tentou visitar um tal de Pelé na concentração da Seleção, então bicampeã, no Mundial da Inglaterra. O Brasil estava justamente em Liverpool. Mas não é que os relatos dão conta de que o chefe da delegação brasileira vetou os Beatles? O cidadão, Carlos Nascimento, teria dito ao empresário da banda: “Isso aqui é futebol, não uma festa”. Lenda? O Rei Pelé confirma a história até hoje. Naquele mesmo ano, o futebol “quase” fez o quarteto aumentar. No caso, o não menos carismático George Best, craque do Manchester United, também numa era de sucesso.

A cada passo do boêmio, a mesma histeria coletiva. A imprensa inglesa, agitada desde sempre, acabou dando o apelido de “O Quinto Beatle” ao norte-irlandês, após os três gols marcados no 5 a 1 sobre o Benfica, na Copa dos Campeões da Europa. Haja popularidade! Por mais que os Beatles tenham uma relação discreta com o football, fica claro o convite à banda para um show a cada arquibancada lotada, como em 1964, durante a conquista do título nacional do Liverpool após dezessete anos de jejum. A torcida, enlouquecida com o 5 a 0 sobre o Arsenal, cantou “She Loves You”, ecoando em todo o estádio Anfield. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

THE BEATLES - ALL YOU NEED IS LOVE

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Em 1967, a equipe do canal londrino BBC convidou os Beatles a participarem do primeiro evento transmitido mundialmente via-satélite, ao vivo simultaneamente para 26 países. Esse trabalho envolveu redes de TV das Américas, Europa, Escandinávia, África, Austrália e Japão. Foi então solicitado que o grupo escrevesse uma música cuja mensagem pudesse ser entendida por todos os povos do planeta. John Lennon e Paul McCartney começaram a trabalhar separadamente em diferentes letras, até que Lennon acabou escrevendo esse clássico que se encaixou perfeitamente ao objetivo proposto, pois a mensagem de amor contida na canção poderia ser facilmente interpretada ao redor do mundo. A transmissão mundial dessa apresentação foi ao ar em 25 de junho de 1967. Rapidamente ALL YOU NEED IS LOVE explodiu em todas as paradas do planeta.

FARRAH FAWCETT - O TRÁGICO FIM DA PANTERA

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Matéria publicada originalmente em 25 de junho de 2009.

Mary Farrah Leni Fawcett nasceu em Corpus Christi, Texas no dia 2 de fevereiro de 1947 e morreu em Santa Mônica, no dia 25 de junho de 2009. É considerada até hoje um dos maiores símbolos sexuais da década de 1970 e uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos. Várias vezes indicada aos prêmios Emmy e Golden Globe, ganhou fama internacional ao interpretar a detetive particular Jill Munroe na série de TV "As Panteras". Mais tarde, ganhou a aprovação da crítica em peças (off-Broadway) e vários papéis desafiadores em aclamados telefilmes e minisséries (Cama Ardente, Nazi Hunter: The Beate Klarsfeld Story), Pobre Menina Rica, Margaret Bourke-White e até em papéis antipáticos (Small Sacrifices).

Também foi um ícone da cultura pop, cujo penteado foi copiado por milhões de mulheres no mundo inteiro, até no Brasil, que quem era a maior seguidoras dessa tendência era apresentadora do jornal “hoje”.

Farrah estreou na televisão em 1965 na série "Jeannie é um Gênio". Nos anos seguintes, participou de The Flying Nun (1967) e The Partridge Family (A Família Dó Re mi) em 1970. O grande sucesso de Farrah Fawcett, que a tornou mundialmente famosa, veio após ser convidada pelo produtor Aaron Spelling para atuar ao lado de Kate Jackson e Jaclyn Smith integrando, em 1976, o primeiro elenco da série de televisão "Charlie's Angels" - As Panteras no papel da detetive Jill Munroe. Apesar de ser tratada como a estrela do seriado, abandonou-o ao final da temporada, o que lhe custou uma ação judicial movida pelos produtores por quebra de contrato. Para evitar pagar uma indenização milionária, Fawcett aceitou um acordo no qual deveria aparecer em três episódios anuais por duas temporadas (terceira e quarta) seguintes da série. Fawcett, após deixar a série, começou a trabalhar no cinema, no filme "Somebody Killed Her Husband".

O poster que lançou, pouco antes da estréia do seriado, no qual aparece em um maiô vermelho, vendeu oito milhões de cópias nos primeiros meses. E, pôde ser visto também no filme Os Embalos de Sábado à Noite no quarto do personagem principal Tony Manero (John Travolta).

Em 2 de dezembro de 1995, Farrah Fawcett posou para a revista Playboy e permanece até hoje como o segundo recorde de vendas, com 1.400.000 exemplares.

Farrah Fawcett foi casada com Lee Majors (O Homem de Seis Milhões de Dólares). Nessa época adotava o nome de Farrah Fawcett-Majors. Depois do fracasso do casamento com o homem biônico, teve um romance com o ator Ryan O'Neal que durou até o fim e com quem teve um filho: Redmond James Fawcett O'Neal. Um marginalzinho safado. A cara do pai! E os mesmos vícios!

Fawcett começou a luta contra o câncer em setembro de 2006. Em outubro do mesmo ano, submeteu-se a uma cirurgia para retirar um tumor do intestino grosso e fez sessões de quimioterapia e radioterapia durante seis semanas. Procurou tratamentos alternativos na Alemanha, enquanto seu filho atravessava momentos difíceis por causa do envolvimento com drogas, que o fez ser preso junto com o pai.

Quatro meses depois, recebeu um diagnóstico de que estava curada e recebeu alta no final de 2007, quando anunciou, eufórica, ter vencido a doença. No entanto, pouco tempo depois, ela anunciou que o tumor havia voltado. Fawcett perdeu o cabelo, estava muito debilitada e só recebia a visita de algumas amigas íntimas, como Jaclyn Smith e Kate Jackson, que foram suas companheiras na popular série de televisão "As Panteras".

"Apesar da dor insuportável e da incerteza, jamais me ocorreu deixar de lutar, nunca," declarou então a atriz, que deixou a sua batalha gravada num
documentário que teve a primeira metade transmitida em rede nos Estados Unidos; a sua morte ocorreu semanas depois da exibição do documentário na televisão. A agonia da atriz nas últimas horas de batalha contra o câncer foi anunciada pela jornalista Barbara Walters do canal ABC, que chegou a declarar, em seu programa matutino: "Não estou certa se ela vai conseguir passar desse dia. Ela já recebeu a extrema-unção."


"Farrah Fawcett, 62 anos, morreu no dia 25 de Junho de 2009 no Hospital Saint John em Santa Mônica" informou Arnold Robinson, seu agente, num comunicado. Curiosamente Farrah Fawcett faleceu no mesmo dia em que o rei do pop Michael Jackson, fazendo com que a notícia de sua morte fosse ofuscada na grande maioria dos jornais do mundo inteiro. Menos aqui no Baú, que saiu no mesmo dia.

SARAMANDAIA - LEMBRANÇAS DE UM DISTANTE PASSADO

4 comentários:

Pegando carona no fraquíssimo relançamento de “Saramandaia” - versão 2013, da Globo, nosso blog preferido publica novamente as duas matérias que apareceram aqui, originalmente em julho e agosto de 2010.
Saramandaia foi uma novela de Dias Gomes, exibida pela Rede Globo entre maio e dezembro de 1976, teve 160 capítulos. Foi dirigida por Walter Avancini, Roberto Talma e Gonzaga Blota.A população de Bole-Bole, localizada na zona canavieira do interior da Bahia, quer mudar o nome da cidade para Saramandaia. Porém, os coronéis da oposição evocam motivos históricos para manter o nome atual.De um lado estão os mudancistas, liderados pelos irmãos Evangelista, João Gibão e o prefeito Lua Viana, que se sentem envergonhados pela origem do nome relacionado a uma aventura local de D. Pedro I. De outro, os tradicionalistas, liderados por Zico Rosado e o coronel Tenório Tavares. Enquanto se decide a causa central, a cidade é palco dos maiores absurdos: João Gibão possui asas; Zico Rosado solta formigas pelo nariz; D. Redonda explode de tanto comer; Seu Cazuza ameaça cuspir o coração toda vez que se emociona; Marcina, quando excitada, fica em brasa, queimando tudo o que encosta; e o professor Aristóbulo, além de virar lobisomem, há anos que não dorme, tendo em suas andanças noturnas se encontrado com D. Pedro I e Tiradentes. A novela tornou o cantor Ednardo nacionalmente conhecido, devido à canção "Pavão Mysteriozo" (que você confere agora, aqui, no Baú dos Beatles e da Cultura Pop!) o tema de abertura da trama. Isso era bom demais! Espero que tenham gostado! Valeu! Abração!


Ednardo é o nome artístico do cantor e compositor cearense, José Ednardo Soares Costa Sousa. Ednardo iniciou a carreira musical em Fortaleza, Ceará, no início da década de 1970, juntamente com outros artistas conterrâneos, como Fagner, Belchior e Amelinha. Já no início da carreira, venceu o Festival Nordestino da Música Brasileira, momento a partir do qual passou a ter maior projeção na cena musical cearense. Atualmente possui projeção internacional, sendo suas músicas tocadas em vários países da América Latina, Europa e EUA. Lançou 14 albuns e fez várias parcerias, possuindo mais de 300 músicas compostas. Atua também no cinema e no teatro, onde compõe inúmeras trilhas musicais. Ednardo teve importantíssimo papel no cenário musical cearense, com grande contribuição para a promoção da cultura, musica e artistas do Ceará. Em 1979, em plena Ditadura Militar, foi protagonista do movimento Massafeira, que reuniu vários artistas cearenses, inclusive o poeta sertanejo Patativa do Assaré, no Teatro José de Alencar, onde foi gravado o disco homônimo. Dentre seus maiores sucessos constam: Terral, Ingazeiras, Lagoa de Aluá, Longarinas, Artigo 26, Pavão Mysteriozo, Enquanto Engoma a Calça, Flora, A Manga Rosa, Beiramar, Carneiro, etc. Suas músicas têm sido interpretadas por vários cantores da MPB, como Elba Ramalho, Fagner, Belchior, Ney Matogrosso, Vânia Abreu, Amelinha, Nonato Luiz, dentre muitos outros.
A música "Pavão Mysteriozo", teve grande projeção após sua utilização como tema da novela "Saramandaia" (1976), havendo hoje mais de 20 regravações. A música é considerada sagrada pelos índios do Xingu nos rituais religiosos; tem regravações na Europa orquestrada por Paul Mauriat; por grupos chilenos (Inti-Aymará e Nacha), por Elba Ramalho, Ney Matogrosso, por bandas de rock e maracatu, e muitos outros. Também usada por outros tantos como hino à liberdade, a beleza humana e sua capacidade de realizar a vida acima das aparentes impossibilidades.