domingo, 30 de abril de 2017

LARA SELEM - BEATLES & ADVOCACIA

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Brasileira, advogada, escritora, consultora em gestão legal, flygirl, pianista, inteligentíssima, lindíssima e ainda Beatlemaníaca. É mole ou quer mais? Pois tem mais! Nossa querida amiga Drª Lara Selem está com um novo canal no YouTube: BEATLES & ADVOCACIA, onde, em cada episódio, traça paralelos entre a carreira dos Beatles e questões jurídicas, legais e de gestão empresarial.
Lara Selem é Advogada e Consultora especialista em Planejamento Estratégico, Composição Societária e Gestão de Pessoas na Advocacia. International Executive MBA pela Baldwin-Wallace College (EUA), especialista em Gestão de Serviços Jurídicos pela FGV/SP e em Liderança de Empresas de Serviços Profissionais pela Harvard Business School (EUA). Autora de "Advocacia: Gestão, Marketing & Outras Lendas", "Gestão de Escritório", entre outros. Sócia-fundadora da Selem, Bertozzi & Consultores Associados.
Aqui, a gente confere o episódio # 0 (teaser) e o episódio 01 (O Fim) só para ter um gostinho. Se quiser mais, voe direto para o canal BEATLES & ADVOCACIA e confira todos. Parabéns, Drª Lara! Excelente iniciativa e belíssimo trabalho. De lei e de direito!

THE BEATLES - GET BACK - SEMPRE SENSACIONAL!

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PAUL McCARTNEY & WINGS - BLUEBIRD

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Paul, Linda e Denny Laine estavam em Lagos na Nigéria para gravar um novo álbum. Ameaçado pelo cantor e compositor nigeriano, Fella Ransome Kutti (uma das personalidades mais influentes da Nigéria), Paul não ousou contratar artistas baseados em Lagos para as sessões no ainda precário estúdio (em construção) da EMI. A situação agravou-se após Paul e Linda serem assaltados enquanto caminhavam pela cidade. Esse fato acarretou na perda de Fitas que continham todas as demos do ainda pré-produzido Band On The Run. Curiosamente, esta é a única faixa do álbum que apresentaria um músico nigeriano, o percussionista, Remi Kabaka, que gravaria sua colaboração, já na Inglaterra, por simples coincidência de estar lá. Também em Londres, o saxofonista Howie Casey adicionaria um solo melódico (gravado em apenas um take) à faixa. No ano seguinte, o músico começaria a ensaiar com o Wings para a primeira tumê mundial da banda, entre 1975 e 76. Bluebird fez sua “estreia” comercial, meses antes de seu lançamento em Band On The Run. A canção foi apresentada por McCartney em um medley acústico acompanhado por Blackbird, Michelle e Heart Of The Country no especial James Paul McCartney, em abril de 1973.Resultado de imagem para PAUL McCARTNEY & WINGS - BLUEBIRD
Segundo McCartney, Bluebird foi “construída” em um momento de relaxamento, e composta do “ponto de vista” de um pássaro em sua trajetória pelo céu em busca do amor. Que lindo!

MORRE O CANTOR E COMPOSITOR BELCHIOR AOS 70 ANOS

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O cantor e compositor cearense Belchior, de 70 anos, morreu na madrugada deste domingo (30) em Santa Cruz do Sul (RS). O corpo deve ser trazido para o Ceará, onde ocorrerá o sepultamento na cidade de Sobral, onde o artista nasceu, segundo a Secretaria de Cultura do Estado. O Governo do Ceará confirmou a morte e decretou luto oficial de três dias. “Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior" disse em nota o governador Camilo Santana. "O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará e do Brasil".Resultado de imagem para belchior
Nascido em 26 de outubro de 1946, Belchior foi um dos ícones mais enigmáticos da música popular no Brasil, com mais de 40 anos de carreira. Segundo o colunista, Mauro Ferreira, o cantor não tinha paradeiro certo desde 2008. Ganhou sucesso nos anos 70 com o lançamento do disco "Alucinação" (1976), que trazia clássicos como as faixas "Apenas um rapaz latino-americano", "Velha roupa colorida" e "Como nossos pais", que se tornou conhecida no país inteiro na voz da cantora Elis Regina.

O Baú do Edu lamenta muito a morte de Belchior. Ele chegou a aparecer aqui três vezes: em outubro de 2011 - COMENTÁRIO A RESPEITO DE JOHNem abril de 2015 APENAS UM RAPAZ LATINO - AMERICANOe em dezembro de 2010 - MEDO DE AVIÃO. Descanse em Paz.

sábado, 29 de abril de 2017

ESBOÇO DE JOHN LENNON PARA SGT.PEPPER'S VAI A LEILÃO

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Um esboço de John Lennon para a capa do icônico Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band será colocado à venda, no dia 20 de maio, através da leiloeira Julien's Auctions. A peça foi descoberta na antiga casa de John Lennon em Surrey, Inglaterra, onde viveu com a sua primeira mulher, Cynthia. Foi nesta casa que Lennon compôs muitos dos êxitos dos Beatles, incluindo grande parte do álbum em questão. A leiloeira espera que este esboço seja vendido por valores na ordem dos 36 mil aos 55 mil euros. Além deste ítem, será vendida uma guitarra de George Harrison, assinada pelo próprio, uma cópia assinada por Lennon de Please Please Me e uma cartilha de 1963, autografada por todos os Beatles.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

THE BEATLES - BABY IT'S YOU

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Especialmente em memória do meu amigo, irmão e camarada JOÂO NEIVA.
Baby It's You é o nome de uma canção escrita por Burt Bacharach (música), Barney Williams e Hal David (letra). Foi gravada pelas bandas The Shirelles e The BeatlesAnna Calvi, entre outras. Outra conhecida versão é da banda norte-americana Smith, que alcançou o ranking #5 da Billboard Hot 100 em 1969. A canção foi lançada pelas Shirelles no álbum Baby It's You, produzido por Phil Spector, chegando ao ranking #8 nos EUA.
 
Os Beatles gravaram uma versão da canção para o álbum Please Please Me, produzido por George Martin. A voz principal é de John Lennon acompanhado pelos 'chalalás' de George Harrison. Foi a única composição de Bacharach cantada pelo grupo. A canção foi lançada nos Estados Unidos da América no álbum The Early Beatles, de 1965. Outra versão dos Beatles aparece no álbum Live at the BBC lançado em 1994.

A PEDIDOS - CHRIS HODGE - WE'RE ON OUR WAY

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Publicada originalmente em 6 de agosto de 2014. Abração para o amigo Arlindo Ribeiro. Valeu!
No final dos anos 1960, Chris Hodge era um rockeiro Inglês, cantor e compositor de vinte e poucos anos como tantos outros. Ele assinou com a Apple Records no início da década de 1970 e lançou o single "We're On Our Way", que alcançou a posição # 44 na Billboard Hot 100 em 1972. O lado B do single foi intitulado "Supersoul". Seu single seguinte, "Goodnight Sweet Lorraine", não foi um sucesso, e terminou seu tempo na Apple. Ele, então, gravou dois singles para a RCA Records. Mas nunca mais atingiu os gráficos novamente. Ele não foi o único. Se morreu, não morreu ou desistiu, eu não sei. Quem souber, a casa agradece. Não deixe de conferir também a postagem "COME AND GET IT - THE BEST OF APPLE RECORDS” publicada em 3 de maio de 2014.

LEGAL DEMAIS - JERRY ADRIANI EM LIVERPOOL!

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O Cavern Club, bar em Liverpool famoso por receber os Beatles no início da carreira, homenageou o cantor brasileiro Jerry Adriani em sua página oficial no Facebook. Jerry cantou no bar em 2001 em um evento especial de homenagenagem ao quarteto. Além da mensagem de pesar, a página do clube compartilhou um vídeo em que o cantor faz uma tour pela casa. "Todos nós do Cavern estamos entristecidos de saber da morte do nosso queridíssimo amigo, e participante da International Beatleweek, Jerry Adriani. Jerry adorava o Cavern Club, os Beatles e a cidade de Liverpool. Ele era um excelente músico e intérprete. Nossos pensamentos estão com a família e os amigos nesse momento de tristeza”, diz a mensagem.
Reprodução/Facebook/Edu Henning
Edu Henning, integrante da banda tributo Clube Big Beatles, e que acompanhou Jerry Adriani na viagem e na apresentação, usou a área de comentários da publicação para compartilhar uma foto do amigo ao lado de Pete Best, primeiro baterista dos Beatles.

"SGT. PEPPER'S" EM VERSÃO INÉDITA

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No dia 1º de junho de 1967, os Beatles lançaram o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, que ficou popularmente conhecido como Sgt. Pepper's. Neste ano, o disco completa 50 anos, e uma edição comemorativa será lançada mundialmente no dia 26 de maio. Antecipando as novidades, o jornal inglês The Guardian divulgou uma versão inédita da faixa-título. Nessa versão, não aparece a fanfarra de instrumentos presente no meio da canção, que conta com gritos e risadas do público. No final da música, Paul e John dizem que provavelmente levariam mais um dia para gravar e discutir a canção, além de conversarem sobre algumas partes em que Paul perdia o fôlego.Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band - Anniversary Edition trará ainda observações de Paul McCartney e Ringo Starr, além de 34 gravações inéditas e as faixas originais remasterizadas por Giles Martin - filho de George Martin, responsável pela produção da versão original - e Sam Okell. Originalmente, o disco, oitavo da carreira do grupo, foi gravado entre dezembro de 1966 e 20 de abril de 1967 no estúdio Abbey Road. Entre as faixas do disco figuram sucessos como With a little help from my friends, Lucy in the sky with diamonds e A day in the life. Sucesso de vendas e crítica, Sgt. Pepper's permaneceu por 27 semanas no topo das paradas britânicas.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

A ESTRANHA DOENÇA DE ERIC CLAPTON

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Essa notícia não é nada boa, muito pelo contrário. O guitarrista Eric Clapton foi visto de cadeira de rodas no aeroporto de Los Angeles, nos Estados Unidos. Uma foto do músico em tais condições foi registrada nesta quinta-feira (30), dia em que completou 72 anos de idade. Em meados de junho do ano passado, Eric Clapton revelou estar sofrendo de neuropatia periférica, uma doença que afeta o sistema nervoso e a movimentação dos membros. A informação foi divulgada pelo próprio após a imprensa internacional ter especulado que ele passava por sérios problemas de saúde. O músico conversou sobre o assunto, em entrevista à Classic Rock. Ele confirmou que a doença danificou o seu sistema nervoso e que, desde 2015, tem tido complicações relacionadas à saúde. "Tive muitas dores ao longo do último ano. Começou com dores nas costas que progrediram para uma neuropatia periférica. Hoje sinto como se levasse choques elétricos que correm por baixo de minhas pernas".
Clapton lançou um novo disco, intitulado "I Still Do", em 2016. O músico também continua a fazer shows, mesmo que esporadicamente. "Ainda posso tocar. Mas tem sido um trabalho duro, às vezes. Refiro-me ao lado físico. Estou ficando velho e isso é duro. Mas eu ainda gosto de tocar. Sento-me em um canto de nossa sala, pego uma guitarra e toco na parte da manhã. À tarde eu descanso", contou, na época. Apesar dos problemas relacionados à sua saúde, Eric Clapton afirma estar surpreso por continuar vivo após mais de 70 anos, pois ele abusou de muito, muito álcool e drogas ao longo de quase toda a vida. "Por ainda estar em recuperação do alcoolismo e da dependência de substâncias químicas, considero que é uma grande coisa estar vivo. Por alguma razão, fui arrancado das garras do inferno e me foi dada outra oportunidade".
Resultado de imagem para neuropatia periférica
A neuropatia periférica afeta os nervos periféricos. Muitas vezes, pode ser incapacitante. Muitas vezes, pode ser fatal. Existe a mononeuropatia, que atinge apenas um nervo e a polineuropatia, que afeta vários nervos, simetricamente, em ambos os lados do corpo. A última pode se ampliar progressivamente. As possíveis causas da neuropatia periférica são mistas: diabetes, alcoolismo, insuficiência renal crônica, paraneoplasia, infecções, amiloidose e sarcoidose são algumas deles. A quimioterapia, utilizada no tratamento do câncer, também pode induzir a neuropatia periférica. Pelos relatos de Eric Clapton, ele sofre de polineuropatia, visto que vários nervos do músico foram afetados e comprometeram a sua mobilidade. Ainda é possível inferir, por suas declarações, que o abuso de bebidas alcoólicas ao longo das décadas pode ter sido o principal responsável por esta condição.

Desde sempre, estamos todos juntos aqui torcendo pela pronta recuperação do maior guitarrista (vivo) de todos os tempos. Força, Clap!!!

quarta-feira, 26 de abril de 2017

PAUL McCARTNEY INICIA "NOVA" TURNÊ PELO JAPÃO

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Nesta terça-feira (25), Paul McCartney fez a primeira apresentação do ano no histórico Budokan, em Tóquio, no Japão. Com uma singela homenagem ao disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, que completa 50 anos em julho, o músico mais uma vez encantou os japoneses. A turnê continua a ser a “One On One”, que teve início em 2016, diferente do que foi dito sobre uma possível “turnê comemorativa dos 50 anos do Sgt. Pepper’s”, como tem sido divulgado em alguns veículos. A única mudança significante em relação ao setlist que já era tocado, talvez feita propositalmente para o aniversário do álbum, foi a inclusão da música “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise), a qual já havia sido tocada anteriormente. O primeiro show do ano teve um atraso de 30 minutos, para o desespero dos fãs japoneses lá presentes, e teve seu início às 19h em Tóquio (7h, no horário de Brasília). Também nesta terça-feira (25) foi confirmado que Paul McCartney estará no Brasil em outubro. O ex-Beatle se apresentará em quatro capitais: 12/10 em Porto Alegre, no Beira Rio; 15/10 em São Paulo, no Allianz Parque; 17/10 em Belo Horizonte, no Mineirão; 20/10 em Salvador, na Fonte Nova. A pré-venda dos ingressos é prevista para começar na próxima sexta-feira (28). A última passagem de McCartney por terras brasileiras foi em 2014.

JULIAN LENNON NO BRASIL - ENTREVISTA

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Julian Lennon – filho mais velho de John Lennon com Cynthia Powell, sua primeira mulher – está no Brasil para abrir duas exposições fotográficas, hoje, na Leica Gallery, em Higienópolis. Além de músico, fotógrafo e produtor, Julian também apoia a filantropia. É fundador da White Feather Foundation, que luta por diversas causas, como levar água potável a regiões secas, proteção à cultura indígena, educação para as mulheres e preservação do meio ambiente. Por esse trabalho, ele será um dos homenageados do amfAR deste ano, que acontece amanhã, na casa de Dinho Diniz. Pelo modo como respondeu às perguntas da coluna, enviadas por e-mail, o fotógrafo deixou claro que é de poucas palavras. Questionado sobre a conturbada relação que teve com o pai, enquanto este era vivo, Julian deixou claro que isso faz parte de seu passado. “Sinto muito, mas aos 54 anos já respondi a estas perguntas um milhão de vezes. Você pode encontrar todas as informações sobre minha vida no meu site pessoal. Vivo o aqui e agora. Não vivo do passado e nem quero revisitar o que já passou”. A seguir, trechos da conversa.

Você é cantor, compositor, produtor, fotógrafo, filantropo e músico. Acha que a arte é algo hereditário? Acredito que todos nós somos artistas de alguma forma. A arte é algo que ajuda a nos encontrarmos. Acredito mesmo que ela nasce de nossos próprios desejos.
Como surgiu seu interesse pela fotografia? Ele veio através de um amigo que é um grande fotógrafo de celebridades, Timothy White. Ele viu minhas imagens e sugeriu que eu fizesse uma exposição. Passamos um ano editando as fotos e depois montei minha primeira mostra, que abri em Nova York, em 2010. O resto é história.
O que prefere hoje: fotografar ou cantar? Gosto de todos os aspectos criativos. Não acho que devemos escolher um específico.
Esta é a primeira vez que você visita o Brasil? Já estive aqui há alguns anos, acompanhando uma turnê da banda U2.
Gosta de música brasileira? Pelo pouco que sei, sim.
Além de estar aqui para suas exposições, amanhã você será um dos homenageados do amfAR. Como é essa sua ligação com filantropia e quais as causas que apoia?Tenho uma fundação, a White Feather, na qual nossa maior missão é a conservação da vida. Abraçamos questões ambientais e humanitárias em conjunto com parceiros de todo o mundo e ajudamos a angariar fundos para essas causas. Procuro maneiras de tornar o mundo mais sensível e equilibrado. Uma pena branca tem um grande significado para mim, então foi natural nomear a minha fundação com esse nome.
Mas quais são as causas que a fundação apoia? Ela foi concebida por muitas razões, mas o que mais me motivou foi o desejo de fazer o bem e dar de volta. No nosso site há uma longa lista de organizações nas quais a fundação acredita firmemente. É um pequeno passo para ajudar os outros e fazer a diferença.
Tem interesse em desenvolver um trabalho filantrópico no Brasil? Não há planos imediatos para isso, embora não signifique que não possa vir a acontecer em algum momento.
Você já deu inúmeras entrevistas sobre o relacionamento não tão amigável que mantinha com seu pai, John Lennon. Como foi crescer sendo filho de um beatle? Sinto muito, mas aos 54 anos já respondi a estas perguntas um milhão de vezes. Você pode facilmente encontrar todas as informações no meu site pessoal. Não estou aqui para refletir sobre essas questões mais. Tenho uma vida cheia, produtiva, bonita. Vivo o aqui e agora. Não vivo do passado e nem quero revisitar o que já passou outra vez. 

THE BEATLES - PAUL McCARTNEY - OH DARLING - 2017

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"Oh! Darling" é uma canção dos Beatles composta somente por Paul McCartney, e lançada no álbum “Abbey Road” de 1969. A gravação teve início no dia 20 de abril com 26 tomadas. Neste dia, fora o vocal de McCartney, a participação dos outros Beatles foi completada. Para gravar o vocal, McCartney realizou sessões nos dias 17, 18, 22 e 23 de julho. A gravação de 23 de julho foi a que mais o agradou. Mais alguns ajustes e "overdubs" foram realizados no dia 8 de agosto e no dia 11 de agosto de 1969 a música estava concluída. Dura exatos 3’26”.

Quando criou a canção, McCartney sabia bem a potência que tinha nas mãos, e dedicou todo o potencial vocal que desenvolveu ao longo dos anos, como fazia em “Long Tall Sally”, ”Kansas City”, “I’m Down” e tantas outras. Paul desejava criar uma balada de rock'n'roll "anos 50". Do tipo de Jackie Wilson em especial. Deveria parecer algo semelhante à voz de alguém que estivesse há uma semana cantando ao vivo. Para gravar o vocal da canção, Paul foi durante alguns dias seguidos de madrugada aos estúdios Abbey Road, quando não havia nenhum outro Beatle por lá, até conseguir o efeito que queria em sua voz. Acreditava que as primeiras horas do dia eram as melhores para um canto alto, forte e agudo.
"Oh! Darling" é uma canção de amor. O protagonista pede a amada que acredite nele, nunca o abandone pois jamais lhe fará nenhum mal. Se ela o deixar, não suportará e morrerá. Mesmo apesar de nunca ter sido lançada como single, A gravação dos Beatles tornou-se uma das músicas mais conhecidas da banda. No CD Anthology 3 há uma gravação de um ensaio desta canção realizada no dia 27 de janeiro de 1969. Esta música estava nos planos de fazer parte do frustrado projeto "Get Back". Na época do lançamento de Abbey Road, George Harrison fez uma análise, descrevendo faixa por faixa. Sobre ‘Oh! Darling’, ele disse: É outra música de Paul, típica dos anos 50/ 60, principalmente nos acordes. É uma música típica da época dos gru­pos Moonglows, Paragons, Shells e tudo o mais. Ele trabalhou muito nela. Nós fizemos alguns ‘oh, oohs’ no vocal enquanto Paul se esgoelava."

TRAVELING WILBURYS - HANDLE WITH CARE

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

IMAGEM DO DIA - GEORGE HARRISON & JERRY ADRIANI

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Quando George Harrison fez a passagem, Jerry Adriani, que o tinha conhecido pessoalmente, disse que o mundo perdia “um tremendo boa-praça”. Isso se aplica também ao próprio Jerry: um tremendo boa-praça.

A PEDIDOS - STEVE WINWOOD - WHILE YOU SEE A CHANCE

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Um abração para o amigo Edvaldo Silva. Valeu!Resultado de imagem para STEVE WINWOOD
Praticamente desconhecido da grande maioria dos fãs de música, Steve Winwood entra facilmente no rol dos maiores compositores ingleses. Steve Winwood é multi-instrumentista com tendências virtuosas em mais de um deles, fantástico intérprete e dono de uma belíssima e arrebatadora voz. Com apenas 14 anos, entrou para o o Spencer Davis Group, e aos 17 já tinha uma música no primeiro lugar das paradas. Formou o Traffic, com Dave Mason e Jim Capaldi e depois, o Blind Faith com Eric Clapton.Muitas vezes relacionado com o que se convencionou chamar de blue eyed soul, principalmente no início de sua carreira, emprestou sua marcante voz para diversos clássicos durante mais de quarenta anos, unindo ao rock diversos estilos musicais além do soul, mas também funk, blues e jazz.

THE BEATLES EM DOSE DUPLA - TWIST AND SHOUT / I WANT OT HOLD YOUR HAND

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domingo, 23 de abril de 2017

SGT. PEPPER'S É A CAPA DA REVISTA MOJO DE JULHO

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No clima das comemorações dos 50 anos do legendário álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Sir PAUL MCCARTNEY cedeu uma entrevista exclusiva à revista MOJO especial de julho, que chega às bancas esta semana para refletir sobre a história do disco. Ele relembra algumas das circunstâncias na época de gravação deste que foi o álbum mais ousado da carreira dos Beatles. Antes de Sgt. Pepper's vir a se tornar o ícone que é hoje, houve um período de perplexidade e estranhamento em relação ao novo estilo musical. Como os Beatles puderam ter a ousadia de se tornarem tão “esquisitos?”.
“Eles ficavam nos falando o tempo todo, ‘Vocês vão perder todos os seus fãs com isso aí”, McCartney conta. “E a gente dizia, ‘Bem, nós vamos perder alguns - mas vamos ganhar outros. Nós temos que evoluir!"
No ano de 1967, a banda enfrentava o desafio de uma mídia em pânico devido ao novo frenesi das drogas e da ascensão da nova ideologia “Nova Era”. As coisas estavam mudando. A moda, o mundo, as pessoas. O estereótipo dos rapazes comportadinhos de terno já estava ultrapassado. “Sgt. Peppers teve uma péssima recepção pelo The New York Times,” relembra Paul. “O crítico da época, Richard Goldstein, disse que ele havia odiado o álbum, o que acabou sendo um erro. Com o tempo ele passou a ver o que as pessoas estavam dizendo e acabou retirando o que disse (numa edição seguinte da Village Voice). Mas a gente estava acostumado a isso. “She Loves You” já havia sido considerada como algo “banal”. Mas se a gente gostasse dela e achasse legal, a gente iria lutar por ela”. “...Pense, George compondo Within You Without You,” continua Paul, “uma gravação num estilo completamente indiano – não era nada do tipo que alguém tinha escutado antes, pelo menos não do nosso contexto. Era tudo um risco, e a gente sabia disso.” Mas mesmo dado a ascensão subseqüente do Sgt. Pepper’s ao status de inigualável, há um aspecto do disco que tem escapado consistentemente de críticas, e até mesmo dos fãs. "A mixagem estereofônica original é um pouco de uma peça de época", admite McCartney. "Você tem a bateria em um canto, você tem os vocais em outro canto. Onde andávamos, eu dizia, 'Ouça a bateria nessa, cara!' ... e ele não podia ouvi-la. Isso foi abordado na reedição do Sgt. Pepper’s que será lançado no dia 26 de maio. Um robusto novo estéreo feito por Giles Martin que retorna a bateria dos Beatles e os vocais para as posições centrais que lembra o mono original, e obtém o selo de aprovação de McCartney.

THE SHADOWS - APACHE - SENSACIONAL!

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THE SHADOWS é o mais bem sucedido grupo britânico rock instrumental dos anos 1950 aos anos 2000 com um total agregado de pelo menos 69 singles no UK Hits: 35 somente a banda, e 34 com Cliff Richard. Em 1958 Cliff Richards era uma espécie de Elvis inglês, e fazia um sucesso atrás do outro acompanhado pelos The Drifters que para não serem confundidos com o grupo de R&B americano, trocaram o nome para The Shadows, numa piada explícita com sua condição de sombras de Richard. Em 1960 resolveram se aventurar em uma carreira instrumental e colocaram a deliciosa "Apache" em primeiríssimo lugar no hit parade. Muito popular desde o início dos anos 60, eles abriram o caminho para milhares de grupos semelhantes baseados na guitarra na sequência de "Apache". Seu primeiro álbum de estúdio original, The Shadows, continua sendo um álbum de rock instrumental com status de "clássico". Seu som de guitarra original foi produzido por guitarras americanas feitas pela Fender em conjunto com amplificadores britânicos feitos pela Vox e pelo equipamento italiano SFX Meazzi Eco. Vendendo muitos milhões de discos em todo o mundo, nenhum outro grupo de rock instrumental no século XX gerou tantas opiniões polarizadas sobre os méritos de seu tipo de música, sendo consistentemente apreciado por fãs instrumentais, entusiastas de violão e músicos profissionais e amadores.

THE BEATLES with TONY SHERIDAN - MY BONNIE

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“My Bonnie”, a lendária canção da gênesis dos Beatles rumo a sua escalada do sucesso, originalmente se chamava "My Bonnie Lies over the Ocean". É uma canção folclórica tradicional escocesa que continua a ser popular ainda hoje, principalmente depois do sucesso dos Beatles. Embora a origem da canção seja incerta, seu tema pode ter sido um tal Charles Edward Stuart ("Bonnie Prince Charlie") - após sua derrota na Batalha de Culloden em 1746 e seu subsequente exílio, seus partidários jacobitas poderiam tê-la cantado em sua honra, e graças à ambiguidade do termo "bonnie", que pode se referir tanto a uma mulher, bem como a um homem, eles poderiam fingir que era uma canção de amor. Em 1881, Charles E. Pratt publicou partituras para "Bring Back My Bonnie to Me". O estudioso Theodore Raph, em seu livro de 1964 “American song treasury: 100 favorites” escreve que as pessoas estavam pedindo a música em lojas de partituras na década de 1870, e Pratt foi convencido a publicar uma versão dele usando os pseudônimos H.J. Fuller e J.T. Wood, e a canção tornou-se um grande sucesso, especialmente popular com grupos de faculdade e também popular em qualquer situação de grupos de canto.Resultado de imagem para tony sheridan MY BONNIE
“My Bonnie” foi o primeiro disco lançado comercialmente pelos Beatles, tendo o vocalista inglês Tony Sheridan e foi gravada em Hamburgo, nos dias 22 e 23 de junho de 1961, com arranjo e letras de Sheridan e produzida por Bert Kaempfert. Da gravação participaram: Tony Sheridan: vocais, guitarra principal; John Lennon : backing vocals e guitarra rítmica; Paul McCartney: backing vocals e baixo; George Harrison: backing vocals e lead guitar e Pete Best na bateria. Os Beatles se apresentaram com Sheridan por algumas noites no Top Ten de Hamburgo. Chamaram a atenção do bandleader alemão Bert Kaempfert, que sugeriu que Sheridan e o grupo gravassem algumas músicas juntas. A gravação teve lugar numa fase de conversão na escola Friedrich-Ebert-Halle de Hamburgo. Os Beatles foram a banda de apoio para Sheridan, que liderou os vocais, e juntos também gravaram “The Saints”, numa versão mais animada de “When The Saints Go Marching In”. “My Bonnie”, tinha sido escolhida por causa de sua popularidade com os marinheiros de Hamburgo; Fazia parte do show dos Beatles pela mesma razão. A introdução estilo ‘Love Me Tender’ foi cantada por Sheridan com o arranjo de valsa tradicional da canção, antes da mudança de ritmo que levou a música para o reino do rock 'n' roll. Harrison executou a guitarra principal na gravação, embora Sheridan tenha tocado o solo, que foi unido mais tarde em uma tomada diferente. Duas versões de edição também foram gravadas para a introdução, em inglês e alemão - a tradução foi feita por Bernd Bertie. Após a gravação, o grupo - sem Sheridan - gravou outras duas canções de sua própria escolha: “Ain’t She Sweet” e “Cry For A Shadow”. “My Bonnie” foi lançada como single, tendo “The Saints”, como lado B, em outubro de 1961 creditada a Tony Sheridan e The Beat Brothers e alcançou o número cinco na parada de singles alemães. O compacto foi lançado na Grã-Bretanha em 5 de janeiro de 1962, como Tony Sheridan e The Beatles.
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Além de ser o primeiro disco comercialmente lançado pelos Beatles, “My Bonnie” teria ainda um papel mais importante em sua história: chamou a atenção do proprietário da loja de discos Nems de Liverpool, Brian Epstein. Diz a lenda que um fã local chamado Raymond Jones teria entrado na loja e pedido a música “My Bonnie” com os Beatles. Brian nunca tinha ouvido falar desse grupo. Soube que tocavam no Cavern Club e foi vê-los. Apaixonou-se por eles e tornou-se empresário do grupo. Apesar da beleza romântica dessa história, sabe-se hoje que foi uma grande lorota inventada por Brian e seu assistente Alistair Taylor, para romancear a história. O tal “Raymond Jones” da história nem sequer existiu.

sábado, 22 de abril de 2017

PAUL McCARTNEY - LUCILLE - SEMPRE SENSACIONAL!!!

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HAPPY BIRTHDAY PETER FRAMPTON - 66 ANOS

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Hoje é aniversário do grande Peter Frampton que completa 67 anos. Ele nasceu em Beckenham, Inglaterra no dia 22 de abril de 1950. Frampton tornou-se mais conhecido por seu trabalho solo nos anos 70. entretanto, sua fama começou bem antes como integrante do “The Herd” quando se transformou num ídolo das adolescentes na Grã-Bretanha. Frampton foi o primeiro guitarrista a utilizar do recurso da guitarra de boca, que seria anos depois imitado por Slash (Guns n' Roses), Richie Sambora (Bon Jovi) e Dave Grohl (Foo Fighters). No final dos anos 60, ele então passou a trabalhar com Steve Marriott (The Small Faces) na banda Humble Pie, assim como em álbuns de Harry Nilsson, Jerry Lee Lewis e George Harrison. Sua estreia solo foi em 1972 com Wind of Change. A explosão solo de Frampton veio com "Frampton Comes Alive", de 1976, seis vezes platina e que incluía os sucessos "Do You Feel Like We Do", "Baby, I Love Your Way" e "Show Me the Way".
"Frampton Comes Alive" foi o álbum "ao vivo" mais vendido de todos os tempos (àquela época). Depois que o álbum seguinte "I'm in You" foi lançado, Frampton envolveu-se em um sério acidente de carro nas Bahamas. Enquanto se recuperava, atuou em 1978, com os Bee Gees, no filme Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, um fracasso retumbante. Nos anos 80, Frampton voltou a gravar, mas só retornou às paradas de sucesso mundiais com "Breaking all the rules". Seu último álbum é "Thank You Mr. Churchill", lançado em 2010. Recentemente Peter Frampton ganhou o seu primeiro Grammy pelo seu álbum totalmente instrumental "Fingerprints", lançado no fim de 2007 que conta com integrantes do Pearl Jam, Rolling Stones, Allman Brothers e outros. Em 2014, lançou "Hummingbird in a Box: Songs for a Ballet" (um mini-álbum com apenas sete músicas" e em 2016 "Acoustic Classics". Frampton faz shows aqui e ali e já esteve aqui em Brasília. É amigo pessoal de Ringo Starr e já tocou na All Starr Band. Nada mal, né? Congratulations Framp!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

PAUL McCARTNEY - THE SPACE WITHIN US - SHOW!

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Em setembro de 2005, Paul McCartney começou uma travessia de 11 semanas e 34 shows pelos Estados Unidos com a 'US Tour'. Músicas de sua carreira solo, com os Wings e os Beatles fizeram parte do repertório. Em pouco tempo, se tornou o espetáculo do ano na América, com casas lotadas por onde passou. O vídeo captura a força de mais de 25 câmeras de HDTV em uma performance histórica de duas horas com mais de vinte músicas. O material extra inclui a mensagem de bom dia de Paul para os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, entrevistas com McCartney e banda, passagem de som etc. Entre os depoimentos colhidos para o filme estão os do Presidente Clinton, Tony Bennett, Herbie Hancock, Eddie Vedder (Pearl Jam), Alec Baldwin e muitos outros.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

THE BEATLES - I'M SO TIRED - 2017

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Durante a estadia dos Beatles em Rishikesh, todos os dias havia duas palestras de uma hora e meia cada e quase todo o resto do tempo era ocupado com meditação. Esperava-se dos alunos que lentamente desenvolvessem seus períodos de meditação, à medida que sua técnica fosse aprimorada. Diz-se que uma pessoa do curso alegou ter chegado a 42 horas em uma sessão. Com esta vida de quietude e autoassimilação, John não conseguia dormir à noite e, consequentemente, se sentia muito cansado durante o dia.
“I’m So Tired”, escrita depois de três semanas na Índia, era também sobre as coisas que ele começava a sentir falta. Na academia de meditação, não havia álcool ou drogas e a mente de John se voltava para seus adorados cigarros e para a possibilidade de beber. Às vezes, Alexis Mardas contrabandeava um pouco de vinho, maconha e cigarros.
Sir Walter Raleigh (cerca de 1554-1618) é o responsável pela popularização do tabaco na corte inglesa e, de acordo com o dicionário, “git” (ou “get”, na pronúncia de John é gíria britânica para “uma pessoa idiota ou sem valor”. Sir Walter Raleigh foi espião, escritor, poeta britânico renascentista e explorador. Buscando encontrar a cidade de Eldorado, subiu o rio Orinoco na Guiana, retornando para a Inglaterra com pouco ouro, porém com duas novidades: TABACO e batatas. Na música, John Lennon amaldiçoa Raleigh, devido ao seu próprio vício que não podia controlar, chamando-o de "estúpido".  O cansaço de Lennon está presente em toda a letra, quando diversas vezes ele repete, "Eu estou muito cansado," seguido de frases como: "Já faz três semanas, eu estou indo a loucura" e "Penso se eu deveria te ligar”.
Acima de tudo, John sentia falta de Yoko Ono. O relacionamento do casal ainda não havia evoluído plenamente para o campo físico porque John não sabia como terminar seu casamento enfadonho. Ele chegou a cogitar a ideia de convidá-la para ir à Índia, mas percebeu que seria complicado demais ter Cynthia e Yoko sob o mesmo teto. É para ela que ele pensa em ligar, é nela que sua cabeça está fixada. Preocupa-se que ela não leve a sério o interesse dele, pense que ele está apenas “puttin her on” (iludindo deliberadamente). É uma das minha faixas favoritas”, foi o veredito de John. “Gosto de como soa, e eu a canto bem.”

E somente aqui, no Baú dos Beatles e da Cultura Pop, a gente confere uma versão rara e curiosa: "I'm So Tired" cantada por Paul McCartney. Abração!

PAUL McCARTNEY - KREEN-AKRORE - McCARTNEY - 1970

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“Kreen-Akrore” (McCartney) foi composta por Paul em Londres, em 1970 como faixa do álbum McCartney I. Paul teve a ideia de produzir essa faixa, em sua maioria instrumental, após assistir a um documentário, transmitido pelo canal britânico ATV, chamado “ The Tribe That Hides From Man” (A tribo que se esconde do homem). O programa falava exatamente sobre a tribo Kreen-Akrore, nativos da selva amazônica brasileira, que executava os intrusos que ousavam invadir seu território. Foi gravada em Cavendish Avenue, e nos estúdios Morgan e Abbey Road, em Londres.

HÁ 19 ANOS, MORRIA LINDA McCARTNEY

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Há 19 anos no dia 17 de abril de 1998, morria Linda McCartney, a eterna "Lovely Linda".
Nascida em 24 de setembro de 1941 na cidade de Scarsdale, estado de Nova Iorque, Linda Eastman era a segunda filha do advogado Lee Eastman - havia ainda um irmão mais velho e duas irmãs mais novas. A mãe de Linda morreu quando a filha tinha 19 anos de idade e já havia saído de casa para estudar - a família Eastman era bem colocada (embora não tivesse nenhuma relação com a empresa de fotografia). Linda estudou História da Arte na Universidade do Arizona; ali nasceu seu amor pela fotografia. De volta a Nova Iorque, Linda passou a trabalhar como recepcionista da revista Town & Country, onde teve a informação de um evento que abriria as portas para a Linda fotógrafa. Os Rolling Stones estavam a bordo de um iate ancorado no rio Hudson, para o lançamento de seu álbum, "Aftermath". Linda dirigiu-se ao local e foi tomada como uma fotojornalista, tendo acesso ao iate. Ali, era a única munida de uma máquina fotográfica profissional, de modo que teve a exclusividade no registro do evento. Isso gerou um interesse automático pro seu trabalho, e Linda passou a ser reconhecida como uma talentosa fotógrafa profissional. Unindo essas duas grandes paixões - a música e a fotografia -, Linda se especializou em captar imagens de grandes astros, tais como Jimi Hendrix, Bob Dylan, The Doors, The Who, The Grateful Dead, Cream, Otis Redding e Simon & Garfunkel. Acabou se tornando fotógrafa da revista Rolling Stone, e em maio de 1967, estava em Londres - foi levada por Chas Chandler, baixista dos Animals e seu amigo, ao clube Bag'o'Nails, onde ocorria uma festa pelo lançamento do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles. Já estava para ir embora quando foi abordada por Paul McCartney (maiores detalhes na música "There must have been magic", faixa do último álbum de Paul, "Driving Rain", que fala sobre o encontro). A partir de então, Linda e Paul eram um casal. Ela já era divorciada de seu primeiro marido, o geólogo Melvin See, e tinha uma filha, Heather, mas isso não foi obstáculo. Paul e Linda casaram-se em 1969, numa cerimônia simples no cartório de Marylebone, em Londres, tumultuada apenas pela presença de inúmeros jornalistas e fotógrafos que registravam o "enforcamento" do Beatle mais assediado pelas meninas. O trabalho de Linda como fotógrafa lhe garantiu exposições em diversos países e em locais tão prestigiados como o Victoria and Albert Museum de Londres, bem como a edição de 5 livros de fotografias, mas não foi a única atividade a que se dedicou a sra. McCartney. Linda também dedicou-se à música - sua principal atividade nessa área foi como tecladista dos Wings a partir de 1972 e, mesmo depois da dissolução da banda, sempre esteve presente nos álbuns e shows do marido, em performances sem muito brilho, mas que não chegavam a comprometer. Outras paixões de Linda eram a culinária - adepta do vegetarianismo, escreveu 3 livros de receitas e lançou uma linha de produtos, a Linda McCartney's Homecooking - e as atividades de apoio à Ecologia e contra a crueldade com animais, nas quais se engajou, com destaque para as ONGs Friends of The Earth e PETA - People for the Ethical Treatment of Animals, que chegou a condecorar o casal McCartney com um prêmio (Lifetime Achievement Award) em dezembro de 1996. Fotografia, música, culinária, ecologia - todas essas atividades preenchiam a vida de Linda, mas nada lhe dava maior orgulho que seus filhos. Heather, filha do primeiro casamento mas adotada por Paul, trabalha com artesanato e lançou uma linha de artigos para casa. Stella, a mais famosa, trabalha com moda e fez seu nome como estilista da Maison Chloe, e seu sucesso permitiu que passasse a ter uma griffe própria, com sua assinatura. Mary é fotógrafa e James é músico, tendo participado das gravações de "Flaming Pie" e agora também compondo com seu pai - ele recebeu créditos na composição das faixas "Spinning on an Axis" e "Back in the sunshine again", do álbum "Driving Rain". A família sempre foi um suporte para Linda, principalmente depois de dezembro de 1995, quando foi diagnosticada com um câncer de mama. Sua atitude positiva e otimista mediante a vida, associada ao tratamento médico e ao apoio e amor incondicionais de Paul e seus filhos, permitiu que Linda seguisse em frente até 17 de abril de 1998, data de seu passamento, aos 56 anos. Tida como uma pessoa determinada, discreta, alegre e doce pelos que a conheciam, Linda é lembrada com carinho sempre que se ouve uma das muitas músicas que Paul compôs tendo a esposa como musa inspiradora. Essas canções certamente eternizam a "Lovely Linda" na memória dos milhares de fãs de Paul McCartney e dos Beatles.
Em homenagem a ela, confira aqui a postagem "A HISTÓRIA DE LINDA McCARTNEY - O FILME" e só aqui, quem quiser, confere o filme inteiro, legendado em português. Happy Birthday Linda McCartney!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

THE BEATLES - I'M HAPPY JUST TO DANCE WITH YOU

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Olhando para trás, desde o início, quando começou a compor suas próprias músicas, George Harrison manifestava descontentamento com o fato de poucas delas serem levadas em conta para os álbuns dos Beatles. Dessa forma, para o primeiro disco "Please Please Me", George conseguiu ficar com "Chains", uma música tolinha de Gerry Goffin e Carole King, e "ganhou" de John e Paul, os compositores por excelência, "Do You Want To Know A Secret?". No segundo álbum " With The Beatles", George debutou como compositor com "Don't Bother Me", além de liderar os Fabs no clássico de Chuck Berry "Roll Over Beethoven", além de ainda conseguir espaço para mais uma - "Devil in Her Heart" - musiquinha mediana escrita por Richard P. Drapkin que fez pequeno sucesso com um grupo chamado "The Donays". Mas isso tudo passava a olhos vistos pelos compositores e pela produção. Quando chegou a vez do terceiro álbum, George achou que talvez fosse sua chance, mas o disco tinha que ser gravado às pressas para a trilha do megasucesso "A Hard Day's Night", então John e Paul fizeram “I’m Happy Just To Dance With You" para George cantar no filme "para dar um pouco de ação para ele". A cena foi filmada no palco no ScalaTheatre, em Londres. Como o membro mais novo dos Beatles, George sempre viveu à sombra de Paul e John. Anos depois, John Lennon morreria muito magoado e ressentido quando George publicou sua biografia "I Me Mine", em 1980 sem fazer nenhuma menção à sua influência em qualquer uma de suas composições. Paul disse apenas que 'I'm Happy Just To Dance With You" era uma "música que seguia uma fórmula, e era ótima para George cantar". Steve Turner.

THE BEATLES - JOHN LENNON - HAPINESS IS A WARM GUN

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Para esta canção, John costurou três composições que já tinha começado, mas não pareciam ir a lugar algum. A primeira era uma série de imagens aleatórias de uma noite de ácido com Derek Taylor, Neil Aspinall e Pete Shotton na casa que Taylor estava alugando. Taylor conta: "John disse que tinha escrito metade de uma música e queria que nós ajudássemos com frases. Primeiro, ele queria saber como descrever uma garota muito esperta, e eu lembrei de uma expressão de meu pai que dizia: “She's not a girl who misses much” (ela não é uma garota que perde muita coisa). Parece um elogio fraco, mas em Merseyside, naqueles dias, não havia nada melhor".
"Depois eu contei a história de um sujeito que Joan, minha esposa, e eu conhecemos no Carrick Bay Hotel na Isle of Man. Já era tarde da noite, nós estávamos bebendo no bar, e um cara que gostava de conhecer turistas e de bater papo de repente nos disse: 'Sabe, eu gosto de usar luvas de pele. Elas dão uma sensação diferente quando saio com minha namorada'. Depois disse: 'Não quero entrar em detalhes'. E não perguntamos. Mas isso gerou o verso 'she's well acquainted with the touch of the velvet hand' (ela conhece bem o truque de uma mão aveludada). 'Like a lizard on a window pane' (como uma lagartixa no vidro da janela), para mim, era o símbolo de um movimento bem rápido. Muitas vezes, quando morávamos em Los Angeles, era só olhar para cima que vía¬mos pequenas lagartixas correndo na janela."
Taylor continua: “The man in the crowd with multicoloured mirrors on his hobnail boots” (o homem no meio da multidão com espelhos multicoloridos em suas botas de taxa) veio de algo que li no jornal sobre um torcedor de futebol de Manchester City que foi preso pela polícia por colocar espelhos na biqueira do sapato para poder ver por baixo da saia das garotas. Achamos que era uma maneira incrivelmente complicada e tortuosa de obter um prazer barato, então se tornou 'multicoloured mirrors' e 'hobnail boots' para encaixar na melodia. Um pouco de licença poética. A parte de “Tying with his eyes while his hands were working over time” (descansando com os olhos enquanto as mãos estão fazendo hora extra) veio de outra matéria, sobre um homem que sempre andava de capa e tinha mãos de plástico. Ele as apoiava no balcão das lojas enquanto, sob a capa, roubava coisas e as enfiava em um saco que estava enrolado na cintura".

"Não sei de onde saiu “soap impression of his wife” (uma impressão ‘lavada’ da esposa), mas a parte de comer algo e depois doar para o 'NationalTrust' veio de uma conversa que tivemos sobre os horrores de andar em lugares públicos em Merseyside, onde você sempre se deparava com evidências de que pessoas haviam defecado atrás de arbustos e em antigos abrigos antiaéreos. Doar o que você comeu para o National Trust (organização britânica que visa manter as belezas do interior do país) é o que hoje chamaríamos de 'defecar em áreas públicas do National Trust'. Quando John juntou tudo, criou camadas de imagens. Era como uma grande confusão de cores",Taylor conclui.
A segunda parte começa com "I need a fix" (Preciso de uma dose) e veio da relação com Yoko, que tinha um papel maternal e dominador na vida de John. Durante quase toda a relação, ele se referia a ela como "Mother". Essa também era uma época em que ele estava envolvido com heroína, uma droga que mais tarde teria um custo alto para ele.
A parte final foi inspirada por algo que George Martin mostrou a John em uma revista americana sobre armas. Havia uma chamada na capa que dizia "Felicidade é uma arma quente na mão...", um trocadilho óbvio com o livro de 1962 do cartunista do Snoopy Charles Schulz, ‘Happiness is a Warm Puppy’. A justaposição aparentemente bizarra de assassinato e prazer instigou a imaginação de John na época. "Eu pensei, que coisa fantástica de dizer", John comentou. "Uma arma quente significa que você acabou de atirar em alguma coisa".

A letra e a melodia dessa parte imitam "Angel Baby", de Rosie and the Originais (1960), uma música que John adorava. O jornalista da Rolling Stone Jonathan Cott o entrevistou em 18 de setembro de 1968 e escreveu que "John tocava a versão de Rosie and the Originais de 'Give Me Love'", que era o lado B de "Angel Baby". Cinco dias depois, John começou a gravar "Happiness is a Warm Gun".