sábado, 30 de junho de 2018

THE BEATLES - LOVE - CIRQUE DU SOLEIL

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Embora existam aqueles que provavelmente acham que remixar um álbum dos Beatles é um ato de profanação, é justo dizer que este álbum foi um dos lançamentos mais esperados de 2006. Demorou dois anos para ser produzido, e isso mostra que este é um remix de um mashup sofisticado. A abordagem de George Martin ao estúdio de gravação sempre foi experimental. Junto com seu filho Giles, ele aproveitou ao máximo a tecnologia digital para criar algo genuinamente desafiador e muitas vezes muito comovente. Pedaços de músicas são inteligentemente enxertados juntos; a abertura de "Get Back" traz o mais breve dos trechos de "A Hard Day's Night"; "Strawberry Fields Forever" é construído a partir de uma combinação de versões de demonstração e a gravação completa finalizada. "Sun King" é tocada de trás pra frente. “Love” é um tributo inteligente e sincero à banda mais influente e mais amada de todos os tempos. Um trabalho de amor, de fato. Os Beatles eram artistas primitivos e inigualáveis, um grupo. Como tal, a década dos Fab Four vale-se de registros que são frequentemente vistos como textos sagrados que não ousam ser perturbados. Com “Love”, os rapazes de Liverpool foram, literalmente, reinventados. 
A ideia de remixar as músicas dos Beatles sobre elas mesmas não era nova, mas da forma com “Love” foi produzido, como uma experiência, pois é a trilha sonora para o espetáculo do Cirque du Soleil em Las Vegas, enriquece ainda mais o catálogo dos Beatles, misturando 10 anos de canções icônicas no espaço de 26 faixas. É a melhor compilação que já foi feita em torno de sua obra, no sentido mais palpável da palavra. “Love” não reimagina drasticamente as músicas dos Beatles, mas sim pedaços juntos, fragmentos de músicas que não parecem ter correspondência alguma como ‘A Hard Day’s Night’ e 'Get Back', por exemplo, derruba as barreiras do tempo, tornando os Beatles uma entidade musical fluida, assim, um grupo de composições flutuam para dentro e para fora um do outro para um efeito fantasmagórico e muitas vezes emocionante. O redemoinho muitas vezes estonteante de som em "Get Back" chega a parecer que vai entrar em colapso, enquanto "Eleanor Rigby" e "Julia" se misturam num efeito assombroso. Além de implodir os limites entre os álbuns e as músicas, os dois Martins, George, o pai, Giles, o filho, também trazem essas faixas para os ouvidos de hoje; é quase uma revelação. “Love” reafirma a vitalidade e a natureza essencial das gravações originais. É uma experiência única, deslumbrante e expansiva que está entre os melhores lançamentos dos Beatles em todos esses anos.Imagem relacionada
O espetáculo "Love" estreou em Las Vegas, na casa de espetáculo Mirage, no dia 30 de junho de 2006. Nele estavam presentes Paul McCartney, Ringo Starr, Yoko Ono, Cynthia Lennon, Julian Lennon, Olivia Harrison, Dhani HarrisonGeorge Martin e Giles Martin. Foi o maior encontro da "família Beatles" desde o fim do grupo. Desde então, ele está em cartaz, sempre com a casa cheia.

GEORGE HARRISON - GIVE ME LOVE (Give Me Peace On Earth)

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"Give Me Love (Give Me Peace on Earth)" é uma música  composta e gravada por George Harrison. É a faixa de abertura e carro-chefe do seu álbum de 1973 “Living in the Material World”. Foi lançada como o primeiro single do álbum em maio daquele ano e tornou-se o segundo single de Harrison a chegar ao número 1 nos Estados Unidos, o primeiro foi "My Sweet Lord ". “Give Me Love” brigou nas paradas com “My Love”, de Paul McCartney e seus Wings. Também alcançou o top dez na Grã-Bretanha e Canadá, e em paradas de singles em todo o mundo. É uma das canções mais populares de Harrison, entre fãs e críticos de música, e apresenta uma série de solos de slides sempre muito elogiados e venerados. Participaram da gravação: George Harrison - vocal, violão, guitarras slides , backing vocals; Nicky Hopkins – pianos; Gary Wright – órgão; Klaus Voormann – baixo e Jim Keltner – bateria. George Harrison tocou "Give Me Love" em todos os concertos durante suas raras excursões como um artista solo, e uma versão ao vivo aparece em seu álbum de 1992 Live in Japan. Sobre “Give Me Love”, Harrison afirmou em sua autobiografia de 1980: "Às vezes, você abre a boca e não sabe o que vai dizer, e tudo o que sai é o ponto de partida. Se isso acontecer e você tiver sorte, pode geralmente ser transformada em uma canção. Esta canção é uma oração e declaração pessoal entre mim, o Senhor, e o universo". Marisa Monte, Dave Davies, Elliott Smith, Ron Sexsmith, Sting, James Taylor e Elton John estão entre os artistas que já gravaram “Give Me Love”. Em novembro de 2002, no “Concert for George”, o mega-concerto realizado em homenagem a Harrison, Jeff Lynne fez uma bela interpretação de "Give Me Love", com Andy Fairweather-Low e Marc Mann fazendo a parte dos slides.

OS BEATLES NA TERRA DO SOL NASCENTE

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No dia 30 de junho de 1966, os Beatles e sua comitiva chegam ao Haneda Airport, em Tóquio, às 3h40 (tendo perdido um dia em razão da diferença de fuso horário). Do aeroporto, seguiram para o Tokyo Hilton, onde todo um andar fora reservado para eles. À noite, foi a apresentação Nippon Budokan Hall. Os Beatles apresentam-se com Yuya Uchida e Isao Bitoh, em um show que reuniu 10 mil fãs enlouquecidos. Houve vários protestos da direita japonesa, incluindo ameaças de morte, contra a apresentação dos Beatles no Budokan Hall (Martial Arts Hall), templo sagrado destinado às artes marciais, visto como santuário nacional dos mortos da Segunda Guerra. Portanto, era considerado um sacrilégio uma banda de rock tocar em seu palco. Por causa dessas ameaças, os japoneses montaram um esquema de segurança entre o aeroporto e o hotel, com 30 mil homens uniformizados. Depois dos Beatles, o Nippon Budokan Hall, em Tóquio, veio a se tornar um dos principais locais para shows de rock em Tóquio.

No dia seguinte, 1º de julho, novamente no mesmo palco do Nippon Budokan Hall, os Fab Four fizeram dois shows, sendo que o primeiro foi filmado pela TV japonesa. No dia 2 de julho foi a última apresentação no Japão, também na mesma casa: Nippon Budokan Hall. A histeria dos fãs é tamanha e o esquema de segurança do Exército tão rígido que os Beatles não puderam sair do hotel e, para comprarem algumas lembranças, comerciantes locais foram até sua suíte, onde lhes venderam quimonos, tigelas e outros objetos a preços exorbitantes.

Depois de partirem do Japão, fizeram uma escala em Hong Kong e seguiram para Manila nas Filipinas, onde passariam seus piores momentos, mas essa, é outra história.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

PAUL McCARTNEY & WINGS - LIVE AND LET DIE - 45 ANOS - SENSACIONAL!**********

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"Live and Let Die" foi um dos megasucessos de Paul McCartney e sua banda Wings, composta por Paul em parceria com a mulher Linda McCartney em Londres há 45 anos - para o oitavo filme de James Bond, “Viva e Deixe Morrer”. Após seu lançamento em 1973, a música literalmente explodiu, atingindo o topo das paradas americanas e britânicas, e chegou a ser indicada ao Oscar de melhor canção daquele ano, mas perdeu para "The Way We Were", composta por Marvin Hamlisch, Marilyn Bergman e Alan Bergman para o filme “Nosso Amor de Ontem”.
Certo dia, conversando com o ex-dirigente da Apple Records, Ron Kass, Paul mencionou  a anteriormente velada ambição de compor um tema para um filme de James Bond. Kass disse que conhecia os produtores de Bond, Harry Saltzman e Albert ‘'Cubby” Brocçoli, e que tinha certeza de que que adorariam a ideia de ter um ex-Beatle compondo a música para o próximo filme. Com a conexão devidamente feita, e os produtores mais do que iriteressados pela ideia, McCartney recebeu uma cópia do livro Viva e deixe morrer, que ele leu num sábado em outubro de 1972, antes de começar a terminar a música no dia seguinte. Paul diz ter saboreado a ideia de ter sido contratado para escrever sob encomenda. “Como um compositor que se vê parte como artesão. A ideia é semelhante a ser contratado para construir um móvel para a coleção nacional ou coisa parecida. Tem a coisa do prestígio, sabe? Pelo menos teve para mim”. disse ele. Transformar o título em letra de música foi a parte mais complicada do processo para ele. “Pensava, viva e deixe morrer.... Certo, o que querem dizer mesmo é viva e deixe viver, e aí está o segredo. Então vi as coisas por um ângulo muito óbvio. Simplesmente pensei “quando você era jovem, costumava'dizer isso, mas agora diz aquilo. Assim isso entrou na música facilmente”. A balada brilhantemente envolvente, munida de passagens instrumentais explosivas de ritmo rápido, provaria ser uma das criações mais duradouras de McCartney, mostrando que talvez trabalhasse melhor quando diri­gido ou desafiado ou, como no caso da parceria com Lennon, incitado por uma rivalidade amigável. A música foi rapidamente gravada com o Wings no Morgan Studios, em Willesden, na semana seguinte, com sua orquestração dinâmica mais tarde acrescentada por George Martin em seu estúdio AIR London, na Oxford Circus. Uma vez concluída, Martin viajou para a Jamaica com um acetato de “Live And Let Die” para tocá-la para Saltzman. O produtor do filme ficou impressionado, mas, confundindo a gravação com uma demo, perguntou quem Martin e McCartney convidariam para cantar na versão final. Coube ao diplomático Martin dizer que aquela era a versão final. Linda escreveu o trecho “what’s the matter to ya”, em ritmo de reggae. A canção foi gravada durante as sessões do álbum Red Rose Speedway. Durante o filme, outra versão da música é apresentada, cantada por Brenda Arnau enquanto Bond está em um clube, mas esta não aparece no álbum da trilha sonora. O compacto dos Wings com Live and Let Die / I Lie Around foi lançado em 1 de junho 6 de 1973 no Reino Unido e em 18 de junho 6 nos Estados Unidos.
A primeira cover feita da música foi uma versão big band gravada por Stan Kenton e sua orquestra, em 1973. Os Pretenders também fizeram uma versão da música para o álbum do compositor David Arnold Shaken and Stirred: The David Arnold James Bond Project. A cantora Fergie gravou a canção para um especial da CBS, e uma versão feita pela cantora Duffy foi lançada no álbum de caridade Heroes, em 2009. A então ex-Spice Girls Geri Halliwell, gravou a música para o lançamento de Lift Me Up, 3º single do seu primeiro álbum solo, Schizophonic, em 1999. "Live and Let Die" também foi lançada como segundo single do álbum Use Your Illusion I da banda Guns “n” Roses, tornando-se um hit top 40, chegando a 33 no Chart Hot 100 e também ficou em # 20 no Mainstream Rock.
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O filme “Live and Let Die” de 1973, foi o oitavo da série James Bond e o primeiro estrelado por Roger Moore no papel do agente 007. O filme foi realizado por Guy Hamilton e produzido por Albert Broccoli e Harry Saltzman e é baseado no romance homônimo de Ian Fleming. Em 5 de julho de 1973, Live and Let Die estreou em Londres e obteve mais um recorde na bilheteria, faturando 36 milhões de dólares nos EUA e 161 milhões no resto do mundo.Muitos criticaram a enfase exagerada na comédia. No final, os produtores conseguiram fazer a maior proeza de todas: deram ao mundo um novo 007. A música “Live and Let Die” também aparece nos filmes Shrek III, Grosse Pointe Blank e The In-Laws, bem como em um episódio da série de televisão Life on Mars.

THE BEATLES - GEORGE HARRISON - DON'T BOTHER ME

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"Don't Bother Me" (não me perturbe), foi a estreia oficial do jovem George Harrison, então com 20 anos, como autor de uma canção dos Beatles. O principal guitarrista da banda, conseguiu o mérito de comandar a banda em nada menos que três músicas – “Don’t Bother Me”, dele próprio, o clássico “Roll Over Beethoven”, de Chuck Berry e a menos notada regravação dos Beatles para “Devil In Her Heart” de Richard Drapkin que a gravou com o nome de Ricky Dee.
O álbum “With The Beatles” foi o segundo lançado por eles, em 22 de novembro de 1963. No primeiro, ”Please Please Me”, George aparecia com duas: “Chains” (escrita pela dupla Goffin / King) e “Do You Want To Know a Secret?” de John Lennon e Paul McCartney, além dos seus solos espetaculares e absolutamente matadores como em “I Saw Her Standing There” - faixa que abre o disco e a carreira fonográfica dos Beatles.
Harrison escreveu a música enquanto estava doente e de cama em um quarto de hotel em Bournemouth, Inglaterra. Mais tarde ele diria: "Foi como um exercício para ver se conseguia escrever uma canção. Pelo menos isto me mostrou que tudo que eu precisava era continuar a escrever e então quem sabe eu escreveria algo bom". Os Beatles já tinham gravado duas canções compostas por George Harrison mas não as tinham lançado: "In Spite of All the Danger" (em parceria com Paul McCartney) e "Cry for a Shadow" (em parceria com John Lennon). Ambas só foram lançadas oficialmente em 1995 no álbum duplo Anthology 1O verso que diz: "So go away, leave me alone, don't bother me" - Então vá embora, deixe-me só, não me perturbe - não era comum em canções dos Beatles na época mas esses versos, se tornariam uma das mais marcantes características de George Harrison"Don't Bother Me" mais tarde apareceria na cena da boate no filme "A Hard Day's Night".

quinta-feira, 28 de junho de 2018

THE BEATLES - GOOD NIGHT - 50 ANOS*****

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"Good Night", a faixa escolhida para encerrar o Álbum Branco, foi gravada pelos Beatles, exatamente há 50 anos, no dia 28 de junho de 1968. "Good Night" foi composta por John Lennon e cantada por Ringo Starr, o único Beatle a aparecer na faixa. A música foi fornecida por uma orquestra organizada e conduzida por George Martin que elaborou um arranjo exuberante que incluia: 8 backing vocals12 violinos, três violas, três violoncelos, três flautas, clarinete, trompa, vibrafone, contrabaixo e harpa. John Lennon escreveu a música como uma canção de ninar para Julian, então com cinco anos. Lennon diz ter querido que a música parecesse como um número de produção de Hollywood. Ringo tornou-se o terceiro membro do grupo (depois de Paul McCartney e George Harrison) a gravar uma canção creditada ao grupo sem os outros membros atuando (Lennon foi o quarto com "Julia"). A música termina com Ringo sussurrando as palavras: "Boa noite... Boa noite, todos... Todo mundo, em todos os lugares... Boa noite"
De lá para cá, nesses 50 anos, "Good Night" foi regravada dezenas de vezes pelos mais variados artistas, incluindo Jarvis Cocker, Pedro Aznar, Carpenters, Ramsey Lewis, Kenny Loggins, Linda Ronstadt, Cyril Stapleton, The Manhattan Transfer, Matthew Sweet e o baterista dos Monkees Micky Dolenz e Vera Lynn do "Forces Sweetheart" , que a lançou como single. Barbra Streisand gravou em 1969 para o álbum What About Today? Também foi escolhida pela banda britânica Coldplay para tocar depois que a banda deixou o palco em concertos em sua turnê Twisted Logic Tour. "Todo mundo, em todos os lugares... Boa noite".

THAT'S MY LIFE - A HISTÓRIA DE ALFRED LENNON

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O pai de John Lennon, Alfred, nasceu em Liverpool em 14 de dezembro de 1912. Após a morte de seu pai Jack de doença hepática em 1921, Alfred, com nove anos de idade, foi colocado na Escola Bluecoat para órfãos, onde permaneceu até os quinze anos. Ao sair, conseguiu um emprego como auxiliar de escritório, e foi durante este período que ele conheceu Julia Stanley - 14 anos de idade na época - em Sefton Park. Poucos anos depois, contra a vontade da família de Julia (o pai e a irmã Mimi), eles se casaram 3 de dezembro de 1938. Trabalhando na Marinha Mercante, Alfred passava pouco tempo em casa e vivia em longas viagens pelo Mediterrâneo, Norte da África e das Índias Ocidentais e a família de Julia cobrava-lhe que deveria ter um emprego fixo em terra firme junto à família. Durante um curto período, Alfred tentou arrumar alguma coisa mas não conseguiu e voltou para o mar. Julia estava grávida. John Winston Lennon nasceu em 9 de outubro de 1940, na enfermaria do segundo andar do Hospital Maternidade Oxford Street, em Liverpool. Alf só viu o filho pela primeira vez em novembro, quando ele apareceu depois de trabalhar como marinheiro no transporte de tropas durante a Segunda Guerra MundialDurante seus períodos de ausência, sempre enviava parte do seu pagamento para ajudar Julia que morava com seu filho em Newcastle (casa da família Stanley). Alf, ocasionalmente, voltava para Liverpool, mas não para ficar por muito tempo quando embarcava de novo. Essa ajuda parou quando Alf desapareceu sem licença em 1943. Nem Julia nem a Marinha Mercante sabiam do seu paradeiro. Julia, por sua vez, começou a sair para se divertir nas noites e conheceu um soldado galês chamado "Taffy" Williams. Alf se culpou por isso, pois, em suas cartas, dizia a ela que havia uma guerra e devia sair e se divertir. Julia seguiu o seu conselho. Ficou grávida de Williams no final de 1944.
Quando Alf finalmente apareceu em casa em 13 de janeiro de 1945, ele se ofereceu para cuidar de Julia, do seu filho e do bebê que estava esperando, mas Julia rejeitou a ideia. Alf levou John para a casa de seu irmão Sydney, num subúrbio de Liverpool - Maghull, poucos meses antes do nascimento da criança de Julia. A menina, Victoria, foi posteriormente doada para adoção (depois de intensa pressão do pai de Julia e da família) para uma família norueguesa. Então, Julia conheceu Bobby Dykins e foi viver com ele, mas depois de uma considerável pressão de Mimi - que por duas vezes há havia contatado o Serviço Social de Liverpool querendo a guarda de John, que dormia na mesma cama onde ela e o amante transavam. Julia relutantemente entregou o cuidado de seu filho a MimiEm julho de 1946, Alf visitou a casa de Mimi em Menlove Avenue e levou seu filho para Blackpool para umas ‘longas férias’ mas secretamente sua intenção era fugir para a Nova Zelândia com ele. Julia e Dykins descobriram e foram para Blackpool, e depois de uma discussão acalorada, Alf fez o menino de cinco anos, escolher entre Julia ou ele. John escolheu Alf (duas vezes) e, em seguida, Julia foi embora, mas no final, John chorando, a seguiu. Alf perdeu contato com a família até a eclosão dos Beatles, quando ele e John se encontraram novamente.
Em 1958, quando Alf estava trabalhando com Charlie Lennon no Restaurante Celeiro, em Solihull, seu irmão Sydney lhe enviou um recorte de jornal do Liverpool Echo relatando que Julia tinha morrido. Alf entristecido deixou Solihull e mudou-se para Londres. Ele não fez nenhuma tentativa real para entrar em contato John novamente até a explosão da Beatlemania (alegando que ele não sabia que ele era dos Beatles). Ele estava trabalhando como carregador de cozinha no Hotel Greyhound em Hampton, sul de Londres, quando alguém apontou uma fotografia de John Lennon em um jornal e perguntou se havia alguma relação entre eles. Quando os Beatles estavam filmando uma cena de “A Hard Day’s Night” no Teatro Scala, no Soho, em abril de 1964, Alf entrou no escritório de Brian Epstein na NEMS em Argyle Street com um jornalista. "Eu sou o pai de John Lennon", explicou à recepcionista. Quando Epstein foi informado, "entrou em pânico", e imediatamente enviou um carro para levar John até o escritório da NEMS. Alf foi mal vestido, cabelo grisalho despenteado, aparência péssima. Ele estendeu a mão para John, mas John não retribuiu, dizendo: "O que você quer?". Alf respondeu: "Você não pode virar as costas para sua família, não importa o que eles fizeram". A conversa não durou muito tempo, com John logo ordenando que Alf e o jornalista fossem retirados do escritório. Poucas semanas depois, a esposa de John, Cynthia abriu a porta em Kenwood (sua casa em Weybridge) para um homem que "parecia um vagabundo", mas, de forma alarmante, tinha o mesmo rosto de John. Cynthia convidou Alf, e deu-lhe chá e biscoitos até John chegar em casa. Enquanto esperavam, Cynthia se ofereceu para cortar o cabelo e acertar as costeletas de Alf, o que ele permitiu que ela fizesse. Depois de esperar por um par de horas, Alf foi embora. John ficou muito irritado quando soube de sua visita. Mais tarde, ele cedeu um pouco. Alf foi contatado e poderia aparecer de vez em quando.
As festas de fim-de-ano de 1965 de John Lennon, foram levemente arruinadas pela reaparição de seu pai, Alf (agora Freddie) Lennon. O pai do cantor Tom Jones o tinha encontrado lavando pratos num restaurante em Shepperton, Surrey, e um dos membros da equipe empresarial de Jones, Tony Cartwright, tinha feito contato com o objetivo de gravar um disco inovador. Eles conseguiram um contrato de gravação com a Piccadilly (com distribuição pela Pye) e um acordo de lançamento com a Leeds Music. Cartwright começou a compor uma “música” baseada nas memórias de Freddie. O resultado, produzido em Twickenham por John Schroeder (coautor do hit de Helen Shapiro “Walking Back to Happiness” e líder do grupo instrumental comercial Sounds Orchestral), foi uma nauseante declamação intitulada "That's My Life (My Love e My Home)”, repleta de ondas quebrando e vozes de coral sobre as quais Freddie recitava chavões sobre os altos e baixos de sua vida. A faixa, lançada em 31 de dezembro de 1965, começou a ser muito tocada nas rádios por causa do nome de Lennon. Animado pela fama recém-conquistada, Freddie decidiu fazer uma visita ao filho que abandonara tanto tempo antes, na casa dele em Weybridge. O final da história não foi feliz. “Era a segunda vez que eu o via na vida”, John revelou mais tarde. "Mostrei a ele onde ficava a porta. Eu não ia deixá-lo ficar lá em casa”. Irritado pelo fato de o pai estar aparentemente explorando o nome da família, John pediu a Brian Epstein para mexer seus pauzinhos e usar seu poder para enterrar o disco. Epstein queria que a Pye o recolhesse e finalizasse a campanha de pu­blicidade. Cartwright e Freddie foram recompensados de modo discreto por sua perda potencial (provavelmente com fundos fornecidos por John) com a quantia de 8 mil libras. A Pye foi recompensada por cooperar e tirar o disco de circulação com a permissão para usar a música “Michelle”, de Lennon e McCartney, com um grupo chamado Overlanders, que o selo estava gravando sem sucesso desde 1963. A versão chegaria ao topo das paradas britânicas em janeiro e seria o único hit do grupo. Em 1966, Freddie Lennon tentou novamente, e gravou mais três singles que também não venderam nada.Resultado de imagem para FREDDIE LENNON
Três anos depois do primeiro encontro com John no escritório da NEMS, Alf apareceu novamente em Kenwood, com sua noiva Pauline Jones, uma garota de 18 anos, ele estava com 56. Alf perguntou a John se ele poderia dar a Pauline um trabalho, de modo que ela foi contratada para ajudar a cuidar de Julian Lennon e também das pilhas de cartas de fãs. Pauline passou alguns meses morando em Kenwood no quarto do sótão. Alf e Pauline se mudaram para um apartamento em Patcham (um subúrbio de Brighton) e tiveram dois filhos: Henry David Lennon e Robin Francis LennonJá no final da vida, Alf escreveu um manuscrito detalhando a história de sua vida que ele deixou para John. Foi sua tentativa de te tentar preencher os anos perdidos quando ele não tinha estado em contato com o seu filho e explicar que foi Julia, e não ele, que havia acabado seu casamento. Em 1976, Alfred foi diagnosticado com câncer de estômago. Pauline procurou John via Apple Corps para se certificar de que ele sabia que seu pai estava morrendo. John enviou um grande buquê de flores para o hospital e ligou para Alf em seu leito de morte, pedindo desculpas por seu comportamento no passado. Alfred Lennon morreu em 1 de abril de 1976. Em 1990, Pauline publicou um livro chamado "Daddy, Come Home", detalhando sua vida com Alf e seus encontros com John. Pauline se casou novamente, e agora é conhecida como Pauline Stone.

WINGS - VENUS AND MARS - ROCKSHOW E JET - DEMAIS!*****

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28/06/ 1976 - Há 42 anos, o álbum "VENUS AND MARS", de Paul McCartney e seus Wings, alcança o 1º lugar na Inglaterra. 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

THE BEATLES - ALL YOU NEED IS LOVE - SENSACIONAL!*****

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Cheios de energia criativa depois de terminar Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, os Beatles voltaram direto ao trabalho. Quando foram convidados para participar do programa de TV Our World - um programa de duas horas com artistas internacionais que seria transmitido para 24 países, especialmente no dia 25 de junho de 1967, decidiram criar uma nova faixa elabo­rada e orquestrada, “All You Need Is Love”. “Brian Epstein, o empresário, entrou, de re­pente e contou que iríamos representar a Grã-Bretanha em um encontro mundial”, disse George Martin. “Tínhamos menos de duas semanas para acertar tudo.” Lennon enca­rou o pedido de última hora sem muito espanto: “Oh, Deus, tão perto assim?”, disse ele uns poucos dias antes da trans­missão. “Acho que seria melhor compormos algo.” Os Beatles elaboraram uma faixa base no estúdio (que in­cluia Harrison tocando violino pela primeira vez e Lennon no cravo), mas cantaram ao vivo no programa, acompanha­dos por uma orquestra e um coral que incluia Mick Jagger, Keith Richards, Marianne Faithfull, Donovan, Keith Moon e outros tantos. O solo de guitarra de Harrison também foi feito ao vivo; ele pintou sua Stratocaster com cores psicodélicas especialmente para a ocasião. O arranjo de Martin refletiu o espírito internacional do evento: a introdução era um trecho de “La Marseillaise”, o hino nacional francês, enquanto o final in­cluía pedaços de “Concerto de Brandenburgo 2”, de Bach, “Greensleeves”, “In the Mood”, de Glenn Miller - e até um refrão improvisado de “She Loves You”. A parte principal era enganadoramente simples. “John ti­nha uma coisa incrível com seu ritmo”, Harrison contou à Rolling Stone. “All You Need Is Love’ meio que pula batidas e muda de 3/4 para 4/4 o tempo todo, saindo e entrando de cada um.” Os versos provaram ser um desafio para McCartney. “O refrão é simples, mas o verso “Nothing you can do/ But you can learn how to be you in time/It’s easy” – (“Na­da que você possafazer/Mas você pode aprender a como ser você a tempo/É fácil) é bem complexo”, disse ele. “Eu nun­ca o entendi de verdade.” “All You Need Is Love” foi a primeira música de Lennon com um título que parece publicitário (como “Come Together”, “Give Peace a Chance” e “Power to the People”, que viriam mais tar­de). “Gosto de slogans”, ele disse. “Gosto de propaganda. Amo televisão.”
 
Quem quiser confere aqui a postagem "THE BEATLES - ALL WE NEED IS LOVE..." de 2017, com um "textinho" bem legal do livro de Geoff Emmerick "Minha Vida Gravando os Beatles".

sábado, 23 de junho de 2018

THE BEATLES - BOYS - SENSACIONAL!*****

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"Boys" foi escrita por Luther Dixon e Wes Farrell e originalmente gravada por The Shirelles, lançada como lado B de seu single "Will You Love Me Tomorrow" em novembro de 1960. Foi regravada pelos Beatles e incluída no seu primeiro álbum lançado no Reino Unido, Please Please Me, em março de 1963. A versão dos Beatles foi gravada nos estúdios da EMI em Abbey Road, no dia 11 de fevereiro de 1963, em uma única tomada. Foi o primeiro vocal de Ringo com a banda e a primeira vez que muitos fãs ouviram Ringo conduzindo o vocal principal. Esta versão tem muitas semelhanças com o sucesso de Ray Charles "What'd I Say", particularmente durante os versos do coro. Os Beatles não se preocuparam com possíveis caminhos homossexuais que acompanham o vocal de uma canção sobre meninos, cantada antes por meninas, embora alterem os pronomes de gênero empregados na versão das Shirelles ("Minha garota diz quando beijo seus lábios ..."). "Boys" sempre foi o número de Ringo nos Beatles durante os dias do Cavern Club. Uma versão ao vivo da música foi incluída no álbum The Beatles At The Hollywood Bowl, lançado pela primeira vez em 1977. Com os Beatles, "Boys" era fatal e exercia o efeito desejado com as garotas chamando a atenção para Ringo, no que ficou convencionado de ser chamado pelos outros de "Starr Time" (A Hora de Ringo), que logo deu lugar para "I Wanna Be Your Man".

sexta-feira, 22 de junho de 2018

PAUL McCARTNEY - CHOBA B CCCP - O ÁLBUM RUSSO

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E ainda em clima de copa na Rússia, a gente confere novamente a postagem sobre o excelente "CHOBA B CCCP", o álbum russo, lançado por Paul McCartney originalmente em 1988.
Assim como John Lennon fez em seu ábum “Rock’n’Roll”, de 1975, Paul McCartney também tinha um antigo projeto de gravar um álbum com velhos sucessos que marcaram sua juventude. Conhecido como o ‘álbum russo’, “CHOBA B CCCP” (pronuncia-se Snova Vess-ESS-ESS-er), que nada mais é que "Back in the USSR" em russo, é um álbum de covers, gravado em dois dias, em que Paul passa por canções de seus ídolos Little Richard, Elvis, Fats Domino e outros dos primórdios do rock. São 13 faixas de pura energia interpretadas com brilhantismo por McCartney, como Lucille, Summertime (espetacular!) e Kansas City. O disco foi um dos primeiros vinis de música pop prensados pela gravadora estatal Melodiya, e as 400 mil cópias se esgotaram rapidamente, disputadas por ávidos beatlemaníacos soviéticos e também por colecionadores estrangeiros. No Ocidente, o álbum só sairia após a URSS acabar. “CHOBA B CCCP” foi o primeiro disco de um artista ocidental a sair em um país comunista, liderando as paradas de lá, e sendo lançado no resto do mundo apenas em 1991.
O álbum inclui o encarte todo em russo, a partir do texto original por Roy Carr da New Musical Express. A capa foi desenhada por Michael Ross e mostra uma fotografia de Paul em uma estrela vermelha, símbolo da URSS. Essa foto foi tirada por Linda McCartney em 1971.
“CHOBA B CCCP”, foi como um presente para os fãs soviéticos que, em geral, não conseguiram obter suas gravações legítimas, muitas vezes tendo de se contentar com cópias; para eles houve uma mudança, ter um álbum que as pessoas de outros países não seriam capazes de obter. Assim, o álbum de Paul McCartney nunca foi vendido fora da URSS. Após o colapso da União Soviética, o 'Chobba' recebeu um lançamento mundial, em 1991, atingindo #63 no Reino Unido e #109 Nos EUA.  para o início da década de 1990, esse álbum tem seu charme e importância fundamental.

COPA DO MÉXICO 1970 - PRA FRENTE BRASIL

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Resultado de imagem para Pelé  – World Cup 1970
Mesmo quem não gosta de futebol, há de concordar que relembrar da copa de 1970, é lembrar da fantástica campanha feita pela seleção brasileira, com gols fantásticos que entraram para a história. E é quase impossível lembrar dessa copa, sem também lembrar da entusiasmada e ufanista música que encantou todos os brasileiros e todo mundo sabia a letra na ponta da língua. A canção "Pra frente Brasil" foi composta por Miguel Gustavo para inspirar a seleção brasileira na Copa do Mundo FIFA de 1970. Foi cantada pelo país inteiro na euforia gerada pela primeira transmissão ao vivo de uma Copa, e tornou-se hino desta edição para os brasileiros. Sua origem deve-se a um concurso (com premiação de dez mil cruzeiros), organizado pelos patrocinadores das transmissões dos jogos da Copa. Ricardo Cravo Albin afirma que o concurso fora patrocinado por uma cervejaria, enquanto Nara Damante diz que o concurso tinha o patrocínio das anunciantes Esso, Souza Cruz e Gillette, em parceira com a Rede Globo. Segundo o compositor e trombonista Raul de Souza, em entrevista ao Jornal do Brasil em 2002, a melodia é de sua autoria, tendo Miguel Gustavo apenas escrito a letra. Ainda segundo Raul, o hino foi gravado em um estúdio do Bairro Peixoto com a orquestra da Rádio Globo.

JESSE ED DAVIS - PROFISSÃO: GUITARRISTA

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Jesse Edwin Davis nasceu em 21 de setembro de 1944 e morreu no dia 22 de junho de 1988, vítima de uma overdose. Durante os anos 60 e 70, Davis foi um dos guitarristas de estúdio mais requisitados por grandes astros do rock, como George Harrison, de quem era amigo pessoal. Conhecido como "O índio", Davis começou sua carreira musical no final dos anos 1950 em Oklahoma e cidades vizinhas, junto com John Ware (mais tarde baterista de Emmylou Harris), John Selk (mais tarde baixista de Donovan), Jerry Fisher (mais tarde vocalista do Blood, Sweat & Tears), Mike Boyle, Chris Frederickson, e o baterista Bill MaxwellO período que Davis passou com Taj Mahal foi o mais perto que chegou de estar em uma banda por tempo integral. Depois do álbum "Giant Step" de Taj Mahal de 1969, Davis foi trabalhar para David Cassidy, Albert King e Willie Nelson. Em 1970, tocou e produziu um album para Roger Tillison.
"O índio" gravou seu primeiro disco solo pela Atco Records. Assinou um contrato para dois álbuns. O resultado foi o álbum “Jesse Davis” de 1971, que contou com vocais de Gram Parsons e participações de Leon Russell e Eric Clapton, entre outros. Ainda em 1971, Davis produziu e tocou no álbum solo de Gene Clark. Mais dois discos solo se seguiram, “Ululu”, de 1972 e “Keep Me Comin", de1973.

Jesse Ed Davis trabalhou como guitarrista em discos de John Lennon, Ringo Starr, Eric Clapton, Leonard Cohen, Keith Moon, Jackson Browne (Davis tocou o solo de guitarra em Doctor My Eyes), Steve Miller, Harry Nilsson e Van Dyke Parks, e foi o guitarrista, convidado especial, por George Harrison, para seu Concerto por Bangladesh, em agosto de 1971 no Madison Square Garden.
Nos anos 80, Davis desapareceu do mundo da música, e começou a se entupir de álcool e drogas pesadas. Ainda assim, tocava na banda Grafite, que contava com a poesia do americano ativista John Trudell.
Em 22 de junho de 1988 Jesse Ed Davis sofreu um colapso e morreu na California. Na autópsia, foram detectadas vários tipos de drogas. Mas sua morte foi atribuída a uma overdose de heroína. Ele estava com 43 anos.