quarta-feira, 8 de novembro de 2017

THE BEATLES CHRISTMAS RECORDS - BOX

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Os singles de Natal que os Beatles enviavam somente aos membros do seu fã-clube oficial, entre 1963 e 1969, serão reeditados. Estas gravações, lançadas originalmente em flexi-disc e enviadas somente aos fãs a cada mês de dezembro, farão parte de uma nova boxset que incluirá não só cada uma destas mensagens em discos de sete polegadas, como também um livro com anotações e reproduções das newsletters. A caixa, intitulada The Christmas Records, estará disponível a partir do dia 15 de dezembro e custa em média 70 dólares.

Não deixe de conferir de jeito nenhum AS MENSAGENS DE NATAL DOS BEATLES

EU ODEIO...

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terça-feira, 7 de novembro de 2017

GEORGE HARRISON - NORTH AMERICAN TOUR - 1974

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No início de 1974, George Harrison anunciou que planejava fazer uma turnê pela América no outono. Como o próprio já antecipara, a notícia encontrou grande apoio do público, ávido por rever o ex-Beatle três anos depois do Concerto para Bangladesh. No entanto, a visão cintilante em sua mente não conseguiu ser traduzida para o mundo real. Seu primeiro passo em falso foi esperar demais para escrever e gravar o material. Chegou a dar um título para o álbum, ‘Dark Horse’, mas desenvolveu uma terrível laringite quando ia começar a gravar as músicas e não conseguiria um tempo para recuperar a voz. Comprometido com um itinerário de concertos por sete semanas para os quais não estava preparado, partiu para os Estados Unidos sem o álbum completo. Agravou ainda mais sua condição nos ensaios e, quando a turnê começou, a qualidade de sua voz já era péssima e diminuia ainda mais, a cada performance. Pior, a reação à justaposição de música indiana e a ocidental não foi tão calorosa quanto esperava. Seus apelos em relação a Krishna deixaram muitos na audiência se sentindo dogmatizados quando foram para ser entretidos.Críticos começaram a se referir à turnê de George e amigos como a turnê “Dark Hoarse” (O rouco negro) e compararam sua voz às “noites boas e ruins” de Bob Dylan. George estivera em alguns dos concertos tumultuados de Bob Dylan no Reino Unido em 1966, quando a plateia o vaiou e gritou “Judas!” ao vê-lo entrando no palco com uma guitarra e uma banda de apoio, ao invés de seu violão. Dylan, determinado a seguir sua própria vontade e deixar as coisas acontecerem, simplesmente se dirigiu à banda e disse: “Toquem mais alto!”. Harrison não era menos determinado a se manter verdadeiro consigo mesmo. Se ele recuasse diante das críticas, o que isso diria de seu comprometimento com suas crenças? Então ele pedia à multidão que cantasse “Hare Hare” e “Krishna! Cristo! Krishna! Cristo!” e os criticava quando não respondiam com entusiasmo suficiente. “Eu não sei o que estão pensando, mas daqui de cima vocês parecem bem mortos". Para outra audiência apática, ele salientou: “Eu não estou aqui em cima pulando como um louco para meu próprio bem, mas para dizer que o Senhor está em seus corações. Alguém tem de lhes dizer isso”. Determinado a se distanciar do legado dos Beatles, resistiu a incluir músicas dos Beatles no show e, quando finalmente cedeu para agradar o público, ele mudou as letras. Em um cover da música de John Lennon, “In My Life”, ele cantou que “amava mais Deus”; e sua guitarra não chorava gentilmente, ela “sorria”. Mesmo quando grandes porções da plateia começavam a ir embora, ele continuava usando o palco como um púlpito. Terminava cada show com os mesmos dizeres: “Toda a glória para Sri Krishna!”.Resultado de imagem para George Harrison-US Tour 1974
Já não estando com boa saúde desde o começo da turnê, Harrison esgotava sua força física e mental a cada semana que passava. Quando retornou a Friar Park no fim da turnê, ele andava como se fosse um zumbi pelos jardins. “Isso foi o mais próximo que cheguei de um colapso nervoso. Eu não conseguia nem entrar na casa". Ainda assim, estava satisfeito pela turnê ter representado alguma forma de vitória. Apesar das críticas negativas e seus vocais abaixo do padrão, apesar de quase ter sofrido um colapso, centenas de milhares de pessoas haviam sido expostas à música indiana e à consciência de Krishna. O que o desapontou foram os tipos de pessoas que compareceram aos shows. Cada dia era uma jornada espiritual; ele pode ter falhado, mas fez um esforço consciente para amar Deus, seu povo e seu mundo. Os “fãs” que haviam ido ver George não possuíam objetivos tão nobres. “Eu poderia entrar no palco e ficar chapado, porque havia muitos baseados rolando. Eu só pensava: ‘Eu realmente tenho algo em comum com todas essas pessoas?".Resultado de imagem para George Harrison-US Tour 1974
No começo da turnê, enquanto falava com a imprensa em Los Angeles, ele havia descrito a empreitada como um teste. Disse que ou ficaria “extasiadamente feliz” quando terminasse e faria uma turnê no mundo todo, ou voltaria novamente para sua “caverna” por cinco anos. No fim das contas, a volta à caverna se estendeu por 17 anos.Um ponto luminoso nesse ano problemático fora Olivia Trinidad Arias. Nascida na Cidade do México em 1948, ela havia se mudado para a Califórnia com sua família. Trabalhando como secretária na A&M Records em 1974, foi contratada para o escritório em Los Angeles do novo selo de George, Dark Horse Records. Primeiro por telefone, depois pessoalmente, George a achou encantadora e animada. Ele gostava tanto de sua companhia que se certificou de que ela o acompanhasse na tumê, e o relacionamento dos dois floresceu. Depois do fim da excursão, ela viajou com ele de férias para o Havaí, e de lá se mudou para Friar Park. Até o fim.

E agora, pela primeira vez aqui nesse Baú, a gente confere um vídeo da excursão com alta resolução. Hare Krishna!

PAUL McCARTNEY - MY BRAVE FACE - SENSACIONAL!

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

JOHN LENNON - REMEMBER

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"Remember" é a 1ª canção do lado B do primeiro álbum solo de John Lennon, "Plastic Ono Band" lançado em 11 de dezembro de 1970. A canção foi influenciada pelas primeiras sessões da terapia do grito primal com o Dr. Arthur Janov, e a letra reflete coisas normalmente lembradas durante as sessões com o médico. As memórias são descritas como desagradáveis, conflitos com a autoridade da família e os colegas. Lennon emprega sua sagacidade, mencionando como "o herói nunca foi pendurado, sempre fugiu", e os pais "desejando o estrelato do cinema, sempre desempenhando um papel", em vez de serem honestos e abertos. No final da música, Lennon canta "Lembre-se, lembre-se, do 5 de novembro", segue-se uma explosão. Esta é uma referência à "Noite de Guy Fawkes"*, um feriado na Inglaterra comemorado com bombas e fogos de artifício. Em uma entrevista com Jann Wenner, Lennon disse que isso era parte de um longo improviso e que, mais tarde, decidiu que o último verso deveria ser o ápice da canção. Da gravação, participaram John Lennon (vocais, harmonias e piano), Klaus Voorman (baixo) e Ringo Starr (bateria).

*A noite de Guy Fawkes refere-se ao episódio em que o soldado católico inglês Guy Fawkes, membro da chamada "conspiração da pólvora", tentou explodir o Parlamento Inglês e matar o rei protestante Jaime I da Inglaterra, na noite do dia 5 de novembro de 1605. Contudo, seu grupo foi descoberto e Fawkes e seus companheiros foram torturados durante quatro dias na Torre de Londres antes de serem executados na forca, seguindo-se o arrastamento dos cadáveres pelas ruas e esquartejamento dos corpos. A data foi instituída na Inglaterra como uma festividade pela sobrevivência do rei que é chamada de Bonfire Night, normalmente com a presença de fogos de artifício e de uma grande fogueira. Entretanto, com o passar do tempo acabou virando uma festa de humilhação de Fawkes, com sua máscara sendo queimada nas fogueiras.

THE BEATLES - SHE'S A WOMAN, YEAH!

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She's a Woman é uma música dos Beatles, escrita por Lennon/McCartney e gravada em 8 de outubro de 1964. Foi lançada como lado B do single que trazia I Feel Fine como lado A. A música foi incluída mais tarde nos álbuns Past Masters Volume One e Anthology 2. O single chegou ao número 4 na Billboard Hot 100 em novembro de 1964. Curiosamente, She's A Woman seria a única música da banda não lançada no Brasil durante todo o período em que estiveram na ativa. A EMI/Odeon corrigiria o equívoco somente em 1977, quando finalmente resolveu editar este compacto. As duas canções foram gravadas nas mesmas sessões do álbum Beatles For Sale mas nenhuma das duas foi incluída nele. Embora fosse creditada à dupla Lennon/McCartney, She's a Woman foi escrita principalmente por Paul. Foi a primeira canção dos Beatles a conter uma referência velada às drogas, na frase "turns me on when I get lonely (me deixa ligado quando fico sozinho). Segundo John Lennon, eles ficaram bastante excitados por terem conseguido inserir a frase na música e por ela ter passado pela censura das rádios e da televisão.Resultado de imagem para she's a Woman - The Beatles
She's a Woman foi uma influência direta na música de Bob Dylan "Obviously 5 Believers" do seu álbum de 1966 Blonde on Blonde. Nos Estados Unidos, a música foi lançada no álbum da Capitol "Beatles '65". Uma versão em estereo pode ser encontrada no álbum Past Masters, Volume 1. Há também uma outra versão estereo que soa a mesma coisa, mas com uma contagem feita por McCartney que aparece na box de EPs. She's a Woman também aparece sendo tocada em um gravador na cena do campo de batalha no filme Help!. No Reino Unido, a primeira vez que She's a Woman apareceu em um álbum foi em 1978 no LP Rarities. Os Beatles incluiram a canção em seus shows em 1965. Versões gravadas ao vivo da música também podem ser encontradas nos álbuns Live at the Hollywood Bowl e Live at the BBC. Também uma versão ao vivo gravada em Tóquio, em 1966, aparece no Anthology 2.Resultado de imagem para paul mccartney screaming
“She’s A Woman foi concebida por Paul nas ruas de St. Johns Wood em 8 de outubro de 1964 e foi finalizada no estúdio no mesmo dia, com Paul cantando-a de modo estridente, emulando Little Richard. “Preci­s´svamos de um rock cheio de gritos para os shows”, diz Paul. “Era sempre bom caso você precisasse de alguma coisa para encerrar ou se houvesse um momento tedioso.” Nos primeiros takes, Paul improvisou muito. O take 7, por exemplo, durou quase seis minutos e meio e continha muitos gritos e impro­visos. No final, pode-se ouvir Paul dizendo “temos aqui uma canção e uma música instrumental!”. A canção também trazia uma das rimas mais forçadas do songbook dos Beatles, em que “give me presents” rima com “she’s no peasant” (camponesa)." Steve Turner

domingo, 5 de novembro de 2017

JOHN LENNON - LIFE BEGINS AT 40 - A Vida Começa Aos 40

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Escrita para Ringo Starr, e dada a ele em uma fita cassete em seu último encontro, Life Begins at 40 foi composta e gravada por John Lennon em sua casa no edifício Dakota no verão de 1980. Lennon concordou em contribuir com algumas músicas para o próximo álbum de Ringo, originalmente intitulado Can’t Fight Lightning, mas lançado em 1981 como Stop And Smell The Roses. No entanto, após a morte de Lennon em dezembro de 1980, Ringo foi incapaz de gravar as músicas do amigo assassinado.
Life Begins At 40 foi um presente de aniversário conjunto para tanto para Ringo quanto para o próprio John, que fizeram 40 anos em julho e outubro de 1980, respectivamente. Gravado em um estilo country discreto com uma caixa de bateria e um suporte de guitarra, a demonstração inicial recebeu uma introdução falada que já dizia a que veio:
"Life Begins At 40" foi protegida por direitos autorais em 1985, e foi lançada na caixa de 1998 - John Lennon Anthology.

sábado, 4 de novembro de 2017

THE BEATLES - EVERYBODY'S TRYING TO BE MY BABY - SENSACIONAL!

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Com um belo vocal de George Harrison e um show de guitarras, Everybody's Trying To Be My Baby foi escolhida como a faixa de encerramento do álbum Beatles For Sale, quarto álbum do grupo, em outubro de 1965. A música, de autoria de Carl Perkins, foi originalmente gravada por ele em 1957.
Os Beatles gravaram duas outras canções de Perkins para a EMI - Honey Don't e Matchbox, ambas cantadas por Ringo Starr. Eles também tocaram várias de suas músicas ao vivo: Lennon cantou Tennessee, Bopping The Blues, Blue Suede Shoes e versões iniciais de Honey Don’t, McCartney cantou Sure To Fall (In Love With You) e fez dueto com com Lennon em Lend Me Your Comb. George Harrison, entretanto, era indiscutivelmente o maior fã de Perkins no grupo. Ele cantou Your True Love e Glad All Over, além de Everybody's Trying To Be My Baby. Além disso, durante a primeira turnê dos Beatles na Escócia em 1960, como banda de apoio para Johnny Gentle, todos decidiram adotar pseudônimos. George tornou-se brevemente conhecido como Carl Harrison. Os Beatles gravaram Everybody's Trying To Be My Baby para o programa de rádio da BBC Saturday Club em novembro de 1964. Esta versão pode ser ouvida no Live At The BBC. Eles também a gravaram em junho de 1963 para o programa Pop Go The Beatles. A música voltou a ser tocada ao vivo por eles em 1965, após o lançamento do Beatles For Sale. Uma versão ao vivo, gravada no Shea Stadium em 15 de agosto foi incluída no Anthology 2. Para o álbum, os Beatles gravaram Everybody's Trying To Be My Baby em uma única tomada em 18 de outubro de 1964. A gravação continha uma grande quantidade de ecos nos vocais de Harrison, que foram rastreados duas vezes para torná-los ainda mais completos. Para isso, os engenheiros da Abbey Road usaram uma técnica chamada STEED: eco de fita única e atraso de eco. Os Beatles inseriram uma pequena pausa entre as linhas no primeiro verso, um arranjo emprestado da gravação original de Perkins em Blue Suede Shoes. O final falso, entretanto, foi invenção do próprio grupo. Genial, sensacional!!!

NANCY SINATRA - THESE BOOTS ARE MADE FOR WALKIN'

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Aproveitando que "These Boots Are Made for Walkin", está no ar em comercial que não lembro de quem, a gente confere novamente a postagem bacana com Nancy Sinatra, publicada aqui originalmente em 2 de julho de 2012. Abração para o amigo Humberto Garcia, aquele de "O Paralelepípedo". Valeu!Resultado de imagem para NANCY SINATRA - THESE BOOTS ARE MADE FOR WALKING
Nancy Sandra Sinatra é a filha mais velha do famoso Frank Sinatra - "A VOZ" - com sua primeira mulher Nancy Barbato. Nasceu em Jersey City, em 8 de junho de 1940. Seu único e maior sucesso como cantora foi o hit "These Boots Are Made for Walkin", lançada na metade dos anos 60, que se tornou meio que um hino do movimento feminista que começava a florescer. Outra das canções que gravou, "Bang Bang" (originalmente gravada por Cher) fez parte da trilha sonora do filme Kill Bill de Quentin Tarantino em 2003. Em 1967 gravou a música tema do quinto filme de James Bond "You Only Live Twice", estrelado por Sean Connery no papel de 007.
Nancy Sinatra começou sua carreira como cantora e atriz no começo dos anos 60, mas obteve sucesso apenas na Europa e no Japão. Porém, em fevereiro de 1966, ela emplacou um mega hit número um nas paradas musicais com "These boots are made for walking", que exibiu sua sensualidade mas com estilo de boa menina, que a popularizou e a fez sinônimo de go-go boots. O clip da canção mostrou uma cabeluda Sinatra e seis belas garotas em tops de lã, go go boots e minissaias, e é considerado um clássico exemplo de moda sessentista. A canção foi feita por Lee Hazlewood, que escreveu e produziu a maioria de suas canções e cantou com ela em vários duetos, inclusive no importante e cult Some velvet morning.

Entre 1966 e 1967, sozinha, Nancy Sinatra emplacou com 13 canções, todas tendo Billy Strange como produtor e arranjador. Em 1967, ela se uniu ao seu pai para o seu segundo número-um, Something stupid. Embora de certa forma limitada, sua voz possui uma singularidade expressiva e irônica, no estilo clássico moderno (?). Em 1968, atuou com Elvis Presley no filme Speedway (O Bacana do Volante). Em 1995, aos 55 anos, Nancy Sinatra foi capa da Playboy, aparecendo toda nua.
Em 2004, desfrutou de um certo sucesso com um álbum marcando o retorno à sua carreira e uma turnê internacional. Nancy atualmente está no selo "Sanctuary/Attack Records". Em 2005 saiu em turnê com Clem Burke, conhecido como Elvis Ramone, ex-baterista do Blondie e provisório baterista dos Ramones. A música "These boots are made for walking", consta na trilha sonora do filme "Full Metal Jacket" de Stanley Kubrick e também está no álbum Killing is my business... and business is good! da Banda de Thrash Metal Megadeth, como These Boots. Esta música também foi cantada na turné de Siouxsie Sioux, lançada em DVD sob o título de Finale em 2009. Em 2009, foi lançada uma versão da música no álbum Femina de Legendary Tigerman com a interpretação da atriz Maria de Medeiros. Casou-se duas vezes: com o ídolo juvenil Tommy Sands entre 1960 e 1965 e com Hugh Lambert, entre 1970 e 1985. Em 1974 deu à luz A.J. Lambert dando à Frank Sinatra seu primeiro neto. Teve tambèm uma filha, Amanda Lambert. Nancy Sinatra é a irmã mais velha de Frank Sinatra Jr. (que faz cover do pai pelo mundo afora) e Tina Sinatra, ninguém.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A PEDIDOS - JANN S. WENNER - LEMBRANÇAS DE JOHN LENNON

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Especialmente para minha amiga Maria Helena Dias. Abração!
Esse livrinho muito bom, que ainda pode ser encontrado nas lojas - foi editado por aqui em 2000 e custa em média menos de 40 reais hoje. Em "Lembranças de Lennon" - "John Lennon Remembers" - entrevista feita em 1970 com Jan Wenner, editor da Rolling Stone, John fala sobre tudo, principalmente de assuntos que não lhe eram agradáveis, como a rejeição sofrida por Yoko Ono pelos outros Beatles, fala sobre os momentos bons e ruins vividos no grupo, sobre suas músicas preferidas e aquelas que ele odiou ter feito ou participado delas. A metralhadora de Lennon não poupa ninguém, de Paul McCartney (o mais citado) a George Harrison, passando por Bob Dylan e Mick Jagger. O velho guerrilheiro (então com 30 anos) atira para todos os lados. Há passagens interessantes, como quando ele diz que não sabia porque não deu uma porrada em George Harrison após uma observação infeliz do amigo sobre a Yoko Ono (mas, que chegaram às vias de fato, chegaram), ou quando Paul McCartney chegava pra ele com dez músicas prontas e dizia: "vamos gravar", e ele argumentava: "Não tenho nada pronto, mas se você me der uns dias posso inventar algo". Já não era segredo pra ninguém que a parceria Lennon/McCartney tinha acabado há muito tempo, mas aqui Lennon disseca com detalhes os últimos dias da maior banda de todos os tempos. Resumindo, um livro imperdível. Oportunidade única de conhecer melhor a personalidade deste artista complexo e absolutamente genial.
APRESENTAÇÃO – YOKO ONO
Sempre me perguntam: "Se o John estivesse vivo, o que acha que ele estaria fazendo?". Em geral, respondo algo do tipo: "Ele era um Artista e sempre foi inovador. Gostava de experimentar o novo. É bem provável que hoje ficaria fascinado com a internet. Toda hora falava no advento da Aldeia Global. E teria vibrado ao ver que agora isso é realidade". Por outro lado, ler este Lembranças de Lennon "revisto" me fez despertar. (De certo modo, "revisto" sugere uma versão domesticada! Que inferno!) Agora me lembro de que John foi punk antes mesmo de Sid Vicious. E rapper antes do rap. O que John Lennon estaria fazendo hoje? Muito provavelmente teria se juntado aos rappers ao mesmo tempo em que se meteria na internet. Lembranças de Lennon é puro Lennon. Não é um livro para ler antes de dormir. O leitor vai andar pelo quarto a cada novo parágrafo. Foi o que aconteceu comigo. É um verdadeiro soco no estômago. Para quem não gosta de emoções fortes, um conselho: feche a janela quando for pegar o livro - você pode sentir vontade de pular. Politicamente incorreto? É preciso adequar as palavras de John ao con­texto da época. Em 1970, o mundo inteiro se voltava contra ele, a come­çar pelos amigos. Embora estivéssemos casados havia mais de um ano, a imprensa ainda não tinha sossegado. "Ele se casou com uma mulher oito anos mais velha" era a piada preferida. Eu era taxada de "cobra", sem mencionar "japa", "china" e até "vadia". Eis um exemplo da imprensa "se divertindo" conosco: ilustrando um enorme artigo, uma revista famosa publicou um desenho horroroso de página inteira em que eu aparecia segurando John numa coleira, ele representado como um pequeno besouro. "Rennon e sua admiladola excrusiva" era o título. John achava que eu tinha sido, no mínimo, desrespeitada. Todo mundo acreditava que John estivesse louco. Ele se sentia sufocado. Mesmo assim, tentava ignorar os ataques e mandar vibrações positivas para as pessoas. No ano seguinte, cantaria "Imagine all the people iving life in peace". Nesta entrevista de 1970, no entanto, John tentou revidar e não se saiu bem. Não foi sutil nem sensato e, fugindo à regra, nem mesmo esperto. Ainda assim, se mostrou doce e bem-humorado, sem fazer esforço nenhum. Esse é o John. Prove de sua energia! Enquanto lia, dei-me conta de que estava pulando as perguntas do Jann e meus comentários irritantes. (Por que nós não ficamos de boca fechada?) Para variar, Jann, o génio de 24 anos, dirigia com maestria a cena. E eu era uma figurante, rindo nas horas certas e erradas. Era tudo o que podíamos fazer diante das palavras de John, que prosseguia sem pausas! Não havia ninguém como ele, e nunca haverá. Sinto saudades. Posso ouvir o John dizendo: "Tudo bem, pessoal, enfia isso lá. Vocês estão ficando à vontade demais". Yoko Ono - Julho de 2000.
INTRODUÇÃO – JANN S. WENNER
Sem ter lido Lembranças de Lennon desde sua primeira publicação - em 1971, na Rolling Stone -, a princípio fiquei curioso e maravilhado ao reler a entrevista. Depois me vi de volta a um tempo e a um lugar que imaginava inexistentes. Hoje percebo que a entrevista foi prejudicada pela então pouca experiência do entrevistador - responsável pela ausência de metodologia e de uma abordagem metódica -, mas talvez seja justamente essa uma das razões para a conversa com John Lennon, bem como os frutos dela, ter sido tão apaixonada, desconcertante e sincera. (Eu tinha 24 anos, e John, 30.) Em vez de uma discussão profunda sobre os velhos tempos e as canções, o que temos aqui é uma exposição franca - e com frequência dolorosa - de temas novos e urgentes e um autorretrato do artista como nunca mais pude presenciar. Nos primeiros anos da Rolling Stone, a amizade de John e Yoko trouxe muitos benefícios para mim. Tudo começou com a publicação das fotografias do disco Two Virgins na revista. Apoiamos os dois na cruzada pela paz e nos álbuns solo. E, com o passar dos anos, nos tornamos um de seus principais meios de comunicação com o público - o que estimulou a Rolling Stone, trouxe legitimidade e chamou a atenção para a revista, que começava ase evidenciar. Em meio a tudo isso, surgiu o relacionamento que culminaria em Lembranças de Lennon. Ao lermos o livro, é importante lembrar que em 1970 os Beatles eram o maior fenómeno da Terra; eram "mais famosos que Jesus", nas palavras de John. E desde então não houve nada parecido. A publicação desta entre­vista marcou a primeira vez que um dos Beatles - e, como se não bastasse, o homem e líder que havia fundado o grupo - saía do círculo protegido e adorado dos contos de fadas para, enfim, contar a verdade. Principalmente pela necessidade que John tinha de perseguir a verdade, por ter chegado ao fim da terapia primai, por estar explodindo de raiva em relação à mitologia açucarada criada em torno dos Beatles e à versão de Paul McCartney para o rompimento - e também por ter em mim e na Rolling Stone um veículo predisposto e solidário -, John desabafa aqui com toda a espontaneidade, veemência e despreocupação características de toda primeira vez. Lembranças de Lennon surpreende por oferecer uma compreensão real do homem - de quem era e como se sentia - e também da paixão e da perspicácia que depositava em quase tudo que fazia. Afora alguns discos, é o único lugar em que pude enxergar John Lennon de tal forma. Grande parte da entrevista é tão fascinante ("As turnês dos Beatles pareciam o Satyricon do Fellini"), tão sincera ("Ou sou um gênio ou sou maluco, o que será?"), tão brilhante ("O Paul disse: 'Come and see the show'. Mas eu disse: 'I read the news today, oh boy'."), tão intensa e colérica ("Para ser o que os Beatles foram, é preciso se humilhar completamente"), que, correndo o risco de contar o final, gostaria de apresentar as perguntas e as respostas que concluem o trabalho para dar uma ideia do que vem pela frente:
- Não tenho mais nada para perguntar.
- Bom, que maravilha.
- Tem alguma coisa a acrescentar?
- Não, não consigo pensar em nada positivo e agradável para conquistar seus leitores.
- Faz ideia de como vai ser quando estiver com 64 anos, como em "When I'm Sixty-Four"?
- Não. Espero que a gente seja um casal simpático vivendo no litoral da Irlanda ou em outro qualquer, revendo o álbum de recortes das nossas loucuras.

Para a edição revista, as fitas originais foram retranscritas. Acrescentamos várias partes deixadas de lado na primeira vez por discrição (embora isso seja difícil de acreditar) e corrigimos erros ocasionados pela pressa daquele momento. Além disso, os muitos comentários de Yoko foram recuperados, respeitando a ordem de perguntas e respostas das fitas. Sou muito grato a Holly George-Warren, a solícita editora e guardiã da Rolling Stone Press, por supervisionar o projeto e editar pessoalmente o texto. Toda a renda desta publicação e das edições passadas tem sido doada a organizações que lutam pelo controle da venda e do uso de armas de fogo. É claro, sou grato a Yoko Ono não apenas por ter arranjado a entrevista, mas também por consentir que seja republicada tantos anos depois. Jann S. Wenner Nova York - Julho de 2000
- Como você montou a litania de "God"?
- O que é litania?
- A frase "i don’t believe in magic", com a qual a música começa.
- Ah, da mesma maneira que muitas das letras: apenas saiu. "God" foi uma fusão de quase três músicas. Tive a ideia: Deus é um conceito atra­vés do qual medimos a nossa dor. E, quando temos uma frase dessas, basta soltar a primeira melodia que vem à cabeça. A melodia é aquela simples de [cantando] "God is the concept... bomp-bomp-bomp-bomp", porque gosto desse tipo de música. Então só me deixei levar. [Cantan­do] "I don't believe in magic..." E tudo ficava passando na minha cabeça: a mágica, o I Ching, a Bíblia...

- Quando soube que estava caminhando para o verso "I don't believe in Beatles"?
- Não sei quando foi que percebi que estava colocando de lado todas aquelas coisas em que não acreditava. Eu poderia ter continuado. Era como uma lista de presentes de Natal... Onde parar? Churchill... E de quem foi que me esqueci? Quando chegou a esse ponto, vi que tinha que dar um basta... Pensei em deixar um espaço em branco e dizer: "Preencha você mesmo com o nome de alguém em quem não acredite". Fugiu do controle. Mas os Beatles acabaram sendo a última referência porque é como dizer que já não acredito em mitos, e os Beatles são o maior dos mitos. Não acredito. O sonho acabou. E não estou falando apenas que os Beatles chegaram ao fim, falo de toda a geração. O sonho acabou, e tive que encarar pessoalmente a tal realidade.

CÓPIA RARA DE YESTERDAY AND TODAY VAI A LEILÃO

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Uma cópia original raríssima do álbum Yesterday and Today dos Beatles vai a leilão em novembro. O disco era propriedade do próprio John Lennon e traz a capa original do álbum: uma fotografia dos Beatles vestidos de jalecos como açougueiros, juntos a pedaços de carne e bonecas mutiladas, sem dúvida, o trabalho mais célebre do fotógrafo Robert Whitaker. O disco Yesterday and Today foi lançado em 15 de junho de 1966 somente nos EUA e no outro dia foi tirado de circulação. Na época, a Capitol produziu uma capa adesiva que foi colada por cima da original. Poucas cópias escaparam, como essa de John Lennon, que deu o disco de presente ao colecionador Dave Morrell em 1972 junto a uma mensagem escrita a mão: “Para Dave, John Lennon”. A cópia será colocada no leilão com o valor mínimo de $200,000, aproximadamente R$ 650.000. Gary Shrum, diretor da empresa responsável pelo leilão, Heritage Auctions, disse a um jornal britânico que a peça é rara pois a capa dos Beatles como açougueiros foi retirada das prateleiras no dia seguinte de seu lançamento. “É também a cópia original do próprio John Lennon. Então é um peça maravilhosa para qualquer colecionador dos Beatles.”

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

THE BEATLES - ALL MY LOVING... I WILL SEND TO YOU

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Geralmente considerado seu primeiro grande trabalho, o destaque de Paul McCartney no segundo álbum dos Beatles foi escrito durante a turnê da banda com Roy Orbison, que começou em 18 de maio de 1963. A música rapidamente entrou no set ao vivo dos Beatles, permanecendo em 1963 e grande parte de 1964. Também marcou o ponto em que Paul McCartney começou a emergir do domínio de John Lennon, afirmando-se como um talento igualmente digno de atenção. "All My Loving" tocou bastante nas rádios inglesas, apesar de não ter sido lançada como single.
Os Beatles gravaram "All My Loving" em quatro ocasiões para a BBC. Em 17 de dezembro de 1963, para o Saturday Club, que foi transmitido em 21 de dezembro. A segunda versão para a BBC foi em 18 de dezembro de 1963, para o primeiro show From Us to You, que foi transmitido em 26 de dezembro. A terceira ocorreu em 7 de janeiro de 1964 para mais um episódio do Saturday Club, transmitido em 15 de fevereiro. A versão final, que foi incluída no álbum Live At The BBC, foi novamente para From Us to You, foi gravado em 28 de fevereiro e foi ao ar em 30 de março.
All My Loving foi a primeira música interpretada pelos Beatles em sua apresentação de estreia no The Ed Sullivan Show em Nova York em 9 de fevereiro de 1964. Esta gravação extremamente importante foi incluída na coleção Anthology 1.
A versão que aparece no álbum With The Beatles, os Beatles gravaram em 30 de julho de 1963, uma sessão bem ocupada em que também finalizaram "Please Mister Postman", "It Won’t Belong", "Money (that’s what i want)", "Till There Was You" e "Roll Over Beethoven". "All My Loving" foi a última gravada nesse dia. “All My Loving é Paul, lamento dizer, ha-ha-ha. Porque é um bom trabalho. (Cantando) ‘Todo meu amor ...’ Mas eu toco um violão muito bonito na parte de trás”. John Lennon, 1980.

ERIC CLAPTON & PAUL MCCARTNEY - LAYLA + WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS

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MARK CHAPMAN: "JESUS CRISTO ME PERDOOU"

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Mark David Chapman, que cumpre prisão perpétua por assassinar John Lennon, teve uma carta escrita há 25 anos vendida recentemente a um colecionador privado. Na carta, endereçada a um amigo chamado Michael, Chapman diz ter sido perdoado por Jesus Cristo. "É por este motivo que ele escolheu morrer, derramar seu sangue para que nossos pecados - até mesmo os meus - possam ser perdoados. É por isto que ele veio. Eu queria que você também soubesse que você pode realmente conhecer e sentir o Salvador que ele é de fato. Doze anos atrás eu atirei e matei o superstar John Lennon, que fez parte dos Beatles. Existe um livro que explica minhas motivações para este crime hediondo, mas deixe-me dizer aqui que foi algo horrível que nunca esqueci", diz a carta. Depois. o assassino tenta convencer o tal Michael que ele também pode encontrar Jesus: "Ele é tudo. Encontrei Jesus depois de muitos anos aqui no Attica (em Nova Iorque, onde ele estava preso). Através disto eu fiquei sabendo que ele sente muito por mim - e por você. Jesus é alguém que eu gostaria de escrever para você hoje, pois ele não é apenas um personagem de uma história, mas sim uma pessoa real e viva que eu conheci". A carta foi vendida por uma empresa especializada em memorabilia de criminosos famosos, pertencente a Eric Holler, que disse ter obtido a carta diretamente da pessoa para quem Chapman escreveu. "Vendeu cerca de uma hora depois de ser oferecida no site. Adoraria conseguir mais ítens de Chapman, eles vendem muito bem".
Em uma matéria de 2014, Gloria Hiroko Chapman, esposa de Mark Chapman, explica por qual motivo ele assassinou John Lennon em 1980, como são as visitas conjugais feitas anualmente e diz que Yoko e Paul deveriam perdoar Chapman. De acordo com a mulher, Chapman não teve nenhuma razão religiosa ou moral para cometer o crime, mas apenas o fez para assinalar seu lugar na história. "Por causa da fama, da infâmia, da notoriedade que havia nisto. Não consegui resistir", teria dito para a esposa, admitindo ainda que não foi algo feito sem pensar, num momento de loucura, mas sim que foi um crime bem planejado. Mas apesar desta aparente falta de remorso, a tal Gloria insiste que no fundo ele se arrepende. "Se Mark pudesse dizer algo para John e Yoko hoje, ele diria 'Desculpe por causar tamanha dor, espero que me perdoem", brada ela, enquanto aperta contra o peito uma bíblia. "John era uma boa pessoa, mas Mark pensava somente em si mesmo naquele dia, este foi seu erro", diz ela, atualmente com 63 anos de idade, vivendo uma vida praticamente reclusa, dedicando tempo ao trabalho em um hospital no Hawaii e a leitura de material religioso, ao mesmo tempo em que se diz muito apaixonada pelo marido, com quem se casou 18 meses antes do crime. Ela chegou a pensar em se separar dele após o assassinato - amigos e família queriam que ela rompesse todo o contato com o marido. "Pensei em me separar dele, meus amigos queriam que eu o fizesse. Estive em dúvida pois ainda o amava. Mas eu sei que Deus odeia o divórcio, então por este motivo eu decidi ficar", diz ela, insistindo que o amor deles cresceu ainda mais nestes 35 anos. As visitas conjugais são o acontecimento do ano tanto para ela quanto para Chapman. Na ocasião, ambos passam 44 horas juntos num pequeno trailer com uma cozinha, banheiro e um quarto com cama de solteiro. "A primeira coisa que faço é beijar Mark (eca!), é permitido que a gente se beije, somos um casal romântico. Nas visitas, levo comida e Mark e eu fazemos uma pizza caseira. Há uma TV onde assistimos a vários episódios de Wheel Of Fortune (programa de jogo televisivo). E quando perguntada sobre relações íntimas, ela dá a entender que acontece e que "naturalmente é maravilhoso". A mulher do assassino coincidentemente tem alguma semelhança física com Yoko Ono, viúva de John. "Sinto muito por ela. Algo pelo qual rezamos é para que ela aceite Jesus Cristo em sua vida e perdoe Mark. Espero um dia poder encontrá-la e lhe dizer isto pessoalmente. Mark e eu já lhe escrevemos. Ele não guarda rancor ou mágoa do fato dela entrar com recursos para que ele não seja libertado. Acho que ele compreende". Ela diz ainda que o assassino trabalha pesado na prisão para afastar os pensamentos suicidas. "Ele tem três empregos", diz, explicando que ele conserta cadeiras de rodas, trabalha como porteiro e como atendente. O casal também discute a possibilidade dos demais remanescentes dos Beatles perdoarem Chapman. Recentemente Paul disse que Mark é "o babaca dos babacas", o que fez a mulher do assassino se sentir ultrajada. "Paul McCartney tem direito de dizer o que quiser, mas se ele conhecesse Mark, tenho certeza que gostaria dele. Mark é uma pessoa muito simpática e amável, sempre coloca as necessidades dos outros antes das suas e teria muito prazer em receber uma visita do Sr. McCartney", disse. Chapman não ouve mais música dos Beatles hoje, mas sim música cristã, diz a mulher, que acredita que o marido é um homem religioso que merece ser perdoado, especulando ainda que Lennon deve ter se voltado a Jesus no momento de sua morte. "Quando deixamos o planeta, vamos para um dos dois lugares: paraíso ou inferno. Acredito que John Lennon tenha lido a Bíblia quando jovem e em seus últimos suspiros ele deve ter voltado seu coração para Jesus. Quando alguém morre baleado, ainda tem tempo para se voltar para Jesus no último instante. Espero que eu possa encontrar John no paraíso". Fonte: whiplash.net
Existem vários filmes (todos muito ruins) sobre a terrível noite de 8 de dezembro de 1980. Um dos mais bizarros é Chapter 27 (Capítulo 27), um filme canadense independente de 2007 escrito e dirigido por J. P. Schaefer, que conta os três dias que Mark David Chapman esperou por John Lennon, até assassiná-lo da forma mais covarde com vários tiros de revólver em frente à portaria do Edifício Dakota onde Lennon vivia com a mulher e o filho de cinco anos. Esse filme foi lançado em janeiro de 2007 no Festival de Sundance e em fevereiro, no Festival de Berlim. Jared Leto engordou bastante para fazer o papel de Chapman. Já Lindsay Lohan concordou em participar dada a sua amizade com Sean Lennon, embora este não tenha gostado da ideia. O filme não foi bem recebido nem pela crítica e nem pelo público. Para quem não viu ou tiver curiosidade sobre a vida desse canalha, aqui está. Completo e dublado.

MEIA IRMÃ DE LENNON FARÁ PALESTRA NA PUC-RIO

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Enviado por Andressa Hernandes. Valeu!

O curso “Beatles: História, arte e legado” vai trazer a oportunidade de ficar por dentro da história do quarteto de Liverpool. Dessa vez, de forma especial, a PUC-Rio promove um bate-papo gratuito com a presença da irmã de John Lennon. Autora do livro “Imagine: Crescendo com o meu irmão John Lennon”, Julia Baird contará memórias da infância com o irmão e autografará exemplares da obra. Julia é a meia-irmã mais nova de Lennon. Filha do segundo casamento de Julia Lennon com John Dykins, Julia Baird revela detalhes sobre o convívio com John Lennon e o início da banda Beatles. Além de Julia, Lennon tem mais duas irmãs, Jacqueline Dykins e Victoria Elisabeth. O evento gratuito acontecerá no dia 14 de novembro às 19 horas na unidade Gávea da PUC-Rio. A palestra será em inglês com tradução. Os interessados devem se inscrever até o dia 13 de novembro no site da Coordenação Central de Extensão cce.puc-rio.br ou ligar para 0800-970-9556.
Sobre o curso:
Criado em 2012 pelo coordenador Eduardo Brochi, o curso "Beatles: História, Arte e Legado" reúne especialistas que apresentam a história, a evolução artística e o impacto da banda na sociedade contemporânea. No Brasil, o curso oferecido pela PUC-Rio tem o caráter inédito por ser abordado dentro do formalismo institucional e com carga horária superior a 40 horas.
Serviço
Palestra: Conversando sobre Beatles com Julia Baird
Data: 14/11/2017
Hora: Das 19h às 22h.
Local: Unidade Gávea da PUC-Rio (Rua Marquês de São Vicente, 225 Gávea/RJ).
Inscrições: Até 13 de novembro em cce.puc-rio.br ou ligar para 0800-970-9556.

PAUL McCARTNEY - ALL THE BEST - 1987

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All the Best foi o 2º álbum de coletâneas oficial de Paul McCartney. O primeiro foi Wings Greatest de 1978. Foi lançado há exatos 30 anos, no dia 2 de novembro de 1987, e tenta resumir em um álbum duplo, músicas de Paul de 1970 até o então recente single Once Upon A Long Ago. A inclusão da faixa e ordem das músicas varia ligeiramente entre o lançamento do álbum no Reino Unido e as edições norte-americanas numa tentativa de refletir a popularidade de algumas músicas específicas de cada país. As edições britânicas em CD e vinil também variam, conforme as limitações do tempo de um simples CD em comparação com um disco duplo de vinil conduzindo à eliminação de três cortes na edição em CD britânica. Aqui no Brasil, foi lançado tal e qual a edição inglesa.
Quando o álbum foi lançado, Paul McCartney estava iniciando os trabalhos do seu próximo álbum de estúdio, Press To Play e precisava lançar um novo álbum antes do Natal, assim  All the Best se tornou o grande presente de natal daquele ano. O lançamento como álbum duplo, foi um sucesso, mas na Inglaterra, não conseguiu chegar ao #1 porque não conseguiu superar o álbum solo de estreia de George Michael - "Faith" - alcançando um “modesto” número 2,  embora, nos EUA tenha conseguido dupla platina – mesmo sem o primeiro lugar.
É um grande disco e trouxe Paul de volta às paradas (inclusive no Brasil) com dois belíssimos hits - Once Upon A Long Ago e We All Stand Together – ambos exibidos pela 1ª vez com exclusividade pela rede Globo no Fantástico com duas semanas entre um e outro quando se aproximava o natal. Um senhor presente de Natal.