terça-feira, 12 de dezembro de 2017

LOS LOBOS - SHAKIN SHAKIN SHAKES - SENSACIONAL!

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Desde 1974, os Los Lobos de East Los Angeles, têm explorado as possibilidades artísticas e comerciais do biculturalismo americano, movendo-se para trás e para frente entre suas raízes chicanas e seu amor pelo rock americano. Embora tenham tocado anteriormente em bandas de rock americanas, juntos decidiram experimentar instrumentos acústicos populares e explorar sua herança mexicana. Eventualmente, a experimentação de Los Lobos levou-os de volta aos instrumentos elétricos. Participaram de álbuns de Ry Cooder, Elvis Costello, Fabulous Thunderbirds, Roomful of Blues e Paul Simon, e sua música foi a trilha sonora de grandes filmes como La Bamba e Desperado.Resultado de imagem para los lobos
Em 1987, Los Lobos gravou várias músicas de Ritchie Valens para a trilha sonora da biografia de Valens "La Bamba". A trilha sonora ganhou dupla platina, e o sucesso da faixa-título, que vendeu mais de 2 milhões de cópias, juntamente com "Donna" e "Come On, Let's Go" levantaram muito o status de Los Lobos, e a boa vontade da crítica. Daí para a frente, só sucessos. Los Lobos tornou-se bem maior que La Bamba. Durante a década de 1990, a banda continuou a colher sucessos, lançando vários álbuns populares, incluindo The Neighbohood (1990), Kiko (1992) e Colossal Head (1996). Em 1993, a Slash Records colocou à venda um álbum retrospectivo intitulado Just Another Band From East LA: A Collection, emprestando o título de seu primeiro álbum e incluindo material de Los Lobos durante o início da banda, pouco conhecido e altamente cobiçado. Muitos dos Lobos exploraram projetos paralelos em 1990, como o álbum Latin Playboys (1994) de Hidalgo e Pérez. No entanto, a banda continuou a excursionar e gravar juntos. Em 1999, Los Lobos lançou This Time e em 2001 a banda recebeu o Billboard Century Award, a maior honra desta revista. No novo milênio, Los Lobos continuou em atividade, produzindo um excelente material, como seu primeiro álbum de shows, Live at the FillmoreLos Lobos transcenderam todos os limites culturais e políticos de uma banda de rock chicana. Hoje são considerados como um dos artistas de rock mais importantes durante o último quarto do século XX.
Esse discaço - "By The Light Of The Moon", de1987 é, sem dúvida, um dos melhores momentos da banda. Um disco de rock, com pitadas de tempero mexicano. Os destaques são para a belíssima balada "Prenda Del Alma" e o rockão "Shakin Shakin Shakes" que a gente confere agora, numa performance incendiária, seguido do megasucesso arrasa-quarteirão "La Bamba", que é pra todo mundo bailar.

sábado, 9 de dezembro de 2017

PARA JOHN LENNON, COM AMOR.

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Quem frequenta o Baú do Edu há mais tempo, com certeza percebeu que ontem foi o primeiro 8 de dezembro que não se falou da morte de John Lennon em todos esses 9 anos porque acho que já se falou demais nesse episódio tão trágico e todos os textos emocionados e emocionantes sobre isso, já estiveram aqui. E também porque já me enchi completamente do criminoso e do fato dele ainda estar vivo. Tenho certeza que aquele 8 de dezembro, pelo motivo mais óbvio e sombrio, se tornou inesquecível para mim, como para milhões de fãs. Mas, ainda mais inesquecíveis são todas as coisas Beatles que estão gravadas para sempre na minha memória e isso ninguém pode tirar. VIVA JOHN LENNON, FOREVER, ATÉ O FIM!

THE BEATLES - SHE LOVES YOU - SENSACIONAL!

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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

THE BEATLES - TWIST AND SHOUT - YEAH!

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FOTO FOREVER - JOHN LENNON - O BARBUDÃO

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IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON E O NOSSO TEMPO

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HOMEM DA DÉCADA? HOMEM DO SÉCULO, ISSO SIM!!!

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Quando, no final de dezembro de 1969, a BBC-TV exibiu o especial “O Homem da Década”, dedicado a John Lennon (prêmio que ele recebeu no dia 2 de dezembro em entrevista concedida à ATV), a revista Rolling Stone proclamou John Lennon como a "Personalidade do Ano" (The Man of the Year) e muitos críticos e jornalistas, contrários ao fim dos Beatles, ao lado pacifista adotado por Lennon, sua luta utópica pela paz, e à própria Yoko Ono, espalharam que na verdade, deveria receber o título de "PALHAÇO DO ANO". No que Lennon prontamente respondeu:"Parte da minha política e da Yoko é não sermos levados à sério. Somos humoristas. Todas as pessoas sérias, como Kennedy, Luther King e Gandhi, foram assassinadas. Queremos ser os palhaços do mundo. Fico orgulhoso em ser ‘O Palhaço do Ano’ num mundo em que gente séria está se matando e destruindo em guerras como a do Vietnam". John Lennon foi um dos três homens nomeados por eminentes pensadores para o “Man Of The Decade”. Lennon foi indicado por intermédio do antropólogo Desmond Morris. As outras escolhas foram John F. Kennedy, escolhido por Alistair Cooke e Hi Chi Min, nomeado por Mary McCarthy. Morris, Cooke e McCarthy apresentaram um segmento de 20 minutos sobre suas escolhas como parte de um documentário encomendado pela Associated TeleVision (ATV). O documentário foi exibido no Reino Unido na terça-feira, 30 de dezembro de 1969, das 10h30 às 11h30, com a seção sobre Lennon aparecendo por último. Lennon e Morris se encontraram alguns dias antes para selecionar imagens de arquivo para acompanhar o discurso. Morris visitou Tittenhurst Park, a casa de Lennon em Ascot, Berkshire, no dia 2 de dezembro de 1969 para gravar a entrevista. A maior parte da filmagem envolveu Lennon caminhando pelos terrenos de Tittenhurst com Desmond e Yoko Ono, discutindo uma série de tópicos. Lennon descreve sua educação como uma perda de tempo, dizendo o pouco que ele aprendeu além de ler e escrever. Ele diz que muitos músicos encontram sucesso fora do sistema convencional e valores convencionais, e continua a discutir a jornada da música contemporânea desde o início do rock and roll até a psicodelia e voltar para a Terra. Lennon parece positivo sobre o futuro, falando favoravelmente sobre os festivais Woodstock e Isle of Wight e a recente guerra anti-guerra em Washington. Ele disse que cada evento foi menos violento do que um show médio dos Beatles, apesar de envolver mais jovens. Falando em drogas e meditação, ele diz que elas eram as maneiras de lidar com as pressões da vida, e descreve seu relacionamento com Yoko Ono como uma planta que precisa de cuidados constantes. Somente concentrando-se em tais relacionamentos, ele diz, e, comunicando-se abertamente, o mundo acharia harmonia. A entrevista termina com Lennon especulando que a próxima década seria boa, dizendo aos espectadores para não temer um mundo gerido por pessoas como ele. A equipe da BBC passou os próximos cinco dias filmando os Lennons em vários locais, em troca de entregar os direitos de filmagem. Grande parte disso foi usada no documentário de 1988, Imagine: John Lennon.

THE BEATLES - BAD TO ME - SENSACIONAL!

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"Bad To Me" foi uma das nada menos seis músicas que o cantor Billy J. Kramer ganhou de mão beijada entre 63 e 65 de Lennon & McCartney. As outras foram "Do You Want To Know a Secret" (que chegou ao #1 com Kramer), "I'll Keep You Satisfied", "I'll Be On My Way", "From a Window" e "I Call Your Name". Oficialmente, dessas os Beatles gravaram "Do You Want To Know a Secret" e "I Call Your Name". As outras aparecem em gravações raras. Nesse vídeo, editado mas bem feitinho, a gente confere uma versão bem rara de “Bad To Me” com os Beatles.

THE BEATLES - I WANT TO HOLD YOUR HAND!

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JOHN LENNON - AISUMASEN - SENSACIONAL!

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"Aisumasen (I’m Sorry)" é uma canção escrita por John Lennon e lançada em seu álbum de 1973 Mind Games. A letra é Lennon pedindo desculpas à mulher, Yoko Ono. “Aisumasen” é uma versão ligeiramente modificada do “aisumimasen” - termo formal, que significa "Sinto muito" em japonês. O verso "It's hard enough I know to feel your own pain" (é duro o suficiente, eu sei sentir sua própria dor" reprisa um tema encontrado em um verso de "I Found out". No final, depois que a voz do cantor se cala, vem um violento e cortante solo de guitarra. Alguns estudiosos, interpretam esse solo como uma continuação do pedido de perdão. O solo termina abruptamente e eles sugerem que este final abrupto simbolicamente significa que o pedido de Lennon foi rejeitado. E, de fato, quando o álbum foi lançado, Lennon e Ono estavam separados. Analistas acham que a canção implica que Lennon não vai conseguir o perdão e conforto que ele precisa de Ono, e afirmam que a música revela o quanto ele precisava dela. Aisumasen teria algumas semelhanças com “I Want You (She So Heavy), também escrita por Lennon e inspirado por Ono - Aisumasen teria um ritmo semelhante da música gravada pelos Beatles, e que também, termina abruptamente. Isso não é verdade. O solo e a música terminam no momento certo.http://images.sfae.com/product_images/preview/
Lennon trabalhou na melodia de "Aisumasen" pelo menos desde 1971. Uma demo da canção foi gravada durante as sessões de “Imagine”. Originalmente, a melodia pertencia a canção cujo título de trabalho era "Call My Name" que data como gravada em dezembro de 1971. Na gravação original que aparece em “Mind Games”, participaram: John Lennon - vocais, guitarra acústica; David Spinozza – guitarra; Pete Kleinow - pedal, steel guitar; Ken Ascher – teclados; Gordon Edwards – baixo e Jim Keltner – bateria. VIVA JOHN LENNON!

JOHN LENNON - STAND BY ME - FIQUE COMIGO!

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Ben E. King compôs "Stand by Me" quando ainda era o voca­lista de um conjuntinho iniciante - The Drifters. Mas o grupo a rejeitou. King lembra que o empresário dos Drifters disse a ele: "Não é uma canção ruim, mas não pre­cisamos". Depois que partiu em carreira solo, King ressuscitou Stand by Me - "Mostrei a música a Leiber (Jerry), toquei no piano um pouquinho, ele chamou os músicos de volta para o estúdio e nós gravamos"De lá pra cá, Stand by Me se tornou um standard de pop-soul. Interpretada e gravada por centenas de artistas, mas nenhuma dessas outras gravações, nem a original, nem a que os mendigos cantam nas ruas, pode ser comparada com a versão absolutamente incrível e matadora gravada pelo nosso inesquecível John Lennon em 1974 para o disco Rock And Roll.
VIVA JOHN LENNON! 

JOHN LENNON - LENNON LEGEND - The Very Best of John Lennon

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“Lennon Legend: The Very Best Of John Lennon” foi a terceira coletânea oficial da carreira solo de John Lennon. Depois de “Shaved Fish” (1975) e do póstumo “The John Lennon Collection", de 1982. Esse disco é considerado (pelos entendidos) como a retrospectiva definitiva da obra de John Lennon. E ele é bom mesmo! Lennon Legend: The Very Best Of John Lennon alcançou a posição nº 3 na Inglaterra, ganhando dois discos de platina. Também não fez feio nem nos EUA, nem no Canadá, onde também foi “Disco de Platina”.
A coletânea “Lennon Legend”, foi lançada aqui no Brasil em 1998 e reúne todas as principais canções do nosso velho herói. São 20 faixas lançadas originalmente entre 1969 e 1984. Esse disco foi lançado para substituir “The John Lennon Collection” do catálogo. Aparentemente pode parecer apenas “mais do mesmo”, mas não é. Ouvir uma pérola como “Cold Turkey” desse álbum, é uma experiência bem diferente do “Shaved Fish”. O disco ainda tem uma capa superbacana com uma bela foto de Lennon para agradar o fã mais fiel. O DVD é incomparavelmente melhor, claro! Porque além das músicas, tem os vídeos em alta resolução! Viva John Lennon!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

JOHN LENNON - IT AIN'T FAIR, JOHN SINCLAIR

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John Sinclair é um poeta americano nascido em 1941. Já foi empresário da banda MC5 e líder do White Panther Party — um grupo militante antirracista contracultural de socialistas brancos com o objetivo de ajudar os Panteras Negras no movimento dos Direitos Civis - de novembro de 1968 a julho de 1969.

Depois de uma série de condenações por posse de cannabis, Sinclair foi sentenciado a dez anos de prisão em 1969, depois de ter dado dois cigarros de marijuana a um agente do departamento de narcóticos disfarçado. Essa sentença inspirou Abbie Hoffman a pular no palco durante a apresentação do The Who no Festival de Woodstock para protestar. Isso também deu origem ao "Free John Now Rally", uma reunião de shows e discursos na Crisler Arena em Ann Arbor realizada em dezembro de 1971 para pedir a liberdade de Sinclair. O evento reuniu um público de esquerda, incluindo os músicos pop John Lennon (que gravou a canção "John Sinclair" em seu álbum Some Time in New York City), Yoko Ono, David Peel, Stevie Wonder, Phil Ochs e Pete Seeger, os músicos de jazz Archie Shepp e Roswell Rudd, e Allen Ginsberg, Abbie Hoffman, Rennie Davis, David Dellinger, Jerry Rubin, e Bobby Seale, os quais foram oradores durante o evento. Três dias depois da reunião, Sinclair foi libertado da prisão, quando o Supremo Tribunal de Michigan regulou que as leis do estado sobre a marijuana eram inconstitucionais. Esses eventos inspiraram a criação da reunião anual em Ann Arbor Hash Bash, que continua a acontecer, e contribuiu para o percurso da descriminalização da marijuana sob a licença da prefeitura de Ann Arbor. Sinclair acabou por deixar os EUA e foi viver em Amsterdã. Ele continua a escrever e gravar e, desde 2005, hospeda uma transmissão e podcast regular, The John Sinclair Radio Show. Está com 76 anos.

THE BEATLES AO VIVO NA SUÉCIA - 1963 - SENSACIONAL!

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Apesar de terem completado a turnê de shows da Suécia na noite anterior, os Beatles voltaram a Estocolmo no dia 30 de outubro de 1963, para gravar uma participação no programa de música da Sveriges Television, “Drop In”. A gravação ocorreu em frente a uma audiência de estúdio no Narren-teatern, um pequeno teatro no parque de diversões Gröna Lund de Estocolmo. Os Beatles chegaram para ensaios de câmera pela tarde, antes de almoçarem em um restaurante em Solliden. Eles estavam acompanhados por Mal EvansNeil Aspinall, o produtor Klas Burling, o apresentador Kersti Adams-Ray e alguns fotógrafos. De volta ao Narren-teatern, os Beatles realizaram uma versão acústica de I Want To Hold Your Hand para Klas Burling, que mais tarde disse que imediatamente sabia que seria um sucesso. Antes das filmagens começarem às 19h, Paul McCartneyRingo Starr foram às compras. Foram para a maior loja de departamentos de Estocolmo, NK, onde Paul comprou um perfume para Jane Asher. Os Beatles tinham a intenção de executar She Loves You e Twist And Shout no programa, mas Klas Burling os persuadiu para manter o público feliz e tocar uma música mais. Então fizeram I Saw Her Standing There. Burling conseguiu convencê-los ainda para tocar mais uma canção para completar o show, então fizeram Long Tall Sally. Depois, os Beatles foram conduzidos num carro de polícia para o Hotel Continental de Estocolmo. A edição do programa foi mostrada pela primeira vez em 3 de novembro de 1963. A Apple Corps comprou mais tarde os direitos sobre as filmagens.

MIMI SMITH – A IMPLACÁVEL TIA MIMI DE JOHN LENNON

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Mary Elizabeth Stanley nasceu no dia 24 de abril de 1906, em Liverpool, Inglaterra. A mais velha de cinco filhas, suas irmãs eram Elizabeth Jane, Annie Georgina, Julia 'Judy' e Harriet. “Mimi” deixou a casa de seus pais aos 19 anos, ainda solteira (algo bem ousado para a época), para tornar-se assistente de enfermagem num ambulatório de Liverpool. Com o tempo, passou a ser a enfermeira chefe que cuidava de pacientes com doenças mentais. Depois, mudou de profissão completamente, passando a ser secretária de um empresário. Em 15 de setembro de 1939, ela se casou com George Smith, que dirigia a fazenda leiteira de sua família e uma loja em Woolton, um subúrbio de Liverpool. Eles compraram uma casa chamada Mendips - na avenida 251, Menlove, em uma área de classe média de Liverpool.
Julia Stanley casou-se com Alfred ("Alf" ou "Fred") Lennon em 3 de dezembro de 1938, e em 9 de outubro de 1940, nasceu o primeiro e único filho do casal. Mimi telefonou ao Oxford Street Maternity Hospital naquela noite e foi informada que Julia tinha dado à luz um menino. Segundo Mimi, ela foi direto ao hospital durante o meio de uma incursão aérea, e foi forçada a se esconder nas portas para evitar os estilhaços. Ela correu, como recordou mais tarde, "tão rápido quanto minhas pernas poderiam me levar". Quando uma mina terrestre de pára-quedas caiu fora do hospital, ela disse mais tarde: "Minha irmã (Julia) ficou na cama e colocaram o bebê (John) debaixo da cama. Eles queriam que eu entrasse no porão, mas eu não faria. Eu corri todo o caminho de volta para Newcastle Road para contar ao pai [Stanley] a notícia". Ela se lembra do momento em que viu John pela primeira vez: “O primeiro minuto em que vi John, eu fiquei mais do que feliz, eu só falava dele, quase me esquecendo da minha pobre irmã, que acabara de parir”.
Depois que Julia se separou de seu marido, pegou a criança e, com o novo parceiro, John Albert "Bobby" Dykins, foram morar os três juntos numa casa pequena e modesta onde todos dormiam na mesma cama. Para Mimi, isso era inconcebível. Por duas vezes contatou os serviços sociais de Liverpool e reclamou a guarda do pequeno Lennon. Julia finalmente foi persuadida a entregar os cuidados do menino aos Smiths, que não tinham filhos próprios. Mimi confidenciou mais tarde a um parente que, embora nunca quisesse filhos, ela "sempre quis John". Em julho de 1946, Alf Lennon visitou os Smiths e levou o pequeno John para Blackpool, ostensivamente para um longo feriado, mas com a intenção secreta de emigrar para a Nova Zelândia com ele. Julia correu para Blackpool e levou o menino de volta para sua casa, mas algumas semanas depois, entregou-o de volta para Mimi.
Lennon viveu continuamente em Mendips, num quarto acima da porta da frente. Embora Mimi fosse uma guardiã atenciosa, ela também era conhecida por ser muito rigorosa, em comparação com a influência mais relaxada de seu marido e da mãe de John. Os amigos da família descreveram Mimi como teimosa, impaciente e implacável, mas também disseram que podia ter um forte senso de humor. Em muitas ocasiões, quando brigava com Lennon, ele respondia com uma piada, e os dois saiam "andando por aí, rindo juntos".
Mimi comprava volumes de histórias curtas para o pequeno John e o Tio George ensinou o menino a ler aos cinco anos, lendo em voz alta as manchetes do Liverpool Echo. Todo verão, com a idade de nove até os quinze, Mimi enviou o menino sozinho, em uma viagem de ônibus de dez horas para visitar suas tias na Escócia. Mimi também levava seu enteado para uma festa de jardim no Calderstones Park todos os anos, onde uma banda do Exército da Salvação tocava. Ela lembrou-se de John puxando-a pela mão para chegar lá, dizendo: "Apresse-se Mimi - vamos nos atrasar". Strawberry Field, em Beaconsfield Road, era o nome de uma casa do Exército da Salvação que John Lennon mais tarde iria imortalizar na música dos Beatles "Strawberry Fields Forever". Mimi mais tarde diria: "John amava seu tio George (Smith). Senti-me bastante excluída. Eles saiam juntos, deixando-me uma barra de chocolate e uma nota dizendo: Tenha um feliz dia”. O Tio George morreu de uma hemorragia hepática em junho de 1955, com 50 anos. Três anos após a morte do Tio George, Julia, a mãe de John foi morta na avenida Menlove - pouco depois de uma visita à Mendips - quando foi derrubada por um carro conduzido por um oficial de polícia fora de serviço e bêbado, o policial Eric Clague. Mimi não testemunhou o acidente, mas logo depois foi vista chorando histericamente sobre o corpo de Julia até a ambulância chegar. Clague foi absolvido de todas as acusações, recebendo uma repreensão e uma breve suspensão. Quando Mimi ouviu o veredicto, ela gritou "Assassino, assassino" para Clague, que deu de ombros. Depois que Lennon se tornou famoso, ela o repreendia por falar como um típico elemento da classe trabalhadora de Liverpool, mas Lennon respondia: "Isso é showbusiness, eles querem que eu seja mais Liverpool". Apesar da conversa sobre Lennon ser da classe trabalhadora - como Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr - mais tarde, o próprio John diria: "Eu era um belo menino suburbano bem limpo e no sistema de classe que eu vivia estava meio centímetro em uma classe superior do que Paul, George e Ringo, que viviam em casas governamentais subsidiadas. Nós possuímos nossa própria casa, possuíamos nosso próprio jardim. Eles não tinham nada assim".
Embora Mimi tenha afirmado que comprou o primeiro violão de John, na verdade, foi a mãe dele, depois que o jovem a incomodou incessantemente por semanas. Julia insistiu que o instrumento de £ 5 devia ser entregue em sua casa e não na de sua irmã. As duas irmãs presenciaram John Lennon em ação pela primeira vez com os Quarrymen na festa da igreja de St. Peter's em Woolton, na tarde de 6 de julho de 1957, o dia em que “Lennon conheceu McCartney”. Com a ajuda de Mimi, John foi aceito no Liverpool Art College porque sua tia insistiu que ele deveria ter algum tipo de qualificação acadêmica, mesmo que ele começasse a mostrar seu interesse pela música. Ela se opôs à ideia dele de formar uma banda e reprovava Paul McCartney porque ele era "classe trabalhadora", e se referia a ele como jocosamente como “o amiguinho” de John. Quando ela mais tarde conheceu George Harrison, o abominou logo de cara, por causa do topete, do seu forte sotaque scouse e das roupas típicas de Teddy Boy. Uma vez, ela pediu a um vizinho, Parkes, para levá-la ao Cavern para ver John e os tais Beatles, mas quando ela desceu na adega úmida e escura, cheia de adolescentes suados, bebendo, gritando e fumando, ela gritou para Parkes: "Leve-o (Lennon) para fora, chame-o! Diga-lhe para sair do palco! Ele não pode ficar aqui .... Vamos ter que parar isso!".
A Tia Mimi esperava que John logo desistisse da música, muitas vezes dizendo: "Tudo bem em tocar violão, John, mas você jamais ganhará a vida com isso". A atitude de Mimi em relação aos parceiros de Lennon era frequentemente gelada, desdenhosa ou sarcástica. Ela criticava constantemente John sobre seus relacionamentos. Mimi se referia a Cynthia, a primeira mulher de Lennon, sempre da pior maneira possível, e foi particularmente desagradável e fria com ela durante anos. No verão de 1962, Cynthia descobriu que estava grávida do filho de John e então ele propôs o casamento. Quando ele contou à tia, ela ameaçou nunca mais falar com ele para impedir que ele passasse por isso. John Lennon e Cynthia Powell se casaram no dia 23 de agosto, no cartório Mount Pleasant Register, em Liverpool, e Mimi não compareceu. Depois que os Lennons terem passado um tempo no apartamento de Brian Epstein por alguns meses (e depois de ter ouvido falar sobre um possível aborto de Cynthia), Mimi ofereceu uma parte da casa para eles alugarem.
Antes do Natal, em 1972, Cynthia então divorciada (já com novo marido), encontrou-a no funeral da irmã de Mimi, Harriet, em Liverpool. Mimi severamente criticou Cynthia por se divorciar de John - deixando-o começar um relacionamento com Yoko Ono - dizendo que deveria ter impedido que ele fizesse "um idiota de si mesmo". Embora Mimi tenha sido descrita como dominadora, Yoko Ono mais tarde se comparou com ela ao descrever seu próprio relacionamento com Lennon. Anos depois, Mimi admitiu que Yoko era uma boa esposa e mãe. Após a morte de Lennon, Yoko e Sean Lennon visitaram Mimi em Liverpool, onde ela estava hospedada na casa de sua irmã Anne por causa de uma condição cardíaca. Ela disse: "Sean é como John em todos os sentidos - olhares e maneiras - e ele tem o senso de humor de John. Enquanto ele estiver longe da música, estará bem". Em seguida, comprou "Mendips" e doou-a para The National Trust. O imóvel foi revitalizado para fazê-lo parecer como era na década de 1950, quando John morava lá, e Yoko Ono visitou a casa antes que fosse aberta ao público.
Mimi tinha parentes em Eketahuna, na Nova Zelândia, sua tia materna, Harriet Millward, se casara e se mudara para lá. Então John organizou uma turnê com os Beatles pela Nova Zelândia em 1964. O sucesso dos Beatles causou problemas para ela, que era constantemente incomodada pelos fãs em 'Mendips', então ela vendeu a casa por £ 6.000 em 1965; Lennon comprou-lhe um bangalô de £ 25,000 numa praia chamada Harbor's Edge em Sandbanks, na 126 Panorama Road, Poole, Dorset, que seria sua casa durante o resto da vida. Os Lennons e seu filho a visitaram lá no verão de 1965, que foi a última vez que todos os três visitaram a casa de Tia Mimi juntos. John, mais tarde deu sua tia sua medalha MBE que ganhou com os outros Beatles, mas depois tomou-a de volta para devolvê-la em protesto.
Logo depois da explosão dos Beatles, John Lennon dava para Mimi um subsídio de £ 30 por semana, mas quando ela descobriu que a mãe de Cynthia recebia o mesmo valor, telefonou para a casa dos Lennons e disse: "O que ela fez para merecer algo?", antes de bater o telefone. John Lennon mudou-se para Nova York em 1971 e nunca voltou à Inglaterra. Apesar de perder o contato com vários membros da família, ele manteve contato íntimo com Mimi e telefonava todas as semanas. Em 5 de dezembro de 1980, três dias antes de ser assassinado, ele ligou para dizer que estava com saudades de casa e estava planejando uma viagem de volta para sua terra. Após a morte de Lennon, Mimi ficou furiosa ao descobrir que ele nunca transferiu a propriedade da casa para ela, o que significava que Yoko possuía a casa e poderia vendê-la a qualquer momento. A Tia Mimi morreu em casa no dia 6 de dezembro de 1991, com 85 anos. Embora fosse a mais velha das meninas Stanley, Mimi foi a última delas a morrer. Dizem que o seu corpo foi enterrado no mesmo cemitério em que se encontra a sepultura de Eleanor Rigby. Segundo Cynthia Lennon, ex-esposa de John que conviveu com Mimi durante vários anos (tiveram contato até o fim da vida), suas últimas palavras foram: “Tenho medo de morrer. Fui uma mulher má”.

O DIA QUE A BAKER STREET FICOU MAIS BONITA

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Há 50 anos, exatamente no dia 7 de dezembro de 1967, a Apple foi aberta oficialmente na Baker Street, em Londres. Novamente, os Beatles mostraram ao mundo o quanto estavam na frente. Com um projeto ousado e inovador, a fachada do prédio, tão tradicional e careta como tudo em Londres, ganhou uma pintura maravilhosa e arrojada, projetada pelo grupo de designers “The Foll”. Infelizmente, a festa não durou muito tempo não. Por isso, a gente relembra agora, uma das primeiras postagens do Baú do Edu, de novembro de 2008.
Durante o fim de semana de 10 a 12 de novembro de 1967, enquanto os Beatles estavam preocupados em gravar o vídeo de seu novo compacto, "Hello Goodbye", o grupo de designers The Fool começou a pintar a antiga fachada de tijolos do prédio na esquina, armando um andaime e envolvendo-o com encerados, de modo que o trabalho pudesse ser feito em sigilo. "Eles se recusavam a dizer a qualquer um de nós a aparência que a fachada teria" disse Alistair Taylor. Ninguém, com exceção dos estudantes de artes contratados para executar o painel, tinha permissão de espiar o trabalho em curso. Até os Beatles eram mantidos a distância, como normalmente se faz com crianças ávidas de curiosidade. "Quando finalmente chegou a hora de tornar público o trabalho, todos nós nos juntamos na rua. O encerado caiu de maneira dramática e, sob ele, estava um incrível mural psicodélico na fachada do pequeno edifício, um autêntico gênio de dois andares, com estrelas, luas e fadas e coisas desse tipo. Minha nossa! Nós ficamos absolutamente pasmados. Era fabuloso! As pessoas debruçavam-se das janelas dos prédios e dos ônibus para olhar. Qualquer motorista que entrava na rua quase batia no carro da frente, cujo chofer também tinha parado para olhar.
"A pintura era maravilhosa", disse Paul, fazendo eco à opnião compartilhada pelos demais Beatles com a maior parte do público. Na cidade toda, o mural da butique da Apple tornou-se assunto de conversa. Londres jamais vira algo parecido. As pessoas vinham de todos os bairros para observar melhor, obstruindo a calçada em frente à loja, congestionando o tráfego. Ela se tornou tão popular como atração turística como qualquer um dos pontos turísticos tradicionais. Porém, a comissão de planejamento da City of Wesminster, à qual tinha sido requerida a permissão oficial para pintar a fachada - ignorando-se se ela havia ou não dado a resposta -, não mostrava muito entusiasmo com isso tudo. "Não demorou muito tempo para que fôssemos chamados pelos advogados do poder público, que disseram que teríamos de devolver ao prédio a antiga aparência", lembra Taylor. Seguiram-se três semanas de uma acalorada disputa na justiça, até que, finalmente, o mural foi apagado pelo The FoolO "The Fool", era um grupo de designers holandeses que fez diversos trabalhos para os Beatles. Os mais famosos, além da fachada da Apple, foi o Rolls Royce de John Lennon, e os muros externos da casa de George, em Esher. Além dos desenhos das roupas psicodélicas que eram vendidas na butique.
http://bestclassicbands.com/wp-content/uploads/2015/07/
"Em seus primeiros tempos nos Beatles, John Lennon era um tory, tendo sido levado a acreditar — como tantas pessoas — que o Partido Conservador era o mais bem preparado para o poder. Somente eles tinham a forma­ção e a classe para o cargo, qualidades ausentes em todos os outros. Posteriormente, John mudou de lado, passando a se considerar trabalhista. Contudo, é claro, em se tratando de Lennon, só poderíamos esperar algum tipo de contradição em seu pensamento.O dinheiro foi uma obsessão para Lennon des­de cedo, dominando boa parte de sua vida co­mo Beatle. Para ele, a música pop era a nova e melhor maneira de ganhar grana. Era uma “forma moderna de sucesso”. Em 1964, ao ser indagado se ele se considerava um bom exem­plo para a juventude, Lennon respondeu: “Só em termos de ganhar dinheiro rapida­mente, o que, a meu ver, é um bom exemplo”.Em 1965, cercado pelos outros mem­bros da banda, John declarou à revista Play­boy:  “Em primeiro lugar, nós somos ganha­dores de dinheiro; depois somos artistas”. Ringo o corrigiu. Ainda era considerado in­conveniente falar de forma tão descarada a respeito de dinheiro. “Somos artistas em pri­meiro lugar, John.”“É isso mesmo, lógico”, John respondeu apressadamente, para depois tentar encobrir sua maneira de pensar: “A imprensa leva você nesse sentido, então você fala assim porque é isso que eles gostam de ouvir”. Sim, até parece.Em 1966, na famosa entrevista ao Evening Standard — na qual John declarou que os Beatles eram mais populares que Jesus Cris­to —, John mostrou sua casa à jornalista Maureen Cleave, orgulhosamente apontan­do suas novas aquisições. A seguir, o líder dos Beatles e a repórter foram dar um passeio. No automóvel, Lennon mostrou a Cleave os luxos do veículo, como televisor, cama dobrável, geladeira, escrivaninha e telefone. Caso quisesse, Lennon poderia comandar seus negócios do banco traseiro de seu Rolls-Royce. Lennon reclamou do telefone e informou à jornalista que, apesar das inú­meras tentativas, somente conseguira com­pletar uma ligação do carro. A tecnologia ainda não o conquistara. Depois Lennon ligou o automóvel e le­vou Cleave para passear pelas estradas do in­terior. Enquanto rodavam pelo cenário verde de Surrey, ele se descreveu como “famoso e cheio da grana”. E também con­fessou que, apesar dos enormes ganhos, vivia preocupado com dinheiro. Mesmo com os contadores lhe falando que as finanças estavam seguras e estáveis, morria de medo de esbanjar tudo até os 40 anos, explicando assim sua recente decisão de vender alguns de seus carros. Contudo, ele então re­velou que, quando lhe falaram que não havia a menor necessidade de ter feito isso, ele os comprou de volta. O dinheiro para Lennon representava poder, e unica maneira de um homem como ele conseguir tal poder seria, nascer numa família rica ou trabalhar muito. Então, exibindo o bom senso político pelo qual ficaria famoso na década de 70 ele argumentou, que, no fim das contas, o governo era o único que ganhava. “Aquela piada sobre manter os trabalhadores ignorantes continua verdadeira; foi isso que falaram sobre os conservadores, os latifundiários e tal; depois os trabalhistas pretendiam educar os operários, mas parece que não fazem mais isso.” Um ano mais tarde, seu raciocínio, bem como o dos outros da banda, mudara radicalmente, afetado pela exposição a ideias anticapitalistas radicais, pelo uso generoso de LSD e pela meditação. De repente, emergiu a crença profundamente arraigada de que ele era de esquerda, o que ajudou a contribuir com o novo ideal utópico do grupo, a Apple. A Apple foi inaugurada em 1967, no dia em que a empresa de contabilidade Bryce Hammer & Co. disse que eles poderiam entrgar três milhões de libras esterlinas ao governo britânico ou usá-los consigo mes­mos. Eles preferiram a segunda opção e decidiram criar uma organização para trans­formar em realidade as ideias das pessoas; Quer fosse um livro, um filme, uma canção; Ou até mesmo uma engenhoca, se o grupo gostasse, daria dinheiro para o projeto ganhar vida. E não era só isso. A Apple não utilizaria a tradição comercial, mas estabeleceria - um modelo alternativo às empresas capitalistas. O primeiro empreendimento foi no mundo da moda. Parte do dinheiro havia sido empregada para adquirir imóveis na esquina da rua Baker Street com a Paddington, na região londrina da Marylebone. Os escritórios da Apple foram instalados no último an­dar, enquanto o pavimento de baixo foi trans­formado em loja, batizada de Apple Boutique. O grupo deu ao coletivo “The Fool” cem mil li­bras para desenhar e produzir uma coleção de roupas e decorar o lado de fora do prédio. Eles criaram um design incrível — que durou apenas algumas semanas, pois a aristocracia de Londres exigiu que fosse removido. Lennon, que compra­ra para o amigo Pete Shotton um supermerca­do na ilha Hayling, no condado de Hampshire, lhe deu o cargo de gerente da Beatle-Boutique. Contudo, o local não seria apenas uma loja de roupas. Também seriam vendidos li­vros, discos, objetos de decoração e tudo que chamasse a atenção. Paul queria que a loja vendesse porcelana branca, difícil de encon­trar em Londres, enquanto George, é claro, queria a venda de objetos esotéricos. Jenny Boyd, irmã de Pattie, conseguiu emprego lá. Uma festa foi realizada no dia 6 de dezembro de 1967, a que John e George com­pareceram comendo maçãs ruidosamente, e no dia seguinte a butique abriu as portas. Foi um sucesso a princípio, com as pessoas gastando muito na proximidade do Natal. Contudo, em meados de janeiro, a realidade bateu à porta. As criações do Fool eram im­pressionantes e individuais, mas não foram produzidas nos tamanhos padrão da moda. Os potenciais compradores simplesmente não conseguiam vesti-las, ou sequer pagar por elas. A loja começou a perder tanto dinhei­ro que McCartney interveio e pediu a John Lyndon, ex-funcionário da NEMS e produtor teatral, que ele arrumasse a casa. Lyndon aceitou e correu atrás de roupas acessíveis e financeiramente viáveis. Em julho, a missão estava começando a se firmar quando, du­rante uma reunião nos novos escritórios da Apple na Savile Row, número 3, John leu uma reportagem da Melody Maker, escrita pelo DJ John Peel, questionando por que os Beatles estavam agindo como comerciantes de rou­pas e não músicos. Na mesma hora, ele mandou fechar a loja, para espanto de Lyndon. Na noite anterior ao fechamento, os membros da banda apareceram com suas mulheres e levaram tudo que queriam. No dia seguinte, 31 de julho de 1968, correu a notícia de que tudo que sobrara seria distri­buído gratuitamente. Uma multidão bai­xou na butique e a deixou vazia. “O concei­to da loja era muito melhor que a realidade”, George afirmou após o fracasso do empreen­dimento. “Era fácil ficar sentado pensando em ideias bacanas, mas transformá-las em realidade era outra coisa. Não deu certo por­que não éramos empresários. Só entendía­mos de ficar no estúdio fazendo música.” Paolo Hewitt.