quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PAUL McCARTNEY - JENNY WREN - DEMAIS!

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HERE, THERE AND EVERYWHERE - MINHA VIDA COM OS BEATLES - GEOFF EMERICK

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Todo ano é a mesma história: vai se aproximando o natal e as livrarias se entopem de Beatlemania. O que eu simplesmente, adoro!
Imagine a seguinte história: Um garoto inglês, de apenas 15 anos, sonha em ser engenheiro de som de uma grande gravadora. O nome dele é Geoff Emerick, o cara que superou todos objetivos profissionais ao ter o privilégio de acompanhar praticamente toda a existência da banda formada pelos garotos de Liverpool, contada em sua biografia “Here, there and everywhere: Minha vida gravando os Beatles”, que acaba de chegar ao Brasil. Logo que começou o trabalho na gravadora, Emerick foi escalado para gravar uma banda de Liverpool formada por quatro integrantes: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.
“A maioria das pessoas pensava que Lennon era o líder dos Beatles por causa das entrevistas e aparições públicas, mas ao longo dos anos sempre me pareceu que McCartney era o verdadeiro líder. Nada era feito sem que ele aprovasse” lembra. O livro contém 480 páginas em que Emerick descreve a personalidade da banda, os talentos distintos de cada um, os detalhes dos ensaios e os testes para dezenas de músicas. Ele ainda descreve as exaustivas horas que passaram dentro dos estúdios, as brigas e a eterna busca pela perfeição. “Os Beatles estavam exigindo cada vez mais, muito mais, tanto de mim quanto da tecnologia. Eram perfeccionistas e nem sempre entendiam os limites dos experimentos musicais” conta. Uma experiência indispensável para qualquer Beatlemaníaco. O livrão custa em média 40 pilas. Sábado vou buscar o meu. Ôba!

DEAT TED, DANOOTA, (AND ME) - JOHN LENNON, DUDLEY MOORE E NORMAN ROSSINGTON

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No dia 20 de novembro de 1964, John Lennon, Dudley Moore e Norman Rossington apresentaram o poema "Deat Ted, Danoota, (and me)" do livro "In His Own Write" de John no programa Not Only…But Also da BBC-TV. Fonte: http://thebeatlesdiary.blogspot.com.br

terça-feira, 19 de novembro de 2013

THE BEATLES - "LET IT BE... NAKED" COMPLETA 10 ANOS

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Há exatos 10 anos, em novembro de 2003 (como voa o tempo!), foi lançado um novo álbum dos Beatles. Novo? Sim, novinho em folha, de um jeito que ninguém tinha ouvido antes. “Let It Be... Naked”, box com 2 CDs, que, como nenhuma unanimidade, conseguiu agradar a todos. Esse texto que a gente confere agora, foi publicado originalmente no Galeria Musical, e escrito por Anderson Nascimento à época do lançamento. Confiram:
Após anos de espera por algum lançamento das cansativas sessões do projeto "Get Back", que se tornaria "Let It Be" um ano depois, eis que finalmente temos alguma coisa desta época. Mas não deu, nem de longe, pra matar a vontade de ter oficializada a nata deste período. Aqui vai então um grande conselho, senhoras e senhores, continuem a preservar os seus bootlegs com muito carinho, pois novamente os organizadores deixaram a desejar. O "novo" álbum dos Beatles não poderia ter um nome melhor: "Let It Be... Naked". O novo cd é nu em tudo, nu de encarte, nu de fotos, nu de capa. A arte do álbum não poderia ser pior. A capa é feia, de mau gosto, parece ter sido criada por um iniciante em software de tratamento de imagens... os Beatles em raio-x... ora vejam só que falta de criatividade.
O encarte, além de ser todo em Inglês, como já estamos acostumados a ver, traz uma longa entrevista e as poucas fotos que estão encartadas são em preto e branco. Além disso, talvez este seja o principal defeito do mesmo, este encarte não traz absolutamente nenhuma informação sobre as gravações das faixas que estão no álbum. A nossa sorte é que quando colocamos o cd para ouvir, ouvimos os Beatles, que por si só já garantem nossa satisfação. Percebe-se sim, muita diferença entre esse álbum e o velho "Let It Be" que conhecemos. A diferença é muito palpável, principalmente para os fãs mais experientes. Para os mais recentes, as diferenças ficarão claras ao som de "Let It Be" e "The Long and Winding Road", além, é claro, das supressões de "Dig It" e "Maggie Mae" e da inclusão de "Don't Let Me Down". Contudo "Let it Be... Naked" é um álbum, completamente novo. As mixagens (colagens?) são bem diferentes do álbum original, mas o que entristece é que este poderia ser muito melhor. Um grande detalhe porém deve ser levado em conta: o som do álbum é maravilhoso, pode-se ouvir as vozes com clareza, o instrumental está muito bom, e as versões novas de "Let It Be" e "The Long and Winding Road" são bonitas de doer! Já o CD bônus que vinha sendo esperado avidamente é uma lástima. Venderam a ideia de que traria uma nova versão de "Imagine" tocada pelos Beatles, quando na verdade essa versão são 18 segundos de John ao piano. Além disso o CD traz 21 minutos em faixa única de trechos de músicas e conversas dos Fab Four. Serviu apenas para duas coisas: encarecer ainda mais o lançamento e mostrar a todos que é inesgotável a quantidade do material inédito que ainda existe dos Beatles. Por que tiveram que encravar esse contra-peso no novo lançamento? Seria muito mais bonito, atrativo, e decepcionaria menos se o álbum fosse simples!
Parece hilário, mas neste caso, sinto falta de Yoko Ono, tendo em vista que o trabalho que ela vem fazendo com os álbuns de John Lennon é fortemente plausível, sempre trazendo bônus tracks de verdade, fotos inéditas, cópias de manuscitos e vários outros ítens que deixam qualquer um feliz ao comprar um álbum remasterizado de John Lennon. Anderson Nascimento.

THE BEATLES - TICKET TO RIDE - LIVE IN WEMBLEY STADIUM - 1965

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O “New Musical Express Poll Winners Concert 1965”, foi um show de premiação da indústria musical britânica de 1965, com os preferidos dos leitores do tablóide New Musical Express. Realizado no dia 11 de abril de 1965 no Wembley Stadium de Londres, com os Beatles e muita gente boa tocando ao vivo. Participaram além dos Beatles: the Rolling Stones, the Searchers, the Moody Blues, Freddie and the Dreamers, Georgie Fame and the Blue Flames, the Seekers, Herman's Hermits, the Ivy League and Division Two, Sounds Incorporated, Wayne Fontana and the Mindbenders, Cilla Black, Donovan, Them, the Animals e the Kinks. Os Beatles tocaram cinco músicas: I Feel Fine, She’s a Woman, Baby’s in Black, Ticket To Ride e Long tall Sally. Disponível em DVD de 2 volumes (importado). A qualidade do som é excelente. Aumente todo o volume!

GEORGE HARRISON + DELANEY AND BONNIE 1969 - "POOR ELIJAH"

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O disco “On Tour With Eric Clapton And George Harrison” de Delaney & Bonnie é um dos maiores registros históricos do rock mundial. E não é exagero! Delaney & Bonnie Bramlett eram marido e mulher e no final dos anos 60 iniciaram uma banda de rock, sob seus respectivos nomes, e contando com um line-up de dar inveja a qualquer músico até hoje. Em sua “banda de apoio” eles contaram com ninguém menos que Eric Clapton, Duane e Gregg Allman (The Allman Brothers), George Harrison, Leon Russell, o baterista Jim Gordon e vários outros nomes importantes do rock até hoje. Em 1970 eles lançaram “On Tour With Eric Clapton”, terceiro disco da carreira e primeiro ao vivo, além de ter se tornado o álbum de maior sucesso da banda, tanto em relação à crítica quanto ao número de cópias vendidas. Nesse disco, a banda era: Delaney, Bonnie, Eric Clapton, Jim Gordon, Carl Radle, Bobby Whitlock, Leon Russell, Dave Mason e George Harrison sob o pseudônimo de “L’Angelo Misterioso”. O discão, cheio de história foi magnificamente relançado em agosto de 2010 numa superedição de luxo. E a Rhino caprichou. A gravadora fez uma caixinha, imitando os cases de instrumentos e equipamentos de turnê, contendo 4 discos e 52 faixas. Além das músicas originais de “On Tour With Eric Clapton”, ainda estão disponíveis os shows gravados no London’s Royal Albert Hall e Colston Hall em Bristol. Mas não será essa reedição especial de 40 anos que vamos baixar aqui não. Infelizmente! Até porque a minha ainda não chegou. Foram adicionadas ao repertório original do disco canções como "I don't know why", balada soul que traz Clapton nos vocal principal; e uma versão de "Gimme some lovin", em que o guitarrista é acompanhado pelos músicos de D&B (o tecladista Bobby Whitlock, o baixista Carl Radle e o baterista Jim Gordon), que se juntariam posteriormente a Clapton no grupo Derek and the Dominoes. O ex-beatle George Harrison, antigo fã de Delaney & Bonnie, pode ser ouvido na faixa "Coming home”. Delaney e Bonnie conheceram-se em Hollywood em 1967 e, em 1969, lançaram seus primeiros álbuns, "Home" e "Accept no substitute". Por sugestão de Harrison, Clapton convidou a dupla para abrir os shows do Blind Faith, sua banda na época, da qual também fazia parte o cantor e multi-instrumentista Steve Winwood. Depois da separação do grupo, o guitarrista inglês juntou-se ao casal durante uma turnê pela Europa, que deu origem ao álbum. O casamento de Delaney e Bonnie Bramlett durou até 1972. Delaney morreu em 2008, com problemas na vesícula. Aos 65 anos, Bonnie ainda lança álbuns solo com certa periodicidade.

GEORGE HARRISON LIVE IN JAPAN TOUR 1991 (RARE!)

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Não deixe de conferir a megapostagem “GEORGE HARRISON - LIVE IN JAPAN”, uma das melhores matérias que já apareceram aqui!

THE BEATLES - I'M A LOSER - TRADUZIDO - EXCELENTE!

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

IMAGEM DO DIA - PAUL McCARTNEY NO JAPÃO - 2013

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THE BEATLES - GOOD MORNING, GOOD MORNING

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Paul dominou Sgt. Pepper porque John tinha se tornado um Beatle preguiço-so. Ele raramente se aventurava longe de casa, dava pouca atenção aos negócios e não se inspirava mais em arte contemporânea, mas nas questões da vida doméstica - jornais, idas à escola, programação diurna da TV.

"Good Morning, Good Morning" era um resumo correto dessa situação e uma admissão de que ele não tinha mais o que dizer. Era uma música sobre sua vida indolente - o resultado de muitas drogas, um casamento frio e dias medidos por refeições, pelas horas de sono e por programas de televisão corno Meet The Wife.

"Quando ele estava em casa, passava muito tempo deitado na cama com um bloco de anotações", lembra Cynthia. "Quando se levantava, sentava ao piano ou ia de um cômodo ao outro ouvindo música, abobalhado com a televisão e lendo jornais. Ele basicamente estava se desligando de tudo o que estava acontecendo. Estava pensando sobre as coisas. As coisas com que ele estava envolvido fora de casa eram bastante dinâmicas." Enquanto ficava sentado nesse estado, sons estranhos e trechos de conversa traziam ideias.

Foi um comercial de televisão dos cereais de milho Kellogg's que deu a John o título e o refrão de "Good Morning, Good Morning". O comercial em preto e branco não trazia nada além de cereais de milho sendo colocados em uma tigela. O jingle de quatro versos dizia: "Bom dia, bom dia, O melhor para você toda manhã. Café da manhã alegre, Kellogg s Corn Flakes, crocante e cheio de diversão". "Walk by the old school” era uma referência ao ato de levar Julian para Heath House e é provável que a pessoa que ele esperava que "turn up at a show" fosse Yoko Ono, que ele tinha conhecido em novem¬bro de 1966. O "show" seria, então, uma exposição de arte, não uma apresentação.

THE BEATLES - WORDS OF LOVE 2013 - SENSACIONAL!

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Marcando o lançamento da nova coletânea dos Beatles, a música “Words of Love” ganhou um clipe com imagens de arquivo e animações dos Fab Four. A canção foi originalmente composta por Buddy Holly, em 1957. Gravada ao vivo nos estúdios da rádio BBC, a música faz parte da coletânea “On Air - Live at the BBC Volume 2”, que dá sequência ao álbum Live at the BBC, de 1994. São 37 gravações que não haviam sido divulgadas oficialmente, todas feitas nos estúdios da rádio britânica. A compilação traz ainda conversas e brincadeiras entre os jovens ídolos ingleses. Dentro do circuito de homenagens, o Grammy Awards anunciou que vai apresentar, em fevereiro próximo, um programa de TV nos Estados Unidos que comemorará o 50 º aniversário da aparição da banda no The Ed Sullivan Show, em 1964. A data marca a primeira apresentação do grupo naquele país e o especial de duas horas terá as presenças de grandes nomes da música, que interpretarão sucessos dos Beatles. 

sábado, 16 de novembro de 2013

JOHN LENNON & YOKO ONO - DOUBLE FANTASY - PARTE 1

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Double Fantasy foi o último álbum de John Lennon e sua mulher Yoko Ono praticamente um mês antes de ser assassinado a tiros por Mark David Chapman ao retornar de uma gravação. Foi lançado exatamente no dia 15 de novembro de 1980 nos Estados Unidos. Por isso, a gente relembra aqui de uma matéria publicada pela revista Veja do final de outubro daquele ano. No Baú do Edu, apareceu no dia 1 de dezembro de 2010, na sessão “ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ - Nº 06”.

Calado há 5 anos, o ex-Beatle divide um disco com Yoko e fala de sua nova vida. Ao longo dos nove anos desde que os Beatles se separaram. John Lennon, o mais controverso e brilhante de seus quatro componentes, vem passando por um turbulento amadurecimento. Depois de uma frenética produção de discos de qualidade incrivelmente desigual, uma briga de quatro anos com o Serviço de Imigração americano para permanecer nos Estados Unidos, uma separação de quinze meses de sua esposa Yoko Ono e o nascimento de seu filho Sean, Lennon desapareceu de vista em 1975. Agora, às vésperas de se converter em um quarentão, ele reemerge com o mais esperado álbum do ano. Intitulado “Double Fantasy”, é uma espécie de de “Cenas de um Casamento” revelado em catorze canções – sete escritas por Lennon, sete por Yoko. Há alguns anos, o casal trocou seus papéis: Lennon tornou-se um “dono de casa”, cuidando de bebê e fazendo pão, enquanto Yoko se convertia na geente de negócios da família. Suas propriedades nos Eua são extensas – cinco apartamentos no legendário edifício de Dakota de Manhattan, Nova York e quatro fazendas para produzir leite. Recentemente, Lennon e Ono deram sua primeira grande entrevista em cinco anos a Bárbara Gaustark, da revista Newsweek. Vestindo uma calça Levis e uma camisa de trabalho, fumando cigarros franceses, o ex-Beatle falou abertamente de si próprio, sem mostrar sinais de demônios anteriores que antes perseguiam suas canções.
Por que você se escondeu a partir de 1975? Você estava cansado de fazer música ou do negócio da música?
Lennon – Um pouco de cada coisa. Desde os 22 anos de idade estava sob contrato e sempre se esperava alguma coisa de mim. Que eu escrevesse 100 canções até sexta-feia, que gravasse um compacto até sábado, fizesse isso e aquilo. Eu me tornei um artista por gostar da liberdade – nunca pude me encaixar em uma sala de aula ou num escritório. A liberdade era o algo a mais de que eu precisava pra compensar o fato de ser um sujeito estranho. De repente, contudo, vi-me amarrado a uma gravadora, à imprensa, ao público. Não tinha liberdade alguma.
Por que cinco anos?
Lennon – Você sabe que me custou um longo tempo pra ter um bebê. Eu queria me dedicar por 5 anos ao meu filho Sean. Não vi Julian, meu primeiro filho (de sua esposa Cynthia) crescer e, agora, eis um homem de 17 anos ao telefone falando de motocicletas. Acho que a maioria das escolas são prisões – a cabeça da criança é aberta e estreitá-la para que ela vá competir na sala de aula é uma piada. Mandei Sean ao jardim de infância mas, quando percebi que o estava fazendo para me ver livre dele, deixei que voltasse para casa. Se não lhe dou atenção agora que ele tem 5 anos, terei que dá-la em doses duplas em sua adolescência. É o que lhe devo.
Yoko, por que você decidiu assumir o papel de empresária?
Yoko – Existe uma canção do John, no disco, chamada “Hora da Limpeza”, e assim foi para nós. Por estarmos ligados à Apple (a empresa dos Beatles) percebemos que todos os advogados e gerentes tinham um pedaço de nós, que não éramos financeiramente independentes – não sabíamos nem quanto dinheiro tínhamos. E ainda não sabemos. Agora estamos vendendo nossas ações da Apple (25%) para liberar nossas energias e outras direções. Fomos aconselhados a investir em ações e petróleo, mas não acreditamos nisso. Você tem que investir em coisas que ama. Como vacas, que são animais sagrados na Índia. Comprar casas foi uma decisão prática – John começou a se sentir preso em apartamentos e nós nos aborrecíamos em hotéis. Cada casa que compramos foi escolhida por ter um valor histórico.
John, foi muito difícil fazer algo que não fosse música?
Lennon – A principio sim, foi muito difícil. Mas, musicalmente, minha mente era apenas uma confusão. Isso ficou aparente em “Walls and Bridges” (seu álbum individual de 1974), que era o trabalho de um artesão semi-enfermo. Não havia inspiração e dele emanava uma aura de sofrimento.
Você deixou de ouvir música?
Lennon – Ouço geralmente clássicos ou muzak. Não tenho interessse no trabalho de outros – só na medida em que me toca. Tenho a grande honra de nunca ter ido ao Studio 54 e de nunca ter pisado em qualquer clube de rock.
Por que você decidiu gravar novamente?
Lennon – Porque este dono-de-casa gostaria de ter só um pouquinho de uma carreira. No dia 9 de outubro completo 40 anos de idade. Sean terá 5 e eu poderei dizer: “Papai também faz outras coisas”. O garoto não está acostumado a isso – em cinco anos eu quase não peguei na guitarra. No Natal passado nossos vizinhos mostraram a Sean o filme “Submarino Amarelo” e ele veio correndo para casa perguntando: “Papai, você estava cantando, você foi um Beatle?” Eu lhe respondi: “Bem – sim, fui”.
Por que você colaborou com Yoko nesse LP?
Lennon – É como uma peça de teatro – nós a escrevemos e somos os atores. É John e Yoko – é pegar ou largar... digo de outra forma forma (rindo) ... Yoko me faz sentir inteiro. Não quero cantar se ela não estiver lá comigo. Somos como conselheiros espirituais. Quando deixei os Beatles, pensei: “Ótimo, não preciso mais ouvir a Paul, Ringo e George”: Mas é aborrecido cantar sozinho em um estúdio.
Do homem que aos 23 escreveu “as mulheres deveriam ser obscenas em vez de ouvidas”, você percorreu um longo caminho. Como se deu isso?
Lennon – Eu era um macho da classe trabalhadora, acostumado a ser servido e Yoko não entrou nessa. Do dia em que eu a conheci, ela exigiu tempo igual, espaço igual, direitos iguais. Eu disse: “Não espere que eu mude. Não tome meu espaço”. Ela respondeu: “Então não posso ficar aqui. Tudo giro a seu redor e não posso respirar nessa atmosfera”. Sou-lhe agradecido pela educação que me deu.
As pessoas acusam Yoko de ter arrancado você do grupo e, nesse processo, destruído os Beatles. Como foi que tudo realmente terminou?
Lennon – Sempre estive à espera de um motivo para deixar os Beatles a partir do dia em que filmei “Como Ganhei a Guerra” (em 1966). Só não tinha coragem de tomar essa decisão. A semente estava plantada quando os Beatles pararam de fazer turnês e eu não podia enfrentar o fato de ficar de fora do palco. Mas estava muito assustado para sair de meu palácio. Foi o que matou Elvis Presley. O rei é sempre morto por seus cortesãos. Yoko me mostrou o que significava ser Elvis Beatle e estar rodeado de escravos cujo maior interesse era manter a situação como estava – uma espécie de morte. E assim foi como os Beatles terminaram – não porque ela “tenha dividido” os Beatles, mas porque me disse: “Você está nu”.
Como você vê agora seu radicalismo político no ínicio da década de 70?
Lennon – Aquele radicalismo era falso, realmente, porque nascia de um sentimento de culpa. Sempre me senti culpado por ganhar dinheiro, e assim tinha que gastá-lo ou perdê-lo. Não quero dizer que fosse hipócrita – quando acredito, acredito até o fundo das coisas. Mas, por ser um camaleão, eu me convertia na pessoa com quem estava.
Você tem saudade dos velhos e bons tempos?
Lennon – Nada. O que gerou os Beatles também gerou os anos 60. E, se alguém pensa que, se John e Paul, se juntarem com George e Ringo, os Beatles existirão novamente, está fora de si. Os Beatles deram o que tinham que dar. Os quatro sujeitos que compunham aquele grupo jamais poderão vir a ser aquele grupo novamente mesmo que assim eles quisessem. E se Paul e eu nos juntássemos? Seria chato. Se George ou Ringo se reunisse a nós seria irrelevante porque Paul e eu criamos a música, certo? Mas voltar aos Beatles seria como voltar a escola...
De todas as novas canções, só “I’m Losing You” parece abrigar os famosos demônios de Lennon. Como você escreveu?
Lennon – Ela saiu de um pesado sentimento de perda que se remontou até o útero. Uma noite, eu não consegui me comunicar com Yoko por telefone e me senti completamente perdido... Acho que aí está o significado dessa história de cinco anos – restabelecer contato comigo mesmo. O verdadeiro momento de percepção veio quando descobri quem eu era aconteceu em um quarto em Honk Kong porque tinha me mandado de viagem para que eu ficasse completamente só. Desde os 20 anos não tinha feito nada por minha própria conta. Não sabia nem como me registrar em um hotel... Estava apreciando a vista da baía quando alguém tocou a campainha. Foi o reconhecimento – meu Deus. Essa pessoa calma sou eu. Não necessita mais de adulações ou de êxitos musicais. 
Rodei por Hong Kong de madrugada, sozinho, e foi emocionante. Foi redescobrir uma sensação que tive uma vez, muito jovem, percorrendo as montanhas da Escócia com uma tia. Pensei: “Ei, Este é sentimento que faz você escrever ou pintar... E esteve comigo toda minha vida. E é por isso que estou livre dos Beatles – porque acabei descobrindo que eu era John Lennon antes dos Beatles e serei John Lennon depois dos Beatles”. Assim seja.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

PAUL MCCARTNEY PEDE A PUTIN QUE AJUDE A LIBERTAR ATIVISTAS DO GREENPEACE

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Paul McCartney escreveu ao presidente russo, Vladimir Putin, para pedir que ele ajude a garantir a libertação de um grupo de ativistas do Greenpeace presos na Rússia. Isso porque 28 ativistas, incluindo uma brasileira, e dois jornalistas podem pegar até 7 anos de prisão devido a um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, durante o qual alguns integrantes do grupo ambientalista tentaram escalar uma plataforma russa de petróleo. "Seria ótimo se esse mal-entendido pudesse ser resolvido e os manifestantes puderem estar com suas famílias a tempo do Natal. Nós vivemos em paz", escreveu McCartney em seu site. O músico disse que Putin, a quem conheceu quando fez seu primeiro show em Moscou, em 2003, não havia respondido à carta, enviada em 14 de outubro, embora, segundo contou, o embaixador da Rússia em Londres tenha respondido dizendo que a situação do grupo não está sendo adequadamente mostrada pela mídia.
"Vladimir, milhões de pessoas em dezenas de países ficarão imensamente agradecidas se você intervier para pôr um fim nesse caso", escreveu McCartney na carta. O porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov disse que somente soube da carta pelo noticiário, mas que a correspondência ainda não tinha sido recebida. A plataforma de petróleo Prirazlomnaya, que os ativistas do Greenpeace tentaram escalar em 18 de setembro, pertence à gigante estatal de energia russa Gazprom e está no centro de uma iniciativa do governo para explorar os recursos naturais do Ártico e expandir a economia russa.
Numa referência à canção dos Beatles "Back in the USSR", que ele compôs 45 anos atrás, McCartney escreveu: "Aquela canção tinha uma de minhas frases favoritas dos Beatles: 'Estou longe há tanto tempo que nem reconheci este lugar. Como é bom estar de volta em casa'". "Você poderia fazer isso se tornar realidade para os presos do Greenpeace?", perguntou McCartney na carta. 
Entenda o caso -  Investigadores acusaram os 30 ativistas de vandalismo, em lugar dos delitos iniciais de pirataria, que poderiam resultar em pena de 15 anos de prisão. O Greenpeace diz que as acusações de pirataria não foram formalmente retiradas e que agora os 30 estão sendo efetivamente processados pelos dois delitos. A Holanda, onde o Greenpeace tem sua sede, pediu a um tribunal internacional que ordene a libertação do grupo. McCartney havia anteriormente expressado apoio à banda russa de protesto Pussy Riot, que interpretou uma "oração punk" na catedral de Moscou no ano passado, numa manifestação contra as relações de Putin com a Igreja Ortodoxa Russa. Apelos por complacência não conseguiram evitar que elas fossem condenadas a 2 anos de prisão. Críticos acusam Putin de usar os tribunais para perseguir seus oponentes, acusação que o Kremlin nega.

CONVIDADOS MAIS QUE ESPECIAIS: DIRE STRAITS - MONEY FOR NOTHING

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No dia 15 de novembro de 1987, o álbum “Brothers in Arms” do Dire Straits atingiu a incrível marca de 3 milhões de cópias vendidas - somente na Grã Bretanha. Isso não é pouca coisa não!
“Brothers in Arms” foi o quinto álbum de estúdio da extinta banda de rock inglesa Dire Straits, lançado em 1985. O álbum foi um marco na indústria fonográfica, sendo um dos pioneiros no processo de gravação, mixagem e masterização totalmente digitais. Faz parte da lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. Gravado entre o final de 1984 e o inicio de 1985, e lançado no inicio de 1985, “Brothers In Arms” é o quinto, mais vendido e o mais bem sucedido álbum do Dire Straits. O estrondoso sucesso pode ser atribuído a vários fatores, um deles é o fato de Mark Knopfler estar cantando, tocando e compondo como e os demais integrantes em sua melhor forma. Outro fator importante, foi que a banda participou de um dos maioresfestivais daquela época, o Live Aid, evento que reuniu a maioria dos músicos que obtiveram sucesso no século XX em prol da fome na Etiópia. “Brothers In Arms”, marcou sua época em todos os sentidos, pois foi um dos primeiros álbuns a ter todo o processo de gravação usando equipamentos digitais. Os destaques ficam por conta de “Money For Nothing”, “So Far Away”, “Walk Of Live”, “Ride Across the River” e a incrível faixa título “Brothers In Arms”, com a participação de Sting, do The Police. Mas a que a gente fica agora é com um sucessão matador daquela época, a incrível e matadora “Money For Nothing”. Ótimo sábado para todos!

RINGO STARR TROCARÁ ARMAS POR BOLAS DE FUTEBOL

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O ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr, embaixador da ONG "Non Violence Foundation", trocará armas por bolas de futebol autografadas por jogadores famosos, no México. Os organizadores esperam que cerca de 2 mil crianças compareçam ao evento, cujo local ainda não foi definido, no próximo sábado. A fundação, da qual também faz parte Yoko Ono, a viúva de John Lennon, promove um projeto chamado "Futebol pela Paz", que já passou por países como Brasil e Uganda, sendo direcionado a crianças de comunidades carentes. O México enfrenta uma intensa onda de violência desde dezembro de 2006, quando o ex-presidente Felipe Calderón assumiu o governo e militarizou a luta contra o narcotráfico, que já deixou milhares de mortos. O BAÚ DO EDU AVISA: SAIA DESSA LOGO RINGO! Se meter com essa gente do 3º mundo, é fria !!! Todo mundo quer a paz. Que lindo!

YOKO ONO - A GUERRA ACABOU, SE VOCÊ QUISER

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Na sua nova exposição de "A Guerra acabou (se você quiser)", na Austrália, a escritora, artista Yoko Ono e ativista espera unir as pessoas para sonhar e trabalhar em direção a um futuro melhor através da arte. "Isso é o que podemos fazer para mudar a sociedade", disse a viúva de John Lennon, em coletiva de imprensa no Museu de Arte Contemporânea da Austrália, em Sidney, ontem (14). A exibição será aberta ao público amanhã (sexta, 15) e fica em cartaz até fevereiro.
O título "A guerra acabou (se você quiser)" se refere à campanha feita por Yoko e Lennon em 1969, quando eles alugaram outdoors em várias cidades para veicular uma mensagem de paz na época do Natal. As partes interativas da exibição foram concebidas para encorajar a colaboração entre as pessoas, sempre em conexão com o tema central sobre a paz mundial, disse. A exposição multimídia, a primeira individual de Yoko na Austrália, expõe trabalhos de mais de cinco décadas, incluindo esculturas, colagens e um jogo de xadrez somente com peças brancas.
"A mudança não é fácil, mas temos que entender que se não dermos abertura à mudança, isso é morte", disse Yoko. "Quando John e eu nos posicionamos, poucas pessoas eram ativistas. Agora eu acho que 90 por cento do mundo é de ativistas", disse ela.

Não deixe de conferir: JOHN LENNON - HAPPY XMAS (WAR IS OVER) http://obaudoedu.blogspot.com.br/2012/12/happy-christmas-war-is-over.html

JOHN LENNON, YOKO ONO & EU - JONATHAN COTT

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Passava das quatro horas da manhã quando o inglês Jonathan Cott deixou o estúdio no qual John Lennon e Yoko Ono faziam os últimos ajustes na faixa Walk on thin ice, para um álbum a ser lançado no ano seguinte, três dias depois daquela fria madrugada de dezembro de 1980, Lennon foi assassinado na frente do prédio em que morava em Nova York. Debaixo do braço, carregava a fita com a última mixagem da canção de Yoko. Na semana anterior àquela segunda-feira, Cott passara dias ao lado do casal. Gravou uma entrevista de nove horas para escrever uma reportagem de capa da Rolling Stone sobre o recém-lançado Double Fantasy, a parceria mais celebrada de John e Yoko. A reportagem, no entanto, seria outra: a entrevista publicada pela revista foi a última concedida por Lennon. Cott se ateve ao que considerava mais significativo da conversa com a dupla e escreveu um tributo de 5 mil palavras. Guardou as fitas no fundo de um armário e nunca mais teve coragem de ouvi-las. Mas uma série de coincidências fez o repórter voltar no tempo. John Lennon, Yoko Ono & Eu é a história dessa volta. Nesta obra, o jornalista da revista Rolling Stone apresenta as versões completas de todas as suas entrevistas e conversas importantes com John e Yoko, além de imagens raras do arquivo pessoal do casal. Do contato inicial em 1968 à amizade ainda hoje existente com Yoko, passando pelo trauma do assassinato de Lennon, Cott usa a sensibilidade que o torna um dos grandes críticos culturais do nosso tempo para oferecer novos insights sobre John e Yoko - como indivíduos, artistas e amantes. E faz isso entrelaçando seus encontros com os dois à própria vivência de uma época transformadora em todos os sentidos. O resultado é um retrato íntimo dos dois artistas, e também o testemunho de uma profunda e duradoura amizade. A obra traz como destaque a íntegra da última entrevista importante de Lennon, que conversou animada e longamente com o jornalista três dias antes de ser assassinado, em dezembro de 1980. Lançado nos Estados Unidos em maio último e somente agora traduzido para o português pela Zahar, o livro é uma memória pessoal e afetuosa de uma amizade de quatro décadas. Em 2010, Cott se deu conta de que, se estivesse vivo,Lennon completaria 70 anos. Também atentou para os 30 anos do assassinato. O próprio Cott faria 70 dois anos depois. "Eu sabia que, depois de 40 anos do primeiro encontro com eles, se eu quisesse escrever um livro sobre eles, era agora ou nunca. Falei com Yoko, com quem sempre estive em contato ao longo de todos esses anos. Ela me encorajou a escrever o livro e me ofereceu uma longa entrevista na qual poderíamos falar dos 'bons e velhos tempos' (como ela mesma disse) e sobre o que estava por vir", conta. A entrevista com Yoko conclui o livro, que é também uma tentativa de explicar por que a artista, no entendimento de Cott, é a mais incompreendida de todos os tempos. O mais precioso, no entanto, não está nas considerações de Yoko, mas no próprio relato do repórter sobre a simbiose artística do casal, o respeito e admiração entre eles, e a postura de Lennon diante de questões da existência. Das nove horas de gravação, Cott aproveitou o que pôde na correria de produzir o material póstumo. "Depois da morte de John, eu mal tive tempo de ouvir as fitas e nunca transcrevi inteiramente a entrevista. Eu sentia que iria ficar muito triste em ouvir a voz de John logo depois do assassinato, então eu guardei tudo no fundo de um armário", conta. Ele ainda se lembra das últimas palavras de Lennon quando deixou o estúdio, de madrugada. "Ele me disse: 'Vamos encarar: revistas vêm e vão, executivos da indústria fonográflca vêm e vão, empresas fonográficas vêm e vão, produtores de filmes vêm e vão. Artistas vêm e vão também. Que vida! Às vezes, você fica imaginando, quero dizer, realmente imaginando. Eu sei que nós fazemos nossa própria realidade e que sempre temos escolha, mas o quanto disso é preestabelecido? Há sempre uma encruzilhada no meio da estrada e há sempre dois caminhos preestabelecidos que são igualmente preestabelecidos? Poderia haver centenas de caminhos e poderíamos sempre ir em uma ou outra direção — há uma escolha, e isso é muito estranho... E esse é um bom final para nossa entrevista... Adeus, até aproxima'." 
Depois de um intenso processo de transcrição das fitas, Cott ficou emocionado. "Adorei ouvir mais uma vez aquelas palavras alegres, vibrantes, subversivas, destemidas e extremamente engraçadas, vindas de um coração muito humano, palavras de uma pessoa que inspirou milhões de outras pessoas por todo o mundo. Nos meus ouvidos, John Lennon estava tão vivo quanto eu ou você", garante o autor, que faz questão de frisar, no livro, a importância do pensamento e do trabalho de Yoko Ono para a produção da dupla. Para Cott, a artista é pioneira em vários sentidos e tem importância fundamental para a arte contemporânea, embora até hoje seja demonizada como a figura responsável pelo fim dos Beatles. "Na verdade, Paul McCartney recentemente desmentiu essa ideia", lembra Cott. "E, quando o grupo se separou, foi uma bênção disfarçada, já que cada um dos Beatles estava livre para criar a sua própria e brilhante música. E, apesar de Yoko ainda ter detratores que não gostam dela ou não entendem suas músicas, filmes e trabalhos de arte, é muito legal ver que ela tem hoje 4,6 milhões de segui¬dores no Twitter, 11 hits que mais tocaram no topo da Billboard Dance JClub Play Chart, mostrou seu trabalho de arte em todo o mundo, organizou e fez a curadoria, este ano, do prestigioso Meldown Festival de Londres, acabou de lançar um novo álbum aclamado pela crítica, Take me to the land of hell, e fez tudo isso aos 80 anos!", ressalta. O livro “John Lennon, Yoko Ono & Eu” de Jonathan cott – foi traduzido por Claudio Carina, tem 232 e custa em média R$ 39,90. Pegando carona no lançamento do livro de Cott, a gente confere agora pela milésima vez, o super vídeo do nosso querido John Lennon "Mind Games". Essas filmagens de John andando por Nova York aconteceram no dia 15 de novembro de 1974 e eram para serem usadas em vídeoclipe para “Whatever Gets You Thuru the Night”, o que não aconteceu. O vídeo de "Mind Games" foi lançado no DVD "Lennon Legend" de 2003.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O ANO? 1963. - A BANDA? UNS TAIS 'BEATLES', DE LIVERPOOL

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Hoje, estreia a nova sessão “DISCOS QUE + AMAMOS” – sempre enfocando dois álbuns da discografia oficial dos rapazes de Liverpool. A cada semana, dois álbuns dos Beatles em ordem cronológica de lançamento na Inglaterra. Claro, óbvio e evidente, que os dois primeiros não poderiam ser outros que os matadores “Please Please Me” e “With The Beatles”. Como qualquer estréia que se preze merece participações especiais, a gente confere agora com absoluta exclusividade um belíssimo texto curto, grosso e enxuto, de autoria do nosso amigo, o maestro João Carlos W. Mendonça. Espero que gostem, compartilhem com os amigos e façam um monte de comentários. Ah, lembrem-se: está para sair a sessão “You Can Talk To Me” – Fala Que Eu Te Escuto – Vol. 3”. Se você ainda não está participando, não perca tempo.
THE BEATLES – “PLEASE PLEASE ME” & "WITH THE BEATLES”
Por João Carlos W. Mendonça
Sem pretensões de biógrafo, mas apenas como observador, noto que é necessário contextualizar esses 2 primeiros álbuns, ambos lançados em 1963 (no começo e no fim daquele ano). Não raro, muita gente acha engraçado os Beatles serem chamados de “cabeludos” ao verem as capas e fotos da época. Faz sentido. Todavia, aquelas primeiras imagens do grupo, chocaram muito mais as pessoas na ocasião do que os “barbudões bem mais cabeludos” da fase Abbey Road/Let It Be, afinal os homens usavam o inesquecível corte Jack Dempsey e a molecada mais ousada, apenas cultivava enormes franjas escovadas para trás, bem altas e gomalinadas. De repente aparece 4 caras com rostinhos bonitinhos, cabelos com franjas francesas sobre a testa, jeitinho de “bichinhas” porém, fazendo um som visceral...matador. Dá prá imaginar? Por trás daquelas faces juvenis já havia muita história. E o período que ficaram em Hamburgo foi fundamental. Viveram, conviveram e trabalharam literalmente nos “puteiros”  barra pesada da cidade, onde tocavam 8 horas por dia para um público formado pela fina flor do lugar (gangsteres, traficantes, marinheiros e obviamente...prostitutas) e tinham de fazer de um tudo, para animar e “segurar” a platéia (chegaram a executar WHAT’D I SAY do Ray Charles por 30 minutos, em certas ocasiões). Sempre aumentando a dosagem, tomavam um tal de Preludim (espécie de cocaína de farmácia) para agüentarem o tranco. Por conseguinte, não conseguiam dormir o suficiente, dada a excitação. O jeito era gastar o tempo aprendendo tudo sobre sexo com a mulherada, já que tinham o privilégio do “passe livre”, ou burilando o repertório. E foi lá também que conheceram os “exis” (estudantes de arte um tanto dândis) que usavam o corte de cabelo que viriam a adotar junto às roupas de couro preto. Voltaram para Liverpool cheios de truques nas mangas. As festas na cidade, eram animadas por 4 ou 5 grupos por noite e, assim, perceberam que todas as bandas tocavam os mesmos sucessos da parada jovem. Contra essa mesmice, o jeito era apelar para as músicas que amavam dos grupos da “soul music” americana, lados Bs e... começar a compor o próprio material. Quando Macca abria os shows, aos berros, com LONG TALL SALLY e Lennon emendava com TWIST AND SHOUT, não ficava pedra sobre pedra. Dessa forma, ao chegarem à Londres pelas mãos de Epstein, que conseguiu tornar o visual do grupo mais “garotinhas” ainda, com seus terninhos sem golas, surpreenderam ao George Martin (e a todos) por escreverem suas próprias canções, o que não era comum. Intérprete era uma coisa e compositor, outra. Estes 2 discos “exterminadores”, resumem tudo que foi comentado acima. A maioria das músicas foi escrita pela dupla LENNON & McCARTNEY (com HARRISON então já começando... devagar) e “covers” quase obscuros de rocks e r&b americanos que ganharam vida graças as definitivas, apaixonadas e apaixonantes regravações dos Beatles. As noites das “luzes vermelhas” de Hamburgo colocadas em vinis. E ninguém então, fazia a menor idéia disto.
E o caminho se abriu para quem tinha o que mostrar. Como os ROLLING STONES e THE WHO, especialmente. Onde andará aquela garota de 15 anos que teve o primeiro orgasmo quando ouvia I WANT TO HOLD YOUR HAND (“when I touch you/I feel happy/inside)? A sacanagem é que, quando se exibem imagens dos anos 60, mostram toda a nata daquele período em fotos de 67 até 70. Mas os Beatles aparecem com as caras de 1963. No entanto, a verdade é que o mundo começou a revolver-se e mudar radicalmente naquela prosaica abertura de I SAW HER STANDING THERE. Ou seja, apenas “ONE, TWO, THREE, FOUR...”

THE BEATLES - DISCOS QUE + AMAMOS - PLEASE PLEASE ME

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Lançado em 22 de março de 1963, o disco de estréia dos Beatles esbanja frescor e vitalidade. A idéia original era gravar a banda ao vivo no Cavern, em Liverpool. Como as condições técnicas não eram adequadas, George Martin preferiu levar os rapazes para os estúdios de Abbey Road. O álbum todo foi gravado no dia 11 de fevereiro de 1963, com os trabalhos começando às 10 da manhã. O conceito foi mantido. O disco tinha que ser um registro de como os Beatles soavam no palco. Por isso tudo foi feito ao vivo, com poucos overdubs. O álbum mostra como Lennon & McCartney tinham florescido como compositores. Das 14 canções, oito são da dupla. O disco foi “recheado” com Love Me do, PS I Love You, Please Please Me e Ask Me Why, que tinham sido lançadas pouco antes em singles de sucesso. As outras faixas originais são exemplares. Uma delas, I Saw Her Standing Ther, um rock cheio de energia concebido por Paul, logo se tornou Standart. Misery tinha sido escrita para a cantora Helen Shapiro. There’s a Place, de Lennon, era original e personalíssima. A balada Do You Want To Know a Secret foi escrita por Joh e Paul para o amigo Billy J. Kramer e no álbum ganhou vocal de George. O s covers mostram que os Beatles estavam muito interessados no som criado pelos compositores americanos do Brill Building, que escreviam para os grupos de garotas. Assim tem Chains (The Cookies), Boys e Baby It’s You (The Shireless). A inclusão de A Taste Of Honey é uma amostra do ecletismo de Paul. A canção veio de uma peça de teatro, mas os Beatles se basearam na gravação de Lenny Welch. Em Anna (Go With Him), Lennon prestou homenagem ao mestre do R&B Arthur Alexander. Porém, ele se superou em Twist And Shoult. Foi a última música a ser gravada. John, que estava se recuperando de um resfriado, deu a performance da sua vida, berrando desbragadamente e fazendo todos esquecerem a versão original dos Isley Brothers A foto da capa de Please Please Me foi feita por Angus Mcbean. A princípio, os Beatles seriam fotografados no zoológico, mas eles simplesmente foram levados para a sede da EMI, em Manchester Square, e fotografados de baixo para cima. Simples, mas icônico. E ficou show!

THE BEATLES - I SAW HER STANDING THERE

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Não foi por acaso que George Martin e os próprios Beatles escolheram “I Saw Her Standing There” para abrir seu primeiro álbum “Please Please Me”. “I Saw Her Standing There” é um rockão pulsante e matador genuinamente dos Beatles (McCartney & Lennon) e que era um dos seus números preferidos desde os tempos de Hamburgo. Os Beatles podiam tocá-la até com os olhos fechados e as mãos amarradas! “Era a canção perfeita para apresentar os Beatles para o mundo. Eram verdadeiramente eles, crus e selvagens, desde a contagem inicial de Paul, o solo perfeito de George Harrison e o final apoteótico” relembra um emocionado George Martin no documentário Anthology 1.
O álbum Please Please Me, foi lançado no Reino Unido pela Parlophone em 22 de março de 1963. Em 13 de janeiro de 1964, a Capitol Records lançou a canção nos Estados Unidos como lado B do primeiro single dos Beatles neste país com a canção "I Want to Hold Your Hand" no lado A. "I Saw Her Standing There" entrou na lista das 100 mais tocadas da Billboard em 8 de fevereiro de 1964, ficando lá por 11 semanas, atingindo seu topo máximo no número 14 das mais tocadas.
“I Saw Her Standing There” foi escrita por Paul McCartney em parceria com John Lennon, mas a idéia incial foi toda de Paul. Originalmente intitulada como "Seventeen", a canção surgiu quando Paul se dirigia para casa depois de um concerto em Southport, Merseyside e posteriormente a completou em sua casa na Rua Forthlin de Liverpool em setembro de 1962. McCartney disse: "Eu tinha: She was just seventeen e Beauty queen. Quando eu mostrei para o John, ele gritou, riu e disse: “Você está brincando a respeito desta rima, não está?" Paul admitiu que a base de seu baixo foi influência da música de Chuck Berry "I'm Talking About You" de 1961.
“I Saw Her Standing There” foi gravada nos Abbey Road Studios em 11 de fevereiro de 1963, como parte da maratona de gravações para o álbum Please Please Me. Os Beatles não estavam presentes durante as mixagens no dia 25 de fevereiro de 1963, o que era comum na época.
No álbum, a canção começa com a contagem "one-two-three-four!" ("um-dois-três-quatro"). Geralmente, esta contagem seria cortada na edição final mas o produtor George Martin resolveu deixá-la por considerá-la especialmente vigorosa e por inciar o álbum com um bom astral..
Em 1974, durante um show ao vivo, John Lennon e Elton John gravaram a canção e a lançaram como lado B do single "Philadelphia Freedom". Antes da introdução, John diz: I'd like to thank Elton and the boys for having me on tonight. We tried to think of a number to finish off with so I can get out of here and be sick, and we thought we'd do a number of an old, estranged fiancé of mine, called Paul. This is one I never sang, it's an old Beatle number, and we just about know it. Paul McCartney incluiu "I Saw Her Standing There" em seus álbuns Tripping the Live Fantastic e Back in the U.S.. Gravou ainda uma versão para o CHOBA B CCCP, mas ela acabou ficando de fora. O “The Who” filmou e gravou uma versão para o filme “The Kids Are Alright” com Keith Moon no vocal principal. Entretanto, a canção não foi lançada na trilha sonora e só está disponível em versões piratas. O “Who” também tocou a música durante sua turnê de 1982 (a Farewell Tour) com John Entwistle no vocal principal.
Outros que beberam água dessa fonte:
The Supremes gravaram uma versão com o título "I Saw Him Standing There." Foi gravada para o álbum “A Bit of Liverpool” em 1964 e relançado em 2008. O Led Zeppelin tocou em 4 de setembro de 1970 num concerto ao vivo no Los Angeles Forum num medley com"Good Times Bad Times" and "For What It's Worth".Daniel Johnston gravou "I Saw Her Standing There" no álbum “Continued Story with Texas Instruments”. Em 1988, a cantora Tiffany gravou"I Saw Him Standing There" para seu primeiro album. Entrou para as paradas da Australia, Irlanda, Inglaterra e EUA. Santo & Johnny fizeram uma versão em seu disco de covers dos Beatles, em 1977. The Tubes gravaram "I Saw Her Standing There" no CD ao vivo What Do You Want From Live. Carmaig de Forest gravou uma versão acústica de "I Saw Her Standing There" em 1991. Peter Grant gravou numa versão jazz em seu disco de estréia em 2006. The Punkles fizeram sua versão punk no álbum Beat The Punkles.
Allister gravou sua versão em EP, lançado somente no Japão. Em 1991, a cantora mexicana Mimí gravou uma versão em espanhol com o título "Te Ví Parado Ahí". A banda Doo Wop Band Vampiri gravou com o nome "Poziv na ples" ("Dance Invitation"), em 1993.
N.E.R.D's Pharrell Williams cantou "I Saw Her Standing There" em 2004 na entrega do Grammy Awards, junto com Sting, Dave Matthews and Vince Gill. Little Richard and Jerry Lee Lewis no CD Jerry Lee Lewis's em 2006. Jerry Garcia gravou sua versão em seu álbum Run for the Roses de 1982. Pink Fairies tocou "I Saw Her Standing There" em 1972 no álbum What a Bunch of Sweeties. Bob Welch em 1979 no álbum Three Hearts. Entre outros tantos!
Mas é com o velho Macca e a banda quebrando tudo que agora a gente mata a saudade dessa canção absolutamente genial. Valeu! Abração!

GEORGE HARRISON & FRIENDS - I SAW HER STANDING THERE

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

THE BEATLES - PLEASE PLEASE ME - A CANÇÃO

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A canção "Please Please Me" foi lançada pelos Beatles como seu segundo single no Reino Unido e primeiro nos Estados Unidos. Ela também foi a canção título do primeiro álbum pelo grupo nas terras da rainha, que logo depois, colocaria de próprias mão, uma comenda em cada um dos quatro. O single foi lançado com a canção "Ask Me Why" no lado B e não conseguiu o impacto nos Estados Unidos como conseguiu no Reino Unido, mas quando a canção foi relançada em 3 de janeiro de 1964 (com "From Me to You" no lado B) ela atingiu o terceiro lugar. Os Beatles já tinham feito um pouco de sucesso com a canção "Love me do", mas fora a cidade natal deles, Liverpool, e a cidade onde tocaram por uma temporada, Hamburgo, eles ainda eram praticamente desconhecidos do público. Parte do problema foi que o grupo tinha compromisso para fazer alguns shows em Hamburgo e não puderam promover a canção recém lançada pelo Reino Unido. Mesmo assim, o produtor George Martin sentiu que os Beatles eram promissores e começou a trabalhar em um novo single. "Please Please Me" era originalmente mais lenta e tinha poucas chances de se tornar o sucesso que a banda procurava. Martin disse: "Eu pensava que nós deveríamos lançar um single com How Do You Do It" - uma composição de Mitch Murray que George Martin tinha insistido para que os Beatles gravassem com uma possibilidade alternativa para o single lançado "Love Me Do". O grupo insistia que estava somente interessado em escrever suas próprias canções. John Lennon inspirou-se em Roy Orbison para escrever a canção. Ele disse: "Eu me lembro do dia que escrevi a canção, eu ouvi Roy Orbison fazendo "Only The Lonely" na rádio. Eu também estava intrigado com as palavras de Bing Crosby em uma canção "Please lend a little ear to my pleas". O duplo sentido para a palavra "please". Por isso a minha canção era uma combinação de Roy Orbison com Bing Crosby". Por sugestão de George Martin os Beatles consideraram mudar a canção, inclusive acelerando-a em seu tempo. Quando eles voltaram para um sessão no estúdio em 26 de novembro de 1962, o arranjo da canção tinha sido radicalmente alterado. Agora ela era mais rápida e os Beatles usaram 18 takes para gravá-la. A harmônica que Lennon usou para iniciar a canção era similar a outras composições da fase inicial dos Beatles como em "Love Me Do" e "From Me to You". Paul McCartney e John Lennon inicialmente dividem os vocais com McCartney cantando a nota mais alta enquanto Lennon diminui a escala, um truque que eles aprenderam com a canção que era sucesso no Reino Unido dos Everly Brothers, "Cathy's Clown" (abril de 1960). Há três diferentes mixes para a canção, duas em mono e uma em estéreo. A mono mix aparece no single e não é a mesma do álbum Please Please Me, que tem uma eco extra. O estéreo mix foi retirado dos takes 16, 17 e 18. Agora, a gente confer "Please Please Me em dois momentos: primeiro com os Beatles e depois uma sensacional e matadora versão de Paul McCartney e sua banda fantástica. Como eu amo meu trabalho!

LITTLE RICHARD - I SAW HER STANDING THERE - SENSACIONAL!

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THE BEATLES - FROM ME TO YOU - NÃO PODERIA FALTAR!

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THE BEATLES - TWIST AND SHOUT - SENSACIONAL!

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Em 1960, Phil Spector tornou-se produtor na Atlantic records. No ano seguinte ele foi designado para produzir um single para um grupo vocal chamado the Top Notes (às vezes chamado de "Topnotes") com a canção "Twist and Shout." Em 1962, o grupo The Isley Brothers decidiu gravar a canção e foram produzidos pelo próprio compositor Bert Russell, que não tinha ficado satisfeito com a produção de Phil Spector. A canção tornou-se a primeira gravação do trio a atingir a entrar para lista da revista Billboard (entre as 40 mais). A canção logo se tornou um cover frequente da música soul no início dos anos 60. Quando os the Isleys gravaram "Twist & Shout," eles não pensaram que ela se sairia tão bem quanto seu hit de três anos atrás "Shout!". Para a surpresa deles, a canção se tornou hit dentre as listas de música pop e rhythm and blues.Os Beatles lançaram a canção em seu álbum de estréia no Reino Unido, Please Please Me. Em uma única sessão, eles gravaram 11 canções para o álbum e Twist and Shout foi a última a ser gravada. John Lennon, o líder vocal da canção, estava com gripe no dia e usava pastilhas para a garganta, por isso, ele produziu uma memorável performance vocal, rouca e dinâmica." Esta foi uma das primeiras canções que os Beatles apresentavam o "wooo" na harmonia, o que se tornou um clichê no início da carreira deles.
Nos Estados Unidos, a canção foi lançada em 2 de março de 1964 como um single pela Vee-Jay Records. Atingiu o segundo lugar no dia 4 de abril do mesmo ano. Neste país, a canção foi o único cover dos Beatles a vender 1 milhão de cópias e o único a atingir as 10 mais tocadas em qualquer lista de paradas de sucesso norte-americanas. A versão dos Beatles para a canção fez parte do filme de 1986 Ferris Bueller's Day Off (Curtindo a Vida Adoidado), com o ator Matthew Broderick no papel principal. O uso da canção em 1986 fez com que ela entrasse na lista da Billboard Hot 100, atingindo o pico de número 23. Em 1962 a Decca Records assinou contrato com The Tremeloes, um grupo de Dagenham, Essex, em preterência aos Beatles. Ambos os grupos tiveram uma audição no mesmo dia, e os Beatles foram rejeitados pela gravadora. Ironicamente, Brian Poole and the Tremeloes não tinham nenhum sucesso até os Beatles darem início ao "boom" britânco ao rock. Assim o grupo Brian Poole and the Tremeloes imitou o estilo deles e regravou "Twist and Shout" quatro meses após os Beatles atingindo a paradas de sucesso do Reino Unido (#4).