terça-feira, 25 de março de 2014

PORQUE EU AMO TUDO ISSO: THE BEATLES - PLEASE MR. POSTMAN

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AS FANTÁSTICAS ILUSTRAÇÕES ANIMADAS DE DAVID SZAKALY

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Desde 2008, o designer gráfico húngaro/alemão David Szakaly vem produzindo algumas das gifs mais vertiginosas, hipnóticas e originais da internet, assinando como Davidope. Sua mistura de torcer formas orgânicas, flashes de preto e branco e incursões em formas pulsantes, inspiram legiões de outras pessoas a também experimentar. É difícil determinar a dimensão da influência de Szakaly na internet, mas, uma simples busca no Google por imagem com o termo “gif animado” traz centenas de imagens produzidas por ele que foram compartilhadas no Tumblr e outros sites.
Szakaly começou a fazer experiências com o programa de animação vetorial Macromedia Flash em 1999, quando usava o software para criar apresentações, banners e outros materiais para os clientes. Quase uma década depois, quando decidiu dedicar mais tempo para experimentar com motion graphics, descobriu o Tumblr, que foi uma grande plataforma de compartilhamento para suas gifs animadas e alucinatórias. Um trabalho realmente fantástico e espetacular!

ROBERT WHITAKER - BEATLES PHOTOGRAPHER

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Ao longo de sua carreira, os Beatles foram fotografados por inúmeros profissionais: Dezo Hoffman, Richard Avedon, Richard Hamilton, Ian Mcmillan, entre tantos outros. Robert Whitaker foi um dos seus fotógrafos preferidos. Dos seus cliques foram feitas oito capas de álbuns, EPs e singles do grupo - além de centenas e centenas de itens publicitários.
Whitaker nasceu em Hertfordshire , Inglaterra em 1939. Começou na fotografia em Londres no final de 1950 e mudou-se para Melbourne em 1961, onde se tornou parte da pequena mas florescente cena de arte de Melbourne. Whitaker estava trabalhando como freelance em quando teve seu fatídico encontro com The Beatles e seu empresário Brian Epstein, durante a turnê Australiana do grupo em junho 1964. Isto aconteceu mais ou menos por acaso, quando Whitaker acompanhava um amigo jornalista que faria uma entrevista com Epstein para um artigo para o jornal Melbourne Jewish. A Foto de Whitaker para o artigo, o levou à Epstein e seus primeiros primeiros cliques dos Beatles, fotos de Paul McCartney e George Harrison segurando bumerangues presenteados por fãs australianos.
Brian viu uma exposição de Whitaker no Museu de Arte Moderna e lhe ofereceu um cargo como fotógrafo pessoal da NEMS, para retratar todos os seus artistas. Inicialmente, Whitaker recusou, mas depois de ver os Beatles se apresentarem no Festival Hall, oprimido pelas centenas de fãs histéricas, decidiu aceitar a oferta e voltar para a Inglaterra.
Em agosto de 1964, começou a trabalhar fotografando os artistas da NEMS, incluindo Billy J. Kramer & The Dakotas, Gerry & The Pacemakers e Cilla Black. Também fez várias fotografias do enorme sucesso do grupo folk pop-australiano "The Seekers". Mas foi com os Beatles e em especial John Lennon , com quem se tornou amigo íntimo, que Whitaker criou a sua obra mais famosa e duradoura. Um de seus primeiros trabalhos foi fotografar os Beatles durante sua segunda turnê triunfante americana, incluindo o histórico show no Shea Stadium em Nova York. Ele passou os próximos dois anos viajando com os Beatles e os fotografando no trabalho, no lazer, em casa, nas turnês, no estúdio de gravação, em momentos particulares e em sessões formais de fotografias. Suas fotos deste período incluem os retratos que foram usados por Klaus Voormann na colagem-ilustração da capa do LP Revolver em 1966, e uma série de retratos do grupo tiradas enquanto estavam fazendo filmes promocionais para os singles "Rain" e "Paperback Writer", em Chiswick Park , Londres, em 1966, incluindo o "Way Out" famoso retrato de George Harrison .

Com o acesso quase ilimitado à banda mais famosa e popular do mundo, Whitaker rapidamente se tornou uma figura-chave da cena underground de Londres, capturando "a criatividade e o excesso da Swinging London". Na época, ele disse: "Havia cerca de 100 pessoas que dirigiam os anos sessenta, e eu tive a sorte de conhecer e fotografar praticamente todas elas".


Whitaker também acompanhou os Beatles em sua turnê de 1966 do Japão. Em Tóquio, o promotor da turnê presenteou-o com uma Nikon 21mm com lente grande-angular com a qual ele fez vários takes dos Beatles relaxando em seu quarto no Hilton Hotel de Tóquio, incluindo a foto utilizada na capa de trás do álbum "A Collection of Beatles Oldies".


Mas, indiscutivelmente, a obra mais célebre de Whitaker é a famosa foto dos Beatles em 1966 que foi usada como capa original do álbum "Yesterday And Today..." onde aparecem usando jalecos brancos e segurando pedaços de carne e bonecas decapitadas. O disco Yesterday and Today foi lançado em 15 de junho de 1966 somente nos EUA. No outro dia foi tirado de circulação. A capa original do disco mostrava os Beatles, vestidos de açougueiros, com pedaços de bonecas e de carnes espalhados entre eles. Uma referência à guerra do Vietnã? Talvez. A capa gerou muita polêmica e foi considerada de muito mau gosto pelos mais puristas.
Na época, a Capitol produziu uma capa adesiva que era colada por cima da original. Mas centenas de exemplares foram vendidos. Segundo Barry Miles, o biógrafo de Paul McCartney, em seu livro “The Beatles a Diary: An Intimate Day by Day History”, John Lennon contou o motivo da violência empregada nas imagens: “Bob (Robert Whitaker) estava numas de Salvador Dalí e realizar fotos surreais... ela foi inspirada na nossa irritação e ressentimento em ter que fazer outra sessão fotográfica e outra coisa à la Beatles. Nós estamos cansados disso... Essa combinação produziu aquela capa”.
Durante os anos, tem havido uma série de conjecturas sobre sobre o que significava foto. A teoria mais popular é que seria um protesto dos Beatles contra a Capitol Records por supostamente "massacrar" os seus álbuns nos Estados Unidos. No entanto, Whitaker disse que isso era bobagem e que também não era nenhum protesto contra o Vietnã. Queria criar algo absolutamente surreal. O disco original e com a "capa do açougue" é considerado hoje, uma das maiores raridades dos Beatles e vale uma fortuna inestimável.
No final de 1966, os Beatles encerraram as turnês e durante o primeiro semestre de 1967 trabalharam em "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band". Com o fim das excursões, a associação de Whitaker com os Beatles e NEMS chegou ao fim. Então trabalhou com o Cream e Salvador Dali que ele fotografou várias vezes entre 1967 e 1972. No início dos anos setenta, Whitaker efetivamente se aposentou da fotografia e por quase vinte anos apenas cultivou sua propriedade em Sussex. Em 1991, reuniu algumas de suas fotografias inéditas dos Beatles para o seu livro de grande sucesso "The Unseen Beatles". Robert Whitaker morreu em 20 de setembro de 2011 aos 71 anos, de câncer.
Links para as outras postagens com os fotógrafos dos Beatles:
RICHARD AVEDON
ASTRID KIRCHERR
http://obaudoedu.blogspot.com/2010/09/astrid-kirchherr-all-those-years-ago.html
ANGUS McBEAN
MAD DAY OUT
IAN McMILLAN - ABBEY ROAD
DEZO HOFFMAN

segunda-feira, 24 de março de 2014

CONVIDADO ESPECIAL - TONY BENNETT - SOMETHING

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A lenda viva do jazz Tony Bannett falou com a BBC Radio 4 esta semana sobre o cenário atual da música pop. E a opinião dele não é das melhores. Para o cantor, as canções não tem mais a qualidade de antigamente, e a culpa basicamente é das gravadoras, que estão mais focadas em fazer dinheiro. "As canções que são escritas hoje, a maioria delas são terríveis. É um período muito ruim, musicalmente, em todo o mundo para a música pop", desabafou. "As corporações assumiram o controle e eles querem fazer tanto dinheiro e eles não estão nem aí se o público gosta ou não". "Eles acham que as pessoas são ignorantes, então a atitude deles é `Não deem nada inteligente a eles, porque não vai vender`. Eu cresci numa era em que as gravadoras vendiam discos para todo mundo, e a família inteira comprava canções. Hoje, as gravadoras estão falhando porque eles estão botando atenção só nos jovens, e eu acho isso meio bobo. Eles estão perdendo milhões de pessoas que adorariam comprar discos, mas eles não compram porque não tem mais qualidade."


domingo, 23 de março de 2014

JOHN LENNON - UM ATRAPALHO NO TRABALHO

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No dia 23 de março de 1964, o livro de John Lennon “In His Own Write” foi publicado. Durante um jantar do Annual Carl-Alan Awards, os Beatles receberam dois prêmios do Duque de Edimburgo. É anunciado que os Beatles receberão três prêmios Ivor Novello: Música mais executada e música mais vendida (ambos por “She Loves You”) e um prêmio especial pelos serviços à música britânica. Brian Epstein e George Martin também são premiados. John aparece ao vivo no programa “Tonight” da BBC-TV.
Essa postagem foi publicada originalmente aqui em 6 de janeiro de 2011.
JORNAL DO BRASIL - Rio de Janeiro, sexta-feira, 22 de fevereiro de 1985.
JOHN LENNON, ESCRITOR
Uma viagem cheia de trocadilhos

Joaquim Ferreira dos Santos
Logo no inicio dos Beatles, quando John Lennon virou para uma platéia chique e pediu que não aplaudisse – “basta balançar as jóias” – desconfiou-se que era intelectual. Não exibia muito isso. Deixava os óculos em casa – as meninas de Liverpool também não olhavam para gente assim – e apertava os olhos para alcançar os rostos da primeira fila. Nas músicas também não complicava. Falava de garotas e garotos de mãos dadas. No problems. Mas isso foi no inicio.O livro Um atrapalho no trabalho, que está sendo lançado esta semana pela Brasiliense, reúne as duas obras de Lennon no setor : In His Own White e A Spaniard In the Works. O primeiro é de 1964,o segundo,de 1965,Dois anos fundamentais na vida do moço,No primeiro ele começou a fumar maconha,no outro,entregou-se ao LSD,A mente de Lennon ampliou-se tanto que as palavras comuns já não lhe serviam.Começou a embaralhá-las em trocadilhos,a fazer imagens inalcançáveis aos caretas.O resultado está nesse Atrapalho no Trabalho: Letrinhas ao léu numa viagem de ácido. No lançamento dos livros na Inglaterra, os críticos compararam o Beatle intelectual aos experimentos literários de James Joyce, Lewis Carrol, gente desse nível. “Tem solecismos e imaginética só encontráveis em Edward Lear, com possibilidades líricas jamais exploradas”, disse alguém. São pequenas histórias, contos, poesias, bilhetes, como se quiser chamar, tudo vazado na mais tumultuada das linguagens. Se Guimarães Rosa apertasse um teria ficado assim. Lennon junta palavras, sons, associa imagens, e o resultado pode ser algo como “Paspelham passaligeiros e passeuntes ambos e ambos “. Ou : “Eram uma vilinha e borboatos indescensos se esparramilhavam entre os desabitantos que moravam lá “. No Brasil , Lennon contou com a parceria do tradutor, poeta e folósofo Paulo Leminski. Ele entrou no barato nonsense do autor e entremeou o texto com aparições de Joãozinho Trinta ,Vanderlea e outros. Fez bem, o mestre aprovaria. Com toda aquela fumaça nos miolos, o mundo reverente aos seus pés e cansado de escrever "Love me Do" com McCartney, Lennon ensinou a soltar o verbo – tivesse ele o sentido que tivesse. São histórias amargas, de humor negro e morbidez. Lennon começava a acertar publicamente as contas com seu passado de menino abandonado pela mãe e pelo pai, obrigado a viver com Tia Mimi. Depois viria o grito primal, canções depressivas como "Yer blues" ,os escândalos de Yoko Ono e aquela maneira de encarapitar os óculos no nariz e contemplar a humanidade com o escárnio de uma coruja. A festa do Randolfo no livro, mostra bem esse clima estranho.Todos os amigos aparecem para comemorar o aniversário do Randolfo, mas nada de presentes. Preferem assassinalos aos gritos de “pelo menos ele não morreu sozinho”! Um Atrapalho no Trabalho é ilustrado por desenhos do próprio Lennon, que antes de chegar aos Fabs Four esteve em uma escola de artes em Liverpool. Tinha jeito para a coisa. São cartuns de traço original, despojado, reveleando uma galeria de aleijões, tipos com muitos ou nenhum braço, cegos, solitários, sempre um jeito maligno no canto da boca. Coisa de talento, mas de astral lá embaixo. Mais tarde, já no corpo a corpo com Yoko nas manifestações pela paz, Lennon faria desenhos de seus embates sexuais com a japonesa. Tudo Explicitíssimo. Depois parou. Dizem que Yoko invejava os pendores do marido também para as artes plásticas, coisa que ela, apesar do esforço, não tinha. Nem a Rolling Stone confirma a história. Mas o certo é que Lennon desistiu dos lápis. E ocupava as mãos fazendo pão (?) no Dakota. Vinte anos depois, os trocadilhos de Um Atrapalho no Trabalho aparecem com a mesma curiosidade excêntrica que tinha o Rolls Royce psicodélico que Lennon pintou e encheu de vidros escuros para passear ingógnito pelas ruas de Londres. Uma curtição da loucura pop dos anos 60. Foram os únicos livros de Lennon e ninguém exatamente sabe por quê. Diga-se também que jamais lhe foi perguntado o motivo, pois poderia ser compreendido como uma cobrança de novas obras. Não seria o caso. O livrinho soa como certas canções que Lennon escreveu quando os Beatles ficaram cultos, idolatrados como novos Beethovens e tudo lhes era permitido. Um pouco antes de morrer, em 1980, Lennon criticou-as: - “I’m The Walrus”, por exemplo – disse – tinha um jeito pretencioso de que queria dizer muita coisa. Mas nada. Era só enrolação! Quem estiver interessado em acompanhar os alienantes passeios pelos buracos de queijo que, em 1965 e 1966, a droga desenhava na cabeça de Lennon, deve ouvir o LP Beatle daquele ano, Rubber Soul. A faixa “Nowhere Man” é sobre um personagem idiota que poderia estar numa desatas histórias de Um Atrapalho no Trabalho. Só que ele é filtrado pela música genial de Lennon. Ainda bem que ele insistiu na guitarra e guardou a máquina de escrever.TRISTE MICHEL
“Não havia razão para Michel ficar triste naquela manhã (o patifezinho); todo mundo gostava dele (o canalha). Tinha toda a noite de um dia duro aquele dia, pois Michel era um dos Vigias de Olho de Falcão. Sua mulher, Bernnie, muito controlada essa senhora, tinha embarulhado seu desjejunto mas ele ainda estava triste. Era estranho para alguém que tinha com quem e uma mulher muito bem. 4 da manhã quando seu fogo estava ardindo lapido um politchau estava por alali matatando o tempto.
- Bomdiadia, Michel, o poilitchau disse Circe porque era murdo e súbito e não podia Dirceu.
- Como vai sua excelentíssima esponja, Michel, Dirce o politchau.
- Calabouço sobre esse assunto!
- Pensei que fossê você murdo e súbito e não pudesse Dirceu, disse o politchau.
- E o que é que eu vou fazer agora com todos os meus livros murdos e súbitos?, disse Michel, sacando rapidamente seu problema com um tiro certeiro.”

“Um Atrapalho no Trabalho”. Foi o título em português da compilação dos únicos dois livros de John Lennon: “In His Own Write” (1964) e “A Spaniard In The Works” (1965). Livro lançado pela editora Brasiliense em 1985 e traduzido e adaptado brilhantemente pelo saudoso Paulo Leminsky. Raríssimo. Item de colecionador.

sábado, 22 de março de 2014

GREEN DAY - WORKING CLASS HERO - BOM!

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Darfur no Sudão, vive há muitos anos mergulhada numa crise sem precedentes. Genocídio, fome, doenças variadas, violência, são palavras que infelizmente fazem parte do dia a dia dos habitantes de lá. A situação humanitária, de segurança e política continua a se deteriorar: 3,5 milhões de pessoas passam fome, 2,5 milhões tiveram que deixar suas casas por causa da violência e mais de 400.000 pessoas morreram. Num acontecimento sem precedentes, a viúva de John Lennon, Yoko Ono cedeu os direitos das obras compostas pelo marido para que um time de artistas-guerreiros se juntasse e fizessem algo que pudesse ajudar a mudar este quadro.
Assim, o disco "Instant Karma - Make Some Noise: The Campaign To Save Darfur" já nasceu um clássico, trazendo as mais representativas canções de Lennon, revisitadas por uma das maiores constelações de estrelas da música pop contemporânea. A lista começa pelo U2, seguida por nomes como Green Day, R.E.M., Christina Aguilera, Aerosmith, Lenny Kravitz, The Cure, Black Eyed Peas, Jack Johnson, Avril Lavigne, Corinne Bailey Rae e muito mais. O primeiro single que mostrou a cara deste projeto foi a versão que o R.E.M. fez para a música #9 Dream (originalmente editada em 1974 no álbum de Lennon, Walls and Bridges). Outro single extraído desse projeto é o cover do Green Day para Working Class Hero. A renda do projeto foi revertida para a Anistia Internacional e doada à população de Darfur. O álbum duplo foi lançado em 2007.

sexta-feira, 21 de março de 2014

LENHA NA FOGUEIRA - A ESTRANHA MORTE DE L’WREN SCOTT

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Segundo a coluna “Page Six”, a namorada de Mick Jagger que se suicidou na segunda-feira (17), L´Wren Scott, era detestada pelos outros integrantes da banda do cantor, os Rolling Stones. Scott segundo a publicação seria comparada a viúva do ex-Beatle John Lennon,Yoko Ono. A víuva Lennon foi considerada culpada pelos fãs dos Beatles pelo fim da banda em 1970. Jagger para acalmar os ânimos disse a estilista para se manter afastada da última turnê mundial da banda, o que teria sido uma gota d´água. "O resto da banda não gostava de L´Wren porque ela era muito controladora", disse a fonte da publicação. Scott chegou a se oferecer para desenhar as roupas dos Stones, mas os colegas de Mick não a quiseram. "Ela acabou apenas fazendo as roupas de Mick", disse o informante. A estilista viajou com os Stones durante dez anos e, de acordo com a fonte, a rejeição de Mick Jagger "deve ter sido um grande golpe para ela". Os Stones começaram a turnê "14 on Fire" no dia 21 de fevereiro em Abu Dhabi, depois se apresentaram em Tóquio, Macau, Shangai na China (onde tiveram problemas de censura em seu setlist) e Cingapura, até que chegaram a Austrália onde fariam um show na quarta-feira(19). Porém o show foi cancelado. Boatos de que Mick Jagger teria terminado o relacionamento com a estilista, com quem estava desde 2001, foram negados pelos representantes do cantor, assim como os rumores de que ele não a queria na turnê foram considerados por seus assessores "ridículos". Entretanto, a fonte da "Page Six" afirmou que além de sofrer com a rejeição do astro na turnê, ela vinha tendo dificuldades para se dar bem com a família de Jagger, além de ser criticada por supostamente o cantor mudar de comportamento ao seu lado, ficando menos 'divertido' e mais recatado. A publicação comentou também sobre a situação de seus negócios como estilitsta que passavam por uma momento negativo: "Apesar das roupas serem lindas, elas eram feitas para caber apenas em uma pessoa como ela, e poucas pessoas são como ela. Mick a vinha ajudando investindo dinheiro, mas mesmo assim isso não resolveu o problema. Ela andou pedindo para os amigos de Mick investirem em seu negócio por muito tempo. A decisão de fechar seu negócio deve ter sido muito triste e humilhante para ela", completou a fonte. "Ela era muito orgulhosa. Isso, somado ao fato de que lhe disseram para não acompanhar a turnê dos Stones, pode ter sido a gota d´água. O mais estranho é que ela deu uma pequena festa com um jantarzinho para amigos na noite de domingo (16) com alguns amigos, mas ninguém sabia que ela planejava tirar a própria vida no dia seguinte", disse a fonte. L´Wren Scott foi encontrada em seu apartamento enforcada em um lenço preso em uma maçaneta, e teve seu suicídio confirmado através de autópsia divulgada ontem quinta-feira (20). Agora a gente confere os Rolling Stones com a sensacional “Sympathy For The Devil”. Abração!

BEATLES À VENDA - PARTE 2

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O piano de mais de 100 anos em que Paul McCartney compôsYesterday (1965), foi vendido por 57 mil libras (R$ 218 mil) em um leilão de memorabilia e discos de vinil do quarteto britânico. O Bechstein Concert Grand Piano, de 1907, foi a estrela entre mais de 200 lotes do leilão Beatles Collection, realizado em Liverpool e organizado pela casa Ômega. Nos anos 60 o piano estava em um dos estúdios usados pelos Beatles na filmagem de Help! e foi utilizado por John Lennon e Paul McCartney para compor a trilha sonora do longa-metragem. O diretor dos dois primeiros filmes dos Beatles, Richard Lester, contou que "após rodar Help!", Paul passou muito tempo neste piano para compor e retocar Yesterday, música que inicialmente se chamaria "Scrambled Eggs" (ovos mexidos).
Lester deu um ultimato ao músico britânico para terminar a canção ao ver o tempo que investia ao piano na composição e finalmente, quando a apresentou, McCartney agradeceu por ter deixado o instrumento. Também foram protagonistas do leilão duas jaquetas usadas por Ringo Starr e por George Harrison em Help! As peças foram vendidas por 52 mil libras (R$ 199 mil) a de Ringo, e 46 mil libras (R$ 176 mil) a de Harrison, valores sem comissão divulgados pela casa de leilões.
Os músicos usaram as jaquetas durante os cinco dias de filmagem nos Alpes austríacos, e também aparecem com elas na capa do álbum Help. O leilão comemora o 50º aniversário do lançamento de Can't Buy Me Love, um dos singles de maior sucesso dos Beatles, lançado em 20 de março de 1964 e chegou ao topo das paradas nos Estados Unidos e no Reino Unido.

quinta-feira, 20 de março de 2014

RINGO STARR - BACK OF BOOGALOO - SUCESSO!

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No dia 20 de março de 1972, Ringo Starr filmou o clipe de seu sucesso “Back Off Boogaloo” na mansão em Tittenhurst Park, que pertenceu a John Lennon. No final de 1971, ele a vendeu para Ringo que ocupou o local por mais de 10 anos. Não deixe de conferir a sensacional postagem “TITTENHURST PARK - A VERDADEIRA CASA BRANCA”, publicada aqui em 11 de agosto de 2013:
http://obaudoedu.blogspot.com.br/2013/08/tittenhurst-park-verdadeira-casa-branca.html

A BALADA DE JOHN LENNON & YOKO ONO - SENSACIONAL!

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No dia 20 de março de 1969, John Lennon e Yoko Ono se casaram em Gibraltar, na Península Ibérica. O lugar foi sugerido por Peter Brown. A história do casamento e das campanhas pela paz realizadas pelo casal seriam imortalizadas na música “The Ballad of John and Yoko” - de Lennon & McCartney.
"The Ballad of John and Yoko" é uma canção dos Beatles composta por John Lennon, creditada à dupla Lennon & McCartney, e lançada em compacto simples (EP) em 30 de maio de 1969 como lado A, tendo "Old Brown Shoe" de George Harrison como lado B. A gravação foi realizada em 14 de abril de 1969 e alcançou o topo das paradas tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos.
Em 8 de dezembro de 1968 (atenção aqueles que curtem numerologia) saiu o divórcio de John Lennon com Cynthia Powell, mãe de seu filho Julian. Em fevereiro de 1969 saiu o divórcio de Yoko Ono com Anthony Cox, pai de sua filha Kyoko. Com isso, o caminho estava aberto para que os dois, John e Yoko, pudessem oficializar a sua união. Além do mais, já estavam atrasados, afinal Paul já estava casado com sua Linda. Na Inglaterra não poderia ser, por um impedimento legal: Yoko não tinha visto de permanência no país. Tencionavam se casar no mar, a bordo de um navio, saindo de Southampton, Inglaterra, que cruzaria o Atlântico. Como não planejaram a viagem com antecedência, não puderam embarcar por falta de vagas. Tentaram ainda cruzar o Canal da Mancha em direção à Holanda, mas estavam sem os passaportes naquele instante. Então, abandonaram a ideia de núpcias no mar e foram para Paris.
De lá, acionaram um administrador da Apple Records, Peter Brown, que os aconselhou a se casarem em Gibraltar e providenciou toda a papelada e os preparativos do casamento. Assim, ele foi realizado, no dia 20 de março de 1969. Para a lua-de-mel o casal seguiu para Paris; e após alguns dias, de carro para o hotel Amsterdam Hilton, na Holanda. Lá, eles que já haviam convocado a imprensa, anunciam o que foi chamado de "Bed-in": uma semana de protestos, sem sair da cama, por conta das guerras no mundo.
Durante esses sete dias na cama, convidaram várias figuras de conhecimento público para visitá-los, sempre com a presença da imprensa mundial. Timothy Leary, Tommy Smothers, Dick Gregory, e Al Capp para cantar a música em favor da paz "Give Peace a Chance", gravada no quarto de hotel no dia 1 de junho. Todos menos Al Capp se juntaram ao ex-beatle e sua mulher. Em seguida, partiram para Viena, Áustria e de lá voltaram para Londres, onde tinham encomendado 50 mudas de carvalho que enviariam para alguns líderes mundiais como símbolo da semente da paz.
Baseado nesta história, e com o refrão: "Christ you know it ain't easy, you know how hard it can be. The way things are going, they're going to crucify me". ("Cristo, Você sabe como não é fácil, Você sabe quão difícil pode ser. Do jeito que as coisas vão, eles me crucificarão"), John Lennon compôs a letra. A música atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso na Inglaterra, nos EUA e em vários países ao redor do mundo. Por causa do refrão com menção a Cristo e à crucificação"The Ballad of John and Yoko"  foi boicotada pela maioria das rádios americanas e inglesas, e proibida na Austrália.
Da gravação, lançada pelos Beatles, só John Lennon e Paul McCartney participaram. Os outros dois Beatles estavam ausentes, Ringo filmando com Peter Sellers e George fora do país. John Lennon tinha pressa e por isso convenceu Paul a ir gravar junto com ele. A gravação foi realizada em uma só sessão (que durou 8 horas e meia e teve 11 tomadas – a 10ª foi escolhida e editada) no dia 14 de abril de 1969, três dias depois do lançamento de “Get Back”. Esta foi a primeira música dos Beatles que não teve mixagem para mono; só foi produzida em estéreo. John Lennon fez o vocal principal, tocou violão, guitarra e pandeiro. Paul McCartney participou dos vocais (só os dois fizeram backings), tocou seu baixo como se quisesse deixar gravada ali uma mensagem, piano, bateria e maracas.
Para finalizar com chave de ouro, agora, a gente confere um pequeno trecho sobre o episódio da gravação da canção do livro "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin:
"Na manhã do dia 14 de abril, o telefone tocou em Cavendish e Paul ouviu a voz de John do outro lado da linha. Ele tinha acabado de voltar de seu casamento com Yoko, em Gibraltar, e da semana corrida "em cima da cama" que haviam conduzido em Amsterdã, para promover sua nova campanha internacional pela paz. Bem a caminho de deixar para trás suas identidades individuais em troca de um novo perfil unificado — Johneyoko era a forma como John gostava de descrever ambos —, John havia composto uma nova canção para comemorar a união. Era "The Ballad of John and Yoko", e ele queria transformá-la num novo single dos Beatles. George e Ringo não estavam disponíveis — os dois estavam fora da cidade. Mas Paul poderia vir até a EMI naquela tarde para gravá-la? Sim, claro. Por que não? Fantástico! A campainha tocou algumas horas depois, e lá estava John, com a guitarra e Yoko a tiracolo; em seguida, eles subiram à sala de música para que John tocasse a sua canção. Christ, you know it ain't easy! Com toda sua transgressão comportamental, aquilo era rock 'n' roll na forma mais pura de Chuck Berry: três acordes, uma história em primeira pessoa e muita atitude. Paul entendeu e apreciou na hora. Então, eles juntaram Linda e Yoko e caminharam pela rua, como um novo quarteto desajeitado, dobrando a esquina em direção a Abbey Road. Descendo ao Estúdio Três e com uma nova canção entre eles, tudo voltara a ser como antes. John tocou guitarra e deu as ordens; Paul tocou baixo, bateria e maracás, e atirou-se a uma nova harmonia vocal. O trabalho foi rápido, eles riram e fizeram piadas. "Havia uma vibração maravilhosa ali, de fato", relembra o diretor de arte da Apple, John Kosh, que assumiu as funções na sala de controle. Kosh estava com a mulher e eles ficaram ali esperando, observando os rapazes em atividade até que John pudesse subir para avaliar o calendário que Kosh estava rascunhando para ele. Linda, que ainda era nova naquele ambiente, mas estava ansiosa para desempenhar o papel de mulher e protetora de Paul, confundiu Marjorie Kosh com uma estranha qualquer. Talvez, disse Linda de forma fria, fosse hora de Marjorie dar o fora. Imediatamente. "Eu não vi nem ouvi nada", diz Kosh. "Apenas me lembro de Marjorie dizer 'Foda-se!' e sair bufando." A fofoca circulou e, logo depois, John ligou para a casa de Kosh e se desculpou. Dentro do estúdio, porém, nada mais importava naquele dia além da música. "Um pouco mais rápido, Ringo!", John pediu a Paul, que tocava bateria. "Tudo bem, George!", Paul respondeu. "Sempre me surpreendeu como, estando apenas nós dois, aquilo acabou soando como os Beatles", Paul afirmou.