quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

LES BEATLES IN PARIS. MERCI, BEAUCUP!

2 comentários:
Quando os Beatles partiram de Londres, na terça-feira - 14 de janeiro de 1964 - para a sua temporada no Olympia foram recebidos no aeroporto Le Bourget, em Paris por 60 fans franceses e quase 100 jornalistas e fotógrafos. Ringo só se juntaria a eles no dia seguinte com Neil Aspinall a tempo de participar do ensaio no Cinema na Rua Cyrano Rameau, Versailles. O show da noite, que foi um aquecimento para a temporada de Paris, não tinha um público maior que 2.000 pessoas. Logo, logo estariam tocando para os maiores públicos da história do showbizz. O Fotógrafo Dezo Hoffman (http://obaudoedu.blogspot.com/2011/04/dezo-hoffmann-beatles-photographer.html) viajou no mesmo avião com John, Paul e George, e fez várias sessões com todos os Beatles durante sua estada em Paris. Lembra-se: na primeira noite alguém chutou um fio no palco e toda a casa entrou em curto. As luzes se apagaram e não havia nenhuma amplificação. Quando as vaias começaram, Ringo salvou a noite. No alto do seu kit, surrava a bateria como um louco. Todos foram à loucura, cantando "Rin-Go! Rin-Go! Ringo foi realmente o Beatle mais popular na França.Os Beatles foram contratados para tocar no famoso Olympia de Paris no Teatro des Capucines Boulevard por três semanas a partir de quinta-feira 16 de janeiro de 1964 até terça-feira 04 de fevereiro. Cada apresentação seguiria a seguinte ordem: The Beatles, Trini Lopez e Sylvie Vartan. A qualidade dos concertos que os Beatles fizeram em Paris é das melhores que fizeram ao vivo em toda sua carreira, porque não havia Beatlemania em Paris. Ouviam-se todas as suas harmonias e os vocais, guitarras, baixo e bateria eram perfeitos. A multidão reagia quase sempre em silêncio com poucos batendo palmas ao final de cada número. Quando Paul pediu para o público se juntar a eles em seu próximo número "Long Tall Sally", seguiu-se o silêncio. "Si vous ne voulez pas vous joindre à nous, peu importe, nous allons de toute façon." Paul disse: "Se vocês não quiserem se juntar a nós não importa, vamos de qualquer maneira”. A partir daí. a françezada começou a acordar.
Os Beatles nunca negaram sua admiração por Brigitte Bardot (princepalmente George) e  pediram para conhecê-la durante a viagem. No entanto, o diretor da Odeon francesa enviou-lhes uma grande caixa de chocolates dizendo: "Infelizmente, Brigitte Bardot está de férias no Brasil. Esperamos que estes doces os confortem”. Vincent Mulchrone que escrevia para o jornal Daily Mai disse: "Se Paris e os Beatles vão ter um namoro, o início está muito lento. Você não pode culpar Paris. Ela está quente e convidativa. Os Beatles também são quentes, mas parece que preferem dormir”. John e Paul repartiram uma suite onde foram solicitados que começassem a escrever seis novas músicas para seu filme de estréia, além de uma canção para Billy J. Kramer e Peter and Gordon. Na primeira noite, um pianofoi levado para a suíte e eles começaram a trabalhar nas músicas enquanto George saiu e visitou o Eva Club. OsBeatles tocaram no Olympia por vinte dias, com duas, e até três apresentações por dia, 40 shows no total. No repertório estavam seus grandes hits até então: From Me To You, Roll Over Beethoven, She Loves You, This Boy, I Wanna Hold Your Hand, Boys, Twist and Shout e Long Tall Sally. A França era um mercado completamente diferente da Grã-Bretanha, especialmente na medida em que os gostos musicais faziam essa diferença. Eles não lançavam singles, apenas álbuns e copactos duplos - até 1967. Portanto, os franceses só conheciam dos Beatles, as canções lançadas nos dois álbuns. Durante a tarde de quinta-feira 16 de janeiro, os Beatles fizeram um show razoável diante de uma platéia de estudantes. Mas o show dessa noite foi um desastre. Toda a alta sociedade francesa estava na platéia trajados com smoking e vestidos de gala. Foi um dos shows mais difíceis para nossos heróis. Os franceses eram frios e não estavam nem aí para eles. Durante a apresentação, a amplificação quebrou três vezes e George expressou sua opinião dizendo que os fotógrafos haviam sabotado o equipamento. Após a recepção fria o grupo voltou para o Hotel George V. Anos mais tarde, George Harrison diria: "O público no Olympia não era parecido em nada com qualquer público para que nós tenhamos toicado antes. Eles eram pessoas velhas vestindo smoking, como se fossem ver a avant-premiere de algum filme famoso ou a estréia de um balé. Ficamos desapontados porque não havia garotas francesas. Todas as garotas que tinha ouvido falar sobre nós, estavam trancadas em casa por causa do catolicismo tão rigoroso na França naqueles dias”.Os críticos franceses também foram severos em suas opiniões. Mulchrome Victor, escrevendo para o "Daily Mail", comentou, "A Beatlemania , assim como a entrada Grã-Bretanha no Mercado Comum, é um problema que os franceses preferem adiar por um tempo." O jornal francês France Soir referiu-se aos Beatles como delinquentes e transgressores.Um entrevistador da BBC perguntou para John: "Os franceses dizem que não têm uma opinião formada sobre os Beatles. O que você acha deles? John respondeu: "Ah, nós gostamos dos Beatles. São artistas de verdade”. Na terça-feira 28 de janeiro, em seu dia de folga, John e George voltaram para Londres. John foi apara casa E George foi jantar com Phil Spector e suas Ronettes. Os dois voltaram a Paris na manhã seguinte. Em seguida, os Beatles gravariam as versões de SHE LOVES YOU e I WANT TO HOLD YOUR HAND em alemão. (http://obaudoedu.blogspot.com/2011/10/beatles-em-alemao-es-ist-weich-e-mole.html ) Neil Aspinall, o road manager dos Beatles, comentou: "Enquanto estávamos no Hotel George V, um monte de coisas interessantes estavam acontecendo. Como a chegada de George Martin para as gravações em alemão, Derek Taylor entrevistando George para a coluna Daily Express que ele estava fazendo, John escrevendo novos números e também estava trabalhando em seu segundo livro, "A Spaniard in The Works”. Os Beatles ouviram pela primeira vez um álbum de Dylan e David Wynne, o escultor também estava lá, ele fez as esculturas das cabeças dos Beatles.Mas nem só de dissabores, foi a estada dos Beatles na França no início de 1964. Afinal, foi no hotel George V que, após chegarem de mais uma apresentação no Olympia, receberam um telegrama de um eufórico Brian Epstein parabenizando-os por terem chegado ao primeiro lugar nas paradas americanas. E para lá foram os rapazes conquistar os States e depois o resto do mundo! A próxima vez que os Beatles voltaram em Paris, foi em sua próxima turnê Européia, em junho de 1965. Mas, dessa vez, a França já tinha sido completamente dominada pela Beatlemania. E é exatamente o show de 1965 que está aqui para download com o link renovado. Vive les Beatles! Vive la France!

E agora, quebrando o cacete em Paris, com um desempenho fantástico de George Harrison... THE BEATLES - EVERYBODY'S TRYING TO BE MY BABY. A todos, um grande abraço!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

FOTO DO DIA - SIR PAUL McCARTNEY

Um comentário:

THE BEATLES - OH! DARLING - DEMAIS!

2 comentários:
"Oh! Darling" é uma canção dos Beatles creditada à dupla Lennon & McCartney, mas composta somente por Paul McCartney, e lançada no álbum “Abbey Road” de 1969. A gravação teve início no dia 20 de abril com 26 tomadas. Neste dia, fora o vocal de McCartney, a participação dos outros Beatles foi completada. Para gravar o vocal, McCartney realizou sessões nos dias 17, 18, 22 e 23 de julho. A gravação de 23 de julho foi a que mais o agradou. Mais alguns ajustes e "overdubs" foram realizados no dia 8 de agosto e no dia 11 de agosto de 1969 a música estava concluída. Dura exatos 3’26” .

"Oh! Darling" está, com certeza, entre mihas cinco músicas preferidas dos Beatles e tenho certeza que, se eles (Paul) a tivessem lançado como single, com “She’s So Heavy” do lado B, seria tão sucesso como “Something” e “Come Together. Se isso tivesse acontecido, "Oh! Darling" não seria relevada à condição de apenas a “mais uma faixa do fantástico Abbey Road.” Mas isso era impossível naquela época, devido ao embargo de Allen Klein.
Quando criou a canção, McCartney sabia bem a potência da bomba que tinha nas mãos, e à ela, dedicou todo o potencial vocal que desenvolveu ao longo dos anos, como fazia em “Long Tall Sally”, ”Kansas City”, “I’m Down” e tantas outras. Paul desejava criar uma balada de rock'n'roll "anos 50". Do tipo de Jackie Wilson em especial. Deveria parecer algo semelhante à voz de alguém que estivesse há uma semana cantando ao vivo. Para gravar o vocal da canção, Paul foi durante alguns dias segudos de madrugada aos estúdios Abbey Road, quando não havia nenhum outro Beatle por lá, até conseguir o efeito que queria em sua voz. Acreditava que as primeiras horas do dia eram as melhores para um canto alto, forte e agudo.

"Oh! Darling" é uma canção de amor. O protagonista pede a amada que acredite nele, nunca o abandone pois jamais lhe fará nenhum mal. Se ela o deixar, não suportará e morrerá. Mesmo apesar de nunca ter sido lançada como single, A gravação dos Beatles tornou-se uma das músicas mais conhecidas da banda. No CD Anthology 3 há uma gravação de um ensaio desta canção realizada no dia 27 de janeiro de 1969. Esta música estava nos planos de fazer parte do frustrado projeto "Get Back". Neste ensaio, Billy Preston participa tocando piano. O single lançado por Robin Gibb e os Bee Gees para o filme “Sgt. Pepper’s”, lançado em julho de 1978, alcançou a 15ª posição nas paradas norte-americanas.

ELVIS PRESLEY - SARGENTO DO EXÉRCITO DOS ESTADOS UNIDOS

2 comentários:
Em 1958, Elvis Presley surpreendeu seus fãs e a crítica quando ingressou no exército. Ele deixou para trás a vida de celebridade para servir seu país com orgulho, e foi muito mais estimado por seus fãs devido a isso. Na noite de domingo, 23 de março de 1958, Elvis estava na crista de uma onda de popularidade: gravações no topo das paradas de sucessos, filmes de sucesso, shows com bilheteria esgotada, histeria de fãs e controvérsia quase constante, tudo o ajudou a se tornar a maior estrela do planeta. Ainda nessa noite de março, no auge de seu sucesso, com o mundo a seus pés e um onipresente sistema de apoio dos fãs, parentes e amigos, parecia como se ele estivesse entregando tudo.Por mais de um ano o espectro do serviço militar pairou sobre sua cabeça. Quando o Tio Sam chamou, Elvis foi aprovado em seu exame médico prévio ao alistamento e considerou suas opções. Em vez de pegar o caminho fácil escolhido por tantas celebridades em sua posição - entrar nos Serviços Especiais para entreter as tropas - ele decidiu mostrar sua lealdade à bandeira norte-americana servindo como um soldado normal. Diante da superexposição e publicidade negativa sobre sua influência desestabilizadora na juventude americana, a recusa de Elvis em aceitar tratamento especial foi vista pelo público com grande admiração. Embora tenha aproveitado ao máximo sua última noite como civil, ele parecia compreensivelmente preocupado em deixar seus entes queridos e abandonar a boa vida. E, embora fizesse comentários positivos para os repórteres da imprensa,ele também dizia estar particularmente preocupado com o fato de, após dois anos afastado, nunca conseguir retomar de onde parou. Na manhã de 24 de março, acompanhado de sua família, a namorada Anita Wood e vários amigos, Elvis apresentou-se à junta de recrutamento no Edifício M&M em South Main Street, Memphis, e logo estava viajando em um ônibus para o Hospital de Veteranos Kennedy, onde ele e doze outros recrutas foram examinados. Declarado apto, o Soldado Raso Elvis Presley US 53 310 761 despediu-se de sua mãe perturbada, do pai lamuriante, e de Anita, e embarcou em outro ônibus, destinado ao Forte Chaffee, Arkansas. Centenas de fãs estavam na cidade, assim como vários repórteres e fotógrafos determinados a registrar cada palavra e ação sua, desde a dobradura de suas roupas civis até a arrumação de sua cama no exército.No dia seguinte, após submeter-se a procedimentos adicionais de processamento, o Rei do Rock 'n Roll recebeu o mais famoso corte de cabelo desde que Sansão foi enganado por Dalila. Antes do espocar de flashes e zumbidos de câmaras de jornais, Elvis submeteu-se afavelmente a um corte de pracinha padrão... e prontamente esqueceu de pagar a taxa de 65¢ dos generosos US$7 de pagamento parcial que havia recebido pouco tempo antes. Enquanto um faxineiro varria as famosas mechas e jogava os fragmentos de costeleta, o barbeiro lembrava a Elvis que ele lhe devia algum dinheiro. Logo após a liberação de seu uniforme do Exército Norte Americano, o Soldado Raso Presley foi designado para a 2ª Divisão Blindada em Fort Hood, Texas, para o treinamento básico e instrução avançada em tanques. Fãs e mídia o seguiram por todo o caminho até os superiores militares de Elvis o declararem fora dos limites para os repórteres e fotógrafos após suas primeiras 24 horas em Fort Hood.Quando as coisas se apaziguaram, Elvis se adaptou àquela vida com seus companheiros recrutas, embora algumas vezes parecesse desesperadamente saudoso de casa. Ele telefonava para sua mãe Gladys no mínimo uma vez por dia, e muitas vezes ambos choravam, Gladys pedia ao filho para que se cuidasse e Elvis tentava tranqüilizar sua mãe preocupada. Enquanto alguns dos soldados dificultavam sua vida devido ao seu status de celebridade, Elvis logo fez amigos como os Soldados Rasos Rex Mansfield e William Norvell, bem como o Sargento Bill Norwood que, após sugerir que Anita Wood poderia visitá-lo, deixou sua casa disponível para ela. Consequentemente, quando completou o treinamento básico no final de maio, o ídolo jovem começou a se estabelecer; obteve sua medalha de atirador com uma carabina e foi classificado como atirador de elite com uma pistola. Elvis sempre adorou armas, então fazia perfeito sentido que ele se destacasse nesses exercícios. A vida no serviço militar não era sempre fácil para Elvis, mas ele deu o seu melhor nos dois anos de serviço. No dia 14 de janeiro de 1960, Elvis Presley foi promovido a Sargento no Exército dos Estados Unidos. Fonte: http://lazer.hsw.uol.com.br/biografia-de-elvis-presley18.htm

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

THE BEATLES - THE NIGHT BEFORE

2 comentários:

PAUL McCARTNEY - GET BACK - SGT. PEPPER'S - THE END - DEMAIS!

2 comentários:

GEORGE HARRISON - I'D HAVE YOU ANYTIME

2 comentários:
Matéria publicada originalmente em 3 de setembro de 2012

"I'd Have You Anytime" é uma canção escrita por George Harrison e Bob Dylan no final de 1968, quando o então Beatle estava perto de Woodstock, em Nova York. Foi gravado e lançado por Harrison como a faixa de abertura de seu álbum de 1970 triplo All Things Must Pass. Embora os dois músicos tenham se conhecido em Nova York, em 1964, a amizade entre George Harrison e Bob Dylan parece ter começado em maio de 1966, quando Harrison, junto com John Lennon e Paul McCartney, visitaram o cantor em seu hotel em Londres. A relação de Dylan com Lennon muitas vezes parecia um teste competitivo. Para McCartney, Dylan era "cooler". Para o produtor Bob Johnston, Lennon, Harrison e McCartney chegaram para o encontro com Dylan no hotel como "Beatles" e sairam como três indivíduos distintos - tal era a influência filosófica de Dylan em compositores colegas na época. Depois do auge criativo do cantor americano em meados de 66, Dylan se retirou para Bearsville, em Nova York, com sua banda de apoio 'The Hawks', a fim de se recuperar de um acidente de moto e criar uma família com sua esposa, Sara Lownds. Pouco se ouvia falar dele durante 1967/68, e todos aguardavam seu retorno. Embora Dylan tenha desprezado a obra-prima 'Sgt.. Banda Pepper Lonely Hearts Club Band, Harrison, manteve-se um grande fã dele - Blonde on Blonde foi o único álbum de música ocidental, levado pelo Beatle com ele para Rishikesh, em fevereiro de 68. Mais tarde, no final de 1968, tendo passado grande parte de outubro e novembro em Los Angeles, George Harrison e Pattie foram convidados para passar o feriado com os Dylans quando se encontravam no Catskills como convidados do gerente de Albert Grossman. Apesar de excitação de Dylan com sua chegada, Harrison o encontrou reservado e desconfiado, em contraste com o indivíduo, franco e iluminado que ele tinha feito uma conexão dois anos antes. Tudo isso mudou no terceiro dia, quando as guitarras sairam dos cases e "a coisa se soltou". Bem mais conhecido por sua abordagem pouco sofisticada musicalmente, sobretudo em comparação com a "paleta harmônica" dos Beatles, Dylan estava ansioso para aprender alguns acordes mais avançados como os que Harrison havia alcançado para a abertura da canção. Para quebrar as barreiras que Dylan havia imposto durante a visita até aquela altura, George compôs:
"Let me in hereI know I’ve been here
Let me into your heart
Let me know you
Let me show you
Let me grown upon you"
Ao mesmo tempo, ia empurrando Dylan a usar algumas palavras de seu próprio vocabulário que Dylan repondia no côro:
All I have is yours
All you see is mine
And I’m glad to hold you in my arms
I’d have you anytime.
"Linda - era isso!", Harrison concluiu em sua autobiografia sobre "I'd Have You Anytime". E é mesmo!

IMAGEM DO DIA - BEATLES CARTOON

Nenhum comentário:

IMELDA MAY - BIG BAD HANDSOME MAN

Um comentário:
Imelda Mary Clabby é uma cantora irlandesa. Nasceu no dia 10 de julho de 1974 em Dublin e adotou o nome artístico Imelda May como é conhecida.

THE BEATLES - MAKING OFF FREE AS A BIRD

2 comentários:
Música mavilhosamente linda que é, Free as a Bird não poderia ser lançada sem um vídeo clipe simplesmente maravilhoso e à altura. O vídeo possui uma técnica de direção de fotografia inovadora, pois a câmera segue todo o tempo na primeira pessoa, tomando lugar da ave (Bird) que voa livre por Liverpool e Londres, mostrando toda a trajetória da banda e os lugares por onde os Fab Four passaram ao longo da infância e durante o tempo que estiveram juntos. Referências a Penny Lane, Paperback Writer, A Day in The Life, Eleanor Rigby e Helter Skelter são facilmente vistas, mas existem ao todo quase 100 referências à música dos Beatles ao longo do vídeo, que foi produzido por Vincent Joliet e dirigido por Joe Pytka. Como não poderia ser diferente, o vídeo ganhou o Grammy Award for Best Short Form Music Video em 1997.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

ACROSS THE UNIVERSE - JOHN LENNON VAI PRO ESPAÇO SIDERAL!

2 comentários:
O ex- Beatle agora também será imortalizado fora da Terra. A União Astronômica Internacional (IAU) aprovou 10 nomes para crateras de impacto em Mercúrio, todos inspirados em personalidades da música, artes e literatura. Os nomes foram propostos pela equipe da Nasa e, entre eles, está o de John Lennon. Segundo as regras da IAU, as crateras de Mercúrio só podem ser nomeadas com títulos criativos: “artistas, músicos, pintores e autores que têm contribuído de forma notável ou personalidades fundamentais em seu campo e foram reconhecidas como arte historicamente”. O mais curioso é que cada corpo celeste ganha uma forma específica para ser batizado. Satélites de Plutão, por exemplo, recebem nomes de divindades mitológicas associadas com o submundo. Mercúrio, só artistas.

IMAGINE UMA IGREJA PARA ATEUS

4 comentários:

Em vez de sermão, animadas conversas sobre sexo, gastronomia, viagens e outras boas coisas da vida. Em vez de música religiosa, Beatles, Rolling Stones e Jerry Lee Lewis. Uma igreja para quem não acredita em Deus. Pode parecer um absurdo, mas este é o conceito da Assembleia de Domingo (Sunday Assembly Church), que tem arregimentado cada vez mais fiéis na Austrália, no Canadá, nos Estados Unidos e no Reino Unido. Fundada no ano passado pelos comediantes britânicos Sanderson Jones e Pippa Evans, a igreja começou a se espalhar pelo mundoapós uma campanha de arrecadação de fundos que incluiu turnês de shows de stand up da dupla. "Queríamos fazer algo parecido com uma igreja, mas sem Deus", explicou Jones à BBC. Em sua página oficial na internet, a Assembleia de Domingo se apresenta como um lugar para celebrar a vida, sem doutrinas, onde qualquer um é benvindo e está sempre pronto a ajudar o próximo. A igreja disponibiliza ainda documentos e diretrizes incentivando as pessoas a abrir sua própria filial da assembleia. Em Los Angeles, por exemplo, um braço relativamente novo da organização já organiza cultos para até 900 pessoas.


THE BEATLES – LOVE ME DO – SEMPRE QUEBRANDO RECORDES

Um comentário:
Desta vez, um single em vinil de "Love Me Do", lançado em 1962, foi vendido por US$ 13 mil em um leilão, realizado pelo site eBay, dedicado ao comércio online. Foram necessários 35 lances até chegar ao valor.

A raridade no single não está apenas no material em si, mas também pelos autógrafos presentes nele. Os quatro Beatles - John Lennon,
Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr - deixaram suas assinaturas registradas.

THE BEATLES - I SHOULD HAVE KNOWN BETTER

Nenhum comentário:

EURYTHMICS SE REÚNEM PARA HOMENAGEAR OS BEATLES

3 comentários:
O duo musical britânico EURYTHMICS, que fez sucesso durante a década de 80, também está com participação confirmada na homenagem que o Grammy fará aos BEATLES. A informação foi revelada por Ken Ehrlich, produtor do especial, em entrevista à agência Associated Press.
O EURYTHMICS ganhou notoriedade logo com o disco de estreia, em 1981, e dois anos depois emplacou o hit “Sweet Dreams (Are Made of This)”. Formado por Annie Lennox e David A. Stewart, a dupla ganhou diversos prêmios, incluindo o Grammy de Melhor Performance de Rock por Dupla ou Grupo em 1987. A separação aconteceu em 1990. Eles ainda estiveram na ativa entre 1999 e 2005, e agora voltam para participar do The Night That Changed America: A Grammy Salute to The Beatles. A Academia de Artes e Ciências Fonográficas vai prestar homenagem aos Beatles com um especial de TV estrelado por artistas como MAROON 5, JONH MAYER, ALICIA KEYS, JONH LEGEND e EURYTHMICS. A gravação ocorrerá em Los Angeles no dia 27, um dia após a cerimônia do Grammy Awards. “The Night That Changed America: A Grammy Salute to The Beatles” é um programa de televisão de duas horas, que será um tributo à banda inglesa e que será exibido no dia 9 de fevereiro no canal CBS. É neste dia que se comemorará os 50 anos da primeira apresentação dos Beatles nos EUA, no programa “The Ed Sullivan Show”. Na época, o programa foi assistido por 73 milhões de pessoas, tornando-se um dos momentos emblemáticos da cultura pop mundial. Daí vem o nome do especial: “The Night that Changed America: A Grammy Salute to The Beatles”. Algumas das músicas escolhidas para o programa foram reveladas pelo produtor. JONH MAYER se unirá a KEITH URBAN para apresentar “Don’t Let Me Down”, por exemplo. Já ALICIA KEYS fará um dueto com JONH LEGEND em “Let It Be”. Os Beatles são um dos grupos mais icónicos”, afirmou a presidente dos Grammy, acrescentando que faz todo o sentido assinalar esse “momento chave da história” da indústria musical. Vamos ver no que vai dar.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

PAUL E RINGO NO DAVID LETTERMAN – SERÁ?

3 comentários:
Paul McCartney e Ringo Starr podem se reunir, 43 anos depois da separação da banda mais famosa do mundo. De acordo com informações do site Showbizz411, os ex-Beatles devem subir ao palco juntos no início de fevereiro. A apresentação acontecerá no programa Late Show with David Letterman, um fenômeno da TV nos EUA. Além disso, a reunião da dupla terá um gostinho ainda mais especial: o programa de David Letterman é gravado no Teatro Ed Sullivan, mesmo local onde os Beatles se apresentaram pela primeira vez, no dia 9 de fevereiro de 1964. Ou seja, uma ótima forma de comemorar os 50 anos do estouro da beatlemania. "O objetivo é que o programa de Letterman faça uma semana inteira dedicada aos Beatles, começando no dia 3", diz o site. Especula-se, ainda, que hologramas dos saudosos John Lennon e George Harrison apareçam durante a subida de McCartney e Ringo ao palco. "Paul chegou a dizer que seria legal e Yoko Ono [viúva de Lennon] também teria aprovado a ideia. Já a família de Harrison foi totalmente contra o projeto", teria dito uma fonte ligada ao mundo da música. Vamos esperar!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

HERE, THERE AND EVERYWHERE - MINHA VIDA GRAVANDO OS BEATLES - GEOFF EMERICK

6 comentários:
A Editora Novo Século acaba de trazer para o Brasil uma biografia inusitada. “Here, there and everywhere: Minha vida gravando os Beatles”, traz um relato diferenciado sobre a banda mais famosa do mundo. Geoff Emerick, engenheiro de som que acompanhou praticamente toda a existência dos Beatles, revela os bastidores das gravações de músicas que se tornaram verdadeiros hinos para toda uma geração. Na entrevista abaixo, Daniel Lameira, editor-assistente da Novo Século e responsável pela aquisição do livro, e Mateus Duque Erthal, coordenador editorial e produtor da obra, contam as expectativas para este lançamento. 

- Sabemos que os Beatles conquistaram milhares de fãs pelo mundo todo. Há alguma peculiaridade entre os fãs brasileiros?
Até hoje os brasileiros são vistos como uns dos mais apaixonados fãs de Beatles do mundo. Nos últimos anos, os shows de Paul McCartney e Ringo por aqui mostraram que tanto as antigas gerações como as novas estão cada vez mais apaixonadas pelos eternos “meninos de Liverpool”.
- O livro apresenta uma grande riqueza de detalhes técnicos sobre o som da banda mais famosa do mundo. Isso irá aguçar a curiosidade dos profissionais do meio?
É claro! Que profissional da área não gostaria de conhecer os detalhes de gravação de algumas das mais icônicas canções da história da música? Mas vale lembrar que esses detalhes são apresentados de forma bastante acessível ao longo do livro. Houve a preocupação que as descrições dos bastidores fossem interessantes não apenas para os profissionais da música, mas também aos beatlemaníacos e ao público geral.
- Essa obra fará com o que os “beatlemaníacos” fiquem ainda mais vidrados por essa banda que fez história?
Todos os beatlemaníacos lerão o livro com fones de ouvidos para entender ainda mais das músicas pelas quais já são apaixonados. O livro encanta por trazer uma nova visão da banda, diferente das que já foram exaustivamente abordadas em outras biografias.
- O que o leitor deve esperar de “Here, there and everywhere: Minha vida gravando os Beatles”?
Um relato apaixonado de um profissional que vivenciou momentos de genialidade e humanidade da banda. Ao mesmo tempo em que foi fundamental para a revolução sonora dos Beatles, Geoff Emerick era, antes de tudo, um fã.
- Quais são as expectativas da Novo Século diante desta obra?
Nos últimos anos, a editora tem investido pesado em biografias de qualidade. Já possui títulos importantes nas áreas da ciência (Einstein, Thomas Edison), do cinema (Chaplin, Walt Disney), da política (Bush, Gandhi), entre muitas outras. Este lançamento certamente enriquecerá nosso catálogo e tem tudo para agradar em cheio os leitores de todo o país. E muito mais vem por aí!


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

PAUL McCARTNEY - EVERYBODY OUT THERE - DEMAIS!

3 comentários:

THE BEATLES - WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS – SENSACIONAL!

2 comentários:

IMAGEM DO DIA - STAR WARS - LEMBRA ALGO?

Um comentário:
Publicado em https://www.facebook.com/LojaMundoGeek

SGT. PEPPER'S LONELY HEARTS CLUB BAND – O FILME - (1978) - COMPLETO

5 comentários:
A postagem original "SGT. PEPPER'S - O PIOR FILME DE TODOS OS TEMPOS?" foi publicada originalmente em 20 de dezembro de 2010. Dessa vez, tem o filme completo.

O empresário da música, produtor de discos e filmes, Robert Stigwood – hoje com 75 anos de idade – tem muito a ver com os Beatles. A história começa assim: nos anos 60, ainda jovem foi assistente de Brian Epstein (1934-1967). Nos anos 70, Stigwood tornou-se bem estabelecido como produtor de discos que se aventurava pelo cinema. Fez de um filme modesto e de temática social - uma explosão de bilheteria graças à trilha dos Bee Gees: “Embalos de Sábado à Noite” (1977). Filme e trilha arrecadaram milhões e milhões. Robert Stigwood foi além. Transformou um musical da Broadway em outro produto cultuado: “Grease – Nos Tempos da Brilhantina”. (1978). E ousou. Os filmes ainda estavam em fase final de produção e ele teve uma idéia genial: transformar um ícone dos Beatles – o álbum “Sargent Pepper´s Lonely Heart Club Band” – em filme. Imaginou ganhar uma montanha de dinheiro, é claro. Stigwood chamou os Bee Gees, Peter Frampton, a banda Earth, Wind and Fire, Alice Cooper e até o Aerosmith. E ainda apareciam em pontinhas Etta James, Johnny Rivers (sim, ele mesmo), Wilson Pickett e Minnie Riperton.

Tudo parecia dar certo. Mesclou músicas também do álbum “Abbey Road”. A receita parecia ideal. Nesse meio tempo, o filme “Embalos de Sábado à Noite” explodiu nas bilheterias e a trilha dos Bee Gees mais ainda. A banda pressentiu que estava numa canoa furada. Mesmo baseado no álbum mais bem sucedido dos Beatles, o filme desandava visivelmente nas gravações. Para piorar, o produtor Stigwood quis tirar o foco de Peter Frampton, que fazia o papel principal de Billy Shears. E é claro passar os holofotes para os Bee Gees, que faziam o papel dos irmãos Henderson. Os Bee Gees recusaram. Queriam na verdade sair do filme. Mas o contrato obrigou-os a terminá-lo. Restou rezar para que o dano fosse o mínimo possivel, pois o sanduíche musical ficou realmente indigesto antes de o público consumí-lo. Realmente, o filme é tão ruim, que tem gente que nem se lembra que ele foi feito. O produtor, diretor e atores preferem esquecê-lo… E realmente, até mesmo o fracasso nas bilheterias do mundo parece esquecido.

Ninguém se lembra que aparecia no filme um então jovem ator novato chamado Steve Martin. Sim, o talentoso comediante. Mesmo alguém que viu o filme nem passa pela cabeça que George Harrison, Paul McCartney e Linda McCartney estão lá numa aparição relâmpago. Até Tina Turner aparece no filme. O resultado? Um dos piores filmes da história do cinema. E não se inclui nem mesmo entre aqueles de tão ruins que é bom de assistir para dar boas risadas. O filme “Sargent Pepper´s Lonely Heart Club Band” não tem nada a ver com o memorável álbum dos Beatles (a não ser as músicas).

O fracasso retumbante de “Sargent Pepper´s” no mundo fez com que Robert Stigwood deixasse meio de lado o genero musical-filme e produzisse aventura, drama de guerra. Ainda tentou “Grease 2″ e “Staying Alive – Embalos 2″, ambos de 1982 e continuações dos dois sucessos seus, mas sem obter a mesma explosão de bilheteria. Em 1995, Stigwood foi um dos produtores de “Evita”. Mas seu nome jamais foi associado a um sucesso. Hoje, ele está semi-aposentado. E deve dar graças ao fato de o público ter se esquecido do fracasso de “Sargent Pepper´s”, o filme. No entanto, com o passar dos anos, tornou-se "cult" e, hoje em dia é difícil encontrar uma cópia boa. De qualquer forma, quem quiser assistir esse filme completinho, aqui tem:

THE BEATLES - I ME MINE - by GEORGE HARRISON

2 comentários:
"I Me Mine" é uma música dos Beatles composta e interpretada por George Harrison no álbum Let It Be de 1970, o último álbum lançado pela banda. Gravada em 3 de janeiro de 1970, na primeira das duas últimas sessões de gravação dos Beatles. Apesar da ausência de John Lennon, esta foi a última música gravada pelo grupo. A faixa abre com um órgão drámatico de George(que também acrescenta uma guitarra e violão à faixa), Paul toca piano elétrico e Ringo Starr toca sua bateria normalmente. O vocal é de Harrison, que realiza as harmonizaçôes junto com Paul. "I Me Mine" recebeu um acompanhamento de orquestra, que Phil Spector deixou bem ao fundo.
Ao aprofundar seu envolvimento com o pensamento oriental, George tentou conciliar sua posição de estrela do rock com as exigências religiosas de abandonar o ego para obter a iluminação. Sua crença era que a nossa preocupação com o ego - o que "eu" quero, o que pertence a "mim", o que é "meu" - é o que impede nossa absorção pela consciência universal, em que não há dualidade nem ego. "Não há nada que não faça parte do todo completo", George afirmou. "Quando os pequenos 'eus' se fundem no grande 'Eu', então você está realmente feliz!" A melodia de valsa de "I Me Mine" foi inspirada em "Kaiserwalzer", de Johann Strauss II, um trecho de sessenta segundos usado como música de fundo em um documentário da BBC 2, Europa: The Titled and the Unentitled na noite anterior. A versão era da Orquestra Filarmônica de Viena conduzida por Willy Boskovski. George viu o programa e fez a música a partir do que lembrou.

domingo, 5 de janeiro de 2014

PAUL MCCARTNEY - BACK IN THE US (2002) - FANTASTIC!

Nenhum comentário:
A turnê Driving USA, realizada entre setembro e outubro de 2002, fez Paul McCartney reencontrar-se com o público americano de maneira grandiosa. Como há muito tempo não fazia, Sir Macca embarcou numa extensa temporada de shows e realizou uma retrospectiva de seus mais de quarenta anos de carreira, sem deixar de lado canções recentes como “Vanilla sky” e “Freedom”.
Acompanhado por uma competente banda formada por Rusty Anderson (guitarra, vocais), Abe Laboriel Jr. (bateria, percussão e vocais), Brian Ray (guitarra, baixo e vocais) e o habitual colaborador Paul Wickens (teclados, vocais, acordeon e programação eletrônica), o velho Macca desfila vários clássicos. Músico versátil, ele fica se alternando no baixo, violão, guitarra, piano e até cavaquinho, com o qual interpreta sua versão para Something, obra-prima deGeorge Harrison. Em várias faixas, Paul conduz o show sozinho ao violão, mostrando que tem o público nas mãos.
A versão DVD de Back in the US apresenta 31 faixas (nem todas as do CD foram incluídas no vídeo) tiradas direto da turnê e alguns extras bem interessantes. Diversas celebridades aparecem discretamente no meio da platéia, como Michael Douglas, Jack Nicholson e Tom Cruise. No show, perdem-se na multidão, sendo apenas pontos a mais no meio do povo que assistia à apresentação. Trechos rápidos de sua última aparição no programa de Jay Leno também foram incluídos, bem como cenas das viagens, do cotidiano e vários ensaios. É interessante notar que, além do público de meia-idade que era de se esperar em um show de um ex-Beatle, diversos jovens e adolescentes são mostrados na plateia, caracterizando já uma terceira geração de fãs. É comum pessoas aparecerem chorando, seja sensibilizadas pelas canções, seja pela pura emoção de estar lá perante uma lenda viva da música. Diversos depoimentos também são mostrados, tanto de Paul e sua banda como de pessoas envolvidas com a produção da turnê. Para o público que não entende bem inglês, legendas seriam bem-vindas neste lançamento para o mercado brasileiro. Entre as faixas-bônus com canções tocadas por Paul nos ensaios, está a bela “Midnight special” (incluída apenas no vídeo), do conjunto Creedence Clearwater Revival, outro ícone dos anos 60. O DVD também dá acesso a um site restrito para o fã acessar. Seja como for, a internet é uma benção divina. E a gente assiste bem aqui, e agora, o fantástico DVD inteirinho. Sem os extras, claro! Êta Bauzinho bom danado!

sábado, 4 de janeiro de 2014

MORRE PHIL EVERLY - O MAIS NOVO DOS EVERLY BROTHERS

3 comentários:
O músico, cantor e compositor Phil Everly, da dupla Everly Brothers, morreu ontem, sexta-feira (3), aos 74 anos, vítima de uma doença pulmonar crônica. É quase certo que câncer. Ele estava internado há duas semanas em um hospital de Burbank, na Califórnia.
Ao lado do irmão mais velho, Don, hoje com 76 anos, Phil entrou para a história da música como um dos dois Everly Brothers. A dupla, que se apresentou entre as décadas de 1950 e 1970, ficou famosa por canções tristes disfarçadas em melodias alegres e influenciou artistas como The Beatles, Bob Dylan e Simon and Garfunkel. Os Beatles, aliás, nunca negaram seu apreço pela dupla e chegaram a dizer que eram "os Everly Brothers" da Inglaterra. Dylan afirmou: "Devemos tudo aos Everly Brothers. Eles começaram tudo”.
Influente até hoje, a dupla teve canções regravadas por artistas contemporâneos como Billie Joe Armstrong, do Green Day. "Os Everly Brothers soam como dois anjos cantando", disse o cantor recentemente. Entre os hits de Phil e Don Everly estão "Wake Up Little Susie", "Bye Bye Love" (regravada por Harrison), "Cathy's Clown", "All I Have to do is Dream" e "Crying in the Rain". Em geral, a dupla gostava de combinar letras típicas da música country com um beat mais pop/rock.

Filhos dos músicos Ike e Margaret Everly, Phil nasceu em 19 de janeiro de 1939 em Chicago, nos EUA. Don, dois anos mais velho, em 1 de fevereiro de 1937. Os dois começaram a se apresentar juntos ainda na infância e em 1945 cantavam músicas country no programa de rádio da família em Shenandoah, Iowa. Com o passar dos anos, seu som se tornaria mais cosmopolita, mas os dois nunca se afastariam completamente de suas raízes musicais. Em entrevista à Associated Press em 1986, Don Everly afirmou que os dois fizeram sucesso porque nunca se preocuparam com tendências. "Fazíamos o que gostávamos e seguíamos nossos instintos. O rock'n'roll sobreviveu e estávamos certos sobre isso. O country sobreviveu e estávamos certos sobre isso. Você pode misturar os dois, mas as pessoas diziam que não podíamos."
Entre 1957 e 1962, quando estavam no auge, os irmãos tiveram 19 canções no top 40 dos Estados Unidos. A separação veio de forma dramática em 1973, após 16 anos de hits, durante um show na Califórnia. Após Phil jogar seu violão no chão e deixar o palco, Don disse ao público: "Os Everly Brothers morreram há dez anos". Os irmãos então seguiram carreira solo, sem o mesmo sucesso. Phil participou do filme "Doido para Brigar... Louco para Amar", de Clint Eastwood, cantando a música "Don't Say You Don't Love Me No More", que ele mesmo compôs. Em 1983 os Everly Brothers voltaram a tocar juntos com um novo álbum produzido por Paul McCartney e Dave Edmunds. “On The Wings Of A Nightingale” (que já apareceu aqui para download), foi sucesso tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido., "encerrando tudo com um abraço", nas palavras de Phil. E embora os hits tenham diminuído na década de 1980, a dupla ainda fez turnês bem-sucedidas nos EUA e na Europa. A última apresentação pública de Phil foi em 2011. Seu filho, Jason, afirmou que ele ainda escrevia muitas canções. Sweet dreams baby. A gente fica com o megasucesso "Crying In The Rain" dos irmão Everly. Uma das músicas mais bonitas que já ouvi em todos esses anos. Bye, bye, Phil.

 

BILLBOARD - A REVISTA REFERÊNCIA

3 comentários:
A Billboard é uma revista semanal americana especializada em informações sobre a indústria musical. Conhecida também como The Music Bible ("A bíblia da música") foi fundada em 1894, tendo como foco inicial o mercado publicitário, mas passou a tratar apenas de música a partir de dos anos de 1950. Faz parte do grupo Prometheus Global Media. A revista mantém vários rankings reconhecidos internacionalmente que classificam canções e álbuns populares em várias categorias e estilos. Seu ranking mais conhecido, o Hot 100, mostra os 100 singles mais vendidos e tocados nas rádios e é frequentemente usado nos Estados Unidos como a principal forma de medir a popularidade dos artistas bem como de uma canção. OTop 200 é o ranking correspondente aos álbuns mais vendidos. Em 4 de janeiro de 1936 a Billboard publicou o seu primeiro ranking musical, e em 20 de julho de 1940 publicou sua primeira lista de popularidade musical (Music Popularity Chart). Anualmente, a revista entrega o Billboard Music Awards, um prêmio que honra os artistas e as canções mais populares de um certo ano. Os BMA's são entregues com base nos rankings de final de ano, que mostram quais foram as canções mais populares de cada ano. A Billboard é considerada a principal parada musical do mundo da música. A versão brasileira da revista foi lançada pela BPP Promoções e Publicações em outubro de 2009. Infelizmente, fraquíssima.

FREAK IMAGE OF THE DAY - PAUL McCARTNEY

2 comentários:

PAUL McCARTNEY & U2 - SGT. PEPPER'S

Um comentário:

TOM PETTY AND THE HEARTBREAKERS - SOMETHING GOOD

Nenhum comentário:

GEORGE MARTIN - 88 ANOS - PARABÉNS, MAESTRO!

3 comentários:

Sir George Martin nasceu em Holloway (pequena cidade a norte da capital Londres) em 3 de Janeiro de 1926. Filho de pai carpinteiro, teve uma juventude humilde, sem uma educação musical erudita. Autodidata, aprendeu a tocar piano sem ajuda de mestre, ainda com dezesseis anos de idade. É chamado com justiça de "o quinto beatle", referência em seu trabalho como produtor de quase todos os álbuns lançados pelos rapazes de Liverpool. Além do seu trabalho com os Beatles ou com seus ex-integrantes, Martin também foi o produtor de diversos artistas, incluindo a banda America. Ele também é um compositor de talento (exemplos são a trilha sonora dos filmes Yellow Submarine, dos Beatles, e Live and Let Die de James Bond.
Depois de quase meio século na indústria musical, George Martin lançou em 1999 “In My Life”, uma coleção de canções dos Beatles gravadas por artistas como Robin Williams e Jim Carrey e músicos como Jeff Beck e Phil Collins. Martin está casado há mais de 30 anos com Judy Lockart Smith. Eles tem quatro filhos. George Martin não está mais produzindo discos. Este trabalho passou para seu filho Giles que produziu o álbum LOVE dos Beatles. Ele ainda cuida do AIR Studios, e se tornou sócio da Garageband.com, uma iniciativa da internet de procurar novos talentos.
E ainda em homenagem ao maestro a gente relembra aqui embaixo, a postagem "Paz, Amor e Sgt. Pepper" - livro escrito pelo grande produtor dos Beatles. Abração!

GEORGE MARTIN - PAZ, AMOR & SGT. PEPPER

2 comentários:
O livro "PAZ, AMOR E SGT.PEPPER" de George Martin, lançado pela editora Relume Dumará em 1995, é bastante abrangente e esclarecedor em todos os aspectos que envolveram a gravação do incomparável clássico dos Beatles. Hoje, este livro é raridade. A edição brasileira foi totalmente organizada, preparada e traduzida pelo grande pesquisador Marcelo Fróes. Eu tenho o meu e compartilho aqui com quem não conhece, os dois prefácios escritos pelo produtor dos Beatles. O que já dá um gostinho da importância dessa obra.
Um ano depois de sua vinda ao Brasil, George Martin lançou na Inglaterra o livro "Summer Of Love" (nos Estados Unidos, "The Making Of Sgt Pepper"). Eu o procurei por fax e perguntei se poderia traduzir o livro para o mercado brasileiro, ao que ele prontamente respondeu que sim. No Natal de 1994 eu recebi pelo correio um exemplar autografado de "Summer Of Love" e comecei a traduzir, já com editora fechada. O trabalho consumiu o verão de 1995 e tudo foi preparado para lançamento no meio do ano. Foi um projeto gostoso de fazer e o prefácio que George fez para a edição brasileira colocou nos eixos da história minha participação em sua visita ao Rio para o Projeto Aquarius em 1993. Quando o livro ficou pronto, eu aproveitei uma ida a Londres para levar-lhe pessoalmente alguns exemplares. Fui encontrar sua lendária secretária Shirley Burns no A.I.R. Studios e juntos rumamos para a Abbey Road, onde ele finalizava a mixagem do material da série "Anthology" - que começaria a ser lançada no final daquele ano. George fez uma entrevista para divulgar o livro e posou para fotos, tocando ao piano sua música "The Game" (gravada por Mary Hopkin em 1968). Marcelo Fróes

PREFÁCIO PARA A EDIÇÃO BRASILEIRA
Nunca paro de imaginar como é possível que aquela música que os Beatles criaram comigo, há mais de 30 anos, ainda desperte tantas emoções em tanta gente. É claro que fico orgulhoso e agradecido por ter participado daquele conto de fadas, e sei que foi uma sorte para mim trabalhar toda a minha vida com tantos artistas brilhantes. Imagino também que muita gente tenha curiosidade sobre os bastidores daqueles discos, e por isso realizei um especial de televisão a respeito de Sgt. Pepper, que deu uma ideia do que fizemos durante aqueles dias nos estúdios da Abbey Road. Este livro é sobre Sgt. Pepper, mas é também sobre a época extraordinária que possibilitou que tanto talento acabasse coroando um tempo maravilhoso. Ouvir recentemente as velhas fitas de quatro canais — com George, Paul e Ringo — foi uma ótima experiên­cia, que me fez voltar aos nossos tempos com muito carinho e nostalgia. Tenho também um grande carinho pelo Brasil, por sua música e por sua gente. A combinação de ritmos latinos com o jazz sempre me atraiu muito e um de meus primeiros trabalhos como produtor iniciante, na EMI dos anos 50, foram os discos de Roberto Inglez para o mercado sul-americano. Então conheci a Bossa Nova e a gloriosa música de Jobim. Não esperava ter a chance de visitar o Brasil, mas meu sonho de infância realizou-se em 1993. Conheci Marcelo Fróes e a seguir fui convidado a fazer um concerto de músicas dos Beatles no Rio de Janeiro, no Projeto Aquarius. Robertinho de Recife, que liderava a banda que me acompanhou, tornara popular minha "Pepperland", uma peça feita para o filme Submarino Amarelo. O Coral e as Meninas Cantoras de Petrópolis cantaram como anjos, enquanto músicos maravilhosos davam um emocionante pulsar às canções. As condições do tempo, contudo, revelaram-se um forte inimigo. Mesmo que chegue aos cem anos de idade, jamais esquecerei daquela noite. O calor da acolhida de vocês foi inacreditável. Senti uma verdadeira onda de carinho e amor, não apenas pelos Beatles e por sua música, mas também por mim e por minha família. Um país maravilhoso, com uma gente admirável. Vocês sempre terão um lugar especial em meu coração. George Martin Londres, 26.4.95
PREFÁCIO
Livros sobre os Beatles devem compor uma pilha tão grande hoje em dia que talvez devesse existir algum tipo de lei contra isso. A maioria foi escrita por gente que chacoalhou, espetou, catalogou e criticou a história dos Fab Four sem na verdade ter sido parte dela. Já vi erros em todas essas narrativas.Meu próprio livro pode não ser muito diferente, porque estou me baseando no menos confiável dos recursos: minha memória. Alguém disse certa vez que qualquer um que alegasse lembrar-se dos anos 60, na verdade não pôde ter estado lá. Eu sei exatamente o que quis dizer. Alguns relatos escritos que conheço tampouco são confiáveis: todos olhamos a vida através de nossos óculos de diferentes cores. Portanto, o que segue é uma visão pessoal, baseada principalmente em minhas lembranças particulares.Há alguns anos estava nos AIR Studios com Paul, comentando como nos tornáramos velhos esquisitos. De repente nos vimos discordando de um detalhe insignificante. Eu disse que George fizera algo; "Não, foi o Ringo", discordou Paul — os dois absolutamente seguros de si. E então caímos na risada. "Meu Deus!", exclamei, "se não pudermos acertar, quem diabos poderá?" Henry Ford tinha razão quando disse que história é tarimba. Mas então, como diz a música, "it really doesn't matter if Fm wrong I'm right..." ("na verdade não importa se estou errado, pois estou certo...").Gostaria de agradecer a muitas pessoas. Se alguém merece o título impossível de "Quinto Beatle", essa pessoa é Neil Aspinall. Sempre longe dos holofotes, Neil servia fielmente os rapazes desde o início, ajudando-os em suas vidas complicadas. Quero agradecer-lhe por me ter ajudado a navegar naquele mar de advogados, entre os dois lados do Atlântico, quando estava produzindo The Making of Sgt. Pepper para a televisão, em 1992.Esse filme foi o ponto inicial para Paz, Amor e Sgt. Pepper. Devo muito a Rupert Perry, da EMI Records, por ter acreditado no potencial de um programa de televisão que mostrasse ao espectador o processo criativo de um disco especial dos Beatles. Agradeço também a meu co-produtor, Nick de Grunwald, por sua paciência e persistência, e por ter encontrado nosso diretor, Alan Benson, cujo olho talentoso moldou The Making of Sgt. Pepper, filme que ganhou prémios em muitos países. Melvyn Bragg nos apoiou sempre que necessário, e nos garantiu espaço na televisão inglesa, em seu excelente programa South Bank Show. O filme não poderia ter sido feito sem o apoio de Etienne de Villiers, presidente da Buena Vista International. Etienne não só deu sua bênção ao projeto, mas também convenceu a Disney Corporation a bancá-lo.Sendo um quase desconhecido no temido mundo da literatura, criei Paz, Amor e Sgt. Pepper aos arrancos. Devo agradecer a Charles Armitage por me ter convencido de que o livro fosse publicado antes de meu registro no obituário. Muito obrigado a William Pearson, que lucida­mente ativou minha memória com perguntas devastadoras, e me fez trabalhar duro junto com ele. Também apreciei a ajuda e a orientação de nossa editora, Georgina Morley.Em Abbey Road, meu velho chão, meus amigos Ken Townsend e Alan Rouse deram ajuda irrestrita e muito de seu tempo, pelo que lhes sou bastante grato. Mark Lewisohn foi fantástico, ajudando a manter minha memória ligada. Devo muito também a Ann Denvir e a Tommy Hanley, da Apple, por sua ajuda com as ilustrações, e tanto William como eu gostaríamos de agradecer a Andy Davies e a Richard Free por reunir a memorabilia dos Beatles.Mais pessoalmente, minha boa amiga e assistente de longo sofri­mento Shirley Burns deu-me uma força encorajadora. E estaria em maus lençóis sem a ajuda carinhosa de minha esposa Judy, que lembrou e relembrou comigo os altos e baixos, os dias bons e os maus, sempre me fazendo rir quando eu ficava de baixo astral. Finalmente, muito obrigado e todo amor para quatro fascinantes, impossíveis, enormemente talentosos, enfurecedores e adoráveis jo­vens, que mudaram as vidas de todos nós, uns trinta anos atrás. Esta é a história deles. George Martin, 1994.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

PAUL McCARTNEY - SOMETHING NEW - DOCUMENTARY

2 comentários:
Mostrar algo novo era o que Paul McCartney queria em seu álbum “New”, que chegou ao Brasil no mês passado. Seu processo de criação é tema de “Something New”, documentário que o Multishow exibe hoje, às 18h. Nesse filme, que leva a assinatura do ex-beatle como produtor executivo, não há como esperar um posicionamento crítico. São os músicos de Paul que traçam o perfil de seu líder: um workaholic incansável, gentil e acostumado a lidar com pressões. O filme traz imagens de fãs histéricos em shows grandiosos que evocam o espírito da beatlemania e entrevistas com o próprio Paul. A maior parte das imagens é de estúdio, onde Paul constrói “New” ao lado do produtores Giles Martin, Ethan Jones, Mark Ronson e Paul Epworth. Estes contam o quão intimidante é assumir essa responsabilidade. “No primeiro dia, tudo parecia kriptonita nas minhas mãos”, diz Ronson. Se os produtores se sentem pressionados, Paul se mostra ainda mais preocupado: “A maior dificuldade é tentar se superar. Eu era dos Beatles, então é difícil”. Pois bem, aqui no nosso blog preferido, a gente confere o documentário inteirinho, na íntegra. Pena que não esteja legendado. Mesmo assim, não perde o charme. Ao contrário. Um presentão de ano-novo. Amo muito tudo isso! Boa diversão, pessoal!

FELIZ ANO NOVO PLANETA BEATLES!

Um comentário:
Queridos todos: hoje começa mais um ciclo. Apesar dos pesares, que não foram poucos, de forma geral, fechamos o ano bem. Foram ao todo 2.956.843 visualizações de página, uma média de 1000 vistas por dia, um total de 4.738 postagens e 600 amigos. Nada mal. O que mais impressiona, é a ausência de comentários. São muito poucos e sem eles não há como ter estímulo pra atualizar diariamente nosso blog preferido como fazia antes. Mas vamos em frente, apesar dos ataques dos tubarões. Em 2014, espero que todos participem mais, inclusive eu mesmo. Estou terminando duas superpostagens enormes ainda para esse começo de janeiro: a sessão “You Can Talk To Me – Fala Que Eu Te Escuto - Vol. 3” e “Discos Que Mais Amamos – Nº 2” com os álbuns “A Hard Day’s Night” e “Beatles For Sale”. De todas as coisas boas que aconteceram em 2013, para mim, nada se compara com “New”, o fantástico novo álbum do nosso velho Macca que, junto com o “BBC 2”, fecharam o ano com chave de ouro. Por isso, a gente fica agora com o fantástico vídeoclipe de “Quennie Eye”. Feliz ano-novo, Beatle People! Tamo junto! BEATLES 4 EVER! BADFINGER BOOGIE!

THE BEATLES 'ON AIR - LIVE AT THE BBC VOLUME 2

Nenhum comentário:

PAUL MCCARTNEY 'NEW' : IMPROMPTU ACOUSTIC PERFORMANCE

Nenhum comentário:

RINGO STARR - YOU'RE SIXTEEN - BOM DEMAIS!

Nenhum comentário:

GEORGE HARRISON - IF NOT FOR YOU - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!

Nenhum comentário:

O FATÍDICO TESTE NA DECCA RECORDS

Um comentário:
No dia 1º de janeiro de 1962, os Beatles fazem um teste para Mike Smith, diretor de repertório da Decca Records. no estúdio da gravadora em Broadhurst Gardens, em West Hampstead, no norte de Londres. A banda e Neil Aspinall, o roadie, chegaram a Londres a bordo de uma perua entulhada de equipamentos de som. após terem viajado durante dez horas, sob uma terrível nevasca na véspera de Ano-Novo. Tonny Meehan, antigo baterista do The Shadows, que havia se juntado a Decca como produtor no ano anterior, estava na técnica, e a banda ficou impressionada ao conhecê-lo. Os Beatles estavam nervosos e Mike Smith estava atrasado, por causa de uma noitada. Quando Smith viu o estado dos amplificadores dos rapazes, insistiu para que usassem o equipamento do estúdio, apesar de não estarem familiarizados com ele.

O grupo gravou 15 músicas escolhidas por Brian Epstein. Às 11h começaram o teste, que terminou cerca de uma hora depois. Para mostrar sua versatilidade, tocaram uma seleção de canções antigas, algumas composições próprias e alguns sucessos das paradas: "Like Dreamers Do" (de Lennon e McCartney); "Money (That’s What I Want)"; "Till There Was You"; "The Sheik Of Araby"; "To Know Her Is To Love Her"; "Take Good Care Of My Baby"; "Memphis, Tennessee"; "Sure To Fall (In Love With You)"; "Hello Little Girl" (de Lennon e McCartney): "Three Cool Cats"; "Crying, Waiting, Hoping"; "Love Of The Loved" (de Lennon e McCartney) "Scptember In The Rain"; "Besame Mucho" e "Searchin". Smith disse que daria uma resposta a Epstein e praticamente os colocou para fora do estúdio, pois estava atrasado para outro compromisso com Brian Poole e The Tremeloes. Ele parecera empolgado e o grupo Ioi embora bem otimista. Os Beatles e Brian Epslein hospedaram-se no Royal Hotel, cuja diária custava 27 xelins por noite, com café da manhã, e comemoraram com rum e uísque com coca-cola. Mike Smith prensou várias cópias em acetato para mostrá-las a Dick Rowe, seu chefe e diretor da área de música "pop” do departamento de repertório, quando este voltasse dos listados Unidos. Todavia, Rowe não aprovou o grupo, fazendo uma declaração que se tornaria notória: "Sr. Epstein, grupos de rock estão saindo de moda. O senhor deveria continuar vendendo discos em Liverpool" e, por fim, disse que guitarras elétricas estavam "por fora” Rowe ficou conhecido como “o homem que rejeitou os Beatles”. John Lennon atribuiu o fracasso do teste ao fraco repertório escolhido por Brian. Com o dedo apontado pra o rosto de Epstein, disse-lhe que a partir dali, nunca mais se meteria em questões musicais do grupo. E assim foi.