quarta-feira, 18 de novembro de 2015

JOHN LENNON - DOUBLE FANTASY - 35 ANOS - PARTE 1

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Double Fantasy foi o último álbum de John Lennon e sua mulher Yoko Ono praticamente um mês antes de ser assassinado a tiros por Mark David Chapman ao retornar de uma gravação. Foi lançado exatamente no dia 15 de novembro de 1980 nos Estados Unidos. Por isso, a gente relembra aqui de uma matéria publicada pela revista Veja do final de outubro daquele ano. No Baú do Edu, apareceu no dia 1 de dezembro de 2010, na sessão “ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ”.

Calado há 5 anos, o ex-Beatle divide um disco com Yoko e fala de sua nova vida. Ao longo dos nove anos desde que os Beatles se separaram. John Lennon, o mais controverso e brilhante de seus quatro componentes, vem passando por um turbulento amadurecimento. Depois de uma frenética produção de discos de qualidade incrivelmente desigual, uma briga de quatro anos com o Serviço de Imigração americano para permanecer nos Estados Unidos, uma separação de quinze meses de sua esposa Yoko Ono e o nascimento de seu filho Sean, Lennon desapareceu de vista em 1975. Agora, às vésperas de se converter em um quarentão, ele reemerge com o mais esperado álbum do ano. Intitulado “Double Fantasy”, é uma espécie de de “Cenas de um Casamento” revelado em catorze canções – sete escritas por Lennon, sete por Yoko. Há alguns anos, o casal trocou seus papéis: Lennon tornou-se um “dono de casa”, cuidando de bebê e fazendo pão, enquanto Yoko se convertia na gerente de negócios da família. Suas propriedades nos Eua são extensas – cinco apartamentos no legendário edifício Dakota de Manhattan, Nova York e quatro fazendas para produzir leite. Recentemente, Lennon e Ono deram sua primeira grande entrevista em cinco anos a Bárbara Gaustark, da revista Newsweek. Vestindo uma calça Levis e uma camisa de trabalho, fumando cigarros franceses, o ex-Beatle falou abertamente de si próprio, sem mostrar sinais de demônios anteriores que antes perseguiam suas canções.
Por que você se escondeu a partir de 1975? Você estava cansado de fazer música ou do negócio da música?
Lennon – Um pouco de cada coisa. Desde os 22 anos de idade estava sob contrato e sempre se esperava alguma coisa de mim. Que eu escrevesse 100 canções até sexta-feia, que gravasse um compacto até sábado, fizesse isso e aquilo. Eu me tornei um artista por gostar da liberdade – nunca pude me encaixar em uma sala de aula ou num escritório. A liberdade era o algo a mais de que eu precisava pra compensar o fato de ser um sujeito estranho. De repente, contudo, vi-me amarrado a uma gravadora, à imprensa, ao público. Não tinha liberdade alguma.
Por que cinco anos?
Lennon – Você sabe que me custou um longo tempo para ter um bebê. Eu queria me dedicar por 5 anos ao meu filho Sean. Não vi Julian, meu primeiro filho (de sua esposa Cynthia) crescer e, agora, eis um homem de 17 anos ao telefone falando de motocicletas. Acho que a maioria das escolas são prisões – a cabeça da criança é aberta e estreitá-la para que ela vá competir na sala de aula é uma piada. Mandei Sean ao jardim de infância mas, quando percebi que o estava fazendo para me ver livre dele, deixei que voltasse para casa. Se não lhe dou atenção agora que ele tem 5 anos, terei que dá-la em doses duplas em sua adolescência. É o que lhe devo.

Yoko, por que você decidiu assumir o papel de empresária?
Yoko – Existe uma canção do John, no disco, chamada “Hora da Limpeza”, e assim foi para nós. Por estarmos ligados à Apple (a empresa dos Beatles) percebemos que todos os advogados e gerentes tinham um pedaço de nós, que não éramos financeiramente independentes – não sabíamos nem quanto dinheiro tínhamos. E ainda não sabemos. Agora estamos vendendo nossas ações da Apple (25%) para liberar nossas energias e outras direções. Fomos aconselhados a investir em ações e petróleo, mas não acreditamos nisso. Você tem que investir em coisas que ama. Como vacas, que são animais sagrados na Índia. Comprar casas foi uma decisão prática – John começou a se sentir preso em apartamentos e nós nos aborrecíamos em hotéis. Cada casa que compramos foi escolhida por ter um valor histórico.
John, foi muito difícil fazer algo que não fosse música?
Lennon – A principio sim, foi muito difícil. Mas, musicalmente, minha mente era apenas uma confusão. Isso ficou aparente em “Walls and Bridges” (seu álbum individual de 1974), que era o trabalho de um artesão semi-enfermo. Não havia inspiração e dele emanava uma aura de sofrimento.
Você deixou de ouvir música?
Lennon – Ouço geralmente clássicos ou muzak. Não tenho interessse no trabalho de outros – só na medida em que me toca. Tenho a grande honra de nunca ter ido ao Studio 54 e de nunca ter pisado em qualquer clube de rock.
Por que você decidiu gravar novamente?
Lennon – Porque este dono-de-casa gostaria de ter só um pouquinho de uma carreira. No dia 9 de outubro completo 40 anos de idade. Sean terá 5 e eu poderei dizer: “Papai também faz outras coisas”. O garoto não está acostumado a isso – em cinco anos eu quase não peguei na guitarra. No Natal passado nossos vizinhos mostraram a Sean o filme “Submarino Amarelo” e ele veio correndo para casa perguntando: “Papai, você estava cantando, você foi um Beatle?” Eu lhe respondi: “Bem – sim, fui”.
Por que você colaborou com Yoko nesse LP?
Lennon – É como uma peça de teatro – nós a escrevemos e somos os atores. É John e Yoko – é pegar ou largar... digo de outra forma forma (rindo) ... Yoko me faz sentir inteiro. Não quero cantar se ela não estiver lá comigo. Somos como conselheiros espirituais. Quando deixei os Beatles, pensei: “Ótimo, não preciso mais ouvir a Paul, Ringo e George”: Mas é aborrecido cantar sozinho em um estúdio.
Do homem que aos 23 escreveu “as mulheres deveriam ser obscenas em vez de ouvidas”, você percorreu um longo caminho. Como se deu isso?
Lennon – Eu era um macho da classe trabalhadora, acostumado a ser servido e Yoko não entrou nessa. Do dia em que eu a conheci, ela exigiu tempo igual, espaço igual, direitos iguais. Eu disse: “Não espere que eu mude. Não tome meu espaço”. Ela respondeu: “Então não posso ficar aqui. Tudo giro a seu redor e não posso respirar nessa atmosfera”. Sou-lhe agradecido pela educação que me deu.

As pessoas acusam Yoko de ter arrancado você do grupo e, nesse processo, destruído os Beatles. Como foi que tudo realmente terminou?
Lennon – Sempre estive à espera de um motivo para deixar os Beatles a partir do dia em que filmei “Como Ganhei a Guerra” (em 1966). Só não tinha coragem de tomar essa decisão. A semente estava plantada quando os Beatles pararam de fazer turnês e eu não podia enfrentar o fato de ficar de fora do palco. Mas estava muito assustado para sair de meu palácio. Foi o que matou Elvis Presley. O rei é sempre morto por seus cortesãos. Yoko me mostrou o que significava ser Elvis Beatle e estar rodeado de escravos cujo maior interesse era manter a situação como estava – uma espécie de morte. E assim foi como os Beatles terminaram – não porque ela “tenha dividido” os Beatles, mas porque me disse: “Você está nu”.
Como você vê agora seu radicalismo político no ínicio da década de 70?
Lennon – Aquele radicalismo era falso, realmente, porque nascia de um sentimento de culpa. Sempre me senti culpado por ganhar dinheiro, e assim tinha que gastá-lo ou perdê-lo. Não quero dizer que fosse hipócrita – quando acredito, acredito até o fundo das coisas. Mas, por ser um camaleão, eu me convertia na pessoa com quem estava.
Você tem saudade dos velhos e bons tempos?
Lennon – Nada. O que gerou os Beatles também gerou os anos 60. E, se alguém pensa que, se John e Paul, se juntarem com George e Ringo, os Beatles existirão novamente, está fora de si. Os Beatles deram o que tinham que dar. Os quatro sujeitos que compunham aquele grupo jamais poderão vir a ser aquele grupo novamente mesmo que assim eles quisessem. E se Paul e eu nos juntássemos? Seria chato. Se George ou Ringo se reunisse a nós seria irrelevante porque Paul e eu criamos a música, certo? Mas voltar aos Beatles seria como voltar a escola...
De todas as novas canções, só “I’m Losing You” parece abrigar os famosos demônios de Lennon. Como você escreveu?
Lennon – Ela saiu de um pesado sentimento de perda que se remontou até o útero. Uma noite, eu não consegui me comunicar com Yoko por telefone e me senti completamente perdido... Acho que aí está o significado dessa história de cinco anos – restabelecer contato comigo mesmo. O verdadeiro momento de percepção veio quando descobri quem eu era aconteceu em um quarto em Honk Kong porque tinha me mandado de viagem para que eu ficasse completamente só. Desde os 20 anos não tinha feito nada por minha própria conta. Não sabia nem como me registrar em um hotel... Estava apreciando a vista da baía quando alguém tocou a campainha. Foi o reconhecimento – meu Deus. Essa pessoa calma sou eu. Não necessita mais de adulações ou de êxitos musicais. Rodei por Hong Kong de madrugada, sozinho, e foi emocionante. Foi redescobrir uma sensação que tive uma vez, muito jovem, percorrendo as montanhas da Escócia com uma tia. Pensei: “Ei, Este é sentimento que faz você escrever ou pintar... E esteve comigo toda minha vida. E é por isso que estou livre dos Beatles – porque acabei descobrindo que eu era John Lennon antes dos Beatles e serei John Lennon depois dos Beatles”. Assim seja.

JOHN LENNON - DOUBLE FANTASY - 35 ANOS - PARTE 2

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1980 marcou um importante fim e ainda mais importante começo para John Lennon. Ele estava cansado, doente e exausto de viver doente e exausto. Ele empregou seus últimos fiapos de determinação para começar o processo de desintoxicação, a frio dessa vez. Sem ajuda de metadona, de morfina, de rituais xamânicos, sem recaídas, sem voltar atrás. Aos 39 anos, seu corpo parecia o de um mendigo nova-iorquino desnutrido. Magro, com as costelas aparentes, barba e cabelos esparsos, o que lhe restava de musculatura estava flácido, desprovido de tônus sobre os ossos. Nos últimos cinco anos Lennon havia desenvolvido uma enorme aversão por si mesmo. Sabia que havia chegado ao fundo do poço, numa crise de identidade de cinco anos. O autoproclamado "marido e dono de casa" estava sofrendo o mal-estar do isolamento e do tédio, idênticos às reclamações das donas de casa suburbanas.
O que aconteceu a John foi a mesma coisa que aconteceu a Elvis Presley, Howard Hughes e muitos outros ricos reclusos e autoindulgentes: Lennon havia simplesmente se recusado a pagar o preço para permanecer vivo, o tributo feito em termos de envolvimento, responsabilidade e esforço, encontrando em Yoko Ono alguém disposto a lhe poupar o fardo da existência. John havia se afastado da realidade de seus próprios negócios. Yoko, ou "Mamãe", como ele a chamava, o aconselhou a não se ocupar mais de novas músicas. O édito estava em vigor havia mais de cinco anos agora, e os frutos de seu trabalho estavam apodrecendo. Não importa quão inquieto ele se tornara, ela continuava advertindo-o de que se tentasse cortejar as musas iria sofrer um fracasso humilhante, Esse longo silêncio estava prestes a acabar.

Quando John e Yoko voltaram de sua terceira viagem anual ao Japão, fizeram um pacto de se livrarem do vício da heroína. John, prometendo conseguir isso buscou técnicas de isolamento meditativo. Usou um tanque de privação sensorial: uma grande caixa negra no formato de um caixão cheia de uma solução salina morna. Flutuando por até meia hora, sem som e na escuridão total, experimentava uma sensação parecida com a de quando estava drogado, isolado em seu quarto por dias, imergiu em suas questões favoritas, relacionadas ao misticismo e às civilizações antigas. Como literatura inspiradora, releu os relatos de aventuras Kon Tiki, de Thor Heyerdal e do famoso navegador Sir Francis Chichester. Tocado por essas fábulas de autoconfiança e suficiência, encontrou a coragem para começar a confrontar seus demônios. Estava pronto para voltar à tona.

Yoko Ono
evitou confrontar sua dependência de heroína e permaneceu uma junkie "funcional". Administrando a fortuna de 150 milhões de dólares do casal, havia investido no mercado imobiliário e comprado mansões na costa de Palm Beach, na Flórida, e em Long Island. John era dono de dois haras no rio Potomac e de uma fazenda em Catskills onde nunca poria os pés, além de urna fazenda de gado leiteiro no estado de Nova York avaliada em vários milhões de dólares. Sua propriedade favorita, escolhida por Yoko, era a casa em Cold Spring Harbor, em Nova York, chamada de Cannon Hill. Foi nessa mansão de 14 quartos, de frente para o mar, que ele se isolou no início da primavera. A proximidade com o mar sempre o inspirava a fantasiar sobre viagens e ele mandou seu assistente Fred Seaman comprar um barco a motor para que ele pudesse passear pela baía.
John ganhou confiança e destreza na pequena embarcação. Encontrando nova satisfação em estar na água, comprou também um pequeno veleiro, o Isis. Ele e Fred aprenderam a navegá-lo, tomando aulas com Tyier Coneys, um marinheiro veterano. Começou a desejar "a coisa certa", dizendo a Fred como gostaria de velejar pelo Atlântico até o Tâmisa em Londres em vez de ir de limusine para o aeroporto de Heathrow. A ideia de velejar de volta para a Inglaterra se transformou em obsessão. Yoko disse que não fosse para a Inglaterra, mas para o sudeste, até as Bermudas. Em 4 de junho de 1980, John embarcou em um pequeno avião com seu instrutor de vela Tyler Coneys e voou para Newport Rhode Island para pegar seu veleiro fretado, a escuna de 13 metros Megan Jayne, capitaneada por Hank Beard. Outros dois primos de Tyler Coneys formavam o restante da tripulação. Seguindo para o mar aberto, sozinho no meio de estranhos, John estava assumindo o tipo de risco que passou toda a vida evitando. Ao mesmo tempo, realizava urna de suas fantasias infantis mais queridas: ir para o mar, como seu pai e seu avô. Com pouco conhecimento de navegação, John ocupou a cozinha do navio. A purificação emocional de uma nova aventura trabalhava sua alma e a adrenalina fresca corria em suas veias, provocando um novo e inesperado humor.

Inevitavelmente, em se tratando do Triângulo das Bermudas, o barco passou por uma forte tempestade, Um a um, os membros da tripulação ficaram enjoados e incapacitados. Na condição de único tripulante a não vomitar, o capitão ordenou que John ficasse no leme por quatro horas. Lutando para man­ter o curso, amarrado a uma corda enquanto o deque se inclinava e balançava, primeiro ficou aterrorizado com a visão do mar lançando seu peso e força ex­traordinários. A água que corria pelo convés era alar­mante. John estava sozinho no leme, batendo de frente com ondas de seis metros de altura.
Mas o barco manteve seu curso e, depois dos primeiros quinze minutos de puro terror, ele sentiu aumentar sua coragem. Era como estar no palco. Primeiro você entra em pânico e está prestes a vomitar, mas depois começa a fazer o que sabe fazer, esquece todos os medos e começa a ter prazer com a coisa toda. Enquanto o mar crescia diante dele, Lennon gritava de volta, cantava canções de marinheiros que ouvira na voz do pai em Liverpool. Havia vencido sua tempestade perfeita e chegado ao outro lado com a bazófia de um marinheiro para descansar no sol tropical de Hamilton Terrace, nas Bermudas. Fred Seaman estava emocionado ao se juntar a ele na ilha caribenha. Depois de mais de um ano vendo seu herói viver como um homem apanhado por urna doença devastadora, testemunhava o renascimento do verdadeiro, velho e bom John Lennon.

Instruído a encontrar um refúgio criativo para John viver e trabalhar, Seaman logo descobriu Fairylands Undercliff: uma vila à beira-mar, isolada em um trecho estreito de terra. Durante o entardecer John fumava no pátio enquanto ouvia o álbum “Burnin” de Bob Marley. Depois de tocar Hallelujah Time sem parar durante meia hora, explicou a Fred que finalmente havia entendido o motivo de ter ficado tão obcecado com a canção por tanto tempo: era a frase sobre "não ter muito tempo para viver". Era exatamente como se sentia. Imediatamente começou a improvisar sobre a frase do álbum de Marley. Fred ligou o gravador enquanto John tocava sua versão pirata da música que iria se chamar "Living on Borrowed Time". Satisfeito, acendeu um cigarro de maconha e começou a descrever para Fred, de maneira arrebatada, sua ideia de um grande álbum, A gravação seria repleta dos sons sensuais, importados da Jamaica.

Os planos de John acabaram na manhã seguinte, quando descreveu sua visão a Yoko Ono por telefone. Yoko Ono brigou para tê-lo de volta. Sem o conhecimento de John, havia decidido que sua obsessão em controlar os negócios familiares havia acabado e anunciou a seus bajuladores que voltaria a produzir arte e "eventos" musicais. Ela já tinha um monte de canções para gravar e estava determinada a transformá-las em um álbum de sucesso. A experiência havia lhe ensinado que um álbum solo seria o fim da estrada. Se produzisse seu próprio álbum, John faria a mesma coisa, E o dela ficaria nas prateleiras das lojas enquanto o dele evaporaria rapidamente. A solução foi o conceito de "the heart play": um diálogo entre amantes casados. Diante dessa ideia, John foi impelido a um apuro imediato: se rejeitasse o conceito, rejeitaria o mito de John e Yoko. Se adotasse a proposta, daria adeus à orientação de seus temas caribenhos. Depois de uma maratona de telefonemas e brigas iradas cara a cara, John foi persuadido a abandonar sua ideia de um álbum de reggae com uma pitada de tango em favor de um outro no qual duas pessoas, empregando idiomas musicais discordantes, cantavam alternadamente, falando de coisas diferentes.

John continuou nas Bermudas por cinco meses compondo e trabalhando, incapaz de achar Yoko Ono por telefone por vários dias, escreveu a melhor peça do que viria a ser o álbum “Double Fantasy”: "I'm Losing You". Depois da temporada nos trópicos, ele voltou para Nova York planejando ir direto ao estúdio de gravações. Começou a organizar ensaios e a juntar uma banda. Instruiu Jack Douglas, seu produtor, a contratar novos músicos. Depois de passar anos com os mesmos companheiros de palco, que frequentemente tomavam liberdade com drogas e bebidas durante as sessões, John tentava evitar o caminho sinuoso e festivo que caracterizava seus rituais de gravações anteriores. Ele queria poder usar o chicote, tirando tudo o que quisesse dos músicos" sem ter que se preocupar em pisar no ego de "amigos". O objetivo de Lennon era fazer as coisas de forma simples e eficiente. Se ele tivesse que fazer mais do que cinco ou seis tentativas para cantar uma música, se enchia e seguia para a próxima. Esse estilo de gravação vigoroso e direto impressionou os músicos, muitos deles veteranos acostumados a passar dias sobre uma única faixa.

Por mais genialidade e confiança que aparentasse, Lennon tinha graves receios após a semana inicial no estúdio. Achava que seu material e voz estavam enferrujados e abaixo do padrão. Nesse momento de vulnerabilidade, Yoko Ono revelou sua exigência por 50% das canções do novo disco. Enfurecido, Lennon explodiu: "Se é isso o que você quer, então não haverá um álbum". Passou os dois dias seguintes trancado em seu quarto, comunicando-se com a mulher apenas através de bilhetes passados debaixo da porta.

Jack Douglas havia previsto o que estava por vir semanas antes de John voltar. Em um encontro pré-produção, Yoko Ono lhe dera um monte de fitas com as músicas "dela" para o álbum. "Não diga nada ao John", instruiu. Gravar Yoko Ono foi uma dor de cabeça para Douglas. Para que ele conseguisse uma nota decente em cada sílaba que ela cantava, obrigou Yoko Ono a fazer tomadas intermináveis. E nunca ficou plenamente satisfeito com o resultado.
Em duas semanas John gravou 22 faixas, material para dois álbuns. Ele voltou a assumir uma posição mais relaxada, permitindo a si mesmo tragos liberais de uma garrafa de uísque escondida. O ex-vegetariano também descobriu os prazeres dos whoppers do Burger’s King e dos pedaços oleosos da pizza de Nova York. Quando Yoko Ono finalmente ia para casa, deixando-o para trás, ele enviava alguém em busca de cocaína e todos ficavam felizes.

A maior parte da gravação e mixagem de Double Fantasy estava completa na festa de aniversário conjunta de Sean e John Lennon, celebrada em 13 de outubro para coincidir com o lançamento, no dia seguinte, do primeiro single do álbum: “Starting Over”. O single imediatamente foi parar no topo das 20 mais da Billboard e o lado B, "Kiss, Kiss, Kiss", de Yoko Ono, foi bem recebido nas danceterias gays e clubes noturnos da cidade. Double Fantasy era saudado corno um evento no mundo da música. A manipulação experiente de Yoko Ono da mídia rendeu montes de publicidade gratuita. As agências de notícias estavam estalando com o conteúdo de itens inseridos por seus agentes de publicidade. Sem poupar despesas, ela contratou um esquadrão de aviões para escrever uma mensagem de parabéns para John e Sean no céu sobre o Central Park.

domingo, 15 de novembro de 2015

THE JEFF HEALEY BAND - FULL CIRCLES - SENSACIONAL!

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BOM DOMINGO EVERYBODY!!!

THE BEATLES - DON'T LET ME DOWN - REHEARSAL

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O PROCESSO DE McCARTNEY CONTRA KLEIN, A APPLE E OS OUTROS

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Em meados de fevereiro de 1971, Paul entrou com o processo, requisitando uma auditoria nos negócios e um curador que administrasse provisoriamente os bens da Apple. O objetivo indireto, porém, continuava a ser expulsar Klein, embora Paul não tivesse como explicar isso aos outros três (ninguém estava falando com ele). O processo acabou se tornando um julgamento objetivo sobre a capacidade de Klein de gerir os negócios. Feita a análise de muito material contábil, a defesa de Paul encontrou um documento que indicava ser Klein um administrador não-confiável: um cheque. Ele teria direito a 20% sobre uma renegociação com a Capitol Records para que se elevasse de 17,5% para 25% os direitos dos Beatles sobre a vendagem de discos. Assim, o percentual correspondente a Klein seria de 20% dos 7,5% que ele obtivera a mais. Mas Klein recebera 20% sobre o total dos direitos de venda. Depois disso, a Justiça deu ganho de causa parcial a Paul McCartney, determinando que um curador administrasse a sociedade até um processo e uma sentença futuras. Superado o trauma da dis­puta judicial entre si, os Beatles, para livrar-se de Allen Klein, tiveram de continuar o processo contra ele até 1977 - quando, por acordo judicial, Klein recebeu 4,2 milhões de dólares para retirar-se da Apple. Para entendermos melhor esse triste episódio da carreira dos Beatles, a gente confere agora um trecho do livro "Paul McCartney - Uma Vida", de Peter Ames Carlin. Espero que gostem. Abração a todos!
“Anos atrás, Jim McCartney, depois de ter seu relógio roubado, pegou os ladrões e levou-os à polícia e depois ao tribunal, para que se fizesse justiça. “Não deixem que ninguém leve o que é seu”, ele disse aos filhos, e agora essas palavras estavam ecoando nos ouvidos de Paul. De volta ao seu exílio na Escócia, naquele verão, ele passou horas, dias, semanas, fumegando e se inquietando. Klein! Como era possível que ele estivesse sugando vinte por cento do dinheiro dos Beatles? Como era possível que seu nome emporcalhasse a contracapa do disco solo de Paul? Como era possível que alguém que dizia estar trabalhando para os Beatles não atendesse aos seus telefonemas? "Fazendo com que eu me sentisse como principiante, como se Klein fosse o chefe e eu não fosse nada", Paul despejou com franqueza para Jann Wenner. "Sou veterano; penso que minha opinião é tão boa quanto a de qualquer outro, em especial quando se trata das minhas coisas."
Todavia, na medida em que os outros Beatles se recusavam a trabalhar com ele, e na medida em que persistiam na contratação de Klein, Paul ficaria trancado no pior dos mundos — sem a assistência criativa e a amizade de seus parceiros, mas com a perpétua contrariedade do empresário de quem não gostava e em quem não confiava. Pior de tudo, o dinheiro que Paul ganhasse com seus próprios discos iria para o monte comum da Apple, para ser repartido com os outros três e, mais terrível ainda, com Klein. Só pensar nisso já o deixava furioso. E ele não podia fazer nada. Com exceção de um pequeno detalhe, como lhe lembrou o cunhado John Eastman. Ele podia entrar na justiça para dissolver a parceria.
Iniciar um processo contra os Beatles? Arrastar seus velhos amigos e parceiros, os adorados cabeludos, os quatro fabulosos para as malhas da corte civil? E não sair do tribunal da opinião pública como o mais repugnante Blue Meanie do mundo? Ele nem podia imaginar isso. "Passei o verão inteiro lutando comigo mesmo", afirmou ele. "Era dilacerador. Eu fiquei o verão inteiro com um nó no estômago. (...) Primeiro, eu disse não, não podemos fazer isso! Vamos aguentar. Mas todas aquelas pequenas coisas continuaram a acontecer." No fim das contas, John Eastman veio visitá-los, e os cunhados passaram horas falando sobre o assunto, andando pelas colinas e admirando os cenários. Como seria feito o processo, como seriam os depoimentos deles, como as roupas mais íntimas e fétidas do grupo seriam lavadas em público. Horrível demais para contemplar. Mas, em seguida, Paul se lembrava de Klein novamente e da perspectiva de permanecer sob o domínio daquele sujeito vil. Numa determinada tarde, no alto de uma colina, admirando a superfície escura e ondulante de um lago, Paul compreendeu finalmente que não tinha escolha. Klein havia roubado seu relógio, chegara a hora de pegá-lo de volta. "Ah, temos de fazer isso", afirmou, e seu cunhado concordou.John Eastman já vinha se preparando para o caso, pesquisando a contabilidade da Apple, procurando discrepâncias e erros. Ele juntou uma série de queixas mais do que suficientes para compor a base de uma contestação legal. Assim, no dia 15 de novembro, Paul deu enteada em seu processo judicial, reclamando em termos claros que os Beatles se desfizessem em todos os aspectos, formas e modos. As notícias de Paul McCartney versus John Ono Lennon, George Harrison, Richard Starkey e Apple Corps. Ltda. tornaram-se públicas no dia 31 de dezembro. No começo do Ano-Novo, tudo veio à tona.JOHN LENNON NÃO PRECISAVA de litígio civil para abrir o jogo. Entrevistado por Jann Wenner, da Rolling Stone, no princípio de dezembro, o músico transformado em ativista pela paz promoveu um passeio errante pelos seus mais sombrios pensamentos e suspeitas. Os Beatles, declarou, eram "grandes cretinos" que tinham varrido o mundo feito cossacos; violentaram, pilharam, fizeram as coisas mais perversas da forma mais notável. Mas John se sentia vitimizado pela experiência. Ele tinha sido depenado pelos homens de negócios e manipulado pelos empregados. Ainda assim, o tratamento mais brutal tinha partido dos assim chamados amigos da banda, que resistiram à sua arte, humilharam sua mulher e eram, em geral, "as pessoas raivosas mais conceituadas do mundo". Então, houve isso. E muito mais, quando se tratou de Paul, cujo primeiro álbum solo foi descartado, de modo sucinto, como "lixo".Publicados em duas partes, nos meses de janeiro e fevereiro, os pensamentos de John soaram aos amigos como mais uma manifestação de seus humores volúveis e de sua língua boxeadora. "Ouvi versões como aquela durante anos", diz Ray Connolly. "Era sempre histrionice, John exagerava para fazer graça. Mas, na Rolling Stone, Wenner não percebeu isso. E fez com que tudo ecoasse de modo horrível, amargo e perverso."
Paul fez o melhor que pôde para parecer animado. "Era tão extremado que realmente me divertiu", ele disse à revista Life. "Essa hostilidade aberta não me magoou. É bacana. É John."Em segredo, porém, não era nada bacana. Vindo de John, a pessoa que sempre vira Paul com mais clareza, o parceiro de quem dependera para identificar suas forças e peneirar suas fraquezas, era devastador. "Eu me sentei e matutei cada parágrafo, cada sentença", relembrou Paul. "E pensei: 'Sou eu. Eu sou. Sou exatamente assim. Ele me compreendeu tão bem. Sou um cocô, sabe."Era apenas o começo, uma vez que o processo movido por Paul para dissolver a sociedade dos Beatles continuava rolando. Todos os Beatles foram convocados a depor no caso, e todos forneceram profundas e pouco lisonjeiras compreensões acerca do funcionamento interno do grupo e do papel de capataz desempenhado por Paul. Ringo tentou ser generoso, observando que Paul era o "maior baixista do mundo". Mas, em seguida, "ele agia como uma criança mimada (...) teimava até conseguir fazer tudo do seu jeito". George disse praticamente a mesma coisa, com exceção do elogio à habilidade de seu ex-colega de escola no baixo, e deu especial ênfase à sua "atitude superior". John duplicou suas críticas na revista Rolling Stone, acrescentando que Paul tinha uma fraqueza por música do tipo pop, sem vigor, e não compartilhava o gosto musical dele e de George "que agora se chama underground".Todos os outros Beatles estavam ansiosos para resolver seus problemas de forma amigável, e talvez até retomar uma colaboração (?). Pelo menos foi assim que eles se sentiram, até que Paul os atacasse no tribunal. "Eu ainda não consigo entender por que Paul agiu daquela maneira", George concluiu. Em outras palavras, se o mundo ainda se perguntava quem exatamente havia desmembrado seu grupo de rock mais adorado, a morsa era Paul.Paul assistiu à maior parte do julgamento com Linda a tiracolo, testemunhando pessoalmente sobre a falta de pulso no corpo colaborativo dos Beatles e citando a própria canção de John, "God", e sua última afirmação de "Eu não acredito nos Beatles" como prova definitiva. Quanto mais avançava, pior ficava. Paul disse que Klein tentava se engraçar para seu lado xingando John, e especialmente Yoko, quando o casal não estava por perto. "Sabe por que John está furioso com você?", Paul recordou Klein cochichando para ele. "Porque você se saiu melhor em Let It Be." As evidências se amontoavam. Toda a alegria, a magia e o amor dos Beatles tinham se reduzido a uma recitação amarga de lucros acumulados, investimentos feitos e per­didos, negócios fracassados e insultos proferidos. O juiz, Dr. Justice Stamp, passou algumas semanas garimpando as ruínas e, em meados de março, anunciou que Klein havia dado a Paul inúmeras razões para desconfianças e insatisfação. Stamp indicou um interventor para tomar conta do patrimônio dos Beatles, e livrou Paul do controle de Klein. Foi assim que o processo começou, de qualquer forma, pois ainda iria caminhar de diversas maneiras e por vários fóruns legais, durante a maior parte da década. Ali, era o fim, de fato. Muitos anos depois, após incontáveis ações judiciais, contestadas e retomadas, e sem entrar em maiores detalhes aqui, Klein foi considerado culpado de excessos financeiros suficientemente graves para levá-lo à prisão, por dois meses, e George se desculpou com Paul. "[Ele] disse: 'Bem, sabe, obrigado por nos tirar daquela encrenca'", Paul se lembra de ouvi-lo dizer uma única frase de reconhecimento pelo inferno que passaram: “Foi melhor do que nada”.

RINGO STARR - GOODNIGHT VIENNA - 1974

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Em 1974, Ringo Starr lançou o álbum "Goodnight Vienna" que alcançou as paradas com a música "No No Song", falando sobre drogas. No álbum, Ringo gravou também a canção Only You, um sucesso antigo lançado pelo The Platters. John Lennon participou da música Goodnight Vienna, composta por ele mesmo, e All By Myself. O álbum ainda contou com a participação de Elton John tocando piano na canção Snookeroo. Em 1975, o ex-baterista dos Beatles lançou somente uma coletânea com seus maiores sucessos, Blast From Your Past, álbum que marcou o fim do contrato de Ringo com a EMI e o último a ser lançado pela Apple Records.

JOHN LENNON - MIND GAMES - SEMPRE SENSACIONAL

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No dia 15 de novembro de 1974, John é filmado andando por Nova York com o objetivo de montar um clip para “Whatever Gets You Thuru the Night”, o que não aconteceu. Hoje, essas filmagens são o clip de “Mind Games” no DVD “Lennon Legend”. Fonte: http://thebeatlesdiary.blogspot.com.br/

Não deixe de conferir a postagem original de “MIND GAMES” publicada aqui em 28 de julho de 2013:
http://obaudoedu.blogspot.com.br/2013/07/john-lennon-mind-games-1973.html

GEORGE HARRISON - RUN FOR THE MILL - BELÍSSIMO!

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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

JOHN LENNON - SOLITUDE

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THE BEATLES - SHE LOVES YOU - É DISSO QUE A GENTE GOSTA!

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ELTON JOHN - CAPTAIN FANTASTIC AND THE BROWN DIRT COWBOY

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“Captain Fantastic and The Brown Dirt Cowboy” foi o nono álbum de estúdio do cantor Elton John, lançado em 1975. Está na lista de 500 melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone. A obra é uma autobiografia de Elton (como Captain Fantastic) e Taupin (como o Brown Dirt Cowboy). O single "Philadelphia Freedom" não foi incluído no álbum original. Mas apareceu na reedição em CD do álbum juntamente com "Lucy in the Sky With Diamonds" de John Lennon e Paul McCartney e "One Day (At a Time)" de John Lennon. Exceto essas duas, todas as músicas foram compostas por Elton John e Bernie Taupin. Na Billboard (EUA), o álbum obteve o primeiro lugar e no Reino Unido ficou em 2º lugar. Os singles "Lucy In The Sky With Diamonds" e "Philadelphia Freedom" obtiveram o primeiro lugar (na parada Pop) e "Someone Saved My life Tonight" obteve o quarto. Ganhou três discos de platina nos EUA. Em comemoração ao 40.º aniversário de trabalho conjunto, John e Taupin lançaram em 2006 o disco The Captain & The Kid, que é uma sequência do primeiro álbum. Ainda, em 2005 foi lançada uma edição deluxe com um segundo disco, inteiramente gravado ao vivo extraído de um concerto no Wembley Stadium. Neste período, Elton John estava em uma excursão conjunta com a veterana banda The Beach Boys.

ANDY WHITE - O BATERISTA PREFERIDO DE GEORGE MARTIN MORRE AOS 85 ANOS

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O baterista Andy White, que entrou para a história como primeiro baterista de uma música gravada oficialmente pelos Beatles, morreu na última segunda-feira (9) em Nova Jersey nos EUA depois de sofrer um infarto aos 85 anos. White ganhou fama e se tornou conhecido, por ter tocado, de forma anônima, nas sessões de gravação que resultaram no primeiro compacto dos Beatles em 1962. White é o baterista que se ouve na versão mais conhecida de "Love Me Do", a terceira, e última, que foi registrada pela banda em estúdio. A primeira delas, foi gravada ainda com o baterista Pete Best como um teste para a EMI em junho de 1962. Três meses depois, Best já tinha sido substituído por Ringo Starr que gravou então outra versão da faixa. O produtor George Martin (que nessa época, achava que mandava em alguma coisa) e o engenheiro Ron Richards, acharam que o trabalho de Ringo não estava bom o bastante e chamaram White para uma nova tentativa, que, enfim, foi considerada satisfatória. Por Martin e Richards. Não pelos Beatles. Muito menos Ringo, que foi subjulgado a bater um par de maracas. Andy White também gravou "PS I Love you", o lado B do single. Depois disso, Martin finalmente se convenceu de que Ringo era o cara e daí pra frente, sempre que teve que encarar os Beatles, foi de forma diferente.
Andy White morreu jurando que tinha certeza de também ter tocado em "Please Please Me", mas não existem evidências históricas que confirmem tal fato. Depois dos Beatles, White nunca mais gravou com grandes estrelas, a não ser com Tom Jones. Com quem tocou várias, a mais conhecida é "It's Not Unusual" do próprio Jones (que não vai aparecer aqui de jeito nenhum!). Vá com Deus e Nossa Senhora, Andy White! Quem tem Ringo, Starr com tudo! Desculpem, não resisti. Agora, com sua morte, já há quem apareça chamando-o de “Quinto Beatle”. Balela! O “Quinto Beatle” sou eu e você, que somos fãs! O resto, não importa nada!

HOLLY COLE - I'VE JUST SEE A FACE - DEMAIS!

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Confira também a versão da bonitinha sapatinha Brandi Carlile.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

VIOLÃO DE LENNON VENDIDO POR 2,2 MILHÕES DE EUROS

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Um violão que John Lennon usou para compor temas dos Beatles como "She loves you" e "All my loving" foi vendido por 2,2 milhões de euros durante um leilão organizado no sábado pela casa de leilões norte-americana Julien's Auctions.
A guitarra, uma Gibson acústica J-160E de 1962, foi comprada por Lennon em Liverpool em setembro desse mesmo ano pelo valor de 161 libras, precisou a casa de leilões. "John adorava aquela guitarra, que usava para escrever canções com Paul McCartney", acrescentou a leiloeira ao anunciar a transação. Segundo a Julien's Auctions, o instrumento desapareceu durante o espetáculo de Natal dos Beatles no Finsbury Park, em Londres, em dezembro de 1963, e foi recuperado em 2014, após 50 anos desaparecido. A Julien's não especificou como é que a guitarra foi encontrada. Só que essa data de desaparecimento do instrumento só pode ser falsa, pois John ainda aparece com ele em 1964 e 1965 durante “Help!”.

THE BEATLES NO ACORDEON - DIEGO DIAS

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“The Beatles no Acordeon” é um projeto inovador que resgata a obra imortal da maior banda da música mundial e emociona públicos de todas as idades. Desenvolvido pelo músico Diego Dias, da banda Vera Loca, o projeto "The Beatles no Acordeon" leva os clássicos da banda inglesa ao palco, com maestria e saudosismo. Acompanhado dos músicos Diogo Farina e Cassiano Farina (baixo e guitarra) e do baterista Clark Carballo (Tiru), Diego mostra as canções dos Beatles com o toque do acordeon, que é o instrumento símbolo dos gaúchos. E agrada por onde passa com o desfile de sucessos de “Love Me Do” a “Let It Be”. Este fim de semana o show foi em Santa Cruz do Sul.

domingo, 8 de novembro de 2015

THE BEATLES - DON'T LET ME DOWN!

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IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON - 1969

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PAUL McCARTNEY - ANOTHER DAY

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ENTREVISTA: MICHAEL LINDSAY-HOGG - O DIRETOR DE "LET IT BE"

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http://www.ringofstars.ru/across/wp-content/uploads/2011/09/
Michael Lindsay-Hogg já apareceu aqui algumas muitas vezes. A última foi em 22 de julho de 2012, numa postagem que vale à pena ser vista novamente antes da leitura da entrevista que você confere a seguir. “POR TRÁS DAS CÂMERAS – MICHAEL LINDSAY-HOGG”.
http://40.media.tumblr.com/387cd444bff12be1204ee535736b6437/
Com uma carreira de mais de cinco décadas como diretor de televisão, cinema e teatro, Michael Lindsay-Hogg já fez de tudo, desde programas de TV “Ready, Steady, Go!” nos anos 1960, como registrou alguns dos mais importantes momentos da Cultura Pop nas últimas décadas do século XX como a separação dos Beatles mostrada quse como fratura exposta durante as tediosas sessões de “Let It Be”. Conheceu os Beatles em meados dos anos 60, quando eles já eram os maiores popstars do planeta e foi o diretor de vários filmes ‘promos’ que entraram para a história e agora, são novamente celebrados com o superlançamento de “1”. Michael Lindsay-Hogg, lembra-se de como era ter uma câmera nas mãos para filmar "as quatro pessoas mais famosas do mundo".
Vanity Fair: É uma pergunta óbvia, mas é inevitável: Você fazia alguma ideia de que estaríamos todos assistindo esses vídeos depois de 50 anos?
Michael Lindsay-Hogg: Não, não, claro que não. Quero dizer, eles eram pequenos vídeos “feijão-com-arroz”, porque não havia nada antes. Havia alguma referência como um sistema francês chamado Scopitone... Mas, depois de “Help!”, tudo mudou. Então, eles foram os primeiros. E eles foram a primeira banda a pensar em fazer seus próprios filmes promos e distribuí-los por todo o mundo sem eles terem de “ir lá”, os promos iam lá . Por isso, fomos inventando isso juntos... e não tínhamos ideia sobre o futuro ou qualquer coisa assim. 
O que você percebe com estes vídeos é que, sim, os Beatles parecem bem melhor do que nunca, e as canções remasterizadas dão um som quase perturbador.
Concordo inteiramente, porque as canções estão ainda melhores e mais surpreendentes do que nunca antes. Isso só faz você querer abraçá-los e estar perto deles.
Como você passou a trabalhar do teatro para o mundo do rock 'n' roll?
Minha mãe, Geraldine Fitzgerald, foi uma atriz, e ela me trouxe para um ensaio uma vez quando eu tinha uns 14 anos, eu pensei: Este é o mundo para mim, o teatro. Mas quando eu tinha uns 16 ou 17 anos, sempre tentar chegar em casa depois da escola para assistir  “American Bandstand”. Mesmo com aquela idade, havia duas coisas que eu sabia que eu amava: um era o teatro, e a outra era o rock 'n' roll. Todas as outras crianças gostavam de jazz trad ou coisas assim, mas eu só gostava de rock 'n' roll.
Você trabalhou com os Beatles e os Rolling Stones. Qual a maior diferença entre eles?
Bem, os Beatles eram diferentes. Eu tinha trabalhado muito bem com os Rolling Stones. Eles eram mais... bem, eles eram de Londres, eram sulistas, e os Beatles eram nortistas. Compreensível. Como todos sabemos, eles vieram de Liverpool. Liverpool era uma cidade difícil. E eles foram difíceis. Eles foram menos acolhedores que os Stones. Dar uma idéia para os Beatles era muito diferente dos Stones. . . era como colocar um pedaço de carne em uma gaiola com animais poderosos dentro. Cada um arrancava um pedaço da carne, e, no momento em que a ideia voltava para você, eles já tinham completo controle sobre ela. O que levou um pouco de tempo para eu me acostumar, porque com os Stones era mais descontraído. Mas é claro que havia a diferença fundamental: eles eram os Beatles, eles eram os únicos que tinham chegado em primeiro lugar e colocado sua bandeira sobre a terra anunciando que o mundo ia mudar. Eles foram os primeiros, e eles foram os maiores.
Em termos de fama e impacto?
Sim. Eles eram definitivamente as pessoas mais famosas do mundo. Basta você procurar no Google no seu computador. Você pode encontrar das Kardashians ao Donald Trump, mas, nada se compara ao poder dos Beatles nos anos 60. Quando fui ao encontro deles, em 1966, eles eram as quatro pessoas mais famosas do mundo. Quando fui à Abbey Road (para falar sobre o que fazer nos vídeos de "Paperback Writer" e "Rain" me deixaram esperando numa sala bastante grande, com um par de poltronas e um sofá grande e um puff e também um conjunto de mesa de jantar com uma toalha de mesa e talheres da china de cristal e tudo mais assim. E eu, em seguida, tive de esperar muito. E quanto mais tempo eu esperava, mais ansioso eu ficava. E então a porta se abriu e, pop, pop, pop, pop, os quatro entraram. Foi como se uma enorme luz se acendesse.
Dois anos se passaram. Você recebeu outra chamada, para fazer "Hey Jude" e "Revolution". Os Beatles tinham mudado muito nestes dois anos?
Sim. Quando estávamos indo para filmar "Revolution", em 1968, encontrei-me andando pelo corredor com John. Ele não parecia bem; tinha dormido pouco. Então eu disse, "Você quer ir para a maquiagem?"  e ele disse: "Não." E eu disse: "Por que não? Ela vai fazer você parecer melhor". E ele disse: "Porque eu sou John Lennon”. O que ele quis dizer foi:" Eu não sou um ator fingindo ser John Lennon. Isso é quem eu sou. E assim, se  hoje o olhar de John parece meio doido, que assim seja. Não foi um papel.
Ele parece meio 'estranho' no vídeo. Não?
Muito. Seu cabelo parecia que tinha sido passado uma espécie de sebo escorrido e ele estava muito pálido. Só Deus sabe o que estava acontecendo naquele momento. Em nada eles lembravam aqueles Fab Four de dois anos antes. Sua aparência havia mudado porque suas mentes haviam mudado. Mas a ideia com esses vídeos era simplesmente mostrá-los como uma banda e não colocar nada na cabeça de ninguém.
Não há melhor ilustração disso do que a cena de abertura de Paul fazendo "Hey Jude", onde você o coloca o direito com a câmera em seu rosto.
Sim.
 Eu estava feliz com isso. Eu pensei que iria dar-nos um pouco de glamour.

Então, em dezembro de 68, você estava filmando “The Rolling Stones Rock and Roll Circus” e, em seguida, você estava gravando “Let It Be”. Como era estar no centro do universo rock 'n' roll?

Isso foi realmente muito, muito extraordinário. Foi muito legal pra mim mesmo e para minha cabeça. Eu acho que eu estava no escritório dos Rolling Stones e o telefone tocou: "é Paul McCartney para você!”... Foi assim que começou Let It Be. Lembro-me de ir para casa para pensar o Natal, e pensar: “Que sorte, hein, cara? Primeiro os Rolling Stones e agora os Beatles. Bem, mas eu preciso lembrar-lhes de que o “Rock and Roll Circus” ficou engavetado por mais de 28 anos! E “Let It Be” está fora e ausente há quase 45 anos.
Será que algum dia poderemos vê-lo como deve ser visto?
Meu sentimento é que vai sair quando está previsto para sair, que é depois documentário de Ron Howard sobre a Beatlemania. Mas só vai mesmo quando decidirem que, finalmente é hora. E eu imagino, que deverá vir com muitos extras bastante interessantes.
Você já fez televisão, filmes, teatro, escrita, pintura. Como você classifica trabalhar com os Beatles?
Bem, eu tento ficar longe da nostalgia. Porque acho que a nostalgia é como muito vermute no Martini e pode estragar as coisas para você. Quero dizer, eu sou grato pelo o que eu tive, mas sempre estou esperando meu próximo filme.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

JOHN LENNON / PLASTIC ONO BAND - REMEMBER

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"Remember" é a 1ª canção do lado B do primeiro álbum solo de John Lennon, "Plastic Ono Band". A canção foi influenciada pelas primeiras sessões da terapia com o Dr. Arthur Janov, e a letra reflete as coisas normalmente lembradas durante terapias. As memórias são descritas como desagradáveis, conflitos com a autoridade da família, e os colegas. Lennon emprega sua sagacidade, mencionando como "o herói nunca foi pendurado, sempre fugiu", e os pais "desejando o estrelato filme, sempre querendo um papel", em vez de serem honestos e abertos. No final da canção, Lennon canta "Lembre-se, Lembre-se, do 5 de novembro", segue-se uma grande explosão. Esta é uma referência à "Noite de Guy Fawkes", um feriado na Inglaterra comemorado com bombas e fogos de artifício. Em uma entrevista com Jann Wenner, Lennon disse que isso era parte de um longo improviso e que, mais tarde, decidiu que o último verso deveria ser o ápice da canção. Da gravção, participaram John Lennon (vocais, harmonias e piano), Klaus Voorman (baixo) e Ringo Starr (bateria).

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

PAUL McCARTNEY - BALLROOM DANCING - SENSACIONAL!

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THE BEATLES - SHE SAID SHE SAID - 2015

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"She Said She Said" é uma canção escrita por John Lennon (creditada a Lennon-McCartney) e lançada pelos Beatles em seu álbum de 1966, “Revolver”. Lennon a descreveu como "uma música ácida", com letra inspirada pelos comentários do ator Peter Fonda, durante uma festa regada a muito ácido lisérgico em 1965 com membros dos Beatles e os Byrds.
Quando os Beatles visitaram Los Angeles em agosto de 1965, aluga­ram uma casa no 2850 Benedict Canyon por uma semana enquanto faziam shows em Portland, San Diego, no Hollywood Bowl e em San Francisco. Uma tarde eles deram uma festa, e Neil Aspinall, Roger McGuinn e David Crosby, do Byrds, o ator Peter Fonda e o correspondente do jornal Daily Mirror Don Short estavam entre os convidados. "Neil Aspi­nall foi mandado para me acompanhar ao andar de baixo, onde ficava a piscina, porque eu era o único jornalista. O trabalho dele era me distrair para o fato de que todo mundo estava tomando ácido", Short recorda. No andar de cima, longe dos olhos de Short, todos(com exceção de Paul) estavam de fato viajando com LSD. Era a primeira vez que John e George deliberadamente tomavam a droga, e eles estavam ansiosos para fazer uma bela viagem depois das visões perturbadoras da primei­ra experiência, não intencional. Fonda tinha tomado ácido muitas vezes e se colocou no papel de guia. "Eu me lembro de sentar no deck da casa com George, que me contou que achava que estava morrendo", diz Fonda. "Eu disse a ele que não havia nada a temer e que tudo o que ele precisava fazer era relaxar. Contei que sabia o que era estar morto porque quando tinha 10 anos acidentalmente atirei no meu próprio estômago, e meu coração parou de bater três vezes enquanto eu estava na mesa de operação porque perdi muito sangue. John estava passando naquele momento e me ouviu dizer 'eu sei o que é estar morto'. Ele olhou para mim e disse 'você me faz sentir como se eu nunca tivesse nascido. Quem colocou toda essa merda na sua cabeça?”. Roger McGuinn achou que isso havia perturbado John porque ele estava inseguro. "Todo mundo tinha tomado ácido, e John não aguen­tou. Ele disse: 'Tirem esse cara daqui'. Foi bizarro. Tínhamos acabado de assistir a Cat Bailou, com Jane Fonda, e John não queria saber de nada dos Fonda. Ele estava usando o filme contra Peter, e o que ele disse só piorou tudo", conta McGuinn. De fato, a primeira demo da música (que se chamava "He Said, He Said") é muito mais agressiva do que a gravação final: "I said, 'Who put ali that crap in your head?/ I know what it's like to be mad/ And it's making me feel like my trousers are torn” (Eu disse: quem colocou essa porcaria toda na sua cabeça? Eu sei o que é estar louco e estou me sentindo como se minha calça estivesse rasgada). Mas John achou que, como canção, ela não estava indo a lugar nenhum, e a abandonou. "Apesar de ter surgido de uma experiência real, não significava nada", ele disse. "Era apenas um som."
Mas dias depois ele pegou a música de novo e tentou criar outra estrofe. "Escrevi a primeira coisa que me veio à mente, e foi 'when I was a boy', em uma batida dife­rente. Mas era real, tinha acabado de acontecer", conta John. Peter Fonda não tem dúvidas sobre a origem da composição. "Quando ouvi Revolver pela primeira vez, soube exatamente de onde a música tinha vindo, mesmo que John nunca tenha admitido para mim, e eu nunca tenha contado a ninguém".
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"She Said She Said" foi a última faixa gravada durante as sessões Revolver. Foram necessárias nove horas para ensaiar e gravar a música, completa com overdubs. Estranhamente, pela primeira vez em uma música dos Beatles, Paul McCartney não teria participado da gravação. McCartney não consegue se lembrar se ele apareceu ou não: "Eu acho que nós tivemos uma discussão ou alguma coisa e eu disse, “Ah, fôda-se!”, e eles disseram: “Bem, vamos fazê-lo”. Acho que George tocava baixo”. No entanto, a documentação da EMI contradiz isso, e a ficha técnica do estúdio sugere fortemente que McCartney tocou baixo na pista de base antes de sair da sessão. Seja como for, os créditos “oficiais” da canção trazem: John Lennon - guitarra, vocais, órgão; George Harrison - guitarra (rastreadas duas vezes), harmonias vocais, baixo e Ringo Starr – bateria e tambores.

JOE COCKER - WITH A LITTLE HELP FROM MY FRINDS

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Confira também: “JOE COCKER - 69 ANOS!” de 20 de maio de 2013 e “A SÚBITA E TERRIVEL MORTE DE JOE COCKER” de 22 de dezembro de 2014.

GEORGE HARRISON - CLOUD NINE - LIVE IN JAPAN

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A PEDIDOS - CARL PERKINS & FRIENDS - BLUE SUEDE SHOES

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Abração para o amigo Fábio Portugal! Parabéns!

Para quem quiser rever esse showzaço na ítegra, o link é:
http://obaudoedu.blogspot.com.br/2013/11/blue-suede-shoes-rockabilly-session.html

JOHN LENNON - MENLOVE AVE - 1986

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Em 27 de outubro de 1986, foi lançado o álbum “Menlove Ave” de John Lennon, o segundo lançamento póstumo de músicas de Lennon, tendo sido gravadas durante as sessões de seus álbuns Rock 'n' Roll e Walls and Bridges. Menlove Ave foi lançado sob a supervisão da Yoko Ono, contendo sobras de estúdio de John no período 1973 e 1974, e as inéditas “Rock ‘n’ Roll People” e “Here We Go Again”. No disco estão versões não aproveitadas no elepê "Walls And Bridges" (1974), durante a época em que o casal estava separado. Assim, neste disco que, em poucas semanas escalou as paradas, estão incluídas cinco versões que não entraram na edição final daquele álbum de 13 anos passados: "Steel And Glass", "Scared", "Old Dirt Road", "Nobody Loves You" e "Bless You". Neste disco, que ganha assim uma conotação histórica, estão os trabalhos representativos da fase em que Lennon trabalhou com o produtor e compositor Phil Spector, inventor do chamado wall sound, a muralha de cordas ou metais em contraste com as guitarras do rock (fórmula que também serviu as carreiras iniciantes dos Rolling Stones e de Tina Turner). Uma curiosidade: "Rock'n Roll People", que Lennon fez para Johnny Winter (única gravação deste elepê), mostra tímidas tentativas do Beatle na linha R&B. "Walls And Bridges" reflete a fase pesada de Lennon, quando ele se separou de Yoko. “Menlove Avenue”, cuja capa é uma foto de John pintada por Andy Warhol, não causou grande impacto no hit parade, mas curiosamente ganhou um disco de ouro no Brasil. Foi lançado em 27 de outubro de 1986 (EUA) e 3 de novembro de 1986 (UK).

terça-feira, 3 de novembro de 2015

RINGO STARR - RINGO 1973 - THE GREATEST

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Em 1973, Ringo Starr lançou o álbum “RINGO”, seu maior sucesso comercial. Foi a única vez em que os quatro beatles estiveram em um mesmo disco após a separação. Na verdade, os quatro não chegaram a tocar juntos em nenhuma música. Mas, a simples presença deles ajudou muito as vendas do disco. “RINGO” é cheio de convidados muito especiais: Billy Preston, Marc Bolan, Harry Nilsson, Klaus Voormann, Nicky Hopkins, entre tantos outros. O álbum tornou-se um sucesso. A canção “Photograph” (lançada em single em 1973) que atingiu o primeiro lugar nos Estados Unidos entrou no álbum. “Photograph” contou com a participação de George Harrison que compôs a música em parceria com Ringo. George participou ainda de "You and Me (Babe)" e junto com John Lennon em I'm the Greatest (esta última escrita por Lennon). Paul McCartney participou de You're Sixteen e Six O'Clock (escrita por Paul). O álbum foi um sucessão tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra. A capa foi desenhada pelo grande Klaus Voorman. Na época em que foi lançado, o LPzão trazia ainda um encarte fantástico de 24 páginas com belíssimas ilustrações – todas também de Voorman. Até hoje eu tenho o meu, quase zerado!

PAUL MCCARTNEY - ALL THE BEST - SÓ O QUE É BOM! 1987

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“All the Best!” – ‘Só o que é Bom!’, foi o 2º álbum de compilações oficial de Paul McCartney depois de “Wings Greatest“ de 1978. Foi lançado em 2 de novembro de 1987 (há 28 anos) e tenta resumir em um álbum duplo, faixas compostas por McCartney desde o início de sua carreira solo em 1970, até o recém-gravado single "Once Upon A Long Ago." A inclusão da faixa e ordem das músicas varia ligeiramente entre o lançamento do álbum no Reino Unido e as edições norte-americanas de “All the Best!”, numa tentativa (sem êxito algum), de refletir a popularidade de algumas músicas específicas de cada país. As edições britânicas em CD e vinil também variam, conforme as limitações do tempo de um simples CD em comparação com um disco duplo de vinil conduzindo à eliminação de três cortes na edição em CD britânica. Como sempre digo, em algumas coisas somos (brazucas) privilegiados. Aqui, o bicho saiu tal e qual lá (UK).
Esse disco, foi lançado apenas porque McCartney estava começando a trabalhar em seu próximo álbum de estúdio, que seria “Press To Play” e precisava, por conta da gravadora, lançar um novo álbum antes do Natal, e assim  “All the Best!” tomou as vezes do peru e se tornou o grande presente de natal daquele ano. O lançamento como álbum duplo, foi um sucesso absurdo, mas na Inglaterra, não conseguiu chegar ao #1 porque não conseguiu superar o álbum solo de estréia de George Michael - "Faith" - alcançando um “modesto” número 2,  embora, nos EUA tenha conseguido dupla platina – mesmo sem o primeiro lugar. Foda-se. É um discaço e trouxe McCartney de volta às paradas (inclusive no Brasil) com duas pedradas: “Once Upon A Long Ago” e “We All Stand Together” – apresentados de forma exclusiva pela Globo no Fantástico, em menos de duas semanas entre um e outro quando se aproximava o natal daquele ano. Não pode ser tão ruim assim. Eu Tenho até hoje o meu original - álbum duplo de vinil, tenho os cassetes originais da época e os CDs. Não Dou. Não vendo, não alugo e nem empresto! Esse discaço é TUDO DE BOM!!!