quinta-feira, 11 de abril de 2019

A ESTRANHA MORTE DE STUART SUTCLIFFE - SENSACIONAL*******

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A banda e o empresário reservaram lugares em dois voos que partiram de Liverpool separadamente, com John, Paul e Pete chegando um pouquinho mais cedo que George e Brian. Em Hamburgo, os que chegaram primeiro ficaram esperando que o voo seguinte aterrissasse na pista do aeroporto e, quando ele se aproximou, eles voltaram para o portão. Quando viram que Astrid os esperava ali, correram até ela, contentes de rever a velha amiga. Como ela soube que eles viriam? Onde estava Stuart? A princípio, Astrid não falou nada. Quando finalmente conseguiu falar, suas palavras foram como um soco que os atingiu em choque. "John ficou rindo de modo incontrolável, histérico. Pete chorava, e não conseguia parar. Paul ficou sentado ali, cobriu o rosto com as mãos e não disse nada." Tudo ainda é muito vivo na lembrança dela, quase cinquenta anos depois. "É horrível para pessoas jovens, quando a morte parece tão distante, e de repente um de seus melhores amigos não está mais ali." Stu, ela lhes contou, estava morto. Em retrospecto, tudo fazia sentido. Ele sofrera com dores de cabeça durante anos, surtos repentinos de dor que o deixavam de cama. Nos últimos meses, os ataques tinham se tornado piores e, normalmente, vinham acompanhados de mudanças de humor e explosões de violência. Ainda assim, nem os médicos nem os raios X conseguiram diagnosticar o problema de Stu. Tente relaxar, eles lhe diziam. O que não puderam ver era o pequeno, porém maligno, tumor alojado em seu cérebro. Que continuou lhe causando um sofrimento terrível, até o dia 10 de abril, quando Stu entrou em colapso, no quarto que dividia com Astrid, na casa da mãe dela. No momento em que a ambulância chegou, nada mais podia ser feito. O primeiro baixista dos Beatles morreu a caminho do hospital, algumas horas antes de seus velhos companheiros de banda desembarcarem do avião. Astrid tinha ido ao aeroporto para receber a mãe desconsolada de Stu, Millie Sutcliffe. Por fim, as famílias retornaram às suas casas e Astrid voltou a acordar sozinha de manhã, encarando a nova vida vazia que tinha pela frente. Nas semanas seguintes, ela pôde contar com os velhos amigos de Stu para aliviar suas horas. "Eles realmente se importavam comigo, falá¬vamos bastante sobre Stu e chorávamos juntos", afirma Astrid. "Foi muito difícil para todos eles, em especial para John. Dava para sentir a raiva naquele garoto". Trecho do livro “Paul McCartney – Uma Vida” de Peter Ames Carlin.
https://www.beatlesbible.com/wp/media/
Stuart Fergusson Victor Sutcliffe, mais conhecido como Stu Sutcliffe nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 23 de junho de 1940 e morreu em Hamburgo, na Alemanha, no dia 10 de abril de 1962, há 57 anos. Ficou famoso ao fazer parte da fase inicial dos Beatles. Stuart Sutcliffe foi o primeiro baixista da banda e sua entrada no grupo deu-se única e exclusivamente pela amizade que tinha com o líder, John Lennon.
Sutcliffe nasceu no Simpson Memorial Maternity Pavilion, em Edimburgo, na Escócia, e depois que sua família se mudou para a Inglaterra, cresceu em Liverpool. O pai de Sutcliffe, Charles Sutcliffe (25 de maio de 1905 - 18 de março de 1966), já tinha sido casado antes e já tinha quatro filhos quando se casou com Millie, mãe de Stu. Ele era um funcionário público sênior, que se mudou para Liverpool para ajudar no trabalho de guerra em 1943, e depois foi contratado como engenheiro de navio, e por isso estava frequentemente no mar durante os primeiros anos de seu filho. Sua mãe, Millie, era professora de escola infantil. Sutcliffe tinha duas irmãs mais novas, Pauline e Joyce, mas também tinha três meio-irmãos mais velhos, Joe, Ian e Charles, bem como uma meia-irmã mais velha, Mattie, do primeiro casamento de seu pai.

Durante seu primeiro ano no Liverpool College of Art, Sutcliffe trabalhou como lixeiro nos caminhões de coleta de lixo da Liverpool Corporation . Lennon foi apresentado a Sutcliffe por Bill Harry, um amigo em comum, quando todos os três estudavam no Liverpool College of Art. De acordo com Lennon, Stu tinha um "portfólio de arte maravilhoso" e era um artista muito talentoso que era uma das "estrelas" da escola. Ele ajudou Lennon a melhorar suas habilidades artísticas e trabalhou com ele quando Lennon teve que enviar trabalhos para os exames. Sutcliffe dividiu um apartamento com Rod Murray em Percy Street, Liverpool, antes de ser despejado e se mudar para Hillary Mansions em Gambier Terrace, onde viveu outra estudante de arte, Margaret Chapman, que competiu com Sutcliffe para ser a melhor artista da classe. O apartamento ficava em frente à nova catedral anglicana na área degradada de Liverpool 8, com lâmpadas nuas e um colchão no chão. Lennon mudou-se para lá no início de 1960. Sutcliffe e seus companheiros de apartamento pintaram o lugar de amarelo e preto, que a proprietária não apreciou. Em outra ocasião, os inquilinos, precisando se aquecer, queimaram os poucos móveis do apartamento. Certa noite, depois de conversar com Sutcliffe no Casbah Coffee Club (propriedade da mãe de Pete Best , Mona Best), Lennon o persuadiu a comprar um baixo modelo Höfner President 500/5 na Hessey's Music Shop. Em maio de 1960, Sutcliffe se juntou a Lennon, McCartney e George Harrison.

O estilo de tocar de Sutcliffe era elementar. Bill Harry - um amigo de escola de arte e fundador e editor do jornal Mersey Beat - reclamava com Sutcliffe que ele deveria estar se concentrando na arte e não na música. Enquanto Sutcliffe é frequentemente descrito nas biografias dos Beatles como parecendo muito desconfortável no palco, e muitas vezes tocando de costas para o público, Pete Best nega isso, lembrando de Sutcliffe como geralmente bem-humorado e "animado" antes de uma apresentação.
Em Hamburgo, a popularidade de Sutcliffe cresceu depois que começou a usar óculos escuros Ray-Ban e calças justas. O ponto alto de Sutcliffe foi cantar "Love Me Tender", que atraiu mais aplausos do que os outros Beatles, e aumentou o atrito entre ele e McCartney. Lennon também começou a criticar Sutcliffe, fazendo piadas sobre seu tamanho e o jeito de tocar. Em 5 de dezembro de 1960, Harrison foi enviado de volta à Grã-Bretanha por ser menor de idade. McCartney e Best foram deportados por tentativa de incêndio no Bambi Kino, e Lennon e Sutcliffe ficaram em Hamburgo. Lennon voltou de trem para casa, mas Sutcliffe ficou em Hamburgo. Mais tarde, tomou emprestado dinheiro de sua namorada, Astrid Kirchherr, para voltar á Liverpool, embora tenha retornado a Hamburgo em março de 1961, com os outros Beatles. Em julho de 1961, Sutcliffe decidiu deixar o grupo para se dedicar inteiramente à pintura. Depois de receber uma bolsa de estudos de pós-graduação ele se matriculou na Hochschule für bildende Künste de Hamburgo , onde estudou sob a tutela de Eduardo Paolozzi.

Enquanto na Alemanha, Sutcliffe começou a sentir fortes dores de cabeça e sensibilidade aguda à luz. Astrid Kirchherr afirmou que algumas das dores de cabeça o deixaram temporariamente cego . Em 1962, Sutcliffe entrou em colapso no meio de uma aula de arte em Hamburgo. A mãe de Astrid fez com que médicos alemães fizessem várias verificações, mas não conseguiam determinar exatamente o que estava causando as dores de cabeça. Enquanto morava na casa dos Kirchherrs, sua condição piorou, e depois de um novo colapso em 10 de abril de 1962, ele foi levado ao hospital por Astrid (que foi com ele na ambulância), mas morreu antes de chegar ao hospital com apenas 21 anos. A causa da morte revelou ter sido uma hemorragia cerebral , especificamente, um aneurisma roto, resultando em "paralisia cerebral devido a hemorragia no ventrículo direito do cérebro". No dia 13 de abril de 1962, Astrid foi encontrar os Beatles no aeroporto de Hamburgo, dizendo que Sutcliffe morrera alguns dias antes. Todos ficaram em choque, especialmente John. A mãe de Sutcliffe voou para Hamburgo com o empresário dos Beatles, Brian Epstein, e voltou para Liverpool com o corpo de seu filho. O pai de Sutcliffe não ouviu falar da morte do filho por três semanas, enquanto estava viajando para a América do Sul, embora a família tenha conseguido que um padre lhe dissesse quando ele atracou em Buenos Aires. A causa do aneurisma de Sutcliffe é desconhecida, embora possa ter sido iniciada por uma lesão anterior na cabeça , quando ele foi chutado na cabeça ou jogado de cabeça contra uma parede de tijolos durante um ataque fora de Lathom Hall, após uma apresentação em janeiro de 1961. De acordo com o ex-gerente Allan Williams, Lennon e Best foram para a ajuda de Sutcliffe, lutando contra seus atacantes antes de arrastá-lo para a segurança. Sutcliffe sofreu um crânio fraturado na luta. Pauline Sutcliffe, sua irmã, sempre disse que a morte de Stuart estava ligada a uma briga que John e ele tiveram. Segundo ela, os dois haviam brigado em Hamburgo e John Lennon teria chutado a cabeça de Sutcliffe, causando-lhe lesões que o teriam levado à morte - teoria publicada no livro de Albert Goldman: "The lives of John Lennon". Porém, quando indagada sobre o fato, Astrid Kirchherr negou que essa briga tenha acontecido. Em entrevistas feitas com George Harrison, Paul McCartney e Pete Best, também ficou estimado e comprovado que essa tal briga jamais ocorreu. Na verdade, essa pancada que Sutcliffe levou na cabeça, teria sido fruto de uma briga que John e Stu tiveram com clientes que frequentavam o clube durante um show na Escócia (que teriam zombado de Stuart), Stu teria sido esmurrado, chutado e jogado de cabeça com violência contra um muro.
Como artista, a obra de Stu Sutcliffe se mostrava promissora. Ele exibiu talento artístico ainda muito precoce. Helen Anderson, uma colega estudante, lembrou-se de seus primeiros trabalhos como sendo muito agressivos, com cores escuras e mal-humoradas, que não eram o tipo de pintura que ela esperava de um "estudante calmo".
Uma das pinturas de Sutcliffe foi mostrada na Walker Art Gallery em Liverpool como parte da exposição John Moores, de novembro de 1959 até janeiro de 1960. Após a exposição, Moores comprou a tela de Sutcliffe por £ 65 (equivalente a £ 1.470, que era então igual a 6 a 7 semanas de salário para um trabalhador médio. A imagem que Moores comprou se chamava Summer Painting, essa aí de cima, e Sutcliffe participou de um jantar formal para celebrar a exposição com outra estudante de arte, Susan Williams. As poucas obras remanescentes de Sutcliffe revelam a influência dos artistas abstratos britânicos e europeus contemporâneos ao movimento expressionista abstrato nos Estados Unidos. As obras de Sutcliffe têm alguma comparação com as de John Hoyland e Nicolas de Staël, embora sejam mais líricas (Sutcliffe usou o nome artístico "Stu de Staël" quando estava tocando com os Beatles em uma turnê escocesa na primavera de 1960).
A Walker Art Gallery em Liverpool mantém várias obras de Sutcliffe, como auto-retrato (em carvão) e The Crucifixion. Lennon depois pendurou duas das pinturas de Sutcliffe em sua casa em KenwoodVisite o site oficial de Stuart Sutcliffe e conheça mais sobre suas obras: http://stuartsutcliffeart.com/
A imagem de Stuart Sutcliffe é uma das 70 figuras que ilustram a capa do Sgt. Pepper's. A primeira parte do documentário Anthology, em vídeo, cobre o tempo que Stuart conviveu com o grupo. No entanto, não há menção de sua morte no documentário, mas isso é discutido no livro Anthology. Stuart Sutcliffe foi retratado por David Nicholas Wilkinson no filme Birth of the Beatles (1979) e por Lee Williams em In His Life: The John Lennon Story (2000). O papel de Sutcliffe no início da carreira dos Beatles, bem como os fatores que o levaram a deixar o grupo, é dramatizado no sensacional filme "Backbeat - Os Cinco Rapazes de Liverpool", de 1994, no qual ele foi interpretado pelo ator americano Stephen Dorff. Sutcliffe não aparece no filme Nowhere Boy de 2009, mas é brevemente mencionado no final do filme.

BACKBEAT - PLEASE MR. POSTMAN***********

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segunda-feira, 8 de abril de 2019

QUE PORTA É ESSA? JOHN LENNON - ROCK "N" ROLL - 1975

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John Lennon planejava usar alguns de seus desenhos de infância para a capa de seu álbum de covers, e a produção já havia começado quando mudou de ideia, e as artes com os desenhos, foram usadas em Walls and Bridges, lançado em 26 de setembro de 1974. Em 1974, May Pang participou da primeira convenção da Beatlefest a pedido de Lennon, e conheceu Jürgen Vollmer, um velho amigo dos Beatles de Hamburgo, na Alemanha, que havia fotografado a banda durante os tempos em que os Beatles tocavam por lá, e ele estava vendendo algumas fotos impressionantes. Pang imediatamente ligou para Lennon para lhe contar sobre sua descoberta. Reunindo-se com Vollmer em Nova York, Lennon escolheu uma de suas fotos para a capa do álbum. A foto mostra Lennon, em pé, em frente a uma porta com três figuras desfocadas passando por ele em primeiro plano - eram George Harrison, Stu Sutcliffe e Paul McCartney. A porta, que pode ser vista na capa do álbum "Rock"n"Roll", fica na Wohlwillstraße 22, Jägerpassage 1, em Hamburgo. Em 1961, Jürgen Vollmer fotografou John Lennon na entrada da frente do prédio. Na entrada dos fundos, Jägerpassage 2, Jackie Lomax, na época membro da banda The Undertakers, de Liverpool, foi fotografada por Astrid Kirchherr.

"Rock 'n' Roll" é o sexto álbum de estúdio de John Lennon. Lançado em 17 de fevereiro de 1975, é um álbum de covers com sucessos do rock do final dos anos 50 e início dos anos 60, que Lennon gostava. Entre idas e vindas - problemas com direitos autorais, processos na justiça, brigas (cantor com o produtor (Phil Spector) - o álbum demorou mais de um ano até ficar pronto. "Rock 'n' Roll" foi lançado em fevereiro de 1975, alcançando o número 6 no Reino Unido e nos Estados Unidos, sendo posteriormente certificado como ouro nos dois países. Foi apoiado pelo single "Stand by Me", que chegou ao número 20 nos EUA e 30 no Reino Unido"Rock 'n' Roll" foi o último álbum de John Lennon até 1980; sem obrigação de contrato de gravação, ele fez um hiato de cinco anos para criar seu segundo filho,Sean, primeiro e único filho de Yoko Ono.

THE BEATLES - HELP! - MIL VEZES HELP!**********

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A segunda incursão dos Beatles em filme longa metragem, produziu uma nova música excepcional no novo álbum com a trilha sonora. O álbum “Help!” - lançado em agosto de 1965, além da faixa-título, traz sucessos inesquecíveis dos Beatles, como "You've Got To Hide Your Love Away", "I Need You", "Ticket To Ride"“You’re Going to Lose That Girl” e o super álbum ainda esbanja mais uma preciosidade: a música "Yesterday", de Paul McCartney, a canção mais regravada na história da música. Com o lançamento deste álbum, os Beatles trouxeram uma grande variedade de instrumentos (instrumentos de sopros, teclados, pandeiro) e orquestração para um álbum pop. O imediatismo de suas composições, seus refrões elaborados e seus vocais carismáticos ajudaram a inaugurar o novo som dos anos 60.

Desde que começou sua carreira solo, John Lennon muitas vezes se referiu a "HELP!" como uma de suas músicas prediletas dos Beatles. Ele dizia gostar dela por ser "real". Seu único arrependimento era que, por questões comerciais, eles a tivessem transformado de uma canção que era para ser à moda Dylan em um rockão alegre dos Beatles. "HELP!" foi escrita com Paul na casa de John em Weybridge, Kenwood, em 4 de abril de 1965, há 54 anos. A letra era uma reflexão franca sobre a insegurança de Lennon. Ele estava (junto com os outros) fumando muita maconha e por isso estava comendo e bebendo muito, tinha engordado e se sentia encurralado pela fama. A música, ele admitiu depois, realmente era um pedido de ajuda, apesar de ter sido escrita sob encomenda para o filme. "Eu precisava de ajuda. A música era sobre mim". Colocar seus sentimentos no cerne de uma música era a consolidação da autoanálise que sempre estivera à espreita, mesmo em suas canções que pareciam inocentes. A única diferença era que ele agora admitia que a fama, a riqueza e o sucesso tinham aumentado sua ansiedade, em vez de diminuí-la. No auge do estrelato pop, John começava a olhar com nostalgia para o que tinha passado a ver como dias mais simples na Menlove Avenue. A idealização de sua infãncia é um tema que apareceria mais e mais em suas composições. Maureen Cleave, a jornalista de Londres (a mesma da entrevista com Jesus, mais tarde), achava que John Lennon deveria começar a usar palavras com mais de uma sílaba. "HELP!" foi a primeira tentativa séria de fazer isso, e ele conseguiu fazer "self-assured", "appreciate" e "insurance" caberem na música.
Aqui, a gente confere o que disse o pesquisador e biógrafo dos Beatles, Hunter Davies em seu livro "As Letras dos Beatles - A História por Trás das Canções".
A música foi composta sob medida, a sete semanas da filmagem, quando por fim decidiram o título. Até ali, surgiram várias possibilidades - “Beatles 2”, “Eight Àrms to Hold You”, “High-Heeled Kickers”. John a compôs quase sozinho, com alguma ajuda de Paul, em Kenwood. A letra de “Help!” está entre as mais claras, menos evasivas, que ele escreveu até então, e também entre as mais fortes, sem rimas fracas ou banais como “blue e “true [triste e verdadeiro] ou os batidos “Eu te amo” da música para o mercado adolescente. Ele também usa algumas palavras um tanto longas, pouco comuns na música pop - como “autoconfiante”, “reconhecimento”, “independência”, “inseguro” - resultado aparente de Maureen Cleave o ter provocado dizendo que todas as músicas dos Beatles pareciam ser preenchidas com palavras de uma sílaba só. Há também frases excelentes, como “my independence seems to vanish in the haze [minha independênçia parece se desvanecer na névoa], que sintetiza as desvantagens da fama e de seu sucesso: ter de correr pelo mundo, sem saber onde estão ou quem são. Sua vida tinha mudado tanto que eles precisam pôr de novo os pés no chão. Na letra de “Help!” John evita psicologismos ou análises freudianas de segunda mão. Na verdade, em certo nível pode-se tomá-la como outra canção de amor - ele quer que alguém venha e o ame, tome conta dele, o tipo de coisa que as pessoas desejam na vida. Ele agradece mesmo a alguém, é grato por tê-la ao redor, o que pode ser interpretado como se estivesse mesmo ok, tivesse uma mulher amorosa e não fosse preciso preocupar-se. Por outro lido, como John nos contou depois, era um grito de angústia pessoal. Pode ter sido influenciado pela primeira experiência deles com LSD, algumas semanas antes. A expressão “I find i've changed my mind” [Acho que minha cabeça mudou] pode ser entendida de dois modos: uma simples mudança de opinião ou uma alteração mental devida a experimentar drogas que modificam a vida. Pete Shotton, seu amigo de infância, que em 1965 passou vários fins de semana na casa de John, depois se tornou seu secretário particular e ainda trabalhou na Apple, diz que a frase “appreciate you being round” [aprecio ter você por perto] se referia a ele - o que poderia ser verdade já que ele fazia relembrar risadas, brincadeiras e bobagens compartilhadas quando meninos. John mais tarde contou a sua namorada do “longo fim de semana”, May Pang (assistente de John e Yoko, com a qual foi para a Califórnia em 1973, ficando lá por mais de um ano), que gostaria de ter interpretado “Help!” de forma muito mais lenta e sentida - tornando-a mais “verdadeira”.
O manuscrito de Help! que John me deu tem caligrafia grande e forte, com bem poucas mudanças. “Would appreciate” [eu gostaria] se torna “do appreciate” [agradeço], como ficou na versão final. O primeiro verso da estrofe foi riscado. E difícil ler, mas parece ser uma primeira tentativa da linha seguinte: “When I was younger [Quando era mais jovem]. Ele também pôs no final as três primeiras linhas da versão gravada.

RINGO STARR - DEVIL WOMAN - SENSACIONAL!!!*****

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Com seu terceiro álbum solo – “Ringo”, o ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr finalmente colocou sua carreira solo em ação, mostrando que ele tinha muito mais a oferecer do que seus excêntricos dois primeiros álbuns solo, “Sentimental Journey” e “Beaucoup Of Blues”, ambos lançados em 1970. Emitido três anos depois, em 2 de novembro de 1973, “Ringo” foi um álbum muito mais satisfatório, feito com um grande orçamento e apresentando um incrível elenco de músicos de apoio.
Em sua resenha do álbum, a revista Rolling Stone disse: “Este álbum de Ringo Starr é o primeiro a realmente invocar a aura dos Beatles”. Isso se deve ao fato de John Lennon, George Harrison e Paul McCartney terem contribuído como compositores, cantores e instrumentistas no álbum, através de sessões de gravação que começaram em março de 1973 e terminaram naquele verão. No entanto, em nenhuma única faixa, todos os quatro aparecem juntos. Mas não foram apenas os convidados especiais que fizeram “Ringo” tão bem-sucedido: Starr desenvolveu sua própria causa ao coescrever dois dos 10 singles do álbum, o No. 1 “Photograph” e “Oh My My”, que traziam backing vocals da estrela da Motown, Martha Reeves. Um álbum impecável, recheado de hits que mais parece um “Greatest Hits”. Em todas as faixas, embora o alcance vocal de Ringo não seja particularmente amplo, ele canta com entusiasmo. Um dos grandes destaques do álbum, é uma faixa composta por Ringo e Vini Poncia - "Devil Woman", um hard rock clássico e pesado com letras atípicas de Ringo: "Você é como o diabo com chifres na cabeça. A única maneira que vou te ter, é tendo você na cama", não é o material geralmente associado ao homem que compôs e cantou "Jardim do Polvo".
Conduzida por guitarras estridentes e pontuada por uma seção de metais, a música é de uma qualidade admirável. Além de entrar no álbum, "Devil Woman", também foi lançada como lado B do single número 1, com “You're Sixteen” do lado A.

PAUL MCCARTNEY & WINGS - PICASSO'S LAST WORDS (DRINK TO ME)

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Composta em Montego Bay, na Jamaica, e finalizada em Lagos, na Nigéria. Ao passar as habituais férias na Jamaica, McCartney e Linda convidaram o ator Dustin Hoffman e sua mulher, Annie, para um jantar em sua casa, alugada na região de Montego Bay. Dustin, que filmava em maio de 1973, “Papillon", co- estrelado por Steve McQueen, perguntou a Paul quais eram os seus métodos de composição. McCartney respondeu a pergunta, dizendo: “simplesmente acontece. É como atuar em um filme, não existe uma explicação racional". Dustin, inconformado com a justificativa, o desafiou a compor algo naquele exato momento, baseado em um artigo da revista Time, de 23 de abril de 1973, que falava sobre a morte de Pablo Picasso, e tinha o seguinte título: “Pablo Picasso’s Last Days and Final Journey” (Os últimos dias de Pablo Picasso e a última viagem). Então, McCartney apanhou um violão e começou a cantar: “drink to me, drink to my health, you know I can’t drink anymore” (beba por mim, beba pela minha saúde. Vocês sabem que não posso mais beber). As palavras teriam sido as últimas pronunciadas pelo artista antes de morrer em seu quarto, na cidade de Notre-dame-da-Vie, na Riviera Francesa. Depois de quatro meses, McCartney gravaria a faixa de uma maneira semelhante a uma pintura “cabista”; bem a um dos estilos empregados por Picasso, com várias combinações de tons e tempos, apresentando trechos de Jet e Mamunia no meio da canção. As sessões de Picasso’s Last Words ocorreram no estúdio do ex-baterista do grupo Cream - Ginger Baker; um dos inúmeros parceiros de Eric Clapton. Baker colabora nesta faixa tocando percussão. instrumentos tocados por Paul McCartney: violões, piano elétrico, harmonias, percussão e contra-baíxo. Violão, vocais e percussão, por Denny Laine. Percussão adicional por Ginger Baker. Harmonias, efeitos e mini moog, por Linda McCartney. Arranjos orquestrais, por Tony Visconti. Gravada nos estúdios ARC, em Lagos. Orquestração gravada nos A.I.R Studios, em Londres. Claudio D. Dirani - "Paul McCartney - Todos os segredos da carreira solo".
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THE BEATLES - STAR CLUB - HAMBURGO – 1962

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A última viagem dos Beatles para Hamburgo naqueles tempos foi no final de 1962, quando tocaram no Star Club. Partes de suas últimas apresentações foram gravadas com um gravador portátil, por Ted 'King Size' Taylor, do grupo The Dominoes, que também tocava no clube. As fitas foram liberadas com a etiqueta da gravadora alemã 'Bellaphon', em 1977 como: 'The Beatles: Live! no Star Club, em Hamburgo, Alemanha, 1962', e, posteriormente, relançado em vários formatos e títulos.Resultado de imagem para STAR CLUB
O Star-Club ficava na Grosse Freiheit 39, St. Pauli, em Hamburgo, Alemanha. O clube existiu por 7 anos, entre 1962 e 1969. O Star-Club foi inaugurado por Horst Fascher no dia 13 de abril de 1962, onde antes ficava o Stern KinoFascher e o sócio Manfred Weissleder abriram o Star-Club, porém, Weissleder, não queria grupos desconhecidos de garagem pra tocar em seu clube, e foi por isso que o chamou de Star-Club - "clube das estrelas". Rapidamente, o Star-Club tornou-se a maior casa noturna de Hamburgo, e conseguiu que todos os artistas renomados da época tocassem lá: Gene Vincent, Jerry Lee Lewis, Little Richard, The Everly Brothers, Chuck Berry, Bill Haley, Bo Diddley, Tony Sheridan e Ray Charles.
Cada vez com mais estrelas, Weissleder conseguiu fazer com que seu clube ficasse famoso em toda a Europa como o "centro-beat do mundo", e contratou muitas outras estrelas, como Gerry & The Pacemakers,The Swingin' Blue Jeans e The Searchers. No auge, mais de oito bandas se apresentariam por noite, a maioria delas era inglesa: The Zodiacs, The Remo Four, The Dominoes, etc. Outras poucas eram alemãs como The Rattles e The German Bonds.
Vários outros artistas de peso que tocaram no Star-Club e alguns merecem ser citados: Black Sabbath, Cream, Chicken Shack, Crickets, Fats Domino, Donovan, The Animais, Duane Eddy, Groundhogs, Richie Haven, Keef Hartley, Mannfred Mann, Small Faces, Spencer Davis Group, Spooky Tooth, Taste, Vanilla Fudge, Yes, e o inigualável Jimi Hendrix ainda com o Experience.
O Star-Club fecharia no dia 31 de dezembro de 1969, depois de um concerto da dupla britânica Hardin & York. Entre 1964 e 1967 o Star-Club também lançou um selo, onde vários dos artistas citados lançaram singles e alguns lançaram o único LP da carreira. Em novembro de 1962 os Beatles tocaram por 12 dias (do dia 1 ao dia 13) no Star-Club. A quinta e última viagem aconteceu no dia 17 de dezembro de 1962. Eles tocaram todos os dias, entre o dia 18 e o dia 31 no clube das estrelas. Foi nessa viagem que foram feitas as gravações dos Beatles ao vivo.
Lançado originalmente na Alemanha pela Bellaphon (associada a Lingasong), THE BEATLES LIVE! AT THE STAR-CLUB IN HAMBURG, GERMANY; 1962 - o álbum duplo, só foi lançado na Inglaterra após o fracasso dos ex-Beatles em tentar impedir sua comercialização. Gravado durante uma apresentação dos Beatles no clube Star Club de Hamburgo pelo amigo Ted 'Kingsize' Taylor, o disco captura os Beatles na fase pré-EMI, mais rockers e crus do que nunca. A qualidade de som até que não é tão ruim, considerando-se que foi gravado com um pequeno gravador mono. É um documento histórico de valor incalculável. Dos inúmeros números covers tocados pelos Beatles, o que se destaca são as composições de Lennon/McCartney ainda em fase de teste, como I Saw Her standing There e Ask Me Why. Covers como Roll Over Beethoven, Twist and Shout, Mr Moonlight, A Taste of Honey, Kansas City, Long Tall Sally e Everybody´s Trying To Be My Baby fariam parte dos primeiros álbuns dos Beatles.
Os Beatles nunca deixaram de enfatizar a importância que a música metropolitana de Hamburgo teve nos seus anos de aprendizado. John Lennon diria anos mais tarde: "Eu nasci em Liverpool, mas cresci em Hamburgo".

RITCHIE VALENS - A HISTÓRIA DO LA BAMBA

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No Vale de São Fernando, subúrbio de Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos - em 13 de maio de 1941, nasceu Richard Steven Valenzuela, que entrou para a história como Ritchie Valens, músico, compositor e guitarrista descendente de mexicanos.
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Nascido em uma família conturbada sem auxílio do pai, tinha apenas o apoio da mãe. O (meio) irmão mais velho, Bob Morales, tinha um caráter problemático, irascível e encrenqueiro, constantemente se envolvendo em incidentes violentos que por várias vezes arrastaram o irmão famoso para suas brigas. Quando fez 15 anos, Richard comprou sua primeira guitarra e, em 1957, com 16, formou a banda Satellites, formada por dois negros, um americano de ascendência mexicana e um de origem japonesa. Meses depois, foi descoberto por Bob Keane, um jovem produtor musical em busca de um talento. Depois de exaustivos dias de trabalho, conseguiram chegar ao take definitivo de "Come On Let's Go" e, assim, chegou às lojas o primeiro compacto, já com o seu nome artístico - Ritchie Valens.
No segundo semestre de 1958, sua carreira tomou um forte impulso quando participou do filme "Go Johnny Go" e logo depois produziu seus dois grandes hits: "Donna", uma balada romântica que fizera para uma paixão de colégio (que alcançou o segundo lugar nas paradas norte-americanas), e "La Bamba", que é a releitura de uma canção folclórica mexicana, de mesmo nome, a qual tomou a decisão de gravá-la após cruzar a fronteira e dar um passeio em Tijuana. "Ooh! My Head" e a cover de "We Belong Together" também ajudaram o jovem artista a tornar-se conhecido num cenário musical maior, chegando a aparecer nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. Dessa forma, a carreira de Ritchie Valens estava em franca ascendência.
No entanto, em 3 de fevereiro de 1959, Buddy Holly, The Big Bopper e Valens morreram em um trágico acidente que entraria para a história como "O dia que a música morreu".Após uma performance no Surf Ballroom em Clear Lake, Iowa, o pequeno avião Beechcraft Bonanza no qual viajavam entrou em uma tempestade de neve cega e caiu num milharal algumas milhas depois, às 1:05 da manhã. Ritchie Valens ficou famoso interpretando músicas de rock. Seu maior sucesso foi "La Bamba", que mais tarde nomearia um filme sobre sua vida. Ritchie Valens, durante sua breve carreira, produziu apenas dois álbuns. Quando se interessou pelo rock, já possuía uma base musical sedimentada no pop, no jazz e na música folclórica mexicana, apesar de não falar bem a língua espanhola.

Bob Morales, o irmão de Ritchiemorreu em 15 de setembro de 2018, aos 81 anos.
LA BAMBA - O FILME
"La Bamba" é a cinebiografia do cantor Ritchie Valens que estourou nas paradas americanas no final dos anos 50 com as músicas Donna, La Bamba e Come On Let´s Go. Como em quase toda cinebiografia, o diretor Luis Valdes traz um apanhado geral da trajetória de Ritchie Valens desde os tempos em que ele e sua família viviam em San Fernando Valley - tirando o sustento trabalhando na colheita de algodão em uma fazenda da região-, a mudança para Pacoima, passando pela vida escolar onde conheceu sua namorada Donna Ludwig - a quem dedicou a balada “Donna” -, os primeiros passos como cantor em uma banda local chamada Silhouettes até atingir o estrelato e perder a vida tragicamente. Aliás, como se fosse uma espécie de premonição sobre o desfecho da história, o filme inicia com uma cena retratando um pesadelo que Ritchie Valens costumava ter com frequência, no qual via seu melhor amigo morrer após um avião cair na quadra de basquete onde brincavam com outras crianças. De fato Ritchie perdeu um amigo em um acidente parecido e só teria se salvado porque no mesmo dia estava no velório de seu avô. A tarefa de interpretar Ritchie Valens ficou a cargo de Lou Diamond Phillips, que mostrou muita desenvoltura e intimidade no papel principal, desempenhando com precisão movimentos corporais e feições usadas por Valens. Além de Diamond, destacam-se também Esai Morales fazendo o papel de Bob Valenzuela, o meio-irmão problemático de Richtie; Danielle von Zerneck, como Donna Ludwig e Rosanna DeSoto como Connie Valenzuela, mãe de Ritchie, que protagoniza a cena mais triste e arrepiante do filme no momento em que sua personagem ouve no rádio a notícia da morte de Ritchie Valens. O filme ainda conta com a participação especial de Brian Setzer – vocalista da banda Stray Cats -, interpretando Eddie Cochran, outro astro dos anos 50, cantando Summertime Blues durante o último show da vida de Valens"La Bamba" um filme simples, com um elenco sem grandes estrelas, porém muito bem feito e conduzido pelo diretor Luis Valdes. Apesar de ter um final triste e chocante, La bamba fascina seu espectador ao mostrar a intrigante trajetóiria de Ritchie Valens, um adolescente que 17 anos,que estourou nos Estados Unidos com seu rock chicano e como um meteoro teve uma passagem rápida e brilhante tanto pela vida como pelo Rock 'n' Roll. É isso aí. Abração em todos! Valeu!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

SUPER INTERESSANTE - DOSSIÊ THE BEATLES - MÚSICA POR MÚSICA**

2 comentários:

Ainda pode ser encontrada nas bancas, uma revista especial da Super Interressante" - edição de março/2019 - com o título "The Beatles - Música por Música", trazendo um pequena análise de 211 obras de John, Paul, George e Ringo. Sem trocadilhos com o nome da revista, a revistinha é até bem interessante, apesar de alguns gráficos confusos e chatos. Aqui, a gente confere a 'Carta do Editor':
Canções que mudam o mundo
Se não fosse por esses quatro rapazes da cidade portuária de Liverpool, você talvez nunca visse uma camiseta estampada com o desenho da boca do Mick Jagger. Isso porque, sem os Beatles, talvez os Rolling Stones nunca tivessem um sucesso na vida. Pelo menos não tinham até que ganharam de bandeja "I Wanna Be Your Man” de seus amigos Lennon e McCartney. Houve muitos ”se não fossem os Beatles...” nos últimos 50 anos. Foi o interesse de George Harrison pela música indiana que disparou um interesse global pela cultura do Oriente. John e Paul foram os primeiros megastars a assumir a influência de alucinógenos nas composições. Eles inventaram o videoclipe, a orquestra no rock, o heavy-metal. Da transição de boy-band para gênios da música, criaram a noção de que roqueiros podiam ser artistas com obras levadas a sério. No caso dos Fab Four, criações tão sofisticadas que ganharam da SUPER uma edição toda sobre as 211 canções que John, Paul, George e Ringo registraram em 13 álbuns e singles. Se não fossem os Beatles, eu não estaria escre­vendo esta mensagem para você, leitor, vestindo uma camiseta com a foto deles. E com o apoio na edição de Ricardo Carvalho, um cara que se formou maestro por causa... você sabe de quem: os melhores de todos os tempos. Alexandre Carvalho

THE BEATLES - HEY JUDE - SEMPRE!* * * * * * * * * *

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quinta-feira, 4 de abril de 2019

THE BEATLES - PLEASE MR. POSTMAN - OH, YEAAHH!******

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4/4/1964 - THE BEATLES - OS REIS DA PARADA!!!

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No início de abril de 1964, os Beatles já reinavam absolutos e os Estados Unidos já estavam dominados. Exatamente no dia 4, emplacaram nada menos que os cinco (5) primeiros lugares da parada americana de singles, sendo: 1 -"Can't Buy Me Love", 2 -"Twist and Shout", 3 -"She Loves You", 4 -"I Want to Hold Your Hand" e 5 -"Please Please Me". Como se não bastasse, ainda contavam com outros sete singles entre os cem mais vendidos.

THE MAKING OF "A HARD DAY1S NIGHT" - 1995 - SENSACIONAL!

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No final de março de 1995, foi lançado o documentário “The Making Of A Hard Day’s Night”. É mostrado pela primeira vez os Beatles tocando "You Can't Do That" que ficou de fora do filme. No final do documentário, o narrador, o cantor Phil Collins, faz uma revelação: ele próprio, aos 14 anos, estava na platéia no show gravado para o final do filme e ele é mostrado na cena. fonte: thebeatlesdiary.blogspot.com
Resultado de imagem para THE BEATLES | You Can't Do That! doc
"You Can't Do That" foi filmada como parte da sequência do concerto final dos Beatles no filme A Hard Day's Night, apesar de não aparecer na edição final. Assim, a música foi então relegada para o lado dois do álbum. As filmagens ocorreram no Scala Theatre, em Londres, em 31 de março de 1964. O clipe do grupo cantando "You Can't Do That" foi dado pela United Artists para o The Ed Sullivan Show, que transmitiu exclusivamente em 24 de maio de 1964.

JULIA BAIRD - CRESCENDO COM MEU IRMÃO JOHN LENNON

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Julia Baird é sete anos mais nova que John Lennon. Ela é meia- irmã de John, nascida em 5 de março de 1947, primeira filha da união de Julia Lennon (morta em 1958) e de John 'Bobby' Albert Dykins (morto em 1965). Tem uma meia-irmã mais velha, Ingrid Pedersen, e tem uma irmã mais nova, Jacqueline "Jackie" Dykins, que nasceu em 1949. John Lennon começou a visitar a casa dos Dykins em 1951 quando conheceu suas meia-irmãs. Depois da morte de Julia Lennon em 1958, Harriet e Norman Birch foram nomeados guardiães de Julia e Jackie, ignorando qualquer parentesco com Dykins, já que ele nunca tinha se casado legalmente com Julia.
Julia Dykins, casou-se com Allen Baird em 1968, quando adotou o sobrenome 'Baird' e foram morar em Belfast  (Irlanda do Norte). Tiveram três filhos e se divorciaram em 1981. Julia Baird trabalhou como professora de pessoas com necessidades especiais, e depois da morte de John Lennon, escreveu “John Lennon, meu irmão” (com Geoffrey Giuliano) e em 2004 lançou “Imagine - Crescendo com meu irmão John Lennon”. Em 2009, muitas partes do livro foram adaptadas para o filme "Nowhere Boy". Ela é agora é diretora da Cavern City Tours em Liverpool.
O livro “Imagine - Crescendo com meu irmão John Lennon” não segue a tendência das biografias "definitivas", baseadas numa pesquisa exaustiva e no objetivo de reproduzir a vida do biografado com toda minúcia. Paradoxalmente, porém, pela proximidade da autora com o biografado, esta é uma biografia ao mesmo tempo mais e menos minuciosa. Além de um índice remissivo não apenas de nomes, a obra também traz momentos/situações chave na vida de Lennon e uma amostra generosa de sua coleção particular de fotografias familiares inéditas. Certa vez John Lennon afirmou que os Beatles eram mais famosos que Jesus. Essa fama acarreta, quanto ao conhecimento dos personagens, um efeito duplo: de um lado, sabe-se "tudo" de suas vidas; de outro, tal familiaridade impede o recuo necessário para passar por cima dos mitos cristalizados no caminho. Se já se sabe tudo, nada há a questionar e, principalmente, a descobrir. Este é o ponto de partida da meia-irmã de Lennon ao escrever sua biografia. Ou seja, que muitas das certezas sobre a vida do seu irmão são mitos. Não no sentido de serem mentiras factuais, mas no de serem tão erroneamente interpretados que já não correspondem à verdade. Nas palavras da autora: "Este livro é a minha tentativa de dar sentido à minha própria vida e a do meu meio-irmão John. Todas as famílias têm histórias secretas e a maioria passa suas vidas tentando mantê-las escondidas até mesmo uns dos outros. Na nossa, entretanto, as histórias escondidas têm sido penduradas em uma tela gigante nos céus, convidando à verificação e crítica de todos e à pesquisa e dissecação dos especialistas em Beatles e em John. Tivemos que deixá-los continuar, sabendo que grande parte as histórias estavam erradas. Na verdade, tantas coisas inexatas têm sido escritas sobre John e nossa família que, às vezes, tenho que lembrar a mim mesma essas verdades básicas".

Em novembro de 2017, Julia Baird, esteve na PUC-Rio para uma conversa com beatlemaníacos. A autora de “Imagine: crescendo com meu irmão John Lennon” autografou livros e falou sobre a infância, adolescência e do legado do artista para o mundo.