domingo, 14 de fevereiro de 2021

THE BEATLES – GEORGE HARRISON - ONLY A NORTHERN SONG*****

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“Only a Northern Song” é uma canção dos Beatles que aparece no filme e no álbum Yellow Submarine de 1969, escrita e cantada por George HarrisonA base da faixa foi gravada em 13 de fevereiro de 1967, com overdubs adicionados posteriormente. Originalmente, a faixa deveria aparecer no álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, mas foi rejeitada. De acordo com o engenheiro de som dos Beatles, Geoff Emerick, a música foi deixada de fora do álbum porque o grupo achou que ela não combinava com as outras músicas. Tendo uma letra que faz referência ao próprio autor, uma forma musical não convencional e instrumentação pouco usual, incluindo trompetes distorcidos, um órgão com reverb, sinos e guitarras distorcidíssimas, esta é uma das músicas mais psicodélicas dos Beatles.
Ao longo da música, Paul McCartney toca trompete, assim como os outros membros tocam instrumentos de percussão tais como sinos e tímpanos. Um mellotron também pode ser ouvido em algumas partes. Uma versão editada e ligeiramente acelerada sem os overdubs (apenas órgão, bateria, baixo e vocal) foi lançada no Anthology 2 em 1996, com uma tomada vocal diferente contendo alguma variação na letra. Como a música foi feita com duas tomadas separadas tocando em sincronia, a mixagem original, monofônica, só foi lançada em 1999, quando uma versão remixada da faixa foi lançada no álbum Yellow Submarine Songtrack.

A letra mostra o descrédito de Harrison com a própria música, concluindo cada verso com a frase "It's only a Northern song" ('É apenas uma canção do Norte'), que ele explicou se referir tanto à cidade natal dos Beatles, Liverpool, que fica no norte da Inglaterra, como à companhia de publicações Northern Songs. A música às vezes é interpretada como uma zombaria à Lennon/McCartney, fazendo referência às letras e músicas psicodélicas que os dois faziam na época, e como uma reação às atitudes de menosprezo de Lennon e McCartney com as composições de Harrison, com ele cantando indiferentemente "It doesn't really matter what chords I play / What words I say or time of day it is / As it's only a Northern song" ('Não importa realmente que acordes eu toque / Que palavras eu diga ou que hora do dia é / Já que é apenas uma canção do norte').
Em seu livro "The Beatles - Gravações Comentadas & Discografia Completa", Jeff Russel diz o seguinte: "Esta faixa parece refletir o descontentamento de George Harrison com o projeto. A letra se compõe de comentários breves, ligados ao que pode ser considerado livremente como uma canção, e o título é uma cutucada sarcástica na editora musical Northern Songs - que detinha os direitos das músicas dos Beatles. O fundo instrumental é formado por uma cacofonia que remete a "Tomorrow Never Knows" e "Revolution 9", e a bateria de Ringo e o baixo de Paul são quase que seus únicos elementos musicais. O órgão da introdução é harmônico, mas se perde em meio às contínuas intervenções e interrupções de instrumentos fora de tom".

sábado, 13 de fevereiro de 2021

PAUL McCARTNEY - SLIDIN' (OFFICIAL TRAILER)

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RINGO STARR - DEVIL WOMAN - INFERNAL!

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Com seu terceiro álbum solo – Ringo, o ex-baterista dos Beatles, Ringo Starr finalmente colocou sua carreira solo em ação, mostrando que ele tinha muito mais a oferecer do que seus excêntricos dois primeiros álbuns solo, Sentimental Journey e Beaucoup Of Blues, ambos lançados em 1970. Emitido três anos depois, em 2 de novembro de 1973, Ringo foi um álbum muito mais satisfatório, feito com um grande orçamento e apresentando um incrível elenco de músicos de apoio - entre eles, os outros três ex-Beatles em faixas separadas.
Em sua resenha do álbum, a revista Rolling Stone disse: “Este álbum de Ringo Starr é o primeiro a realmente invocar a aura dos Beatles”. Isso se deve ao fato de John Lennon, George Harrison e Paul McCartney terem contribuído como compositores, cantores e instrumentistas no álbum, através de sessões de gravação que começaram em março de 1973 e terminaram naquele verão. No entanto, em nenhuma única faixa, todos os quatro aparecem juntos. Mas não foram apenas os convidados especiais que fizeram Ringo tão bem-sucedido: Starr desenvolveu sua própria causa ao coescrever dois dos 10 singles do álbum, o No. 1 “Photograph” e “Oh My My”, que traziam backing vocals da estrela da Motown, Martha Reeves. Um álbum impecável, recheado de hits que mais parece uma coletânea de grandes sucessos. Em todas as faixas, embora o alcance vocal de Ringo não seja particularmente amplo, ele canta com entusiasmo. Um dos grandes destaques do álbum, é uma faixa composta por Ringo e Vini Poncia - "Devil Woman", um hard rock clássico e pesado com letras atípicas de Ringo: "Você é como o diabo com chifres na cabeça. A única maneira que vou te ter, é tendo você na cama", não é o tipo de material geralmente associado ao homem que compôs e cantou "Jardim do Polvo".
Conduzida por guitarras estridentes e pontuada por uma seção de metais, a música é de uma qualidade admirável. Além de entrar no álbum, "Devil Woman", também foi lançada como lado B do single número 1, com You're Sixteen do lado A.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

JOHN LENNON - NEW YORK CITY - THE SONG - SENSACIONAL!

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"New York City" de John Lennon, foi lançada pela primeira vez em seu álbum Some Time in New York City de 1972. "New York City" foi inspirada pela mudança dos Lennons para a cidade de Nova York e nas pessoas que logo conheceram na cidade. Ele começou a compor a música logo depois de se mudar para lá em 1971, e algumas semanas depois, completou a primeira estrofe, embora o resto fosse apenas um esboço. Uma versão inicial aparece no filme de Lennon e Ono, Clock, filmado em setembro de 1971. Lennon continuou a expandir as letras e a fazer gravações demo da música, incluindo uma versão acústica do final de 1971 que aparece na box John Lennon Anthology. A versão final lançada no álbum foi gravada em 1972 com a superbanda Elephant's Memory de apoio.

"New York City" é, de certa forma, uma sequência de "The Ballad of John and Yoko". Como na canção dos Beatles, "New York City" fornece um relato direto dos eventos recentes na vida de Lennon. Entre eles, seu encontro com o músico de rua David Peel, seu concerto com Frank Zappa em Fillmore East, o encontro com a Elephant's Memory, seu concerto beneficente na Prisão Estadual de Attica no Apollo Theatre e sua visita ao Max's Kansas City. Na letra, também há referência aos problemas de imigração de Lennon. Em resposta ao governo dos EUA tentando deportá-lo do país, Lennon retruca que ele vai morar em Nova York, gostem ou não, e que "a Estátua da Liberdade disse para vir".
"New York City" foi tocada nos shows ‘One To One’ no Madison Square Garden em 30 de agosto de 1972. Lennon e Ono encabeçaram os shows da tarde e da noite, que ajudaram crianças deficientes. Uma gravação do primeiro show (tarde) foi lançada em 1986 como o álbum Live In New York City. A apresentação de Nova York abriu os shows e o álbum.

IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON - 1972

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ALMANAQUE DOS ANOS 70 - ANA MARIA BAHIANA

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Quando começou essa onda de aparecerem ‘almanaques disso’, ‘almanaques daquilo’, foi publicado um em especial que eu achei o maior barato. Era o “ALMANAQUE DOS ANOS 70” de autoria da jornalista Ana Maria Bahiana. No livrão (416 páginas), a jornalista conduz o leitor para um mergulho numa época de desbunde. Mostra, através de uma ampla pesquisa e análises inteligentes, que os anos 70 são uma década fraturada no meio, aqui e no mundo. A proposta do Almanaque é manter uma perspectiva da época, e não um olhar posterior, saudosista. Mas está tudo nele, muito bem documentado e fartamente ilustrado. "Ao contrário dos anos 80, que são bastante homogêneos, os 70 são idiossincráticos e tribais", explica a autora. Lançado em 2006, é uma tremenda viagem por ícones, estilos, músicas, ídolos, galãs, estrelas, verbos, curtição, esportes, mídias, brinquedos, guloseimas e muito, muito mais sobre tudo que aconteceu naquela década inesquecível. Interessantíssimo é pouco! Aqui, a gente confere uma resenha publicada na Folha de São Paulo, de 1º de junho de 2006, assinada por Eduardo Simões:

Almanaque Anos 70 revive do jeans surrado a guloseimas ilegais - A jornalista Ana Maria Bahiana foi uma típica "gata" dos anos 70. Vestia camisetas com silk screen, jeans surrado da lendária loja Lixão ou saia de "carne-seca", um baratíssimo tecido de algodão cru. Ouvia A Bolha e dançava no Frenetic Dancin' Days, no Rio, ou no Be Bop a Lula, em São Paulo. Seu "conhecimento de causa" lhe rendeu o convite para assinar o "Almanaque Anos 70", que acaba de ser lançado. Com tiragem inicial de 20 mil cópias, o livro pega carona no sucesso de seu antecessor na Ediouro, o "Almanaque Anos 80", de Luiz André Alzer e Mariana Claudino, que vendeu cerca de 100 mil exemplares e ficou 56 semanas na lista de mais vendidos da Folha. Já estão programados os almanaques para os anos 50 (de Sérgio Augusto, em dezembro) e 90 (de Silvio Essinger, em 2007).
Ao longo de 416 páginas, ilustradas com cerca de 500 imagens, a década aos olhos de Bahiana aparece dividida em duas partes (de 1970 a 1974 e de 1975 a 1979) e espelhada em oito temas (ícones, estilo, música, verbo, artes & manhas, curtição, esporte e mídia). "Eu me tranquei por um mês no Arquivo da Cidade [Rio] e mandei descer tudo dos anos 70. Não me interessava tanto pela notícia, mas pelo avesso dela, a foto, o classificado, o anúncio", conta Bahiana, que tem mais dois projetos "setentistas" na manga: o filme "1972", de que é roteirista e que estréia no segundo semestre, e uma "trilha sonora" do livro, com Raul Seixas, Novos Baianos etc., que sai no fim do mês.

No livro, Bahiana retrata os anos 70 através de ícones locais (Leila Diniz grávida, de biquíni) e internacionais (Farrah Fawcett, de "As Panteras", "o cabelo mais copiado do mundo"). E relembra que, no esporte, a década começou com o tricampeonato na Copa do México: "Jairzinho, Gerson, Tostão e Pelé são os ícones da época. Mas o Brasil torcia trincado porque a ditadura explorava a seleção", diz a jornalista, que recorda ainda o início da época de ouro do Flamengo, com Zico, o bicampeonato do Palmeiras com Ademir da Guia e a quebra de um jejum de 22 anos do Corinthians, em 1977.
Na música, Bahiana diz que encontrou o "baú do tesouro", com álbuns "essenciais" (como "Transa", de Caetano) e "shows que todo o mundo comentou", como Refestança, com Rita Lee e Gil. Já a política aparece dispersa no almanaque. Entre os ícones políticos, o hoje presidente Lula aparece na capa de um exemplar do jornal gay "Lampião da Esquina", em que fala sobre "greves, bonecas e feministas", em julho de 1979. "Lula começa a aparecer apenas no fim da década, ele é mais uma figura dos anos 80. Nos 70, há duas figuras: Vladimir Herzog, cuja morte sacode a mídia, e Gabeira, que era o 'poster boy' da Anistia com a sua tanga". O capítulo da "curtição" foi o mais curtido por Bahiana. Nele, a jornalista identifica uma "expressão totalmente anos 70", no que chama de "guloseimas legais e ilegais, viagens físicas ou não, tudo que dava prazer".
E aqui, com a exclusividade de sempre, a gente confere o prefácio do livrão escrito pela própria autora Ana Maria Bahiana.
Quem viveu intensamente os anos 70 está condenado a não se lembrar deles. Pelo menos não inteiramente. Há uma ironia tão grande nisso, uma ironia tão... anos 70... Porque foi uma década de experiências, com muito pouca intermediação. Não importava, realmente, se havia ou não registro, memória, inventário do que se experimentava. A captura do momento fugaz, em toda a sua intensidade, era privilégio e tormento de cada uma, de cada um. Não eram experiências para serem lavradas em ata. Eram para ser carregadas no mais fundo da alma. Uma coisa interessante acontece quando nos abandonamos assim tão completamente ao vôo do instante: ele assume as características do sonho, algo muito nítido guardado numa outra realidade que não conseguimos mais habitar inteira­mente mas temos certeza de que existe, existiu. Na nitidez da distância, os anos 70 aparecem com uma importância que não se suspeitava: as raízes das delícias e dos horrores do novo século estão inteirinhas ali. O triunfo do corpo, o terror político. Interatividade e crise do petróleo. Fartura, escassez. Aiatolás no Irã, um mentiroso na Casa Branca. A pos­sibilidade de uma sociedade mais justa, com lugar para as vozes de mulheres, homossexuais, crianças, jovens, místicos, alterna­tivos, e a realidade de sociedades em que nada disso era sequer o esboço de uma vontade. Ao organizar fragmentos e vestígios desses portentos e expe­riências, quis em primeiro lugar, como nos 70, evitar a inter­mediação. Quis salpicar toda a viagem com o material de origem, deixar os personagens, os incidentes, os detalhes falarem por si mesmos, com suas próprias vozes. Por isso, também, não há menções ao futuro, ao que acontece depois com nossos personagens. É como se nada existisse depois de 1979, porque, em 1979, nada existia depois, apenas possibi­lidades e alguns medos. Pode-se abrir este Almanaque e lê-lo em qualquer pedaço, em qualquer ordem — cada experiência é uma experiência. Mas, para efeito de organização, ele se divide como a década, nitida­mente em dois. Porque os 70 não são apenas individuais, idios­sincráticos, tribalizados: eles também são duas décadas em uma. No Brasil e no mundo, acontecimentos claros balizam as duas décadas que são os 70. A primeira delas é o rescaldo dos 60, e seu eixo de tensão é polarizado — caretas de um lado, desbun­dados do outro. Sistema e alternativa. Superfície e subterrâneo. No Brasil, o subterrâneo é mais embaixo: de 1970 a 1974 vive-se sob a sombra do AI-5, no governo Médici, no qual quase tudo é proibido. No exterior, os primeiros 70 são os anos Nixon, a agonia do mili­tarismo americano no Sudeste Asiático. Watergate, a derrota no Vietnã e a escalada do poder da Opep marcam -o final da primeira década lá fora. É uma era psicodélica: as drogas em uso são as da calma, da reflexão, da viagem. É uma década de silêncio, forçado ou escolhido. A segunda década é a pré-estreia dos 80. A diversão é sua palavra de ordem, a dança, sua expressão. No Brasil, são os anos da abertura, culminando com a anistia e o governo Figueiredo. A tensão se desfaz em vários núcleos: discotequeiros e punks, roqueiros e naturebas, surfistas e playboys. É uma era trincada: a cocaína torna-se onipresente a partir de 1975, mudando tudo — a percepção do tempo, a estru­tura do crime, a intensidade e o ritmo da música, as defor­mações do afeto, a distribuição do poder nas cidades. É uma década de ruído. Para balizar a jornada, escolhi David Bowie, alguém que soube transformar a experiência de viver em obra de arte, e a obra de arte em experiência de vida. Olhando para David Bowie, é sem­pre possível saber onde se está na década. Enfim: não é um mapa, é uma confeitaria. Não é necessário nem ter vivido então ou sequer ter nascido por lá. O tempo fica e está sempre disponível. Nós é que passamos. Se liga nessa.

GEORGE HARRISON - I'D HAVE YOU ANYTIME - "LINDA!"

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"I'd Have You Anytime" foi composta por George Harrison e Bob Dylan no final de 1968, quando o Beatle estava perto de Woodstock, em Nova York. Foi gravada e lançada por Harrison como a faixa de abertura de seu álbum de 1970 triplo All Things Must Pass.
Embora os dois músicos tenham se conhecido em Nova York, em 1964, a amizade entre George Harrison e Bob Dylan parece ter aflorado em maio de 1966, quando Harrison, junto com John Lennon e Paul McCartney, visitaram o cantor em seu hotel em Londres. A relação de Dylan com Lennon muitas vezes parecia um teste competitivo. Para McCartney, Dylan era "cooler". Para o produtor Bob Johnston, Lennon, Harrison e McCartney chegaram para o encontro com Dylan no hotel como "Beatles" e sairam como três indivíduos distintos - tal era a influência filosófica de Dylan em compositores colegas na época. Depois do auge criativo do cantor americano em meados de 66, Dylan se retirou para Bearsville, em Nova York, com sua banda de apoio 'The Hawks', a fim de se recuperar de um acidente de moto e criar uma família com sua esposa, Sara Lownds. Pouco se ouvia falar dele durante 1967/68, e todos aguardavam seu retorno. Embora Dylan tenha desprezado a obra-prima 'Sgt.. Banda Pepper Lonely Hearts Club Band', Harrison, manteve-se um grande fã dele - Blonde on Blonde foi o único álbum de música ocidental, levado pelo Beatle com ele para Rishikesh, em fevereiro de 68.

Mais tarde, no final de 1968, tendo passado grande parte de outubro e novembro em Los Angeles, George Harrison e sua mulher Pattie Boyd foram convidados para passar o feriado com os Dylans quando se encontravam no Catskills como convidados do gerente de Albert Grossman. Apesar de excitação de Dylan com sua chegada, Harrison o encontrou reservado e desconfiado, em contraste com o indivíduo, franco e iluminado que ele tinha feito uma conexão dois anos antes.

Tudo isso mudou no terceiro dia, quando as guitarras foram tiradas dos cases e "a coisa se soltou". Bem mais conhecido por sua abordagem pouco sofisticada musicalmente, sobretudo em comparação com a "paleta harmônica" dos Beatles, Dylan estava ansioso para aprender alguns acordes mais avançados como os que Harrison havia alcançado para a abertura da canção. Para quebrar as barreiras que Dylan havia imposto durante a visita até aquela altura, George compôs:
"Let me in here
I know I’ve been here
Let me into your heart
Let me know you
Let me show you
Let me grown upon you"
Ao mesmo tempo, ia empurrando Dylan a usar algumas palavras de seu próprio vocabulário que Dylan repondia no coro:
All I have is yours
All you see is mine
And I’m glad to hold you in my arms
I’d have you anytime.
"Linda. Era isso". Harrison concluiu em sua autobiografia sobre "I'd Have You Anytime". E é mesmo!

EVAN RACHEL WOOD - I'D HAVE YOU ANYTIME

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"I'd Have You Anytime", em estilo Jazz, interpretada por Evan Rachel Wood (a moçinha do filme “Across The Universe – 2007) – aparece no minidocumentário sobre a gravação da música composta em 1968 por George Harrison & Bob Dylan - incluída no álbum Chimes of Freedom: As Canções de Bob Dylan em Homenagem aos 50 Anos da Anistia Internacional

THE BEATLES - HONEY PIE - SENSACIONAL! *****

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“Honey Pie” era uma homenagem de Paul para seu pai, Jim McCartney. “Meu pai sempre tocou músicas antigas ótimas como essa, e eu gostava delas. Queria ter sido compositor nos anos 1920 porque gosto dessa coisa de fraque e cartola”, disse McCartney.
Os Beatles começaram a gravar Honey Pie em 1 de outubro de 1968 , no Trident Studios em Wardour Street, em Londres. Apenas foi registada uma única tomada no primeiro dia, embora seja provável que um número de tentativas de ensaio tinham sido previamente gravadas e limpas. McCartney tocou piano, Harrison estava em um baixo Fender de seis cordas, Lennon tocou uma guitarra elétrica, e Ringo estava na bateria. No dia seguinte, McCartney gravou seus vocais, e uma parte de guitarra foi adicionado. De acordo com George Harrison, John Lennon tocou o solo de guitarra: “John tocou um solo brilhante no Honey Pie - soou como Django Reinhardt ou algo assim. Ele era um deles, onde você apenas fecha os olhos e deixa acontecer para acertar todas as notas certas ... parecia um pequeno solo de jazz”, disse Harrison.

O arranjo de sopros foi preparado por George Martin, a partir de uma mistura feita no final da primeira sessão no Trident - foi gravado em 4 de outubro. Escrito no estilo jazz dos anos 1920, e que contou com cinco saxofones e dois clarinetes.
“Nós colocamos um som na minha voz para soar como um disco velho arranhado. Portanto, não é uma paródia, é uma homenagem à tradição vaudeville e foi criado a partir daí”. disse McCartney. O autor Steve Turner, em seu livro “The Beatles – A História por Trás de Todas as Canções”, acha que “Honey Pie” foi outra das influências sobre Charles Manson, assim como “Helter Skelter” e “Piggies”. Ele diz: Manson voltou a encontrar instruções em “Honey Pie”. Afinal, ela era endereçada às pessoas nos Eua, convidando-as a revelar a magia de sua ‘Hollywood Song’. Manson vivia perto de Los Angeles. Não era óbvio?”. Eu não acho assim tão óbvio, não. Seja como for, participaram: Paul McCartney: vocais, piano; John Lennon: guitarra solo e base; George Harrison: baixo de 6 cordas; Ringo Starr: tambores; Dennis Walton, Ronald Chamberlain, Jim Chester, Rex Morris, Harry Klein: saxofones; Raymond Newman, David Smith: clarinetes. O produtor foi George Martin e o engenheiro, Barry Sheffield.

JANE BIRKIN AND SERGE GAINSBOURG - ESTRANHA FASCINAÇÃO - JE T’AIME MOI NON PLUS

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A década de 1960 foi, para muitos, um período chocante, mas "JE T’AIME MOI NON PLUS", de Serge Gainsbourg, com seu título sempre sussurrado e simulação dos sons de um casal em pleno sexo, além de um órgão ao fundo, forçou os limites da aceitação mais que qualquer outra música. Originalmente, a música foi inspirada pela atriz, modelo e cantora Brigitte Bardot, e ficou famosa na voz da também atriz, modelo e cantora inglesa Jane Birkin.
Bardot já havia gravado algumas músicas de Gainsbourg antes de eles aparecerem juntos em um programa de TV do horário nobre, no final de 1967. O segundo casamento de Bardot estava enfrentando problemas, e ela e Gainsbourg descobriram uma atração mútua. Ela o convidou para aparecer em seu programa de TV e ele começou a compor novas músicas para ela. Nessa época, eram amantes, mas atuaram juntos em filmes franceses já em 1959. Nos anos 60, eles cantavam músicas de Gainsbourg no programa de Bardot. O cenário de "Comic Strip" refletia a psicodelia pop da época, e, ao tocar "Bonnie and Clyde", eles se fantasiavam de criminosos.

Bardot tinha pedido a Gainsbourg para compor para ela "a mais linda canção de amor imaginável", e ele gravou uma canção musicalmente inspirada no supersucesso do ano anterior, "A Whiter Shade of Pale", de 1968. Mas, quando surgiram fofocas sobre carinhos exagerados nas sessões, o marido de Bardot, o industrial alemão Gunther Sachs, exigiu que o lançamento fosse retirado de circulação.
Jane Birkin ficou feliz em assumir o lugar de Bardot. Birkin havia seguido os passos de sua mãe, Judy Gamble, que em sua época era uma renomada atriz e musa do dramaturgo Noel Coward. Ela cresceu em um ambiente artístico, junto com seu irmão mais velho, Andrew, e sua irmã, Linda. Em 1968, o diretor francês Pierre Grimblat começou a procurar uma jovem atriz inglesa para estrelar seu filme Slogan. Birkin se aventurou a cruzar o Canal da Mancha para fazer um teste para o papel da protagonista sem jamais suspeitar que estaria deixando a Inglaterra para sempre. Grimblat pensara em escalar Marisa Berenson, mas ficou tão impressionado com o teste de Jane, que lhe ofereceu o papel, embora na época ela não falasse uma palavra de francês. Birkin e Gainsbourg, que acabara de completar 40 anos, se conheceram e se apaixonaram no set de Slogan. Na época, ela havia se separado do célebre compositor trilhas sonoras John Barry (com quem tivera uma filha) e era mais conhecida por ter mostrado tudo enquanto se divertia com o ator David Hemmings no filme Blow-Up - Depois daquele beijo, de 1966, de Antonioni.
"Serge fez essa canção de amor que significa 'Eu te amo, eu também não'", ela explicou. "Ele me pediu para cantá-la uma oitava acima de Bardot, de modo que eu soasse como um menino de coro. Eu disse sim porque morri de medo de que alguma outra garota bonita a cantasse em meu lugar". Outra mulher, a rainha Juliana da Holanda, chegou a intervir, usando sua posição como acionista majoritária da Philips Records para tirar a música de circulação. Nessa época, a canção de Gainsburg estava em 2° lugar na Grã-Bretanha pelo selo Fontana, da Philips. Ela foi banida pela BBC (que, em seu lugar, tocava uma versão cover instrumental chamada "Love at First Sight" e denunciada pelo Vaticano em uma declaração no jornal oficial Ubsservatore. Mas a "Je T'Aime" genuína reapareceu sem alarde pelo selo independente irlandês Major Minor e tornou-se um sucesso em toda a Europa, com vendas que, somente na França, superaram a marca de um milhão.
Gainsbourg declarou que aquela era a "canção de amor suprema". A letra representa um diálogo imaginário, em francês, entre dois amantes durante um encontro sexual. A letra da música - antes de culminar em um orgasmo simulado por Birkin - inclui: “Eu vou e venho, entre seus flancos Você é a onda, eu, a ilha nua. Amor carnal é sem compromisso”.
Birkin revelou, mais tarde, que a música foi gravada em um estúdio próximo ao Arco de Mármore, em Londres, e que, durante a sessão, seu parceiro fazia sinais com as mãos "para eu diminuir os sussurros e gemidos. Ele estava com medo de eu não conseguir cantar as notas mais agudas".

Jane se mudou para o apartamento de Gainsbourg em Paris, na Rue de Verneuil, e o casal passou a ter uma vida mais calma. Kate, a filha do primeiro casamento de Jane, começou a passar mais tempo com eles, e Gainsbourg a criava como seu fosse sua.
Profissionalmente, o incorrigível Gainsbourg continuou a forçar os limites da aceitabilidade, estreando a carreira de cineasta em 1975, quando dirigiu Birkin em um filme que levaria o nome de seu grande sucesso (no Brasil, intitulado Paixão Selvagem). Nesse filme, ela desempenhou o papel de um rapaz que se tornou objeto de interesse amoroso de um caminhoneiro gay.

Gainsbourg e Birkin nunca se casaram, mas tiveram um longo relacionamento, que teve como fruto uma filha, a atriz e cantora Charlotte Gainsbourg. Eles se separaram em 1980; dois anos depois, Birkin deu à luz sua terceira filha, Lou Doillon, de seu relacionamento com o diretor Jacques Doillon.

Ela continuou a atuar e cantar, e, paradoxalmente, a parceria artística com Gainsbourg floresceu quando foi restabelecida, em 1983. "Poderiam achar que seria mais difícil trabalharmos juntos depois de termos nos separado, mas foi justamente o contrário. Quando estávamos juntos, ele sempre compunha para mim músicas mais levianas. Eu era uma doce Lolita, às vezes quase uma prostituta ou uma menina assanhada pegando carona com caminhoneiros". Depois, ela explicou, as músicas ficaram mais sombrias e mais profundas.

O álbum Version Jane, lançado em 1995, composto inteiramente por clássicos de Gainsbourg, incluía um grupo de seletos músicos franceses modernos que Birkin havia convidado para ajudá-la a rearranjar as músicas. Jane também teve seu nome emprestado à bolsa ícone da Hermes - a bolsa Birkin - em 1984. Ela se envolveu em causas humanitárias ligadas ao bem-estar de imigrantes e à aids e recebeu a Ordem do Império Britânico e a Ordem de Mérito Nacional da França em reconhecimento por seus esforços.
Gainsbourg morreu em 1991 e, apesar de Birkin ter continuado a cantar suas músicas em shows, nunca cantou "Je TAime (Moi Non Plus)". No entanto, ela ainda tem orgulho de seu maior sucesso: "Uma vez, durante uma recente visita a Londres, um motorista de táxi me disse que ele teve três filhos por causa daquele disco. Então, pourquoi pasl Se você vai ser famoso por uma coisa apenas, essa música é uma boa opção".
SERGE GAINSBOURG (1928-1991) ficou famoso fora da França sobretudo por sua obra-prima sussurrada "Je TAime (Moi Non Plus)", a única música francesa que já chegou ao topo das paradas britânicas; mas, na França, ele representava uma das figuras culturais mais potentes do pós-guerra. Sua poesia era comparada à de Rimbaud e Baudelaire, sua moralidade, à do Marquês de Sade, e sua sobriedade, à de Thénadier, de Os Miseráveis. Ele recebeu o título de Cavaleiro das Artes e Letras na França, a maior honra artística de seu país. A biografia cinematográfica dirigida por Joann Sfar, Serge Gainsbourg: Víe Héroíque, foi lançada em 2010 e estrelada por Eric Elmosnino no papel de Gainsbourg.
JANE BIRKIN é considerada uma estrela de primeira grandeza na França há mais de cinco décadas e seu rosto já ilustrou a capa de centenas de revistas. Seu status de ícone pop deve-se não apenas aos muitos filmes em que atuou, mas também ao seu relacionamento com Serge Gainsbourg e às músicas que compuseram juntos.
A matéria original sobre Jane Birkin e Serge Gainsbourg foi publicada originalmente em 23 de julho de 2010. Não deixem de conferir, absolutamente imperdível: JANE BIRKIN - JE T'AIME... MOI PLUS (EU TE AMO...EU MAIS). Na época, ela estava com 63 anos. Agora está com 74. Aqui a gente confere duas versões em vídeo do clássico que, em muitos países virou clichê de motel.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

7/2/1964 – OS BEATLES CONQUISTAM A AMÉRICA

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Há 57 anos, o dia 7 de fevereiro de 1964 entrou para a história não só na carreira dos Beatles como de toda a cultura ocidental. Pela primeira vez, os Beatles partiram rumo aos Estados Unidos da América, terra nunca antes desbravada por uma banda inglesa. Antes de embarcarem, em Heathrow, deram uma entrevista coletiva no aeroporto de Londres e John e Cynthia apareceram pela primeira vez oficialmente como casal. Em seguida, os Beatles e sua comitiva, acompanhados por fotógrafos e jornalistas, além do produtor musical Phil Spector e suas Ronnetes que estavam no mesmo voo seguiram rumo à Nova Iorque no Pan American Flight 101. Às 13h35 desembarcam no aeroporto Kennedy. Bem diferente de todas as suas apreensões, foram recebidos por cerca de três mil fãs enlouquecidas (estima-se que o aeroporto nunca tenha experimentado tal número).

Após uma coletiva de imprensa, os Beatles partiram em limusines rumo ao centro de Nova Iorque. No caminho, Paul McCartney ouviu o seguinte comentário corrente numa rádio local: "Eles (The Beatles) acabaram de deixar o aeroporto e estão próximos de Nova Iorque…". Quando chegaram ao Plaza Hotel, foram recepcionados por centenas de fãs – a maioria garotas – e repórteres. George Harrison teve uma febre de 39 ℃ no dia seguinte e teve que permanecer em repouso, de modo que Neil Aspinall o substituiu no primeiro ensaio da banda para a aparição no The Ed Sullivan Show. Enquanto isso, na Inglaterra, o jornal New Musical Express revelava que Brian rejeitou uma oferta de 8 mil libras para os Beatles tocarem no Madison Square Garden. Então, começou definitivamente, a conquista das terras do Tio Sam.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

RINGO STARR - I CALL YOUR NAME - SENSACIONAL!

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Depois de vários anos sem aparecer aqui, a gente confere novamente esta excelente versão com o grande Ringo Starr cantando o clássico de John e Paul "I Call Your Name". É curioso observar que ele está comandando metade dos Traveling Wilburys: Jeff Lynne, Tom Petty e Jim Keltner estão com ele. Joe Walsh também! Esse vídeo foi gravado para o especial em tributo a John Lennon pelos 10 anos da sua morte. Abração!

WINGS - GIVE IRELAND BACK TO THE IRISH*****

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Apesar de ter sido censurada pela BBC, a faixa composta em protesto ao infame "Domingo Sangrento" chegou ao 1º lugar nas paradas em diversos países como Espanha e Irlanda. McCartney compôs a faixa no dia 1º de fevereiro de 1972, dois dias após o incidente que causou a morte de vinte e sete civis, metralhados por soldados a serviço se Sua Majestade na cidade de Deny, Irlanda do Norte. Sobre esse mesmo episódio, John Lennon também manifestou sua indignação em "Sunday Bloody Sunday" e "The Luck Of The Irish" no álbum Some Time In New York City.

THE BEATLES - PENNY LANE - ✶✶✶✶✶✶✶✶✶✶

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Há 54 anos, no dia 5 de fevereiro de 1967, os Beatles filmaram partes do vídeo promocional de “Penny Lane”. Apesar de parecer surpresa para muitos novos fãs, o sensacional vídeoclipe (que ainda não tinha esse nome) - filme promocional para a música, não foi filmado em Penny LaneOs Beatles estavam relutantes em viajar para Liverpool. Foram filmadas cenas de rua e em torno de Angel Lane em East End de Londres. A sequência de John Lennon andando sozinho foi filmada na King's Road (em Markham Square), em Chelsea.
As cenas externas com os cavalos, foram filmadas em Knole Park, em Severínia, em 30 de janeiro de 1967, onde "Strawberry Fields Forever" também foi rodado. Ambos os vídeos - dirigidos pelo sueco Peter Goldmann - foram selecionados pelo MoMA de Nova York como alguns dos vídeos musicais mais influentes da segunda metade dos anos 1960. Cenas da ‘verdadeira’ Penny Lane foram incluídas - como o ônibus verde de Liverpool e uma breve tomada de cima do "abrigo" no meio da rotatória, mas nenhum dos Beatles aparece nessas cenas.