Acabaram nesta sexta (22) as entradas para a apresentação de Paul McCartney, no Estádio Couto Pereira, no próximo dia 30 de março. A última vez que ele se apresentou em Curitiba foi em 1993 na Pedreira Paulo Leminski. Em São Paulo, ainda existem ingressos para o show extra do dia 27. O primeiro show, na terça-feira, dia 26, também está esgotado. Na capital paulista, os shows acontecem no Allianz Parque. Paul McCartney traz para a América do Sul sua nova The Freshen Up Tour, incluindo shows no Brasil, Chile e Argentina. Lançada em setembro de 2018 no Canadá, a turnê recebeu críticas positivas da imprensa e do público. Em outubro, a turnê fez parte do 17º Austin City Limits, nos Estados Unidos. Em novembro, Paul completou a agenda japonesa da turnê. O lançamento da turnê coincidiu com Paul McCartney conquistando a posição #1 na Billboard com seu novo álbum, bem como liderando as paradas em muitos países ao redor do mundo. A última viagem de Paul McCartney à América do Sul foi em 2017, com a One on One Tour. Nesta turnê, o artista recebeu prêmio pela venda de mais de 1,5 milhão de ingressos só no Brasil em todos os tempos, incluindo seu histórico show no Maracanã, no Rio de Janeiro, em 1990. Nesta apresentação, Paul McCartney estabeleceu o recorde mundial para o maior público em estádio de todos os tempos - 184.000 pessoas! A experiência de assistir um show ao vivo de Paul McCartney é tudo o que um amante de música poderia querer de um show de rock: quase três horas dos melhores momentos dos últimos 50 anos da música, dezenas de canções de Paul, dos Wings e, claro, dos Beatles. Como se fossem as trilhas sonoras de nossas vidas. Paul e sua banda já se apresentaram em diversos locais incluindo Américas, Reino Unido, Europa, Japão, Austrália e Nova Zelândia. Essa agenda inclui shows em locais ícones como; próximo ao Coliseu, em Roma; a Praça Vermelha, em Moscou; o Palácio de Buckingham, em Londres; a Casa Branca, em Washington; um show gratuito no México para mais de 400.000 pessoas; e o último show no Candlestick Park, em São Francisco, onde os Beatles tocaram pela última vez em 1966; uma semana de 2016 no deserto da Califórnia que incluiu dois shows no festival Desert Trip e um show especial para algumas centenas de fãs sortudos no Pappy & Harriet’s Pioneertown Palace; e até mesmo uma apresentação ao vivo no espaço. Nos últimos 15 anos, Paul McCartney se apresenta com a banda formada por: Paul “Wix” Wickens (teclados), Brian Ray (baixo / guitarra), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr (bateria).
No dia 22 de março de 1963, os Beatles lançaram o álbum “Please Please Me”, há 56 anos. Com um disco simples, direto e alto astral, os então quatro garotos de Liverpool oficialmente estreavam no show bussines. O lançamento potencializou o surgimento da “beatlemania”, um fenômeno de adoração que continua até hoje e só parece ficar mais forte. Lançado em 22 de março de 1963, o sensacional disco de estreia dos Beatles esbanja frescor e vitalidade. A ideia original era gravar a banda ao vivo no Cavern, em Liverpool. Como as condições técnicas não eram adequadas, George Martin preferiu levar os rapazes para os estúdios de Abbey Road. O álbum todo foi gravado no dia 11 de fevereiro de 1963, com os trabalhos começando às 10 da manhã. O conceito foi mantido. O disco tinha que ser um registro de como os Beatles soavam no palco. Por isso tudo foi feito ao vivo, com poucos overdubs. O álbum mostra como Lennon e McCartney tinham florescido como compositores. Das 14 músicas, oito são da dupla. O disco foi “recheado” com "Love Me do", "PS I Love You", "Please Please Me" e "Ask Me Why", que tinham sido lançadas pouco antes em singles de sucesso. As outras faixas originais são exemplares. Uma delas, "I Saw Her Standing There", um rock cheio de energia concebido por Paul, logo se tornou Standart. "Misery" tinha sido escrita para a cantora Helen Shapiro. "There’s a Place", de Lennon, era original e personalíssima. "Do You Want To Know a Secret" foi escrita por John e Paul para Billy J. Kramer e no álbum ganhou o vocal de George. Os covers mostram que os Beatles estavam muito interessados no som criado pelos compositores americanos do Brill Building, que escreviam para os grupos de garotas. Assim tem "Chains"(The Cookies), "Boys" e "Baby It’s You" (The Shireless). A inclusão de "A Taste Of Honey" é uma amostra do ecletismo de Paul. A canção veio de uma peça de teatro, mas os Beatles se basearam na gravação de Lenny Welch. Em "Anna (Go With Him)", Lennon prestou homenagem ao mestre do R&B Arthur Alexander. Porém, ele se superou em "Twist And Shout". Foi a última música a ser gravada. John, que estava se recuperando de um resfriado, deu a performance da sua vida, berrando desbragadamente e fazendo todos esquecerem a versão original dos Isley Brothers.
George Martin, que tinha encanto pelo zoológico de Londres, pensou que seria uma boa publicidade para o mesmo se os Beatles posassem para a capa do álbum diante da casa de insetos do zoo, mas a Sociedade Zoologica de Londres não permitiu que isso fosse feito. Decidiu-se então que a foto da capa fosse dos quatro integrantes em um balcão da escadaria da EMI em Manchester Square. Esta foto tirada por Angus McBean e uma bem semelhante foi usada posteriormente para a capa da coletânea "The Beatles 1962-1966".O álbum foi
lançado no Reino Unido em versão mono no
dia 22 de março de 1963 e em versão estéreo em 26 de abril do
mesmo ano. Nos Estados Unidos, a maioria das canções de “Please
Please Me” foram lançadas no álbum da Vee-Jay Records chamado “Introducing... The Beatles" em 1964, e depois no álbum
da Capitol Records chamado “The Early
Beatles” em 1965. O álbum “Please Please Me” não foi lançado
neste país até a padronização mundial do catálogo dos Beatles. Para encerrar, a gente confere o texto original da contracapa do álbum, escrito por Tony Barrow.
A música “pop" é um movimento contagiante, nos dias de hoje. Os Beatles foram notados musicalmente, em outubro de 1962. Como revisor de discos, meu natural interesse pelo grupo impediu-me de tomar partido em seu primeiro sucesso. Dezoito meses antes da primeira visita deles aos estúdios EMI, em Londres, os Beatles já tinham sido eleitos os favoritos de Merseyside, e era inevitável que seu primeiro disco Parlophone, “LOVE ME DO", entraria diretamente em 1° lugar no “hit parade" local, em Liverpool. As chances do grupo de entrar na parada nacional de sucessos pareciam muito remotas, pois nenhum outro conjunto havia reunido os “best sellers” através de gravação em disco. Mas acontece que os Beatles fizeram história desde o início, e “LOVE ME DO" vendeu muitas cópias em suas primeiras 48 horas, subindo para os primeiros lugares do “hit parade" do país. Em tantos anos de trabalho, nunca vi um grupo britânico tomar a dianteira com tamanha rapidez. Nos seis meses que se seguiram à apresentação de “LOVE ME DO” entre as “20 mais", quase todos os jornais do país, que falavam de música, começaram a fazer elogios aos Beatles. Os leitores do “New Musical Express” elegeram os rapazes, o grupo mais popular, colocando-os, surpreendentemente, nas paradas, baseados, apenas, no lançamento de um disco. (1962/1963). As fotografias do grupo foram estampadas nas primeiras páginas de três jornais especializados no assunto. Todo mundo se interessou pelos novos sons vocais e instrumentais que os Beatles haviam introduzido na música. Brian Matthew (que havia apresentado os Beatles a milhões de expectadores e ouvintes em seus programas, “Thank Your Lucky Stars", “Saturday Club” e “Easy Beat”) descreve o quarteto como visualmente e musicalmente o mais excitante e completo grupo que apareceu desde THE SHADOWS. Revendo-se ou se produzindo disco, não se pode fazer previsões a longo prazo quanto ao seu sucesso. O hit parade nem sempre consegue manter as execuções mais notáveis do dia e por isso não se deve presumir que a versatilidade conta para tudo. Durante a gravação de um programa na Rádio Luxemburgo, na série EMI FRIDAY SPECTACULAR, convenci-me de que os Beatles estavam preparados para desfrutar da fama que os colocaria, merecidamente, em primeiro lugar. O auditório de jovens não conhecia a relação dos artistas e dos conjuntos que iam apresentar-se, e, quando Muriel Young começou a chamar os Beatles pelos seus primeiros nomes, John... Paul... o resto de sua apresentação foi sufocado por frenéticos aplausos. Não tenho a mínima idéia de que qualquer outro conjunto — Britânico ou Americano — pudesse ser tão prontamente identificado e bem acolhido só pelo anunciar de dois nomes. Para mim, esta foi a prova fundamental de que os Beatles (e não apenas 1 ou 2 de seus discos de parada de sucesso) haviam chegado ao ponto máximo de popularidade, reservado aos poucos privilegiados do reino do disco. Logo depois, os Beatles provaram sua força pop, quando saltaram de uma colocação mais baixa do “hit parade” para os "10 mais” do país, com seu segundo compacto simples “PLEASE PLEASE ME”. Este disco de vendagem rápida continuou a surpreender todos os competidores quando saltou para o ambicioso primeiro lugar no final de fevereiro. Mais de 4 meses depois do lançamento de seu primeiro disco, os Beatles tornaram-se os maiores recordistas de vendagens. O produtor George Martin nunca teve dificuldade na escolha das canções para os Beatles. John Lennon e Paul McCartney têm suas próprias composições populares, já prontas, para atender ao mercado de discos até 1975. Entre eles, os Beatles adotam o slogam “faça você mesmo”. Eles fazem suas próprias letras e seus próprios arranjos vocais. A música dos Beatles é impetuosa, pungente, desinibida, quente e exclusiva. O slogan “faça você mesmo’ assegura completa originalidade da música. Embora tantas pessoas achem que os Beatles têm um estilo transatlântico, sua única influência real foi a singular marca do Rhythm and Blues, música popular que sobressai no Merseyside e que os próprios Beatles têm ajudado a promover desde sua formação, em 1960. Este LP compreende 8 composições de Lennon-McCartney associadas a 6 (seis) outras que se tornaram as favoritas do variado respertório dos Beatles. A admiração do grupo pelo trabalho de The Shirelles é demonstrada pela inclusão de BABY IT'S YOU (John faz o solista vocal com George, e Paul faz a harmonia), e BOYS (que permite ao baterista Ringo fazer sua primeira apresentação como vocalista). ANNA, ASK ME WHY e TWIST AND SHOUT que também destaca John como solista, enquanto DO YOU WANT TO KNOW A SECRET joga o spotlight em George, como na apresentação ao vivo. MISERY pode soar como um dueto próprio criado pela multigravação de uma única voz... mas o efeito é produzido pelas vozes de John e Paul. Há somente um “trick duet” que está em A TASTE OF HONEY, destacando uma voz dupla de Paul. John e Paul ficam juntos em THERE'S A PLACE e I SAW HER STANDING THERE, e George junta-se a eles em CHAINS. LOVE ME DO e PLEASE PLEASE ME. TONY BARROW
Em 1987, George lançou o álbum Cloud 9, que foi produzido por seu amigo Jeff Lynne, da Electric Light Orchestra. Depois de 5 anos, foi uma volta com reconhecimento de público e de crítica. George convidou mais uma vez alguns velhos amigos para participar do álbum: Eric Clapton, Ringo Starr e Elton John, além do próprio Jeff Lynne. A música "Got My Mind Set On You", composta e gravada por Rudy Clark em 1962, na versão de Harrison, chegou ao número 1 nos Estados Unidos e número 2 no Reino Unido. Além de ‘Cloud Nine’, “I Got My Mind Set On You” aparece nos álbuns ‘Best of Dark Horse 1976-1989’ e ‘Let It Roll: Songs by George Harrison’ de 2009. Uma versão ao vivo foi gravada para o seu ‘Live in Japan’ de 1992. Dois vídeos para esta música foram gravados por George. O primeiro (dirigido por Gary Weis) estrelou um jovem Alexis Denisof disputando o coração de uma menina em um parque de diversões. Este vídeo apresenta Harrison e a banda na forma de um espectador de cinema, enquanto o jovem tentava ganhar uma bailarina de brinquedo para a menina. O segundo, também dirigido por Weis, mostra Harrison sentado e tocando em uma sala. Enquanto a canção progride, móveis e quinquilharias começam a dançar junto com a música. No meio do vídeo, Harrison (através do uso de um dublê) executa um backflip, um salto espetacular de sua cadeira e segue com a dança antes de saltar de volta ao seu lugar. Sensacional!
Publicada originalmente em 9 de setembro de 2014. “I’m Losing You” foi escrita por John Lennon e lançada em seu álbum de 1980 Double Fantasy. Foi concluída nas Bermudas em junho de 1980, depois que Lennon tentava telefonar para Yoko Ono e não conseguia. “I’m Losing You” também aparece na coletânea The John Lennon Collection de 1982, na boxsetJohn Lennon Anthology de 1998, na compilação da caixa, no disco Wonsaponatime, na coletânea Working Class Hero de 2005, The Definitive Lennon e em 2010 para o álbum Gimme Some Truth. Uma primeira versão da canção recebeu o título provisório de “Stranger’s Room”. Lennon gravou uma versão demo de “I’m Losing You” em julho de 1980. Esta versão, parte da qual apareceu em The Lennon Lost Tapes, foi tocada no violão com uma bateria eletrônica. O Produtor Jack Douglas sugeriu inicialmente que Lennon usasse o Cheap Trick como banda de apoio para tocar na música. Essa versão com o Cheap Trick foi gravada em 12 de agosto 1980. Eles também gravaram uma versão de Yoko Ono para "I'm Moving On" (Eu estou seguindo em frente), que é um complemento para “I’m Losing You”. Por mais que tenham ficado boas, essas versões não apareceram no Double Fantasy. As possíveis razões para as suas exclusões são de que a gestão do Cheap Trick quisesse muito dinheiro, ou que Lennon acreditava que as performances foram mais "pesadas" do que ele queria. No entanto, quando a versão de “I’m Losing You” do Double Fantasy foi ser gravada, a versão com o apoio do Cheap Trick foi tocada para os músicos da sessão para ajudar a inspirar as suas performances. Essa versão com o Cheap Trick finalmente apareceu em John Lennon Anthology. “I’m Losing You” foi gravada pela primeira vez com os músicos do Double Fantasy, em 18 de agosto de 1980, mas Lennon não gostou desse desempenho e assim uma terceira gravação foi feita em 26 de agosto, a que foi lançada em Double Fantasy. Um arranjo de sopros foi adicionado em 5 de setembro, mas este acabou por ser excluído da versão final. O vocal final de Lennon foi gravado em 22 de setembro. No início do projeto, “I’m Losing You” estava planejada para ser lançada como single, mas depois do assassinato de John Lennon, isso foi descartado como "assustadoramente inapropriado".
"I'm the Greatest"foi composta por John Lennon e lançada como a faixa de abertura do álbum de 1973 “Ringo” de Ringo Starr. Com Ringo, Lennon e George Harrison aparecendo na faixa, ela registra a única vez que três ex-Beatles gravaram juntos entre a separação da banda em 1970 e a morte de Lennon em 1980. Lennon escreveu a música em dezembro de 1970 sobre sua carreira e mais tarde a adaptou para Ringo cantar. A gravação de "I'm the Greatest" aconteceu em Los Angeles em março de 1973, durante um período em que as tensões entre todos os ex-Beatles haviam diminuído. Notícias de Ringo, Lennon e Harrison trabalhando juntos levaram a especulações na imprensa de que a banda poderia se reunir novamente. Assim como todo o álbum, "I'm the Greatest" foi produzida por Richard Perry e também inclui contribuições musicais de Billy Preston, o tecladista cujas estreitas ligações com os Beatles o levaram a ser candidato ao disputado título de “5º Beatle”. Os Beatles se separaram em abril de 1970, tendo alcançado um nível sem precedentes de fama internacional para um grupo musical, e depois de ajudar a inspirar muitas das mudanças musicais e culturais dos anos 60. Aos olhos da mídia e do público, os membros da banda foram divididos em duas facções: John Lennon, George Harrison e Ringo Starr, que optaram por contratar os serviços de Allen Klein para gerenciar a Apple; e Paul McCartney, cuja postura isolacionista foi interpretada como a razão para o rompimento. Em dezembro de 1970, depois de saber que McCartney pretendia processar seus colegas no Supremo Tribunal Britânico, Lennon começou "I'm the Greatest" como um comentário sarcástico sobre seu passado. Ele foi inspirado a escrever a música depois de assistir a primeira transmissão de televisão do filme dos Beatles em 1964, A Hard Day's Night e o título "I'm the Greatest", ele tirou de uma frase de efeito adotada pelo pugilista Muhammad Ali, que os Beatles haviam conhecido em fevereiro de 1964. Em Tittenhurst Park, Lennon gravou demos da nova composição e também de "Make Love Not War", embrião de "Mind Games" em 1973. Em julho de 1971, no final das sessões de gravação de Imagine, Lennon gravou outra demo de "I'm the Greatest". Ele então a deixou de lado até 1973, quando Ringo se aproximou de seus três ex-colegas de banda para gravar seu álbum solo, "Ringo". Em resposta, Lennon adaptou a faixa para se adequar ao estilo do baterista. Mais tarde Lennon disse que, com o título da música sendo um conhecido ditado de Ali, ele não sentiu que poderia cantar sozinho sem atrair controvérsia, enquanto que "as pessoas não ficariam chateadas se a declaração viesse de Ringo". As sessões para "Ringo" coincidiram com um espírito de reconciliação entre os quatro ex-Beatles. Isso se deveu em parte à decisão de Starr, Lennon e Harrison de romper seus laços comerciais com Allen Klein. Klaus Voormann, amigo dos Beatles desde seus primeiros anos em Hamburgo, também cita a disposição de todos os colaboradores do álbum em ajudar Ringo a se estabelecer completamente como artista solo. Com Richard Perry como seu produtor, Ringo gravou a faixa ritmo para "I'm the Greatest" no Sunset Sound Recorders em Los Angeles em 13 de março de 1973. Lennon tocou na sessão, assim como George Harrison, que estava em Los Angeles para reuniões relacionadas às duas ciletâneas dos Beatles, 1962-1966 e 1967-1970, e também para produzir um novo álbum de Ravi Shankar. Ouvindo que Ringo e Lennon estavam trabalhando juntos, Harrison telefonou para o estúdio e perguntou a Perry se ele poderia participar. Lennon recebeu a participação de Harrison, dizendo: "Claro que sim ... Diga a ele para vir imediatamente me ajudar a terminar de escrever esta ponte". A imprensa logo soube da colaboração de março de 1973, levando a rumores elevados sobre uma reunião completa dos Beatles, particularmente no Reino Unido. Naquele mesmo mês, Ringo disse que qualquer reunião desse tipo estava absolutamente fora de questão. Então, a imprensa começou a especular sobre a substituição de Paul por Klaus Voorman, que tocou baixo em todo o álbum. Bobagem. Em outubro, quando se separou de Ono, Lennon disse a Chris Charlesworth, da Melody Maker, que os quatro ex-Beatles estavam "mais próximos agora do que há muito tempo" e que "sempre há uma chance" de uma reunião temporária. Ele acrescentou que McCartney provavelmente teria tocado em "I'm the Greatest" também, se ele estivesse em Los Angeles na época. Reconhecendo a importância da sessão com Lennon e Harrison, Ringo decidiu gravar a contribuição de McCartney para o álbum,"Six O'Clock", em Londres, para garantir que McCartney também aparecesse no álbum. A Apple Records lançou o álbum Ringo em 2 de novembro de 1973 com "I'm the Greatest" como a faixa de abertura. Ajudado pela especulação em torno das colaborações entre Ringo seus ex-companheiros, e pelo interesse gerado pelas duas coletâneas dos Beatles, o álbum "Ringo" foi um sucesso comercial, ofuscando até “Mind Games” que Lennon lançou simultaneamente. Reconhecendo a conquista de Ringo, Lennon lhe enviou um telegrama que dizia: "Parabéns. Como você se atreve? E por favor me escreva uma música de sucesso".
"I'm the Greatest" foi mais tarde incluída nas coletâneas de Ringo, “Blast from Your Past” (1975) e “Photograph: The Very Best, de Ringo Starr” (2007). Ao final de sua versão de "I'm the Greatest", Ringo conclui declarando-se "the greatest – in this world, in the next world, and in any world!" - "O MAIOR - NESTE MUNDO, NO PRÓXIMO MUNDO E EM QUALQUER MUNDO!". Eu também acho!
Enquanto "Another Day" expressa uma visão global do dia-a-dia, "Oh Woman Oh Why?" (lado B) ainda que nas entrelinhas, expressa o sentimento de Paul McCartney em relação aos negócios dos Beatles naquele momento: "my hands are tied...what i have done?" ( minhas mãos estão atadas... o que foi que eu fiz?). Como efeito especial, sete tiros foram disparados de um revólver calibre 38. Instrumentos tocados por Paul McCartney: contrabaixo, bateria, efeitos, guitarra elétrica. Guitarra elétrica, por David Spinozza. Harmonias por Linda McCartney e percussão de Denny Seiwell. Foi composta em Campbelltown, Escócia, gravada nos estúdios da Columbia, em Nova York e lançada como Lado B de "Another Day" em fevereiro de 1971, no Reino Unido e nos EUA. Fonte: "Paul McCartney - Todos os segredos..." de Claudio D. Dirani.
Um abraço especial para o Roque22. Fonte:MOFO - beatrix.pro.br A Panela do Diabo é um disco
histórico por vários motivos: foi o último LP de Raul Seixas e lançado dois
dias antes de se falecimento, ocorrido no dia 21 de agosto de 1989; foi o único
trabalho que Raul dividiu com alguém; e juntou duas gerações de roqueiros
baianos: Raul Seixas, o maior nome do rock brasileiro, dono de uma carreira
brilhante e cheia de acidentes pessoais, e Marcelo Nova, ex-líder do Camisa de
Vênus e que começava uma carreira-solo, ao lado da banda Envergadura Moral. Uma
parceria que rendeu 50 shows, uma dezena de composições e um disco que já nasceu
clássico. A parceria de Raul Seixas e
Marcelo Nova pode ser considerada uma das mais importantes e emotivas na
história do rock. Era o encontro do ídolo, já extremamente doente, enfrentando
problemas com alcoolismo, diabates, e um fã apaixonado por toda sua obra e que,
quando adolescente, assistia Raul Seixas nos teatros de Salvador, comandando a
banda Raulzito e os Panteras.Em entrevista ao jornalista Luís
Claudio Garrido, à Revista Bizz, publicada em dezembro de 1989, Marcelo Nova
relembra como nasceu a parceria que resultou em 50 shows e no disco A
Panela do Diabo. "Foi por etapas. Primeiro, eu ia aos shows dele na Bahia
- na época de Raulzito e Seus Panteras - e, depois das apresentações, ia até o
palco apertar a mão dele. Ele nem me conhecia. Muito tempo depois, o Camisa de
Vênus estava tocando no Circo Voador e ele foi ver. Chamei Raul para o palco e
nós tocamos, na base do improviso, um medley de rock´n´roll, misturando 'Long
Tall Sally' com 'Be-Bop-A-Lu-La' e 'Tutti Frutti'. Eu estava tão emocionado que
não conseguia cantar nada, só ficava olhando. Depois disso, em 1984, fui ver o
último espetáculo dele em São Paulo, numa danceteria que chamava Raio Laser.
Quando terminou fui cumprimentá-lo, e nos aproximamos, trocando endereços. Para
minha surpresa, num domingo, às 11 horas da manhã, Raul, Tony Osanah e suas
respectivas esposas batem na minha porta. Eu fiquei assim, sem acreditar. Em
1986, o Camisa gravou "Ouro de Tolo". No ano seguinte, a gente já se
freqüentava mais e fizemos "Muita Estrela, Pouca Constelação" - eu
compus a letra e ele, a música. Aí não parou mais, até chegar setembro do ano
passado, quando ele teve mais uma crise de saúde e estava em condições
financeiras muito ruins, pelo fato de estar há cinco anos sem trabalhar. Eu o
convidei para fazer uma apresentação na Bahia. Ele gostou do resultado, eu
também, e combinamos de fazer mais dois ou três espetáculos, que acabaram
virando cinqüenta". Marcelo Nova estava no auge da
carreira com o Camisa de Vênus. Em 1986, a banda havia lançado o disco Correndo
o Risco, com mais de 300 mil cópias vendidas, graças aos sucessos "Simca
Chambord", "Só o Fim" e "Deus me Dê Grana", além de
uma versão de "Ouro de Tolo", de Raul. No ano seguinte, lançaram o
disco Duplo Sentido, um álbum duplo e que trazia o sucesso "Muita
Estrela, Pouca Constelação", primeira composição da parceria Raul e
Marcelo. O álbum teria uma vendagem bem mais modesta - cerca de 40 mil cópias -
e decretaria o fim do grupo, ao menos, até 1996. Após o fim do Camisa de Vênus,
Marcelo Nova iniciou uma carreira-solo, com a Envergadura Moral - Johnny Chaves
(teclados), Carlos Alberto Calasans (baixo), Gustavo Mullem (guitarra) e
Franklin Paollilo (bateria). Os shows mostravam uma realidade
aterradora: inchado, sem forças e bebendo sem parar, Raul Seixas era apenas uma
sombra do que havia sido. Há três anos sem subir num palco, Raul mostrava-se
completamente esgotado, aos 44 anos, contrastando com a energia ilimitada de
Nova, sete anos mais novo. Após 50 shows realizados, André Midani, chefe da
WEA, os convidou para lançar um disco. Imediatamente, os dois se trancaram em
estúdio e começaram a dar vida às músicas que já vinham escrevendo. A Panela do
Diabo é um disco simples de rock and roll, simples, direto, feito com
coração, com rock e momentos mais leves. Um álbum com temas pesados, mas
tratados com ironia e acidez, uma marca comum entre Raul e Marcelo Nova. O
trabalho trazia 11 músicas, incluindo o sucesso "Carpinteiro do
Universo", que puxou as vendagens do álbum, superiores a 150 mil cópias e
que rendeu um disco de ouro.Tragicamente, o LP foi lançado
no dia 19 de agosto de 1989, dois dias antes da morte de Raul, encontrado
morto, em sua cama, no apartamento que residia em São Paulo. As composições
eram feitas como uma verdadeira dupla, com cada um opinando na letra ou na
música do outro. Segundo Marcelo Nova na mesma entrevista, "foi um
trabalho feito em parceria mesmo. Eu o definiria como um disco de rock'n'roll.
Dois homens de meia-idade não poderiam fazer de conta a esta altura do
campeonato. Por isso, a gente decidiu abrir o disco cantando 'Be-Bop-A-Lu-La',
um rock dos anos 50, que era para ninguém ter dúvida quanto à nossa intenção". Passados quase 30 anos do
lançamento, o disco se encontra fora de catálogo tanto em LP ou CD, como manda
a maldita lei da indústria fonográfica brasileira que privilegia o
comercialismo vulgar e burro, relegando aos sebos e colecionadores obras como
esta. A busca, talvez, torne o disco ainda mais interessante de ser ouvido e
digerido. Depois de todos esses anos, Raul Seixas segue sem substitutos.
Marcelo Nova ainda está vivo e segue sua carreira. A Panela do Diabo é um disco
fiel às origens dos dois e um belo exemplo de rock clássico brasileiro. Que
venha uma reedição. Urgentemente.
No dia 26 de janeiro de 1970, John Lennon compôs "Instant Karma". Essa faixa é uma das três músicas solo de Lennon, juntamente com "Imagine" e "Give Peace a Chance", a entrar no Rock and Roll Hall of Fame. "Instant Karma" é uma das músicas lançadas de forma mais rápida na história da música pop. Foi gravada em Abbey Road no mesmo dia em que foi escrita e lançada apenas dez dias depois. Lennon, certa vez, chegou a dizer que "escreveu no café da manhã, gravou para o almoço e lançou no jantar". Foi produzida por Phil Spector e participaram da gravação: o próprio John Lennon, guitarra e piano; Billy Preston, teclados; Klaus Voorman no baixo e backing vocals; Alan White na bateria; George Harrison na guitarra e backing vocals; Yoko Ono, Allen Klein e Mal Evans, backing vocals. O resultado realmente ficou perfeito e o compacto foi lançado em 6 de fevereiro de 1970. O título veio de Melinde Kendall, esposa do ex-marido de Yoko Ono, Tony Cox. Ela usou a frase em uma conversa durante a estadia de Lennon e Ono com eles na Dinamarca em dezembro de 1969. Lennon tornou-se familiarizado com o conceito de karma durante o despertar espiritual dos Beatles em 1967. A crença oriental apresenta uma série de crenças religiosas e tradições. John escreveu a letra com a intenção que as pessoas assumissem a responsabilidade por suas ações. Para gravá-la, ele reservou o Studio Two da EMI, em Abbey Road e George Harrison foi quem sugeriu a Lennon que Phil Spector produzisse a faixa. “Instant Karma” foi lançada no Reino Unido em 6 de fevereiro de 1970, e entrou nas paradas de singles no dia 21 de fevereiro, chegando ao número cinco. Ao todo passou nove semanas nas paradas. O lado B – “Who Has Seen The Wind?” era uma balada acústica, escrita por Yoko Ono e produzida por Lennon. O lançamento nos EUA veio duas semanas depois, em 20 de fevereiro. Alcançou a posição número três na Billboard Hot 100. “Instant Karma” foi o primeiro single solo de um ex-Beatle a vender mais de um milhão de cópias somente nos Estados Unidos. O programa produzido pela BBC, Top Of The Pops, foi um dos principais programas de televisão por algum tempo na década de 60, e os Beatles apareceram nele cinco vezes. Em 11 de fevereiro de 1970, John Lennon foi o primeiro dos Beatles a aparecer neste show como artista solo apresentando sua mais nova criação e sucesso em potencial, "Instant Karma" com a Plastic Ono Band. A apresentação foi em parte devido à ânsia de Lennon de lançar o single, deixando-o com pouco tempo para gravar um vídeo. A Plastic Ono Band nessa ocasião era John Lennon nos vocais e piano, Klaus Voormannno baixo, Mal Evans no pandeiro, Alan White na bateria, e o funcionário da Apple e futuro jornalista de música Jimmy Fallonno baixo e pandeiro. Yoko Ono fez crochê de olhos vendados e também segurou cartas durante partes da música. “Instant Karma” foi tocada ao vivo por Lennon e sua banda de plástico, em apenas duas ocasiões, no One to One Concerts - shows beneficentes para crianças deficientes. Os dois concertos aconteceram na tarde e noite do dia 30 agosto de 1972, no Madison Square Garden, em Nova York.
Composta em 1957, “Hello Little Girl” foi a primeira música escrita por John Lennon. Os Beatles gravaram uma versão durante a sua mal sucedida audição para a Decca Records em 1 de janeiro de 1962. Uma demo caseira de "Hello Little Girl”, disponível em bootlegs, foi gravada no início de 1960 com Lennon, McCartney, Harrison e Stuart Sutcliffe. Enquanto a qualidade do som é inevitavelmente inferior à versão da Decca, e certas linhas foram apenas parcialmente escritas, esta gravação inicial mostra a forte influência de Buddy Holly nos primeiros trabalhos de Lennon. De acordo com o próprio, outra influência foi a música de Cole Porter, "It's De-Lovely", que apareceu pela primeira vez no musical de 1936, “Red, Hot And Blue”. Na época da audição da Decca, o grupo aumentou sua performance, transformando “Hello Little Girl” em algo que se aproximasse de uma música pop comercialmente viável. As harmonias vocais também apontam o caminho para o som que mais tarde se tornaria uma marca registrada dos Beatles. A música foi executada para a Decca na tentativa de demonstrar a qualidade do material original do grupo. Embora fosse incomum, no início dos anos 1960, que os grupos escrevessem suas próprias canções, Lennon e McCartney afirmaram ter escrito dezenas em seus primeiros dias. Os Beatles cantaram “Hello Little Girl” e “Like Dreamers Do” de McCartney durante a audição da Decca. O fato de as duas músicas terem sido parte do set ao vivo do The Quarrymen desde 1958 sugere que eles ainda não tinham certeza da qualidade de suas próprias músicas, e talvez fossem compositores menos prolíficos do que afirmavam ser. A música não ficou no repertório dos Beatles por muito mais tempo e nunca foi gravada para a EMI. Foi, no entanto, realizada em uma audição para a rádio BBC, que teve lugar na Broadcasting House, em Manchester, em 12 de fevereiro de 1962. “Hello Little Girl” foi depois oferecida a Gerry and the Pacemakers como o seguimento de “How Do You Do It”. Eles gravaram uma demo em 17 de julho de 1963, mas optaram pela música de Mitch Murray, “I Like It”. Foi então dada a outra banda de Merseybeat, The Fourmost. Produzida por George Martin em Abbey Road em 3 de julho de 1963, essa versão foi lançada em 30 de agosto e chegou ao número 9 nas paradas do Reino Unido. “Hello Little Girl” aparece no Anthology 1, depois de “Like Dreamers Do”e antes de "Besame Mucho".