quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

ROBERT FREEMAN - FOTÓGRAFO - GÊNIO!

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Robert Feeman, fotógrafo profissional e designer – o preferido dos Beatles – Entre 1963 e 1966, realizou um trabalho notável. Criou, fotografou e produziu, nada mais, nada menos, do que as capas dos álbuns “With The Beatles”, “A Hard Day’sNight”, Beatles For Sale”, “Help!” e “Rubber Soul”. Também foi ele quem criou os cartazes dos filmes “A Hard Day’s Night” e “Help!”.

Robert Freeman, formou-se Artes Visuais e Fotografia em Cambridge em 1959. No verão de 63, já era fotógrafo profissional há mais de dois anos. Ganhou certa reputação pelos trabalhos que fez para o Sunday Times e outras revistas. Foi até Moscou para fotografar Khrushchev no Kremlin, e no início daquele ano, tinha feito o primeiro calendário da Pirelli. Mas o que gostava mesmo era fotografar músicos de jazz em festivais de Londres. John Coltrane e outros. Foram essas fotos desses músicos que o levaram até os Beatles. O contato veio através do agente de imprensa dos Beatles em Londres. Ele o encaminhou para Brian Epstein, empresário dos Beatles, que pediu que lhe enviasse um portfólio. Freeman mandou grandes fotos em preto e branco, a maioria das quais eram retratos de músicos de jazz - Cannonball Adderley, Dizzy Gillespie, Elvin Jones, Coleman Hawkins e John Coltrane. A resposta dos Beatles foi positiva. Eles gostaram das fotos e Brian agendou a primeira sessão de fotos dos Beatles com Freeman em Bournemouth, onde os Beatles tocariam por três noites.

A CAPA DE “WITH THE BEATLES”
"Eles tinham que se encaixar perfeitamente no formato quadrado da capa. Então, ao invés de tê-los todos em uma linha, eu coloquei Ringo no canto inferior direito, até porque ele foi o último a se juntar ao grupo. Ele também era o mais baixo".
Paul McCartney relembra: "Estávamos no corredor de um hotel, todos de blusa rolê preta. O corredor estava muito escuro e parecia um estúdio, e havia uma janela no final, por onde entrava uma luz natural que vinha da direita, iluminando apenas metade dos nossos rostos. Ele conseguiu essa imagem, que muitos acham, até hoje, que estamos mal-humorados. Foi apenas um momento que ele capturou. Ele sentou, pegou um par de filmes, foi só isso".
A idéia original era a de colocar a imagem de ponta a ponta, tomando toda a capa, sem sangramento ou título, mas a gravadora vetou, alegando que os Beatles ainda não eram famosos o suficiente para ter uma capa sem o nome da banda ou título. O primeiro disco com uma capa assim, foi o de estréia dos Rolling Stones, lançado alguns meses depois. A gravadora também tentou vetar a foto, porque os Beatles não estavam sorrindo, e só aceitou, depois da intervenção do próprio George Martin na questão. Por esse trabalho, Freeman recebeu três vezes a mais o valor de um trabalho “normal”.

A CAPA DO “BEATLES FOR SALE”
A capa do álbum Beatles for Sale mostra os Beatles em um cenário de outono fotografados no Hyde Park, em Londres. McCartney relembra: "Essa sessão de fotos foi bastante agradável. As fotos de Robert Freeman ficaram ótimas e foi fácil para todos. Fizemos uma uma sessão com duração de duas horas e teve bastante material para utilizar. Bastava o fotógrafo dizer “prontos?” Todos nós todos usavámos o mesmo tipo de roupas o tempo todo. Pretas, com camisas brancas e grandes lenços pretos".
O álbum também apresenta uma capa dupla, desdobrável, a foto de dentro mostra os Beatles em pé, na frente de uma montagem de fotos. Essa idéia seria imitada depois por Peter Blake na capa do Sgt. Pepper’s.

A CAPA DE “HELP!”

A ideia original de Robert Freeman para a capa de “Help!” era os quatro Beatles movimentando os braços num arremedo a linguagem de sinalização de aeroportos formando a palavra HELP.
No entanto, a verdade é que a foto não especifica nenhuma mensagem. Robert Freeman, confirma isso: "Eu tinha a idéia da linguagem dos semáforos soletrando as letras H-E-L-P. Mas quando chegou a hora do “click”, a disposição dos braços com as letras não aparecia bem. Então decidimos improvisar e acabou com o melhor posicionamento gráfico dos braços.”
A CAPA DE “RUBBER SOUL”
A foto dos Beatles na capa do Rubber Soul parece distorcida. McCartney relata a história por trás disso no capítulo 5 do documentário Anthology. Bob Freeman havia feito algumas fotos dos Beatles na casa de Lennon. Freeman mostrou as fotos a eles, projetando-as em uma folha de cartolina para simular como eles apareceriam na capa do álbum. A folha escorregou e eles apareceram distorcidos. Animados pelo efeito, todos eles gritaram: "Queremos assim! Podemos ter isso? Você pode fazer isso assim?" Freeman respondeu que podia.
O logotipo foi desenhado por Charles Frente.

Em 1960, Freeman casou com uma modelo Alemã - Sonny Freeman, com quem teve dois filhos. Anos depois, casou-se com a escritora Tiddy Rowan com quem teve uma filha. De acordo com a biografia de John Lennon, publicada em 2008 por Philip Norman, entre 1963 e 1965, a esposa de Bob Freeman, Sonny Drane (que pousou nua para o calendário Pirelli em 1964), teve um affair de mais de um ano de duração com John Lennon. Os Lennons e os Freemans moravam no mesmo edifício em Londres. Norman afirmou que ela foi a inspiração para a canção Norwegian Wood. Bob Freeman nunca fez qualquer comentário sobre o assunto.

Confira aqui, outras matérias superlegais com os fotógrafos dos Beatles. Falta Dezo Hoffman. Vou providenciar! Abração!


JOHN LENNON - UM ATRAPALHO NO TRABALHO

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“Um Atrapalho no Trabalho”. Foi o título em português da compilação dos únicos dois livros de John Lennon: “In His Own Write” (1964) e “A Spaniard In The Works” (1965). Livro lançado pela editora Brasiliense em 1985 e traduzido e adaptado brilhantemente pelo saudoso Paulo Leminsky. Raríssimo. Item de colecionador.

JORNAL DO BRASIL
Rio de Janeiro, sexta-feira, 22 de fevereiro de 1985.

JOHN LENNON, ESCRITOR
Uma viagem cheia de trocadilhos

Joaquim Ferreira dos Santos

Logo no inicio dos Beatles, quando John Lennon virou para uma platéia chique e pediu que não aplaudisse – “basta balançar as jóias” – desconfiou-se que era intelectual. Não exibia muito isso. Deixava os óculos em casa – as meninas de Liverpool também não olhavam para gente assim – e apertava os olhos para alcançar os rostos da primeira fila. Nas músicas também não complicava. Falava de garotas e garotos de mãos dadas. No problems. Mas isso foi no inicio.

O livro Um atrapalho no trabalho, que está sendo lançado esta semana pela Brasiliense, reúne as duas obras de Lennon no setor : In His Own White e A Spaniard In the Works. O primeiro é de 1964,o segundo,de 1965,Dois anos fundamentais na vida do moço,No primeiro ele começou a fumar maconha,no outro,entregou-se ao LSD,A mente de Lennon ampliou-se tanto que as palavras comuns já não lhe serviam.Começou a embaralhá-las em trocadilhos,a fazer imagens inalcançáveis aos caretas.O resultado está nesse Atrapalho no Trabalho: Letrinhas ao léu numa viagem de ácido.

No lançamento dos livros na Inglaterra, os críticos compararam o Beatle intelectual aos experimentos literários de James Joyce, Lewis Carrol, gente desse nível. “Tem solecismos e imaginética só encontráveis em Edward Lear, com possibilidades líricas jamais exploradas”, disse alguém. São pequenas histórias, contos, poesias, bilhetes, como se quiser chamar, tudo vazado na mais tumultuada das linguagens. Se Guimarães Rosa apertasse um teria ficado assim.

Lennon junta palavras, sons, associa imagens, e o resultado pode ser algo como “Paspelham passaligeiros e passeuntes ambos e ambos “. Ou : “Eram uma vilinha e borboatos indescensos se esparramilhavam entre os desabitantos que moravam lá “. No Brasil , Lennon contou com a parceria do tradutor, poeta e folósofo Paulo Leminski. Ele entrou no barato nonsense do autor e entremeou o texto com aparições de Joãozinho Trinta ,Vanderlea e outros. Fez bem, o mestre aprovaria. Com toda aquela fumaça nos miolos, o mundo reverente aos seus pés e cansado de escrever "Love me Do" com McCartney, Lennon ensinou a soltar o verbo – tivesse ele o sentido que tivesse. São histórias amargas, de humor negro e morbidez. Lennon começava a acertar publicamente as contas com seu passado de menino abandonado pela mãe e pelo pai, obrigado a viver com Tia Mimi. Depois viria o grito primal, canções depressivas como "Yer blues" ,os escândalos de Yoko Ono e aquela maneira de encarapitar os óculos no nariz e contemplar a humanidade com o escárnio de uma coruja. A festa do Randolfo no livro, mostra bem esse clima estranho.Todos os amigos aparecem para comemorar o aniversário do Randolfo, mas nada de presentes. Preferem assassinalos aos gritos de “pelo menos ele não morreu sozinho”!

Um Atrapalho no Trabalho é ilustrado por desenhos do próprio Lennon, que antes de chegar aos Fabs Four esteve em uma escola de artes em Liverpool. Tinha jeito para a coisa. São cartuns de traço original, despojado, reveleando uma galeria de aleijões, tipos com muitos ou nenhum braço, cegos, solitários, sempre um jeito maligno no canto da boca. Coisa de talento, mas de astral lá embaixo. Mais tarde, já no corpo a corpo com Yoko nas manifestações pela paz, Lennon faria desenhos de seus embates sexuais com a japonesa. Tudo Explicitíssimo. Depois parou. Dizem que Yoko invejava os pendores do marido também para as artes plásticas, coisa que ela, apesar do esforço, não tinha. Nem a Rolling Stone confirma a história. Mas o certo é que Lennon desistiu dos lápis. E ocupava as mãos fazendo pão (?) no Dakota.

Vinte anos depois, os trocadilhos de Um Atrapalho no Trabalho aparecem com a mesma curiosidade excêntrica que tinha o Rolls Royce psicodélico que Lennon pintou e encheu de vidros escuros para passear ingógnito pelas ruas de Londres. Uma curtição da loucura pop dos anos 60. Foram os únicos livros de Lennon e ninguém exatamente sabe por quê. Diga-se também que jamais lhe foi perguntado o motivo, pois poderia ser compreendido como uma cobrança de novas obras. Não seria o caso. O livrinho soa como certas canções que Lennon escreveu quando os Beatles ficaram cultos, idolatrados como novos Beethovens e tudo lhes era permitido. Um pouco antes de morrer, em 1980, Lennon criticou-as: - “I’m The Walrus”, por exemplo – disse – tinha um jeito pretencioso de que queria dizer muita coisa. Mas nada. Era só enrolação!

Quem estiver interessado em acompanhar os alienantes passeios pelos buracos de queijo que, em 1965 e 1966, a droga desenhava na cabeça de Lennon, deve ouvir o LP Beatle daquele ano, Rubber Soul. A faixa “Nowhere Man” é sobre um personagem idiota que poderia estar numa desatas histórias de Um Atrapalho no Trabalho. Só que ele é filtrado pela música genial de Lennon. Ainda bem que ele insistiu na guitarra e guardou a máquina de escrever.

TRISTE MICHEL
“Não havia razão para Michel ficar triste naquela manhã (o patifezinho); todo mundo gostava dele (o canalha). Tinha toda a noite de um dia duro aquele dia, pois Michel era um dos Vigias de Olho de Falcão. Sua mulher, Bernnie, muito controlada essa senhora, tinha embarulhado seu desjejunto mas ele ainda estava triste. Era estranho para alguém que tinha com quem e uma mulher muito bem. 4 da manhã quando seu fogo estava ardindo lapido um politchau estava por alali matatando o tempto.
- Bomdiadia, Michel, o poilitchau disse Circe porque era murdo e súbito e não podia Dirceu.
- Como vai sua excelentíssima esponja, Michel, Dirce o politchau.
- Calabouço sobre esse assunto!
- Pensei que fossê você murdo e súbito e não pudesse Dirceu, disse o politchau.
- E o que é que eu vou fazer agora com todos os meus livros murdos e súbitos?, disse Michel, sacando rapidamente seu problema com um tiro certeiro.”

JOHN LENNON - UM ATRAPALHO NO TRABALHO

FOTO DO DIA

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

NÃO DEIXE DE CONFERIR!

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THE BEATLES - OCTOPUS'S GARDEN - MUITO BOM!

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RINGO STARR - OLD WAVE

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Old Wave (1983) foi o único disco de Ringo Starr que não conseguiu distribuidor no Estados Unidos. Na verdade, Ringo enfrentou anos difíceis na década de 80, os excessos envolvendo álcool e drogas só terminaram em 1989, quando ele juntou a All Star Band para a primeira grande turnê. Na época em que foi lançado, Ringo achou o álbum tão ruim que ele mesmo mandou que fosse retirado das prateleiras. O disco foi lançado em 16 de junho de 1983, pouco depois do sucesso “Stop and Smell The Roses”. No início de 1982, Ringo mostrou-se animado para continuar com um novo projeto. Determinado a fazer um álbum mais consistente, escolheu como produtor Joe Walsh(ex-Eagles) e velho amigo de Ringo desde os anos 70.
Depois do assassinato de John Lennon, Ringo passou a não se sentir seguro na América (vivia em Los Angeles) e voltou para a Inglaterra, estabelecendo-se em sua casa em Tittenhurst Park, que comprou de John Lennon em 1973. Após converter o estudo pessoal de John em Startling Studios, Ringo começou a trabalhar no seu novo álbum.

Com artistas convidados e amigos, como John Entwistle, o baixista do The Who, Gary Brooker, Ray Cooper e Eric Clapton deram início as gravações. O título do álbum, Old Wave, é um trocadilho com o estilo musical New Wave e um lembrete de que uma pessoa da "moda antiga", como ele aceita o desafio de enfrentar novos desafios. Na capa, uma foto de Ringo antes de entrar para os Beatles. A gravação do álbum foi tranquila e concluída no verão. Infelizmente, o contrato de Ringo Starr com a RCA Records havia terminado e ele precisava encontrar uma nova gravadora para publicar o disco. No entanto, teve de encarar a dura realidade de que mais de dez anos depois da separação dos Beatles, ninguém estava interessado em sua contratação. Por fim, a RCA concordou em distribuir o álbum, no Canadá, Brasil, Austrália, Nova Zelândia e México, enquanto na Alemanha rótulo Bellaphon foi responsável por sua distribuição. Old Wave seria o último de estúdio de Ringo Starr até 1992. O álbum reeditado em CD pela Capitol Records em 1994 com "As Far As We Can Go" como faixa adicional.

Songs:
01.In My Car
02.Hopeless

03.Alibi
04.Be My Baby
05.She's About A Mover
06.I Keep Forgettin
07.Picture Show Life
08.As Far As We Can Go
09.Everybody's In A Hurry But Me
10.Going Down
11.As Far As We Can Go

DOWNLOAD
http://www.4shared.com/file/ZaX_-hU4/1983_RS_Old_Wave_obaudoedublog.html

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

THE BEATLES - PAPERBACK WRITER

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A QUESTÃO DOS DISCOS REMASTERIZADOS

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Caríssimo Carlos Edu, obrigado por passar por aqui e deixar sua opinião. Acho que ninguém seria tão tolo assim. Nem eles, nem nós! Quando começei a comprar meus primeiros CDs dos Beatles nos anos 80, confesso que me decepcionei muito. Na minha imaginação, aquela nova mídia que substituiria os maravilhosos bolachões de vinil tinha que ser algo absolutamente formidável! Os disquinhos eram "feinhos" e pequeninos. As capas também, claro! Perdiam de longe para a beleza e o charme dos velhos LPs. Quanto ao som, que anunciavam como "cristalino e extraordinário", a única diferença que notei foi que não havia mais os chiados. O mesmo não aconteceu quando comprei as novas versões lançadas em 2009. Ainda hoje estou maravilhado. Dessa vez, realmente percebe-se com uma clareza absurda, cada instrumento, cada respiração.

O QUE É REMASTERIZAÇÃO?

Entre outras definições, a remasterização é um procedimento que foi intensivamente aplicado às trilhas musicais que as gravadoras tinham arquivadas e que foram utilizadas para fazer os antigos discos de vinil. Quando surgiu o CD, na década de 80, todos os lançamentos na nova mídia eram de trilhas dos antigos discos que foram regravados em cd. A remasterização é a superposição digital dos canais gravados em fita para montar uma música. A finalidade básica da remasterização é a filtragem do som. O som gravado em formato analógico tem consigo várias deficiências, por melhor que tenha sido feita a gravação, apresentando chiados e ruídos. A filtragem permite a limpeza e perfeita equalização dos canais gravados. Na verdade, remasterização pode ser entendida como uma cópia de um som para uma outra mídia.

Esses CDs remasterizados são realmente tudo isso?

São, sim. No início de setembro, no dia 9/9/9, a EMI relançou toda a discografia “oficial” dos Beatles em três formatos. Eles podem ser comprados separadamente ou em duas caixas - uma na versão estéreo e outra em mono. Os álbuns foram remasterizados e ganharam um mini documentário que acompanha cada disco. Neles, o produtor George Martin e os Beatles explicam o processo de gravação de cada um. Desde seu lançamento, os álbuns tem ganhado resenhas laudatórias por parte do primeiro escalão do jornalismo musical internacional. Mark Edwards do Independent, desculpou-se pelo uso de um clichê batido: “É como ouvir estes discos pela primeira vez”. E todos estão certos. Poucas experiências são tão emocionantes como ouvir os discos de uma maneira muito próxima à concebida pelos Beatles. Há de se fazer uma explicação sobre o porquê da remasterização estar sendo tratada como o Santo Graal. Quando o CD surgiu, no início da década de 80, boa parte das gravações foi transferida para a nova tecnologia. Eles eram digitalizados e passavam de LP para CD. O problema é que muitos dos técnicos que fizeram essas edições simplesmente transportaram esses álbuns sem a menor preocupação com detalhes como a mixagem dos trabalhos e o volume de cada instrumento, e nem sequer tiveram o cuidado de estudar o artista que estava sendo digitalizado. A discografia dos Beatles, lançada para CD em 1987, também foi tratada com descaso. Os Cds tinham um som “reto”, ou seja, não ressaltavam os detalhes de cada música.

Alan House, técnico dos estúdios de Abbey Road, passou quatro anos cuidando do processo de remasterização dos álbuns dos Beatles. Ele pegou as masters mono e estéreo de cada disco e trabalhou faixa por faixa. O resultado é magistral. Há uma precisão de detalhes em cada música, que passavam despercebidos nas edições anteriores. Como o violão de Paul McCartney em Things We Sai Today e a bateria de Ringo em Taxman. Aliás, o trabalho de McCartney com o contra baixo se mostra soberbo e chega ao clímax em Abbey Road.Os fãs dos Beatles têm se dividido entre comprar a versão mono ou estéreo. Cada uma tem suas próprias características. A versão estéreo foi lançada numa caixa luxuosa, com fotos raras e um DVD com um documentários sobre as gravações - o mesmo que está dividido nos discos vendidos em separado. Em compensação, a caixinha mono tem versões diferentes das dos discos em estéreo (She’s Leaving Home, de Sgt. Pepper’s, é tocada num modo mais rápido, Strawberry Fields Forever btambém aparece de forma mais psicodélica). Os Beatlemaníacos mais xiitas defendem que o quarteto gravou aqueles discos com a tecnologia mono - e que ouví-los em estéreo seria um pecado contra a concepção de John, Paul, Georges (o Harrison e o Martin) e Ringo. Não importa. Seja mono, seja estéreo, num aparelho de última geração, num I-pod ou numa vitrola, o relançamento da discografia dos Beatles é essencial e imperdível!

ARQUIVOS DO FUNDO DO BAÚ - Nº 16

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Postagem publicada originalmente rm 16 de janeiro de 2010Caríssimos amigos: Essa é do fundo do baú! Com absoluta exclusividade, nosso blog preferido publica agora uma entrevista raríssima de John Lennon entrevistando ele mesmo! A matéria original foi publicada na antiga e finada revista POP, na época do lançamento do álbum Walls and Bridges. É interessante observar que, na época, Lennon ainda estava afastado de Yoko Ono, e não toca no nome dela uma vez sequer. Não tenho mais a revista! Tenho apenas as páginas da entrevista que colecionava (ainda até hoje!) em pastas com aquelas folhas de plástico. Espero que gostem e deixem seus comentários. Valeu! Abração! O Baú do Edu! Dos Beatles e da Cultura Pop!

JOHN LENNON ENTREVISTA JOHN LENNON
Jonh Lennon pegou a máquina de escrever, fumou um cigarrinho e começou este papo muito pirado, entrevistando ele mesmo...

- Ôi, John, faz tanto tempo que a gente não bate um papo...
- Não faz tanto tempo assim...
- Ok. Me diga uma coisa: você não deveria estar gravando um álbum com Phil Spector? Dos velhos rocks?
- Devia. Começamos em 73, mas nunca terminamos.
- E, de repente você estava trabalhando com o grande artista de rádio Harry Nilsson.
- Acertou! Eu fiz seu álbum Pussy Cats, que já foi lançado, depois continuei a compor o meu razoavelmente maravilhoso “Walls And Bridges”, que também já foi lançado, e que inclui a música que está fazendo grande sucesso... Whatever Gets You Trhu the Night. Nesta canção, no piano e como vocalista, está “minha amiga íntima e noiva” Elton John.
- Você acha que seu novo álbum, Walls and Bridges, representa um passo á frente na sua realização artística?
- Me sinto muito feliz com o álbum.
- E sobre aquelas histórias incríveis que circularam sobre você e Nilsson?
- Ficção em grande parte e álcool em dosagem mínima...
- É verdade que você perseguiu uma garçonete no Teatro Rainbow?
- Não deu para pôr a mão em ninguém porque, na verdade, eu tive que ser carregado...
- Todo mundo diz que Walls And Bridges é seu melhor disco desde Imagine. Você acha?
- Eu, pessoalmente, prefiro o “Plastic Ono Band” e depois o “Imagine”. De qualquer jeito, eu acho que tudo o que você faz ou é melhor ou pior do que qualquer outra coisa... “Este peixe está tão bom quanto o que comemos em St. Tropez, mas não chega aos pés daquele...”
- Agora que você já está morando há aproximadamente três anos em Nova York...
- Se você prestar atenção à capa de Walls asd Bridges, você verá uma pequena nota que diz: “Eu vi um Objeto Voador Não Identificado”. Por que você não me pergunta sobre isso?
- Ah, nem reparei. Você viu mesmo? Estava bêbado? Alto? Ligadão?
- Não. Não é nada disso. Naquela noite eu estava até muito sóbrio, deitado nu na cama, quando me deu essa vontade...
- Mas todos nós temos...
- Pois é. Eu fui para a janela, sonhando do jeito que eu costumo sonhar, e aí, ao virar a cabeça, pairando sobre o edifício ao lado, a não mais que trezentos metros, vi aquela coisa... Com lâmpadas comuns piscando, ascendendo e apagando em toda a volta da parte de baixo, e uma luz vermelha que não piscava, no alto... Que diabo seria isso? Será um helicóptero? Não! Não faz barulho... Ah, já sei! Deve ser um balão. Mas balões não são assim, nem voam tão baixo... Sim, pessoal, ele estava voando (muito devagar, acho que a cerca de 50 km por hora) baixo... Muito abaixo, repito, dos telhados mais altos (isto é, mais alto do que os edifícios velhos e mais baixo do que os novos). Ele ficou lá o tempo todo, não tirei os olhos dele, mas gritei para uma amiga que estava no quarto ao lado: “Venha ver isso!” Minha amiga veio correndo e testemunhou comigo. Ninguém mais estava por perto. Tentamos tirar algumas fotos (droga de câmera, estava encrencada) com uma câmera comum. Depois, demos o filme para revelar e ele nos devolveu um negativo sem nada impresso...
- Vocês não verificaram se mais alguém...
- Claro, claro. No dia seguinte minha amiga telefonou para os jornais, para a polícia, para saber se alguém mais tinha dado parte de alguma cisa. Dois outros grupos disseram que tinham visto algo... De qualquer forma, eu sei o que vi.
- Você não acha que ninguém vai acreditar, que vão chamar você de louco?
- Esta é uma das grandes cargas que pesam nas minhas costas.
- Eu tenho que manter a entrevista ainda por mais algumas páginas... Acho que tudo que tinha a ser perguntado, já foi perguntado durante os últimos anos... Será que você não gostaria de dizer mais alguma coisa que ainda não foi dita?
- Não acho.
- Quanta sabedoria! Você se encontra com os outros Beatles ou é uma ferida em que você não quer mexer?
- Eu amo meus pequenos Beatles... Vejo muito o Ringo, por que ele vem muito à América. Como você sabe, eu não posso sair daqui, senão fazem comigo o que fizeram com o Charlie Chaplin. E eu não quero um prêmio da Academia quando estiver com 60 anos, com discursos de como eu era maravilhoso, mas não tão maravilhoso, a ponto de me deixarem morar aqui agora... Paul, Ringo e eu passamos algumas tardes agradáveis em Los Angeles. Paul e Linda vieram me visitar há pouco tempo aqui em Nova Yokk e tivemos duas grandes noitadas de recordações. Ontém mesmo, ele e a divina Linda me mandaram um caloroso telegrama de felicitações pelo meu novo disco!
- Que engraçado! Percebi que você nunca menciona nada acerca de George... Existe alguma coisa errada entre vocês?
- Não, não existe nada de errado. Apenas que ele não vem há muito tempo para cá.

- É verdade que você e Ringo vão se apresentar juntos no próximo show dele?
- De jeito nenhum! Outro boato...
- E por que não? Podia ser bom...
- Ninguém me consultou. E ele talvez queira toda a grana para ele...
- Um comentário meio apimentado, John. As pessoas talvez interpretem mal...
- Não. É apenas uma realidade agradável. Só isso.
- Por que é que você está datilografando toda essa entrevista, como se alguém estivesse sentado aqui, com você, fazendo todas essas perguntas?
- Só para fazer diferente. Eu gosto de bater à máquina, aprendi datilografia ano passado. Mas meu pescoço está começando a doer. E está ficando um pouco chato...

E com isso, o Sr. Lennon me levou até a porta, que era branca. Estava de blue jeans e camisa cacharrel preta, usando botas enormes de cowboy. Eu só estava olhando. Com amor, John Lennon.

JOHN LENNON - SCARED

AJUDA PARA UM AMIGO - HÉLIO PAIXÃO

Um comentário:
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MERSEY BEAT: THE BEATLES TOP POLL

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A primeira página do jornal “Mersey Beat” de Liverpool, do dia 4 de janeiro de 1962, entrou para a história. É, com certeza uma das páginas mais reproduzidas e imitadas na história do jornalismo. Na capa, os Beatles (ainda com Pete Best) e em letras garrafais a chamada: Beatles Top Poll!” – Os Beatles no topo da lista!

Quando os Beatles voltaram de Hamburgo para Liverpool, estavam prestes a se tornar a banda mais popular da cidade. Muito se deve a ajuda de Bill Harry, criador do jornal "MERSEY BEAT" que começou a ser publicado, com sua primeira edição sendo lançada dia 6 de julho de 1961 e com os Beatles na capa.

Bill Harry, amigo de Stu e John desde o tempo da escola de artes, seria outro nome que surgiria em um momento decisivo na carreira da banda. Seu jornal, tratando somente sobre a cena musical de Liverpool, ajudou a divulgar e espalhar o nome dos Beatles pela cidade. Logo, Lennon estaria contribuindo com o jornal mandando pequenas histórias, geralmente usando o pseudônimo de the Beatcomber.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

THE BEATLES - GET BACK - EXCEPCIONAL!

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FOTO DO DIA - MAL E RINGO

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MAL EVANS - UM BOM AMIGO DOS BEATLES

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Mal Evans conheceu os Beatles quando eles tocavam no Cavern Club, e simpatizou tanto com eles que aceitou um emprego como porteiro do Cavern em 1960. Depois seguiu a carreira do grupo como auxiliar de Neil Aspinall e guarda costas da banda. Fazia parte do circulo fechado de amigos do grupo, viajando com a banda onde quer que fossem, participando como extra em todos os filmes dos Beatles, com excessão do primeiro. No "Help!" ele é o nadador que reaparece diversas vezes perdido; no "Magical Mystery Tour" ele é o quinto mago; no "Let It Be" ele surge no início empurrando a bateria com o logotipo dos Beatles e colocando no lugar o piano de cauda, e depois surge novamente batendo na bigorna durante a execução de "Maxwells Silver Hammer" e também aparece nas cenas do telhado. Vivendo intensamente uma década inteira ao lado dos Beatles, a separação da banda trouxe a Evans uma certa perda de identidade própria e propósito de vida. Depois de separar de sua esposa Lil, ele se muda para Los Angeles, onde arrumou uma namorada chamada Fran Hughes e começa a escrever suas memórias para um livro que se chamaria "Living The Beatles Legend". Em 4 de janeiro de 1976, extremamente deprimido, Mal chorou, tomou um valium, pegou um rifle descarregado e se trancou no quarto. Chamaram a polícia que invadiu o recinto e ao vê-lo, um homem gigantesco e forte com um rifle na mão, atiraram primeiro. Mal Evans morreu na hora. Mal Evans foi quem "descobriu" em Londres, a banda THE IVEYS que foi contratada pela Apple e trocaram o nome para BADFINGER. Os álbuns Magic Christian Music e No Dice, foram produzidos por ele. Valeu. Mal. Fez um bom trabalho, grandão!

LARANJA MECÃNICA - CLÁSSICO DOS ANOS 70

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No dia 3 de janeiro de 1971, começaram as filmagens de “A Clockwork Orange”, no Brasil “ Laranja Mecânica” O filme foi dirigido por Stanley Kubrick, e foi adaptação do romance homônimo de 1962 do escritor inglês Anthony Burgess. Malcolm McDowell interpreta Alex, o protagonista. Laranja Mecânica tornou-se um clássico do cinema mundial e um dos filmes mais famosos e influentes de Kubrick. O orçamento total do filme foi de apenas 2,2 milhões de dólares.
Ambientado numa Inglaterra num futuro indeterminado, o filme mostra a vida de um jovem, chamado Alexander DeLarge, cujos gostos variam de música clássica (Beethoven), a estupro e ultraviolência. Ele é o líder de uma gang de arruaceiros, aos quais se refere como "druguis". Alex narra a maioria do filme em "Nadsat", um idioma que mistura o russo, o inglês e gírias mundanas . Alex leva seus droogs a invadir uma casa, golpeiam um escritor que vive nela e estupram a sua esposa, enquanto Alex canta Singin' in the Rain. Depois, lida com uma tentativa de golpe de um seus droogs subordinados. Depois de faltar às aulas, seduz duas adolescentes em uma loja de discos; apesar de não reconhecer o nome de suas estrelas favoritas, este as leva para sua casa e tem relações sexuais com ambas. Posteriormente, Alex é capturado durante um assalto, traído por seus droogs (um ao qual Alex tinha cortado a parte superior da mão direita por ter desrespeitado sua autoridade na gang). É golpeado no rosto com uma garrafa de leite e fica cego temporariamente na cena do crime. Essa cegueira permitira sua captura. Depois de ser preso, descobre que a vítima do roubo morreu: Alex revela-se um assassino. É sentenciado a 14 anos de prisão.
Depois de ter cumprido dois anos de prisão, ele é liberado na condição de se submeter ao tratamento Ludovico, uma terapia experimental de aversão, desenvolvida pelo governo como estratégia para deter o crime na sociedade. O tratamento consiste em presenciar formas extremas de violência sob a influência de um novo soro, como ver um filme muito violento. Alex é incapaz de parar de assistir, pois seus olhos estão presos por um par de ganchos. Também é drogado antes de ver os filmes, para que associe as ações violentas com a dor que estas lhe provocam. O tratamento o torna incapaz de qualquer ato de violência (nem mesmo em defesa própria), bem como de tocar uma mulher nua. Como efeito secundário, também não consegue ouvir a 9ª Sinfonia de Beethoven — que era sua peça favorita. Sem a capacidade de se defender, e de ter sido desalojado por seus pais (estes alugaram o seu quarto a um hóspede, entregado o seu aparelho de som entre outros pertences, e aparentemente mataram Basil, sua cobra de estimação), Alex deprimido, sentindo-se abandonado e desamparado, perambula pelas ruas de Londres. Ele encontra uma velha vítima - um idoso, morador de rua - e dois de seus antigos droogs (agora policiais) que o espancam e quase o matam afogado.
Alex vaga pelos bosques até chegar à casa do escritor cuja esposa havia estuprado. O escritor o deixa entrar antes de descobrir sua identidade; logo, droga Alex através de uma garrafa de vinho que ele o faz beber e tenta fazê-lo se suicidar tocando uma versão eletrônica da Nona Sinfonia de Beethoven. Alex se joga de uma janela, mas sobrevive. Depois de uma grande recuperação no hospital, Alex parece ser o mesmo de antes. No hospital, o Ministro de Interior (que havia selecionado Alex pessoalmente para o tratamento Ludovico) o visita, desculpando-se pelos efeitos do tratamento, dizendo que só seguia as recomendações de sua equipe. O governo oferece a Alex um trabalho muito bem remunerado se ele aceitar apoiar a eleição do partido político conservador, cuja imagem pública se viu seriamente danificada pela tentativa de suicídio de Alex e o polêmico tratamento ao qual foi submetido. Antecipando seu regresso, Alex narra o final do filme: "Definitivamente, estava curado" enquanto se vê uma fantasia surreal dele mesmo transando com uma mulher na neve, rodeado por damas e cavaleiros vitorianos aplaudindo, e pode-se escutar o último movimento da Nona Sinfonia ao fundo.
CURIOSIDADES:
-Durante a cena em que Alex (Malcolm McDowell) é submetido ao tratamento Ludovico, Malcolm arranhou a córnea e ficou temporariamente cego. O médico que acompanha Alex durante o tratamento no filme era realmente um médico e estava lá por motivos de segurança para o protagonista. Malcolm também teve costelas quebradas durante a filmagem da cena de humilhação após o tratamento e quase se afogou de verdade devido a uma falha no equipamento que o ajudaria a respirar, na cena em que os seus ex-"droogies" o encontram e o submetem a uma tortura em uma banheira.
-Stanley Kubrick propositalmente cometeu alguns erros de continuidade em Laranja Mecânica. Os pratos em cima da mesa trocam de posição, e o nível de vinho nas garrafas muda em diversas tomadas, com a intenção de causar desorientação ao espectador.
-O filme foi retirado de cartaz no Reino Unido a mando de Stanley Kubrick. Irritado com as críticas recebidas, de que Laranja Mecânica seria muito violento, Kubrick declarou que o filme apenas seria exibido lá após sua morte, ocorrida em 1999.
-A linguagem utilizada por Alex, chamada de nadsat, foi inventada pelo autor Anthony Burgess, que misturou palavras em inglês, em russo e gírias. No link:
http://bagarai.com.br/dicionario-nadsat-laranja-mecanica.html existe um “dicionário” de nadsat.
-O livro em que Frank Alexander trabalhava quando Alex e sua gangue invadem sua casa chamava-se "A clockwork orange".
-A cobra foi colocada nas filmagens após o diretor Stanley Kubrick descobrir que Malcolm McDowell tinha medo delas.
-No livro, o sobrenome de Alex não é revelado em momento algum. Comenta-se que DeLarge seja uma referência a um momento no livro em que Alex chama a si mesmo de "Alexander the Large".
-O orçamento total do filme foi de apenas US$ 2 milhões.
-Stanley Kubrick certa vez declarou que, se não pudesse contar com Malcolm McDowell, provavelmente não teria feito Laranja Mecânica.
-A canção "Singing in the Rain", cantada por Alex durante a cena em que ele e seus colegas violentam uma mulher na frente de seu marido, só está no filme porque esta era a única música que Malcolm McDowell sabia cantar por inteiro.
-O filme foi proibido no Brasil na época do lançamento, mas liberado depois de alguns anos com a condição de que a genitália da mulher na cena de estupro fosse encoberta por meio de manchas pretas sobrepostas à cena. Quem assistiu ao filme naquela época pôde perceber que tais "manchas pretas" nem sempre acompanhavam a vagina com os pêlos pubianos. Isso sem contar que a censura era de 18 anos. Tais acontecimentos no Brasil tornaram a censura militar ridicularizada.
-Durante a Copa do Mundo de 1974, disputada na Alemanha Ocidental, graças ao seu futebol envolvente, revolucionário e taticamente perfeito, a Seleção Holandesa de Futebol foi batizada pelos jornalistas europeus de Laranja Mecânica. A "Laranja" faz referência também ao vistoso fardamento utilizado por essa lendária seleção de futebol, comandada por Johan Cruijff.
-Na cena em que Alex está em uma loja de discos, pode-se notar que um dos discos que está na prateleira da loja, na fileira central, é o da trilha sonora do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, além do Magical Mystery Tour dos Beatles, Atom Heart Mother do Pink Floyd e também Missa Luba.
-Acredita-se que uma música seja co-relacionada ou talvez inspirada no filme: Hier Kommt Alex, da banda Die Toten Hosen.
-Em um episódio de Halloween dos Simpsons, Bart Simpson estava fantasiado de Alex.
-A banda Sepultura lançou, no início de 2009, o álbum A-lex, inspirado inteiramente no livro. Inclusive todos os títulos das músicas têm relação com a obra de Anthony Burgess.
-O ator David Prowse, que atuou como Darth Vader na primeira trilogia de Guerra nas Estrelas, faz uma ponta no filme como a pessoa que cuida de Frank Alexander depois que ele fica paralítico após o ataque de Alex e sua gangue.

Vamos relembrar algumas cenas?

domingo, 2 de janeiro de 2011

THE BEATLES - DECCA TAPES

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Já como empresário dos Beatles, Brian Epstein era muito conceituado no mundo dos discos, por ser dono de uma das melhores lojas de disco do Norte. Seu prestígio com a gravadora Decca era muito bom e ele conseguiu que enviassem um encarregado de Artistas e Repertórios (A&R) para ouvir os Beatles no Cavern Club. A Decca enviou Mike Smith no final de 1961. Mike Smith gostou muito do que ouviu e prometeu arranjar a ida deles para Londres para uma audição nos estúdios da Decca. Esta audição serviria para conhecer o grupo, ouvir o som e ver como ficava depois de gravado. Para chegar a Londres, os Beatles foram no velho furgão de Neil Aspinall, levando seus instrumentos e amplificadores (que nada valeram) pois na hora da apresentação, o pessoal da gravadora preferiu que fossem usados os do próprio estúdio.

Exatamente no dia 1º de Janeiro de 1962 os Beatles entraram nos estúdios da Decca. George Harrison cantou com perfeição a música Sheik Of Araby e Paul McCartney cantou Red Sails In The Sunset e Like Dreamers Do. Paul, como todos, estava muito nervoso e acabou desafinando durante algumas partes. O final da gravação foi às duas da tarde e todos ficaram satisfeitos com o resultado. Mike Smith afirmou que as fitas tinham ficado "um estouro". Eles tinham certeza de que seriam contratados e semanas se passaram a espera de um chamado da gravadora. O repertório foi selecionado por Epstein, para mostrar a performance do grupo, com 15 músicas em um espaço de uma hora, diante dos representantes da Decca Records A&R, mas a apresentação não foi tão produtiva quanto esperavam.

Em Março, Brian recebeu a notícia de Dick Rowe (chefão da Decca) de que tinham resolvido não gravar os Beatles, alegando que grupos de rock com guitarras em breve estariam fora de moda. Brian respondeu então "que estava completamente convencido de que aqueles garotos seriam maiores do que Elvis Presley". A partir daí, os Beatles realizaram uma longa peregrinação por diversas gravadoras, tais como a Pye, Columbia, HMV e EMI e foram recusados em todas elas, inclusive por gravadoras menores. Enfim, fizeram novo teste na Parlophone Records, que fazia parte da EMI, e George Martin finalmente avisou Brian, em Julho de 1962, que os Beatles iriam assinar contrato com a Parlophone e eles agora deveriam selecionar o material a ser gravado.As fitas desta audição para a Decca só foram divulgadas 20 anos depois, em 1982.

Para conhecer melhor:
http://www.4shared.com/file/7mmhjyI7/TB_TBDT_obaudoedublogspotcom.html
Songs:
01.Like Dreamers Do (Paul), 02. Money (That's What I Want) (John), 03. Till There Was You (Paul), 04. The Sheik Of Araby (George), 05. To Know Her Is To Love Hern (John), 06. Take Good Care Of My Baby (Grorge), 07. Memphis, Tennessee (John) , 08. Sure To Fall (In Love With You) (Paul), 09. Hello Little Girl (John), 10. Three Cool Cats (George), 11. Crying, Waiting, Hoping (George), 12. Love Of The Loved (Paul), 13. September In The Rain (Paul), 14. Besame
Mucho (Paul), 15. Searchin' (Paul)
Bônus:
16. I Saw Her Standing There (Paul), 17. One After 909 (John), 18. One After 909 (Alternate Take) - (John), 19. Catswalk (instr), 20. Catswalk (Alternate Take) (Instr) , 21. Some Other Guy (John)

THE BEATLES - SEPTEMBER IN THE RAIN

sábado, 1 de janeiro de 2011

JOEY MOLLAND BADFINGER - ISN'T THAT A DREAM

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CARPINTEIRO DO UNIVERSO - RAUL SEIXAS & MARCELO NOVA - SENSACIONAL!

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O VENCEDOR DO SORTEIO DO JOHN LENNON

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Caros amigos: devido ao tanto de participantes de última hora e em virtude das festas de ontém, o sorteio da belíssima caixinha do John Lennon - com 4 CDs e 1 livreto foi adiado para hoje (1º de janeiro) ao meio dia em ponto. O sorteio foi coordenado por mim de forma absolutamente imparcial (embora houvesse meus preferidos). Quem escolheu o papelzinho premiado foi minha mãe - Dª Leonor, e serviram como testemunhas meu irmão Adelmar e meu filho Davi. Aproveito para dar os parabéns ao vencedor e dizer que ele vai receber o prêmio em sua casa sem despesa alguma. E dizer aos não-vencedores que não fiquem tristes! Continuem acessando nosso blog preferido, deixando seus comentários e enviando para seus amigos. Prometo que durante o ano serão muitas as promoções e todos terão as mesmas chances. Abração a cada um de vocês e muito obrigado por estarem aqui comigo. Feliz ano novo, galera!

And the winner is... Rua Dario Luiz Setti, n° 114 - Centro - São Bernardo do Campo
São Paulo - Cep 09720-410

JOHN LENNON - IT'S SO HARD

HAPPY NEW YEAR EVERYBODY!

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