sábado, 13 de novembro de 2021

HENRY GROSSMAN - BEATLES PHOTOGRAPHER*****

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Publicada originalmente em 27 de março de 2013.

“Eles adoravam tudo que fosse novidade, como skates e karts”. Diz o fotógrafo que conviveu com os Beatles entre 1964 e 1969, e lançou em 2012 “Places I remember: My Time With the Beatles” - Lugares de que me lembro: meu tempo com os BeatlesHenry Grossman realizou o sonho de qualquer beatlemaníaco. Nos anos em que os acompanhou, fez mais de 6000 imagens dos quatros rostos mais famosos do planeta. Uma grande parte dessas fotos (a maioria nunca vistas) foi selecionada para o livro, que foi lançado em edição limitada, numerada e assinada pelo fotógrafo.
Grossman nasceu em Nova York e aprendeu o ofício com o pai que fotografou personalidades como Gandhi, Einstein, Mussolini, e descobriu os elementos-chave do retrato clássico – especialmente a interação entre a luz e sombra.
Trabalhou para a revista Life, The New York Times, Time, Newsweek, Paris-Match entre outros. Por suas lentes passaram figuras políticas (os três irmãos Kennedy, Lyndon Johnson, Richard Nixon), pintores, escultores e escritores (Alexander Calder, Kurt Vonnegut, Vladimir Nabokov) e, especialmente artistas (Elizabeth Taylor, Richard Burton, Martha Graham, Nureyev, Leonard Bernstein, Luciano Pavarotti, Plácido Domingos, Barbra Streisand, Thelonious Monk).

Em seu livro, Grossman diz que conseguiu fotografar tão intimamente os Beatles, porque após um longo período de convivência, os quatro se acostumaram com sua presença. Cobriu a primeira aparição dos rapazes de Liverpool no Ed Sullivan Show, acompanhou as filmagens do filme “Help”, documentou uma noite de gravação do álbum “Sgt. Pepper’s” nos estúdios de Abbey Road e ainda frequentou as casas de todos para fotografá-los informalmente com seus amigos e famílias.
Entre os anos de 1964 e 1969, Grossman teve acesso quase que exclusivo à intimidade dos Beatles. Depois de conhecê-los nos nos bastidores do histórico show de Ed Sullivan, tornou-se amigo dos Fab Fou e contratado para retratar os bastidores de “Help!”. Daí em diante, não parou de fotografar os Beatles. Em casa, com família e amigos, no estúdio, tomando café da manhã, jogando pôquer, descansando na piscina, dormindo ou fazendo nada.
Um pouco mais velho que John, Paul, George e Ringo, Grossman gostava mais deles do que de sua música. “Eu não entendia de rock, preferia música clássica, talvez isso tenha ajudado a criar um vínculo – por que os Beatles precisariam de mais um puxa-saco repetindo que eles eram gênios?”diz ele.

Foram mais de 6 mil fotografias dos Beatles, a grande maioria descartadas – até o lançamento de “Places I remember”, um livro de 528 páginas. É um calhamaço que pesa 6 quilos e custava na época do lançamento (2012) 495 dólares e uma  cópia autografada 795.
“Eles estavam acostumados a me ver com a câmera, documentando tudo o que acontecia ao redor. Mais do que qualquer coisa, eu me tornei um amigo. Então, quando ia fotografar, ninguém pensava duas vezes. Ninguém se importava. Não era visto como invasivo”.
As fotos são de uma era bem anterior à nossa, em que popstars e celebridades de segunda linha fazem poses ridículas para revistas idiotas, 'abrindo' suas casas de maneira falsa e patética. Para quem gosta de retratos, o livro de Grossman é uma aula. Para quem gosta dos Beatles, é mais um motivo para folhear, colocar tudo de novo para tocar e lembrar que eles, antes de qualquer coisa, foram quatro jovens amigos que se divertiram muito na companhia uns dos outros – enquanto trabalhavam, ficavam ricos e se tornavam, ainda sem saber ao certo, a maior banda de todos os tempos. Henry Grossman deve estar com 85 anos.

THE BEATLES - EVERYBODY'S TRYING TO BE MY BABY

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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

ANOUSHKA SHANKAR & JEFF LYNNE - THE INNER LIGHT

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GEORGE HARRISON - COSMIC EMPIRE ✡✦✵❋♞

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ELETRIC LIGHT ORCHESTRA - ROCK 'N' ROLL IS KING *****

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"Rock 'n' Roll Is King" é uma música de Jeff Lynne, interpretada pela Electric Light Orchestra (ELO) e lançada como um single do álbum Secret Messages de 1983Com essa música a banda voltou às suas raízes do Rock 'n' Roll apresenta um solo de violino executado por Mik Kaminski"Rock 'n' Roll Is King" passou por muitas mudanças durante a gravação e em um ponto seria chamada de "Motor Factory" com um conjunto de letras completamente diferente. 
O single provou ser o último single da ELO entre os vinte melhores do Reino Unido, e alcançou o nº 19 nos EUA em agosto de 1983.

PAUL McCARTNEY - GOODNIGHT PRINCESS - SENSACIONAL!

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“Goodnight Princess” no melhor estilo das big bands é uma faixa instrumental lançada como bônus no CD do álbum de 1984 Give My Regards To Broad Street com a trilha sonora do filme de mesmo nome. Em 2012, correu um boato de que Paul McCartney teria gravado uma versão de“Goodnight Princess” (com letra) como parte das sessões do álbum Kisses On The Bottom, mas se isso aconteceu, permanece inédita. “Goodnight Princess” foi gravada no dia seguinte ao remake de 'The Long And Winding Road' no AIR Studios em novembro de 1983; McCartney oferece uma contribuição narrada, mas não aparece de outra forma na música. E para conhecer ainda mais esta pérola de Paul mCcCartney, a gente confere abaixo a seguir e em vermelho, o que disse o escritor e maior pesquisador da obra de Macca no Brasil, Claudio Dirani em seu belíssimo livro "Masters - Paul mCcCartney em discos e canções", de 2017.

Para a nostálgica e importante cena de reviver Jim McCartney (falecido cm 1976), Paul se empenhou em compor uma melodia ao gosto de seu pai, um pianista de jazz nos anos 30 c 40 nas horas vagas. 1 Goodnight Princess”, gravada na mesma sessão do remake de “The Long and Winding Road”, relembra um pouco a gravação de “Walking in the Park with Eloise”, composição do próprio Jim McCartney, lançada pelo Wings. No filme, Jim foi interpretado por Sir Ralph Richardson, um genial ator na concepção da palavra.
Richardson nasceu cm Cheltenham, Gloucestershire, cm 19 de dezembro de 1902, e quando convidado para interpretar o pai fictício de Paul McCartney cm Give My Regards to Broad Street o ator inglês já colecionava uma infinidade de atuações importantes, tanto no teatro < omo no cinema britânico. Entre elas, aclamados textos shakespearia- nos como Macbeth, Sonho de uma Noite de Verão, O Mercador de Veneza, Hamlet c A Tempestade sir Ralph Richardson também teve grande destaque na sétima arte. No drama Longa Jornada Noite Adentro, de Sidney Lumet, Richardson e Katherine Hepburn receberam prêmios de Melhor Ator e Atriz no Festival Internacional de Cinema de Cannes em 1962.
Com “Goodnight Princess” pronta, Paul estava empolgado com a participação de Richardson na cena e ainda mais ansioso para ver sua música fazendo background para tão importante nome das artes britânicas. Mas em 1983, um ano antes de Give My Regards to Broad Street chegar as telas, Sir Ralph Richardson adoeceu. Com problemas gástricos, ele precisou interromper seu trabalho na peça Inner Voices, em cartaz no National Theatre. No dia 10 de outubro ele viu sua última cortina fechar. Além de Give My Regards to Broad Street, Richardson trabalhou em Greystoke: a lenda de Tarzan, seu adeus ao cinema. Na sessão de gravação no AIR Studios, Paul, Linda e Eric Stewart participaram com alguns vocais incidentaiss — sem tocar instrumentos. Isso ficou a cargo de John Dean (bateria e percussão), Russ Stableford (baixo acústico), Eric ford (guitarra), Eric Butler (piano) e a banda de metais composta por Ronnie Hughes, Bobby Haughey, Chris Smith, Derek Grossmith, Eddie Mordue, Vic Ash, Patrick Hailing, Laurie Lewis, Raymond Keenlyside e Tony Gilbert.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

THE BEATLES - ALL MY LOVING... I WILL SEND TO YOU!!!

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Geralmente considerada seu primeiro grande trabalho, o destaque de Paul McCartney no segundo álbum dos Beatles - With The Beatles - foi escrito durante a turnê da banda com Roy Orbison, que começou em 18 de maio de 1963. A música rapidamente entrou no set ao vivo dos Beatles, permanecendo em 1963 e grande parte de 1964. Também marcou o ponto em que Paul McCartney começou a emergir do domínio de John Lennon, afirmando-se como um talento igualmente digno de atenção.
Embora não tenha sido lançada oficialmente como single no Reino Unido ou nos Estados Unidos"All My Loving" atraiu considerável difusão nas rádios, o que levou a EMI a lançá-la como a faixa-título de um EP"All My Loving" foi lançada como single no Canadá, onde se tornou um hit número um. O single canadense foi importado para os EUA em quantidades suficientes para chegar ao número 45 na Billboard Hot 100 em abril de 1964.
Os Beatles gravaram "All My Loving" em quatro ocasiões para a BBC. Em 17 de dezembro de 1963, para o Saturday Club, que foi transmitido em 21 de dezembro. A segunda versão para a BBC foi em 18 de dezembro de 1963, para o primeiro show From Us to You, que foi transmitido em 26 de dezembro. A terceira ocorreu em 7 de janeiro de 1964 para mais um episódio do Saturday Club, transmitido em 15 de fevereiro. A versão final, que foi incluída no álbum Live At The BBC, foi novamente para From Us to You, gravado em 28 de fevereiro e foi ao ar em 30 de março.

"All My Loving" foi a primeira música interpretada pelos Beatles em sua apresentação de estreia no The Ed Sullivan Show em Nova York em 9 de fevereiro de 1964. Esta gravação extremamente importante foi incluída na coleção Anthology 1.
A versão que aparece no álbum With The Beatles, os Beatles gravaram em 30 de julho de 1963, uma sessão bem ocupada em que também finalizaram "Please Mister Postman", "It Won’t Belong", "Money (that’s what i want)", "Till There Was You" e "Roll Over Beethoven". "All My Loving" foi a última gravada nesse dia. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Os Beatles estão em seus instrumentos habituais: Paul McCartney - vocais e baixo; John Lennon - vocais de apoio e guitarra base; George Harrison - vocais de apoio e guitarra solo; e Ringo Starr - bateria. "All My Loving" está disponível nos álbuns With The BeatlesLive At The BBCAnthology 1.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

PAUL McCARTNEY - AS LETRAS - LANÇADO NO BRASIL!

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Chegou ao Brasil, coincidindo com o lançamento mundial, o novo livro de Paul McCartney! Lançada pela editora Belas Letras, a obra Paul McCartney: As Letras vem em edição numerada de colecionador, custando a bagatela de R$ 599,00. A Editora Belas Letras foi a casa escolhida pela equipe do ex-Beatle no Brasil para trazer essa obra, que soma quase 1.000 páginas, em dois volumes luxuosos de capa dura, reunidos em um box que pesa sete quilos – um legado para a história da música. Só a versão brasileira tem uma edição especial para colecionadores: o box NUMERADO que está em suas últimas unidades. São dois volumes em capa dura, além de uma caixa especial. De acordo com a casa editorial, as composições continuam em inglês a pedido do autor, mas as histórias contadas por Paul foram traduzidas para português.

O projeto As Letras surgiu a partir de cinco anos de encontros entre Paul McCartney e o poeta vencedor do Prêmio Pulitzer Paul Muldoon em Nova York e Londres. Em As Letras, registram-se as versões definitivas de 154 canções de Paul McCartney, estabelecidas com critérios minuciosos. É registrado também o que aconteceu nos primeiros lançamentos de cada canção na Inglaterra e nos EUA, embora o foco dos livros seja de fato a poética de Paul McCartney. A obra também inclui a letra da música não gravada “Tell Me Who He Is”. As letras manuscritas e nunca antes vistas foram encontradas em um dos cadernos de McCartney – que se acredita remontar ao início dos anos 1960. Além dessas letras manuscritas, fotografias pessoais, rascunhos e desenhos inéditos. Cada música – de “All My Loving” a “Yellow Submarine” – traz comentários de McCartney sobre sua criação. Os comentários de Paul McCartney constituem sua própria autobiografia, já que ele próprio declarou que suas canções são a melhor forma de conhecer e entender sua vida. Você pode fazer o pedido dessa edição exclusivamente pela loja on-line da Belas Letras. Você também pode ler as primeiras 45 páginas do volume 1 gratuitamente aqui.

THE BEATLES - ROOFTOP CONCERT - SENSACIONAL!!!

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E já na expectativa pela chegada de GET BACK, o tão aguardado novo documentário sobre os Beatles dirigido por Peter Jackson (O Senhor dos Anéis) que está marcado para chegar ao Disney+ no dia 25 de novembro, a gente aproveita para conferir aqui a última apresentação dos quatro juntos no que ficou conhecido por "Rooftop Concert" realizado na hora do almoço do dia 30 de janeiro de 1969 - Parte final e ponto mais alto do filme "Let It Be" de 1970 dirigido por Michael Lindsay-Hogg. Absolutamente sensacional!

domingo, 7 de novembro de 2021

TONY SHERIDAN AND THE BEAT BROTHERS - LET'S DANCE*****

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"Let's Dance" foi um hit gravado por Chris Montez no início de 1962, escrito e produzido por Jim Lea. A gravação original incluía Joel Hill na guitarra, Ray Johnson no órgão, Ray Pohlman no baixo e Jesse Sailes na bateria. Quando inicialmente lançada, a canção disparou para a posição # 4 na parada Billboard Hot 100 nos Estados Unidos, e para a segunda posição na parada de singles do Reino Unido. "Let's Dance" foi regravada por vários artistas e, ainda em 1962, foi a vez de Tony Sheridan com a banda de apoio The Beat Brothers, embora não tenha sido lançado no Reino Unido até 1967, no álbum The Beatles 'First, mas nenhum dos Beatles participa da faixa. Chris Montez está com 78 anos. Tony Sheridan morreu em 16 de fevereiro de 2013 com 72 anos). Confira também: THE BEAT BROTHERS - THE BEATLES? - SENSACIONAL!THE BEATLES - CRY FOR A SHADOWTHE BEATLES with TONY SHERIDAN - MY BONNIE.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

THE BEATLES - A 'OUTRA' CAPA DE REVOLVER

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Robert Feeman, fotógrafo profissional e designer, foi um dos artistas visuais preferidos dos Beatles entre 1963 e 1966. Criou, fotografou e produziu, nada mais, nada menos, do que as capas dos álbuns “With The Beatles”“A Hard Day’s Night”Beatles For Sale”“Help!” e “Rubber Soul”Então, quando chegou a hora de produzir a arte de seu último álbum, Revolver, Freeman apresentou esse conceito, uma imagem que capturava imagens giratórias de cada um dos Beatles. Mas eles não ficaram satisfeitos. Então optaram por um design de seu amigo Klaus Voormann. “Nós sabíamos que Klaus desenhava e ele estava envolvido com design gráfico”, relembrou Paul McCartney no Anthology. “Devo admitir que não sabíamos realmente o que ele fazia, mas ele estava na faculdade. Sabíamos que ele devia estar bem, então dissemos: 'Por que você não inventa algo para a capa do álbum?"Voormann, que havia se mudado para Londres, trabalhou por três semanas em seu minúsculo apartamento no sótão. Ele usou caneta e tinta preta para criar quatro grandes desenhos dos Beatles. Então combinou os desenhos com uma colagem de fotos em preto e branco tiradas por Robert Whitaker, que havia feito a infame "capa do açougue" para o LP 'Yesterday and Today' dos Beatles. Voormann também incluiu fotos pessoais fornecidas pelos próprios Beatles. Robert Freeman faleceu em 8 de novembro de 2019. Confira: ROBERT FREEMAN - BEATLES PHOTOGRAPHER - 1933 – 2019 e também KLAUS VOORMAN E A INCRÍVEL CAPA DE REVOLVER

WINGS - LONDON TOWN - THE SONG - SENSACIONAL!

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"London Town" é uma canção do Wings, título e faixa de abertura do álbum London Town lançado em 31 de março de 1978. Foi o terceiro de três singles do álbum, alcançando a posição 39 nos Estados Unidos, 43 no Canadá e 60 no Reino Unido. Também alcançou a 17ª posição na parada Billboard Easy Listening nos Estados Unidos. Paul McCartney e Denny Laine começaram a escrever "London Town" em Perth, Austrália, no final de 1975 durante a turnê Wings Over the World, mas só completaram mais tarde na Escócia. A gravação apresenta um vocal principal de Paul McCartney e backing vocals de Linda McCartney e Laine. Foi uma das primeiras canções gravadas para o álbum, antes da saída de Joe English e Jimmy McCulloch, que tocam bateria e guitarra, respectivamente.

A letra descreve pessoas comuns e a vida cotidiana em Londres apresentando uma visão romantizada da cidade; parte reportagem e parte fantasia. Toda a música é carregada de recursos poéticos. McCartney usa esquemas sofisticados de rimas e sátira para exagerar na vida previsível das pessoas e em suas vidas normais. O professor de música Vincent Benitez compara o efeito da apresentação "quixotesca" do povo de Londres com o que McCartney escreveu para a canção dos Beatles "Penny Lane". Benitez observa um tema de solidão ao longo da letra, já que o cantor se sente alienado dos londrinos que descreve. Paul McCartney canta, toca guitarra, baixo, piano, e sintetizador; Linda McCartney faz backing vocals e toca teclados; Denny Laine toca guitarra, faz backing vocals e toca piano elétrico; Jimmy McCulloch - guitarra; e Joe English toca bateria. Geoff Emerick foi o engenheiro de gravação.

THE BEATLES - DIZZY MISS LIZZY - ELETRIZANTE!

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GEORGE HARRISON - BE HERE NOW - 1973

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"Be Here Now" é uma canção de George Harrison, de seu quarto álbum de estúdio Living in the Material World lançado em maio de 1973. A gravação apresenta um arranjo musical esparso e lembra o trabalho de Harrison com os Beatles durante 1966-1968, por meio de seu clima inspirado na Índia e uso da cítara. Parte da inspiração de Harrison para a canção era o popular livro de 1971 Be Here Now do mestre espiritual Ram Dass. Alguns biógrafos de Harrison interpretam "Be Here Now" como um comentário dele sobre a nostalgia do público pelo passado após a separação dos Beatles.
Harrison escreveu a música em Los Angeles em 1971, enquanto trabalhava na trilha sonora do documentário Raga, de Ravi Shankar, e pouco antes de organizar o Concerto para Bangladesh. A gravação ocorreu no final de 1972 em sua casa em Friar Park, com contribuições de Klaus Voormann, Nicky Hopkins, Gary Wright e Jim Keltner. "Be Here Now" recebeu atenção da crítica por seu som de sonho e pela qualidade do violão de Harrison. A Rolling Stone descreveu a faixa como uma "oração-meditação adorável", enquanto o autor Ian Inglis a vê como uma expressão musical comovente das "implicações espirituais, científicas e metafísicas do tempo" (?). Robyn Hitchcock e Ian Astbury fizeram covers de "Be Here Now"George Harrison canta, toca violão, cítara e faz backing vocals; Nicky Hopkins - piano; Gary Wright - órgão; Klaus Voormann - baixo; e Jim Keltner - bateria. A frase "Be Here Now" foi usada pela banda inglesa Oasis para o título de seu terceiro álbum, lançado em 1997. Depois do grupo nomear sua canção de sucesso "Wonderwall" após o álbum solo de Harrison de 1968 , bem como a apropriação de várias influências musicais de seu trabalho. Harrison não ficou lisonjeado com o aparente elogio e foi franco em suas críticas à banda após o lançamento de "Be Here Now". Harrison forneceu várias canções, incluindo "Be Here Now" para o documentário de 2001 Ram Dass: Fierce Grace.

THE BEATLES - ROYAL VARIETY COMMAND PERFORMANCE - 1963✶✶✶✶✶

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Há 58 anos, no dia 4 de novembro de 1963, os Beatles se apresentaram no Prince of Wales Theatre, em Londres, para o “Royal Command Variety Performance”, show de gala beneficente com a presença da Rainha-Mãe e da Princesa Margaret, acompanhada pelo Lorde Snowdon. Desde 1912, o “Royal Command”, era a maior noite no show business britânico. Um show de variedades de gala para caridade. Na noite em que os Beatles se apresentaram, o espetáculo inteiro foi gravado para futura transmissão na TV que ocorreu no dia 10 de novembro.

Assim que a imprensa soube que os Beatles haviam sido convidados para tocar, os repórteres mais caretas começaram a questionar o grupo. Eles diziam que os Beatles perderiam seus fãs originais ao concordar em tocar para evento definitivo do "establishment" e repetidamente perguntavam se eles iriam perder seus sotaques de Liverpool.

Bemard Delfont, organizador e apresentador, arriscou-se ao convidar os Beatles, pois membros mais conservadores da elite britânica poderiam se sentir ofendidos ao ver um grupo de rock and roll participar do show, com artistas mais tradicionais. Nessa altura, a Beatlemania já era um fenômeno estabelecido, com o grupo atraindo audiências enormes e frenéticas por todo o país e já fora dele também. Os Beatles foram o sétimo grupo a se apresentar, mas com certeza, eram a atração mais esperada da noite. A programação incluía: Marlene Dietrich, Max Bygraves, Harry Secombe, Buddy Greco, Wilfred Bramble & Harry H. Corbett, Charlie Drake, Michael Flanders & Donald Swann, Joe Loss & His Orchestra, Susan Maughan, Nadia Nerina, Luis Alberto Del Parana & Los Paraguáyos, Tommy Steele, Eric Sykes & Hattie Jacques, The Clark Brothers, Francis Brunn, The Billy Petch Dancers, Pinky & Perky e The Prince of Wales Theatre Orchestra.
Os Beatles tocaram quatro músicas: 'From Me To You', 'She Loves You', 'Till There Was You' e 'Twist and Shout’. Só que antes de 'Twist and Shout’, John Lennon soltou o petardo que conquistou a realeza e todos que duvidavam deles, garantindo as manchetes em todos os jornais do dia seguinte e entrando para a história: “Para o nosso último número, gostaria de pedir sua ajuda. Aqueles que estão nos lugares baratos batem palmas. E o resto de vocês, basta chocalhar suas jóias”.
Sobre essa histórica apresentação dos Beatles, com a exclusividade de sempre do nosso blog preferido, aqui a gente confere um pequeno trecho do livro “Minha Vida Gravando Os Beatles” de Geoff Emmerick.

“Em dado momento, durante um curto intervalo, aconteceu de eu estar na sala de controle quando o telefone tocou. Apenas os produtores estavam autorizados a receber ligações enquanto estivessem em estúdio na EMI. Havia um complicado sistema de luzes coloridas na parede - vermelhas, amarelas, azuis e verdes, em várias combinações — que identificava para quem era aquela chamada. George Martin estava ocupado trabalhando com os rapazes lá embaixo, então eu atendi, e Brian estava na linha pedindo para falar com George, que se dirigiu à sala de controle para atender a chamada. A julgar pelo que pude entender da conversa, parecia que eles estavam discutindo a respeito do Royal Variety Show, ainda por acontecer. Havia sido anunciado recentemente na imprensa que os Beatles tinham sido convidados para tocar para a família real. Brian estava pedindo a opinião de George sobre quais canções deveriam ser executadas. “Definitivamente eu acho que eles deveriam tocar as duas músicas que estamos gravando esta noite”, disse George. “Ambas são absolutamente fantásticas, e esta será uma ótima maneira de promover o próximo single.” Quando a conversa terminou, George pegou o interfone e anunciou que o tempo de intervalo havia acabado. “Brian mandou um 'oi' para vocês”, disse ele. “Agora vamos voltar ao trabalho.” “Sim, senhor!”, Lennon gritou, enfatizando suas palavras, imitando o passo de ganso militar e batendo continência. Nessa altura podia-se ver que eles já estavam começando a se irritar um pouco, embora de maneira bem-humorada, com a atitude autoritária de George Martin. Mais tarde, quando pediram que eu descesse para ajustar um microfone, eu os ouvi conversando animadamente sobre a próxima, apresentação. Eles estavam muito felizes com aquilo, embora fosse óbvio que eles não se importavam com as pessoas da alta classe, em geral. Sempre atrevido, John sussurrou para Paul que ele pediria aos ricos da plateia que sacudissem suas jóias, em vez de aplaudir. A resposta de Paul foi uma provocação: “Duvido!”. Aquele era o tipo de relacionamento que eles tinham: John era o bad boy, o rebelde, e Paul — que certamente nunca sonharia em dizer aquilo — era o instigador, aquele que o incitava a fazer coisas chocantes. Não foi nenhuma surpresa para mim, então, quando John fez exatamente aquilo no show, algumas semanas depois. Não é necessário dizer que Brian ficou absolutamente aterrorizado, pedindo a John que não dissesse nada. Imagino que Brian estava sempre com medo que John agisse de maneira imprevisível, que ele dissesse algo que arruinaria a impecável imagem deles... o que, é claro, ele fez dois anos mais tarde com sua observação sobre os Beatles serem mais populares do que Jesus Cristo. Eu sempre senti que Brian nunca recebeu crédito suficiente pela maneira como ele trabalhava cuidadosamente a imagem do grupo; ele era muito exigente em relação à aparência deles: a maneira como eles se vestiam, a maneira como eles se apresentavam em público. As apresentações dos Beades ao vivo na televisão, no London Palladium e no Royal Command Performance, naquele outono, foram os eventos que os colocaram na primeira página de todos os jornais da Inglaterra e deram a eles a comprovação final da aceitação do público britânico. Depois daquilo, a carreira deles decolaria em direção a um novo e inexplorado território".

terça-feira, 2 de novembro de 2021

THE BEATLES - BABY'S IN BLACK - 1965 ✟✟✟

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Uma colaboração uniforme entre John Lennon e Paul McCartney, "Baby's In Black", foi escrita em um quarto de hotel enquanto os Beatles estavam em turnê no verão de 1964. Especula-se que a música seja sobre Astrid Kirchherr, a fotógrafa e artista alemã com quem os Beatles fizeram amizade em Hamburgo. Ela ficou noiva do primeiro baixista do grupo, Stuart Sutcliffe, que morreu de hemorragia cerebral em abril de 1962. Na letra, ele (sujeito) está no auge da tristeza - sua garota está de luto por alguém que nunca vai voltar, então ele fica triste (blue) porque ela nunca pensa nele. Em 1964, Lennon e McCartney começaram a escrever separadamente, embora continuassem ajudando um ao outro a completar as músicas quando surgisse a necessidade."Baby's In Black", no entanto, foi um esforço conjunto escrito, como Lennon lembrou em 1980, "juntos, no mesmo quarto".
“Baby’s In Black” foi a primeira música a ser gravada para Beatles For Sale e foi concluída em uma única sessão em 11 de agosto de 1964. Foram necessárias 14 tomadas para aperfeiçoar, embora apenas cinco delas estivessem completas. John Lennon Paul McCartney cantaram suas partes simultaneamente no mesmo microfone, para dar uma sensação de proximidade. A nota de abertura da guitarra causou problemas particulares durante a sessão. Depois que a faixa foi concluída, George Harrison gravou várias peças de edição que consistiam em variações das notas, embora nenhuma tenha sido usada. “Baby’s In Black” é a 3ª faixa do lado 1 do álbum depois de "I'm a Loser" e antes de "Rock and Roll Music". Beatles For Sale foi lançado em 4 de dezembro de 1964 na Inglaterra e 15 de dezembro de 1964 nos Estados Unidos“Baby’s In Black” foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Os Beatles estão em seus instrumentos habituais: John Lennon canta e toca guitarra; Paul McCartney canta e toca baixo; George Harrison toca a guitarra solo e Ringo toca sua bateria. Essa música se tornou uma parte essencial dos shows ao vivo dos Beatles, até o concerto final em 29 de agosto de 1966, no Candlestick Park, em São Francisco. Eles também tocaram no Shea Stadium e no Hollywood Bowl. Uma versão de um de seus shows no Hollywood Bowl foi incluída no single "Real Love" em 1996. “Baby’s In Black” foi tocada em 119 shows dos Beatles. (Fonte: The Paul McCartney Project).

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

RINGO STARR - SIX O'CLOCK - SENSACIONAL! ☼

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"Six O'Clock" foi gravada por Ringo Starr em seu excelente álbum de 1973 - "Ringo". Foi composta pelo seu ex-colega de banda dos BeatlesPaul McCartney e sua mulher Linda, que também participaram da gravação. A presença de McCartney na faixa marcou a primeira vez em que ele e Ringo trabalharam juntos desde a ruptura dos Beatles em 1970, refletindo a flexibilização das tensões que existiram entre os dois músicos durante grande parte desse período. Produzida por Richard Perry"Six O'Clock"  foi gravada principalmente no Apple Studio, em Londres, em abril de 1973. Após as recentes colaborações de Ringo com George Harrison John Lennon em Los Angeles, a sessão com McCartney acrescentou à especulação na imprensa que os Beatles estavam prestes a se reunir. Uma versão estendida da música apareceu como uma faixa bônus no lançamento do CD de 1992 do álbum "Goodnight Vienna", de Ringo.

Paul McCartney escreveu "Six O'Clock" depois de um pedido de Ringo para uma contribuição para seu primeiro álbum pop solo, intitulado apenas "Ringo". Embora o relacionamento de Starr com McCartney tenha sido prejudicado pelos efeitos da separação dos Beatles em 1970 e pelo processo subseqüente de McCartney contra seus três ex-companheiros de banda, (Ringo disse no final de 1972 que as relações entre eles estavam "muito melhores agora - “Estamos juntos como pessoas (se não como uma banda), e isso é realmente muito importante". Uma vez que George Harrison e John Lennon concordaram em contribuir com músicas para "Ringo", ele conseguiu persuadir McCartney dizendo: "Você não quer ser deixado de fora, não é?". A música foi creditada a Paul e Linda McCartney. A composição é uma balada de piano em um estilo que alguns autores viram como típico da música contemporânea do novo grupo de McCartney, Wings, cujo álbum "Red Rose Speedway" acabava de ficar pronto. A letra em si, é meio bobinha, mas traz pérolas como: “Cada planeta no céu está em seus olhos... mas eu não lhe trato como eu deveria”Além de Ringo na bateria e nos vocais principais, McCartney participou tocando piano e sintetizador e fez backing vocals de apoio com Linda. Os outros músicos que participaram foram o baixista Klaus Voormann - cuja presença em "I’m The Greatest" rendeu rumores de que ele deveria ser o substituto de McCartney em uma reunião parcial dos Beatles, e Vince Poncia, que tocou guitarra acústica e percussão.

DAVID BOWIE - STARMAN - NENHUM DE NÓS - ASTRONAUTA DE MÁRMORE

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"Starman" é uma canção de David Bowie, gravada em fevereiro de 1972 e lançada como single em abril do mesmo ano. A faixa foi tardiamente incluída no álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, por insistência de Dennis Katz, da RCA Records, que ouviu uma demo e adorou. "Starman" substituiu uma cover da faixa "Round and Round", de Chuck Berry, no disco. A banda gaúcha brasileira Nenhum de Nós gravou uma versão em português de "Starman" com o título "O Astronauta de Mármore", incluída no álbum Cardume, de 1989. Segundo Thedy Correa, vocalista da banda, em entrevista à revista BIZZ, a canção foi apresentada ao próprio Bowie, que aprovou a versão.

PAUL McCARTNEY - UNCLE ALBERT/ADMIRAL HALSEY - 1971 - SENSACIONAL!**********

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Uncle Albert/Admiral Halsey é uma música de Paul e Linda McCartney do álbum Ram, lançado em 17 de maio de 1971. Aparece no álbum como a 5ª faixa do lado 1 (do LP) e é a 2ª maior com 4:49, a maior é "Long Haired Lady" com 5:54, 4ª do lado 2. Uncle Albert/Admiral Halsey também foi lançada como single somente nos Estados Unidos em 2 de agosto de 1971, alcançando o número 1 na Billboard Hot 100 em 4 de setembro de 1971, tornando-o o primeiro de uma série de sucessos de Paul que lideraram as paradas pop nas décadas de 1970 e 1980. A Billboard classificou a música como número 22 em seu Top Pop Singles de 1971. Foi o primeiro (de dezenas) disco de ouro de Paul McCartney como artista solo.

Uncle Albert/Admiral Halsey foi inspirada em Albert Kendall, um tio de Paul que costumava pregar a bíblia quando estava bêbado. É formada por três partes arranjadas da seguinte forma: 1) Uncle Albert, 2) Hands Across The Water, e 3) Admiral Halsey. O engenheiro de som, Tim Geelan, diz que além das três partes principais o mix da canção foi preparado em 12 semi-estruturas, indicando a complexidade da produção. A letra apresenta expressões de duplo sentido, como “the butter wouldn’t melt, so i put it on the pie” (a manteiga não derreteu, então a coloquei dentro da torta). A “torta” é uma expressão britânica para o órgão sexual feminino, que também aparece em Penny Lane (for a finger and finger pie)Uncle Albert/Admiral Halsey é uma espécie de medley semelhante ao que Paul fez com os Beatles em Abbey Road, que incluiu efeitos sonoros e variações melódicas. Paul ganhou o Grammy Award de melhor arranjo vocal com base na faixa.
"Eu tinha um tio - Albert Kendall - que era muito divertido, e quando fiz a música, tratava-se de abordar essa geração mais velha, pensando: ‘O que eles pensariam da maneira como minha geração faz as coisas? Por isso escrevi a frase ‘Lamentamos, Tio Albert’. Há um elemento imaginário em muitas das minhas músicas - para mim, o Almirante Halsey (baseado no oficial naval dos EUA da Segunda Guerra Mundial William Frederick Halsey Jr, conhecido como Bill ou Bull Halsey) é um símbolo de autoridade e, portanto, não deve ser levado muito a sério. Gravamos em Nova York e George Martin me ajudou com o arranjo orquestral. Fiquei surpreso quando se tornou um grande sucesso". Paul McCartney.