sexta-feira, 15 de outubro de 2021

PAUL McCARTNEY - (I WANT TO) COME HOME*****

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"(I Want to) Come Home" é uma canção não tão famosa, composta e gravada por Paul McCartney para o filme "Everybody's Fine" de 2009.
No início das gravações de "Everybody's Fine" foi exibido para Paul McCartney uma cover de "Let It Be", com Aretha Franklin inserido num local reservado pelo diretor Kirk Jones. Essa versão inspirou McCartney a escrever a canção para o filme depois de conhecer o protagonista, interpretado por Robert De Niro, um viúvo que "cai na estrada para visitar os seus filhos dispersos depois de cancelar uma reunião de fim de semana". McCartney disse ao USA Today, "eu me identifico com um cara que tem filhos mais velhos, e acontece de ter perdido a esposa, a mãe dessas crianças, e está tentando juntar todos para o Natal. Eu entendo isso". Depois de gravar uma versão demo em cassete, McCartney recebeu um pedido de Jones solicitando uma introdução para a música em oposição ao seu original start "abrupto". McCartney então contou com a colaboração de Dario Marianelli com orquestrações para a canção, resultando em uma bela canção intimista. "(I Want to) Come Home" foi lançada como single em lojas de música on-line em 8 de dezembro de 2009, durante a semana antes do lançamento do filme nos cinemas. "(I Want to) Come Home" foi indicada para um Globo de Ouro como Melhor Canção Original, mas não venceu, perdendo o prêmio para "The Weary Kind", do filme "Crazy Heart" com Ryan Bingham.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

ENCONTRO EXPLOSIVO - TOM JONES & JANIS JOPLIN - SENSACIONAL!

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Tom Jones é uma lenda em todo o mundo. O cantor galês fez as garotas desmaiarem ao longo de sua carreira e ainda é capaz de aumentar os batimentos cardíacos mesmo depois de completar 81 anos. Mas quando conheceu Janis Joplin, ele se deparou com um adversário eletrizante. Joplin e Jones cantaram uma ótima versão de 'Raise Your Hand' no programa de variedades de Tom Jones, exibido nos Estados Unidos entre 1969 e 1971. Apesar de muitos convidados excelentes terem comparecido ao programa, nenhum era exatamente como Joplin. Ela era adorada desde seus primeiros momentos nos palcos, não apenas por sua performance vocal poderosa, mas por sua habilidade de se conectar com as músicas que estava cantando, não importasse o contexto. Isso faria com que Joplin levasse sua banda Big Brother & The Holding Company à ponta do movimento da contracultura, como porta-voz incisiva. Depois de várias apresentações que fizeram, a cantora logo mudou para uma carreira solo curta, mas brilhante. Então, quando ela foi convidada para o crescente programa de variedades de Jones, ela agarrou a chance com o mesmo entusiasmo. O show era voltado para um público jovem com chefes de redes ansiosos para trazer dinheiro adolescente. O show viu estrelas do rock como The Who, Joe Cocker, Donovan e The Hollies, todos enfeitando o palco, enquanto seus pais desfrutavam de convidados como Paul Anka, Robert Goulet e Bob Hope. Tom Jones era uma estrela gigantesca na época das gravações em 1969 e provavelmente ficaria surpreso se alguém o superasse em seu próprio show, especialmente quando cantava. Mas o jovem de 29 anos teve um choque ao dar as boas-vindas a Joplin para tocar 'Raise Your Hand'. Para ser justo com Jones, Joplin deu um salto sobre o cantor. 'Raise Your Hand', fazia parte do set de Woodstock icônico de Joplin no início daquele ano e ela claramente ressoou com a música. Sua marca registrada de paixão está clara para todos verem e mais uma vez a marcou para um público comercial como o talento unificador de sua geração. Jack Whatley.

JOHN LENNON AND FRIENDS - LET'S HAVE A PARTY

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Esse disco já esteve aqui para download em 9 de outubro de 2012 e depois nunca mais apareceu. "John Lennon and Friends - Let's Have a Party" é um álbum pirata, gravado na festa de aniversário de 31 anos de John Lennon, que ocorreu há 50 anos no St. Regis Hotel em Nova York, em 9 de outubro de 1971. Não é grande coisa e vale somente pelo seu valor documental. Esse “disco” é como o nome diz: uma grande festa. John Lennon e Yoko Ono tinham chegado recentemente em Nova York – cidade que escolheram para viver e a "festinha" já estava preparada desde antes de sua chegada. Estavam lá: Ringo Starr e Maureen, Klaus Voorman, Jim Keltner, Mal Evans, Neil Aspinall, Allen Ginsberg, Phil Spector, Eric Clapton, Bob Dylan, Jack Nicholson, John Cage, Dennis Hooper, Spike Milligan entre vários outros famosos. Tarde da noite, cantaram e tocaram além de antigos hits dos anos 50, músicas dos Beatles, de Paul, de George, de Bob Dylan e até uma inédita de John em parceria com Phil Spector "Bring Out The Joints". No início da festa, uma equipe de TV, filmou o evento e exibiu como "John and Yoko In Syracuse". Apesar de tão curioso, até por seu valor histórico, é um disco bem difícil de engolir. O som é péssimo, as versões são péssimas e todo mundo está doidão demais. Entre as sacrificadas estão até “Yesterday” e “Uncle Albert/Admiral Halsey” de McCartney e “My Sweet Lord” de Harrison. Claro que o desenho da capa, com todos peladões é do próprio aniversariante.

THE BEATLES - HELLO GOODBYE**********

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"Hello, Goodbye" foi composta exclusivamente por Paul McCartney, é creditada à dupla Lennon e McCartney e foi lançada como compacto tendo "I Am The Walrus" de John Lennon como lado B (o que muito o desagradou), em 24 de novembro de 1967 no Reino Unido e 27 de novembro do mesmo ano nos Estados Unidos, alcançando o topo das paradas em todo o mundo, sendo 1º lugar nos EUA, Reino Unido, Nova Zelândia, Canadá, Austrália e vários outros países. Também fez muito sucesso aqui no Brasil. Nos Estados Unidos, "Hello, Goodbye" foi direto para o topo da parada de singles da Billboard, permanecendo nesta posição por três semanas, e se tornou a 15ª música dos Beatles nº 1 no país. Além de ter sido lançada como single"Hello, Goodbye" é a primeira música do lado 2 do LP Magical Mystery Tour antes de “Strawberry Fields Forever”. Apesar de estar incluída no álbum com a trilha sonora, "Hello, Goodbye" não aparece no filme. Mais tarde foi lançada nos álbuns "1967-1970", "1" e "Anthology 2".

terça-feira, 12 de outubro de 2021

OS BEATLES NA REVISTINHA DO CASCÃO********

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A matéria bacana OS BEATLES NA REVISTINHA DO CASCÃO foi publicada aqui em 14 de novembro de 2018. Para quem não viu na época, veja agora. Quem viu, veja de novo! Valeu. Feliz dia das crianças!!!

THE BEATLES - ALL TOGETHER NOWWWW...😃😃😃😃

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A alegre (e curta) e cativante “All Together Now” foi gravada durante o período do Magical Mystery Tour, mas permaneceu inédita até ser incluída para trilha sonora de Yellow Submarine. Foi lançada como single em 1972 em países europeus como França e Alemanha, com "Hey Bulldog" do lado B. “All Together Now”  foi escrita no estúdio, em maio de 1967, com Paul como autor principal. Foi concebida como mais uma canção infantil ao estilo de “Yeilow Submarine” e John mais tarde ficaria encantado ao saber que torcidas de futebol na Inglaterra a cantavam. O interesse renovado pela infância por causa das experiências com drogas significou que cantigas, personagens de histórias em quadrinhos e canções de ninar começaram a influenciar o trabalho. A folcorista Iona Opie, editora do Dicionário Oxford de cantigas infantis, acreditava que os versos de sonoridade familiar se inspiravam mais numa memória compartilhada daquelas melodias do que em uma específica. “Não consigo distinguir nenhuma influência em particular ao ouvir “All Together Now”, disse ela. Tem tantas rimas com ABC e outras em contagem como one, two, three, fbur, Mary at the cottage door...’ que soam parecidas. A canção parece ter saído do inconsciente coletivo”. Paul confirma que a via como parte da tradição das canções infantis (“É uma música para organizar a brincadeira”), mas também jogava com o duplo sentido: “all together now” tanto podia ser um convite a todos para cantarem juntos quanto um slogan político pela união dos povos. Paul Horn se lembra de eles cantarem a música enquanto estavam na índia, mas, em vez de “H, I, J, I love you”, cantavam “H, I, Jai Guru Dev” em tributo ao mestre espirirual Maharishi. 

“All Together Now” foi gravada pelos Beatles em Abbey Road no dia 12 de maio de 1967. Foi produzida por Paul McCartney e teve Geoff Emerick como engenheiro. Está disponível apenas nos álbuns Yellow Submarine e Yellow Submarine Songtrack. Paul McCartney: vocais, violão, baixo e palmas; John Lennon: vocais, violão, ukulele, gaita e palmas; George Harrison: vocais de apoio e palmas; e Ringo Starr: vocais de apoio, bateria, pratos de dedo e palmas.

A PEDIDOS - THE BEATLES - I'M DOWN

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A amiga Jennifer disse na postagem THE BEATLES AT THE SHEA STADIUM - COMPLETO - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!!! - "Edu, minha preferida é Im'down. Tem um vídeo só com ela desse show?" Aqui está ela, Jennifer. Obrigado pela participação. Confira também: THE BEATLES - I'M DOWN - UM CACETE SEM IGUAL!✶✶✶✶✶

POSTAGEM Nº 10.000 - WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS - MARAVILHOSA!

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Esta é a postagem nº 10.000 (dez mil) do Baú do Edu. Há dois anos, em 2 de setembro de 2019, a postagem nº 9.000 foi
I WANT YOU (SHE'S SO HEAVY) Muito obrigado a todos. Valeu!

Há mais de 53 anos, no dia 6 de setembro de 1968, durante uma viagem de Surrey a Londres, George Harrison pediu a Eric Clapton para tocar guitarra na sua faixa “While My Guitar Gently Weeps”. Clapton, que reconheceu o talento de Harrison como compositor, considerou que suas habilidades haviam sido impedidas por Lennon e McCartney e estava, no entanto, relutante em participar; sua resposta inicial foi: "Não posso fazer isso. Ninguém nunca toca em discos dos Beatles". Harrison o convenceu, e a guitarra principal de Clapton, tocada na guitarra elétrica Gibson Les Paul de Harrison "Lucy" (um presente recente de Clapton), foi dobrada naquela noite. Relembrando a sessão em sua autobiografia de 2007, Clapton diz que, embora Lennon e McCartney fossem "bastante não comprometedores", ele achou a faixa "fantástica", acrescentando: "Eu sabia que George estava feliz, porque ele a ouvia continuamente na sala de controle”. Harrison lembrou que a presença de Clapton também garantiu que seus companheiros de banda "se esforçassem um pouco mais" e tivessem todos um melhor comportamento.
A Apple Records lançou The Beatles, o Álbum Branco, em 22 de novembro de 1968. Uma das quatro composições de Harrison no álbum, "While My Guitar Gently Weeps", foi sequenciada como a penúltima faixa do lado um no formato LP, entre as de Lennon "Bungalow Bill" e "Happiness Is a Warm Gun”. "While My Guitar Gently Weeps" foi lançada como o lado B de "Ob-La-Di, Ob-La-Da". Este single foi um sucesso internacional, liderando as paradas na Austrália, Áustria, Suíça e Alemanha Ocidental, mas estranhamente não foi lançado na Grã-Bretanha ou nos Estados Unidos.
Confira muito mais sobre essa fantástica canção em GEORGE HARRISON - WHILE MY GUITAR GENTLY WEEPS***** publicada em 30 de novembro de 2018.

RINGO STARR - A DOSE OF ROCK AND ROLL*****

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Lançada como faixa de abertura do excelente álbum Ringo's Rotogravure de 1976, A Dose Of Rock' N 'Roll' foi escrita pelo compositor Carl Groszman. Ringo decidiu regravá-la para o álbum, tornando-se seu primeiro hit pela Atlantic Records. Lançado em 20 de setembro de 1976, antes do álbum nos EUA, o single, com "Cryin" do lado B, passou nove semanas nas paradas da Billboard, atingindo o pico no número 26 da Billboard Hot 100. Foi lançado no Reino Unido em 15 de outubro e lá não chegou às paradas.
A música segue a linha do sucesso de 1962, "Hey! Baby", de Bruce Channel, que Ringo também gravou e lançou como single, chegando ao número 74 na Billboard Hot 100 em fevereiro de 1977. Da gravação só participaram feras: Peter Frampton, Danny Kortchmar e Jesse Ed Davis nas guitarras; Klaus Voormann no baixo; Mac Rebennack (Dr. John) nos teclados; Randy Brecker e Alan Rubin nas trombetas; Michael Brecker; George Young nos saxofones altos; Lewis Delgatto no saxofone baixo, além de Ringo, claro, reinando absoluto com sua bateria.

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

YOKO ONO HOMENAGEIA OS 81 ANOS DE JOHN LENNON

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Yoko Ono (88 anos), não poderia deixar o aniversário de John Lennon passar em brancas nuvens. Lennon, que completaria 81 anos no último dia 9, ganhou uma homenagem carinhosa da artista plástica em suas redes sociais. "Eu era uma pessoa muito solitária antes de conhecê-lo. Quando conheci John, comecei a me abrir um pouco por meio do amor e essa foi a melhor coisa que já me aconteceu. Nunca conheci ninguém que pudesse me entender como John". Além do texto, Yoko também exibiu uma imagem em preto e branco rara do casal em um momento romântico se beijando.
Aqui, a gente relembra a bonita e doce "You Are Here" do incrível álbum Mind Games. Mais uma das tantas que Lennon escreveu para sua musa. VIVA JOHN LENNON!

From liverpool to tokyo
Too away to go
From distant lands one woman one man
Let the four winds blow
Three thousand miles over of the ocean
Three thousand light years from the land of the rising sun
Love has opened my eyes
Love has blown right through
Wherever you are (wherever you are), you are here (you are here)
Wherever you are (wherever you are), you are here (you are here)
Three thousand miles over of the ocean
Three thousand light years from the land of surprising sun
Well, now, east is east and west is west
The twain shall meet
East is west and west is east
Let it be complete
Three thousand miles over of the ocean
Three thousand light years from the land of the morning star

sábado, 9 de outubro de 2021

IMAGEM DO DIA - JOHN LENNON

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HAPPY BIRTHDAY JOHN LENNON - 81 ANOS

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Existem algumas datas que são impossíveis de esquecer: uma é 9 de outubro, outra é 8 de dezembro. A primeira porque foi o dia do nascimento de John Lennon, que, se vivo estivesse, estaria completando hoje 81 anos. A segunda, porque foi o dia da sua morte, que, este ano completa 41 anos. Há quarenta e um anos, John completava 40 anos e seu filho com Yoko Ono, Sean, cinco. Estava feliz com o disco novo e a real possibilidade de voltar a um mundo que um dia já lhe pertenceu. Fico aqui imaginando como a história poderia ser diferente se, naquela terrível noite, os tiros não tivessem sido disparados contra ele ou mesmo que se o tivessem acertado, ele tivesse sobrevivido... ou ainda se não houvesse tiro algum e um tal de Chapman nunca tivesse existido. Como John Lennon estaria hoje completando 81 anos? Estaria louco? Estaria careta? Que tipo de som estaria criando? Os Beatles teriam se reunido outras vezes? Mas é tolice pensar no que não existe e não é possível. Por isso, nesses 81 anos de John Lennon, a gente aproveita para relembrar um texto bem bacana - sobre os últimos meses de Lennon até o lançamento de Double Fantasy. Happy Birthday Johnny! VIVA JOHN LENNON!
1980 marcou um importante fim e ainda mais importante começo para John Lennon. Ele estava cansado, doente e exausto de viver doente e exausto. Ele empregou seus últimos fiapos de determinação para começar o processo de desintoxicação, a frio dessa vez. Sem ajuda de metadona, de morfina, de rituais xamânicos, sem recaídas, sem voltar atrás. Aos 39 anos, seu corpo parecia o de um mendigo nova-iorquino desnutrido. Magro, com as costelas aparentes, barba e cabelos esparsos, o que lhe restava de musculatura estava flácido, desprovido de tônus sobre os ossos. Nos últimos cinco anos Lennon havia desenvolvido uma enorme aversão por si mesmo. Sabia que havia chegado ao fundo do poço, numa crise de identidade de cinco anos. O autoproclamado "marido e dono de casa" estava sofrendo o mal-estar do isolamento e do tédio, idênticos às reclamações das donas de casa suburbanas.
O que aconteceu a John foi a mesma coisa que aconteceu a Elvis Presley, Howard Hughes e muitos outros ricos reclusos e autoindulgentes: Lennon havia simplesmente se recusado a pagar o preço para permanecer vivo, o tributo feito em termos de envolvimento, responsabilidade e esforço, encontrando em Yoko Ono alguém disposto a lhe poupar o fardo da existência. John havia se afastado da realidade de seus próprios negócios. Yoko, ou "Mamãe", como ele a chamava, o aconselhou a não se ocupar mais de novas músicas. O tédio estava em vigor havia mais de cinco anos e os frutos de seu trabalho estavam apodrecendo. Não importa quão inquieto ele se tornara, ela continuava advertindo-o de que se tentasse cortejar as musas iria sofrer um fracasso humilhante, Esse longo silêncio estava prestes a acabar.

Quando John e Yoko voltaram de sua terceira viagem anual ao Japão, fizeram um pacto de se livrarem do vício da heroína. John, prometendo conseguir isso buscou técnicas de isolamento meditativo. Usou um tanque de privação sensorial: uma grande caixa negra no formato de um caixão cheia de uma solução salina morna. Flutuando por até meia hora, sem som e na escuridão total, experimentava uma sensação parecida com a de quando estava drogado, isolado em seu quarto por dias, imergiu em suas questões favoritas, relacionadas ao misticismo e às civilizações antigas. Como literatura inspiradora, releu os relatos de aventuras Kon Tiki, de Thor Heyerdal e do famoso navegador Sir Francis Chichester. Tocado por essas fábulas de autoconfiança e suficiência, encontrou a coragem para começar a confrontar seus demônios. Estava pronto para voltar à tona.

Yoko Ono evitou confrontar sua dependência de heroína e permaneceu uma junkie "funcional". Administrando a fortuna de 150 milhões de dólares do casal, havia investido no mercado imobiliário e comprado mansões na costa de Palm Beach, na Flórida, e em Long Island. John era dono de dois haras no rio Potomac e de uma fazenda em Catskills onde nunca poria os pés, além de urna fazenda de gado leiteiro no estado de Nova York avaliada em vários milhões de dólares. Sua propriedade favorita, escolhida por Yoko, era a casa em Cold Spring Harbor, em Nova York, chamada de Cannon Hill. Foi nessa mansão de 14 quartos, de frente para o mar, que ele se isolou no início da primavera.
A proximidade com o mar sempre o inspirava a fantasiar sobre viagens e ele mandou seu assistente Fred Seaman comprar um barco a motor para que ele pudesse passear pela baía. John ganhou confiança e destreza na pequena embarcação. Encontrando nova satisfação em estar na água, comprou também um pequeno veleiro, o Isis. Ele e Fred aprenderam a navegá-lo, tomando aulas com Tyier Coneys, um marinheiro veterano. Começou a desejar "a coisa certa", dizendo a Fred como gostaria de velejar pelo Atlântico até o Tâmisa em Londres em vez de ir de limusine para o aeroporto de Heathrow. A ideia de velejar de volta para a Inglaterra se transformou em obsessão. Yoko disse que não fosse para a Inglaterra, mas para o sudeste, até as Bermudas. Em 4 de junho de 1980, John embarcou em um pequeno avião com seu instrutor de vela Tyler Coneys e voou para Newport Rhode Island para pegar seu veleiro fretado, a escuna de 13 metros Megan Jayne, capitaneada por Hank Beard. Outros dois primos de Tyler Coneys formavam o restante da tripulação. Seguindo para o mar aberto, sozinho no meio de estranhos, John estava assumindo o tipo de risco que passou toda a vida evitando. Ao mesmo tempo, realizava urna de suas fantasias infantis mais queridas: ir para o mar, como seu pai e seu avô. Com pouco conhecimento de navegação, John ocupou a cozinha do navio. A purificação emocional de uma nova aventura trabalhava sua alma e a adrenalina fresca corria em suas veias, provocando um novo e inesperado humor.
Inevitavelmente, em se tratando do Triângulo das Bermudas, o barco passou por uma forte tempestade, Um a um, os membros da tripulação ficaram enjoados e incapacitados. Na condição de único tripulante a não vomitar, o capitão ordenou que John ficasse no leme por quatro horas. Lutando para man­ter o curso, amarrado a uma corda enquanto o deque se inclinava e balançava, primeiro ficou aterrorizado com a visão do mar lançando seu peso e força ex­traordinários. A água que corria pelo convés era alar­mante. John estava sozinho no leme, batendo de frente com ondas de seis metros de altura. Mas o barco manteve seu curso e, depois dos primeiros quinze minutos de puro terror, ele sentiu aumentar sua coragem. Era como estar no palco. Primeiro você entra em pânico e está prestes a vomitar, mas depois começa a fazer o que sabe fazer, esquece todos os medos e começa a ter prazer com a coisa toda. Enquanto o mar crescia diante dele, Lennon gritava de volta, cantava canções de marinheiros que ouvira na voz do pai em Liverpool. Havia vencido sua tempestade perfeita e chegado ao outro lado com a bazófia de um marinheiro para descansar no sol tropical de Hamilton Terrace, nas Bermudas. Fred Seaman estava emocionado ao se juntar a ele na ilha caribenha. Depois de mais de um ano vendo seu herói viver como um homem apanhado por urna doença devastadora, testemunhava o renascimento do verdadeiro, velho e bom John Lennon.

Instruído a encontrar um refúgio criativo para John viver e trabalhar, Seaman logo descobriu Fairylands Undercliff: uma vila à beira-mar, isolada em um trecho estreito de terra. Durante o entardecer John fumava no pátio enquanto ouvia o álbum “Burnin” de Bob Marley. Depois de tocar Hallelujah Time sem parar durante meia hora, explicou a Fred que finalmente havia entendido o motivo de ter ficado tão obcecado com a canção por tanto tempo: era a frase sobre "não ter muito tempo para viver". Era exatamente como se sentia. Imediatamente começou a improvisar sobre a frase do álbum de Marley. Fred ligou o gravador enquanto John tocava sua versão pirata da música que iria se chamar "Living on Borrowed Time". Satisfeito, acendeu um cigarro de maconha e começou a descrever para Fred, de maneira arrebatada, sua ideia de um grande álbum, A gravação seria repleta dos sons sensuais, importados da Jamaica.

Os planos de John acabaram na manhã seguinte, quando descreveu sua visão a Yoko Ono por telefone. Yoko Ono brigou para tê-lo de volta. Sem o conhecimento de John, havia decidido que sua obsessão em controlar os negócios familiares havia acabado e anunciou a seus bajuladores que voltaria a produzir arte e "eventos" musicais. Ela já tinha um monte de canções para gravar e estava determinada a transformá-las em um álbum de sucesso. A experiência havia lhe ensinado que um álbum solo seria o fim da estrada. Se produzisse seu próprio álbum, John faria a mesma coisa, E o dela ficaria nas prateleiras das lojas enquanto o dele evaporaria rapidamente. A solução foi o conceito de "the heart play": um diálogo entre amantes casados. Diante dessa ideia, John foi impelido a um apuro imediato: se rejeitasse o conceito, rejeitaria o mito de John e Yoko. Se adotasse a proposta, daria adeus à orientação de seus temas caribenhos. Depois de uma maratona de telefonemas e brigas iradas cara a cara, John foi persuadido a abandonar sua ideia de um álbum de reggae com uma pitada de tango em favor de um outro no qual duas pessoas, empregando idiomas musicais discordantes, cantavam alternadamente, falando de coisas diferentes.

John continuou nas Bermudas por cinco meses compondo e trabalhando, incapaz de achar Yoko Ono por telefone por vários dias, escreveu a melhor peça do que viria a ser o álbum “Double Fantasy”: "I'm Losing You". Depois da temporada nos trópicos, ele voltou para Nova York planejando ir direto ao estúdio de gravações. Começou a organizar ensaios e a juntar uma banda. Instruiu Jack Douglas, seu produtor, a contratar novos músicos. Depois de passar anos com os mesmos companheiros de palco, que frequentemente tomavam liberdade com drogas e bebidas durante as sessões, John tentava evitar o caminho sinuoso e festivo que caracterizava seus rituais de gravações anteriores. Ele queria poder usar o chicote, tirando tudo o que quisesse dos músicos" sem ter que se preocupar em pisar no ego de "amigos". O objetivo de Lennon era fazer as coisas de forma simples e eficiente. Se ele tivesse que fazer mais do que cinco ou seis tentativas para cantar uma música, se enchia e seguia para a próxima. Esse estilo de gravação vigoroso e direto impressionou os músicos, muitos deles veteranos acostumados a passar dias sobre uma única faixa.

Por mais genialidade e confiança que aparentasse, Lennon tinha graves receios após a semana inicial no estúdio. Achava que seu material e voz estavam enferrujados e abaixo do padrão. Nesse momento de vulnerabilidade, Yoko Ono revelou sua exigência por 50% das canções do novo disco. Enfurecido, Lennon explodiu: "Se é isso o que você quer, então não haverá um álbum". Passou os dois dias seguintes trancado em seu quarto, comunicando-se com a mulher apenas através de bilhetes passados debaixo da porta.
Jack Douglas havia previsto o que estava por vir semanas antes de John voltar. Em um encontro pré-produção, Yoko Ono lhe dera um monte de fitas com as músicas "dela" para o álbum. "Não diga nada ao John", instruiu. Gravar Yoko Ono foi uma dor de cabeça para Douglas. Para que ele conseguisse uma nota decente em cada sílaba que ela cantava, obrigou Yoko Ono a fazer tomadas intermináveis. E nunca ficou plenamente satisfeito com o resultado.

Em duas semanas John gravou 22 faixas, material para dois álbuns. Ele voltou a assumir uma posição mais relaxada, permitindo a si mesmo tragos liberais de uma garrafa de uísque escondida. O ex-vegetariano também descobriu os prazeres dos whoppers do Burger’s King e dos pedaços oleosos da pizza de Nova York. Quando Yoko Ono finalmente ia para casa, deixando-o para trás, ele enviava alguém em busca de cocaína e todos ficavam felizes.
A maior parte da gravação e mixagem de Double Fantasy estava completa na festa de aniversário conjunta de Sean e John Lennon, celebrada em 13 de outubro para coincidir com o lançamento, no dia seguinte, do primeiro single do álbum: “Starting Over”. O single imediatamente foi parar no topo das 20 mais da Billboard e o lado B, "Kiss, Kiss, Kiss", de Yoko Ono, foi bem recebido nas danceterias gays e clubes noturnos da cidade. Double Fantasy era saudado corno um evento no mundo da música. A manipulação experiente de Yoko Ono da mídia rendeu montes de publicidade gratuita. As agências de notícias estavam estalando com o conteúdo de itens inseridos por seus agentes de publicidade. Sem poupar despesas, ela contratou um esquadrão de aviões para escrever uma mensagem de parabéns para John e Sean no céu sobre o Central Park.

THE BEATLES - MR. MOONLIGHT - 1964 ✶✶✶✶

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MISTERRRRRRRRRRR Moonlight! John berra no começo com toda a força e expressão que sua laringe podia prover. Ele faz o vocal principal da faixa (e não poderia ser de outra forma), com Paul harmonizando em alguns momentos. McCarney também toca um órgão Hammond que soa em alguns momentos como algo saído de "O Fantasma da Ópera". Ringo marca o ritmo com um bongô, enquanto George acrescenta a batida oca de um antigo tambor africano. "Mr Moonlight" foi gravada pelos Beatles entre agosto e outubro de 1964 e lançada no álbum Beatles for Sale, em dezembro do mesmo ano. É a sexta música do lado 1 do álbum, o quarto na discografia oficial da banda. "Mr Moonlight" fazia parte do repertório dos Beatles nos tempos de Hamburgo, e, quando precisaram de material para preencher o álbum (Beatle For Sale) a tempo do Natal, resolveram gravá-la.
"Mr Moonlight" foi escrita por Roy Lee Johnson. A primeira gravação conhecida foi do pianista de blues Piano Red, gravando como Dr. Feelgood and the Interns. Foi lançada como lado B de 'Dr. Feelgood', um pequeno hit de R&B em 1962. Os Beatles tentaram gravar "Mr Moonlight" duas vezes no estúdio em 1964. A primeira vez foi em 14 de agosto, quando eles gravaram quatro tomadas - a última delas foi por um tempo considerada a melhor.

O Anthology 1 traz os takes 1 e 4. O primeiro quebrou quase imediatamente; o 4 estava completo e contou com um solo frenético de guitarra de George Harrison. Os Beatles refizeram a música em 18 de outubro. Mais uma vez, eles gravaram quatro tomadas, as duas últimas com o solo de órgão Hammond, um tanto berrante de Paul McCartney. Apesar do vocal estridente e arrojado de John Lennon, 'Moonlight' é considerada por muitos fãs dos Beatles como uma das músicas menos bem-sucedidas em seu catálogo e uma das mais fracas do álbum.

"Mr Moonlight" foi gravada no estúdio da EMI em Abbey Road nos dias 14 de agosto e 18 de outubro de 1964. Foi produzida por George Martin e teve Norman Smith como engenheiro. Aparece nos álbuns Beatles For Sale, Beatles '65 e Anthology 1. John Lennon arrasa nos vocais e toca guitarra; Paul McCartney faz backing vocals, toca baixo e órgão Hammond; George Harrison também faz backing vocals, toca guitarra e um tambor africano; e Ringo Starr toca percussão.

Alguns a acham estranha e deslocada. Para mim, depois de mais de 45 anos ouvindo o disco, não consigo imaginá-lo sem "Mr Moonlight". E só o berro de John Lennon no começo da música já faz o disco valer a pena.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

LIZZIE BRAVO - ATRAVÉS DO UNIVERSO - 1951 / 2021

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A carioca Elizabeth Villas Boas Bravo (27 de maio de 1951 – 4 de outubro de 2021) foi muito mais do que uma garota que amou os Beatles, em especial John Lennon. Até porque ela foi a única garota brasileira que gravou com os Beatles, em proeza realizada quando tinha 17 anos. No dia desse feito histórico, 4 de fevereiro de 1968, Elizabeth já era Lizzie – nome que adotara em 1965 ao ouvir Lennon cantar Dizzy Miss Lizzy (Larry Williams, 1958) no quinto álbum dos Beatles, Help! (1965) – e estava há quase um ano em Londres, onde chegara em 17 de fevereiro de 1967.

Foram tantos dias à porta do estúdio Abbey Road que, naquele mítico dia 4, domingo de frio em LondresLizzie estava dentro do prédio que abrigava o estúdio ao lado de outras poucas Beatlemaníacas, quando Paul McCartney apareceu e perguntou se alguma delas sustentava nota aguda.

Lizzie sustentava a tal nota e foi assim que, juntamente com a amiga inglesa Gayleen Pease, fez um dos vocais que encorparam a gravação de Across the universe (John Lennon e Paul McCartney, 1968), música inicialmente arquivada pelos Beatles que somente ganhou o mundo quase dois anos após o registro original ao ser apresentada no álbum coletivo beneficente No one's gonna change our world, editado em 12 dezembro de 1969. Na discografia dos Beatles, a versão de Across the universe com Lizzie aparece nas coletâneas Rarities (1978) e Past masters (1988).
Lizzie cantou com John, com Paul e se eternizou na história da música pop pela aventura narrada em detalhes no livro Do Rio a Abbey Road (2015), esgotado em 2017 e com ampliada segunda edição produzida neste ano de 2021, além de ainda inédita edição em inglês. Só que essa edição em inglês será lançada sem a presença física da autora. Lizzie Bravo atravessou o universo na noite de 4 de outubro. Morreu em casa, aos 70 anos, vítima de problemas cardíacos, dos quais se recuperava após internação em hospital do Rio de Janeiro.

Cantora e fotógrafa, Lizzie Bravo teve a glória de gravar com os Beatles, mas é justo dimensionar corretamente a atuação da artista na música brasileira no momento em que Lizzie sai de cena. Vocalista requisitada para os estúdios de gravação, Lizzie Bravo tem a voz perpetuada em discos da nata da MPB. Alceu Valença, Alcione, Caetano Veloso, Djavan, Egberto Gismonti, Elba Ramalho, Ivan Lins, Joyce Moreno (de quem era amiga e comadre), Maria Bethânia, Maria Creuza, Milton Nascimento, Roberto Carlos e Zé Ramalho são alguns entre inúmeros cantores que fizeram discos com o vocal de Lizzie Bravo. Casada de 1970 a 1972 com o cantor e compositor Zé Rodrix (1947 – 2009), com quem teve uma filha, a também cantora Marya Bravo, Lizzie foi a “esperança de óculos” poetizada na letra da canção hippie "Casa no campo" (Tavito e Zé Rodrix, 1971).
Como fotógrafa, Lizzie registrou parte da história da MPB em imagens que foram parar nas contracapas e encartes de álbuns de Joyce Moreno e Tavito (1948 – 2019). Ao atravessar o universo, Lizzie Bravo deixa saudades em quem conviveu com a eterna garota que nunca deixou de amar os Beatles. Uma curiosidade: Certa vez, George Harrison lhe ofereceu carona, e ela, intimidada, disse não. Quando os Beatles se separaram, George gravou, no álbum triplo All Things Must Pass, uma canção composta para Lizzie e suas amigas – aquelas garotas que davam plantão na porta de Abbey Road. “Apple Scruffs”.
Nesses treze anos do Baú do EduLizzie Bravo em alguns momentos, nos brindou com alguns comentários. Na postagem THE BEATLES - ACROSS THE UNIVERSE de 2 de setembro de 2010, ela disse: “Muito obrigada por postar esse disco, Edu! Eu não tenho mais vitrola (sou velha mesmo, chamo toca-discos de vitrola...) e fiquei curiosa pra ouvir de novo as outras músicas. Fui a Londres em outubro a convite da BBC, gravaram uma entrevista com Gayleen e eu - a primeira em 42 anos! Um amigo colocou no Youtube. Parabéns pelo blog!”. Parabéns a você, Lizzie. E muito obrigado.

PAUL McCARTNEY ESCONDENDO A MACONHA😉

3 comentários:


Paul McCartney, eterno baixista e vocalista dos Beatles, revelou que precisa esconder as plantações de maconha que cultiva há pelo menos 20 anos em sua fazenda em Peasmarsh, sudeste da Inglaterra, para que os adolescentes não as roubem. "Gosto de cultivar coisas como trigo-vermelho, centeio e peras", disse Paul McCartney em entrevista ao Daily Mirror
O ex-Beatle continuou: "Começamos a cultivar Cannabis e o engraçado é que o governo impõe que você faça isso em um local escondido, porque os adolescentes entram e roubam". Em sua fazenda, o músico de 79 anos planta cânhamo; uma espécie de cannabis conhecida por conter baixo teor de THC (tetra-hidrocanabiodiol), que é usualmente usada para produção de medicamentos, óleos, cosméticos, tintas e até mesmo roupas e detergentes. Paul McCartney também explicou na entrevista que as plantações de sua fazendo são 100% orgânicas. "É tudo orgânico. Me tornei orgânico há mais de 20 anos. "Quando comprei a fazenda, havia alguns campos onde os rapazes da fazenda me diziam: 'Não há minhocas nesses campos. Não há vida, porque tudo o que fizeram foi colocar pesticidas e, em seguida, colocar fertilizante'. Eu pensei: 'OK, isso é um desafio, vamos nos tornar orgânicos".

Voltando ao assunto sobre a maconha, em 2015, o artista revelou que havia parado de consumir a maconha para "não dar mau exemplo" aos seus filhos e netos, segundo confessou em entrevista ao jornal The Daily Mirror. O ex-Beatle chegou a ser preso no Japão no início de 1980 por posse da danada. "Já não uso mais. Por quê? A verdade é que não quero dar um mau exemplo para meus filhos e netos. Agora é uma questão de paternidade", declarou. "Ao invés de fumar um baseado, agora tomo uma taça de vinho ou uma boa margarita. A última vez que fumei foi há muito tempo", assegurou. De acordo com Paul, foi o cantor americano Bob Dylan que 'apresentou' a maconha aos Beatles em agosto de 1964.
Não deixe de conferir a postagem PAUL McCARTNEY E A DANADA DA MACONHA publicada aqui em 3 de outubro de 2012.