sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A MORTE DE JAMES DEAN - O NASCIMENTO DE UM MITO

Publicada originalmente em 30 de setembro de 2012.
Resultado de imagem para JAMES DEAN
Exatamente há 57 anos, morria precocemente James Dean, dando origem a um dos maiores mitos de Hollywood. “James Dean morreu exatamente no momento certo. Se tivesse vivido,não teria conseguido fazer jus a imagem e a lenda criada pelos agentes de publicidade da Warner ...” Estas foram palavras de Humphrey Bogart, um dos ídolos de James Dean - o outro era Marlon Brando. Se Bogart estava certo, jamais saberemos. Mas não há dúvidas de que a morte prematura de Dean aos 24 anos, em um acidente na perigosa estrada de Salinas, na Califórnia, acabou com uma carreira promissora, provocou comoção mundial e quadruplicou o número de seus fãs. Nascido em Marion (Indiana,EUA), em 08 de fevereiro de 1931, James Byron Dean perdeu a mãe com 7 anos de idade e foi criado por um tio e uma tia após o segundo casamento de seu pai. Rebelde e inconformado com a disciplina e com as regras da escola e da sociedade, fugiu para Nova York aos 17 anos, empregando-se como garçom e ascensorista para pagar as aulas no famoso Actors Studio. Em 1950, após adquirir alguma experiência no teatro novaiorquino, iniciou sua carreira no cinema, fazendo uma figuração no filme "O Marujo foi na Onda" (51), com Jerry Lewis e Dean Martin. Nos dois anos seguintes fez mais três figurações nos filmes "Baionetas Caladas", Sinfonia Prateada e "Atalhos do Destino". Recentemente, graças ao empenho do National Film Theater de Londres,do Museum of Broadcasting de Nova York e do James Dean Museum de Ohio, descobriu-se que nos primeiros anos de sua carreira ele participou também de 25 telefilmes. No primeiro deles Hill Number One (51),fez o papel de São João e chamou a atenção de um grupo de garotas de uma escola católica, que fundou o primeiro fã clube conhecido do ator, a Associação de Apreciadoras do Coração Imaculado de James Dean. Esses foram os primeiros sinais de que um novo mito estava nascendo. Finalmente, o diretor Elia Kazan, seu mentor no Actors Studio, deu-lhe o papel do torturado Carl de "Vidas Amargas", baseado no livro de John Steinbeck. O chefão Jack Warner o fez assinar um contrato de sete anos e o escalou para mais dois trabalhos: "Juventude Transviada" e "Assim Caminha a Humanidade".
No dia 30 de setembro de 1955, logo após terminar sua participação nesse último filme, Dean colidiu seu Porsche branco contra um Ford que vinha em direção contrária. Sua morte provocou uma exceção na história da Academia de Hollywood, sendo indicado postumamente para o Oscar de melhor ator de 1955 por Vidas Amargas e de 1956 por Assim Caminha a Humanidade. Tão atormentado quanto seus personagens, nunca escondeu seu envolvimento com alguns gays em Nova York, mas em Hollywood teve romances com duas estrelas famosas: a suíça Ursula Andress e a italiana Píer Angeli, por quem curtiu uma paixão doentia. Estava disposto a se casar com ela mas só não o fez por oposição da mãe de Píer, que preferia um genro menos problemático. Quando Píer se casou com o cantor Vic Damone, em 1954, James Dean foi à porta da igreja do Bom Pastor, em Beverly Hills ,para ver a saída dos noivos. De jaqueta vermelha, jeans surrado, botas e boné de couro, ficou acionando sua motocicleta até que Píer e Vic entrassem no carro. Então deu uma espetacular arrancada. Em 1971, Píer, infeliz em dois casamentos e com a carreira em declíneo, suicidou-se com uma overdose de drogas. O pai de James Dean, o senhor Winton Dean disse a jornalista Dulce Damasceno de Brito, que reproduziu suas palavras no livro HOLLYWOOD NUA E CRUA “Jimmy não tentou ser diferente para vencer em Hollywood, como diziam. Nasceu diferente e morreu diferente.”
Aqui, a gente confere um pequeno trecho do documentário "Os últimos momentos de James Dean". Valeu, abração a todos! 

5 comentários:

Valdir Junior disse...

Mito. Viveu pouco, mas entrou para a eternidade.

Marcelennon disse...

Ícone, sem sombra de dúvidas!

Marcelennon disse...

Ícone, sem sombra de dúvidas!

João Carlos disse...

Quando ouvi falar já era saudade.

Valquiria Ribeiro disse...

Triste!