terça-feira, 21 de julho de 2020

THE BEATLES - SHE'S A WOMAN********


“She’s a Woman” foi concebida por Paul nas ruas de St. John's Wood em 8 de outubro de 1964 e foi finalizada no estúdio no mesmo dia, com Paul cantando-a de modo estridente, emulando Littie Richard. “Precisávamos de um rock cheio de gritos para os shows. Era sempre bom caso você precisasse de alguma coisa para encerrar ou se houvesse um momento tedioso”. Disse Paul. "She's A Woman" foi a única música da banda não lançada no Brasil durante todo o período em que estiveram na ativa. A EMI/Odeon corrigiria o erro somente em 1977, quando todos os compactos dos Beatles foram reeditados. “She’s a Woman” foi lançada pelos Beatles como single, lado B de "I Feel Fine". As duas canções foram gravadas nas mesmas sessões do álbum Beatles For Sale mas nenhuma das duas foi incluída nele. Embora creditada à dupla Lennon/McCartney, a canção foi escrita principalmente por Paul. Foi a primeira canção dos Beatles a conter uma referência velada às drogas, na frase "turns me on when I get lonely" (me deixa ligado quando fico sozinho). Segundo John Lennon, eles ficaram bastante excitados por terem conseguido inserir a frase na canção e por ela ter passado pela censura das rádios e da televisão. Quando usaram, três anos depois, a expressão “turn you on” (em “A Day In The Life”), a música foi banida das rádios.
"She's a Woman" foi uma influência direta na música de Bob Dylan "Obviously 5 Believers" do seu álbum de 1966 "Blonde on Blonde". Nos Estados Unidos, "She's a Woman" foi lançada no álbum "Beatles '65". Uma versão em estéreo pode ser encontrada no álbum "Past Masters" Volume 1". Há também uma outra versão estéreo que soa a mesma coisa, mas com uma contagem feita por McCartney que aparece na caixa de EPs (que já foi sorteada aqui no Baú). "She's a Woman" também aparece sendo tocada em um gravador na cena do campo de batalha no filme "Help!". No Reino Unido, a primeira vez que "She's a Woman" apareceu em um álbum foi somente em 1978 no LP "Rarities". Os Beatles a incluíram em seus shows de 1965 e versões gravadas "ao vivo" da música também podem ser encontradas nos álbum "Live at the Hollywood Bowl" e "Live at the BBC". Também uma versão gravada em Tóquio, em 1966, aparece no Anthology 2. Paul afirmou em 1965 que “a princípio não foi tão bem recebida. Muita gente achou que eu estava só cantando agudo demais e que tinha escolhido a nota errada. Parecia que eu estava gritando, mas era de propósito. Não era um erro”.

Um comentário:

roque22 disse...

Lembro de um período, na década de 70's, quando um amigo comprou toda esta coleção de compactos dos Beatles. Como tínhamos poucos discos, passávamos todos finais de semana os escutando.