sexta-feira, 26 de abril de 2019

THE BEATLES - PAST MASTERS - UM ÁLBUM FANTÁSTICO!*****

Um comentário:

Em seguida ao lançamento mundial dos álbuns de estúdio em CD pela EMI, a gravadora compilou, nestes dois volumes, o material de estúdio dos Beatles que não havia sido incluído nos CDs. Das 33 faixas dos dois discos, 25 haviam sido lançadas em compactos na Inglaterra; duas, "Gib Mir Geine Hand" e "Sie Liebt Dich", saíram em compacto na Alemanha em 1964; outras quatro, "Long Tall Sally", "l Call Your Name", "Slow Down" e "Matchbox", vêm do compacto duplo LongTall Sally, de 1964; "Bad Boy" foi lançada no álbum americano Beatles VI, de 1965, e na coletânea britânica "A Collection of Beatles Oldies", de 1966; e "Across The Universe" fora incluída no álbum beneficente "No One's Gonna Change Our World", lançado em 1969.

O primeiro volume cobre o início da carreira, de "Love Me Do" ao auge da Beatlemania, em 1964-65, e reúne material não utilizado nos álbuns britânicos da época. Ele traz a versão original de "Love Me Do" (com Ringo na bateria); os lados A e B de outros quatro compactos, "From Me To You / Thank You Girl", "She Loves You / I'll Get You", "l WantTo Hold Your Hand” / “This Boy" e "l Feel Fine" / "She's A Woman"; as gravações cantadas em alemão "Komm, Gib Mir Deine Hand" e "Sie Liebt Dich", versões de "I WantTo Hold Your Hand" e "She Loves You"; "LongTall Sally" e "I Call Your Name", lançadas no álbum americano "The Beatles Second Album", de 1964, além de "Slow Down" e "Matchbox", do compacto duplo britânico Long Tall Sally / "Bad Boy", incluída no álbum americano de 1965 Beatles VI e na coletânea britânica A Collection Of Beatles Oldies, de 1966; e, por fim, "Yes It Is" e "I'm Down", lados B de "Ticket To Ride" e "Help!", incluídas no álbum Help! - esses são os únicos lados B do álbum não acompanhados pelos respectivos lados A. Como já mencionado, este álbum traz a versão original de "Love Me Do" com Ringo na bateria, a primeira de várias faixas aqui incluídas que até então eram um tanto raras. A versão de "This Boy" é a autêntica em estéreo, lançada apenas em compactos na Austrália e no Canadá e pela primeira vez em um álbum. "She's A Woman", também em estéreo, vem do álbum australiano Greatest Hits - Vol. 3, de 1967. "Yes It Is", em estéreo, havia sido lançada no Reino Unido em 1986, na fita cassete Only The Beatles. E, finalmente, a versão em estéreo de 'I’m Down" integrou o compacto duplo japonês Help! . Com exceção de 'I’m Down", essas versões em estéreo foram lançadas internacionalmente pela primeira vez neste álbum. Ao compilar estes dois volumes, a EMI finalmente produziu coletâneas extremamente bem-vindas entre os fãs dos Beatles ao redor do mundo. Possuir Past Masters e o restante da coleção dos Beatles em CD é como ter uma cópia pessoal das fitas master de estúdio da banda. Os dois álbuns são acréscimos valiosos a qualquer coleção de discos dos Beatles e, no caso de coleções de CDs, essenciais, já que finalmente reúnem o material de estúdio que não aparece nos álbuns originais.

Volume 2 - Ao longo de 1969, os Beatles lançaram dois compactos que, na época, não foram incluídos em álbuns. As duas faixas do primeiro, "Get Back”/"Don't Let Me Down", deviam ser originalmente incluídas no álbum Get Back, que o grupo tentou gravar em janeiro de 1969 nos estúdios da Apple, na Savile Row. O projeto do álbum acabou sendo abandonado em favor de outro (Let lt Be), mas o compacto saiu em 11 de abril de 1969. Depois da breve temporada nos estúdios da Apple, os Beatles voltaram para Abbey Road para gravar o segundo compacto de 1969, "The Ballad Of John And Yoko"/”Old Brown Shoe". O lado A foi gravado por John e Paul durante uma sessão de oito horas e meia em 14 de abril de 1969 e "Old Brown Shoe", que traz todos os beatles, foi realizada dois dias depois. O compacto saiu em 30 de maio de 1969. Em seguida ao lançamento do álbum Abbey Road, a EMI produziu um álbum beneficente intitulado No One's Gonna Change Our World, em dezembro de 1969. Ele incluia "Across The Universe", faixa que os Beatles haviam gravado quase dois anos antes, em fevereiro de 1968. Ao longo dos anos, essa versão ficou conhecida como "The Wildlife Version", e é a única deste disco não lançada originalmente em um compacto. Com o início de 1970 veio o lançamento de “Let It Be”, último álbum dos Beatles, quase que totalmente formado por material das sessões de Get Back, de janeiro de 1969, e remixado por Phil Spector. Embora fruto das mesmas sessões, o último compacto do grupo, "Let It Be", lançado em 6 de março de 1970, é consideravelmente diferente da versão do álbum; trata-se da mixagem original de George Martin. Além das faixas já mencionadas, este segundo volume de Past Masters também inclui "Paperback Writer", lançada em compacto com "Rain" em junho de 1966; "The Inner Light", lado B do compacto "Lady Madonna", de março de 1968; "Revolution", lado B do primeiro compacto dos Beatles pelo selo Apple, "Hey Jude", de agosto de 1968; e, finalmente, "You Know My Name", lado B do compacto derradeiro, "Let It Be", de março de 1970.

Aqui, no nosso blog preferido, a gente tem a graça de poder ler novamente um dos matadores textos do saudoso amigo João Carlos de Mendonça, publicado no dia 3 de janeiro de 2015 na coluna Sábado Som e dois dias depois, aqui no Baú.

Poucas são as coletâneas que merecem o rótulo de fundamentais. Este álbum duplo daquela bandinha é uma delas e é fácil entender. Muitas das melhores canções dos anos 60 foram lançadas exclusivamente em formato de Compacto Simples (um pequeno disco com duas canções) que, na época era bem mais consumido que o LP, não apenas pelo baixo custo, mas também por proporcionar ao jovem consumidor, que vivia de mesadas ou bicos, a oportunidade de adquirir várias músicas que pululavam nas paradas de sucesso, numa mesma compra. Portanto, com isso em mente, não raro, as gravadoras separavam as melhores canções que os seus contratados estavam registrando para lançá-las naquele modelo singular, mais prático e fácil de divulgar e vender, facilitando inclusive, o trabalho dos programadores das emissoras de rádio. Por sua vez, a maioria dos responsáveis por aqueles grandes clássicos, os seus criadores, evitavam relançá-los nos LPs, por entenderem ser uma forma desleal de fazer seus fãs pagarem duas vezes pelo mesmo produto. Um bom exemplo disso é o rockaço “Jumpin’ Jack Flash” dos STONES, que eu demorei a achar e comprar, pelo fato de que os Compactos, tão logo passado o estouro de seus lançamentos, sumiam das prateleiras e pior, dos catálogos. Quando da festejada e bem sucedida chegada do CD ao mercado, inteligentemente a EMI junto à coleção dos Beatles, produziu estes dois volumes (agora vendidos numa mesma embalagem) dando-lhes o título de PAST MASTERS, contendo todas as gravações lançadas como Compactos, que não constavam nos álbuns oficiais do grupo. Para se ter idéia, se assim não fizesse, como iríamos ouvir maravilhas como “I WANT TO HOLD YOUR HAND”, “HEY JUDE”, “DAY TRIPPER”, “PAPERBACK WRITER”, “WE CAN WORK IT OUT”, “I FEEL FINE” e “DON’T LET ME DOWN”? E mais, algumas versões alternativas ou originais como as de “GET BACK” e “ACROSS THE UNIVERSE” (com a participação da brasileira Lizzie Bravo), então raríssimas, reapareceram nestes discos. Particularmente, além dos casos mencionados, o que me levou a comprar imediatamente este álbum duplo, foi o prazer de poder ouvir depois de um bom tempo, maravilhas como “THE INNER LIGHT”, “YES IT IS”, “I CALL YOUR NAME”, “BAD BOY”, “REVOLUTION” e “OLD BROWN SHOE” entre outras tantas pérolas lançadas pelo quarteto. Sem precisar as datas de lançamentos, nos tempos dos bolachões, algumas coletâneas foram lançadas naquele formato, muitas, no mínimo, duvidosas, visando apenas o lucro fácil. Todavia nenhuma teve o critério e a decência do PAST MASTERS, que se tornou item obrigatório para além de um beatlemaníaco. A distribuição das canções, inclusive, obedece a ordem cronológica de seus lançamentos, levando o ouvinte a perceber o desenvolvimento musical da banda inglesa. Posso até está cometendo uma blasfêmia, mas eu aconselharia um noviço na matéria a começar a apreciar a arte dos Beatles por esse disco. Parece uma simples coletânea... Mas é mais que isso! PAST MASTERS é um passeio pela obra genial do conjunto, em doses generosas de talento.

GEORGE HARRISON - BEST OF DARK HORSE - 1976-1989*****

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"Best Of Dark Horse 1976-1989" foi o segundo álbum coletânea oficial abrangendo a carreira solo de George Harrison lançado em 17 de outubro de 1989, seguindo a trilha de sucesso da "volta" de Harrison inciada com o excelente álbum "Cloud Nine" em 1987 e era perfeito para preencher o espaço do próximo lançamento de Harrison, "Traveling Wilburys Vol.1" no ano seguinte. Apesar das expectativas, "Best Of Dark Horse 1976-1989" não vendeu bem no Reino Unido e alcançou apenas a posição # 132 nos Estados Unidos.
Especialmente para este lançamento, Harrison gravou duas músicas novas, as ótimas "Poor Little Girl" e "Cockamamie Business", ao mesmo tempo, o álbum trazia ainda a música que Harrison fizera para a trilha sonora de "Máquina Mortífera 2" até então lançada apenas como single - "Cheer Down". Estas três músicas não foram incluídas como faixas-bônus na edição remasterizada de Cloud Nine, nem aparecem na Dark Horse The Years 1976-1992 box set. Na última coletânea de Harrison "Let It Roll: Songs by George Harrison" lançada em 2009, aparece apenas "Cheer Down". Por isso, "Best Of Dark Horse 1976-1989, tornou-se item obrigatório para qualquer colecionador de George Harrison.

VÁRIOS - I SAW HER STANDING THERE*****

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Não deixe de conferir a matéria com o vídeo completo (a parte dos Beatles): ROCK AND ROLL HALL OF FAME - I SAW HER STANDING THERE

PAUL MCCARTNEY - EIGHT DAYS A WEEK - SENSACIONAL!**********

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quarta-feira, 24 de abril de 2019

ELVIS PRESLEY - SOMETHING - 1973

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THE BEATLES - CAN'T BUY ME LOVE - SENSACIONAL!

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“Can't Buy Me Love” foi o sexto single dos Beatles, com “You Can not Do That” no lado B. Foi escrita enquanto o grupo estava em Paris para uma temporada de 19 dias no Olympia Theatre.
Acredita-se que a música tenha sido escrita no Hotel George V. Havia um piano no canto da suíte, para que eles pudessem trabalhar nas músicas para o seu primeiro filme. “Can't Buy Me Love foi minha tentativa de escrever de um modo mais bluesy. A ideia por trás disso foi que todos esses bens materiais são ótimos, mas eles não vão me comprar o que eu realmente quero. Era uma música muito animada. Ella Fitzgerald depois fez uma versão da qual me senti muito honrado.” Paul McCartney - Many Years From Now - Barry Miles.
Escrita por Paul McCartney, Can't Buy Me Love tornou-se o primeiro dos single do grupo a apresentar apenas um cantor. O que deixou John Lennon meio enciumado sentindo sua posição como líder ameaçada. Depois do lançamento do single, Lennon escreveu, cantou e dominou a maioria das músicas do álbum A Hard Day's Night.
No momento em que Can't Buy Me Love foi lançada, os Beatles já eram um fenômeno de proporções inigualáveis. A música encabeçou os gráficos de quase todos os países em que o single foi lançado por várias semanas seguidas. Lançado nos EUA um pouco antes que no Reino Unido, vendeu mais de dois milhões de cópias só na primeira semana e recebeu um disco de ouro no dia do lançamento, em 16 de março de 1964. Na Inglaterra, quebrou menos recordes, mas ainda foi um fenomenal sucesso. Can't Buy Me Love teve compras antecipadas de mais de um milhão, e tornou-se o quarto número 1 seguido dos Beatles nas terras da Rainha.

BOB DYLAN - SHADOWS OF THE NIGHT - EXCELENTE*****

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"Shadows in the Night" é o 36º álbum de estúdio de Bob Dylan, lançado pela Columbia Records em 3 de fevereiro de 2015. "Shadows in the Night" consiste em dez baladas gravadas por Frank Sinatra no final dos anos 1950 e início dos anos 1960. As músicas foram selecionadas daquele período da carreira de Sinatra quando ele estava gravando álbuns temáticos que exploravam as emoções da separação e mágoa. A maioria das músicas são do tipo Tin Pan Alley, lançadas em um ritmo lento e intermediário, que "muitas vezes encantam a melancolia" e transmitem uma sensação de solidão. Os arranjos centram-se nos vocais de Dylan apoiados pela guitarra de Donny Herron e o baixo de Tony Garnier. "Shadows in the Night" foi gravado em 2014 no estúdio B da Capitol Studios, onde Frank Sinatra gravou seus álbuns. De acordo com o engenheiro de gravação, Al Schmitt, as músicas do Shadows foram gravadas ao vivo com Dylan cantando e sua banda de cinco pessoas tocando as músicas na mesma sala ao mesmo tempo sem fones de ouvido. Dylan não queria ver nenhum microfone além do que ele estava usando para seus vocais. De acordo com Schmitt, as sessões de gravação normalmente eram realizadas das 15h às 18h, e depois de um intervalo de duas horas, uma sessão noturna era realizada das 20h às 22h30. Eles trabalhavam de segunda a sexta com fins de semana livres. Um total de 23 músicas foram gravadas, das quais dez foram escolhidas a dedo para o álbum por Bob Dylan. "Shadows in the Night" foi recebido com aclamação absoluta da crítica generalizada.

terça-feira, 23 de abril de 2019

PAUL McCARTNEY & STEVIE WONDER - EBONY AND IVORY*****

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THE BEATLES - YOU CAN'T DO THAT - SENSACIONAL!*****

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"You Can't Do That" foi o lado B do compacto "Can't Buy Me Love", lançado em 16 de março de 1964 (EUA) e 20 de março de 1964 (Reino Unido), que arrasou nas vendas em todo o mundo. Nos EUA, ganhou um disco de ouro logo no dia do lançamento e vendeu 2 milhões de cópias. "You Can't Do That" também é a penúltima faixa do álbum “A Hard Days Night”. John Lennon a compôs inspirado por Wilson Picked, cantor negro americano de soul, que fazia muito sucesso no início dos anos 60 e que, no começo dos 70, gravaria Hey Jude.
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"A letra é ameaçadora, cantada por um personagem violento. Ele fala que tem uma coisa pra dizer que pode machucar a garota. Se ele a pegar conversando de novo com outro certo rapaz, vai deixá-la estirada no chão. Diz que já avisou que ela não pode fazer isso. É a segunda vez que a flagra conversando com o rapaz, e pergunta se vai ter que dizer mais uma vez. Acha que é um pecado, mas vai deixá-la mal, largada no chão. Ele está preocupado com a opinião da rapaziada: diz que todo mundo está bobo, porque foi ele que ganhou o amor dela. Mas os outros ririam na cara dele, se vissem a garota conversando com o outro rapaz daquele jeito. Por isso ele pede que ela o ouça, se quiser continuar a ser dele ou então vai perder a cabeça". John berra a letra com voz rasgada e Paul e George fazem as harmonias vocais no refrão. Ringo manda ver uma batida metálica no cowbell, reforçada com um bongô. O solo de guitarra é executado por John (que o concebeu) e não por George, como seria o usual. Somente no dia 28 de março de 1995, foi lançado o documentário (que apareceu aqui outo dia) The Making Of A Hard Day’s Night. Pela primeira vez os Beatles aparecem tocando “You Can´t Do That”. Sensacional!

segunda-feira, 22 de abril de 2019

JOHN LENNON TROCA OFICIALMENTE SEU SOBRENOME

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Há exatos 50 anos, no dia 22 de abril de 1969, John Lennon trocou formalmente seu nome do meio de 'Winston' para 'Ono', durante uma breve cerimônia realizada no telhado do prédio da Apple em Savile Row, Londres. Lennon nunca gostou de seu nome do meio, que lhe fora dado durante um período de patriotismo pela guerra. Tecnicamente, não foi possível para Lennon simplesmente se livrar do 'Winston' que o desagradava, já que a lei do Reino Unido determina que uma pessoa não é capaz de revogar completamente um determinado nome de nascimento. Como resultado, seu nome oficial passou a ser John Winston Ono Lennon. Depois da troca de nome, Lennon e Ono foram para Abbey Road, onde gravaram a faixa “John And Yoko” que se tornou a primeira do Wedding Album.

THE BEATLES - BOYS - SENSACIONAL!**********

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"Boys" é uma música de Luther Dixon e Wes Farrell, originalmente gravada por The Shirelles e lançada como lado B de seu single "Will You Love Me Tomorrow" em novembro de 1960. Foi regravada pelos Beatles e incluída no seu primeiro álbum lançado no Reino Unido, Please Please Me, em março de 1963. A versão dos Beatles foi gravada nos estúdios da EMI em Abbey Road, no dia 11 de fevereiro de 1963, em uma única tomada. Foi o primeiro vocal de Ringo com os Beatles e a primeira vez que muitos fãs ouviram Ringo conduzindo o vocal principal. Esta versão tem muitas semelhanças com o sucesso de Ray Charles "What'd I Say", particularmente durante os versos do coro. Os Beatles não se preocuparam com possíveis caminhos homossexuais que acompanham o vocal de uma canção sobre meninos, cantada antes por meninas, embora alterem os pronomes de gênero empregados na versão das Shirelles"Boys" sempre foi o número de Ringo nos Beatles durante os dias do Cavern Club. Uma versão ao vivo da música foi incluída no álbum The Beatles no Hollywood Bowl, lançado pela primeira vez em 1977. Com os Beatles, "Boys" era fatal e exercia o efeito desejado com as garotas chamando a atenção para Ringo, no que ficou convencionado de ser chamado pelos outros de "Starr Time" (A Hora de Ringo), que logo deu lugar para "I Wanna Be Your Man".

A HISTÓRIA DE JAYNE MANSFIELD E OS BEATLES*****

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Jayne Mansfield, a voluptuosa atriz Hollywoodiana, nasceu na Pensilvânia, em 19 de abril de 1933. Ela foi um dos principais símbolos sexuais entre o final da década de 1950 e o início dos anos 1960. Primeiro chamou a atenção do público ao se tornar a playmate da edição de fevereiro de 1955 da revista Playboy. Como atriz, atuou em várias produções de Hollywood que enfatizavam o seu lado sensual, sendo considerada a grande alternativa da 20th Century Fox para a incomparável Marilyn Monroe. Tornou-se, de fato, a primeira atriz a aparecer nua em uma produção hollywoodiana (em Promises! Promises! de 1963). A partir de 1960 fez uma série de filmes na Europa, com resultados desastrosos para sua carreira pós-1962.

Muitas vezes chamada de a "loira mais inteligente de Hollywood", referências frequentes eram feitas ao alto QI de Jayne Mansfield, tido como de 163. Apesar disso, ela frequentemente queixava-se de que o público não se importava com sua inteligência e estavam mais interessados em suas medidas corporais. Além do inglês, falava francês, espanhol, alemão e, em 1963, passou a estudar italiano. No dia 29 de junho de 1967, Jayne Mansfield, uma das maiores "sex symbol" dos anos 50 e 60, morreu aos 34 anos em um acidente de carro. Embora muitos de seus filmes nunca tenham sido vistos, Mansfield continua sendo um dos ícones mais conhecidos da cultura americana de celebridades dos anos 1950 e 1960. Tá. E quando os Beatles aparecem na história? Calma, agora.
Ela foi notada entre os fãs do rock 'n' roll por sua performance como a loira Jerri Jordan em 'The Girl Can't Help It', um filme clássico que contou com uma galáxia de estrelas do rock, incluindo Little Richard, The Platters, Eddie Cochran, Gene Vincent e Fats Domino. Os Beatles adoravam esse filme. May Mann, em sua biografia "Jayne Mansfield", afirmou que na primeira turnê americana dos Beatles, John Lennon mencionou que a estrela de um filme que ele queria ver era Jayne Mansfield. Um encontro entre a estrela e o grupo aconteceu no Whisky A Go Go na Sunset Strip. Mann afirma ainda que John ficou irritado quando Jayne levou o marido. No entanto, a interpretação de Mann dos eventos foi diferente da de alguém que testemunhou - o jornalista Chris Hutchins. Segundo ele, na verdade, quando os Beatles estavam hospedados no subúrbio de Hollywood de Bel Air, foi Jayne, vestida com um casaco de gato malva, que apareceu para vê-los na terça-feira, 25 de agosto de 1964, acompanhada de um amigo. John e Ringo eram os únicos membros do grupo presentes e ela puxou o cabelo de John e gritou: "Isso é real?", ao que John respondeu, fixando os olhos para suas características mais famosas, "São. E esses são reais?". "Há uma maneira de descobrir", disse ela. Hutchins estava com John na época e relatou que John se ofereceu para fazer coquetéis. Longe do olhar de Jayne, ele colocou gim, vodka, vinho tinto, vários licores em um misturador - e então fez xixi. Isso mesmo, urinou na bebida. Jayne então pediu a seu amigo para ler as cartas do Tarot para ela e John. Ele começou a lê-las e depois as soltou com horror, exclamando: "Meu Deus, isso é terrível. Eu vejo um final horrível para tudo isso". John se emputeceu e o enxotou. Depois, ela sugeriu que mais tarde se juntassem no Whiskey-a-Go-Go na Sunset Boulevard.

Quando os Beatles já estavam lá, Jayne Mansfield de repente entrou e abriu caminho até o meio deles, permitindo que um batalhão de fotógrafos disparassem mortalmente seus flashes.

George Harrison ficou transtornado de raiva com os paparazzi e jogou água com gelo em um fotógrafo, mas um cubo de gelo atingiu outra atriz, Mamie van Doren, no rosto. George havia dito: "Eu decidi batizá-lo, jogando a água gelada do fundo do meu copo sobre ele". Os Beatles então se levantaram para ir embora e, antes de partirem, John se inclinou e disse a Jayne Mansfield sobre o ingrediente secreto que ele havia acrescentado ao coquetel que ele preparara para ela. Quase levou um soco. No outro dia, fotos do incidente apareceram em vários jornais.

Depois de alguns anos de decadência, a carreira de Jayne Mansfield foi subitamente interrompida na madrugada de 29 de junho de 1967, aos 34 anos de idade, quando sofreu um acidente de carro durante uma viagem entre New Orleans e Slidell com o namorado Sam Brody e três de seus quatro filhos. O carro que eles estavam, um Buick Electra, colidiu de frente com um caminhão na U.S. Route 90 em Louisiana, por volta das 2:25 da manhã. Jayne, Brody e o motorista morreram na hora, mas as crianças, que estavam todas no banco traseiro, ficaram apenas com ferimentos leves.
John lembrou-se da leitura do Tarô e ficou alarmado. Ele era então obcecado com numerologia e, em particular, o número nove. Ele disse: “Jayne nasceu em 19 de abril e morreu em 29 de junho. Abril é o quarto mês e junho é o sexto. Adicione-os juntos e você terá dez. Eu nasci em 9 de outubro, o nono dia do décimo mês. Ela morreu dois meses depois de seu aniversário, o que significa que vou morrer em um dia com nove, em dezembro".

No painel interno da capa do álbum BEATLES FOR SALE, de 1964, a imagem de Jayne Mansfield está por trás de Paul McCartney. Jayne aparece de perfil, olhando para a direita.

PAUL McCARTNEY - MY BRAVE FACE**********

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"My Brave Face" é um single de Paul McCartney do álbum de 1989, Flowers in the Dirt. Composta por McCartney e Elvis Costello, "My Brave Face" chegou somente ao 18º lugar no Reino Unido, uma semana após sua estréia, e no 25º lugar nos Estados UnidosFoi o último top 40 de McCartney na Billboard Hot 100 até sua colaboração de 2014 com Kanye West, "Only One". Assim como outras músicas de Flowers in the Dirt , apesar de sucesso das paradas, elas não foram incluídas em nenhuma compilação de McCartneyComposta em East Sussex, Inglaterra, McCartney teve as primeiras ideias para a composição pensando na performance de uma fanfarra, com metais, bumbo e outros instrumentos. A faixa seria completada com a ajuda de Elvis Costello, durante as primeiras sessões de colaboração entre os dois músicos, em 1987. Durante estas sessões, Paul achou que a canção lembrava muito o estilo de canções como "There's A Place" e "I'll Get You", e que talvez isso aparentasse um “plágio” de sua época nos Beatles. Costello, entretanto, o convenceu a continuar nesta linha de composição. Sem quase nenhuma adição extra de instrumentos, My Brave Face receberia os arranjos finais elaborados por Mitchell Froom no Olympic Studios, regendo uma banda de metais.

“Em 1989, o mercado tinha mudado muito, do “tempo dos Beatles" até então. Então, talvez fosse a hora de fazer alguns clássicos. Principalmente se Paul McCartney desejasse lotar arenas e estádios novamente. Quase trinta anos depois de Paul ter composto tantas canções de sucesso, de melodias pop animadas a rocks berrantes, dance music descartável, folk de comícios eleitorais baratos e vanguarda pop dos anos 60, com todo o peso histórico da liturgia da civilização ocidental, o único problema era decidir qual delas não tocar. O primeiro lampejo do novo velho Paul apareceu no vídeo de “My Brave Face”, o primeiro single importante do álbum “Flowers In The Dirt. Em 1989, os vídeos estavam no auge, sendo ainda a forma mais significativa de estabelecer o tom e a imagem que os artistas pop desejavam dar de seu novo trabalho, a própria base para o passo de suas carreiras. Como Paul iniciara um caminho previsto para durar mais uma década, a nova imagem que elaborou de si mesmo – para ser acoplada à nova canção que fizera no estilo dos Beatles, ao novo álbum que prenunciava a turnê mundial que se seguiria – veio atrelada ao talismã mais poderoso do passado. Ele estava com seu baixo Höfner. O baixo dos Beatles, que não era visto nas mãos de Paul (a exceção de uma aparição zombeteira no vídeo de “Coming Up”) desde que ele estivera no telhado, naquela tarde lendária de janeiro de 1969, numa época em que os gigantes ainda andavam sobre a terra. A apresentação da banda (perfeitamente sincronizada) foi filmada a partir de um enredo bobo que envolvia um japonês obsessivo colecionador de lembranças de Paul McCartney, cuja coleção de objetos roubados continha mais do que simples artefatos característicos dos Beatles. Conforme a música vai tocando, o homem exibe o terno azul de Sgt. Pepper’s usado por seu ídolo e também vídeos caseiros dos jovens e belos Beatles, em seus momentos mais íntimos, jogando cartas, fazendo palhaçadas nos quartos de hotel, dançando suas canções secretas. Cada relance precioso foi concebido para conectar o Paul mais velho (ainda que surpreendente juvenil aos 47 anos) ao seu adorado muito mais jovem. A mensagem do vídeo: este Paul é aquele mesmo velho Paul. E agora ele está de volta à condição dos Beatles mais caracteristicamente beatle de todos, como vocês todos souberam durante todos esses anos!”. Trecho do livro "Paul McCartney - Uma Vida" de Peter Ames Carlin.

domingo, 21 de abril de 2019

ERASMO CARLOS - JOGO SUJO - SENSACIONAL!

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"Rock 'N' Roll" é o 26º álbum do cantor e compositor Erasmo Carlos, lançado em 2009. Depois de muitos anos, talvez décadas, Erasmo Carlos volta a lançar um disco onde se percebe uma predominância do rock no repertório. Essa predominância do rock não se via desde os anos 60, Erasmo passou os anos 70 alternando entre o rock e a MPB assim como nas décadas posteriores. Contudo, percebe-se uma influência do pop em canções como "Chuva Ácida" e "A Guitarra é Uma Mulher".

O "Rock N' Roll" com pegada clássica se faz presente em canções como "Jogo Sujo" e "Cover". Essa última dá a impressão de que vai sair um blues mas depois alterna para um rockabilly. O disco ainda possui outros sons empolgantes, como "Olhar de Mangá" (onde EC cita nomes de 52 personalidades femininas, reais ou fictícias). A canção é inspirada nas expressões faciais usada no quadrinhos japoneses (os chamados mangás) e "Noites Perfeitas" (com uma introdução beatleniana). Minha preferida é "Encontro às Escuras". Enfim, o "Rock N' Roll" de Erasmo Carlos é um disco honesto, que mostra um rockeiro maduro e que serve para reafirmar Erasmo como figura de destaque no rock nacional.

sábado, 20 de abril de 2019

PAUL IN RIO - ABRIL/1990 - MARACANÃ - SENSACIONAL!

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Rio de Janeiro, 20 e 21 de abril de 1990. Após esperar três décadas, os brasileiros respiravam os ares da Beatlemania em seu país em meio ao caos político e econômico que dominava o governo do presidente Fernando Collor. O ano de 1990 tinha tudo para começar bem, até o Plano Collor deixar o brasileiro de bolso vazio. Sorte de quem guardava seu dinheiro em casa, debaixo do colchão, no porquinho cor-de-rosa, em qualquer lugar, menos no banco. Em novembro de I989, a cinco meses do maior evento proporcionado por um artista pop no Brasil, os fãs já começariam a economizar para os shows de Paul McCartney, que anunciara, em entrevista coletiva dada à imprensa mundial, em Los Angeles, que faria duas apresentações no Brasil no ano seguinte. Os concertos ínéditos, mesmo sendo afetados pela economia, não chegaram a ser ofuscados pelo tremor social provocado pelo "efeito Collor", pelo contrário. O público presente nos dois shows, cerca de 300 mil pessoas, conseguiu matar a sede que já perdurava a pelo menos por duas gerações. A primeira, formada por famintos beatlemaníacos, não conseguiria mais concretizar o sonho de assistir aos Beatles, já que John Lennon havia sido assassinado em 1980, em Nova York. A segunda geração, composta por amantes da segunda banda de Paul McCartney, o Wings, também não teve a chance de presenciar o supergrupo ao vivo. Pelo menos, em ambos os casos, em solo verde-amarelo. Agora, aqui no nosso blog preferido, a gente confere o show do dia 20 completo, com ótima resolução! Abração, Planeta Beatles! Feliz Páscoa!!!
Não deixe de conferir também: “1990 - O ANO QUE PAULMcCARTNEY DESCOBRIU O BRASIL” – um belo texto de Claudio D. Dirani e ainda: PAUL IN RIO - 1990 - UMA AVENTURA INESQUECÍVEL!

sexta-feira, 19 de abril de 2019

PAUL MCCARTNEY & WINGS - HI,HI,HI - SENSACIONAL!*****

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"Hi, Hi, Hi" foi composta em junho de 1972 no Hotel El Montiboli, em Villajoiosa (Espanha), após uma festa reservada com Denny Laine, Linda e alguns músicos espanhóis que forneceram ao grupo o cigarrinho proibido que inspiraria a letra da canção. Em novembro, os Wings gravariam a faixa nos estúdios Abbey Road e o engenheiro de som Alan Parsons supervisionou essa sessão. "Hi, Hi, Hi" foi banida das rádios britânicas pela BBC por conteúdo sexual da frase “I want you to lie on a bed and get you ready for my body gun” - (Quero que você deite na cama e fique pronta para minha arma). De fato, Paul havia incluído na letra o termo “polygon” (polígono) inspirado pelo surrealista Alfred Jarry, que também usara uma figura geométrica (poliedro) no texto da peça Ubu-Rei, de 1876.Paul McCartney – Todos os segredos da carreira solo – Cláudio D. Dirani

LINDA McCARTNEY - 1941 / 1998

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No dia 19 de abril de 1998, foi anunciada a morte de Linda McCartney, a eterna "Lovely Linda" de Paul McCartney.
Linda Louise Eastman nasceu em 24 de setembro de 1941 em Nova York, e era a segunda filha do advogado Lee Eastman - também tinha um irmão mais velho e duas irmãs mais novas. A mãe morreu quando ela tinha 19 anos e já havia saído de casa para estudar - a família Eastman era bem colocada (embora não tivesse nenhuma relação com a fotografia). Linda estudou História da Arte no Arizona, onde nasceu seu amor pela fotografia. De volta a Nova York, passou a trabalhar como recepcionista da revista Town&Country, onde teve a informação de um evento que abriria as portas para a Linda fotógrafa. Os Rolling Stones estavam a bordo de um iate ancorado no rio Hudson, para o lançamento de seu álbum, "Aftermath". Linda dirigiu-se ao local e foi tomada como uma fotojornalista, tendo acesso ao iate. Ali, era a única munida de uma máquina fotográfica profissional, de modo que teve a exclusividade no registro do evento. Isso gerou um interesse automático por seu trabalho, e ela passou a ser reconhecida como uma talentosa fotógrafa profissional. Unindo essas duas grandes paixões - a música e a fotografia -, Linda se especializou em captar imagens de grandes astros, tais como Jimi Hendrix, Bob Dylan, The Doors, The Who, The Grateful Dead, Cream, Otis Redding e Simon & Garfunkel. Acabou se tornando fotógrafa da revista Rolling Stone, e em maio de 1967, estava em Londres - foi levada por Chas Chandler, baixista dos Animals e seu amigo, ao clube Bag'o'Nails, onde ocorria uma festa pelo lançamento do álbum "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles. Já estava para ir embora quando foi abordada por Paul McCartney. A partir de então, Linda e Paul eram um casal. Ela já era divorciada de seu primeiro marido, o geólogo Melvin See, e tinha uma filha, Heather, mas isso não foi obstáculo.
Paul e Linda casaram-se em 12 de março de 1969, numa cerimônia simples no cartório de Marylebone, em Londres, tumultuada apenas pela presença de inúmeros jornalistas e fotógrafos que registravam o "enforcamento" do Beatle mais assediado pelas meninas. O trabalho de Linda como fotógrafa lhe garantiu exposições em diversos países e em locais tão prestigiados como o Victoria and Albert Museum de Londres, bem como a edição de 5 livros de fotografias, mas não foi a única atividade a que se dedicou a sra. McCartney. Linda também dedicou-se à música - sua principal atividade nessa área foi como tecladista dos Wings a partir de 1972 e, mesmo depois da dissolução da banda, sempre esteve presente nos álbuns e shows do marido, em performances sem muito brilho, mas que não chegavam a comprometer. Outras paixões de Linda eram a culinária - adepta do vegetarianismo, escreveu 3 livros de receitas e lançou uma linha de produtos, a Linda McCartney's Homecooking - e as atividades de apoio à Ecologia e contra a crueldade com animais, nas quais se engajou, com destaque para as ONGs Friends of The Earth e PETA - People for the Ethical Treatment of Animals, que chegou a condecorar o casal McCartney com um prêmio (Lifetime Achievement Award) em dezembro de 1996. Fotografia, música, culinária, ecologia - todas essas atividades preenchiam a vida de Linda, mas nada lhe dava maior orgulho que seus filhos. Heather, filha do primeiro casamento mas adotada por Paul, trabalha com artesanato e lançou uma linha de artigos para casa. Stella, a mais famosa, trabalha com moda e fez seu nome como estilista da Maison Chloe, e seu sucesso permitiu que passasse a ter uma griffe própria, com sua assinatura. Mary é fotógrafa e James é músico, tendo participado das gravações de "Flaming Pie" e agora também compondo com seu pai - ele recebeu créditos na composição das faixas "Spinning on an Axis" e "Back in the sunshine again", do álbum "Driving Rain". A família sempre foi um suporte para Linda, principalmente depois de dezembro de 1995, quando foi diagnosticada com um câncer de mama. Sua atitude positiva e otimista mediante a vida, associada ao tratamento médico e ao apoio e amor incondicionais de Paul e seus filhos, permitiu que Linda seguisse em frente até 17 de abril de 1998, quando faleceu, aos 56 anos. Tida como uma pessoa determinada, discreta, alegre e doce pelos que a conheciam, Linda é lembrada com carinho sempre que se ouve uma das muitas músicas que Paul compôs tendo a esposa como musa inspiradora. Essas canções certamente eternizam a "Lovely Linda" na memória dos milhares de fãs de Paul McCartney e dos Beatles.

IMAGEM DO DIA - PAUL & LINDA McCARTNEY

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domingo, 14 de abril de 2019

THE BEATLES - TICKET TO RIDE - ABSOLUTAMENTE SENSACIONAL!*****

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"I think I'm gonna be sad, i think it's today, yeah..." - O megasucesso Ticket To Ride, lançada como single em abril de 1965 com “Yes It Is” do lado B, tornou-se o sétimo número número 1 consecutivo dos Beatles no Reino Unido e seu terceiro número consecutivo número 1 nos Estados Unidos, e também superou as paradas nacionais no Canadá, na Austrália e na Irlanda. "Ticket To Ride" ainda é um dos carros-chefe do álbum "Help!", lançado em agosto de 1965. Gravada em Londres, a trilha marcou uma progressão no trabalho dos Beatles com a incorporação do drone (efeito harmônico ou monofônico ou acompanhamento em que uma nota ou acorde é continuamente soada durante a maior parte ou a totalidade de uma peça) e da instrumentação soando mais dura em relação a seus lançamentos precedentes. Entre os críticos, Ian MacDonald descreveu a música como "psicologicamente mais profunda do que qualquer coisa que os Beatles haviam gravado antes" e "extraordinária para o seu tempo". Para John Lennon, o autor, "É uma das primeiras gravações de heavy metal já feitas!"

Embora a pretensão de Lennon tenha sido cortada por “You Really Got Me” dos Kinks,  na disputa, "Ticket To Ride" foi a primeira faixa dos Beatles a ter um riff insistente e alongado sustentado por uma forte bateria e a trazer um fade-out com uma melodia alterada. Usada no filme durante as cenas na neve austríaca, já tinha chegado ao topo das paradas na Inglaterra e nos EUA quando o filme saiu. Paul disse ao seu biógrafo Barry Miles que, embora houvesse sido considerada absurda na época, a sugestão de alguns fãs americanos de que a canção se referia a uma passagem da British Railways para a cidade de Ryde, na ilha de Wight, estava parcialmente correta. Betty Robbins, prima de Paul, e o marido dela, Mike, gerenciavam um pub na Union Street, em Ryde, e Paul e John os tinham visitado lá. Apesar de a música ser essencialmente sobre uma garota que some da vida do narrador, eles estavam conscientes do potencial do duplo sentido.
Don Short
, jornalista que tinha viajado extensivamente com os Beatles no início dos anos 60, ouviu de John que a expressão tinha mais um sentido: “As garotas que trabalhavam nas ruas de Hamburgo precisavam ter uma ficha médica limpa para que as autoridades de saúde dessem a elas um cartão declarando que não tinham nenhuma doença venérea”, conta Short. “Eu estava com os Beatles quando eles voltaram a Hamburgo em junho de 1966. Foi lá que John me contou que havia cunhado a expressão ‘a ticket to ride’ para falar desses cartões. Ele podia estar brincando – era sempre preciso ter cuidado com o que John dizia”. "Ticket to Ride" foi incluída nas listas de melhores canções dos críticos, incluindo as "500 melhores músicas de todos os tempos" da Rolling Stone (número 394) e da NME (número 311). Também apareceu em número 17 na lista da Rolling Stone das "100 Melhores Músicas dos Beatles" (nº 25) e no número 23 em uma lista similar compilada pela MojoEm 2014, o USA Today a nomeou como a melhor música dos Beatles, dizendo: "Nenhum single reflete melhor a ambição, a tensão e o puro gênio pop que tornaram os Beatles únicos... Ticket to Ride é a perfeição desde os primeiros segundos até o final".