segunda-feira, 9 de setembro de 2019

SOLID STATE: UM LIVRAÇO SOBRE ABBEY ROAD E O FIM DOS BEATLES

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Publicada originalmente em 29 de maio de 2019.

No livro "In Solid State: The Story of Abbey Road and the End of the Beatles", o aclamado historiador dos Beatles Kenneth Womack oferece o mais definitivo relato sobre a criação, gravação, mixagem e recepção do álbum Abbey Road. Em fevereiro de 1969, os Beatles começaram a trabalhar no que se tornou seu último álbum juntos. Abbey Road introduziu uma série de novas técnicas e tecnologias ao som dos Beatles, e trouxe músicas que já nasceram clássicas como "Come Together", "Something" e "Here Comes the Sun". A recontagem colorida de Womack de como este álbum foi concebido e gravado é um deleite para os fãs dos Beatles. O Solid State leva os leitores de volta a 1969 e ingressam no Abbey Road Studio da EMI, que ostenta uma avançada mesa de mistura de transistores de estado sólido. Womack enfoca a dinâmica entre John, Paul, George, Ringo e o produtor George Martin e sua equipe de engenheiros, que separaram (na maior parte) as tensões e conflitos que surgiram nos álbuns anteriores para criar um trabalho com um inovador som ligado ao estúdio que incluiu proeminentemente o novo sintetizador Moog, entre outras novidades.
Como mostra Womack, Abbey Road foi o ponto culminante das habilidades instrumentais, equipamento de gravação e visão artística que a banda e George Martin desenvolveram desde seus primeiros dias no mesmo estúdio sete anos antes. "Impecavelmente pesquisado, Solid State é uma história precisa não apenas dos personagens e do pessoal envolvido no álbum final dos Beatles (incluindo eu mesmo, eu tenho o prazer de adicionar), mas também aprofunda os bastidores nos aspectos técnicos do equipamento de gravação e os instrumentos musicais usados pelos Fab Four na produção deste LP intemporal ... Você vai se dar conta de muitos fatos até então desconhecidos sobre a criação de Abbey Road e os eventos que levaram ao eventual desaparecimento da maior banda de rock de todos os tempos", escreve o lendário produtor, engenheiro e músico Alan Parsons no prefácio. Um testemunho da criatividade do grupo e da engenhosidade de seu produtor, o Solid State é leitura obrigatória para todos os fãs dos Beatles e para a história do rock 'n' roll. O livro está atualmente disponível somente para pré-encomenda e deve ser lançado em outubro, quando Abbey Road completa 50 anos. Claro que não existe previsão de lançamento no Brasil.
Kenneth Womack é autor de vários livros anteriores sobre os Beatles, incluindo Long and Winding Roads e The Beatles Encyclopedia. Ele também é o autor da aclamada biografia em dois volumes de Sir George Martin, Maximum Volume and Sound Pictures. Womack é reitor da Universidade de Monmouth de Humanidades e Ciências Sociais, onde também é professor de inglês.

domingo, 8 de setembro de 2019

OS BEATLES E O SINTETIZADOR MOOG*****

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Publicada originalmente em 23 de maio de 2012.
Em 23/052012, para comemorar os 78 anos do nascimento de Robert Moog, o Google festejou com um Doodle animado. Tido como pai do sintetizador, Moog fundou a empresa Moog Music Inc. com o objetivo de produzir sintetizadores utilizados por grandes artistas americanos e ingleses.

O termo sintetizador Moog (pronunciado "mogue" para rimar com "vogue", e não "mugue", como geralmente se pensa) pode se referir a qualquer um dos sintetizadores analógicos projetados pelo Dr. Robert Moog ou produzidos pela Moog Music, e é usado comumente como um designativo genérico para sintetizadores de música analógicos e digitais.

Robert Arthur Moog nasceu em 1934 e morreu em 2005. Foi inventor, músico e engenheiro americano que, junto com o compositor Herbert Deutsch, inventou o moderno sintetizador, o Moog, apresentado em um congresso em 1964. O sintetizador Moog, ganhou mais popularidade na segunda metade dos 1960 sendo muito utilizado por bandas como The Beatles ou The Doors.
O primeiro Moog era monofônico (o que impossibilitava a criação de acordes) e precisava ser afinado constantemente, pois era analógico. Robert Moog criou a empresa Moog Music Inc., na qual foram produzidos os sintetizadores utilizados por artistas como Wendy Carlos (na trilha sonora de Laranja Mecânica) e pela banda de rock progressivo Emerson, Lake & Palmer, pelo tecladista Keith Emerson. Posteriormente a Moog Music Inc. lançou o Minimoog, o mais vendido da empresa em todos os tempos. Criou ainda o Moog Taurus, um sintetizador para ser tocado com os pés, para ser utilizado como um contrabaixo, o Vocoder (ligado a um microfone, permitia alteração na voz), o Polymoog, de 1976, polifônico e que vinha com sons gravados de fábrica, e o Moog Liberation, teclado que permitia ser colocado no usuário como uma guitarra, além do Memorymoog, que permitia a gravação de sons pelo tecladista.
Antes do fim dos Beatles, George Harrison já havia lançado dois álbuns solo: Wonderwall Music, de 1968, e Electronic Sound, de 1969. O primeiro com músicas instrumentais foi trilha sonora do filme homônimo. O álbum contou com a participação de Ringo Starr e Eric Clapton, todos (inclusive George) usando pseudônimos.Resultado de imagem para george harrison - Electronic Sound - o baú do edu
O segundo, considerado um álbum experimental, trouxe várias músicas tocadas com o sintetizador Moog e uma capa com um desenho de sua própria autoria. Durante as gravações de Abbey Road, o sintetizador Moog reinou absoluto e ele foiusado praticamente em todas as músicas.

PAUL COLE - O ANÔNIMO QUE FICOU FAMOSO EM ABBEY ROAD

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A postagem sobre o estranho homem que aparece na capa de Abbey Road foi publicada originalmente em 15 de fevereiro de 2012 e como estamos no mês de aniversário de 50 anos do discão, aqui está ela novamente. Quando Abbey Road foi lançado, em 26 de setembro de 1969, na capa - além dos quatro Beatles e um pequeno grupo de quatro pessoas mais ao longe à esquerda - podia ser vista a figura de um homem usando paletó, parado ao lado do carro da polícia e observando tudo o que acontecia.
Paul Cole era seu nome. Na época ele estava com 57 anos. Ele aparece um pouco à esquerda da juba de John Lennon. A história de Cole é bem curiosa. Segundo o próprio, “estava de férias com minha esposa em Londres e, como já havia visitado museus demais, resolvi dar uma caminhada pelas ruas. Aí vi uma viatura da polícia parada, fui até ela e comecei a conversar com o policial. Já estávamos batendo um papo há algum tempo quando percebi aqueles quatro caras atravessando a rua como uma fila de patos. Eu achei que se tratava de um bando de hippies, pois todos tinham cabelo comprido e um deles estava descalço – e você sabe, não se anda descalço em Londres”. Na hora Cole não atinou que os quatro cabeludos suspeitos eram os Beatles. Ele só foi se tocar disso mais de um ano depois, quando encontrou a capa do álbum em cima do toca-discos da família.

O simpático Paul Cole faleceu no dia 13 de fevereiro de 2008, aos 96 anos de idade, na cidade americana de Pensacola, na Flórida. Sua história é um triunfo do acaso, que transformou um completo desconhecido em personagem da história do maior e melhor nome do rock de todos os tempos.

Só uma pequena curiosidade legalzinha que ainda bem ninguém viu: no último dia 8 de agosto, em que a icônica foto da capa completou 50 anos, na imagem que coloquei no topo do blog mostrando a rua sem os Beatles, aparecem Paul Cole, o pequeno grupo de pessoas à esquerda e próximo a eles, também aparecia um outro cara estranho: Eu! Rsrs. Valeu, abração!

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

THE BEATLES - HERE COMES THE SUN - SENSACIONAL!!! ***********

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Os Beatles falam, ou prestam suas homenagens ao Sol em várias de suas músicas. Vamos tentar lembrar de todas? Vamos: “I'll Follow the Sun”; “Any Time At All” (If the sun has faded away...); “Rain” (When the sun shines, they slip into the shade…); “The Word” (It's so fine, it's sunshine…); “Good Day Sunshine” (I need to laugh, and when the sun is out...); Lucy In The Sky With Diamonds (Look for the girl with the sun in her eyes and she's gone …); “It's All Too Much” (Sail me on a silver sun...); “I Am The Walrus” (Sitting in an english garden waiting for the sun…); “Dear Prudence” (The sun is up, the skies are blue…); Julia (Her hair of floating sky is shimmering, glimmering, In the sun…); “Mother Nature's Son” (Swaying daisies sing a lazy song beneath the sun…); “Yellow Submarine” (So we sailed on to the sun…); “Across The Universe” (Limitless undying love which shines around me like a million suns…); “Two Of Us” (Standing solo, in the sun…) e “I've Got a Feeling” (Everybody saw the sunshine…). Ufa! ... Acho que são essas, sem contar com essas duas em que, especialmente, o Astro Rei brilha de forma ainda mais radiante: “Sun King” e a ilumidada “Here Comes The Sun”, que a gente confere agora.
O lado 2 do derradeiro álbum gravado pelos Beatles, não poderia começar de forma mais brilhante: para isso, uma belezura de nome "Here Comes the Sun", foi a preferida. Era a segunda música de George Harrison no álbum. Também o segundo maior sucesso de Harrison com os Beatles (o primeiro é "Something" do lado 1 do mesmo disco).
A música que dá boas vindas ao Sol, depois de severas temporadas de frio intenso, foi escrita na casa de campo de Eric Clapton, onde Harrison havia decidido passar o dia, para evitar participar de uma reunião na Apple com os outros Beatles, advogados e contadores. A letra reflete seu alívio com a chegada da primavera e a pequena pausa temporária que ele estava experimentando nos negócios da banda. Segundo Clapton, a casa era em Ewhurst, Surrey, conhecida como Hurtwood Edge e o mês era abril, que em 1969, teve os dias mais ensolarados dos últimos anos.
Os Beatles gravaram "Here Comes the Sun" no estúdio da EMI, em Londres, no verão de 1969. Liderada pelo violão de Harrison, a gravação também apresenta o sintetizador Moog, que ele havia introduzido no som dos Beatles após adquirir um modelo antigo do instrumento. Refletindo a influência contínua da música clássica indiana na composição de Harrison, a composição inclui uma série de mudanças incomuns no tempo. A gravação teve início em 7 de julho de 1969 e foi concluída em 19 de agosto. Em sua segunda contribuição para o futuro (bem próximo) “Abbey Road”, George assumiu os solos vocais e a maior parte da instrumentação - com a óbvia exceção da orquestra gravada em cima da faixa básica, do baixo e da bateria. A música, gravada em 15 tomadas com acréscimos, começa no canal esquerdo com o violão e o sintetizador, que flutuam para o canal direito quando George entra com o vocal. Essa gravação tem um dedilhado de guitarra semelhante ao de "Badge", composta por George e Eric Clapton e gravada pelo Cream, também composta na casa de Clapton. Outra característica é a crescente sincopação nas partes vocais.
"Here Comes the Sun" dura exatos 3’05". George Harrison canta, toca o violão dedilhado, guitarra, o sintetizador moog, e bate palmas. Paul McCartney faz o coro, toca baixo, e bate palmas. Ringo Starr toca bateria e bate palmas. Por estar se recuperando de um acidente de carro, John Lennon não participou da gravação. Há também a participação da orquestra - quatro violas, quatro violoncelos, um baixo, dois pícolos, duas flautas alto e duas clarinetas. "Here Comes the Sun" foi produzida por George Martin que teve como engenheiros Phil McDonald e Geoff Emerick.
A recepção de "Here Comes the Sun" pela crítica não poderia ter sido melhor. Os elogios foram unânimes. A música era "um despertar, uma exaltação do amanhecer e a abertura de uma coleção de músicas que representavam o lado solar do LP, impregnado de calor suave, com motivos, pontes, repetições, surpresas, com todas as músicas entrelaçadas umas nas outras". Juntamente com "Something", sua outra contribuição para Abbey Road, George Harrison ganhou finalmente o reconhecimento como compositor que anteriormente era somente reservado a John Lennon e Paul McCartney. A Rolling Stone em 2002, comparou "Here Comes the Sun" com "Let It Be", de McCartney, e "Imagine", de Lennon, e disse que a música era um gracioso hino da esperança de Harrison em meio a realidades tão difíceis. "Here Comes the Sun" apareceu no número 28 da lista da Rolling Stone das “500 Melhores Músicas de Todos os Tempos”. Lamentando por ter subestimado George Harrison como compositor, George Martin descreveu "Here Comes the Sun" como uma das melhores músicas já escritas. Nomes como Joe Brown, Peter Tosh, Richie Havens, George Benson, Steve Harley, Nina Simone Sherryl Crow e até brazucas como Lulu Santos, estão entre as dezenas de artistas que já gravaram "Here Comes the Sun".

No Japão, "Here Comes the Sun" foi lançada em um single em 1970, como o lado B da faixa de McCartney em Abbey Road "Oh! Darling". Enquanto os Beatles nunca lançaram a faixa como um single na Grã-Bretanha, novas regras implementadas no UK Singles Chart em 2007 permitiram que qualquer música entre nas paradas com base nas vendas de downloads. Isso permitiu que várias músicas gravadas pelos Beatles fossem listadas nas paradas quando o catálogo posterior do grupo ficou disponível para download no iTunes em 2010, incluindo "Here Comes the Sun", que chegou ao número 58 em 27 de novembro daquele ano. A música também alcançou o número 14 na parada da Billboard.
Uma curiosidade: o saudoso astrônomo, cientista, pesquisador e divulgador da ciência Carl Sagan, queria que "Here Comes the Sun" fosse incluída no disco de ouro da “Voyager”, cujas cópias seriam anexadas em ambas as sondas do programa Voyager para fornecer qualquer identidade para quem as recuperasse, como uma amostra representativa do que era a civilização humana. Apesar de todos gostarem da ideia, a EMI se recusou a liberar os direitos e quando as sondas foram lançadas em 1977, a canção não foi incluída. Outra: Em 2016, do alto de sua arrogância, a “família Trump” usou "Here Comes the Sun" como a música de entrada de Ivanka Trump na Convenção Nacional Republicana. A Família Harrison protestou, dizendo que a música e a memória de George Harrison estavam sendo violadas para apoiar a campanha presidencial de Donald Trump. Isso não foi longe e logo essa história foi esquecida. "Here Comes the Sun" com os Beatles, aparece somente em “Abbey Road” e “Love”, lançado em novembro de 2006 com “Sun” e “The Inner Light” em um amálgama maravilhoso e que a gente confere logo aí abaixo da original. Valeu! 

AINDA HOJE: ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!!!

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GEORGE HARRISON - HERE COMES THE SUN - LIVE

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George Harrison tocou "Here Comes The Sun", em praticamente todas (e poucas!) apresentações que fez. Infelizmente, os vídeos são muito escassos. Aqui, a gente confere o ´melhorzinho' que encontrei da apresentação de "Sun" no Concerto para Bangladesh, apoiado por Pete Ham (Badfinger), legendado em espanhol (não é mole não!) e embaixo, o da apresentação de George no "Prince's Trust" de 1987. Outras performances, como no Japão e no Albert Hall, a resolução é tão ruim que preferi nem colocar aqui. Valeu!

HERE COMES THE SUN: A JORNADA ESPIRITUAL E MUSICAL DE GEORGE HARRISON

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George Harrison tinha 22 anos quando encontrou Elvis Presley. Era agosto de 1965 e não havia ninguém no mundo que ele, John, Paul e Ringo quisessem conhecer mais. O encontro foi revelador para o guitarrista, mas não por causa de Elvis. Enquanto os outros três Beatles se deslumbravam com o rei do rock em sua casa em Bel Air, L.A. George foi fumar um baseado no quintal. Longe de todos, bateu um papo com o cabeleireiro Larry Geller, amigo de Elvis. Foi ali que ouviu falar sobre o iogue e guru indiano Paramahansa Yogananda. Meses depois, conheceria a música de Ravi Shankar.

Publicado em 2007, "Here comes the sun", de Joshua M. Greene, ganhou edição brasileira pelo selo Relighare, do Coletivo Editorial. A tradução foi de Romero Carvalho (também responsável pela edição) e Fernanda Marin Horrocks. Existem centenas de livros sobre os Beatles em português. Sobre Paul e John também. Até 2007, sobre George Harrison só havia um: "A biografia espiritual de George Harrison – O místico entre os trabalhadores", de Gary Tillery, um registro menor e sem muita repercussão. O livro de Greene é considerado um dos relatos mais relevantes sobre o “Beatle quieto”. Mas a chave para entendê-lo está no subtítulo: "A jornada espiritual e musical de George Harrison".
O nova-iorquino Greene, ele próprio um iogue e devoto de Krishna, viveu 13 anos em templos hindus na Índia e na Europa. De volta aos EUA, o historiador, além de escrever livros, dirigiu filmes e documentários. Por isso, o foco desse volume está muito mais no espírito do que na música. No prefácio, o autor relata seu primeiro encontro com George – em 1970, nos estúdios da EMI, em Londres, Greene acompanhou devotos em uma gravação de um álbum com hinos em sânscrito que o então Beatle produzia. Mesmo abordando a trajetória de George da infância até a morte, o ponto forte está no envolvimento dele com o hinduísmo. Tal aspecto pode desinteressar os aficionados por música, mas é chave para entender a persona. A parte inicial, dedicada aos Fab Four, ainda que tenha um viés crítico (mostrando o quanto George era colocado de lado por Paul e John), está mais interessada em mostrar o desconforto do biografado com a Beatlemania. Assim que a banda coloca seu ponto final, George floresce. É rico o material sobre a produção do Concerto para Bangladesh (1971), o primeiro show beneficente já realizado. Com riqueza de detalhes, o autor descreve a aflição do guitarrista à frente do projeto, bem como a incerteza que o cercava quanto à participação de Bob Dylan. Aspectos da vida pessoal, no entanto, têm peso diferente. A relação com os pais é bem explorada. Mas o casamento com Pattie Boyd, que gerou o triângulo amoroso mais ruidoso da década de 1970 (ela o trocou por Eric Clapton, um dos grandes amigos de George) é visto de maneira quase rasteira. Já a parte dedicada ao hinduísmo não poupa detalhes. São descrições extensas sobre as viagens de George à Índia; seu encontro com os mestres; a maneira como ajudou os devotos. Shyamasundar, um americano que se tornou muito próximo de George, ganha protagonismo nessas passagens. É um ponto de vista interessante, mas peca pelo excesso. Em comparação, os ex-companheiros dos Beatles, já a partir de 1970, são citados de forma bem discreta. O livro tem 414 páginas, na época que eu comprei, custou uns 50 pilas. Pena que não tenha um vídeo bacana sobre ele.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

GEORGE HARRISON & PAUL SIMON - HERE COMES THE SUN

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A história começou sete meses antes, quando o produtor do programa Saturday Night Live, Lorne Michaels, ofereceu aos Beatles incríveis 3 mil dólares para se reunirem em seu show. John e Paul quase toparam, mas não rolou. Mas em 20 de novembro de 1976, George Harrison foi o convidado musical, e cobrou de Michaels os U$ 3.000. "Eu vim até aqui", Harrison brincou. “São US $ 3.000. Esse era o acordo!". Mas Michaels desconversou dizendo que eram 3 mil se fossem os quatro ex-Beatles. Depois que Harrison chamou a NBC de "chintzy" (que não gosta de gastar dinheiro e nem pagar suas dívidas), Michaels ofereceu 250 dólares ao ex-Beatle para dizer o slogan do programa no ar e Harrison declarou: “Live from New York, it’s Saturday Night! (Ao vivo de Nova York, é sábado à noite!”. O outro convidado daquela semana era outro músico bastante famoso, Paul Simon, que abriu o show cantando "Still Crazy After All These Years" enquanto usava uma fantasia de peru. Harrison e Simon planejaram tocar algumas músicas de forma acústica como uma dupla. Enquanto as covers de "Rock Island Line" e "Bye Bye Love" foram ensaiadas, mas não foram tocadas, versões únicas de "Here Comes the Sun" e "Homeward Bound", deram brilho ao programa.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

GABRIELLA QUEVEDO - HERE COMES THE SUN - BOM DIA!

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Publicada originalmente em 16 de março de 2017.
Gabriella Quevedo é uma sueca de 22 anos que toca violão como poucos, apenas com os dedos sem o uso da palheta. A garota começou a tocar com 12 anos fazendo suas covers com seus próprios arranjos de grandes standards, tanto de clássicos como populares. Sua gravação de Hotel California dos Eagles, teve em dezembro de 2016 mais de 14 milhões de visualizações no YouTube onde tem seu próprio canal que, em julho de 2019, tinha mais de 920.000 assinantes e mais de 170 milhões de visualizações. É isso aí. Aqui a gente confere a beleza e o talento de Gabriella para a imortal "Here Comes The Sun", dos Beatles, de George Harrison.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Nº 9.000 - THE BEATLES - I WANT YOU (She's So Heavy)

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"Eu te quero, eu te quero tanto". Só para que se conste nos autos dos processos: esta é a postagem Nº 9.000 do Baú do Edu nesses 11 anos completados no último 24 de agosto. Vamos lá, Here We Go again, como diria o profeta Lennon.
A letra de "I Want You", que consiste apenas na repetição do título e na informação de que o desejo está enlouquecendo o cantor, chegou a ser citada no programa de atualidades da BBCTV 24 Hours como um exemplo das maiores banalidades da música pop. John Lennon se enfureceu!
Ele estava convencido de que a simplicidade dos versos, a tornava superior a "Eleanor Rigby" e "I Am The Walrus". Para ele, não se tratava de uma involução para o pop monossilábico e descuidado, era apenas economia de linguagem. "I Want You" foi escrita como uma canção de amor para Yoko Ono. Lennon admitiu a influência que ela teve em seu novo estilo de compor e disse que pretendia um dia escrever a canção perfeita: com apenas uma palavra! Um poema de Yoko de 1964 consistia apenas na palavra "water".
"I Want You (She's So Heavy)" é uma das gravações de estúdio mais complexas que os Beatles realizaram. Começou a ser gravada em fevereiro de 1969, no Trident Studios, mas só foi concluída em agosto, em Abbey Road, depois de uma infinidade de edições e vários overdubs. Esta música é um excelente exemplo do apetite insaciável do grupo para usar as últimas novidades técnicas de gravação em uma constante busca por novos sons no mundo de gravação e da tecnologia.
Lennon parecia decidido a combinar alguns dos sons mais pesados da época, como Jimi Hendrix e Cream, usando um riff de blues encharcado com espessas camadas de guitarra, efeitos de sintetizador Moog e uma minimalista melodia vocal. Depois de 35 tomadas da faixa básica, uma edição foi feita das três melhores partes, que apresentam uma série de mudanças de tempo, balançando alternadamente a partir de um riff denso mais lento para um lounge quase jazz. Lennon imita sua própria melodia vocal, dobrando as notas de sua guitarra. As mudanças na intensidade da voz de Lennon, vão desde um sussurro dolorido para gritos rudes da alma, repetindo seguidamente os versos simples "Eu te quero / Eu te quero tanto / Eu te quero / Eu te quero tanto / isso me deixa louco / isso me deixa louco..." até chegar em "She's So Heavy..." que ele também repete até chegar ao drástico final". E CORTA!
O tecladista Billy Preston adicionou as texturas apropriadas através das várias mudanças, a partir de um descontraído tom de notas de órgãos nas seções jazzy mais leves, para uma arrogância musical durante os momentos mais pesados da música. Os Beatles, apresentam uma fluidez impressionante, especialmente Paul McCartney, mostrando evoluções consideráveis na linha do seu baixo, pulsando em um fluxo constante de notas através dessas várias mudanças.
Os últimos três minutos são consumidos por um redemoinho das guitarras e overdubs em muitas camadas usando recursos de rastreamento de estúdio recém-expandidas. Lennon também construiu um redemoinho monstruoso de som denso usando um dos primeiros sintetizadores Moog combinado com um gerador de ruído branco. Com as guitarras agitadas a martelar, a parede de ruído branco, eventualmente, começa a engolir o resto da música antes que a faixa seja encerrada de forma dramática, deixando um silêncio ensurdecedor.
No passado, sobre o final cortado, Lennon dizia que a fita tinha corrido simplesmente para fora, criando esse final único, mas desde então essa versão tem sido refutada por um dos engenheiros da sessão, Alan Parsons no livro detalhado de Mark Lewisohn "The Beatles Recording Sessions: The Official Abbey Road Estúdio Session Notes", recordando: "Nós estávamos colocando os últimos retoques para fechar o lado 1 do LP e fomos ouvir o mix. Quando se aproximava do final, Lennon disse: "Cortem a fita aqui! E Geoff Emerick cortou". Fim do lado 1. Este final abrupto, editado propositalmente por Lennon, também foi, na época, muito comentado (e criticado) por ser inusitado em termos musicais. "I Want You (She's So Heavy)" com seus 7 minutos e 48 segundos, é a segunda música mais longa dos Beatles. A primeira é "Revolution 9", com 8 minutos e 12 segundos e a terceira é "Hey Jude" com 7 minutos e 44 segundos.
“I Want You” foi gravada em 22 de fevereiro; 18, 20 de abril; 8, 11 de agosto de 1969. Teve como produtores George Martin, Glyn Johns e Chris Thomas e como engenheiros Barry Sheffield, Jeff Jarratt, Tony Clark, Geoff Emerick e Phil McDonald. John Lennon faz os vocais, toca guitarra, órgão e sintetizador Moog; Paul McCartney toca seu baixo de forma brilhante (como sempre!) e faz backing vocals; George Harrison toca guitarra e faz backing vocals; Ringo Starr toca bateria e congas e Billy Preston toca o órgão Hammond. “I Want You (She’s So Heavy) aparece somente em “Abbey Road” e “Love”.
E assim, com "I Want You (She's So Heavy)", encerramos de forma gloriosa o lado 1 de Abbey Road, o melhor e último álbum gravado pelos fabulosos Beatles. A próxima é outra pérola, a belíssima e mágica "Here Comes The Sun", o 2º maior sucesso de George Harrison com os Beatles e que dá início ao incrível lado 2. Fique de olho e trate de ir deixando seus comentários para que eu possa virar o disco, ok? Afinal, eu te quero, eu te quero muito! Valeu!

IMAGEM DO DIA - AINDA HOJE - ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL!!!

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THE BEATLES - I WANT YOU - REHEARSAL*****

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THE ONLY ROAD BAND - I WANT YOU (SHE'S SO HEAVY)

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domingo, 1 de setembro de 2019

YESTERDAY - O FILME - SENSACIONAL!*****

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A primeira vez que o filme “Yesterday” apareceu aqui no nosso blog preferido, foi em 20 de fevereiro, logo que foi anunciado e eu disse nos comentários: “Isso tem cara de ser muuuito bom!”. De lá pra cá, o filme se tornou um grande sucesso mesmo antes de seu lançamento. De todas as críticas que eu li, acho que todas foram positivas e enaltecedoras, principalmente esta semana em que foi lançado no Brasil. Há muitos anos, me acostumei a não criar mais expectativas sobre a maioria das coisas, principalmente se for relacionada aos Beatles. Ontem, fui com meu filho Davi, assistir “Yesterday”, o já aclamado filme do diretor Danny Boyle e gostei. Apesar de achar longo (quase duas horas) e um pouco cansativo do meio até o final, a maior parte do filme eu passei sorrindo, coisa rara nos últimos anos.
“Yesterday” conta a história de Jack Malik (Himesh Patel), um músico que ganha a vida com os salários de um trabalho em um supermercado e dos pequenos shows em bares e restaurantes. Com o auxílio de Ellie Appleton (Lily James), sua agente e melhor amiga, a carreira de Jack segue com apresentações no condado de Suffolk, na Inglaterra. Ao retornar para casa após um show quase vazio em um festival, Jack é atropelado por um ônibus em meio a um blackout que aconteceu no mundo inteiro. O acidente serve como um ponto de transição para um universo alternativo. Após sua recuperação, Jack ganha um violão novo dos seus amigos e começa a dedilhar uma música: “Yesterday”, composta por Paul McCartney, gravada em 1965 para o álbum “Help!”, dos Beatles. Ellie e seus amigos ficam maravilhados com a “inédita” música que acabaram de ouvir. Assim, Jack começa a entender que é o único músico do mundo que conhece as composições dos Beatles.
“Yesterday” é mais do que uma homenagem aos Beatles - não é preciso ser um fã para gostar do filme, mas para quem é, é uma delícia. Estão lá Yesterday, When I’m Sixty Four, Eleanor Rigby, Maxwell's Silver Hammer, Nowhere Man, A Day In the Life, Let It Be, I Want To Hold Your Hand, She Loves You, I Saw Her Standing There, In My Life, The Long & Winding Road, Here Comes The Sun, Something, While My Guitar Gently Weeps, Carry That Weight , Strawberry Fields Forever, Hello, Goodbye, Hey Jude, Help! (numa versão visceral!), Yellow Submarine, Ob-La-Di, Ob-La-Da e Back In The USSR, também numa versão espetacular. Ufa! Todas interpretadas por Himesh Patel (Jack), que, em nenhum momento, tenta imitar o tom de voz de alguém – canta do seu jeito, tentando impor sua própria identidade em cada música. O diretor, Danny Boyle toma cuidado para que as músicas da banda de Liverpool fiquem muito bem encaixadas dentro do contexto de cada cena. Além de um belo tributo aos Beatles, “Yesterday” é antes de tudo, uma ótima comédia romântica muito bem executada, feita por quem conhece do gênero, e um belo exercício de criatividade. Vale a pena conferir!
UM MINUTO COM HIMESH PATEL
Que importância os Beatles tinham para você antes do filme?
Minha mãe amava Imagine. Foi uma das primeiras músicas que ouvi. Uns dez anos atrás, descobri Sgt. Pepper's, depois o Álbum Branco. Mas agora ouvi cada álbum, fiz um roteiro da trajetória. E foi uma jornada de descoberta para mim.
Então, precisou de uma desintoxicação dos Beatles depois do filme?
Desintoxicação implica que os Beatles são uma toxina. É bem o contrário. Eu continuo ouvindo e posso ouvir milhares de vezes.
Qual seu passado na música? Teve uma banda?
Não. Comecei a tocar piano aos 9. Mas aos 12 desisti porque queria aprender guitarra. Minha mãe não queria me dar, então eu mesmo comprei uma e comecei a aprender sozinho até conseguir o papel no filme. Tive de melhorar bastante para poder fazer Yesterday. Queria fazer justiça.
Acha que, se os Beatles começassem agora, eles seriam o mesmo sucesso colossal?
Sim, a música deles é mágica.
O filme fala muito em milagres. Acredita neles?
Sim. Coisas estranhas acontecem. Estava em Nova York quando soube que teria de voltar a Londres para encontrar Danny Boyle e Richard Curtis. E bem nessa hora um músico no metrô começou a tocar uma música dos Beatles e piscou para mim.
Antes de os Beatles desaparecerem da memória, Jack pensa em desistir da carreira de músico. Teve algum momento assim em sua vida?
Eu sempre tive sorte. Mas ainda pode acontecer. Tenho muitos amigos que lutaram muito para conseguir fazer o que queriam, e outros continuam lutando.