quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

ALVARO ORTEGA - AND YOUR BIRD CAN SING ⭐⭐⭐⭐

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BLACK DYKE MILLS BAND - THINGUMYBOB (McCartney)

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No mesmo dia (20 de agosto de 1968) em que gravou “Mother Nature’s Son”, Paul McCartney também gravou outras duas músicas, Wild Honey Pie e “Etcetera”, cortada do álbum branco e lançada pela Black Dyke Mills Band como “Thingumybob” junto com “Yellow Submarine”. O nome “Etcetera”, foi mudado pelo próprio McCartney. “Thingumybob” é uma música instrumental sem qualquer vocal, e tem um ritmo festivo, lembrando as rodas e festas da Inglaterra“Thingumybob” é creditada a Lennon-McCartney e a “The Black Dyke Mills Band” foi uma banda de metais de Yorkshire, uma das primeiras contratações da Apple Records. A gravação de “Thingumybob” foi em Saltaire, perto de Bradford, com McCartney produzindo a sessão. Além dessa, a banda gravou "Yellow Submarine" para o lado B do single lançado pela Apple nos Estados Unidos em 26 de agosto e no Reino Unido em 6 de setembro.“Thingumybob” foi composta como a música tema da comédia de mesmo nome produzida pela Yorkshire Television em 1968.

domingo, 15 de dezembro de 2024

THE BEATLES - PAST MASTERS - 1998 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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Poucas são as coletâneas que merecem o rótulo de fundamentais. Este álbum duplo dos Beatles é uma delas e é fácil entender. Muitas das melhores músicas dos anos 60 foram lançadas exclusivamente como“singles”, em formato de compacto simples (um pequeno disco com duas canções) que, na época era bem mais consumido que o LP, não apenas pelo baixo custo, mas também por proporcionar ao jovem consumidor a oportunidade de adquirir várias músicas que saltavam nas paradas de sucesso, numa mesma compra. Com isso em mente, as gravadoras separavam as melhores músicas que os seus contratados estavam registrando para lançá-las naquele modelo singular, mais prático e fácil de divulgar e vender, facilitando inclusive, o trabalho dos programadores das emissoras de rádio. Por sua vez, a maioria dos responsáveis por aqueles grandes clássicos, os seus criadores, evitavam relançá-los nos LPs, por entenderem ser uma forma desleal de fazer seus fãs pagarem duas vezes pelo mesmo produto. Quando da festejada e bem sucedida chegada do CD ao mercado, inteligentemente a EMI junto à coleção dos Beatles, produziu estes dois volumes (agora vendidos numa mesma embalagem) dando-lhes o apropriado título de PAST MASTERS, contendo todas as gravações lançadas como compactos, que não constavam nos álbuns oficiais do grupo.


Em março de 1988, em seguida ao lançamento mundial dos álbuns de estúdio em CD pela EMI, a gravadora compilou, neste volume e no seguinte, o material de estúdio dos Beatles que não havia sido incluído nos CDs. Das 33 faixas dos dois discos, 25 haviam sido lançadas em compactos na Inglaterra; duas, "Gib Mir Geine Hand" e "Sie Liebt Dich", saíram em compacto na Alemanha em 1964; outras quatro, "Long Tall Sally", "l Call Your Name", "Slow Down" e "Matchbox", vêm do compacto duplo LongTall Sally, de 1964; "Bad Boy" foi lançada no álbum americano Beatles VI, de 1965, e na coletânea britânica A Collection of Beatles Oldies, de 1966; e "Across The Universe" fora incluída no álbum beneficente No One's Gonna Change Our World, lançado em 1969. O primeiro volume cobre o início da carreira, de "Love Me Do" ao auge da Beatlemania, em 1964-65, e reúne material não utilizado nos álbuns britânicos da época. Ele traz a versão original de "Love Me Do" (com Ringo na bateria); os lados A e B de outros quatro compactos, "From Me To You / Thank You Girl", "She Loves You / I'll Get You", "l WantTo Hold Your Hand”, “This Boy" e "l Feel Fine"/"She's A Woman"; as gravações cantadas em alemão "Komm, Gib Mir Deine Hand" e "Sie Liebt Dich", versões de "I WantTo Hold Your Hand" e "She Loves You"; "LongTall Sally" e "I Call Your Name", lançadas no álbum americano The Beatles Second Album, de 1964, além de "Slow Down" e "Matchbox", do compacto duplo britânico LongTall Sally, "Bad Boy"; e, por fim, "Yes It Is" e "l'm Down", lados B de "TicketTo Ride" e "Help!", incluídas no álbum Help! - esses são os únicos lados B do álbum não acompanhados pelos respectivos lados A. A versão de "This Boy" é a autêntica em estéreo, lançada apenas em compactos na Austrália e no Canadá, e pela primeira vez em um álbum. "She's A Woman", também em estéreo, vem do álbum australiano Greatest Hits - Vol. 3, de 1967. "Yes It Is", em estéreo, havia sido lançada no Reino Unido em 1986, na fita cassete OnlyThe Beatles. Com exceção de "I’m Down", essas versões em estéreo foram lançadas internacionalmente pela primeira vez neste álbum. Ao compilar estes dois volumes, a EMI finalmente produziu coletâneas extremamente bem-vindas entre os fãs dos Beatles ao redor do mundo. Possuir Past Masters e o restante da coleção dos Beatles em CD é como ter uma cópia pessoal das fitas máster de estúdio da banda. Os dois álbuns são acréscimos valiosos a qualquer coleção de discos dos Beatles e, no caso de coleções de CDs, essenciais, já que finalmente reúnem o material de estúdio que não aparece nos álbuns originais.

Ao longo de 1969, os Beatles lançaram dois compactos que, na época, não foram incluídos em álbuns. As duas faixas do primeiro, "Get Back” / "Don't Let Me Down", deviam ser originalmente incluídas no álbum Get Back, que o grupo tentou gravar em janeiro de 1969 nos estúdios da Apple, em Savile Row. O projeto do álbum acabou sendo abandonado em favor de outro (Let lt Be), mas o compacto saiu em 11 de abril de 1969. Depois da breve temporada nos estúdios da Apple, os Beatles voltaram para Abbey Road para gravar o segundo compacto de 1969, "The Ballad Of John And Yoko"/”Old Brown Shoe". O lado A foi gravado por John e Paul durante uma sessão de oito horas e meia em 14 de abril de 1969 e "Old Brown Shoe", que traz todos os Beatles, foi realizada dois dias depois. O compacto saiu em 30 de maio de 1969. Em seguida ao lançamento do álbum Abbey Road, a EMI produziu um álbum beneficente intitulado No One's Gonna Change Our World, em dezembro de 1969. Ele incluía "Across The Universe", faixa que os Beatles haviam gravado quase dois anos antes, em fevereiro de 1968. Ao longo dos anos, essa versão ficou conhecida como "The Wildlife Version", e é a única deste disco não lançada originalmente em um compacto. Com o início de 1970 veio o lançamento de “Let It Be”, último álbum dos Beatles, quase que totalmente formado por material das sessões de Get Back, de janeiro de 1969, e remixado por Phil Spector. Embora fruto das mesmas sessões, o último compacto do grupo, "Let It Be", lançado em 6 de março de 1970, é consideravelmente diferente da versão do álbum; trata-se da mixagem original de George Martin. Além das faixas já mencionadas, este segundo volume de Past Masters também inclui "Paperback Writer", lançada em compacto com "Rain" em junho de 1966; "The Inner Light", lado B do compacto "Lady Madonna", de março de 1968; "Revolution", lado B do primeiro compacto dos Beatles pelo selo Apple, "Hey Jude", de agosto de 1968; e, finalmente, "You Know My Name", lado B do compacto derradeiro, "Let It Be", de março de 1970.

Quando publicou em sua coluna Sábado Som sua resenha sobre Past Masters em 3 de janeiro de 2015, o saudoso amigo João Carlos de Mendonça encerrou seu belo texto com estas sábias palavras: “Sem precisar as datas de lançamentos, nos tempos dos bolachões, algumas coletâneas foram lançadas naquele formato, muitas, no mínimo, duvidosas, visando apenas o lucro fácil. Todavia nenhuma teve o critério e a decência do PAST MASTERS, que se tornou item obrigatório para além de um Beatlemaníaco. A distribuição das canções, inclusive, obedece a ordem cronológica de seus lançamentos, levando o ouvinte a perceber o desenvolvimento musical da banda inglesa. Posso até está cometendo uma blasfêmia, mas eu aconselharia um noviço na matéria a começar a apreciar a arte dos Beatles por esse disco. Parece uma simples coletânea... Mas é mais que isso! PAST MASTERS é um passeio pela obra genial do conjunto, em doses generosas de talento”. Aqui, a gente confere os dois álbuns inteiros, com as 33 músicas na ordem. Valeu!

PAUL McCARTNEY - RUN DEVIL RUN - 1999 ★★★★★★★★★

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THE BEATLES - THE BALLAD OF JOHN AND YOKO - 1969

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THE BEATLES - OLD BROWN SHOE - 1969 ⭐⭐⭐⭐⭐

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Lançada em 30 de maio de 1969 como lado B do compacto "The Ballad Of John And Yoko", "Old Brown Shoe" foi a segunda música de George Harrison a aparecer em um compacto dos Beatles (a primeira foi "The Inner Light", lado B de "Lady Madonna", em 1968). Foi concluída em quatro tomadas de gravação em duas sessões em 16 e 18 de abril, alguns dias depois de terminado o trabalho em "The Ballad Of John And Yoko". Ao contrário do que ocorre no lado A,"Old Brown Shoe" teria contado com a participação dos quatro Beatles, e é uma música animada de George, que nos dois anos anteriores havia composto mantras indianos ou canções mais lentas, melancólicas, como "While My Guitar Gently Weeps" e "Blue Jay Way".

"Old Brown Shoe" foi gravada em abril de 1969 nos estúdios da EMI em Abbey Road. Foi produzida por George Martin e Chris Thomas, tendo Jeff Jarratt como engenheiro. De acordo com os pesquisadores Mark Lewisohn, Ian MacDonald e John Winn, participaram da faixa: George Harrison – vocais, guitarras elétricas, órgão Hammond e baixo; John Lennonbacking vocalsPaul McCartneybacking vocals e piano; e Ringo Starr – bateria. No entanto, de acordo com o livro incluído no lançamento do Abbey Road 50th Anniversary Super Deluxe, que inclui o take 2 da música, Ringo estava filmando The Magic Christian quando a música foi gravada. A formação dada no livro para o take 2 é a seguinte: George Harrison – vocais, guitarras e órgão; John Lennon – piano e backing vocals; Paul McCartney – bateria, baixo e backing vocals. Além de lado B do single, "Old Brown Shoe" aparece nos álbuns Hey Jude, 1967/1970, Past Masters e Anthology 3.

GEORGE HARRISON - I REALLY LOVE YOU - 1982 ⭐⭐⭐

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"I Really Love You" foi composta por Leroy Swearingen, e originalmente gravada por seu grupo The Stereos em 1961. Esse disco chegou ao número 29 no quadro da Billboard Top 40. Em 1982, a música foi regravada pelo ex-Beatle George Harrison em seu álbum Gone Troppo e é a única faixa não autoral do álbum. Também foi lançada como o segundo single nos Estados Unidos e na Holanda, em fevereiro de 1983, mas falhou nas paradas. A gravação em estúdio contou com Harrison, Herbie Flowers, Mike Moran, Ray Cooper, e os vocais e backing repartidos entre Harrison, Willie Greene, Bobby King e Pico Pena, tornam a música uma deliciosa brincadeira e um dos pontos altos de Gone Troppo.

BADFINGER - STRAIGHT UP - 1971 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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RINGO STARR - CHOOSE LOVE - 2005

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Choose Love foi o décimo quarto álbum de estúdio de Ringo Starr, lançado em 7 de junho de 2005. Gravado ao longo de 2004 até 2005, usando a mesma equipe que criou Vertical Man (1998) e Ringo Rama (2003), Ringo produziu o set com o parceiro musical de longa data Mark Hudson e o apresentou com sua equipe de estúdio. A faixa-título tem um riff de guitarra "Day Tripper" semelhante ao dos Beatles com uma coda semelhante a "The Word" e menciona as canções dos Beatles "The Long and Winding Road", "Tomorrow Never Knows" e "What Goes On". Como sempre, um álbum de Ringo Starr não estaria completo se não incluísse alguns convidados famosos e Choose Love não se desvia da fórmula; ele apresenta Billy Preston e Chrissie Hynde como seus convidados mais notáveis.

Choose Love não conseguiu entrar nas paradas nem no Reino Unido nem nos EUA, onde tanto Vertical Man quanto Ringo Rama tiveram sucesso comercial. O álbum recebeu críticas fortes após seu lançamento e precedeu outra turnê promocional com Ringo e sua banda de estúdio, "The Roundheads". Apesar das críticas, Choose Love traz momentos deliciosos como a bonita "Wrong All The Time", 6ª faixa do CD, composta por Ringo, Mark Hudson e Gary Burr.

THE BEATLES - I'M DOWN - 1965 ⭐⭐⭐⭐⭐

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sábado, 7 de dezembro de 2024

ROBERTO CARLOS - CIÚME DE VOCÊ - 1968 ⭐⭐⭐⭐⭐

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Especialmente para minha Nete, amorzão da minha vida!💗
"Ciúme de Você" foi composta por Luiz Ayrão e ficou famosa na voz do cantor Roberto Carlos, em 1968. O sambista Luiz Ayrão compôs várias canções para diversos artistas da Jovem Guarda, que se tornaram verdadeiros hits do movimento. Um desses artistas era Roberto Carlos, que gravou, entre outras, "Só Por Amor", "Nossa Canção""Ciúme de Você", que se tornou um dos grandes sucessos do álbum O Inimitável, de 1968.
Primeiro disco lançado após Roberto Carlos deixar o programa Jovem Guarda, da TV Record, O Inimitável é considerado o álbum de transição do cantor, embora ainda traga todas as características daquele movimento musical. Nesse álbum, Roberto Carlos usou a influência do Funk e da Tropicália para fazer a transição da Jovem Guarda que é conhecida como pós-Jovem Guarda. Na época, entendia-se que o título do disco se referia aos cantores que tentavam ''imitá-lo'', como, em particular, o cantor Paulo SérgioO Inimitável é também lembrado pelo flerte de Roberto Carlos com o soul e o funk norte-americanos, como em "Se Você Pensa" (com Erasmo Carlos) e "Ciúme de Você" (de Luiz Ayrão) - dois dos maiores hits desse álbum. A letra de "Ciúme de Você" é sensacional e apesar de datada, é inteligente, criativa e bem-humorada, e a gravação do RC ficou duca!

ROBERTO CARLOS - NÃO HÁ DINHEIRO QUE PAGUE - 1968

GEORGE HARRISON - O BEATLE RELUTANTE - PHILLIP NORMAN

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Para o britânico Philip Norman, um dos mais respeitados "beatlelogos" em atividade, escrever a biografia "George Harrison - O Beatle Relutante" foi uma espécie de ajuste de contas consigo mesmo. O autor se destacou lá em 1981, ao lançar "Shout! - The True Story of the Beatles", um imediato best-seller que vendeu cerca de 1 milhão de exemplares.
Cerca de 15 biografias se seguiriam na sua obra, como as de Buddy Holly, Elton John, Eric Clapton e dos Rolling Stones. No meio disso, quando Harrison morreu, em 2001, Norman foi convocado pelo jornal The Times a escrever um obituário. O resultado - que tinha "um viés incessantemente negativo, em alguns trechos até insultuoso", segundo ele próprio - despertou inúmeras reações contrárias, o que o marcou. Nos agradecimentos desta nova biografia, lançada agora no Brasil, Norman diz que "precisa reconhecer um erro grave". Pede desculpas pelo artigo e lamenta que ele esteja disponível na internet. "É como um vampiro, você não pode matá-lo", afirma jornalista à reportagem em uma entrevista por vídeo. "Harrison nunca foi o maior guitarrista, vocalista ou compositor do mundo", dizia aquele texto, completando que ele havia sido, contudo, essencial para a fórmula do Fab Four. E quanto ao novo livro? "Eu não sabia o suficiente sobre ele quando escrevi aquele obituário. Não era totalmente falso, mas o momento não era certo para dizer aquelas coisas. Mas muito era de fato verdade".

"Eu realmente tive que escrever a biografia de John Lennon [2008] e depois a de Paul McCartney [2016] para descobrir sobre George, como ele foi marginalizado por anos pelo enorme talento de Lennon e McCartney, como ele foi realmente muito corajoso. Ele não desistiu. E no final, fez o melhor de suas músicas, tão boas quanto as melhores músicas de Lennon e McCartney. Elas não eram tão numerosas, mas as melhores delas eram como as melhores de John e Paul", diz. A boa notícia é que isso não significa que o autor vá tratar Harrison com condescendência agora. Questionado sobre a capacidade do guitarrista de ser detestável - conforme histórias que estão no livro -, Norman não titubeia. "Muito desagradável e muito, muito mundano também. Apesar de sua espiritualidade, ele era muito mundano. Sua primeira mulher, Patty Boyd, lembra como ele podia mudar de um para o outro em um segundo. Poderia estar girando sua roda de orações em um momento e querendo usar cocaína no outro". "Para mim, isso é resumido pela história que aconteceu em um voo longo, quando ele está murmurando algo para si mesmo", lembra o biógrafo. "Uma comissária de bordo diz: 'Gostaria do seu almoço agora, senhor Harrison?' Ele responde: 'Vá se lascar, não vê que estou meditando?' Isso é George para mim em poucas palavras". Essas histórias, porém, não são o cerne do livro e não se deve esperar uma obra "anti-Harrison. Ele é muito mais complexo e interessante do que eu havia percebido", aponta o autor. "Ele é uma contradição enorme. Harrison podia ser muito charmoso ou nada legal. Podia ser muito nobre, como no show para Bangladesh que organizou, o primeiro tipo real de benefício de estrela do rock para uma instituição de caridade. Mas podia ser muito desprezível. Ele seduziu a esposa de Ringo. Dizem que ele era o Beatle quieto, mas a maioria das pessoas que o conheciam me disse que ele nunca parava de falar. Então, foi a contradição do personagem que me interessou".

Quanto ao adjetivo que está no título da biografia, "relutante", Norman diz não se referir a sua atuação como músico, mas como estrela do rock. "Ele era uma pessoa muito reservada e odiava a histeria da Beatlemania. Quando as pessoas não conseguiam ouvir seu solo de guitarra muito bem elaborado - e na América, às vezes ele tentava tocar com duas jovens penduradas em seu pescoço -, ele odiava tudo isso". Devido ao obituário do Times, Norman nem tentou ouvir a segunda mulher de Harrison, Olivia Arrias. "Não achei que houvesse esperança de que ela aceitasse". Por outro lado, teve bastante contato com a primeira, Patty Boyd, e tinha em seus arquivos o material de pelo menos três livros já lançados sobre os Beatles, sem contar a biografia de Clapton, o melhor amigo de Harrison e que lhe roubou a esposa nos anos 1970. E Norman não pretende parar por aí. Seu novo objeto de pesquisa é Brian Epstein, o empresário dos Beatles que morreu no auge da banda, em 1967. "Não há uma biografia adequada de Epstein, que realmente mostre toda a extensão de suas conquistas. Seu efeito na história da música popular foi fenomenal, e é também incrível a maneira como ele se relacionava com os Beatles. Eles eram como seus filhos, mais do que seus clientes".  Fonte do texto: correiodamanha.com.br. "George Harrison: O Beatle Relutante" - 614 páginas, R$ 150,00.

THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT - THE SONG - 1964

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"A Hard Day's Night" abre com o acorde mais famoso do rock: uma rajada radiante de uma guitarra de 12 cordas, evocando o caos e a euforia da Beatlemania em seu auge. O tom ensolarado do acorde, a empolgação do desempenho dos Beatles e o suspiro de exaustão do título fazem de Os Reis do Iê-Iê-Iê, o filme ficcional, um documentário compacto sobre a ascensão meteórica dos Beatles. "Naquela época, os começos e encerramentos das músicas eram algo que eu tendia a organizar", disse George Martin. "Precisávamos de alguma coisa arrasadora, que fosse um 'chacoalhão' súbito na música. Ele acertou por acaso", contou o produtor. (Em uma entrevista em fevereiro de 2001, Harrison disse que o acorde era um "Fá com um Sol por cima, mas você vai ter de perguntar a Paul sobre a nota do baixo para saber a história toda". McCartney tocou um Ré em tom alto.
O título veio de uma brincadeira de Ringo. "Nós estávamos trabalhando dia e noite", ele relembrou. "E eu fiquei pensando que ainda era dia e disse: 'It's been a hard day' ['está sendo um dia duro']. Ao perceber que já estava escuro, [completei com]: '...'s night!' ['... noite!']". Quando Lennon contou a observação ao diretor Richard Lester, ela se tornou instantaneamente o título do filme. Tudo o que tiveram de fazer foi escrever uma música que o acompanhasse. "John e eu estávamos procurando por títulos", disse McCartney. "Uma vez que você tem um bom título, é meio caminho andado. Com A Hard Day s Night', você já tinha quase tudo". John compôs a música na noite anterior à gravação e o grupo a registrou em espantosas três horas.

"A Hard Day's Night" foi gravada no dia 16 de abril de 1964 em 9 takes. Quando a sessão terminou, às 22h daquela mesma noite, Harrison havia esculpido um de seus mais memoráveis solos - um precioso dedilhado crescente tocado duas vezes e arrematado com um floreio circular, com o badalar de sino de igreja de sua guitarra ecoado no piano por George Martin. "George passava muito tempo trabalhando nos solos", disse Geoff Emerick. "Tudo era um pouco mais difícil para ele, nada veio muito facilmente". Harrison também tocou o arrasador fade-out, um ressoante arpeggio de guitarra que foi inspirado por Martin. "Eu estava frisando a eles a importância de fazer a música se encaixar, não exatamente terminando, mas ficando suspensa de modo a conduzir para a atmosfera do próximo clima", disse o produtor. John Lennon – vocal principal e guitarra; Paul McCartney – vocal harmônico e baixo; George Harrison – guitarra de doze cordas; Ringo Starr – bateria, bongôs e caneca; e George Martin – piano.

THE BEATLES - A HARD DAY'S NIGHT - OFFICIAL VIDEO

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JOHN LENNON - I'M LOSING YOU - 1980 ⭐⭐⭐⭐⭐

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Publicada originalmente em 9 de setembro de 2014
“I’m Losing You” foi escrita por John Lennon e lançada em seu álbum de 1980 Double Fantasy. Foi concluída nas Bermudas em junho de 1980, depois que Lennon tentava telefonar para Yoko Ono e não conseguia. “I’m Losing You” também aparece na coletânea The John Lennon Collection de 1982, na boxset John Lennon Anthology de 1998, na compilação da caixa, no disco Wonsaponatime, na coletânea Working Class Hero de 2005, The Definitive Lennon e em 2010 para o álbum Gimme Some Truth.
Uma primeira versão da canção recebeu o título provisório de “Stranger’s Room”. Lennon gravou uma versão demo de “I’m Losing You” em julho de 1980. Esta versão, parte da qual apareceu em The Lennon Lost Tapes, foi tocada no violão com uma bateria eletrônica. O Produtor Jack Douglas sugeriu inicialmente que Lennon usasse o Cheap Trick como banda de apoio para tocar na música. Essa versão com o Cheap Trick foi gravada em 12 de agosto de 1980. Eles também gravaram uma versão de Yoko Ono para "I'm Moving On" (Eu estou seguindo em frente), que é um complemento para “I’m Losing You”.
Por mais que tenham ficado boas, essas versões não apareceram no Double Fantasy. As possíveis razões para as suas exclusões são de que a gestão do Cheap Trick quisesse muito dinheiro, ou que Lennon acreditava que as performances foram mais "pesadas" do que ele queria. No entanto, quando a versão de “I’m Losing You” do Double Fantasy foi ser gravada, a versão com o apoio do Cheap Trick foi tocada para os músicos da sessão para ajudar a inspirar as suas performances. Essa versão com o Cheap Trick finalmente apareceu em John Lennon Anthology.

“I’m Losing You” foi gravada pela primeira vez com os músicos do Double Fantasy, em 18 de agosto de 1980, mas Lennon não gostou desse desempenho e assim uma terceira gravação foi feita em 26 de agosto, a que foi lançada em Double Fantasy. Um arranjo de sopros foi adicionado em 5 de setembro, mas este acabou por ser excluído da versão final. O vocal final de Lennon foi gravado em 22 de setembro.

No início do projeto, “I’m Losing You” estava planejada para ser lançada como single, mas depois do assassinato de John Lennon, isso foi descartado como "assustadoramente inapropriado".


JOHN LENNON - AS INCRÍVEIS FOTOGRAFIAS DE ROGER FARRINGTON

SAM COOKE - YOU SEND ME - 1957 ⭐⭐⭐⭐⭐

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"You Send Me" foi compsta e gravada originalmente pelo cantor americano Sam Cooke, lançada como single em 1957 pela Keen Records. Produzida por Bumps Blackwell e arranjada e conduzida por René Hall"You Send Me", single de estreia de Cooke, foi um enorme sucesso comercial, tornando-se um hit número 1 na parada Rhythm & Blues Records da Billboard e na Billboard Hot 100. Foi nomeada como uma das 500 gravações de rock and roll mais importantes pelo Rock & Roll Hall of Fame. Em abril de 2010, "You Send Me" ficou em 115º lugar na lista das 500 Maiores Canções de Todos os Tempos da revista Rolling Stone. Desde seu lançamento, "You Send Me" se tornou um marco do gênero soul, que Cooke ajudou a criar. Em 1998, foi introduzida no Hall da Fama do Grammy.
"You Send Me" foi regravada por dezenas de artistas de diferentes áreas da música, incluindo Jesse Belvin, Nat King Cole, Teresa Brewer, Michael Bolton, The Drifters, The Everly Brothers, The Four Seasons, Bobby Vee, José Feliciano, Aretha Franklin, Steven Houghton, Nicolette Larson, Steve Miller Band, Van Morrison, Otis Redding, Sam & Dave, Percy Sledge, Roy Ayer, Paul & Paula (1963), The Supremes, The Manhattans, Rachelle Ferrell, Fairground Attraction, Marcia Hines, Whitney Houston, Gregory Porter, the Chicks, Ponderosa Twins Plus One, Lynda Carter do At Last, e Judie Tzuke do The Beauty Of Hindsight e Rod Stewart.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

THE BEATLES - MATCHBOX - 1964 - SENSACIONAL! ★★★★

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"Matchbox" é um rockabilly escrito e gravado por Carl Perkins e lançada em 1957. Foi gravada por Perkins em dezembro de 1956 e por Jerry Lee Lewis - que tocou piano na faixa original - em 1958. Sam Phillips e a Sun Records lançaram a versão de Carl Perkins como lado B de "Your True Love". Embora apenas o lado A tenha se tornado um hit recorde em 1957, "Matchbox" é uma das gravações mais conhecidas de Perkins e uma variedade de músicos gravaram a melodia.

Os Beatles eram fãs de Perkins e tocaram "Matchbox" durante seus shows em 1961 e 1962. A música serviu como vocal para o baterista, Pete Best, até sua demissão em agosto de 1962, quando passou a ser cantada por John Lennon. Uma versão ao vivo de dezembro daquele ano foi incluída no álbum de 1977  'Live! at the Star-Club in Hamburg, Germany'; 1962. Em julho de 1963, os Beatles tocaram "Matchbox" com Ringo Starr, o substituto de Best, nos vocais principais para seu programa de rádio da BBC 'Pop Go the Beatles'. Esta versão foi incluída no álbum de 1994 'Live at the BBC'. Ringo também fez os vocais quando a banda gravou a música para seu EP Long Tall Sally em 1964.
Perkins estava visitando Londres e foi convidado para observar a sessão em 1º de junho. Ringo mais tarde se lembrou de ter se sentido "muito envergonhado" porque estava com a garganta ruim; dois dias depois, ele foi hospitalizado com amigdalite aguda e faringite, resultando em sua perda do início da turnê mundial dos Beatles. A banda foi complementada na gravação pelo produtor George Martin, que tocou piano. "Matchbox" foi lançada no Reino Unido em 19 de junho como a faixa final de 'Long Tall Sally'. Nos Estados Unidos, apareceu no álbum da Capitol Records 'Something New' em julho, antes de ser lançada em um single, apoiada por "Slow Down", de Larry Williams em 24 de agosto.
"Matchbox" atingiu o pico de número 17 em três paradas musicais: nos EUA, Billboard Hot 100 e Cash Box e, no Canadá, na RPM Top 40 chart"Matchbox" posteriormente apareceu nos álbuns dos Beatles 'Rock 'n' Roll Music' e 'Past Masters'. Os Beatles levaram cinco takes para serem perfeitos. Ringo Starr tocou bateria e cantou simultaneamente, e depois duplicou seus vocais. Na mesma noite, também gravaram ‘I’ll Cry Instead’, ‘Slow Down’, e ‘I’ll Be Back’"Matchbox" foi gravada nos estúdios da EMI em Abbey Road, produzida por George Martin que teve Norman Smith como engenheiro. Ringo Starr faz o vocal principal e toca bateria; John Lennon toca guitarra; Paul McCartney, baixo; George Harrison, guitarra solo e George Martin, piano. Como já dito, Carl Perkins estava em turnê na Grã-Bretanha em 1964, e em 1 de junho ele estava visitando Abbey Road quando os Beatles gravaram sua música. Há rumores de que ele tocou o riff de guitarra baixo que abre a música.

PAUL McCARTNEY - SOMEDAYS - 1997 ⭐⭐⭐⭐⭐⭐

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Confira PAUL McCARTNEY - SOMEDAYS - SENSACIONAL!******, publicada em 5 de dezembro de 2021.

As imagens que aparecem no vídeo são do bonito filme “O Leitor”, de 2008, drama dirigido por Stephen Daldry, que teve cinco indicações ao Oscar e levou o de melhor atriz com Kate Winslet.

GEORGE HARRISON - RISING SUN 🌞🌞🌞🌞🌞🌞🌞🌞

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Há 23 anos, depois de mais de 20 anos do tauma pela morte de John lennon, outro choque. Menor porque dessa vez, já estava anunciado. Nosso caçula,  nosso guitarrista preferido partiu desse mundo material no dia 29 de novembro de 2001, com apenas 58 anos.
"Rising Sun" é a 5ª faixa do álbum Brainwashed de George Harrison lançado em 18 novembro 2002. Foi gravada em Friar Park Studios (estúdio caseiro de George Harrison), produzida por George Harrison, Jeff Lynne e Dhani Harrison. "Rising Sun" está entre as melhores canções da carreira de Harrison. Foi composta durante a turnê de 1991 no Japão, 'terra do sol nascente'Brainwashed foi lançado em 18 de novembro de 2002, um ano depois da passagem de Harrison em 29 de novembro de 2001. George Harrison: vocais, slide guitar, violão e backing vocals; Jeff Lynne: baixo, guitarra elétrica e backing vocals; Dhani Harrison: órgão Wurlitzer; e Jim Keltner: bateria.
Os primeiros sinais de câncer em Harrison apareceram em 1997. A doença logo se espalhou e enquanto buscava tratamentos, seus esforços para completar seu último registro se intensificaram. Duas pessoas foram fundamentais para esse esforço, em todos os sentidos da palavra, um foi seu filho Dhani Harrison. Outro era seu amigo Jeff Lynne, da ELO, influenciado pelos Beatles, produtor do Cloud Nine e companheiro de banda nos Traveling Wilburys. Lynne daria os toques finais no disco depois que George partisse. Para George, agora a morte não era mais uma base abstrata para a composição de canções. Era real, e o mandato era claro: completar o novo álbum. Mas, apesar dessa pressão única sobre ele, Harrison ainda tinha perspectiva como artista, e é por isso que as músicas e o álbum como um todo funcionam tão bem fora do contexto em que foram feitos. Isso é parte do que fez dele o talento que ele era; ainda poderia fazer o que estava escrevendo soar verdadeiro para seu público. E ele foi capaz de fazer isso sendo honesto e equilibrando as ideias de uma música com as de outra. “Stuck Inside A Cloud”, que também aparece em Brainwashed, é sua reflexão sobre perder a vida material de alguém e saber que isso significa separação daqueles que se deixa para trás. Em 2001, ele parecia não ter ilusões sobre o que aquela perda significava para as pessoas ao seu redor e para ele mesmo. Com “Rising Sun”, ele equilibra um pouco esse sentimento de perda, com esta vida na terra como um reflexo de algo maior, algo além das aparências, e algo dentro de nós mesmo. O que quer que Harrison estivesse passando pessoalmente, a música ainda é sobre a maravilha de ser, de estar vivo.

"Existem versos em Rising Sun que soam como se pertencessem à doença dele, mas há muitos significados duplos ali. Também há muito humor negro, e às vezes as pessoas podem interpretar isso como algo mais grave do que meu pai pretendia". Dhani Harrison - novembro de 2002.

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

DOCUMENTÁRIO THE BEATLES'64 ESTÁ NO DISNEY+

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Produzido por Martin Scorsese, o documentário Beatles ‘64 em cartaz no Disney+ registra a primeira visita dos Beatles aos Estados Unidos, em fevereiro de 1964, quando foram recebidos por milhares de fãs no aeroporto em uma histeria sem precedentes. A apresentação de estreia da banda na TV, no programa de variedades “The Ed Sullivan Show”, alcançou a maior audiência da época, com mais de 73 milhões de espectadores e marcou o momento que a beatlemania tomou conta do país. 
O filme é dirigido por David Tedeschi e inclui imagens raras restauradas em 4K e entrevistas atuais com Ringo e Paul, que atribui o entusiasmo da época como um escape para uma nação que estava em luto pela morte do presidente John F. Kennedy pouco mais de dois meses antes.